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Entrega Final Relatório Tais Gabriel

O relatório de estágio supervisionado em Geografia II, realizado por Ewerson Otávio de Matia e Gabriel Henrique Munhoz na Universidade Estadual de Maringá, descreve a experiência prática em docência no Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal em 2024. O estágio foi dividido em duas etapas: Observação Participante e Regência, permitindo aos estagiários aplicar conhecimentos teóricos e desenvolver práticas pedagógicas no ensino de Geografia. O documento também analisa a estrutura da escola, seu Projeto Político Pedagógico e a importância da formação docente na prática escolar.

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Entrega Final Relatório Tais Gabriel

O relatório de estágio supervisionado em Geografia II, realizado por Ewerson Otávio de Matia e Gabriel Henrique Munhoz na Universidade Estadual de Maringá, descreve a experiência prática em docência no Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal em 2024. O estágio foi dividido em duas etapas: Observação Participante e Regência, permitindo aos estagiários aplicar conhecimentos teóricos e desenvolver práticas pedagógicas no ensino de Geografia. O documento também analisa a estrutura da escola, seu Projeto Político Pedagógico e a importância da formação docente na prática escolar.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES


DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA II

EWERSON OTÁVIO DE MATIA - RA: 67764


GABRIEL HENRIQUE MUNHOZ - RA:126096

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA


REALIZADO NO ANO LETIVO DE 2024

Maringá
2024
EWERSON OTÁVIO DE MATIA - RA: 67764
GABRIEL HENRIQUE MUNHOZ - RA:126096

RELATÓRIO DE ESTÁGIO REALIZADO NO ANO LETIVO DE 2024

Relatório final do Estágio Supervisionado em


Geografia II realizado durante o ano letivo de
2024. Componente curricular obrigatório.
Professores: Tais Pires de Oliveira (UEM) e
Alexandre Luis Ponce Martins (Gastão Vidigal).

Maringá
2024
RESUMO

Relatório elaborado pelos acadêmicos Ewerson Otávio de Matia e Gabriel


Henrique Munhoz do 4° Ano de Geografia do período noturno da Universidade
Estadual de Maringá, sobre o estágio supervisionado em docência de geografia,
especificamente com o ensino fundamental, sendo este dividido em duas etapas:
Observação Participante e Regência. O colégio de aplicação do estágio se trata do
Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, localizado na Rua Líbero Badaró, número 252,
Zona 7, CEP 87030-080, Maringá - PR, sendo uma instituição de ensino público que
atende os níveis Fundamental, Médio, Novo Ensino Médio, Novo Ensino Médio
Profissional Integrado e Técnico Profissional Subsequente. Os estagiários estavam
sob a supervisão no colégio do Professor Dr° Alexandre Luis Ponce Martins, titular
da classe em que os estagiários estavam presentes e atuando. A primeira fase
consistiu em acompanhar o cotidiano escolar, observando a dinâmica da sala de
aula, a interação entre alunos e professor, e o desenvolvimento das atividades
propostas no ensino de Geografia, e a segunda os estagiários assumiram a
condução das aulas, planejando e aplicando conteúdos de forma prática e didática,
sempre com o acompanhamento do professor supervisor. O objetivo principal foi
consolidar o aprendizado teórico adquirido na graduação, proporcionando aos
estagiários uma experiência prática em sala de aula, e uma consolidação do
desenvolvimento das práticas pedagógicas de docência no ensino de Geografia,
além de contribuir para a formação dos estagiários.

Palavras-chave: Docência; Estágio; Geografia.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 5
2. EXPLORANDO A ESCOLA 6
2.1 Apresentação da unidade de ensino 6
2.2 Análise do Projeto político pedagógico da unidade 10
3. REFLEXÕES SOBRE A DOCÊNCIA 18
3.1 O processo de construção da profissionalidade do professor de Geografia 19
3.2 o processo formativo do professor/professora supervisor 21
4. ANÁLISES SOBRE O ESTÁGIO 22
4.1 A observação participante 22
4.2 Experiências e aprendizagens na regência 29
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 31
6. REFERÊNCIAS 32
7. ANEXOS E APÊNDICES 33
5

1. INTRODUÇÃO

O estágio supervisionado é uma etapa muito importante na formação


docente em Geografia, pois este oferece aos estagiários a chance de
experimentar a prática pedagógica real e aplicar e desenvolver os conhecimentos
teóricos adquiridos durante a graduação. Esta etapa permite que futuros
profissionais do ensino desenvolvam habilidades de planejamento, condução de
aulas, e estratégias didáticas, além de promover a reflexão crítica sobre o
processo ensino-aprendizagem, onde um dos principais objetivos do estágio é
capacitar e proporcionar aos licenciandos a chance de trabalhar com diversos
aspectos em da sala de aula e a construir uma prática pedagógica significativa e
contextualizada.
O estágio foi realizado no Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, em Maringá
- Paraná, com a turma do 7º Ano B no período vespertino. O professor supervisor,
Dr° Alexandre Luis Ponce Martins, elaborou um papel fundamental na orientação
e articulação dos estagiários, Gabriel e Ewerson, que participaram das atividades
pedagógicas da classe em dois períodos: Observação Participante e Regência.
Neste aspecto, a unidade escolar em foco, O Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal
conta com uma estrutura de excelência à disposição dos alunos e estagiários,
possuindo um corpo docente experiente, muitas vezes ligado às instituições de
ensino superior, como o caso em análise que colabora para a formação de futuros
professores.
O presente relatório será estruturado em diferentes tópicos que abordam
as atividades e vivências dos acadêmicos Gabriel e Ewerson durante o estágio
Supervisionado. A priori, há uma apresentação geral da unidade de ensino de
aplicação, e uma análise de seu PPP (Projeto Político Pedagógico). Em seguida,
serão abordadas as reflexões sobre a docência, sobre o processo de construção
da profissionalidade do professor de Geografia e o processo formativo do
professor supervisor. Outra etapa será a análise sobre o estágio supervisionado,
dividindo elas em caráter singular, sobre a observação participativa e as
experiências e aprendizagens na regência, se encerrando com as considerações
finais.
6

2. EXPLORANDO A ESCOLA

A presente etapa do relatório tem como objetivo descrever, analisar a


estrutura física e a organização espacial e administrativa do Colégio Estadual Dr.
Gastão Vidigal, localizado em Maringá, Paraná, relacionando os aspectos
observados durante o estágio e as vivências dos estagiários. Direcionado através
de uma visão ampla dos elementos que compõem o espaço escolar e suas
dinâmicas humanas, este relatório busca refletir sobre como esses fatores
influenciam o processo de ensino e aprendizagem.
Neste aspecto o Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, conforme descrito no
site oficial da instituição, busca uma estrutura que visa atender às necessidades
educacionais da comunidade local, onde fisicamente, a escola dispõe de salas de
aula adequadas, laboratórios, biblioteca, e quadra poliesportiva, sendo estas
instalações fundamentais para proporcionar um ambiente de aprendizagem mais
eficiente, promovendo tanto o desenvolvimento cognitivo quanto físico dos alunos.
De maneira geral, a estrutura física e a organização humana do colégio Dr.
Gastão Vidigal contribuem para a criação de um ambiente de ensino de
excelência, mas que também revelam áreas que poderiam ser aprimoradas para
melhor atender à comunidade escolar e elevar a qualidade da educação
oferecida, principalmente em questões de acessibilidade e de infraestrutura geral,
característica esta comum a quase todos os colégios da rede pública paranaense.

2.1 Apresentação da unidade de ensino

O Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal é um estabelecimento de ensino


sediado no município de Maringá, localizado na Rua Líbero Badaró, número 252,
Zona 7, CEP 87030-080, Maringá - PR, é uma instituição de ensino que atende os
níveis Fundamental, Médio, Novo Ensino Médio, Novo Ensino Médio Profissional
Integrado e Técnico Profissional Subsequente. Fundado em 1953, o colégio faz
parte do conjunto de colégios coordenados pelo Núcleo Regional de Educação de
Maringá, e é mantido pela Secretaria de Estado da Educação - SEED.
O Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal dispõe de ampla infraestrutura,
contando com aproximadamente 192 professores, 16 técnicos administrativos e
7

29 colaboradores de serviços gerais, necessários para atender a expressiva


quantidade de alunos matriculados (2500 alunos em 2024), e uma infraestrutura
de grande porte. Localizado estrategicamente em Maringá, o colégio encontra-se
em uma das principais avenidas da cidade (Av. Herval), ao lado da Universidade
Estadual de Maringá (UEM). Além disso, a pequena distância do terminal
rodoviário torna o deslocamento dos estudantes ainda mais prático,
proporcionando fácil acesso à instituição (figura 1).

Figuras 1 e 2 – Localização do Colégio

Fonte: Google Maps, 2024 e PPP (Gastão 2023).

Como dito anteriormente, o Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal acolhe


cerca de 2.500 alunos de variadas idades, que vão dos 10 aos mais de 50 anos,
refletindo uma diversidade cultural e socioeconômica significativa. Localizado na
Zona 7, uma área estratégica que conecta as zonas norte e sul da cidade, a
região conta com uma infraestrutura urbana bem estabelecida, composta por
prédios residenciais e comerciais, além de serviços públicos. A proximidade com
a Universidade Estadual de Maringá reforça ainda mais a importância do colégio
para a comunidade local.
De acordo com o seu PPP, os alunos do colégio vêm de aproximadamente
175 bairros de Maringá, como Zona 7, Jardim Alvorada e Vila Esperança, além de
áreas mais distantes e rurais. A escola apresenta uma diversidade étnica notável,
incluindo descendentes de japoneses, italianos, alemães e afrodescendentes,
criando um ambiente inclusivo e culturalmente rico. A maioria dos alunos vive em
boas condições, mas há um grupo que enfrenta dificuldades econômicas. Muitos
8

estudantes do ensino médio se preparam para o vestibular, enquanto aqueles do


ensino noturno conciliam trabalho e estudo.
Quanto à sua estrutura física, podemos considerar que o Colégio Estadual
Dr. Gastão Vidigal, possui uma estrutura grande, alinhada com a necessidade de
demanda dos alunos. A priori o que chama atenção é a portaria de entrada do
colégio, monitorada o tempo todo e com atendimento aos visitantes que não
pertencem a comunidade escolar, sempre com colaboradores a disposição para
orientações e para o aspecto de segurança do ambiente. O colégio conta com
uma infraestrutura dividida em 2 blocos, ambos com mais de 1 andar, que
mantêm 29 turmas regulares de Educação Básica nos turnos da manhã e tarde, e
três à noite, 12 turmas de Educação Profissional no período noturno. Também são
oferecidas aulas de Espanhol (tarde e noite), Francês (noite), e programas de
Altas Habilidades nos turnos da manhã e tarde. Além disso, há turmas de Sala de
Recursos para Educação Especial, atividades complementares de futsal à tarde e
turmas especializadas em treinamento esportivo (basquetebol, handebol, futsal e
voleibol) no período noturno. O colégio ainda conta com uma variedade de
laboratórios: de Ciências e Biologia, Física, Química, Informática, e Análises
Clínicas. Há salas ambiente para Matemática, Arte, e Educação Física, além de
duas Salas Multifuncionais para Recursos e Altas Habilidades. A estrutura
também inclui uma biblioteca, uma sala multimídia, um salão nobre, e seis
quadras esportivas, sendo duas cobertas e quatro descobertas. A sala dos
professores e diretores tem bom espaço e de certa maneira novas.

