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Apostila CBSP Nutec 2022

O Curso Básico de Segurança de Plataforma aborda diretrizes gerais e objetivos de segurança em ambientes offshore, incluindo técnicas de sobrevivência, procedimentos de emergência e combate a incêndios. O documento detalha também a importância da comunicação e responsabilidade social a bordo, além de normas de segurança e prevenção de acidentes. A apostila é estruturada de acordo com as diretrizes da Autoridade Marítima Brasileira.

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Apostila CBSP Nutec 2022

O Curso Básico de Segurança de Plataforma aborda diretrizes gerais e objetivos de segurança em ambientes offshore, incluindo técnicas de sobrevivência, procedimentos de emergência e combate a incêndios. O documento detalha também a importância da comunicação e responsabilidade social a bordo, além de normas de segurança e prevenção de acidentes. A apostila é estruturada de acordo com as diretrizes da Autoridade Marítima Brasileira.

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Curso Básico de Segurança de

Plataforma
Curso Básico de Segurança de
Plataforma
Macaé, RJ

Esta apostila está de acordo com a sequência determinada pelo


sumário da Autoridade Marítima Brasileira.
Nome do Curso Curso Básico de Segurança de Plataforma

Nome do Arquivo 20200129_AP_CBSP_PT_REV07


SUMÁRIO
DIRETRIZES GERAIS DO CURSO ............................................................... 11
OBJETIVO DO CURSO CBSP ..................................................................... 12
INTRODUÇÃO ......................................................................................... 13
TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA PESSOAL E PROCEDIMENTOS ....................... 14
SITUAÇÕES E PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA ............................... 15
TIPOS DE EMERGÊNCIA QUE PODEM OCORRER, TAIS COMO: COLISÃO,
INCÊNDIO, NAUFRÁGIO, ADERNAMENTO, ÁGUA ABERTA, DERRAMAMENTO DE
ÓLEO E VAZAMENTO DE GÁS. .................................................................. 15
SINAIS DE ALARME UTILIZADOS EM UNIDADES OFFSHORE............... 18
TABELA MESTRA DE UNIDADES OFFSHORE, AS ORIENTAÇÕES DE
SEGURANÇA PARA CADA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA, PLANOS CONTINGENTES,
PONTOS DE REUNIÃO, ROTAS DE FUGA, CARTÃO “T” E ESTAÇÕES DE
ABANDONO... ........................................................................................ 19
O EMPREGO DOS SEGUINTES EQUIPAMENTOS: COLETES SALVA-VIDAS,
ÓCULOS, GAIOLA/CESTO DE TRANSBORDO, COLETE DE IÇAMENTO, MÁSCARA
PROTETORA E DE FUGA, BOTAS, CAPACETE, PROTETOR AURICULAR, LUVAS,
BALACLAVA, CINTO DE SEGURANÇA, ETC. ................................................. 24
OS SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES INTERIORES DE BORDO, EM
ESPECIAL, PARA COMUNICAR OCORRÊNCIAS DE EMERGÊNCIA (DAR ALARME) AO
PESSOAL RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA DA UNIDADE. ............................ 35
A IMPORTÂNCIA DE SEGUIR AS ORDENS E INSTRUÇÕES DA CADEIA DE
COMANDO. ............................................................................................ 36
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS DE OPERAÇÕES COMBINADAS COMO: FPSO
COM NAVIO ALIVIADOR, PLATAFORMA COM UMS ACOPLADA (COM GANGWAY)
PARA CONSTRUÇÃO E REPAROS A BORDO E OPERAÇÕES DE MERGULHO,
COMBATE A INCÊNDIO E EVACUAÇÃO COM APOIO DE SUPPLY-BOAT. ............ 37
ORIENTAÇÃO SOBRE SEGURANÇA A BORDO ...................................... 40
OS PRINCIPAIS COMPARTIMENTOS E EQUIPAMENTOS DE UMA
PLATAFORMA. ........................................................................................ 40
ESTRUTURA FUNCIONAL E HIERÁRQUICA E OS DIVERSOS TIPOS DE
UNIDADES OFFSHORE. ............................................................................ 43
OS ELEMENTOS DE ESTABILIDADE E ESTANQUEIDADE: OBRAS VIVAS E
OBRAS MORTAS; SEÇÕES E PORTAS ESTANQUES; DESCREVER UM SISTEMA DE
LASTRO: TANQUES, REDES E BOMBAS. ..................................................... 44
OS MODOS DE EVACUAÇÕES POSSÍVEIS E OS MEIOS DE
EVACUAÇÃO/ABANDONO. ........................................................................ 47
OS PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA EVACUAÇÃO/ABANDONO DA
UNIDADE PARA CADA TIPO DE MEIO, TAIS COMO: HELICÓPTERO,
EMBARCAÇÕES/BALEEIRA, BALSAS E COLETE SALVA-VIDAS. ....................... 51
OS PROCEDIMENTOS PARA EMBARQUE E DESEMBARQUE EM
HELICÓPTEROS: ÂNGULO DE APROXIMAÇÃO, NÃO PORTAR BONÉS OU MATERIAL
VOLANTE, CINTO DE SEGURANÇA, VESTIR O COLETE SV, PROCEDIMENTO
BÁSICO EM CASO DE QUEDA N’ÁGUA. ....................................................... 52
TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR ............................................ 58
EQUIPAMENTOS PARA SALVATAGEM E SOBREVIVÊNCIA.................... 58
TIPOS DE EMBARCAÇÕES QUE PODERÃO SER UTILIZADOS PARA
ABANDONO E SOBREVIVÊNCIA. ................................................................ 63
PONTOS DE REUNIÃO E ESTAÇÕES DE ABANDONO DE ACORDO COM A
TABELA MESTRA ..................................................................................... 82
PROCEDIMENTOS DENTRO D’ÁGUA: MANTER-SE VESTIDO PARA
PROTEGER O CORPO, MANTER-SE A UMA DISTÂNCIA SEGURA DA EMBARCAÇÃO
SINISTRADA, UTILIZAR PARTES DOS DESTROÇOS PARA AUXILIAR NA
FLUTUAÇÃO, QUANDO POSSÍVEL. ............................................................. 82
NECESSIDADE DE AUTOCONTROLE E OS CUIDADOS PARA A
SOBREVIVÊNCIA A UM NÁUFRAGO NOS ASPECTOS: CONTROLE DO PÂNICO,
SOLIDÃO, FRIO, FOME, ENJOO, QUEIMADURAS, AÇÃO DA ÁGUA SALGADA. ... 91
MEIOS DE ALERTA E SINALIZAÇÃO: EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO
E SINALIZAÇÕES DE EMERGÊNCIA: EPIRB, SART, PIROTÉCNICOS, ESPELHO,
APITO E OUTROS .................................................................................... 94
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO ..................................................... 104
PREVENÇÃO DE INCÊNDIO ............................................................ 105
A COMBUSTÃO, MATERIAIS INFLAMÁVEIS A BORDO: TRIÂNGULO DO
FOGO…. .............................................................................................. 105
O FENÔMENO DA COMBUSTÃO E A CLASSIFICAÇÃO DO INCÊNDIO PELA
SUA INTENSIDADE. .............................................................................. 109
OS PRINCÍPIOS DA PREVENÇÃO DO INCÊNDIO A BORDO. ............... 113
CAUSAS DE PROPAGAÇÃO DO INCÊNDIO. ..................................... 115
MÉTODOS PREVENTIVOS. ........................................................... 116
VIGILÂNCIA E SISTEMA DE PATRULHA.......................................... 117
SISTEMA DE DETECÇÃO DE FOGO E FUMAÇA E ALARME AUTOMÁTICO A
BORDO. .............................................................................................. 118
AÇÕES AO SER DETECTADO FUMAÇA OU FOGO ............................. 120
NECESSIDADE DE INSPECIONAR, ISOLAR, SINALIZAR COM FITAS E CONE
A ÁREA PARA CORTE E SOLDA, INSTALANDO SISTEMA DE EXAUSTÃO E
PROTEÇÃO FÍSICA CONTRA FOGO: GRADE DOBRÁVEL, BIOMBO E MANTA,
PREVISTO PELA NR-34. ......................................................................... 121
COMBATE A INCÊNDIO .................................................................. 125
CLASSES DE INCÊNDIO E A SIMBOLOGIA PADRÃO ASSOCIADA. ...... 125
MÉTODOS DE COMBATE A INCÊNDIO. .......................................... 126
AGENTES EXTINTORES. .............................................................. 128
TIPOS DE EXTINTORES PORTÁTEIS E SEU EMPREGO ESPECÍFICO. ... 136
ORGANIZAÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO ....................................... 139
ORGANIZAÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO A BORDO E FUNÇÕES DA
TABELA MESTRA DA UNIDADE. ............................................................... 139
SISTEMAS FIXOS DE COMBATE E CONTENÇÃO DE INCÊNDIO A BORDO
COMO: CO2, ESPUMA, REDES, TOMADAS, SPRINKLERS E BOMBAS. ............. 142
AS AÇÕES DA EMCIA E DA BRIGADA DE INCÊNDIO EM RELAÇÃO AO
CONTROLE DE AVARIAS EM CASO DE QUEDA (CRASH) DE AERONAVE NO
HELIDEQUE DA PLATAFORMA. ................................................................ 146
PRIMEIROS SOCORROS ELEMENTARES .................................................... 156
INTRODUÇÃO AOS PRIMEIROS SOCORROS ...................................... 157
REGRAS BÁSICAS PARA SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA DE SAÚDE. .... 157
COMO ACIONAR O ALARME OU COMUNICAR UMA SITUAÇÃO DE
EMERGÊNCIA. ...................................................................................... 158
TÉCNICAS DE RESGATE E TRANSPORTE DE PESSOA FERIDA OU EM
ESTADO DE EMERGÊNCIA DE CUIDADOS MÉDICOS. .................................. 159
OS MEIOS DISPONÍVEIS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA NA UNIDADE
OFFSHORE E NAS PROXIMIDADES. ......................................................... 164
A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE E DA SAÚDE PESSOAL A BORDO: ROTINA
DE HIGIENE PESSOAL, ROTINA DE LIMPEZA DOS AMBIENTES, MANTER A SAÚDE
FISICA E MENTAL E CONTROLE DE INFECÇÕES. ........................................ 165
CORPO HUMANO .......................................................................... 170
A ESTRUTURA ÓSSEA E MUSCULAR .............................................. 171
PRINCIPAIS ÓRGÃOS E SUAS FUNÇÕES. ....................................... 173
OS SISTEMAS CIRCULATÓRIOS, RESPIRATÓRIO, DIGESTIVO E
URINÁRIO. .......................................................................................... 174
PROCEDIMENTOS DE PRIMEIROS SOCORROS................................... 178
RECONHECER A NECESSIDADE DE RESSUSCITAÇÃO E APLICAR AS
PRIMEIRAS MEDIDAS DE SOCORRO. ....................................................... 180
RECONHECER OS SINAIS DE CHOQUE: PULSO, BATIDAS E COR FACIAL.
APLICAR MEDIDAS PARA CONTORNAR O ESTADO DE CHOQUE. .................. 186
PROCEDIMENTOS PARA CONTER HEMORRAGIA COMO: TORNIQUETE;
COMPRESSÃO; POSICIONAMENTO DO PACIENTE, ETC. .............................. 187
PRIMEIROS SOCORROS APROPRIADOS PARA QUEIMADURAS E
ESCALDURAS DECORRENTES DE ÁGUA QUENTE, GASES, VAPOR E
ELETRICIDADE. .................................................................................... 191
PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA PARA CADA TIPO DE
TRAUMATISMO…................................................................................... 194
USO CORRETO DE BANDAGENS, CURATIVOS, IMOBILIZAÇÃO,
CONDUÇÃO DE FERIDO EM MACA, REANIMAÇÃO, MEDIR PULSO E
BATIMENTOS….. ................................................................................... 198
PROCEDIMENTOS PARA IÇAMENTO OU ARRIAMENTO DE UMA PESSOA
ACIDENTADA PARA TRANSPORTE POR EMBARCAÇÃO OU HELICÓPTERO. ...... 200
SEGURANÇA PESSOAL E RESPONSABILIDADE SOCIAL – SPR/P ................... 204
RESPONSABILIDADE SOCIAL E RELAÇÕES HUMANAS A BORDO .......... 205
ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO, VISANDO A MELHOR
COOPERAÇÃO ENTRE GRUPOS HUMANOS E NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS.205
BARREIRAS DE COMUNICAÇÃO E AS FALHAS DE MENSAGEM PODEM
AFETAR A SEGURANÇA DA VIDA HUMANA E DO MATERIAL E CONTRIBUIR PARA A
POLUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE. ............................................................. 206
IMPORTÂNCIA DE MANTER UM BOM RELACIONAMENTO EM AMBIENTES
OFFSHORE: ISOLAMENTO, MAU TEMPO, PERMANÊNCIA PROLONGADA ETC. . 208
BOAS PRÁTICAS DE LIDERANÇA NO ÂMBITO DE EQUIPES DE
TRABALHO…. ....................................................................................... 208
NECESSIDADE DE COESÃO DO GRUPO PARA ATINGIR AS METAS DE
TRABALHO. .......................................................................................... 210
RESPONSABILIDADES SOCIAIS E TRABALHISTAS DO EMPREGADO E DO
EMPREGADOR. ..................................................................................... 211
REFLEXOS DO USO DE BEBIDAS E DROGAS, RESSALTANDO AS
CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS PARA A IMAGEM PESSOAL E PROFISSIONAL. . 212
COMO O ESTRESSE E AS DIVERGÊNCIAS INTERPESSOAIS CRIAM
CONDIÇÕES ADVERSAS AO BEM-ESTAR E À SEGURANÇA NAS SEGUINTES
SITUAÇÕES: COMENTÁRIOS DEGRADANTES SOBRE OUTROS COMPANHEIROS,
EXCESSO DE BRINCADEIRAS, DISCUSSÕES ACALORADAS SOBRE POLÍTICA,
RELIGIÃO, ESPORTE, ETC. ..................................................................... 212
DIFERENÇA NATURAL ENTRE OS INDIVÍDUOS E A NECESSIDADE DE SER
TOLERANTE NO RELACIONAMENTO COM OS COLEGAS DE TRABALHO. ......... 215
SEGURANÇA NO TRABALHO A BORDO ............................................. 216
PROPOSITOS DA NORMA REGULAMENTADORA SOBRE A SEGURANÇA E A
SAÚDE NO TRABALHO (NR 30). .............................................................. 216
SEGURANÇA E BEM ESTAR DE UM FUNCIONÁRIO É A SEGURANÇA E BEM
ESTAR DE TODO O GRUPO: “TODOS NO MESMO BARCO”. .......................... 217
CONCEITO DE ACIDENTE, QUASE ACIDENTE E INCIDENTE DO
TRABALHO.. ......................................................................................... 218
PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES DO TRABALHO E O PAPEL DA
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA). ..................... 219
CONCEITOS E FATORES DE RISCO QUE INFLUENCIAM NAS ATITUDES E
RESPOSTAS. ........................................................................................ 223
PERIGO E RISCO ....................................................................... 224
RISCO, FREQUÊNCIA E CONSEQUÊNCIA. ...................................... 225
PREVENÇÃO DE ATOS INSEGUROS E CONDIÇÕES INSEGURAS QUE
PODEM OCORRER A BORDO: MANOBRAS DE CARGA/DESCARGA; MANOBRAS DE
BOMBEAMENTO; TENSIONAMENTO DE CABOS E ESPIAS; MÁQUINAS OPERANDO;
DESCARGA DE MOTORES; SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO A BORDO,
COMPARTIMENTOS CONFINADOS E ATIVIDADES DE MERGULHADORES NAS
PROXIMIDADES. ................................................................................... 226
IMPORTÂNCIA PREVENTIVA DO USO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (EPI) E DO CUMPRIMENTO DAS NORMAS DE SEGURANÇA. ....... 227
LOCALIZAÇÃO E A NECESSIDADE DA UTILIZAÇÃO DE MÁSCARAS DE
FUGA, CHUVEIRO LAVA OLHOS E CHUVEIRO DE SEGURANÇA PREVISTO PELA NR-
34……….. ............................................................................................. 229
EFEITOS E PRECAUÇÕES EM RELAÇÃO À PRESENÇA DE GASES TÓXICOS
E ASFIXIANTES, EM PARTICULAR O H2S (SULFETO DE HIDROGÊNIO), CO2
ETC…….. .............................................................................................. 230
PERIGOS E PRECAUÇÕES DE TRABALHOS REALIZADOS EM ESPAÇOS
CONFINADOS. ...................................................................................... 231
IMPORTÂNCIA PREVENTIVA DA DISCIPLINA OPERACIONAL: CUMPRIR
PADRÕES DE PROCEDIMENTOS; PERMISSÃO PARA INICIAR TRABALHO; E
GESTÃO DE MUDANÇAS. ....................................................................... 233
PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO E FISCALIZAÇÃO .................................... 236
OS EFEITOS DA POLUIÇÃO NO MEIO AMBIENTE MARINHO. ............. 236
PROPÓSITO DA LEI Nº 9.985 DE 2000, DO DECRETO REGULAMENTADOR
Nº 4.136 DE 2002 E DA LEI Nº 9.966 DE 2000 SOBRE A FISCALIZAÇÃO E AS
SANÇÕES APLICÁVEIS SOBRE A FISCALIZAÇÃO E POR DANOS AMBIENTAIS NAS
ÁGUAS BRASILEIRAS. ........................................................................... 239
PRINCIPAIS FONTES POLUIDORAS: DERRAMAMENTO DE ÓLEO, ÁGUA DE
LASTRO, LIXO E ESGOTO....................................................................... 243
PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO NO MEIO
AMBIENTE MARINHO EM RELAÇÃO AO: LIXO, ESGOTO, ÓLEO, ÁGUA DE LASTRO,
LIXO INDUSTRIAL, ETC. ........................................................................ 244
ÁGUAS JURISDICIONAIS BRASILEIRAS (AJB) E A COMPETÊNCIA DA
AUTORIDADE MARÍTIMA. ....................................................................... 245
ORGANIZAÇÃO DISTRITAL DA MARINHA DO BRASIL, FOCALIZANDO AS
CAPITANIAS DOS PORTOS, SUAS DELEGACIAS E AGÊNCIAS COMO AGENTES
LEGAIS DA AUTORIDADE MARÍTIMA. ....................................................... 249
AS TAREFAS DE FISCALIZAÇÃO: “PORT STATE” E “FLAG STATE”. ..... 251
AS SEGUINTES ILEGALIDADES: PASSAGEIRO CLANDESTINO A BORDO E
TERRORISMO. ...................................................................................... 252
PIRATARIA NO MAR DE ATOS ILÍCITOS, COMO ASSALTO OU ROUBO
ARMADO. ............................................................................................ 252
CONSCIENTIZAÇÃO DE PROTEÇÃO – CDP/P ............................................. 255
CONSCIENTIZAÇÃO DE PROTEÇÃO ................................................. 256
IMPORTÂNCIA DA CONSCIENTIZAÇÃO DE TODOS A BORDO EM RELAÇÃO
À PROTEÇÃO. ....................................................................................... 257
COMO INFORMAR UM INCIDENTE DE PROTEÇÃO, INCLUINDO PIRATARIA
E ROUBO ARMADO. ............................................................................... 260
DEFINIÇÕES, OS TERMOS E OS ELEMENTOS RELATIVOS À PROTEÇÃO
MARÍTIMA. .......................................................................................... 262
LEGISLAÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL DE PROTEÇÃO
MARÍTIMA………. .................................................................................... 264
NÍVEIS DE PROTEÇÃO MARÍTIMA E OS PROCEDIMENTOS A BORDO EM
CADA UM DELES. .................................................................................. 267
O PLANO DE PROTEÇÃO DA UNIDADE OFFSHORE E OS PLANOS DE
CONTINGÊNCIA. ................................................................................... 268
RESPONSABILIDADES DO GOVERNO, DA COMPANHIA (CSO) E DAS
PESSOAS (SSO E SUA EQUIPE) RELATIVAS À PROTEÇÃO. .......................... 269
AMEAÇAS À PROTEÇÃO ................................................................. 272
AS ATUAIS AMEAÇAS E AS TÉCNICAS USADAS PARA CONTORNAR AS
MEDIDAS DE PROTEÇÃO. ....................................................................... 272
AS POSSÍVEIS AMEAÇAS MATERIAIS À PROTEÇÃO DA PLATAFORMA
COMO ARMAS, BOMBAS, SUBSTÂNCIAS E DISPOSITIVOS PERIGOSOS. ....... 276
RECONHECER PESSOAS QUE APRESENTEM POTENCIAIS AMEAÇAS À
PROTEÇÃO, INCLUINDO ELEMENTOS QUE POSSAM SE RELACIONAR À PIRATARIA
E A ROUBO ARMADO. ............................................................................ 281
PROCEDIMENTOS A SEGUIR QUANDO RECONHECER UMA AMEAÇA À
PROTEÇÃO........................................................................................... 282
FORMA CORRETA DE LIDAR COM INFORMAÇÕES SENSÍVEIS E COM AS
COMUNICAÇÕES RELATIVAS À PROTEÇÃO, COMO NOS REPORTES DE
INCIDENTES DE PROTEÇÃO. .................................................................. 285
EXIGÊNCIAS RELATIVAS À INSTRUÇÃO E AOS EXERCÍCIOS PERIÓDICOS
DE ADESTRAMENTO PREVISTOS PELAS CONVENÇÕES, CÓDIGOS E CIRCULARES
DA IMO. .............................................................................................. 286
GLOSSÁRIO ......................................................................................... 290
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 293
DIRETRIZES GERAIS DO CURSO

Quanto à Estruturação do Curso


O candidato, no ato da matrícula, deverá apresentar à instituição que vai ministrar o
curso, cópia e o original (para verificação) ou cópia autenticada dos seguintes
comprovantes:

 Ter mais de dezoito (18) anos, no dia da matrícula;


 Ter concluído o ensino fundamental;
 Atestado de boas condições de saúde física e mental;
 RG (na validade) e CPF originais;
 Passaporte (Expatriados).

Quanto à Frequência às Aulas

 A frequência às aulas e às atividades práticas é obrigatória. A instituição


deverá efetuar o registro da presença dos alunos, pelo menos duas vezes por
dia, pela manhã e à tarde, mediante assinatura de cada um em folha de
controle, que deverá permanecer arquivada com os documentos da turma.
 O aluno deverá obter o mínimo de 90% de frequência no total das aulas
ministradas no curso.
 Os 10% do total das aulas ministradas, que correspondem ao limite máximo
de faltas tolerado ao aluno, não poderá coincidir com a carga horária integral
(100%) de qualquer disciplina ou unidade de ensino.
 Para efeito das alíneas descritas acima, será considerada falta: o não
comparecimento às aulas, o atraso superior a dez (10) minutos em relação
ao início de qualquer atividade programada ou a saída não autorizada
durante o seu desenvolvimento, sem retorno.

Quanto à Aprovação no Curso

 Será considerado aprovado o aluno que obtiver:

- nota final igual ou superior a seis (6,0) na avaliação teórica;


- conceito satisfatório nas atividades práticas;
- frequência igual ou maior que a mínima exigida (90%) para o curso; e
- não tiver faltado integralmente (100%) qualquer disciplina ou unidade de
ensino.
 Caso o aluno não cumpra as condições descritas na alínea acima, será
considerado reprovado.

Certificação
A certificação deste curso está em acordo com a Convenção Internacional sobre
Normas de Treinamento de Marítimos, Expedição de Certificados e Serviços de Quarto
(STCW 95), Resolução 1079(28) de 04/12/2013 e com Normas da autoridade marítima para
credenciamento de instituições para ministrar cursos para profissionais não tripulantes e
tripulantes não aquaviários (NORMAM 24).
Resolução IMO A.1079(28)
 Técnicas de Sobrevivência Pessoal (Tabela - 5.5.1)
 Prevenção e Combate a Incêndio (Tabela - 5.5.2)
 Primeiros Socorros Básicos (Tabela - 5.5.3)
 Segurança Pessoal e Responsabilidades Sociais (Tabelas - 5.5.4 - 5.5.5)
 Conscientização de Proteção (tabela 5.5.6)

Objetivo
Qualificar o aluno para as tarefas a bordo de Unidades Offshore, dando-lhe
conhecimentos básicos sobre medidas de segurança e proteção a bordo, de acordo com as
recomendações contidas nos itens 5.3, 5.4 e 5.5 e com as Tabelas 5.5.1 a 5.5.6 da Resolução
A.1079 (28) de 04/12/2013, da Organização Marítima Internacional.

OBJETIVO DO CURSO CBSP

 Proporcionar ao aluno conhecimentos mínimos de familiarização sobre


proteção da unidade offshore, que deverão ser aplicados a bordo em
situações de emergência.
 Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos de prevenção e combate a
incêndio a bordo de unidades offshore, visando capacitá-lo a agir em
emergências.
 Proporcionar ao aluno conhecimentos sobre as técnicas elementares de
primeiros socorros que deverão ser aplicados a bordo das unidades offshore,
em situações emergenciais.
 Proporcionar conhecimentos ao aluno, visando capacitá-lo a identificar e
seguir instruções em situações de emergência, praticar as regras de
prevenção de acidentes e manter um bom relacionamento a bordo das
unidades offshore.
 Proporcionar ao aluno noções elementares sobre os procedimentos de
emergência a bordo e a utilização do material de salvatagem em unidades
offshore.
INTRODUÇÃO

Este curso contém recomendações e fornece um padrão internacional para o


treinamento de todo o pessoal envolvido em atividades nas unidades móveis marítimas,
com o objetivo de assegurar níveis adequados de segurança da vida humana e de
propriedades em alto mar e a proteção do ambiente marítimo complementando o que é
requerido pela Convenção Internacional de Normas de Treinamento, Certificação e de
Serviço de Quarto para os Marítimos (International Convention on Standards of Training,
Certification and Watchkeeping for Seafarers – STCW 78), conforme emendada e o Código
de Treinamento, Certificação e de Serviço de Quarto para os Marítimos (STCW 95).
A Autoridade Marítima Brasileira, através da Portaria Nº. 104/DPC, de 11 DE
OUTUBRO DE 2007, aprova as Normas para credenciamento de instituições.
Considerando as Recomendações contidas na Resolução A.891(21), define os
critérios que regulamentam as empresas de treinamento para ministrar cursos para
profissionais não-tripulantes e tripulantes não aquaviários - NORMAM–24/DPC.
Na noite do dia 14 de Abril de 1912, o famoso transatlântico Titanic colidiu com um
iceberg e afundou na madrugada do dia seguinte com 2.224 passageiros a bordo. Mais de
1.500 pessoas morreram afogadas ou em consequência do frio. A partir deste trágico
naufrágio foi detectada a necessidade de melhorar e instituir um sistema eficaz de
evacuação e abandono.
Com o intuito de melhorar as condições da segurança marítima internacional, foi
fundada a IMO (sigla em inglês para Organização Marítima Internacional), indicada pelo
conselho das Nações Unidas em 1948, como a primeira organização internacional devotada
apenas a assuntos marítimos.
Foi estabelecido na convenção STCW/95 e na resolução A.891 as regulamentações
de segurança para navios e plataformas, visando o bem-estar e a segurança da tripulação.
Em 25 de junho de 2010 a Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução,
Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (STCW) e ao seu Código sofreram
alterações e foram adotadas em Manila, Filipinas, marcando uma grande revisão da
Convenção. Essas emendas entraram em vigor em 01 de janeiro de 2012.
Em dezembro de 2013 a Resolução A.891(21) foi revogada, sendo substituída pela
Resolução A.1079(28).
TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA PESSOAL E PROCEDIMENTOS
DE EMERGÊNCIA
Curso Básico de Segurança de Plataforma

SITUAÇÕES E PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

TIPOS DE EMERGÊNCIA QUE PODEM OCORRER, TAIS COMO: COLISÃO, INCÊNDIO,


NAUFRÁGIO, ADERNAMENTO, ÁGUA ABERTA, DERRAMAMENTO DE ÓLEO E
VAZAMENTO DE GÁS.
Emergência é qualquer ocorrência anormal que ponha em risco a vida das pessoas, a estrutura
que elas se encontram ou o meio ambiente. A bordo existem procedimentos para que essas
ocorrências anormais sejam combatidas logo após serem detectadas. Geralmente, uma emergência
pode ser resolvida rapidamente se o procedimento correto for executado nos primeiros instantes.
Uma emergência pequena, se não for tratada imediatamente, pode transformar-se em uma
situação sem controle. Detectada a emergência, a atitude inicial adequada pode fazer a diferença
entre a vida e a morte.
É importante que os residentes saibam os procedimentos a serem adotados nos casos de
emergência e que tenham a disciplina e o treinamento para reagir efetivamente.
As seguintes situações de emergência podem ocorrer a bordo das unidades marítimas:
colisão, incêndio, naufrágio, adernamento, água aberta, derramamento de óleo no mar, vazamento
de gás, explosão, abalroação ou abalroamento, mau tempo, queda de aeronave, homem ao mar, blow
out, epidemia etc.

Colisão
Choque mecânico da
embarcação e/ou seus
apêndices e acessórios, contra
qualquer objeto fixo
impossibilitado de manobra.
Assim, haverá colisão se
a embarcação se chocar com um
corpo fixo ou flutuante
insusceptível de navegar ou
manobrar, tal como: recife, cais,
casco soçobrado, boia, cabo
submarino etc. (NORMAM 09 –
0106).

Incêndio
Destruição provocada pela ação do
fogo por combustão dos materiais de bordo
ou sobre as águas em decorrência de
derramamento de combustível ou
inflamável, curto-circuito elétrico, guarda
ou manuseio incorretos de material
inflamável ou explosivo. (NORMAM 09 –
0106).
O incêndio a bordo de uma unidade
marítima é uma situação mais assustadora
que em terra. Geralmente a tripulação
combate sozinha o incêndio, sem
assistência externa.

P á g i n a | 15
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Porém, pode ser utilizado auxílio de embarcações Firefighting. Quando o incêndio é


combatido em espaços fechados a água utilizada no combate pode afetar a estabilidade da unidade
causando adernamento ou naufrágio.

Naufrágio
Afundamento total ou parcial da embarcação por perda de flutuabilidade, decorrente de
embarque de água em seus espaços internos devido a adernamento, emborcamento ou alagamento.
(NORMAM 09 – 0106)

Adernamento
Ato ou efeito de adernar, inclinar-se (o navio) submergindo mais de um lado. No âmbito
náutico, o adernamento ou banda é a inclinação em graus de uma embarcação para um dos seus
bordos (bombordo ou boreste).

Água aberta
Ocorrência de abertura nas obras vivas que
permita o ingresso descontrolado de água nos
espaços internos ou a descarga de líquidos dos
tanques, por rombo no chapeamento, falhas no
calafeto ou nas costuras, por válvulas de fundo
abertas ou mal vedadas, por defeitos nos
engaxetamentos dos eixos ou qualquer falha ou
avaria que comprometa a estanqueidade da
embarcação. (NORMAM 09 – 0106)
P á g i n a | 16
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Derramamento de óleo no mar

É o lançamento acidental ou não de óleo no mar. Este tipo de acidente pode ter várias origens,
como: rompimento de dutos, operações de transferência, offload e também pode ser causada de
forma intencional, com o lançamento de resíduos e água oriunda da limpeza dos tanques.
Os desastres ecológicos pelo derramamento de petróleo acontecem frequentemente no
mundo. Além de poluir as águas, o petróleo tem efeitos terríveis sobre o meio ambiente marinho.

Vazamento de Gás
O vazamento de gás em uma unidade offshore é uma das emergências mais significantes, pois
podem desencadear outras situações de emergência, como por exemplo: incêndio, explosão,
poluição marinha (quando acompanhada de vazamento de óleo), intoxicação e morte dos residentes
(vazamento de H2S, por exemplo).
As unidades marítimas são dotadas de sistema de detecção de gases, que acionam os alarmes
quando algum vazamento é detectado.

Explosão
Combustão brusca provocando a deflagração de ondas de pressão de grande intensidade.
(NORMAM 09 – 0106)

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Abalroação ou abalroamento
Choque mecânico entre embarcações ou seus pertences e acessórios. (NORMAM 09 – 0106).
Muitos navios afundam devido a abalroamento, podendo causar poluição pela ruptura dos
tanques de combustível ou substâncias contaminantes.

SINAIS DE ALARME UTILIZADOS EM UNIDADES OFFSHORE.


Sinais de Emergência
Os sinais de alarme de emergência são acionados a bordo das unidades para indicar algum
tipo de emergência. Estes sinais são emitidos através da campainha de alarme geral e podem ser
escutados tanto dentro quanto fora da superestrutura. Estes sinais podem diferenciar de unidade
para unidade e todos devem ter conhecimento desses sinais e quais procedimentos devem ser
tomados. Os sinais usados normalmente são: emergência e preparação para o abandono.

Emergência: Alarme intermitente


Após tocar o alarme de emergência é dado um aviso informando o tipo e o local da emergência
através do sistema de comunicação prioritário (micro prioritário).

