0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações32 páginas

Relatório Final Ubs

O documento apresenta um trabalho de estágio supervisionado realizado por alunos de Psicologia da Faculdade Adventista do Paraná, focando na atenção básica em saúde mental para adolescentes na UBS Humberto Munhoz. A fundamentação teórica abrange temas como o Sistema Único de Saúde (SUS), a importância da atenção básica, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destacando o papel do psicólogo nesse contexto. O estágio visa proporcionar um espaço de reflexão e psicoeducação, promovendo o desenvolvimento pessoal e interpessoal dos adolescentes atendidos.

Enviado por

José Araujo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações32 páginas

Relatório Final Ubs

O documento apresenta um trabalho de estágio supervisionado realizado por alunos de Psicologia da Faculdade Adventista do Paraná, focando na atenção básica em saúde mental para adolescentes na UBS Humberto Munhoz. A fundamentação teórica abrange temas como o Sistema Único de Saúde (SUS), a importância da atenção básica, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destacando o papel do psicólogo nesse contexto. O estágio visa proporcionar um espaço de reflexão e psicoeducação, promovendo o desenvolvimento pessoal e interpessoal dos adolescentes atendidos.

Enviado por

José Araujo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ANA CAROLINA OLIVEIRA BOGO

CRYSCELLA ABREU DE OLIVEIRA


JÚNIA GABRIELA ROMAGNOLI BECK
LAURA SOUZA BOMFIM
MARIA EDUARDA DO BANHO OLIVEIRA
VALÉRIA LUIZA MAGRO
WELLINGTON SÁ DA SILVA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO IV

Ivatuba - PR
2023
ANA CAROLINA OLIVEIRA BOGO
CRYSCELLA ABREU DE OLIVEIRA
JÚNIA GABRIELA ROMAGNOLI BECK
LAURA SOUZA BOMFIM
MARIA EDUARDA DO BANHO OLIVEIRA
VALÉRIA LUIZA MAGRO
WELLINGTON SÁ DA SILVA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO IV

Trabalho apresentado à Faculdade Adventista


do Paraná, para a obtenção parcial de nota
referente ao 8º semestre do Curso de
Psicologia na disciplina de Estágio
Supervisionado Básico IV.

Orientação: Prof. Drª. Ana Carolina Jacinto


Alarcão.

Ivatuba - PR
2023

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. SUS - Sistema Único de Saúde
2.2. Atenção básica em saúde
2.3. Atenção básica em saúde mental
2.4. ECA
2.5. Adolescência
2.6. Papel do psicólogo na atenção primária
3. DIAGNÓSTICO SOCIOTERRITORIAL
3.1. Município
3.2. Educação
3.3. Saúde
3.3.1. Saúde Mental
3.4. UBS Humberto Munhoz
4. Metodologia
5. Resultados
6. Análise (Discussão)
7. Conclusão e considerações finais
1. INTRODUÇÃO

A atenção básica em saúde é, em sua maioria, onde ocorre o primeiro contato


com o usuário do sistema de saúde. Esse setor vai além de tratar a doença, cuidar,
prevenir e promover saúde ao paciente(Alexandre; Romagnoli, 2017). Segundo a
OMS (2023) a atenção primária oferece ao usuário o cuidado e atenção o mais
próximo possível do ambiente cotidiano em que o indivíduo está inserido, como sua
família e comunidade.
O estágio realizado pelos alunos do 8º semestre de psicologia da Faculdade
Adventista do Paraná se deu no contexto de atenção primária focada em
adolescentes, na UBS - Humberto Munhoz do município de Floresta - PR.
Nesse sentido, pode-se observar que a atuação do psicólogo na atenção
básica de saúde demanda uma certa flexibilidade ao exercício clínico, essa prática
solicita um fazer terapêutico para além do espaço tradicionalmente conhecido pelo
profissional psicólogo.
A partir desse pensamento, Bechelli e Santos (2001) afirmam que criar um
grupo operativo de reflexão e psicoeducação para adolescentes pode ser uma
abordagem valiosa e benéfica para abordar temas pertinentes à faixa etária,
tratando de assuntos relevantes para os participantes. A aprendizagem centrada nos
processos grupais coloca em evidência a possibilidade de uma nova elaboração de
conhecimento, de integração e de questionamentos acerca de si e dos outros.
O PCC (2021) do curso de graduação em Psicologia da Faculdade Adventista
do Paraná (FAP) prevê a realização de estágios supervisionados, os quais ocorrem
em variadas áreas de atuação do profissional objetivando o contato do aluno nesses
locais e o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades necessárias à prática
profissional.
Por isso, com o desenvolvimento do projeto objetivou-se possibilitar um
espaço em que os adolescentes pudessem se expressar e refletir sobre temáticas
vivenciadas na adolescência, proporcionando apoio, acolhimento e oferecendo
informações psicoeducativas que visam tornar o usuário um agente ativo e
responsável em seu desenvolvimento pessoal e interpessoal.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. SUS - Sistema Único de Saúde

A saúde faz parte do bem-estar humano, o ser humano precisa de saúde para
a sua sobrevivência, o que engloba a saúde para que o homem possa ter uma boa
vivência ou bem-estar. Sendo a saúde algo necessário e tão importante para a
sobrevivência humana, a OMS, (Organização Mundial de Saúde) define saúde como
“um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência
de afecções e enfermidades” (PAIM, 2023). É possível notar, que existe uma
complexidade integrada que envolve o ser humano em ter saúde. Além da
responsabilidade para consigo próprio, é um tema que exige uma demanda coletiva,
sendo assim, é uma questão pública, que requer políticas públicas estadista para
que seja necessário saúde para a todos.
No contexto histórico do Brasil, no segundo meado do século XX, após a
ditadura brasileira, movimentos se engajaram para a construção de uma constituição
federal, em que o direitos fossem iguais a todos, no entanto, por conta da
desigualdade social, e em favor dos mais vulneráveis, e com o interesse em que a
saúde pudesse alcançar a todos brasileiros, por volta das décadas de 70 e 80,
grupos se mobilizaram para o movimento sanitário, visando refletir sobre um sistema
de saúde público capaz de resolver os desafios enfrentados no atendimento da
população, com a defesa do direito universal à saúde.
No final da década de 1970, diversos segmentos da sociedade iniciaram um
movimento que lutou pela “atenção à saúde”. Este movimento reivindicou a saúde
como direito de todos, dever do Estado, e que no seu sistema devia constar a
participação da população. Em 1976 é criada a SUCAM (Superintendência de
Campanhas de Saúde), a qual passa a se dirigir aos campos para controle de
endemias rurais. No ano de 1986 ocorre a 8a Conferência Nacional de Saúde (de
onde surgem as bases para criação do SUS – os princípios doutrinários do SUS).
Em 1988 a estabelece a constituição de 1988; regulamentado pelas Leis Orgânicas
da Saúde (Leis 8.080/90 e 8.142/90). E no dia 19/9/1990 foi criada a Lei de nº 8080
que propôs as condições para haver “uma promoção, proteção e recuperação da
saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, instituindo o
Sistema Único de Saúde (SUS)” (BVS, 2023).
O SUS é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde
pública do mundo, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação
da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de
órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a
população do país. Com a sua criação, o SUS proporcionou o acesso
universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. (BVS, 2023)

O SUS parte de alguns principios, que é a filosofia por trás de sistema de


saúde, e estes princípios são: Universalização: A saúde é um direito de cidadania de
todas as pessoas e compete ao Estado garantir esse direito, assegurando que todas
as pessoas tenham acesso às estas ações e serviços, independentemente de sexo,
raça, ocupação ou outras características sociais ou pessoais (BIBLIOTECA VIRTUAL,
2021).
Outro princípio é a Equidade, a qual o objetivo é reduzir desigualdades.
Embora todas as pessoas tenham direito aos serviços, elas não são iguais, portanto,
existem necessidades diferentes, em outras palavras, equidade significa tratar de
forma diferente aqueles que são diferentes, investindo mais onde a carência é maior
(BIBLIOTECA VIRTUAL, 2021).
E o terceiro e último é a Integralidade, esse princípio considera as pessoas
como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante
integrar ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o
tratamento e a reabilitação. Além disso, o princípio de integralidade pressupõe a
articulação da saúde com outras políticas públicas, para garantir uma atuação
conjunta entre as diferentes áreas que afetam a saúde e a qualidade de vida dos
indivíduos (BIBLIOTECA VIRTUAL, 2021).

