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de-escritores-famosos.htm
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*Continuações que nunca vieram*
*Como não matar sua série*
*Ilustração*
*propagandas de livros e livrarias*
Um livro novo e um clássico
Novo:
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Clássico: O Médico e o Monstro ou O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde não é considerado
um dos três grandes clássicos do gênero por Stephen King à toa, afinal, a mistura de ficção
científica e terror nos moldes de uma novela gótica feita por Robert Louis Stevenson é
tamanho que inspirou uma infinidade de adaptações e virou até expressão da língua inglesa,
entrando para sempre no imaginário popular.
Desce para a segunda pagina pra ver a resenha do velho
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O Médico e o Monstro (Resenha)
POR JORDAN SOUZA EM 17 DE ABRIL DE 2015LITERATURA, RESENHAS DE LIVROS
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Robert Louis Stevenson, escritor escocês, publicou a novela gótica O Médico e o
Monstro – originalmente chamado de The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde – em
1886. A história se passa na Londres vitoriana, sendo uma mistura do gótico, com terror
psicológico e, ainda, ficção científica.
O enredo gira em torno do respeitado e bem apessoado médico Henry Jekyll e sua
relação conturbada com o misterioso Edward Hyde* (monstro). Talvez seja a linguagem
rebuscada e datada, talvez seja a falta de carisma aparente dos personagens ou, quem
sabe, o fato de eu já conhecer a trama, mas algo parecia muito estranho quando eu
comecei a ler o livro. Até agora, depois de terminá-lo, não sei direito qual foi o motivo
dessa estranheza.
A história é contada por relatos do advogado Sr. Utterson, que fica abismado ao descobrir
que um de seus melhores amigos, Dr. Jekyll, escreveu um testamento deixando toda a sua
herança para um desconhecido chamado Hyde. Um sujeito suspeito, que ninguém
realmente conhecia. Preocupado, o advogado começa a investigar, mesmo com o próprio
Jekyll insistindo para que deixasse o assunto de lado.
Impossível não saber que, na verdade, Jekyll e Hyde são a mesma pessoa. Com milhares
de adaptações para TV, teatro e cinema, a história do médico que tomava uma poção e se
transformava em um homem terrível é mundialmente conhecida. De qualquer forma, a
mensagem por trás disso tudo é muito simples: não existe um lado só. Ninguém consegue
ser bom ou mal em sua totalidade. Todos nós temos nosso lado Hyde.
Stevenson utiliza de uma história horripilante para nos mostrar a dicotomia que nos
constitui. Dr. Jekyll cria uma droga para liberar esse outro lado de sua personalidade, para
fugir de seu “eu” politicamente correto de sempre. O problema acontece quando ele perde
o controle das transformações, deixando todos ao seu redor a mercê do obscuro Hyde.
O curioso é que em nenhum momento Stevenson descreve a fisionomia de Hyde, apenas
diz que tem uma deformidade que ninguém consegue muito bem definir. Assim me senti
com o livro: incomodado, porém sem saber a origem desse sentimento. O objetivo do autor
de cutucar nossa consciência e mostrar que o maniqueísmo é pura ilusão, em uma história
que cativa aos poucos.
Com menos de 100 páginas, o livro é amargamente curto. O curso dos acontecimentos
segue muito rápido, entregando fato atrás de fato, sem muito tempo para respirar. Direto e
inteligente, Stevenson constrói uma alegoria digna do status de clássico na literatura.
*A pronúncia de Hyde é a mesma que hide, palavra inglesa para “esconder”.