Figuras 3 e 4 - Sala de Aula e Laboratórios de Informática.

Fonte: Gabriel Henrique, 2024.


9

Figuras 5 e 6 - Quadras e Pátio

Fonte: Gabriel Henrique, 2024.

As salas de aula contam com bom espaço, carteiras novas e bem


ventiladas e com ar condicionado (algumas não funcionam), as salas são
equipadas com quadro e com o Educatron (Equipamento de Aprendizagem - TV).
As quadras possuem um bom espaço e o pátio é bem espaçoso para comportar a
grande quantidade de alunos da instituição. O colégio ainda possui uma estrutura
adaptada para a acessibilidade, contando com rampas de acesso e elevadores,
além de guias pelos corredores. Durante o estágio foi possível observar alguns
alunos portadores de necessidades especiais físicas, utilizando-se da estrutura.
Quanto ao quadro de colaboradores e aos recursos humanos, segundo
informações de seu site oficial, o colégio dispõe de uma equipe de serviços
gerais, lideradas por Tereza de Fátima dos Reis Fregadolli (titular) e Sirlei de Lima
Silva (suplente). Na equipe pedagógica, Paula Cristina Delgado Bento é a titular, e
Maria Cristina Ribeiro Baptista, a suplente. O ensino fundamental é representado
por Ulisses Bertholdo Collet, enquanto o ensino médio tem Lourdes Aparecida
Galhardo como suplente. Entre os alunos, Larissa Brambila Estevo e Nathalia
Monarini do Carmo representam o fundamental, e Nawale Vieira Delbone
representa o médio. Maria Ines Silva Siqueira Dias é a representante dos pais. A
direção é liderada por Sérgio Martinhago.
De maneira geral, o espaço escolar do colégio, observado durante o
estágio, oferece várias oportunidades para a socialização e acolhimento dos
alunos, principalmente por suas instalações adequadas e acessíveis. As salas de
aula, amplas e bem ventiladas, com carteiras novas e ar condicionado que
10

proporcionam um ambiente confortável para o aprendizado. As quadras e o pátio,


com seus grandes espaços, são ideais para atividades esportivas e recreativas,
fomentando a convivência e a cooperação entre os estudantes. A presença de
rampas, elevadores e guias pelos corredores reflete o compromisso da escola
com a inclusão, possibilitando que alunos com necessidades especiais participem
ativamente de todas as atividades, reforçando um ambiente de acolhimento e
respeito às diferenças. Essas características tornam o colégio um local propício
não apenas para o aprendizado formal, mas também para o desenvolvimento
social e emocional dos alunos, criando um espaço seguro e convidativo para
todos, em nossa opinião.

Figuras 7 e 8 - Sala dos Professores e Pátio

Fonte: Gabriel Henrique, 2024.

2.2 Análise do Projeto político pedagógico da unidade

O Colégio Gastão Vidigal é orientado pelo Projeto Político Pedagógico


(PPP), documento abrangente contendo todas as informações, projetos, ações e
normas que guiam as atividades da escola ao longo do ano letivo. Esse
documento está disponível para toda a comunidade escolar e também acessível
ao público externo por meio do site oficial da instituição.
Atualmente, o colégio segue um calendário rigoroso com horários bem
definidos, que incluem momentos dedicados à preparação de aulas, reuniões
pedagógicas e planejamento. Esse calendário é cuidadosamente organizado e
oferece informações claras para os professores.
11

A estrutura da escola é dividida em diversos setores, cada um sob a


responsabilidade de um coordenador. Além disso, cada área de atuação conta
com coordenação específica, garantindo administração descentralizada. Ou seja,
a organização administrativa do Colégio Gastão Vidigal é extensa, bem
segmentada por setores, o que contribui para seu bom funcionamento.
O Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, localizado na Rua Líbero Badaró,
número 252, Zona 7, CEP 87030-080, Maringá - PR, é uma instituição de ensino
que atende os níveis Fundamental, Médio, Novo Ensino Médio, Novo Ensino
Médio Profissional Integrado e Técnico Profissional Subsequente. Fundado em
1953, o colégio faz parte do conjunto de colégios coordenados pelo Núcleo
Regional de Educação de Maringá, e é mantido pela Secretaria de Estado da
Educação - SEED.
Analisando o seu PPP o Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal destaca-se
por seu compromisso com a formação integral dos alunos, proporcionando um
ambiente educativo que valoriza a diversidade cultural e étnico-racial. A instituição
tem como missão atuar como mediadora do conhecimento, da cultura e da
ciência, promovendo o desenvolvimento humano dos estudantes para que
possam compreender e atuar de maneira crítica e consciente no mundo. A visão
do colégio é a de uma escola inclusiva, que respeita as diferenças e integra os
saberes de forma crítica, colaborativa e democrática. Os valores que orientam a
instituição incluem o respeito à diversidade, a promoção da justiça e da equidade,
a valorização do conhecimento científico e cultural, e o compromisso com a
participação democrática de toda a comunidade escolar.
O colégio foi originalmente fundado como Ginásio Municipal de Maringá em
1953, por meio da Lei Municipal nº 13 e da Certidão nº 77/57. Em 1954, passou a
integrar a rede estadual de ensino sob o nome de Ginásio Estadual de Maringá,
tornando-se a primeira escola do município a oferecer o primeiro ciclo de ensino
ginasial. O nome atual, Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, foi adotado após uma
doação de terreno feita por um dos sócios da Companhia de Melhoramentos do
Norte do Paraná, Dr. Gastão Vidigal, em 1958. A escola já passou por diversas
reorganizações e ampliações ao longo dos anos, incluindo a introdução de cursos
técnicos e de formação profissional.
12

O Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal atende aproximadamente 2.500


alunos de diferentes faixas etárias, desde 10 até mais de 50 anos, abrangendo
uma ampla diversidade socioeconômica e cultural, está localizado na Zona 7, que
possui uma localização estratégica na cidade, servindo como um elo entre as
zonas norte e sul. A área é caracterizada por uma infraestrutura urbana bem
desenvolvida, com predominância de prédios comerciais e domiciliares e oferta de
diversos serviços públicos e comerciais e além disso, a proximidade com a
Universidade Estadual de Maringá, fortalece o papel do colégio na comunidade.
Segundo as informações do PPP, os alunos do colégio provêm de cerca de
175 bairros de Maringá, incluindo áreas próximas como Zona 7, Jardim Alvorada,
e Vila Esperança, além de regiões mais distantes e da zona rural. A diversidade
étnica também é marcante, com significativa presença de descendentes de
japoneses, italianos, alemães, afro-descendentes, entre outros grupos que
contribuem para um ambiente culturalmente rico e inclusivo, a maioria dos alunos
tem condições de vida favoráveis, mas há uma parcela significativa que enfrenta
desafios econômicos, refletindo as desigualdades sociais presentes na cidade.
Muitos alunos do ensino médio se dedicam aos estudos preparatórios para o
ensino superior, enquanto aqueles que estudam à noite no ensino profissional
subsequente (Como é tratado no plano) frequentemente conciliam trabalho e
estudo, atuando em setores como comércio e indústria.
O colégio é amplamente reconhecido na comunidade pela qualidade de
ensino e pela tradição educativa, sendo um dos fatores que explica a alta
demanda por vagas, sendo o principal nome da educação pública do município de
Maringá. A instituição busca continuamente envolver os familiares no processo
educacional, através de ações participativas e informativas, fortalecendo o vínculo
entre escola e comunidade, nesse espectro a abordagem colaborativa disposta no
PPP é inclusiva e reflete o compromisso do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal
com a formação de cidadãos conscientes e preparados para enfrentar os desafios
do mundo contemporâneo.
O Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal enfrenta desafios relacionados à
diversidade socioeconômica de seus alunos, incluindo diferenças significativas no
acesso a recursos e oportunidades educacionais. A escola lida com dificuldades
de aprendizagem, especialmente nas habilidades de leitura e interpretação de
13

texto, que têm impacto direto no desempenho acadêmico dos alunos em


avaliações externas. A necessidade de metodologias de ensino mais inclusivas e
a adaptação curricular para atender à heterogeneidade dos alunos são desafios
contínuos. Além disso, a instituição precisa aprimorar a integração das
tecnologias digitais no processo de ensino e promover o desenvolvimento crítico
frente às mudanças sociais e tecnológicas.
A instituição reconhece a importância de contextualizar o ensino às
realidades sociais, culturais e econômicas dos alunos, que incluem famílias com
diferentes origens étnicas e variações nos níveis de renda. Maringá, o município
onde o colégio está localizado, possui um setor econômico diversificado, incluindo
agroindústrias, comércio e serviços tecnológicos, que impactam diretamente a
comunidade escolar. Para responder a essas influências, o colégio promove um
currículo que busca incluir a realidade dos estudantes, valorizando as diferentes
experiências culturais e sociais. A instituição também se esforça para integrar
práticas de cidadania e desenvolvimento humano, apoiadas em teorias
educacionais que reconhecem a importância da mediação cultural e a influência
do contexto social na aprendizagem.
Os pontos fortes da instituição incluem uma gestão democrática que
envolve a comunidade escolar e a tradição de qualidade educacional reconhecida
pela comunidade. A diversidade étnica e cultural dos alunos é vista como um
recurso valioso, permitindo um ambiente de aprendizado rico e inclusivo. No
entanto, pontos fracos incluem a necessidade de melhoria nas habilidades
básicas de linguagem, como a interpretação de textos e a diferenciação entre
fatos e opiniões. A instituição também enfrenta desafios na adaptação de suas
práticas pedagógicas às rápidas mudanças tecnológicas e na superação das
desigualdades sociais que impactam o acesso ao ensino de qualidade​.
O Projeto Político-Pedagógico da instituição adota os princípios da teoria
histórico-cultural de Vygotsky, que destaca a importância das interações sociais e
culturais no processo de aprendizagem. A teoria de Vygotsky enfatiza que o
desenvolvimento cognitivo ocorre por meio da mediação social, onde professores
e colegas desempenham um papel crucial na Zona de Desenvolvimento Proximal
(ZDP), ajudando os alunos a alcançarem níveis mais elevados de compreensão e
habilidade do que conseguiriam sozinhos. Esse fundamento teórico orienta as
14

