PREFEITURA MUNICIPAL DE CARINHANHA
ESTADO DA BAHIA
CNPJ: 14.105.209/0001-24
GABINETE DA PREFEITA
LEI Nº.: 1.105/2010, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010.
“INSTITUI NOVO CÓDIGO TRIBUTÁRIO
E DE RENDAS DO MUNICÍPIO DE
CARINHANHA – BAHIA”.
A PREFEITA MUNICIPAL DE CARINHANHA, Estado da Bahia, no uso
de suas atribuições legais, FAÇO SABER que a Câmara Municipal aprovou e eu
sanciono a seguinte Lei:
LIVRO PRIMEIRO
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INTRODUTÓRIAS
Art. 1º - Aplica-se à legislação tributária municipal os princípios e as normas gerais
estabelecidos pela Constituição Federal, Constituição Estadual, Lei Orgânica do
Município, Leis Complementares e demais imposições de leis que deva observar.
Art. 2º - Para os efeitos da legislação tributária municipal, consideram-se pessoas
jurídicas:
I - as de direito público e as de direito privado, sejam quais forem seus fins,
nacionalidade ou participantes no capital;
II - as filiais, sucursais, agências ou representações das pessoas jurídicas com sede
no exterior;
III - as sociedades de fato e as firmas individuais.
TÍTULO II
DO CADASTRO FISCAL
CAPÍTULO I
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DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 3º - O cadastro fiscal do Município compreende:
I - cadastro imobiliário
II - cadastro geral de atividades, que se desdobra em:
a) cadastro das atividades dos estabelecimentos em geral;
b) cadastro das atividades exercidos nos logradouros públicos;
c) cadastro simplificado.
§ 1º - O cadastro imobiliário tem por finalidade inscrever todas as unidades
imobiliárias existentes no Município.
§ 2º - O cadastro geral de atividades compreende todas as atividades para cujo
exercício é exigida a concessão do alvará de localização e funcionamento.
§ 3º - O cadastro simplificado tem por finalidade inscrever as atividades de reduzido
movimento econômico a ser definido em ato do Poder Executivo.
§ 4º - Com base no cadastro fiscal poderão ser estruturados cadastros especiais,
inclusive de contribuintes cujas atividades se encontrem paralisadas ou que,
deixando de funcionar, não providenciaram a baixa de suas atividades.
§ 5º - A organização e o funcionamento do cadastro fiscal serão disciplinados em
ato do Poder Executivo.
CAPÍTULO II
DA INSCRIÇÃO E ALTERAÇÕES NO CADASTRO FISCAL.
Art. 4º - Toda pessoa física ou jurídica que exerça ou venha a exercer atividade
econômica no Município, permanente ou temporária, ainda que beneficiada pela
imunidade constitucional ou isenção dos tributos e preços públicos municipais, fica
obrigada a requerer sua inscrição e alterações no cadastro fiscal do Município, de
acordo com as formalidades estabelecidas em ato do Poder Executivo.
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Parágrafo Único - O prazo da inscrição deverá sempre preceder ao início das
atividades e o das alterações será de 30(trinta) dias, a contar do ato ou fato que as
motivaram.
Art. 5º - Far-se-á a inscrição e alterações:
I - a requerimento do interessado ou seu mandatário;
II - de ofício, após expirado o prazo para inscrição ou alterações dos dados da
inscrição, aplicando-se as penalidades de lei.
§ 1º - Na inscrição, será observado o disposto na lei de uso do solo, código de
postura e o plano diretor do Município.
§ 2º - Considera-se inscrito, a título precário, aquele que não obtiver resposta da
autoridade administrativa, decorridos 30(trinta) dias do seu pedido de inscrição,
desde que cumpridas todas as formalidades exigidas no processo de inscrição.
CAPÍTULO III
DA BAIXA NO CADASTRO FISCAL E DO PEDIDO OBRIGATÓRIO DE
SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DAS ATIVIDADES
Art. 6º - Far-se-á a baixa ou anotar-se-á o pedido obrigatório de suspensão
temporária das atividades:
I - a requerimento do interessado ou seu mandatário, obrigatório em ambos os
casos;
II - de ofício, nos seguintes casos:
a) comprovação da inexistência de fato gerador da obrigação;
b) erro ou falsidade na inscrição cadastral;
c) duplicidade de inscrição;
d) decadência ou prescrição.
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Parágrafo Único – Entende-se por suspensão temporária das atividades para fins de
atendimento ao disposto no caput deste artigo a inatividade da empresa por período
superior a 6 (seis) meses.
TÍTULO III
DAS ISENÇÕES MUNICIPAIS
Art. 7º - Compete ao Poder Executivo apresentar proposta para concessão de
isenção ou incentivos fiscais de qualquer dos tributos de competência do Município.
Parágrafo Único - A isenção ou incentivos fiscais serão concedidos a prazo certo.
TÍTULO IV
DO PARCELAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Art. 8º - O crédito da Fazenda Pública Municipal, tributário ou não, inscrito ou não
em Dívida Ativa, poderá ser parcelado, na forma e condições estabelecidas nesta
Lei, pelo próprio contribuinte ou por terceiro interessado, através de instrumento de
confissão de dívida ou de assunção de débito, respectivamente.
§ 1º - Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do crédito tributário não
exclui a incidência de juros, multas, atualização monetária, honorários advocatícios e
demais encargos legais.
§ 2º - É permitido o parcelamento de crédito tributário relativo a exercícios
anteriores, até o máximo de 48 (quarenta e oito) parcelas mensais e consecutivas,
ficando a critério da administração tributária o parcelamento de crédito tributário do
exercício em curso, conforme dispuser Ato do Poder Executivo.
§ 3º - Fica o Poder Executivo autorizado a cobrar juros de financiamento até o limite
de 1% (um por cento) ao mês, sobre cada parcela, acumulados mensalmente.
§ 4º - É responsável solidário pelo débito aquele que vier a assumir o pagamento
parcelado, em nome do contribuinte originário, nos termos do artigo anterior,
mediante instrumento próprio de assunção de dívida, a teor do art. 299, inciso I, do
Código Civil.
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§ 5º - As normas auxiliares e os procedimentos do parcelamento serão fixados pelo
Chefe do Poder Executivo em regulamento, incluindo as condições de parcelamento
dos créditos tributários do devedor em recuperação judicial.
§ 6º - É vedada a concessão de parcelamento de débito de tributo retido na fonte.
TÍTULO V
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
CAPÍTULO I
DAS INFRAÇÕES
Art. 9º - Constitui infração toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que
importe em inobservância de preceitos estabelecidos ou disciplinados por lei ou
pelos atos administrativos de caráter normativo destinados a complementá-la.
Art.10 - As infrações serão apuradas mediante procedimento administrativo fiscal.
CAPÍTULO II
DAS PENALIDADES
SEÇÃO I
DAS ESPÉCIES DAS PENALIDADES
Art. 11 - As infrações serão punidas com as seguintes penas, aplicáveis separadas
ou cumulativamente.
I - multa;
II - perda de desconto, abatimento ou dedução;
III - cassação dos benefícios de isenção ou incentivos fiscais;
IV - revogação dos benefícios de anistia ou moratória;
V - sujeição a regime especial de fiscalização;
VI - cassação de regimes ou controles especiais estabelecidos em benefício de
contribuintes ou de outras pessoas;
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VII - cassação de permissões ou concessões obtidas.
SEÇÃO II
DA APLICAÇÃO E GRADUAÇÃO DAS PENALIDADES
Art. 12 - Compete à autoridade administrativa, atendendo aos antecedentes do
infrator, aos motivos determinantes da infração e à gravidade de suas
consequências efetivas ou potenciais.
I - determinar a pena ou as penas aplicáveis ao infrator;
II - fixar, dentro dos limites legais, a quantidade da pena aplicável.
Art. 13 - A autoridade fixará a pena de multa partindo da pena básica estabelecida
para a infração, como se atenuantes houvesse, só a majorando em razão de
circunstâncias agravantes ou, qualificativas, provadas no respectivo processo.
§ 1º - São circunstâncias agravantes:
I - a reincidência;
II - o fato do tributo, não-lançado ou lançado em valor inferior ao devido, ter sido
objeto de processo de consulta formalizado pelo infrator, cuja decisão já tenha
passado em julgado;
III - qualquer circunstância não classificada como sonegação, apropriação indébita,
fraude ou conluio que demonstre artifício doloso na prática da infração.
§ 2º - São circunstâncias qualificativas:
I - a sonegação;
II - a apropriação indébita;
III - a fraude;
IV - o conluio.
Art. 14 - A majoração da pena obedecerá aos seguintes critérios:
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I - nas infrações não-qualificadas:
a) ocorrendo apenas uma circunstância agravante, exceto a
reincidência, a pena básica será aumentada de 10% (dez por cento);
b) ocorrendo a reincidência ou mais de uma circunstância agravante, a
pena básica será aumentada de 15% (quinze por cento).
II - nas infrações qualificadas, ocorrendo reincidência ou mais de uma circunstância
qualificativa, a pena básica será majorada de 20% (vinte por cento).
Parágrafo Único - No caso de multa proporcional ao valor do tributo, a majoração
incidirá apenas sobre a parte do valor do tributo corrigido monetariamente, em
relação ao qual houver sido verificada a ocorrência de circunstância agravante ou
qualificativa na prática da respectiva infração.
Art. 15 - Caracteriza-se como reincidência a prática de nova infração a um mesmo
dispositivo ou de disposição idêntica da legislação tributária municipal, por uma
mesma pessoa, dentro de 05(cinco) anos, contados da data em que houver
passado em julgado, administrativamente, a decisão condenatória referente à
infração anterior.
Parágrafo Único - Aplica-se o disposto neste artigo à pessoa jurídica de direito
privado que resultar de fusão, transformação, incorporação, cisão ou extinção.
Art. 16 - Apurando-se, em um mesmo processo, a prática de mais de uma infração
por uma mesma pessoa, natural ou jurídica, serão aplicadas, cumulativamente, as
penas a elas cominadas.
§ 1º - As faltas cometidas na emissão de um mesmo documento ou na feitura de um
mesmo lançamento serão consideradas uma única infração, sujeita à penalidade
mais grave, dentre as previstas para elas.
§ 2º - As infrações continuadas estão sujeitas a uma pena única, com o aumento de
10% (dez por cento) para cada repetição da falta, não podendo o valor total exceder
ao dobro da pena básica.
§ 3º - Consideram-se continuadas as infrações quando se tratar de repetição de
falta ainda não apurada ou que já seja objeto de processo, de cuja instauração o
infrator não tenha conhecimento, por meio de intimação ou outro ato administrativo.
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Art. 17 - Se no procedimento fiscal apurar-se a responsabilidade de mais de uma
pessoa, será imposta a cada uma delas, em notificações de lançamento ou autos de
infração separados, a pena relativa à infração que houver cometido.
Art.18 - Não serão aplicadas penalidades aos que, enquanto prevalecer o
entendimento, tiverem agido ou pago o tributo:
I - de acordo com interpretação fiscal constante de decisão irrecorrível de última
instância administrativa, proferida em processo fiscal, se parte interessada;
II - de acordo com interpretação fiscal constante de atos normativos baixados pelas
autoridades fazendárias competentes.
Art. 19 - A aplicação da pena e o seu cumprimento não dispensam, em caso algum,
o pagamento do tributo devido, nem prejudicam a aplicação das penas cominadas,
para o mesmo fato, pela legislação criminal.
TÍTULO VI
DA CORREÇÃO MONETÁRIA, DAS MULTAS E DOS JUROS DE MORA
Art. 20 - O contribuinte que deixar de pagar o tributo, contribuição de melhoria ou
renda, no prazo estipulado, ou for autuado em processo fiscal ou ainda intimado em
decorrência de lançamento de ofício, ficará sujeito aos seguintes acréscimos legais:
I - atualização monetária;
II - multa de infração:
a) penalidade básica;
b) pena majorada;
III - multa de mora;
IV - Juros de mora;
§ 1º - A atualização monetária incidirá, inclusive, sobre os débitos parcelados pelo
município.
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§ 2 º - Os acréscimos previstos nos incisos II, III e IV incidirão sobre o valor corrigido
monetariamente.
§ 3º - A Tabela de Atualização Monetária será editada através Decreto do Poder
Executivo, utilizando-se o mesmo índice de atualização da UFM – Unidade Fiscal do
Município.
§ 4º - A multa de infração será aplicada quando for apurada ação ou omissão do
contribuinte que importe em inobservância do disposto na legislação tributária.
§ 5º - Para as infrações de qualquer obrigação acessória não prevista nesta Lei,
será aplicada a penalidade básica de 100(cem) U.F.M., conforme se dispuser em
regulamento.
§ 6º - A multa de mora será de:
I - 5% (cinco por cento), se o tributo for pago no prazo de 30(trinta) dias após o
vencimento;
II - 10% (dez por cento), se o atraso for superior a 30 (trinta) e até 90 (noventa) dias;
III - 15% (quinze por cento), se o atraso for superior a 90 (noventa) dias.
§ 7º - Os juros de mora serão contados a partir do dia seguinte ao do vencimento do
tributo, à razão de 1% (um por cento) ao mês calendário ou fração, calculado na
data do seu pagamento.
Art. 21 - É vedado receber débito de qualquer natureza sem atualizá-lo
monetariamente.
Art. 22 - Ao sujeito passivo que efetuar o recolhimento espontâneo do tributo não
será aplicada a multa por infração.
Art. 23 - Aos contribuintes notificados ou autuados, serão concedidos os seguintes
descontos:
I - 100% (cem por cento) na multa de infração, se o pagamento for efetuado no
prazo de 30 (trinta) dias a contar da intimação;
II - 60% (sessenta por cento) na multa de infração, se o pagamento for efetuado
após o prazo do inciso anterior e antes do julgamento de primeira instância;
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III - 30% (trinta por cento) na multa de infração, se o pagamento for efetuado no
prazo de 30 (trinta) dias após o julgamento de primeira instância, contado da ciência
da decisão.
§ 1º - Os descontos serão concedidos sem prejuízo do pagamento dos demais
acréscimos legais.
§ 2º - O contribuinte que reconhecer parcialmente o débito fiscal poderá efetuar o
pagamento da parte não impugnada observado os descontos previstos neste artigo.
TÍTULO VII
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 24 - O processo fiscal compreende o procedimento administrativo destinado a:
I - apuração de infrações à legislação tributária municipal ou, no caso de convênio, à
de outros Municípios;
II - decidir consulta para esclarecimento de dívidas relativas ao entendimento e
aplicação da legislação tributária;
III - julgamento de processos e execução administrativa das respectivas decisões;
IV - outras situações que a lei determinar.
Parágrafo Único - No processo administrativo fiscal serão observadas as normas
constantes em ato do Poder Executivo.
SEÇÃO II
DOS ATOS E TERMOS PROCESSUAIS
Art. 25 - Os atos e termos processuais, quando a lei não prescrever forma
determinada, conterão somente o indispensável à sua finalidade, numeradas e
rubricadas todas as folhas dos autos, em ordem cronológica de eventos e juntada.
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Parágrafo Único - Os atos e termos serão datilografados, digitados ou escritos em
tinta indelével, no vernáculo, sem espaços em branco, bem como sem entrelinhas,
emendas, rasuras e borrões não ressalvados.
SEÇÃO III
DOS PRAZOS
Art. 26 - Os prazos fluirão a partir da data de ciência e serão contínuos, excluindo-se
na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento.
Parágrafo Único - Os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal
no órgão em que corra o processo ou devam ser praticados os atos.
SEÇÃO IV
DA INTIMAÇÃO
Art. 27 - Far-se-á a intimação:
I - pelo autor do procedimento, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu
mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita do fato;
II - por via postal, telegráfica, FAX, correio eletrônico, ou similar, com prova de
recebimento;
III - por edital, publicado, uma vez, em órgão da imprensa local, de preferência
oficial, ou afixado em dependência, franqueada ao público, da repartição
encarregada da intimação.
Art. 28 - Considerar-se-á feita a intimação:
I - na data da ciência do intimado;
II - na data aposta no aviso de recebimento pelo destinatário ou por quem, em seu
nome, receba a intimação, se por via postal ou telegráfica;
III - na data constante da confirmação do recebimento do FAX, correio eletrônico ou
similar;
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IV - trinta dias após a publicação ou afixação do edital, conforme o meio utilizado.
Parágrafo Único - Omitida a data no aviso de recebimento a que se refere o inciso II,
considerar-se-á feita a intimação.
a) quinze dias após sua entrega à agência postal;
b) na data constante do carimbo da agência postal que proceder a
devolução do aviso de recebimento, se anterior ao prazo previsto no
inciso anterior.
Art. 29 - A intimação conterá obrigatoriamente:
I - a qualificação do intimado;
II - a finalidade da intimação;
III - o prazo e o local para seu atendimento:
IV - a assinatura do funcionário e a indicação do seu cargo ou função.
Art. 30 - Prescinde de assinatura a intimação emitida por processo eletrônico.
SEÇÃO V
DO PREPARO DO PROCESSO
Art. 31 - O preparo do processo será efetuado na repartição, na forma e pela
autoridade administrativa a ser definido em ato do Poder Executivo.
CAPÍTULO II
DO PROCESSO CONTENCIOSO
SEÇÃO I
DA DISPOSIÇÃO GERAL
Art. 32 - O processo fiscal, para apuração de infrações, terá por base a notificação
de lançamento ou auto de infração conforme a verificação da falta resulte,
respectivamente, de verificação no âmbito interno da repartição ou decorra de ação
fiscal direta.
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SEÇÃO II
DO INÍCIO DO PROCEDIMENTO
Art. 33 - O procedimento fiscal terá início com:
I - a lavratura do termo de início da fiscalização, procedida por agente fiscal;
II - O primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificando
o sujeito passivo, seu representante ou preposto, da obrigação tributária;
III - a lavratura de termo de apreensão de mercadorias, notas fiscais, livros ou
quaisquer documentos em uso ou já arquivados.
Art. 34 - O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em
relação aos atos praticados que o procederem.
Parágrafo Único - Os efeitos deste artigo alcançam, independentemente de
intimação, os demais envolvidos nas infrações apuradas no decorrer da ação fiscal.
SEÇÃO III
DA FORMALIZAÇÃO DA EXIGÊNCIA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
Art. 35 - A exigência do crédito tributário será formalizada em notificação de
lançamento ou auto de infração distintos para cada tributo.
SEÇÃO IV
DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO
Art. 36 - A notificação de lançamento será feita pelo órgão indicado em ato do Poder
Executivo.
§ 1º - A notificação de lançamento conterá, obrigatoriamente:
I - a qualificação do notificado;
II - o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação;
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III - o enquadramento legal e a penalidade aplicável, quando for o caso;
IV - a descrição do fato, quando for o caso;
V - a assinatura do chefe do órgão ou de outro funcionário autorizado, a indicação
do seu cargo ou função e o número de matricula.
§ 2º - Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo
eletrônico.
SEÇÃO V
DO AUTO DE INFRAÇÃO
Art. 37 - A exigência do crédito tributário, em decorrência da ação fiscal direta do
agente fiscal, será sempre formalizada em auto de infração.
Art. 38 - O auto de infração será lavrado, por agente fiscal e conterá
obrigatoriamente:
I - a qualificação do autuado;
II - a data e a hora da lavratura;
III - a descrição do fato;
IV - o enquadramento legal e a penalidade aplicável;
V - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no
prazo previsto em lei:
VI - a assinatura do autuante, a indicação de seu cargo ou função e o número da
matrícula.
§ 1º - O auto será submetido à assinatura do autuado, seu representante ou
preposto;
§ 2º - No caso de recusa, após declaração escrita do fato, a intimação será efetuada
na forma prevista nesta Lei, obedecida a ordem estipulada.
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Art. 39 - As alterações no auto de infração, resultantes de informação fiscal,
diligência ou perícia, serão consignadas em termo complementar, cuja cópia será
entregue ao autuado.
Art. 40 - Durante o prazo para impugnação ou recurso, será facultado, ao autuado
ou seu mandatário, vistas ao processo, no recinto da repartição.
Parágrafo Único - Os documentos que instruírem o processo poderão ser
restituídos, em qualquer fase, a requerimento do sujeito passivo, desde que a
medida não prejudique a instrução e deles fique cópia autenticada no processo.
SEÇÃO VI
DA REPRESENTAÇÃO
Art. 41 - O servidor que verificar a ocorrência de infração à legislação tributária e
não for competente para formalizar a exigência, comunicará o fato, em
representação circunstanciada, a seu chefe imediato, que adotará as providências
cabíveis junto ao órgão fiscal competente.
SEÇÃO VII
DA IMPUGNAÇÃO
Art. 42 - A impugnação da exigência, apresentada à repartição preparadora no prazo
de 30 (trinta) dias, a contar da ciência do impugnante, instaura a fase contenciosa
do procedimento.
§ 1º - No caso de auto de infração complementar ou de qualquer modificação no
lançamento, será devolvido o prazo para impugnação adicional ao fato novo.
§ 2º - A impugnação será formulada por escrito e instruída com os documentos em
que se fundamentar.
Art. 43 - A autoridade preparadora, definida em regimento interno, poderá discordar
de exigência não impugnada, em despacho fundamentado, o qual será submetido
ao Secretário da pasta a que estiver vinculada a Fazenda Municipal.
SEÇÃO VIII
DA COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO
Art. 44 - O julgamento do processo compete:
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I - em primeira instância, ao Secretário da Fazenda Municipal;
II - em segunda e última instância, ao Conselho Municipal de Contribuintes.
Art. 45 - Compete ao Prefeito Municipal decidir sobre as propostas de aplicação de
equidade apresentadas pelo Conselho Municipal de Contribuintes.
Art. 46 - Não cabe pedido de reconsideração de decisão prolatada pelo Conselho
Municipal de Contribuintes.
SEÇÃO IX
DA EQUIDADE
Art. 47 - As propostas de aplicação de equidade apresentadas pelo Conselho
Municipal de Contribuintes atenderão às características pessoais ou materiais da
espécie julgada e serão restritas à dispensa total ou parcial de penalidade
pecuniária, exclusivamente nos casos em que não houver reincidência, sonegação,
apropriação indébita, fraude ou conluio.
Art. 48 - O órgão preparador dará ciência ao sujeito passivo da decisão do Prefeito
Municipal, intimando-o, quando for o caso, a cumpri-la, no prazo de 30(trinta) dias.
