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Índice

O documento aborda as Necessidades Educativas Especiais (NEE), com foco na Síndrome de Down, discutindo suas causas, características e particularidades dos alunos afetados. A pesquisa é qualitativa e bibliográfica, visando compreender as NEE e propor ações pedagógicas para promover a inclusão desses alunos no ambiente escolar. O trabalho destaca a importância de adaptar as condições de aprendizagem e sensibilizar os intervenientes do processo educativo para as necessidades específicas dos alunos com Síndrome de Down.
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O documento aborda as Necessidades Educativas Especiais (NEE), com foco na Síndrome de Down, discutindo suas causas, características e particularidades dos alunos afetados. A pesquisa é qualitativa e bibliográfica, visando compreender as NEE e propor ações pedagógicas para promover a inclusão desses alunos no ambiente escolar. O trabalho destaca a importância de adaptar as condições de aprendizagem e sensibilizar os intervenientes do processo educativo para as necessidades específicas dos alunos com Síndrome de Down.
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Índice
[Link]ção...................................................................................................................................3

[Link]...................................................................................................................................4

[Link]................................................................................................................................4

[Link] educativas especiais.............................................................................................5

[Link] básicos.......................................................................................................................5

[Link] das NEE....................................................................................................................5

[Link] de NEE.............................................................................................................................6

2.0.Síndrome de down (SD) ou trissomia 21...................................................................................8

[Link] Síndrome de down (SD) ou trissomia 21.......................................................................8

[Link] características do Síndrome de down........................................................................9

[Link] de alerta Síndrome de down (SD) ou trissomia 21........................................................10

[Link] dos alunos com Síndrome de Down..............................................................11

4.0.Ações pedagógicas para com os alunos com Síndrome de Down............................................12

[Link]ão.................................................................................................................................13

[Link]ências bibliográficas........................................................................................................14
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0.1. Introdução
O presente trabalho surge na cadeira de Psicologia de Aprendizagem com seguinte tema:
Necessidades educativas especiais do tipo Síndrome de Down, visto que Necessidades
Educativas Especiais refere-se as dificuldades acentuadas de aprendizagens ou limitações no
processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das actividades curriculares. E
Síndrome de Down ou Trissomia é um conjunto de sintomas fisicos e mentais que resultam de ter
cópia extra do cromossoma 21, ou por outra é um distúrbio genético causado pela presença de um
cromossoma 21 extra total ou parcialmente. A síndrome de Down é causada por excesso de
material cromossômico no indivíduo, e as principais características do Síndrome de Down podem
ser agrupadas em físicas e comportamentais sendo visíveis por certo indivíduo apresentar parte
exterior da íris manchas de cor ligeira e as orelhas relativamente pequenas.

Debruça também sobre as particularidades dos alunos com Síndrome de Down que que de certa
forma são influenciado por factores que facilitam e inibem a aprendizagem destas crianças, sendo
eles, a forte consciência visual e habilidades visual inerente aos conteúdos, que inclui habilidades
para aprender e usar sinais, gestos e apoio visual, imitação de comportamentos e atitudes dos
colegas e adultos, as dificuldades de audição e visão, a capacidade de concentração mais
reduzida.

E para finalizar as ações pedagógicas que podem ser levados ao acabo dos os alunos com
Síndrome de Down, desta feita a escola deve estar receptiva a desenvolver ações que permitam a
partilha de saberes e de boas práticas, envolvendo os intervenientes de Processo de Ensino
Aprendizagem para que todos tenham mesmas oportunidades, recomendando a preparar o início
do ano lectivo, promover encontros entre os pais, com o intuito de facilitar a inclusão dos alunos
com Síndrome de Down e sensibilizar os intervenientes do Processo de Ensino Aprendizagem
para a diferença, destacando os fortes do aluno com Síndrome de Down, no sentido de promover
a sua inclusão.