2.2. Atenção básica em saúde


x

Um dos objetivos do SUS é a orientação e a prevenção à saúde. Com a


complexidade que existe em relação à saúde humana, o SUS divide essa
complexidade em níveis de atendimento, primário, secundário e terciário. A atenção
primária, também chamada de atenção básica de saúde, enquadra os princípios do
SUS atendendo os usuários com programas e desenvolvendo ações considerando
as necessidades da saúde. Com a estrutura que engloba o SUS, está as Unidades
Básicas de Saúde, que estão instalado próximo ao usuário dando garantia e acesso
a saúde a partir do acolhimento, consultas médicas e odontológicas, auxílio da
enfermagem e visitas de agentes de saúde, levantando dados e informações para
auxiliar o estado com estatísticas e estratégias com decisões de políticas públicas a
melhor servir (BRASIL, 2023).
As estatísticas e estratégias são essencial e prioritário para trazer qualidade e
qualificação à saúde. “Estratégias governamentais relacionadas, sendo uma delas a
Estratégia de Saúde da Família (ESF), que leva serviços multidisciplinares às
comunidades por meio das Unidades de Saúde da Família (USF)” (MINISTÉRIO DA
SAÚDE). Através desses programas o intuito é levar um grupo de profissionais na
área da saúde e capacitados levando promoção, prevenção e proteção à saúde
realizando consultas, exames, vacinas e entre outros.
Com esta prática e orientação para a família e a comunidade atendendo uma
estrutura socioeconômica e cultural de acordo a políticas políticas relacionadas à
saúde.
A Política Nacional de Atenção Básica considera os termos
“atenção básica” e “Atenção Primária à Saúde”, nas atuais
concepções, como termos equivalentes. Associa a ambos: os
princípios e as diretrizes definidos neste documento. A Política
Nacional de Atenção Básica tem na Saúde da Família sua estratégia
prioritária para expansão e consolidação da atenção básica..
(Comunidade Sanar, 2020).

Consequentemente, a rede pública, está para toda a população, esse é os


princípios centrais do SUS, com isso, o foco retratado neste trabalho é a
adolescência. Este foi um vislumbre geral da atuação do Sistema Único de Saúde e
como estas propriedades são atribuídas a todos, no entanto, é possível notar como
a saúde é uma preocupação estatal desde a fase infantil até a terceira idade.
2.3. Atenção básica em saúde mental

A OMS, organização mundial da saúde, propõe o seguinte conceito, “um es


bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-
se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade” (OMS,
2020). No entanto, este foi um conceito que foi evoluindo em determinado tempo.
Por consequente, a primeira citação da OMS foi no 1948, que diz "um estado de
completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças"
este conceito arrancou diversas críticas ao longo do tempo e por vários lugares “tem
sido alvo de inúmeras críticas, pois defini-la desta forma faz dela algo ideal…Alguns
autores sustentam que a definição teria possibilitado uma medicalização da
existência humana” (GAMA, 2014).
Entretanto, o termo de saúde mental abarca uma complexidade por conta
humano, pois, para designar tal conceito, primeiramente, seria necessário fazer uma
definição ontológica, do ser humano, sem embargo, o homem é um ser indefinido.
“O ser humano é uma unidade e uma totalidade” (TILLICH, 2010).
Não entrando nesse quesito, pois, visto que saúde mental sempre foi u
bastante discutido em seu percurso histórico, até mesmo estigmatizado a tal ponto
de ser algo negativo para o entendimento raso sobre o assunto, gerando um pré-
conceito já estabelecido ao longo de décadas e sendo transmitido por gerações. Nas
últimas décadas, a psicologia entrou de forma espontânea, de sua ampla
necessidade, devido à demanda crescente, as pessoas estão tendo mais contato, e
o conhecimento invade, rompendo com os conceitos negativos definidos.
Todavia, o desenvolvimento histórico sobre saúde mental, por meio de mu
estrutura do pensamento sobre determinadas realidades, estudos e críticas aos
sistemas implantados, foi possível desenvolver o entendimento sobre o ser humano
e sua estrutura psíquica, e o intento de inúmeras definições, o cuidado de um ser
humano para com outro ser humano é a melhor identificação do termo.
Dentro desse panorama, o Brasil, enfrenta os seus desafios, a saúde men
contra um sistema manicomial aterrorizante e desumano. Com todo o contexto
histórico é capaz de ressaltar dentro das políticas públicas o ensejo de inclusão na
constituição federativa. Como diz no “Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental,
de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão
formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo”.
É um direito do cidadão brasileiro, entrando na premissa do SUS.
Contudo, a prestação de serviço saúde mental apresenta na atenção bási
encargo do ministério da saúde, uma atenção com devidos fins, de que o
profissional da área da saúde possa prestar as competências de cuidado à saúde
mental dentro das prerrogativas exigidas pelo o SUS, por meio do Ministério da
Saúde:
Ao atentar para ações de saúde mental que possam ser realizadas no
próprio contexto do território das equipes, pretendemos chamar a
atenção para o fato de que a saúde mental não exige
necessariamente um trabalho para além daquele já demandado aos
profissionais de Saúde. Trata-se, sobretudo, de que estes
profissionais incorporem ou aprimorem competências de cuidado em
saúde mental na sua prática diária, de tal modo que suas
intervenções sejam capazes de considerar a subjetividade, a
singularidade e a visão de mundo do usuário no processo de cuidado
integral à saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013).

2.4. ECA

O Estatuto da Criança e do Adolescente é o documento de maior relevância


para configurar as diretrizes no tratamento com crianças e adolescentes dentro do
país (ECA, 2022), ele garante a proteção integral afirmando que crianças e
adolescentes são sujeitos de direitos. Também aponta os três pilares responsáveis
pela garantia desses direitos: Família, sociedade e estado. Segundo o estatuto é
responsabilidade destes “[...] condições para o pleno desenvolvimento dessa
população, além de colocá-la a salvo de toda forma de discriminação, exploração e
violência.” (ECA, 2022, p. 8)
O Sistema de Garantia de Direitos (SGCD), Conselho Nacional dos Direitos
da Criança e do Adolescente (CONANDA) e outros órgãos trabalham de forma
conjunta para viabilizar o ECA, a atuação é coletiva envolvendo poder público e
sociedade civil.
O ECA prevê cinco direitos fundamentais para a criança e o adolescente:
Vida e Saúde; Liberdade, Respeito e Dignidade; Educação, Cultura, Esporte e
Lazer; Profissionalização e Proteção no Trabalho. No direito fundamental à Vida e à
Saúde o Art. 7º trata especificamente da atenção à saúde da criança e adolescente,
que deve ser garantida através de políticas públicas visando condições dignas de
existência.
“ A criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde,
mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o
nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições
dignas de existência.” (ECA, 2022, p.13)

Brambilla e Avoglia (2010) apontam que o ECA é uma ferramenta importante


para psicólogos em geral, principalmente para os que trabalham em setores públicos
e atingem essa faixa etária. A partir dele é possível fortalecer a construção de
políticas públicas que consolidam ainda mais uma rede integral de atenção.