SEÇÃO X
DA EFICÁCIA E EXECUÇÃO DAS DECISÕES
Art. 49 - São definitivas as decisões prolatadas pelo Conselho Municipal de
Contribuintes.
Art. 50 - A decisão definitiva contrária ao sujeito passivo será cumprida no prazo de
30(trinta) dias, contados da ciência.
§ 1º - A quantia depositada para evitar a correção monetária do crédito tributário
será convertida em renda se o sujeito passivo não comprovar, no prazo de 30(trinta)
dias, a propositura de ação judicial.
§ 2º - Se o valor depositado não for suficiente para cobrir o crédito tributário, aplicar-
se-á à cobrança do remanescente o disposto no “caput” deste artigo e, se exceder o
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exigido, a autoridade promoverá a compensação ou a restituição da quantia
excedente, na forma prevista nesta Lei.
CAPÍTULO III
DA RECLAMAÇÃO SIMPLIFICADA
Art. 51 - Fica o Poder Executivo autorizado a criar e disciplinar a reclamação
simplificada, cuja tramitação processual terá rito sumaríssimo e substituirá, nos
casos previstos, a impugnação de que trata o processo contencioso.
CAPÍTULO IV
DO PROCESSO DE CONSULTA
Art. 52 - O sujeito passivo poderá formular, em nome próprio, consulta sobre
situações concretas e determinadas, no que tange à interpretação e aplicação da
legislação tributária municipal.
Parágrafo Único - Os órgãos da administração pública e as entidades
representativas de categorias econômicas ou profissionais também poderão
formular consulta.
Art. 53 - A consulta será decidida no prazo de 60(sessenta) dias.
Art. 54 - Não poderá ser adotado nenhum procedimento fiscal, em relação à espécie
consultada, contra o consulente que agir em conformidade com a resposta à
consulta por ele formulada, bem como enquanto durar o prazo para que a
autoridade administrativa decida em relação à consulta formulada.
Art. 55 - Não produzirá efeito a consulta formulada:
I - por quem tiver sido intimado a cumprir obrigações relativas ao fato objeto
da consulta;
II - por quem estiver sob procedimento fiscal iniciado para apurar fatos que se
relacionem com a matéria consultada;
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III - quando o fato já houver sido objeto de decisão anterior, ainda não
modificada, proferida em consulta ou litígio em que tenha sido parte o
consulente;
IV - quando o fato estiver disciplinado em ato normativo publicado antes de
sua apresentação;
V - quando o fato estiver definido ou declarado em disposição literal na
legislação tributária;
VI - quando o fato for definido como crime ou contravenção penal;
VII - quando não descrever, completa e exatamente, a hipótese a que se
referir, ou não contiver os elementos necessários à sua solução, salvo se a
inexatidão ou omissão for escusável, a critério da autoridade julgadora.
§ 1º - A autoridade administrativa que resolver a consulta é competente para
declarar a sua ineficácia.
§ 2º - Não cabe recurso da decisão que declarar a consulta ineficaz.
Art. 56 - Após resolvida a consulta deverá o consulente ser informado quanto ao
conteúdo da decisão da autoridade administrativa competente, tendo, a partir desse
comunicado, 30(trinta) dias para tomar as providências cabíveis, sem sofrer
nenhuma penalidade.
CAPÍTULO V
DA COMPENSAÇÃO E RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS
Art. 57 - Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições e
rendas Municipais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou
rescisão de decisão condenatória, é facultado ao contribuinte a compensação deste
valor no recolhimento da mesma ou de outra receita administrada pelo Município,
vincenda ou vencida.
Art. 58 - A restituição de tributos municipais, quando não procedida de ofício, deverá
ser requerida pelo interessado.
Parágrafo Único - Ato do Poder Executivo disciplinará o procedimento administrativo
da compensação e restituição.
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CAPÍTULO VI
DA NULIDADE
Art. 59 - São nulos:
I - as intimações que não contiverem os elementos essenciais ao cumprimento de
suas finalidades;
II - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente;
III - os despachos e decisões proferidas por autoridade incompetente ou com
cerceamento do direito de defesa;
IV - a notificação de lançamento e o auto de infração que não contenham elementos
suficientes para determinar, com segurança, a infração e o infrator.
Art. 60 - A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente
dependam ou sejam conseqüência.
Art. 61 - A autoridade administrativa, ao declarar a nulidade, incidirá quais os atos
atingidos, ordenando as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do
processo.
Art. 62 - As incorreções, omissões e inexatidões materiais diferentes das previstas
nesta Lei não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em
prejuízo para a defesa do sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa ou
quando não influírem na solução do litígio.
Parágrafo Único - A falta de intimação estará sanada, desde que o sujeito passivo
compareça para praticar o ato ou para alegar a omissão, considerando-se a
intimação como realizada a partir desse momento.
Art. 63 - São competentes para declarar a nulidade, observado o disposto nesta Lei:
I - a autoridade preparadora, com relação aos atos de sua competência;
II - o Conselho Municipal de Contribuintes.
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CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES ESPECIAIS
Art. 64 - A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, importará em renúncia
ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso
interposto.
Art. 65 - Durante a vigência de medida judicial que determinar a suspensão da
cobrança do tributo ou contribuição, será constituído o crédito tributário por meio do
lançamento para prevenir a sua decadência, ficando sua exigibilidade suspensa até
o trânsito em julgado da questão.
Art. 66 - O Poder Executivo regulamentará a instalação do Conselho Municipal de
Contribuintes, a composição e o prazo de mandato de seus membros.
Art. 67 - Até a instalação do Conselho Municipal de Contribuintes, a competência
para julgamento em segunda instância será do Prefeito Municipal.
Art. 68 - O disposto nesta Lei não prejudicará a validade dos atos praticados na
vigência da legislação anterior.
LIVRO SEGUNDO
DA TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL
TÍTULO I
DOS TRIBUTOS
CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 69 - São tributos da competência do Município os seguintes:
I - Impostos sobre:
a) a propriedade predial e territorial urbana;
b) a transmissão “inter - vivos”, a qualquer título, por ato oneroso,
de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais
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sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos
à sua aquisição;
c) os serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art.
155, II, da Constituição Federal.
II - taxas, cobradas em decorrência:
a) do exercício regular do poder de polícia;
b) da utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua
disposição.
III - contribuições de melhoria, decorrentes de obras públicas.
§ 1º - O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana será progressivo, de
forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.
§ 2º - O imposto de transmissão inter-vivos, não incide sobre a transmissão de bens
ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital,
nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação,
cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade
preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação
de bens imóveis ou arrendamento mercantil.
TÍTULO II
DOS IMPOSTOS MUNICIPAIS
CAPÍTULO I
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA
SEÇÃO I
DA INSCRIÇÃO NO CADASTRO IMOBILIÁRIO
Art. 70 - Serão obrigatoriamente inscritos no cadastro imobiliário todos os imóveis
existentes na zona urbana do Município, ainda que sejam beneficiados por
imunidade ou isenção do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana.
§ 1º - Imóveis, para os efeitos tributários, são todos aqueles tidos como unidades
imobiliárias autônomas, constituídos de terreno com ou sem construção, que
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permitam uma ocupação ou utilização privativa ou pública, não importando
pertencer a um ou mais proprietários ou qual a sua destinação.
§ 2º - Para efeito de caracterização da unidade imobiliária, poderá ser considerada a
situação de fato do imóvel, independentemente da descrição contida no respectivo
título de propriedade, domínio ou posse.
Art. 71 - A inscrição cadastral do imóvel será promovida:
I - pelo proprietário, pelo titular do domínio útil ou pelo possuidor;
II - pelo enfiteuta, usufrutuário ou fiduciário;
III - pelo inventariante, síndico, liquidante ou sucessor no caso de imóvel
pertencente ao espólio, massa falida, massa liquidanda ou sucessora.
IV - pelo compromissário vendedor ou comprador, quando se tratar de
promessa de compra e venda;
V - pelo ocupante ou posseiro de imóvel da União, Estados, Distrito Federal
ou Municípios;
VI - de ofício, através de auto de infração ou pela autoridade administrativa
tributária.
§ 1º - A inscrição do imóvel será efetuada através de petição ou formulário,
constando as áreas do terreno e de construção, planta de situação, título de
propriedade, domínio ou posse, e outros elementos exigidos em ato administrativo
do Poder Executivo.
§ 2º - As alterações relativas à propriedade, domínio útil ou posse do imóvel, bem
como às suas características físicas, destinação ou utilização, serão
obrigatoriamente comunicadas à autoridade administrativa tributária, que fará as
devidas anotações no cadastro imobiliário.
§ 3º - O prazo para inscrição cadastral e para comunicação de alterações é de
30(trinta) dias, a contar do ato ou fato que lhes deu origem.
§ 4 º - A inscrição de ofício será efetuada se constatada qualquer infração a esta Lei,
após o prazo para inscrição ou comunicação de alterações no imóvel.
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§ 5º - A comunicação das alterações no imóvel por iniciativa do contribuinte, se
implicar na redução ou isenção do imposto, só será admitida mediante a
comprovação do erro em que se fundamentou o lançamento.
Art. 72 - As edificações e as construções realizadas sem licença municipal ou em
desobediência às normas vigentes, serão inscritas e lançadas para efeitos de
incidência do imposto.
§ 1º - A inscrição e os efeitos tributários referidos neste artigo não criam direitos ao
proprietário, ao titular do domínio útil ou ao possuidor a qualquer título, bem como
não exclui o direito do Município de promover a adaptação da edificação e da
construção às normas legais ou a sua demolição independentemente das medidas
cabíveis.
§ 2º - Não será fornecido o habite-se, relativo à construção nova, e nem qualquer
alvará para reconstrução, reforma, ampliação, modificação ou acréscimo de área
construída, antes da inscrição ou anotação das alterações do imóvel no cadastro
imobiliário municipal.
Art. 73 - Será considerado, na inscrição do imóvel, como domicílio tributário:
I - no caso de terreno sem construção, o que for escolhido e informado pelo
contribuinte;
II - no caso de terreno com construção, o local onde estiver situado o imóvel
ou o endereço do contribuinte, por sua opção.
Art. 74 - Compete ao contribuinte solicitar o cancelamento da inscrição cadastral do
imóvel, mediante petição ou formulário, apenas nas seguintes situações e casos
especiais análogos:
I - retificação de lotes padrão em loteamentos já aprovados;
II - construção de edifícios que alcancem áreas superiores à do lote padrão;
III - constituição de lote padrão decorrente de unidade imobiliária já inscrita;
IV - erro de informação cadastral que prejudique os dados da inscrição;
Art. 75 - O Poder Executivo expedirá os atos administrativos necessários à
regulamentação destas normas referentes à inscrição no cadastro imobiliário.
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SEÇÃO II
DO FATO GERADOR E DO CONTRIBUINTE
Art. 76 - O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato
gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel, por natureza ou
por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do
Município.
§ 1º - Considera-se zona urbana aquela definida em lei municipal, desde que
possua, no mínimo, dois dos melhoramentos indicados a seguir, construídos ou
mantidos pelo Poder Público:
I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;
II - abastecimento de água;
III - sistema de esgotos sanitários;
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição
domiciliar;
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3(três)
quilômetros do imóvel considerado.
§ 2º - Observados os requisitos do Código Tributário Nacional, considerar-se-ão
urbanas, para os efeitos deste imposto, as áreas urbanizáveis e as de expansão
urbana, destinadas à habitação — inclusive à residencial de recreio — à indústria ou
ao comércio, ainda que localizadas fora da zona urbana do Município:
Art. 77 - A incidência do imposto alcança:
I - quaisquer imóveis localizados na zona urbana do Município,
independentemente de sua forma, estrutura, superfície, destinação ou
utilização, ainda que destinados ou utilizados em exploração econômica de
qualquer tipo ou natureza;
II - os terrenos arruados ou não, sem edificação ou em que houver edificação
interditada, paralisada, condenada, em ruínas ou em demolição;
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III - Os imóveis que não atendam quaisquer exigências legais,
regulamentares ou administrativas, sem prejuízo das penalidades cabíveis.
Parágrafo Único - Considera-se edificação paralisada aquela que não foi concluída
no prazo de validade do alvará de construção ou de sua prorrogação.
Art. 78 - O imposto é anual e a obrigação de pagá-lo se transmite ao adquirente do
imóvel ou dos direitos reais a ele relativos, sempre se constituindo como ônus real
que acompanha o imóvel em todas as suas mutações de propriedade, domínio ou
posse.
Art. 79 - O fato gerador do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana
considera-se ocorrido a primeiro de janeiro de cada ano.
Art. 80 - Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio
útil ou o seu possuidor a qualquer título.
§ 1º - Quando do lançamento, pode ser considerado responsável pelo pagamento
do imposto qualquer dos possuidores, diretos ou indiretos, sem prejuízo da
responsabilidade solidária dos demais;
§ 2º - O espólio é responsável pelo pagamento do imposto incidente sobre os
imóveis que pertenciam ao “de cujus.”
§ 3º - A massa falida é responsável pelo pagamento do imposto incidente sobre os
imóveis de propriedade do falido.
SEÇÃO III
DA BASE DE CALCULO E DAS ALÍQUOTAS
Art. 81 - A base de calculo do imposto é o valor venal do imóvel, apurado
anualmente, por um dos seguintes critérios:
I - avaliação cadastral, com base na declaração do contribuinte, ou de ofício
no caso de impugnação da declaração pela Fazenda Municipal;
II - arbitramento, nos casos previstos nesta Lei;
III - avaliação especial, nos casos previstos nesta Lei.
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§ 1º - A avaliação do imóvel, com base no cadastro imobiliário municipal, será
atualizada anualmente, pelo Poder Executivo, segundo critérios técnicos usuais,
previstos em lei municipal, a fim de que o seu valor venal represente, efetiva ou
potencialmente, o valor de transação ou venda no mercado.
§ 2º - A avaliação cadastral, efetuada na forma do parágrafo anterior, para fins de
apuração do valor venal de cada imóvel, será regulamentada mediante decreto do
Poder Executivo, inclusive quando se tratar da atualização do valor monetário da
respectiva base de cálculo.
Art. 82 - Para a fixação da base de cálculo do imposto o valor venal é representado
pelo valor unitário do metro quadrado do imóvel, considerando:
I - para os terrenos, valor unitário uniforme para cada logradouro ou trecho,
segundo:
a) a área geográfica onde estiver situado;
b) os serviços ou equipamentos públicos existentes;
c) a valorização do logradouro tendo em vista o mercado imobiliário;
d) outros critérios técnico.
II - para as edificações ou construções, valor unitário uniforme por tipo ou
espécie, segundo:
a) a localização do imóvel;
b) os preços correntes de transações ou vendas
ocorridas no mercado imobiliário;
c) outros critérios técnicos.
§ 1º - Para o levantamento e aprovação dos valores unitários padrão dos terrenos e
das edificações ou construções, segundo os critérios deste artigo, poderá o Poder
Executivo contar com a participação de representantes de órgãos de classe.
§ 2º - Fica o Poder Executivo autorizado a estabelecer fatores de correção em
função de:
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I - situação do imóvel no logradouro;
II - arborização de área loteada ou de espaços livres onde haja edificações ou
construções;
III - existência de elevadores;
IV - desvalorização ou obsolescência em vista do tempo de construção;
V - outros critérios técnicos.
Art. 83 - A base de cálculo do imposto é igual:
I - para os terrenos, o produto da área do terreno pelo seu valor unitário
padrão, observado os fatores de correção constantes da Tabela V, anexa a
esta Lei, da qual é parte integrante;
II - para as edificações ou construções, a soma dos produtos das áreas do
terreno e da construção pelos respectivos valores unitários padrão,
observados os fatores de correção constantes da Tabela VI, anexa a esta Lei,
da qual é parte integrante;
III – Os Valores VUP Construção e VUP Terreno são os constantes das
Tabelas VIII e IX, anexa a presente Lei, da qual são parte integrante.
Parágrafo Único - Na fixação da base de cálculo das edificações ou construções
será observado que a área construída coberta seja o resultado da projeção
ortogonal dos contornos externos da construção.
Art. 84 - Aplica-se o critério do arbitramento para a determinação do valor venal,
quando:
I - o contribuinte impedir o levantamento dos elementos necessários à
apuração do valor venal;
II - os imóveis encontrarem-se fechados e o contribuinte não for localizado.
Parágrafo Único - nos casos referidos nos incisos deste artigo, o cálculo das
áreas do terreno e da construção será feito por estimativa, levando-se em
conta os elementos circunvizinhos e enquadrando-se o tipo de construção
com o de edificações semelhantes.
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Art. 85 - Aplica-se o critério da avaliação especial para a fixação do valor venal,
mediante requerimento do contribuinte, exclusivamente nos casos de:
I - lotes desvalorizados devido a formas extravagantes ou conformações
topográficas muito desfavoráveis;
II - terrenos alagadiços, pantanosos ou sujeitos a inundações periódicas;
III - terrenos que, pela natureza do solo, se tornem desfavoráveis à
edificação, construção ou outra destinação;
IV - situações omissas que possam conduzir à tributação injusta.
Art. 86 - Para a unidade imobiliária com construção em andamento, a alíquota
aplicável será a mesma utilizada para os terrenos.
Art. 87 - O montante do imposto é encontrado pela aplicação das alíquotas
constantes da TABELA I sobre a base de cálculo apurada na forma desta Lei.
Art. 88 - A parte do terreno que exceder em 10(dez) vezes a área edificada ou
construída, coberta e descoberta, fica sujeita à aplicação da alíquota prevista para
terrenos.
SEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO E DO PAGAMENTO
Art. 89 - O lançamento do imposto é anual e de ofício, efetuado com base em
elementos cadastrais declarados pelo contribuinte ou apurados pelo Poder
Executivo.
§ 1º - Quando o lançamento for efetuado via auto de infração é obrigatório o
cadastramento do imóvel com a especificação das áreas do terreno e das
edificações ou construções, após o julgamento administrativo do feito ou o seu
pagamento.
§ 2º - O lançamento é efetuado na data da ocorrência do fato gerador e só pode ser
alterado, durante o curso do exercício, mediante a constatação de ato ou fato que
justifique sua alteração, por despacho da autoridade administrativa.
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§ 3º - As alterações do lançamento que impliquem em mudança de alíquota só terão
efeitos no exercício seguinte aquele em que forem efetuadas.
Art. 90 - O lançamento é efetuado em nome do proprietário, do titular do domínio
útil, do possuidor do imóvel do espólio ou da massa falida.
§ 1º - Nos imóveis sob promessa de compra e venda, o lançamento pode ser
efetuado em nome do compromissário comprador, do promitente vendedor, ou de
ambos, sendo, em qualquer dos casos, solidária a responsabilidade pelo pagamento
do imposto.
§ 2º - Os imóveis objeto de enfiteuse, usufruto ou fideicomisso são lançados em
nome do enfiteuta, do usufrutuário ou do fiduciário.
§ 3º - Para os imóveis sob condomínio, o lançamento será efetuado:
I - quando pro-diviso, em nome do proprietário, do titular do domínio útil ou do
possuidor da unidade autônoma, um lançamento para cada imóvel, ainda que
contíguos ou vizinhos e pertencentes ao mesmo contribuinte;
II - quando pro-indiviso, em nome de um, de alguns ou de todos os
condôminos, sem prejuízo, nas duas primeiras situações, da
responsabilidade solidária dos demais.
§ 4º - O lançamento é sempre efetuado, ainda que se trate de imóvel cujo
proprietário seja desconhecido ou encontre-se em local incerto e não sabido,
devendo o Poder Executivo regulamentar tais situações.
Art. 91 - O pagamento do imposto será efetuado conforme disposto em
regulamento.
§ 1º - A falta de pagamento do imposto nas datas estabelecidas implica nos
acréscimos legais previstos nesta Lei.
§ 2º Poderá o Chefe do Poder Executivo conceder um desconto de até 20% (vinte
por cento) ao Contribuinte que pagar o Imposto até a data do vencimento em cota
única.
Art. 92 - Para o fato gerador ocorrido, inicialmente, na data de concessão do habite-
se, o imposto será recolhido no ato da inscrição cadastral do imóvel, de uma só vez.
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Art. 93 - Não será apreciado pelo Poder Executivo nenhum pedido de alvará de
construção, reforma, modificação, ampliação ou acréscimo de área construída sem
que o requerente faça prova do pagamento do imposto nos últimos 05 (cinco) anos.
SEÇÃO V
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 94 - São infrações as situações a seguir indicadas, passíveis de aplicação das
seguintes penalidades básicas:
I - no valor de 150 (cento e cinquenta) UFM;
a) falta de declaração, no prazo de 30(trinta) dias, de
aquisição de propriedade, de domínio útil ou de posse de
imóvel;
b) falta de declaração, no prazo de 30(trinta) dias, do
domicilio tributário para os proprietários de terrenos sem
construção;
c) não comunicar atos ou circunstâncias que
possam afetar a incidência e o cálculo do imposto.
II - no valor de 200 (duzentas) UFM;
a) falta de declaração, no prazo de 30(trinta) dias, do
término de reformas, ampliações, modificações no uso do
imóvel que implique em mudança na base de cálculo ou nas
alíquotas;
b) prestar falsas informações ou omitir dados que possam
prejudicar o cálculo do imposto.
III - no valor de 250 (duzentos e cinqüenta) UFM;
a) falta de declaração do imóvel para fins de inscrição cadastral
e lançamento;
b) falsidade ou informações inverídicas nos pedidos de isenção,
no todo ou em parte;
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c) gozo indevido de isenção no pagamento do imposto.
§ 1º - As declarações mencionadas neste artigo serão efetuadas à autoridade
administrativa tributária definidas em regulamento.
CAPÍTULO II
DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS
SEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DA NÃO-INCIDÊNCIA
Art. 95 - O imposto sobre Transmissão inter-vivos, de Bens Imóveis e de direitos
reais sobre eles, tem como fato gerador:
I – a transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso:
a) a transmissão de bens imóveis, por natureza ou por acessão
física;
b) a transmissão de direitos reais sobre imóveis, exceto os de
garantia;
II - a cessão, por ato oneroso, de direitos relativos à aquisição de bens
imóveis.