práticas pedagógicas da escola, incentivando a colaboração, o diálogo e a


contextualização do ensino com as realidades dos estudantes, reforçando o
aprendizado como um processo socialmente mediado e construído coletivamente.
A prática pedagógica da escola é fortemente influenciada por teorias que
promovem uma abordagem crítica e inclusiva da educação. Os princípios
pedagógicos do PPP são baseados na inclusão, na equidade, e na valorização da
diversidade cultural e étnica dos alunos. A escola se esforça para proporcionar
um ambiente de aprendizagem que não apenas transmite conhecimento, mas
também promove o desenvolvimento integral dos alunos como cidadãos críticos e
ativos na sociedade, Os fundamentos teóricos adotados pela instituição são
coerentes com a realidade da comunidade escolar, que é marcada por uma ampla
diversidade socioeconômica e cultural. A abordagem pedagógica busca conectar
o aprendizado com as vivências dos alunos, promovendo práticas educativas que
reconhecem e valorizam as diferenças individuais e coletivas, alinhando-se ao
contexto social, cultural e econômico da comunidade atendida. Dessa forma, o
colégio reforça seu compromisso com uma educação de qualidade que atende às
necessidades e potencialidades de todos os seus alunos.
No PPP na parte do planejamento, podemos também analisar diferentes
metas e objetivos a curto, médio e longo prazo, neste escopo no curto prazo, as
metas incluem a melhoria imediata da frequência escolar, com o objetivo de
alcançar e manter um percentual mínimo de 90% de presença dos alunos e além
disso, há um foco na recomposição das aprendizagens essenciais, especialmente
nas disciplinas que apresentam maiores desafios, como Língua Portuguesa e
Matemática. Para isso, a escola implementa ações pedagógicas específicas,
como reforço escolar, atendimento individualizado e uso de metodologias ativas
que envolvem os alunos no processo de ensino-aprendizagem de forma mais
dinâmica e participativa. As metas de médio prazo visam a redução significativa
da evasão escolar, com a instituição empenhando-se em eliminar essa
problemática por meio de um programa de busca ativa dos alunos faltantes,
estabelecendo uma rede de apoio com a comunidade e as famílias. Outro objetivo
importante é melhorar o desempenho dos estudantes nas avaliações internas e
externas, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Para isso,
são promovidas atividades de revisão e simulados que preparam os alunos para
15

esses exames, além de um acompanhamento pedagógico contínuo para ajustar


as estratégias de ensino conforme as necessidades identificadas. No longo prazo,
a instituição visa construir um ambiente escolar cada vez mais inclusivo e
participativo, que promova não só a permanência dos alunos na escola, mas
também o seu sucesso acadêmico e a formação integral como cidadãos críticos e
conscientes. A implementação de projetos que integrem tecnologias educacionais
e inovações pedagógicas faz parte dessa visão de longo prazo, preparando os
alunos para os desafios do futuro, entretanto fica claro que tal posição não
depende exclusivamente da ação da escola e sim de um compromisso com a
SEED e governo do Estado do Paraná, a qual sabemos que muitas vezes são
indiferentes para o avanço da comunidade escolar e negligenciam as
necessidades para o mantenimento da boa educação.
Ainda no planejamento, a gestão dos recursos humanos é centrada no
desenvolvimento contínuo dos professores e demais funcionários, através de
formações pedagógicas regulares, capacitação em metodologias ativas e
inclusivas, e acompanhamento por meio de observações de sala de aula e
feedback formativo. O colégio promove a docência compartilhada e incentiva a
colaboração entre pares, fortalecendo a prática interdisciplinar. A distribuição dos
professores é planejada de forma estratégica para atender melhor às
necessidades de cada turma, garantindo que as habilidades dos docentes
estejam alinhadas com os desafios pedagógicos identificados. Os recursos
materiais são geridos com foco na eficiência e no atendimento às necessidades
pedagógicas da escola. A escola conta com laboratórios de informática,
matemática e ciências, além de salas de multimídia, que são agendadas e
utilizadas de forma planejada para suportar as atividades educativas. A gestão
busca constantemente melhorar a infraestrutura física e tecnológica da escola,
mantendo equipamentos atualizados e acessíveis para alunos e professores.
Para atender às demandas de aprendizagem, materiais didáticos e tecnológicos
são adquiridos e alocados conforme o Plano de Ação, priorizando aqueles que
demonstram maior impacto positivo no processo de ensino-aprendizagem. A
administração dos recursos financeiros é realizada de forma transparente e
participativa, envolvendo a Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF),
o Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil nas decisões sobre a aplicação dos
16

recursos. O orçamento é direcionado prioritariamente para ações que impactem


diretamente a qualidade do ensino, como a compra de materiais didáticos, a
manutenção e melhoria da infraestrutura escolar, e o apoio a projetos
pedagógicos. A gestão financeira é alinhada ao PPP e revisada regularmente
para garantir que os recursos estejam sendo utilizados de forma eficiente e em
consonância com as metas estabelecidas.
O Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal segundo os preceitos de seu PPP
adota uma abordagem abrangente e integrada para a avaliação do progresso dos
alunos, entendendo como uma prática pedagógica essencial ao processo de
aprendizagem. A avaliação é utilizada não apenas para diagnosticar o
desempenho dos estudantes, mas também para refletir sobre as práticas
docentes e aperfeiçoar o processo educacional como um todo. Os critérios e
métodos de avaliação são definidos de forma articulada com os objetivos de
aprendizagem e orientados pela perspectiva de uma avaliação contínua,
processual e diagnóstica, priorizando os aspectos qualitativos sobre os
quantitativos. O sistema de avaliação é organizado de forma trimestral para o
Ensino Fundamental, Ensino Médio e Novo Ensino Médio, e de forma bimestral
para os cursos semestrais de Educação Profissional. Os professores têm
autonomia para selecionar os instrumentos de avaliação que melhor atendam às
especificidades dos conteúdos e objetivos propostos para cada período. Entre os
instrumentos avaliativos utilizados estão provas escritas, trabalhos, atividades
práticas e avaliações formativas, que buscam acompanhar o desenvolvimento dos
alunos ao longo do trimestre.
A avaliação diagnóstica é outro método importante, utilizado para identificar
as defasagens no aprendizado dos alunos, especialmente para aqueles que
ingressam na instituição com dificuldades já evidenciadas. Essa avaliação é
fundamental para o planejamento das ações pedagógicas e para a definição das
estratégias de ensino, permitindo que os professores ajustem suas práticas
conforme as necessidades identificadas. Além disso, a recuperação de estudos é
uma prática obrigatória e permanente no colégio, ocorrendo concomitantemente
ao processo de ensino-aprendizagem. A recuperação é organizada em dois
momentos distintos: a retomada de conteúdos e a reavaliação por, no mínimo,
dois instrumentos avaliativos. Essa abordagem visa garantir que todos os alunos
17

tenham oportunidades contínuas de apropriação dos conteúdos básicos,


independentemente do seu rendimento inicial. A escola também utiliza
tecnologias e avaliações externas para medir o progresso dos alunos. As
produções dos estudantes em plataformas educacionais fazem parte do processo
avaliativo, e os resultados obtidos na Prova Paraná são incorporados ao sistema
de notas. Esses resultados são utilizados para promover reflexões sobre as
práticas pedagógicas, contribuindo para a melhoria contínua do ensino e da
aprendizagem na instituição. Por fim a gestão desses processos avaliativos é
acompanhada de perto pela equipe pedagógica, que realiza orientações
periódicas aos professores sobre os critérios e instrumentos de avaliação a serem
utilizados, assegurando que as práticas estejam sempre alinhadas aos objetivos
do Projeto Político-Pedagógico e às diretrizes da Secretaria de Educação do
Estado. Dessa forma, o colégio busca garantir um processo avaliativo justo,
inclusivo e capaz de promover o desenvolvimento integral de todos os seus
alunos.
Quanto ao currículo da escola, este é organizado de acordo com as
diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), mas é adaptado para
atender às especificidades da comunidade atendida. O PPP menciona que o
currículo é integrado e interdisciplinar, com foco na contextualização do
conhecimento para torná-lo relevante para os alunos. O currículo inclui, além dos
componentes obrigatórios, uma série de projetos e atividades que buscam
desenvolver habilidades essenciais para o século XXI, como pensamento crítico,
criatividade e colaboração, A relação conteúdo-forma é pensada para garantir que
o ensino seja atraente e relevante. O PPP detalha que os conteúdos são
apresentados de forma contextualizada, utilizando exemplos do cotidiano dos
alunos e projetos interdisciplinares que conectam diferentes áreas do
conhecimento. A forma como o conteúdo é ensinado valoriza a participação ativa
dos alunos, com uso de metodologias ativas que incentivam a colaboração, a
pesquisa e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
Já ao final, analisando o PPC de geografia podemos sugerir que tem como
objetivo fazer com que o aluno compreenda a sociedade e o meio ambiente de
forma crítica. O PPC do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal nos sugere que a
Geografia deve possibilitar ao aluno interferir de maneira consciente e produtiva
18

na sociedade. Esse objetivo é alcançado ao trabalhar com diferentes noções de


espaço e tempo, fenômenos sociais, culturais e naturais, além das características
das paisagens, essa abordagem visa uma compreensão processual e dinâmica
das interações entre a sociedade e a natureza, reconhecendo as heranças das
relações passadas.
O PPC da Geografia do colégio cita LUCKESI (2011) e Libâneo (2013) para
sintetizar as características essenciais da avaliação escolar. De acordo com ele, a
avaliação deve refletir a unidade entre objetivos, conteúdos e métodos; permitir a
revisão do plano de ensino; ajudar a desenvolver capacidades e habilidades; ser
objetiva; e auxiliar na autopercepção do professor. A avaliação também deve
refletir os valores e expectativas do professor em relação aos alunos. Essas
características são consideradas importantes para que o professor possa apoiar
efetivamente os alunos no processo de aprendizagem.
Concluindo, a análise do Projeto Político-Pedagógico (PPP) do Colégio
Estadual Dr. Gastão Vidigal nos aparenta um compromisso sólido com a
educação integral e inclusiva, alinhada às necessidades e realidades da
comunidade escolar. A instituição demonstra um esforço contínuo para adaptar
suas práticas pedagógicas às diversidades socioeconômicas e culturais dos
alunos, promovendo um ambiente de aprendizado rico e acolhedor. Com um
currículo que valoriza a contextualização e a interdisciplinaridade, e uma
abordagem avaliativa que busca a melhoria constante tanto do desempenho dos
alunos quanto das práticas docentes, o colégio se posiciona como um agente
importante na formação de cidadãos críticos e conscientes, obviamente ainda não
é conhecida a realidade da instituição por nós, entretanto ressaltamos uma boa
organização tanto do PPP como o do PPC o que revela uma boa expectativa e
nos mostra um bom panorama do que a instituição tem a nos oferecer em nossa
formação.

