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Relatorio 03 Fisica

O documento descreve um experimento para determinar a aceleração da gravidade utilizando um pêndulo simples, abordando a teoria do Movimento Harmônico Simples e a importância das medições precisas. Os resultados obtidos indicam um valor médio de 10,05 m/s², com um erro percentual em relação ao valor teórico de 9,81 m/s². O experimento reforça a compreensão dos conceitos de mecânica clássica e a sensibilidade das medições experimentais.

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Relatorio 03 Fisica

O documento descreve um experimento para determinar a aceleração da gravidade utilizando um pêndulo simples, abordando a teoria do Movimento Harmônico Simples e a importância das medições precisas. Os resultados obtidos indicam um valor médio de 10,05 m/s², com um erro percentual em relação ao valor teórico de 9,81 m/s². O experimento reforça a compreensão dos conceitos de mecânica clássica e a sensibilidade das medições experimentais.

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Guia 1

Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Física Geral e Experimental II

Professora: Denise Fernandes de Mello

DETERMINAÇÃO DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE

Ana Carolina Moura de Oliveira / 241012015


Carrie Lorraina Cristina O. Ramos / 241010802
Helena de Melo Rocha / 241012481
Laura Balbão Filippi Rech Berno / 241011329
Luisa Borges Santos / 241012589
Samira de Sá Gomes / 241011302

Bauru - SP
Laboratório de Física Experimental
13/04/2025
1.​ OBJETIVO

Determinar o valor da aceleração da gravidade (𝑔).


2.​ INTRODUÇÃO TEÓRICA

A determinação da aceleração da gravidade (g) é fundamental para a


compreensão dos fenômenos que regem o movimento dos corpos em um campo
gravitacional. Uma das abordagens mais clássicas e didáticas para essa
determinação é por meio do estudo do pêndulo simples, um sistema composto por
uma massa concentrada (bob) suspensa por um fio ou haste inextensível e de
massa desprezível, fixada em um ponto de apoio. Quando deslocado de sua posição
de equilíbrio, o pêndulo realiza oscilações que, para ângulos pequenos, podem ser
descritas como um Movimento Harmônico Simples (MHS).

Sob a condição de pequenas oscilações, a aproximação do ângulo (θ) em


radianos permite linearizar a componente tangencial da força gravitacional, fazendo
com que a força restauradora seja proporcional ao deslocamento angular. Essa
hipótese conduz à equação diferencial característica do MHS, evidenciada na
manipulação da equação 1 (que isola g na equação do período de oscilação), cuja
solução resulta na expressão do período (T) de oscilação do pêndulo.

𝐿
𝑇 = 2π 𝑔

𝑇 𝐿

= 𝑔

𝑇 2
( )

=
𝐿
𝑔

2π 2
𝑔
𝐿
= ( )𝑇

2π 2
𝑔= ( ) 𝑇
. 𝐿

2
4π 𝐿
𝑔 = 2 (1)
𝑇
Onde 𝐿 representa o comprimento do fio e 𝑔, a aceleração da gravidade.
Dessa forma, a medição experimental do período, para um valor conhecido de 𝐿 ,
possibilita a determinação de 𝑔. Além de evidenciar os princípios da dinâmica e da
oscilação, o estudo do pêndulo simples reforça a importância das aproximações em
modelos físicos e serve como uma ferramenta prática para a validação dos
conceitos teóricos da mecânica clássica.