Parágrafo Único – O imposto de que trata este artigo refere-se a atos e
contratos relativos a imóveis situados neste Município.
Art. 96 - O imposto não incide sobre a transmissão de bens e direitos, quando:
I - realizada para incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica, em
pagamento de capital nela subscrito;
II - decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica.
§ 1º - O disposto neste artigo não se aplica quando a pessoa jurídica adquirente
tiver como atividade preponderante a compra e venda de bens imóveis e seus
direitos reais, a locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.
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§ 2º - Considera-se caracterizada a atividade preponderante quando mais de 50%
(cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente, nos
02(dois) anos anteriores e nos 02 (dois) anos subsequentes à aquisição, decorrer
das transações mencionadas no parágrafo anterior.
§ 3º - Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou
menos de 2 (dois) anos antes dela, a preponderância referida no parágrafo anterior
será apurada levando-se em conta os 03(três) primeiros anos seguintes à data da
aquisição.
§ 4º - Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o
imposto, corrigido monetariamente, nos termos da lei vigente à data da aquisição,
sobre o valor dos bens ou direitos, nessa data.
§ 5º - O disposto no § 1º deste artigo, não se aplica à transmissão de bens ou
direitos quando realizada em conjunto com a da totalidade do patrimônio da pessoa
jurídica alienante.
SEÇÃO II
DA BASE DE CÁLCULO, DA AVALIAÇÃO E DAS ALÍQUOTAS
Art. 97 - A base de cálculo do imposto é:
I - nas transmissões em geral, a título oneroso, o valor venal dos bens ou
direitos transmitidos, desde que com eles concorde a autoridade
administrativa tributária;
II - na arrematação judicial ou administrativa, adjudicação, remição ou leilão,
o preço do maior lance, quando a transferência do domínio se fizer para o
próprio arrematante;
III - nas transferências de domínio, em ação judicial, inclusive declaratória de
usucapião, o valor real apurado;
IV - nas dações em pagamento, o valor venal do imóvel dado para solver os
débitos, não importando o montante destes;
V - nas permutas, o valor venal de cada imóvel permutado;
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VI - na instituição ou extinção de fideicomisso e na instituição de usufruto, o
valor venal do imóvel, apurado no momento de sua avaliação, quando da
instituição ou extinção referidas, reduzido à metade;
VII - na transmissão do domínio útil, o valor do direito transmitido;
VIII - nas cessões inter-vivos de direitos reais relativos a imóveis, o valor
venal do imóvel no momento da cessão;
IX - no resgate da enfiteuse, o valor pago, observada a lei civil.
Parágrafo Único - Nas arrematações judiciais, inclusive adjudicações e remições, a
base de cálculo não poderá ser inferior ao valor da avaliação judicial e, não havendo
esta, ao valor da administrativa.
Art. 98 - O valor venal, exceto os casos expressamente consignados em lei e no
regulamento, será o decorrente de avaliação de iniciativa da autoridade
administrativa tributária, ressalvado ao contribuinte o direito de requerer avaliação
contraditória, administrativa ou judicial.
§ 1º - A autoridade administrativa tributária se utilizará da Tabela VII, anexa a
presente Lei para o cálculo do ITIV rural e das Tabelas VIII e IX da Planta Genérica
de Valores para o cálculo do ITIV Urbano, cujos valores nelas constantes, servirão
de teto mínimo, ressalvada a avaliação contraditória.
§ 2º - As tabelas referidas no parágrafo anterior foram elaboradas considerando,
dentre outros, os seguintes elementos:
I - preços correntes das transações e das ofertas de venda no mercado;
II - custos de construção e reconstrução;
III - zona em que se situe o imóvel;
IV - outros critérios técnicos.
Art. 99 - Apurada a base de cálculo, o imposto será calculado mediante a aplicação
das seguintes alíquotas:
I - 1,0% (um por cento) para as transmissões relativas ao Sistema Financeiro
da Habitação;
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II – 2,0% (dois por cento) nas demais transmissões.
Parágrafo Único - Nas transmissões compreendidas no Sistema Financeiro da
Habitação, sobre o valor excedente ao financiado, a alíquota será de 2,0% (dois por
cento).
SEÇÃO III
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS
Art. 100 - São contribuintes do imposto:
I - nas transmissões, por ato oneroso, o adquirente;
II - nas cessões de direito, o cessionário;
III - nas permutas, cada um dos permutantes.
Art. 101 - Respondem solidariamente pelo pagamento do imposto:
I - o transmitente;
II - o cedente;
III - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, relativamente
aos atos por eles ou perante eles praticados, em razão de seu ofício, ou
pelas omissões de que forem responsáveis.
SEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO E DO PAGAMENTO
Art. 102 - O imposto será lançado através de Guia de Informação, segundo modelo
aprovado em ato administrativo do Poder Executivo, que disporá ainda sobre a
forma e o local de pagamento.
Art. 103 - O imposto será pago:
I - antecipadamente, até a data da lavratura do instrumento hábil que servir
de base à transmissão;
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II - até 30 (dias) dias, contados da data da decisão transitada em julgado, se
o título de transmissão for decorrente de sentença judicial.
Art. 104 - O imposto será restituído, no todo ou em parte, na forma que dispuser o
regulamento, nas seguintes hipóteses:
I - quando não se realizar o ato ou contrato em virtude do qual houver sido
pago;
II - quando declarada a nulidade do ato ou contrato em virtude do qual o
imposto houver sido pago em decisão judicial passada em julgado;
III - quando for reconhecida, posteriormente ao pagamento do imposto, a não
incidência ou o direito à isenção;
IV - quando o imposto houver sido pago a maior.
SEÇÃO V
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 105 - O descumprimento das obrigações tributárias estabelecidas neste
Capítulo e em atos administrativos baixados pelo Poder Executivo relativos ao
imposto de transmissão de bens imóveis, sujeitará o infrator às seguintes
penalidades básicas:
I - 50% (cinqüenta por cento) do tributo corrigido:
c) para ações ou omissões que induzam à falta de
lançamento;
d) para ações ou omissões que importem em
lançamento de valor inferior ao real da transmissão ou
cessão de direito.
II - 30% (trinta por cento) do tributo corrigido quando ocorrer infração diversa
das tipificadas no inciso anterior.
SEÇÃO VI
DAS OUTRAS DISPOSIÇÕES
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Art. 106 - Os serventuários que tiverem de lavrar instrumentos translativos de bens
e de direitos sobre imóveis, exigirão que lhes seja apresentado o comprovante do
seu recolhimento ou do reconhecimento da não incidência, da imunidade ou do
direito a isenção, bem como a Certidão Negativa do Imposto Predial e Territorial
Urbano conforme o disposto em regulamento.
Parágrafo Único - Serão transcritos nos instrumentos públicos, quando ocorrer a
obrigação de pagar o imposto antes da sua lavratura, elementos que comprovem
esse pagamento ou reconhecimento da não incidência, imunidade ou isenção.
Art. 107 - Os notários, oficiais de Registro de Imóveis ou seus prepostos ficam
obrigados:
I) a facultar, aos encarregados da fiscalização, o exame em cartório dos
livros, autos e papéis que interessem à arrecadação do imposto;
II) a fornecer aos encarregados da fiscalização, quando solicitada, certidão
dos atos lavrados ou registrados, concernente a imóveis ou direitos a eles
relativos;
III) a fornecer, na forma regulamentar, dados relativos às guias de
recolhimento.
Art. 108 - Os notários, oficiais de Registro de Imóveis ou seus prepostos, que
infringirem o disposto nos artigos 106 e 107 desta Lei ficam sujeitos à multa de 400
(quatrocentas) Unidades Fiscal Municipal – UFM.
Art. 109 - Nas transações em que figurarem como adquirente, ou cessionário,
pessoas imunes ou isentas, a comprovação do pagamento do imposto será
substituída por certidão, expedida pela autoridade fiscal como se dispuser em ato do
Poder Executivo.
Art. 110 - Fica o Poder Executivo autorizado a baixar as normas regulamentadoras
necessárias à arrecadação e fiscalização do imposto.
CAPÍTULO III
DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA
DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA
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Art. 111 - O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza tem com fato gerador a
prestação de serviços constantes da lista a seguir :
1 – Serviços de informática e congêneres.
1.01 – Análise e desenvolvimento de sistemas.
1.02 – Programação.
1.03 – Processamento de dados e congêneres.
1.04 – Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos
eletrônicos.
1.05 – Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de
computação.
1.06 – Assessoria e consultoria em informática.
1.07 – Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e
manutenção de programas de computação e bancos de dados.
1.08 – Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas
eletrônicas.
2 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.
2.01 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.
3 – Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e congêneres.
3.01 – Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda.
3.02 – Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios
virtuais, stands, quadras esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de
espetáculos, parques de diversões, canchas e congêneres, para realização
de eventos ou negócios de qualquer natureza.
3.03 – Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou
permissão de uso, compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos,
dutos e condutos de qualquer natureza.
3.04 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso
temporário.
4 – Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.
4.01 – Medicina e biomedicina.
4.02 – Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia,
quimioterapia, ultra-sonografia, ressonância magnética, radiologia, tomografia
e congêneres.
4.03 – Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de
saúde, prontos-socorros, ambulatórios e congêneres.
4.04 – Instrumentação cirúrgica.
4.05 – Acupuntura.
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4.06 – Enfermagem, inclusive serviços auxiliares.
4.07 – Serviços farmacêuticos.
4.08 – Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.
4.09 – Terapias de qualquer espécie destinadas ao tratamento físico, orgânico
e mental.
4.10 – Nutrição.
4.11 – Obstetrícia.
4.12 – Odontologia.
4.13 – Ortóptica.
4.14 – Próteses sob encomenda.
4.15 – Psicanálise.
4.16 – Psicologia.
4.17 – Casas de repouso e de recuperação, creches, asilos e congêneres.
4.18 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
4.19 – Bancos de sangue, leite, pele, olhos, óvulos, sêmen e congêneres.
4.20 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos
de qualquer espécie.
4.21 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e
congêneres.
4.22 – Planos de medicina de grupo ou individual e convênios para prestação
de assistência médica, hospitalar, odontológica e congêneres.
4.23 – Outros planos de saúde que se cumpram através de serviços de
terceiros contratados, credenciados, cooperados ou apenas pagos pelo
operador do plano mediante indicação do beneficiário.
5 – Serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres.
5.01 – Medicina veterinária e zootecnia.
5.02 – Hospitais, clínicas, ambulatórios, prontos-socorros e congêneres, na
área veterinária.
5.03 – Laboratórios de análise na área veterinária.
5.04 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
5.05 – Bancos de sangue e de órgãos e congêneres.
5.06 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos
de qualquer espécie.
5.07 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e
congêneres.
5.08 – Guarda, tratamento, amestramento, embelezamento, alojamento e
congêneres.
5.09 – Planos de atendimento e assistência médico-veterinária.
6 – Serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e congêneres.
6.01 – Barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedicuros e congêneres.
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6.02 – Esteticistas, tratamento de pele, depilação e congêneres.
6.03 – Banhos, duchas, sauna, massagens e congêneres.
6.04 – Ginástica, dança, esportes, natação, artes marciais e demais
atividades físicas.
6.05 – Centros de emagrecimento, spa e congêneres.
7 – Serviços relativos a engenharia, arquitetura, geologia, urbanismo, construção
civil, manutenção, limpeza, meio ambiente, saneamento e congêneres.
7.01 – Engenharia, agronomia, agrimensura, arquitetura, geologia, urbanismo,
paisagismo e congêneres.
7.02 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras
de construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes,
inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação,
terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de
produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias
produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços,
que fica sujeito ao ICMS).
7.03 – Elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade, estudos
organizacionais e outros, relacionados com obras e serviços de engenharia;
elaboração de anteprojetos, projetos básicos e projetos executivos para
trabalhos de engenharia.
7.04 – Demolição.
7.05 – Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes,
portos e congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo
prestador dos serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica
sujeito ao ICMS).
7.06 – Colocação e instalação de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas,
revestimentos de parede, vidros, divisórias, placas de gesso e congêneres,
com material fornecido pelo tomador do serviço.
7.07 – Recuperação, raspagem, polimento e lustração de pisos e congêneres.
7.08 – Calafetação.
7.09 – Varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem,
separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer.
7.10 – Limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos,
imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres.
7.11 – Decoração e jardinagem, inclusive corte e poda de árvores.
7.12 – Controle e tratamento de efluentes de qualquer natureza e de agentes
físicos, químicos e biológicos.
7.13 – Dedetização, desinfecção, desinsetização, imunização, higienização,
desratização, pulverização e congêneres.
7.14 – Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres.
7.15 – Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres.
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7.16 – Limpeza e dragagem de rios, portos, canais, baías, lagos, lagoas,
represas, açudes e congêneres.
7.17 – Acompanhamento e fiscalização da execução de obras de engenharia,
arquitetura e urbanismo.
7.18 – Aerofotogrametria (inclusive interpretação), cartografia, mapeamento,
levantamentos topográficos, batimétricos, geográficos, geodésicos,
geológicos, geofísicos e congêneres.
7.19 – Pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação,
testemunhagem, pescaria, estimulação e outros serviços relacionados com a
exploração e explotação de petróleo, gás natural e de outros recursos
minerais.
7.20 – Nucleação e bombardeamento de nuvens e congêneres.
8 – Serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacional, instrução,
treinamento e avaliação pessoal de qualquer grau ou natureza.
8.01 – Ensino regular pré-escolar, fundamental, médio e superior.
8.02 – Instrução, treinamento, orientação pedagógica e educacional,
avaliação de conhecimentos de qualquer natureza.
9 – Serviços relativos a hospedagem, turismo, viagens e congêneres.
9.01 – Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service
condominiais, flat, apart-hotéis, hotéis residência, residence-service, suite
service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação por
temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta,
quando incluído no preço da diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços).
9.02 – Agenciamento, organização, promoção, intermediação e execução de
programas de turismo, passeios, viagens, excursões, hospedagens e
congêneres.
9.03 – Guias de turismo.
10 – Serviços de intermediação e congêneres.
10.01 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de câmbio, de seguros,
de cartões de crédito, de planos de saúde e de planos de previdência privada.
10.02 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos em geral,
valores mobiliários e contratos quaisquer.
10.03 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de direitos de
propriedade industrial, artística ou literária.
10.04 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de
arrendamento mercantil (leasing), de franquia (franchising) e de faturização
(factoring).
10.05 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de bens móveis ou
imóveis, não abrangidos em outros itens ou subitens, inclusive aqueles
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realizados no âmbito de Bolsas de Mercadorias e Futuros, por quaisquer
meios.
10.06 – Agenciamento marítimo.
10.07 – Agenciamento de notícias.
10.08 – Agenciamento de publicidade e propaganda, inclusive o
agenciamento de veiculação por quaisquer meios.
10.09 – Representação de qualquer natureza, inclusive comercial.
10.10 – Distribuição de bens de terceiros.
11 – Serviços de guarda, estacionamento, armazenamento, vigilância e congêneres.
11.01 – Guarda e estacionamento de veículos terrestres automotores, de
aeronaves e de embarcações.
11.02 – Vigilância, segurança ou monitoramento de bens e pessoas.
11.03 – Escolta, inclusive de veículos e cargas.
11.04 – Armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de
bens de qualquer espécie.
12 – Serviços de diversões, lazer, entretenimento e congêneres.
12.01 – Espetáculos teatrais.
12.02 – Exibições cinematográficas.
12.03 – Espetáculos circenses.
12.04 – Programas de auditório.
12.05 – Parques de diversões, centros de lazer e congêneres.
12.06 – Boates, taxi-dancing e congêneres.
12.07 – Shows, ballet, danças, desfiles, bailes, óperas, concertos, recitais,
festivais e congêneres.
12.08 – Feiras, exposições, congressos e congêneres.
12.09 – Bilhares, boliches e diversões eletrônicas ou não.
12.10 – Corridas e competições de animais.
12.11 – Competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou
sem a participação do espectador.
12.12 – Execução de música.
12.13 – Produção, mediante ou sem encomenda prévia, de eventos,
espetáculos, entrevistas, shows, ballet, danças, desfiles, bailes, teatros,
óperas, concertos, recitais, festivais e congêneres.
12.14 – Fornecimento de música para ambientes fechados ou não, mediante
transmissão por qualquer processo.
12.15 – Desfiles de blocos carnavalescos ou folclóricos, trios elétricos e
congêneres.
12.16 – Exibição de filmes, entrevistas, musicais, espetáculos, shows,
concertos, desfiles, óperas, competições esportivas, de destreza intelectual
ou congêneres.
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12.17 – Recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer
natureza.
13 – Serviços relativos a fonografia, fotografia, cinematografia e reprografia.
13.01 – Fonografia ou gravação de sons, inclusive trucagem, dublagem,
mixagem e congêneres.
13.02 – Fotografia e cinematografia, inclusive revelação, ampliação, cópia,
reprodução, trucagem e congêneres.
13.03 – Reprografia, microfilmagem e digitalização.
13.04 – Composição gráfica, fotocomposição, clicheria, zincografia, litografia,
fotolitografia.
14 – Serviços relativos a bens de terceiros.
14.01 – Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto,
restauração, blindagem, manutenção e conservação de máquinas, veículos,
aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer objeto (exceto
peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
14.02 – Assistência técnica.
14.03 – Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas,
que ficam sujeitas ao ICMS).
14.04 – Recauchutagem ou regeneração de pneus.
14.05 – Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura,
beneficiamento, lavagem, secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização,
corte, recorte, polimento, plastificação e congêneres, de objetos quaisquer.
14.06 – Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos,
inclusive montagem industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com
material por ele fornecido.
14.07 – Colocação de molduras e congêneres.
14.08 – Encadernação, gravação e douração de livros, revistas e congêneres.
14.09 – Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário
final, exceto aviamento.
14.10 – Tinturaria e lavanderia.
14.11 – Tapeçaria e reforma de estofamentos em geral.
14.12 – Funilaria e lanternagem.
14.13 – Carpintaria e serralheria.
15 – Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive aqueles
prestados por instituições financeiras autorizadas a funcionar pela União ou por
quem de direito.
15.01 – Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito
ou débito e congêneres, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e
congêneres.
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15.02 – Abertura de contas em geral, inclusive conta-corrente, conta de
investimentos e aplicação e caderneta de poupança, no País e no exterior,
bem como a manutenção das referidas contas ativas e inativas.
15.03 – Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais
eletrônicos, de terminais de atendimento e de bens e equipamentos em geral.
15.04 – Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado
de idoneidade, atestado de capacidade financeira e congêneres.
15.05 – Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e
congêneres, inclusão ou exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem
Fundos – CCF ou em quaisquer outros bancos cadastrais.
15.06 – Emissão, reemissão e fornecimento de avisos, comprovantes e
documentos em geral; abono de firmas; coleta e entrega de documentos,
bens e valores; comunicação com outra agência ou com a administração
central; licenciamento eletrônico de veículos; transferência de veículos;
agenciamento fiduciário ou depositário; devolução de bens em custódia.
15.07 – Acesso, movimentação, atendimento e consulta a contas em geral,
por qualquer meio ou processo, inclusive por telefone, fac-símile, internet e
telex, acesso a terminais de atendimento, inclusive vinte e quatro horas;
acesso a outro banco e a rede compartilhada; fornecimento de saldo, extrato
e demais informações relativas a contas em geral, por qualquer meio ou
processo.
15.08 – Emissão, reemissão, alteração, cessão, substituição, cancelamento e
registro de contrato de crédito; estudo, análise e avaliação de operações de
crédito; emissão, concessão, alteração ou contratação de aval, fiança,
anuência e congêneres; serviços relativos a abertura de crédito, para
quaisquer fins.
15.09 – Arrendamento mercantil (leasing) de quaisquer bens, inclusive cessão
de direitos e obrigações, substituição de garantia, alteração, cancelamento e
registro de contrato, e demais serviços relacionados ao arrendamento
mercantil (leasing).
15.10 – Serviços relacionados a cobranças, recebimentos ou pagamentos em
geral, de títulos quaisquer, de contas ou carnês, de câmbio, de tributos e por
conta de terceiros, inclusive os efetuados por meio eletrônico, automático ou
por máquinas de atendimento; fornecimento de posição de cobrança,
recebimento ou pagamento; emissão de carnês, fichas de compensação,
impressos e documentos em geral.
15.11 – Devolução de títulos, protesto de títulos, sustação de protesto,
manutenção de títulos, reapresentação de títulos, e demais serviços a eles
relacionados.
15.12 – Custódia em geral, inclusive de títulos e valores mobiliários.
15.13 – Serviços relacionados a operações de câmbio em geral, edição,
alteração, prorrogação, cancelamento e baixa de contrato de câmbio; emissão
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de registro de exportação ou de crédito; cobrança ou depósito no exterior;
emissão, fornecimento e cancelamento de cheques de viagem; fornecimento,
transferência, cancelamento e demais serviços relativos a carta de crédito de
importação, exportação e garantias recebidas; envio e recebimento de
mensagens em geral relacionadas a operações de câmbio.
15.14 – Fornecimento, emissão, reemissão, renovação e manutenção de
cartão magnético, cartão de crédito, cartão de débito, cartão salário e
congêneres.
15.15 – Compensação de cheques e títulos quaisquer; serviços relacionados
a depósito, inclusive depósito identificado, a saque de contas quaisquer, por
qualquer meio ou processo, inclusive em terminais eletrônicos e de
atendimento.
15.16 – Emissão, reemissão, liquidação, alteração, cancelamento e baixa de
ordens de pagamento, ordens de crédito e similares, por qualquer meio ou
processo; serviços relacionados à transferência de valores, dados, fundos,
pagamentos e similares, inclusive entre contas em geral.
15.17 – Emissão, fornecimento, devolução, sustação, cancelamento e
oposição de cheques quaisquer, avulso ou por talão.
15.18 – Serviços relacionados a crédito imobiliário, avaliação e vistoria de
imóvel ou obra, análise técnica e jurídica, emissão, reemissão, alteração,
transferência e renegociação de contrato, emissão e reemissão do termo de
quitação e demais serviços relacionados a crédito imobiliário.
16 – Serviços de transporte de natureza municipal.
16.01 – Serviços de transporte de natureza municipal.
17 – Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e
congêneres.
