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Acórdãos C - 17-4

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o qual era realizado mensalmente e submetido ao conhecimento da empresa.

O último check-
list das escotilhas dos porões, apresentado durante a perícia, foi datado de 31 de janeiro de
2020 e, segundo a tripulação, não possuía nenhuma não conformidade, todos os itens
inspecionados estavam em boas condições. Não foram apresentadas evidências do
cumprimento do check-list até o dia mês de 29 de fevereiro de 2020. Contudo, conforme
escriturado no “Diário de Navegação VOYAGE Nº 51B”, do dia 29 de fevereiro de 2020, às 12h,
todas as escotilhas foram testadas e se encontravam funcionando perfeitamente. Não foi
apresentado nenhum documento que comprovasse como era realizada a comunicação entre
os Supervisores de Carga e a tripulação de bordo. A análise de risco para operação de
abertura/fechamento das tampas dos porões no Porto, datada do dia 29 de fevereiro de 2020,
não menciona a figura de uma pessoa não tripulante a bordo e nem quais as medidas
adicionais de segurança deveriam ser tomadas a fim de evitar um acidente. Adicionalmente,
foi constatado que a abertura/fechamento dos porões da embarcação “LAKE D” não é seguida
de nenhum alarme sonoro bem como não é anunciada em fonoclama. De forma
complementar, destaca-se que durante as entrevistas realizadas a bordo, foi apurado que os
supervisores de carga não possuíam um rádio para comunicação direta com os tripulantes do
navio, nem existia o costume de se realizar um diálogo de segurança para passar as
informações da carga e do navio assim que eles embarcavam. Outrossim, foi verificado que
não existia bloqueio no convés que impedisse ou pudesse identificar que aquela área não
deveria ser acessada durante a abertura/fechamento dos porões.

O Indiciado João Batista Vieira de Souza, apresentou Defesa Prévia, fls. 202 a 204, alegando
que estava no convés tirando fotos da carga estivada nos porões para verificar o estado da
mesma; esta faina de fotografias estava sendo realizada desde o porão 1, até o porão 7,
devidamente acompanhada de dois tripulantes, que iam fechando as tampas devido a
possibilidade de chuva, na medida que ele concluía o registro fotográfico a cada porão. Antes
de se posicionar para fazer fotos da carga no porão 7, observou que os tripulantes não
estavam posicionados na braçola do porão, assim sendo, procedeu com as fotos do porão 7,
sendo surpreendido pelo fechamento das tampas, consequentemente, imprensando sua
cabeça, entre a tampa e a braçola do porão. Os tripulantes envolvidos na faina não poderiam
fechá-las sem verificar os quatro lados das braçolas do porão, contrariando o próprio
procedimento do navio, de abertura/fechamento das escotilhas. Opina que o acidente pessoal
que sofreu foi causado única e exclusivamente devido à negligência do Comandante e do
Imediato do navio, uma vez que ficou provado que houve falha de procedimento de bordo.

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