2.5. Adolescência

De acordo com Outeiral (2008), a palavra Adolescência tem origem no Latim,


ad (a, para) e olescer (crescer), indicando que o sujeito está pronto para crescer ou
se desenvolver. Em termos de idade, Muuss (1976) define a adolescência com o
período aproximado dos 12 ou 13 aos 20 e 22 e no Brasil, segundo o ECA, de 12 a
18 anos, dependendo das variações culturais e individuais. Outro termo relacionado
é a puberdade, que deriva do Latim "pubertas" e refere-se ao momento em que o
corpo passa por mudanças fisiológicas mais evidentes, com a maturação dos órgãos
sexuais e das funções reprodutivas.
Durante a puberdade, as meninas experimentam o crescimento dos seios, o
desenvolvimento de pelos na região pubiana e a menstruação, entre outras
mudanças filogenéticas. Nos meninos, são observadas mudanças no crescimento
esquelético e nos testículos, o desenvolvimento de pelos pubianos, a ejaculação, a
mudança vocal, o crescimento de pelos no rosto e no peito, entre outros
(Muuss,1976).
Ao falarmos desta fase do desenvolvimento, é necessário olhar para o
indivíduo de forma integral, deste modo, serão apresentadas algumas perspectivas
diferentes sobre a fase. No viés da Neurociência, conta Jensen e Nutt (2015), que o
cérebro do adolescente é quase um paradoxo, pois há uma discordância entre a
substância cinzenta e a substância branca no cérebro. A substância cinzenta
responsável pela recepção e integração de informações por meio dos neurônios é
abundante, enquanto a substância branca que é responsável por permitir que as
informações trafeguem em diversas partes da camada cinzenta, por sua vez, é
insuficiente. Portanto, ainda segundo a autora, o cérebro do adolescente pode ser
comparado com uma “Ferrari novinha em folha”, que está preparada e abastecida,
mas que ainda não passou pelo teste da pista. Ou seja, os adolescentes não podem
ser vistos como crianças e nem adultos neurologicamente, por isso é necessário
explorar todos os campos do conhecimento, assim como a neurociência, para criar
novas discussões sobre esta fase do desenvolvimento.
Todas essas mudanças causam estranhamento no adolescente, que busca
explorar seu mundo interno e revisar suas relações com os objetos arcaicos e as leis
internalizadas anteriormente (Eizirik; Bassols, 2013). Segundo Eizirik e Bassols
(2013), o adolescente enfrenta sentimentos de desamparo e desilusão em relação
aos pais, bem como um desejo de independência, o que o leva a procurar refúgio
em grupos, a fim de evitar o sentimento de solidão e abandono.O adolescente se
sente deslocado, pois precisa encontrar novos objetos de investimento.
No entanto, a adolescência também é marcada pelo olhar social, ou seja, pela
forma como a sociedade enxerga e percebe os adolescentes. Muitas vezes, os
adolescentes são estereotipados como rebeldes, irresponsáveis, ligados apenas a
diversões e irresponsabilidades. Esse olhar social pode impactar negativamente os
adolescentes, pois os rotula de forma geral e limita suas possibilidades. É importante
entender que cada adolescente é único, com suas próprias experiências e
personalidade, e não devem ser categorizados de acordo com estereótipos sociais.
Segundo Gomes (2018, p. 64):

A missão de se despertar do universo familiar leva cada jovem


a confrontar o cenário social específico no qual está inserido, de
acordo com os dispositivos sociais disponíveis ou não. Assim vemos
que o desamparo se faz presente nesse momento decisivo,
proporcionando uma condição de disponibilidade para a promoção de
laços identificatórios com as referências disponíveis.

Além disso, o olhar social também pode influenciar na forma como os


adolescentes se enxergam. Eles podem internalizar esses estereótipos negativos e
isso pode afetar sua autoestima e autoconfiança. Por isso, é necessário promover
um olhar mais empático e compreensivo em relação aos adolescentes, valorizando
suas individualidades e reconhecendo suas potencialidades. Toda essa discussão
revela um problema de políticas públicas que realmente assegurem a participação
dos adolescentes na rede de atenção à saúde, como APS, CAPSi, CDS, CRAS,
CREAS, CT, ECA, SGD, SUAS e outros.
Portanto, nosso papel como grupo de estagiários na rede de atenção básica,
é promover um ambiente mais inclusivo e de vínculo, que valorize a diversidade e
promova uma cultura de respeito, tolerância e acolhimento. É importante que os
adolescentes se sintam acolhidos e compreendidos em sua jornada de descoberta e
crescimento, e assim abrir caminhos que os auxiliem o protagonismo do
adolescente e um espaço para o Ser. Como Carl Rogers disse: “Compreensão
empática é a capacidade de se imergir no mundo subjetivo do outro e de participar
na sua experiência, na extensão em que a comunicação verbal ou não verbal o
permite. É a capacidade de se colocar verdadeiramente no lugar do outro, de ver o
mundo como ele o vê”. (Pensador, 2023).

2.6. Papel do psicólogo na atenção primária

Cada vez mais, tem-se ampliado a discussão da necessidade de uma ampla


gama de profissões na área da saúde para a realização de um trabalho integrado.
Para Ronzani (2006), a Psicologia vem ocupando um espaço cada vez maior
quando se fala em saúde, entretanto, para isso, é necessário que ocorra algumas
reformulações das práticas tradicionais que, em alguns momentos, acaba limitando
a prática do psicólogo em outras situações que não são a atuação clínica.
Em relação a isso, é instituído as Referências Técnicas para Atuação do
Psicólogo na Atenção Básica à Saúde, assim como também foi aprovada a
Resolução Nº 17, de 19 de Julho de 2022, que dispõe sobre os parâmetros
necessários para a prática do psicólogo(a) na atenção primária, secundária e
terciária em saúde, nas quais devem ser realizadas ações de prevenção e promoção
à saúde, além de apoio, suporte, matriciamento e construção de projetos
terapêuticos singulares junto aos usuários, familiares e demais profissionais de
saúde, como também o compartilhamento de saberes, práticas colaborativas e
articulações intra e intersetoriais.
Além disso, o parágrafo 1 do artigo 3°, informa que:
Para fins desta Resolução, a hora-Assistencial é a unidade de
medida relativa ao tempo médio estimado para a realização das
práticas psicológicas em saúde nos diferentes níveis de atenção, e
considera:
I - o planejamento de atividades, inclusive leitura de
prontuário, escolha, preparo, guarda e descarte de materiais;
II - a realização de intervenções, procedimentos e técnicas
psicológicas;
III - as ações compartilhadas, multi e interprofissionais,
territoriais e comunitárias;
IV - a supervisão, discussão de casos e reuniões de equipe;
V - o encaminhamento e direcionamento de demandas a
outros profissionais;
VI - a evolução em prontuário, elaboração de documentos,
preenchimento de instrumentais de produtividade, notificação e
vigilância, e demais rotinas administrativas.

Considerando o espaço da saúde pública e atenção básica , entende-se que


para a atuação do profissional é requerido que este tenha um embasamento
diversas áreas do conhecimento, visando principalmente e intervenção em grupos e
não apenas de indivíduos isolados, o que exige uma qualificação ainda maior para
este trabalho (Ronzani, 2006).
O Código de Ética Profissinal do Psicólogo (2005) reforça em seu 2° Princípio
Fundamental: O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de
vida das pessoas e das coletividades, contribuindo para a eliminação de quaisquer
formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Consoante a isso, segundo o Conselho Federal de Psicologia, atuando na Atenção
Básica em Saúde é necessário que o psicólogo e psicóloga “reafirme na sua prática
a máxima garantida na Constituição Federal de 1988 de que ‘A saúde é direito de
todos e dever do Estado’.”