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Preparação para o abandono: Alarme contínuo


Após tocar o alarme de preparação para o abandono, o Coordenador da Emergência, passa
instruções verbais com as ações de abandono aos coordenadores das equipes de emergência. Os
alarmes usados na unidade encontram-se na Tabela Mestra.
O acionamento do alarme de preparação para o abandono não significa que a unidade está
afundando, explodindo ou coisa parecida. Significa que não é mais possível controlar a emergência
com os recursos de bordo e as pessoas serão retiradas da unidade de forma ordenada.
Ele também não significa que todos devem entrar nas baleeiras e arriá-las imediatamente.
A ordem de lançamento será dada, verbalmente, pelo Coordenador da Emergência. Todos
devem manter a calma e seguir as orientações dos Timoneiros e Coordenadores dos Pontos de
Reunião.
O alarme de emergência é acionado manualmente, porém, com a automatização das
unidades, as anormalidades ao serem detectadas, podem acionar o alarme de emergência
automaticamente.
Entretanto, o alarme de preparação para o abandono só poderá ser acionado manualmente e
por ordem única e exclusiva do Coordenador da Emergência (GEPLAT, OIM, Comandante da
embarcação, etc.). Este é o responsável pelo acionamento do alarme.
Estes sinais podem variar de unidade para unidade, pois a norma não estabelece um padrão.
A NORMAM-01, Capítulo 4, seção III, item 0416, letra “b) Sistemas de Comunicação e Alarme Geral de
Emergência”, determina o seguinte:

2) Deverá ser provido um sistema de alarme geral de emergência satisfazendo as prescrições abaixo, que será
usado para chamar os passageiros e a tripulação para os postos de reunião e para iniciar as operações indicadas
nas tabelas de postos. Este sistema será complementado por um sistema de alto-falantes ou por outros meios
de comunicação adequados.
3) O Sistema de alarme geral de emergência deverá ser capaz de soar o sinal de alarme geral de emergência,
consistindo de sete ou mais sons curtos, seguidos de um som longo produzidos pelo apito ou sinete do navio,
além de um sino ou buzina operada eletricamente, ou outro sistema equivalente de alarme, que será
alimentado pela fonte de alimentação de energia principal e de emergência do navio. O sistema deverá poder
ser operado do passadiço e, com exceção do apito do navio, também de outros pontos estratégicos. O sistema
deverá ser audível em todas as acomodações e em todos os espaços em que normalmente a tripulação trabalha
e no convés aberto.

TABELA MESTRA DE UNIDADES OFFSHORE, AS ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA PARA


CADA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA, PLANOS CONTINGENTES, PONTOS DE REUNIÃO,
ROTAS DE FUGA, CARTÃO “T” E ESTAÇÕES DE ABANDONO.
Tabela Mestra
A Tabela Mestra é uma tabela que designa cada pessoa da tripulação para um determinado
posto ou função durante uma situação de emergência, tais como: incêndio, alagamento, colisão,
encalhe, homem ao mar, etc., além de informar os tipos de alarme utilizados na unidade, o Ponto de
Reunião ou Posto de Abandono, entre outras informações.
Os tripulantes devem conhecer seus deveres, obrigações e responsabilidades sabendo como
proceder para que não haja dificuldades durante as situações de emergência.
As tarefas individuais estão designadas na Tabela Mestra (Tabela de Emergência – Tabela de
Postos de Emergência).
Essas tabelas são afixadas nos corredores dos alojamentos e nos locais de grande
concentração de pessoas. Exemplo de tabela mestra:

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,
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Plano de Contingência
Entende-se por Plano de Contingência o documento que registra o planejamento elaborado
a partir do estudo de um ou mais cenários de risco de desastre e estabelece os procedimentos para
ações alternativas de alerta e alarme, resposta ao evento adverso, socorro e auxílio às pessoas,
reabilitação dos cenários e redução dos danos e prejuízos.

Pontos de Reunião
Pontos de reunião são locais pré-determinados e
designados para reunião de pessoas quando é tocado o alarme
de emergência. Nestes pontos as pessoas serão monitoradas
por um Coordenador, que as orientará conforme instruções da
Coordenação da emergência de forma segura e eficiente. Estes
locais são determinados de forma que as pessoas estejam
abrigadas e afastadas do perigo e o mais próximo possível do
seu referido Posto de Abandono.
Os Pontos de Reunião são identificados com o símbolo
ao lado, seguidos de um número ou letra que diferencia cada
Ponto de Reunião. Em uma situação de emergência é
importante saber quantas e quais pessoas estão nos Pontos de
Reunião. Para todas as pessoas a bordo é designado um Ponto de Reunião e cada um deve conter um
sistema de verificação de presença. Cabe ao Coordenador do Ponto de Reunião fazer a conferência
das pessoas e informar ao Timoneiro e/ou Coordenador da Emergência se todos estão presentes.

Rotas de Fuga
Rota de Fuga é trajeto a ser seguido pelo indivíduo no caso de necessidade urgente de
evacuação rápida e segura do local em função de uma emergência.
Deve-se conhecer o caminho para a estação correspondente e as rotas primária e secundária
para escapar até a embarcação salva-vidas (a rota principal pode estar bloqueada).

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Deve-se aprender como está organizada sua unidade, estudando seus planos de construção,
níveis dos conveses, sistemas de comunicação interna e sistemas de alarme. As rotas de fuga
oferecem segurança para que se possa atingir a estação de emergência na escuridão e devem ser
mantidas sempre sinalizadas, iluminadas e livres de obstáculos.

Cartão “T”
Vários sistemas de identificação são usados nos Pontos de Reunião e Postos de Abandono
como, por exemplo, o cartão “T” ou a lista de verificação (POB). Cabe ao Coordenador do Ponto de
Reunião verificar a presença, informando ao Assessor de Salvatagem ou ao Coordenador da
Emergência o nome dos faltantes.

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Lista de Verificação (POB)

Estações de Abandono
Postos de abandono são locais onde as pessoas oriundas dos pontos de reunião são levadas
quando recebida a ordem para evacuação ou abandono da unidade, e se localizam nas áreas próximas
as embarcações de abandono.

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O EMPREGO DOS SEGUINTES EQUIPAMENTOS: COLETES SALVA-VIDAS, ÓCULOS,


GAIOLA/CESTO DE TRANSBORDO, COLETE DE IÇAMENTO, MÁSCARA PROTETORA E
DE FUGA, BOTAS, CAPACETE, PROTETOR AURICULAR, LUVAS, BALACLAVA, CINTO
DE SEGURANÇA, ETC.
Os Equipamentos de Proteção Pessoal (EPP) também conhecidos como Equipamentos de
Proteção Individual (EPI), são desenhados para proteger o indivíduo de riscos associados com
trabalhos perigosos.
A pessoa pode se ferir durante a realização dos trabalhos a bordo, tais como limpeza,
batimento de ferrugem e outras atividades rotineiras de bordo.
A neutralização dos riscos, através do uso do EPI é de difícil verificação. Os EPIs, ainda que
aprovados pelo Ministério do Trabalho e implementados com orientação e instruções de uso, não
evitam os acidentes, e sim, minimizam as consequências.
Durante uma emergência também é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção
Individual - EPI’s (capacete, botas, macacão, óculos de segurança, protetor auricular e luva), pois caso
sejamos deslocados para os Postos de Abandono, iremos transitar na área industrial onde, a qualquer
hora ou em qualquer situação, o uso dos EPI’s é obrigatório.
Além dos EPI’s normais, deve-se fazer uso também do colete salva-vidas e da roupa de imersão
para proteção contra os sintomas da hipotermia.

Colete Salva-vidas

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Coletes salva-vidas rígidos


Somente os coletes salva-vidas Classe I homologados pelas Autoridades Marítimas poderão
ser usados nas situações de emergência. Isto garante que os coletes salva-vidas obedeçam aos
requisitos de construção exigidos pela SOLAS 1974 e suas emendas.

O Código LSA, em seu capítulo 2, determina as seguintes características para os coletes salva-
vidas rígidos:

2.2.1 Prescrições gerais para coletes salva-vidas;


2.2.1.1 Um colete salva-vidas não deverá continuar a queimar ou a fundir, após ter ficado totalmente envolvido
em chamas por um período de 2 segundos;
2.2.1.2 Um colete salva-vidas para adulto deverá ser confeccionado de modo que:
1. pelo menos 75% das pessoas sem qualquer familiarização com ele possa vesti-lo corretamente em
menos de um minuto, sem ajuda, orientação ou demonstração prévia;
2. após uma demonstração, todos possam vesti-lo corretamente em menos de um minuto, sem ajuda;
3. ser claramente visível que só pode ser vestido de um lado ou, na medida do possível, não poderem ser
vestidos de maneira incorreta;
4. ser confortáveis para usar;
5. permitir que o seu utilizador possa pular n'água de uma altura mínima de 4,5 m, sem sofrer ferimentos
e sem que o colete saia do lugar, ou seja danificado.
2.2.1.3 Um colete salva-vidas para adulto deverá ter, em água doce calma, uma flutuabilidade e uma
estabilidade suficientes para:
1. manter a boca de uma pessoa exausta, ou inconsciente, afastada da água de uma distância não
inferior a 120 mm, com o corpo inclinado para trás em um ângulo não inferior a 20° em relação a um
plano vertical; e
2. girar o corpo de uma pessoa inconsciente na água, de qualquer posição, para outra em que a sua boca
fique afastada da água, no máximo em 5 segundos.
2.2.1.4 Um colete salva-vidas para adulto deverá permitir que a pessoa que o estiver usando nade uma curta
distância e embarque numa embarcação de sobrevivência.
2.2.1.7 A flutuabilidade de um colete salva-vidas não deverá ser reduzida em mais de 5%, após 24 horas de
submersão em água doce.
2.2.1.8 Cada colete salva-vidas deverá ser dotado de um apito, firmemente preso por um cordão.

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Coletes salva-vidas infláveis

Versão Marítima
Alguns países levaram anos para aprovar coletes salva-vidas infláveis para uso nas indústrias
offshore e marítimas. No Brasil ainda não foi autorizado o uso deste tipo de colete em unidades
offshore.
O colete é inflado automaticamente quando a pessoa cai no mar, ou manualmente acionando-
se o dispositivo manual. O dispositivo automático funciona devido à existência de um tablete que se
dissolve em contato com água, ativando o cilindro de CO2 e inflando.
O Código LSA, em seu capítulo 2, determina as seguintes características para os coletes salva-
vidas infláveis:

Um colete salva-vidas que necessite ser inflado para ter flutuabilidade não deverá ter menos de dois
compartimentos separados e deverá atender ao disposto no parágrafo 2.2.1 e:
1. inflar automaticamente ao submergir, ser dotado de um dispositivo que permita inflá-lo com um
único movimento da mão e poder ser inflado com a boca;
2. em caso de perda de flutuabilidade em qualquer dos compartimentos, ser capaz de atender ao
disposto nos parágrafos 2.2.1.2, 2.2.1.3 e 2.2.1.4;
3. atender ao disposto no parágrafo 2.2.1.7, após ser inflado pelo mecanismo automático.
2.2.3 Luzes coletes salva-vidas
2.2.3.1 Cada luz dos coletes salva-vidas deverá:
1. ter uma intensidade luminosa não inferior a 0,75 candelas em todas as direções do hemisfério
superior;
2. ter uma fonte de energia capaz de prover uma intensidade luminosa de 0, 75 candelas, por um período
mínimo de 8 horas;
3. ser visível no maior setor possível do hemisfério, quando presa ao colete salva-vidas; e
4. ser de cor branca.
2.2.3.2 Se a luz mencionada no parágrafo 2.2.3 .1 for de lampejos, deverá também:
1. ser dotada de um interruptor acionado manualmente; e
2. emitir não menos do que 50 lampejos e não mais do que 70 lampejos por minuto, com uma
intensidade luminosa eficaz mínima de 0,75 candelas.

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Um incremento para os tipos mais novos de coletes salva-vidas infláveis é o capuz


denominado de spray hood. Os borrifos causados por ventos fortes em mau tempo podem provocar
sufocamento. O capuz foi desenvolvido para possibilitar à pessoa respirar sem problemas.

Versão Aviação
Semelhante aos coletes salva-vidas infláveis marítimos, os coletes salva-vidas de aviação
possuem um sistema similar. A diferença crucial entre eles é que o colete salva-vidas marítimo infla
automaticamente em imersão, enquanto que o colete salva-vidas de aviação só infla depois de
acionado manualmente. Os coletes salva-vidas nunca deverão ser inflados dentro da aeronave.

Coletes de Trabalho
Os coletes salva-vidas para trabalho devem ser marcados claramente como “Coletes de
Trabalho”. São usados durante trabalhos no convés e/ou quando houver risco de queda no mar e, de
acordo com a necessidade e nos países onde a Legislação permitir, podem ser usados também coletes
infláveis. Deve-se ter uma cautela maior neste tipo de colete, pois eles podem ser acionados não
intencionalmente. Com este colete, uma pessoa não terá dificuldade durante o trabalho. Os coletes
de trabalho feitos de espuma de poliuretano são os mais comumente usados. Os coletes de trabalho
não devem ser usados durante o abandono. Existem vários modelos de colete para trabalho que
variam de acordo com o fabricante.

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Uso e quantidade de coletes salva-vidas

 Leia as instruções de uso do colete salva-vidas imediatamente após a chegada a bordo.


 Experimente-o para saber a maneira correta de vesti-lo.
 Use seu colete salva-vidas preso firmemente ao corpo.
 Todos os tirantes, fechos e engates devem estar apertados e seguros para evitar que
se soltem.
 Nas baleeiras free-fall não é permitido o uso de colete salva-vidas de poliuretano
devido aos cintos de segurança. Eles deverão ser guardados debaixo do seu assento
na baleeira. Pode ser usado o colete salva-vidas inflável.

A NORMAM-01, capítulo 9, determina a seguinte quantidade de coletes salva-vidas a bordo


das unidades offshore:

0920 - COLETES SALVA-VIDAS


A dotação de coletes salva-vidas deverá obedecer aos critérios abaixo e está resumida no Anexo 9-A:
a) A dotação de coletes deverá ser o somatório de:
1. um para cada pessoa a bordo distribuído nos respectivos camarotes ou alojamentos;
2. um para cada leito existente na enfermaria e mais um para cada enfermeiro;
3. dois na sala de comando;
4. um na estação-rádio;
5. três no Centro de Controle da Máquina ou Praça de Máquinas da Plataforma, se guarnecida; e
6. coletes adicionalmente estivados em cada estação de abandono, na quantidade de 100% da lotação
da embarcação de sobrevivência a ela correspondente.
b) Salvo quando expressamente autorizado, os coletes salva-vidas deverão ser classe I. Esses coletes deverão
estar estivados de modo a serem prontamente acessíveis e sua localização deverá ser bem indicada.
c) Os coletes salva-vidas deverão ser de tipos aprovados.
d) O colete salva-vidas deverá ser marcado conforme estabelecido no item 0406.

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Óculos
Oferecem proteção para os olhos. Muitos são feitos de
plástico de alto impacto e devem ser colocados para proteção
contra partículas que se desprendem dos materiais trabalhados.
Devem ser utilizadas proteções de acordo com o serviço que será
executado.

Gaiola
A gaiola de resgate tem a aparência de uma “gaiola de pássaro” cônica aberta de um lado.
Para utilizá-la, a pessoa apenas entra pela abertura, senta-se e se segura firmemente durante todo o
resgate.

Cesto de Transbordo
É um dispositivo capaz de transferir pessoas, com segurança, em transbordo marítimo entre
unidade marítima e uma embarcação e vice-versa, conforme previsto na regra 12.2 do MODU Code
(Code for the Construction and Equipment of Mobile Offshore Drilling Units).
Seu uso é recomendado durante o dia, com boa visibilidade, manobra do operador à vista do
pessoal a ser transportado, vento com força menor que 30 nós e altura das ondas menor que 4
(quatro) metros.

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Durante a transferência é PROIBIDO:

 O uso de chapéu, bonés, etc.;


 Capacete sem jugular;
 Ocupar as mãos com transporte de objetos;
 Soltar as mãos durante o trajeto.

Colete de Içamento
As alças são apropriadas para içar rapidamente uma pessoa sem ferimentos, sendo
inadequadas para pessoas com ferimentos. Ela deve ser colocada mais ou menos como se coloca um
casaco, assegurando-se que as alças passem por trás das costas e sob as duas axilas. A pessoa que
está usando a alça deve ficar de frente para o gato. As mãos devem ficar juntas na frente do corpo e
a pessoa não deve sentar na alça. A alça não deve ser solta do gato.

Método de Içamento Duplo


Alguns helicópteros SAR utilizam o método de içamento duplo, que consiste de uma alça
normal e de um cinto de segurança. Este método é adequado para o içamento de pessoas
incapacitadas e caso não esteja tão ferida que só possa ser içada em uma maca. Um membro da
tripulação do helicóptero é arriado até o local de resgate, coloca a pessoa no cinto de segurança e
realiza a operação de içamento.

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Máscara Protetora e de Fuga


 Máscara Protetora
São fabricadas em tecido ou papel e algumas são tratadas
quimicamente para serem utilizadas em trabalhos em que haja um
risco específico.
Normalmente elas cobrem o nariz e a boca do usuário e se
sustentam mediante um elástico que é colocado na parte posterior
da cabeça. Alguns modelos possuem filtros adjuntos a máscara para
maior filtração. Essa máscara deve ser usada quando se realizam
trabalhos com areia ou pintura e quando estiver utilizando qualquer
produto químico que possa desprender vapores nocivos.

 Máscara de Fuga
Tem sido uma solução alternativa para as
situações de emergências onde foi ordenado o
abandono de uma área sinistrada pelo incêndio ou
pelo vazamento de substância tóxica.
A NBR 12.543:1999 define a máscara de fuga,
como o equipamento que protege o usuário durante o
escape contra a inalação de ar contaminado ou com
deficiência de oxigênio, em situação de emergência,
com risco de vida ou saúde. Pode ser de pressão
positiva (o ar somente é admitido para o interior da
peça facial quando a pressão positiva dentro dela é reduzida pela inalação) ou de fluxo constante (o
ar é admitido para o interior da peça facial de um fluxo contínuo de ar respirável).
A máscara de fuga também poderá ser do tipo com filtro para remoção dos contaminantes.

Botas
São calçados que possuem material protetor para os dedos no seu bico. Entretanto, alguns
desenhos são feitos de outros materiais que oferecem a mesma proteção, são mais leves e oferecem
proteção térmica.

Capacete
Chapéu de plástico ou de aço de alto impacto.
Composto de uma concha dura e uma armadura de
tela (rede) de suspensão por dentro do capacete que
se ajusta à medida da cabeça. O capacete serve para
proteger a cabeça de golpes por quedas de objetos,
etc.

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Protetor Auricular
A proteção para os ouvidos pode ser feita
por abafadores de ruído que cobrem as orelhas ou
por protetores internos que são tampões
introduzidos na abertura do ouvido e que podem
ser descartáveis ou reutilizáveis. Alguns modelos
disponíveis podem ser usados em áreas onde o
nível de ruído supere os 90 decibéis. A perda de
audição pode ocorrer se um indivíduo se expuser
por períodos prolongados a altos níveis de ruído.
Neste caso, recomenda-se a dupla proteção.

Luvas
A proteção das mãos deve ser feita utilizando-se luvas de segurança. Existem luvas fabricadas
de vários tipos de materiais para proteção das mãos contra vários elementos e devem ser utilizadas
de acordo com o serviço a ser executado.

Abaixo seguem alguns tipos de luvas especiais:

 Luva contra agentes abrasivos e escoriantes;


 Luva contra agentes cortantes e perfurantes;
 Luva contra choques elétricos;
 Luva contra agentes térmicos;
 Luva contra agentes biológicos;
 Luva contra agentes químicos;
 Luva contra vibrações;
 Luva contra radiações ionizantes, etc.

Vale ressaltar que a utilização das luvas não evita o acidente, porém, minimiza as suas
consequências.

Balaclava
Como complemento para proteção da cabeça, utiliza-se capuzes antiexposição (antiflash),
resistentes ao calor, com um considerável grau de impermeabilidade e confeccionados em algodão
cru.

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Cinto de Segurança
Nas operações de resgate o técnico em resgate deverá
estar usando um cinto de segurança completo tipo
paraquedista conectado a um cabo ou cordas seguramente
ancoradas fora do espaço confinado. Os propósitos de usar
este equipamento incluem:

 Realizar uma descida ou subida segura e com


menor esforço possível;
 Realizar algum trabalho posicionado em certa
altura;
 Facilitar a recuperação do resgatista através de
uma não entrada;
 Permitir aos resgatista um método de localizar
as vítimas nos espaços confinados; e
 Fazer um salvamento de uma vítima
inconsciente de forma segura, o mais rápido e
mais fácil possível.

O cinto deve ser de um tipo certificado (CA) pela autoridade competente. Devem ser
inspecionados antes e depois de cada uso, e higienizados após o trabalho. Segundo a NFPA 1670 o
cinto deverá ser um do tipo classe III ou classe II, denominações essas criadas pela norma NFPA 1683.
O cinto deve ser equipado com fitas, fivelas argolas e malhas rápidas, e construído com
material resistente ao tipo de risco ao qual ele foi projetado (fogo, eletricidade, etc).
Cintos para resgate classe III são aqueles fabricados com material antichamas (kevlar ou
aramida) são equipamentos com argolas hemisféricas na altura do ventre e do peito usadas para
movimentar ou posicionar o resgatista ou, ainda, para equipagem de outros equipamentos. Possuem,
também, uma argola fundida as correias e posicionada no dorso.

Macacão
O macacão é uma vestimenta de segurança que
oferece proteção ao tronco e membros superiores e
inferiores contra riscos de origem térmica, mecânica,
química, radioativa, meteorológica e umidade proveniente
de operações com uso de água.
Assim como as luvas, os macacões são fabricados de
vários tipos de materiais e devem ser utilizadas de acordo
com o serviço a ser executado. Abaixo seguem alguns tipos
de macacões especiais:

 Macacão de segurança para proteção contra


chamas;
 Macacão de segurança para proteção contra
agentes térmicos;
 Macacão de segurança para proteção contra respingos de produtos químicos;
 Macacão de segurança para proteção contra umidade proveniente de operações com
uso de água.

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Equipamento de Respiração Autônoma


Os equipamentos autônomos de ar comprimido oferecem ao usuário o mais alto nível de
proteção respiratória disponível. Estes equipamentos utilizam um cilindro que fornece ar
comprimido sob demanda a partir da peça facial. Por estarem os cilindros situados nas costas do
trabalhador, os equipamentos autônomos são completamente portáteis, possibilitando ao usuário
máxima mobilidade para ocasiões específicas tais como as atuações em emergência e salvamento.

OS SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES INTERIORES DE BORDO, EM ESPECIAL, PARA


COMUNICAR OCORRÊNCIAS DE EMERGÊNCIA (DAR ALARME) AO PESSOAL
RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA DA UNIDADE.
Um acidente ou uma emergência pode ser
solucionado rapidamente se a atitude correta for tomada
dentro dos primeiros minutos. Entretanto, se uma
emergência pequena não for tratada imediatamente, pode
desenvolver-se de tal forma que pode levar a uma situação
sem controle. Uma vez descoberta a emergência, a atitude
inicial adequada pode fazer a diferença entre a vida e a
morte.
Ao se constatar uma emergência a mesma deve ser informada imediatamente. Deve-se
acionar o alarme para que seja acionado o Plano de Contingência da Unidade. As equipes
responsáveis pelo atendimento da emergência serão mobilizadas para dar os primeiros combates.
As unidades marítimas são dotadas de sistemas de comunicação interna e alarmes. Estes
equipamentos são utilizados durante a rotina normal para contato entre as diversas áreas da unidade
e com outras unidades durante as situações de emergência. Os sistemas de comunicação interna são
compostos de:

 Rádios fixos e portáteis (UHF e VHF).


 Telefones.
 Intercomunicadores (Interno e micro prioritário).
 Alarmes.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Os sistemas de alarmes são compostos por sensores distribuídos em toda a unidade. Em caso
de emergência, os sensores são acionados e monitorados pela sala de controle. Quando acionados,
informam o local da emergência.
De posse desta informação, o Operador da Sala de Controle aciona o alarme geral e as equipes
de emergência através do micro prioritário. Existem também distribuídos em toda a unidade
botoeiras para acionamento dos alarmes de emergência.

Estas botoeiras são utilizadas caso alguma pessoa verifique alguma emergência que ainda não
foi captada pelos sensores. Algumas unidades também possuem sistema interno de TV, controlado
pela Sala de Controle. Através deste sistema, o Operador da Sala de Controle monitora toda a área
industrial, fazendo leitura de manômetros, operação dos equipamentos ou verificando se há alguma
anormalidade.
Os sistemas de comunicação, alarme e monitoramento por câmeras e TVs variam de acordo
com o grau de automação da unidade.

A IMPORTÂNCIA DE SEGUIR AS ORDENS E INSTRUÇÕES DA CADEIA DE COMANDO.


A hierarquia é a ordenação da autoridade em níveis diferentes, sendo esta ordenação feita
por postos ou graduações ou distribuição ordenada dos poderes; ordem e subordinação de poderes
civis, eclesiásticos e militares; graduação da autoridade correspondente às diversas categorias de
funcionários.
Numa cadeia de comando ao invés da troca, o que está em "jogo" são ordens de um lado e
obediência de outro. Dois indivíduos absolutamente iguais entre si não podem ter entre eles uma
relação de mando e de obediência, pelo menos não uma relação que seja estável ao longo do tempo.
Percebe-se assim que a hierarquia e a cadeia de comando não são sinônimos, mas que a primeira é
condição necessária da segunda.

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A bordo das unidades marítimas também existe uma hierarquia e uma cadeia de comando que
deve ser obedecida e respeitada por todos.
Apesar de existir vários setores ou departamentos a bordo, cada um com seus respectivos
Supervisores, o Comandante ou o Gerente da Plataforma é a autoridade máxima a bordo. Quando
queremos solicitar alguma coisa, fazer alguma reclamação etc, devemos primeiramente nos dirigir ao
nosso superior hierárquico.
Caso não tenha autonomia para solucionar o problema, se dirige ao seu superior hierárquico
e assim sucessivamente, até chegar ao Comandante ou Gerente da Plataforma que dará a resposta
final.
Um local onde não são respeitadas as ordens e instruções superiores é um caos, uma bagunça
total, onde cada um toma a decisão que quer, fazendo o serviço que quer, podendo acarretar
acidentes graves, brigas e conflitos, e, com certeza, grande quantidade de retrabalho por falta de
comunicação e planejamento.

PROCEDIMENTOS ESPECIAIS DE OPERAÇÕES COMBINADAS COMO: FPSO COM


NAVIO ALIVIADOR, PLATAFORMA COM UMS ACOPLADA (COM GANGWAY) PARA
CONSTRUÇÃO E REPAROS A BORDO E OPERAÇÕES DE MERGULHO, COMBATE A
INCÊNDIO E EVACUAÇÃO COM APOIO DE SUPPLY-BOAT.
FPSO como Navio Aliviador
O navio aliviador é um petroleiro que
atraca na popa da FPSO ou amarra em uma
monobóia para receber petróleo em seus
tanques e transportá-lo para terra. A operação
com navio aliviador requer atenção de toda a
tripulação.
Vários riscos envolvem esta operação,
tais como: tensão dos cabos de amarração;
ligação dos mangotes; operação de
carregamento e descarga; entre outros. Tais
operações devem ser acompanhadas o tempo
todo, mantendo-se sempre pessoal de vigia.

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Plataformas com UMS acoplada com rampa (Gangway) para construção e reparos a bordo
O Flotel é uma unidade móvel utilizada como apoio na construção, reparo e manutenção das
plataformas. Em geral fica posicionada ao lado de uma plataforma, interligada por rampa (Gangway),
a fim de prover reparos, mudanças estruturais, deck, alojamento, cozinha, etc.
Estes serviços são realizados a bordo devido a impossibilidade/dificuldade de se levar uma
plataforma ao estaleiro, onde estas obras e reparos seriam efetuadas com maior facilidade.
Quando o flotel está atracado junto à plataforma, vários reparos estão sendo efetuados a
bordo, aumentando o risco de acidentes. Todos devem estar atentos e seguir na íntegra todas as
recomendações descritas na Permissão para Trabalho. Caso haja qualquer dúvida ou irregularidade o
serviço deve ser parado e o responsável pela segurança deve ser informado.

Operação de Mergulho
É impossível uma eliminação total dos riscos numa operação de mergulho. O melhor que se
pode conseguir é a redução dos riscos a um nível que possa ser considerado como aceitável (algo
nem sempre consensual…).
A Avaliação de Risco é uma ferramenta, simples e direta, para auxiliar as atividades de
mergulho, registrando os perigos significativos, os riscos associados e quais as medidas tomadas para
controlar esses perigos, elevando os patamares de segurança para todos os envolvidos.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Combate a Incêndio
Caso haja necessidade o comando da embarcação solicitará auxílio ao Supply Boat que dará
apoio logístico.
O Supply Boat (Barco de apoio) atuará em conjunto com a embarcação conforme as
necessidades do serviço, podendo buscar equipamentos e prestar auxílio com canhões de água ou
espuma num eventual combate a incêndio.

Supply Boat
Termo dado à embarcação, geralmente um rebocador de alto mar sem dispositivos para
reboque ou manuseio, destinada ao transporte de material, granéis líquidos e sólidos para as
unidades offshore.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

ORIENTAÇÃO SOBRE SEGURANÇA A BORDO

OS PRINCIPAIS COMPARTIMENTOS E EQUIPAMENTOS DE UMA PLATAFORMA.


A seguir descreveremos alguns equipamentos que são utilizados nas plataformas offshore:
1. Baleeira – Embarcação de segurança utilizada para abandono da plataforma, seguindo normas
preestabelecidas.
2. Barco de Apoio – É dotado de sistema de posicionamento dinâmico através de satélite ou
similar, de modo a manter a embarcação em determinada coordenada durante a execução do
trabalho no mar.
3. Câmara de Descompressão – Mantêm o mergulhador à mesma pressão do local onde irá
trabalhar, adaptando-o àquelas condições.
4. Cestinha – Operada por um dos guindastes da plataforma, transporta pessoas e pequenos
volumes entre a plataforma e embarcações, ou vice-versa.
5. Cozinha e Refeitório – Aberta dia e noite para atender os vários turnos de trabalho.
6. Dutos de Exportação – Escoam a produção para um navio-cisterna, para outra plataforma ou
para algum ponto em terra. A separação do óleo e da água é realizada na planta de processo.
7. Dutos de Produção – Transportam o petróleo dos poços à plataforma. Eles se afastam para
aumentar a área de operação.
8. Estacas – Tubos especiais para fixação da plataforma no fundo do mar.
9. Gaiola – Possibilita ao ROV atingir maiores profundidades de trabalho sem o uso da propulsão
própria, garantindo-lhe também maior estabilidade e autonomia.
10. Jaqueta – Estrutura tubular de suporte da plataforma.
11. Queimador de Teste – Testa o poço ou queima óleo, gás ou detritos no início da produção.
12. Sino de Mergulho – Transporta o mergulhador da superfície para o fundo do mar, e vice-versa,
já nas condições de pressão do ponto onde será realizado o serviço.
13. Torre do Flare – Queima parte da produção de gás que não pode ser utilizada em segurança.
14. Torre da Sonda – Estrutura utilizada durante a fase de perfuração e posteriormente
transferida para outra plataforma, junto com o escritório e a sua estrutura de suporte de
heliponto.
15. ROV (Veículo operado por controle remoto) – Realiza inspeções submarinas e operações
como corte de cabos, corte de tubos, abertura e fechamento de válvulas. Pode também gerar
imagens de vídeo, possibilitando o monitoramento dos mergulhadores pelo pessoal da
superfície.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

PRINCIPAIS COMPARTIMENTOS E EQUIPAMENTOS DE UMA


PLATAFORMA
Local Descrição
Conveses (Decks) Pisos das plataformas.
Local onde é feito o controle e monitoramento da
Sala de Controle
unidade.
Sala de Geradores Local onde ficam os geradores de energia da unidade.
Parte habitável onde se localizam os camarotes,
Casario
refeitório e toda parte administrativa.
Heliponto Local de pouso e decolagem das aeronaves.
Unidade utilizada para perfuração e extração do
Sonda
petróleo.
Usados para queimar o gás proveniente dos poços de
Queimadores
petróleo.
Local onde ficam instalados os equipamentos
Área de Produção
utilizados na exploração e bombeamento do petróleo.
Local onde ficam instalados os equipamentos e
materiais de apoio a produção e bombeamento do
Área de Facilidades
petróleo e os materiais e equipamentos para operação
diária da plataforma.
Tubos pelos quais são transportados o óleo e outros
Risers
materiais extraídos do fundo do mar.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

ESTRUTURA FUNCIONAL E HIERÁRQUICA E OS DIVERSOS TIPOS DE UNIDADES


OFFSHORE.
A estrutura funcional e hierárquica podem variar de acordo com cada unidade. O importante
é conhecer como essas estruturas funcionam na sua unidade.

Estrutura Funcional
 Gerenciamento.
 Produção.
 Estocagem.
 Facilidades.
 Exportação.

Estrutura Hierárquica

(NORMAM1, SEÇÃO II, 0117)

Encontramos vários tipos de plataformas de petróleo espalhadas pelas bacias petrolíferas do


mundo.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

De acordo com a finalidade que se destinam e a profundidade da lâmina d’água em que irão
atuar, as plataformas podem ser:

 Plataformas fixas – têm sido as preferidas nos campos localizados em lâminas


d‘água de até 200 metros.
 Plataformas autoelevatórias ou Auto-Eleváveis – são constituídas basicamente
de uma balsa equipada com estrutura de apoio, ou pernas, que, acionadas
mecânica ou hidraulicamente, movimentam-se para baixo até atingirem o
fundo do mar.
 Plataformas de pernas atarantadas – são unidades flutuantes utilizadas para a
produção de petróleo.
 Plataformas Semissubmersíveis – são compostas de uma estrutura de um ou
mais conveses, apoiada em flutuadores submersos.
 Navios-sonda – é um navio projetado para a perfuração de poços submarinos.
 Sistemas flutuantes de produção – são navios, em geral de grande porte, com
capacidade para produzir, processar e/ou armazenar petróleo e gás natural,
estando ancorados em um local definido.

