Apontou violação ao RLESTA, Decreto nº 2.596/98, art.
12, inciso III (portar a documentação
relativa à habilitação ou ao controle de saúde desatualizada), e art. 15, inciso I (apresentar-se
sem a dotação regulamentar).
A Douta Procuradoria Especial da Marinha (Documento 0153670), após análise minuciosa dos
autos, manifestou-se no sentido do arquivamento, eis que considerou que o naufrágio foi
decorrente da colisão com um tronco submerso, que foi de natureza fortuita, visto que não
resultou de comportamento culposo, mas de um acontecimento possível, de efeito
imprevisível e inevitável, ocasionado pelo deslizamento de terra.
Foi publicada Nota para Arquivamento, com pedido da Procuradoria Especial da Marinha, no
Diário Eletrônico do Tribunal Marítimo - E-DTM nº 121/2024, conforme solicitado no Despacho
nº 0154050, tendo decorrido o prazo legal sem que possíveis interessados se manifestassem,
conforme Certidão 0176675.
Por todo o exposto, deve-se concordar com a promoção da Douta Procuradoria Especial da
Marinha e mandar arquivar os presentes autos.
Assim,
ACORDAM os Juízes do Tribunal Marítimo, por unanimidade: a) quanto à natureza e extensão
do acidente da navegação: naufrágio do E/M “RAVI IV” em comboio com a balsa “SOFIA II”,
que transportavam combustível e máquinas para a obra na cidade de Jordão, AC, ao, no rio
Tarauacá, nas proximidades da localidade conhecida como Seringal, Mato Grosso, MT, com
danos materiais, mas sem registro de danos pessoais ou ao meio ambiente hídrico; b) quanto
à causa determinante: colisão com um tronco em uma curva sinuosa, ocasionando a perda da
estabilidade das embarcações, que sofreram influência dos rebojos e da forte correnteza do
local; c) decisão: julgar o acidente da navegação, tipificado no art. 14, alínea “a” (naufrágio), da
Lei nº 2.180/54, como decorrente de caso fortuito, mandando arquivar os presentes autos,
conforme manifestação da Douta Procuradoria Especial da Marinha; e d) outras medidas: com
fulcro no parágrafo único, do art. 33, c/c o inciso I, do art. 34, ambos da LESTA, Lei nº 9.537/97,
oficiar à Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, para as sanções aplicáveis, às infrações ao
RLESTA apontadas nos autos do IAFN.
Publique-se. Comunique-se. Registre-se.
Julgado na Sessão Ordinária nº 7.828, de 11 de março de 2025.