17.01 – Assessoria ou consultoria de qualquer natureza, não contida em
outros itens desta lista; análise, exame, pesquisa, coleta, compilação e
fornecimento de dados e informações de qualquer natureza, inclusive
cadastro e similares.
17.02 – Datilografia, digitação, estenografia, expediente, secretaria em geral,
resposta audível, redação, edição, interpretação, revisão, tradução, apoio e
infra-estrutura administrativa e congêneres.
17.03 – Planejamento, coordenação, programação ou organização técnica,
financeira ou administrativa.
17.04 – Recrutamento, agenciamento, seleção e colocação de mão-de-obra.
17.05 – Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter temporário,
inclusive de empregados ou trabalhadores, avulsos ou temporários,
contratados pelo prestador de serviço.
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17.06 – Propaganda e publicidade, inclusive promoção de vendas,
planejamento de campanhas ou sistemas de publicidade, elaboração de
desenhos, textos e demais materiais publicitários.
17.07 – Franquia (franchising).
17.08 – Perícias, laudos, exames técnicos e análises técnicas.
17.09 – Planejamento, organização e administração de feiras, exposições,
congressos e congêneres.
17.10 – Organização de festas e recepções; bufê (exceto o fornecimento de
alimentação e bebidas, que fica sujeito ao ICMS).
17.11 – Administração em geral, inclusive de bens e negócios de terceiros.
17.12 – Leilão e congêneres.
17.13 – Advocacia.
17.14 – Arbitragem de qualquer espécie, inclusive jurídica.
17.15 – Auditoria.
17.16 – Análise de Organização e Métodos.
17.17 – Atuária e cálculos técnicos de qualquer natureza.
17.18 – Contabilidade, inclusive serviços técnicos e auxiliares.
17.19 – Consultoria e assessoria econômica ou financeira.
17.20 – Estatística.
17.21 – Cobrança em geral.
17.22 – Assessoria, análise, avaliação, atendimento, consulta, cadastro,
seleção, gerenciamento de informações, administração de contas a receber
ou a pagar e em geral, relacionados a operações de faturização (factoring).
17.23 – Apresentação de palestras, conferências, seminários e congêneres.
18 – Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros; inspeção
e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência
de riscos seguráveis e congêneres.
18.01 - Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros;
inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros;
prevenção e gerência de riscos seguráveis e congêneres.
19 – Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria,
bingos, cartões, pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os
decorrentes de títulos de capitalização e congêneres.
19.01 - Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de
loteria, bingos, cartões, pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios,
inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e congêneres.
20 – Serviços portuários, aeroportuários, ferroportuários, de terminais rodoviários,
ferroviários e metroviários.
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20.01 – Serviços portuários, ferroportuários, utilização de porto,
movimentação de passageiros, reboque de embarcações, rebocador
escoteiro, atracação, desatracação, serviços de praticagem, capatazia,
armazenagem de qualquer natureza, serviços acessórios, movimentação de
mercadorias, serviços de apoio marítimo, de movimentação ao largo, serviços
de armadores, estiva, conferência, logística e congêneres.
20.02 – Serviços aeroportuários, utilização de aeroporto, movimentação de
passageiros, armazenagem de qualquer natureza, capatazia, movimentação
de aeronaves, serviços de apoio aeroportuários, serviços acessórios,
movimentação de mercadorias, logística e congêneres.
20.03 – Serviços de terminais rodoviários, ferroviários, metroviários,
movimentação de passageiros, mercadorias, inclusive suas operações,
logística e congêneres.
21 – Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.
21.01 - Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.
22 – Serviços de exploração de rodovia.
22.01 – Serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou
pedágio dos usuários, envolvendo execução de serviços de conservação,
manutenção, melhoramentos para adequação de capacidade e segurança de
trânsito, operação, monitoração, assistência aos usuários e outros serviços
definidos em contratos, atos de concessão ou de permissão ou em normas
oficiais.
23 – Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e
congêneres.
23.01 – Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e
congêneres.
24 – Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual,
banners, adesivos e congêneres.
24.01 - Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização
visual, banners, adesivos e congêneres.
25 - Serviços funerários.
25.01 – Funerais, inclusive fornecimento de caixão, urna ou esquifes; aluguel
de capela; transporte do corpo cadavérico; fornecimento de flores, coroas e
outros paramentos; desembaraço de certidão de óbito; fornecimento de véu,
essa e outros adornos; embalsamento, embelezamento, conservação ou
restauração de cadáveres.
25.02 – Cremação de corpos e partes de corpos cadavéricos.
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25.03 – Planos ou convênios funerários.
25.04 – Manutenção e conservação de jazigos e cemitérios.
26 – Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos,
objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas;
courrier e congêneres.
26.01 – Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências,
documentos, objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas
agências franqueadas; courrier e congêneres.
27 – Serviços de assistência social.
27.01 – Serviços de assistência social.
28 – Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.
28.01 – Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.
29 – Serviços de biblioteconomia.
29.01 – Serviços de biblioteconomia.
30 – Serviços de biologia, biotecnologia e química.
30.01 – Serviços de biologia, biotecnologia e química.
31 – Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica,
telecomunicações e congêneres.
31.01 - Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica,
telecomunicações e congêneres.
32 – Serviços de desenhos técnicos.
32.01 - Serviços de desenhos técnicos.
33 – Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e congêneres.
33.01 - Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e
congêneres.
34 – Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.
34.01 - Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.
35 – Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações
públicas.
35.01 - Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e
relações públicas.
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36 – Serviços de meteorologia.
36.01 – Serviços de meteorologia.
37 – Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.
37.01 - Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.
38 – Serviços de museologia.
38.01 – Serviços de museologia.
39 – Serviços de ourivesaria e lapidação.
39.01 - Serviços de ourivesaria e lapidação (quando o material for fornecido
pelo tomador do serviço).
40 – Serviços relativos a obras de arte sob encomenda.
40.01 - Obras de arte sob encomenda.
41 – Serviços profissionais e técnicos não compreendidos nos incisos anteriores e a
exploração de qualquer atividade que represente prestação de serviços e não
configure fato gerador de imposto de competência da União ou do Estado.
§ 1º - O fato gerador do imposto ocorre ainda que os serviços não se constituam
como atividade preponderante do prestador.
§ 2º - O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou
cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País.
§ 3º - O imposto incide ainda sobre os serviços prestados mediante a utilização de
bens e serviços públicos explorados economicamente mediante autorização,
permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo usuário
final do serviço.
§ 4º - Incluem-se entre os sorteios referidos no item 19 aqueles efetuados mediante
inscrição automática por qualquer meio, desde que a captação de inscrições alcance
participante no Município.
Art. 112 - Os serviços incluídos na Lista ficam sujeitos, apenas, ao imposto previsto
no artigo anterior, ainda que sejam prestados com fornecimento de mercadorias,
ressalvadas as exceções nela contidas.
Art. 113 - A incidência do imposto independente:
I – da existência de estabelecimento fixo;
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II – do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou
administrativas, relativas à atividade, sem prejuízo das cominações cabíveis;
III – do resultado financeiro obtido;
IV – da destinação do serviço;
V – da denominação dada ao serviço prestado;
DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 114 - O imposto não incide sobre:
I – as exportações de serviços para o exterior do País;
II – a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores
avulsos, dos diretores e membros do conselho consultivo ou de conselho
fiscal de sociedades e fundações, bem como dos sócios gerentes e dos
gerentes delegados;
III – O valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor
dos depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a
operações de créditos realizados por instituições financeiras.
Parágrafo único – Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços
desenvolvidos no Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento
seja feito por residente no exterior.
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS
Art. 115 - Contribuinte é o prestador do serviço.
Parágrafo único: Para os efeitos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza
entende-se:
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I – por profissional autônomo, todo aquele que fornecer o próprio trabalho,
sem vínculo empregatício, com o auxilio de, no máximo, três empregados que não
possuam a mesma habilitação profissional do empregador.
II – por empresa:
a) toda e qualquer pessoa jurídica, inclusive a sociedade civil ou a de
fato, que exercer atividade de prestadora de serviços;
b) a pessoa física que admitir para o exercício da sua atividade
profissional, mais do que três empregados ou um ou mais profissionais
da mesma habilitação do empregador.
III – Por Sociedade Uniprofissional:
a) a sociedade constituída por sócios cuja habilitação profissional, além
de adequada aos seus objetivos sociais, esteja sujeita ao regime de
fiscalização da mesma entidade de classe.
b) Não se considera uniprofissional, devendo pagar o imposto sobre o
preço dos serviços prestados, as sociedades:
I - que possuam mais de dois empregados não habilitados para
cada sócio ou empregado habilitado;
II - cujos sócios não possuam, todos, a mesma habilitação
profissional;
III - que tenham como sócio pessoa jurídica;
IV - que tenham natureza empresarial;
V - que exerçam atividade diversa da habilitação profissional dos
sócios;
VI - que possuam sócios cotistas.
Art. 116 - São responsáveis:
I – os titulares de direitos sobre prédios ou os contratantes de obras e
serviços, se não identificarem os construtores ou os empreiteiros de
construção, reconstrução, reforma, reparação ou acréscimos desses bens,
pelo imposto devido pelos construtores ou empreiteiros;
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II – os titulares dos estabelecimentos onde se instalarem máquinas, aparelhos
e equipamentos, pelo imposto devido pelos respectivos proprietários não
estabelecidos no Município, e relativo à exploração desses bens;
III – os que permitirem em seus estabelecimentos ou domicílios exploração de
atividade tributável sem estar o prestador de serviço inscrito no órgão fiscal
competente, pelo imposto devido sobre essa atividade;
IV – os que efetuarem pagamentos de serviços a terceiros não identificados,
pelo imposto cabíveis nas operações;
V – os que utilizarem serviços de empresas, pelo imposto incidente sobre as
operações, se não exigirem dos prestadores documento fiscal idôneo;
VI – o tomador ou intermediário de serviço proveniente do exterior do País ou
cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País;
VII – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária
dos serviços descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12,
7.14, 7.15, 7.16, 7.17, 7.19, 11.02, 17.05 e 17.10 da lista de Serviços
constantes do artigo 111 desta Lei.
VIII – Agentes Públicos que não reterem o imposto ou que deixarem de exigir
a quitação do mesmo quando obrigados a tal.
§ 1º - A responsabilidade de que trata este artigo será satisfeita mediante o
pagamento do imposto incidente sobre as operações.
§ 2º - A responsabilidade prevista neste artigo é inerente a todas as pessoas físicas
ou jurídicas, ainda que alcançadas por imunidade ou por isenção tributária.
§ 3º - Os responsáveis a que se refere este artigo estão obrigados ao recolhimento
integral do imposto devido e, quando for o caso, de multa e acréscimos legais,
independentemente de ter sido efetuada sua retenção na fonte.
DA BASE DE CÁLCULO
Art. 117 - A base de cálculo é o preço do serviço.
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§ 1º - Para os efeitos deste artigo, considera-se preço tudo o que for cobrado em
virtude da prestação do serviço, em dinheiro, bens, serviços ou direitos, seja na
conta ou não, inclusive a titulo de reembolso, reajustamento ou dispêndio de
qualquer natureza.
§ 2º - Os descontos ou abatimentos concedidos sob condição integram o preço do
serviço.
§ 3º - Nos serviços contratados em moeda estrangeira, o preço será o valor
resultante da sua conversão em moeda nacional, ao cambio do dia da ocorrência do
fato gerador.
§ 4º - Na falta de preço, será tomado como base de cálculo o valor cobrado dos
usuários ou contratantes de serviços similares.
§ 5º - O valor do imposto, quando cobrado em separado, integrará a base de cálculo.
§ 6º - Quando se tratar de prestação de serviços sob a forma de trabalho pessoal do
próprio contribuinte, o imposto será calculado, por meio de alíquotas fixas ou
variáveis, em função da natureza do serviço ou de outros fatores pertinentes, neste
não compreendidas a importância paga a titulo de remuneração do próprio trabalho.
§ 7º - Quando os serviços a que se referem os itens 4.01, 4.02, 4.06, 4.10, 4.11,
4.12, 4.13, 4.14, 4.15, 4.16, 5.01, 7.01, 10.05, 17.14, 17.19, 17.20 da lista de
serviços constante do artigo 111 desta lei, forem prestado por sociedades, estas
ficaram sujeitas ao imposto na forma do parágrafo 6º deste artigo, calculado em
relação a cada profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviço
em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal nos termos da
lei.
Art. 118 - Na prestação do serviço a que se referem os subitens 7.02 e 7.05 da lista
de serviços constante do Art. 111 desta lei, não se inclui na base de cálculo do
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza o valor dos materiais fornecidos pelo
prestador que sejam produzidos por ele, fora do local da obra.
Parágrafo Único – Na exclusão da base de calculo aludida no caput deste artigo,
deverão ser observados as seguintes formalidades.
I – Os documentos fiscais comprobatórios da produção dos materiais deverão
conter obrigatoriamente a perfeita identificação do emitente, do destinatário,
do local da obra bem como das mercadorias, consignada pelo emitente do
documento;
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II – Deverão ainda os referidos documentos encontrarem-se devidamente
escriturado nos livros fiscais próprios.
Art. 119 - Nas demolições inclui-se no preço do serviço o montante dos
recebimentos em dinheiro ou em materiais provenientes do desmonte.
Art. 120 - Nos contratos de construção regulados pela Lei 4591, de 16 de dezembro
de 1964, firmados antes do habite-se entre incorporador que acumule esta qualidade
com a de construtor e os adquirentes de frações ideais de terreno. A base de cálculo
será o preço das cotas de construção, deduzido, proporcionalmente, do valor dos
materiais produzidos pelo construtor fora do local da obra.
Art. 121 - Quando os serviços descritos pelos subitens 3.04 e 22.01 da lista de
serviços constantes do artigo 111 desta lei, forem prestados no território deste
Município e também no de um ou mais Municípios, a base de cálculo será a
proporção do preço do serviço que corresponder a proporção, em relação ao total,
conforme o caso, da extensão de ferrovia, da rodovia, das pontes, dos túneis, dos
dutos e dos condutos de qualquer natureza, dos cabos de qualquer natureza, ou ao
número de postes, existentes neste Município.
Art. 122 - Quando o sujeito passivo, em seu estabelecimento ou em outros locais,
exercer atividades tributáveis por alíquotas diferentes, inclusive se alcançadas por
deduções ou por isenções, e se na escrita fiscal não estiverem separadas as
operações, o imposto será calculado sobre a receita total e pela alíquota mais
elevada.
DAS ALÍQUOTAS
Art. 123 - O imposto será calculado da seguinte forma:
I – serviços prestados:
a) por profissional autônomo de nível superior e por mês: 10 UFM
b) por profissional autônomo de nível não superior e por mês: 05 UFM
c) por profissional habilitado, sócio, empregado ou não, quando a atividade for
exercida em empresa uniprofissional. Por mês: 10 UFM
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II – Itens 7.03 a 7.22; 15.01 a 15.18 da Lista de Serviços 5%
III – demais prestações de serviços constantes na Lista de Serviço constante do
artigo 111º. desta Lei: 5%
DO ARBITRAMENTO
Art. 124 - O valor do imposto será lançado a partir de uma base de cálculo arbitrada,
sempre que se verificar qualquer das seguintes hipóteses:
I – não possuir o sujeito passivo, ou deixar de exibir, os elementos
necessários à fiscalização das operações realizadas, inclusive nos casos de
perda, extravio ou inutilização de livros ou documentos fiscais;
II – serem omissos ou, pela inobservância de formalidades intrínsecas ou
extrínsecas, não merecerem fé os livros ou documentos exibidos pelo sujeito
passivo;
III – existência de atos qualificados em lei como crimes ou contravenções ou
que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados como dolo, fraude ou
simulação, atos esses evidenciados pelo exame de livros e documentos do
sujeito passivo, ou apurados por quaisquer meios diretos ou indiretos;
IV – não prestar o sujeito passivo, após regularmente intimado, os
esclarecimentos exigidos pela fiscalização, prestar esclarecimentos
insuficientes ou que não mereçam fé, por inverossímeis ou falsos;
V – exercício de qualquer atividade que constitua fato gerador do imposto,
sem se encontrar o sujeito passivo devidamente inscrito no órgão
competente;
VI – pratica de subfaturamento ou contratação de serviços por valores abaixo
dos preços de mercado;
VII – flagrante insuficiência do imposto pago em face do volume dos serviços
prestados;
VIII – serviços prestados sem a determinação do preço ou a título de cortesia.
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§ 1º - O arbitramento referir-se-á, exclusivamente, aos fatos ocorridos no período em
que se verificarem os pressupostos mencionados nos incisos deste artigo.
§ 2º - Nas hipóteses previstas neste artigo o arbitramento será fixado por despacho
da autoridade fiscal competente, que considerará, conforme o caso:
I – os pagamentos de impostos efetuados pelo mesmo ou por outros
contribuintes de mesma atividade, em condições semelhantes;
II – peculiaridades inerentes à atividade exercida;
III – fatos ou aspectos que exteriorizem a situação econômico-financeira do
sujeito passivo;
IV – preço corrente dos serviços oferecidos à época a que se referir a
apuração;
V – valor dos materiais empregados na prestação dos serviços e outras
despesas, tais como salários e encargos, aluguéis, instalações, energia,
comunicações e assemelhados.
§ 3º - Do imposto resultante do arbitramento serão deduzidos os pagamentos
realizados no período.
DA ESTIMATIVA
Art. 125 - O valor do imposto poderá ser fixado, pela autoridade fiscal, a partir de
uma base de cálculo estimada, nos seguintes casos:
I – quando se tratar de atividade exercida em caráter provisório;
II – quando se tratar de contribuinte de rudimentar organização;
III – quando o contribuinte não tiver condições de emitir documentos fiscais ou
deixar de cumprir com regularidade as obrigações acessórias previstas na
legislação;
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IV – quando se tratar de contribuinte ou grupo de contribuinte cuja espécie,
modalidade ou volume de negócios ou atividades aconselhem a exclusivo
critério da autoridade competente, tratamento fiscal específico.
§ 1º - No caso do inciso I deste artigo, consideram-se de caráter provisório as
atividades cujo exercício seja de natureza temporária e estejam vinculadas a fatores
ou acontecimentos ocasionais ou excepcionais.
§ 2º - Na hipótese do parágrafo anterior, o imposto deverá ser pago
antecipadamente e não poderá o contribuinte iniciar suas atividades sem efetuar o
pagamento sob a pena de interdição do local, independentemente de qualquer
formalidade.
Art. 126 - A autoridade competente para fixar a estimativa levará em consideração,
conforme o caso:
I – o tempo de duração e a natureza do acontecimento ou da atividade;
II - o preço corrente dos serviços;
III – o volume de receitas em períodos anteriores e sua projeção para os
períodos seguintes, podendo observar outros contribuintes de idêntica
atividade;
IV – a localização do estabelecimento.
Parágrafo único - A estimativa da base de cálculo ou sua revisão, quando por ato do
titular da repartição incumbido do lançamento do tributo, será feita mediante
processo regular em que constem os elementos que fundamentem a apuração do
valor da base de cálculo estimada, com a assinatura e com a responsabilidade do
referido titular.
Art. 127 - Os contribuintes sujeitos ao regime de estimativa poderão ser dispensados
do cumprimento das obrigações acessórias, conforme dispuser o regulamento.
Art. 128 - Quando a estimativa tiver fundamento no inciso IV do art. 126, o
contribuinte poderá optar pelo pagamento do imposto de acordo com o regime
normal.
§ 1º - A opção prevista no caput deste artigo será manifestada por escrito, no prazo
de 30 (trinta) dias, a contar da publicação do ato normativo ou da ciência do
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despacho que estabeleça a inclusão do contribuinte no regime de estimativa, sob
pena de preclusão.
§ 2º - O contribuinte optante ficará sujeito às disposições aplicáveis aos contribuintes
em geral.
§ 3º - O regime de estimativa de que se trata este artigo, à falta de opção, valerá
pelo prazo de 12 (doze) meses, prorrogáveis por igual período, sucessivamente,
caso não haja manifestação da autoridade.
§ 4º - Sem prejuízo do disposto neste artigo, a autoridade poderá cancelar o regime
de estimativa ou rever, a qualquer tempo, a base de cálculo estimada.
Art. 129 - Até 30 (trinta) dias antes do término de cada período de 12 (doze) meses,
poderá o contribuinte manifestar a opção de que trata o artigo anterior.
Art. 130 - Os contribuintes abrangidos pelo regime de estimativa poderão, no prazo
de 30 (trinta) dias a contar da publicação do ato normativo ou da ciência do
respectivo despacho, impugnar o valor estimado.
§ 1º - A impugnação prevista no caput deste artigo não terá efeito suspensivo e
mencionará, obrigatoriamente, o valor que o interessado reputar justo, assim como
os elementos para a sua aferição.
§ 2º - Julgada procedente a impugnação, a diferença a maior, recolhida na
pendência da decisão, será aproveitada nos pagamentos seguintes ou restituída ao
contribuinte, se for o caso.
Art. 131 - O Poder Executivo instituirá os critérios e os procedimentos para a
estimativa da base de cálculo.