Tipos de Plataformas

OS ELEMENTOS DE ESTABILIDADE E ESTANQUEIDADE: OBRAS VIVAS E OBRAS


MORTAS; SEÇÕES E PORTAS ESTANQUES; DESCREVER UM SISTEMA DE LASTRO:
TANQUES, REDES E BOMBAS.
Estabilidade
É a capacidade que tem a embarcação de resistir às causas perturbadoras tendentes a variar
sua posição normal de equilíbrio. Deve ser considerada no sentido transversal e no sentido
longitudinal.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Os diversos graus de estanqueidade exigidos a bordo das embarcações são:

 Estanqueidade ao óleo.
 Estanqueidade à água.
 Estanqueidade ao ar.
 Estanqueidade à fumaça.
 Estanqueidade às chamas.

Obras Vivas
Parte do casco abaixo do plano de flutuação em plena carga, isto é, a parte que fica total ou
quase totalmente imersa.

Obras Mortas
Parte do casco que fica acima do plano de flutuação em plena carga e que está sempre
emersa.

Portas Estanques
Por definição, portas estanques são “portas de fechamento
estanque, que estabelecem ou interceptam as comunicações
através das anteparas estanques” (Arte Naval).
As portas estanques são feitas normalmente com o mesmo
material de construção do casco da embarcação e possuem
geralmente a mesma espessura das anteparas onde estão
instaladas.
A estanqueidade das portas é quase sempre por meio de
atracadores que comprimem a porta com a guarnição de borracha
contra a gola de seu marco. As portas estanques acima da linha
d’água são de construção mais simples que as situadas abaixo da
linha d'água, não só porque a pressão da água nelas será menor
como por serem facilmente atingidas pelo pessoal.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Sistema de Lastro
O controle de lastro de uma embarcação
permite, através da manipulação de um fluido de
lastro, uma distribuição mais uniforme de cargas,
tendo como função manter a estabilidade.
O sistema de Controle de Lastro é parte
importante no sistema de gerenciamento de
plataformas de petróleo semi-submersíveis.
Consiste em uma rede complexa de
tubulações, válvulas, bombas e tanques, cuja
interface de controle deve ser planejada para
facilitar a operação (MANZI et al., 2005).
Devido à sua contribuição na manutenção da
estabilidade da embarcação, aspectos como
redundância, análise de falhas e o diagnóstico dos componentes desse sistema são importantes, pois,
estas falhas podem causar vazamentos, alagamento de compartimentos, entre outros problemas,
podendo inclusive levar ao afundamento. (SCHIEFFER; HOTZ, 1997, HOCK; BALABAN, 1984)
A complexidade de operação e a possibilidade de se obter uma resposta mais rápida e efetiva
às variações de distribuição de carga da plataforma são as principais motivações para o
desenvolvimento de um controle automático de lastro.
Os tanques de lastro são usados para modificar a posição do Centro de Gravidade a fim de
corrigir o trim, a banda ou para dar maior estabilidade à unidade.
Os sistemas de lastro são projetados para possibilitarem ao Operador de lastro movimentar
o lastro a fim de manter a embarcação sempre aprumada. As manobras são feitas através das válvulas
e redes do sistema de lastro. O lastro é deslocado até os tanques por gravidade ou com auxílio de
bombas. O Operador de lastro deve ter acesso e conhecer toda a planta do sistema de lastro.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

OS MODOS DE EVACUAÇÕES POSSÍVEIS E OS MEIOS DE EVACUAÇÃO/ABANDONO.


Evacuação
É o método de deixar a unidade de forma ordenada, após a verificação pelo Coordenador
Geral da Emergência de que há probabilidade de se perder o controle da emergência e, para tal, usa-
se, preferencialmente, os meios externos se as condições assim permitirem. Caso contrário deve-se
fazer uso das embarcações rígidas e/ou infláveis de sobrevivência conforme as condições e natureza
da emergência.

Abandono
É o método de deixar a unidade, quando já é iminente a perda de controle da emergência de
forma ordenada, utilizando-se os recursos próprios, preferencialmente as baleeiras e, para utilização
secundária, as balsas infláveis, se for possível.
Ao soar o alarme todos devem dirigir-se imediatamente para os Pontos de Reunião.

Meios de Evacuação/Abandono
Cada situação de emergência tem um risco em potencial e é importante que seja usado o
método mais adequado. Abaixo temos a escala de prioridade, com a sequência dos equipamentos a
serem utilizados em caso de evacuação / abandono.

Escala de Prioridade:

Passarela de Fuga Helicóptero

Embarcação de Apoio

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Baleeira

Balsa Salva-Vidas Escada de Quebra-Peito

Salto na Água

Sistema de Evacuação Marítima


Como os demais equipamentos de salvatagem, o Sistema de Evacuação Marítima deve
atender aos requisitos constantes no Código LSA, no seu Capítulo 6. São eles:

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

6.2 Sistema de evacuação marítima.


6.2.1 Construção do sistema
6.2.1.1 A passagem do sistema de evacuação marítima deverá proporcionar uma rápida descida de
pessoas de várias idades, tamanhos e capacidades físicas, usando coletes salva-vidas aprovados, do posto
de embarque até a plataforma flutuante, ou embarcação de sobrevivência.
6.2.1.2 A resistência e a construção da passagem e da plataforma deverão ser estabelecidas pela
Administração
6.2.1.3 A plataforma, se houver, deverá:
1. assegurar uma flutuabilidade suficiente para suportar a carga de trabalho. No caso de uma plataforma
inflável, as câmaras de flutuação principais que, para esta finalidade deverão incluir quaisquer bancadas
ou elementos estruturais infláveis do piso, deverão atender ao disposto no parágrafo 4.2, com base na
capacidade da plataforma, exceto que a capacidade deverá ser obtida dividindo-se a área utilizável
fornecida no parágrafo 6.2.1.3.3 por 0,25;
2. ser estável em mar agitado e proporcionar uma área de trabalho segura para os operadores do sistema;
3. ter uma área suficiente para permitir que pelo menos duas balsas salva-vidas possam ficar amarradas
para o embarque e para acomodar pelo menos o número de pessoas que se espera que possam estar na
plataforma a qualquer momento. A área dessa plataforma utilizável deverá ser igual a pelo menos: 20%
do número total de pessoas pala o qual o sistema de evacuação marítima foi aprovado m2 ou 10 m2, o
que for maior.
A Administração, entretanto, pode aprovar dispositivos alternativos que demonstrem atender a todos os
requisitos de desempenho prescritos;
4. possuir esgoto automático;
5. ser subdividida de tal modo que a perda de gás em qualquer compartimento não restrinja a sua
utilização como meio de evacuação. Os tubos de flutuação deverão ser subdivididos, ou protegidos contra
danos causados pelo contato com o costado do navio;
6. ser dotada de um sistema de estabilização a critério da Administração;
7. ser presa por uma espia ajustável, ou por outros sistemas de posicionamento projetados para serem
acionados automaticamente e, se necessário, poder ser ajustada para permanecer na posição exigida para
a evacuação; e
8. ser dotada de reforços para a amarração e para a espia ajustável, com uma resistência suficiente para
prender com segurança a maior balsa salva-vidas pertencente ao sistema.
6.2.1.4 Se a passagem der um acesso direto à embarcação de sobrevivência, deverá ser dotada de um
dispositivo de liberação rápida.
6.2.2 Desempenho do sistema.
6.2.2.1 Um sistema de evacuação marítima deverá:
1. ser capaz de ser acionado por uma só pessoa;
2. possibilitar que o número total de pessoas para o qual foi projetado seja transferido do navio para as
balsas salva-vidas infláveis, num período de até de 30 minutos, no caso de um navio de passageiros, e de
até 10 minutos, no caso de um navio de carga, a partir do momento em que for dada a ordem de
abandonar o navio;
3. ser disposto de modo que as balsas salva-vidas possam ser presas com segurança à plataforma e soltas
da plataforma por uma pessoa que esteja na balsa ou na plataforma;
4. ser capaz de ser acionado do navio, em condições desfavoráveis de compasso de até 10º, para vante ou
para ré, e de banda de até 20° para qualquer bordo;

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

5. no caso de ser dotado de uma rampa inclinada, o ângulo de inclinação da rampa em relação ao plano
horizontal deverá ser de:
1. 30° a 35°quando o navio estiver aprumado e na sua condição de viagem mais leve; e
2. 55° no máximo, no caso de um navio de passageiros, no estágio final do alagamento, estabelecido
através das prescrições da Regra II-1/8;
6. ter a sua capacidade avaliada por meio da medição do tempo de acionamentos para evacuação
realizadas no porto;
7. ser capaz de proporcionar meios de evacuação satisfatórios, com um estado do mar correspondente a
um vento de força 6 na escala Beaufort;
8. ser projetado para, na medida do possível, permanecer eficaz em condições de formação de gelo; e
9. ser construído de modo que seja necessária apenas uma pequena quantidade de manutenções de rotina.
Qualquer peça que exija uma manutenção pela tripulação do navio deverá estar rapidamente acessível e
ser de manutenção simples.
6.2.2.2 Quando um navio dispuser de um ou mais sistemas de evacuação marítima, pelo menos 50% desses
sistemas deverão ser submetidos a um acionamento experimental após a sua instalação. Dependendo
desses acionamentos serem considerados satisfatórios, os sistemas não experimentados deverão ser
acionados até 12 meses após a sua instalação.
6.2.3 Balsas salva-vidas associadas ao sistema de evacuação marítima.
Qualquer balsa salva-vidas inflável empregada juntamente com o sistema de evacuação marítima deverá:
1. atender ao disposto no parágrafo 4.2;
2. estar localizada próximo ao recipiente do sistema, mas ser capaz de ser lançada afastada da rampa e
da plataforma de embarque, quando elas forem acionadas;
3. ser capaz de ser liberada, uma de cada vez, do seu cabide de estivagem, de modo a poder ser amarrada
a contrabordo da plataforma;
4. ser estivada de acordo com a Regra III/13.4; e
5. ser dotada de cabos recuperáveis, amarrados previamente ou que possam ser facilmente amarrados à
plataforma.
6.2.4 Recipientes do sistema.
6.2.4.1 A passagem e a plataforma para a evacuação deverão ser embaladas em um recipiente que seja:
1. fabricado de modo a resistir às condições rigorosas de utilização encontradas no mar; e
2. na medida do possível, estanque à água, exceto quanto aos furos de drenagem existentes no fundo.
6.2.4.2 O recipiente deverá ser marcado com:
1. o nome do fabricante, ou a marca comerciai;
2. o número de série;
3. o nome da autoridade que o aprovou e a capacidade do sistema;
4. SOLAS;
5. a data e o local da última revisão;
6. a altura máxima de estivagem permitida acima da linha d' água;
7. a posição de estivagem a bordo.
6.2.4.3 Nas proximidades do recipiente deverão ser marcadas as instruções relativas ao lançamento e à
operação do sistema.
6.2.5 Marcação da passagem e da plataforma de evacuação/As rampas/escorregadouros de evacuação
deverão ser marcados com:
1. o nome do fabricante, ou a marca comercial;
2. o número de série;
3. a data de fabricação (mês e ano);
4. o nome da autoridade que aprovou o sistema;
5. o nome e o local do posto de manutenção em que sofreu a última revisão, juntamente com a data da
revisão;
6. a capacidade do sistema.
6.2.6 Prescrições relativas às comunicações do sistema devem ser asseguradas as comunicações entre o
posto de embarque e a plataforma, ou a embarcação de sobrevivência.
6.2.7 Adestramento e acessórios de ensino para adestramento a bordo.
Os recursos para o adestramento da tripulação sobre a utilização do sistema de evacuação marítima
deverão constar de:
1. a existência a bordo de um manual de operações do sistema e das balsas salva-vidas associadas a ele;
2. a existência de acessórios de ensino para adestramento a bordo;
3. a realização de adestramento em terra ou a bordo, como prescrito na Regra III/1I9.4.3.8, que deverá
incluir o acionamento de um sistema comparável em todos os aspectos à colocação na água do sistema
existente a bordo do navio.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Tipos de Evacuação Marítima:

OS PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA EVACUAÇÃO/ABANDONO DA UNIDADE PARA


CADA TIPO DE MEIO, TAIS COMO: HELICÓPTERO, EMBARCAÇÕES/BALEEIRA,
BALSAS E COLETE SALVA-VIDAS.
Ao escutar os sinais de alarme de emergência os integrantes das Equipes de Emergência
devem se dirigir ao Ponto de Reunião das Equipes ou local designado pelo Coordenador da
Emergência. Os demais devem seguir os procedimentos que, basicamente, são os seguintes:

Estando trabalhando:

 Pare tudo que estiver fazendo;


 Desligue os equipamentos e desenergize-os se possível;
 Pegue seu colete Salva-vidas no Camarote ou Ponto de Reunião;
 Dirija-se ao Ponto de Reunião/Posto de Abandono;
 Retire seu Cartão “T”;
 Vista o colete Salva-vidas;
 Aguarde ordens do Coordenador.

Estando de folga:

 Dirija-se ao seu camarote;


 Vista todo o seu EPI;
 Pegue seu colete Salva-vidas no Camarote ou Ponto de Reunião;
 Dirija-se ao Ponto de Reunião/Posto de Abandono;
 Retire seu Cartão “T”;
 Vista o colete Salva-vidas;
 Aguarde ordens do Coordenador.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Evite correria e atropelos. Mantenha-se sempre pela direita dos corredores e escadas, munido
de seu EPI completo. Não esqueça: o corrimão foi feito para ser usado. Ao subir ou descer escadas
deixe sempre uma das mãos livres para segurar o corrimão, pois em caso de queda, você já estará
apoiado amenizando as consequências da queda.

AÇÕES IMPORTANTES
Equipamentos
Conhecendo os tipos de equipamentos, quais deles estão disponíveis e como usá-los.

Organização de Emergência.
Acompanhe as orientações recebidas sobre o que fazer e aonde ir em conformidade.

Manutenção
Esteja ciente de qual equipamento ser usado em situações de emergência está em condições
de uso perfeito.

Gerar confiança
Não entre em pânico!
Mantenha o autocontrole!
Ajude outros!

OS PROCEDIMENTOS PARA EMBARQUE E DESEMBARQUE EM HELICÓPTEROS:


ÂNGULO DE APROXIMAÇÃO, NÃO PORTAR BONÉS OU MATERIAL VOLANTE, CINTO
DE SEGURANÇA, VESTIR O COLETE SV, PROCEDIMENTO BÁSICO EM CASO DE
QUEDA N’ÁGUA.
A tripulação do helicóptero ou o ALPH guiará os passageiros para o helicóptero.

 Sempre se curve um pouco quando se aproximar ou afastar-se do helicóptero. FIQUE


CURVADO!
 Esteja ciente dos artigos soltos (bolsas, jornais etc.).

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Para uma aproximação segura

 Não corra;
 Forme uma fila;
 Nunca se aproxime de um helicóptero
quando a luz Anticolisão estiver acesa ou
a luz vermelha estiver girando;
 Tendo como referência à tripulação, 45
graus de cada lado do nariz da aeronave:
 Nunca pela cauda (rotor de cauda);
 Nunca pela frente (as pás do rotor
principal são ligeiramente inclinadas).

Recomendações durante o voo:

 Sente-se onde indicado e coloque o cinto de segurança;


 Use protetores ou fones de ouvido conforme estiverem disponíveis;
 Leia o folheto de segurança e oriente-se;
 Obedeça aos avisos de ajustar cinto de segurança e de não fumar; e.
 Não interfira com o equipamento do helicóptero.

Desembarcando:

 Somente solte o cinto de segurança e levante-se do assento quando instruído;


 Pegue a sua bagagem no local indicado;
 Saia do helicóptero e caminhe curvado tendo cuidado com a rede antiderrapante;
 Apresente-se ao balcão de chegada.

Pouso de emergência

Perigos:

 Pânico;
 Ferimentos;
 Artigos soltos;
 Desorientação;
 Incêndio / Gás.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Como se preparar para um pouso de emergência

 Puxe o cinto de segurança e aperte-o bem;


 Prenda a parte solta do cinto. Ela pode cobrir o mecanismo de destravamento da
fivela;
 Remova ou prenda todos os itens soltos, guarde tudo;
 Feche a sua roupa de sobrevivência (se aplicável);
 Verifique o seu colete salva-vidas; e
 Localize o mecanismo de operação da saída de emergência.
 Prepare a sua saída de emergência; e
 Assuma a posição de preparo para o impacto.
 Não infle o Colete dentro do helicóptero!

Evacuação na Superfície Após o Impacto

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

 Permaneça sentado e aguarde instruções da tripulação;


 O peso dos helicópteros está na parte de cima. Se todos se movem para um só lado da
aeronave, ela pode virar;
 Abra a saída de emergência. A balsa salva-vidas do helicóptero pode estar presa a ela;
 A balsa salva-vidas também pode estar na embalagem. Ela pode estar localizada
embaixo do assento ou em outro local (ver folheto de segurança). Abra a porta,
verifique e amarre o cabo guia a um ponto forte e infle a balsa do lado de fora;
 Depois de inflar a balsa, evacue o helicóptero de modo controlado. Uma vez que todos
estejam na balsa, tome providências para sobreviver. Se o helicóptero ainda estiver
flutuando, não corte o cabo guia. Você não conseguirá uma melhor ancoragem. Este é
o primeiro local onde as equipes de busca e salvamento irá procurar; e
 Tome providências para manter a balsa.

Balsa salva vidas do helicóptero RFD

 Esta balsa é autoaprumante e não infla de cabeça para baixo;


 O kit de emergência está preso à balsa em uma bolsa a prova de água;
 A âncora flutuante está localizada na rampa de embarque;
 Há uma faca de segurança no tubo para cortar o cabo-guia;
 Se o helicóptero afundar e o cabo guia ainda estiver preso a ele, o cabo irá partir-se
devido ao elo fraco (FAZÍVEL);
 Levante a cobertura se suspeitar que o tempo de sobrevivência possa ser de longo
período.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Pouso de emergência em terra

 Saia do assento quando for instruído a fazê-lo;


 Evacue o helicóptero e leve itens úteis com você, tais como: rádio balizador, kits de
primeiros socorros, balsa salva vidas, etc.;
 Sempre se curve! O helicóptero pode estar ligeiramente inclinado. Tome cuidado com
as pás do rotor;
 Sempre se movimente contra o vento para evitar quaisquer gases tóxicos. Fique perto
do helicóptero, mas em uma área segura; e
 Planeje a sua sobrevivência. (por exemplo; infle a sua balsa salva-vidas para se
proteger do meio ambiente e para se tornar mais visível).

Pouso de emergência no helideque

 Deixe o seu assento quando for instruído para fazê-lo;


 Evacue o helicóptero quando for orientado pelo ALPH/HLO;
 Cuidado com as pás do rotor FIQUE CURVADO!
 Siga as instruções;
 Saia do helideque e cuidado com a rede antiderrapante.

Escape de Helicóptero Submerso


É muito improvável que você se envolva em um pouso forçado. Se você algum dia se envolver
em um, você poderá ter que lidar com problemas de verdade tais como:

 Pânico;
 Ferimentos;
 Desorientação;
 Confusão;
 Flutuação;
 Choque térmico;
 Hipotermia.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Também é muito provável que um helicóptero emborque imediatamente depois de um pouso


de emergência. A permanência ou não da aeronave na posição correta dependerá dos seguintes
fatores:

 Dano ao helicóptero devido ao impacto;


 Condições do tempo (vento e ondas);
 Divisão de peso (evacuação desordenada).

Procedimento para escapar de um helicóptero submerso

 Aguarde até que o helicóptero pare ou que as pás do rotor tenham parado ou se
quebrado;
 Lentamente saia da sua posição de impacto e sente-se corretamente;
 Localize a saída e abra-a;
 Segure-se na moldura da saída antes de abrir o cinto de segurança;
 Projete seu corpo para fora da aeronave;
 Na superfície, infle o seu colete salva-vidas;
 Use a balsa;
 Procure e ajude outros.

Explicação detalhada do procedimento de escape

 Aguarde até que as pás do rotor tenham parado de se mover. Se você escapar antes,
você pode sofrer ferimentos fatais devido ao giro das pás;
 Saia da posição de impacto devagar. Isso é para evitar que você fique desorientado;
 Localize a saída. O melhor local para empurrar e abrir a janela é nos cantos dela;
 Segure na saída antes de soltar o cinto. Isso é muito importante já que a saída é o seu
ponto de orientação para sair do helicóptero;
 O próximo passo é abrir o cinto. Se você nessa hora não estiver segurando o ponto de
orientação, a flutuação irá levantar você dentro do helicóptero;
 Use o ponto de orientação para projetar seu corpo para fora do helicóptero depois de
soltar o cinto;
 Certifique-se de escapar da aeronave e deixá-la de frente para você. Deste modo, você
poderá afastar-se do helicóptero se ele emborcar;
 Quando estiver fora da aeronave, infle o colete;
 Nunca infle o colete dentro da aeronave! Isso tornará a fuga da aeronave quase
impossível de acontecer;
 Também é possível abrir as saídas de emergência pelo lado de fora;
 Localize a sua balsa, infle-a, suba nela e tome as providências iniciais.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR

EQUIPAMENTOS PARA SALVATAGEM E SOBREVIVÊNCIA.


São os equipamentos utilizados para salvaguardar a vida humana no mar. Estes equipamentos
podem ser individuais ou coletivos.
Nas instalações offshore os seguintes equipamentos salva-vidas individuais devem estar
presentes:

 Coletes salva-vidas (explicado no item 1.4);


 Boias salva-vidas;
 Meios de Proteção Térmica;
 Roupas de Sobrevivência.

Boias Salva-Vidas

A bordo deverá haver boias salva-vidas distribuídas de acordo com o Plano de Segurança da
unidade.
As boias podem ser singelas, dotadas de retinida, de
dispositivo luminosos ou de dispositivo de luz e fumaça. As boias
dotadas de dispositivo luminoso ou dispositivo de luz e fumaça
são aquelas que não possuem retinida.
Se houver abandono da unidade ou queda de homem ao
mar, as boias salva-vidas podem ser uma preciosidade, ajudando
a salvar as pessoas que estejam na água e incapazes de alcançar
uma baleeira ou balsa. Nessas situações lance tantas boias salva-
vidas quanto necessárias, principalmente no caso de homem ao
mar.
O Código LSA determina todas as especificações das boias
salva-vidas, dispositivos luminosos e dispositivos de luz e fumaça,
conforme abaixo:

2.1 Boias salva-vidas


Especificações das boias salva-vidas. Todas as boias salva-vidas deverão:
1. ter um diâmetro externo não superior a 800 mm e um diâmetro interno não inferior a 400 mm;
2. ser confeccionadas de um material com flutuabilidade própria; para flutuar, não deverão
depender de junco, aparas de cortiça, cortiça granulada ou qualquer outro material granulado
solto, ou qualquer compartimento de ar que dependa de ser inflado para obter flutuabilidade;
3. ser capazes de suportar não menos do que 14,5 kg de ferro, em água doce, por um período de
24 horas;
4. ter uma massa não inferior a 2,5 kg;
5. não continuar a queimar ou a fundir, após ter ficado totalmente envolvida em chamas por um
período de 2 segundos;
6. ser confeccionadas para resistir a uma queda n'água da altura em que estiverem estivadas até
a tinha de flutuação com o navio na condição de viagem mais leve, ou de uma altura de 30 m,
a que for maior, sem prejudicar a capacidade de funcionamento dos seus componentes;
7. se forem destinadas a acionar os dispositivos de liberação rápida dos sinais fumiguemos auto
ativados e das lâmpadas de acendimento automático, ter uma massa suficiente para acionar
esses dispositivos;
8. ser dotadas de uma linha salva-vidas com um diâmetro não inferior a 9,5 mm e com um
comprimento não inferior a 4 vezes o diâmetro externo do seu corpo. A linha salva-vidas deverá
ser fixada em quatro pontos equidistantes em tomo da circunferência da boia, de modo a
formar quatro alças iguais.
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2.1.2 Lâmpadas de acendimento automático para boias salva-vidas.


As lâmpadas de acendimento automático prescritas na Regra III/3 deverão:
1. ser confeccionadas de modo que não possam ser
apagadas pela água
2. ser de cor branca e capazes de ficar acesas
continuamente, com uma intensidade luminosa
não inferior a 2 candelas em todas as direções do
hemisfério superior, ou de emitir lampejos
(lampejos de descarga) a um ritmo não inferior a
50 lampejos e não superior a 70 lampejos por
minuto, com uma intensidade luminosa eficaz
correspondente;
3. ser dotadas de uma fonte de energia capaz de
atender às prescrições do parágrafo 2.1.2.2, por
um período de pelo menos 2 horas;
4. ser capazes de suportar a prova de queda prescrita no parágrafo 2.1.1.6.
2.1.3 Sinais fumígenos auto ativados para boias salva-vidas
Os sinais fumígenos auto ativados prescritos na Regra III/7.1.3 deverão:
1. emitir uma fumaça de cor altamente visível, com um débito constante por um período
mínimo de 15 minutos, quando flutuando em águas tranquilas;
2. não se inflamar de modo explosivo, nem produzir qualquer chama durante todo o
período de emissão de fumaça;
3. não afundar com o mar agitado;
4. continuar a emitir fumaça quando totalmente submersos na água por um período de
pelo menos 10 segundos;
5. ser capazes de suportar a prova de queda prescrita no parágrafo 2.1.6.
2.1.4 Linhas salva-vidas flutuantes
As linhas salva-vidas flutuantes prescritas na Regra III/7.1.2 deverão:
1. não formar cocas
2. ter um diâmetro não inferior a 8 mm;
3. ter uma carga de ruptura não inferior a 5 kN .

Meios de Proteção Térmica


O Código LSA determina o seguinte para os Meios de Proteção Térmica:

2.5 Meios de proteção térmica


2.5.1 Um meio de proteção térmica deverá ser feito de um material à prova d'água, que tenha uma
condutividade térmica não maior do que 7.800 W (m2K), e ser confeccionada de modo que, quando usado
para envolver uma pessoa, reduza a perda de calor do corpo dessa pessoa, tanto por convecção quanto
por evaporação
2.5.2 O meio de proteção térmica deverá:
1. cobrir o corpo todo, de pessoas de todos os tamanhos utilizando um colete salva-vidas,
com exceção do rosto. As mãos também deverão ficar cobertas, a menos que disponha
de luvas presas permanentemente a ele;
2. ser capaz de ser retirado do seu invólucro e ser vestido sem ajuda, em uma embarcação
de sobrevivência, ou em uma embarcação de salvamento; e
3. permitir que o seu utilizador o retire na água em não mais do que 2 minutos, se ele
prejudicar a sua capacidade de nadar.
2.5.3 O meio de proteção térmica deve funcionar corretamente em uma faixa de temperatura de - 30º a+
20º C.

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Roupas de Sobrevivência
Recentemente tornou-se mais evidente que a temperatura da água é mais perigosa que o
risco de afogamento. Até mesmo uma permanência relativamente curta em água fria pode resultar
em um resfriamento severo do corpo (hipotermia), podendo ser fatal.
As roupas de sobrevivência têm o objetivo de manter a temperatura do corpo, retardando os
sintomas da hipotermia. Em uma embarcação aberta ou em uma balsa salva-vidas, o frio é uma
ameaça à vida.
Por isto foram desenvolvidas roupas para proteger o usuário da perda excessiva de calor.
Quando a Legislação obrigar, a unidade deverá ser dotada de roupas de sobrevivência.
As roupas devem ser de tamanho adequado ao usuário, alojadas em armários, identificadas e
acessíveis a qualquer um.

As roupas de sobrevivência são divididas em dois grupos:

GRUPO I - Roupas de Imersão


Este tipo de roupa tem flutuabilidade embutida e isolamento. Estas roupas são usadas em
locais de clima frio e são alocadas nos camarotes ou em locais especialmente designados.

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Existem diversos modelos que, para aprovação e uso na indústria offshore, devem atender
aos requisitos descritos no Código LSA, conforme abaixo:

2.3.1 Prescrições gerais para roupas de imersão


2.3.1.1 As roupas de imersão deverão ser confeccionadas com materiais à prova d'água que:

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1. permitam que ela possa ser retirada do seu invólucro e vestida sem ajuda em menos de 2 minutos, levando
em conta qualquer outra vestimenta relacionada a ela * e um colete salva-vidas, se a roupa de imersão for
para ser usada juntamente com um colete salva- vidas.
2. não continuem a queimar ou fundir após haverem estado inteiramente envolvidos por chamas durante 2
segundos;
3. permitam que a roupa cubra o corpo todo, com exceção do rosto. As mãos também deverão ficar cobertas, a
menos que a roupa disponha de luvas presas permanentemente a ela;
4. minimizem ou reduzam a entrada de ar nas pernas da roupa, por meio de dispositivos especiais; e
5. não permitam a entrada de uma quantidade excessiva de água na roupa, após o seu utilizador pular n'água
de uma altura não inferior a 4,5m.
2.3.1.2 Uma roupa de imersão que atenda também ao disposto no parágrafo 2.2 poderá ser classificada como um
colete salva-vidas
2.3.1.3 Uma roupa de imersão deverá permitir que a pessoa que a estiver usando, juntamente com um colete salva-
vidas se ela for para ser usada com um colete salva-vidas:
1. suba e desça uma escada vertical com um comprimento mínimo de 5m:
2. desempenhe as tarefas normais relacionadas com o abandono;
3. pule D'água de uma altura não inferior a 4,5 m, sem danificar ou deslocar a nade uma distância curta e
embarque em uma embarcação de sobrevivência.
2.3.1.4 Uma roupa de imersão que tenha flutuabilidade e que deva ser usada sem colete salva-vidas deverá ser
dotada de uma lâmpada que atenda ao disposto no parágrafo 22.3 e do apito prescrito no parágrafo 2.2.1.8.
2.3.1.5 Se a roupa de imersão for para ser usada com um colete salva-vidas, o colete deverá ser usado por cima da
roupa de imersão. Uma pessoa que estiver usando essa roupa de imersão deverá ser capaz de vestir um colete
salva-vidas sem ajuda.
2.3.2 Prescrições relativas à proteção térmica das roupas de imersão
2.3.2.1 Uma roupa de imersão confeccionada com um material que não tenha isolamento próprio deverá:
1. ser marcada com instruções indicando que deverá ser vestida juntamente com roupas quentes; e
2. ser confeccionada de modo que, quando usada juntamente com roupas quentes e com um colete salva-vidas,
se for para ser usada com um colete salva-vidas, continue a prover uma proteção térmica suficiente, após o
seu usuário pular n'água de uma altura de 4,5 m. para assegurar que quando for usada por um período de
uma hora. em águas tranquilas com circulação, a uma temperatura de 5° C, a temperatura interna do corpo
do utilizador não caia mais do que 2° C.
2.3.2.2 Uma roupa de imersão confeccionada com um material que tenha isolamento próprio, quando usada só ou
com um colete salva-vidas, se for para ser usada com um colete salva-vidas, deverá prover ao seu utilizador
uma proteção térmica suficiente, após ele haver pulado n'água de uma altura de 4,5m, para assegurar que a
temperatura interna do corpo do utilizador não caia mais do que 2° C, após um período de imersão de 6 horas
em águas tranquilas com circulação, a uma temperatura entre 0ºC e 2°C.
2.3.3 Prescrições relativas flutuabilidade
Uma pessoa imersa em água doce, usando apenas uma roupa de imersão, ou uma roupa de imersão e um colete
salva-vidas, deverá ser capaz de se virar de uma posição em que esteja com o rosto para baixo, para outra em
que fique com o rosto para cima, em não mais do que 5 segundos.

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GRUPO II - Roupas de Transporte


As roupas de transporte são roupas sem flutuabilidade embutida.
Elas protegem o usuário de se molhar, reduzindo a perda de calor do corpo.
Elas são usadas no transporte em helicópteros nas plataformas holandesas e do Reino Unido.
Elas reduzem a perda de calor, mas o tempo de sobrevivência em água fria depende das
camadas de roupas internas.
A roupa de transporte possui somente impermeabilidade, tornando-se obrigatório o uso do
colete salva-vidas.

TIPOS DE EMBARCAÇÕES QUE PODERÃO SER UTILIZADOS PARA ABANDONO E


SOBREVIVÊNCIA.
É um meio coletivo de abandono de embarcações em perigo, capaz de preservar a vida de
pessoas durante um certo período, enquanto aguardam socorro. Podemos encontrar os seguintes
tipos de embarcações: embarcação de sobrevivência rígida e embarcação de sobrevivência inflável.
Embarcações de Sobrevivência Rígidas:

 Embarcações de Sobrevivência Abertas.


 Embarcações de Sobrevivência Parcialmente Fechadas.
 Embarcações de Sobrevivência Totalmente Fechadas.
 Embarcações de Sobrevivência Free Fall.

Embarcações de Sobrevivência Abertas


Baleeiras abertas podem ser consideradas antiquadas. Uma nova regra SOLAS estipula que as
unidades que tiveram batimento de quilha após 1986 devem ter baleeiras totalmente fechadas.
Este tipo de embarcação era muito utilizada em navios mercantes, não sendo permitido o seu
uso em unidades offshore.
O sistema de propulsão dessas embarcações é a motor, remo e/ou vela ou “pedalinho”, que
consiste em alavancas colocadas nos bancos dos passageiros e ligadas ao eixo propulsor.
Movimentando-se essas alavancas para frente e para trás, o eixo propulsor gira fazendo o
hélice girar deslocando a embarcação.

