CETOACIDOSE DIABÉTICA
Profª Tatyana
DEFINIÇÃO
É uma condição grave que pode resultar em coma ou até mesmo a morte do indivíduo,
devido a deficiência absoluta de insulina no organismo gerando uma hiperglicemia
constante.
É uma emergência médica e deve ser tratada imediatamente.
Ocorre mais comumente em pacientes com diabetes tipo 1, mas também acontece em
pacientes com diabetes tipo 2.
REVISÃO
ANATÔMICA
REVISÃO
ANATÔMICA
REVISÃO
ANATÔMICA
Endócri nas
Células alfa: glucagon
(Aumenta a taxa de glicose no
sangue)
Células beta: i n sulina (Diminui a
taxa de glicose no sangue)
Células delta: So ma t o s t a t in a
FISIOLOGIA
(inibe o pâncreas endócrino)
Células PP: Po l i pep t ídeo
DO PÂNCREAS
pancreáti co (inibe o pâncreas
exócrino)
Exócri nas
Íons bicarbonato,enzimas
digestivas (amilase pancreática,
tripsina, quimiotripsina, etc.)
CETOACIDOSE DIBÉTICA
A insulina é responsável por fazer com que a glicose que está na corrente sanguínea
entre nas células do nosso corpo e gere energia.
Quando há falta de insulina, duas situações simultâneas ocorrem: o nível de glicose no
sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia.
Para evitar que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de
gordura para gerar energia.
Só que nesse processo em que o corpo usa a gordura como energia, formam-se as
cetonas.
As cetonas são ácidos que se acumulam no sangue e aparecem na urina.
Níveis elevados de corpos cetônicos podem envenenar o corpo.
Quando os níveis ficam muito altos, têm-se a cetoacidose diabética
CAUSAS
Uma doença ou uma infecção pode fazer o corpo produzir níveis mais elevados de
certos hormônios, como a adrenalina ou cortisol.
Esses hormônios trabalham contra a insulina às vezes provocando um episódio de
cetoacidose diabética.
Pneumonia e infecções do trato urinário estão comumente ligados à cetoacidose
diabética
Problemas com a terapia de insulina: o tratamento com insulina feito adequadamente
pode deixar o paciente com pouquíssima insulina, provocando um episódio de
cetoacidose diabética.
Outros possíveis gatilhos de cetoacidose
diabética
Estresse,
Trauma físico ou emocional,
Febre alta, cirurgia,
Infarto agudo do miocárdio,
Abuso de álcool ou de drogas, especialmente cocaína.
QUEM ESTÁ SUSCETÍVEL
Paciente diabetes tipo 1,
Menos de 19 anos,
Trauma físico ou emocional recente,
Estresse,
Febre alta,
AVC ou infarto agudo do miocárdio,
Vício em tabaco,
Histórico de abuso de drogas ou álcool.
Apesar da cetoacidose diabética ser mais rara em pessoas com diabetes tipo 2, pode
acontecer.
SINTOMAS
Alteração de nível de consciência (pouco comum),
Taquicardia,
Taquipneia,
Polidipsia,
Poliúria,
Hálito cetônico
Mal-estar geral.
Pode cursar com náuseas, vômitos e dor abdominal.
DIAGNÓSTICO
É realizado em ambiente hospitalar, e os critérios são: cetonúria fortemente positiva ou
cetonemia, acidose (pH < 7,3), glicemia capilar acima de 250mg/dL.
O socorrista ao avaliar o paciente deve primeiro verificar os sinais vitais e manter vias
aéreas pérveas, ventilação e circulação.
COMPLICAÇÕES CAUSA TRATAMENTO
Choque Desidratação Soro fisiológico
cardiovascular
Acidose severa Desidratação e corpos Soro fisiológico e insulina
cetônicos
Hipopotassemia Troca iônica entre os meios Acrescentar potássio ao
intra e extracelulares e fluido de hidratação
poliúria
Edema cerebral Pressão osmótica? Manitol, 1gm/kg
rapidamente
Objetivos da terapia
1. corrigir a perda hídrica;
TRATAMENTO
2. corrigir o déficit de insulina;
3. prevenir complicações
TRATAMENTO
No pré-hospitalar é a expansão volêmico e hidratação com solução fisiológica isotônica
(SF0,9%).
Deve-se aguardar a dosagem de potássio, verificar se há hipocalemia, para poder iniciar
insulinoterapia, pois a hipocalemia pode ser agravada com a infusão de insulina.
INSULINA
Se a criança apresenta um quadro de CAD leve, insulina de ação rápida por via
subcutânea pode ser usada a cada hora ou pode-se usar insulina regular por via
intramuscular.
Em quadros mais graves, assim que o paciente é identificado como em CAD, deve-se
preparar insulina regular para infusão intravenosa numa velocidade de 0,05 - 0,1
u/kg/hora.