DO PAGAMENTO
Art. 132 - O imposto será pago ao Município:
I – quando o serviço for prestado através de estabelecimento situado no seu
território, ou, na falta de estabelecimento, houver domicílio do prestador no
seu território;
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II – quando o prestador do serviço, ainda que não estabelecido nem
domiciliado no Município, exerça atividade no seu território em caráter
habitual ou permanente;
III – quando estiver nele estabelecido ou, caso não estabelecido, nele
domiciliado o tomador ou o intermediário do serviço proveniente do exterior do
País ou cuja prestação tenha se iniciado no exterior do País;
IV – na prestação dos serviços a que se refere o subitem 3.04 da lista de
serviços do art. 111 desta Lei, relativamente à extensão localizada em seu
território, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer
natureza, objetos de locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem
ou permissão de uso, compartilhado ou não;
V – na prestação dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da lista de
serviços do art. 111 relativamente à extensão da rodovia localizada em seu
território;
VI – quando os serviços, excetuados os descritos no subitem 20.01 da lista de
serviços do art. 111 forem executados em águas marítimas por prestador
estabelecido em seu território;
VII – quando em seu território ocorrerem às hipóteses constantes da lista a
seguir, ainda que o prestador não esteja nele estabelecido nem nele
domiciliado:
1 – da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas,
no caso dos serviços descritos no subitem 3.05 da lista de serviços
constante do art. 111 desta Lei;
2 – da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem
7.02 e 7.19 da lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
3 – da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da
lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
4 – das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres,
no caso dos serviços descritos no subitem 7.05 da lista de serviços
constante do art. 111 desta Lei;
5 – da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento,
reciclagem, separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros
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resíduos quaisquer, nos casos dos serviços descritos no subitem 7.09
da lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
6 – da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e
logradouros públicos, imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e
congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10 da lista de
serviços constante do art. 111 desta Lei;
7 – da execução da decoração e jardinagem, de corte e poda de
árvores, no caso dos serviços descritos no subitem 7.11 da lista de
serviços constante do art. 111 desta Lei;
8 – do controle de tratamento do efluente de qualquer natureza e de
agentes físicos, químicos e biológicos, no caso dos serviços descritos
no subitem 7.12 da lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
9 – do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e
congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.16 da lista de
serviços constante do art. 111 desta Lei;
10 – da execução dos serviços de escoramento, contenção de
encostas e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem
7.17 da lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
11 – da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no
subitem 7.18 da lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
12 – onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.01 da lista de serviços constante do
artigo 111 desta Lei;
13 – dos bens ou do domicilio das pessoas vigiados, segurados ou
monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02 da lista
de serviços constante do artigo 111 desta Lei;
14 – do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e
guarda do bem, no caso dos serviços descritos no subitem 11.04 da
lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
15 – da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e
congêneres, no caso dos serviços descritos nos subitens do item 12,
exceto o 12.13, da lista de serviços constante do art. 111 desta Lei;
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16 – do Município onde está sendo executado o transporte, no caso
dos serviços descritos pelo subitem 16.01 da lista de serviços
constante do art. 111 desta Lei;
17 – do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de
estabelecimento, onde ele estiver domiciliado, no caso dos serviços
descritos pelo subitem 17.05 da lista de serviços constante do art. 111
desta Lei;
18 – da feira, exposição, congresso ou congêneres a que se referir o
planejamento, organização e administração, no caso dos serviços
descritos pelo subitem 17.10 da lista de serviços constante do art. 111
desta Lei;
19 – do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou
metroviário, no caso dos serviços descritos pelo item 20 da lista de
serviços constante do art. 111 desta Lei;
Art. 133 - Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte
desenvolva a atividade de prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e
que configure unidade econômica ou profissional, sendo irrelevantes para
caracterizá-lo as denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento,
sucursal, escritório de representação ou contato ou quaisquer outras coisas que
venham a ser utilizadas.
Art. 134 - O contribuinte que exercer atividade tributável sobre o preço do serviço,
independentemente de recebê-lo, fica obrigado ao pagamento do imposto, na forma
e nos prazos fixados pelo Poder Executivo.
§ 1º - O valor do imposto será apurado mensalmente.
§ 2º - No caso dos recebimentos posteriores à prestação dos serviços, o período de
competência é o mês em que ocorrer o fato gerador, exceto no caso das obras por
administração e nos serviços cujo faturamento depende de aprovação, pelo
contratante, da medição ou quantificação dos trabalhos executados, em que o
período de competência é o mês seguinte à da ocorrência do fato gerador.
§ 3º - Nos serviços prestados pelos contribuintes incluídos no subitem 4.03 do Art.
111 desta Lei, em decorrência de convênios celebrados com órgãos ou entidades do
poder público, em que o pagamento do serviço dependa de aprovação, o período de
competência será o mês de aprovação do faturamento.
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§ 4º - O Poder Executivo fixará o prazo para o pagamento do imposto lançado por
período mensal.
Art. 135 - Quando o contribuinte, antes ou durante a prestação dos serviços, receber
dinheiro, bens ou direitos, como sinal, adiantamento ou pagamento antecipado do
preço, deverá pagar imposto sobre os valores recebidos, na forma e nos prazos
fixados pelo Poder Executivo.
Parágrafo único – Incluem-se na norma deste artigo as permutações de serviços ou
quaisquer outras contraprestações compromissadas pelas partes em virtude da
prestação de serviços.
Art. 136 - No caso de omissão do registro de operações tributáveis ou dos
recebimentos referidos no artigo anterior, considera-se devido o imposto no
momento da operação ou do recebimento omitido.
Art. 137 - Quando a prestação do serviço contratado for dividida em etapas e o
preço em parcelas, considera-se devido o imposto:
I – no mês em que for concluída qualquer etapa a que estiver vinculada a
exigibilidade de uma parte do preço;
II – no mês de vencimento de cada parcela, se o preço deva ser pago ao longo da
execução do serviço.
Art. 138 - Os prestadores de serviços, ainda que imunes ou isentos, estão
obrigados, salvo normas em contrário, ao cumprimento das obrigações acessórias
previstas na legislação tributária.
DO LANÇAMENTO
Art. 139 - O lançamento será feito com base na declaração do contribuinte ou de
ofício de acordo com critérios e normas previstos nesta Lei.
§ 1º - A declaração é obrigatória, mesmo que não tenha ocorrido o fato gerador do
imposto, com a devida anotação no documentário fiscal.
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§ 2º - Serão invalidadas as declarações irregularmente preenchidas, que contenham
borrões, rasuras ou escritas de modo ilegível, que venham a prejudicar a análise do
documento.
§ 3º - Quando não tenha exercido atividade tributada, deverá ser apresentada,
mensalmente, a administração tributária competente, declaração assinada pelo
responsável ou seu representante legal.
§ 4º - A falta de declaração citada no caput deste artigo, implicará nas medidas
estabelecidas por esta Lei.
DO PAGAMENTO E DO IMPOSTO RETIDO NA FONTE
Art. 140 - O imposto será pago na forma e prazos esclarecidos em ato do Poder
Executivo.
Art. 141 - Consideram-se contribuintes distintos, para efeito de pagamento do
imposto, os que, embora no mesmo local, com idêntico ramo de atividade ou não,
pertençam a diferentes empresas.
Art. 142 - São responsáveis pela retenção e recolhimento do imposto sobre serviços
de qualquer natureza, qualificados como substitutos tributários:
I - Em relação aos serviços que lhes foram prestados sem comprovação de
inscrição no cadastro fiscal e/ou sem emissão de nota fiscal.
a) o proprietário do imóvel ou possuidor a qualquer título pela execução
material de projeto de engenharia.
b) as entidades esportivas, os clubes sociais e as empresas de
diversões públicas;
c) órgãos de classe;
d) as associações com ou sem fins lucrativos, de qualquer finalidade;
e) os condomínios residenciais ou comerciais;
f) as pessoas físicas ou jurídicas não enquadradas nos itens anteriores.
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II - Em relação a quaisquer serviços que lhes sejam prestados, inclusive com
emissão de nota fiscal.
a) as pessoas jurídicas beneficiadas por imunidade ou isenção
tributária.
b) as entidades ou órgãos de administração direta, autarquias
fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista do
Poder Público Federal, Estadual e Municipal.
c) as empresas que explorem atividades agro-industrial, em relação
aos serviços que lhes sejam prestados;
d) empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos;
e) instituições financeiras;
f) as empresas que prestam serviços nas áreas de telecomunicações,
energia elétrica, saneamento e congêneres.
III - As empresas de construção civil, em relação aos serviços empreitados, e
os empreiteiros da construção civil, em relação aos serviços sub-empreitados.
IV - As empresas locadoras de aparelhos ou máquinas fotocopiadoras, tipo
xerox e semelhantes, em relação aos locatários que utilizem tais aparelhos
para serviços remunerados relativos à emissão de cópias para terceiros.
V - Qualquer tomador de serviço, desde que o prestador do serviço não
comprove sua inscrição no cadastro fiscal deste Município.
Parágrafo Único - A fonte pagadora dos serviços é obrigada a dar ao contribuinte
comprovante do valor da retenção do imposto e recolher o imposto retido no prazo
legal.
Art. 143 - Considera-se devido o imposto, dentro de cada mês, a partir da data:
I – da emissão do documentário fiscal;
II – do recebimento do preço do serviço, para as atividades de prestação de
serviços em geral;
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III – do recebimento do aviso de crédito para os contribuintes que pagam o
imposto sobre comissão;
IV – da emissão da fatura ou do título de crédito que a dispense
DO DOCUMENTÁRIO FISCAL
Art. 144 - Os contribuintes do imposto ficam obrigados a manter em uso escrita
fiscal, destinada ao registro dos serviços prestados, ainda que não tributados.
Art. 145 - Fica instituído o Livro de Registro do Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza, a Nota Fiscal de Prestação de Serviços e a Nota Fiscal-Fatura de
Prestação de Serviços.
Art. 146 - Ato do Poder Executivo estabelecerá os modelos de livros, notas fiscais e
demais documentos a serem obrigatoriamente utilizados pelo contribuinte, devendo
a escrituração fiscal ser mantida em cada um dos seus estabelecimentos ou, na falta
destes, em seu domicílio.
Art. 147 - Os livros e documentos fiscais, que são de exibição obrigatória ao agente
fiscal, não poderão ser retirados do estabelecimento sob qualquer pretexto.
Parágrafo Único - Consideram-se retirados os livros que não forem exibidos ao
agente fiscal, no momento em que forem solicitados.
Art. 148 - Compete ao Poder Executivo, através de ato administrativo, permitir a
dispensa de emissão de notas fiscais bem como da escrituração de livros fiscais.
Parágrafo Único – Poderá o agente fiscal utilizar outros documentos fiscais que
considerar necessários e pertinentes para o bom desempenho da ação fiscalizadora.
Art. 149 - Será considerado inidôneo, fazendo prova apenas em favor do fisco, o
documento fiscal que:
I – Omitir indicações, inclusive as necessárias à perfeita indicação da
operação ou prestação;
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II – Não for legalmente exigido para a respectiva operação ou prestação, a
exemplo de “Nota de Conferência”, “Orçamento”, “Pedido” e outros do gênero,
quando indevidamente utilizado como documentos fiscais;
III – Contiver declaração inexata, estiver preenchido de forma ilegível ou
contiver rasura ou emenda que lhe prejudique a clareza;
IV – Não se referir a uma efetiva operação ou prestação, salvo nos casos
previstos nesse regulamento;
V – Embora revestido de formalidades legais, tiver sido utilizado com o intuito
comprovado de fraude;
VI – For emitido por contribuinte:
a) fictício ou que não estiver mais exercendo suas atividades;
b) no período em que se encontrar com sua inscrição em processo de
baixa, baixada ou anulada.
Parágrafo Único – Nos casos dos incisos I, III e IV, somente se considerará inidôneo
o documento fiscal cujas irregularidades forem de tal ordem, que o tornem inválido
aos fins a que se destine.
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 150 - São infrações as situações a seguir indicadas, passíveis de aplicação das
seguintes penalidades básicas:
1) Embaraço à fiscalização, multa 150 (cento e cinqüenta) U.F.M.;
2) Emissão de documento fiscal sem autorização ou autenticação, pela autoridade
administrativa competente, por cada documento, multa de 15 (quinze) U.F.M.
limitada a 5.000 (cinco mil) U.F.M.;
3) Falta de declaração do imposto, quando não tenha exercido a atividade tributável,
por mês não declarado, multa de 50 (cinquenta) U.F.M.;
4) Falta de escrituração de livro fiscal ou sua utilização sem autenticação pela
autoridade administrativa, multa de 100 (cem) U.F.M.;
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5) Falta de lançamento, declaração ou pagamento, multa de 50% do imposto
corrigido;
6) Falta de recolhimento do imposto retido na fonte, multa de 50% do imposto
corrigido;
7) Falta de pedido de baixa no caso de encerramento da atividade, de comunicação
da suspensão temporária das atividades de que trata o artigo 6º desta lei ou
mudança de endereço, multa de 300 (trezentas) U.F.M.;
8) Falta de retenção na fonte, 50% do imposto corrigido.
9) Funcionamento de estabelecimento sem inscrição no cadastro fiscal, 100 (cem)
U.F.M.;
10) Não cumprimento a qualquer obrigação acessória existente 400 (quatrocentas)
U.F.M;
11) No valor de 20 (vinte) UFM por cada nota fiscal ou nota fiscal fatura não emitida
ou não entregue ao tomador do serviço, limitada a 5000 (cinco mil ) UFM;
12) No valor de 100 (cem) UFM:
a) a inexistência de nota fiscal, ou nota fiscal fatura de prestação de serviço;
b) falta de livro de registro do imposto sobre serviços de qualquer natureza ou
sua existência sem escrituração.
13) No valor de 50%(cinquenta por cento) do tributo corrigido, em todos os demais
casos de infrações qualificadas.
TÍTULO III
DAS TAXAS MUNICIPAIS
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
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Art. 151 - As taxas têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia ou
a utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.
Art. 152 - As taxas classificam-se em:
I - pelo exercício do poder de polícia;
II - pela utilização de serviços públicos.
CAPÍTULO II
DAS TAXAS DO PODER DE POLÍCIA
Art. 153 - As taxas do poder de polícia dependem da concessão de licença
municipal, para efeito de fiscalização das normas relativas à segurança, à higiene, à
ordem, aos costumes, à disciplina da produção do mercado, ao exercício de
atividades econômicas e a outros atos dependentes de concessão ou autorização
do poder público, e incidem sobre:
I - os estabelecimentos em geral;
II - a execução de obras e urbanização de áreas particulares;
III - as atividades especiais, definidas nesta Lei.
Parágrafo Único - A concessão da licença, cujo pedido é obrigatório para o exercício
de qualquer atividade neste Município, observará o disposto na lei do uso do solo,
do código de postura e do plano diretor.
Art. 154 - O lançamento das taxas serão procedidos de acordo com os critérios
previstos nesta Lei.
Art. 155 - Considera-se em funcionamento o estabelecimento ou exploração de
atividades até a data de entrada do pedido de baixa, salvo prova em contrário.
SEÇÃO I
DA TAXA DE LICENÇA E LOCALIZAÇÃO
SUBSEÇÃO I
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DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA
Art. 156 - A taxa de licença de localização dos estabelecimentos em geral, fundada
no poder de polícia do Município, tem como fato gerador o licenciamento obrigatório
após constatação de sua conformidade com as normas do Código de Polícia
Administrativa, Lei do Uso do Solo e o Plano Diretor.
Art. 157 - Considera-se estabelecimento, para os efeitos desta lei, o local, público ou
privado, edificado ou não, próprio ou de terceiro, onde são exercidas, de modo
permanente ou temporário, as atividades:
I - de comércio, indústria, agropecuária ou prestação de serviços em geral;
II - desenvolvidas por entidades, sociedades ou associações civis,
desportivas, culturais ou religiosas;
III - decorrentes do exercício de profissão, arte ou ofício.
§ 1º - São, também, considerados estabelecimentos:
I - a residência de pessoa física, quando de acesso ao público em razão do
exercício de atividade profissional;
II - o local onde forem exercidas atividades de diversões públicas de natureza
itinerante;
III - o veículo, de propriedade de pessoa física, utilizado no transporte de
pessoas ou cargas, no comércio ambulante, ou em atividades de propaganda
ou publicidade.
§ 2º - São irrelevantes para a caracterização do estabelecimento as denominações
de sede, filial, agência, sucursal, escritório de representação ou contato, depósito,
caixa eletrônica, cabina, quiosque, barraca, banca, "stand", "outlet", ou quaisquer
outras que venham a ser utilizadas.
§ 3º - A circunstância de a atividade, por sua natureza, ser exercida, habitual ou
eventualmente, fora do estabelecimento, não o descaracteriza como
estabelecimento para fins de incidência da Taxa.
Art. 158 - A existência de cada estabelecimento é indicada pela conjugação, parcial
ou total, dos seguintes elementos:
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I - manutenção de pessoal, material, mercadorias, veículos, máquinas,
instrumentos ou equipamentos;
II - estrutura organizacional ou administrativa;
III - inscrição nos órgãos previdenciários;
IV - indicação como domicílio fiscal para efeito de outros tributos;
V - permanência ou ânimo de permanecer no local para o exercício da
atividade, exteriorizada através da indicação do endereço em impresso,
formulário, correspondência, "site" na "internet", propaganda ou publicidade,
contrato de locação do imóvel, ou em comprovante de despesa com telefone,
energia elétrica, água ou gás.
Art. 159 - Considera-se autônomo cada estabelecimento do mesmo titular.
§ 1º - Para efeito de incidência da Taxa, consideram-se estabelecimentos distintos:
I - os que, embora no mesmo local e com idêntico ramo de atividade, ou não,
sejam explorados por diferentes pessoas físicas ou jurídicas;
II - os que, embora com idêntico ramo de atividade e sob a mesma
responsabilidade, estejam situados em locais distintos, ainda que na mesma
via, logradouro, área ou edificação;
§ 2º - Desde que a atividade não seja exercida concomitantemente em locais
distintos, considerar-se-á estabelecimento único os locais utilizados pelos que atuam
no segmento do comércio ambulante, exceto veículos, bem como pelos
permissionários que exercem atividades em feiras livres ou feiras de arte e
artesanato.
Art. 160 - O fato gerador da Taxa de Licença e Localização considera-se ocorrido no
início da atividade.
Art. 161 - A incidência e o pagamento da Taxa de Licença e Localização
independem:
I - do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou
administrativas;
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II - da licença, autorização, permissão ou concessão, outorgadas pela União,
Estado ou Município;
III - de estabelecimento fixo ou de exclusividade, no local onde é exercida a
atividade;
IV- da finalidade ou do resultado econômico da atividade;
V - do efetivo exercício da atividade ou da efetiva exploração do
estabelecimento;
VI - do pagamento de preços, emolumentos e quaisquer importâncias
eventualmente exigidas, inclusive para expedição de alvarás ou vistorias;
VII - do caráter permanente, provisório, esporádico ou eventual da atividade
exercida no estabelecimento.
Art. 162 - Não estão sujeitas à incidência da Taxa de Licença e Localização:
I - as pessoas físicas não estabelecidas, assim consideradas as que exerçam
atividades em suas próprias residências, neste Município, desde que não
abertas ao público em geral;
II - as pessoas físicas ou jurídicas, não excluída a incidência em relação ao
estabelecimento próprio, exclusivamente em relação às atividades de
prestação de serviços executados no estabelecimento dos respectivos
tomadores.
SEÇÃO II
DO SUJEITO PASSIVO
Art. 163 - O Sujeito Passivo da Taxa de Licença e Localização é a pessoa física,
jurídica ou qualquer unidade econômica ou profissional que explore estabelecimento
situado no Município, para o exercício de quaisquer das atividades relacionadas no
artigo 157-I, II, III desta lei.
Art. 164 - São responsáveis pelo pagamento da Taxa de Licença e Localização:
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I - as pessoas físicas, jurídicas ou quaisquer unidades econômicas ou
profissionais que promovam ou patrocinem quaisquer formas de eventos, tais
como espetáculos desportivos, de diversões públicas, feiras e exposições, em
relação à atividade promovida ou patrocinada, como também em relação a
cada barraca, "stand" ou assemelhados, explorados durante a realização do
evento;
II - as pessoas físicas, jurídicas ou quaisquer unidades econômicas ou
profissionais que explorem economicamente, a qualquer título, os imóveis
destinados a "shopping centers", "outlets", hipermercados, centros de lazer e
similares, quanto às atividades provisórias, esporádicas ou eventuais
exercidas no local.
Art. 165 - São solidariamente obrigados pelo pagamento da Taxa de Licença e
Localização:
I - o proprietário, o locador ou o cedente de espaço em bem imóvel, onde são
exercidas quaisquer das atividades previstas no artigo 157-I,II e III desta lei;
II - o locador dos equipamentos ou utensílios usados na prestação de serviços de
diversões públicas.
SEÇÃO III
DA BASE DE CÁLCULO E DO CÁLCULO
Art. 166 - A Taxa de Licença e Localização tem como base de cálculo o tipo de
atividade exercida no estabelecimento, em conformidade com o a Tabela II, Anexa a
esta lei.
§ 1º - A Taxa de Licença e Localização será calculada pelo item da tabela que
contiver maior identidade de especificações com as atividades exercidas no
estabelecimento considerado, observada a Classificação Nacional de Atividades
Econômicas - CNAE-Fiscal, na forma da legislação federal.
§ 2º - Enquadrando-se o estabelecimento em mais de um item das tabelas referidas
no "caput" deste artigo, prevalecerá aquele que conduza à Taxa unitária de maior
valor.
§ 3º - Caso surja alguma atividade que não conste da Tabela II, fica autorizado o
Poder Executivo a inserir a mesma na referida Tabela, enquadrando-a no código
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base da atividade do CNAE-FISCAL, e, utilizando para fins de cobrança, valor nunca
superior ao maior valor do grupo.
§ 4º - A Taxa de Licença e Localização será devida integralmente, ainda que o
estabelecimento seja explorado apenas em fração do exercício considerado.
SEÇÃO IV
DAS ALÍQUOTAS E DA ARRECADAÇÃO
Art. 167 - A Taxa de Licença e Localização, tem como alíquota o quantum em UFM,s
estipuladas na Tabela II, para cada atividade exercida e deverá ser lançada e
recolhida na forma, condições e prazos regulamentares.
SUBSEÇÃO III
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 168 - As infrações e as penalidades previstas para os impostos são aplicáveis,
no que couber, à taxa de licença de localização.
SEÇÃO II
DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO
SUBSEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA
Art. 169 - A taxa de fiscalização do funcionamento dos estabelecimentos em geral,
fundado no poder de polícia do Município, tem como fato gerador a fiscalização do
cumprimento da legislação disciplinadora do uso e ocupação do solo urbano, da
higiene, saúde, segurança, poluição do meio ambiente, costumes, ordem ou
tranqüilidade públicas, a que se submete qualquer pessoa física ou jurídica, em
razão do funcionamento de quaisquer atividades no Município.
Parágrafo único - Consideram-se implementadas as atividades permanentes de
fiscalização, para efeito de caracterizar a ocorrência do fato gerador da Taxa, com a
prática, pelos órgãos municipais competentes, de atos administrativos, vinculados ou
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discricionários, de prevenção, observação ou repressão, necessários à verificação
do cumprimento das normas a que se refere o "caput" deste artigo.
