9º ANO - MT - Volume 2 - PROFESSOR
9º ANO - MT - Volume 2 - PROFESSOR
DE ATIVIDADES:
MS + APRENDIZAGEM
MATEMÁTICA
9º ANO
DO ENSINO FUNDAMENTAL
Volume 2
CADERNO DO
PROFESSOR
2025
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
AULAS
11 e 12. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Dados numéricos em tabelas simples e de dupla entrada: leitura e interpretação
13 e 14. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
As tabelas e os gráficos de setores
15 e 16. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
A apresentação de dados em gráficos de linhas
17 e 18. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
O estudo do plano cartesiano na malha quadriculada
19 e 20. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
Interpretação e movimentação de objetos
ANOTAÇÕES
INTRODUÇÃO
Caros Educadores,
É com imensa satisfação que apresento o Caderno de Atividades do MS + Aprendizagem, um material
de apoio elaborado especialmente para vocês, os protagonistas da educação dos nossos estudantes. Nosso
caderno foi desenvolvido para oferecer recursos práticos que estimulam a aprendizagem contínua e fortale-
cem o conhecimento dos estudantes, especialmente em Leitura e Resolução de Problemas Matemáticos.
Reconhecendo os desafios diários da sala de aula, este material visa apoiar cada professor na im-
plementação de estratégias que promovam o desenvolvimento progressivo das competências essenciais,
sempre adaptadas às necessidades de cada etapa. Vocês encontrarão atividades e orientações que res-
peitam o ritmo dos estudantes, promovendo uma experiência de ensino dinâmica e colaborativa.
Além disso, o caderno incentiva a participação ativa dos estudantes por meio de metodologias que
desenvolvem o pensamento crítico, a resolução de problemas e a aplicação criativa do conhecimento.
Ele também disponibiliza ferramentas para um acompanhamento contínuo do progresso dos estudantes,
permitindo ajustes no processo de ensino para que ninguém fique para trás.
Desenvolvido para apoiar professores, gestores e estudantes na superação das lacunas de aprendi-
zagem em competências fundamentais para o sucesso escolar – o material está alinhado à escala Saeb
(Sistema de Avaliação da Educação Básica), nos apoiando a evidenciar o resultado do nosso trabalho e o
compromisso da rede do Mato Grosso do Sul com a aprendizagem.
Neste ano, o material de Língua Portuguesa e Matemática será implementado nas turmas de 5o e 9o
do Ensino Fundamental e na turma de 3o ano do Ensino Médio, anos estratégicos que consolidam etapas
importantes e facilitam a transição. A ideia é aprendermos com esse processo para, no próximo ano, am-
pliarmos a atuação para outros anos. Para isso, contamos com sua contribuição: indique suas sugestões
à equipe de mediadores educacionais ou pelo nosso formulário oficial de feedback da implementação
desse material por meio do QR Code.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSds5QCE6Kl9q9GwOuLxj-02m_cBDDAsaJPfGIs083a5S3bNTw/viewform?usp=header
Nosso objetivo é proporcionar um ensino público de qualidade, com foco no aprendizado de todos os
nossos estudantes. Com a parceria de cada um de vocês, acredito que podemos transformar a educação
em Mato Grosso do Sul, criando um ambiente inclusivo e estimulante que prepare nossos estudantes para
os desafios do futuro.
Juntos, faremos deste material um grande aliado no desenvolvimento dos nossos estudantes e na
construção de uma educação cada vez melhor.
Atenciosamente,
Hélio Daher
Secretário de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul
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CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS DO DOS
CADERNOS DE ATIVIDADES:
MS + APRENDIZAGEM
Olá, professor!
Os Cadernos de Atividades MS + Aprendizagem são recursos didáticos, construídos para apoiar o
trabalho pedagógico realizado em sala de aula, visando desenvolver competências essenciais ao progres-
so dos estudantes que estão finalizando cada etapa da educação básica, com foco em Língua Portuguesa
e Matemática. O objetivo central é a elevação dos níveis de proficiência, por meio de aprendizagem
progressiva, de acordo com a organização das habilidades na Escala de Proficiência do Sistema de Avalia-
ção da Educação Básica (Saeb), alinhadas, à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Currículo de
Referência de Mato Grosso do Sul (CRMS).
O material foi produzido com base nos níveis progressivos da Escala de Proficiência do Saeb. A Matriz
Saeb é essencial para consolidar práticas pedagógicas e alinhar os conhecimentos às competências avalia-
das, garantindo uma estrutura consistente e orientada às metas de aprendizagem. Entretanto, com a Esca-
la, ampliamos essa base ao incorporar uma visão progressiva do desenvolvimento das habilidades, permi-
tindo maior precisão no diagnóstico e na intervenção pedagógica. Esse modelo potencializa o compromisso
com a melhoria contínua dos resultados educacionais e com a equidade no aprendizado.
Dessa forma, as aulas dos Cadernos de Atividades MS + Aprendizagem começam com um diagnóstico
dos conhecimentos prévios dos estudantes, identificando pontos fortes e áreas que necessitam de desen-
volvimento. Mais do que um recurso didático, este material constitui uma ferramenta de apoio para a efe-
tivação de aprendizagens contínuas, que integram estratégias de ensino para criar um ambiente inclusivo,
dinâmico e centrado no estudante.
Para subsidiar a criação de alguns itens, foram utilizadas ferramentas online, como ChatGPT-4 e
Canva, mediante curadoria da equipe elaboradora. Os textos e imagens elaborados com o apoio dessas
ferramentas estão devidamente referenciados no material.
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Princípios de Ensino e Aprendizagem
A estrutura pedagógica deste material incorpora, ainda, os princípios da teoria da espiral, presente
na BNCC, que organiza o aprendizado como um processo contínuo e cumulativo. Nesse modelo, as habi-
lidades são revisitadas e aprofundadas em níveis crescentes de complexidade, promovendo uma conexão
progressiva entre os conhecimentos prévios e os novos saberes. Esse ciclo contínuo garante que o estu-
dante não apenas relembre o que foi trabalhado, mas também compreenda a aplicação em contextos
mais desafiadores e variados.
Matriz-escopo e Sequência:
A elaboração de todo o material partiu do desenho de uma Matriz-escopo, a qual permitiu que esse pro-
jeto fosse realizado de maneira estruturada, eficiente e em conformidade com os parâmetros definidos. Há
uma para Língua Portuguesa e uma para Matemática2, nas quais foram detalhadas as seguintes informações:
O Número das aulas;
O Habilidade de chegada da Escala de Proficiência do Saeb;
O Habilidades relacionadas ao ponto de chegada da Escala de Proficiência do Saeb dos níveis
anteriores;
O Conhecimentos prévios necessários;
O Descritores da Matriz Referência do Saeb;
O Habilidades da BNCC;
O Habilidades do CRMS.
No decorrer de cada aula, são indicadas as metodologias que podem ser trabalhadas para cada habi-
lidade e objeto do conhecimento, mas você, professor, poderá utilizar a que melhor se adeque às turmas
e aos estudantes. Um ponto importante é sobre a necessidade de se trabalhar com grupos colaborativos,
compostos por estudantes com habilidades diferentes, o que traz diversos benefícios, tanto para o desen-
volvimento individual quanto para o aprendizado coletivo. A principal ideia dessa prática é que os estudan-
tes mais avançados, ao compartilharem os conhecimentos e ajudar os colegas, reforçam o que aprenderam
e, ao mesmo tempo, auxiliam os demais a desenvolverem conhecimentos que ainda não consolidaram.
1 LIMA, V. V. Espiral construtivista: uma metodologia ativa de ensino-aprendizagem. Disponível em: https://www.scielo.
br/j/icse/a/736VVYw4p3MvtCHNvbnvHrL/?format=pdf&lang=pt.
2 As Matrizes-escopo de Língua Portuguesa e de Matemática estão disponíveis, respectivamente, nos links: https://docs.
google.com/spreadsheets/d/1bPVoz_iKNADKr6nA0s8XfHJEmc2-BQBf/edit?gid=1026772580#gid=1026772580 e https://docs.google.com/
spreadsheets/d/1Z52QpaTBbpVI5sVZZFhhlzDQS0I0lTjs/edit?gid=903223625#gid=903223625
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Durante essa fase preliminar, você poderá identificar quais estudantes já consolidaram os conheci-
mentos prévios e quais ainda necessitam de apoio. Com base nessa análise, será possível planejar inter-
venções pedagógicas e retomadas direcionadas, garantindo que todos os estudantes estejam nivelados e
preparados para se engajar ativamente nos conteúdos propostos.
O material foi elaborado para estimular o protagonismo estudantil por meio de estratégias peda-
gógicas ativas e diversificadas, como atividades práticas, trabalhos em grupo, produção de conteúdos,
pesquisas, utilização de recursos digitais e não digitais, bem como propostas de trabalhos de campo.
A partir desses procedimentos essenciais, o trabalho com este material deve ir muito além da simples
resolução de itens, pois se configura como uma ferramenta valiosa para potencializar a capacidade leitora
e o desenvolvimento da escrita, assim como o letramento matemático e o raciocínio lógico dos estudantes.
O material está organizado em três volumes, cada um com cinco aulas duplas, totalizando dez aulas
por volume. Essa estratégia pedagógica organiza o ensino em blocos interconectados, nos quais duas
aulas abordam um mesmo tema ou habilidade, de forma integrada. Isso permite que os conhecimentos
sejam explorados com maior profundidade e que as atividades sejam trabalhadas de maneira contínua,
respeitando o ritmo de aprendizado dos estudantes. Durante a primeira aula, são introduzidos os concei-
tos principais, enquanto, na segunda, os estudantes têm a oportunidade de consolidar o que aprenderam
e aplicar as habilidades em atividades mais complexas. Esse modelo favorece a fixação e a construção do
conhecimento, assim como o desenvolvimento de competências críticas, reflexivas e criativas.
Sugere-se que parte dessas duas aulas seja dedicada à leitura coletiva dos itens propostos, com foco
na cooperação e na troca de ideias, criando um ambiente propício à inovação e ao aprendizado mútuo.
Em vez de competir, os estudantes colaboram para resolver problemas, tomar decisões e encontrar solu-
ções de forma mais eficiente. É relevante reservar alguns minutos para que os estudantes socializem as
estratégias utilizadas durante a execução das atividades.
Para isso, o material traz o Caderno do Professor e, nele, as miniaturas do Caderno do Estudante. As-
sim, você tem acesso a uma organização objetiva, com seções que orientam o planejamento, a execução
e a avaliação do processo de ensino-aprendizagem. Cada seção foi pensada para atender às suas necessi-
dades, assim como as dos estudantes, oferecendo ferramentas para o desenvolvimento das competências
e a promoção de uma aprendizagem significativa. São essas seções que você vai encontrar no material:
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2. Quadro de gradação dos níveis de proficiência: É uma ferramenta essencial, uma vez que orga-
niza a progressão das habilidades dos estudantes, conforme a Escala de Proficiência do Saeb. Ele mostra
como cada nível de aprendizado é construído sobre o anterior, permitindo a você acompanhar o progresso
dos estudantes de maneira estruturada e, ainda, identificar em que pontos podem estar as maiores fra-
gilidades. Tem como principal finalidade oferecer uma visão detalhada e organizada sobre o processo de
desenvolvimento das habilidades esperadas para os estudantes, alinhando as expectativas pedagógicas
aos níveis de proficiência e aos conhecimentos prévios necessários. Essa ferramenta foi desenvolvida
para apoiá-lo na análise criteriosa de três elementos centrais: os níveis de gradação da habilidade-meta,
o desenvolvimento esperado para os estudantes em cada nível, os conhecimentos prévios e os objetos de
conhecimento que precisam ser ativados ou trabalhados antes do avanço.
3. Trilha formativa: É uma estrutura pedagógica para organizar o desenvolvimento das habilidades
dos estudantes em etapas progressivas, que, quando respeitadas, promovem um aprendizado gradual e
consistente. Essa trilha, fundamentada em princípios pedagógicos objetivos, articula a lógica da Taxo-
nomia de Bloom3 e da Escala de Proficiência do Saeb, oferecendo um roteiro estruturado para que você
planeje e conduza o ensino de forma estratégica.
Essa Seção se conecta, diretamente, com as seções Conectando-se com o conhecimento e Explo-
rando e avançando no conhecimento do Caderno do Estudante:
0 Seção Conectando-se com o conhecimento: Nessa seção, o estudante é incentivado a revisitar
conceitos fundamentais e identificar o que já sabe sobre as habilidades a serem trabalhadas. As
atividades propostas são estruturadas para ativar memórias anteriores, estimular a associação
entre novos e antigos conhecimentos e diagnosticar áreas que demandam maior atenção. Com
base nas estratégias do Caderno do Professor, você poderá utilizar essa etapa para observar a
base de conhecimento da turma e identificar as fragilidades que precisam ser observadas antes
de avançar para conhecimentos mais complexos.
0 Seção Explorando e avançando no conhecimento: Esta seção aprofunda o diagnóstico inicial,
introduzindo atividades que combinam revisão e aplicação de conceitos já trabalhados com
conceitos novos, oferecendo um nível de desafio moderado.
5. Resumo sobre o que os itens apresentam: Esta seção foi pensada para oferecer uma visão deta-
lhada dos itens presentes no Caderno do Estudante, destacando os objetivos pedagógicos de cada item
e como eles se encaixam no processo de ensino-aprendizagem. Os itens estão organizados em três níveis
– nivelamento, consolidação e aprofundamento – refletindo uma progressão intencional de complexidade
para acompanhar o desenvolvimento das habilidades dos estudantes.
Os itens de nivelamento são o ponto de partida para diagnosticar o conhecimento prévio da turma e
reforçar os conceitos fundamentais necessários para avançar no conhecimento; os itens de consolidação
3 Para saber: FERRAZ, A.P.C. M.; BELHOT, R. V. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das
adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Disponível em: https://www.scielo.br/j/gp/a/
bRkFgcJqbGCDp3HjQqFdqBm/?format=pdf&lang=pt Acesso em 18 fev. de 2025.
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ajudam os estudantes a fortalecer as habilidades centrais desenvolvidas nas aulas; os itens de aprofunda-
mento foram pensados para desafiar os estudantes com atividades mais complexas, relacionadas à habi-
lidade-meta, que exigem análise um pouco mais crítica, pensamento criativo e resolução de problemas.
6. Itens comentados: Esta seção do Caderno do Professor corresponde à seção “Aplicando o conhe-
cimento” do Caderno do Estudante. Tem como objetivo oferecer ao professor informações detalhadas
sobre cada item presente no Caderno do Estudante, funcionando como uma ferramenta essencial para
compreender o raciocínio dos estudantes e ajustar as estratégias pedagógicas de forma eficaz. Essa se-
ção inclui a indicação do gabarito, explicações detalhadas sobre ele e uma análise cuidadosa acerca dos
distratores – opções “incorretas” que são ferramentas estrategicamente incluídas no item avaliativo. Os
distratores, longe de serem apenas “erros”, desempenham um papel pedagógico importante, pois refle-
tem interpretações ou caminhos de pensamento que os estudantes podem seguir ao resolver um item.
Os itens deste material seguem a mesma estrutura dos itens de avaliação do Saeb, compostos por
elementos fundamentais que auxiliam na identificação e compreensão dos níveis de aprendizagem dos
estudantes, transformando-se em excelentes ferramentas para gerar oportunidades de consolidação da
aprendizagem.
Além desses elementos, os itens deste material trazem o comentário da resposta e as justificativas
para cada distrator, detalhando por que a alternativa é adequada, sugere conhecimentos prévios para a
resolução do item, assim como estratégias para o seu desenvolvimento com os estudantes, além de co-
mentários pedagógicos sobre o gabarito (resposta esperada). Nos distratores, os comentários justificam
cada um, elucidando os possíveis equívocos que levariam o estudante a escolhê-los.
7. Sugestões de práticas/metodologias diferenciadas: Esta seção foi planejada para apoiar você,
professor, no desafio de atender estudantes com diferentes níveis de aprendizagens, oferecendo estraté-
gias que promovam a participação de todos, sem sobrecarregar sua prática pedagógica. Essa abordagem
propõe possibilidades reais e factíveis que respeitam o contexto da sala de aula.
8
tanto no Caderno do Professor quanto no Caderno do Estudante, propondo atividades relacionadas ao
tema central das aulas, desafiando os estudantes a refletirem, criarem e a conectarem os conhecimentos
adquiridos às situações reais e diversificadas. Você, professor, é apoiado com orientações sobre como
conduzir e enriquecer esse processo.
No Caderno do Estudante, essa seção cria oportunidades para que os estudantes desenvolvam a au-
torregulação, ao refletirem sobre o que aprenderam, identificando as conquistas e reconhecendo áreas
que precisam ser aprimoradas. Por meio de atividades como autoavaliações, sínteses de aprendizado e
discussões em grupo, os estudantes são incentivados a monitorar o próprio progresso, ajustando estratégias
de estudo e planejamento, conforme necessário. Esse processo fortalece a autonomia e a capacidade de
autogestão, competências essenciais para o aprendizado ao longo da vida.
9
Parte Específica: Componente Curricular – Matemática
O ensino da Matemática, atualmente, tem uma abordagem renovada, com o objetivo de tornar os
estudantes protagonistas de seu aprendizado, proporcionando um ensino mais dinâmico, contextualizado
e interativo. As mudanças no ensino da Matemática são impulsionadas pela BNCC e, consequentemente,
pelo CRMS com o intuito de garantir que todos os estudantes desenvolvam competências essenciais para
a vida cidadã e preparo para o mundo do trabalho.
Uma das grandes transformações do ensino da Matemática nas escolas é a ênfase em sua aplicabi-
lidade no cotidiano. Em vez de apenas ensinar a Matemática de forma abstrata, o foco está em como os
conceitos podem ser usados para resolver problemas reais. Por exemplo:
O Educação Financeira: os estudantes aprendem sobre economia e consumo consciente; no
estudo das operações básicas, sobre descontos, prestações, orçamentos e outros aspectos do
planejamento financeiro pessoal.
O Exploração de dados: dados do mundo real e problemáticas da sociedade podem ser utilizadas,
por exemplo, para ensinar probabilidade e estatística; informações sobre o clima, esportes,
educação alimentar ou dados de eleições podem ser usados na interpretação de gráficos e
tabelas, cálculo de médias, medianas, moda e probabilidades.
É nesse contexto que as aulas de Matemática dos Cadernos de Atividades MS + Aprendizagem fo-
ram elaboradas. A chave é envolver os estudantes em desafios e problemas práticos e usar a Matemática
como uma ferramenta para compreender o mundo ao seu redor. As aulas foram planejadas seguindo uma
lógica de progressão, em que os estudantes vão aprofundando os conhecimentos de forma gradual em
cada um dos eixos de conhecimento: Números e Operações/Álgebra e Funções, Tratamento de Informa-
ções, Espaço e Forma e Grandezas e Medidas.
10
Os eixos de conhecimento da matemática
Eixo Fundamento Objetivos e habilidades Importância
11
Esse eixo é fun-
damental para a
• Entendimento de sistemas de unida- quantificação de
des (como o Sistema Internacional de fenômenos físicos
Unidades - SI). e científicos e é
Esse eixo envolve o estudo de me- • Conversão de unidades de medida. essencial para ati-
didas e quantidades associadas a
vidades cotidianas,
diferentes grandezas (como com- • Estudo das propriedades das grande-
Grandezas zas e como elas se relacionam (por como o planeja-
primento, área, volume, massa,
e medidas exemplo, a relação entre velocidade, mento de compras,
tempo, temperatura, etc.), além
distância e tempo). construção, culiná-
de suas unidades de medida e suas
• Aplicação de expressões algébricas ria, entre outras.
conversões.
para calcular grandezas em diferen- Além disso, a medi-
tes contextos (como área de uma su- ção de grandezas é
perfície ou volume de um sólido). amplamente usada
em profissões técni-
cas e científicas.
Outro ponto importante é que as aulas foram elaboradas tendo como aporte a utilização das habili-
dades previstas na Escala de Proficiência do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), interrela-
cionando-as com as habilidades da BNCC, do CRMS e com os descritores da Matriz de Referência do Saeb.
Essa interrelação é essencial para que as aulas do Caderno de Atividades MS + Aprendizagem dialoguem
com o CRMS e com os projetos já desenvolvidos na escola e os complementem, fortalecendo as ações
pedagógicas e o aprendizado dos estudantes.
Conforme os dados do Saeb 2023, o desempenho médio dos estudantes da educação básica de Mato
Grosso do Sul está atualmente nos níveis de proficiência, de acordo com a Escala de Proficiência do Saeb,
relacionados no quadro a seguir.
Por exemplo, as Aulas 1 e 2 do 5º ano do Ensino Fundamental foram elaboradas com o objetivo de
que os estudantes alcancem o Nível 6 da Escala de Proficiência do Saeb, conforme detalhamentos a se-
guir, previstos na Matriz Escopo e Sequência, promovendo a progressão no processo de aprendizagem do
estudante.
12
(EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a ordem de cen-
tenas) pela compreensão de características do sistema de numeração
decimal (valor posicional e função do zero).
Habilidades BNCC
(EF05MA01) Ler, escrever e ordenar números naturais até a ordem das
centenas de milhar com compreensão das principais características do
sistema de numeração decimal.
D13 - Reconhecer e utilizar características do sistema de numeração decimal,
Descritor da Matriz de Referência Saeb
tais como agrupamentos e trocas na base 10 e princípio do valor posicional.
13
A aplicação de situações-problema do cotidiano, em Matemática, desempenha um papel importante
no ensino desse componente curricular, pois conecta os objetos de conhecimento da Matemática com a
realidade e proporciona aos estudantes uma percepção mais ampla e prática do que aprenderam. Quan-
do os problemas matemáticos são contextualizados no cotidiano, os estudantes conseguem ver a utilida-
de da Matemática em situações reais, tornando o aprendizado mais interessante, relevante e motivador.
George Pólya, um dos matemáticos mais influentes do século XX, desenvolveu um método estrutu-
rado para a resolução de problemas matemáticos amplamente utilizado até hoje. Pólya apresentou um
conjunto de estratégias e etapas para auxiliar os estudantes a resolver problemas de maneira sistemáti-
ca e eficaz. Em seu livro Como Resolver Problemas4, ele detalha essas estratégias. O método é dividido
em quatro etapas principais, que podem ser aplicadas a problemas matemáticos de diferentes níveis e
complexidade.
4 BALIEIRO FILHO, I. F. A arte de resolver problemas de Polya. In: Arquimedes, Pappus, Descartes e Polya: quatro episódios
da história da heurística [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2017, pp. 133-147.Disponível em: https://books.scielo.org/id/mvxd6/
pdf/balieiro-9788595461765-08.pdf. Acesso em 18 de fev. de 2025.
14
Portanto, ressalta-se o olhar voltado para o desenvolvimento de habilidades de comunicação, por
meio do conhecimento matemático. Nessa perspectiva, as aulas apresentam diversas propostas nas quais
os estudantes devem explicar e/ou justificar as suas respostas, seja verbalizando ou explicitando de
maneira escrita. Merece destaque, também, as oportunidades em que os estudantes serão incentivados
a explicarem o caminho que seguiram para encontrar a resposta alcançada, de modo a se distanciar de
uma Matemática que se preocupa, exclusivamente, com resultados numéricos.
Que esta nova jornada com o Caderno de Atividades MS + Aprendizagem seja repleta de desco-
bertas, desafios inspiradores e conquistas gratificantes. Você tem uma ferramenta poderosa nas mãos e,
com o seu trabalho e talento, ela se transformará em um caminho de crescimento para os estudantes.
O seu planejamento é a base para construir sonhos e transformar vidas. Sabemos da sua capacidade de
fazer a diferença!
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ANOTAÇÕES
Dados numéricos em
11e12
Aulas
tabelas simples e de
dupla entrada: leitura e
interpretação
Aula 11
Professor, ao término das aulas 11 e 12, espera-se que os estudantes sejam capazes de interpre-
tar corretamente as informações apresentadas em tabelas de dupla entrada, compreendendo as re-
lações entre as variáveis dispostas nas linhas e colunas. Identificar e comparar dados em diferentes cé-
lulas da tabela, reconhecendo padrões, variações e tendências são habilidades importantes na Estatística
para extrair conclusões a partir dos dados apresentados, realizando inferências e respondendo a questões
baseadas na análise da tabela, que possibilitará o desenvolvimento das habilidades: Desenvolvimento
do pensamento crítico; Aperfeiçoamento da capacidade analítica; Desenvolvimento de habilidades de
resolução de problemas; Melhora da capacidade de comunicação de dados; Preparação para o uso de
ferramentas estatísticas e científicas; Habilidade para tomar decisões baseadas em dados; Capacidade
de planejamento e previsão; Promoção da autonomia no aprendizado.