3. DIAGNÓSTICO SOCIOTERRITORIAL

A partir de pressupostos teóricos, pesquisas e discussões realizadas em sala


de aula, entende-se a importância da construção do diagnóstico Socioterritorial, a
partir da necessidade de compreensão e análise do contexto em que serão
desenvolvidas as atividades do Estágio Supervisionado. Afinal, a identificação de
problemas e necessidades em saúde requer a análise da população com base em
variáveis demográficas, socioeconômicas e políticas. Esse procedimento envolve a
determinação dos problemas, quem está afetado por eles e quando e onde isso
ocorre. Isso, por sua vez, ajuda a definir políticas e prioridades.
Portanto, é fundamental compreender o perfil demográfico, socioeconômico e
epidemiológico da população para identificar suas necessidades e problemas de
saúde, bem como os fatores que influenciam a saúde e os riscos potenciais. Essas
informações são essenciais para orientar decisões políticas e estabelecer
prioridades em relação à organização dos serviços de saúde, à promoção da saúde,
à prevenção de doenças e à coordenação entre políticas setoriais para fortalecer o
Sistema Único de Saúde (SUS) no combate aos principais determinantes do
processo saúde-doença.
As intervenções, desta maneira, são estabelecidas a partir do conhecimento
da população alvo, seu contexto social e cultural, suas dificuldades, valores,
potencialidades, preferências e práticas. Dessa forma, após observação do local,
pesquisas sobre o município e o bairro no qual a Unidade de saúde está inserida,
conversa com a psicóloga G., e diretora R, responsável pelo local, foi estabelecido
que faríamos um cronograma de ações e temas a serem trabalhados dentro de um
grupo operativo, utilizando os serviços de prevenção e promoção de saúde,
assistência e psicoeducação em uma UBS, a partir da identificação da demanda de
intervenção e necessidades dos pacientes atendidos no local.
O diagnóstico da Unidade Básica de Saúde possibilitou o conhecimento da
estrutura física, funcionamento, atividades e práticas ali vivenciadas e sua
importância para potencializar o desenvolvimento psicossocial dos usuários do
serviço oferecido. O contato inicial com o estabelecimento proporcionou aos
participantes do grupo de estágio o conhecimento melhor da unidade onde iriam
atuar, assim como a localização e demais informações necessárias para o
desenvolvimento das atividades.

3.1. Município

Floresta é município integrante da Microrregião 09 - Norte Novo de Maringá, e


abrange uma área territorial de 158,226 quilômetros quadrados (IBGE, 2022), junto
à margem direita do Rio Ivaí. Em relação à sua localização:

Distância da Capital 463 km

Distância do Porto de Paranaguá 554 km

Distância do Aeroporto mais próximo- Maringá 20 km

De acordo com o último levantamento de dados do Instituto Brasileiro de


Geografia e Estatística (IBGE), a População Censitária de Floresta, em 2022, se
caracteriza por uma densidade demográfica de 66,10 habitantes por quilômetro
quadrado. Floresta conta com uma população total estimada de 10.548 pessoas
(IBGE, 2022). A última pirâmide etária do município foi realizada pelo IBGE em
2010. Segundo o registro, a população do município, distribuída por sexo e idade, é
constituída por:
Fonte: IBGE, 2010

O salário médio mensal dos trabalhadores formais é de 2,1 salários mínimos.


O município conta com 1351 pessoas empregadas, o que corresponde a apenas
17,4% da população (IBGE, 2020).

A cidade na qual a UBS se localiza, de acordo com o último censo realizado


(2010) apresenta 20% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 99.3%
de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 63.3% de domicílios
urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada,
pavimentação e meio-fio). O município de Floresta-PR apresenta-se em uma área
predominantemente rural, e possui uma atividade agropecuária bem representativa,
principalmente no que diz respeito a plantações de soja e milho.

3.2. Educação

Em relação à escolarização, de acordo com o site do IBGE (2020), 98,8% dos


indivíduos entre 6 e 14 anos, são escolarizados. Esse dado aponta uma cidade com
bom engajamento dos cidadãos com a educação e o processo educativo das
crianças em geral, revelando um número significativo de crianças e adolescentes
que frequentam a escola. A partir de pesquisas, realizadas pelos estagiários, na
plataforma virtual oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística, foram
coletados os seguintes dados, referentes às últimas coletas do IBGE sobre a
educação no município:

Matrículas no Ensino Fundamental (2020) 975 matrículas

Matrículas no Ensino Médio (2020) 222 matrículas

Docentes no Ensino Fundamental (2020) 47 docentes

Docentes no Ensino Médio (2020) 19 docentes

Número de estabelecimentos de Ensino fundamental (2020) 3 escolas

Número de estabelecimentos de Ensino Médio (2020) 1 escola

3.3. Saúde

De acordo com informações fornecidas pela supervisora do campo de estágio e


segundo o site da prefeitura do município, a Secretaria Municipal de Saúde de
Floresta é composta por:

● 3 UBS (Rubens Antônio Baqueta, Antônio Mansano, Pref. Humberto Munhoz)


● Sede da Secretaria de Saúde
● 1 Hospital 24h
● 1 Clínica de Fisioterapia
● Vigilância em Saúde (Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Sanitária)
● Especialidades Médicas: Ginecologia, Pediatria e Psiquiatria.

A rede Básica de Saúde de Floresta conta hoje com 3 Unidades Básica de


Saúde (UBS) sendo 2 Unidade Saúde da Família (ESF) e 1 Equipe de Atenção
Primária (EAP)- Humberto Munhoz, atingindo uma cobertura de 100% da população
e com um projeto para dar início a construção da 4º UBS no bairro Jardim Pinheiros.
As ESF têm na Equipe Agentes Comunitários da Saúde, Auxiliar de Enfermagem,
Enfermeira e Médico. Contam ainda com 1 equipe de saúde bucal vinculada a uma
das equipes ESF.
O horário de atendimento ao público das Unidades Básicas de Saúde, exceto
do Pronto Atendimento 24h, é das 7h30 às 17h. As atividades e serviços
especializados realizados nas unidades são de Atenção Básica/primária e Média
Complexidade. Os serviços ambulatoriais, de urgência e de vigilância são
disponibilizadas e realizados pelo SUS, e nesses espaços disponíveis os cidadãos
podem encontrar consultórios médicos, sala de atendimento de urgência e
emergência, atendimento odontológico, sala de curativo e higienização, espaço para
nebulização e medicação, sala de imunização, sala de pequenas cirurgias e espaço
para repouso e observação. Todas as unidades de Saúde em Floresta também
promovem assistência pré- natal e o hospital de referência para parto, segundo a
Rede Mãe-paranaense é o Hospital Universitário de Maringá.
O município de Floresta também se encontra equipado com farmácias para
venda de medicamentos e produtos de saúde, laboratórios para realização de
exames e agentes comunitários de saúde, que realizam periodicamente visitas aos
bairros do município. O secretário municipal de Saúde, Rogério Pereira Mendes,
coordena e executa as políticas de saúde dentro do município, desenvolvendo
também ações de vigilância sanitária e epidemiológicas.
O município possui ainda uma base descentralizada do SAMU e participa do
Consórcio Intermunicipal de Saúde do Setentrião Paranaense (CISAMUSEP). De
forma geral, nas atividades realizadas pelo sistema de Saúde de Floresta fazem
parte prestadores públicos, filantrópicos, privados, trabalhadores concursados,
contratados e terceirizados.
De acordo com o Plano Municipal de Saúde de Floresta, o município
conseguiu evoluir nestes anos para uma atenção básica resoluta e que tenha a
capacidade de coordenar o cuidado, as equipes têm adotado o planejamento
estratégico e a Vigilância em Saúde como rotina de suas práticas diárias. Porém,
necessita-se ainda promover reflexões e mudança no processo de trabalho de
alguns profissionais para que os mesmos adotem estas ferramentas de gestão tão
importantes para o alcance das metas pactuadas pelo município.