3. REFLEXÕES SOBRE A DOCÊNCIA

A reflexão sobre a docência durante o estágio é fundamental para o


desenvolvimento das competências necessárias à prática educativa dos
estagiários. Ao vivenciar o ambiente escolar, os futuros professores têm a
19

oportunidade de confrontar as teorias aprendidas com a realidade da sala de aula,


observando as dinâmicas pedagógicas e os desafios do ensino. Esta seção tem
por objetivo analisar e discutir o processo de construção da profissionalidade do
professor de geografia, em anexo ao percurso formativo do professor supervisor
do estágio na instituição onde o foi realizado as atividades dos discentes de
geografia.

3.1 O processo de construção da profissionalidade do professor de


Geografia

A construção da profissionalidade do professor de Geografia é um


processo contínuo e importante que se inicia na formação e aperfeiçoamento do
profissional da geografia e que por sua vez se torna importante para obtenção de
assiduidade no ensino. Autores como Cassab (2009) definem a profissionalidade
docente como um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que
preparam o professor para exercer sua prática de ensino de maneira eficaz, onde
não se trata apenas de reproduzir conteúdos com mera banalidade como é
comumente encontrado nos mais diversos estabelecimentos de ensino, mas de
projetar uma prática reflexiva e comprometida com o desenvolvimento dos
estudantes.
A relevância da profissionalidade no contexto educacional é papel primário
na educação, uma vez que ela está diretamente ligada com a qualidade do ensino
e a formação de nossos alunos. Professores de ensino da geografia que
desenvolvem uma profissionalidade sólida são capazes de criar ambientes de
aprendizagem mais eficientes e adaptam suas metodologias às necessidades dos
alunos de maneira que promovem uma educação crítica que refletem por sua vez
em alunos críticos e ligados às transformações do mundo moderno. Suertegaray
(2003) ressalta que um professor que desenvolve tal papel está melhor treinado
para trabalhar os desafios do dia a dia escolar, promovendo um ambiente de
aprendizagem significativo e inclusivo.
Ser professor vai muito além de reproduzir informações que devem ser
absorvidas na mente dos alunos. Ser professor é acompanhar cada um em sua
jornada de aprendizado, desvendando os mistérios do conhecimento e
20

despertando a curiosidade pelo aprendizado. Um professor geógrafo compreende


a realidade de seus alunos, conectando o conteúdo à sua vivência e fazendo
ligações entre o abstrato e o concreto. É inerente ao professor de geografia se
adaptar às mudanças do mundo, utilizando ferramentas inovadoras e abraçando
novas metodologias, e por sua vez, mantém-se em constante aprendizado, em
um processo que conhecemos como formação continuada, como visto
anteriormente na disciplina de Gestão Escolar, buscando sempre aprimorar suas
habilidades e ampliar seus conhecimentos.
Muitos acreditam que o professor de Geografia se limita a recitar nomes de
lugares e datas. Entretanto o papel do professor é muito mais grandioso, onde se
deve levar os alunos em uma caminhada pelo conhecimento geográfico,
desvendando as complexas relações socioeconômicas e ambientais que moldam
o mundo moderno. O professor de Geografia tem a responsabilidade de mostrar
uma consciência ambiental e espacial aos seus alunos com muita coesão,
incentivando em sua função as práticas sustentáveis e a cidadania global. Para
isso, é essencial utilizar uma variedade de recursos didáticos e tecnologias,
promover atividades práticas e projetos que estimulem a investigação e a
participação ativa dos alunos, assim como visto na academia. Ainda é necessário
ter uma preocupação com o que é reproduzido em sala, como visto em Cassab
(2009, pg 49) “O que não significa dizer que é possível aplicar mecanicamente o
que é produzido na academia, na escola. O objetivo da escola não é formar
mini-­geógrafos. Daí a importância do método, da teoria e da epistemologia como
preocupações permanentes”, ou seja, se faz necessário um filtro por parte do
professor ao conteúdo e a forma de trabalhar, interferindo diretamente no
desempenho de sua função.
Com isso podemos concluir que a construção da profissionalidade do
professor de Geografia é crucial para garantir uma educação de qualidade, pois
integra conhecimentos, habilidades e valores. Como ressaltam alguns autores,
essa profissionalidade exige um intenso compromisso ético e uma prática
pedagógica reflexiva e assertiva, permitindo ao professor enfrentar desafios
diários e proporcionar uma aprendizagem significativa a todos os seus alunos. O
professor de Geografia deve incentivar a análise crítica e a cidadania,
empregando variados recursos pedagógicos e práticas inovadoras. Dessa forma,
21

a formação contínua e a capacidade de adaptação rápida são essenciais para


que o professor contribua de maneira eficaz para o desenvolvimento integral dos
alunos e para a construção de uma sociedade mais justa e um país mais
igualitário, proporcionando o desenvolvimento pessoal de cada um dos alunos
que passem por nós.
Apresente uma reflexão sobre a construção da profissionalidade docente, o
desenvolvimento da identidade profissional docente, bem como sobre os saberes
necessários e desenvolvidos pelo professor de Geografia. Discuta como o estágio
e a prática pedagógica contribuem para o desenvolvimento desses saberes,
ressaltando o papel das experiências de ensino na construção de uma identidade
profissional sólida e reflexiva.

3.2 o processo formativo do professor/professora supervisor

A compreensão da trajetória formativa do professor supervisor é


fundamental para entender como suas experiências e conhecimentos acumulados
influenciam sua abordagem pedagógica e a orientação de nós enquanto
estagiários, partindo de um pressuposto onde suas metodologias, têm conexão
direta com a metodologia empregada em sala de aula descritas no presente
relatório. Neste aspecto é importante ressaltar que o percurso formativo molda as
práticas docentes e reflete diretamente no modo como o professor atua como
mediador de conhecimentos e mentor no contexto educacional.
O professor Alexandre Luis Ponce Martins atua como docente de Geografia
no ensino fundamental e médio, sendo concursado efetivo (QPM) e atualmente se
encontra em estágio probatório desde o início de 2024, atuando principalmente no
Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal. Além disso, exerce a docência no ensino
superior, atuando nas instituições Unicesumar (contrato CLT) e UEM (contrato
CLT temporário). Sua trajetória profissional também inclui experiências anteriores
na rede privada, com passagens pelas escolas Sagrado Coração, Criarte e Anglo
Maringá, todas localizadas no município de Maringá - PR. No ensino superior, já
foi professor temporário na Unespar, campus de Paranavaí - PR. Com uma
carreira docente de 11 anos, iniciada em 2013, o professor possui uma
experiência diversificada que abrange diferentes níveis e contextos educacionais.
22

Um aspecto importante remonta ao seu interesse pela Geografia que


surgiu desde cedo, influenciado por um histórico familiar em que discussões sobre
as relações espaciais eram frequentes, ainda que de forma indireta, segundo o
professor. Esse contato inicial despertou sua curiosidade e motivação para
aprofundar o conhecimento na área e, posteriormente, compartilhá-lo
profissionalmente, com isso essa relação com a Geografia como ciência e prática
educativa moldou sua identidade docente. As lembranças de sua época como
aluno também desempenharam um papel significativo na sua escolha profissional
e na construção de sua abordagem pedagógica, essas experiências marcantes,
como o reconhecimento por parte de antigos professores e colegas, reforçaram a
importância da prática pedagógica e o ajudaram a trilhar o caminho pelo mundo
da geografia. O professor nos destaca que momentos em que ex-alunos o
reencontraram em diferentes contextos educacionais e o cumprimentaram,
demonstrando o impacto positivo e duradouro de suas aulas e do vínculo afetivo
construído ao longo do tempo, é uma das maiores satisfações enquanto docente,
demonstrando que suas metodologias impactaram profundamente diversas vidas.
Essas experiências refletem não apenas a qualidade do ensino oferecido, mas
também a relevância do componente humano no ambiente escolar, um elemento
que ele busca integrar constantemente em sua prática docente.
Sobre sua formação, o professor supervisor graduou-se em Geografia pela
Universidade Estadual de Maringá (UEM), que em sua entrevista o mesmo
ressalta como uma das instituições de maior prestígio no Brasil, frequentemente
destacada por avaliações como MEC e ENADE. Ele avalia positivamente a
formação recebida, especialmente pelo rigor acadêmico da UEM, entretanto,
identificou uma forte diferença entre o conteúdo teórico abordado na graduação e
as demandas práticas do ensino básico, apontando que essa lacuna, embora
desafiadora, contribuiu para o desenvolvimento de sua autonomia profissional. O
estágio curricular, embora segundo ele seja curto, foi considerado relevante para
o início de sua carreira docente, permitindo uma aplicação inicial dos
conhecimentos acadêmicos. A graduação também proporcionou uma sólida base
ética, técnica e crítica, moldando seu perfil para uma atuação reflexiva e
comprometida com a educação.
23