Estas aulas fazem parte de um caminho formativo que visa elevar o nível de proficiência dos
estudantes em Matemática para o nível 4, por meio do nivelamento, consolidação e aprofundamento
de conhecimentos essenciais, esperados para os estudantes ao final do 9º ano do Ensino Fundamental
- Anos Finais. Atualmente, os estudantes estão situados no final
do nível 2, da Escala de Proficiência do Sistema de Avaliação da
Educação Básica - Saeb (https://download.inep.gov.br/publicacoes/ Acesse, por meio do
institucionais/avaliacoes_e_exames_da_educacao_basica/escalas_ Qr Code, a Escala
de_proficiencia_do_saeb.pdf.). Assim, eles serão guiados por meio de de Proficiência do
um bloco de itens que começam com a identificação de informações Saeb
simples e básicas referentes ao objeto de conhecimento e progridem
para a análise de dados dispostos em uma tabela de dupla entrada.
O ponto de chegada referente ao eixo de conhecimento tratamento de informações e ao objeto de
conhecimento das aulas será a habilidade de analisar dados dispostos em uma tabela de dupla entrada,
indicada no nível 4 da Escala de Proficiência do Saeb. O foco das aulas é promover a transição do nível 3
para o nível 4 e, nesse processo, é importante reforçar os conhecimentos indicados nos níveis anteriores,
uma vez que, na Escala, eles são cumulativos. Assim, para haver o desenvolvimento dos conhecimentos
do nível 4, os estudantes devem dominar as habilidades anteriores referentes ao objeto de conhecimento.
17
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
No quadro a seguir, está descrita a gradação nos diferentes níveis de desenvolvimento, assim como
os conhecimentos relevantes que os estudantes precisam para elevar as aprendizagens necessárias e
consolidar o nível 4. A Escala de Proficiência do Saeb é estruturada em níveis cumulativos, cada um cons-
truído sobre o domínio das habilidades do nível anterior. Especificamente, para a habilidade de analisar
dados dispostos em uma tabela de dupla entrada, os níveis podem ser organizados e compreendidos da
seguinte forma:
O ponto de chegada é:
Objeto de conhecimento:
Análise e interpretação de dados em tabelas.
Anotações
18
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
3. Trilha formativa
Para verificar se há estudantes que, porventura, ainda não tenham desenvolvido todos os conheci-
mentos, conforme indicados na trilha formativa, em relação a analisar dados dispostos em uma tabela
de dupla entrada, considere as sugestões a seguir para o levantamento, conforme a Seção Conectando-
-se com o conhecimento no Caderno do Estudante.
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PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Preste atenção nas respostas para identificar conceitos que eles já dominam e os que precisam ser
reforçados.
Além dos questionamentos contidos no Caderno do Estudante, você pode ainda utilizar o quadro
para fazer algumas atividades de Relembrar Conceitos, com o objetivo de ajudar os estudantes a se re-
conectarem com o que aprenderam em anos anteriores. Para isso você pode apresentar um exemplo de
uma tabela simples e outro de uma tabela de dupla entrada e fazer a leitura coletiva das informações
contidas nas tabelas. Além disso, você pode fazer uma série de perguntas para aguçar a participação dos
estudantes:
O Qual o título da tabela?
O Qual é ou são as habilidades em estudo?
O Qual a maior e a menor ocorrência dos dados?
O Qual a soma total dos dados?
0 Identifique o título da tabela: O título indica o assunto e o contexto dos dados. Isso ajuda a
entender do que a tabela trata antes de analisar os números.
0 Observe o cabeçalho e as colunas: Analise os rótulos das colunas para identificar o tipo de
informação apresentada, como quantidade, datas ou categorias específicas.
0 Leia os dados com atenção: Observe os valores presentes em cada linha e coluna. Identifique
os valores mais altos, mais baixos, e padrões simples como crescimento ou redução.
0 Faça comparações simples: Compare os valores entre diferentes linhas ou colunas para
responder perguntas básicas, como “Qual é o maior valor?” ou “Quantos itens estão acima ou
abaixo de uma média?”
0 Tire conclusões simples: Com base nos dados, tente responder ao que a tabela indica sobre o
tema e use esses valores para fazer deduções rápidas.
Para as tabelas de dupla entrada:
0 Compreenda o contexto geral: Leia o título e os rótulos das linhas e colunas para entender a
relação entre as duas variáveis apresentadas na tabela.
0 Identifique as intersecções de dados: Em tabelas de dupla entrada, cada célula é o resultado
da intersecção entre uma linha e uma coluna. Observe como esses valores representam a
relação entre as duas variáveis.
0 Interprete os eixos de análise: Analise os dados tanto nas linhas quanto nas colunas. Por
exemplo, uma linha pode representar uma categoria (como um grupo demográfico ou uma faixa
etária), enquanto as colunas representam diferentes períodos, lugares ou categorias adicionais.
Na seção anterior, os estudantes começaram analisar dados dispostos em uma tabela de dupla en-
trada. Por meio das atividades propostas no Caderno do Estudante, na seção Explorando e avançando no
conhecimento, você terá a oportunidade de nivelar a turma com base no diagnóstico realizado. Agora,
20
CADERNO DO
ESTUDANTE
11e12
Aulas Dados numéricos em
tabelas simples e de Início da reprodução do
Caderno do Estudante
dupla entrada: leitura e
interpretação
Aula 11
Olá, Estudante!
As aulas 11 e 12 fazem parte de uma jornada do conhecimento sobre a análise de dados dispos-
tos em uma tabela simples e de dupla entrada. Analisar os dados dispostos em uma tabela simples e de
dupla entrada é muito importante, pois se trata de um conhecimento prévio necessário ao entendimento
destas aulas e de aulas futuras. Vamos explorar essa habilidade juntos e descobrir como aplicá-la em
diversas situações!
O Desenvolver habilidades de pensamento crítico: Analisar dados em tabelas vai aprimorar seu
pensamento crítico, ao observar as relações entre diferentes variáveis, identificar padrões e
tirar conclusões baseadas em evidências. Isso fortalece a sua capacidade de avaliar informações
de forma mais profunda e reflexiva.
O Facilitar a tomada de decisões informadas: Ao aprender a interpretar dados, você se torna
mais apto a tomar decisões fundamentadas, tanto na escola, quanto na vida cotidiana. Analisar
dados em tabelas permite que você compreenda diferentes variáveis e suas interações, o que é
fundamental para tomar decisões racionais e informadas.
O Desenvolver competências matemáticas e estatísticas: A análise de tabelas de dados envolve
operações matemáticas como soma, média, contagem, proporção e outras. Ao praticar essas
operações, você melhora suas habilidades matemáticas, especialmente em áreas como
estatísticas, que são essenciais para diversos campos de estudo e profissões.
O Melhorar a organização e compreensão de informações: A organização de dados em
tabelas permite que você visualize e compreenda informações de maneira estruturada. Isso é
fundamental para organizar o raciocínio e evitar a confusão ao lidar com grandes volumes de
dados ou informações desafiadoras.
87
87
vamos aprofundar esse conhecimento e aprimorar as habilidades para que os estudantes possam analisar
dados dispostos em uma tabela de dupla entrada.
Para aprofundar o conhecimento e aprimorar as habilidades dos estudantes do 9º ano na análise de
dados dispostos em uma tabela de dupla entrada, é importante adotar estratégias pedagógicas que aju-
dem os estudantes a desenvolver uma compreensão sólida do conceito, ao mesmo tempo em que tornam o
aprendizado envolvente e significativo. Aqui estão algumas estratégias que podem ser utilizadas para esse
aprofundamento:
O Exemplos práticos e contextualizados: Apresente exemplos de tabelas simples e de dupla
entrada baseados em situações do cotidiano ou de áreas de interesse dos estudantes, como
esportes, filmes, ou redes sociais. Isso ajudará os estudantes a se conectarem com os dados e a
entenderem a aplicação prática da análise de dados.
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PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
O Atividades interativas: Utilize atividades que incentivem a participação ativa dos estudantes
na construção e análise de tabelas de dupla entrada.
O Simulações e jogos educativos: Promova o uso de simuladores e jogos educativos que envolvam
a construção e interpretação de tabelas de dupla entrada. Esses recursos ajudam a transformar
o aprendizado em uma atividade dinâmica e lúdica.
O Debates e discussões: Realize discussões em sala de aula sobre a interpretação de tabelas de
dupla entrada, incentivando os estudantes a compartilharem suas observações e conclusões.
O Estudos de caso: Use estudos de caso para mostrar como tabelas de dupla entrada são usadas
em contextos reais, como pesquisas de mercado, estatísticas esportivas ou dados demográficos.
Os estudantes podem explorar como esses dados são usados para tomar decisões em diferentes
áreas.
O Desafios de análise de dados: Proponha desafios ou competições em que os estudantes precisem
analisar e interpretar tabelas de dupla entrada dentro de um tempo limitado. Isso estimula a
rapidez e a precisão na interpretação de dados.
O Tecnologias de visualização de dados: Incentive o uso de ferramentas digitais para a visualização
e análise de dados. Os softwares específicos de estatísticas podem ser explorados para que os
estudantes pratiquem a criação de gráficos e a interpretação de dados.
QUADRO 1
Possibilidades de respostas referentes às perguntas da seção Conectando-se com o
conhecimento do Caderno do Estudante
1 Uma tabela é uma forma de organizar dados de maneira clara e organizada.
Ela é organizada em linhas e colunas, onde as linhas geralmente representam o que está sendo estudado e as colunas
representam as variáveis ou características dessas categorias.
No ponto de interseção entre as linhas e colunas, temos os dados que mostram as informações específicas para aquela
combinação.
2 Em primeiro lugar verificar os títulos das linhas e das colunas para entender o que cada uma representa. Depois,
a busca pelos dados relevantes pode ser feita observando os números nas células que correspondem às combi-
nações de interesse.
Encontrar informações importantes em uma tabela é identificar padrões ou valores extremos, como os maiores
ou menores números. Também é importante observar as relações entre os dados das linhas e colunas para iden-
tificar informações chave.
A busca por informações importantes começa pela leitura das categorias nas linhas e nas colunas. A partir daí,
os dados nas células podem ser analisados para identificar os valores que respondem à questão ou objetivo
proposto.
3 A tabela simples tem apenas uma variável em uma coluna e os dados correspondentes em uma linha, enquanto
a tabela de dupla entrada tem duas variáveis, uma nas linhas e outra nas colunas, e as informações são orga-
nizadas nas células conforme a interseção dessas variáveis.
A diferença é que a tabela simples tem apenas uma linha de categorias e uma coluna de dados, enquanto a
tabela de dupla entrada organiza as informações em linhas e colunas, permitindo comparar duas variáveis ao
mesmo tempo.
Uma tabela simples mostra uma única informação por vez, mas a tabela de dupla entrada é mais complexa,
pois apresenta duas variáveis, uma nas linhas e outra nas colunas, o que permite analisar como as duas vari-
áveis se relacionam.
Na tabela simples, as informações estão dispostas em uma coluna ou linha só, já na tabela de dupla entrada,
as informações são distribuídas nas duas dimensões, ou seja, nas linhas e colunas, o que facilita comparar
diferentes dados ao mesmo tempo.
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
O Aplicações no mundo real: Analisar dados em tabelas é uma habilidade fundamental em muitas
áreas da vida real, como negócios, ciências sociais, pesquisas de mercado, saúde, engenharia
e tecnologia. Por exemplo, tabelas de dados são frequentemente usadas para análise de
desempenho, tendências de consumo, estudos demográficos, entre outros.
O Desenvolver habilidades de comunicação: A análise de dados não se limita à interpretação,
mas também envolve a capacidade de comunicar os resultados de forma clara e objetiva. Você
vai aprender a representar suas conclusões, seja em relatórios escritos, apresentações orais ou
gráficos, o que melhora suas habilidades de comunicação.
O Estimular a curiosidade e o interesse por descobertas: Ao interpretar dados, você é incentivado
a investigar mais profundamente certos tópicos ou padrões. Isso estimula a curiosidade e o
desejo de aprender mais sobre as interações entre diferentes elementos, além de desenvolver
a capacidade de fazer descobertas baseadas em evidências.
O Fomentar a resolução de problemas: A análise de dados exige que você resolva problemas ao
identificar soluções baseadas em números e informações concretas. Isso desenvolve a habilidade
de aplicar conhecimentos em situações práticas e ajuda a tomar decisões informadas para
resolver questões cotidianas ou acadêmicas.
Para começarmos esta aula, você e seus colegas responderão algumas perguntas ao professor rela-
tivas ao que já sabem sobre analisar dados dispostos em uma tabela simples, de dupla entrada e gráficos
de colunas. Isso ajudará o professor a entender melhor o que você já conhece e permitirá que ele te
apoie de forma mais eficaz no que será estudado a seguir.
Com as discussões anteriores realizadas por você, seus colegas e o professor, podemos extrair al-
gumas definições importantes para a nossa aula.
Tabela:
0 É uma forma organizada de apresentar dados, permitindo a visualização e análise das
informações de maneira clara.
0 Ela é composta por linhas e colunas, em que as
O linhas: representam diferentes categorias, grupos ou observações; e as
O colunas: contém variáveis ou medidas que se referem às categorias.
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88
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Colunas
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89
Itens 1 a 4 - Nivelamento
São itens de nivelamento que abordam os conhecimentos prévios que os estudantes precisam ter para
desenvolverem as habilidades do nível de proficiência vigente. Esses itens têm a finalidade de reforçar os
conhecimentos prévios dos estudantes sobre a análise de dados expostos em tabelas simples e de dupla en-
trada, antes de introduzir conceitos mais complexos. Esses itens revisam conceitos básicos essenciais para
o progresso e preparam os estudantes para lidar com objetos de conhecimento e itens mais complexos nos
níveis seguintes. Eles permitem a você, professor, personalizar o ensino para atender melhor às necessidades
individuais dos estudantes.
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICAESTUDANTE
Você sabia?!
As Olimpíadas têm suas origens na Grécia Antiga, com os primeiros Jogos Olímpicos registrados ocorren-
do em 776 a.C., na cidade de Olímpia. Esses jogos eram realizados em homenagem a Zeus e incluíam
diversas competições atléticas. As Olimpíadas modernas, por outro lado, começaram em 1896, em Ate-
nas, com a criação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e a intenção de reviver o espírito olímpico.
Desde então, os Jogos Olímpicos têm sido realizados a cada quatro anos, com algumas interrupções
devido a guerras e outros eventos.
Disponível em: https://www.historiaantiga.com/os-jogos-olimpicos-na-grecia-antiga-origens-e-significado/. Acesso em 16 de fev.de 2025.
As tabelas podem variar em formato e complexidade, dependendo do tipo de dados que estão
apresentando e do propósito da análise. Nestas aulas vamos aprender sobre as tabelas simples e de dupla
entrada.
O Tabela simples: uma tabela simples apresenta dados organizados em uma única dimensão, com
uma variável. Ela é composta por linhas e colunas, em que as linhas representam diferentes
categorias ou itens e as colunas contêm as informações associadas a essas categorias.
Características da tabela simples: apresenta uma única medida ou informação sobre cada
categoria.
ATENÇÃO
Você sabe o que é uma variável? Uma variável estatística é uma característica ou propriedade que pode
assumir diferentes valores em uma população ou amostra.
Exemplo de tabela simples:
Nestas duas aulas, temos como foco a análise dos dados dispostos em uma tabela simples e de
dupla entrada.
Observe o exemplo de tabela simples, colocado anteriormente, para responder os seguintes ques-
tionamentos:
(A) Qual o atleta que tem o maior número de medalhas ao longo dos Jogos Olímpicos?
(B) Quais os dois atletas que têm o mesmo número de medalhas?
90
90
Itens 5 a 7 - Consolidação
Referem-se à consolidação do nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb. Nessa etapa, os itens re-
ferem-se à capacidade dos estudantes de analisar dados dispostos em uma tabela de dupla entrada. Os
estudantes devem demonstrar habilidades sólidas para aplicar conhecimentos de maneira prática e inte-
grada, associando novos aprendizados aos que já possuem. O processo envolve a repetição, a aplicação
prática e a integração de novos conhecimentos com os conhecimentos prévios, garantindo uma compre-
ensão profunda e a capacidade de utilizar essas informações de forma eficaz em diferentes contextos.
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PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Itens 8 a 10 - Aprofundamento
São para a ampliação/aprofundamento do conhecimento (posterior ao nível de desempenho atual dos
estudantes nesta etapa de ensino em Matemática). O aprofundamento se refere ao processo de ampliação e
intensificação do conhecimento, permitindo aos estudantes expandirem a compreensão e as habilidades além
do nível atual. Para estudantes que estão no final do nível 2, da Escala de Proficiência do Saeb, o aprofunda-
mento é essencial para alcançarem o nível 4. Isso envolve a exploração de conceitos mais complexos, a apli-
cação do conhecimento em situações novas e desafiadoras e o desenvolvimento de habilidades relacionadas
ao analisar dados dispostos em uma tabela de dupla entrada.
6. Itens comentados
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
ESTUDANTE
MATEMÁTICA
Ficou curioso para saber quais são os tipos de medalhas que cada atleta ganhou? Pesquise e discuta
com seus colegas e o professor qual atleta tem o maior número de medalhas de ouro, prata e bronze!
Desde 1896, os Jogos Olímpicos distribuíram 15.683 medalhas para mais de 140 nações ao longo de 28
edições. A tabela a seguir apresenta os cinco países com os maiores números de medalhas, desde 1896,
a classificação e a quantidade de medalhas que cada país conquistou. Além disso, apresenta a coloca-
ção e a quantidade de medalhas do Brasil.
3º Grã-Bretanha 853
4º França 721
5º China 546
Ficou curioso para saber quantas medalhas de cada tipo (ouro, prata e bronze) cada um desses países
ganhou? Pesquise e discuta com seus colegas e o professor!
Nesse caso, as variáveis estatísticas são: classificação e quantidade total de medalhas conquistadas.
91
91
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PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Aplicando o conhecimento
Você sabia que o Brasil, ao longo da história, iniciou seus passos rumo aos Jogos Olímpicos no dia 20 de agosto
de 1914, data de fundação do que foi chamado na época de Comitê Olímpico Nacional (CON), atualmente,
conhecido como Comitê Olímpico do Brasil (COB)? Desde a estreia na edição de Antuérpia, em 1920, até hoje,
os atletas brasileiros somam participações em 20 edições olímpicas e 170 medalhas, sendo 40 delas de ouro.
Disponível em: https://olympics.com/pt/noticias/brasil-jogos-olimpicos-
relembre-resultados-pais. Acesso em 16 de fev. de 2025.
Item 1. A edição de 2024 dos Jogos Olímpicos acon- Item 2. Ao longo de 24 edições dos Jogos Olímpi-
teceu em Paris, no período de 26 de julho a 11 de cos, o Brasil conquistou 170 medalhas. A tabela a
agosto. Durante 17 dias, os principais atletas do seguir apresenta os melhores medalhistas do Brasil
mundo competiram em 329 eventos de medalhas ao longo das edições:
na capital francesa. O Brasil foi um dos países na
disputa, com uma delegação de 274 atletas. A ta- Medalhistas do Brasil ao longo das edições dos
bela a seguir apresenta o número de medalhas con- Jogos Olímpicos (Brasil, 2024).
quistadas pelo Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024:
Quantidade de
Nome
Medalhas do Brasil nas Olimpíadas medalhas
de Paris 2024 Serginho 04
Tipo Quantidade de medalhas Robert Scheidt 05
Ouro 3 Torben Grael 05
Prata 7 Gustavo Borges 04
Bronze 10 Isaquias Queiroz 05
92
92
Anotações
29
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Item 3 Item 4
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Interpretar dados apresentados em tabela e grá- Interpretar dados apresentados em tabela e grá-
fico de colunas fico de colunas
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Nível 1/Fácil Nível 1/Fácil
Gabarito: B Gabarito: B
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 3. A tabela a seguir apresenta as modalida- Item 4. Observe a tabela a seguir, que apresenta o
des esportivas disputadas por brasileiros com mais número de medalhas de ouro de 10 países ao longo
medalhas olímpicas, nos Jogos Olímpicos de 2024. da história dos Jogos Olímpicos.
Número de medalhas olímpicas brasileiras por Os dez países com o maior número de medalhas
modalidade esportiva de ouro em todos os tempos nos Jogos
Olímpicos
Modalidade Quantidade de
esportiva medalhas Quantidade de
País
medalhas
Atletismo 21
China 38
Vôlei de praia 14
Grã-Bretanha 22
Judô 28
Austrália 17
Vela 19
Japão 27
Natação 14
França 10
Fonte: Brasil nos Jogos Olímpicos” em: https://brasilescola.
uol.com.br/educacao-fisica/o-brasil-nos-jogos-olimpicos.htm. Estados Unidos 39
Acesso em: 1 out. 24.
ROC (Rússia) 20
Observando os dados da tabela, é correto afirmar Países Baixos 10
que a modalidade com maior número de medalhas
foi: Alemanha 10
(A) Atletismo.
Itália 10
(B) Judô.
(C) Natação. Fonte: Disponível em: https://chatgpt.com/c/66fe9f2a-7f4c-
8001-9428-20c760e94279. Acesso em: 1 out. 24.
(D) Vôlei de praia.
De acordo com a tabela, é correto afirmar que o(s)
país(es) com a
Anotações (A) maior quantidade de medalhas de ouro é na
China e a menor é a Itália.
(B) maior quantidade de medalhas de ouro é dos
Estados Unidos, seguido pela China.
(C) menor quantidade de medalhas de ouro é dos
Estados Unidos e com a maior é a França.
(D) mesma quantidade de medalhas de ouro foram
apenas: os Países Baixos, a Alemanha e a Itália.
93
93
31
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Item 5
Aula 12
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Nesta aula, daremos continuidade ao processo de de- Analisar dados dispostos em uma tabela simples
senvolvimento da habilidade de analisar dados dis- Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
postos em uma tabela de dupla entrada, conforme a Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
trilha formativa delineada para estas aulas, a partir da Nível 3/Médio
Escala de Proficiência do Saeb. Nesta etapa, o objeti-
Gabarito: C
vo é fortalecer as competências dos estudantes, am-
pliando os conhecimentos sobre analisar dados dispos-
tos em uma tabela simples e de dupla entrada, como Resposta comentada
estabelecido no nível 4 da Escala. Professor, para responder a este item, os estudantes
Assim, seguiremos com a resolução dos demais itens devem ter a habilidade de analisar dados dispos-
propostos no Caderno do Estudante, aproveitando os tos em uma tabela simples. No item, é solicitado
conhecimentos explorados na aula 11 e aplicando as que os estudantes identifiquem os três países com
estratégias de análise de dados dispostos em uma ta- o maior número de atletas, em ordem decrescente.
bela simples anteriormente discutidas e de dupla en- Para isso, é necessário que os estudantes analisem a
trada que será discutido nesta aula. A proposta é que coluna intitulada Quantidade de atletas e ordenem,
os estudantes trabalhem colaborativamente, discutin- do maior para o menor, os três maiores valores:
do e refletindo sobre a análise de dados dispostos em 558, 465 e 422.
uma tabela simples e de dupla entrada. Para conduzir
esta aula, é importante que: Em seguida, devem verificar, nas mesmas linhas
desses valores, a que países essas quantidades es-
1 faça uma breve retomada do que foi trabalha- tão relacionadas. Portanto, a alternativa correta é
do na aula anterior, revisando que é uma ta- a (C) Estados Unidos, Brasil e Alemanha.
bela, elementos de uma tabela e análise dos Além de responder ao item, é importante discutir
dados em uma tabela. Organize os estudan-
os distratores com os estudantes, para que com-
tes em grupos colaborativos para que possam
resolver, de forma conjunta, os itens de 5 a preendam, caso tenha ocorrido, como eles se dis-
10. Esse momento de interação será essencial tanciaram da resposta correta e, em um item se-
para promover a troca de ideias e fortalecer o melhante, consigam acertar.
aprendizado de todos;
2 Distratores
após a resolução em grupos, promova uma cor-
reção coletiva, incentivando a discussão sobre os Ao analisar dados dispostos em uma tabela simples,
distratores e ajudando os estudantes a compre- o estudante
enderem a lógica por trás de cada alternativa;
Alternativa (A) inverteu a ordem decrescente
3 ao longo da aula, reforce a importância do para crescente.
domínio das habilidades anteriores para ga-
rantir o sucesso na transição do nível 3 para Alternativa (B) considerou os três primeiros países
o nível 4, a fim de que os estudantes tenham expostos na tabela.
propriedade sobre as tabelas simples e de
dupla entrada que encontrarão ao longo do Alternativa (D) considerou os três últimos países
processo formativo. expostos na tabela.