3.3.1. Saúde Mental

O Município de Floresta conta com 2 Psicólogas (J. e G.) que são


responsáveis pelo atendimento Clínico e Saúde Mental, exclusivas para os
atendimentos dos pacientes de 12 anos ou mais, (os pacientes com idade inferior
são encaminhados para as Psicólogas das Escolas), e o serviço está se expandindo
após o estabelecimento da Clínica-escola de Psicologia no município em parceria
com a Faculdade Adventista do Paraná. De acordo com a psicóloga G., com a
Pandemia houve um aumento grande nas demandas para atendimento Psicológico
e Psiquiátrico. O Município ainda possui uma médica psiquiatra que atende 1 vez na
semana as consultas encaminhadas pelos Médicos ou pelas Enfermeiras da ESF e
EAP.
Os encaminhamentos para o serviço de psicologia ou psiquiatria são
realizados por médicos, que preenchem um formulário no qual deve constar: dados
do paciente, motivo do encaminhamento, carimbo e assinatura. De acordo com a
psicóloga da UBS, a fila é muito grande e grande parte dos pacientes está há muito
tempo esperando para serem atendidos pelo serviço. Os pacientes são sempre de
Floresta, porém os encaminhamentos às vezes são feitos por médicos de fora. (Por
exemplo, quando o paciente é encaminhado por alguém da sua UBS de origem para
atendimento com outro especialista não disponível em Floresta, e o paciente retorna
com esse encaminhamento).
As psicólogas da Unidade Básica, de forma geral, trabalham todos os dias
com atendimentos individuais, realizados com agendamento, com periodicidade
semanal. Não é realizada a estratificação de risco e não há em funcionamento um
fluxograma de saúde mental no município.
Segundo o Plano Municipal de Saúde do município, que estabelece as
bases, diretrizes, traça os objetivos e descreve ações em saúde, a gestão de 2022-
2025, no que se refere a saúde mental, delimita:
Prioridade Ações Programadas Estratégias Metas

1. Ações de Educação 1. Capacitação em 100% dos


permanente aos profissionais da Saúde Mental trabalhadores
UBS em Saúde mental; através do da unidade
2. Discussão de casos com a matriciamento; capacitados
equipe, buscando a implantação 2. Educação
da Clínica Ampliada; Coletiva em
3. Ações relacionadas aos Escolas, Obra de
familiares e cuidadores; Assistência Social
4. Promover equidade, Papa João XXII,
reconhecendo os determinantes 3ª idade e
sociais da Saúde; funcionários
5. Combater estigmas e públicos em geral;
7. Saúde mental preconceitos; 3. Implantar
6. Garantir acesso e qualidade grupos de apoio;
dos serviços, ofertando cuidado 4. Apoiar grupos
integral e assistência de auto-ajuda
multiprofissional, sob a lógica (amor exigente);
interdisciplinar; 5. Construção da
7. Desenvolver atividades no Clínica de
território, que favoreça a Psicologia em
inclusão social com vistas à parceria com IAP.
promoção de autonomia e ao
exercício da cidadania;
8. Prevenir o consumo e a
dependência de crack, álcool e
outras drogas.
Fonte: Plano Municipal de Saúde (2022)

Existem também vários consultórios particulares de odontologia, psicologia e


médicos que oferecem atendimento privado em seus próprios locais. Para consultas,
diagnósticos e serviços mais especializados, é viável se deslocar até a cidade de
Maringá, que está localizada a apenas 30km de distância e possui recursos médicos
avançados prontos para atender o público, com diversos estabelecimentos operando
24 horas por dia. É possível alcançar o centro da cidade de Maringá de ônibus, com
um custo de cerca de R$7,05.

3.4. UBS Humberto Munhoz


A Unidade Básica de Saúde Humberto Munhoz, campo de estágio, está
localizada no endereço: Av Getúlio Vargas, 2219. A Unidade conta com uma
estrutura adequada, com salas equipadas com ar condicionado, iluminação e
ventilação suficientes. Possui salas de atendimento, curativos, medicação,
ultrassom, sala para as ACS, cozinha, e banheiro. Passou por uma reforma no ano
de 2021, sendo reinaugurada no dia 18 de fevereiro de 2022.
O horário de atendimento da unidade é de segunda a sexta feira das 07:30h às
11:30h e das 13:00h às 17:00h.
A equipe é composta por:

Médicos

- Dr. Felix Antônio Perna da Vega (Médico da Família), atendimentos de


segunda a quinta feira as 07:30h às 11:30h da 13:00h às 17:00h;
- Drª. Aline Belanda Canalli (Psiquiatra) atendimento de segunda feiras das
07:30h às 11:30h;
- Dr. Márcio Luiz Violato (Radiologista) aos sábados, horário de acordo com a
agenda;

Fonoaudióloga

- Danielly Daiany Mussolini, atendimento de segunda a quinta-feira das


07:00h às 12:00h;

Nutricionista

- Gisele Marutti Pelizer, atendimento de segunda a quinta-feira das 13:00h às


17:00h, sextas feiras das 08:00h às 12:00h;

Psicólogas

- Gisele Pereira Higino Vareschini, atendimento quarta-feira 13:00h às


18:30h; quinta 7:00h às 12:00h; 13:00h às 17:00h sexta 7:00h às 12:30h;
- Jeniffer Adriana Barbosa Alarcão, atendimento de segunda a sexta-feira das
7:00h às 11:00h.

Em relação a equipe, a psicóloga afirmou que considera ser uma equipe


relativamente pequena, dado o número de usuários que utilizam o serviço. Em
relação à saúde mental, a psicóloga relatou a existência de sobrecarga nos
encaminhamentos e agenda sempre lotada. Com isso, a maior parte dos pacientes
espera por muitos meses na fila até conseguir uma vaga para atendimento. Muitas
vezes, até mesmo os casos mais graves necessitam entrar na fila de espera devido
ao número elevado de casos da mesma complexidade.
Portanto, a partir das informações obtidas através do relato das responsáveis
pelo local e provenientes de observação direta dos estagiários, pôde-se perceber
que no local é existente a grande necessidade de trabalhar nos grupos operativos
temas relativos à relacionamento, enfatizando aspectos de relação interpessoal,
desenvolvimento de práticas de respeito e tolerância, comunicação assertiva,
Autoestima, Conflitos familiares, Bullying, autoestima e fortalecimento de vínculos.
Logo, esses aspectos foram essenciais para nortear o trabalho dos estagiários e
suas intervenções dentro dos encontros com o grupo.