A entrada na docência ocorreu rapidamente após a formação, com


experiências iniciais em monitorias em uma clínica especializada em transtornos
de aprendizagem, no entanto, o ingresso em uma sala de aula ocorreu três anos
depois, no ensino privado. Durante os primeiros anos de carreira, ele enfrentou
desafios, como inexperiência e insegurança, mas ressalta que essas dificuldades
foram superadas pela prática diária e pelo aprendizado contínuo enquanto
profissional docente. Alexandre destaca que a construção do saber docente foi
enriquecida pela experiência, pela atualização constante e pela reavaliação de
conhecimentos adquiridos na formação inicial. Além disso, o professor nos mostra
que a formação continuada ocupa um papel central em sua prática pedagógica,
neste aspecto o professor realizou cursos de mestrado, doutorado pela UEM e
capacitações oferecidas pela rede estadual de ensino. Ele destaca que essas
formações são essenciais para a atualização de conteúdos e metodologias,
permitindo abordar temas contemporâneos, como mudanças climáticas,
urbanização e globalização. No entanto, ressalta que muitas iniciativas de
formação oferecidas pela rede estadual são genéricas e desarticuladas das
realidades escolares.
O professor Alexandre nos relata que expressa preocupações quanto às
atuais políticas da SEED/PR e ao Governo do Estado do Paraná frente à
crescente "plataformização" do ensino. Embora reconheça o potencial inovador
das plataformas digitais, observa que sua implementação muitas vezes
desumaniza o ensino e limita a autonomia docente, padronizando práticas
pedagógicas e ampliando desigualdades devido à falta de acesso e formação
adequada.
O professor Alexandre concebe a docência em Geografia como uma
profissão que vai além do ensino técnico, integrando conhecimentos científicos,
éticos e didáticos para formar cidadãos críticos e conscientes. Ele enfatiza que a
formação continuada e os projetos de desenvolvimento profissional são cruciais
para enfrentar os desafios educacionais e aprimorar sua prática, promovendo
competências teóricas, práticas e tecnológicas. Essa visão reflete seu
compromisso com uma atuação reflexiva e transformadora, conectando o ensino
geográfico às complexidades do mundo atual.
24

Descrição e análise do percurso formativo do professor supervisor do


estágio (a partir dos dados coletados em entrevista). Iniciar com uma introdução
que deve apresentar a importância de compreender a trajetória formativa do
professor supervisor, que influencia diretamente suas abordagens de ensino e a
orientação aos estagiários. A apresentar as informações coletadas e refletir sobre
elas, indicando a relação entre a formação do professor supervisor e as práticas
pedagógicas. (Pendente Envio do Professor).

4. ANÁLISES SOBRE O ESTÁGIO

A análise das práticas e observações realizadas durante o estágio é de


extrema importância para o aprimoramento da formação docente e para a
sintetização em forma de relatório, pois permite que os estagiários reflitam sobre
suas experiências no ambiente escolar, identificando pontos fortes e desafios
enfrentados. Com isso, ao avaliar tais práticas, é possível estabelecer conexões
entre as teorias pedagógicas e a prática cotidiana do ensino. Nesta seção, será
abordada e analisada a observação participante e regência no estágio de
geografia com a turma do 7° Ano B do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal,
destacando as estratégias didáticas observadas aplicadas e o impacto dessas
atividades na formação dos futuros professores.
25

4.1 A observação participante

Descreva e analise a experiência de observar e participar das aulas,


destacando os principais aspectos observados. Se necessário, pode incluir fotos e
imagens.
A sugestão é apresentar o quadro com as informações das observações e,
no final, analisar de modo reflexivo a prática docente e a aprendizagem dos
alunos.

Data: 13/09/2024 Horário:15:55h - 17:35 (Duas Aulas)


Professor: Alexandre Luis Ponce Martins Turma: 7° Ano B (Gastão)
Conteúdo: Região Centro-Oeste (Cerrado)

Recursos didáticos: Mapa Mental, Educatron, Quadro, RCO, Lápis de Cor.

Metodologia: Construir um mapa mental sobre a região centro-oeste, utilizando


de base o filme assistido do Rei Leão, fazendo um desenho principal que
representa o cerrado, abordando o clima, relevo, vegetação, economia e aos
impactos ambientais no quadro. Na segunda etapa os alunos deveriam desenhar
algo relacionado à savana do filme ou ao cerrado natural. A atividade foi vistada.
Após estas etapas entrou de fato na região centro-oeste, com os estados,
aspectos naturais, economia e urbanização, utilizou 100% do RCO. Neste dia a
sala de aula estava tranquila.

Na sexta-feira, 13 de setembro do corrente ano, o professor Alexandre


ministrou duas aulas ao 7º B. Na primeira aula, utilizou o filme "O Rei Leão" como
ponto de partida, estabelecendo um paralelo entre a savana africana e o bioma
cerrado brasileiro. Essa conexão visual facilitou a compreensão dos principais
aspectos da Região Centro-Oeste, como clima, relevo, vegetação, economia e
impactos ambientais, tornando o processo de aprendizagem mais acessível e
envolvente.
Na primeira etapa da atividade, os alunos foram incentivados a construir
um mapa mental com base no filme, concentrando-se no cerrado e seus
principais elementos. Essa atividade promoveu uma visão sistêmica do bioma,
permitindo que os alunos identificassem os diversos aspectos naturais da região.
O uso do quadro como suporte visual durante a construção do mapa mental
26

favoreceu a participação, com o professor orientando e complementando as


contribuições dos alunos.
Na segunda etapa da atividade, em complemento ao mapa mental, os
alunos foram desafiados a criar desenhos relacionados à savana do filme ou ao
cerrado natural, atividade que estimulou suas habilidades criativas. Importante
ressaltar que que atividade, como um todo, se estendeu até o horário da segunda
aula. Após a conclusão da atividade, o professor passou carteira por carteira e
registrou “visto” nos cadernos dos alunos. Por fim, o professor aproveitou a última
parte da segunda aula para registrar no quadro negro informações importantes
sobre as caracterísitcas físicas das paisagens. Os alunos anotaram no caderno.

Data: 17/09/2024 Horário:15:55h - 16:45h


Professor:Alexandre Luis Ponce Martins Turma:7° Ano B (Gastão)
Conteúdo: Região Sul

Recursos didáticos: Educatron e RCO.

Metodologia: Interatividade com os slides do RCO, sobre a região Sul,


Localização, Pontos Turísticos, Tratado de Tordesilhas, Localização Geográfica,,
as capitais da Região Sul, a localização pelas zonas térmicas, sua relação com o
clima, aspectos naturais, relevos e bacias hidrográficas. A sala estava mais
agitada

Na terça-feira, 17 de setembro do presente ano, o professor Alexandre


ministrou uma aula ao 7º B sobre o conteúdo da região sul. No início da aula, o
professor Alexandre utilizou os recursos visuais (imagens) dos slides do RCO
como ponto de partida para as perguntas realizadas aos alunos. Em seguida,
trabalhou o conceito de extremos do território brasileiro, norte ao sul, leste ao
oeste (acidentes geográficos). Além disso, abordou temas como a localização
geográfica da Região Sul, capitais, pontos turísticos e o Tratado de Tordesilhas.
Sobre os aspectos físicos, explicou sobre os trópicos, em especial sobre o
Trópico de Capricórnio, as zonas térmicas e sua relação com o clima, além de
outros aspectos sobre a região sul, como relevo e bacias hidrográficas.
27

A metodologia, centrada no uso de slides, favoreceu a integração entre


conteúdo e prática docente, contudo, o comportamento mais agitado da turma
interferiu na concentração e na profundidade da aprendizagem, exigindo do
professor postura enérgica para manter o foco e a disciplina sem comprometer a
interatividade da turma.

Data: 20/09/2024 Horário:15:55h - 17:35 (Duas Aulas)


Professor:Alexandre Luis Ponce Martins Turma:7° Ano B (Gastão)
Conteúdo: Região Sul - Vegetação e Clima

Recursos didáticos: Educatron, RCO, Quadro e Caderno.

Metodologia: Localização, aspectos naturais predominantes, relevo, vegetação,


planaltos e depressões, Trópico de Capricórnio, Geadas, Clima, fatores
climáticos e atmosféricos. Foi uma aula muito interativa entre o professor e os
alunos, utilizando o RCO. Explicou o El niño e La niña. Neste dia mandou 2
alunos para fora da sala e para o setor pedagógico por brincadeiras e desenhos
obscenos no caderno um do outro.

Na sexta-feira, 20 de setembro do corrente ano, o professor Alexandre


ministrou duas aulas ao 7º B. Utilizando o quadro negro e os slides do RCO, o
professor abordou os aspectos da vegetação e clima da Região Sul do Brasil.
Na primeira aula, retomou o conteúdo das aulas anteriores sobre a região
sul: localização, relevo, vegetação, Trópico de Capricórnio, etc. Ao final da
primeira aula e início da segunda aula, introduziu o conteúdo sobre os
fenômenos climáticos. Destacou os fenômenos El Niño e La Niña, bem como
características atmosféricas: ventos, umidade, temperatura. Com o uso do
televisor, demonstrou imagens sobre as geadas, fenômeno comum na região sul.
A complexidade do tema atraiu a curiosidade de muitos alunos, porém
outros alunos demonstraram desinteresse no tema, com conversas paralelas e
uso do celular. Nesse contexto, ao chamar atenção dos alunos, o professor
perdeu importante tempo de aula. Inclusive, dois alunos que apresentaram
comportamento inadequado (desenhos obscenos), saíram da sala e seguiram
para o acompanhamento pedagógico. A indisciplina de alguns alunos, portanto,
28

pode comprometer a concentração e o desenvolvimento do conteúdo de toda a


sala.

Data: 24/09/2024 Horário: 15:55h - 16:45h


Professor:Alexandre Luis Ponce Martins Turma:7° Ano B (Gastão)
Conteúdo: Semana do Trânsito

Recursos didáticos: Educatron e RCO

Metodologia: Utilizou o material do RCO para a semana do trânsito, Mostrou os


vídeos de acidentes, mostrou o PNATRANS e conscientizou os alunos sobre a
paz e educação no trânsito.

Na terça-feira, 24 de setembro do corrente ano, o professor Alexandre


ministrou uma aula ao 7º B. A aula foi pautada na conscientização dos alunos
sobre a importância da educação no trânsito, abordando questões de segurança
viária e comportamento responsável. Utilizando recursos digitais, como slides do
RCO, vídeos de conscientização e apresentação do PNATRANS (Plano Nacional
de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito), o professor promoveu o debate
sobre a construção de um trânsito mais seguro.
A conscientização acerca da paz e respeito no trânsito foi o ponto central
da aula. Nesse contexto, o professor Alexandre traçou um paralelo entre as
regras do colégio e da sala de aula com as regras de trânsito.