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ESTUDANTE CADERNO
AULAS 11DO
E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
China 416
Anotações
Austrália 421
94
94
Anotações
33
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Professor, para responder a este item, os estudantes Alternativa (A) considerou a primeira atleta da
devem ter a habilidade de analisar dados dispostos tabela como a que possui a maior quantidade de
em uma tabela simples. Para isso, os estudantes de- medalhas.
vem analisar as alternativas e verificar qual possui Alternativa (B) desconsiderou que Birgit Fischer
a interpretação correta em relação à quantidade de possui a mesma quantidade de medalhas das atle-
medalhas conquistadas pelas atletas femininas ao tas dos Estados Unidos.
longo dos Jogos Olímpicos.
Alternativa (D) considerou como a atleta que pos-
0 (A) a atleta Marit Bjorgen possui a maior sui a segunda maior quantidade de medalhas a que
quantidade de medalhas. está logo abaixo da primeira colocada, na tabela.
A segunda coluna da tabela intitulada Quantidade
de medalhas contém o número de medalhas con-
quistadas por cada atleta feminina. Entre os valores
Item 7
elencados, o maior é 18. Após localizar essa infor- Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
mação, os estudantes devem verificar, na mesma li- Analisar dados dispostos em uma tabela simples
nha, a qual atleta está relacionada essa quantidade:
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Larisa Latynina (URSS). Logo, essa alternativa está
incorreta. Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Nível 3/Médio
0 (B) apenas as atletas estadunidenses obtiveram
a mesma quantidade de medalhas. Gabarito: D
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ESTUDANTECADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 6. A tabela a seguir apresenta algumas atletas Atenas (Grécia - 2024) 10 625
femininas com o maior número de medalhas ao lon-
go da história dos Jogos Olímpicos. Pequim (China - 2008) 10 942
Londres (Reino Unido -
Atletas femininas com o maior número de 10 768
2012)
medalhas ao longo dos Jogos Olímpicos
Rio de Janeiro (Brasil -
11 238
Quantidade 2016)
Atleta (país de origem)
de medalhas
Tóquio (Japão - 2020) 11 417
Marit Bjorgen
15
(Noruega) Fonte: Disponível em: https://interativos.ge.globo.com/
Birgit Fischer olimpiadas/especial/o-quadro-historico-de-medalhas.
12 Acesso em: 1 out. 24..
(Alemanha)
Larisa Latynina (URSS) 18 Observando os dados da tabela, é correto afirmar
que a sede, o país e o ano que teve o maior número
Jenny Thompson de atletas foi:
12
(Estados Unidos)
(A) Pequim - China - 2008.
Natalie Coughlin
12 (B) Rio de Janeiro - Brasil - 2016.
(Estados Unidos)
(C) Sydney - Austrália - 2000.
Fonte: Disponível em: https://ge.globo.com/olimpiadas/
noticia/2024/08/05/mulheres-igualam-o-maior-numero-de- (D) Tóquio - Japão - 2020.
medalhas-da-historia-das-olimpiadas.ghtml. Acesso em: 1 out. 24.
20ª Canadá 22
Número de atletas nos Jogos Olímpicos, em seis
países (sede e ano) 23ª Colômbia 8
95
95
35
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Item 8 Item 9
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Analisar dados dispostos em uma tabela de dupla Analisar dados dispostos em uma tabela de dupla
entrada entrada
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Nível 4/Difícil Nível 4/Difícil
Gabarito: C Gabarito: D
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Analisando os países listados na tabela, é correto Observando os dados da tabela, é correto afirmar que
afirmar que (A) o Japão obteve um total geral de 20 medalhas.
(A) o Brasil ficou na 19ª colocação com 13 meda- (B) a França ficou em 5º lugar, com 64 medalhas
lhas. de ouro.
(B) o Canadá ficou na 20ª colocação com 11 me-
(C) os Estados Unidos obteve um total geral de 166
dalhas.
medalhas.
(C) os Estados Unidos ficou na 1ª colocação com
(D) os Países Baixos tem um total de 15 medalhas
121 medalhas.
de ouro e 34 medalhas no total.
(D) Jamaica e Cuba juntas têm mais medalhas que
o Canadá.
Item 10. A delegação de um país nos Jogos Olímpi-
cos é composta por um grupo diversificado de indi-
Item 9. As Olimpíadas de Paris, ocorridas em 2024, víduos que desempenham papéis essenciais para
foram realizadas entre 26 de julho e 11 de agosto e garantir a participação e o sucesso de seus atle-
contaram com mais de 10 mil atletas em 48 modali- tas. Cada delegação é formada por diversas cate-
dades esportivas. A capital francesa recebeu os Jo- gorias de participantes, incluindo atletas, equipe
gos Olímpicos pela terceira vez, já que sediou a com- técnica e administrativa. A composição exata va-
petição nos anos de 1900 e 1924. Na edição francesa ria de acordo com o país e o tamanho da equipe.
de 2024, o Brasil ficou em 20º lugar com 10 meda- A tabela a seguir apresenta o número de mem-
lhas, no ranking de total de medalhas conquistadas. bros de cada delegação dos Jogos Olímpicos de
A tabela a seguir apresenta o número de medalhas Paris, em 2024.
de ouro e o total de medalhas dos 7 primeiros pa-
íses, em ordem decrescente, de cima para baixo,
Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, por número
nesse ranking.
de atletas e delegações.
Delegação
Os sete primeiros colocados nos Jogos
Olímpicos de Paris, em 2024. País Demais
Atleta
membros
Medalhas de Total de
País Estados Unidos 558 72
ouro medalhas
França 401 207
Estados Unidos 40 126
Austrália 421 62
China 40 91 Alemanha 422 41
Japão 20 45 Japão 338 95
Espanha 382 191
Austrália 18 53
Fonte: Disponível em: https://olympics.com/pt/noticias/
França 16 64 atletismo-jogos-olimpicos-paris-2024-resultados-medalhistas.
Acesso em: 1 out 24.
Países Baixos 15 34
Observando os dados da tabela, é correto afirmar
Grã-Bretanha 14 65
que o país com a
Fonte:Disponível em: Olimpíadas de Paris 2024: https:// (A) maior delegação é os Estados Unidos.
brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/olimpiadas-de- (B) maior quantidade de atletas é a França.
paris-2024.htm. Acesso em: 1 out. 24.
(C) menor quantidade de atletas é a Alemanha.
(D) menor quantidade de demais membros é a
Espanha.
96
96
Resposta comentada
Item 10
Professor, para responder a este item, os estudan-
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: tes devem ter a habilidade de analisar dados dis-
Analisar dados dispostos em uma tabela de dupla postos em uma tabela de dupla entrada. Para isso,
entrada os estudantes devem analisar as alternativas e ve-
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações rificar qual possui a interpretação correta:
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: 0 (A) maior delegação é os Estados Unidos.
Nível 4/Difícil
Para verificar se essa sentença é verdadeira, os es-
Gabarito: A tudantes devem adicionar a quantidade de atletas
com a quantidade de demais membros e averiguar
37
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
se a delegação (composta pelas duas variáveis cita- 0 (C) menor quantidade de atletas é a Alemanha.
das é, de fato, a maior:
Ao analisar os valores da coluna intitulada Atleta,
observa-se que o menor valor é 338, associado ao
Demais Soma das
Atleta Japão. Logo, essa alternativa está incorreta.
membros duas variáveis
0 (D) menor quantidade de membros é a Espanha.
558 72 558+72 = 630
Ao analisar os valores da coluna intitulada Demais
401 207 401+207 = 608 membros, observa-se que o menor valor é 41, as-
sociado à Alemanha. Logo, essa alternativa está
421 62 421+62 = 483 incorreta.
422 41 422+41 = 463 Portanto, a alternativa correta é a (A).
Professor, a habilidade de analisar dados dispostos em uma tabela de dupla entrada no contexto
no 9º ano do Ensino Fundamental deve ser centrada em estratégias que promovam o raciocínio lógico, o
pensamento crítico e a aplicação prática da Matemática no cotidiano dos estudantes.
Devem ser realizadas: (a) introdução contextualizada; (b) escolha de temas do cotidiano dos es-
tudantes, que despertem interesse na análise; (c) utilização de exemplos de tabelas simples e de dupla
entrada encontradas em jornais, revistas, internet. Faça perguntas que os leve a reflexão; (f) aplicação
em problemas mais complexos; (g) avaliação e feedback: promova a correção colaborativa dos itens, em
que os estudantes discutem as respostas e os processos adotados. Isso proporciona uma oportunidade de
aprendizado conjunto, juntamente com o feedback construtivo, destacando os pontos fortes e orientan-
do sobre possíveis melhorias nas estratégias de resolução.
1 Explique a importância das tabelas: discuta por que a análise de dados é relevante em várias
áreas, como a Matemática, Ciências e Economia;
2 Apresente exemplos do dia a dia: Mostre tabelas simples (ex: boletim de notas, tabela de pre-
ços) e de dupla entrada (ex: comparação de vendas por mês e produto). Você pode usar também
exemplos de software de planilhas eletrônicas para ilustrar as tabelas, por meio das tecnologias
digitais e aplicações no mercado de trabalho.
38
CADERNO DO
ESTUDANTE
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
ESTUDANTE
MATEMÁTICA
Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os seus conhecimentos sobre o que foi estudado. Você apren-
deu até aqui como analisar dados em tabelas simples e de dupla entrada. Agora você vai ampliar seus
conhecimentos analisando uma tabela de múltiplas entradas, ou seja, que possui mais de duas variáveis
em estudo.
0 Observe a tabela a seguir que apresenta dados sobre os jogos Olímpicos ao longo dos tempos:
Dados dos Jogos Olímpicos: ano, sede, país, números de atletas, número de países participantes,
modalidades e total de medalhas.
Países Total de
Ano País-sede Atletas Modalidades
participantes medalhas
2000 Sydney (Austrália) 10 651 199 28 928
2004 Atenas (Grécia) 10 625 201 28 929
2008 Pequim (China) 10 942 204 28 958
2012 Londres (Reino Unido) 10 768 204 26 962
2016 Rio de Janeiro (Brasil) 11 238 207 28 973
2020 Tóquio (Japão) 11 417 206 33 1 080
Anotações
97 97
3 Definição de conceitos: o que é uma tabela simples? Explique que é uma tabela que organiza
dados em linhas e colunas, com uma única variável; o que é uma tabela de dupla entrada? Des-
creva que ela cruza duas variáveis, permitindo uma análise mais avançada.
4 Faça perguntas sobre localização de dados em tabelas: faça perguntas que leve os estudantes
a analisarem os dados expostos em tabelas, tais como: a) qual a maior quantidade?, b) qual a
menor quantidade? ou c) quais itens aparecem com a mesma quantidade?
Essa metodologia se baseia em exemplos práticos e exercícios progressivos, permitindo que os
estudantes desenvolvam as habilidades de ler, comparar e analisar dados expressos em tabelas simples
e de dupla entrada.
39
PROFESSOR
AULAS 11 E 12 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Passo 1 - É importante revisar, de forma conjunta com a turma, o que são tabelas, seus elementos, onde
elas aparecem no mundo real e os conceitos de tabela simples e de dupla entrada, presentes no início do
Caderno do Estudante. Caso perceba que seja necessário trazer outros objetos de conhecimento, consi-
deramos que este é o momento. Faça perguntas diretas e assertivas para orientar os estudantes sobre o
que é necessário para seguirem com as aulas. No decorrer delas, são sugeridos alguns questionamentos
para estimular os estudantes.
Passo 2 - Incentive o protagonismo dos estudantes e instigue-os a participar de todo o processo. Mostre
situações do dia a dia ou leve para a sala de aula exemplos de tabelas como tabelas nutricionais em
embalagens de alimentos, tabela de preços em um cardápio, com o objetivo de que eles se familiarizem
com a estrutura das tabelas e sejam partícipes do processo de ensino e aprendizagem.
Passo 3 - Sugerimos que os itens sejam desenvolvidos em grupos colaborativos de dois a três estudantes.
A discussão entre eles pode contribuir para promover a equidade, de modo que os que já estão em um
nível mais avançado possam dar suporte aos que estão em níveis anteriores. Essa forma de trabalho pre-
cisa ser incentivada e elogiada na turma.
Passo 4 - Destine um tempo de sua aula para a resolução dos itens junto com toda a turma. Mostre de
forma imediata e específica como está o desempenho dos estudantes.
Passo 5 - Promova momentos de reflexão sobre os distratores de cada item, a fim de que os estudantes
possam discutir as dificuldades encontradas e as estratégias utilizadas para superá-las. Por exemplo: após
uma atividade, discuta com a turma quais estratégias funcionaram melhor para analisar dados expressos
em tabelas simples e de dupla entrada.
8. Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os conhecimentos dos estudantes em relação aos objetos de
conhecimentos trabalhados nas duas aulas. Ao extrapolar o conhecimento, o estudante aplica os conheci-
mentos adquiridos em novas situações, contextos ou problemas. Essa abordagem também fomenta a apren-
dizagem significativa, em que o estudante entende e aplica conceitos em vez de apenas memorizá-los.
A turma analisará uma tabela de múltiplas entradas. Divida-a em grupos colaborativos com até 4
estudantes cada e estabeleça um tempo para resolverem a atividade. É importante que você, professor,
também destine um tempo da sua aula para correção coletiva. Neste momento, incentive a participação
e compartilhamento das estratégias utilizadas pelos estudantes.
40
CADERNO DO
ESTUDANTE
AULAS 11 E 12 | 9° ANO
ESTUDANTE
MATEMÁTICA
9898
Anotações
41
ANOTAÇÕES
13e14
Aulas
As tabelas e os
gráficos de setores
Aula 13
Professor, ao término das aulas 13 e 14, espera-se que os estudantes sejam capazes de associar
corretamente os dados apresentados em tabelas a gráficos de setores. Associar dados apresentados
em tabelas a gráficos de setores é uma habilidade importante na estatística por várias razões, pois essa
associação facilita a compreensão e a análise dos dados, tornando a interpretação das informações mais
clara e acessível. Exemplificando:
O Facilidade de visualização e compreensão: tornam os dados apresentados mais fáceis de
visualizar, eles mostram, de forma gráfica e intuitiva, como as partes se relacionam com o todo,
permitindo que as proporções de diferentes categorias sejam compreendidas rapidamente;
O Destacar proporções e comparações: As proporções de cada categoria ficam evidentes de
maneira visual. Isso é fundamental para identificar rapidamente quais são os maiores ou
menores segmentos, facilitando comparações imediatas;
O Melhor comunicação e apresentação: São uma excelente ferramenta de comunicação,
especialmente quando os dados precisam ser apresentados a um público não especializado.
Eles são muito mais atraentes e compreensíveis do que uma tabela cheia de números, tornando
a apresentação de dados mais eficaz em reuniões, relatórios ou apresentações;
O Apoio à tomada de decisão: Permitem que os gestores ou formuladores de políticas, visualizem
rapidamente as informações necessárias para tomar decisões informadas;
O Redução de ambiguidade: Ajuda a reduzir ambiguidades, oferecendo uma representação clara
e proporcional, o que facilita a compreensão imediata dos dados;
O Acessibilidade e engajamento: Torna a análise de dados mais acessível a uma variedade
de públicos. Mesmo pessoas com pouco conhecimento em estatística ou matemática podem
compreender as distribuições e relações dos dados de forma rápida e eficaz, apenas observando
o gráfico.
Estas aulas fazem parte de um caminho formativo que visa elevar o nível de proficiência dos es-
tudantes em Matemática para o nível 4, por meio do nivelamento, consolidação e aprofundamento de
conhecimentos essenciais, esperados para os estudantes ao final do 9º ano do Ensino Fundamental - Anos
Finais. Atualmente, os estudantes estão situados no final do nível 2, de acordo com a Escala de Proficiên-
cia do Sistema de Avaliação da Educação Básica - Saeb. Assim, eles serão guiados por meio de um bloco
de itens que começam com a interpretação de dados apresentados em uma tabela e gráfico de colunas e
progridem para associar dados apresentados em tabela a gráfico de setores.
43
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
No quadro a seguir, está descrita a gradação nos diferentes níveis de desenvolvimento, assim
como os conhecimentos relevantes que os estudantes precisam para elevar as aprendizagens necessá-
rias e consolidar o nível 4. A Escala de Proficiência do Saeb é estruturada em níveis cumulativos, cada
um construído sobre o domínio das habilidades do nível anterior. Especificamente, para a habilidade de
associar corretamente os dados apresentados em tabelas a gráficos de setores, e ir além, analisando os
dados apresentados em gráficos de setores, os níveis podem ser organizados e compreendidos da seguinte
forma:
O ponto de chegada é:
Nível 3 - Associar dados apresentados em tabela a gráfico de setores (Ir além de associar dados, analisando e
resolvendo problemas com os dados apresentados no gráfico).
Gradação dos conhecimentos conforme Escala de Proficiência do Saeb:
Nível 1: Interpretar dados apresentados em tabela e gráfico de colunas.
Nível 3: Associar dados apresentados em gráfico de colunas a uma tabela.
Habilidades da BNCC e do CRMS:
(EF07MA37)/(MS.EF07MA37.s.37) Interpretar e analisar dados apresentados em gráficos de setores divulgados
pela mídia e compreender quando é possível ou conveniente sua utilização.
(EF09MA21)/(MS.EF09MA21.s.23) Analisar e identificar, em gráficos divulgados pela mídia, os elementos que po-
dem induzir, às vezes propositadamente, erros de leitura, como escalas inapropriadas, legendas não explicitadas
corretamente, omissão de informações importantes (fontes e datas), entre outros.
Descritores da Matriz de Referência do Saeb:
D36 - Resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
Objeto de conhecimento:
Tabelas e gráficos de setores: associação e análise.
Anotações
44
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
3. Trilha formativa
5 Estrutura do gráfico de setores. Compreensão que cada setor desse tipo de grá-
fico representa uma parte do todo, com a área de cada setor proporcional à quan-
tidade que ele representa.
Para verificar se há estudantes que, porventura, ainda não tenham desenvolvido todos os conheci-
mentos, conforme indicados na trilha formativa, em relação a associar e analisar dados apresentados
em tabela a gráfico de setores, considere as sugestões a seguir para o levantamento, conforme a seção
Conectando-se com o conhecimento no Caderno do Estudante.
45
CADERNO DO
ESTUDANTE
13e14
Aulas
As tabelas e os gráficos Início da reprodução do
de setores Caderno do Estudante
Aula 13
Olá, Estudante!
As aulas 13 e 14 fazem parte de uma jornada do conhecimento sobre associar e analisar da-
dos apresentados em tabela a gráfico de setores. Essa habilidade é muito importante, pois contempla
conhecimentos prévios necessários ao entendimento desta aula e de aulas futuras e estão presentes
constantemente no nosso dia a dia. Vamos explorar essa habilidade juntos e descobrir como aplicá-la em
diversas situações
Para iniciar, você e seus colegas responderão algumas perguntas para o professor relacionadas ao
que você conhece sobre associar e analisar dados apresentados em tabela a gráfico de setores. Assim,
o professor poderá entender melhor os seus conhecimentos prévios e te ajudará no que será estudado.
99
99
na tabela? Como os dados variam entre os diferentes períodos? Existe uma tendência de aumento ou dimi-
nuição em qualquer categoria específica? Quais são as proporções relativas entre as categorias ou valores
na tabela? Se os dados representam diferentes anos, houve crescimento ou diminuição ao longo do tempo?
Você pode ainda sintetizar todas essas informações no quadro.
Na seção anterior, os estudantes começaram a associar e analisar dados apresentados em tabela
a gráfico de setores. Por meio das atividades propostas no Caderno do Estudante, na seção Explorando
e avançando no conhecimento, você terá a oportunidade de nivelar a turma com base no diagnóstico
realizado. Agora, vamos aprofundar esse conhecimento e aprimorar as habilidades para que os estudantes
possam associar e analisar dados apresentados em tabela a gráfico de setores.
Para aprofundar o conhecimento e aprimorar as habilidades dos estudantes do 9º ano em associar e
analisar dados apresentados em tabela a gráfico de setores, é importante adotar estratégias pedagógicas
que ajudem os estudantes a desenvolver uma compreensão sólida do conceito, ao mesmo tempo em que
tornam o aprendizado envolvente e significativo. Exemplificando:
46
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
0 Aprendizagem ativa com exemplos práticos: Uma das maneiras mais eficazes de ensinar a
associação entre tabelas e gráficos de setores é por meio de exemplos práticos. Os estudantes
podem trabalhar com conjuntos de dados reais ou fictícios e praticar a criação de gráficos de
setores a partir de tabelas. Isso permite que eles vejam de forma prática como os dados podem
ser transformados de uma tabela para um gráfico e como interpretar esses gráficos.
0 Utilização de ferramentas interativas e tecnologia: Utilizar softwares de visualização de
dados pode facilitar o aprendizado. Essas ferramentas permitem que os estudantes insiram
dados e criem gráficos de forma intuitiva, além de visualizarem imediatamente os efeitos das
mudanças nos dados sobre os gráficos.
0 Ensino de conceitos de percentagem e proporção: É fundamental que os estudantes compreendam
como as percentagens e as proporções funcionam, já que esses conceitos são centrais para a construção
de gráficos de setores. Uma estratégia pedagógica eficaz envolve ensinar como calcular a porcentagem
de cada categoria em relação ao total, a fim de determinar o tamanho de cada “fatia” do gráfico.
0 Discussão de casos do mundo real: Integrar casos do mundo real nas atividades de ensino ajuda os
estudantes a ver a relevância do que estão aprendendo. Por exemplo, analisar gráficos de setores
que mostram a distribuição de despesas de uma família, a participação de mercado de empresas,
ou a distribuição de votos em uma eleição torna o conteúdo mais interessante e tangível.
0 Atividades de comparação entre diferentes formas de apresentação de dados: Os estudantes
podem ser incentivados a comparar a mesma informação apresentada de diferentes formas:
como tabela e como gráfico de setores. Isso ajuda a entender as vantagens e limitações de cada
formato e a identificar a forma mais adequada para diferentes contextos.
0 Discussão e análise crítica: Após a construção dos gráficos e tabelas, é importante criar momentos de
discussão crítica. Os estudantes devem ser encorajados a questionar e analisar os dados, observando
padrões, tendências e possíveis conclusões que podem ser extraídas das tabelas e gráficos.
QUADRO 1
Possibilidades de respostas referentes às perguntas da seção Conectando-se com o
conhecimento do Caderno do Estudante
1 • As tabelas são uma forma de organizar dados de maneira clara e organizada, o que facilita a comparação de in-
formações.
• Estudamos como ler as colunas e linhas para entender o que cada dado representa.
• Aprendemos a transformar esses dados em gráficos, como o gráfico de setores, para visualizar as informações de
forma mais intuitiva.
• Discutimos como as tabelas são usadas para representar informações numéricas, como resultados de pesquisas ou
levantamentos de dados, e como elas são importantes para tirar conclusões a partir das informações apresentadas.
• Fizemos atividades em que aplicamos o que aprendemos para resolver problemas envolvendo tabelas e gráficos, o
que ajudou a entender melhor os conceitos.
2 • Um gráfico é uma forma de representar dados de maneira visual, facilitando a compreensão e análise das
informações. Ele transforma números e dados em imagens, como barras, linhas ou setores, para que possa-
mos ver rapidamente as tendências e comparações.
• Existem vários tipos de gráficos, como o gráfico de barras, o gráfico de linhas e o gráfico de setores, e cada
um é usado dependendo do tipo de dados que queremos mostrar.
• Um gráfico é organizado com um eixo vertical (Y) e um eixo horizontal (X), que ajudam a organizar as
informações. O eixo X geralmente mostra as categorias ou o tempo, enquanto o eixo Y mostra os valores.
• No gráfico de setores, os dados são representados em partes de um círculo, onde cada “fatia” representa
uma porcentagem ou parte do todo.
• Com os gráficos, conseguimos entender os dados de forma mais clara e rápida, sem precisar analisar gran-
des tabelas numéricas.”
47
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Com as discussões anteriores realizadas por você, seus colegas e o professor, nas aulas anteriores
e nesta aula, podemos extrair algumas definições importantes.
Nestas aulas, para os dados numéricos, teremos como foco as mudanças climáticas que são causadas
por uma combinação de fatores naturais e atividades humanas. As principais causas incluem: emissões
de Gases de Efeito Estufa (GEE); desmatamento; agricultura intensiva; atividades industriais; mudan-
ças naturais, dentre outras causas, que afetam substancialmente o Meio Ambiente. Antes disso, vamos
relembrar o que é uma tabela?
Tabela: é uma forma organizada de apresentar dados, permitindo a visualização e análise das in-
formações de maneira concisa e ágil. Observe o exemplo a seguir.