Esta pesquisa quanto à abordagem é qualitativa, e para a sua materialização, recorreu-se à


pesquisa bibliográfica, onde se fez o cruzamento de diversas literaturas, apresentadas nas
referências bibliográficas; seguido por análise e selecção criteriosa e posterior compilação do
mesmo.
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0.2. Objectivos
Geral

 Compreender Necessidades Educativas Especiais do tipo Síndrome de Down

Específicos

 Identificar as categorias das necessidades educativas especiais;


 Descrever as principais características do Síndrome de Down;
 Explicar as particularidades dos alunos com Síndrome de Down.
0.3. Metodologia
Esta pesquisa ao tipo é Bibliográfica, que consiste no levantamento de toda a bibliografia já
publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita. E quanto à
abordagem é qualitativa por ser uma pesquisa descritiva, cujas informações não são
quantificáveis. (Assis,2013; p.20). Portanto, para a consumação do presente trabalho, baseou-se
na leitura de obras que versam sobre o tema, cujas referências bibliográficas estão patentes na
última página do trabalho.
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1.0. Necessidades educativas especiais

1.1. Conceitos básicos

Falar de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) tende a se tornar mais abrangente
nos dias actuais, não somente na área psico-pedagógica como também em outras cuja
componente educacional é necessária para entender o ser humano como um todo. Aliás, quase
todos os indivíduos tem Necessidades Educativas Especiais, sendo que o nível de perturbação
nalguns, precisa de uma intervenção técnica especial.

Na visão de Jiménez (1997), o termo Necessidades Educativas Especiais (NEE) apareceu pela
primeira vez em 1978 no relatório de Warnock, onde considera-se que uma criança necessita de
educação especial se tiver alguma dificuldade de aprendizagem que requeira uma medida
educativa especial.

De acordo com Correa (2003) citado em Perreira et al (2021, p.13), o conceito Necessidades
Educativas Especiais engloba todos aqueles que se encontrem em desvantagem, devido a
deficiência, problemas de saúde mental ou de aprendizagem, sobredotação, crianças de rua ou em
situação de risco, que pertençam a minorias étnicas ou culturais entre outras.

Correia (1997) apud Miranda (s/d) diz que:

“Os alunos com necessidades educativas especiais são aqueles que, por exibirem determinadas
condições específicas, podem necessitar de apoio de serviços de educação especial durante todo
ou parte do seu percurso escolar, de forma a facilitar o seu desenvolvimento académico, pessoal e
sócio-emocional.”

Assim, este conceito reforça a necessidade de se criarem condições que permitam a inclusão
destes indivíduos num processo de aprendizagem acessível e universal, isto é, é através de um
olhar duma educação inclusiva que se pensa em adaptar as condições de aprendizagem para
todos.

1.2. Categorias das NEE

UNESCO (2009) indica três (3) categorias de Necessidades Educativas Especiais:


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 Categoria A (deficiências): deficiências ou impedimentos considerados em termos


médicos como perturbações orgânicas atribuíveis a patologias orgânicas (sensoriais,
motoras ou neurológicas);
 Categoria B (dificuldades): perturbações do comportamento ou emocionais, ou
dificuldades específicas na aprendizagem;
 Categoria C (desvantagens): desvantagens resultantes de factores sócio-económicos,
culturais e/ou linguísticos.

1.3. Tipos de NEE

As NEE são várias, e a sua actuação não é comum, isto é, apresenta níveis de evolução diferentes
e as suas causas podem ser inatas ou adquiridas. Podemos considerar as seguintes situações como
NEE na visão de Pereira, Seco e Filipe (2021):

a) Autismo- déficits persistentes na comunicação e interacção social em múltiplos


contextos, onde se inclui a comunicação verbal e não verbal e a partilha de emoções;
caracteriza-se também por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou
atividades, onde se incluem as rotinas obsessivas, a hiper ou hipo sensibilidade sensorial,
entre outros comportamentos.
b) Deficiência auditiva ou surdez: significa apresentar dificuldades resultantes de lesão no
aparelho auditivo que se traduz na impossibilidade ou na dificuldade em ouvir todos ou
determinados sons.
c) Deficiência visual: incapacidade de visão parcial ou total que, mesmo depois de
corrigida, afecta negativamente a realização escolar da criança.
d) Deficiência surdocegueira: é a conjugação da deficiência auditiva e visual num único
indivíduo.
e) Deficiência mental: significativo funcionamento intelectual abaixo da média (QI entre 70
a 75 ou abaixo), que geralmente coexiste com limitações em duas ou mais das seguintes
áreas do comportamento adaptativo: comunicação, cuidados pessoais, tarefas domésticas,
competências sociais, utilização dos serviços da comunidade, autonomia, saúde e
segurança, competências académicas funcionais, lazer e trabalho.
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f) Deficiência motora: é a incapacidade ou limitação do funcionamento completo ou parcial