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Embarcações de Sobrevivência Parcialmente Fechadas


Esses tipos de embarcações são instaladas em ferryboats e em navios de passageiros.
A razão mais importante é que essas embarcações possuem portas de acesso largas que
facilitam a entrada dos passageiros.
Os tripulantes devem ajudar os passageiros, uma vez que os mesmos não são treinados.
Existem diferentes tipos e tamanhos de baleeiras totalmente fechadas no mercado, tais
como:

 Whittaker dos Estados Unidos;


 Charding Harding de Noruega;
 Watercraft da Grã Bretanha;
 Mulder e Rijke dos Países Baixos;
 Verhoef dos Países Baixos (especializada em free fall);
 Hatecke da Alemanha;
 Mac Laren Brasil;
 Cabrasmar Brasil;
 Fassmer; e
 Norsafe.

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Embarcações de Sobrevivência Totalmente Fechadas


As baleeiras totalmente fechadas dispõem de maneiras diferentes para entrada e colocação
dos cintos, preparação para lançamento, lançamento da embarcação, liberação dos gatos e manobras
da embarcação.
Cada modelo possui um procedimento específico para estas fainas. Estes procedimentos
encontram-se descritos de maneira detalhada no Manual do Fabricante.
Algumas unidades ainda utilizam embarcações do tipo cápsula. Estas embarcações também
são classificadas como embarcações de sobrevivência totalmente fechadas.
Uma grande vantagem deste tipo de embarcação é que ela possui apenas um cabo de
sustentação, o que facilita muito as manobras de lançamento e, principalmente, de recuperação da
embarcação.
Para o Timoneiro é de suma importância, conhecer muito bem a sua embarcação. A melhor
maneira de conhecê-la.

Embarcações de Sobrevivência Free Fall


É uma embarcação salva-vidas rígida destinada a ser lançada por queda livre. Ela deverá ser
segura contra acelerações perigosas resultante de seu lançamento, com toda sua lotação e
equipamentos e uma queda de altura máxima prevista de estivagem com um compasso de 10º e uma
banda de 20º para qualquer bordo.

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Características das Baleeiras

Cintos de Segurança
As baleeiras devem ter cintos de cores alternadas e contrastantes para facilitar sua colocação
na hora de uma emergência.
Ao sentar-se verifique se todas as partes de seu cinto são da mesma cor. Caso haja alguma
parte do cinto de cor diferente das demais, ele pertencerá ao passageiro sentado ao seu do lado.

Sistema de Ar
A baleeira possui um sistema de suprimento de ar. Esse sistema é necessário por três razões:

 ar respirável para as pessoas;


 alimentar a queima do motor;
 manter pressão positiva dentro da baleeira.

O suprimento de ar dos cilindros deve ter autonomia mínima de 10 minutos.

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Sistema de desarme
Este sistema torna possível liberar os gatos mesmo quando há tensão nos cabos. Para prevenir
que a baleeira caia de qualquer altura, alguns sistemas são equipados com unidades de liberação
hidrostática (on load), que só destravam a alavanca de liberação dos gatos quando a baleeira estiver
flutuando.
O sistema de liberação dos gatos das baleeiras pode ser acionado de duas maneiras
diferentes:

Liberação sem carga


Esta liberação só pode ser feita quando não há nenhuma tensão nos cabos. Normalmente uma
membrana hidrostática é acionada quando a baleeira encontra-se em flutuação, destravando a
alavanca de liberação. A liberação desse sistema sob mau tempo torna-se difícil.

Liberação com carga


O sistema deve ser projetado de tal modo que seja impossível liberar os gatos acidentalmente
ou não intencionalmente antes da baleeira tocar à água. Ele deve permitir, em situação de
emergência, que seja feito um “by-pass” para a liberação do sistema. Alguns sistemas diferentes são
usados, dependendo do fabricante da baleeira. Em todas as baleeiras construídas após 1986 é
obrigatório um sistema de liberação com carga. Precaução extrema! Qualquer engano pode ser fatal.

Resistência ao Fogo
Uma embarcação salva-vidas protegida contra fogo, quando estiver na água, deverá ser capaz
de proteger o número de pessoas que estiver autorizada a acomodar, quando sujeita a um incêndio
contínuo no óleo, que envolva a embarcação por um período não inferior a 8 minutos.

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Sistema de Sprinklers
Uma embarcação salva-vidas dotada de um sistema de proteção contra incêndios por
borrifamento de água deverá atender às seguintes prescrições:

 A água destinada ao sistema deverá ser retirada do mar por meio de uma bomba a
motor auto escorvada. Deverá ser possível abrir e fechar o fluxo de água sobre a parte
externa da embarcação salva-vidas.
 A aspiração da água do mar deverá ser disposta de modo a impedir a aspiração de
líquidos inflamáveis da superfície do mar. O sistema deverá poder ser lavado com água
doce e possibilitar uma drenagem completa.

Motor a Diesel
Toda embarcação salva-vidas deverá ser dotada de um motor de ignição por compressão.
Nenhum motor cujo combustível tenha um ponto de fulgor de 43°C, ou menos, (prova de cadinho
fechado), deverá ser utilizado em qualquer embarcação salva-vidas.
O motor deverá ser dotado de um sistema de partida manual, ou de um sistema de partida
com duas fontes de suprimento de energia independentes e recarregáveis. Também deverão ser
providos todos os auxílios necessários para a partida.

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Os sistemas de partida do motor e os auxílios à partida deverão permitir que seja dada partida
no motor a uma temperatura ambiente de 15°C, em menos de 2 minutos após o início dos
procedimentos para a partida, a menos que, na opinião da Administração, tendo em vista a natureza
de determinadas viagens nas quais o navio que transporta a embarcação salva-vidas esteja sendo
constantemente empregado, outra temperatura diferente seja apropriada. Os sistemas de partida
não deverão ser estorvados pelo invólucro do motor, pelos assentos ou por outros obstáculos.

 O motor deverá ser capaz de funcionar durante pelo menos 5 minutos após uma
partida a frio, com a embarcação salva-vidas fora d'água.
 O motor deverá ser capaz de funcionar quando a embarcação salva-vidas estiver
alagada até a altura da linha de centro do eixo de manivelas.

Palamentas
São todos os equipamentos disponíveis nas embarcações de sobrevivência e salvamento para
auxiliar a sustentação da vida humana no mar.
Os equipamentos devem ser presos de tal maneira a não interferir em qualquer procedimento
de abandono. Todos os itens devem ter o mínimo possível de massa. Os equipamentos das
embarcações de sobrevivência rígidas (baleeiras) são:

 Remos: remos flutuantes suficientes e disponíveis para remar em mar calmo e


forquetas e toletes suficiente para cada remo;
 Croques: dois croques para auxiliar a baleeira em recuperações e afastá-la de colisões
e de auxílio a pessoas na água;

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 Cuias e Baldes: uma cuia e dois baldes presas por fiel;


 Manual de Sobrevivência: um manual com informações úteis para durante o período
de permanência no mar em uma embarcação salva-vidas;

 Agulha Magnética: uma bússola iluminada deve ser instalada numa boa posição perto
do timoneiro;
 Âncora flutuante: uma âncora flutuante de tamanho adequado, dotada de um cabo
resistente a choques, que assegure uma boa pega quando molhado, com resistência a
todos os estados do mar;

 Boça: duas boças resistentes para reboque da baleeira, com comprimento não inferior
ao dobro da estiva ou 15 metros o que for maior e dois cabos para outras finalidades;
 Machadinhas: duas machadinhas, uma em cada extremidade da embarcação salva-
vidas;

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 Ração Líquida: reservatórios estanques à água com capacidade total de 3 litros de


água doce para cada pessoa que a embarcação pode carregar, dos quais 1 litro por
pessoa pode ser substituído por um aparelho de dessalinização e capaz de produzir
uma quantidade igual de água potável em dois dias;
 Ração sólida: uma ração de alimentos num total não inferior a 10.000 KJ para cada
pessoa que a embarcação pode carregar; guardadas em embalagem estanque ao ar e
numa recipiente estanque à água;

 Caneco: uma caneca em aço inox com fiel;


 Vasilha graduada: uma vasilha graduada a prova de corrosão;

 Foguetes luminosos com paraquedas: quatro foguetes paraquedas estrela vermelha


utilizado para longas distâncias, diurnos e noturnos. Deverá atingir uma altura mínima
de 300 m, luminosidade não inferior a 30.000 cd, tempo de queima não menos que 40
segundos e informações de como lançar em seu invólucro (regra 35);
 Fachos manuais: seis fachos manuais utilizado para pequenas distâncias, tempo de
queima não inferior a um minuto, que continue a queimar mesmo imerso em água por
no mínimo 10 segundos;
 Sinais de fumaça: dois fumígenos flutuantes que não se inflamem explosivamente;
emitir fumaça visível por um período de não menos que 3 minutos, não afundar e não
emitir chamas, satisfazendo as prescrições da regra 37;

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 Lanterna: uma lanterna elétrica estanque a água e adequada para sinais Morse, um
par de pilhas e uma lâmpada de reserva numa recipiente estanque à água;

 Espelho heliográfico: um espelho heliográfico para sinalização diurna, com instruções


para enviar sinais para navios e aeronaves;
 Tabela de sinais de salvamento: um exemplar da Tabela de Sinais de Salvamento
prescritos pela regra V/16 preso em cartão à prova d’água;

 Apito: um apito ou sinal sonoro equivalente;


 Kit de primeiros socorros: um conjunto de materiais de primeiros socorros em um
recipiente à prova d’água capaz de ser vedada completamente após o uso;

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 Remédio contra enjoo: seis doses de medicamento contra enjoo e um saco para enjoo
para cada pessoa;
 Faca: uma faca de marinheiro presa à embarcação;

 Abridores de latas: três abridores de lata;


 Aros de salvamentos flutuantes: dois aros de salvamento flutuantes, ligados a um
cabo flutuante não menor que 30 metros;

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 Bomba manual: uma bomba manual capaz de realizar um esgoto eficaz;


 Apetrechos de pescar: um conjunto de apetrechos de pesca;

 Ferramentas: ferramentas necessárias para efetuar pequenos reparos no motor e


seus acessórios;
 Extintor de incêndio: equipamento portátil de combate a incêndio, para apagar
incêndios provocados por óleo;

 Holofote: um holofote capaz de iluminar eficientemente à noite um objeto de cor


clara que tenha uma largura de 18 metros a uma distância de 180 metros, por um
período total de 6 horas e funcionando por não menos de 3 horas continuamente;
 Equipamento de proteção térmica (EPT): um número suficiente de meios de
proteção térmica para 10% do número de pessoas que a embarcação pode carregar
ou dois, o que for maior. Também conhecido como TPA.

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 Refletor de radar: um refletor radar eficaz.

Embarque na Baleeira

Ao embarcar em uma baleeira é importante dirigir-se para longe das portas de acesso para
facilitar a entrada dos demais passageiros e reduzir o tempo de embarque.
Uma vez na baleeira lembre-se do triplo “S”:

 SENTE-SE!
 SEGURANÇA (coloque o cinto de segurança)!
 SILÊNCIO!

Em algumas baleeiras são usados cintos de segurança de quatro pontos. As pessoas devem
estar sentadas, com seus cintos apertados e afivelados para manterem o centro de gravidade na
parte inferior da embarcação, promovendo o seu autoadriçamento, em caso de emborcamento.

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Embarcações de Sobrevivência Infláveis - Balsa Salva-Vidas


São usadas em instalações offshore, embarcações e aeronaves. Nas embarcações e
instalações offshore, são usadas como meio secundário de evacuação ou abandono.

Algumas vantagens da balsa salva-vidas inflável:

 Está sempre pronta e seu uso é relativamente fácil.


 Pode ser lançada rapidamente.
 Provê boa proteção (vento, mar etc).
 Requer espaço mínimo de estiva.
 Não necessariamente requer instalações de lançamento.
 Tem custo relativamente barato e é de fácil manutenção.

São fabricadas com capacidade para várias pessoas, sendo a capacidade mínima de 6 pessoas,
ficando acondicionadas em casulos de fibra de vidro ou bolsas de borracha, juntamente com seus
acessórios (palamenta).

Quantidade de balsas
Navios e instalações offshore móveis devem dotar balsas salva-vidas em quantidade capaz de
acomodar 100% da sua capacidade total enquanto que as instalações offshore fixas devem dotar
balsas para 50% da sua capacidade total. As balsas devem ser estivadas e dotadas de dispositivos de
liberação hidrostática que as libera automaticamente quando a unidade afundar ou emborcar, com
exceção das unidades fixas.

Alguns requisitos das balsas salva-vidas:

a) Câmaras de flutuação com compartimentos separados;


b) Vigas infláveis de apoio;
c) Toldo;
d) Piso inflável;
e) Baterias com células de mar ou seca;
f) Bolsas de estabilidade;
g) Entradas;
h) Válvulas de alívio de pressão;
i) Válvulas para Inflação adicional.
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Lançamento das balsas


As balsas podem ser lançadas de duas maneiras:
 Lançamento manual - o casulo é estivado em um berço, sendo a balsa lançada
manualmente.
 Lançamento por turco – o casulo fica estivado em um berço próximo ao turco de
lançamento e é arriada ao mar após ser inflada.

A balsa salva-vidas, se lançada de uma altura de 18 m, deve funcionar satisfatoriamente. Se


for estivada a uma altura superior a 18 m, deverá ser submetida a uma prova de queda, de altura pelo
menos igual à que estiver estivada.

Balsa de lançamento manual


Existe um cabo que sai do casulo e que deve ser amarrado a uma parte fixa da unidade. Este
cabo é aduchado no interior da balsa e conectado a um cilindro de aço que contém gás comprimido
(CO2 e N2).
Quando o casulo é lançado ao mar, o cabo atuará primeiro como dispositivo de acionamento
do cilindro de gás (cabo de disparo) e depois como um cabo-guia que impede a balsa afastar-se da
unidade. Após lançada, o cabo de disparo deve ser puxado até o final. Dois puxões fortes devem ser
dados para acionar a válvula do cilindro de gás e inflar a balsa.
Na balsa dotada de dispositivo hidrostático, o cabo de disparo possui uma ligação fraca
denominada elo de ruptura.
Desse modo, se o navio ou instalação naufragar o cabo de disparo é tencionado até o final,
acionando o cilindro de gás e inflando a balsa. Isto fará o ponto fraco romper, liberando a balsa.

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Lançamento Manual
Operação:

a) Verificar se o cabo guia está preso ao navio;


b) Não lançar antes de receber a ordem;
c) Soltar os dispositivos de segurança;
d) Checar duplamente a segurança do cabo guia
e) Observar a superfície;
f) Lançar balsa na água;
g) Puxar o cabo guia completamente;
h) Dar um tranco para ativar o sistema de flutuação;
i) A balsa ficará amarrada ao navio através do cabo guia.

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Onde lançar a balsa


 Preferencialmente lance a balsa no lado de sotavento.

Fatos a considerar

 A instalação ou navio está em chamas;


 Há fogo no mar;
 É possível escolher o bordo;
 Há perigo de escombros ao mar.

Balsas Salva-Vidas Lançadas por Turcos


Essas balsas salva-vidas são especialmente projetadas para esse propósito, mas também
podem ser lançadas manualmente.

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Vantagens

 A entrada na balsa salva-vidas é feita do convés da embarcação.


 A descida é feita de modo controlado.
 Dispensa o salto na água.

Desvantagens

 Método de lançamento mais complexo.


 Procedimento de lançamento das balsas salva-vidas:

1. Cheque se o cabo de disparo está amarrado a um ponto fixo da embarcação;


2. Cheque se o local do lançamento está livre;
3. Libere as cintas de peação do casulo;
4. Remova a grade (guarda corpo) se necessário;
5. Lance a balsa salva-vidas; e
6. Puxe o cabo de disparo até o final e dê dois puxões fortes para disparar os cilindros de
CO2.

A balsa salva-vidas levará cerca de 60 segundos para inflar. Caso ela infle emborcada, uma
pessoa poderá desemborcá-la.

Liberação Rápida.
Os turcos para lançamento das balsas salva-vidas devem ter um gato para liberá-las quando
estiverem flutuando, desde que a trava de segurança tenha sido retirada. Quando o gato for
conectado à balsa salva-vidas, o operador deve travá-lo.
Quando a balsa salva-vidas estiver próxima da água deve ser retirada a trava de segurança. O
gato, porém, não liberará a balsa até o que o peso seja aliviado. Isso só acontece quando a balsa
estiver flutuando. Tenha certeza de que o pino de segurança está acoplado durante seu lançamento.

Unidade de Liberação Hidrostática


Quando as balsas estiverem dotadas de uma unidade de liberação hidrostática, essa unidade
deverá:

 Ser fabricada com materiais adequados, de modo a


impedir que apresente defeitos. Não deverá ser
aceita a galvanização, ou outras formas de
revestimento metálico nas peças da unidade de
liberação hidrostática;
 Liberar automaticamente a balsa salva-vidas a uma
profundidade não superior a 4 m;
 Ser dotada de meios de drenagem que impeçam o
acúmulo de água na câmara hidrostática, quando a
unidade estiver na sua posição normal;
 Ser fabricada de modo a impedir a liberação quando
for varrida por ondas;
 Ser marcada de maneira indelével na sua parte externa, de modo a indicar o seu tipo e
número de série;

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 Ser marcada de maneira indelével. na unidade ou


em uma placa de identificação firmemente presa a
ela, de maneira a indicar a data de fabricação, o
tipo e número de série e informando se a unidade
é adequada para utilização em uma balsa salva-
vidas com capacidade para mais de 25 pessoas;
 Ser concebida de modo que cada peça ligada ao
sistema de boças tenha uma resistência não
inferior à prescrita para a boca; e
 Se for descartável, em lugar do disposto no
parágrafo 4.1.6.3.6, ser marcada de uma forma que
indique a data de expiração da sua validade.

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PONTOS DE REUNIÃO E ESTAÇÕES DE ABANDONO DE ACORDO COM A TABELA


MESTRA
Como explicado no item 1.3, os Pontos de Reunião são indicados na Tabela Mestra (STATION
BILL) e identificados por símbolos e números ou letras.

PROCEDIMENTOS DENTRO D’ÁGUA: MANTER-SE VESTIDO PARA PROTEGER O


CORPO, MANTER-SE A UMA DISTÂNCIA SEGURA DA EMBARCAÇÃO SINISTRADA,
UTILIZAR PARTES DOS DESTROÇOS PARA AUXILIAR NA FLUTUAÇÃO, QUANDO
POSSÍVEL.
Ao entrar na água, o náufrago tem que se preocupar com dois perigos principais:
1. Hipotermia.
2. Risco de afogamento.

Para reduzir as possibilidades de hipotermia e afogamento, algumas técnicas podem ser


aplicadas.

Salto na água
Saltar na água deve ser o último método de fuga e saltos de grandes alturas devem ser
evitados.
O colete salva-vidas, se vestido corretamente irá trazê-lo para a superfície. Desça ao piso mais
baixo que puder para realizar o salto.

Proceda da seguinte forma:

 Remova dentaduras, óculos e objetos perfurocortantes;


 Verifique se a área da queda está livre;
 Proteja suas vias aéreas para evitar a entrada de água e rompimento de vasos nasais
usando uma das mãos;
 Com a outra mão sobreposta e cruzada, segure firmemente o colete salva-vidas ou
macacão;
 Olhe para o horizonte e dê um passo adiante;
 Estando na água, nade para longe da área de perigo tão depressa quanto possível.

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Natação
Nadar consome energia. Se tiver que nadar, faça-o de modo a economizar o máximo de
energia.
Saiba que a natação o resfria de modo extremamente rápido. Assim sendo, nade distâncias
curtas, como por exemplo, para alcançar uma balsa.
A perda de calor ocorrida devido a natação será maior do que o calor que o corpo pode
produzir, resultando no desenvolvimento rápido de sintomas de hipotermia.
Portanto, nadar não é o método mais correto.

O método mais eficiente é:

 Fique de costas para a água em posição horizontal;


 Mantenha as pernas cruzadas e esticadas.
 Reme uniformemente usando os braços e mãos.
 Olhe de vez em quando e verifique se a direção escolhida está sendo mantida.

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Nado em grupo
Quando houver mais pessoas na água e necessidade de nadar, utilize o método “Crocodilo”,
também conhecido como “Comboio”. Ao invés de cruzar as pernas coloque os pés sob as axilas do
próximo.
A última pessoa ficará de bruços, entre as pernas da penúltima, de modo a orientar a direção
a ser seguida.
Este método é de grande ajuda se houver a necessidade de transportar uma vítima.

Posição HELP
A posição HELP é a posição de redução de perda de calor. A pessoa usando um colete salva-
vidas tem um dispositivo de segurança importante nas mãos.
O colete salva-vidas lhe proporciona flutuabilidade, reduzindo o risco de afogamento e
permite concentrar e preservar o calor do corpo.
Quando for possível o uso de roupa de sobrevivência, pode-se aplicar a posição com os joelhos
dobrados seguros pelas mãos.
Porém, se a pessoa estiver apenas vestida com um macacão, a posição mais confortante e
garantida é com as pernas esticadas e os braços cruzados sobre o tórax, protegendo as axilas e virilha

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Posição HUDDLE
Caso haja várias pessoas na água, a posição HUDDLE (FORMATO CIRCULAR) deve ser usada.
Geralmente esta formação é feita, no mínimo, com três pessoas. Ao reduzir o contato entre a
água e a superfície do seu corpo, a perda de calor também será

Círculo de sobrevivência
Se tiverem várias pessoas na água, outra boa opção é formar o círculo de sobrevivência. Todos
devem entrelaçar os braços e projetar as pernas cruzadas para o centro do círculo.
Esse círculo transforma um grupo em um alvo maior e é melhor para ser avistado por qualquer
unidade SAR. Além disso, possibilita uma visão de 360°, mantém o moral do grupo, reduz a perda de
calor e oferece condições mais cômodas para um ferido ou alguém que esteja sem o colete.

Embarque vindo do mar


Após o lançamento da balsa ou ao desemborcá-la, precisamos fazer o embarque. Se
estivermos na água, precisamos sair dela imediatamente e embarcar na balsa. Vindo da água, a
situação é um pouco mais complicada. Seguem algumas dicas para embarcar na balsa com mais
facilidade:
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 Vindo do mar utilize o batente do flutuador. Ele possui uma escada que facilita a
entrada na balsa;
 Não tente embarcar na balsa pelo lado do cilindro. Neste lado existem várias
mangueiras utilizadas para inflar a balsa e, ao tentar subir por este lado, existe o risco
de se acidentar ou avariar uma dessas mangueiras, causando o esvaziamento da balsa,
ou então, ficar com a perna presa, correndo o risco de afogar-se;
 Nunca salte sobre o toldo da balsa. Apesar da balsa salva-vidas, quando flutuando, ser
capaz de resistir a repetidos saltos sobre ela dados de uma altura de pelo menos 4,5
m acima do seu piso, tanto com a cobertura montada como sem ela, isto não deve ser
feito, pois é uma manobra muito perigosa, principalmente para quem não está
acostumado a fazê-lo. É preferível saltar na água e depois entrar na balsa.
 Em hipótese alguma salte sobre a balsa salva-vidas se outra pessoa já estiver dentro;
 Ao entrar na balsa, não porte objetos afiados que possam vir a avariar a balsa. Estando
dentro da balsa, ajude outras pessoas a subir.

Ações Imediatas a serem Tomadas em uma Balsa de Salvatagem

Ações após o abandono


Após o abandono, algumas ações importantes devem ser tomadas a fim de garantir a
sobrevivência das pessoas, bem como melhorar o conforto dentro da embarcação. Essas ações
podem ser divididas em:

 Ações vitais;
 Ações secundárias; e
 Ações posteriores.

Ações Vitais
São ações que devem ser tomadas assim que todos estiverem dentro da embarcação. São
chamadas de vitais porque o esquecimento de uma delas pode ser fatal. São elas:

 Cortar cabo guia;


 Afastar-se do navio;
 Lançar âncora flutuante;
 Tomar pílulas contra enjoo.

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Ações Secundárias
São as ações tomadas quando as embarcações estão em posição de segurança. Durante esta
fase da operação deve ser nomeado um líder, que tem a função de coordenar toda a operação. Após
nomear este líder, todos os demais devem ficar em silêncio e obedecendo a suas determinações.
Caso o líder não esteja cumprindo as suas funções, deverá ser eleito um novo líder. As ações
secundárias são:

 Ajudar outros sobreviventes;


 Fechar portas de entrada;
 Manter inflado o piso;
 Verificar estragos;
 Remover o excesso de água;
 Tratar os feridos;
 Manter a balsa;
 Se aquecer;
 Reunir as balsas;
 Manter vigilância – procurar por sobreviventes;
 Ler o livro de sobrevivência;
 Sem comida / água nas primeiras 24 horas (Exceção para feridos ou doentes.

Ações Posteriores
Rotina:

 Estabelecer uma rotina.


 Lista de chamada.

Deveres:

 Ficar atento.

Gestão da Balsa:

 Clima frio, clima quente.


 Localização. Rações.

Desemborcamento da balsa
Caso a balsa infle emborcada ou emborque durante a sua utilização devemos desemborcá-la.
O procedimento para desemborcamento é o seguinte:

 Nade até a balsa e aproxime-se da escada (lado do cilindro);


 Segure firmemente os tirantes de desemborcamento com uma das mãos;
 Com a mão livre, puxe a escada ajeite o pé no degrau;
 Inverta a mão que está segurando os tirantes e ajeite o outro pé no degrau;
 Apoie os joelhos na balsa;
 Faça força nas pernas para subir na balsa, puxando os tirantes;
 Suba na balsa e vá até o meio da balsa, deixando a subida livre para subida de outra
pessoa;
 Fique de costas um para o outro e, segurando os tirantes, fique de pé;

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 Caminhe até o lado do cilindro, segurando firmemente nos tirantes;


 Se posicione e aguarde o posicionamento do companheiro;
 Quando os dois estiverem posicionados, jogue o corpo para trás;
 Quando a balsa começar a desemborcar, vá puxando o tirante, tentando manter-se o
mais na vertical possível;
 Quando a balsa estiver desemborcada, vá puxando os tirantes até sair de debaixo da
balsa.

Observações:

 Nunca largue os tirantes, eles são suas guias para sair de debaixo da balsa;
 Nunca se vire para tentar sair nadando. Você ficará preso embaixo da balsa; Caso você
largue os tirantes, não se desespere: vá tateando o fundo da balsa até sair de debaixo
dela.

Manobras de afastamento usando os remos


Para afastar-se da unidade com a balsa inflável devemos utilizar os remos. Dois tripulantes
posicionam-se nas portas de acesso e remam simultaneamente. Caso queiram girar para um lado ou
para o outro, basta um dos remadores parar de remar. Com somente uma pessoa remando, a balsa
irar girar. Chegando à direção desejada, os dois remadores começam a remar juntos.
Caso esteja sozinho na balsa, poderá ser utilizada a âncora flutuante como remo. Arremesse
a âncora flutuante o mais longe possível e, em seguida, puxa- a. Fazendo este movimento, a balsa irá
se deslocar-se na direção em que foi arremessada a âncora flutuante.

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Resgate de pessoa para balsa


Para resgatar uma pessoa desacordada para a balsa, devemos proceder da seguinte maneira:
 Três pessoas se posicionam na porta de acesso a baleeira;
 Uma segura a cabeça, sem puxar, e os outros dois seguram na altura do ombro e da
cintura;
 Para auxiliar na colocação do náufrago na balsa, afundamos o náufrago e largamos.
 O empuxo o empurrará de volta. Repetimos esta operação três vezes e, na terceira
vez, puxamos o náufrago para dentro da balsa.

Manter-se a uma distância segura da embarcação sinistrada


Quando a embarcação for arriada ao mar e estiver flutuando, utilize o sistema de liberação
sem carga para liberar os gatos e deixar a embarcação livre para as manobras de afastamento.
Caso haja algum problema e a embarcação não chegar a tocar a superfície da água, será
necessária a liberação com carga, sempre respeitando a altura máxima de 3 metros em relação ao
nível do mar.
Estando a embarcação livre dos cabos, serão feitas as operações de segurança da embarcação
e passageiros, bem como do funcionamento do motor (sprinklers, reversão da água de refrigeração,
etc.).
Após estas operações, inicia-se a manobra de afastamento.
Esta manobra já deve ter sido visualizada pelo Timoneiro antes da descida da embarcação,
durante o check list operacional.
Nesta fase o Timoneiro deve calcular a proa de escape que consiste em verificar qual é a
direção ideal a ser seguida após o lançamento e liberação da embarcação.
Este cálculo é feito levando-se em consideração a direção do vento e do mar.
O Timoneiro calcula aproximadamente 30º em relação à direção do vento e do mar e navega
nesta direção por cerca de 1,5 milhas, parando a embarcação neste local.
Está é a área segura de resgate, pois caso o motor da embarcação venha a falhar ou apresentar
algum problema, a embarcação não será jogada de volta contra a unidade.
Da mesma forma, o fogo sobre o mar não irá alcançar a embarcação. Também a fumaça e os
gases tóxicos não serão lançados sobre a embarcação.
Nesta posição, a embarcação estará a cerca de ¾ de milha da área de perigo.

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Utilizar partes dos destroços para auxiliar na flutuação


Todo objeto flutuante é um meio de salvamento. Deve ser utilizado pelo náufrago para
auxiliá-lo na flutuação ou manter-se fora d’água.

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NECESSIDADE DE AUTOCONTROLE E OS CUIDADOS PARA A SOBREVIVÊNCIA A UM


NÁUFRAGO NOS ASPECTOS: CONTROLE DO PÂNICO, SOLIDÃO, FRIO, FOME,
ENJOO, QUEIMADURAS, AÇÃO DA ÁGUA SALGADA.
Autocontrole
A sobrevivência no mar envolve diversos aspectos, que podem ser tanto positivos quanto
negativos. Geralmente, a maioria são negativos em virtude das circunstâncias em que o indivíduo se
encontra.
Neste caso todas as orientações de sobrevivência serão bastante úteis, entre elas algumas
podem até contrariar o senso comum entre os sobreviventes, entretanto, são informações valiosas,
pois, tendo em vista que em condições desfavoráveis como é o caso da sobrevivência, o mar sempre
será um ambiente hostil.
Conforme visto anteriormente, em decorrência da situação, a instabilidade mental e
emocional pode ser vista como o principal fator negativo capaz de reduzir as chances de
sobrevivência do indivíduo. Por esta razão, o fator psicológico deve ser considerado como fator
preponderante para a sua sobrevivência.
A instabilidade mental e emocional são fatores que podem reduzir as chances de
sobrevivência, por esta razão, estudos científicos possibilitaram o desenvolvimento de diversos
equipamentos que, se utilizados de forma correta, podem prolongar o tempo de sobrevivência no
mar enquanto o indivíduo aguarda pela equipe de resgate. Porém, de nada adianta a existência
desses equipamentos modernos se o próprio sobrevivente desistir de lutar por sua vida.
Sabemos que um acidente é traumatizante para todos, seja tripulantes ou passageiros. Nessas
condições, o sobrevivente fica exposto a pensamentos que podem dificultar o seu desempenho
diante das situações que exigirão habilidade para a execução de tarefas.
Como exemplos de tais pensamentos, podemos citar os seguintes: julgar-se culpado pelo que
aconteceu, medo de nunca mais voltar para casa, ansiedade demasiada na espera pelo resgate e
sentimentos mórbidos como suicídio. Neste caso, a melhor maneira de superar todos esses fatores
negativos é aquele que se encontra na liderança do grupo procurando manter a moral do grupo
elevada.

Controle do Pânico
Algumas ações de rotina e durante as situações de emergência são fundamentais para evitar
o pânico. São elas:

 Equipamentos
 Conhecer os tipos de equipamentos, saber quais estão disponíveis e como utilizá-
los.
 Seguir corretamente as orientações recebidas.
 Manter a organização durante a situação de Emergência.

 Manutenção
 Saber quais equipamentos serão utilizados na emergência.
 Ter certeza que os equipamentos a serem utilizados estão em perfeitas condições
de uso.

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Solidão
Após um determinado tempo submetido a esta situação, principalmente se o náufrago
encontra-se sozinho em uma embarcação de sobrevivência, ele poderá apresentar alucinação (ver
coisas, ouvir ruídos ou ter sensações falsas e irreais) ou delírios (ter pensamentos ou ideias
fantasiosas), porém a percepção de miragens não significa necessariamente que se está sofrendo de
distúrbios mentais. Estes sintomas são provocados pela privação ou estresse a que o indivíduo está
submetido, porém tendem a desaparecer após o período de exposição. Outros sentimentos que são
provocados pela situação de sobrevivência estando sozinho são o tédio e o pânico.

Frio
Tão logo o corpo humano entre em contato com a água excessivamente fria, ocorrerá uma
grande inspiração, seguida de um aumento de cerca de quatro vezes na frequência respiratória,
levando o indivíduo a uma “hiperventilação aguda”. Este fator poderá ocasionar espasmos nos
pequenos músculos da respiração causando o afogamento. Além disso, poderá haver um aumento
significativo da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, levando a uma insuficiência cardíaca
aguda de taquirritmia, ocasionando o óbito em indivíduos predispostos ou menos preparados,
notadamente aqueles de idades mais avançadas.
Os efeitos do choque térmico ocorrerão nos primeiros três minutos de emersão.

Hipotermia
Pode ser definida como a queda da temperatura corporal para abaixo do normal (36.5°C),
levando o organismo à falência, sendo a maior causa de óbito em acidentes, nos quais indivíduos
ficaram expostos ou imersos num meio líquido por um determinado tempo ou em regiões
extremamente frias. A queda da temperatura corporal, didaticamente, divide-se em leve, moderada
e severa. Sendo o valor de 35ºC o limite para caracterizá-la. Uma vez na água, sem o conhecimento
das técnicas adequadas de permanência no mar, o estado emocional do indivíduo desviará sua
atenção para outras preocupações, tais como nadar, gritar, gesticular, causando-lhe a perda de
energia e, consequentemente, ao estado de fadiga e, posteriormente, a hipotermia.