Exemplo: O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada ao Ministério de Ciência,
Tecnologia e Inovações (MCTI), divulga anualmente a taxa consolidada de desmatamento para os nove
estados da Amazônia Legal Brasileira (ALB). Esta taxa é calculada anualmente baseada nos dados gerados
pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES).
A tabela a seguir apresenta a distribuição da taxa de desmatamento para o ano de 2020 nos estados da ALB.
100
100
3 • Nos deparamos com gráficos em várias situações do dia a dia, como quando vemos resultados de pesqui-
sas na TV ou internet, onde os gráficos ajudam a mostrar de forma clara as opiniões das pessoas sobre
algum assunto.
• Também encontramos gráficos em relatórios escolares, quando comparamos o desempenho meu e dos
colegas em provas ou atividades.
• Em análises de vendas de lojas ou empresas, os gráficos ajudam a entender quais produtos estão venden-
do mais ou menos. E, no nosso cotidiano, os gráficos de setores são comuns em estatísticas de esportes,
mostrando a porcentagem de vitórias, gols ou pontos de um time.
• Os gráficos ajudam a organizar informações desafiadoras e a torná-las mais fáceis de entender e comparar.
48
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
0 Gráfico de barras: as categorias são representadas por barras horizontais. Também serve
para comparar categorias, sendo particularmente útil quando os nomes das categorias
são longos ou quando há muitas categorias a serem exibidas.
0 Características comuns entre gráficos de colunas e de barras: ambos os gráficos agilizam
a observação e a análise de dados, permitindo identificar rapidamente quais categorias
têm valores maiores ou menores. A altura (ou comprimento) das colunas ou barras
representa a magnitude dos dados correspondentes a cada categoria. Esses gráficos são
amplamente utilizados em diversos campos, como negócios, Educação e Ciências, para
apresentar informações de forma clara e concisa.
Exemplo: O gráfico de colunas a seguir apresenta a distribuição da taxa de desmatamento para o ano de
2020 nos estados da ALB.
so
a
á
s
re
rá
ia
tin
ap
im
hã
ôn
Pa
Ac
on
os
an
Am
ra
an
nd
Gr
az
Ro
c
ar
Am
Ro
To
o
M
at
M
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
Observe que nos estados do Amapá e Tocantins as ocorrências são bem baixas. Como a escala do
gráfico (valores no eixo vertical) é 1000, os valores ficam sem a marcação de azul. Desse modo, neste
estudo especificamente, para melhorar a observação dos dados, pode ser mais interessante construir um
gráfico de barras, conforme ilustrado a seguir:
Tocantins 25
Roraima 297
Rondônia 1 273
Pará 4 899
Mato Grosso 1 779
Maranhão 336
Amapá 24
Amazonas 1 512
Acre 706
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
101
101
4 • O gráfico de setores, também chamado de gráfico de pizza, é um tipo de gráfico usado para mostrar como
um todo é dividido em partes.
• Ele é parecido com uma pizza, onde cada ‘fatia’ representa uma parte do todo. Cada seção do gráfico de
setores mostra a porcentagem ou a proporção de cada categoria em relação ao total.
• Por exemplo, se fizermos uma pesquisa sobre as frutas preferidas na classe, o gráfico de setores pode
mostrar quantos estudantes preferem maçã, quantos preferem banana, e assim por diante. Cada fatia
da ‘pizza’ representaria a quantidade de estudantes que escolheu cada fruta, e o tamanho de cada fatia
seria proporcional ao número de pessoas que escolheram aquela opção.
• Esse gráfico é muito útil porque facilita a comparação entre diferentes partes e mostra de forma visual
como os dados estão distribuídos.
49
ESTUDANTE CADERNO
AULASDO
13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
O Gráfico de setores: também conhecido como gráfico de pizza, é uma representação visual que
ilustra a proporção de diferentes partes em relação a um todo. Cada setor circular (ou “fatia
da pizza”) representa uma categoria específica e sua área é proporcional ao valor que essa
categoria representa em relação ao total. A seguir, estão elencados alguns aspectos importantes
sobre os gráficos de setores:
0 Cada setor circular do gráfico representa uma parte do todo, agilizando a comparação
entre diferentes categorias;
0 É comum que os setores circulares do gráfico sejam acompanhados de porcentagens,
indicando a participação de cada categoria.
0 Os gráficos de setores são eficazes para mostrar distribuições percentuais, tornando-se
úteis, por exemplo, em análises de mercado, pesquisas de opinião e relatórios financeiros.
0 Esse tipo de gráfico promove o entendimento rápido e conciso sobre como os dados se
distribuem em relação ao todo.
Exemplo:
16,39%
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
Observe os três gráficos anteriores para responder os seguintes questionamentos:
a) Em qual estado houve a maior taxa de desmatamento, em 2020?
c) Ao analisar o gráfico de setores, é correto afirmar que o estado do Pará foi responsável por
mais da metade da taxa de desmatamento entre todos os estados da Amazônia Legal Brasilei-
ra? Por quê?
Vamos agora a um exemplo relacionado a associar e analisar dados apresentados em tabela a grá-
fico de setores.
A seguir, apresentamos uma tabela que apresenta a geração de lixo em um condomínio de uma
cidade brasileira, durante uma semana.
102
102
Itens 1 a 4 - Nivelamento
São itens que abordam os conhecimentos prévios que os estudantes precisam ter para desenvolverem
as habilidades do nível de proficiência vigente. Esses itens têm a finalidade de reforçar os conhecimentos pré-
vios dos estudantes sobre interpretar dados apresentados em tabela e gráfico de colunas, antes de introduzir
50
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
Para a construção do gráfico de setores relacionado aos dados dessa tabela, é necessário desen-
volver algumas etapas:
1 Adicione os valores da variável em estudo, caso a tabela não contemple esse total;
2 Calcule a porcentagem de cada categoria em relação ao total. Isso pode ser feito por meio
da propriedade fundamental das proporções (regra de três). Observe como ficou para o caso
da categoria resíduos orgânicos:
1 500 x 1 500 ⋅ 100 1 500
= → x= = = 30%
5 000 100 5 000 50
Para calcular todas as porcentagens, pode-se usar diretamente a seguinte expressão algébrica:
Valor da categoria
Porcentagem
= ⋅ 100
total
Para as demais categorias do exemplo, tem-se:
800
x= ⋅ 100= 16%
5 000
1 200
x= ⋅ 100= 24%
5 000
600
x= ⋅ 100= 12%
5 000
400
x= ⋅ 100= 8%
5 000
500
x= ⋅ 100= 10%
5 000
3 Desenhe um círculo, que representará 100% dos dados
103
103
conceitos mais complexos. Esses itens revisam conceitos básicos essenciais para o progresso e preparam os
estudantes para lidar com objetos de conhecimento e itens mais complexos nos níveis seguintes. Eles permi-
tem a você, professor, personalizar o ensino para atender melhor às necessidades individuais dos estudantes.
Itens 5 a 7 - Consolidação
Referem-se à consolidação do nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb. Nessa etapa, os itens refe-
rem-se à capacidade dos estudantes de associar dados apresentados em gráfico de colunas a uma tabela.
Os estudantes devem demonstrar habilidades sólidas para aplicar conhecimentos de maneira prática e
integrada, associando novos aprendizados aos que já possuem. O processo envolve a repetição, a aplica-
ção prática e a integração de novos conhecimentos com os conhecimentos prévios, garantindo uma com-
preensão profunda e a capacidade de utilizar essas informações de forma eficaz em diferentes contextos.
51
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
4 Para cada categoria, calcule o ângulo do setor correspondente usando a seguinte expressão
algébrica:
Porcentagem
Ângulo do Setor = · 360º
100
Após calcular todos os ângulos, desenhe os setores no círculo com os ângulos calculados.
3030
xx ⋅ ⋅ 360º
=
= 360º →
→=xx 108º
= 108º
100
100
1616
xx ⋅ ⋅ 360º
=
= 360º →
→=xx 57,
= 57,60º
60º
100
100
2424
xx ⋅ ⋅ 360º
=
= 360º →
→=xx 86,
= 86,40º
40º
100
100
12
12
xx ⋅ ⋅ 360º
=
= 360º →
→=xx 43,
= 43,20º
20º
100
100
88
xx ⋅ ⋅ 360º
=
= 360º →
→=xx 28,80º
= 28,80º
100
100
10
10
xx ⋅ ⋅ 360º
=
= 360º →
→=xx 36,
= 36,00º
º00º
100
100
Lembre-se que a adição entre os ângulos formados deve ser igual a 360°. Ao organizar esses dados
em uma tabela de múltiplas entradas, tem-se:
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material
104
104
Itens 8 a 10 - Aprofundamento
São itens para a ampliação/aprofundamento do conhecimento (posterior ao nível de desempenho atual
dos estudantes nesta etapa de ensino em Matemática). O aprofundamento se refere ao processo de ampliação
e intensificação do conhecimento, permitindo aos estudantes expandirem a compreensão e as habilidades
além do nível atual. Para estudantes que estão no nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb, o aprofundamen-
to é essencial para alcançarem o nível 4. Isso envolve a exploração de conceitos mais complexos, a aplicação
do conhecimento em situações novas e desafiadoras e o desenvolvimento de habilidades relacionadas a asso-
ciar dados apresentados em tabela a gráficos de setores.
52
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
6. Itens comentados
Professor, propomos que, na primeira aula, sejam desenvolvidos os itens 1 a 4. É interessante que, ini-
cialmente, seja realizada uma discussão com a turma sobre tabelas e gráficos, bem como a análise dos dados
apresentados neles. Comece com um diálogo com toda a turma sobre o que são tabelas e o que são gráficos,
como são representadas e em que situações do dia a dia podem ser identificadas. Da aula anterior, trouxemos
vários exemplos de onde encontramos as tabelas e, da mesma forma, todos os exemplos valem para os gráficos.
O estudo de tabelas e gráficos estatísticos é amplamente utilizado em diversas áreas e contextos,
por exemplo:
O Pesquisas de opinião - tabelas e gráficos são usados para resumir dados de enquetes e questionários.
O Epidemiologia - tabelas e gráficos ajudam a informar e apresentar dados sobre a incidência de
doenças, distribuição de vacinas e eficácia de tratamentos.
O Análise de mercado - utilizados para resumir dados de vendas, comportamento do consumidor
e tendências econômicas.
O Avaliação de desempenho - tabelas e gráficos são empregados para organizar resultados de
testes e avaliações, facilitando a comparação entre estudantes ou turmas.
O Estudos ambientais - tabelas e gráficos são usados para apresentar dados sobre medições
ambientais, como níveis de poluição ou diversidade de espécies.
O Desempenho de atletas - tabelas e gráficos ajudam a resumir estatísticas de desempenho de
atletas, como o número de medalhas, pontos ou recordes.
Questionamentos sobre em que situações do nosso dia a dia as tabelas e os gráficos aparecem são
muito úteis nesse momento, para que os estudantes relacionem o conhecimento matemático aprendido
na sala de aula com aspectos do mundo real.
53
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
36,00º
28,80º
108º
43,20º
57,60º
86,40º
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material
.
Agora, analise os dados anteriores e faça a relação da tabela com o gráfico de setores. Discuta o
que você observou com o professor e colegas.
Aplicando o conhecimento
Antes de iniciarmos a resolução dos itens, vamos saber mais sobre as mudanças climáticas e os
efeitos do não cuidado com o Meio Ambiente, foco de discussão destas aulas?
Você sabia?!
O mundo caminha para um aquecimento de 2,7°C neste século, e o perigo é sem precedentes. As
mudanças climáticas estão afetando o planeta de maneira alarmante. Estamos testemunhando tem-
pestades tropicais sem precedentes, como o furacão Helene nos Estados Unidos e o super tufão Yagi no
Vietnã, que se intensificam rapidamente. Incêndios devastadores no Canadá levaram à destruição de
cidades, enquanto uma seca histórica no Brasil deixou grandes rios secos e extensas áreas de leitos de
rios desprovidos de água. Este ano, durante o Hajj em Meca, mais de 1 300 peregrinos perderam a vida
devido a temperaturas que ultrapassaram os 50°C.
Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mundo-caminha-para-um-aquecimento-de-2-7-c-neste
-seculo-e-o-perigo-e-sem-precedentes-241099. Acesso em: 10 out. 2024.
As enchentes no Rio Grande do Sul e as enchentes em Valência, na Espanha, são exemplos de desastres
naturais que destacam a crescente intensidade e a frequência de eventos climáticos extremos. No Rio
Grande do Sul, as fortes chuvas causaram inundações devastadoras, afetando comunidades e provocan-
do grandes prejuízos materiais e humanos. Da mesma forma, em Valência, a região enfrenta enchentes
periódicas devido a chuvas intensas que saturam os sistemas de drenagem, resultando em alagamentos
e danos a infraestruturas. Esses eventos ressaltam a necessidade de medidas eficazes de prevenção e
adaptação às mudanças climáticas, como o fortalecimento da infraestrutura urbana e o gerenciamento
sustentável dos recursos hídricos, a fim de mitigar os impactos das enchentes em áreas vulneráveis.
Fonte: Brasil Escola. Disponivel em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/enchentes-no-rio-grande-do-sul.htm (Adaptado) e
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn8gzpppzjlo (Adaptado). Acesso em: 10 out. 2024.
105
105
Destine um tempo da sua aula para a resolução dos itens com toda a turma, demonstrando de
forma imediata e específica o desempenho dos estudantes. Promova momentos de reflexão sobre os dis-
tratores de cada item, para que os estudantes possam discutir as dificuldades encontradas e as estraté-
gias utilizadas para superá-las. Por exemplo: após uma atividade, discuta com a turma quais estratégias
funcionaram melhor para localizar ou interpretar um dado apresentado em uma tabela ou em um gráfico.
De maneira similar, para a segunda aula, propomos que os estudantes resolvam os itens 5 a 10.
Caso a metodologia dos grupos colaborativos tenha sido eficaz, continue com ela. Para relembrar o que
são tabelas e gráficos, quais os tipos de tabelas e de gráficos e como é feita a análise dos dados apresen-
tados, resgate exemplos de situações do mundo real em que eles aparecem. Nesse contexto, é impor-
tante reservar momentos para a correção dialogada dos itens, abordando também as discussões de cada
distrator. Para essa aula, é importante promover a ampliação dos conhecimentos sobre tabelas e gráficos,
bem como, a associação e análise de dados apresentados em tabela a gráfico de setores.
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
106
106
Resposta comentada
Item 1
Professor, para responder a este item, os estudan-
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: tes devem ter a habilidade de interpretar dados
Interpretar dados apresentados em tabela e grá- apresentados em tabela e gráfico de colunas. Para
fico de colunas isso, os estudantes devem analisar a tabela e verifi-
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações car, especificamente, na coluna intitulada Diferen-
ça em metros, que o maior valor, em magnitude, é
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
4,98. Na mesma linha, a categoria a que essa quan-
Nível 1/Fácil
tidade se refere como o rio que teve a maior baixa
Gabarito: C de água de 2023 para 2024 é o Rio Purus. Portanto,
a alternativa correta é a (C).
55
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Além de resolver o item, é importante discutir os dis- (C) A emissão de CH₄ no setor de resíduos sólidos é
tratores com os estudantes, para que compreendam, de 400 milhões de toneladas.
caso tenha ocorrido, como eles se distanciaram da
Ao analisar a terceira coluna e a linha referente
resposta correta e como desenvolver uma estratégia
aos resíduos sólidos na tabela, os estudantes de-
mais adequada para responder corretamente o item.
vem identificar que a quantidade de milhões de to-
neladas de CH₄ é igual a 30. Logo, essa alternativa
Distratores não está correta.
Ao interpretar dados apresentados em tabela, o
(D) A emissão de N₂O no setor de transporte é de 1
estudante
200 milhões de toneladas.
Alternativa (A) considerou o primeiro valor da
Ao analisar a última coluna e a linha referente a
quarta coluna da tabela como sendo o maior.
transporte na tabela, os estudantes devem iden-
Alternativa (B) considerou o último valor da quarta tificar que a quantidade de milhões de toneladas
coluna tabela como sendo o maior. de N₂O é igual a 2. Logo, essa alternativa não está
correta.
Alternativa (D) considerou o menor valor da quarta
coluna da tabela como sendo o maior. Portanto, a alternativa correta é a (B).
Distratores
Item 2
Ao interpretar dados apresentados em tabela, o
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: estudante
Interpretar dados apresentados em tabela e grá- Alternativa (A) considerou o dado da terceira colu-
fico de colunas na como sendo o da última coluna na tabela.
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Alternativa (C) considerou o dado da segunda co-
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: luna como sendo o da terceira coluna na tabela.
Nível 1/Fácil
Alternativa (D) considerou o dado da segunda colu-
Gabarito: B
na como sendo o da última coluna na tabela.
Resposta comentada
Professor, para responder a este item, os estudan- Item 3
tes devem ter a habilidade de interpretar dados
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
apresentados em tabela e gráfico de colunas. Para
Interpretar dados apresentados em tabela e grá-
isso, os estudantes precisam analisar as alternati-
fico de colunas
vas e verificar qual delas contém uma informação
verdadeira sobre o que é apresentado na tabela: Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
(A) A emissão de N₂O no setor da agricultura é de
Nível 1/Fácil
aproximadamente 150 milhões de toneladas.
Gabarito: D
Ao analisar a última coluna e a linha referente à
agricultura na tabela, os estudantes devem identi-
Resposta comentada
ficar que a quantidade de milhões de toneladas de
N₂O é igual a 15. Logo, essa alternativa não está Professor, para responder a este item, os estudan-
correta. tes devem ter a habilidade de interpretar dados
apresentados em gráfico de colunas. Para isso, os
(B) A emissão de CO₂ total é de 5 200 milhões de
estudantes devem analisar o gráfico e observar
toneladas.
que as três maiores colunas do gráfico com os três
Ao analisar a segunda coluna e a linha referente ao maiores valores se referem, em ordem decrescen-
total na tabela, os estudantes devem identificar que te, às UCs de: Parna, Monat e Esec. Portanto, a
a quantidade de milhões de toneladas de CO₂ é igual alternativa correta é a (D).
a 5 200. Logo, essa alternativa não está correta.
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ESTUDANTE CADERNO DO
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ESTUDANTE
Item 3. Parques, áreas de proteção ambiental, es- Quantidades de UCs de proteção Estaduais na Amazônia
tações ecológicas e outras categorias compõem o 50
Legal por Bioma.
que no Brasil denominamos de Unidades de Con- 45
47
O gráfico a seguir apresenta o quantitativo de UCs Analisando os dados do gráfico, é correto afirmar
Federais por categoria no Brasil: que o Bioma Amazônia representa
UCs Federais com proteção integral por Categoria no Brasil (A) o percentual de 74% em relação à quantidade
total de UCs Estaduais na Amazônia Legal.
30.000.000
26.849.168 (B) menos da metade da quantidade de UCs Esta-
25.000.000
duais na Amazônia Legal.
20.000.000
(C) mais da metade da quantidade de UCs Estadu-
15.000.000
11.686.588 ais na Amazônia Legal.
10.000.000
7.533.967
4.339.346 (D) a menor Unidade de Conservação Estadual na
5.000.000
314.241 Amazônia Legal.
0
ESEC MONAT PARNA REBIO RVS
(B) Esec, Monat e Parna. Para isso, os itens a seguir serão respondidos em gru-
pos, para que você compartilhe estratégias de reso-
(C) RVS, Rebio e Esec. lução com seus colegas. Em seguida, a correção será
coletiva para que, juntos, discutam as respostas. As-
(D) Parna, Monat e Esec. sim, você entenderá o porquê de cada resposta estar
certa ou não. Para isso, fique atento às dicas:
1 leia cada item com atenção;
2 destaque ou esquematize as informações
contidas nas tabelas e nos gráficos;
3 faça a associação de gráficos a tabelas e de
Item 4. O gráfico a seguir apresenta o quantitativo
tabelas a gráficos, análise os dados apresen-
de UCs Estaduais na Amazônia Legal, por Bioma:
107
107
Distratores
Item 4
Ao interpretar dados apresentados em um gráfico
de colunas, o estudante Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Interpretar dados apresentados em tabela e grá-
Alternativa (A) considerou a categoria com maior
fico de colunas
valor e as duas com menores valores.
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Alternativa (B) inverteu a ordem das categorias
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
para crescente.
Nível 1/Fácil
Alternativa (C) considerou as três categorias com Gabarito: C
menor proteção em ordem crescente.
57
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
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ESTUDANTE CADERNO DO
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MATEMÁTICA
ESTUDANTE
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108
Distratores
Item 6
Ao associar dados apresentados em gráfico de co-
lunas a uma tabela, o estudante Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Associar dados apresentados em gráfico de colu-
Alternativa (A) inverteu os dados relacionados à
nas a uma tabela
Índia e à Rússia.
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Alternativa (B) inverteu os dados relacionados à
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
China e aos Estados Unidos.
Nível 3/Médio
Alternativa (C) inverteu os dados relacionados à Gabarito: A
Indonésia e ao Brasil.
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ESTUDANTE CADERNO DO
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ESTUDANTE CADERNO DO
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MATEMÁTICA
ESTUDANTE
(B)
Você sabia?!
Países que mais geraram resíduos
O lixo eletrônico, ou e-lixo, refere-se a todos os
eletrônicos no mundo em 2020.
dispositivos eletrônicos descartados, como com-
putadores, celulares, TVs, eletrodomésticos e ou-
Resíduos eletrônicos
tros equipamentos eletrônicos que não são mais
País (em milhões de tone-
utilizados. Esse tipo de descarte contém materiais
ladas)
como metais pesados (mercúrio, chumbo, cád-
mio), plásticos e outros componentes que podem Estados Unidos
10,1
ser perigosos ao Meio Ambiente e à saúde humana, da América
se descartados de maneira convencional. Brasil 2,1
Índia 3,2
Fonte: Valle, Daniel. Tech Tudo. Disponível em: https://www.
techtudo.com.br/guia/2024/08/o-que-e-lixo-eletronico-veja Japão 2,5
-onde-descartar-e-os-riscos-para-a-natureza-um-so-planeta China 6,9
-edinfoeletro.ghtml. Acesso em: 10 out. 2024.
(C)
Item 7. O gráfico a seguir apresenta os países que mais Países que mais geraram resíduos
geram resíduos eletrônicos no mundo no ano de 2020. eletrônicos no mundo em 2020.
Resíduos eletrônicos
Países que mais geraram resíduos eletrônicos no mundo em 2020
País (em milhões de tone-
12 ladas)
10,1
10 Estados Unidos
6,9
8 6,9 da América
6 Brasil 2,1
3,2 Índia 3,2
4 2,1 2,5
2 Japão 2,5
0 China 10,1
Estados Unidos Brasil Índia Japão China
da América
(D)
Fonte: Eletrojun. Disponível em: https://eletronjun.com. Países que mais geraram resíduos
br/2023/05/11/lixo-eletronico. Acesso em: 10 out. 2024.
eletrônicos no mundo em 2020.
110
110
Resposta comentada
Item 7
Professor, para responder a este item, os estudan-
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: tes devem ter a habilidade de associar dados apre-
Associar dados apresentados em gráfico de colu- sentados em gráfico de colunas a uma tabela. Para
nas a uma tabela isso, os estudantes precisam analisar os dados do
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações gráfico e associar esses resultados à tabela que os
representa corretamente. Após essa análise e com-
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
paração, os estudantes devem identificar que a al-
Nível 3/Médio
ternativa correta é a (C).
Gabarito: C
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MATEMÁTICA
ESTUDANTE
(B)
Você sabia?! Reservas estimadas em bilhões de toneladas de combustível
fóssil
A queima de combustíveis fósseis, como carvão, 2%
8% 6% 33%
petróleo e gás natural, é a principal fonte de ener-
gia usada no mundo atualmente. Esses combustí-
veis se formaram ao longo de milhões de anos,
a partir da decomposição de matéria orgânica.
52%
Quando queimados, liberam grandes quantidades
de energia, mas também Gases de Efeito Estufa
Carvão Gás Natural Gás de Xisto
(GEE), como o dióxido de carbono (CO₂), que con-
Petróleo Areia Betuminosa
tribuem diretamente para o aquecimento global.
Fonte: Ecopédia - Enciclopédia da Sustentabilidade Disponível (C) Reservas estimadas em bilhões de toneladas de combustível
em: https://123ecos.com.br/docs/queima-de-combustiveis fóssil
-fosseis/. Acesso em: 10 out. 2024). 8% 2%
6%
52%
Carvão Gás Natural Gás de Xisto
Petróleo Areia Betuminosa
111
111
Distratores
Item 8
Ao associar dados apresentados em gráfico de colu-
nas a uma tabela, o estudante Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Associar dados apresentados em tabela a gráfico
Alternativa (A) inverteu os dados relacionados à Ín-
de setores
dia e ao Japão.
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Alternativa (B) inverteu os dados relacionados aos
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Estados Unidos da América e à China.