das partes do corpo humano como membros inferiores ou superiores, que podem ser
caracterizado pelo mau funcionamento ou paralisia.
g) Perturbações emocionais ou de comportamento: problemas de impactam
negativamente na aprendizagem caracterizado pela incapacidade inexplicável para a
aprendizagem, que não pode ser explicada por factores intelectuais, sensoriais e de saúde;
incapacidade para iniciar ou manter relações interpessoais satisfatórias com os outros;
comportamentos ou emoções inapropriadas em circunstâncias normais; estado geral de
infelicidade ou de depressão; e tendência para desenvolver sinais físicos ou medos
associados ao pessoal ou aos problemas da escola.
h) Espinha bífida: condição, caracterizada por uma malformação congénita da coluna
vertebral durante o desenvolvimento fetal, resultante do encerramento anormal do tubo
neural.
i) Traumatismo craniano: é uma lesão no crânio que geralmente é provocada por uma
pancada forte na cabeça e, nalguns casos, lesões cerebrais graves. Podem ser lesões do
couro cabeludo, acúmulo de sangue dentro do cérebro ou entre o cérebro e o crânio; danos
aos neurônios por todo o cérebro.
j) Dislexia: é uma dificuldade duradoura que envolve a língua escrita, ou seja, está
relacionada com a aquisição dos códigos da leitura e da escrita. O disléxico, em geral, faz
uma leitura lenta e confunde letras, omite ou acrescenta letras ou palavras, inverte o
sentido das letras ou sílabas, inventa, pula linhas, perde-se nas linhas, impedindo a
compreensão adequada da leitura.
k) Disortografia: é um distúrbio de aprendizagem que está relacionada com a ortografia e a
sintaxe, ou seja, uma dificuldade específica persistente que afeta as habilidades da criança
com a escrita, e que acaba afetando também a capacidade desta em compor textos
escritos.
l) Disgrafia: um distúrbio da palavra escrita que se caracteriza por uma leve incoordenação
motora, apresentando a mesma letra com movimentos diferentes e escrita confusa, sendo
assim chamada de letra feia.
m) Discalculia: é uma perturbação que afeta as áreas do cérebro responsáveis pelas tarefas
de cálculo. Pode aparecer em conjunto com a dislexia ou de forma isolada.
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n) Hiperactividade: elevada desatenção ou dificuldade em manter o foco, alternância entre


tarefas e desorganização. Em adultos, a hiperactividade manifesta-se por uma inquietude
extrema ou esgotamento dos outros com a sua actividade, para além de grande
impulsividade com elevado potencial de dano para a própria pessoa.
o) Multideficiência: conjunto de duas ou mais incapacidades ou diminuições de ordem
física, psíquica ou sensorial. Geralmente acontece quando, na mesma pessoa, se pode
encontrar mais que uma deficiência, mas é sempre mais do que a mera combinação ou
associação de deficiências.

2.0. Síndrome de Down (SD) ou Trissomia 21

A palavra "Síndrome" significa um conjunto de sinais e sintomas e "Down" é o sobrenome do


pesquisador John Down que foi o primeiro a descrever a associação dos sinais da pessoa com SD.
Data de 1866, quando um médico inglês chamado Dr. John Longdon Down, identificou e
descreveu uma criança com deficiência mental. Esta criança tinha as características descritas na
época como uma criança parecida com os habitantes da Mongólia, daí surgiu o triste termo
Mongolóide. (MS-Brasil, 2013 apud Dossá, 2019)

Síndrome de Down é uma condição humana geneticamente determinada, é a alteração cromossômica


(cromossomopatia) mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na
população. A presença de cromossomo 21 extra na constituição genética determina características
físicas e especificas e atraso no desenvolvimento” (Idem).