Fome
Quando se abandona/evacua uma unidade, não se sabe quanto tempo levará para chegada
do resgate. Como os recursos a bordo das embarcações de sobrevivência e salvamento são escassos,
necessitamos usá-lo da maneira mais racional possível de modo a mantermo-nos alimentados e
hidratados. Neste momento, a água torna-se um dos bens mais preciosos a bordo e devemos racioná-
la.
Nas primeiras 24 horas ninguém come nem bebe, com exceção dos feridos. A estes podem ser
ministradas doses de água devido à perda de líquida causada pelos ferimentos. Porém estes não
deverão receber comida.
A quantidade de água (ração líquida) e comida (ração sólida) existente a bordo das
embarcações de sobrevivência é a seguinte:

 Ração Sólida - uma ração alimentar contendo não menos do que 10.000 kj para cada
pessoa que a balsa salva-vidas estiver autorizada a acomodar. Essas rações deverão ser
saborosas e comestíveis ao longo de todo o período de validade para armazenamento
e embaladas de modo a poder ser rapidamente divididas e facilmente abertas. As
rações deverão ser mantidas em embalagens estanques ao ar e ser guardadas em um
recipiente estanque à água;

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 Ração Líquida - recipientes estanques à água, contendo um total de 1,5 litros de água
doce para cada pessoa que a balsa salva-vidas estiver autorizada a acomodar, dos quais
0,5 litro por pessoa poderá ser substituído por um aparelho de dessalinização capaz
de produzir uma quantidade igual de água doce em 2 dias, ou 1 litro por pessoa poderá
ser substituído por um dessalinizador por osmose reversa, acionado manualmente,
capaz de produzir uma quantidade igual de água doce em 2 dias.

Cabe ao Timoneiro fazer o controle e distribuir as rações da maneira mais racional.


Deve-se também manter uma atenção especial quanto à possibilidade de chuva e, caso isto
aconteça, deve-se beber e armazenar a maior quantidade de água possível.

Em caso de sobrevivência no mar siga as seguintes recomendações:

 não se utilize de qualquer tipo de alimentação (aves, peixes, balas, frutas, entre
outras), se não houver uma boa quantidade de água de reserva;
 siga as instruções de consumo das rações sólidas e líquidas;
 utilize o equipamento de pesca da embarcação ou improvise, se for o caso;
 não consuma pescado cru ou qualquer outro alimento se sentir náuseas;
 verifique o estado de conservação do alimento, antes de ingeri-lo;
 procure conhecer os tipos de peixe comestíveis e, na dúvida, use-o como isca;
 não se alimente de moluscos agarrados a cascos de navios ou objetos metálicos;
 nem todos os animais marinhos podem são comestíveis. Evite os que contêm espinhos,
ferrões, os celenterados (água-viva, esponja) e os equinodermos (estrela-do-mar,
ouriço);
 as aves e tartarugas marinhas podem ser consumidas, pois são fontes de líquido e
proteínas.

Em caso de águas com a presença de tubarões, deve-se evitar a pesca e limpeza de peixes,
evitando jogar os detritos no mar para não atrair esses animais.

Animais Perigosos para Consumo

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Enjoo
Não comer e não beber. Deitar-se e mudar a cabeça de posição.
Uma das quatro ações vitais é tomar o comprimido contra enjoo. Tome-o antes dos sintomas
aparecerem.

Queimaduras
A exposição ao sol pode causar queimaduras graves. As embarcações possuem recursos de
proteção contra insolação.
Todos devem manter-se abrigados dos raios solares, se expondo o mínimo necessário.
Lembre-se que os raios do sol refletidos na água, embora com menor intensidade também
causam queimaduras na pele e nos olhos.
Conserve-se abrigado dos raios solares.

Ação da Água Salgada


As úlceras na pele geralmente são provocadas pelo contato com a água salgada.
Deve-se, portanto, procurar não abri-las ou espremê-las, mantê-las secas o máximo possível,
e se possuir usar algum tipo de pomada antisséptica. Deve-se aproveitar a água da chuva para lavar
as partes afetadas.

MEIOS DE ALERTA E SINALIZAÇÃO: EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO E


SINALIZAÇÕES DE EMERGÊNCIA: EPIRB, SART, PIROTÉCNICOS, ESPELHO, APITO E
OUTROS
Equipamentos de Comunicações
A bordo das embarcações de sobrevivência, há vários meios de comunicação.
Provavelmente o mais eficaz e confiável é a comunicação via rádio porque é possível entrar
em contato com as equipes de resgate em longas distâncias.
Nem todos os sistemas estão permanentemente instalados e devem ser trazidos para as
baleeiras e balsas no caso de evacuação / abandono. Os diferentes sistemas atualmente em uso são:

Rádios de alta frequência


VHF é a sigla para o termo inglês Very High Frequency (Frequência Muito Alta) que designa a
faixa de radiofrequências de 30 a 300 MHz. As frequências abaixo das VHF são conhecidas como Altas
Frequências (High Frequencies) e acima as Frequências Ultra Altas (Ultra High Frequencies).

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A bordo de uma embarcação deve haver meios de comunicação rádio de modo que em
qualquer caso de emergência se possa contatar outra embarcação ou mesmo uma estação terrestre
para obtenção de apoio.
O rádio VHF é o mais usado em navegação próxima da costa e seu alcance pode ir até cerca
das 20 milhas, dependendo da potência do aparelho e das condições atmosféricas. O seu preço
reduzido e comunicações livres de ruídos são algumas das suas vantagens. A diferença básica entre
um rádio portátil e um fixo é a sua potência, logo o seu alcance, já que em termos de funcionalidades
são idênticos.
Tal como um rádio MF a instalação e o uso de um VHF a bordo requer autorização das
entidades oficiais que após a respectiva vistoria e aprovação emitirão uma Licença de Estação com o
respectivo indicativo de chamada.
Este indicativo representa a identificação da estação a bordo e tem a forma de um código de
4 letras ou 4 letras e um número. Deverá estar afixado em conjunto com a Licença de Estação junto
do aparelho.
As características de propagação do VHF são ideais para comunicações terrestres de curta-
distância. Ao contrário das altas frequências (HF), a ionosfera não reflete geralmente o rádio VHF e
as transmissões são restringidas assim, à área local (e não interfere com os milhares de transmissões
dos quilômetros afastados).
O VHF é ainda menos afetado por ruídos e interferências atmosféricas emitidas por
equipamentos elétricos de baixas frequências. Por outro lado, é mais facilmente obstruído pelas
características do local que o HF e algumas frequências mais baixas.

Um aparelho de VHF compõe-se basicamente do seguinte:

 Seletor de Canais - permite escolher o canal de chamada ou/e de trabalho;


 Seletor de Potência - permite selecionar a potência de emissão do aparelho,
normalmente entre a potência mínima (1 watt) e a máxima (25 watts). Entre estações
à vista a potência mínima é suficiente;
 Limitador de Ruídos (SQUELCH) - Deverá ser regulado de modo que passando pela
posição de ruído fique no seu limite, caso contrário poderá cortar a recepção de alguns
sinais. Se a estação em escuta estiver muito longe ou a sua potência for muito fraca, o
limitador não poderá ser usado sendo necessário escutá-la com ruídos.
 Controle do Volume - regula o som audível.
 Dupla Escuta (DUAL WATCH) - permite que o rádio escute dois canais alternadamente,
normalmente o 16 (conforme o aparelho) e outro.

De acordo com as normas internacionais, a faixa de frequências utilizada em recepção e


transmissão nos equipamentos de VHF está dividida de modo que as frequências estão agrupadas
aos pares formando os canais designados por 01 a 28 e 60 a 88.
Os canais 06, 08 a 17 e 67 a 77 são chamados canais de uma frequência já que a frequência de
emissão é igual à da recepção. Os canais restantes, destinados essencialmente para comunicações
entre navios e estações costeiras, são chamados de duas frequências porque as frequências de
emissão e recepção são diferentes.
Os canais 68, 69 11, 71, 12, 14, 74, 79 e 80 são os canais preferidos para o serviço de
movimentação de navio, mas se houver necessidade, dentro de uma área específica, eles podem ser
utilizados para os serviços de operações portuárias, até que sejam requisitado pelo serviço de
movimentação de navio.

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O canal 70 deve ser utilizado exclusivamente para chamada seletiva digital para socorro,
segurança e chamada.
O canal 13 é reservado mundialmente às comunicações de segurança de navegação,
principalmente para as comunicações de segurança da navegação entre navios.

Sinalizações de Emergência

 EPIRB (Emergency Position Indicator Radio Beacon);


 SART (Search and Rescue Transponder);
 Pirotécnicos;
 Espelho Heliográfico;
 Apito;
 Lanterna de Sinalização;
 Refletor Radar.

EPIRB
A Rádio Baliza Indicadora de Posição de Emergência (EPIRB) é obrigatória a bordo de navios
e instalações offshore móveis. Eles funcionam através de baterias e transmitem sinais para os
satélites do sistema INMARSAT e COSPAS/SARSAT que fazem parte do Sistema Global Marítimo de
Socorro e Segurança (GMDSS).
Este sistema é um esforço de cooperação internacional de busca e salvamento e assegura
cobertura global 24 horas por dia, contribuindo para ajudar a salvar vidas humanas em emergências
no mar.
EPIRB, quando operado (automática ou manualmente), transmite o sinal da estação que será
reconhecido pelo satélite como uma chamada de emergência. A partir deste momento é dado início
às operações de busca e salvamento. Adicionalmente, os EPIRBs são dotadas de localizadores de
direção de rádio (BEACON) que serão de grande ajuda na fase final do resgate.
São duas as frequências dos sinais de emergência: 121.5 MHz e 406.0 MHz. O sinal de 406.0
MHz é o mais moderno em uso pela Cospas-Sarsat. Digital, ele pode ser armazenado em um
dispositivo a bordo do satélite, permitindo sua visualização em qualquer parte do globo.
Esse sinal emite, também, uma identificação digital, que decodificada, fornece características
pessoais do emissor. Para isso, ele utiliza um receptor eletrônico de navegação externo ou interno
(INS, GNSS) similar ao GPS, com precisão de transmissão de 100 metros. Essas mensagens são
captadas pelos satélites geoestacionários e pelos satélites em órbitas polares.
Com o Cospas-Sarsat a área de busca para salvamento reduziu profundamente. No caso das
aeronaves, pelo antigo sistema, a região a ser verificada para resgate era demarcada tendo como
referência a sua rota. Pelos padrões do Cindacta, essa área era de aproximadamente 23.400 km².
Com o Cospas-Sarsat, um sinal emitido pela frequência 121.5 MHz terá uma raio de busca de
dez a vinte quilômetros. Se o sinal for de 406.0 MHz essa área diminui 1/3 do quilômetro quadrado.
O registro de ELT, EPIRB e PLB 406MHz é obrigatório no Brasil. Esse registro é feito sem
custos para os usuários, fica armazenado no BRMCC e, caso necessário, facilita a busca e o
salvamento. Além do registro, o cuidado na manutenção dos transmissores é fundamental. Um dos
problemas levantados pelos operadores do programa é o número elevado de acionamentos
indevidos.

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Vantagens do Transmissor Localizador de Emergência em 406 Mhz


Os EPIRB’s que operam na frequência de 406 MHz são divididos em dois tipos:

Tipo 1 - O EPIRB é ativado manualmente ou automaticamente. A ativação automática é


realizada quando o EPIRB é liberado de seu suporte. No Tipo 1, o EPIRB pode ser colocado em um
suporte especial equipado com uma liberação hidrostática. Este mecanismo libera o EPIRB em uma
profundidade entre 1 à 3m, vindo a flutuar na superfície do mar e começar a transmitir o sinal de
emergência automaticamente. Se você possuir um modelo deste, é aconselhável a montagem fora
da cabine de sua embarcação, para que este possa flutuar livremente, caso a embarcação venha
afundar

Tipo 2 - O EPIRB é ligado manualmente. Este deverá ser armazenado na posição mais acessível
possível, onde possa rapidamente ser alcançado em uma emergência.

O sinal de 406 MHz é:


Digital e pode ser armazenado em um dispositivo a bordo do satélite, permitindo cobertura
global além da local.
Contém identificação digital para cada transmissor, o que permite vínculo com a informação
contida no banco de dados de registro geral do BRMCC. A informação de registro ajuda o Serviço de
Busca e Salvamento a identificar a embarcação ou aeronave em situação de perigo e agiliza o tempo
de resposta.

O sinal de 121.5 MHz é:


É analógico e não armazenável, permitindo apenas a cobertura local.
Não contém codificação de dados e por isso não aceita a identificação do transmissor
acionado.

Classificação dos EPIRB’s


Os EPIRB possuem as seguintes classificações:

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Categoria I:

 Operam em 406 MHz e 121,5 MHz;


 Possuem autoflutuação e ativação automática;
 São detectáveis por satélites, em qualquer parte do globo;
 São aprovados pelo GMDSS;
 Após 1998 alguns modelos foram dotados de GPS.

Categoria II:

 Operam em 406 MHz e 121,5 MHz;


 São similares ao de categoria I;
 Possuem livre-flutuação;
 São ativados manualmente;
 Após 1998 alguns modelos foram dotados de GPS.

SART

O SART (Search and Rescue Transponder), também conhecido como Radar Transponder,
opera na frequência de 9 GHz, compatível com os radares de Banda X ou 3 cm. Quando o SART é
ligado e recebe o sinal adequado de um radar que opere nessa frequência, localizado em um navio,
embarcação de resgate ou até mesmo em uma aeronave de busca e salvamento, provê uma resposta,
ou seja, um forte “eco”. O radar de busca em funcionamento recebe esse “eco” e apresenta a resposta
na tela do radar.

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Princípio de operação do SART


Quando o SART está atuando aparece no monitor do radar uma série de pontos facilmente
reconhecível. O Radar (abreviatura de detecção e alcance do rádio, em inglês) é um dispositivo
existente na maioria dos barcos e que é utilizado para determinar a presença e localização de um
objeto pela medição do tempo para que o eco de uma onda de rádio partindo dele, retorne, e a
direção da qual ela retornou.
O radar típico de um navio irá transmitir um feixe de pulsos de alta potência em uma
frequência fixa em algum ponto entre 9,2GHz e 9,5GHz. Ele irá coletar os ecos recebidos na mesma
frequência usando um monitor conhecido como Plan Position Indicador (PPI) – Indicador da posição
plana, que exibe o próprio barco no centro da tela, com os ecos pontilhados em volta.
Os ecos mais próximos do centro da tela estão assim mais próximos do barco e a direção
relativa ou real de cada eco podem ser vistas facilmente. O SART opera recebendo um pulso vindo
do radar de busca e enviando de volta uma série de pulsos em resposta, que o radar irá então exibir
como se fossem ecos normais.
O primeiro pulso de retorno, se for enviado de volta imediatamente, irá aparecer no mesmo
lugar no PPI em que um eco normal apareceria. Os pulsos subsequentes, sendo ligeiramente
retardados, aparecem no radar como ecos vindos de objetos mais afastados. Uma série de pontos é
mostrada, portanto, afastando-se da posição do SART. Este padrão distintivo é muito mais fácil de
focar do que um eco único tal como o que vem de um refletor de radar. Ademais o fato de o SART
ser na verdade um transmissor significa que os pulsos de retorno podem ser tão fortes quanto os
ecos recebidos de objetos muitos maiores.
Uma complicação advém da necessidade de o SART responder aos radares que possam estar
operando em qualquer frequência dentro da banda de 9GHz. O método escolhido para o SART é o
uso de um receptor de banda ampla (que irá captar quaisquer pulsos de radar na banda), em conjunto
com um transmissor de frequência de varredura.
Cada pulso de radar recebido pelo SART resulta em uma transmissão consistindo de 12
varreduras de ida e volta através de uma faixa de 9,2GHz a 9,5GHz. O radar só irá responder aos
retornos próximos de sua própria frequência de operação (i.e., dentro de sua largura de banda de
recepção), portanto um “pulso” é produzido na entrada do radar toda vez que a varredura do SART
passar pela frequência correta.
Uma varredura lenta irá dar ao radar um eco mais forte de lidar do que se a varredura fosse
dentro da largura de banda de operação por um período mais longo. O retardo para a varredura
atingir a frequência de operação pode, entretanto, levar a um erro de faixa inaceitável, quando os
ecos retardados pareceriam estar vindo de objetos mais distantes.
Para minimizar este problema, o SART usa uma resposta em “dente de serra”, varrendo
rapidamente, e depois lentamente em cada uma de suas varreduras de ida e volta. Na faixa distante,
somente as varreduras lentas, dando os retornos mais fortes, são captadas. Na faixa próxima, onde
os erros são mais importantes, as varreduras rápidas são também detectadas. Como a primeira
varredura é rápida, o erro de faixa é minimizado e deve ser inferior a 150 metros.
A escala de tempo em que tudo isto ocorre é muito curta. Cada varredura “rápida” leva cerca
de 0,4ms, e cada varredura “lenta” leva cerca de 7,5ms. Uma série completa de doze varreduras de
ida e volta é completada, portanto, dentro de 100ms. Exibida no PPI, o espaçamento entre cada par
de pontos será de 0,6 milhas náuticas.
Em um arranjo de faixa longa, um radar típico irá disparar o SART a cada milisegundo – mas
somente durante o período que o rastreador (scanner) do radar giratório estiver apontando na
direção correta. A maioria dos radares modernos utiliza técnicas sofisticadas de rejeição de ruídos,
que evitam a exibição dos ecos que não estejam sincronizados com as transmissões do próprio radar.
Sendo assim, um radar normalmente não será enganado pela resposta de um SART para um
radar seu vizinho.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Se nenhum pulso de radar for detectado por um período superior a 15 segundos, o SART irá
reverter ao modo de espera (stand by).

Princípio de funcionamento
Uma vez acionado, o equipamento fica monitorando a presença de um radar (banda-X) nas
proximidades até cerca de 5 milhas para navios e 40 milhas para aeronaves. Quando recebe um pulso
de radar o SART manda uma sequência de sinais em resposta de forma a mostrar na tela do radar
uma sequência de até 12 pontos espaçados de 0.64 milhas náuticas um do outro.
O operador de radar reconhecerá este tipo de sinal como sinal de um SART, e poderá localizar
o local de transmissão no primeiro ponto da sequência. Vide figura abaixo:
A grande vantagem do SART é que funciona com qualquer radar banda-X, e permite a
localização imediata. A norma especifica que a bateria deve durar por pelo menos 96 horas e o
equipamento não precisa de qualquer registro. Possui funcionamento completamente automático
depois de ativado.

Legislação EPIRB / SART


Para conhecimento, a seguinte dotação é necessária a bordo das embarcações, conforme
requisitos da SOLAS e DPC:
Navios acima de 300 T: 1 EPIRB automático para cada navio, 1 SART para cada balsa salva-vidas
do navio.

Embarcações de pesca acima de 300 T:

 Área de navegação A1 (até 30 milhas náuticas da costa): 1 SART para cada balsa salva-
vidas.
 Área de navegação A2 (até 150 milhas náuticas da costa) ou A3 (além das 150 milhas
náuticas): 1 EPIRB automático (para a embarcação) e 1 SART para cada balsa salva-
vidas.

Embarcações de pesca abaixo de 300 T:

 Área de navegação A1 (até 30 milhas náuticas da costa): nenhum requisito;


 Área de navegação A2 (até 150 milhas náuticas da costa): nenhum requisito em regra.

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Porém, é recomendada a utilização de 1 EPIRB (para a embarcação) e 1 SART para cada balsa
salva-vidas.
Área de navegação A3 (além das 150 milhas náuticas da costa): 1 EPIRB automático (para a
embarcação) e 1 SART para cada balsa salva-vidas.

Pirotécnicos
São dispositivos de sinalização diurna ou noturna utilizados para localização de pessoas e
encontrados em navios, plataformas, aeronaves, baleeiras e balsas salva-vidas. Eles podem realizar
um papel muito importante na localização das pessoas em perigo.
Os tipos de artefatos podem ser:

 Fumígeno de 3 minutos;
 Facho manual luminoso;
 Foguete tipo paraquedas.

Visibilidade
Com uma boa visibilidade, os sinais podem ser avistados nas seguintes distâncias:

 Fumígeno de 3 minutos: aproximadamente 01 milha;


 Facho manual luminoso: aproximadamente 05 milhas;
 Foguete tipo paraquedas: aproximadamente 40 milhas.

Advertência
Todos os artefatos pirotécnicos devem ser
manuseados com cuidado. Eles podem ser perigosos
quando não forem seguidas as instruções de uso. Como há
vários tipos de pirotécnicos e fabricantes, sempre leia as
instruções de operação antes de usá-los.
Os sinalizadores a base de corante produzem uma
mancha maior do que o fumígeno de 3 minutos e são mais
visíveis pelas aeronaves.
Acione seus dispositivos sempre na direção
favorável do vento!

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Espelho de sinalização ou Heliográfico


Dispositivo de sinalização diurna. O espelho funciona refletindo os raios solares para um navio
ou aeronave.
Dependendo da superfície do espelho e das condições de tempo pode alcançar grandes
distâncias.

Apito
Dependendo das condições de tempo não será muito eficiente, já que o som das ondas do
mar e vento irá tornar mais difícil ouvi-lo.

Lanterna de sinalização
Deve ser à prova d’água e possuir pilhas e lâmpadas sobressalentes. É usado para chamar a
atenção em curta distância ou para contatar outras baleeiras ou balsas usando o Código Morse.

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Refletor de Radar
Aumenta a reflexão das ondas emitidas pelos radares das embarcações e aeronaves,
melhorando a sua captação.
É importante que ele seja instalado de maneira correta.

Obs.: Não deve ser usado junto com o SART.

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PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

PREVENÇÃO DE INCÊNDIO

A COMBUSTÃO, MATERIAIS INFLAMÁVEIS A BORDO: TRIÂNGULO DO FOGO


As emergências envolvendo incêndios e
explosões são consideradas os maiores desafios
para a gestão de segurança a bordo de
plataformas marítimas. Ao contrário das
instalações industriais onshore que contam com
um suporte de recursos humanos e materiais em
maior escala para as respostas de emergências,
além do apoio de organizações como o Corpo de
Bombeiros, as instalações marítimas offshore
contam com seus próprios meios e recursos
humanos e materiais, em sua maioria limitados,
para atenderem aos casos de incêndios a bordo.
Todavia, mesmo diante de suas limitações operacionais a evolução histórica dos estudos na
área de segurança contra incêndio promoveu uma série de aperfeiçoamentos que permitiram as
plataformas marítimas sustentarem suas operações com risco de incêndios sob as mais avançadas
condições proteção contra incêndios e explosões.
A doutrina de prevenção e combate a incêndios tem sido vista hoje como uma verdadeira
ciência, portanto uma área de pesquisa, desenvolvimento e ensino, principalmente para as áreas
industriais onshore e offshore. Observamos uma série de atividades, como por exemplo, laboratórios
de pesquisa e tecnologia de novos materiais, equipamentos, EPI’s e agentes extintores, novos
padrões de certificação, atualizações em normas e legislações aplicáveis, desenvolvimento de
treinamentos e cursos específicos, além de uma postura mais severa das autoridades diante das
perdas humanas e econômicas e dos impactos ambientais provocados por incêndios e explosões.
Trabalhar a bordo de instalações marítimas offshore implica em correr riscos. É mandatório
que os profissionais que embarcam a bordo dessas unidades possuam treinamento, conhecimento,
habilidades e competências para atenderem as emergências envolvendo incêndios, explosões e
vazamentos de líquidos e gases inflamáveis.

O objetivo do módulo de Prevenção e combate a Incêndio é capacitar o participante de acordo


com o estabelecido na Seção A VI/I-2 do Código STCW 95. O participante, ao finalizar o curso deverá:

 Minimizar o risco de incêndio e manter as condições de prontidão para responder a


situações de emergência envolvendo incêndio;
 Combater e extinguir princípios de incêndio a bordo.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Prevenção de Incêndios
A importância da proteção e prevenção de incêndio não pode deixar de ser amplamente
enfatizada. A natureza das operações offshore envolvendo atividades de perfuração, exploração,
produção, estocagem e transporte de hidrocarbonetos aumenta significativamente o perigo de
incêndio a não ser que práticas de prevenção de incêndio apropriadas sejam observadas.

Extensão do Risco
Incêndios envolvendo hidrocarbonetos produzem uma grande quantidade de energia
térmica. Hidrocarbonetos queimando na presença de ventilação razoável produzem incêndios com
um aumento rápido de temperatura, tipicamente 925ºC depois de 5 minutos, podendo chegar a uma
temperatura de aproximadamente 1150ºC.
Além desse pequeno complexo industrial marítimo principal contamos ainda com outras
operações com risco de incêndio:

 Uma planta de geração de energia elétrica que, em alguns casos pode ser suficiente
para fornecer energia para alimentar uma pequena cidade;
 Cozinhas industriais com instalações a gás de forno e fogão;
 Instalações de hotelaria e com equipamentos de lavagem e secagem de roupas;
 Um helideque com todas as possibilidades associadas a uma colisão de aeronave;
 Depósitos de materiais perigosos;
 Serviços constantes de montagem e desmontagem envolvendo trabalhos a quente
(corte e solda).

Tudo isso em 24 horas por dia de operação, sem contar ainda com as dificuldades de a
plataforma marítima estar localizada a uma grande distância do continente, cercada pelo oceano,
com meios de fuga para o pessoal e os meios de obter assistência limitados.

Química do Fogo

O que é fogo?
O fogo é um fenômeno natural. Antes de seu controle pelo homem somente ocorria
espontaneamente através de manifestações da natureza como raios e erupções vulcânicas. Hoje o
fogo é utilizado em uma variedade enorme de atividades caseiras e industriais.
Na sua conceituação científica o fogo é um processo químico de oxidação (combustão)
produzido quando um material combustível entra em contato com o oxigênio em condições
favoráveis (calor). Durante este processo ocorre a liberação de energia, geralmente sob forma de luz
e calor.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Elementos da Combustão
A combustão é uma reação química exotérmica onde um material combustível reage na
presença de um comburente, geralmente acompanhada de chamas e/ou brasas e/ou emissão de
fumaça.
Portanto, é necessária a presença de três elementos: combustível, comburente e calor. Cada
um dos elementos devem estar presentes no processo dentro das proporções ideais. Caso a união
dos três elementos seja feita de forma indiscriminada poderemos não ter a produção do fogo.

Combustível
Qualquer substância sólida, líquida ou gasosa capaz de queimar. Quanto a sua capacidade de
liberar vapores inflamáveis são classificados como voláteis e não voláteis.

Comburente
É a substância química oxidante capaz de alimentar a combustão. O mais conhecido deles é o
oxigênio encontrado na atmosfera que respiramos na porcentagem de 21%.

Calor
Forma de energia que se transfere de um sistema para outro por uma diferença de
temperatura entre os dois. É capaz de produzir vapores inflamáveis a partir dos corpos combustíveis.
Também atua como fonte de ignição em meio a uma atmosfera inflamável ideal. O calor não é a única
fonte de ignição de um incêndio. Podemos citar faíscas, descargas elétricas e energia estática como
outros exemplos.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Triângulo do Fogo

Mistura Inflamável
A mistura inflamável é representada pela faixa de explosividade que mede a concentração
mínima ou máxima de gases/vapores desprendidos de um determinado corpo combustível que se
misturados com o oxigênio na proporção adequada pode criar uma atmosfera explosiva.

Exemplos:

 GLP: A mistura deve ser de 2% a 10% de GLP para 98% a 90% de oxigênio.
 Gás Natural: A mistura deve ser de 3,8% a 13% de GN para 96,2% a 87% de oxigênio.
 Acetileno: A mistura deve ser de 2,2% a 20% de acetileno para 97,8% a 80% de
oxigênio.

Tetraedro do fogo
A doutrina da moderna teoria do fogo já não trabalha mais com o conhecido triângulo do fogo
(combustível, comburente e calor). A ciência foi capaz de verificar que o fenômeno da combustão é
uma reação que se processa em cadeia. Após o seu início, a combustão é sustentada pelo calor
produzido durante o processo da própria reação. Essa oxidação autossustentável dá o lugar a um
quarto elemento chamado de reação em cadeia.

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Reação em Cadeia.
Esta reação é sustentada pelo ciclo constante criado através do fenômeno de pirólise
(decomposição química de uma substância mediante ação do calor). O calor irradiado agindo sobre o
combustível provoca a sua decomposição em partículas menores que ao liberarem vapores
inflamáveis e se misturarem ao oxigênio acabam se incendiando também e assim por diante criando
um ciclo autossustentável.
Ainda no estudo da teoria do fogo e sua evolução é importante também conhecermos alguns
pontos notáveis da combustão.

O FENÔMENO DA COMBUSTÃO E A CLASSIFICAÇÃO DO INCÊNDIO PELA SUA


INTENSIDADE.
Fenômeno químico é uma mudança na composição de uma substância.
A matéria após sofrer uma reação química (um fenômeno químico), não pode mais tornar a
ser como era anteriormente.
Exemplos: Mudança de cor: Colocar fogo no papel, na madeira ou no carvão; água sanitária em tecido
colorido; queima de fogos de artifício.

Temperatura de Ignição
É a temperatura em que os combustíveis começam a emanar vapores que em contato com o
ar, podem iniciar ou não uma combustão.

Ponto de Fulgor
É a menor temperatura na qual um combustível começa a emanar vapores em quantidade
suficiente para formar com o oxigênio uma mistura capaz de se inflamar a exposição de uma fonte
externa de ignição. Se afastada essa fonte o fogo cessa.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Ponto de Combustão
É a menor temperatura na qual um combustível começa a emanar vapores em quantidade
suficiente para formar com o oxigênio uma mistura ideal, capaz de se inflamar à exposição de uma
fonte externa de ignição. Depois de afastada essa fonte a queima continua.

Ponto de Autoignição
É a menor temperatura na qual os gases desprendidos de um corpo combustível entram em
combustão pelo contato com o oxigênio existente no ar, independentemente da existência de fonte
externa de calor.

COMBUSTÍVEL PONTO DE FULGOR PONTO DE AUTOIGNIÇÃO


Gasolina -42,8 ºC 257,2 ºC
Éter -40,0 ºC 160,0 ºC
Nafta 6,6 ºC 232,0 ºC
Álcool 12,8 ºC 371,0 ºC
QAV-1 40,0 ºC 238,0 ºC
Diesel 43,3 ºC 257,0 ºC
Óleo Lubrificante 168,0 ºC 417,2 ºC
Óleo de Linhaça 222,0 ºC 343,3 ºC

Combustão Completa
Acontece quando o combustível ao se queimar, combina-se com o oxigênio na proporção ideal
(16% a 21%). Desta reação originam-se vários produtos como o gás carbônico, água na forma de
vapor e cinzas.

Combustão Incompleta
Neste caso a concentração de oxigênio é muito baixa (8% a 15%). O produto da reação agora
é o monóxido de carbono. Nos combustíveis sólidos haverá formação de brasas sem chamas.

Explosão
É o fenômeno que ocorre devido à grande
velocidade de propagação da reação de combustão em um
ambiente que não suporte a pressão gerada (expansão de
gases na combustão dentro de um local confinado). Seus
principais efeitos são o desenvolvimento de uma onda de
choque, ruído, fragmentos e se envolver produtos
inflamáveis poderá liberar também calor e chamas.

Eletricidade Estática
Em algumas operações nas atividades industriais pode ser gerado um acúmulo de cargas
elétricas perigosas as quais podem ser liberadas em descargas eletroestáticas com energia suficiente
para inflamar uma dada atmosfera inflamável.
A energia estática é o acúmulo de energia de um corpo em relação a outro ou em relação à
terra ao sofrerem um atrito. Para ser uma potencial fonte de ignição quatro fatores devem estar
presentes: um meio efetivo de geração de eletricidade estática; um meio de acumulação dessa
energia; uma descarga; uma atmosfera inflamável.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Combustão Espontânea
Em alguns casos, materiais orgânicos entram em reações físico-químicas (fermentação)
quando misturados, ocorrendo a emissão de gases e geração de calor que podem provocar a
combustão sem que haja fonte externa de calor.

Produção de Calor
Normalmente o calor é produzido na natureza ou pelo homem nos processos industriais da
seguinte forma:

 Químico;
 Elétrico;
 Mecânico;
 Nuclear.

Químico:

Exemplo: Processo de Oxidação (ferrugem)

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Elétrico:

Exemplo: Corrente Elétrica (Sobrecarga)

Mecânico:

Exemplo: Atrito (Esmilhadeira)

Nuclear:

Exemplo: Explosão Atômica (Bomba Atômica)

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Intensidade da Combustão
É o volume das chamas que se desprendem de um incêndio.

Dois fatores podem influenciar na intensidade:

 Área superficial do combustível; e


 concentração de comburente.

Classificação do Incêndio pela sua intensidade:

 Princípio de incêndio;
 Pequeno incêndio;
 Médio incêndio;
 Grande incêndio;
 Incêndio extraordinário.

OS PRINCÍPIOS DA PREVENÇÃO DO INCÊNDIO A BORDO.


O método mais eficiente de se combater um incêndio sempre será a prevenção. Ela envolve a
aplicação de quatro princípios básicos:

 Normas, códigos e legislação;


 Controle das fontes de ignição e materiais combustíveis;
 Inspeções de sistemas, equipamentos e materiais;
 Treinamentos.