Nível 4/Difícil
Alternativa (D) inverteu os dados relacionados ao Gabarito: A
Brasil e ao Japão.
62
ESTUDANTE CADERNO DO
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MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 9. No Pantanal, uma das maiores áreas úmi- (B) Pantanal, comparação dos focos ativos detectados pelo satélite
das contínuas da Terra, apenas nos primeiros seis de referência do Inpe até agosto de 2024
0,84% 12,91% 28,70%
dias de agosto, foram registrados 1 899 focos de 0,73%
calor. O número supera a média histórica mensal 11,49%
de 1 478 focos (1998 - 2023). O bioma enfrentou
uma temporada de incêndios devastadora entre
2019 e 2021. A tabela a seguir apresenta melhor
esses números:
45,33%
Pantanal, comparação de focos ativos 2019 2020 2021 2022 2023 2024
detectados pelo satélite de referência do Inpe
até agosto de 2024 (C) Pantanal, comparação dos focos ativos detectados pelo satélite
de referência do Inpe até agosto de 2024
Ano Focos de incêndio Percentual 12,91%
2019 1 690 12,91% 45,33%
2020 5 935 45,33% 28,70%
Fonte: Peixoto, Roberto; Casemiro Poliana. G1. Disponível em: (D) Pantanal, comparação dos focos ativos detectados pelo satélite
https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/08/27/ de referência do Inpe até agosto de 2024
fumaca-e-fogo-em-numeros-graficos-e-mapas-mostram 28,70% 12,91%
-tamanho-da-crise-ambiental-no-pais.ghtml. Acesso em: 10
out. 2024.
0,84%
Observando os dados da tabela, é correto afirmar 45,33%
que o gráfico de setores que melhor representa es-
0,73%
ses dados é o:
11,49%
(A)
Pantanal, comparação dos focos ativos detectados pelo satélite de
2019 2020 2021 2022 2023 2024
referência do Inpe até agosto de 2024
28,70% 45,33%
0,84%
0,73%
Anotações
11,49%
12,91%
2019 2020 2021 2022 2023 2024
112
112
63
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Item 9 Item 10
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Associar dados apresentados em tabela a gráfico Associar e analisar dados apresentados em tabela
de setores a gráfico de setores
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Nível 4/Difícil Nível 4/Difícil
Gabarito: D Gabarito: C
64
ESTUDANTECADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 10. O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e ocupa também essa posição no Brasil,
compreendendo cerca de 22% do território brasileiro. Caracteriza-se por ser uma região de savana, es-
tendendo-se por cerca de 200 milhões de quilômetros quadrados. Possui uma formação vegetal de grande
biodiversidade e grande potencial aquífero, no entanto, é considerado, atualmente, o segundo bioma do
Brasil mais ameaçado.
A tabela e o gráfico a seguir, apresentam a comparação de focos de incêndio ativos detectados pelo sa-
télite de referência do Inpe até agosto de 2024.
Anotações
113
113
Além disso, é importante que se faça perguntas que os leve a reflexão para que avancem para a
aplicação desses objetos de conhecimento em problemas mais complexos. Por fim, é importante pro-
mover a avaliação e feedback com a correção colaborativa dos itens, em que os estudantes discutem as
respostas e os processos adotados. Isso proporciona uma oportunidade de aprendizado conjunto, junta-
mente com o feedback construtivo, destacando os pontos fortes e orientando sobre possíveis melhorias
nas estratégias de resolução.
Sugestão de metodologias sobre como ensinar os estudantes a interpretar dados apresentados
em tabela a gráfico de colunas, associar dados apresentados em gráfico de colunas a uma tabela e
associar dados apresentados em tabela a gráfico de setores, focadas em aplicações práticas:
1 Explique a importância das tabelas, de gráficos de colunas e setores: discuta por que a análise
de dados é relevante em várias áreas, como a Matemática, Ciências e Economia.
65
PROFESSOR
AULAS 13 E 14 | 9º ANO
MATEMÁTICA
2 Contextualização com situações reais (nestas duas aulas, exploramos a análise e a associação de gráfi-
cos a tabelas no contexto da importância da preservação do Meio Ambiente): você pode usar também
exemplos de software de planilhas eletrônicas para ilustrar as tabelas, e de Geometria Dinâmica para
a construção de gráficos, por meio das tecnologias digitais e aplicações no mercado de trabalho.
3 Definição de conceitos: o que é uma tabela? O que é um gráfico? Como fazer a análise e a
associação dos dados de uma tabela a gráficos de colunas e setores?
4 Faça perguntas sobre localização de dados em tabelas e gráficos: faça perguntas que leve os
estudantes a analisarem os dados expostos em tabelas e também em gráficos, tais como: a)
qual a maior quantidade?, b) qual a menor quantidade? ou c) quais itens aparecem com a
mesma quantidade?
Essa metodologia se baseia em exemplos práticos e exercícios progressivos, permitindo que os es-
tudantes desenvolvam as habilidades de ler, comparar, analisar e associar dados expressos em tabelas
a gráficos de colunas e a gráficos de setores.
Antes das soluções dos itens:
0 É importante revisar, de forma conjunta com a turma, o que são tabelas, o que são gráficos,
onde eles aparecem no mundo real e os conceitos de tabelas e gráficos, presentes no início
do Caderno do Estudante. Caso perceba que seja necessário trazer outros objetos de conheci-
mento, consideramos que este é o momento. Faça perguntas diretas e assertivas para orientar
os estudantes sobre o que é necessário para seguirem com as aulas. No decorrer delas, são
sugeridos alguns questionamentos para estimular os estudantes.
0 Incentive o protagonismo dos estudantes e instigue-os a participar de todo o processo. Mostre
situações do dia a dia ou leve para a sala de aula exemplos de tabelas e gráficos, com o obje-
tivo de que eles se familiarizem com a estrutura das tabelas e gráficos e sejam partícipes do
processo de ensino e aprendizagem. No caderno do estudante colocamos exemplos de tabelas
e gráficos para você explorar com os estudantes.
0 Sugerimos que os itens sejam desenvolvidos em grupos colaborativos de dois a três estudantes.
A discussão entre eles pode contribuir para promover a equidade, de modo que os que já estão
em um nível mais avançado possam dar suporte aos que estão em níveis anteriores. Essa forma
de trabalho precisa ser incentivada e elogiada na turma.
0 Destine um tempo de sua aula para a resolução dos itens junto com toda a turma. Mostre de
forma imediata e específica como está o desempenho dos estudantes.
0 Promova momentos de reflexão sobre os distratores de cada item, a fim de que os estudantes
possam discutir as dificuldades encontradas e as estratégias utilizadas para superá-las. Por
exemplo: após uma atividade, discuta com a turma quais estratégias funcionaram melhor para
analisar e associar dados expressos em tabelas e gráficos.
8. Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os conhecimentos dos estudantes em relação aos objetos de conheci-
mentos trabalhados nas duas aulas. Ao extrapolar o conhecimento, o estudante aplica os conhecimentos
adquiridos em novas situações, contextos ou problemas. Essa abordagem também fomenta a aprendiza-
gem significativa, em que o estudante entende e aplica conceitos em vez de apenas memorizá-los.
A turma analisará os dados de uma tabela simples, calculará os percentuais e os ângulos para re-
presentar esses dados em um gráfico de setores. Por meio de um aplicativo de sua preferência, construa
66
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os seus conhecimentos sobre o que foi estudado. Você aprendeu
até aqui como analisar dados em tabelas e gráficos, como associar dados apresentados em gráfico de
colunas à tabela e como associar tabela à gráfico de setores.
Agora você vai ampliar seus conhecimentos. Com os dados expostos na tabela sobre os limites
de níveis de pressão sonora, faça o seguinte:
1 Analise os dados da tabela, que tipo de área habitada possui o maior limite de decibeis?
2 Construa um gráfico de setores, em uma folha, ou por meio de um aplicativo que o professor
pode te orientar;
3 Analisando o gráfico de setores e a tabela, na sua opinião qual possibilita uma compreensão
mais rápida das informações?
Os níveis de pressão sonora resultam de flutuações na pressão do ar provocadas pelas ondas so-
noras. Quando são altos, podem representar um grave problema ambiental. A Associação Brasileira de
Normas e Técnicas (ABNT) estabelece limites para esses níveis, considerando a área habitada e o horário
do dia, como mostrado na tabela a seguir:
Respostas
esperadas
Área de residências rurais 1 500 30,00% 108o
Área estritamente residencial
urbana ou de hospitais ou de 800 16,00% 57,6o
escolas
114
114
junto com a turma os gráficos de colunas e de setores, associe e analise os dados expostos na tabela e
no gráfico. Divida a turma em grupos colaborativos com até 4 estudantes cada e estabeleça um tempo
para resolverem a atividade. É importante que você, professor, também destine um tempo da sua aula
para a correção coletiva. Neste momento, incentive a participação e compartilhamento das estratégias
utilizadas pelos estudantes.
Utilize o que foi estudado, na seção Explorando e avançado no conhecimento, do Caderno do
Estudante, para orientá-los a calcular a porcentagem e o ângulo do setor circular.
67
CADERNO
ESTUDANTE DO
AULAS 13 E 14 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Anotações
115
115
68
Aulas
15e16
A apresentação de
dados em gráficos
de linhas
Aula 15
Professor, ao término das aulas 15 e 16, espera-se que os estudantes sejam capazes de analisar da-
dos apresentados em um gráfico de linha com mais de uma grandeza representada. Analisar esses dados é
importante pois possibilita a comparação direta entre grandezas, a visualização de mudanças ao longo do
tempo, a facilidade para tomar decisões, pois quando as relações entre diferentes grandezas são claras,
torna-se mais fácil tomar decisões. Os gráficos de linha são uma ferramenta visual poderosa para represen-
tar dados numéricos e são amplamente utilizados em diversas áreas, como negócios, economia, ciência e
pesquisa.
Principais vantagens de utilizar gráficos de linha:
O Facilidade de visualização de tendências: Gráficos de linha são ideais para mostrar tendências
ao longo do tempo. Eles permitem que o observador perceba rapidamente como os dados
evoluem, facilitando a identificação de aumentos, quedas ou padrões repetitivos;
O Comparação de vários conjuntos de dados: Quando há várias séries de dados, os gráficos de
linha permitem uma fácil comparação entre elas. Cada linha representa um conjunto de dados
diferente, permitindo que se observe como cada variável se comporta em relação às outras ao
longo do tempo;
O Identificação de padrões e ciclos: Gráficos de linha são eficazes para destacar padrões, como
sazonalidades e ciclos em dados. Isso é especialmente útil em análises financeiras e de mercado,
onde as flutuações sazonais são comuns;
O Representação clara de mudanças ao longo do tempo: Como os pontos de dados são
conectados por linhas, fica claro como os valores mudam de um ponto para outro, permitindo
uma visualização intuitiva das variações ao longo do tempo;
O Simplicidade e clareza: Esses gráficos são relativamente fáceis de entender. A linha contínua
torna fácil para os leitores interpretarem os dados, mesmo com um grande volume de
informações;
O Capacidade de visualizar variações pequenas: Comparado a outros tipos de gráficos, como
os gráficos de barras, o gráfico de linha pode ser mais sensível e eficaz para mostrar variações
pequenas nos dados, uma vez que as linhas podem ser desenhadas de forma contínua, sem a
necessidade de “espaços” como no gráfico de barras;
O Uso eficiente de espaço: Os gráficos de linha podem mostrar grandes volumes de dados de
forma compacta, tornando-os ideais para visualizações em painéis ou relatórios onde o espaço
é limitado;
69
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
No quadro a seguir, está descrita a gradação nos diferentes níveis de desenvolvimento, assim como
os conhecimentos relevantes que os estudantes precisam para elevar as aprendizagens necessárias e para
chegar no nível 4. A Escala de Proficiência do Saeb é estruturada em níveis cumulativos, cada um cons-
truído sobre o domínio das habilidades do nível anterior. Especificamente, para ir além da habilidade de
analisar dados apresentados em um gráfico de linha com mais de uma grandeza representada, os níveis
podem ser organizados e compreendidos da seguinte forma:
O ponto de chegada é:
Nível 3 - Analisar dados apresentados em um gráfico de linha com mais de uma grandeza representada
70
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
3. Trilha formativa
Para verificar se há estudantes que, porventura, ainda não tenham desenvolvido todos os conhe-
cimentos, conforme indicados na trilha formativa, em relação a analisar dados apresentados em um
gráfico de linha com mais de uma grandeza representada, considere as sugestões a seguir para o le-
vantamento de conhecimentos prévios, conforme a seção Conectando-se ao conhecimento no Caderno
do Estudante.
71
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Além dos questionamentos contidos no Caderno do Estudante, você pode ainda utilizar de softwa-
re de sua preferência para representar os gráficos de linhas com os estudantes. Você pode ainda recortar
notícias de jornais e revistas e ainda utilizar pesquisas na internet que tenham como suporte o gráfico de
linhas relacionados a diversos temas.
O Acesse sites de notícias, organizações governamentais, institutos de pesquisa ou universidades
que costumam publicar relatórios com gráficos, como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística) ou INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O O IBGE e o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) frequentemente publicam gráficos
e relatórios com dados econômicos e sociais no Brasil.
O Sites de organizações internacionais, como ONU (Organização das Nações Unidas), Banco
Mundial e FMI (Fundo Monetário Internacional), também oferecem gráficos relacionados a dados
globais, como crescimento populacional, taxas de pobreza e evolução do clima.
Por meio das atividades indicadas na seção Explorando e avançando no conhecimento, no Cader-
no do Estudante, você poderá oportunizar o nivelamento a partir do diagnóstico.
Na seção anterior, os estudantes começaram a explorar a habilidade de analisar dados apresen-
tados em um gráfico de linha com mais de uma grandeza representada. Agora, vamos aprofundar esse
conhecimento e aprimorar as habilidades para que os estudantes possam analisar dados apresentados em
um gráfico de linha com mais de uma grandeza representada.
Para aprofundar o conhecimento e aprimorar as habilidades dos estudantes do 9º ano na análise
de gráficos de linha com mais de uma variável representada, você pode adotar diversas estratégias que
incentivem a interpretação crítica e a compreensão aprofundada desses gráficos, aqui vamos citar uma,
mais você professor poderá pesquisar outras:
O Exploração de gráficos com múltiplas séries de dados: A primeira etapa para melhorar a análise
de gráficos de linha com múltiplas variáveis é expor os estudantes a gráficos que apresentam
mais de uma variável. Esses gráficos ajudam eles a comparar como diferentes variáveis se
comportam ao longo do tempo.
O Exemplos de gráficos com múltiplas linhas: Procure gráficos que mostram a evolução de duas
ou mais variáveis. Por exemplo, a variação do preço de dois produtos ao longo de meses ou o
crescimento da população de diferentes cidades ao longo do tempo. Explique como cada linha
representa uma variáveis diferente e como comparar os dados dessas linhas.
QUADRO 1
Possibilidades de respostas referentes às perguntas da seção Conectando-se com o
conhecimento do Caderno do Estudante
1 Gráficos de linha são usados para mostrar como um valormuda ao longo do tempo.
Eles têm uma linha que conecta vários pontos, e cada ponto representa um valor em um determinado momento.
Além disso, os gráficos de linha são muito bons para mostrar tendências. Se a linha sobe, significa que algo está
aumentando, e se ela desce, significa que está diminuindo. Quando a linha é reta, significa que não houve mudança.
2 Uma linha crescente em um gráfico significa que os valores estão aumentando à medida que você vai para a
direita ao longo do eixo horizontal (o eixo X). Ou seja, conforme o tempo passa ou as variáveis mudam, o valor
representado pela linha vai subindo. Por exemplo, se a linha mostrar o preço de um produto, uma linha crescen-
te significa que o preço está aumentando.
Já uma linha decrescente significa que os valores estão diminuindo à medida que você vai para a direita. Ou
seja, os números ficam menores com o passar do tempo ou à medida que a variável muda. Por exemplo, se o
gráfico mostrar o número de estudantes em uma escola e a linha for decrescente, isso significa que o número
de estudantes está caindo.
A inclinação da linha também é importante: quanto mais inclinada a linha, mais rápido o valor está aumentando
(linha crescente) ou diminuindo (linha decrescente).
72
CADERNO DO
ESTUDANTE
Aulas
Aula 15
Olá, Estudante!
As aulas 15 e 16 fazem parte de uma jornada do conhecimento sobre analisar dados apresentados
em um gráfico de linha com mais de uma grandeza representada. Essa habilidade é muito importante,
pois contempla conhecimentos prévios necessários ao entendimento desta aula e de aulas futuras e estão
presentes em algumas situações do nosso dia a dia. Os gráficos de linha são uma ferramenta visual pode-
rosa para representar dados numéricos e são amplamente utilizados em diversas áreas, como negócios,
economia, ciência e pesquisa.
Vamos explorar essa habilidade juntos e descobrir como aplicá-la em diversas situações!
Para começarmos esta aula, você e seus colegas responderão algumas perguntas ao professor re-
lativas ao que já sabem sobre analisar dados apresentados em um gráfico de linha simples. Isso ajudará
o professor a entender melhor o que você já conhece e permitirá que ele te apoie de forma mais eficaz
no que será estudado a seguir:
Observe o
QUADRO 1 1 O que você já sabe sobre gráficos de linha?
2 O que significa uma linha crescente ou decrescente em um gráfico?
3 Você já observou gráficos de linhas na TV, na internet ou em algum outro lugar? Como você
fez para interpretá-los?
4 Você consegue identificar situações em que seria útil usar um gráfico de linha? Você pode
dar exemplos?
117
117
3 Sim, eu já vi gráficos de linha na TV, na internet e em jornais. Por exemplo, na TV, eles mostram gráficos de
linha para explicar como a temperatura varia ao longo do dia ou para mostrar como a economia está mudan-
do, como o preço do petróleo ou o índice de inflação. Na internet, eu vi gráficos de linha em sites de notícias
sobre o crescimento de casos de doenças, como a COVID-19.
Para interpretar esses gráficos, eu geralmente olho para o que está no eixo horizontal (X), que pode ser o tem-
po, como os dias, meses ou anos, e o que está no eixo vertical (Y), que mostra os valores, como a temperatura
ou o número de casos. Se a linha está subindo, eu sei que o valor está aumentando, e se a linha está descendo,
significa que está diminuindo. Eu também presto atenção se a linha sobe e desce de forma irregular, o que
pode mostrar que as coisas estão mudando de forma inesperada, ou se ela está mais estável.
73
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
4 Sim, eu consigo identificar várias situações em que um gráfico de linha seria útil. Um exemplo bem comum é quan-
do a gente quer ver como algo muda ao longo do tempo:
• Temperatura ao longo do dia: Se eu quiser ver como a temperatura de uma cidade muda durante o dia, um
gráfico de linha pode mostrar isso claramente, com o tempo no eixo X e a temperatura no eixo Y.
• Crescimento de uma planta: Se eu tivesse dados sobre como uma planta cresce a cada semana, um gráfico
de linha poderia mostrar como a altura dela aumenta ao longo das semanas.
• Preço de um produto: Em sites de compras, um gráfico de linha pode ser usado para mostrar como o preço
de um produto muda ao longo de vários meses, ajudando as pessoas a verem se o preço está aumentando
ou diminuindo
Itens de 1 a 4 - Nivelamento
São itens de nivelamento que abordam os conhecimentos prévios que os estudantes precisam ter
para desenvolverem as habilidades do nível de proficiência vigente. Esses itens têm a finalidade de re-
forçar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre a análise de dados expostos em gráficos de linhas,
antes de introduzir conceitos mais complexos. Esses itens revisam conceitos básicos essenciais para o
progresso e preparam os estudantes para lidar com objetos de conhecimento e itens mais complexos nos
níveis seguintes. Eles permitem a você, professor, personalizar o ensino para atender melhor às necessi-
dades individuais dos estudantes.
Itens de 5 a 7 - Consolidação
Referem-se à consolidação do nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb. Nessa etapa, os itens refe-
rem-se à capacidade dos estudantes de interpretar dados apresentados em um gráfico de linha simples e
resolver situações-problemas com essa mesma habilidade. Os estudantes devem demonstrar habilidades
sólidas para aplicar conhecimentos de maneira prática e integrada, associando novos aprendizados aos
que já possuem. O processo envolve a repetição, a aplicação prática e a integração de novos conheci-
mentos com os conhecimentos prévios, garantindo uma compreensão profunda e a capacidade de utilizar
essas informações de forma eficaz em diferentes contextos.
Itens de 8 a 10 - Aprofundamento
São para a ampliação/aprofundamento do conhecimento (posterior ao nível de desempenho atual
dos estudantes nesta etapa de ensino em Matemática. O aprofundamento se refere ao processo de am-
pliação e intensificação do conhecimento, permitindo aos estudantes expandirem a compreensão e as
habilidades além do nível atual. Para estudantes que estão no nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb,
o aprofundamento é essencial para alcançarem o nível 4. Isso envolve a exploração de conceitos mais
complexos, a aplicação do conhecimento em situações novas e desafiadoras e o desenvolvimento de ha-
bilidades relacionadas ao analisar dados apresentados em um gráfico de linha com mais de uma grandeza
representada.
74
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 15 E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
2 Interpretação de gráficos de linha: compreensão sobre o que um gráfico de linha representa, in-
cluindo como as linhas são usadas para mostrar a relação entre variáveis ao longo do tempo ou de
outra dimensão contínua.
0 Gráfico de linhas: é utilizado em casos que existe a necessidade de analisar a relação entre
uma variável ao longo do tempo ou em relação a outra variável. Esse tipo de gráfico é muito
presente em análises financeiras e nas pesquisas eleitorais, por exemplo.
Nestas duas aulas, vamos explorar dados sobre a educação brasileira, com dados gerais e com da-
dos específicos em unidades escolares. Vamos começar com um exemplo:
118
118
75
CADERNO
ESTUDANTE DO
AULAS 15 E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
119
119
6. Itens comentados
76
ESTUDANTE CADERNO
AULAS 15DO
E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
3 Comparar linhas em um gráfico significa observar e analisar as diferentes linhas que aparecem no mesmo
gráfico para entender o que está acontecendo com cada uma. Ao comparar as linhas, conseguimos ver
quais têm os valores mais altos, mais baixos, ou como elas mudam ao longo do tempo.
Por exemplo, no gráfico anterior, temos três linhas:
A linha azul mostra o número de matrículas na Pré-escola. A linha verde representa as matrículas no
Ensino Médio. E a linha vermelha mostra as matrículas no Ensino Fundamental, todas entre os anos de
2008 a 2022. Ao observar essas linhas, conseguimos comparar como o número de matrículas mudou em
cada etapa da Educação Básica brasileira.
Aplicando o conhecimento
Item 1. Observe o gráfico a seguir. Ele apresenta o Item 2. Observe o gráfico a seguir. Ele apresenta o
número de matrículas no Ensino Fundamental no número de matrículas na Pré-escola no Brasil, em
Brasil, em intervalos de dois anos, de 2008 e 2022. intervalos de dois anos, entre 2008 e 2022.
120
120
observados nas pesquisas eleitorais na TV e na internet. Ressalte com os estudantes que os gráficos de
linha são amplamente utilizados em diversas áreas devido à sua capacidade de mostrar tendências ao
longo do tempo e relações entre duas ou mais variáveis.
O estudo de gráficos de linha é amplamente utilizado em diversas áreas e contextos, por exemplo:
O Finanças: para mostrar a evolução de ações, preços de commodities e taxas de câmbio ao longo
do tempo.
O Ciências e geografia: para apresentar dados experimentais, como variações de temperatura ou
crescimento populacional.
O Economia: para ilustrar tendências econômicas, como inflação, Produto Interno Bruto (PIB) e
taxas de desemprego.
77
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 15 E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 3. No gráfico a seguir, é apresentado o núme- De acordo com o gráfico, é correto afirmar que,
ro de matrículas no Ensino Médio no Brasil, em in- em 2019, o número de docentes no Ensino Médio
tervalos de dois anos, entre 2008 e 2022. no Brasil:
(A) foi maior que em 2018.
264279 270624
262168
259497 (B) foi menor que em 2020.
254332
247506 249164
(C) foi o menor do período compreendido entre
233412
2016 e 2020.
(D) ocupou a 2ª posição, da maior quantidade para
a menor, entre 2016 e 2020.
121
121
79
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
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ESTUDANTE CADERNO
AULAS 15DO
E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 5. O gráfico a seguir apresenta o número de Observando os dados do gráfico, é correto afirmar
estudantes matriculados entre 2016 e 2024 em que, no Brasil, o investimento em merenda escolar
uma escola brasileira.
(A) sofreu um decréscimo de 512 milhões de 2018
a 2019.
(B) foi sempre decrescente entre 2016 e 2020.
