0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações2 páginas

Capítulo 1.

.

Enviado por

091araujoraissa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações2 páginas

Capítulo 1.

.

Enviado por

091araujoraissa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Um som agudo de choro invade os ouvidos da garota, fazendo-a despertar do sono de


forma abrupta e assustada. Ela se senta rapidamente na cama, sentindo sua visão se turvar
pela tontura. Com determinação, ela se levanta sem esperar o efeito passar e caminha
cambaleante até a sala. Lá, encontra seu sobrinho soluçando alto, sentado no chão em
meio a um mar de lágrimas. Em suas pequenas mãos, segura com tristeza e perplexidade
um dos seus brinquedos preferidos, cuja cabeça foi cruelmente arrancada.
A garota inspira profundamente ao testemunhar a angustiante cena diante dela. Com
ternura, aproxima-se da jovem criança e delicadamente segura o brinquedo quebrado. Com
seus dedos, acaricia o rosto do rapaz, enxugando suas lágrimas. Sem proferir uma única
palavra, ela dirige-se à cozinha e cola cuidadosamente as partes do brinquedo, esperando
pacientemente até que a cola seque. Assim que o brinquedo está restaurado, ela o devolve
ao sobrinho, observando com gratidão como seu choro gradualmente se transforma em um
sorriso inocente que ilumina seus lábios.
A garota observou atentamente enquanto a criança brincava na sala, imitando os sons de
uma luta com o brinquedo. Apesar de sempre afirmar que não gostava de crianças, ela não
pôde deixar de sorrir diante da cena encantadora. De repente, a criança desviou o olhar
para a cozinha e ficou imóvel por um momento. Intrigada, a garota seguiu o olhar da criança
e notou que não havia ninguém lá. Um arrepio percorreu sua espinha enquanto ela tentava
entender o que estava acontecendo. A criança, visivelmente assustada, perguntou quem
era aquela moça na cozinha. A garota franziu a testa e respondeu que só estavam os dois
ali. A expressão de medo no rosto da criança desapareceu lentamente e ela voltou a brincar
como se nada tivesse acontecido. No entanto, a garota ficou com uma sensação estranha
no ar. Quem seria aquela misteriosa "moça" invisível?

O pensamento perturbador da criança continuava a assombrar a mente da garota, mas ela


decidiu deixá-lo de lado por enquanto. Pegou o celular e começou a enviar mensagens para
sua mãe, explicando a estranha situação com a criança. Enquanto digitava, um barulho alto
vindo da porta de entrada a fez pular de susto, mas a criança parecia não ter ouvido nada.
O coração da garota acelerou quando uma sombra misteriosa começou a se formar debaixo
da porta, fazendo com que ela se levantasse lentamente, tentando se aproximar para ver
quem estava do outro lado. No entanto, a sombra se moveu rapidamente, percorrendo cada
cômodo da casa em um movimento sinistro, até finalmente parar na cozinha. A garota
engoliu em seco, sentindo um calafrio percorrer sua espinha ao perceber que havia uma
figura feminina de aparência fantasmagórica em pé diante da pia. Com passos cautelosos e
o coração acelerado, ela se aproximou da mesa de jantar para ter uma visão mais clara da
figura assustadora.
A garota, com a voz trêmula e o rosto sério, pronunciou as palavras lentamente: "Quem é
você? Como... Como entrou aqui?" O medo em suas palavras era evidente, mesmo que ela
tentasse disfarçá-lo.
A figura feminina levantou as mãos, agarrando a beirada da pia, e inclinou-se para a frente.
Um líquido negro começou a jorrar de sua boca, respingando na pia. A garota entrou em
pânico e correu em direção ao seu sobrinho, segurando-o nos braços e tentando escapar
pela porta. No entanto, o sobrinho segurou o rosto dela com força, fazendo-a encarar a
realidade da situação. Ela se perguntou como alguém havia deixado uma criança de
verdade ali para ela cuidar, já que nunca se comprometeria a esse tipo de situação. O rosto
da criança agora estava deformado e seus olhos eram completamente vermelhos. Ela
segurou o rosto da garota e soltou um grito ensurdecedor, fazendo-a deixar com que ele
caísse no chão e pudesse cobrir seus próprios ouvidos desesperadamente.

O pânico já havia a dominado completamente, seus olhos se enchiam de lágrimas e seu


corpo tremia em desespero, quando a criança se calou, ela pôde notar que não havia
ninguém lá. Ela perguntou se estava ficando louca ou se tudo aquilo havia sido real. Se
encontrava sozinha na sala, não havia sequer os brinquedos no chão que antes estavam
ali. Isso fazia a cabeça da garota entrar em colapso, as lágrimas começaram a escorrer
freneticamente de seu rosto como se estivesse tendo um acesso de loucura. Então logo
ouviu barulho de passos que a fez olhar instantaneamente em direção ao local. Aquela
figurinha fantasmagórica feminina andava rapidamente em sua direção no teto, seus longos
braços e mãos deformadas tocaram o rosto da jovem mulher, seus olhos estavam vazios e
sua mandíbula quebrada estava completamente aberta. Ela apertava firmemente o rosto da
garota como se fosse esmagá-la e antes que essa fosse a última visão da garota, ela ouviu
as últimas palavras antes de ter seu crânio explodido.

– Eles não estão realmente mortos.

Você também pode gostar