A síndrome de Down é um conjunto de sintomas físicos e mentais que resultam de ter uma cópia
extra do cromossoma 21, ou seja, é a forma mais frequente de retardo mental causado por uma
aberração cromossómica microscopicamente demonstrável. É caracterizada por histórias naturais
e aspectos fenotípicos bem definidos. (Ibidem)

[Link] Síndrome de down (SD) ou trissomia 21


Segundo Nakadonari (2006) citado em Takita (2023) a síndrome de down é causada por excesso
de material cromossômico no indivíduo, isto é, indivíduos acometidos por essa condição possuem
47 cromossomas, sendo o cromossoma extra ligado ao par 21 por trissomia 21, translocação ou
mosaicismo deste cromossoma. A idade materna é principal contribuinte para estes processos ou
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classes, principalmente quando a fecundação ocorre a partir de 35 anos de idade, sendo que o pai
contribui com cerca de 5%, tendo maior ocorrência quando ele possui mais de 55 anos de idade.

De acordo com Campos, Bruges & Gonçalves (2005), no que concerne a Trissomia 21, em cerca
de 95% dos casos origina-se pela existência de um erro de disjunção dos cromossomas nas
divisões celulares responsáveis pela formação dos gâmetas (óvulo e espermatozóide). Esses erros
levam à formação de gâmetas sem o cromossoma 21, e de outros com dois cromossomas 21. Se
um gameta do primeiro tipo participar na fertilização, será formado um zigoto com apenas um
cromossoma 21. Se um gâmeta com dois cromossomas 21 participar na fertilização, o zigoto,
portador de uma trissomia livre (três cópias do cromossoma 21), pode desenvolver-se mas origina
indivíduo com a Síndroma de Down (Idem).

Na classe do mosaicismo, um erro na disjunção cromossômica pode ocorrer, ainda, durante as


primeiras divisões celulares de um zigoto normal, levando à formação de células com um
cromossoma 21 ou três cromossomas 21 (trissomia). Frequentemente as células com três
cromossomas 21 mantêm-se no organismo, junto com as células com dois cromossomas 21,
originando indivíduos com mosaicismo e portadores da Síndroma de Down; enquanto as células
comum cromossoma 21 são inviáveis e não se desenvolvem. O mosicismo tem uma frequência de
ocorrência de 1 a 3 % (Ibidem).
Dossá (2019, p.22), refere que a Síndrome de down não resulta apenas da herança genética, mas
da qualidade dos estímulos recebidos no ambiente onde se encontra inserido, de uma educação de
qualidade.
Conforme Campos, Bruges & Gonçalves (2005), no que tange à translocação, aproximadamente
3 a 4 % das pessoas com síndroma de Down, possuem uma translocação não equilibrada de
apenas uma porção, ou mais frequentemente, de todo o cromossoma [Link] mecanismo difere
daquele que acontece na trissomia simples do [Link] contrário da trissomia simples, que é
resultado de uma alteração cromossômica numérica, devido a uma não disjunção na formação
dos gâmetas (meiose), na translocação além de dois cromossomas 21 normais, existe um
cromossoma 21 extra, resultante da união com outro cromossoma.

2.2. Principais características do Síndrome de Down


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As principais características do Síndrome de Down podem ser agrupadas em físicas e


comportamentais, como destacam Lambert e Rondal (1982), citado em Sampedro, Blasco &
Hernandez (1997, p. 227):