Art. 170 - Considera-se estabelecimento, para os efeitos desta lei, o local, público ou
privado, edificado ou não, próprio ou de terceiro, onde são exercidas, de modo
permanente ou temporário, as atividades:
I - de comércio, indústria, agropecuária ou prestação de serviços em geral;
II - desenvolvidas por entidades, sociedades ou associações civis,
desportivas, culturais ou religiosas;
III - decorrentes do exercício de profissão, arte ou ofício.
§ 1º - São, também, considerados estabelecimentos:
I - a residência de pessoa física, quando de acesso ao público em razão do
exercício de atividade profissional;
II - o local onde forem exercidas atividades de diversões públicas de natureza
itinerante;
III - o veículo, de propriedade de pessoa física, utilizado no transporte de
pessoas ou cargas, no comércio ambulante, ou em atividades de propaganda
ou publicidade.
§ 2º - São irrelevantes para a caracterização do estabelecimento as denominações
de sede, filial, agência, sucursal, escritório de representação ou contato, depósito,
caixa eletrônica, cabina, quiosque, barraca, banca, "stand", "outlet", ou quaisquer
outras que venham a ser utilizadas.
§ 3º - A circunstância de a atividade, por sua natureza, ser exercida, habitual ou
eventualmente, fora do estabelecimento, não o descaracteriza como
estabelecimento para fins de incidência da Taxa.
Art. 171 - A existência de cada estabelecimento é indicada pela conjugação, parcial
ou total, dos seguintes elementos:
I - manutenção de pessoal, material, mercadorias, veículos, máquinas,
instrumentos ou equipamentos;
II - estrutura organizacional ou administrativa;
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III - inscrição nos órgãos previdenciários;
IV - indicação como domicílio fiscal para efeito de outros tributos;
V - permanência ou ânimo de permanecer no local para o exercício da
atividade, exteriorizada através da indicação do endereço em impresso,
formulário, correspondência, "site" na "internet", propaganda ou publicidade,
contrato de locação do imóvel, ou em comprovante de despesa com telefone,
energia elétrica, água ou gás.
Art. 172 - Considera-se autônomo cada estabelecimento do mesmo titular.
§ 1º - Para efeito de incidência da Taxa de Fiscalização do Funcionamento,
consideram-se estabelecimentos distintos:
I - os que, embora no mesmo local e com idêntico ramo de atividade, ou não,
sejam explorados por diferentes pessoas físicas ou jurídicas;
II - os que, embora com idêntico ramo de atividade e sob a mesma
responsabilidade, estejam situados em locais distintos, ainda que na mesma
via, logradouro, área ou edificação;
§ 2º - Desde que a atividade não seja exercida concomitantemente em locais
distintos, considerar-se-á estabelecimento único os locais utilizados pelos que atuam
no segmento do comércio ambulante, exceto veículos, bem como pelos
permissionários que exercem atividades em feiras livres ou feiras de arte e
artesanato.
Art. 173 - Sendo anual o período de incidência, o fato gerador da Taxa de
Fiscalização do Funcionamento considera-se ocorrido em 1º (primeiro) de janeiro de
cada exercício, nos anos subsequentes ao da Taxa de Licença e Localização.
Art. 174 - A incidência e o pagamento da Taxa independem:
I - do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou
administrativas;
II - da licença, autorização, permissão ou concessão, outorgadas pela União,
Estado ou Município;
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III - de estabelecimento fixo ou de exclusividade, no local onde é exercida a
atividade;
IV- da finalidade ou do resultado econômico da atividade;
V - do efetivo exercício da atividade ou da efetiva exploração do
estabelecimento;
VI - do pagamento de preços, emolumentos e quaisquer importâncias
eventualmente exigidas, inclusive para expedição de alvarás ou vistorias;
VII - do caráter permanente, provisório, esporádico ou eventual da atividade
exercida no estabelecimento.
Art. 175 - Não estão sujeitas à incidência da Taxa:
I - as pessoas físicas não estabelecidas, assim consideradas as que exerçam
atividades em suas próprias residências, neste Município, desde que não
abertas ao público em geral;
II - as pessoas físicas ou jurídicas, não excluída a incidência em relação ao
estabelecimento próprio, exclusivamente em relação às atividades de
prestação de serviços executados no estabelecimento dos respectivos
tomadores.
SEÇÃO III
DO SUJEITO PASSIVO
Art. 176 - O Sujeito Passivo da Taxa é a pessoa física, jurídica ou qualquer unidade
econômica ou profissional que explore estabelecimento situado no Município, para o
exercício de quaisquer das atividades relacionadas no artigo 166-I,II e III desta lei.
Art. 177 - São responsáveis pelo pagamento da Taxa de Fiscalização do
Funcionamento:
I - as pessoas físicas, jurídicas ou quaisquer unidades econômicas ou
profissionais que promovam ou patrocinem quaisquer formas de eventos, tais
como espetáculos desportivos, de diversões públicas, feiras e exposições, em
relação à atividade promovida ou patrocinada, como também em relação a
cada barraca, "stand" ou assemelhados, explorados durante a realização do
evento;
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II - as pessoas físicas, jurídicas ou quaisquer unidades econômicas ou
profissionais que explorem economicamente, a qualquer título, os imóveis
destinados a "shopping centers", "outlets", hipermercados, centros de lazer e
similares, quanto às atividades provisórias, esporádicas ou eventuais
exercidas no local.
Art. 178 - São solidariamente obrigados pelo pagamento da Taxa de Fiscalização do
Funcionamento:
I - o proprietário, o locador ou o cedente de espaço em bem imóvel, onde são
exercidas quaisquer das atividades previstas no artigo 166 - I,II e III desta lei;
II - o locador dos equipamentos ou utensílios usados na prestação de serviços
de diversões públicas.
SEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO
Art. 179 - A Taxa de Fiscalização do Funcionamento tem como base de cálculo o tipo
de atividade exercida no estabelecimento, em conformidade com a Tabela II, Anexa
a esta lei.
§ 1º - A Taxa de Fiscalização do Funcionamento será calculada pelo item da tabela
que contiver maior identidade de especificações com as atividades exercidas no
estabelecimento considerado, observada a Classificação Nacional de Atividades
Econômicas - CNAE-Fiscal, na forma da legislação federal.
§ 2º - Enquadrando-se o estabelecimento em mais de um item das tabelas referidas
no "caput" deste artigo, prevalecerá aquele que conduza à Taxa unitária de maior
valor.
DAS ALÍQUOTAS
Art. 180 - A Taxa de Fiscalização do Funcionamento, tem como alíquota o quantum
em UFM,s estipuladas na Tabela II, para cada atividade exercida.
SEÇÃO V
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DO LANÇAMENTO
Art. 181 - No lançamento da Taxa de Fiscalização do Funcionamento, observar-se-á
o disposto no regulamento e no Calendário Fiscal do município.
Parágrafo Único - Para efeito da Taxa de Fiscalização do Funcionamento,
considerar-se-á regularmente notificado o sujeito passivo que exercer qualquer
atividade econômica ou não no Município, esteja ou não inscrito em seu Cadastro
Geral de Atividades, esteja ou não ainda, albergado pelo instituto da imunidade,
observadas as disposições contidas em regulamento.
SEÇÃO VI
DO CÁLCULO
Art. 182 - A Taxa de Fiscalização do Funcionamento, calculada na conformidade da
Tabela II, deverá ser recolhida na forma, condições e prazos definidos em
regulamento.
§ 1º - o valor da Taxa poderá ser recolhido parceladamente, segundo o que dispuser
o regulamento.
§ 2º - Na hipótese de recolhimento parcelado, nenhuma parcela poderá ser inferior a
R$ 50,00 (cinquenta reais).
SEÇÃO VII
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 183 - O lançamento ou o pagamento da Taxa de Fiscalização Do Funcionamento
- TFF não importa reconhecimento da regularidade do funcionamento do
estabelecimento.
Parágrafo Único – Fica o Poder Executivo autorizado a conceder até 20% (vinte) por
cento de desconto para o pagamento em cota única, efetuado até a data vencimento
estipulada no Calendário Fiscal.
Art. 184 - Os órgãos da Administração Direta ou Indireta do Município, inclusive
autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, deverão exigir do
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sujeito passivo da Taxa de Fiscalização do Funcionamento, na forma do
regulamento, comprovação da inscrição no Cadastro Geral de Atividades - CGA e do
recolhimento desse tributo, como condição para deferimento de pedido de
concessão ou permissão de uso, bem como de sua renovação.
SEÇÃO VIII
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 185 - As infrações e as penalidades previstas para os impostos são aplicáveis,
no que couber, à taxa de fiscalização do funcionamento.
SEÇÃO IX
TAXA DE LICENÇA ESPECIAL
SUBSEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DO CÁLCULO
Art. 186 - A Taxa de licença Especial, fundada no poder de polícia do Município, tem
como fato gerador o licenciamento do estabelecimento para funcionar em horário
extraordinário, obedecidas as normas relativas à higiene, poluição do meio
ambiente, costumes, ordem, tranquilidade e segurança pública.
Art. 187 - A base de cálculo da taxa será o custo estimado dos serviços prestados
cujo valor não excederá a 40% (quarenta por cento) do cobrado pela licença de
localização.
SUBSEÇÃO II
DO LANÇAMENTO E DO PAGAMENTO
Art. 188 - O lançamento e pagamento da taxa serão procedidos de acordo com
critérios, normas e prazos estabelecidos através de ato administrativo.
SUBSEÇÃO III
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
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Art. 189 - Constitui infração passível de multa de 100% (cem por cento) do valor do
tributo o funcionamento do estabelecimento em horário extraordinário sem o
pagamento da respectiva taxa.
SEÇÃO IV
DA TAXA DE LICENÇA E FISCALIZAÇÃO DE OBRAS, ARRUAMENTOS E
LOTEAMENTOS
SUBSEÇÃO IV
DO FATO GERADOR
Art. 190 - Fundada no poder de polícia do Município relativo ao cumprimento da
legislação disciplinadora das construções, da ocupação e do parcelamento do solo
em seu território, a Taxa de Licença e Fiscalização de Obras, Arruamentos e
Loteamentos tem, como fato gerador, o licenciamento obrigatório e a fiscalização da
execução de construções, reformas, consertos, demolições, instalações de
equipamentos, e a abertura de novos logradouros ao sistema viário (arruamentos e
loteamentos).
SUBSEÇÃO V
DO SUJEITO PASSIVO
Art. 191 - O Sujeito Passivo da taxa é o proprietário, titular do domínio útil ou
possuidor a qualquer título do imóvel onde se realizem as obras, arruamentos e
loteamentos referidos no artigo anterior.
Parágrafo Único – Responde solidariamente como Sujeito Passivo, pelo pagamento
da taxa, a empresa, o profissional, ou profissionais responsáveis pelo projeto e ou
pela execução das obras, arruamentos e loteamentos.
SUBSEÇÃO VI
DA BASE DE CÁLCULO
PREFEITURA MUNICIPAL DE CARINHANHA
ESTADO DA BAHIA
CNPJ: 14.105.209/0001-24
GABINETE DA PREFEITA
Art. 192 - A base de cálculo da Taxa é a quantidade de metros quadrados
especificados no projeto, exceto, em Instalação de elevadores, monta-cargas e
escadas rolantes que será o número de equipamentos instalados.
SUBSEÇÃO VII
DAS ALÍQUOTAS E DO CÁLCULO
Art. 193 - A alíquota da Taxa é o quantum em UFM,s constantes na Tabela III, anexo
a esta Lei.
Parágrafo Único – A taxa será calculada em função da natureza e do grau de
complexidade dos atos e atividades cujo licenciamento e fiscalização sejam
provocados pelo contribuinte, na forma da TABELA III, anexa a esta Lei.
SUBSEÇÃO VIII
DO LANÇAMENTO E DO PAGAMENTO
Art. 194 - O lançamento e pagamento da taxa serão procedidos de acordo com
critérios, normas e prazos estabelecidos através de regulamento.
Parágrafo Único - Em nenhuma circunstância o valor da Taxa será superior a 10.000
(dez mil) UFM,s.
Art. 195 - Para as construções de mais de 3(três) unidades imobiliárias é vedada a
concessão parcial de “habite-se” ou certificado de conclusão de obras antes do seu
término.
SUBSEÇÃO IX
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 196 - As infrações e as penalidades previstas para os impostos são aplicáveis,
no que couber, à Taxa de Licença e Fiscalização de Obras, Arruamentos e
Loteamentos.
SEÇÃO V
DA TAXA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE CARINHANHA
ESTADO DA BAHIA
CNPJ: 14.105.209/0001-24
GABINETE DA PREFEITA
SUBSEÇÃO I
DO FATO GERADOR
Art. 197 - A taxa de Vigilância Sanitária – TVS, fundada no Poder de Polícia do
Município, tem com fato gerador a fiscalização obrigatória da vigilância sanitária
municipal nos estabelecimentos identificados na Tabela de Receita IV, anexa a esta
Lei, após constatação de sua conformidade com as normas do Código de Posturas.
SUBSEÇÃO II
DA BASE DE CÁLCULO
Art. 198 - A base de cálculo da Taxa de Vigilância Sanitária é a atividade exercida
pelo contribuinte desde quando esteja disposta na Tabela IV, anexa a esta Lei.
SUBSEÇÃO III
DO SUJEITO PASSIVO
Art. 199 - O Sujeito Passivo da Taxa de Vigilância Sanitária – TVS, é a pessoa física,
jurídica ou qualquer unidade econômica ou profissional que explore estabelecimento
situado no Município, para o exercício de quaisquer das atividades relacionadas na
Tabela IV, anexa a esta Lei.
SUBSEÇÃO IV
DAS ALÍQUOTAS
Art. 200 - A alíquota da Taxa de Vigilância Sanitária é o quantum em UFM,s
especificadas na Tabela IV, anexa a esta Lei.
SUBSEÇÃO V
DO LANÇAMENTO E DO PAGAMENTO
Art. 201 - O lançamento da Taxa de Vigilância Sanitária, será efetuado no ato da
inscrição no Cadastro Geral de Atividades – CGA, e na renovação anual do Alvará
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da Vigilância Sanitária e será paga na forma e nos prazos a serem estabelecidos
em regulamento.
SUBSEÇÃO IV
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 202 - As infrações e as penalidades previstas para os impostos são aplicáveis,
no que couber, à Taxa de Vigilância Sanitária – TVS.
TÍTULO IV
DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 203 - A contribuição de melhoria tem como fato gerador a execução pelo
Município de obra pública, que resulte em valorização do imóvel.
§ 1º - Considera-se ocorrido o fato gerador no momento de início de utilização da
obra pública para os fins a que se destinou.
§ 2º - O Executivo determinará as obras públicas que justifiquem a cobrança da
contribuição de melhoria.
Art. 204 - O sujeito passivo da contribuição de melhoria é o proprietário, titular do
domínio útil ou possuidor a qualquer título do imóvel beneficiado por obra pública.
Art. 205 - As obras públicas que justifiquem a cobrança da contribuição de melhoria
enquadrar-se-ão em dois programas:
I - ordinário, quando referente a obras preferenciais e de iniciativa da própria
Administração;
II - extraordinário, quando referente a obra pública de menor interesse geral,
solicitada por, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos proprietários de imóveis e de acordo
com normas e critérios estabelecidos em ato do Poder Executivo.
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Art. 206 - A contribuição de melhoria será calculada levando-se em conta a despesa
realizada com a obra pública, que será rateada entre os imóveis beneficiados,
proporcionalmente ao valor venal de cada imóvel.
§ 1º - A contribuição de melhoria não poderá ser exigida em quantia superior à
despesa realizada com a obra pública.
§ 2º - A despesa corresponderá ao custo da obra e mais o relativo a estudos,
projetos, fiscalização, desapropriação, administração, execução, financiamento e
demais investimentos a ela relativos.
§ 3º - O valor global da despesa realizada com a obra pública terá sua expressão
monetária atualizada à época do lançamento do tributo.
Art. 207 - A contribuição de melhoria será lançada de ofício, em nome do
contribuinte, com base nos elementos constantes do cadastro imobiliário e de
acordo com as normas gerais desta Lei.
Art. 208 - Poderá a contribuição de melhoria ser paga em parcelas mensais e
consecutivas, conforme disposto em regulamento.
Parágrafo Único - Quando ocorrer atraso no pagamento de três parcelas, todo o
débito é considerado vencido e o crédito tributário será inscrito em Dívida Ativa.
LIVRO TERCEIRO
DOS PREÇOS PÚBLICOS E DAS RENDAS DIVERSAS
TÍTULO I
DOS PREÇOS PÚBLICOS
Art. 209 - Fica o Poder Executivo autorizado a fixar, mediante Decreto, tabelas de
preços públicos a serem cobrados:
I - pelos serviços de natureza industrial, comercial e civil, prestados pelo
Município de forma direta ou indireta;
II - pela utilização de serviço público municipal como contraprestação de
caráter individual;
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III - pelo uso de bens públicos dominiciais e áreas de domínio público;
IV - pela exploração de serviço público municipal sob o regime de concessão
ou permissão.
Parágrafo Único - A enumeração referida nos incisos I e IV é meramente
exemplificativa, podendo ser incluídos no sistema de preços serviços de natureza
semelhante prestados pelo Município.
Art. 210 - A fixação dos preços, sempre que possível, terá por base o custo unitário.
Art. 211 - Quando não for possível a obtenção do custo unitário, para a fixação do
preço, será considerado o custo total do serviço verificado no último exercício, a
flutuação nos preços de aquisição dos fatores de produção de serviço e o volume de
serviço prestado e a prestar.
§ 1º - O volume do serviço será medido, conforme o caso, pelo número de utilidades
produzidas ou fornecidas, pela média de usuários atendidos e outros elementos
pelos quais se possa apurá-lo.
§ 2º - O custo total compreenderá custo de produção, manutenção e administração
do serviço e bem assim as reservas para recuperação do equipamento e expansão
do serviço.
Art. 212 - O não pagamento dos débitos resultantes do fornecimento de utilidades
produzidas ou do uso das instalações e bens públicos em razão da exploração
direta de serviços municipais acarretará, decorridos os prazos regulamentares, o
corte do fornecimento ou a suspensão do uso.
Parágrafo Único - O corte do fornecimento ou a suspensão do uso de que trata este
artigo é aplicável, também, nos casos de infrações outras, praticadas pelos
consumidores ou usuários, previstos na legislação.
Art. 213 - Aplicam-se aos preços públicos no tocante a lançamento, cobrança,
pagamento, restituições, fiscalização, domicílio e obrigações acessórias dos
usuários, dívida ativa, penalidades e processo fiscal as disposições do presente
Código.
Art. 214 - A falta de pagamento do preço público, nos prazos estabelecidos, implica
na cobrança dos acréscimos legais previstos para os tributos.
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CAPÍTULO I
MERCADO MUNICIPAL
Art. 215 - A manutenção do Mercado Municipal será custeada por preço público,
inclusive com contratos de permissão
CAPÍTULO II
CEMITÉRIO MUNICIPAL
Art. 216 - Todos os serviços relativos a inumação, prorrogação de prazos,
perpetuidade, exumações e outros serviços serão remunerados através de preços
públicos.
CAPÍTULO III
MATADOURO MUNICIPAL
Art. 217 - Pela utilização do matadouro municipal e objetivando sua manutenção,
será cobrado preço público por cada unidade de espécie abatida, conforme disposto
em regulamento.
CAPÍTULO IV
USO DE ÁREAS EM VIAS, TERRENOS E LOGRADOUROS PÚBLICOS
Art. 218 - Entende-se por uso de áreas em vias, terrenos e logradouros públicos,
aquela feita a título precário, embora com aspectos de regularidade:
I – Mediante instalação provisória de balcão, barraca, mesa, tabuleiro e
qualquer outro móvel ou utensílio, estacionamento privativo de veículos em
locais permitidos e o espaço ocupado por circo, parques de diversões e
similares;
II – Mediante instalação de fios, cabos, dutos, galerias, postes, torres,
equipamentos e máquinas, no subsolo, superfície e espaço aéreo, por
empresas concessionárias, permissionárias ou distribuidoras de serviços
públicos ou privados.
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§ 1º - Entende-se por logradouro as ruas, alamedas, travessas, galerias, praças,
pontes, jardins, becos, túneis, passeios, estradas e qualquer caminho aberto ao
público no território do Município.
§ 2º - Ato do Poder executivo estabelecerá as condições para cessão de uso dos
bens públicos.
Art. 219 - O devedor será o usuário interessado no exercício da atividade ou na
prática de atos que exijam a utilização das áreas tidas como “bens públicos” como
tais considerados as vias, terrenos e logradouros públicos.
CAPÍTULO V
LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DOS MEIOS DE PUBLICIDADE
Art. 220 - A exploração de qualquer meio de publicidade no território do Município,
ainda que somente em proveito próprio do usuário, dependerá de licença da
Prefeitura, mediante pagamento de preço público a ser estabelecido pelo Poder
Executivo.
Parágrafo Único - O preço será majorado em 50% (cinqüenta por cento) quando a
publicidade se referir a bebidas alcoólicas, fumo ou for escrita em língua
estrangeira.
CAPÍTULO VI
SERVIÇOS DE EXPEDIENTE
Art. 221 - O preço pelo serviço de expediente será devido pela entrada de petição e
documentos nos órgãos municipais, lavraturas de termos e contratos com o
Município e expedição de certidões, atestados e anotações, sendo devedor o
peticionário ou quem tiver interesse direto no ato.
CAPÍTULO VII
SERVIÇOS DIVERSOS
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Art. 222 - Os preços de serviços diversos serão devidos pela execução dos
seguintes serviços: numeração de prédios; alinhamento; reposição de
pavimentação; apreensão e depósito de animais, bens e mercadorias.
Art. 223 - Pelos serviços de numeração de prédios, alinhamento e reposição de
pavimentação, serão cobrados preços dos proprietários, titulares de domínio útil ou
possuidores a qualquer título, de imóveis, predial ou territorial, usuários dos
respectivos serviços.
Art. 224 - Pelos serviços de apreensão e depósito de animais, bens e mercadorias
serão cobrados preços pela apreensão, transporte e guarda nos depósitos.
Parágrafo Único - No caso de animais, o preço será acrescido da despesa com o
tratamento e alimentação.
Art. 225 - O pagamento do preço será feito no ato da prestação do serviço ou
quando o interessado retirar do depósito os bens apreendidos.