A adoção de certas medidas, por exemplo, normas de armazenamento e manipulação de


materiais perigosos, sistemas de detecção e alarme, treinamento da tripulação, planos de
emergência, etc, irão reduzir os riscos de incêndios ao contribuírem na criação de um sistema de
gestão de segurança contra incêndios na instalação marítima.
A prevenção de incêndios é uma questão de organização e educação. As unidades devem
prover todos os meios necessários para cumprimento das normas e regulamentos de segurança

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

contra incêndio e todos os tripulantes devem estar comprometidos com a segurança contra
incêndios a bordo, procurando conscientizar os colegas de trabalho, além de estarem capacitados
para combater os incêndios caso seja necessário.
As ações de prevenção e uma cultura de segurança contra incêndio bem disseminada entre a
tripulação contribuem potencialmente para evitar a ocorrência de incêndios a bordo e, em sua
ocorrência, possibilitar o combate no seu princípio e reduzir os seus efeitos antes de se tornar em
mais uma catástrofe.
A maioria das ocorrências de incêndios a bordo de plataformas é causada por falhas humanas
ou nos equipamentos. São situações como o desconhecimento ou a não observância de
procedimentos ou a não observância de procedimentos de trabalho ou a manutenção deficiente dos
equipamentos. Também não podemos descartar as causas de origem da natureza.

Portanto, uma atenção maior deve ser dada aos seguintes fatos:

 Descuido;
 Ignorância;
 Negligência;
 Acidentes.

Exemplos de causas de incêndios:

 Serviços de solda, cortes, esmerilhamento, etc.;


 Superaquecimento ou curto circuito de equipamentos elétricos;
 Armazenamento de produtos perigosos em local de risco;
 Vazamento de produtos inflamáveis;
 Superaquecimento de materiais inflamáveis;
 Acúmulo de óleo de cozinha nos exaustores;
 Cigarros;
 Trapos e estopas abandonados e embebidos de óleo ou graxa;
 Acúmulo de óleo ou de lixo nos porões;
 Mau tempo;
 Ações criminosas.

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CAUSAS DE PROPAGAÇÃO DO INCÊNDIO.


Uma vez permitido que o fogo queime sem controle, deveremos levar em conta o eu
mecanismo de transmissão de energia, ou seja, como ele se propaga em meio ao ambiente. São três
os métodos de propagação do fogo: a condução do calor, a convecção do calor e a radiação de
energia. Cada modo de transmissão da energia irá influenciar na manutenção, no crescimento do
fogo, no tempo de queima e no tamanho das chamas.

Condução
É o método em que o calor (energia) é transmitido através de um corpo sólido. E. Incêndios
envolvendo anteparas ou tubulações.

Radiação
É o método em que o calor (energia) é transmitido por meio de ondas em todas as direções.
Ex. Incêndios com líquidos e gases inflamáveis.

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Convecção
É o método em que o calor (energia) é transmitido pela movimentação do próprio material
aquecido envolvido no incêndio. Ex. Incêndios em vãos de escadas, vãos de elevadores e dutos de
ventilação.

MÉTODOS PREVENTIVOS.
A gestão de segurança a bordo das plataformas marítimas deve ser capaz de promover
práticas seguras de trabalho, obedecendo a critérios técnicos e normativos das operações
envolvendo os riscos de incêndio e explosões.
Os elementos fundamentais do fogo (combustível, comburente e calor) podem ser
encontrados normalmente em quase todos os ambientes de trabalho das instalações offshore.
Logo, procedimentos escritos e práticas seguras de trabalho devem ser destinadas a
promover uma segurança coletiva contra as condições de operação capazes de provocar emergências
envolvendo incêndios e explosões.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Passamos aqui alguns exemplos de métodos preventivos que poderemos adotar a bordo:

 Descarte de consumíveis, como por exemplo, panos, estopas e trapos sujos de óleo ou
solventes de acordo com o sistema de gerenciamento de resíduos a bordo.
 Limitação da quantidade de produtos perigosos no local de trabalho ao mínimo
necessário em vista.
 Correto armazena mento, estocagem, identificação e proteção de produtos.
 Evitar o vazamento de produtos perigosos que sejam mantidos em recipientes
inadequados e destampados próximos de fontes de calor, faísca ou de outros produtos
que possam reagir violentamente entre si.
 Controlar o acúmulo de resíduos de óleo ou outro material combustível em locais
inadequados como porões, área de circulação, sala de bombas, praça de máquinas, etc.
 Alertar para o fumo em locais proibidos.
 Procedimento de permissões de trabalho para serviços à quente ou que envolvam
energias perigosas.
 Instalação de detectores de chamas, calor, gases ou fumaça.
 Utilizar equipamentos mecânicos, elétricos e eletrônicos específicos e certificados
para áreas indústrias e à prova de explosão.
 Não improvisar instalações elétricas, ainda que temporariamente.

VIGILÂNCIA E SISTEMA DE PATRULHA.


A vigilância constante pode ser alcançada através de sistemas de monitoramento, como por
exemplo, os detectores de incêndio ou através da utilização de observadores de segurança na
execução de trabalhos mais perigosos. Já o sistema de patrulha ou de inspeção é um sistema de
controle utilizado pelos profissionais da área de segurança do trabalho (acompanhados ou não de
brigadistas ou supervisores das respectivas áreas operacionais) com a finalidade de inspecionar a
unidade a fim de reduzir os riscos de incêndio.
A prática da inspeção permite realizar um levantamento preventivo e contínuo dos riscos de
incêndio nas operações a bordo bem como:
 Conhecer as condições de operação dos equipamentos, materiais e sistemas de
proteção existentes abordo.
 Conservar as caixas de incêndio sempre em perfeitas condições de uso.
 Manter os extintores sempre sinalizados, fixos em locais de fácil acesso e devidamente
carregados.
 Manutenção da embarcação nas suas melhores condições de resistência ao fogo.
 Verificar as condições das escadas e corrimãos.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

 Inspeção periódica e teste das bombas de incêndio, sistemas de detecção e do sistema


de alarme.
 Verificação da iluminação de emergência.
 Inspeção periódica e manutenção dos sistemas fixos de extinção por água e por gases
inertes.
 Verificação das condições dos sistemas elétricos (fios desencapados) e das condições
de limpeza da unidade (piso com acúmulo de óleo, graxa, estopas, etc.

SISTEMA DE DETECÇÃO DE FOGO E FUMAÇA E ALARME AUTOMÁTICO A BORDO.


O objetivo da instalação de equipamentos de detecção de incêndio é bastante claro: quanto
mais rápido o incêndio for detectado, maior será a velocidade da resposta para sua extinção.
Podemos afirmar que existem dois tipos: o sensor “humano”, que nem sempre poderá ser possível a
sua presença em todos os compartimentos da unidade, e o sistema eletrônico, previamente instalado
com a finalidade de propiciar uma descoberta rápida do princípio de incêndio ou para um incidente
qualquer identificado pelo sistema de alarme e, assim, acionar o plano de emergência para aquele
incidente deflagrado.
Os detectores eletrônicos, também chamados de detectores automáticos, são dispositivos
que quando sensibilizados por fenômenos físicos e/ou químicos percebem em determinado
ambiente a presença de um princípio de incêndio (aumento da temperatura, fumaça ou chamas) ou a
presença de gases perigosos (tóxicos ou inflamáveis), enviando um sinal a uma central receptora.

Os principais grupos de detectores de incêndio utilizados são:

Detector de fumaça

São dispositivos de detecção da presença de gases e/ou partículas, visíveis ou não, produzidas
pela combustão. Possuem dois tipos:
 Iônicos
São instalados em locais onde, num princípio de incêndio, exista a combustão, mesmo
invisível, ou fumaça, antes da deflagração do incêndio propriamente dito. São encontrados em
depósitos de materiais inflamáveis, nos compartimentos de manutenção e nas cozinhas.
 Fixo Ópticos
São instalados em locais onde, num princípio de incêndio, é esperada a formação de fumaça
antes da deflagração do incêndio propriamente dito. São encontrados em quase todos os módulos
habitados da plataforma, camarotes, escritórios, salas, etc.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Detector de chama

Os detectores de chama captam a radiação infravermelha ou ultravioleta, visível ou não,


emitida pela chama. São encontrados em locais onde existe o risco potencial de um crescimento
rápido de fogo intenso, determinados pela presença de líquidos e gases inflamáveis.

Detector de temperatura

São dispositivos destinados a detectar a elevação anormal da temperatura dentro de um


ambiente que excede um valor predeterminado. Possuem dois tipos:

 Térmicos
São instalados em locais onde a ultrapassagem de determinada temperatura indique
seguramente um princípio de incêndio.

 Termovelocimétricos
São instalados em locais onde a rapidez no aumento da temperatura indique seguramente
um princípio de incêndio.

Alarmes

Equipamentos instalados com a finalidade de alertar a


tripulação para a deflagração de um estado de emergência a bordo.
O funcionamento do alarme deve ser feito por meio de acionadores
manuais ou por detectores automáticos.
Os alarmes devem ser sonoros e visuais. São instalados em
quantidades suficientes e em locais que permitam a visualização e
audição em qualquer ponto dos compartimentos nas condições
normais de trabalho.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

AÇÕES AO SER DETECTADO FUMAÇA OU FOGO


As pessoas têm reações diferentes diante de situações adversas em caso de sinistros que
ameacem a sua integridade física. Algumas ficam paralisadas, algumas entram em pânico e outras
tomam alguma atitude que possa tirá-la dessa situação. A fumaça e o fogo desenvolvidos no incêndio
podem afetar perigosamente a segurança dos tripulantes de uma plataforma presentes no local da
emergência.

Um dos fatores cruciais para a tripulação diante da detecção de um alarme de incêndio é a


informação disponível sobre o próprio incêndio associada ao tempo decorrido e ao perfeito
conhecimento do tripulante sobre o layout das instalações e compartimentos da plataforma que
podem fazer uma diferença considerável em favor de um abandono seguro da área sinistrada.

Ações a serem tomadas em caso de Incêndio:

 Informe por telefone, rádio, ou através de outro meio de comunicação disponível;


 Combata o fogo se for seguro; e
 Abandone o local.

Obs.: Observar procedimento da Unidade Marítima SOLAS. Cap.II. Parte “C”. Regra 7.

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Algumas ações devem ser tomadas antes que a temperatura do local fique insuportável ou o
acúmulo de gases possa provocar intoxicações:

 Identificar as rotas de fuga, iluminação e sinalização de emergência;


 Procurar um ponto de encontro mais seguro fora do risco de fogo e fumaça;
 Manter-se calmo e se possível agachado em caso de fumaça;
 Utilizar a máscara de fuga.

NECESSIDADE DE INSPECIONAR, ISOLAR, SINALIZAR COM FITAS E CONE A ÁREA


PARA CORTE E SOLDA, INSTALANDO SISTEMA DE EXAUSTÃO E PROTEÇÃO FÍSICA
CONTRA FOGO: GRADE DOBRÁVEL, BIOMBO E MANTA, PREVISTO PELA NR-34.
A necessidade de inspecionar, isolar, sinalizar com fitas e cone a área para corte e solda tem
por finalidade garantir a distância e o isolamento adequado na execução de serviços impedindo a
permanência de pessoas não autorizadas no local. Segue a aplicabilidade da NR 34 nos seguintes
serviços:

 Trabalho a Quente (34.5);


 Trabalho em Altura (34.6);
 Trabalho com exposição a Radiações Ionizantes (34.7);
 Trabalhos de jateamento e Hidrojateamento (34.8);
 Atividade de Pintura (34.9);
 Movimentação de cargas (34.10);
 Montagem e Desmontagem de Andaimes Medidas de Ordem geral (34.11);
 Equipamentos Portáteis (34.12);
 Instalações Elétricas Provisórias (34.13);
 Teste de Estanqueidade (34.14);
 Fixação e estabilização Temporária de Elementos Estruturais (34.15).

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Sistema de Exaustão
A ventilação em espaços confinados tem como objetivo principal reduzir ou eliminar a
concentração de substâncias tóxicas e/ou perigosas presentes na atmosfera do ambiente, seja antes
do início dos trabalhos ou no decorrer destes. Os fumos e gases envolvidos na soldagem podem
contaminar rápida e perigosamente um local confinado. Assim, faz-se necessária a captação e/ou
diluição destes poluentes através de um exaustor com uma mangueira flexível e um bocal que possa
ser posicionado próximo ao ponto de soldagem.

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Medidas de Proteção
As medidas de proteção contemplam as de ordem geral e as específicas, aplicáveis,
respectivamente, a todas as atividades inerentes ao trabalho a quente e aos trabalhos em áreas não
previamente destinadas a esse fim.

Medidas de Ordem Geral


 Inspeção Preliminar - Nos locais onde se realizam trabalhos a quente deve ser efetuada
inspeção preliminar, de modo a assegurar que:

 o local de trabalho e áreas adjacentes estejam limpos, secos e isentos de agentes


combustíveis, inflamáveis, tóxicos e contaminantes;
 a área somente seja liberada após constatação da ausência de atividades
incompatíveis com o trabalho a quente;
 o trabalho a quente seja executado por trabalhador qualificado.

 Proteção contra Incêndio - Cabe aos empregadores tomar as seguintes medidas de


proteção contra incêndio nos locais onde se realizam trabalhos a quente:

 providenciar a eliminação ou manter sob controle possíveis riscos de incêndios;


 instalar proteção física adequada contra fogo, respingos, calor, fagulhas ou borras, de
modo a evitar o contato com materiais combustíveis ou inflamáveis, bem como
interferir em atividades paralelas ou na circulação de pessoas;
 manter desimpedido e próximo à área de trabalho sistema de combate a incêndio,
especificado conforme tipo e quantidade de inflamáveis e/ou combustíveis presentes;
 inspecionar o local e as áreas adjacentes ao término do trabalho, a fim de evitar
princípios de incêndio.

Grade Dobrável e Biombo


Tem por finalidade bloquear as fagulhas e chamas, provenientes de trabalhos a quente
(exemplo - corte, solda e esmerilhamento), impedindo que as mesmas atinjam materiais
combustíveis, evitando, assim, o início de um incêndio.

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Mantas em Serviço na Área (Contenções)


As mantas de proteção são produzidas com tecidos resistentes ao calor e ao fogo.
Proporcionam proteção contra fagulhas e respingos provenientes da soldagem e esmerilhamento. A
manta mais utilizada é do tecido de aramida.

Máscara de Fuga
A máscara de fuga é um equipamento de proteção respiratória (EPR) que tem por finalidade
proteger o usuário no caso de presença súbita de gases e fumaças.

Obs.: As máscaras de fuga não devem ser utilizadas para trabalho, apenas para fuga.

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COMBATE A INCÊNDIO

O combate a incêndio sempre será uma tarefa arriscada para a tripulação de uma plataforma
marítima. A faina de se combater incêndios a bordo tem a responsabilidade dividida entre a brigada
de incêndio e os demais membros da tripulação. Na ocorrência de um princípio de incêndio todos que
estejam em uma condição de segurança possuem a responsabilidade de combatê-lo. Porém, quando
se tratar de um incêndio já desenvolvido a responsabilidade passará para a brigada de incêndio que
terá a seu dispor maiores recursos para o seu controle.

CLASSES DE INCÊNDIO E A SIMBOLOGIA PADRÃO ASSOCIADA.


Os incêndios são classificados de acordo com o material combustível principal. No Brasil
seguimos a classificação da ABNT:

Classe A
Incêndio envolvendo material sólido (ex: madeira, borracha, papel, tecido, etc.). São materiais
de fácil combustão e possuem a característica de queimarem em superfície e em profundidade.
Também deixam muitos resíduos após a queima.

Classe B
Incêndios envolvendo líquidos e gases inflamáveis (ex. gasolina, óleo, querosene, tintas,
álcool, GLP, etc). Os óleos vegetais também estão incluídos nessa classe. Os materiais dessa classe
possuem características de queimarem apenas em superfície e não deixarem resíduos.

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Classe C
São incêndios envolvendo equipamentos elétricos energizados ou não, tais como: motores,
transformadores, geradores, quadros de distribuição, painéis e equipamentos eletrônicos.

Classe D
Incêndios envolvendo metais pirofóricos (ex: magnésio, sódio, titânio, zircônio, alumínio, lítio,
cádmio, etc.). Caracterizam-se por uma queima em altas temperaturas e intensa luminosidade.

MÉTODOS DE COMBATE A INCÊNDIO.


Consiste na remoção de um ou mais elementos constitutivos do fenômeno da combustão.
Sua extinção pode ocorrer de quatro maneiras:

Resfriamento
É a redução da temperatura do material combustível até que não ocorra mais a emanação de
vapores inflamáveis. É o método mais eficiente para incêndios envolvendo materiais sólidos em geral.

Resfriamento

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Abafamento
É a interrupção do fornecimento de comburente para o fenômeno da combustão. Reduz a
presença do oxigênio para uma quantidade inferior a necessária para sustentar o fogo. É o método
ais eficiente para incêndios envolvendo materiais energia elétrica ou líquidos inflamáveis.

Abafamento

Isolamento
É o método mais simples, pois não utiliza equipamentos ou agentes extintores. Consiste na
retirada total ou parcial, com suficiente margem de segurança, do material combustível ainda não
atingido pelo incêndio e presente no local do sinistro.

Isolamento

Quebra da Reação em Cadeia


É a introdução de determinados agentes estranhos ao fenômeno da combustão com o
propósito de inibi-la. O agente introduzido se combina com a mistura inflamável, formando outra
mistura não inflamável, extinguindo assim o fogo.

Quebra de Reação

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AGENTES EXTINTORES.
É toda substância natural ou industrializada, sólida, líquida ou gasosa, que ao ser aplicada no
fogo interrompe a combustão provocando a sua extinção, por resfriamento, abafamento ou quebra
da reação em cadeia.
Os agentes extintores mais conhecidos e utilizados são:

Água
É o mais conhecido e utilizado agente extintor devido a sua fácil disponibilidade, baixo custo
e eficiência. Sua principal propriedade extintora é o resfriamento, ou seja, reduz a temperatura dos
corpos combustíveis. A água em contato com altas temperaturas se evapora aumentando o seu
volume em cerca de 1700 vezes.
Com esse bolsão de vapor criado é capaz de deslocar o oxigênio presente na combustão. Logo,
outra propriedade extintora sua é o abafamento. É o agente mais indicado para os incêndios da
Classe A. Pode ser encontrada nos extintores portáteis, nas redes de incêndio e nos sistemas fixos.
Cuidados: A água é excelente condutor elétrico, por isso nunca deverá ser utilizada em incêndios da
Classe C.

Aplicação da Água como Agente Extintor


Quando a água é aplicada num incêndio envolvendo combustíveis sólidos (como a madeira),
o seu efeito principal é o de resfriar a madeira não queimada, impedir a evolução dos vapores a partir
dela e desta maneira apagar a chama que se alimenta desses vapores.
Por isso, a água deve ser aplicada abundantemente para que ela possa ser absorvida pelo
combustível sólido, já que este tem a propriedade de queimar-se na superfície e em profundidade.
A água também pode ser aplicada em alguns exemplos de incêndios envolvendo líquidos
inflamáveis não voláteis. Esses combustíveis precisam ser aquecidos para liberarem vapores capazes
de formar uma mistura inflamável.
A água pode ser utilizada nesse instante como um agente resfriador.
Deve ser lançada na forma de neblina ou borrifada na superfície aquecida do combustível de
modo a reduzir a sua temperatura e diminuir a emanação de vapores inflamáveis.
Também pode ser aplicada na forma de neblina em meio às chamas, pois em contato com altas
temperaturas ela se torna vapor, se expande e abafa o fogo ao deslocar o oxigênio disponível no
processo da combustão.
Nunca deveremos utilizar a água na forma de jato sólido nos líquidos inflamáveis, pois poderá
provocar um espalhamento ainda maior da área de incêndio.
Jatos sólidos são eficazes somente em longo alcance de maneira a permitir que pela distância
o jato de água se disperse em gotas formando um borrifo de água eficiente no resfriamento do
combustível envolvido. Jatos sólidos de água são muito utilizados no resfriamento de equipamentos,
anteparas, tubulações, pisos, tanques, vasos e etc.
Muito cuidado deve ser tomado ao utilizar a água em equipamentos superaquecidos como
compressores e bombas.
O colapso ou ruptura de partes do equipamento poderá causar graves acidentes devido ao
choque térmico provocado pelo lançamento indiscriminado da água.

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Espuma
A espuma é formada por quatro elementos: concentrado, água, ar e agitação mecânica. Essa
mistura é obtida através da utilização de alguns aparelhos, como por exemplo, os esguichos. Em
alguns casos ela já está disponível preparada, como é o exemplo dos extintores portáteis.

É o agente extintor mais indicado para os incêndios da Classe B.


A espuma se constitui em pequenas bolhas aderentes entre si formando um verdadeiro
cobertor resistente que ao ser lançado, repousa na superfície do combustível sendo capaz de vedar
os vapores inflamáveis emanados e impedir o seu contato com o oxigênio. Logo sua principal
propriedade extintora é o abafamento. A espuma deve ser resistente e consistente para não se
dissipar com o calor, com o vento e se regenerar quando mexida e deverá manter essas propriedades
por longos períodos.
Existem alguns tipos de concentrados, sendo os mais utilizados o AFFF (indicado para
hidrocarbonetos) e a ARC (indicado para derivados do álcool). As dosagens utilizadas podem variar
de 1% a 6% para 99% a 94% de água. Devido essa quantidade de água podemos afirmar a existência
de outra propriedade extintora por resfriamento.

Gás Carbônico (CO2)


É um gás inerte, asfixiante, incolor, inodoro,
mais pesado do que o ar e não condutor de
eletricidade. Sua propriedade extintora é o
abafamento. São encontrados em sistemas fixos e em
extintores portáteis ou sob rodas de alta pressão.
Quando lançado, a mudança brusca de pressão
transforma o agente liquefeito (-79°C) em gás,
havendo a formação de uma neve de gás carbônico
(gelo seco) que atinge a temperatura de - 40°C. Apesar
disso, sua propriedade resfriadora é desprezível já
que o gás carbônico se dispersa rapidamente.
Por não deixar resíduos é chamado de agente
limpo. É um excelente agente indicado principalmente para os incêndios da Classe C, podendo ser
utilizado também nos incêndios da Classe B.
Cuidados: Asfixia em locais fechados e queimaduras por baixa temperatura.

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Halon (Uso Restrito)


O halon é constituído de carbono e de um ou mais elementos halógenos: Flúor, Cloro, Bromo
e Iodo.
Dois tipos de halon são usados em combate a incêndio: o BTM (Bromotrifluormetano)
conhecido como HALON 1301, aplicado em sistema fixo e o BCF (Bromoclorodifluormetano)
conhecido como HALON 1211, aplicado em extintores portáteis de baixa pressão.

É um gás refrigerante, inodoro, incolor, não corrosivo e não condutor de eletricidade. A sua
propriedade extintora é a quebra da reação em cadeia.
É um excelente agente indicado para os incêndios das Classes A, B e C (principalmente). A
maior vantagem do halon era a sua utilização nos incêndios da Classe C em locais fechados.
Nos locais fechados, com presença de pessoas, por se tratar de um gás tóxico e asfixiante,
como é o caso do gás carbônico; num incêndio, haveria o risco de sufocamento e asfixia aos usuários.

Proibição:

Em virtude do Protocolo de Montreal (1987), este agente teve a sua utilização proibida e
drasticamente reduzida até a sua eliminação ou substituição, devido seus efeitos danosos à camada
de ozônio.
É permitido o seu uso nos casos específicos de combate a incêndio, restrito aos incêndios em
instalações offshore e em aeronaves.

Halogenados
Em face da proibição do halon surgiram alguns agentes extintores substitutos. Os gases
halogenados são uma alternativa que possuem em sua composição pequenas quantidades de halon
misturada a outros gases que não atacam a camada de ozônio.
Também é chamado de agente limpo. É um gás inerte, inodoro, incolor, não corrosivo e não
condutor de eletricidade. Alguns são sintéticos, como por exemplo o FE-25 (Ecaro) e o FM 200 e
outros são naturais como o Inergen (mistura de argônio, nitrogênio e gás carbônico).
A sua propriedade extintora principal é a quebra da reação em cadeia, porém
atuam também por abafamento e em menor escala por resfriamento.
São indicados para incêndios das Classe A, B e C (principalmente) em áreas
ocupadas por pessoas. São encontrados em sistemas fixos e em extintores portáteis de
alta pressão (Inergen e Ecaro) e baixa pressão (FM 200). Esses agentes são efetivamente
mais eficientes do que os gases inertes, pois requerem um volume muito menor de gás
para a instalação fixa, permitindo baterias de cilindros menores, em espaço mais reduzido.

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Pó Químico Seco
Existem vários tipos de compostos para os agentes extintores a base de pó químico seco
(PQS). É um pó composto de partículas finíssimas que se decompõe em contato com o material
combustível aquecido provocando a extinção do incêndio por quebra da reação em cadeia.

Pó Químico (BC)
É constituído a base de bicarbonato de sódio ou bicarbonato
de potássio. É indicado principalmente para os incêndios da Classe B,
e por ser um mau condutor elétrico também poderá ser empregado
nos incêndios da Classe C. Porém, por se tratar de uma substância
corrosiva poderá danificar os equipamentos elétricos devido os
resíduos que ele deixa sobre o material.
É encontrado em extintores portáteis ou sob rodas e em
sistemas fixos.
Cuidados: Levemente irritante e pode provocar
engasgamento se inalado.

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Pó Químico ABC
A evolução tecnológica dos agentes extintores permitiu o
desenvolvimento de um composto a base fosfato monoamônico, um produto
largamente utilizado na indústria de fertilizantes agrícolas. Esse agente
possui uma enorme vantagem por ser aprovado para uso nos incêndios das
Classes A, B e C.
Além de atuar por quebra da reação em cadeia, possui a propriedade
extintora de abafamento. Quando aplicado em superfícies quentes ou
incandescentes suas partículas se fundem e dilatam-se formando uma
barreira que exclui o oxigênio impedindo que os vapores combustíveis
tenham acesso ao comburente.
É encontrado em extintores portáteis ou sobre rodas.
Cuidados: Levemente irritante e pode provocar engasgamento se
inalado.

Pó Químico D
Uma diferente classe de incêndio foi criada para classificar fogo
em metais combustíveis e pirofóricos. Incêndios nesses materiais são
perigosos, pois alguns metais ao ter contato com o ar carregado de
hidrogênio, a água ou a alta umidade podem entrar em ignição
instantaneamente, provocando um incêndio. São metais que devem ser
manuseados e estocados em atmosfera inerte ou em óleos minerais e
que podem ter reações violentas e explosões.
As normas internacionais como NFPA e UL, classificam esse
tipo de incêndio como incêndios CLASSE D. Para essa classe de incêndio
foram consideradas as características já citadas, encontradas nos
seguintes materiais: Sódio (Na), Zinco (Zn), Magnésio (Mg), Potássio (K),
Bário (Ba), Cálcio (Ca), Alumínio (Al), Zircônio (Zr), e Titânio (Ti).
Lítio também é um material metálico combustível, porém
algumas particularidades desse material requerem certos cuidados e um
agente específico para combate ao incêndio.
Podemos dividir os incêndios CLASSE D em dois tipos:

 Incêndios em metais que podem ser extintos por Cloreto de Sódio, como é o caso do
Sódio, do Zinco, do Magnésio, do Potássio, do Bário, do Cálcio, do Alumínio, do Zircônio
e do Titânio.
 Nesses casos a extinção ocorre por causa da deposição do pó a base de sal Cloreto de
Sódio, que ao ter contato com a alta dissipação do calor no foco do incêndio, compacta
formando uma camada encrustada que isola o material do ar atmosférico e impede a
dissipação do calor.
 Incêndios provocados pelo metal Lítio onde as reações do incêndio provocado,
requerem um poderoso agente extintor a base de Cobre. Os compostos de cobre
abafam o fogo e promovem um excelente dissipador para o calor. Este é o único
agente conhecido para combate causados por Lítio, fazendo dele preferido, pois adere
a superfícies nas três dimensões.

Agente exclusivo dos incêndios da Classe D (metais pirofóricos). É um agente composto de


cloreto de sódio sendo o mais conhecido nos meios navais o MET-L-X (mistura de cloreto de sódio
com fosfato tricálcio, aditivo termoplástico e metal estearato.
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É encontrado em extintores portáteis e não portáteis (sobre rodas) de baixa pressão.


Extintores Classe D são reconhecidos com o mais eficientes para proteção em locais de
manuseios e estocagem de metais combustíveis e pirofóricos, e são recomendados pela NFPA-10
desde sua versão 1998. Suas características e ensaios estão definidos pelo Underwriters Laboratories
(UL&ULC), através da Norma UL711, a qual especifica os ensaios em todas as classes de fogo: A, B, C,
D, e K.
Essas organizações compreenderam que estes incêndios não se parecem com os tradicionais
incêndios conhecidos em combustíveis sólidos ou líquidos.
No Brasil, extintores Classe D assim como extintores Classe K não tem normalização (normas
técnicas) publicadas até o presente momento. Estes dois tipos de extintores não são tratados pelas
normas existentes e por este motivo, não podem ser certificados.
Os extintores destinados a Classe D fabricados no Brasil, possuem agente extintor a base de
Cloreto de Sódio, sendo destinado a incêndios em metais.
O incêndio é extinto através do isolamento entre o metal e a atmosfera e o resfriamento. O
agente é depositado no metal em chamas através de um longo aplicador, que promove um fluxo
controlado e lento.
O aplicador é de fácil desacoplamento e mantêm o operador a uma distância segura do calor
irradiado e da inalação dos gases queimados.
O cilindro fabricado em aço carbono, recebe uma pintura de proteção amarela, que colabora
para a fácil identificação do extintor no ambiente.
Aplicação: Desenhado para combates aos mais difíceis fogos do tipo 1 da classe D, em locais
de manuseio e armazenamento dos seguintes metais:

 Sódio (Na), Zinco (Zn), Magnésio (Mg), Potássio (K), Bário (Ba), Cálcio (Ca), Alumínio
(Al), Zircônio (Zr), e Titânio (Ti);
 Não deve ser usado para incêndio provado por Lítio (Li), por poder agravar o perigo.

Características técnicas:

 Cilindro fabricado em aço carbono na cor amarela;


 Mangote de descarga de grande comprimento, proporcionando maior segurança ao
operador quanto a irradiação do calor e inalação de gases tóxicos queimados;
 Aplicador de descarga montado em ângulo de 45° para facilitar a deposição, num fluxo
lento e controlado;
 Agente a base de sal e Cloreto de Sódio; e
 Proporciona o isolamento e resfriamento de combustível.

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TIPOS DE EXTINTORES PORTÁTEIS E SEU EMPREGO ESPECÍFICO.


Os primeiros aparelhos similares aos extintores portáteis de incêndio que se tem
notícia datam do século XV. No século XVI, Jacob Besson, um engenheiro, matemático e químico,
projetou um extintor que era constituído de um grande recipiente de ferro montado sobre rodas,
provido de um enorme gargalo curvo, que podia, dessa forma, penetrar nas aberturas dos edifícios
em chamas. Por volta de 1816 surgir o que é considerado o protótipo dos extintores portáteis atuais.
O Capitão inglês George Manby criou um equipamento que consistia em um cilindro de cobre com
capacidade de 13,6 litros que continha em seu interior uma solução de bicarbonato de sódio
pressurizado com ar.
Portanto, podemos afirmar que há muito tempo os extintores portáteis fazem parte do
sistema básico de segurança contra incêndio.
É um equipamento que tem como características principais: a portabilidade, facilidade de uso,
manejo e operação, e tem como objetivo o combate de princípio de incêndio. Por ser um
equipamento de utilização rápida e fácil é destinado para a utilização por todos a bordo de uma
instalação marítima, desde que se tenha treinamento e conhecimento para o emprego correto num
incêndio.
Os extintores portáteis são definidos como aparelhos de acionamento manual, com massa até
20 kg, constituídos de recipiente e acessórios contendo o agente extintor destinado a combater
princípios de incêndio.
A manutenção desses equipamentos é fundamental para seu objetivo de guarnecer
efetivamente as instalações contra incêndios. Cabe ao setor de segurança do trabalho o
acompanhamento de um sistema de inspeção e manutenção periódica desses aparelhos.
O treinamento sobre utilização do extintor portátil deve capacitar o usuário a:

 Identificação dos tipos de extintores.


 Familiaridade com os tipos de extintores.
 Operação para cada tipo de extintor, sempre lendo os quadros de instruções (rótulos)
com as figuras ilustrativas.
 Ter noção da distância segura para atacar o princípio de incêndio.
 Perder o receio de operar o extintor.

Quanto a sua pressurização os extintores podem ser:

Pressurização direta
O agente extintor está permanentemente pressurizado pelo gás propelente (ar comprimido,
argônio e nitrogênio).

Pressurização indireta
O recipiente que contém o agente extintor é pressurizado no momento do uso pelo gás
propelente (gás carbônico e nitrogênio, para os extintores sobre rodas (carretas) acima de 50kg ou
50 litros de agente extintor). Esse tipo de extintor só é permitido para os agentes extintores água e
pó químico.
Então, os gases propelentes utilizados para pressurizar os recipientes dos extintores são: ar
comprimido, argônio, gás carbônico e nitrogênio.
No Brasil os extintores de incêndio portáteis atendem os requisitos de segurança,
confiabilidade e desempenho dispostos na norma NBR ABNT 15.808.
No Brasil os extintores de incêndio sobre rodas atendem os requisitos de segurança,
confiabilidade e desempenho dispostos na norma NBR ABNT 15.809.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Embora a norma defina esse tipo de equipamento com a propriedade de ser


operado e transportado por um único operador, recomendamos, em razão da segurança
dos operadores e eficácia no combate, que o equipamento seja operado por duas pessoas.
Quanto a sua pressurização os extintores sobre rodas também podem ser de
pressurização direta ou indireta.