Data: 27/09/2024 Horário:15:55h - 17:35 (Duas Aulas)


Professor:Alexandre Luis Ponce Martins Turma:7° Ano B (Gastão)
Conteúdo: Região Sul - Agropecuária e Agroindústria

Recursos didáticos: Educatron, RCO e Quadro


29

Metodologia: Começou a aula falando dos setores da economia, utilizou o


exemplo do café, mostrou umas imagens de um vídeo do RCO, utilizou as 4
perguntas do RCO após o vídeo. Sempre puxando assunto e fazendo analogias,
muitas brincadeiras na sala de aula, precisou tirar 1 aluno da sala de aula que
brincava constantemente (ocupou muito tempo de aula). Citou os fatores
responsáveis pela boa produção agropecuária do SUL com o clima e o solo
como fatores principais, escreveu no quadro fatores análogos à: infraestrutura,
transporte, Armazenamento, tecnologias, maquinários, manejo, agrotóxicos,
sempre explicando muito, falou do melhoramento genético, produtos de
destaque de cada estado e as cooperativas COAMO E COCAMAR.

Na sexta-feira, 27 de setembro do corrente ano, o professor Alexandre


ministrou duas aulas ao 7º B. Sobre o tema agropecuária da região sul,
valendo-se dos slides do RCO, o professor Alexandre iniciou a aula com uma
introdução aos setores da economia, destacando a importância do setor primário
e suas contribuições para a economia regional. Ele utilizou o café como exemplo,
facilitando a compreensão dos alunos sobre as dinâmicas econômicas. A partir
dos slides do RCO, explorou o conceito de paisagens do Paraná, relacionando as
cultivares da região Sul e demonstrando como o solo e o clima influenciam na
escolha das cultivares.
Durante a primeira aula, o professor detalhou fatores que influenciam a
produção agropecuária no Sul, como clima, solo e infraestrutura, além de
aspectos como acesso a insumos, transporte e armazenamento, que são
importantes para a produção de alimentos. Essas informações foram anotadas no
quadro para facilitar a fixação do conteúdo.
Na segunda aula, apresentou tópicos sobre o melhoramento genético e a
participação de cooperativas como a COAMO e a COCAMAR na produção
agrícola, ajudando os alunos a compreender práticas contemporâneas e a
importância da cooperação no setor. Nesse contexto, o professor fez uso de
analogias para engajar a comunicação e participação dos alunos, entretanto,
30

houve a necessidade de retirar um aluno da sala devido a comportamento


inadequado.

Figuras 09 e 10 - Quadro de Observação

Fonte: Gabriel Henrique, 2024

O 7° Ano B do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, em análise, se trata de


uma turma bem equalizada em número de alunos, contando com
aproximadamente 30 Alunos (Frequentes), sendo estes bem distribuídos em
31

razão da quantidade de meninos e meninas. Se trata de uma turma caracterizada


por uma diversidade de perfis socioeconômicos e culturais e com faixa etária de
12 a 13 anos de idade, os alunos demonstram níveis variados de
desenvolvimento cognitivo e emocional, exigindo abordagens pedagógicas
diferenciadas e um dos alunos, segundo informações do professor supervisor é
laudado. Durante as atividades observadas, percebeu-se um engajamento
moderado dos alunos, com maior participação em atividades mais dinâmicas e
interativas, alguns dos alunos tendiam a participar mais, a passo que outros
menos. O engajamento e comportamento dos alunos oscila conforme o tipo de
atividade proposta, e no panorama geral a turma tem um comportamento que
tende a ser mais complexo.

Figura 10 - Lista de Chamada da Classe

Fonte: Gabriel Henrique, 2024


32

4.2 Experiências e aprendizagens na regência

Aula 01/10/2024 (1 Hora Aula - 50 minutos) - Tema “Ocupação da Região


Sudeste:

Iniciamos a aula com a apresentação de slides do RCO para introduzir o


início do povoamento da Região Sudeste, contextualizando a fundação de São
Vicente, em 1532, por Martim Afonso de Souza, como o primeiro núcleo
permanente instalado pelos portugueses no Brasil Colônia. Aproveitamos para
destacar que outros núcleos também foram fundados ao longo do litoral sudeste,
como a Vila de Nossa Senhora da Vitória (1535), Todos-os-Santos (1546), Vila
Nova do Espírito Santo (1551) e São Sebastião (1565), que originaram os
municípios de Vila Velha, Santos, Vitória e Rio de Janeiro, respectivamente.
Exploramos as razões históricas para a ocupação intensificada da região,
incluindo a decadência da economia do açúcar no Nordeste e a descoberta de
ouro e pedras preciosas em Minas Gerais no século XVII, fatores que atraíram
migrações e levaram à mudança do centro político e econômico do Brasil de
Salvador para o Rio de Janeiro. Enfatizamos o papel dos bandeirantes na
exploração do interior, em busca de riquezas e mão de obra indígena, destacando
como a exploração aurífera impulsionou o desenvolvimento de infraestrutura,
como estradas e igrejas, e promoveu o aumento populacional.
Na segunda parte da aula, abordamos o impacto da cafeicultura na
organização do espaço geográfico do Sudeste. Explicamos como essa atividade
estimulou o crescimento urbano, a construção de ferrovias, o aumento
populacional com migrações internas e a chegada de imigrantes, especialmente
italianos. Encerramos a aula promovendo uma discussão entre os alunos sobre
como esses processos históricos ainda refletem nas dinâmicas econômicas e
culturais do Sudeste hoje.
A interação dos alunos foi positiva. Em razão do fator “novidade” (novos
professores), os alunos demonstraram disciplina em sala e participaram com
perguntas pertinentes. Eles levantaram uma das mãos antes de falar,
comportamento esse que contribuiu para organizarmos nossas respostas e
explicações.
33

Aula 04/10/2024 (2 Horas Aula - 100 minutos) - Tema “Região Sudeste -


Relevo e Hidrografia - Mapa Mental no Caderno

A aula foi dividida em duas etapas: a explicação detalhada sobre o relevo e


a hidrografia da região, seguida pela construção de um mapa mental no caderno
para consolidar o aprendizado.
Iniciamos apresentando os diferentes aspectos do relevo da Região
Sudeste, destacando a predominância dos planaltos, como as serras da
Mantiqueira, do Mar, do Espinhaço e a Serra Geral. Também explicamos a divisão
dos planaltos em três grupos principais: os planaltos e serras do Atlântico
Leste-Sudeste, as chapadas da Bacia do Paraná e os planaltos e serras de
Goiás-Minas. As planícies litorâneas, com sua importância para o turismo e a
indústria, e as depressões localizadas no interior paulista, fundamentais para o
cultivo do café, também foram abordadas. Os alunos participaram ativamente,
fazendo perguntas e demonstrando interesse ao correlacionar os conteúdos com
as características da sua própria região.
Passamos, então, para a hidrografia da região, destacando as bacias
hidrográficas dos rios Paraná e São Francisco, além das regiões hidrográficas
Atlântico Sudeste e Atlântico Leste. Enfatizamos a relevância da bacia do Paraná,
tanto para a geração de energia hidrelétrica, com usinas como Jupiá e Ilha
Solteira, quanto para o transporte de produção agrícola pela hidrovia
Tietê-Paraná, que se conecta a ferrovias e rodovias. Explicamos também a
importância da terra roxa, um solo extremamente fértil, localizado em áreas como
o oeste paulista e o Triângulo Mineiro, e como essa característica geográfica
favoreceu a cafeicultura e impulsionou o desenvolvimento econômico regional.
Para consolidar o conteúdo, orientamos os alunos a construírem um mapa
mental no caderno. O mapa incluía as principais informações sobre relevo e
hidrografia, organizadas de maneira visual e interligada. A atividade foi produtiva,
permitindo que os estudantes relacionassem as informações apresentadas nos
slides e da aula anterior. Durante o processo, circulamos pela sala para
acompanhar, tirar dúvidas e orientar na organização das ideias.
34

Nessas aulas, observamos o engajamento de alguns alunos, que


expressaram interesse com a abordagem didática e prática do mapa mental.
Todavia, durante a realização da atividade, um grupo de alunos atrapalhou a aula
com conversa paralela, demonstrando desdém pelo trabalho proposto. A partir
daquele momento, entendemos que havia se esvaído o efeito “novidade” da
primeira aula de regência. Seria necessário, portanto, postura mais enérgica para
manter o controle da sala.

Aula 08/10/2024 (1 Hora Aula - 50 minutos) - Tema “ Região Sudeste Clima e


Vegetação” -

Nossa abordagem começou com a explicação sobre os diferentes climas


da região, seguida por uma análise das características da vegetação, destacando
as mudanças causadas pela urbanização e industrialização.
Iniciamos explicando que o clima predominante no Sudeste é o tropical,
abrangendo grandes áreas de Minas Gerais e São Paulo, com invernos secos,
verões úmidos e temperaturas médias anuais acima de 18 °C. Discutimos como
as regiões mais altas, como as serras da Mantiqueira, possuem um clima tropical
de altitude, caracterizado por temperaturas mais baixas devido à elevação, com
médias mensais variando entre 15 °C e 20 °C. Ressaltamos que o litoral
apresenta um clima tropical úmido, influenciado pela proximidade com o oceano,
resultando em alta umidade e temperaturas mais amenas. Também destacamos o
clima subtropical ao sul de São Paulo, diferenciando-o dos outros tipos climáticos
da região.
Passamos então à vegetação, explicando que a intensa industrialização e
urbanização transformaram profundamente a cobertura vegetal da região.
Mostramos que restam apenas 5% da Mata Atlântica original, que hoje se
concentra principalmente ao longo das serras do Mar e da Mantiqueira,
influenciada pelo clima tropical úmido. Discutimos também a presença de outros
tipos de vegetação no Sudeste, como caatinga, cerrado e vegetação litorânea,
cada uma associada a condições climáticas e geográficas específicas.
Para facilitar a compreensão e a participação dos alunos, utilizamos
recursos visuais nos slides para ilustrar mapas climáticos e imagens das
35

vegetações características. Os alunos fizeram perguntas e contribuíram com


observações, especialmente sobre as mudanças ambientais na região. Por outro
lado, diante da algazarra, chamamos a atenção de alguns alunos, com voz alta e
imperativa. A tática funcionou por breves momentos, ou seja, precisamos chamar
a atenção dos alunos algumas vezes. Ao encerrarmos a aula, propomos uma
reflexão sobre os desafios da preservação da mata atlântica e a importância de
manter os remanescentes da vegetação nativa.