4. Metodologia
O estágio supervisionado básico lV foi realizado por um grupo de 7
estagiários do 8º período de Psicologia da Faculdade Adventista do Paraná, na
Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Floresta/PR. Os encontros foram
realizados com um grupo de adolescentes, e contou ao todo com a participação de 6
integrantes, pertencentes à faixa etária de 12 a 16 anos de idade.
Para as ações interventivas foram desenvolvidos 10 encontros com o grupo
operativo, que ocorreram entre o dia 06 de setembro e o dia 30 de novembro de
2023 às quartas ou quintas feiras, semanalmente, das 14h às 15h horas em uma
sala separada para o atendimento, dentro da UBS.
Antes de acontecerem os primeiros encontros com os os adolescentes, foi
necessário realizar uma reunião entre os estagiários, a diretora, e psicóloga
responsáveis pela UBS, a fim de que todos pudessem se conhecer. Neste encontro,
as representantes do local apresentaram as principais demandas para a elaboração
das intervenções. Depois, conduzidos pela psicóloga, os estagiárias realizaram o
primeiro plano de ação, onde tiveram contato com as fichas de encaminhamento
médico de pacientes que buscaram atendimento psicológico. O grupo entrou em
contato com os responsáveis pelos adolescentes através do telefone da UBS,
apresentando a proposta do grupo operativo e convidando-os para um breve
encontro a fim de se conhecerem melhor, entenderem a demanda do adolescente e
explicar mais detalhadamente a proposta dos encontros planejados. Após esta
etapa, o primeiro encontro foi realizado, e a partir dele, outros planos de adesão
aconteceram , como uma visita a uma reunião de pais da escola Monteiro Lobato, e
no ginásio de esportes para convidar mais adolescentes, e cartazes que
divulgassem o grupo.
Para a execução das intervenções os estagiários buscaram abordar temáticas
que perceberam necessárias a partir do contato com os adolescentes, sugestões
dadas pela psicóloga da UBS, e sugestões dos próprios participantes. Assim, com
base nas demandas apresentadas, foram realizados os planos de ação, os quais
nortearam o trabalho dos estagiários em cada uma das intervenções. Montamos
uma estrutura para planejar, organizar e avaliar os encontros incluindo objetivos e
metas, ações e descrição do processo. Os planos de ação foram construídos e
alguns sofreram modificações ou adaptações durante sua execução, a partir do
surgimento de novas necessidades e demandas dos usuários.

Segue abaixo o quadro dos temas das práticas realizadas com o grupo:

DATA TEMÁTICA

27/09 Conhecendo o grupo; O que é a adolescência- parte I

05/10 O que é adolescência- parte II

11/10 Comunicação não violenta

19/10 Emoções - parte l

20/10 Emoções - parte ll

01/11 Bullying, auto-estima e auto-imagem

09/11 Relações familiares

16/11 Relacionamento e Sexualidade

23/11 Vícios, autocontrole, álcool e drogas

30/11 Projeto de Vida

Para melhor compreensão e observação dos projetos realizados, é possível


encontrar os planos de ação e relatos, juntamente com alguns registros fotográficos,
na seção “anexos” deste trabalho
A estrutura das intervenções que compuseram a estrutura dos encontros semanais
foram: Inicialmente, havia uma roda de discussão para apresentar e levantar
reflexões sobre o assunto, bem como avaliar o conhecimento prévio dos
adolescentes sobre o tema. Em seguida, eram realizadas atividades lúdicas para
articular o tema de maneira mais contemplativa e participativa (os recursos utilizados
para alcançar os objetivos foram variados, como jogos e brincadeiras, dinâmicas,
recursos midiáticos, pintura, colagem e encenações). Ao final, sempre havia o
momento da arteterapia, um recurso prático para expressão do que havia sido
trabalhado de maneira subjetiva.
Os recursos necessários para execução das atividades foram provenientes da
clínica-escola de psicologia da Faculdade Adventista Paranaense ou cedidos pelos
próprios estagiários.
Por fim, foi realizado um último encontro com a supervisora do campo e a
diretora da UBS, de caráter devolutivo, onde foi feito o encerramento e retomada
dos encontros, repassando quais foram as metodologias adotadas e quais os temas
trabalhados durante o período de estágio. Nesse encontro também foi feito um
feedback dos desafios encontrados e dos resultados alcançados, bem como
sugestões para o próximo grupo de estagiários.

5. Resultados
No primeiro encontro foram observadas algumas demandas que precisavam
ser trabalhadas com os adolescentes, devido a isso realizamos planos de ação e
atividades para desenvolver as áreas percebidas. Os planos de ação tiveram como
objetivo explorar a fase da adolescência de forma simples e interativa, tendo como
principal propósito tornar os participantes protagonistas do grupo e das discussões
sobre a fase da adolescência que estão vivenciando. O primeiro encontro buscou
desenvolver atividades para conhecer melhor os participantes, estabelecer vínculos
e para eles conhecerem os estagiários. Deste modo foram realizadas atividades e
dinâmicas interativas com o intuito de criar um ambiente mais leve e acolhedor.
Foram também trabalhados temas sobre Comunicação Não-violenta, Bullying,
Sexualidade e relacionamentos, Emoções (tristeza, alegria, raiva, medo, nojo),
Relações familiares, Auto Estima, Autocontrole e Vícios (Drogas e Álcool) e projeto
de vida.
Dentro desses temas e atividades propostas, estabelecemos e esboçamos
resultados que esperávamos receber dos participantes. Entre eles, estão: expressar
sentimentos, facilitar a comunicação, formação de vínculos entre os participantes e
entre os estagiários, promoção de um ambiente facilitador, autoconhecimento e
conscientização. Ao longo dos 10 encontros, foi possível observar que esses
resultados foram alcançados pelo grupo apesar das especificidades individuais de
cada participante e foi de forma gradativa. Pelo grupo possuir poucos participantes,
foi possível acompanhar a evolução de cada um de maneira gradual. Um dos
objetivos principais foi proporcionar um ambiente para que eles pudessem ser, de
forma singular e subjetiva.
Foi possível observar que alguns participantes desenvolveram aspectos
diferentes do que outros. Por exemplo, as meninas do grupo se aproximaram mais e
desenvolveram mais vínculos, mas ao mesmo tempo os meninos participaram de
forma ativa nas atividades. Mesmo enfrentando algumas dificuldades, foram
desenvolvidas estratégias para envolver a todos no seu modo. Foram desenvolvidas
atividades mais recreativas e dinâmicas pensando em cada um dos participantes e
de acordo com a forma que cada um se apresentava, como os mais tímidos e os
mais comunicativos. Por fim, os objetivos traçados no começo do planejamento dos
estágios foi alcançado, pois foi possível desenvolver um ambiente seguro e
acolhedor com o grupo.

6. Análise (Discussão)

Ferreira (2022) discorre sobre o objetivo da promoção de saúde mental:


propiciar um desenvolvimento saudável no indivíduo. A saúde mental fica evidente
quando o adolescente pode exercer suas atividades diárias de forma eficaz e
produtiva, mantendo uma boa relação com si e com o ambiente. Uma ferramenta
que auxilia nesse processo é o autoconhecimento.
A partir de atividades que estimulem o autoconhecimento, os adolescentes
puderam compreender seu valor e construir confiança para enfrentar as situações do
dia a dia. Diversas dinâmicas influenciaram na construção do autoconhecimento,
mas vale destacar as presentes no Anexo J, Anexo K, Anexo N. No 10º encontro,
com o tema projeto de vida e encerramento das atividades de 2023, foi entregue um
caderno personalizado para que cada participante pudesse colocar seus “sonhos e
vivências”, o caderno serve como incentivo para continuar o processo de
autoconhecimento que foi iniciado no grupo. Ferreira (2022) argumenta que é
nesses cenários que o autoconhecimento funciona como promotor de saúde, pois
auxilia nas formação de habilidade individuais que favorecem a saúde mental.
A formação de vínculo e a promoção de um ambiente facilitador dentro do
grupo operativo é fundamental para que os objetivos deste sejam alcançados. Para
Wallon (1975), o indivíduo desenvolve seus mecanismos de aprendizagem por meio
da vinculação e desenvolve relações e novos vínculos com a aprendizagem.
É possível observar, então, a criação do vínculo quando os participantes
demonstraram conforto em expressar seus sentimentos e opiniões, dentro dos seus
limites (ANEXO G, ANEXO J), também sentiram-se à vontade para negar participar
das atividades que não queriam ou não sentiam-se confortáveis (ANEXO J). Quando
N perguntou sobre S, demonstrando que sentiu falta da colega no encontro, bem
como quando S perguntou sobre a estagiária Valéria (ANEXO G, ANEXO K),
percebe-se um vínculo sendo estabelecido, tanto entre os membros do grupo quanto
entre os estagiários e os participantes.
Tais momentos em que os adolescentes expressaram sua vontade, desde
não participar de algumas atividades até ficar em silêncio durante todo o encontro
(ANEXO D, ANEXO I, ANEXO M) poderia-se dizer que nenhum resultado está
sendo alcançado, no entanto, outro viés possível de pensar está na possibilidade
da criação de um ambiente livre para que eles pudessem ser quem são sem
nenhum julgamento, ou cobrança. Considerando que a criação desse ambiente
era um dos objetivos do grupo operativo, se faz necessário enxergar a expressão
dos adolescentes como um resultado positivo. Poder ficar em silêncio e não
atender às expectativas dos demais.
No Anexo O a estagiária Cryscella possibilitou um ambiente facilitador ao I
quando se ofereceu para ajudá-lo a começar a atividade, a estagiária fez o tronco
da árvore solicitada e após esse momento ele desenvolveu todo o resto como
proposto sem apresentar angústia ou dificuldade. Nesse momento as estagiárias
puderam notar que I sentia angústia em visualizar o papel em branco, mas com
auxílio para iniciar a atividade ele desenvolvia bem.
Os participantes do grupo operativo apresentaram dificuldade em se
comunicar durante todo o estágio (ANEXO I, J, K), no entanto, entende-se como
uma característica marcante dessa fase o silêncio e visualiza-se algumas conquistas
ao longo do período, como a I conseguindo falar mais espontaneamente nos
encontros, o I mantendo mais contato visual com o estagiários e retirando seu capuz
(ANEXO O) e S partilhando o que gostou, suas dúvidas e preocupações pessoais
(ANEXOS I, J, L).