Características físicas
 A cabeça é mais pequena do que a normal. A parte de trás da cabeça, occipital, é
geralmente proeminente;
 As fontanelas podem ser relativamente grandes e encerrarem mais tarde que na criança
normal;
 O nariz é pequeno e com a parte superior achatada;
 Os olhos são ligeiramente rasgados com uma pequena prega de pele nos cantos anteriores;
 A parte exterior da íris pode apresentar manchas de cor ligeira;
 As orelhas são pequenas, assim como os lóbulos auriculares;
 A boca é relativamente pequena;
 A língua é de tamanho normal mas, em consequência de pequenez da boca associada ao
baixo tônus muscular da criança pode sair ligeiramente da boca;
 Os dentes são pequenos muitas vezes mal formados e mal implantados e podendo faltar
alguns. O pescoço é tipicamente curto;
 As mãos são pequenas com dedos curtos. Frequentemente curvada na direcção dos outros
dedos da mão;
 Os pés podem apresentar um espaço ligeiro entre o primeiro e o segundo dedo, com um
pequeno sulco entre eles na planta do pé;
 A pele aparece ligeiramente arroxada e tende a tornar-se seca à medida que a criança
cresce;
 Os cabelos são finos, relativamente ralos e lisos.

Características mentais

Em relação às características comportamentais, os indivíduos com SD, geralmente, são calmos,


afetivos, bem-humorados com prejuízos cognitivos, mas que em alguns casos podem apresentar
variações comportamentais. Neste sentido, as alterações do comportamento, sintomas característicos
de autismo assim como manifestações clinicas relacionadas com a hiperactividade com défice de
atenção também são comuns. A personalidade varia muito de indivíduo para indivíduo, podendo
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apresentar distúrbios de comportamento. A atitude da pessoa com SD pode variar de acordo com o
seu potencial genético e as características culturais do meio em que convive.

3.0. Sinais de alerta Síndrome de Down (SD) ou Trissomia 21

Sampedro, Blasco & Hernandez (1997) destacam como sinais de alerta para as crianças com
Síndrome de Down
 Linguagem: o desenvolvimento da linguagem tem um atraso considerável em relação às
outras áreas de desenvolvimento; maior dificuldade na expressão do que compreensão;
 Atenção: crianças com Síndrome de Down apresentam défice de atenção, necessitam de
mais tempo para centrar a atenção; revelam uma maior dificuldade em reter as respostas;

 Memória: as crianças desta anomalia orientam-se pelo concrecto, memorizando tarefas


simples. Sua memorização diminui quando é necessária uma intervenção activa e
espontânea de organização do material a memorizar;

 Percepção: comparada com a de outras crianças, apresenta maiores dificuldades na


discriminação visual e auditiva; no reconhecimento táctil dos objectos a três dimensões,
em copiar e reproduzir figuras geométricas; rapidez perceptiva; relaciona-se com o
concreto e não com o abstracto.
4.0. Particularidades dos alunos com Síndrome de Down

Segundo Silveira (2012) citado em Dossá (2019), embora cada criança com SD possua suas
características próprias, existe um perfil de aprendizagem específico com seus pontos fortes e
francos que nos dão a conhecer os factores que facilitam e inibem a aprendizagem destas
crianças.

Em relação aos factores que facilitam a aprendizagem, destaca-se a forte consciência visual e
habilidades visual inerente aos conteúdos, incluindo:
 Habilidades para aprender e usar sinais, gestos e apoio visual;

 Habilidades para aprender e usar a palavra escrita;

 Imitação de comportamentos e atitudes dos colegas e adultos; e

 Aprendizagens com vertente prática, materiais didáticos direcionados a atividades de


manipulação.
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No concernente aos factores que inibem a aprendizagem, são destacados os seguintes:


O desenvolvimento tardio das habilidades motoras, tanto fina como grossa;

 As dificuldades de audição e visão;

 As dificuldades no discurso e na linguagem;

 O deficit de memória auditiva recente;

 A capacidade de concentração mais reduzida;

 A dificuldade sentida na consolidação e retenção dos conteúdos;

 A dificuldade com generalizações, pensamentos abstratos e raciocínio.

4.0. Ações pedagógicas para com os alunos com Síndrome de Down

Segundo Associação Olhar 21 (s.d p.30), o sucesso da intervenção com crianças/jovens com
Síndrome de Down está depende das atitudes e dos comportamentos, face à inclusão, dos
intervenientes no Processo de Ensino Aprendizagem. Neste sentido, a escola deve estar receptiva
a desenvolver ações que permitam a partilha de saberes e de boas práticas, envolvendo os
intervenientes de Processo de Ensino Aprendizagem na construção de uma escola em todos
tenham as mesmas oportunidades.