Aula 11/10/2024 (2 Horas Aulas - 100 minutos) - Tema “Mineração no


Sudeste” - Folder

Nossa abordagem combinou a apresentação de conteúdos teóricos e uma


atividade prática, cujo objetivo foi a criação de um folder que representasse os
aspectos do clima, vegetação e mineração da região Sudeste.
Iniciamos a aula com a exposição de slides, explicando a relevância da
mineração na Região Sudeste, destacando os principais recursos minerais
encontrados na área, como ferro, manganês e petróleo. Abordamos a importância
do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, como principal área produtora de
minério de ferro, matéria-prima essencial para a produção de aço, além de outros
locais relevantes no Brasil. Aproveitamos para discutir a logística de transporte do
minério, exemplificada pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, que liga o
Quadrilátero Ferrífero ao porto de Tubarão, no Espírito Santo.
Destacamos também os impactos ambientais causados pela mineração,
como a degradação da paisagem, desmatamento e poluição dos recursos
hídricos. Exploramos o desastre ambiental em Mariana (MG), ocorrido em 2015,
com a ruptura da barragem do Fundão, trazendo à tona as consequências
ambientais e sociais de tal evento. Os alunos demonstraram interesse ao discutir
os impactos dessas atividades na natureza e na vida das pessoas.
No que se refere à exploração de petróleo, explicamos que o Sudeste é a
principal região produtora do Brasil, com destaque para a Bacia de Campos (RJ e
ES) e o campo do pré-sal na Bacia de Santos. Debatemos os benefícios
econômicos e os riscos ambientais da extração de petróleo, incluindo o potencial
de vazamentos e seus impactos no meio ambiente marinho.
36

Após a explicação, os alunos foram orientados a iniciar a elaboração de um


folder, representando o clima, a vegetação e a mineração da região Sudeste:

Modelo de folder de nossa autoria.

Fornecemos orientações sobre a organização do conteúdo e sugerimos


que utilizassem desenhos, mapas e textos breves para sintetizar as informações.
Durante a atividade, circulamos pela sala para acompanhar o desenvolvimento,
sanar dúvidas e sugerir melhorias.
Embora o tempo não tenha sido suficiente para finalizar os folders, a
atividade foi recolhida para continuidade na próxima aula. Observamos boa
participação e criatividade pela maior parte dos alunos, que se esforçaram para
integrar os conteúdos apresentados na aula ao material gráfico. Infelizmente, dois
alunos apresentaram constante indisciplina durante a atividade, a ponto do
professor Alexandre mudar os alunos de lugar na sala.
37

Aula 15/10/2024 (1 Hora aula - 50 Minutos) - Tema “ Setor Primário: Região


Sudeste” - Finalização do folder

Iniciamos a aula com a finalização da atividade prática iniciada na regência


anterior, que consistia na elaboração de um folder representando o clima, a
vegetação e a mineração da Região Sudeste. Os alunos dedicaram-se ao
acabamento dos seus trabalhos, incorporando os detalhes finais sob nossa
orientação, enquanto oferecíamos suporte e feedback individual. Após a
finalização, recolhemos os materiais para avaliação. A seguir, folder de uma aluna
da turma:

Dando continuidade, abordamos o setor primário da economia no Sudeste,


explicando que ele engloba atividades relacionadas à exploração dos recursos
naturais, como agricultura, mineração, pesca, pecuária, extrativismo vegetal e
caça. Enfatizamos a relevância da agropecuária na região, destacando sua
38

característica moderna e intensiva, vinculada à agroindústria, e seu papel


essencial na economia regional e nacional.
Durante a aula, discutimos os principais cultivos agrícolas do Sudeste,
como cana-de-açúcar, algodão, café e laranja, que têm grande destaque na
produção econômica da região. Também apresentamos os impactos ambientais
associados a essas atividades, como o desmatamento, a erosão e a degradação
do solo, que resultam de práticas agrícolas inadequadas, incluindo o cultivo em
áreas íngremes sem proteção. Relacionamos esses problemas à necessidade de
práticas agrícolas mais sustentáveis.
Na sequência, exploramos os impactos da pecuária no espaço geográfico
da região Sudeste, abordando tanto os aspectos negativos, como o
desmatamento e a compactação do solo, quanto os positivos, como a
contribuição para o PIB, geração de renda e empregos. Realizamos uma reflexão
em grupo sobre como equilibrar a exploração econômica e a preservação
ambiental.
Observamos o envolvimento dos alunos, que demonstraram interesse tanto
no encerramento da atividade quanto nas discussões sobre os desafios e
potencialidades do setor primário na Região Sudeste.

Aula 18/10/2024 (2 Horas Aula - 100 Minutos) - Tema “Região Sudeste: Tipos
de Indústrias) - Post do Instagram

Abrimos a aula com uma discussão introdutória sobre o setor industrial no


Sudeste, destacando sua importância histórica e econômica. Explicamos como o
café, ao gerar riqueza no início do processo de urbanização, contribuiu para a
infraestrutura e a consolidação do setor industrial na região. Destacamos os
fatores que favoreceram a industrialização, como a proximidade de grandes
centros urbanos, a mão de obra abundante e a infraestrutura, incluindo a Rodovia
Anchieta e a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.
Depois de introduzir o tema sobre o setor de transformação, orientamos os
alunos na criação do "Post do Instagram", cujo tema abordava o setor primário da
Região Sudeste, conteúdo trabalhado anteriormente. A proposta exigiu que os
39

alunos aplicassem conceitos discutidos, utilizando criatividade para formatar


informações em uma linguagem visual e acessível.

Modelo de post de nossa autoria.

Reservamos a segunda metade da aula para que os alunos começassem a


desenvolver o layout e o conteúdo textual do post. Observamos o envolvimento e
a troca de ideias entre os colegas, fomentando um aprendizado colaborativo.
Entretanto, por reiteradas vezes, chamamos a atenção de alguns alunos, sempre
com voz alta e imperativa. Os posts não foram concluídos e foram programados
para serem finalizados no início da aula de 22/10.

Aula 22/10/2024 (1 Hora Aula - 50 Minutos) - Tema “Continuação das


Atividades e Tipos de Indústrias)

No início da aula, os alunos dedicaram-se aos detalhes finais do Post do


Instagram, completando os textos, aprimorando o desenho e garantindo que os
40

conteúdos estivessem de acordo com o tema proposto. A seguir, o post


confeccionado por uma aluna da turma:

Após a finalização dos posts, avançamos para a segunda parte do


conteúdo “tipos de Indústrias no Sudeste”. Exploramos as principais indústrias da
região, como a naval e petrolífera no Rio de Janeiro, a automobilística em São
Paulo e a siderúrgica em vários estados. Também discutimos o desenvolvimento
tecnológico em polos como o ABCD paulista e São José dos Campos.
Ressaltamos como o Sudeste, mesmo sendo o centro industrial mais
relevante do país, está passando por um processo de desconcentração industrial,
o que estimulou um debate produtivo entre os alunos sobre as implicações dessa
mudança para outras regiões do Brasil. Citamos como exemplos desse processo
a Zona Franca de Manaus e as fábricas automobilísticas na Região Nordeste.
Concluímos a aula destacando a relevância da indústria para a economia
regional e nacional, conectando os conteúdos ao dia a dia dos estudantes.
41

Observamos engajamento, curiosidade e a capacidade dos alunos de integrar


diferentes áreas do conhecimento. Todavia, muitos deles demonstraram déficit de
aprendizado, enquanto outros demonstraram interesse em temas não
relacionados com o conteúdo proposto ou mesmo com assuntos gerais da
Geografia. Isso demonstra os desafios do ensino de Geografia Regional, pois
envolve o amplo debate sobre as diferentes características físicas, econômicas e
sociais de cada região do Brasil.
42

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A construção da profissionalidade docente é um processo dinâmico que


envolve a articulação de saberes teóricos e práticos, aliados ao desenvolvimento
da identidade profissional do professor. No contexto do ensino de Geografia, essa
profissionalidade demanda a integração de conhecimentos específicos da área,
habilidades pedagógicas, valores éticos e a capacidade de refletir criticamente
sobre a prática. O estágio supervisionado emerge para nós como uma
experiência essencial nesse processo, pois proporciona aos futuros professores
de geografia vivências concretas que conectam a teoria aprendida na formação
acadêmica à realidade da sala de aula a qual iremos estar inserido em pouco
tempo.
43

Durante o estágio no colégio, foi possível testar as competências como o


planejamento de aulas, a gestão do tempo e o uso de diferentes metodologias de
ensino aprendidas durante o curso, que são indispensáveis para a prática
docente. A vivência em sala de aula permitiu a nós estagiários lidar com a
diversidade dos alunos, compreender as dinâmicas escolares e aplicar conteúdos
de forma contextualizada, promovendo aprendizagens significativas, passando
em diante a beleza do saber geográfico a nós ministrados por cada professor
durante nossa graduação. Essas experiências práticas também possibilitam a
reflexão sobre as estratégias pedagógicas utilizadas e os desafios encontrados,
contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo.
Segundo Cassab (2009), a profissionalidade não se limita à transmissão
de conteúdos; ela exige um compromisso ético com o desenvolvimento integral
dos estudantes e a adaptação às suas necessidades. Além disso, como destaca
Suertegaray (2003), o professor reflexivo está mais preparado para enfrentar os
desafios do cotidiano escolar, promovendo um ambiente inclusivo e estimulante
para a aprendizagem, e de certa forma enquanto estagiários no Colégio Estadual
Dr. Gastão Vidigal, pudemos experimentar um pouco destas concepções, estando
em contato direto com cada um dos alunos que nos proporcionaram um bom
desenvolvimento em nossas práticas docentes.
Por fim, apesar de todos os desafios enfrentados durante esta etapa de
nossas formações, consideramos o estágio no Colégio Estadual Dr. Gastão
Vidigal um sucesso, emergiu a nós enquanto estagiários uma fonte principal de
conhecimento em práticas docentes que contribuíram para a nossa formação
enquanto professores. Apesar de não ter sido a melhor experiência como
discutimos em sala de aula e vimos durante o relatório, o estágio serviu como
alicerce para a construção de uma experiência sólida que só teremos em
atividades práticas na escola, permitindo a nós uma reflexão de nossa abordagem
e principalmente em razão ao que devemos melhorar, pois sabemos que o bom
profissional é aquele que com competência, comprometimento e em busca de
uma constante evolução. Gostaríamos de agradecer cada um de nossos
professores de graduação que nos conduziram no caminho do desenvolvimento
geográfico e nossos alunos, que tanto nos ensinaram e nos proporcionaram
experiências boas.
44

6. REFERÊNCIAS

° CASSAB, Clarice. Reflexões sobre o ensino de Geografia. Geografia:


Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 13 n. 1, p. 43 - 50, 2009.
° SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Geografia e interdisciplinaridade.
Espaço geográfico: interface natureza e sociedade. Geosul, Florianópolis, v.18,
n.35, p. 43-53, jan./jun. 2003.
° Cavalcanti, Lana de Souza. Pensar pela Geografia. Ensino e Relevância
Social / Lana de Souza. Goiânia. Alfa Comunicação. 2019.
° PPP - Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal - ENSINO FUNDAMENTAL,
MÉDIO E PROFISSIONAL - Direção, Equipe Pedagógica, Professores do Ensino
45

Fundamental, Médio e Profissional, Funcionários, Alunos, e Comunidade em


geral. - 2023.
° SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE. Colégio
Estadual Dr. Gastão Vidigal. Disponível em:
[Link] Acesso em: 19 out.
2024.
° SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE. Portal
RCO – Mais Aulas. Disponível em:
[Link] Acesso em: 20 out. 2024.