Pichon Riviere (2005) em seu trabalho sobre grupos operativos salienta que a
finalidade do coordenador é manter dentro do grupo uma comunicação que seja
ativa e criadora. Desde os primeiros encontros do Grupo de Reflexão para
Adolescentes foi possível enxergar a dificuldade em realizar essa comunicação, “As
estagiárias enfrentaram dificuldades em estimular a discussão, já que a maioria das
respostas dos participantes eram ‘não sei’" (ANEXO D).
A dificuldade em expressar sentimentos e falar de si mesmo foi uma
característica marcante durante o percurso dos encontros realizados com os
adolescentes (ANEXO H, ANEXO I, ANEXO K) , tornando-se uma dificuldade para a
realização das atividades propostas, depois dos primeiros dois encontros foi possível
delimitar que esta seria a principal tarefa do grupo operativo.
Mariano (2021) afirma que o grupo operativo é uma técnica que colabora no
processo de conscientização e aprendizagem de saúde, no caso específico do grupo
trabalhado se tratava de conscientização sobre temas da adolescência e
aprendizagem de saúde mental. O autor afirma que:
“No trabalho operativo cada um contribui com o que pode, com sua
história, seu repertório de condutas, sua forma de ser. O conjunto de
contribuições articuladas em relação ao objetivo grupal é que vai
produzir um novo conhecimento, uma nova possibilidade. Para isso, é
necessária a valorização de cada integrante do grupo e o
reconhecimento das limitações e possibilidades humanas frente aos
conteúdos implícitos e explícitos. “ - (Mariano, 2021. p. 321)

Em cada atividade proposta, era demarcado que os participantes poderiam


ou não participar, também poderiam dar sugestões de outras atividades e temas
para serem discutidos. A partir do 6º encontro (ANEXO J) foi possível observar um
avanço em relação a expressão de sentimentos, quando uma participante
compartilhou dúvidas íntimas.
Mariano (2021) afirma que essa comunicação dentro do campo grupal pode
produzir aspectos positivos, pois o que um participante fala ressoa nos demais, o
que nesse caso resultou em um melhor engajamento nas atividades e uma sutil
melhora na expressão de sentimentos.
Possibilitar esse espaço de acolhimento, apoio e incentivo à expressão de
sentimentos e emoções é essencial para o público adolescente, visto que muitas
vezes eles não têm esse espaço em qualquer outro lugar, (Colissi, 2022). É
importante evidenciar que cada emoção e sentimento tem um espaço na vida do
adolescente, como também ressaltar que sua opinião é relevante, ele é protagonista
de sua história.
Pensando nesse protagonismo, Costa (2015) aponta que é necessário aplicar
metodologias participativas, para que o indivíduo participe do planejamento de ações
frente à prevenção e conscientização de temas relacionados à sexualidade.
Marques (2000) aponta que é necessário especial atenção ao uso de drogas visto
que nesse período de maior vulnerabilidade, o adolescente expõe-se também a
muitos riscos.
Foram desenvolvidos dois encontros com foco em conscientização, um sobre
sexualidade (ANEXO J) que repassou prevenção de gravidez na adolescência e
DST’s como também um espaço livre para a reflexão do tema e a ressignificação de
conceitos estigmatizados como “prazer”, “liberdade” e “limites”, o outro encontrou
focou na prevenção do uso e abuso de drogas (ANEXO L), no qual foi aberto espaço
para que os participantes pensassem e compartilhassem motivos que levam
indivíduos a fazer o uso da drogas, como também fatores protetivos.
Marques (2000) afirma que o encontro do menor com as drogas é um tema
difícil de ser abordado em decorrência de sua complexidade, entretanto é essencial
que haja um espaço para tal reflexão visando a prevenção de saúde. No 8º
encontro observou-se a relevância de trabalhar tal assunto visto que as drogas e
álcool fazem parte do contexto da maioria dos participantes do grupo, que relataram
ter família e amigos envolvidos.
Os encontros com o Grupo de Reflexão para Adolescentes evidenciaram que
apesar do progresso observado, seis meses não são suficientes para solucionar os
problemas ou ter qualquer mudança permanente na vida dos adolescentes.
Entretanto, trata-se do início do processo no qual as ferramentas para a
ressignificação de vivências foram apresentadas, e a busca pelo autoconhecimento
foi enxergada como relevante.
7. Conclusão e considerações finais

Em vista de todo o panorama abordado neste trabalho, o desenvolvimento


atribui a atenção básica de saúde, fazendo um levantamento de dados e
observações referente ao Estágio supervisionado básico IV. Em virtude, as
decorrências inspecionadas, planejamento elaborado sobre as contingências e
necessidade da Unidade Básica de Saúde (UBS) Humberto Munhoz, com o
monitoramento da orientadora e com base no que foi apresentado, dentro das
normativas do termo de compromisso, é possível realizar as seguintes
considerações: atenção básica ou primária que possui um olhar no sujeito de forma
individual e coletiva. Desde o nascimento até o período da terceira idade, o Sistema
Único de Saúde (SUS), está voltado aos princípios que decorrentes aos direitos
humanos, mostrando que o ser humano tem direito à sobrevivência e um viver
integrado ao bem-estar no âmbito físico, mental e social.
Com isto, os profissionais da área da saúde, estão resguardados pelo código
de ética, que, assegura-os na prevenção e promoção da saúde. Não obstante, o
SUS trabalha em favor das políticas públicas, e essa contribuição na saúde mental,
sendo, porventura, de responsabilidade do ministério da saúde, os cuidados
previstos aos aderentes do sistema como também dos profissionais que trabalham
em pró da qualidade do serviço prestado à comunidade. Neste caso, está a atuação
do psicólogo na atenção básica de saúde, onde se nota uma grande demanda
levado para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), por consequente, há uma
sobrecarga no trabalho desenvolvido pela psicóloga.
Averiguando as contingências, foi realizado um grupo operativo para
trabalhar na psicoeducação para adolescentes por meio da reflexão, a qual, está na
fase de transição que passa do infantil para a adulta, propondo base na construção
do indivíduo. Atendendo aos devido fins, foi planejado, desenvolvido e trabalhado,
um projeto que possibilitou os adolescentes ter um espaço dentro da UBS,
Humberto Munhoz, com enfoque na saúde do adolescente, que proporcionou refletir
sobre temáticas vivenciadas por eles e que pudessem expressar-se de uma maneira
cômoda e a vontade, mediante as atividades, dinâmicas e roda de conversa
providenciados pelos os estagiários.
Consequentemente, os resultados foram alcançados através dos objetivos,
atendendo as necessidades e tendo um feedback positivo vindo dos aderentes ao
projeto. Por parte, dos estágios, fica a alegria pelo o período de aprendizagem e a
gratidão pela a monitoria da psicóloga da UBS e orientação da supervisora da
disciplina, a receptividade dos colabores da UBS Humberto Munhoz, que
proporcionou um espaço para abertura e execução do projeto e que estabeleceu
convênio vitalício com a universidade e um vinculos com os estagiários.