TIPO DE
TIPO DE ALCANCE TEMPO DE PROPELENT
PRESSÃO CARGA PESO
EXTINTOR DO JATO DESCARGA E
EXERCIDA
Extintor de
Extintor de
Água Min de 3 m
Baixa 10L 14 Kg >60 s Nitrogênio
Pressurizad Máx de 10 m
Pressão
a
Extintor de Extintor de
Espuma Baixa 9 e 10 L 14 Kg 5m >60 s Nitrogênio
Mecânica Pressão
Extintor de Extintor de O próprio
6 Kg Até 20 Kg 2,5 m >25 s
CO₂ Alta Pressão agente
Extintor de
Extintor de
Gases
Baixa 5 Kg 7,5 Kg 5a7m >12 s
Halogenado
Pressão
s
Extintor de Extintor de
4, 6 e 12
Pó Químico Baixa 6 a 20 Kg 5a7m >15 s Nitrogênio
Kg
(BC) Pressão
Extintor de Extintor de
4, 6 e 12
Pó Químico Baixa 6 a 20 Kg 5a7m >15 s Nitrogênio
Kg
(ABC) Pressão
Extintor de Extintor de
Pó Químico Baixa 9 Kg 14 Kg >17 s Nitrogênio
(D) Pressão
Massa total
Extintor não poderá
sobre Rodas ultrapassar
250 Kg.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Extintor Sobre Rodas


Aparelhos de acionamento manual, com massa superior a 20 kg, montados sobre
rodas, constituídos de recipiente e acessórios contendo o agente extintor destinado a
combater princípios de incêndio. (NBR ABNT15809)
ATENÇÃO: Recomenda-se a operação por 2 pessoas

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

ORGANIZAÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO

ORGANIZAÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO A BORDO E FUNÇÕES DA TABELA


MESTRA DA UNIDADE.
O combate a incêndio a bordo é uma das ações de emergência de alta complexidade que
envolve as seguintes situações:

 Geram grande confusão entre todos os níveis da tripulação;


 Alocam muitos recursos
 Implicam em correr riscos;
 Envolvem muitas pessoas;
 Requer a tomada de decisões críticas.

01/04/2015. Plataforma da Pemex no Golfo do México.

Para que as ações de combate a incêndio empregadas no controle da emergência sejam bem
sucedidas é necessária uma mínima organização das operações.
Essa organização é encontrada no Plano de Emergência de Incêndio, sob a forma de
procedimentos escritos que oferecem as informações necessárias para todos os níveis da tripulação
sobre as ações a serem tomadas. Os requisitos básicos do plano são:

 Organização;
 Instrução;
 Treinamento; e
 Manutenção dos recursos e materiais.

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Todos a bordo de uma instalação marítima devem conhecer o plano e se familiarizarem com
suas informações principais:

 Comando da emergência;
 Coordenação das equipes de emergência;
 Membros da Brigada;
 Rotas de fuga;
 Saídas de emergência
 Pontos de reunião e abandono;
 Sistema de parada de ventilação;
 Posição das portas estanque;
 Rede de incêndio e bombas de incêndio;
 Localização dos alarmes manuais;
 Localização das máscaras de fuga e extintores portáteis;
 Localização dos acionadores dos sistemas fixos;
 Localização das caixas de incêndio;
 Localização da estação da brigada;
 Exercícios e simulados.

Tabela Mestra
É um quadro que identifica de forma resumida as funções principais das equipes de resposta
a emergências, determinando sua composição e responsabilidades específicas que aumentem a
velocidade de resposta e represente uma estrutura de comando organizada. A tabela mestra é criada
com base no projeto da unidade, no tipo de operação e no plano de emergência. Os tripulantes
devem conhecer seus deveres, obrigações e responsabilidades sabendo como proceder para que não
haja dificuldades durante as situações de emergência.

BRIGADA DE INCÊNDIO
Coordenador Técnico de Segurança
Líder Homem de Área
Esguicho Homem de Área
Hidrante Homem de Área
Apoio Homem de Área
Apoio Homem de Área

Obs.: Parte da Tabela Mestra (Brigada de Incêndio)

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Treinamento
Exercícios e simulados de incêndios são muito importantes. A sua prática pode evitar que
muitos incêndios ocorram ou se tornem grandes tragédias.
Nenhum incêndio é igual a outro. Diversas são as variáveis que influenciam no seu
desenvolvimento e por isso não é possível se criar um guia sobre como o incêndio deve ser apagado.
Porém, assim como todos os acidentes de trabalho, todos os incêndios serão fontes valiosíssimas de
aprendizado para a organização de combate a incêndio
Incêndios são demonstrações de que houve algum tipo de falha. Algumas atribuídas a erro ou
omissão no projeto. Outras atribuídas a falhas humanas na operação, manutenção, baixos padrões
de limpeza das áreas de trabalho, fumar nos camarotes, etc.
Os exercícios e simulados serão realizados periodicamente a bordo de acordo com o
estabelecido no plano de emergência e devem reproduzir situações com possíveis cenários de
sinistros envolvendo incêndios a bordo. Servem não apenas para avaliar as equipes de emergência,
mas também todos os níveis da tripulação de uma instalação offshore com relação ao seu
comportamento e ações tomadas diante da emergência.
Os pontos que devem ser abordados e avaliados nos exercícios e simulados a bordo de
plataformas marítimas são:

 Detecção;
 Alarme;
 Comunicação;
 Abandono;
 Parada da ventilação;
 Interrupção das operações e rotinas de trabalho;
 Identificação do incêndio;
 Local do incêndio;
 Primeiro combate;
 Comparecimento da brigada;
 Condições dos equipamentos de combate a incêndio;
 Utilização de recursos especiais (sistemas fixos, espuma, máscaras autônomas, etc);
 Atendimento a possíveis vítimas;
 Técnicas e táticas a plicadas;
 Tempo de resposta.

Ações em Caso de Incêndio


Abaixo listamos as ações daqueles empenhados nas ações para controle de incêndios:

 Identificar;
 Acionar o alarme;
 Informar o local do incêndio e material envolvido;
 Combater se for seguro;
 Socorrer acidentados;
 Escapar (ir para o ponto de reunião).

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SISTEMAS FIXOS DE COMBATE E CONTENÇÃO DE INCÊNDIO A BORDO COMO: CO2,


ESPUMA, REDES, TOMADAS, SPRINKLERS E BOMBAS.
Cada instalação offshore é analisada individualmente com relação ao seu tipo, tamanho,
finalidade, operações, presença de produtos inflamáveis produzidos, manuseados, estocados ou
transportados para a definição de um projeto de proteção contra incêndios através de sistemas fixos
dos mais variados tipos a serem instalados.
São sistemas constituídos de tubulações, válvulas, bicos aspersores (sprinklers ou chuveiros
automáticos), comandos e acionadores. Podem funcionar manualmente ou podem funcionar
automaticamente quando estão interligados ao sistema de detecção e alarme. As maiores vantagens
dos sistemas fixos de combate a incêndio são a rapidez de sua resposta a um princípio de incêndio e
a possibilidade de um primeiro combate imediatamente após a deflagração da emergência sem a
presença da tripulação.

CO2
Sistema instalado a bordo com a finalidade de saturar a atmosfera do compartimento afetado
com gás. As instalações fixas desse tipo utilizam o CO2 como agente extintor. Possui acionamento
automático ou manual. Sua descarga pode ser direta à distância ou por sistema de mangotinho
(sarilho). Quando acionado é obrigatório abandonar a área protegida pelo sistema devido ao risco de
asfixia pelo agente extintor. Instalados em salas de geradores ou em salas processamentos de dados.

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Espuma
São sistemas instalados em áreas de risco de incêndios e vazamentos de hidrocarbonetos (ou
derivados) com o objetivo de produzir e lançar a espuma para o combate ao incêndio. São
constituídos de canalizações, dosadores, proporcionadores, bombas e válvulas, sendo ligadas
permanentemente à rede de água de incêndio. Estão instalados no helideque e nas áreas de
produção e estocagem de hidrocarbonetos.

Rede de Incêndio
Consiste em um sistema de canalização que alimentam as tomadas de incêndio, os sistemas
fixos água nebulizada ou borrifo, sistemas fixos de espuma e canhões monitores através de bombas
que constantemente as mantêm pressurizadas. A pressão da rede de incêndio é da ordem de 150
libras/pol.², sendo que é necessária uma pressão mínima de 70 libras/pol.² no terminal das
mangueiras para a operação de quase todos os equipamentos de combate a incêndio.

Tomada de incêndio
São dispositivos colocados na rede de incêndio para captação da água e para a instalação das
mangueiras de combate a incêndio. A bordo das instalações marítimas geralmente possuem suas
conexões no tamanho de 2.½ polegadas.

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Sprinkler
São os chamados chuveiros automáticos. Basicamente, consiste em uma válvula montada em
um sistema interligado à rede de incêndio, destinada a projetar água sob forma de borrifo ou neblina.
A válvula é mantida fechada através de um elemento sensível (ampola de vidro com um líquido
expansível ao calor). A simples operação de um ou mais chuveiros provoca, simultaneamente, o
funcionamento de um alarme e o seu abastecimento de água. Possuem dois tipos:

 Automático
Possui mecanismo termo sensível para o acionamento.

 Aberto
Descarga direta conjugado com o sistema de detecção e alarme

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Bombas de Incêndio
Bombas de incêndio estão normalmente localizadas na sala de máquinas principal. O número
e a capacidade das bombas devem estar de acordo com o projeto aprovado para a instalação
marítima. Alguns brigadistas serão responsáveis pela sua operação.

Sistema fixo de água.


Possuem vários tipos para várias finalidades de contenção de incêndios ou prevenção do
superaquecimento de equipamentos.

Sistema de borrifo
Sistema que se utiliza de sprinklers modificados para projetar a água no sentido vertical,
formando uma espécie de parede de água, impedindo o avanço do fogo e proporcionando um
resfriamento do local.

Neblina de Resfriamento
Sistema utilizado em áreas específicas que opera em alta pressão. Possui alta taxa de vazão
de água podendo ser operado manualmente. Tem a finalidade de manter a redução da temperatura
e ao mesmo tempo a proteção de um princípio de incêndio.

Sistema Fixo de Halogenados


Consiste em sistemas semelhantes ao sistema de gás carbônico, porém com a grande
vantagem de poder ser utilizado em locais com presença de pessoas. O gás mais utilizado nesse tipo
de sistema é o FM-200.

Sistema Water Mist


É um meio de combate a incêndio que utiliza água atomizada (névoa), para o qual 99% do
total de volume de água está em forma de gotas com um diâmetro menor que 1000μm (Dv0,99), na
pressão de operação de projeto mínima no bico de água atomizada.

 Sistema de Baixa Pressão: pressão de até 12,1 bar (175 psi);


 Sistema de Média Pressão: pressões maiores que 12,1 bar e menores de 34,5 bar (500
psi);
 Sistema de Alta Pressão: pressões maiores de 34,5 bar (500 psi).

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É um sistema de supressão de incêndio que utiliza água pressurizada;


Os bicos especiais do sistema de incêndio WATER MIST nebulizam a água sob a forma de
nano-gotículas; cada gota de água é "quebrada" em muitas nano-gotículas.
A água do sistema de incêndio WATER MIST se torna uma névoa e quando se aproxima do
fogo, se transforma em vapor de baixa temperatura;
Isso faz com que, em um processo acelerado de resfriamento, consiga, em pouco tempo que
a temperatura seja reduzida;
Esse vapor de água de baixa temperatura aumenta a humidade do ambiente, impedindo que
o fogo procure novo suprimento de oxigênio para realimentar as chamas;
O sistema de incêndio WATER MIST extingue o incêndio com poucos danos materiais
causados pela água, inclusive sobre equipamentos sofisticados, mobiliário de alto valor e obras de
arte.
Quanto ao tipo de Aplicação pode ser divido em:

 Aplicação Total: O sistema é descarregado em todo o risco de incêndio e em toda área


do compartimento, de tal maneira que a água atomizada seja descarregada
uniformemente por todo o compartimento. Este tipo de aplicação é normalmente
utilizado em sala de geradores a diesel, praça de máquina de navios, enclausure de
turbina a gás, entre outros.
 Aplicação Local: Sistema é descarregado diretamente sobre um equipamento, em área
aberta ou fechada. Este tipo de aplicação é normalmente utilizado em unidades
hidráulicas. Equipamentos da praça de máquinas de navios, entre outros.

É um Sistema que proporciona uma maior segurança


as pessoas e ao meio ambiente, requer quantidades
reduzidas de água de incêndio, é menos suscetível a
problemas de manutenção e apresenta um menor custo de
recarga, quando comparado aos Sistemas Gasosos de
Combate a incêndio.
O Sistema de WATER MIST pode ser usado em áreas
Offshore e Onshore, com excelente performance em fogos
Classe A e B. Também não produzem os estragos no
patrimônio, que normalmente acontecem quando se utiliza
água para o combate.

AS AÇÕES DA EMCIA E DA BRIGADA DE INCÊNDIO EM RELAÇÃO AO CONTROLE DE


AVARIAS EM CASO DE QUEDA (CRASH) DE AERONAVE NO HELIDEQUE DA
PLATAFORMA.
Crash – Queda de Aeronaves
Impacto ou pouso de emergência de uma aeronave no helideque da instalação marítima
offshore, com possíveis riscos de:
 Pânico;
 Ferimento;
 Desorientação;
 Confusão;
 Incêndio.

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Equipe de Segurança do Helideque

Equipe de Manobra e Combate a Incêndio de Aviação (EMCIA) - é a equipe responsável por


guarnecer o helideque por ocasião de operações aéreas (embarque e desembarque de pessoal e
material, abastecimento de aeronaves, combate a incêndio, primeiros socorros e transporte de
feridos).

Brigada de Incêndio
Considerando-se que a instalação de sistemas e equipamentos de detecção e proteção contra
incêndios a bordo não garanta que na ocorrência de um incêndio ele seja extinto ainda no princípio,
torna-se imprescindível que toda a tripulação de uma plataforma marítima tenha conhecimento
básico sobre a operação dos equipamentos, as técnicas de combate a incêndio e saibam atuar
organizadamente, atuando assim de modo eficaz numa emergência envolvendo incêndio.
Dos membros da tripulação alguns serão indicados para comporem a brigada de combate a
incêndio que assumirá as responsabilidades principais para controle dos incêndios.
Os brigadistas serão capacitados para ir além dos demais tripulantes nas ações de combate a
incêndio. Enquanto a tripulação não necessária ao controle da emergência é evacuada os brigadistas
permanecerão a bordo nas fainas de combate a incêndio.

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A sua formação compreende conhecimentos de prevenção e habilidades no combate a


incêndio, no auxílio na evacuação da tripulação, no controle de avarias e na prestação dos primeiros
socorros à possíveis vítimas. Ações a serem tomadas em caso de incêndio:

 Informe por telefone, rádio, etc.;


 Combata se for seguro;
 Abandone o local.

Estações de Combate a Incêndio


Nesses locais serão encontrados os EPI’s e demais equipamentos destinados a proteção dos
brigadistas:

 Traje de combate a incêndio,


 Botas, capacetes, balaclavas, luvas;
 Equipamento de Proteção Respiratória; e
 Câmeras de imagem térmicas, etc.

Portas Estanques e Saídas


Em caso de fogo todas as portas devem ser fechadas. Isso é de suma importância, pois serve
para restringir a presença do oxigênio (comburente) no incêndio e a propagação do fogo e da fumaça.

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Parada de Emergência de Ventilação


Pelo mesmo motivo a ventilação tem que ser interrompida. A fumaça tóxica e impregnada de
materiais combustíveis aquecidos pode provocar novos focos de incêndio.

Caixa de Incêndio
São caixas instaladas em diversos pontos da unidade contendo os equipamentos de combate
a incêndios necessários na montagem das linhas de mangueira de incêndio. No seu interior
encontramos os seguintes materiais:

 Mangueiras de 1.½ e 2.½ pol.;


 Esguichos de 1.½ e 2.½ pol.;
 Esguicho NPU ou KR;
 Reduções; Derivantes;
 Dosadores de espuma;
 Chaves de mangueiras.

As caixas devem estar localizadas de modo


que todos os pisos e compartimentos possam ser
alcançados pelas mangueiras.

Mangueiras de Incêndio
São dutos flexíveis de borracha revestidos com uma lona sintética
ou com uma capa emborrachada. Existem 5 tipos de mangueira, sendo as
do tipo III, IV e V apropriadas para as instalações marítimas.
O padrão brasileiro adota o tamanho de 15,25m para as mangueiras
de combate a incêndio e são encontradas nos diâmetros de 1.½ e 2.½
polegadas. (ABNT NBR 11861)
As mangueiras deverão ser conservadas limpas, não sendo
recomendado guardá-las molhadas, sujas ou contaminadas por óleo ou
espuma.
Nesse caso deverão ser lavadas com água doce, drenadas e secadas
à sobra. Todas as mangueiras devem passar por inspeções semestrais
(inspeção visual) e anualmente (testes hidrostáticos).

Acondicionamento de mangueiras
As mangueiras de incêndio devem ser acondicionadas nas
caixas de incêndio na forma aduchada. O aduchamento é o mais
indicado para as operações de combate a incêndio devido à
facilidade no seu manuseio, transporte e proteção de suas
conexões no seu lançamento.
A forma espiral pode ser utilizada apenas para
acondicionar as mangueiras que estiverem nos depósitos de
materiais.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Esguichos
São equipamentos feitos em metal antifaiscante e possuem vários modelos de acordo com a
sua aplicação específica. O controle de sua vazão pó ser variável ou não. O formato do jato de água
produzido pode ser: jato sólido, jato cônico (45°) ou jato neblinado. Podem ser utilizados com água
ou espuma. São encontrados nos diâmetros de 1.½ e 2.½ polegadas.

Acessórios
Para a montagem das linhas de mangueiras iremos contar com alguns acessórios que irão
otimizar o seu alcance.
O derivante ou redução em Y é indicado para as manobras em que será necessário o emprego
de duas linhas de mangueira a partir de uma tomada de incêndio.
As reduções são utilizadas para adaptar mangueiras de 2.½ polegadas de diâmetro a
equipamentos ou mangueiras de diâmetro inferior (1.½ polegadas).
As chaves de mangueira (ou chaves Storz) são utilizadas para ajustar ou desconectar as
conexões de equipamentos ou mangueiras de incêndio.
Todos esses equipamentos devem ser construídos por metal antifaiscante. Também devemos
preservá-los contra defeitos, amassamentos, sujeiras, contaminações principalmente após a
utilização de água do mar ou espuma. Combatente do fogo. Lembre-se:

 O fogo pode matar e destruir.


 O fogo não tem limites e pode ser financeiramente catastrófico.
 O fogo pode atingir um local improvável e aparentemente seguro. Portanto, a melhor
orientação contra o fogo é impedir que ele aconteça primeiro!

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Proteção Respiratória
A proteção respiratória para os tripulantes de uma plataforma marítima possui a mesma
importância dada à proteção contra os incêndios. Em todos os incêndios é esperada a formação da
fumaça contaminada por gases tóxicos e agressivos à nossa saúde.
Mesmo nas operações de rotinas do trabalho offshore, poderemos encontrar a presença de
gases que ameaçam a vida dos tripulantes.

Gases Perigosos nas Operações Offshore


Os riscos de acidentes envolvendo esses gases jamais deverão ser negligenciados. A grande
maioria não tem cor e não tem cheiro, sendo, portanto, impossível a detecção dos mesmos pelos
nossos sentidos. Por isso sua detecção só é conseguida através dos detectores automáticos. Confiar
em nossos sentidos é quase sempre um erro fatal.

QUADRO DE COMPOSIÇÃO
21% Oxigênio 17%
0,04% Dióxido de Carbono 4,04%
78% Nitrogênio 78%
0,96 Gases Nobres 0,96%

Nas operações de perfuração existe uma grande preocupação com a possibilidade de


surgência de Gás Sulfídrico (H2S) a partir do reservatório de petróleo (poço). O H2S é um gás incolor,
inodoro, inflamável, tóxico e considerado um dos gases mais perigosos para a vida dos trabalhadores
offshore. Por isso todas as plataformas devem possui um plano específico para emergências
envolvendo esse gás.
Além do H2S ainda encontramos o gás metano (CH4) nas atividades envolvendo a exploração
de hidrocarbonetos. É incolor, inodoro e sua toxidade é inferior ao H2S. Porém é um gás altamente
inflamável sendo apontado como responsável por alguns acidentes envolvendo explosões a bordo
das plataforma marítimas.
Nas rotinas operacionais offshore ainda encontramos a presença de gases industrializados
igualmente perigosos que são utilizados nas realização de trabalhos específicos. Citamos como
exemplo, o gás carbônico, o nitrogênio e o acetileno.

Perigos da Fumaça do Incêndio


A fumaça é a mistura de gases, vapores e partículas sólidas finamente divididas. Sua
composição química é altamente complexa e variável podendo chegar a produzir quase 200
substâncias em porcentagens que variam de acordo com o estágio do incêndio. A formação dessas
substâncias depende da composição química dos materiais combustíveis e dos níveis de oxigênio e
energia (calor) na combustão.
A fumaça geralmente é tóxica e na maioria dos casos é o produto da combustão que mais
afeta a tripulação por ocasião da evacuação dos postos de trabalho. Sua presença poderá ser
percebida visualmente ou pelo odor. Porém, nunca deveremos confiar em nossos sentidos para
reconhecer a sua presença ou os seus efeitos adversos.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Efeitos da fumaça nas pessoas


A fumaça desenvolvida no incêndio afeta a segurança das pessoas das seguintes maneiras:

 Tira a visibilidade das rotas de fuga;


 Provoca lacrimejamento, irritações tosses, sufocação e até a morte.
 Aumenta a palpitação devido à presença de gás carbônico.
 Provoca o pânico por ocupar grande volume do ambiente.
 Debilita a movimentação das pessoas devido sua composição tóxica.
 Tem grande mobilidade atingindo locais distantes em poucos minutos.

Efeitos do Monóxido de Carbono


É encontrado em todos os incêndios e é resultado da combustão incompleta dos materiais
combustíveis a base de carbono, como a madeira, tecidos, plásticos, líquidos inflamáveis, gases
combustíveis, etc.
O efeito tóxico deste gás é a asfixia, pois ele substitui o oxigênio no processo de oxigenação
do cérebro efetuado pela hemoglobina.
A hemoglobina é o componente do sangue responsável pela oxigenação das células do corpo
humano. Ela fixa o oxigênio no pulmão formando a oxiemoglobina.
Quando o oxigênio é substituído pelo monóxido de carbono, o composto formado é o
carboxihemoglobina que provoca a asfixia do cérebro pela falta de oxigênio.
A concentração máxima de monóxido de carbono que uma pessoa pode se expor sem sentir
seu efeito é de 50 ppm (parte por milhão) ou 0,005% , em volume no ar.
Acima deste nível aparecem sintomas como dor de cabeça, fadiga, tonturas, inconsciência e
até a morte em casos mais extremos.

PPR – Programa de Proteção Respiratória


Todos os setores industriais, inclusive as plataformas marítimas, possuem em seu sistema de
gestão de segurança um Programa de Proteção Respiratória (PPR) para as situações de trabalho de
rotina e para as situações de emergência que envolva, por exemplo, ocorrência de vazamentos de
gases tóxicos ou incêndios.
O PPR identifica os riscos respiratórios presentes nos locais de trabalho, define o tipo de
proteção necessária para cada necessidade, a forma de utilização dos equipamentos, o treinamento
dos usuários e a manutenção do Equipamento de Proteção Respiratória (EPR).
O EPR fornecido deve possuir Certificado de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), e em alguns casos, por se tratar de instalações marítimas offshore, devem possuir
certificação SOLAS também.

EPR – Equipamento de Proteção Respiratória


Os Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR) mais utilizados nas plataformas marítimas
são:

 Respiradores purificadores de ar;


 Equipamentos de respiração por linha de ar comprimido;
 Equipamentos autônomos de ar comprimido;
 Equipamentos de fuga com cilindro de escape.

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O EPR protege o aparelho respiratório dos usuários de gases, vapores, névoas, vapores, fumos
metálicos e de atmosferas IPVS (Imediatamente Perigosa à Vida e à saúde) tóxicas ou deficientes de
oxigênio.

Respiradores purificadores de ar
São máscaras semifaciais ou faciais completas, geralmente
fabricadas em neoprene ou silicone. Possuem algum tipo de filtro que
protegem os trabalhadores de gases, vapores, névoas, fumos, poeiras e
partículas. O tipo e modelo a ser utilizado depende do tipo de agente, a
sua concentração encontrada e as condições de trabalho. São
equipamentos que dependem da presença de oxigênio na atmosfera.
Algumas máscaras não possuem manutenção, ou seja, são
descartáveis, e outras possuem manutenção, ou seja, podem substituir os
filtros vencidos ou saturados.
Normalmente são equipamentos para uso de rotinas de trabalho.
Alguns modelos podem ser utilizados para escape, dependendo do local e
da concentração do agente tóxico. Respirador Purificador de

Equipamentos de Respiração por Linha de Ar Comprimido


São equipamentos dotados de dispositivos que fornecem ar puro para o usuário através de
um compressor de ar comprimido. O conjunto é composto por máscara, válvula redutora de pressão,
manômetro, mangueira, cilindro auxiliar de escape, compressor e filtros.
São equipamentos utilizados para trabalhos de rotina com presença de gases tóxicos em altas
concentrações ou quando há a deficiência de oxigênio na atmosfera, como por exemplo, os trabalhos
em espaços confinados ou em operações com presença de H2S, pois possuem uma fonte de ar puro
e descontaminado independente da atmosfera.

Equipamento autônomo de ar comprimido


São equipamentos que fornecem ar puro para o usuário a partir
de cilindros portáteis. Possuem uma mobilidade maior, pois não estão
conectados a mangueiras de ar. O conjunto é composto por máscara,
válvula redutora de pressão, manômetro, suporte, cilindro, mangueiras
(média e baixa pressão) e alarme sonoro.
A sua fonte de ar é independente da atmosfera e está nos
cilindros alta pressão que carregam, com capacidade de 1800 a 2700
litros de ar respirável.
A sua autonomia de uso é limitada entre 30 a 45 minutos. É o
principal EPR utilizado pelas equipes de brigada de incêndio. Porém,
também pode ser utilizado em algumas operações de trabalho ou em
emergências envolvendo resgates em espaços confinados ou
vazamentos de H2S.

Equipamentos de fuga com cilindro de escape


É o EPR utilizado para as situações de fuga de locais onde a atmosfera se tornou IPVS. O
conjunto é composto por máscara ou capuz, válvula redutora de pressão, bolsa de transporte,
manômetro e cilindro.
A sua fonte de ar é independente da atmosfera e está nos cilindros de alta pressão que
carregam, com capacidade de 400 a 900 litros de ar respirável, com autonomia para escape que varia
de 10 a 15 minutos.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Possuem dois tipos:

 Máscara de fuga de fluxo constante; e


 Máscara de fuga de pressão positiva.

Escape do Incêndio Utilizando Máscaras de Fuga


É muito importante que os tripulantes saibam utilizar o EPR adequado para cada situação
(trabalho de rotina ou fuga) e saiba se comportar em meio à situação de emergência de acordo com
as limitações do próprio EPR e das dificuldades que o ambiente sinistrado apresenta.

Se você tiver que escapar das áreas afetadas por um incêndio a bordo utilizando uma máscara
de fuga, leve em consideração os itens abaixo:

Escape do fogo:

 Permaneça agachado;
 Faça contato com as pessoas ou anteparas;
 Controle a respiração.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Caminhando:

 Coloque o peso no pé de trás;


 Mantenha a sua mão na parede; e
 Mantenha a mão no ângulo de visão (proteção).

Subindo escadas:

 Fique do lado da parede (se possível);


 Sinta os degraus.

Descendo escadas:

 Fique do lado da parede (se possível);


 De costas;
 Sinta os degraus.

Abertura de portas:

 Mantenha-se abaixado perto da porta;


 Proteja-se atrás da porta / antepara.

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PRIMEIROS SOCORROS ELEMENTARES

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

INTRODUÇÃO AOS PRIMEIROS SOCORROS

Primeiros Socorros é a ajuda dada a uma pessoa que tenha sido vítima de um acidente ou de
uma doença súbita, ou seja, definimos primeiros socorros como sendo os cuidados aplicados
imediatamente e de forma rápida a uma pessoa, vítima de acidente ou de mal súbito, cujo estado
físico põe em perigo a sua vida, com a finalidade de manter suas funções vitais e evitar o agravamento
de suas condições, aplicando medidas e procedimentos até a chegada da assistência qualificada.
Podem ser aplicados por qualquer pessoa, desde que devidamente treinada para prestar as
devidas ações a uma vítima.
Os princípios básicos do atendimento de emergência estão baseados em três erres: rapidez
no atendimento; reconhecimento das lesões e reparação das lesões.
Esses princípios fazem com que o socorrista pense sobre atitudes primordiais em primeiros
socorros (como a prevenção de acidentes) além de fazer o que deve ser feito no momento certo a
fim de:
 Manter uma vida;
 Evitar o agravamento das lesões;
 Obter ajuda qualificada.

Para que uma pessoa possa praticar ações efetivas de primeiros socorros, ou seja, o primeiro
atendimento a uma vítima, é necessário que esta pessoa tenha algumas atitudes como: seriedade;
compreensão; calma; agilidade; bom senso; noções de conhecimento técnico e científico; jamais
ultrapassar seus limites de atuação.

REGRAS BÁSICAS PARA SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA DE SAÚDE.


As regras básicas para situações de emergência priorizam a segurança do socorrista que
identifica um cenário com uma vítima ou apenas um local inseguro que apresente riscos à integridade
física dos trabalhadores. As atitudes a serem adotadas devem evitar que mais indivíduos se tornem
vítimas. Qualquer pessoa é capaz de pedir apoio em situações de emergência, e para isto acontecer
de forma eficaz vale ressaltar alguns comportamentos importantes:

 Manter a calma diante do acontecimento: a ansiedade e agitação podem ocasionar


ações precipitadas que colocam sua vida e a da vítima em risco;
 Conhecimento básico de anatomia e fisiologia: ao informar sobre as condições de uma
vítima é importante detalhar sobre as lesões percebidas e em que parte do corpo
estão;
 Senso de organização e prioridades: uma observação inicial é importante antes de
pensar em se aproximar de um cenário e a prioridade é, antes de mais nada, comunicar
sobre o ocorrido e pedir ajuda.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

COMO ACIONAR O ALARME OU COMUNICAR UMA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA.

Comunicação é o processo em que uma mensagem é enviada por um emissor, por meio de um
determinado canal e entendida por um receptor. O sistema de comunicação é a rede por meio da
qual fluem as informações, que permitem o funcionamento da estrutura de forma integrada e eficaz.
Conceitualmente, a sinalização náutica compreende o conjunto de sistemas e recursos visuais,
sonoros, radioelétricos, eletrônicos ou combinados, destinados a proporcionar informações
indispensáveis para dirigir o movimento do navio ou embarcação com segurança e economia.
Evidencia-se, portanto, que além das Cartas e Publicações Náuticas, dos instrumentos e
equipamentos de navegação e dos demais meios de auxilio visuais e sonoros existentes nos navios e
embarcações, as sistemáticas de comunicação e sinalização entre navios se consagram,
indubitavelmente, como instrumentos indispensáveis à prevenção de acidentes navais.
Um acidente ou uma emergência pode ser solucionado rapidamente se a atitude correta for
tomada dentro dos primeiros minutos. Entretanto, se uma emergência pequena não for tratada
imediatamente, pode desenvolver-se de tal forma que pode levar a uma situação sem controle. Uma
vez descoberta a emergência, a atitude inicial adequada pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
Ao se constatar uma emergência deve-se informar rapidamente sobre a mesma. Deve-se
acionar o alarme para que seja acionado o Plano de Contingência da unidade. As equipes responsáveis
pelo atendimento da emergência serão mobilizadas para dar as primeiras assistências.
Ao escutar o sinal de alarme de emergência os integrantes das Equipes de Emergência devem
se dirigir ao Ponto de Reunião das Equipes ou local designado pelo Coordenador Geral da
Emergência.
Os sinais de alarme são soados a bordo para identificar algum tipo de emergência. Estes sinais
podem ser dados pelo sino ou por uma campainha de alarme geral que são escutados dentro do
navio/unidade ou podem ser emitidos pelo apito do navio e ser escutados dentro ou fora do
navio/unidade.

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TÉCNICAS DE RESGATE E TRANSPORTE DE PESSOA FERIDA OU EM ESTADO DE


EMERGÊNCIA DE CUIDADOS MÉDICOS.
Resgate e Transporte
Como ocorre em muitos casos, para que se possa prestar o suporte básico de vida a uma vítima
de acidente, é necessário posicioná-la para possibilitar uma adequada avaliação. Inicialmente o
socorrista deverá avaliar o nível de consciência do paciente antes de movimentação.
A movimentação inadequada deste tipo de vítima poderá provocar ou agravar as lesões,
acarretando possíveis sequelas ou até mesmo a morte.
Vários tipos de transporte podem ser utilizados quando no atendimento às vítimas de trauma
ou mal súbito. Utilizaremos os básicos.
O socorrista deverá familiarizar-se com as disponíveis em seu local de trabalho, pois um
transporte mal realizado pode resultar em risco para a vítima.
Os tipos de macas existentes são:
 Maca rígida;
 Maca envelope;
 Maca Offshore.