Neste experimento, foram realizadas medições do período de oscilação para


diferentes comprimentos do pêndulo, permitindo uma análise detalhada do
comportamento oscilatório e a determinação da aceleração da gravidade.
3. MATERIAIS UTILIZADOS

Para o experimento foram usados os seguintes materiais:

Figura 3.1: Materiais utilizados

A.​ Pêndulo;
B.​ Peso (m);
C.​ Régua 50cm;
D.​ Cronômetro;
E.​ Transferidor de 180°;
F.​ Trena de comprimento 5m com incerteza absoluta de 0,5mm;
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

Antes do início das medições, foi necessário garantir que todos os fios
estivessem devidamente fixados e esticados, sem nós ou torções, o que poderia
alterar o comprimento efetivo L ou interferir na trajetória do movimento oscilatório.
Também foi verificado se os corpos oscilantes estavam corretamente alinhados com
o eixo vertical quando em repouso, assegurando que o centro de massa coincide
com a linha do fio. Esses cuidados foram essenciais para que o sistema se
comportasse da forma mais próxima possível ao modelo teórico de pêndulo simples,
favorecendo a precisão e a repetibilidade do experimento.
​ Inicialmente, foi realizada a determinação dos dados experimentais básicos.
Para cada um dos seis pêndulos simples utilizados, mediu-se o comprimento do fio
L, definido como a distância entre o ponto de suspensão (ponto O) e o corpo
oscilante, conforme ilustrado na Figura 4.1. Além disso, foi medida a massa M do
objeto fixado na extremidade inferior do fio, utilizando uma balança de precisão.

Figura 4.1 : Representação esquemática do pêndulo simples utilizado no experimento.

A montagem do experimento envolveu a atuação coordenada de três


participantes, com o objetivo de garantir maior precisão e controle durante as
etapas. Um dos integrantes foi responsável por manter o transferidor de 180°
posicionado próximo ao ponto de suspensão do pêndulo, de modo a auxiliar na
determinação do ângulo inicial de deslocamento da massa. Esse ângulo foi
cuidadosamente limitado a no máximo 10º, garantindo a validade da aproximação de
movimento harmônico simples, fundamental para a correta aplicação da fórmula do
período do pêndulo simples.
Simultaneamente, outro integrante realizou a soltura da massa,
posicionando-a cuidadosamente no eixo X, conforme evidenciado na figura 4.2,
evitando qualquer movimento de torção ou componentes perpendiculares que
pudessem alterar a trajetória e o tempo de oscilação. A soltura foi feita sem
aplicação de força adicional, permitindo que o movimento ocorresse exclusivamente
sob influência da força gravitacional.
Por fim, o terceiro integrante ficou encarregado da cronometragem, utilizando
um cronômetro digital para medir o tempo total (t) correspondente a quatro períodos
completos de oscilação. A escolha por medir múltiplos períodos visou reduzir o erro
relativo associado ao tempo de resposta humana. Esse procedimento foi repetido
quatro vezes para cada pêndulo, sendo calculada a média aritmética dos tempos
medidos (tm​) para posterior obtenção do período médio T.

Figura 4.2. : Esquema do pêndulo simples com a indicação dos eixos ortogonais X, Y e Z
5. DADOS E RESULTADOS

Após a realização de todas as medições, foi possível determinar a média dos


tempos (tmédio), para cada valor de comprimento de pêndulo (L), sendo possível
encontrar o período (T) com a divisão do tmédio por 4 (número de vezes que foi
medido um tempo), através disso elaborou-se a Tabela 1.

I L (m) t1 (s) t2 (s) t3 (s) t4 (s) tmédio T(s)

1 0,513 5,58 5,83 5,51 5,71 5,66 1,41

2 0,815 7,14 7,01 7,07 7,03 7,06 1,76

3 0,980 7,53 7,46 7,99 7,89 7,72 1,93

4 1,150 8,45 8,26 8,70 8,56 8,49 2,12

5 1,275 9,46 9,76 8,82 8,84 9,22 2,30

6 1,380 9,20 9,41 9,50 9,28 9,35 2,34

Tabela 1 - Dados do tempo (t) de 4 oscilações e período (T) para cada comprimento de
pêndulo (L).

Para o cálculo utilizado na determinação do valor da aceleração da gravidade


(g), foi empregada a fórmula anteriormente descrita (equação 1), considerando os
valores de L (comprimento do fio) e T (período das oscilações).

Com base nas medições realizadas dos comprimentos dos pêndulos e dos
respectivos períodos de oscilação, foram calculados os valores de g para cada um
dos casos. Ao final, obteve-se um valor médio de aceleração da gravidade igual a
10,09 m/s².