7. ANEXOS E APÊNDICES

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ - UEM

Disciplina: Supervisão de estágio em Geografia III


Prof. Dr. Tais Pires de Oliveira
Alunes: Gabriel e Ewerson Data:30/09/2024
46

PLANEJAMENTO

Disciplina:
Professor(a): Gabriel e Ewerson - Supervisor: Alexandre Ponce
Geografia
Nº. de
aulas: 06
Turma: 7°B - Gastão Vidigal
aulas -
RCO
° Ocupação da Região Sudeste
° Região Sudeste: Relevo e Hidrografia
° Região Sudeste: Clima e Vegetação
CONTEÚDO
° Mineração no Sudeste
° Região Sudeste: O setor Primário
° Região Sudeste: Tipos de indústria
Objetivo Geral: Compreender as principais características
físicas, econômicas e sociais da Região Sudeste do Brasil,
relacionando o processo de ocupação, os aspectos naturais
(relevo, hidrografia, clima e vegetação), e as dinâmicas
econômicas (mineração, setor primário, industrialização,
urbanização e o setor terciário), promovendo a reflexão crítica
sobre a importância desta região no contexto nacional.

Objetivos Específicos:
OBJETIVOS

Ocupação da Região Sudeste:Analisar o processo histórico de


ocupação da Região Sudeste, destacando os ciclos econômicos
(ciclo do ouro, café, industrialização) e suas consequências para a
configuração atual da região.

Identificar os fatores que influenciaram a ocupação e o


desenvolvimento urbano e industrial da região.

Região Sudeste: Relevo e Hidrografia:


47

Descrever as principais formas de relevo da Região Sudeste e sua


relação com a ocupação humana e as atividades econômicas.

Compreender a importância dos rios e bacias hidrográficas para o


abastecimento de água, transporte e geração de energia elétrica na
região.

Região Sudeste: Clima e Vegetação: Identificar os tipos de


clima predominantes na Região Sudeste e como esses
influenciam a vegetação natural e as atividades econômicas.

Relacionar a degradação ambiental com o avanço das atividades


econômicas, como a mineração e a urbanização, e discutir
possíveis soluções.

Mineração no Sudeste:

Estudar a importância histórica e atual da mineração na Região


Sudeste, com foco em Minas Gerais.

Analisar os impactos socioambientais da mineração e as medidas


de mitigação adotadas na região.

Região Sudeste: O Setor Primário

Compreender a importância do setor primário, especialmente a


agricultura (café, laranja, cana-de-açúcar), para o
desenvolvimento econômico da Região Sudeste.

Discutir as transformações no setor agrícola, como a


modernização e o uso de novas tecnologias.
48

Região Sudeste: Tipos de Indústria

Identificar os principais tipos de indústrias localizadas na Região


Sudeste e sua relevância no cenário nacional e global.

Relacionar o processo de industrialização com o crescimento


urbano e o desenvolvimento econômico da região.

Aula 01: Ocupação da Região Sudeste


Na primeira abordagem, aula expositiva utilizando a sequência
didática dos slides do RCO. Após a aula expositiva do conteúdo,
avaliaremos os alunos através das seguintes atividades:
- interpretação de mapa: região Sudeste e suas divisas com
as demais regiões do Brasil;
- mapa mental: fixar o conteúdo sobre as características
geográficas do região sudeste;
- questões sobre o conteúdo: estímulo para a anotação em
caderno dos pontos importantes do tema trabalhado em
sala. Além disso, registro de visto no caderno do aluno
METODOLOGIA como métrica de avaliação da participação durante a aula.

Aula 02: Relevo e Hidrografia


Início da aula com uma explicação introdutória sobre a
importância do relevo e da hidrografia para a configuração
geográfica da região Sudeste, destacando aspectos econômicos,
sociais e ambientais. Utilização de um mapa político-físico para
localizar a região Sudeste e os principais relevos e bacias
hidrográficas - (Parte de Intermediação específica com o
Professor)
Utilização de slides do RCO (Referencial Curricular do Paraná)
para abordar o conteúdo de forma didática, com tópicos sobre:
49

Principais formas de relevo: planaltos, serras e depressões.


Hidrografia: bacias hidrográficas do Paraná, do São Francisco.
Apresentação de imagens, gráficos e mapas temáticos para
exemplificar os conceitos e interação com os alunos por meio de
perguntas para checar o entendimento.
2 Aulas com Atividade: Mapa mental elaborado no Qgis pelos
discentes, indicar as características da região sul em ocupação,
relevo e hidrografia, destacando os estados e seus principais
aspectos - Atividade para ser colada no caderno e vistada.

Aula 03: Clima e Vegetação


Apresentação inicial do tema com a utilização dos slides do RCO
e as 3 perguntas iniciais: Climas predominantes na sua Cidade,
As Vegetações encontradas no Paraná e qual o clima
predominante na região sudeste observando o mapa. Discussão
breve sobre a relevância ambiental e econômica da Mata
Atlântica e os efeitos do clima tropical e subtropical na região,
Principais características climáticas da região (temperatura,
umidade, índices pluviométricos), e Tipos de vegetação
predominantes e suas adaptações ao clima. Explicação sobre a
ação humana e os impactos ambientais, com exemplos de áreas
preservadas e degradadas. A interação com a turma será
primordial seguindo a metodologia já aplicada pelo professor
supervisor.
1 Aula sem atividade - 1 aula de 50 minutos

Aula 04: Mineração


1° Parte - Expositiva: Início da aula com uma exposição
utilizando os slides do RCO (Referencial Curricular do Paraná),
destacando a importância histórica e econômica da mineração na
região Sudeste. Discussão sobre os principais recursos minerais
extraídos, como ferro, ouro, bauxita e outros minerais industriais.
Definição de mineração e sua relação com a economia da região
50

Sudeste. Os estados mais representativos na atividade mineradora


(Minas Gerais como destaque). Impactos ambientais e medidas
de sustentabilidade relacionadas à mineração. Utilização de
gráficos e mapas do RCO para visualizar os principais pólos
mineradores da região.
2° Parte - Atividade: Os alunos deverão construir um folder
(Layout Disponibilizado em Sulfite e impresso pelos professores)
de divulgação da região sudeste, este irá abordar 3 temas: Clima,
Vegetação e mineração abordando o conteúdo de 2 aulas. No
clima 1 desenho para representar e suas características, na
vegetação 1 desenho e suas características e na mineração 1
desenho e suas características.
2 aulas Com Atividade - valerá 0,5 pontos.

Aula 05: Setor Primário


1° Parte da Aula - Expositiva - Início da aula com uma
apresentação expositiva utilizando os slides do RCO (Referencial
Curricular do Paraná), abordando o conceito de setor primário e
sua importância econômica. 3 perguntas norteadoras da aula
observando o mapa nos slides: Quais as principais atividades
econômicas da sua região, quais atividades mais se destacam no
mapa e que atividades compõem o setor primário. Intermediação
do Professor: Explicação sobre as atividades principais do setor
primário no Sudeste, como agricultura, pecuária e extrativismo
vegetal. Principais produtos agrícolas da região, como café,
cana-de-açúcar e laranja, e sua relevância para exportação.
Pecuária intensiva e o impacto no mercado interno e externo.
Extrativismo e recursos naturais, com exemplos locais de
relevância ambiental e econômica. Discussão sobre o papel da
tecnologia no setor primário, como a mecanização agrícola e o
uso de biotecnologia.
2° Parte - Atividade - Os alunos deverão realizar um post do
instagram personalizado no papel. Os professores
51

disponibilizaram o layout em papel e os alunos deverão desenhar


um produto que represente o setor primário e colocar no quadro
de imagem do post fictício, após escolher e desenhar e decorar no
campo da legenda, os alunos deverão indicar o por que o produto
pertence ao setor primário em uma explicação a partir da aula
ministrada. A atividade valerá 0,5

Aula 06: Tipos de Indústria


Abertura da aula com uma exposição introdutória baseada no
RCO (Referencial Curricular do Paraná), abordando a
importância do setor industrial para a economia do Sudeste.
Introdução com 3 perguntas norteadoras: Como a indústria está
presente na sua rotina, os tipos de indústria em nossa cidade e
onde temos a maior concentração de indústrias no mapa do RCO.
Intermediação pedagógica: Apresentação de um panorama geral
sobre os tipos de indústrias predominantes na região: extrativas,
de transformação e de base tecnológica. Indústrias extrativas:
localizadas próximas a jazidas de minerais, como o minério de
ferro em Minas Gerais. Indústrias de transformação: produção de
bens de consumo, como alimentos, automóveis e
eletrodomésticos, com destaque para São Paulo. Indústria
Petrolífera, Naval, Automobilística e Siderúrgica.
1 aula - 50 minutos - Expositiva.
RCO, QUADRO, CADERNO, LÁPIS DE COR, TV
RECURSOS
DIDÁTICOS

A avaliação será realizada através das atividades apresentadas no


tópico sobre metodologia. Visto e 1 ponto em 2 atividades, cada
AVALIAÇÃO
uma com valor 0,5
52

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum


Curricular. Brasília, 2018.
REFERÊNCIAS

Atividades Utilizadas em sala - Material Pedagógico de Elaboração dos Estagiários

Atividade 01 - Mapa Mental - Região Sudeste

Atividade 02 - Folder (Clima, Vegetação e Mineração)


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Atividade 03 - Post do Instagram Personalizado


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55

Ficha Individual de Frequência do Período Regencial


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