REFERÊNCIAS

BIBLIOTECA VIRTUAL: em Saúde do Ministério da Saúde. Lei nº 8080: 30 anos de


criação do Sistema Único de Saúde (SUS), 2001. Disponível em:
<[Link]
saude-sus/#:~:text=Em%2019%2F9%2F1990%20foi,%C3%9Anico%20de%20Sa
%C3%BAde%20(SUS)>. Acesso em: 18/10/2023.

BRAMBILLA, Beatriz Borges; AVOGLIA, Hilda Rosa Capelão. O Estatuto da


criança e do adolescente e a atuação do psicólogo. Psicol inf., São Paulo , v. 14,
n. 14, p. 102-121, out. 2010. Disponível em: <[Link]
script=sci_arttext&pid=S1415-88092010000100007&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em:
18/10/2023.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069, de 13 de julho de


1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras
providências. Brasília, DF: Senado Federal, 2022. Disponível em:
<[Link]
publicacoes/[Link]>. Acesso em: 18/10/2023.

BRASIL. Ministério da Saúde. O que é Atenção Primária?. Secretaria de Atenção


Primária à Saúde, 2023. Disponível em:
<[Link]
Acesso em: 18/10/2023.

COLISSI, Julia, et al.. As Emoções na Adolescência: O Que Tem Atrás da


Máscara? Extensio: R. Eletr. de Extensão, ISSN 1807-0221, v. 19, n. 41, p. 167-
178. Florianópolis, 2022.
COMUNIDADE SANAR. Princípios e Diretrizes da Atenção à Saúde, 2020.
Disponível em: <[Link]
principios-e-diretrizes-ligas>. Acesso em: 18/10/2023.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências Técnicas para Atuação de


Psicólogas(os) na Atenção Básica à Saúde. XVII Plenário, 2016. Disponível em:
<[Link]
psicologasos-na-atencao-basica-a-saude/>. Acesso em: 18/10/2023.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional do
Psicólogo. XIII Plenário, Brasília, 2005. Disponível em: <[Link]
content/uploads/2012/07/[Link]>. Acesso em: 18/10/2023.

COSTA, A. C. P. DE J. et al.. Protagonismo de adolescentes na prevenção de


doenças sexualmente transmissíveis. Acta Paulista de Enfermagem, v. 28, n. 5, p.
482–487. São Paulo, 2015. Disponível em:<
[Link] >. Acesso em:
03/12/2023.

FERREIRA, I. M. F. et al.. Do Autoconhecimento ao Autoconceito: Revisão


Sobre Construtos E Instrumentos Para Crianças E Adolescentes . Psicologia em
Estudo, v. 27, p. e49076. Maringá, 2022. Disponível em:
<[Link] Acesso em:
03/12/2023.

FLORESTA, Prefeitura Municipal de. Galeria de Imagens, 2020. Disponível em:


<[Link] Acesso em:
18/10/2023.

GAMA, C. A. P. DA .; CAMPOS, R. T. O.; FERRER, A. L.. Saúde mental e


vulnerabilidade social: a direção do tratamento. Revista Latinoamericana de
Psicopatologia Fundamental, v. 17, n. 1, p. 69–84, mar. 2014.

GOMES, Vinicius Romagnolli R. Adolescentes na contemporaneidade:


desamparo e laços fragilizados em meio aos ideais da sociedade de consumo.
Rio de Janeiro: Gramma, 2018. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 18/10/2023.

JENSEN, Frances; NUTT, Amy Ellis. O cérebro adolescente: guia de


sobrevivência para criar adolescentes e jovens adultos. Rio de Janeiro:
Intrinseca, 2016. Disponível em: <[Link]
BR&lr=&id=T7A0DQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT5&dq=adolescencia+e+neurocientista&
ots=JEpKLUWchi&sig=kAOfmRurch0d7qc1Am7EkqsH6HM&redir_esc=y#v=onepag
e&q=adolescencia%20e%20neurocientista&f=false.>. Acesso em: 12/10/2023.

LEVY, Ruggero. O adolescente. In: EIZIRIK, Claúdio Laks; BASSOLS, Ana


Margareth Siqueira. O ciclo da Vida Humana: Uma Perspectiva Psicodinâmica. Porto
Alegre: Artmed, 2013, p. 167 – 179.

MARQUES, A. C. P. R.; CRUZ, M. S.. O adolescente e o uso de drogas. Brazilian


Journal of Psychiatry, v. 22, p. 32–36. São Paulo, 2000. Disponível em: <
[Link] Acesso em:
03/12/2023.
MARIANO, Ederson, et al.. Grupos Operativos como Dispositivo na Promoção
da Saúde. PSICOLOGIA, SAÚDE & DOENÇAS,, 314-325 ISSN - 2182-8407.
Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde - SPPS. Maringá, 2021. Disponível
em<[Link] Acesso em:
03/12/2023.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Secretaria de Atenção à Saúde. Saúde Mental Cadernos
de Atenção Básica, nº 34 Brasília – DF 2013.

MUUSS, Rolf E. Teorias da adolescência. 5 edição. Belo Horizonte – MG:


Interlivros, 1976.

Organização Mundial da Saúde (2020). Manejo clínico de condições mentais,


neurológicas e por uso de substâncias em emergências humanitárias. Guia de
Intervenção Humanitária. Brasília, DF: OPAS.

OUTEIRAL, José Ottoni. Adolescer. Rio de Janeiro: Revinter, 2008.

PAIM, Janilson Silva. Sistema Único de Saúde (SUS) aos 30 anos. Ciência &
Saúde Coletiva, v. 23, n. 6, p. 1723–1728, jun. 2018. Disponível em:
<[Link] Acesso em 18 de
out. 2023.

PENSADOR. Frases e pensamentos. Disponível em:


[Link] Acesso em: 12/10/2023.

PICHON-RIVIÈRE, Enrique. O processo grupal (7 ed.). Martins Fontes. São Paulo,


2005.

RONZANI, Telmo Mota ; RODRIGUES, Marisa Cosenza. O psicólogo na atenção


primária à saúde: contribuições, desafios e redirecionamentos. Psicologia:
Ciência e Profissão, v. 26, n. 1, p. 132–143, 2006. Disponível em:
<[Link] Acesso em:
18/10/2023.

TILLICH, Paul. A concepção de homem na filosofia existencial. Rev. abordagem


gestalt. [online]. 2010, vol.16, n.2, pp. 229-234. ISSN 1809-6867.

WALLON, Henri. A psicologia genética. Trad. Ana Ra. In. Psicologia e educação
da infância. Lisboa: Estampa (coletânea). 1975
ANEXOS

ANEXO 1 - Foto do Município de Floresta - Paraná

Fonte: Floresta, 2020

Você também pode gostar