TÍTULO II
DAS RENDAS DIVERSAS
Art. 226 - Além da receita de tributos, contribuições de melhoria e preços públicos,
constituem rendas diversas do Município as provenientes de receita patrimonial,
receita industrial, transferências correntes da União e do Estado, de capital e outras
receitas diversas.
Art. 227 - As rendas diversas serão lançadas e arrecadadas de acordo com as
normas estabelecidas em regulamento baixado pelo Poder Executivo, aplicando-se,
no que couber, as disposições contidas nesta Lei.
LIVRO QUARTO
DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
TÍTULO I
DA ARRECADAÇÃO
Art. 228 - Toda a arrecadação municipal será feita exclusivamente pela rede
bancária autorizada pela Administração.
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Art. 229 - Em situações específicas, dispostas em regulamento, fica o Chefe do
Poder Executivo autorizado a extinguir créditos do Município por meio de transação
e dação em pagamento.
TÍTULO II
DA FISCALIZAÇÃO
CAPÍTULO I
DA COMPETÊNCIA, DO ALCANCE E DAS ATRIBUIÇÕES
Art. 230 - Compete privativamente à Secretaria de Finanças do Município, pelos
seus órgãos especializados, a fiscalização do cumprimento das normas tributárias.
Art. 231 - A fiscalização a que se refere o artigo anterior será exercida sobre as
pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou não, inclusive os que gozam de
imunidade tributária ou isenção.
Art. 232 - As pessoas sujeitas à fiscalização exibirão ao agente fiscal ou autoridade
administrativa, sempre que por eles exigidos, independentemente de prévia
instauração de processo, os produtos, livros das escritas fiscal e geral e todos os
documentos, em uso ou já arquivados, que forem julgados necessários à
fiscalização, e lhe franquearão os seus estabelecimentos, depósitos e
dependências, bem como veículos, cofres e outros móveis, a qualquer hora do dia
ou da noite, se à noite os estabelecimentos estiverem funcionado.
Art. 233 - O exame a que se refere o artigo anterior poderá ser repetido quantas
vazes a autoridade administrativa considerar necessária, enquanto não decair o
direito da Fazenda Municipal constituir o crédito tributário.
Art. 234 - No exercício de suas funções, a entrada do agente fiscal nos
estabelecimentos, bem como o acesso a suas dependências internas, não estarão
sujeitos a formalidade diversa da sua imediata identificação, pela exibição de
identidade funcional aos encarregados diretos e presentes ao local, a qual não
poderá ser retida, em qualquer hipótese, sob pena de ficar caracterizado o
embaraço à fiscalização.
Parágrafo Único - Na hipótese de ser recusada a exibição de produtos, livros ou
documentos, o agente fiscal poderá lacrar móveis ou depósitos em que
presumivelmente eles estejam, lavrando termo deste procedimento e, nesse caso, a
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autoridade administrativa providenciará, junto ao órgão competente, a exibição
judicial.
Art. 235 - A ação do agente fiscal poderá estender-se além dos limites do Município,
desde que prevista em convênios.
Art. 236 - Através de ato administrativo serão definidos prazos máximos para a
conclusão das fiscalizações e diligências previstas na legislação tributária.
Art. 237 - O prazo para apresentação da documentação requisitada é de 3 (três)
dias úteis, contados a partir do dia seguinte ao da intimação.
Art. 238 - A autoridade administrativa é competente para interditar qualquer
estabelecimento que, sujeito ao alvará de licença, esteja funcionando sem esse
documento ou, ainda que o apresente, fique comprovado que o alvará foi expedido
em desacordo com o código de postura do Município, lei de uso do solo ou plano
diretor.
Parágrafo Único - O Poder Executivo regulamentará o procedimento de interdição
que começará com intimação ao interessado para regularizar-se, se for o caso, no
prazo de 10 (dez) dias.
Art. 239 - As autoridades administrativas da Fazenda Municipal poderão requisitar o
auxílio da força pública federal, estadual ou municipal, quando vítimas de embaraço
ou desacato no exercício de suas funções, ou quando necessárias à efetivação de
medida prevista na legislação tributária, ainda que não se configure fato definido em
lei como ilícito tributário.
CAPÍTULO II
DO SIGILO FISCAL
Art. 240 - Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação
para qualquer fim, por parte da Fazenda Municipal ou de seus funcionários, de
informações obtidas em razão de ofício, sobre a situação econômica ou financeira e
a natureza e estado dos negócios ou atividades dos contribuintes e demais pessoas
naturais ou jurídicas.
Parágrafo Único - Excetuam-se do disposto neste artigo os casos de requisição do
Poder Legislativo e de autoridade judicial, no interesse da justiça, os de prestação
mútua de assistência para a fiscalização dos tributos respectivos e de permuta de
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informações entre os diversos setores da Fazenda Municipal e entre esta e as da
União, dos Estados e de outros Municípios.
CAPÍTULO III
DAS PESSOAS OBRIGADAS A PRESTAR INFORMAÇÕES
Art. 241 - Mediante intimação escrita, serão obrigados a prestar ao agente fiscal ou
autoridade administrativa, todas as informações de que disponham com relação aos
produtos, negócios ou atividades de terceiros:
I - os tabeliães, escrivães, serventuários e demais servidores de ofício;
II - os Bancos, Caixas Econômicas e demais instituições financeiras;
III - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;
IV - os inventariantes;
V - os síndicos, comissários e liquidatários;
VI - os órgãos da administração pública municipal, direta e indireta;
VII - as demais pessoas, físicas ou jurídicas, cujas atividades ou bens,
encontrem-se sob a imposição tributária do Município ou ainda, possa, a juízo
do órgão fiscalizador municipal fornecer informações de interesse da
Fazenda Pública Municipal..
Parágrafo Único - A obrigação prevista neste artigo não abrange a prestação de
informações quanto a fatos sobre quais o informante esteja legalmente obrigado a
observar segredo em razão de cargo, ofício, função, ministério, atividade ou
profissão.
Art. 242 - São obrigados a auxiliar a fiscalização, prestando informações e
esclarecimentos que lhes forem solicitados, cumprindo ou fazendo cumprir as
disposições desta Lei e permitindo aos agentes fiscais colher quaisquer elementos
julgados necessários à fiscalização, todos os órgãos da administração pública
municipal direta e indireta.
CAPÍTULO IV
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DO REGIME ESPECIAL DE FISCALIZAÇÃO
Art. 243 - O sujeito passivo que mais de uma vez reincidir em infração da legislação
tributária municipal, poderá ser submetido a regime especial de fiscalização, por
proposta da autoridade fiscal.
CAPÍTULO IV
DA CASSAÇÃO DE REGIMES OU CONTROLES ESPECIAIS
Art. 244 - Os regimes ou controles especiais de pagamento dos tributos, de uso de
documentos ou de escrituração, quando estabelecidos em benefício dos
contribuintes ou outras pessoas obrigadas ao cumprimento de dispositivos da
legislação tributária, serão cassados se os beneficiários procederem de modo
fraudulento, no gozo das respectivas concessões.
§ 1º - É competente para determinar a cassação a mesma autoridade que o for para
a concessão.
§ 2º - Do ato que determinar a cassação caberá recurso, sem efeito suspensivo,
para a autoridade superior.
CAPÍTULO VI
ARBITRAMENTO
Art. 245 - Procederá o agente fiscal ao arbitramento da base de cálculo do tributo de
acordo com a legislação específica, quando:
I - o contribuinte não dispuser de elementos de contabilidade ou qualquer
outro dado comprove a exatidão do montante da matéria tributável;
II - recusar-se o contribuinte a apresentar ao agente fiscal os livros da escrita
comercial ou fiscal e documentos outros indispensáveis à apuração da base
de cálculo;
III - o exame dos elementos contábeis levar à convicção da existência de
fraude ou sonegação.
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Parágrafo Único - Do total arbitrado para cada período ou exercício, serão
deduzidas as parcelas sobre as quais se tenha lançado o imposto, intimando-se o
contribuinte para recolhimento do débito resultante do arbitramento.
TÍTULO III
DAS CERTIDÕES NEGATIVAS
Art. 246 - A prova de quitação de débitos será feita unicamente por certidão
negativa, regularmente expedida pela repartição administrativa competente.
§ 1º - A certidão negativa será sempre expedida nos termos em que tenha sido
requerida e ser fornecida dentro de 05 (cinco) dias da data de entrada do
requerimento na repartição.
§ 2º - O prazo de vigência dos efeitos da certidão negativa é de 90 ( noventa) dias e
dela constará, obrigatoriamente, esse prazo limite.
§ 3º - As certidões fornecidas não excluem o direito do Município cobrar, em
qualquer tempo, os débitos que venham a ser apurados pela autoridade
administrativa.
Art. 247 - A certidão negativa deverá indicar obrigatoriamente:
I – número de ordem;
II – data de emissão
III – nome do contribuinte
IV - domicílio fiscal;
V - inscrição municipal;
VI - período de validade da mesma.
Art. 248 - Tem os mesmos efeitos de certidão negativa aquela de que conste a
existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha
sido efetivada a penhora ou cuja exigibilidade esteja suspensa.
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Art. 249 - Nenhum departamento da administração pública municipal, direta ou
indireta, aceitará proposta ou celebrará contrato sem que o proponente ou
contratante faça prova da quitação de débitos junto ao Município.
Art. 250 - Será exigida do transmitente, certidão de quitação de débitos junto ao
Município nos casos de alienação de imóveis a qualquer título.
TÍTULO IV
DA DÍVIDA ATIVA
CAPÍTULO I
DA CONSTITUIÇÃO E DA INSCRIÇÃO
Art. 251 - Constitui dívida ativa do Município a proveniente de crédito, regularmente
inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado
para pagamento, pela lei, ato administrativo ou por decisão final proferida em
processo regular.
Parágrafo Único - A fluência de juros de mora e da correção monetária não exclui,
para os efeitos deste artigo, a liquidez do crédito.
Art. 252 - O termo de inscrição da dívida ativa deverá ser autenticado pela
autoridade competente e indicar obrigatoriamente:
I - nome do devedor, dos co-responsáveis e, sempre que conhecido, o
domicílio e residência de um e de outros;
II - o valor original da dívida, bem como o termo inicial e a forma de calcular
os juros de mora e demais encargos previstos em lei ou contrato;
III - a origem, a natureza e o fundamento legal ou contratual da dívida;
IV - a indicação, se for o caso, de estar a dívida sujeita à atualização
monetária, bem como o respectivo fundamento legal e o termo inicial para o
cálculo;
V - a data e número da inscrição no Registro de Dívida Ativa;
VI - o número do processo administrativo ou do auto de infração se neles
estiver apurado o valor da dívida.
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Art. 253 - A omissão de quaisquer dos requisitos enumerados, ou o erro a eles
relativos, serão causas de nulidade da inscrição e do processo de cobrança
decorrente.
Parágrafo Único - A nulidade a que se refere este artigo poderá ser sanada, até
decisão de primeira instância, mediante substituição da certidão nula, devolvido ao
sujeito passivo, acusado ou interessado, no prazo de 30 (trinta) dias para defesa
que somente poderá versar sobre a parte modificada.
Art. 254 - A divida ativa regularmente inscrita goza da presunção de liquidez e
certeza e tem feito de prova pré - constituída.
Parágrafo Único - A presunção a que se refere este artigo é relativa e poderá ser
elidida por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou do terceiro a que
aproveite.
Art. 255 - Após inscrita dívida e extraídas as certidões de débito, estas serão
relacionadas e remetidas ao órgão competente para cobrança, escritório de
advocacia ou empresa especializada para isso contratada.
CAPÍTULO II
DA COBRANÇA
Art. 256 - A cobrança da dívida ativa feita de forma amigável ou judicial, acrescida
de honorários advocatícios de 10% (dez por cento), na cobrança amigável, e do
percentual estabelecido pelo juiz, na cobrança judicial, calculados sobre a soma do
valor corrigido mais acréscimos legais.
§ 1º - A cobrança amigável precederá sempre a cobrança judicial.
§ 2º - O contribuinte terá 30 (trinta) dias para quitação do débito, após o
recebimento da cobrança amigável.
Art. 257 - Decorrido o prazo de cobrança amigável, sem a quitação do débito,
deverá o órgão competente proceder a cobrança judicial, na forma da legislação
pertinente.
Parágrafo Único - Iniciada a cobrança executiva, não será permitida qualquer
providência no sentido de cobrança amigável.
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Art. 258 - O órgão responsável pela cobrança da dívida ativa fica obrigado a
registrar, em livro especial ou processamento eletrônico, o andamento dos
executivos fiscais.
Art. 259 - O pagamento correspondente a débitos municipais em dívida ativa será
feito exclusivamente em estabelecimento bancário.
§ 1º - Os honorários advocatícios, decorrentes da cobrança da dívida ativa efetuada
por advogado ou empresa contratada, poderão ser cobrados separadamente ou, se
pagos em documento de arrecadação único, depositados em conta específica.
§ 2º - As medidas concernentes acompanhamento e controle da quitação dos
débitos de dívida ativa serão disciplinadas em ato do Poder Executivo.
Art. 260 - Nenhum débito inscrito poderá ser recebido sem que o devedor pague, ao
mesmo tempo, os acréscimos legais, inclusive os pertinentes à divida ativa,
contados até a data de pagamento do débito.
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 261. Fica criada a unidade Fiscal Municipal – U.F.M ., cujo valor é igual a R$
20,00 (VINTE REAIS).
§ 1º - O valor da Unidade Fiscal Municipal será atualizado de acordo com índices
oficiais adotados pelo Governo Federal, para variação do Índice de Preços ao
Consumidor Amplo – Série Especial - IPCA-E, apurado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística - IBGE.
§ 2º - Na hipótese de extinção, ou da impossibilidade de aplicação do índice previsto
no parágrafo anterior, será adotado outro índice que reflita a perda do poder
aquisitivo da moeda, dando-se prioridade ao Índice de Preços ao Consumidor - IPC,
calculado pela Fundação Getúlio Vargas-FGV.
Art. 262. Fica o Poder Executivo autorizado a baixar os atos administrativos
necessários ao cumprimento das disposições desta Lei.
§ 1º - Entende-se por atos administrativos os Decretos, de competência do Prefeito
Municipal, e as Portarias e Instruções Normativas, de competência dos órgãos
fazendários;
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§ 2º - Enquanto não forem baixados os atos administrativos referidos neste artigo,
permanecem em vigor aqueles que disponham sobre a matéria ou assunto, no que
não conflitar com esta Lei.
Art. 263. Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação.
Art. 264. Revogam-se as disposições em contrário em especial as Leis nº
868/2001, 923/2003 e 1.079/2009.
Gabinete da Prefeita Municipal de Carinhanha, Estado da Bahia em 20 de dezembro
de 2010.
FRANCISCA ALVES RIBEIRO
Prefeita Municipal
PREFEITURA MUNICIPAL DE CARINHANHA
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TABELA DE RECEITA - I
ANEXA A LEI Nº.: 1.105 /2010
DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010.
ALÍQUOTAS DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL
URBANA
CÓD. ESPECIFICAÇÕES %
01 Unidade imobiliária constituída por terreno sem muro e passeio 3,0
02 Unidade imobiliária constituída de Terreno com muro e passeio 2,0
03 Unidade imobiliária constituída por construção residencial 0,5
04 Unidade imobiliária constituída por construção não residencial 1,0
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TABELA II
ANEXA A LEI Nº.: 1.105/2010
DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010.
TAXA DE LICENÇA E LOCALIZAÇÃO – TLL E TAXA DE FISCALIZAÇÃO DO
FUNCIONAMENTO – TFF
Código Especificação No .U.F.M.
1 INDÚSTRIA
1.1 Com 01 empregado 02
1.2 Com 02 empregados 03
1.3 Com 03 empregados 05
1.4 De 04 a 10 empregados 08
1.5 De 11 a 20 empregados 10
1.6 De 21 a 50 empregados 15
1.7 De 51 a 80 empregados 25
1.8 Acima de 80 empregados 30
2 COMÉRCIO
2.1 Com 01 empregado 01
2.2 Com 02 empregados 02
2.3 Com 03 empregados 03
2.4 De 04 a 06 empregados 07
2.5 De 07 a 10 empregados 08
2.6 De 11 a 20 empregados 10
2.7 De 21 a 30 empregados 13
2.8 Acima de 30 empregados 16
3 ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CRÉDITO, FINANCIAMENTOS E
INVESTIMENTOS
3.1 Estabelecimentos Bancários (Agências e Postos Bancários) 30
3.2 Empréstimos e Financiamentos 5
4 HOTÉIS, MOTÉIS, PENSÕES E SIMILARES
4.1 Até 05 quartos 03
4.2 De 06 a 10 quartos 05
4.3 De 11 a 15 quartos 07
4.4 De 16 a 20 quartos 10
4.5 Acima de 20 quartos POR QUARTO 0,5
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5 REPRESENTANTES COMERCIAIS AUTÔNOMOS, CORRETORES,
DESPACHANTES, AGENTES E PREPOSTOS EM GERAL
5.1 Valor único 5
6 PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS
6.1 Com nível superior de escolaridade 03
6.2 Com nível médio de escolaridade 02
6.3 Não incluídos em outros itens desta lista 02
7 CASAS LOTÉRICAS
7.1 Valor único 10
8 OFICINAS MECANICAS
8.1 Com 01 empregado 01
8.2 Com 02 empregados 02
8.3 De 03 a 05 empregados 04
8.4 De 06 a 10 empregados 07
8.5 De 11 a 15 empregados 11
8.6 De 16 a 20 empregados 18
8.7 Acima de 20 empregados POR EMPREGADO 0,5
9 POSTOS DE LAVAGEM, LUBRIFICAÇÃO E COMBUTÍVEIS
9.1 Lavagem e lubrificação 05
9.2 Combustíveis em geral 20
10 DEPÓSITOS DE INFLAMÁVEIS, EXPLOSIVOS E SIMILARES
10.1 Valor único 18
11 TINTURARIAS E LAVANDERIAS
11.1 Valor único 02
12 ESTABELECIMENTOS DE MASSAGENS, GINASTICA E SIMILARES
12.1 Academias de ginástica 04
12.2 Massagens 03
13 BARBEARIAS E SALÕES DE BELEZA
13.1 BARBEARIAS 01
13.2 SALÃO DE BELEZA 02
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14 ESTABELECIMENTOS DE ENSINO
14.1 Com até 05 salas 03
14.2 De 06 a 10 salas 06
14.3 Acima de 10 salas 10
15 ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
15.1 Acupuntura 04
15.2 Clínica Médica 06
15.3 Clínica Odontológica 06
15.4 Clínica Veterinária 04
15.5 Fisioterapia e Reabilitação 06
15.6 Laboratório de Análise clínica 10
15.7 Coleta de Material humano para análise 06
15.8 Outros não classificados 04
16 LABORATÓRIO FOTOGRÁFICO
16.1 Valor único 04
17 DIVERSÕES PÚBLICAS
17.1 Circos e parques de diversões – POR MÊS 10
17.2 Qualquer outro espetáculo ou diversões 10
18 CONSTRUÇÃO CIVIL, EMPREITEIRAS E INCORPORADORAS
18.1 Com até 20 operários 30
18.2 De 21 até 40 operários 40
18.3 Acima de 40 operários 50
19 ADMINISTRAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E PLANAJAMENTO
19.1 Escritório de Advocacia 06
19.2 Escritório de Contabilidade 06
19.3 Projetos na área de administração, organização e planejamento 06
19.4 Outros não classificados 04
20 COMUNICAÇÃO, PROPAGANDAS E CONGÊNERES
20.1 Jornalismo 05
20.2 Serviços de telecomunicação móvel 25
20.3 Serviços de telecomunicação fixa e internet 20
20.4 Serviços de radiodifusão e congêneres 10
20.5 Outros não classificados 05
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21 ESTABELECIMENTOS DE TRANSPORTES E AFINS
21.1 Escolar 02
21.2 Intermunicipal e interestadual 05
21.3 Micro-ônibus e lotação 04
21.4 Taxi 02
21.5 Outros não classificados 02
22 FUNDAÇÕES, ASSOCIAÇÕES E SOCIEDADES COM FINS NÃO
LUCRATIVOS (EXCETO AS REGIDAS PELO DIREITO PÚBLICO)
22.1 Entidades religiosas 02
22.2 Cooperativas 04
22.3 Fundações em geral 04
22.4 Outros não classificados 04
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TABELA III
ANEXA A LEI Nº 1.105/2010
DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010.
TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS E URBANIZAÇÃO
DE ÅREAS PARTICULARES
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
CÓDIGO ESPECIFICAÇÕES U F M
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
01 – Exame de projeto de construção em geral e fiscalização da execução, por m2 ou fração:
a) até 60 m2 0,05
b) até 60 m2 - estritamente residencial e imóvel único do proprietário. ISENTO
c) de 61 m2 até 100 m2 0,03
d) de 101 m2 até 150 m2 0,05
e) de 151 m2 até 200 m2 0,1
f) de 201 m2 até 250 m2 0,15
g) de 251 m2 até 300 m2 0,2
h) acima de 301 m2 0,25
Os valores encontrados não poderão em nenhuma hipótese ultrapassar a 5000
UFM’s.