(C) foi de 3 800 milhões de 2016 a 2017.
(D) foi de 20 988 milhões de 2016 a 2020.
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo Item 7. O gráfico a seguir apresenta o número de
deste material. estudantes atendidos pela Merenda Escolar no Bra-
sil entre 2016 e 2020:
Observando os dados do gráfico, é correto afirmar
que, nesse período, a escola obteve um:
(A) total de 16 671 estudantes matriculados.
(B) total de 2 302 estudantes matriculados, em
2024.
(C) número crescente de matrículas, entre 2016 e
2020.
(D) número decrescente de matrículas, no interva-
lo de 2019 a 2022.
122
122
os itens 5 a 10. Esse momento de interação será sobre os gráficos de linhas e analisar dados
essencial para promover a troca de ideias e apresentados em um gráfico de linhas com
fortalecer o aprendizado de todos; mais de uma grandeza representada, que
encontrarão ao longo do processo formativo.
0 após a resolução em grupos, promova uma
correção coletiva, incentivando a discussão
sobre os distratores e ajudando os estudantes
a compreenderem a lógica por trás de cada
alternativa;
0 ao longo da aula, reforce a importância do
domínio das habilidades anteriores para garantir
o sucesso na transição do nível 3 para o nível 4,
a fim de que os estudantes tenham propriedade
81
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Distratores
Item 5
Ao interpretar dados apresentados em um gráfico
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: de linha simples e resolver situações-problemas, o
Interpretar dados apresentados em um gráfico de estudante
linha simples
Alternativa (B) considerou os dados de matricula-
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações dos do ano de 2023, imediatamente à esquerda de
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: 2024, no gráfico.
Nível 2/Médio
Alternativa (C) desconsiderou que no período de
Gabarito: A 2019 a 2020 houve decrescimento no número de
estudantes matriculados.
Resposta comentada
Alternativa (D) desconsiderou que no período de
Professor, para responder a este item, os estudan- 2021 a 2022 aconteceu um acréscimo no número
tes devem ter a habilidade de interpretar dados de estudantes matriculados.
apresentados em um gráfico de linha simples e re-
solver situações-problema. Para isso, é necessário Item 6
que os estudantes analisem cada alternativa e ana-
lisem o gráfico de linhas para identificar a afirma- Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
ção correta. Interpretar dados apresentados em um gráfico de
linha simples
0 Total de 16 671 estudantes matriculados:
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações
Ao adicionar as quantidades de matrículas anuais,
no período de 2016 a 2024, tem-se: 1 032 + 1 562 + Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
1 786 + 2 101 + 1 875 + 1 789 + 2 345 + 2 302 + 1 879 = 16 671. Nível 2/Médio
Alternativa A correta. Gabarito: D
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ESTUDANTECADERNO DO
AULAS 15 E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 8. O gráfico a seguir apresenta o número de Item 9. O gráfico a seguir mostra a taxa de analfabe-
estudantes do gênero masculino e feminino matri- tismo de pessoas com 15 anos ou mais no Brasil, em
culados entre 2016 e 2024 em uma escola brasi- 2022. Os dados estão apresentados em porcentagem
leira: e segmentados por grupos de idade, cor e raça.
50
45
40
35
30
25
20
15
10
5
0
15 a 19 20 a 24 25 a 34 35 a 44 45 a 54 55 a 64 65 anos
anos anos anos anos anos anos ou mais
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo
Branca Preta Amarela Parda Indígena
deste material.
Fonte: IBGE. Disponível em: https://agenciadenoticias.
ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/
Observando os dados do gráfico, é correto afirmar noticias/40098-censo-2022-taxa-de-analfabetismo-cai-de-9-6-
que: para-7-0-em-12-anos-mas-desigualdades-persistem.
Acesso em: 20 out. 24.
(A) o número de estudantes matriculados em 2017
foi inferior a 3 mil.
Observando os dados do gráfico, é correto afirmar
(B) o número de estudantes matriculados em 2024 que, na faixa etária de 55 a 64 anos:
foi superior a 4 mil.
(A) a taxa do analfabetismo, segundo a cor ou raça
(C) o número de estudantes matriculados em 2020 branca, foi inferior a 5%.
foi crescente em relação a 2019, tanto no gênero
(B) a taxa do analfabetismo, segunda a cor ou raça
masculino quanto no gênero feminino.
amarela, foi superior a 5%.
(D) o número de estudantes matriculados em 2023
(C) a taxa do analfabetismo, segunda a cor ou raça
foi decrescente em relação a 2022, tanto no gêne-
parda, foi superior a 15%.
ro masculino quanto no gênero feminino.
(D) a taxa do analfabetismo, segunda a cor ou raça
indígena, foi inferior a 25%.
Anotações
Alfabetismo é a capacidade de uma pessoa ler e es-
crever em uma determinada língua. Analfabetismo,
por outro lado, é a condição de uma pessoa que não
possui habilidades básicas de leitura e escrita.
123
123
Resposta comentada
Item 7
Professor, para responder a este item, os estu-
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: dantes devem ter a habilidade de interpretar
Interpretar dados apresentados em um gráfico de dados apresentados em um gráfico de linha sim-
linha simples ples e resolver situações-problemas. Ao analisar
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações as alternativas, o estudante deve identificar que
a única afirmação correta sobre o gráfico é a da
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
alternativa (D), pois o total de estudantes aten-
Nível 2/Médio
didos, em milhões, no período analisado foi de
Gabarito: D 40 + 40 + 41 + 41 + 42 = 204.
Portanto, a alternativa correta é a (D).
83
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
84
ESTUDANTE CADERNO
AULAS 15DO
E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 10. O gráfico a seguir apresenta as taxas de Observando os dados do gráfico, é correto afirmar
alfabetismo e analfabetismo no Brasil de 1940 a que:
2022.
(A) a taxa de alfabetismo no Brasil, nesse período,
foi sempre decrescente.
(B) a taxa de analfabetismo no Brasil, nesse perío-
do, foi sempre decrescente.
(C) a taxa de alfabetismo em 1940 foi 30, e a de
analfabetismo 32.
(D) a taxa de alfabetismo em 2000 foi de 89,5, e a
de analfabetismo de 8,6.
Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta Seção é ampliar os seus conhecimentos sobre o que foi estudado. Você aprendeu
até aqui como analisar dados e resolver problemas em um gráfico de linha. Agora você vai ampliar seus
conhecimentos.
Observe os dados expostos no gráfico de linhas a seguir:
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
Após analisar os dados, escreva sobre como foram o desempenho dos estudantes ao longo desses anos em:
124
124
Resposta comentada
Item 10
Professor, para responder a este item, os estudan-
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: tes devem ter a habilidade de analisar dados apre-
Interpretar dados apresentados em um gráfico de sentados em um gráfico de linha com mais de uma
linha simples grandeza representada. Ao analisar as alternati-
Eixo do conhecimento: Tratamento de informações vas, os estudantes devem identificar que a única
afirmação correta sobre o gráfico é a da alternati-
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
va (B) analfabetismo, no Brasil, nesse período foi
Nível 3/Difícil
sempre decrescente.
Gabarito: B
Portanto, a alternativa correta é a (B).
85
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Distratores
Ao analisar dados apresentados em um gráfico de Anotações
linha com mais de uma grandeza representada, o
estudante
Alternativa (A) considerou a taxa de analfabetismo.
Alternativa (C) considerou as duas primeiras taxas
do alfabetismo.
Alternativa (D) considerou a taxa do do analfabe-
tismo de 2010.
1 Explique a importância de gráficos de linhas: discuta por que a análise de dados é relevante
em várias áreas, como a Matemática, Ciências, Geografia e Economia.
86
PROFESSOR
AULAS 15 E 16 | 9º ANO
MATEMÁTICA
uma cidade ao longo dos anos, ajudando a entender como esses fatores se relacionam com o
crescimento urbano ou a migração.
0 Economia: Um gráfico de linha simples pode ilustrar o comportamento do PIB (Produto Interno
Bruto) de um país ao longo do tempo, permitindo uma análise das flutuações econômicas. A
relação entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego ao longo dos anos, ou como o valor de
uma moeda e o preço do petróleo variam no mesmo período.
2 Contextualização com situações reais (nestas duas aulas, exploramos a análise em gráficos de
linhas no contexto educacional);
3 Você pode usar também exemplos de software de planilhas eletrônicas para ilustrar as tabelas
com dados, e de Geometria Dinâmica para a construção de gráficos, por meio das tecnologias
digitais e aplicações no mercado de trabalho.
4 Faça perguntas sobre localização de dados em gráficos de linhas: faça perguntas que leve os estu-
dantes a analisarem os dados expostos em gráficos, tais como: a) qual a maior quantidade? b) qual
a menor quantidade? ou c) em que período houve decrescimento? e d) em determinado período,
qual grandeza aumentou (ou diminuiu)?.
Essa metodologia se baseia em exemplos práticos e exercícios progressivos, permitindo que os estudantes
desenvolvam as habilidades de analisar dados expostos em gráficos de linhas.
8. Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os conhecimentos dos estudantes em relação aos objetos de conhe-
cimentos trabalhados nas duas aulas. Ao extrapolar o conhecimento, o estudante aplica os conhecimentos
adquiridos em novas situações, contextos ou problemas. Essa abordagem também fomenta a aprendizagem
significativa, em que o estudante entende e aplica conceitos em vez de apenas memorizá-los.
A turma analisará os dados expostos em um gráfico de linhas, que apresenta o desempenho dos estu-
dantes em três disciplinas, no período de 2019 a 2024. Divida a turma em grupos colaborativos com até 4 estu-
dantes cada e estabeleça um tempo para resolverem a atividade. É importante que você, professor, também
destine um tempo da sua aula para a correção coletiva. Neste momento, incentive a participação e comparti-
lhamento das estratégias utilizadas pelos estudantes.
87
CADERNO
ESTUDANTE DO
AULAS 15 E 16 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
(C) Ciências:
O desempenho dos estudantes em Ciências nesse período foi: em 2019 apresentaram um desempe-
nho 80 pontos, tendo um crescimento em 2020 para 90 pontos, decresceu para 85 em 2021, tornou
a crescer para 88 em 2022, teve uma queda em 2023 para 82 pontos e novamente em 2024 teve um
acréscimo de 8 pontos em relação a 2023.
125
125
Anotações
88
Aulas
17e18
O estudo do plano
cartesiano na malha
quadriculada
Aula 17
Professor, ao término das aulas 17 e 18, espera-se que os estudantes sejam capazes de localizar
um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordena-
das e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha
quadriculada. Compreender a localização de um ponto no plano cartesiano, utilizando uma malha qua-
driculada, é importante por várias razões. para a compreensão geométrica; para aplicações práticas em
diversas áreas profissionais, como Engenharia, Arquitetura e Ciência da Computação, que possuem, em
sua atuação, a habilidade de localizar pontos; para o desenvolvimento do pensamento crítico, pois locali-
zar um ponto envolve raciocínio lógico e habilidades de resolução de problemas, o que estimula a mente
a pensar de maneira estruturada; para a integração com outros conceitos matemáticos; para exploração
de dados em Estatística e Ciências; para a criatividade e desenvolvimento de aptidões artísticas; para a
promoção de habilidades tecnológicas. Em síntese, a habilidade de localizar pontos em um plano carte-
siano é mais do que uma simples tarefa matemática; ela é uma chave para a compreensão e aplicação
de conceitos que permeiam diversas áreas do conhecimento.
Estas aulas fazem parte de um caminho formativo que visa elevar o nível de proficiência dos
estudantes em Matemática para o nível 4, por meio do nivelamento, consolidação e aprofundamento
de conhecimentos essenciais, esperados para os estudantes ao final do 9º ano do Ensino Fundamental
- Anos Finais. Atualmente, os estudantes estão situados no final do nível 2, de acordo com a Escala de
Proficiência do Sistema de Avaliação da Educação Básica - Saeb. Assim, eles serão orientados por meio de
um conjunto de atividades que começa com a localização de um objeto em uma representação gráfica
do tipo planta baixa, utilizando dois critérios: estar mais distante de um referencial e mais próximo de
outro. Em seguida, progredirão para a habilidade de localizar um ponto em um plano cartesiano, com o
auxílio de uma malha quadriculada, a partir de suas coordenadas, além de reconhecer as coordenadas de
um ponto específico em um plano cartesiano, também com o suporte da malha quadriculada.
O ponto de chegada referente ao eixo de conhecimento Espaço e forma e ao objeto de conheci-
mento das aulas serão as habilidade de localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha
quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano
cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, indicada no nível 4 da Escala de Proficiência do Saeb. O
foco das aulas é promover a transição do final do nível 2 para o nível 4 e, nesse processo, é importante re-
forçar os conhecimentos indicados anteriormente, uma vez que, na Escala, eles são cumulativos. Assim,
para haver o desenvolvimento dos conhecimentos do nível 4, os estudantes devem dominar as habilidades
anteriores referentes ao objeto de conhecimento.
89
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
No quadro a seguir, está descrita a gradação nos diferentes níveis de desenvolvimento, assim como
os conhecimentos relevantes que os estudantes precisam para elevar as aprendizagens necessárias e
consolidar o Nível 4. A Escala de Proficiência do Saeb é estruturada em níveis cumulativos, cada um cons-
truído sobre o domínio das habilidades do nível anterior. Especificamente, para a habilidade de localizar
um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas e
reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadricu-
lada, os níveis podem ser organizados e compreendidos da seguinte forma:
O ponto de chegada é:
Nível 4 - (a) Localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de
suas coordenadas e (b) Reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio
de malha quadriculada
Gradação dos conhecimentos conforme Escala de Proficiência do Saeb:
Nível 3: Localizar um objeto em representação gráfica do tipo planta baixa, utilizando dois critérios: estar mais
longe de um referencial e mais perto de outro.
Habilidades da BNCC e do CRMS:
(EF06MA16)/(MS.EF06MA16.s.16) Associar pares ordenados de números a pontos do plano cartesiano do 1º qua-
drante, em situações como a localização dos vértices de um polígono.
(EF09MA16)/(MS.EF09MA16.s.18) Determinar o ponto médio de um segmento de reta e a distância entre dois
pontos quaisquer, dadas as coordenadas desses pontos no plano cartesiano, sem o uso de fórmulas, e utilizar esse
conhecimento para calcular, por exemplo, medidas de perímetros e áreas de figuras planas construídas no plano.
Descritores da Matriz de Referência do Saeb:
D1 - Identificar a localização/movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas.
D9 - Interpretar informações apresentadas por meio de coordenadas cartesianas.
Objetos de conhecimento:
Sistema de coordenadas, malha quadriculada, eixos cartesianos, coordenadas de pontos.
Anotações
90
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
3. Trilha formativa
1 Eixos cartesianos: conhecimento sobre a disposição e a função dos eixos horizontal X (ou eixo das abcissas)
e vertical Y (eixo ou das ordenadas), incluindo a origem (0, 0).
Para verificar se há estudantes que, porventura, ainda não tenham desenvolvido todos os conhe-
cimentos, conforme indicados na trilha formativa, em relação a localizar um ponto em um plano carte-
siano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhecer as coordenadas
de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, considere as sugestões
contidas no caderno do estudante para o levantamento de conhecimentos prévios indicados na trilha
formativa. Você ainda poderá propor outras perguntas, além das apresentadas no caderno do estudante,
que os motivem a participar da dinâmica e desenvolver as aprendizagens essenciais para seguir na trilha
formativa. Faça as perguntas de forma oral e sintetize as respostas dos estudantes no quadro.
Objetivo: estimular os estudantes a expressarem o que sabem sobre localizar um ponto em um plano
cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhecer as coorde-
nadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada.
91
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Preste atenção nas respostas para identificar conceitos que eles já conhecem e os que precisam
ser reforçados.
Além dos questionamentos contidos no Caderno do estudante, você pode ainda utilizar o quadro
para fazer algumas atividades com o objetivo de ajudar os estudantes a se reconectarem com o que
aprenderam em anos anteriores. Para isso, você pode apresentar um plano cartesiano, conforme suges-
tão a seguir, com diversas coordenadas, inclusive nos eixos coordenados, e pedir para os estudantes
responderem uma série de perguntas referentes aos pontos. Qual(is) pontos estão no primeiro quadrante?
Qual(is) pontos estão no segundo quadrante? Qual(is) pontos estão no terceiro quadrante? Qual(is) pontos
estão no quarto quadrante? Qual(is) pontos estão no eixo das abscissas (eixo x)? Qual(is) pontos estão no
eixo das ordenadas (eixo y)?
4
A
3
E
2
B
1
C
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
-1
F
-2
D
-3
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
Por meio das atividades indicadas na seção Explorando e avançando no conhecimento, do Ca-
derno do estudante, você poderá oportunizar o nivelamento a partir do diagnóstico. A partir de então,
é esperado que esse conhecimento seja aprofundado, de modo a aprimorar as habilidades para que os
estudantes possam localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a
partir de suas coordenadas e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com
o apoio de malha quadriculada.
Para aprofundar o conhecimento dos estudantes do 9º ano sobre como localizar um ponto em um
plano cartesiano e reconhecer as coordenadas de um ponto dado, é essencial adotar uma abordagem que
combine conceitos teóricos, prática contextualizada e estratégias de ensino que promovam o raciocínio
crítico. A seguir, propomos algumas abordagens práticas e sugestões de atividades que podem ser usadas
em sala de aula para alcançar esse objetivo:
0 Introdução teórica e conceitual - Revisão das coordenadas: Explique aos estudantes o que são
as coordenadas de um ponto no plano cartesiano. Reforce o conceito de eixos (X e Y), o ponto
de origem (0, 0) e como os pontos são representados por pares ordenados de números, por
exemplo, (3, 2), onde 3 representa a posição no eixo X e 2 a posição no eixo Y. Leitura do plano
cartesiano: Apresente o plano cartesiano, indicando os quadrantes e a forma como os pontos
podem ser localizados, primeiro no eixo X e depois no eixo Y. Exemplo visual: Mostre exemplos
92
CADERNO DO
ESTUDANTE
Aulas
17e18
O estudo do plano
cartesiano na malha Início da reprodução do
Caderno do Estudante
quadriculada
Aula 17
Olá, Estudante!
As aulas 17 e 18 fazem parte de uma jornada do conhecimento sobre localizar um ponto em
um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhe-
cer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada.
Essas habilidades são muito importantes, pois contemplam conhecimentos prévios necessários ao enten-
dimento desta aula e de aulas futuras e estão presentes em algumas situações do nosso dia a dia. Vamos
explorar essa habilidade juntos e descobrir como aplicá-la em diversas situações!
Ao término destas aulas, espera-se que você seja capaz de localizar um ponto em um plano
cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhecer
as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadri-
culada. Além disso, espera-se que você desenvolva a habilidade de localizar um objeto em
representação gráfica do tipo planta baixa, utilizando dois critérios: estar mais longe de um
referencial e mais perto de outro.
Para começarmos estas aulas, você e seus colegas responderão algumas perguntas ao professor
relativas ao que já sabem sobre localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha qua-
driculada, a partir de suas coordenadas e sobre reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um
plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada. Isso ajudará o professor a entender melhor o que
você já conhece e permitirá que ele te apoie de forma mais eficaz no que será estudado a seguir.
126
126
93
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
0 Reflexão e aplicações no cotidiano - Conexões com o mundo real: Para que os estudantes
vejam a relevância do que estão aprendendo, é interessante mostrar como o plano cartesiano
é utilizado em diversas áreas, como geografia (mapas), navegação (GPS), ciência de dados,
design gráfico, entre outros. Discussão final: Ao final das atividades, promova uma discussão
sobre como a compreensão do plano cartesiano pode ser útil em situações do cotidiano e em
outras áreas do conhecimento.
QUADRO 1
Possibilidades de respostas referentes às perguntas da seção Conectando-se com o
conhecimento do Caderno do Estudante
5 Sim, os eixos de coordenadas cartesianas são duas linhas perpendiculares que se cruzam no ponto de origem
(0, 0) e ajudam a localizar pontos no plano cartesiano. O eixo X (horizontal) é a linha que vai da esquerda
para a direita, e o eixo Y (vertical) é a linha que vai de baixo para cima. Juntos, esses dois eixos formam uma
malha, e a posição de qualquer ponto pode ser determinada pelas suas coordenadas, que são representadas
por um par de números: o primeiro número indica a distância ao longo do eixo X e o segundo número indica
a distância ao longo do eixo Y.
6 As coordenadas no eixo X e Y são os números que indicam a posição de um ponto no plano cartesiano. Esse
sistema usa dois eixos perpendiculares: o eixo X (horizontal) e o eixo Y (vertical). O eixo X mostra a posição
do ponto em relação à linha horizontal, e o número na coordenada X indica o quanto o ponto está para a di-
reita (se for positivo) ou para a esquerda (se for negativo) do ponto de origem (0). O eixo Y mostra a posição
do ponto em relação à linha vertical, e o número na coordenada Y indica o quanto o ponto está para cima (se
for positivo) ou para baixo (se for negativo) do ponto de origem (0). As coordenadas são representadas por
um par de números, como (X, Y).
7 Os quadrantes são as quatro regiões em que o plano cartesiano é dividido pelos eixos X e Y. Cada quadrante
tem uma combinação diferente de sinais para as coordenadas X e Y. O sistema de coordenadas cartesianas é
dividido em quatro quadrantes, numerados da seguinte forma: Primeiro quadrante (I): É a região onde tanto
o eixo X quanto o eixo Y têm valores positivos. Ou seja, as coordenadas (X, Y) são ambas positivas. Exemplo:
(3, 2); Segundo quadrante (II): Nesse quadrante, o eixo X é negativo e o eixo Y é positivo. Ou seja, as coorde-
nadas (X, Y) são X negativo e Y positivo. Exemplo: (-3, 2). Terceiro quadrante (III): Aqui, tanto o eixo X quanto
o eixo Y têm valores negativos. Ou seja, as coordenadas (X, Y) são ambas negativas. Exemplo: (-3, -2). Quarto
quadrante (IV): Nesse quadrante, o eixo X é positivo e o eixo Y é negativo. Ou seja, as coordenadas (X, Y) são
X positivo e Y negativo. Exemplo: (3, -2).
8 Uma malha quadriculada é uma grade formada por linhas horizontais e verticais que se cruzam, criando qua-
drados ou retângulos. Essas linhas formam um padrão de quadrados ou retângulos em que as distâncias entre
elas são iguais. É comum em matemática, especialmente para representar coordenadas no plano cartesiano,
e também é usada para facilitar o desenho ou medir distâncias de forma mais precisa.
9 Para definir um ponto no sistema de coordenadas cartesianas, a gente usa dois números, chamados de coor-
denadas. Essas coordenadas são representadas como (x, y), onde: x é a coordenada horizontal (a posição do
ponto no eixo X) e y é a coordenada vertical (a posição do ponto no eixo Y). Esses dois números mostram onde
o ponto está no plano, em relação ao ponto de origem (0, 0), que é o ponto onde os eixos X e Y se cruzam. Por
exemplo, o ponto (3, 4) significa que o ponto está 3 unidades à direita do eixo Y e 4 unidades acima do eixo X.
94
CADERNO
ESTUDANTE DO
AULAS 17 E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
A partir das discussões anteriores realizadas por você, seus colegas e o professor, podemos extrair
algumas definições importantes.
y
7
6
5
4
3
2
-7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 1 1 2 3 4 5 6 7
0
-7 x
-6
-5
-4
-3
-2
-1
Fonte: Pixabay.
127
127
Itens 1 a 4 - Nivelamento
São itens de nivelamento que abordam os conhecimentos prévios que os estudantes precisam ter para
desenvolverem as habilidades do nível de proficiência vigente. Esses itens têm a finalidade de reforçar os
conhecimentos prévios dos estudantes sobre localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de
malha quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um
plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, antes de introduzir conceitos mais complexos. Esses
itens revisam conceitos básicos essenciais para o progresso e preparam os estudantes para lidar com objetos
de conhecimento e itens mais complexos nos níveis seguintes. Eles permitem a você, professor, personalizar
o ensino para atender melhor às necessidades individuais dos estudantes.
95
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Itens 5 a 7 - Consolidação
Referem-se à consolidação do nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb. Nesta etapa, os itens ava-
liam a habilidade dos estudantes de localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha
quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano
cartesiano, com o apoio de malha quadriculada.
Os estudantes devem demonstrar habilidades sólidas para aplicar conhecimentos de maneira prática
e integrada, associando novos aprendizados aos que já possuem. O processo envolve a repetição, a aplica-
ção prática e a integração de novos conhecimentos com os conhecimentos prévios, garantindo uma com-
preensão profunda e a capacidade de utilizar essas informações de forma eficaz em diferentes contextos.