Desta feita o autor recomenda:

 Preparar o início do ano lectivo, promovendo encontros entre os pais, com o intuito de
facilitar a inclusão dos alunos com Síndrome de Down.

 Sensibilizar os intervenientes Processo de Ensino Aprendizagem para a diferença,


destacando os fortes do aluno com Síndrome de Down, no sentido de promover a sua
inclusão.

 Promover contactos entre os diversos agentes de Processo de Ensino Aprendizagem, que


permitam a discussão, a reflexão e a partilha.

 Responder com honestidade e com uma linguagem simples às questões levantads pelos
pares relativamente aos alunos com Síndrome de Down, evitando dar respostas vagas e
paternistas.
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 Não super proteger o aluno com Síndrome de Down, mas dar-lhe a oportunidade de
desenvolver a sua autonomia.

 Incentivar a interação entre pares e amigos, ensinando à criança/jovem com Síndrome de


Down formas de reagir e de se relacionar.

 Ter presente que a inclusão promove comportamentos sociais mais adequados.

5.0. Conclusão

Findo da realização do presente trabalho concluiu-se que refere se a qualquer dificuldade significativa
de aprendizagem que um aluno apresenta e exige adaptações no ensino devido as deficiências físicas
ou transtornos globais de desenvolvimento. As categorias de Necessidades Educativas Especiais são
divididos em categorias, sendo a c ategoria A (deficiências), a categoria B (dificuldades) e a
categoria C (desvantagens). De seguida, as características do Síndrome de Down são divididas
em características físicas, como possuir uma cabeça é mais pequena do que a normal e
características mentais visto que os indivíduos com Síndrome de Down são calmos, afetivos, bem-
humorados com prejuízos cognitivos. No que diz respeito as particularidades dos alunos com
Síndrome de Down, eles possuem dificuldades de audição e visão e a dificuldade na consolidação
e retenção dos conteúdos.

Diante dos desafios e possibilidades que envolvem as Necessidades Educativas Espaciais de


alunos com síndrome de Down, torna se evidente uma educação verdadeiramente inclusiva. É
necessário compreender que cada aluno com síndrome de Down possui potencialidades
singulares, que devem ser respeitadas e estimuladas por meio de práticas pedagógicas
diferenciado. O envolvimento da comunidade educativa e a sensibilidade da gestão escolar são
alguns elementos fundamentais para garantir o direito a aprendizagem com dignidade e equidade.
Portanto mais, mais do que adaptar conteúdos, é essencial transformar atitudes, promovendo um
ambiente escolar acolhedor, acessível e comprometido com o desenvolvimento integral de todos
os alunos. A inclusão, nesse contexto, não é um favor, mas um dever legal, ético e humano.
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6.0. Referências bibliográficas

MS-Brasil (2013). Directrizes de atenção à pessoa com Síndrome de Down. Brasília: Editora MS.

Jiménez, R. (1997). Educação Especial e Reforma Educativa. In Bautista, R. (cord) (1997).


Necessidades educativas Especiais. Lisboa. Dinalivro.

Takita, S. Y. (2023). Principais causas de interação de crianças com Sindrome de down. Dissertacao
de Mestrado. Faculdade de Medicine de Botucatu. Universidade Estadual Paulista

Sampedro, M., Blasco, G., & Hernández, A. (1997). A Criança com Síndrome de Down. In Bautista,
R. (org). Necessidades educativas Especiais. Lisboa, Portugal. Dinalivro.

Dossá, A. A. C. (2019). Análise da Inclusão Escolar de Alunos com Síndrome de Down no Ensino
Primário: O Caso da Escola Primária Completa de Bagamoyo. Monogafia. Faculdade de Educação.
Departamento de Organização e Gestão da Educação. Universidade Eduardo Mondlane. Maputo,
Moçambique
Associação Olhar 21 (s.d). Intervenção Educativa na Trissomia 21. Instituto Nacional para
Reabilitação.

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