02 – Exame de modificação em projeto de construção em geral, aprovado e com Alvará ainda
em vigor, por m2 ou fração:
a) sem aumento ou com redução dá área 0,25
b) com aumento da área aplica-se a tabela do código 01, abatendo-se as
UFM já pagas anteriormente
03 – Demolições:
Fiscalização de obra de demolição, por M2, ( com expedição do Alvará ) 0,25
04 – Cadastro para averbação:
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Cadastro de imóvel construído, para fins de averbação junto a cartório de 0,15
registro de imóveis, por M2 ou fração da área total construída
05 – Reconstruções, reformas e reparos
Por M2 0,25
06 – Desmembramento:
Excluídas as áreas destinadas a vias e logradouros públicos e que sejam 0,10
doados ao município por M2 do projeto
07 – Remembramento:
Por M2 do projeto 0,05
08 – Loteamentos:
Excluídas as áreas destinadas a vias e logradouros públicos e as que sejam 0,03
doados ao município, por M2 do projeto
09 – Qualquer obra não especificada nesta tabela:
Por M2 do projeto 0,15
10 – Instalação de elevadores, monta-cargas e escadas rolantes:
Por unidade 25
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TABELA DE RECEITA IV
ANEXA A LEI Nº.: 1.105/2010, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010
VALOR/UPFC
1.1 Produtos de interesse à Saúde:
1.1.1 Indústria de alimentos, aditivos, embalagens, gelo, tintas/vernizes para fins
alimentícios
a)Até 20m² 4
b)De 20,01m a 50m² 8
c) Acima de 50,01m² 12
1.1.2 Fabricação de gelo comum 2
1.1.3 Envasadora de água mineral e potável de mesa 6
1.1.4 Captação, tratamento e distribuição de água 4
1.1.5 Distribuição de água por caminhões 2
1.1.6 Cozinha industrial, empacotadora de alimentos 5
1.1.7 Indústria de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos, correlatos,
cosméticos, produtos de higiene e perfumes, saneantes domissanitários
a) Até 20m² 5
b) De 20,01m² a 50m² 10
c) Acima de 50,01m² 15
1.1.8 Supermercado e congêneres
a) Até 20m² 3
b) De 20,01m² a 50m² 6
c) Acima de 50,01m² 9
1.1.9 Prestadora de serviços de esterilização 5
1.1.10 Distribuidora e comércio de embalagens 4
1.1.11 Distribuidora/depósito de bebidas e águas minerais 4
1.1.12 Distribuidora/depósito de alimentos 4
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1.1.13 Restaurantes, rotisseries, churrascarias, pizzarias 2
1.1.14 Panificadoras, padarias, confeitarias e similares
a) Até 20m² 2
b) De 20,01m² a 50m² 3
c)Acima de 50,01m² 5
1.1.15 Avícola, açougue e peixaria. 4
1.1.16 Abatedouros e matadouros 2
Distribuidora com fracionamento de drogas, medicamentos, insumos
1.1.17 farmacêuticos, cosméticos, produtos de higiene, perfume, saneantes
domissanitários
a)Até 30,0m² 4
b)De 30,01m² a 60m² 8
c)Acima de 60,01m² 12
Fabricação de medicamentos alopáticos, homeopáticos, fitoterápicos para
1.1.18
uso humano. 8
1.1.19 Aplicadora de produtos saneantes domissanitários 5
Estabelecimento de controle de pragas urbanas (desinsetizadoras,
1.1.20
desratizadoras e similares) 4
1.1.21 Serviço de limpeza de fossa 5
Sorveterias, lanchonete, cantinas, trailers, quiosques, pastelaria, disk
1.1.22
lanche, disk pizza, bar 2
1.1.23 Mercearia e congêneres (única atividade)
a)Até 20m²
b)De 20,01m² a 40m²
c)Acima 40,01m²
1.1.24 Comércio de laticínios embutidos 2
1.1.25 Comércio de ovos, frutaria, verduras, legumes, quitanda 1,5
Ambulantes (vendedores de cachorro-quente, pipoqueiros, espetinhos,
1.1.26
verdureiros, capetas e similares) 1
1.1.27 Produção de farinha de mandioca e derivados 2
1.1.28 Dispensário de medicamentos, postos de medicamentos, ervanária 4
Distribuidora sem fracionamento de drogas, medicamentos, insumos,
farmacêuticos, correlatos, cosméticos, produtos de higiene, perfumes,
1.1.29
saneantes domissanitários, casas de artigos cirúrgicos, casa de artigos
dentários
a)Até 30m² 3
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b)De 30,01 a 60m² 6
c)Acima 60,01m² 9
1.1.30 Farmácia e Drogaria
a)Até 20m² 8
b)De 20,01m² a 40m² 10
c)Acima de 40m² 14
Comércio de artigos ópticos, produtos biológicos e imunológicos,
1.1.31
laboratoriais, químicos, médicos/hospitalares, odontológicos e veterinários 4
1.1.32 Vistoria de veículos automotores para transportes de alimentos 1
Ambulantes (vendedores de cachorro-quente, pipoqueiros, espetinhos,
1.1.33
verdureiros, capetas e similares) 1
NOTA: Estabelecimentos com mais de uma atividade econômica, o valor total da taxa será a soma
do valor base da atividade principal mais a taxa de 25% sobre cada atividade secundária.
2.1 Serviços de Saúde:
2.2 Estabelecimentos de assistência médico-hospitalar:
a) Até 50 leitos 10
b) De 51 a 250 leitos 20
c) Mais de 251 leitos 30
2.3 Estabelecimentos de assistência médico ambulatorial 3
2.4 Estabelecimentos de assistência médica de urgência 6
2.5 Atividades Veterinárias 3
2.6 Consultório Médico/Clínica Médica 5
2.7 Clínica médico-veterinário 4
2.8 Consultório Odontológico Tipo I (realiza cirurgia oral menor) 5
2.9 Consultório Odontológico Tipo II (realiza cirurgia oral maior) 8
Institutos ou clínicas de fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, nutrição,
2.10
acupuntura e similares 2,5
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2.11 Laboratório de análise clínicas, hematologia clínica, anatomia patológica,
citologia, líquido céfalo-raquidiano e congêneres 8
2.12 Posto de coleta de laboratório de análises clínicas, patologia clínica,
anatomia patológica, citologia, líquido céfalo-raquidiano e congêneres 4
3 Outras atividades relacionadas à saúde:
3.1 Instituto de beleza:
Pedicure / podólogos, manicure e outros serviços de tratamento de beleza,
3.1.2
esteticista, serviços de massagem 2
Pedicure / podólogos, manicure e outros serviços de tratamento de beleza,
3.1.3
esteticista, serviços de massagem com responsabilidade médica 5
3.2 Cabeleireiros 1
3.3 Lavanderias 1
3.4 Instituto de massagem, de tatuagem, ótica, laboratório óptico 4
Estabelecimento que se destinam à prática de esporte e manutenção do
3.5
físico corporal, academia de ginástica, dança, artes marciais e similares. 3
Estabelecimentos que se destinam à prática de esportes sob
3.6
responsabilidade médica 5
3.7 Clube social recreativo 3
3.8 Campings 4
3.9 Parques de diversões, circos, centro de lazer e congêneres 2
3.10 Casa de espetáculos, discoteca, boate e similares 2
3.11 Estabelecimento que se destinam ao transporte de pacientes 3
3.12 Vistoria de veículos para transporte e atendimento de doentes (por veículo) 1
2.13 Laboratório ou oficina de prótese dentária 3
2.14 Estabelecimento que utiliza ionizante (inclusive consultórios dentários):
a) Equipamentos de radiologia médica/odontológica (por equipamentos) 2
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2.15 Serviços de diagnóstico por imagem sem uso de radiação ionizante 4
Serviços de diagnóstico por registro gráfico – ECG,EEG e outros exames
2.16
análogos 4
Serviços de diagnósticos por métodos ópticos – endoscopia e outros exames
2.17
análogos 4
2.18 Casa de repouso e casa de idosos:
a) Com responsabilidade médica 2
b) Sem responsabilidade médica 4
2.19 Estabelecimento de propriedade da união, estado ou município Isento
Demais estabelecimentos não especificados, estarão sujeitos à
2.20 fiscalização e análise da equipe da Vigilância Sanitária dependendo
do grau de risco sanitário.
3 ALVARÁ DE REGISTRO DE HOTÉIS, PENSÕES, HOSPEDARIAS,
ALOJAMENTOS, POUSADAS, MOTÉIS E SEMELHANTES
a) Até 5 apartamentos ou quartos 2
b) De 6 a 12 apartamentos ou quartos 4
c) De 13 a 20 apartamentos ou quartos 6
d) De 21 apartamentos ou quartos acima 8
RUBRICA DO LIVRO DE REGISTRO GERAL DE HÓSPEDES (POR
4
FOLHA) 0,4
5 Estabelecimentos de ensino, creches 2
VISTO EM NOTAS FISCAIS DE PRODUTOS SUJEITOS À
6
CONTROLE ESPECIAL:
a) até 12 notas 1
b) Por nota que acrescer 0,2
7 Necrotérios e locais para velórios 3
TAXA PARA VISTORIA SANITÁRIA DE QUALQUER NATUREZA E,
8
INCLUSIVE PARA EFEITO DE CONCESSÃO DE LAUDO
8.1 Serviço com menor risco sanitário 0,5
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8.2 Serviço com maior risco sanitário 1,0
8.3 Comércio com maior risco sanitário 1,0
8.4 Comércio com menor risco sanitário 1,5
8.5 Indústria com maior risco sanitário 2
8.6 Indústria com menor risco sanitário 4
OBSERVAÇÃO: Expedição de Segunda via do Alvará corresponderá a 50% do valor fixado.
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TABELA DE RECEITA IV
ANEXA A LEI Nº.: 1.105/2010, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010
VALOR/UPFC
1.1 Produtos de interesse à Saúde:
1.1.1 Indústria de alimentos, aditivos, embalagens, gelo, tintas/vernizes para fins
alimentícios
a)Até 20m² 4
b)De 20,01m a 50m² 8
c) Acima de 50,01m² 12
1.1.2 Fabricação de gelo comum 2
1.1.3 Envasadora de água mineral e potável de mesa 6
1.1.4 Captação, tratamento e distribuição de água 4
1.1.5 Distribuição de água por caminhões 2
1.1.6 Cozinha industrial, empacotadora de alimentos 5
1.1.7 Indústria de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos, correlatos,
cosméticos, produtos de higiene e perfumes, saneantes domissanitários
a) Até 20m² 5
b) De 20,01m² a 50m² 10
c) Acima de 50,01m² 15
1.1.8 Supermercado e congêneres
a) Até 20m² 3
b) De 20,01m² a 50m² 6
c) Acima de 50,01m² 9
1.1.9 Prestadora de serviços de esterilização 5
1.1.10 Distribuidora e comércio de embalagens 4
1.1.11 Distribuidora/depósito de bebidas e águas minerais 4
1.1.12 Distribuidora/depósito de alimentos 4
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1.1.13 Restaurantes, rotisseries, churrascarias, pizzarias 2
1.1.14 Panificadoras, padarias, confeitarias e similares
a) Até 20m² 2
b) De 20,01m² a 50m² 3
c)Acima de 50,01m² 5
1.1.15 Avícola, açougue e peixaria. 4
1.1.16 Abatedouros e matadouros 2
Distribuidora com fracionamento de drogas, medicamentos, insumos
1.1.17 farmacêuticos, cosméticos, produtos de higiene, perfume, saneantes
domissanitários
a)Até 30,0m² 4
b)De 30,01m² a 60m² 8
c)Acima de 60,01m² 12
Fabricação de medicamentos alopáticos, homeopáticos, fitoterápicos para
1.1.18
uso humano. 8
1.1.19 Aplicadora de produtos sanenantes domissanitários 5
Estabelecimento de controle de pragas urbanas (desinsetizadoras,
1.1.20
desratizadoras e similares) 4
1.1.21 Serviço de limpeza de fossa 5
Sorveterias, lanchonete, cantinas, trailers, quiosques, pastelaria, disk
1.1.22
lanche, disk pizza, bar 2
1.1.23 Mercearia e congêneres (única atividade)
a)Até 20m²
b)De 20,01m² a 40m²
c)Acima 40,01m²
1.1.24 Comércio de laticínios embutidos 2
1.1.25 Comércio de ovos, frutaria, verduras, legumes, quitanda 1,5
Ambulantes (vendedores de cachorro-quente, pipoqueiros, espetinhos,
1.1.26
verdureiros, capetas e similares) 1
1.1.27 Produção de farinha de mandioca e derivados 2
1.1.28 Dispensário de medicamentos, postos de medicamentos, ervanária 4
Distribuidora sem fracionamento de drogas, medicamentos, insumos,
farmacêuticos, correlatos, cosméticos, produtos de higiene, perfumes,
1.1.29
saneantes domissanitários, casas de artigos cirúrgicos, casa de artigos
dentários
a)Até 30m² 3
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b)De 30,01 a 60m² 6
c)Acima 60,01m² 9
1.1.30 Farmácia e Drogaria
a)Até 20m² 8
b)De 20,01m² a 40m² 10
c)Acima de 40m² 14
Comércio de artigos ópticos, produtos biológicos e imunológicos,
1.1.31
laboratoriais, químicos, médicos/hospitalares, odontológicos e veterinários 4
1.1.32 Vistoria de veículos automotores para transportes de alimentos 1
Ambulantes (vendedores de cachorro-quente, pipoqueiros, espetinhos,
1.1.33
verdureiros, capetas e similares) 1
NOTA: Estabelecimentos com mais de uma atividade econômica, o valor total da taxa será a soma
do valor base da atividade principal mais a taxa de 25% sobre cada atividade secundária.
2.1 Serviços de Saúde:
2.2 Estabelecimentos de assistência médico-hospitalar:
a) Até 50 leitos 10
b) De 51 a 250 leitos 20
c) Mais de 251 leitos 30
2.3 Estabelecimentos de assistência médico ambulatorial 3
2.4 Estabelecimentos de assistência médica de urgência 6
2.5 Atividades Veterinárias 3
2.6 Consultório Médico/Clínica Médica 5
2.7 Clínica médico-veterinário 4
2.8 Consultório Odontológico Tipo I (realiza cirurgia oral menor) 5
2.9 Consultório Odontológico Tipo II (realiza cirurgia oral maior) 8
Institutos ou clínicas de fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, nutrição,
2.10
acupuntura e similares 2,5
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2.11 Laboratório de análise clínicas, hematologia clínica, anatomia patológica,
citologia, líquido céfalo-raquidiano e congêneres 8
2.12 Posto de coleta de laboratório de análises clínicas, patologia clínica,
anatomia patológica, citologia, líquido céfalo-raquidiano e congêneres 4
3 Outras atividades relacionadas à saúde:
3.1 Instituto de beleza:
Pedicure / podólogos, manicure e outros serviços de tratamento de beleza,
3.1.2
esteticista, serviços de massagem 2
Pedicure / podólogos, manicure e outros serviços de tratamento de beleza,
3.1.3
esteticista, serviços de massagem com responsabilidade médica 5
3.2 Cabeleireiros 1
3.3 Lavanderias 1
3.4 Instituto de massagem, de tatuagem, ótica, laboratório óptico 4
Estabelecimento que se destinam à prática de esporte e manutenção do
3.5
físico corporal, academia de ginástica, dança, artes marciais e similares. 3
Estabelecimentos que se destinam à prática de esportes sob
3.6
responsabilidade médica 5
3.7 Clube social recreativo 3
3.8 Campings 4
3.9 Parques de diversões, circos, centro de lazer e congêneres 2
3.10 Casa de espetáculos, discoteca, boate e similares 2
3.11 Estabelecimento que se destinam ao transporte de pacientes 3
3.12 Vistoria de veículos para transporte e atendimento de doentes (por veículo) 1
2.13 Laboratório ou oficina de prótese dentária 3
2.14 Estabelecimento que utiliza ionizante (inclusive consultórios dentários):
a) Equipamentos de radiologia médica/odontológica (por equipamentos) 2
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2.15 Serviços de diagnóstico por imagem sem uso de radiação ionizante 4
Serviços de diagnóstico por registro gráfico – ECG,EEG e outros exames
2.16
análogos 4
Serviços de diagnósticos por métodos ópticos – endoscopia e outros exames
2.17
análogos 4
2.18 Casa de repouso e casa de idosos:
a) Com responsabilidade médica 2
b) Sem responsabilidade médica 4
2.19 Estabelecimento de propriedade da união, estado ou município Isento
Demais estabelecimentos não especificados, estarão sujeitos à
2.20 fiscalização e análise da equipe da Vigilância Sanitária dependendo
do grau de risco sanitário.
3 ALVARÁ DE REGISTRO DE HOTEIS, PENSÕES, HOSPEDARIAS,
ALOJAMENTOS, POUSADAS, MOTÉIS E SEMELHANTES
a) Até 5 apartamentos ou quartos 2
b) De 6 a 12 apartamentos ou quartos 4
c) De 13 a 20 apartamentos ou quartos 6
d) De 21 apartamentos ou quartos acima 8
RUBRICA DO LIVRO DE REGISTRO GERAL DE HÓSPEDES (POR
4
FOLHA) 0,4
5 Estabelecimentos de ensino, creches 2
VISTO EM NOTAS FISCAIS DE PRODUTOS SUJEITOS À
6
CONTROLE ESPECIAL:
a) até 12 notas 1
b) Por nota que acrescer 0,2
7 Necrotérios e locais para velórios 3
TAXA PARA VISTORIA SANITÁRIA DE QUALQUER NATUREZA E,
8
INCLUSIVE PARA EFEITO DE CONCESSÃO DE LAUDO
8.1 Serviço com menor risco sanitário 0,5
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8.2 Serviço com maior risco sanitário 1,0
8.3 Comércio com maior risco sanitário 1,0
8.4 Comércio com menor risco sanitário 1,5
8.5 Indústria com maior risco sanitário 2
8.6 Indústria com menor risco sanitário 4
OBSERVAÇÃO: Expedição de Segunda via do Alvará corresponderá a 50% do valor fixado.
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TABELA V
ANEXA A LEI Nº.: 1.105/2010 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010
ÍNDICES CORRETIVOS DO TERRENO
Quanto à Situação Índice Corretivo
Uma Frente 1.00
Mais de uma frente 1.10
Encravado 0.80
Vila 0.90
Quanto à Topografia Índice Corretivo
Plano 1.00
Aclive 0.80
Declive 0.80
Irregular 0.80
Quanto à Superfície Índice Corretivo
Seco 1.00
Brejoso 0.80
Alagadiço 0.75
Quanto à Pedologia Índice Corretivo
Rochoso 1.00
Arenoso 1.00
Argiloso 0.95
Massapé 0.95
Quanto à Delimitação Índice Corretivo
Murado 1.00
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Cercado 1.10
Sem Delimite 1.20
Quanto à Condição de Uso Índice Corretivo
Domínio Pleno 1.00
Aforamento 1.10
Arrendamento 1.00
Concessão de uso 1.00
Locação 1.00
Cedido 1.00
Invasão 1.10
Quanto à Ocupação do Lote Índice Corretivo
Construído 1.00
Em Construção 1.00
Construção Paralisada 1.10
Demolição 1.20
Ruínas 1.20
Baldio 1.20
Estacionamento 1.00
Lazer 1.00
Agropecuária 1.00
Depósito a céu aberto 1.15
Quanto ao Esgotamento Sanitário Índice Corretivo
Ausência 1.10
A céu aberto 1.20
Fossa seca/séptica 1.00
Ligada à rede pública 1.00
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TABELA VI
ANEXA A LEI Nº.: 1.105/2010 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010.
ÍNDICES CORRETIVOS DA EDIFICAÇÃO
Quanto ao alinhamento Índice Corretivo
Conjugada 0.90
Alinhada 1.00
Recuada 1.00
Quanto às Esquadrias Índice Corretivo
Externas
Madeira 1.00
Metálica 1.00
Alumínio 1.10
Quanto à Situação do Imóvel Índice Corretivo
Frente 1.00
Fundo 1.00
Quanto à Estrutura Índice Corretivo
Alvenaria 1.00
Madeira 0.90
Concreto 1.00
Adobe 0.80
Metálica 1.00
Quanto ao tipo de parede Índice Corretivo
Choça 0.80
Taipa 0.90
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Madeira 1.05
Alvenaria 1.00
Quanto ao tipo de cobertura Índice Corretivo
Palha/Zinco 0.80
Fibrocimento 0.90
Telha Cerâmica 1.00
Metálica 1.05
Laje 1.10
Piaçava 1.30
Quanto ao revestimento Índice Corretivo
Ausência 0.90
Reboco 0.95
Pintura PVA/Óleo 1.00
Cerâmico 1.10
Pedra Natural 1.15
Madeira 1.10
Quanto ao nível de Índice Corretivo
acabamento
Luxo 1.15
Bom 1.10
Médio 1.00
Popular 0.90
Quanto ao padrão construtivo Índice Corretivo
(estado de conservação)
Ótimo 1.10
Bom 1.00
Regular 0.90
Ruim 0.80
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TABELA VII
ANEXA A LEI Nº.: 1.105/2010 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010
AVALIAÇÃO DO ITIV PARA IMÓVEIS RURAIS
UNIDADE TIPO / REGIÃO UFM
HECTARE REGIÃO DE BARRA DO PARATECA - Á MARGEM DO RIO SÃO
FRANCISCO
COM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES. 100
POR HECTARE
COM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES. 80
POR HECTARE
SEM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES. 70
POR HECTARES
SEM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES. 50
POR HECTARE
HECTARE REGIÃO DA QUEIMADA, VILA SÃO JOÃO - ÁS MARGENS DA BA 161
COM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES.
POR HECTARE 60
COM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES.
POR HECTARE 50
SEM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES.
POR HECTARES 40
SEM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES.
POR HECTARE 30
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HECTARE REGIÃO DE BARRINHA, RIACHO DO CAPINÃOA, AG. 23
COM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES.
POR HECTARE 50
COM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES.
POR HECTARE 40
SEM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES.
POR HECTARES 30
SEM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES.
POR HECTARE 20
HECTARE REGIÃO DE FEIRA DE SANTA LUZIA, A MARGEM DO RIO
CARINHANHA
COM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES. 25
POR HECTARE
COM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES. 20
POR HECTARE
SEM BENFEITORIA ATÉ 10 HECTARES. 15
POR HECTARES
SEM BENFEITORIA ACIMA DE 10 HECTARES. 10
POR HECTARE
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TABELA VIII - VALORES UNITÁRIOS PARA CONSTRUÇÕES
ANEXA A LEI Nº.: 1.105/2010, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010
VALOR UNITÁRIO DE METRO QUADRADO POR TIPO DE EDIFICAÇÃO
Descrição Valor em R$
Casa Geminada 80,00
Casa Isolada 90,00
Apartamento 110,00
Loja 100,00
Galpão 90,00
Telheiro 70,00
Edificação Industrial 90,00
Edificação Comercial 80,00
Edificação de Serviços 80,00
Construção Precária 40,00
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TABELA Nº IX VUP TERRENO
ANEXO A LEI Nº.: 1.105/2010
DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010
VALOR UNITÁRIO DE METRO QUADRADO DE TERRENO POR ZONA E MAPA
DISCRIMINATIVO
ZONAS VALOR DE M2.
NOBRE 25,00
SEMI-NOBRE 20,00
MÉDIA 15,00
POPULAR 10,00
PERIFÉRICA 5,00