Itens 8 a 10 - Aprofundamento
São para a ampliação/aprofundamento do conhecimento (posterior ao nível de desempenho atual
dos estudantes nesta etapa de ensino em Matemática). O aprofundamento se refere ao processo de am-
pliação e intensificação do conhecimento, permitindo aos estudantes expandirem a compreensão e as
habilidades além do nível atual. Para estudantes que estão no final do nível 2 da Escala de Proficiência do
Saeb, o aprofundamento é essencial para alcançarem o nível 4. Isso envolve a exploração de conceitos
mais complexos, a aplicação do conhecimento em situações novas e desafiadoras e o desenvolvimento
de habilidades relacionadas a localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha qua-
driculada, a partir de suas coordenadas e a reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano
cartesiano.
96
ESTUDANTE CADERNO
AULAS 17DO
E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
II I
(-, +) (+, +)
x
o
III IV
(-, -) (+, -)
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
3 Pontos: cada ponto no plano cartesiano é representado por um par ordenado (x, y), em que x
indica a posição no eixo horizontal e y no eixo vertical.
Exemplo: pontos (4, 5) e (5, 2).
Para o ponto (4, 5): 4 está localizado no eixo x e 5 está localizado no eixo y.
Para o ponto (5, 2); 5 está localizado no eixo x e 2 está localizado no eixo y.
y
6
(4,5)
5
4
3
2 (5,2)
1
0 1 2 3 4 5 6 x
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
128
128
97
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
6. Itens comentados
Professor, propomos que, na primeira aula, sejam desenvolvidos os itens 1 a 4. É interessante que,
inicialmente, seja realizada uma discussão com a turma sobre eixos cartesianos, coordenadas, quadrantes,
leitura de malha quadriculada e identificação e localização de pontos. Comece com um diálogo com toda
a turma sobre esses conceitos, como são representados pares ordenados em um sistema de coordenadas
cartesianas e em que situações do dia a dia podem ser identificados.
O estudo das coordenadas cartesianas é amplamente utilizado em diversas áreas e contextos e tem
diversas aplicações práticas. Aqui estão algumas das principais utilizações:
Essas aplicações demonstram como o entendimento das coordenadas cartesianas é essencial para
resolver problemas práticos em diversos componentes curriculares e áreas profissionais, promovendo a
análise e a visualização em contextos variados.
Questionamentos sobre em que situações do nosso dia a dia as coordenadas aparecem são muito
úteis nesse momento, para que os estudantes relacionem o conhecimento matemático aprendido na sala
de aula com aspectos do mundo real.
98
ESTUDANTECADERNO DO
AULAS 17 E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
4 Malha quadriculada: uma malha quadriculada é composta por quadrados de tamanhos iguais
dispostos em linhas horizontais e verticais. Cada quadrado é uma unidade de área, e essas uni-
dades tornam a medição da área de figuras planas uma tarefa mais ágil e visual.
A malha quadriculada é frequentemente usada em gráficos, mapas e desenhos técnicos para
ajudar na organização e na referência de espaço.
Exemplo:
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
y
5
3
2
0
-5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 x
-1
-2
-3
-4
-5
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
129
129
Destine um tempo das aulas para a resolução dos itens com toda a turma, demonstrando de forma
imediata e específica o desempenho dos estudantes. Promova momentos de reflexão sobre os distratores de
cada item, para que os estudantes possam discutir as dificuldades encontradas e as estratégias utilizadas para
superá-las. Por exemplo: após uma atividade, discuta com a turma quais estratégias funcionaram melhor para
localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas
e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada.
De maneira similar, para a segunda aula, propomos que os estudantes resolvam os itens 5 a 10. Caso
a metodologia dos grupos colaborativos tenha sido eficaz, continue com ela. Para relembrar o estudo sobre
o sistema de coordenadas cartesianas, resgate exemplos de situações do mundo real em que eles aparecem.
Nesse contexto, é importante reservar momentos para a correção dialogada dos itens, abordando também
as discussões de cada distrator. Para essa aula, é importante promover a ampliação dos conhecimentos sobre
localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas
e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada.
99
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Item 1 Item 2
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Localizar um objeto em representação gráfica do Localizar um objeto em representação gráfica do
tipo planta baixa tipo planta baixa, utilizando dois critérios: estar
Eixo do conhecimento: Espaço e forma mais longe de um referencial e mais perto de outro
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: Eixo do conhecimento: Espaço e forma
Nível 3/Fácil Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Gabarito: B Nível 3/Fácil
Gabarito: A
Resposta comentada
Resposta comentada
Professor, para responder a este item, os estudan-
tes devem ter a habilidade de localizar um obje- Professor, para responder a este item, os estudantes
to em representação gráfica do tipo planta baixa. devem ter a habilidade de localizar um objeto em
Para isso, os estudantes devem analisar o sistema representação gráfica do tipo planta baixa, utilizando
de coordenadas cartesianas presente na malha dois critérios: estar mais longe de um referencial e
quadriculada, fazendo o cruzamento das ruas Rui mais perto de outro. Para isso, os estudantes devem
Barbosa e Alceu Valença e encontrando o ponto analisar o sistema de coordenadas cartesianas pre-
(F, 3) próximo a ele. Portanto, a alternativa correta sente na malha quadriculada e verificar as coorde-
é a (B). nadas do ponto D (6, 4) para analisar as alternativas:
Além disso, é importante discutir os distratores (A) está mais próximo do ponto B. Alternativa cor-
com os estudantes, para que compreendam como reta, pois o ponto D está distante 4 unidades do
eles se distanciam da resposta correta e como ponto B e seis unidades do ponto C.
identificar a escolha mais adequada para respon-
(B) está mais próximo do ponto C. Alternativa in-
der ao item. É uma sugestão a ser feita na correção
correta, pois o ponto D está distante 4 unidades
e no diálogo com os estudantes em todos os itens
do ponto B e seis unidades do ponto C, logo, mais
dessas duas aulas.
distante do ponto C.
Distratores (C) está exatamente no eixo x. Alternativa incor-
reta, pois o ponto D está no primeiro quadrante.
Ao localizar um objeto em representação gráfica
do tipo planta baixa, o estudante (D) está exatamente no eixo y. Alternativa incorre-
ta, pois o ponto D está no primeiro quadrante.
Alternativa (A) considerou o ponto de cruzamento
das ruas Alceu Valença e Cora Coralina. Portanto, a alternativa correta é a (A).
Alternativa (C) inverteu as coordenadas do ponto.
Distratores
Alternativa (D) considerou o ponto do cruzamento
Ao localizar um objeto em representação gráfica
da rua Rui Barbosa com a rua Machado de Assis.
do tipo planta baixa, utilizando dois critérios: es-
tar mais longe de um referencial e mais perto de
outro, o estudante
Alternativa (B) desconsiderou que o ponto D está
distante quatro unidades do ponto B e seis unida-
des do ponto C.
Alternativa (C) considerou que o ponto D tinha o
valor de x = 0.
Alternativa (D) considerou que o ponto D tinha o
valor de y = 0.
100
ESTUDANTE CADERNO
AULAS 17DO
E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Aplicando o conhecimento
Item 1. O mapa a seguir apresenta parte do lote- Item 2. A planta baixa, a seguir, representa uma
amento onde Matheus mora. Ele mora próximo ao sala retangular com as seguintes coordenadas:
cruzamento das ruas Rui Barbosa e Alceu Valença.
6
5
4
9 C D
Rua Machado de Assis 3
8
2
Rua Cora Coralina
130
130
Anotações
101
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Resposta comentada
Item 3
Professor, para responder a este item, os estudantes
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: devem ter a habilidade de localizar um objeto em
Localizar um objeto em representação gráfica do representação gráfica do tipo planta baixa, utilizando
tipo planta baixa, utilizando dois critérios: estar dois critérios: estar mais longe de um referencial e
mais longe de um referencial e mais perto de outro mais perto de outro. Para isso, os estudantes devem
Eixo do conhecimento: Espaço e forma analisar as informações dadas no enunciado e o su-
porte da imagem com o sistema de coordenadas car-
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
tesianas, presente na malha quadriculada, e verificar
Nível 3/Fácil
que a alternativa correta é a (C).
Gabarito: C
Distratores
Resposta comentada
Ao localizar um objeto em representação gráfica
Professor, para responder a este item, os estudan- do tipo planta baixa, utilizando dois critérios: es-
tes devem ter a habilidade de localizar um obje- tar mais longe de um referencial e mais perto de
to em representação gráfica do tipo planta baixa, outro, o estudante
utilizando dois critérios: estar mais longe de um
referencial e mais perto de outro. Para isso, os es- Alternativa (A) considerou as distâncias como as
tudantes devem analisar as informações do enun- coordenadas.
ciado e do sistema de coordenadas cartesianas, Alternativa (B) considerou as coordenadas do pon-
presente na malha quadriculada, e verificar que a to da entrada A.
alternativa correta é a (C) (0, 3).
Alternativa (D) considerou as coordenadas do pon-
Distratores to da entrada B.
102
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 17 E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 3. O esboço do projeto da cozinha de Julia, Item 4. Em uma planta baixa de um apartamento,
cujas distâncias na malha quadriculada são dadas construída em uma malha quadriculada, com cada
em metros, como está ilustrado na figura a seguir: lado do quadrado medindo 1 metro, a entrada A e
a entrada B são os pontos de referência. Um sofá
5 será colocado 3 metros abaixo da entrada A e 2
metros acima da entrada B, conforme imagem a
seguir.
4
B
3 6
A(3,6)
2
5
1
A
4
-1 0 1 2 3 4 5 6
-1 3
Aula 18
Nesta aula, continuaremos o processo de desenvol-
vimento da habilidade de localizar um ponto em
um plano cartesiano, com o apoio de malha qua-
driculada, a partir de suas coordenadas e reco-
nhecer as coordenadas de um ponto dado em um
plano cartesiano, com o apoio de malha quadri-
culada. Inicialmente, retomamos a localização de
um objeto em representação gráfica do tipo planta
baixa, utilizando dois critérios: estar mais longe de
131
131
discutindo e refletindo sobre as temáticas destas O após a resolução em grupos, promova uma
aulas. Para conduzir esta aula, é importante que: correção coletiva, incentivando a discussão
sobre os distratores e ajudando os estudantes
O faça uma breve retomada do que foi trabalhado a compreenderem a lógica por trás de cada
na aula anterior, revisando os elementos de
alternativa;
um plano cartesiano, a malha quadriculada e
pontos contidos em plantas baixas e no plano O ao longo da aula, reforce a importância do
cartesiano. Organize os estudantes em grupos domínio das habilidades anteriores para
colaborativos para que possam resolver, de garantir o sucesso na transição do Nível 3 para
forma conjunta, os itens 5 a 10. Esse momento o Nível 4, a fim de que os estudantes tenham
de interação será essencial para promover a propriedade sobre localizar um ponto em
troca de ideias e fortalecer o aprendizado de um plano cartesiano, com o apoio de malha
todos; quadriculada, a partir de suas coordenadas e
103
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
reconhecer as coordenadas de um ponto dado Alternativa (C) desconsiderou que o lado do qua-
em um plano cartesiano, com o apoio de malha drado da malha quadriculada mede 50 m.
quadriculada, que encontrarão ao longo do
processo formativo.
Item 6
Item 5 Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Localizar um ponto em um plano cartesiano, com
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: o apoio de malha quadriculada, a partir de suas
Localizar um ponto em um plano cartesiano, com coordenadas
o apoio de malha quadriculada, a partir de suas Eixo do conhecimento: Espaço e forma
coordenadas
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Eixo do conhecimento: Espaço e forma Nível 4/Médio
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: Gabarito: C
Nível 4/Médio
Gabarito: D Resposta comentada
Professor, para responder a este item, os estudantes
Resposta comentada
devem ter a habilidade de localizar um ponto em um
Professor, para responder a este item, os estudan- plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada,
tes devem ter a habilidade de localizar um ponto a partir de suas coordenadas. Para isso, os estudantes
em um plano cartesiano, com o apoio de malha devem traçar o caminho feito pelo personagem no sis-
quadriculada, a partir de suas coordenadas. Para tema de coordenadas cartesianas:
isso, os estudantes precisam analisar a localização km
dos pontos e analisar as alternativas:
20 F
(A) A igreja está situada no ponto (-100, 100). Al-
ternativa incorreta. 15 D E
(B) A prefeitura está situada no terceiro quadrante. C
Alternativa incorreta. 10
Distratores
Ao localizar um ponto em um plano cartesiano, Distratores
com o apoio de malha quadriculada, a partir de
Ao localizar um ponto em um plano cartesiano,
suas coordenadas, o estudante
com o apoio de malha quadriculada, a partir de
Alternativa (A) inverteu o sinal da coordenada da suas coordenadas, o estudante
abcissa.
Alternativa (A) considerou como coordenadas as
Alternativa (B) considerou o terceiro quadrante distâncias percorridas.
como o segundo.
104
ESTUDANTE CADERNO
AULAS 17DO
E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Prefeitura Banco
132
132
105
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Item 7 Item 8
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Localizar um ponto em um plano cartesiano, com Reconhecer as coordenadas de um ponto dado
o apoio de malha quadriculada, a partir de suas em um plano cartesiano, com o apoio de malha
coordenadas quadriculada
Eixo do conhecimento: Espaço e forma Eixo do conhecimento: Espaço e forma
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Nível 4/Médio Nível 4/Difícil
Gabarito: B Gabarito: B
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 17 E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 7. O professor de Matemática da turma de Item 8. A professora Juliana entregou uma folha
Otávio desenhou no quadro o sistema de coorde- com o sistema de coordenadas cartesianas dese-
nadas cartesianas a seguir e solicitou que os estu- nhado em uma malha quadriculada, com alguns
dantes que estavam estudando em grupos escre- pontos demarcados.
vessem as coordenadas de, ao menos, três pontos.
4
5 C
A H
E 3
4
C
3 2
2 1
F E
1 -5 -4 -3 -2 -1B 0 1 2 3 4 5
B A -1
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7
D
G
-1 -2
D F I
-2 -3
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso
exclusivo deste material. exclusivo deste material.
133
133
Distratores
Ao reconhecer as coordenadas de um ponto dado Anotações
em um plano cartesiano, com o apoio de malha
quadriculada, o estudante
Alternativa (A) trocou o valor da coordenada x
pelo valor da coordenada y.
Alternativa (C) desconsiderou que o ponto G esta-
va em cima do eixo y.
Alternativa (D) desconsiderou que os pontos A e F
possuem coordenadas x iguais.
107
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Item 9 Item 10
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Reconhecer as coordenadas de um ponto dado Reconhecer as coordenadas de um ponto dado
em um plano cartesiano, com o apoio de malha em um plano cartesiano, com o apoio de malha
quadriculada quadriculada
Eixo do conhecimento: Espaço e forma Eixo do conhecimento: Espaço e forma
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Nível 4/Difícil
Nível 4/Difícil
Gabarito: C
Gabarito: B
Resposta comentada
Resposta comentada
Professor, para responder a este item, os estudan-
Professor, para responder a este item, os estudan-
tes devem ter a habilidade de reconhecer as coor-
tes devem ter a habilidade de reconhecer as coor-
denadas de um ponto dado em um plano cartesia-
denadas de um ponto dado em um plano cartesia-
no, com o apoio de malha quadriculada. Analisando
no, com o apoio de malha quadriculada. Ao analisar
o sistema de coordenadas cartesianas, os pontos
os pontos que estão demarcados no mapa do Brasil,
dos 4 coqueiros, exatamente no ponto médio dos
desenhado no sistema de coordenadas cartesianas,
segmentos OT, TR, RG e GO, possuem coordenadas:
na malha quadriculada, temos que os pontos 6 e
A(—4, 2), B(—1, 3), C(2, 2) e D(—1, 1), conforme
7, nesta ordem, estão nos estados de Mato Grosso
figura a seguir:
(60°, 10°) e Tocantins (50°, 10°). Logo, a alterna-
tiva correta é a (B).
4
Distratores T B R
3
Ao reconhecer as coordenadas de um ponto dado
em um plano cartesiano, com o apoio de malha
quadriculada, o estudante
A 2 C
Distratores
Ao reconhecer as coordenadas de um ponto dado
em um plano cartesiano, com o apoio de malha
quadriculada, o estudante
Alternativa (A) considerou os pontos O, T, G e R,
nessa ordem, com as coordenadas trocadas.
Alternativa (B) considerou as coordenadas dos pon-
tos O, T, G e R, nessa ordem.
Alternativa (D) inverteu a ordem dos pontos.
108
ESTUDANTE CADERNO
AULAS 17DO
E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 9. Observe o mapa do Brasil a seguir: Item 10. O Sr. Antônio está planejando construir
um jardim retangular na sua casa da chácara. As
plantas que o Sr. Antônio já tem no seu jardim são:
orquídea (no ponto O); girassol (no ponto G); tuli-
OC
EAN
O
pa (no ponto T) e rosa (no ponto R), como mostra
ATL
 NTIC a figura a seguir:
LINHA DO O
EQUADOR
4
T R
3
2
TRÓPICO DE
CAPRICÓRNIO O G
CO
1
TI
N
LÂ
AT
O
N
EA
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3
OC
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso
exclusivo deste material.
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo
deste material.
O Sr. Antônio quer plantar 4 coqueiros, exatamente
Analisando o mapa, é correto afirmar que as coor- no ponto médio dos segmentos OT, TR, RG e GO. É
denadas dos pontos 6 e 7, nessa ordem, estão nos correto afirmar que as coordenadas dos 4 coquei-
estados de: ros, nessa ordem, são:
(A) Mato Grosso (10°, 60°) e Tocantins (10°, 50°). (A) (1, —4), (3, —4), (1, 2) e (3, 2).
(B) Mato Grosso (60°, 10°) e Tocantins (50°, 10°). (B) (—4, 1), (—4, 3), (2, 1) e (2, 3).
(C) Tocantins (50°, 10°) e Mato Grosso (60°, 10°). (C) (—4, 2), (—1, 3), (2, 2) e (—1, 1).
(D) Tocantins (10°, 50°) e Mato Grosso (10°, 60°). (D) (—1, 1), (2, 2), (—1, 3) e (—4, 2).
Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os seus conhecimentos sobre o que foi estudado. Você aprendeu
até aqui como localizar um ponto em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir
de suas coordenadas e reconhecer as coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o
apoio de malha quadriculada. Agora você vai ampliar seus conhecimentos.
134
134
109
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
dos itens, em que os estudantes discutem as respostas e os processos adotados. Isso proporciona uma
oportunidade de aprendizado conjunto, juntamente com o feedback construtivo, destacando os pontos
fortes e orientando sobre possíveis melhorias nas estratégias de resolução.
110
PROFESSOR
AULAS 17 E 18 | 9º ANO
MATEMÁTICA
das em malha quadriculada, com o objetivo de que eles se familiarizar com os objetos de conhecimentos
trabalhados nas aulas e sejam partícipes do processo de ensino e aprendizagem. No Caderno do Estudan-
te colocamos exemplos de sistemas de coordenadas cartesianas para você explorar com os estudantes.
Sugerimos que os itens sejam desenvolvidos em grupos colaborativos de dois a três estudantes. A
discussão entre eles pode contribuir para promover a equidade, de modo que os que já estão em um nível
mais avançado possam dar suporte aos que estão em níveis anteriores. Essa forma de trabalho precisa ser
incentivada e elogiada na turma.
Destine um tempo de sua aula para a resolução dos itens junto com toda a turma. Mostre de forma
imediata e específica como está o desempenho dos estudantes.
Promova momentos de reflexão sobre os distratores de cada item, a fim de que os estudantes pos-
sam discutir as dificuldades encontradas e as estratégias utilizadas para superá-las. Por exemplo: após
uma atividade, discuta com a turma quais estratégias funcionaram melhor para localizar um ponto em
um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada, a partir de suas coordenadas e reconhecer as
coordenadas de um ponto dado em um plano cartesiano, com o apoio de malha quadriculada.
8. Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os conhecimentos dos estudantes em relação aos objetos de
conhecimentos trabalhados nas duas aulas. Ao extrapolar o conhecimento, o estudante aplica os conheci-
mentos adquiridos em novas situações, contextos ou problemas. Essa abordagem também fomenta a apren-
dizagem significativa, em que o estudante entende e aplica conceitos em vez de apenas memorizá-los.
A turma irá localizar alguns pontos em um sistema de coordenadas cartesianas, construído com
o apoio de uma malha quadriculada e depois responderá perguntas relacionadas aos quadrantes e aos
eixos de coordenadas. Divida a turma em grupos colaborativos com até 4 estudantes cada e estabeleça
um tempo para resolverem a atividade. É importante que você, professor, também destine um tempo
da sua aula para a correção coletiva. Neste momento, incentive a participação e compartilhamento das
estratégias utilizadas pelos estudantes.
Respostas
esperadas
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
111
CADERNO
ESTUDANTE DO
AULAS 17 E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Ações:
O Utilize o sistema de coordenadas cartesianas a seguir, construído com o apoio da malha
quadriculada para demarcar as coordenadas de todos os locais.
–4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4
–1
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo deste material.
Respostas Qual(is) ponto(s) está (ão) no primeiro quadrante? Os pontos que estão nesse quadrante, quais
1
esperadas os sinais (positivo, negativo) nas coordenadas x e y?
Os pontos A (Escola) e C (Mercado). Todos os pontos neste neste quadrante são positivos.
2
Qual(is) ponto(s) está(ão) no segundo quadrante? Os pontos que estão nesse quadrante, quais
os sinais(positivo, negativo) nas coordenadas x e y?
O ponto B (Parque). Abscissa (x) é negativo, ordenada (y) é positiva.
Qual(is) ponto(s) está(ão) no terceiro quadrante? Os pontos que estão nesse quadrante, quais
3
os sinais (positivo, negativo) nas coordenadas x e y?
D (Biblioteca). Todos os pontos neste quadrantes são negativos.
Qual(is) ponto(s) está (ão) no quarto quadrante? Os pontos que estão nesse quadrante, quais
4
os sinais(positivo, negativo) nas coordenadas x e y?
Nenhum ponto.
5 Quais as características de um ponto que esteja em cima de um dos eixos?
Todos os pontos que estão sobre o eixo x têm a coordenada y igual a zero.
Todos os pontos que estão sobre o eixo y têm a abscissa igual a zero.
135
135
Anotações
112
ESTUDANTE CADERNO
AULAS 17DO
E 18 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Anotações
136
136
113
ANOTAÇÕES
19e20
Aulas
Interpretação e
movimentação de objetos
Aula 19
Ao término das aulas 19 e 20, espera-se que os estudantes sejam capazes de interpretar a mo-
vimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu. A compreensão dessa habilidade é
importante pois ela é pré-requisito para desenvolver outros objetos do conhecimento em Matemática e
contribui para que o estudante aprimore aptidões relativas ao Raciocínio Lógico, como detalhado a seguir.
O Geometria analítica: a análise de movimentos em diferentes referenciais é essencial para en-
tender conceitos de geometria analítica, como vetores, coordenadas e transformações.
O Sistemas de coordenadas: a habilidade de mudar de um sistema de coordenadas para outro
(como cartesianas, polares ou esféricas) em algumas profissões que lidam com a Matemática.
O Modelagem matemática: diferentes referenciais podem levar a diferentes modelos matemá-
ticos. Compreender como representar situações em vários referenciais é fundamental para a
Modelagem Matemática de fenômenos físicos e sociais.
O Raciocínio lógico: a prática de considerar múltiplos referenciais promove o desenvolvimento
do raciocínio lógico e crítico, habilidades essenciais em matemática e em outras áreas do co-
nhecimento. Esses aspectos mostram como a Matemática e a interpretação de movimentos em
diferentes referenciais estão interligadas e como essa habilidade é aplicada em diversas áreas.
Estas aulas fazem parte de um caminho formativo que visa elevar o nível de proficiência dos es-
tudantes em Matemática para o nível 4, por meio do nivelamento, consolidação e aprofundamento de
conhecimentos essenciais, esperados para os estudantes ao final do 9º ano do Ensino Fundamental - Anos
Finais. Atualmente, os estudantes estão situados no final do nível 2, de acordo com a Escala de Proficiên-
cia do Sistema de Avaliação da Educação Básica - Saeb. Assim, eles serão guiados por meio de um bloco de
itens que iniciam com o desenvolvimento da habilidade de localizar um objeto em representação gráfica
do tipo planta baixa, utilizando dois critérios (estar mais longe de um referencial e mais perto de outro),
progredindo para a interpretação da movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu.
O ponto de chegada referente ao eixo de conhecimento Espaço e forma e ao objeto de conheci-
mento das aulas será a habilidade de interpretar a movimentação de um objeto utilizando referencial
diferente do seu, indicada no nível 4 da Escala de Proficiência do Saeb. O foco das aulas é promover a
transição do final do nível 2 para o nível 4 e, nesse processo, é importante reforçar os conhecimentos
indicados nos níveis anteriores, uma vez que, na escala, eles são cumulativos. Assim, para haver o de-
senvolvimento dos conhecimentos do nível 4, os estudantes devem dominar as habilidades anteriores
referentes ao objeto de conhecimento.