I L (m) g (m/s²)

1 0,513 10,11

2 0,815 10,33

3 0,980 10,39

4 1,150 10,08

5 1,275 9,47
6 1,380 9,95

Tabela 2 - Dados da gravidade (g) de 6 pêndulos para cada comprimento de pêndulo (L).

O gráfico da figura 5.1 foi feito a partir dos dados obtidos na tabela 01,
através da relação do período encontrado elevado ao quadrado (T^2) com o
comprimento do fio do pêndulo (L).

Após encontrar os pontos no gráfico, foi feita a aproximação linear deles


através de uma reta, da qual foi obtido o coeficiente angular “m”. Esse coeficiente
angular foi utilizado na equação “m=g/4π^2” para encontrar a gravidade obtida com
a aproximação linear. O valor calculado para a gravidade pelo gráfico foi de
9,24m/s^2, que é um valor perto do teórico 9,81m/s^2.
Figura 5.1: Gráfico do comprimento (L) pelo período de oscilação (T²) do pêndulo.

5.3 Erro Experimental

Com base na fórmula do período do pêndulo simples, foi possível calcular a


aceleração da gravidade (g) utilizando os tempos medidos para diferentes
comprimentos do fio. A média dos valores obtidos resultou em g = 10,05 m/s², o que
representa um erro percentual de aproximadamente 2,44% em relação ao valor
teórico de 9,81 m/s². Porém comparando com o coeficiente angular que chegou ao
valor de aproximadamente 9,24 m/s², devido a, o erro percentual foi de
aproximadamente 5,71% em relação ao valor teórico.
Esse desvio pode ser atribuído a fatores como imprecisões na
cronometragem manual, variações no comprimento efetivo do fio, oscilações fora do
plano vertical, ângulos iniciais maiores que os recomendados, imprecisão e
desproporção do gráfico feito à mão. Além disso, limitações do modelo teórico (que
considera um fio ideal e oscilações pequenas) contribuem para a diferença entre o
valor experimental e o teórico.

Durante o experimento, também foram observadas irregularidades, como uma


barra bamba em um dos comprimentos utilizados (0,513 m), o que pode ter
influenciado os resultados.

A variação natural do campo gravitacional em diferentes regiões do planeta


também deve ser considerada, já que o valor de 9,81 m/s² é uma média teórica.

Com relação aos valores obtidos, a maioria ficou levemente acima do


esperado, com um máximo de 10,39 m/s² e um mínimo de 9,47 m/s², indicando boa
precisão dentro de uma margem aceitável.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos dados obtidos experimentalmente e da análise teórica do


movimento de um pêndulo simples, foi possível determinar um valor médio da
aceleração da gravidade de aproximadamente 10,05 m/s². Esse resultado, apesar de
apresentar um desvio em relação ao valor teórico de 9,81 m/s², encontra-se dentro
de uma margem aceitável de erro, especialmente considerando os fatores
experimentais envolvidos.

Durante o experimento, foi observada uma variação nos valores de g


conforme o comprimento do pêndulo, o que reforça a importância da precisão na
medição do tempo e do comprimento. Pequenas oscilações no plano, ângulos de
liberação superiores a 10°, e condições estruturais dos suportes influenciaram
diretamente no resultado final, demonstrando a sensibilidade do sistema e a
necessidade de controle rigoroso das variáveis envolvidas.

O experimento permitiu não apenas a determinação prática da aceleração da


gravidade, mas também uma maior compreensão do comportamento oscilatório dos
sistemas físicos, validando conceitos fundamentais da mecânica clássica, como o
Movimento Harmônico Simples. A realização do experimento, portanto, se mostrou
eficaz tanto na aplicação de conhecimentos teóricos quanto no desenvolvimento de
habilidades experimentais.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Halliday, David, Robert Resnick, and Kenneth S Krane. Física, V. 2. 5th ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2003. Print.

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