115
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
No quadro a seguir, está descrita a gradação nos diferentes níveis de desenvolvimento, assim como
os conhecimentos relevantes que os estudantes precisam para elevar as aprendizagens necessárias e con-
solidar o nível 4. A Escala de Proficiência do Saeb é estruturada em níveis cumulativos, cada um constru-
ído sobre o domínio das habilidades do nível anterior. Especificamente, para a habilidade de interpretar
a movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu, os níveis podem ser organizados
e compreendidos da seguinte forma:
O ponto de chegada é:
Anotações
116
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
3. Trilha formativa
5 Trajetória: A trajetória é a curva ou caminho seguido por um ponto no espaço ao longo do tempo.
Para verificar se há estudantes que, porventura, ainda não tenham desenvolvido todos os conhecimen-
tos, conforme indicados na trilha formativa, em relação a interpretar a movimentação de um objeto utilizando
referencial diferente do seu, considere as sugestões contidas no caderno do estudante para o levantamento
de conhecimentos prévios indicados na trilha formativa. Você ainda poderá propor outras perguntas, além das
apresentadas no Caderno do Estudante, que os motivem a participar da dinâmica e desenvolver as aprendiza-
gens essenciais para seguir na trilha formativa. Faça as perguntas de forma oral e sintetize as respostas dos
estudantes no quadro.
Objetivo: Estimular os estudantes a verbalizarem o que sabem sobre interpretar a movimentação de um
objeto utilizando referencial diferente do seu.
Além dos questionamentos contidos no Caderno do Estudante, você pode ainda utilizar o quadro para fazer
outras perguntas de relembrar conceitos, com o objetivo de ajudar os estudantes a se reconectarem com o que
aprenderam em anos anteriores. Para isso você pode apresentar uma série de exemplos e pedir para os estudantes
responderem em voz alta. Exemplo: Por que a posição de um objeto e seu movimento podem parecer diferentes
117
CADERNO DO
ESTUDANTE
19e20
Aulas Início da reprodução do
Caderno do Estudante
Interpretação e
movimentação de objetos
Aula 19
Olá, Estudante!
As aulas 19 e 20 fazem parte de uma jornada do conhecimento sobre interpretar a movimenta-
ção de um objeto utilizando referencial diferente do seu. Essa habilidade é importante, pois contem-
pla conhecimentos prévios necessários ao entendimento desta aula e de aulas futuras e estão presentes
em algumas situações do mundo real. Vamos explorar essa habilidade juntos e descobrir como aplicá-la
em diversas situações!
Ao término destas aulas, espera-se que você seja capaz de interpretar a movimentação de
um objeto utilizando referencial diferente do seu. Para isso, espera-se que você desenvolva,
primeiramente, a habilidade de localizar um objeto em representação gráfica do tipo planta
baixa, utilizando dois critérios: estar mais longe de um referencial e mais perto de outro.
Para iniciarmos estas aulas, você e seus colegas responderão algumas perguntas ao professor rela-
tivas ao que já sabem sobre interpretar a movimentação de um objeto utilizando referencial diferente
do seu. Isso ajudará o professor a entender melhor o que você já conhece e permitirá que ele te apoie
de forma mais eficaz no que será estudado a seguir.
137
137
dependendo de onde você está observando? Como você explicaria o movimento de um avião para uma pessoa
dentro do avião e para alguém que está observando o avião de fora?
Na seção anterior, os estudantes começaram a localizar um objeto em representação gráfica do tipo
planta baixa, utilizando dois critérios: estar mais longe de um referencial e mais perto de outro. Por meio das
atividades propostas no Caderno do Estudante, na seção Explorando e avançando no conhecimento, você terá
a oportunidade de nivelar a turma com base no diagnóstico realizado. Agora, vamos aprofundar esse conheci-
mento e aprimorar as habilidades para que os estudantes possam interpretar a movimentação de um objeto
utilizando referencial diferente do seu
Para aprofundar o conhecimento e aprimorar as habilidades dos estudantes do 9º ano em interpretar a
movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu, é essencial adotar uma abordagem que
combine conceitos teóricos, prática contextualizada e estratégias de ensino que promovam o raciocínio crítico
e a resolução de problemas. Exemplificando:
118
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Vamos buscar em aulas anteriores alguns conhecimentos que serão estudados nestas duas aulas.
O Eixos de coordenadas cartesianas: os eixos de coordenadas cartesianas são retas
perpendiculares que formam um sistema para representar pontos em um plano. No sistema
cartesiano bidimensional, tem-se o eixo x, que apresenta os pontos na reta horizontal e o eixo
y, que apresenta os pontos na reta vertical. O encontro entre uma coordenada cartesiana do
eixo x com uma do eixo y origina o que é chamado de ponto, também denominado de par
ordenado: (x,y).
Observe o sistema de coordenadas cartesianas a seguir:
y
7
6
5
4
3
2
1
–7 –6 –5 –4 –3 –2 –1 1 2 3 4 5 6 7
–1 x
–2
–3
–4
–5
–6
–7
Ainda para estas duas aulas, é necessário recordar outros conceitos para que você possa desenvol-
ver a habilidade de interpretar a movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu.
O Referencial ou ponto de referência: trata-se de um ponto fixo a partir do qual a posição e a
movimentação de um objeto são observados.
Suponha que você está observando um carro em movimento. Para descrever o movimento do carro,
é necessário escolher um referencial, que pode ser, por exemplo, uma placa de trânsito ou um estabele-
cimento próximo ao carro. Esse referencial funciona como um “ponto fixo” que ajuda a determinar se o
carro está se movendo e em que direção ele está indo.
0 Por exemplo, se você escolher uma placa de trânsito como referencial, pode observar se o carro
está se afastando ou se aproximando dela. Se o carro está se movendo para frente em relação
à placa, você diria que ele está em movimento “na direção da placa” ou “seguindo em frente”,
dependendo do contexto.
138
138
Exploração teórica: objetivo - Introduzir os conceitos de movimento relativo e referencial, e como eles
podem ser aplicados em diferentes situações do cotidiano. Exemplo de atividade: Comece a aula com
uma breve explicação teórica sobre referenciais e movimentos relativos. Defina o referencial como o
ponto de observação que se usa para medir o movimento de um objeto. Use exemplos do cotidiano, como
um carro em movimento na estrada, e explique como a percepção de seu movimento varia de acordo com
o referencial do observador (dentro do carro, do lado de fora, em outra rua etc.).
Atividade contextualizada - Observando o mundo ao redor: objetivo - Aplicar os conceitos de movi-
mento e referencial de forma prática para os estudantes entenderem como esses conceitos funcionam
em situações do cotidiano. Exemplo: Leve os estudantes para uma área externa da escola: Divida a
turma em grupos e proponha a cada grupo a tarefa de observar um movimento específico, como o movi-
mento de um pedestre, de um carro em movimento ou de um ônibus. Pergunte: Como você perceberia
esse movimento se estivesse dentro de um carro, em uma bicicleta ou parado na calçada?
119
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Experimento prático - Movimento de objetos no carro: objetivo - Proporcionar uma experiência prática
que ajude os estudantes a visualizar o movimento de um objeto de acordo com diferentes referenciais.
Exemplo: Realize um experimento com uma bola de tênis ou outro objeto simples dentro de um carro
que esteja em movimento (se possível, durante uma viagem curta ou simulada); Peça aos estudantes para
observar a trajetória da bola a partir de dois referenciais: dentro do carro e fora dele (por exemplo, se
alguém estiver observando pela janela enquanto o carro se move); Depois, os estudantes devem registrar
como o movimento da bola muda dependendo de onde ela é observada.
QUADRO 1
Possibilidades de respostas referentes às perguntas da seção Conectando-se com o
conhecimento do Caderno do Estudante
1 Um referencial é o ponto ou lugar que usamos para observar e medir o movimento de um objeto. É como um ponto fixo
a partir do qual a gente vê o que está acontecendo com os outros objetos ao redor.
2 Sistemas de eixos ou coordenadas cartesianas são uma forma de organizar e localizar pontos em um espaço
usando dois ou três eixos. Esses eixos são linhas imaginárias, geralmente chamadas de ‘eixo X’ (horizontal) e
‘eixo Y’ (vertical), que se cruzam em um ponto chamado origem (0,0). Quando usamos coordenadas cartesianas,
cada ponto é representado por um par de números (X, Y), onde o número X mostra a distância do ponto em
relação ao eixo horizontal e o número Y mostra a distância em relação ao eixo vertical. Se tiver um eixo Z (no
caso do espaço 3D), a coordenada Z indica a posição no eixo profundo
3 Para analisar a posição de um ponto em um sistema de coordenadas, é preciso usar os dois eixos do sistema.
Primeiro, olhamos o valor do eixo X (horizontal), que diz a distância do ponto em relação ao eixo X. Depois,
olhamos o valor do eixo Y (vertical), que mostra a distância em relação ao eixo Y. A posição do ponto é dada
pelo par de números, como (X, Y), onde cada número mostra a posição em um dos eixos.
4 Para observar a trajetória de um ponto, é preciso acompanhar o seu movimento ao longo do tempo e ver como
ele muda de posição em relação aos eixos do sistema de coordenadas. A trajetória é o caminho que o ponto
percorre à medida que se move, e podemos desenhá-la conectando os pontos onde ele esteve em diferentes
momentos. Se a gente souber a posição do ponto em vários momentos e tiver as coordenadas de cada um,
podemos traçar essa trajetória em um gráfico e ver se o movimento é reto, curvo ou se tem algum padrão
específico.
5 Para interpretar a movimentação e a localização de um objeto, é preciso saber de onde ele está saindo e para onde
ele está indo, ou seja, sua posição em um sistema de coordenadas. A localização do objeto pode ser representada
pelas suas coordenadas, como (X, Y), que mostram onde ele está em um determinado momento. Para entender o
movimento, observamos como a posição do objeto muda com o tempo, ou seja, se ele se move para frente, para
trás, para os lados, ou se ele está parado. A movimentação pode ser reta ou curvada, e podemos ver isso desenhan-
do a trajetória do objeto, conectando os pontos onde ele passou.
Itens 1 a 4 - Nivelamento
São itens de nivelamento que abordam os conhecimentos prévios que os estudantes precisam ter para
desenvolverem as habilidades do nível de Proficiência vigente. Esses itens têm a finalidade de reforçar os conhe-
cimentos prévios dos estudantes sobre como localizar um objeto em representação gráfica, antes de introduzir
conceitos mais complexos. Esses itens revisam conceitos básicos essenciais para o progresso e preparam os es-
120
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
5
E
4
D A C
2
–3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7
–1
B
–2
139
139
tudantes para lidar com objetos de conhecimento e itens mais complexos nos níveis seguintes. Eles permitem a
você, professor, personalizar o ensino para atender melhor às necessidades individuais dos estudantes.
Itens 5 a 7 - Consolidação
Referem-se à consolidação do nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb. Nessa etapa, os itens
referem-se à capacidade dos estudantes de interpretar a movimentação de um objeto utilizando refe-
rencial diferente do seu, iniciando com a localização de um objeto em representação gráfica do tipo
planta baixa, utilizando dois critérios: estar mais longe de um referencial e mais perto de outro. Esse
estudo é necessário, com objetivo de que os estudantes progridam no aprendizado, até a interpretação
da movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu. Os estudantes devem demonstrar
habilidades sólidas para aplicar conhecimentos de maneira prática e integrada, associando novos apren-
dizados aos que já possuem. O processo envolve a repetição, a aplicação prática e a integração de novos
121
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Itens 8 a 10 - Aprofundamento
São itens para a ampliação/aprofundamento do conhecimento (posterior ao nível de desempenho atual
dos estudantes nesta etapa de ensino em Matemática). O aprofundamento se refere ao processo de ampliação
e intensificação do conhecimento, permitindo aos estudantes expandirem a compreensão e as habilidades
além do nível atual. Para estudantes que estão no nível 3 da Escala de Proficiência do Saeb, o aprofundamento
é essencial para alcançarem o nível 4. Isso envolve a exploração de conceitos mais complexos, a aplicação do
conhecimento em situações novas e desafiadoras e o desenvolvimento de habilidades relacionadas a interpre-
tar a movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu.
122
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
5
E
4
D A C
2
–3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7
–1
B
–2
À direita do ponto
referência
À esquerda do ponto
referência
Para cima do ponto
referência
Para baixo do ponto
referência
Aplicando o conhecimento
Esta seção contém itens para você responder. Item 1. Considere que você está dentro de um car-
Leia-os com atenção para entender bem as in- ro em deslocamento, numa avenida reta, passan-
formações apresentadas. Cada item possui um do por um observador parado na calçada, fora do
comando que você deve responder. São apresen- carro.
tadas quatro alternativas, em que apenas uma
possui a resposta correta. Então, pense e realize Para o observador, é correto afirmar que
a melhor estratégia pessoal para obter a resposta. (A) o carro está parado.
Vamos lá?! (B) o carro está em movimento.
(C) o carro é ponto de referência.
(D) você está se deslocando na vertical.
140
140
6. Itens comentados
Professor, propomos que, na primeira aula, sejam desenvolvidos os itens 1 a 4. É interessante que,
inicialmente, seja realizada uma discussão com a turma sobre o que é um ponto de referência; sistema de
eixos cartesianos; comparação, distância, posição e trajetória de objetos. Comece com um diálogo com
toda a turma sobre esses conceitos, como são representados pares ordenados em um sistema de coordena-
das cartesianas e em que situações do mundo real esses objetos de conhecimento podem ser identificados.
Nas aulas anteriores, foi abordado sobre a importância dos estudos das coordenadas cartesianas.
Nestas aulas, amplia-se esse conhecimento para a movimentação dos objetos, tendo um ponto de referên-
cia, que é amplamente utilizado em diversas áreas e contextos e tem diversas aplicações práticas. Aqui
estão algumas utilizações e aptidões:
123
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
O compreensão do movimento relativo, uma vez que, em muitos casos, o movimento de um ob-
jeto não é observado da mesma forma por todos os observadores. Dependendo do referencial (ou
sistema de coordenadas) adotado, a movimentação do objeto pode parecer diferente;
O desenvolvimento do pensamento crítico, na interpretação do movimento a partir de diferentes
referenciais, além da habilidade de analisar uma situação sob diversas perspectivas;
O aplicação em problemas de Matemática que envolvem o uso de sistemas de coordenadas car-
tesianas e a tradução de problemas do cotidiano em modelos matemáticos, como o cálculo de
distâncias e velocidades em diferentes referenciais.
Interpretar a movimentação de um objeto em diferentes referenciais contribui para o entendi-
mento da natureza relativa do movimento. Isso é essencial para resolver problemas tanto na Matemática
quanto na Física, além de desenvolver habilidades de análise e pensamento crítico, fundamentais para o
aprendizado de conceitos mais avançados no futuro.
Questionamentos sobre em que situações do dia a dia a movimentação de objetos aparecem são
muito úteis nesse momento, para que os estudantes relacionem o conhecimento matemático aprendido
na sala de aula com fenômenos do mundo real.
Destine um tempo da sua aula para a resolução dos itens com toda a turma, demonstrando de for-
ma imediata e específica o desempenho dos estudantes. Promova momentos de reflexão sobre os distra-
tores de cada item, para que os estudantes possam discutir as dificuldades encontradas e as estratégias
utilizadas para superá-las. Por exemplo: após uma atividade, discuta com a turma quais estratégias fun-
cionaram melhor para interpretar a movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu.
De maneira similar, para a segunda aula, propomos que os estudantes resolvam os itens 5 a 10.
Caso a metodologia dos grupos colaborativos tenha sido eficaz, continue com ela. Para relembrar o estu-
do sobre a movimentação de objetos, resgate exemplos de situações do mundo real em que ela aparece.
Nesse contexto, é importante reservar momentos para a correção dialogada dos itens, abordando tam-
bém as discussões de cada distrator. Para esta aula, é importante promover a ampliação dos conhecimen-
tos sobre interpretar a movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu.
124
ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Item 2. Observe o tabuleiro de xadrez ilustrado a Observando a imagem, é correto afirmar que a
seguir, construído tendo como base o sistema de
(A) mesa/cadeira V está localizada na reta vertical
coordenadas cartesianas:
que passa pelo centro do quadro.
8 (B) mesa/cadeira IX é a que está mais distante da
7 mesa do professor, na sala de aula.
6
(C) mesa do professor está à direita da cadeira IX.
5
4
(D) janela está à esquerda da cadeira VI.
3
2
Bispo Rei
1
Item 4. Observe a planta baixa de parte da casa
A B C D E F G H
onde mora Marta:
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo
deste material.
Item 3. Observe a planta baixa a seguir, que repre- Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo
senta uma sala de aula: deste material.
Quadro
Ao sair do seu quarto pela porta, virar à direita,
seguir em frente e, por fim, virar novamente à di-
Porta reita, Marta entra
IV V VI
VII VIII IX Aula 20
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso exclusivo Nesta aula, continuaremos o processo de desenvolvi-
deste material.
mento da habilidade de interpretar a movimentação
de um objeto utilizando referencial diferente do seu.
Inicialmente, retomaremos sobre como localizar um
objeto em representação gráfica do tipo planta bai-
xa, utilizando dois critérios: estar mais longe de um
141
141
Resposta comentada
Item 2
Professor, para responder a este item, os estudan-
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: tes devem ter a habilidade de interpretar a mo-
Interpretar a movimentação de um objeto utili- vimentação de um objeto utilizando referencial
zando referencial diferente do seu diferente do seu. É importante aqui reforçar os
Eixo do conhecimento: Espaço e forma conhecimentos prévios que os estudantes preci-
sam ter para desenvolver essa habilidade, logo,
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
este item prepara o estudante para desenvolver
Nível 4/Fácil
a habilidade proposta, avaliando a habilidade de
Gabarito: C observar um corpo em movimento. Ao analisar as
informações, o estudante deve identificar que a al-
ternativa correta é a (C).
125
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Distratores
Item 4
Ao interpretar a movimentação de um objeto uti-
lizando referencial diferente do seu, avaliando a Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
habilidade de observar um corpo em movimento, Localizar um objeto em representação gráfica do
o estudante tipo planta baixa, utilizando dois critérios: estar
mais longe de um referencial e mais perto de outro
Alternativa (A) inverteu as coordenadas x e y do
par ordenado. Eixo do conhecimento: Espaço e forma
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Prefeitura
Escola
Campo de
Futebol
142
142
127
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
128
CADERNO
ESTUDANTE DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Escola Farmácia
Item 8. Na malha quadriculada a seguir, dividida em
quarteirões, está representado o trajeto que Augusta
faz para ir à escola. Ela sai de casa, localizada no
ponto A e chega na escola, localizada no ponto F:
6 Posto de Combustível
5
Posto de Saúde
B C
4
D E Fonte: https://www.liveworksheets.com/w/pt/
3
matematica/2133076
F
2
Jerônimo saiu do posto de saúde, caminhou cinco
A quadras na direção leste e três quadras na direção
1
norte. Assim, é correto afirmar que Jerônimo chegou
–1 0 1 2 3 4 5 6 7 (A) à praça.
–1 (B) à escola.
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica para uso (C) à farmácia.
exclusivo deste material.
(D) ao posto de combustível.
143
143
129
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
Resposta comentada
Item 8
Professor, para responder a este item, os estudan-
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: tes devem ter a habilidade de interpretar a mo-
Interpretar a movimentação de um objeto utili- vimentação de um objeto utilizando referencial
zando referencial diferente do seu diferente do seu. Ao analisar o trajeto descrito e o
Eixo do conhecimento: Espaço e forma mapa, o estudante deve identificar que a alterna-
tiva correta é a (C) à farmácia.
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Nível 4/Difícil Distratores
Gabarito: D
Ao interpretar a movimentação de um objeto uti-
lizando referencial diferente do seu, o estudante
Resposta comentada
Alternativa (A), (B) e (D) não desenvolveu comple-
Professor, para responder a este item, os estudantes
tamente tal habilidade, seguindo outras movimen-
devem ter a habilidade de interpretar a movimen-
tações no mapa, diferente do solicitado.
tação de um objeto utilizando referencial diferente
do seu. Ao analisar as movimentações do ponto A
até o ponto F, na figura, o estudante deve identificar Item 10
que o trajeto correto é o descrito na alternativa (D).
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb:
Distratores Interpretar a movimentação de um objeto utili-
zando referencial diferente do seu
Ao interpretar a movimentação de um objeto uti-
Eixo do conhecimento: Espaço e forma
lizando referencial diferente do seu, o estudante
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade:
Alternativa (A) trocou a lateralidade, direita e es- Nível 4/Difícil
querda, em todos os giros.
Gabarito: B
Alternativa (B) trocou a lateralidade, direita e es-
querda, no segundo giro. Resposta comentada
Alternativa (C) trocou a lateralidade, direita e es- Professor, para responder a este item, os estudantes
querda, no penúltimo giro. devem ter a habilidade de interpretar a movimen-
tação de um objeto utilizando referencial diferente
Item 9 do seu. Ao analisar o trajeto descrito e a figura, o
estudante deve identificar que a alternativa correta
Habilidade da Escala de Proficiência Saeb: é a (B) no ponto médio entre os pontos D e E.
Interpretar a movimentação de um objeto utili-
zando referencial diferente do seu
Distratores
Eixo do conhecimento: Espaço e forma
Ao interpretar a movimentação de um objeto uti-
Nível da Escala de Proficiência Saeb/Dificuldade: lizando referencial diferente do seu, o estudante
Nível 4/Difícil
Alternativa (A) considerou Leste como Oeste.
Gabarito: C
Alternativa (C) considerou Norte como Sul.
Alternativa (D) desconsiderou o último movimento.
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ESTUDANTE CADERNO DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
Ana Caroline saiu do ponto C, fazendo o seguinte Ao final desse percurso, Ana Caroline chegou exa-
percurso: tamente
O caminhou 400 m na direção Sul; (A) no ponto médio entre os pontos A e B.
O em seguida, caminhou 200 m na direção Leste; (B) no ponto médio entre os pontos D e E.
O para finalizar, caminhou 100 m na direção Norte. (C) no ponto que fica 100 m abaixo de E.
(D) no ponto E.
Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os seus conhecimentos sobre o que foi estudado. Você aprendeu
até aqui como interpretar a movimentação de um objeto utilizando referencial diferente do seu. Agora
você vai ampliar seus conhecimentos.
Considere a planta baixa de um terreno a seguir e depois faça o desafio. Ela está dividida em qua-
dras representadas por quadrados de 50 m de lado.
N
6
O L
5 S
–2 –1 0 1 2 3 4 5 6
–1
Desafio:
1 Marque o ponto G (3, 3);
2 Caminhe na direção leste 100 m;
Ao final desse percurso, onde você chegou? Faço seu trajeto na figura anterior.
144
144
Para isso, devem ser realizadas: (a) introdução contextualizada; (b) escolha de temas do cotidiano
dos estudantes, que despertem interesse na análise. Além disso, é importante que se faça perguntas que
os leve a reflexão para que avancem para a aplicação desses objetos de conhecimento em problemas
mais complexos. Por fim, é importante promover a avaliação e feedback com a correção colaborativa
dos itens, em que os estudantes discutem as respostas e os processos adotados. Isso proporciona uma
oportunidade de aprendizado conjunto, juntamente com o feedback construtivo, destacando os pontos
fortes e orientando sobre possíveis melhorias nas estratégias de resolução.
131
PROFESSOR
AULAS 19 E 20 | 9º ANO
MATEMÁTICA
8. Extrapolando o conhecimento
A finalidade desta seção é ampliar os conhecimentos dos estudantes em relação aos objetos de
conhecimentos trabalhados nas duas aulas. Ao extrapolar o conhecimento, o estudante aplica os conheci-
mentos adquiridos em novas situações, contextos ou problemas. Essa abordagem também fomenta a apren-
dizagem significativa, em que o estudante entende e aplica conceitos em vez de apenas memorizá-los.
A turma irá localizar um ponto de referência que estará no ponto G(3, 3), seguindo alguns coman-
dos, até chegar à origem (0, 0). Divida a turma em grupos colaborativos com até 4 estudantes cada e
estabeleça um tempo para resolverem a atividade. É importante que você, professor, também destine
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CADERNO
ESTUDANTE DO
AULAS 19 E 20 | 9° ANO
MATEMÁTICA
ESTUDANTE
145
145
um tempo da sua aula para a correção coletiva. Neste momento, incentive a participação e compartilha-
mento das estratégias utilizadas pelos estudantes.
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ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
Expediente Mato Grosso do Sul
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2025