Maca Offshore

Maca Rígida Maca Envelope

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Juntamente com a maca toda vítima de trauma deverá estar portando o colar cervical.
Como colocar um Colar cervical:

 Vítima com a cabeça em posição neutra (com cervical alinhada);


 Verifique com seus dedos, a altura do pescoço que corresponde à distância entre uma
linha imaginária que passa pela borda inferior da mandíbula (queixo) e outra que passa
pelo ponto onde termina o pescoço e se inicia o ombro;
 Verifique a altura (tamanho) do colar cervical verificando qual o tamanho mais
apropriado à vítima, do mesmo modo que mediu o pescoço. Não inclua na medida a
borda macia do colar(esponja);
 O primeiro socorrista fará ou manterá a tração, alinhamento e imobilização da Coluna
Cervical, utilizando sempre a mão que devem estar na face lateral da vítima, conforme
a posição da vítima e de acordo com a situação, deixando livre o pescoço, para que seja
mais fácil a colocação do Colar Cervical;
 O segundo socorrista, seguindo a regra prática de colocação de cada tipo de colar,
procede primeiro colocando a parte de trás do colar (base) passando por debaixo do
pescoço da vítima e em seguida apoia a parte da frente do colar no queixo da vítima
fazendo um ajuste com o velcro para fixação do colar cervical;
 Este segundo socorrista irá completar o ajuste e fixação do colar, utilizando as fitas
existentes;
 O primeiro socorrista manterá sempre o alinhamento e imobilização segundo o eixo
nariz, umbigo e pés durante os movimentos que forem necessários realizar.

Referência do tamanho do colar pela cor do velcro: PP- lilás, P- azul, M- Laranja e G- verde.
Antes de mover a vítima para que a mesma possa ser colocada sobre a maca, devemos
imobilizá-la em posição neutra, exceto quando:

 Estiver num local de risco iminente;


 Sua posição estiver obstruindo suas vias aéreas;
 Sua posição impede a realização da análise primária;
 Para garantir acesso a uma vítima mais grave.

Rolamento 90º
Observe a presença de demais lesões para que estas possam ser contidas e assim mover a
vítima, em rolamento lateral 90º, para a prancha de transporte.
A prancha longa onde a vítima será fixada deve possuir o apoio lateral de cabeça e, no mínimo,
três tirantes sendo: um na altura das axilas, cruzando o tórax da vítima, sem envolver os membros
superiores, o outro (segundo) na altura das cristas ilíacas (quadril), e o terceiro, na altura dos joelhos.

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Os tirantes da prancha longa devem envolvê-la de tal forma que os vãos para empunhadura
fiquem desobstruídos (os tirantes passarão por debaixo da prancha e serão fixados em cima da
mesma).

Lembre-se de que o transporte da vítima para um local apropriado deve ser feito em “código
3”, coordenado pelo líder do grupo.

Para a realização da técnica de rolamento em monobloco com três socorristas, podemos


dividir os socorristas das seguintes formas:

 Socorrista 1: segura a cabeça da vítima.


 Socorrista 2: posiciona-se na lateral da vítima, na altura do tronco, colocando uma das
mãos no ombro contralateral e a outra mão na região pélvica contralateral.
 Socorrista 3: posiciona-se na mesma lateral que o Socorrista 2, na altura dos membros
inferiores da vítima; coloca uma das mãos na região pélvica, numa posição acima da
mão do Socorrista 2 e a outra mão na altura do terço médio da perna.
 Socorrista 1: após certificar-se que todos estão na posição correta, faz a contagem
combinada pela equipe em voz alta e todos ao mesmo tempo, efetuam o rolamento
em monobloco da vítima.
 Socorrista 2: retira a mão da região pélvica e traz a prancha para próximo da vítima.
 Socorrista 2: Examina a região posterior do corpo da vítima.
 Socorrista 1: comanda o rolamento em monobloco da vítima para colocá-la sobre a
prancha longa.
 Socorrista 1: mantém a estabilização da coluna cervical, durante todo o procedimento.
 Socorristas 1, 2 e 3: ajustam se necessário, a posição da vítima na prancha, em
movimentos longitudinais, apoiando respectivamente a cabeça, ombros e quadris.

Observação: Para centralizar a vítima na prancha, usar técnica dos socorristas a cavaleiro
com elevação da vítima e reposicionando-a na prancha.

 Socorrista 2: realiza imobilização lateral da cabeça (colocação do imobilizador lateral


de cabeça).
 Socorristas 3 e 2: prendem os tirantes nas seguintes posições e sequência:

a) Na altura dos joelhos;


b) Na altura das cristas ilíacas;
c) Na altura das axilas e cruzando, sem envolver os membros.

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Elevação à Cavaleiro
Esse método de movimentação da vítima, considerado alternativo, tem por finalidade o
levantamento da vítima em monobloco sendo realizado com quatro socorristas.

A Elevação a Cavaleiro deve seguir os seguintes passos:

 Socorrista 1: posiciona-se de joelhos de frente para a cabeça da vítima e a estabiliza


manualmente.
 Socorrista 2: em pé, posiciona-se sobre a vítima na altura do tórax, com um dos pés
posicionados ao lado da vítima e o outro pé do outro lado da prancha longa. Posiciona
suas mãos sob as escápulas da vítima.
 Socorrista 3: em pé, posiciona-se sobre a vítima na altura das coxas com um dos pés
posicionados ao lado da vítima e o outro pé do outro lado da prancha longa e segura a
vítima pela região pélvica. Posiciona suas mãos sob as nádegas da vítima.
 Socorrista 4: posiciona-se nos pés da vítima e a segura com as mãos posicionadas sob os
tornozelos.
 Socorrista 1: após certificar-se que todos os socorristas estão na posição correta, faz a
contagem conhecida pela equipe em voz alta e todos, ao mesmo tempo, levantam a
vítima em monobloco. Ao segundo comando do Socorrista 1 deslocam-se lateralmente
para colocar a vítima sobre a prancha longa.
 Socorrista 2: realiza imobilização lateral da cabeça.
 Socorrista 4 e 3: prende os tirantes nas seguintes posições e sequência:

a) Na altura dos joelhos;


b) Na altura das cristas ilíacas;
c) Na altura das axilas e cruzando, sem envolver os membros.

Elevação à Cavaleira

Rolamento de 180º
Rolamento de 180º com Três Socorristas.
Esta técnica de rolamento deve ser utilizada pelos Socorristas quando a vítima se encontra
em decúbito ventral, devendo ser seguidos os passos a saber:

 O Socorrista 1 deverá realizar a abordagem pelo lado em que a vítima está olhando e
consecutivamente realizar o controle cervical;
 O Socorrista 1 deverá apoiar uma das mão no chão e deslocar para o topo da cabeça
da vítima, posicionando as mãos nas laterais da face da vítima para poder,

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posteriormente, realizar o rolamento (mão direita na face direita e mão esquerda na


face esquerda);
 O Socorrista 2 deverá alinhar os braços da vítima junto ao tronco e o Socorrista 3
deverá alinhar as pernas da vítima fazendo uma leve tração e posteriormente amarrar
uma bandagem nos tornozelos da vítima para facilitar o movimento de rolamento;
 O Socorrista 3 posiciona a tábua de imobilização no lado contrário ao que a vítima está
olhando, deixando-a a cerca de 10 cm da vítima;
 Após realizado o alinhamento da vítima e posicionada a tábua os Socorristas 2 e 3
posicionam-se com um dos joelhos apoiando sobre a tábua (os dois socorristas devem
estar com o mesmo joelho apoiado sobre a tábua);
 O Socorrista 2 posiciona uma das mãos no ombro e a outra na pelve (crista ilíaca) da
vítima, por sobre o braço;
 O Socorrista 3 deve posicionar uma das mãos na pelve (crista ilíaca) e com a outra
segurar a bandagem que foi amarrada nos tornozelos da vítima ;
 Sob o comando do Socorrista 1 todos os Socorristas realizarão o rolamento de 90º,
lateralizando a vítima;
 Enquanto o Socorrista 3 mantém o alinhamento das pernas da vítima o Socorrista 1
realiza o alinhamento da coluna cervical da vítima;
 Os Socorristas 2 e 3 deverão posicionarem-se fora da tábua e então deverão girar as
mãos que estão respectivamente no ombro e na pelve da vítima para facilitar o
rolamento sobre a tábua;
 Sob o comando do Socorrista 1 todos os Socorristas rolam a vítima sobre a tábua;
 O Socorrista 2 procede a colocação do colar cervical na vítima;
 Caso a vítima não fique centralizada após o rolamento, é necessário desloca-la para
um dos lados; para isto o Socorrista 1 deverá, sem perder o controle da cabeça, pinçar
os ombros da vítima e manter o controle da cabeça com os antebraços; o Socorrista 2
e 3 deverão transferir suas mãos para o lado contrário ao do deslocamento da vítima,
segurando respectivamente no ombro e pelve e na pelve e bandagem;
 Sob o comando do Socorrista 1 todos os Socorristas realizarão a centralização da
vítima, tomando cuidado para que o movimento seja feito em bloco, sem permitir
deslocamento lateral da coluna;
 Caso a vítima tenha que ser colocada mais para cima ou para baixo da tábua o
Socorrista 1 deverá pinçar os ombros da vítima e manter o controle da cabeça com os
antebraços; o Socorrista 2 e 3 deverão transferir suas mãos para o lado contrário ao
do deslocamento da vítima, segurando respectivamente no ombro e pelve (, e na pelve
e bandagem; ) Sob o comando do Socorrista 1 todos os Socorristas realizarão a
centralização da vítima, tomando cuidado para que o movimento seja feito em bloco,
sem permitir deslocamento lateral da coluna;
 Caso a vítima tenha que ser colocada mais para cima ou para baixo da tábua o
Socorrista 1 deverá pinçar os ombros da vítima e manter o controle da cabeça com os
antebraços; os Socorristas 2 e 3 deverão posicionarem-se com a vítima entre as pernas
segurando respectivamente a pelve e as pernas (gastrocnemios) da vítima;
 Sob o comando do Socorrista 1 todos os Socorristas realizarão o alinhamento da
vítima;
 Terminado o rolamento, centralizada e alinhada a vítima, o Socorrista 2 deve realizar a
fixação da vítima na tábua com a utilização dos cintos de fixação e imobilizador,
seguindo a sequência de fixação já descrita (tórax, pelve, cabeça e coxa).

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Rolamento 180º

OS MEIOS DISPONÍVEIS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA NA UNIDADE OFFSHORE E NAS


PROXIMIDADES.
Toda embarcação deve seguir os requisitos mínimos obrigatórios relativos aos primeiros
socorros médicos e à assistência médica conforme a STCW, Seção A-VI/4, Resolução A.1079(28) da
IMO Capítulo V, Item 5.4. e a NORMAM-01, Capítulo 4, Seção V e Capítulo 9, Seção V.
Nesse caso, a assistência médica está sob a responsabilidade de um profissional da área de
saúde, podendo ele ser um MÉDICO, ENFERMEIRO ou TÉCNICO DE ENFERMAGEM, bem como um
profissional marítimo escolhido e treinado para exercer essa função. Vale lembrar que o tipo e porte
da embarcação é fator primordial para ter a bordo, como exigência, um profissional de saúde ou um
tripulante treinado.
Por se tratar de uma organização de alta complexidade estrutural, organizacional e funcional
que envolve uma variedade de atividades técnicas a assistência à saúde em unidade offshore requer
atenção especial quanto ao aparato necessário para o mínimo de condições para a execução das
ações em saúde.
Por ter uma população com alto grau de ansiedade, problemas do sono e excesso na carga de
trabalho, alguns fatores exercem papel significativo na saúde e segurança do pessoal offshore, são
eles:

 Objetivos (tamanho da unidade, tipo de instalação, padrões de trabalho);


 Subjetivos (percepção, significado);
 Diferenças individuais (idade, características de personalidade);
 Estilo de vida (comportamentos de saúde).

Nesse caso, recomenda-se o seguinte perfil do profissional de saúde:

 Médico ou Enfermeiro do Trabalho familiarizado com os princípios da patologia


ocupacional e suas causas;
 Experiência em Pronto Socorro, Terapia Intensiva, Unidade Coronariana, Cirurgia
Geral, Clinica Geral;
 Certificado em ITLS (Suporte Internacional para a Vida no Trauma) e ACLS (Suporte
Avançado de Vida em Cardiologia);
 Noções de computação (informática).

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Toda plataforma que, no curso ordinário de sua operação, faça viagens com mais de 3 dias de
duração ou que tenha uma tripulação de 30 ou mais pessoas, deverá ser provida com dependência
de enfermaria e dotada de medicamentos e equipamentos para resgate.
Na enfermaria serão guardados os medicamentos e materiais cirúrgicos previstos nas
dotações estabelecidas, bem como deve ficar bem situada levando-se em conta o devido conforto
do paciente. O compartimento deve ser mantido numa temperatura entre 16ºC e 23ºC. A entrada
deverá ser de dimensões e em posição tal que possa admitir prontamente uma maca. Os leitos
deverão ser de metal e poderão estar superpostos, desde que o superior seja rebatível e arranjado
para ser preso de modo livre do leito inferior, quando não estiver em uso.
A Enfermaria deve ficar convenientemente
separada de outras dependências, dispor de espaço físico
que proporcione o adequado atendimento ao doente e
que a entrada tenha largura e posição tais, que possam
permitir a passagem de uma maca facilmente. A mesma
deve estar dotada de pia, vaso sanitário e banheira ou
chuveiro, em um espaço acessível pelo seu interior ou nas
suas proximidades.
Deverá contar também com armários para guarda
de medicamentos e materiais médico/cirúrgicos, bem
como todo o mobiliário de apoio necessário.
Esses materiais e medicamentos estão
estabelecidos para uso humano através de Portaria específica da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária do Ministério de Saúde, podendo ser alterada pela mesma.
Toda prescrição Médica será transmitida pelo profissional médico da base para o profissional
enfermeiro/técnico de enfermagem de bordo mediante comunicação por rádio ou outro meio de
comunicação.

Meios disponíveis de Assistência médica nas proximidades


Em situações onde não existem recursos suficientes e/ou adequados (profissionais
especializados, medicamentos, equipamentos, etc.) para prestação de socorro e atendimento às
vítimas de acidentes ou doença súbita a bordo, poderão ser acionados para prestação de apoio via
rádio (ou telefone) outros meios disponíveis do ambiente offshore. Dentre esses meios disponíveis,
destacam-se as embarcações de apoio e unidades (plataformas) localizadas nas imediações.
Como exemplos de embarcações de apoio, tem-se AHTS, PSV, Expressinhos, SOS de área, etc.
Já como exemplo de unidades podem ser citadas plataformas tipo SS (Semissubmersível), UMS
(Unidades de Manutenção e Segurança, também conhecidas como “Flotel”) e FPSO (Floating
Production Storage and Offloading).

A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE E DA SAÚDE PESSOAL A BORDO: ROTINA DE HIGIENE


PESSOAL, ROTINA DE LIMPEZA DOS AMBIENTES, MANTER A SAÚDE FISICA E
MENTAL E CONTROLE DE INFECÇÕES.
Os conceitos de saúde e de doença são analisados em sua evolução histórica e em seu
relacionamento com o contexto cultural, social, político e econômico, evidenciando a evolução das
ideias nessa área da experiência humana. Assim sendo, saúde não representa a mesma coisa para
todas as pessoas.
“Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de
doença.” – OMS.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Tantas vezes citado, o conceito adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948,
longe de ser uma realidade, simboliza um compromisso, um horizonte a ser perseguido. Remete à
ideia de uma “saúde ótima”, possivelmente inatingível e utópica, já que a mudança e não a
estabilidade é predominante na vida.
Assumido o conceito da OMS, nenhum ser humano (ou população) será totalmente saudável
ou totalmente doente. Ao longo de sua existência, viverá condições de saúde/doença, de acordo com
suas potencialidades, suas condições de vida e sua interação com elas.
A Recomendação n.º 112 da O.I.T. (Organização Internacional do Trabalho) foi, no plano
internacional, o primeiro e o único texto a descrever com exatidão os elementos e as condições da
medicina no trabalho, quando a define como um serviço organizado no local de trabalho ou na sua
proximidade e é destinado:

 A assegurar a proteção dos trabalhadores contra qualquer dano para a sua saúde que
possa resultar do seu trabalho ou das condições em que este se efetua;
 A contribuir para a adaptação física e mental dos trabalhadores, nomeadamente, pela
adaptação do trabalho aos trabalhadores e pela afetação dos trabalhadores a
trabalhos para os quais sejam aptos;
 A contribuir para o estabelecimento e manutenção do mais elevado grau possível de
bem-estar físico e mental dos trabalhadores.

A "Medicina no Trabalho" evolui assim de um conceito restrito de supervisão clínica dos


trabalhadores para um conceito de interação com outras especialidades como as da Engenharia de
Segurança, Ergonomia e Higiene Industrial, evoluindo para o conceito de Saúde Ocupacional ou
Cuidados Integrados de Saúde, dirigido ao trabalhador no contexto do ambiente de trabalho.
Assim, a atividade inerente à Medicina no Trabalho ou Saúde Ocupacional tem por finalidade
a promoção global da saúde dos trabalhadores, a adaptação à função e a prevenção de doenças
profissionais, entendendo saúde como um "estado de bem estar físico, psíquico e social", tal como
define a Organização Mundial de Saúde.

Conceito Sobre Higiene


É o conjunto de comportamentos que o Homem tem, relacionados com a sua limpeza e
desinfecção. Esses comportamentos são benéficos para a sua saúde e ajudam a prevenir doenças,
mantendo assim o bem estar físico, principalmente.
A ausência de higiene acarreta algumas doenças como: cólera, dermatoses, parasitas no couro
cabeludo, pé de atleta, dentre outras.
A prevenção da doença deve ser entendida em um sentido mais amplo, pois a ação deve estar
dirigida à prevenção e ao controle das exposições inadequadas aos agentes ambientais.
Existem dois tipos de higiene: a coletiva e a pessoal.

 Coletiva – conjunto de regras estabelecidas pela sociedade, de maneira que sejam


adotadas pelas pessoas que as constituem.
 Pessoal – conjunto de hábitos de limpeza com que cada um cuida do seu corpo.

Os hábitos podem ser saudáveis e não saudáveis. Listamos abaixo alguns exemplos:

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SAUDÁVEIS NÃO SAUDÁVEIS


Uso de desodorante. Uso de adornos.
Lavar as mãos sempre que necessário. Fazer uso de drogas lícitas e ilícitas.
Manter as unhas bem cortadas e limpas. Não tomar banho.
Ter a alimentação equilibrada. Não lavar os alimentos.
Higiene oral. Não escovar os dentes.
Beber água filtrada ou mineral.
Tomar banho regularmente
Usar roupas lavadas.
Hábitos Saudáveis e Não Saudáveis

 Não espirrar, tossir, falar ou soprar sobre as matérias-primas, produtos ou materiais


utilizados no preparo de alimentos.
 Não mexer na cabeça, orelhas, nariz ou boca enquanto se manipulam alimentos.
 Manter o local de trabalho limpo e organizado.
 Não tocar com os dedos o interior do prato onde vai ser servido o alimento.
 Não limpar as mãos na roupa.
 Não roer as unhas.
 Não colocar os dedos na boca.

Higiene Pessoal

Limpeza das Mãos


As mãos, por estarem em contato com vários objetos, acabam acumulando muitos germes e
por isso elas devem ser bem lavadas antes e depois de irmos ao banheiro, antes das refeições, sempre
que pegarmos objetos sujos e antes de manipularmos algum alimento.

Limpeza das Unhas


Cortar as unhas e mantê-las sempre limpas é uma medida importante para prevenir certas
doenças. Quando a pessoa coloca a mão na boca, a sujeira armazenada debaixo das unhas pode dar
origem a verminoses e outras doenças intestinais.

Os Cabelos
Nos cabelos acumulam-se poeiras e gorduras que precisam ser eliminadas. É sempre
agradável observarmos cabelos limpos, brilhantes, cheirosos e bem cortados.
Devem estar sempre lavados (duas vezes por semana no mínimo) e penteados. Devem ser
cortados regularmente.

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O Vestuário
A roupa e o calçado devem estar sempre limpos e serem adequados ao tempo (frescos no
Verão, quentes no Inverno e impermeáveis nos dias de chuva).
Devem ser cômodos e folgados; evitar roupas justas e de fibras sintéticas. Prefira roupas
confeccionadas em algodão, principalmente as meias e roupas íntimas.

Boca
A cavidade bucal sendo parte integrante do corpo humano deve receber igual atenção na
elaboração do planejamento dos cuidados. A falta de higiene oral pode ocasionar doenças como a
gengivite

Higiene Ambiental
Destacamos na higiene ambiental todas ações relacionadas
com o ambiente em que vivemos, como o social, pessoal e laboral.
A higiene do quarto (camarote), local onde encontramos o
conforto para um bom descanso, não depende só de como ele está
equipado para dormir, mas principalmente de que seja um ambiente
limpo, livre de insetos e de parasitas.
Em se tratando de embarcações, um cunho social que pode ser
abordado neste momento é o banheiro, uma vez que este ambiente
é compartilhado por todos. Não é de surpreender que a ideia de
tomar banho para manter a pele limpa esteja intimamente associada
ao conceito de saúde: a pele, um casaco semi-impermeável de alta
tecnologia, 3 camadas e quase 2 metros quadrados de tamanho, é a principal barreira contra os
agentes nocivos presentes no meio ambiente.
Um banho frequente pode possuir vários benefícios estéticos, relaxantes, odoríficos e
higiênicos do ponto de vista microbiológico. Recomenda-se banho todos os dias. Se você não quiser
fazer por razões microbiológicas, faça-o baseado na premissa de combate ao stress e relaxamento.
O ambiente sendo mantido limpo e organizado, garante uma boa qualidade de vida para o
profissional no que diz respeito ao controle microbiológico e na saúde mental.
Da mesma forma que a saúde física e mental está na
concepção, na vontade de todos, a necessidade de estar saudável e
de ter o corpo em forma fica mais clara e evidente quando
observamos o empenho dos profissionais que estão a bordo.
Sendo assim, para possuir a verdadeira saúde é preciso
encontrar o equilíbrio entre mente e corpo.
Há muito tempo já se sabe que “mente sã, corpo são”. Mas
todos esquecemos dessa necessidade e vemos constantemente os
dois pólos distintos: uns dando toda importância ao físico enquanto
outros à mente, porém ambos esquecendo de manter o equilíbrio.
A ausência da higiene pessoal, do ambiente e da saúde física e mental, proporciona o
aparecimento de doenças em grande escala. Essas doenças são denominadas infecto-parasitárias,
sendo consideradas um dos principais problemas de saúde.
Essas doenças causam ao indivíduo prejuízos físicos, mentais e sociais, podendo ser
encontradas em locais insalubres quanto a higiene, ou seja, locais em que não há facilidade
sanitária.

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Conceito Sobre Infecções


A infecção é a colonização de um organismo hospedeiro por uma espécie estranha. Numa
infecção, o organismo infectante procura utilizar os recursos do hospedeiro para se multiplicar. O
organismo infectante, ou patogênico, interfere na fisiologia normal do hospedeiro e pode levar a
diversas consequências.
Ou seja, se refere à invasão, desenvolvimento e multiplicação de um micro-organismo no
organismo de um animal ou planta, causando doenças.
A invasão desencadeia no hospedeiro uma série de reações do sistema imunológico, a fim de
defender o local afetado resultando, geralmente, em inflamações.
Os agentes infecciosos, na maioria das vezes, são seres microscópicos tais como vírus,
bactérias, fungos, parasitas (muitos macroscópicos), virions e príons.
Todas as infecções resultam de uma inflamação, mas nem todas as inflamações são
resultantes de infecções.
As infecções podem ser comunitárias ou hospitalares.

Comunitária
É aquela que está presente ou em incubação no paciente durante o ato da admissão em uma
unidade hospitalar, ou seja, o paciente é internado com uma infecção que adquiriu na comunidade.
Desde que esta infecção não esteja relacionada com alguma internação anterior no mesmo
hospital, define-se como uma infecção que o paciente pegou na comunidade.

Hospitalar
Também denominada de Infecção Nosocomial, é toda infecção adquirida dentro de um
ambiente relacionado à saúde (hospitais, unidades básicas, asilos, etc).
A maioria das infecções hospitalares são de origem endógena, isto é, são causadas por
microrganismos do próprio paciente.
As infecções hospitalares de origem exógena geralmente são transmitidas pelas mãos dos
profissionais de saúde ou outras pessoas que entrem em contato com o paciente.
Existem vários tipos de infecções, dentre elas podemos citar as mais conhecidas. São elas:

 Infecção aérea: infecção microbiana adquirida através do ar e dos agentes infectantes


nele contidos. (ex.: Tuberculose)
 Infecção direta: infecção adquirida por contato com um indivíduo doente. (ex.: sangue
contaminado)
 Infecção endógena: infecção devido a um micro-organismo já existente no corpo, e
que, por qualquer razão, se torna patogênico. (ex.: Pneumonia)
 Infecção focal: infecção limitada a uma determinada região do organismo. (ex.:
infecção urinária)
 Infecção oportunista: infecção que surge por diminuição das defesas orgânicas. (ex.:
pessoas com AIDS que apresentam pneumonia)
 Infecção séptica: infecção muito grave em que se verifica uma disseminação
generalizada por todo o organismo dos agentes micro-orgânicos infecciosos. (ex.:
pessoas com vários ferimentos de grande proporção e com sujidade ou sujeira).

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CORPO HUMANO

O corpo humano possui uma estrutura extremamente


complexa. Trata-se de uma “máquina” composta por uma
variedade de órgãos e cada um desempenha uma função
especifica. Apesar de possuirmos um metabolismo de
funcionamento impressionante, o corpo do homem é um tanto
defasado quando comparado aos mecanismos de defesa de
outros animais.
Os órgãos são formados por tecidos de uma mesma
linhagem e juntos eles constituem sistemas que formam o
organismo como um todo.
Entre os órgãos mais importantes aparecem o cérebro
(comanda todas as atividades do organismo), o coração
(responsável pelo bombeamento do sangue pelo corpo), os
pulmões (responsáveis por fazer a respiração), o fígado (faz
síntese das proteínas), estômago (fundamental para a
alimentação), os intestinos (auxilia a excreção de fezes), os rins
(auxilia a excreção de urina) e os ossos (auxiliam na
sustentação do corpo).

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A ESTRUTURA ÓSSEA E MUSCULAR


Sistema Esquelético
Pense na quantidade de movimentos que você realiza todos os dias, desde a hora em que
acorda até o momento em que vai dormir novamente. Você levanta da cama, escova os dentes, leva
os alimentos do café da manhã até à boca, mastiga, vai à escola (ou trabalha) volta, faz ginástica,
corre, usa as mãos para segurar algum objeto, passeia, espirra, boceja, empurra e puxa objetos, ensaia
passos de dança ao ouvir música, joga basquete ou pratica qualquer outro esporte.

Sistema Esquelético

O esqueleto sustenta o corpo, protege alguns órgãos e está associado a muitos movimentos
que executamos; além de sustentar o corpo, apresenta outras importantes funções:

 Reservas de sais minerais, principalmente de cálcio e fósforo, que são fundamentais


para o funcionamento das células e devem estar presentes no sangue. Quando o nível
de cálcio diminui no sangue, sais de cálcio são mobilizados dos ossos para suprir a
deficiência.
 Determinados ossos ainda possuem medula amarela (ou tutano). Essa medula é
constituída principalmente por células adiposas, que acumulam gordura como
material de reserva.
 No interior de alguns ossos (como o crânio, coluna, bacia, esterno, costelas e as
“cabeças” dos ossos do braço e coxa), há cavidades preenchidas por um tecido macio,
a medula óssea vermelha, onde são produzidas as células do sangue: hemácias,
leucócitos e plaquetas.

Durante a vida embrionária existe um esqueleto cartilaginoso que será quase totalmente
substituído por um esqueleto ósseo. É o que se denomina ossificação endocondral. Os ossos
começam a se formar a partir do segundo mês da vida intrauterina.

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Ao nascer, a criança já apresenta um esqueleto bastante ossificado, mas as extremidades de


diversos ossos ainda mantêm regiões cartilaginosas que permitem o crescimento. Entre os 18 e 20
anos, essas regiões cartilaginosas se ossificam e o crescimento cessa. Nos adultos, há cartilagens em
locais onde a flexibilidade é importante (na ponta do nariz, orelha, laringe, parede da traqueia e
extremidades dos ossos que se articulam).

Sistema Muscular

Os músculos são formados por um tecido especial que possui a capacidade de contrair-se
quando estimulado. Todos os movimentos do corpo resultam da atividade dos músculos, quer seja o
movimento voluntário de andar ou correr ou o movimento invisível a olho nu da contração de um
vaso sanguíneo. Existem três tipos de músculos no corpo humano: músculos esqueléticos, músculos
lisos e músculo cardíaco. Cada tipo tem características próprias e desempenha funções distintas.

Músculos esqueléticos
São chamados de esqueléticos porque estão ligados aos ossos do esqueleto.

Músculos lisos
São chamados de lisos por não apresentarem estriações à microscopia. São também
chamados de músculos involuntários por ter sua atividade independente de comando central
consciente. Estão sob o controle do sistema nervoso autônomo.

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Músculo cardíaco
Tipo de músculo especial que possui estriações à microscopia, mas que é involuntário.
Está presente apenas no coração. A massa muscular cardíaca recebe o nome de miocárdio e é
responsável pela função de bombeamento do coração.

PRINCIPAIS ÓRGÃOS E SUAS FUNÇÕES.


A boca
É uma cavidade natural, forrada por uma mucosa, que atua como porta de entrada dos
alimentos no tubo digestivo. É onde se localizam os dentes, a língua e desembocam as glândulas
salivares.

Faringe
É um tubo oco que liga a boca ao esôfago e também as fossas nasais a laringe. Logo, a faringe
é um órgão comum ao sistema digestivo e respiratório.

Esôfago
É um tubo membranoso formado por músculos lisos e involuntários, que empurram
delicadamente a comida, em forma de bolo alimentar, para o estômago por meio de contrações e
relaxamentos (movimentos peristálticos).
Podemos concluir que o alimento não cai no estômago diretamente pela ação da gravidade.
Se uma pessoa deglutir alguma coisa, mesmo estando de cabeça para baixo, o material deglutido
ainda assim será levado ao estômago pelos movimentos do esôfago.

Estômago
É a parte mais dilatada do sistema digestivo, podendo comportar de dois a quatro litros de
alimentos. Sua entrada denomina-se cárdia, onde o esôfago se comunica com o estômago e a outra
abertura é o piloro que se comunica com o intestino delgado.

Intestino delgado
É um tubo que tem um pouco mais de 6 m de comprimento por 4 cm de diâmetro, tendo como
sua principal função à absorção dos nutrientes necessários para o corpo humano. A quebra das
moléculas alimentares inicia na boca e é continuada no estômago.

Intestino grosso
Ficam armazenados os alimentos não digeridos pelo organismo e as fezes (detritos inúteis) a
serem evacuadas, além de absorver a água deste conteúdo. A absorção da água é responsável pela
consistência das fezes. O intestino grosso possui uma rica flora bacteriana que auxilia na degradação
de restos alimentícios que não podem ser digeridos pelo organismo.

Glândulas Anexas:

Glândula Salivar
Secreta saliva, que é uma solução aquosa levemente alcalina de consistência viscosa, que
umedece a boca, amolece a comida e contribui para realizar a digestão.
A saliva contém a ptialina ou amilase salivar. Na cavidade bucal, a ptialina atua sobre o amido
transformando-o em moléculas menos complexas.
Três partes de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal; parótida,
submandibular e sublingual.

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Fígado
É a maior glândula do corpo humano. Pesa aproximadamente 1.400g, tem cor vermelho-
escuro. Tem várias funções, como por exemplo produzir a bile, que é conduzida ao duodeno pelo
canal colédoco. A bile é formada principalmente de sais biliares, colesterol e pigmentos

Pâncreas
É responsável pela excreção de várias substâncias importantes para a digestão. O pâncreas
além de participar na digestão dos alimentos, produz a insulina (hormônio que regula o teor de
glicose no sangue).

Vesícula Biliar
É um órgão em forma de pêra que tem cerca de 7–10 cm de comprimento e possui uma
aparência verde-escuro devido ao seu conteúdo (a bile). Armazena de 50 a 70 ml de bile concentrada
e que será utilizada no sistema digestivo, não sendo responsável por sua produção.

OS SISTEMAS CIRCULATÓRIOS, RESPIRATÓRIO, DIGESTIVO E URINÁRIO.


Sistema Circulatório
É usualmente conhecido como sistema cardiovascular de forma
errônea, pois o sistema circulatório é compreendido pelo sistema
cardiovascular e pelo sistema linfático.
Sendo assim, o sistema cardiovascular é formado pelo coração e
pelos vasos sanguíneos; já o sistema linfático é uma rede complexa de
órgãos linfóides que produzem e transportam o fluido linfático um
importante componente do sistema que participa da defesa do organismo
contra doenças.
Todas as funções que são realizadas pelo sistema circulatório são
indispensáveis para o equilíbrio de nosso corpo e vitais para a manutenção
da vida.
É através do sistema circulatório que ocorre a distribuição de
nutrientes e oxigênio para todas as células de nosso corpo, a remoção de
toxinas dos tecidos, o transporte de hormônios e a defesa imunológica de
nosso organismo.
Sabendo que a circulação sanguínea remove as toxinas dos tecidos,
leva oxigênio e nutrientes para as células, transporta hormônios e realiza
a defesa de nosso corpo, fica mais fácil entender o papel do coração e dos
vasos sanguíneos.
O coração funciona como uma bomba, dando pressão ao sangue para que este circule por
todo nosso corpo através dos vasos sanguíneos.
Quanto mais próximo do coração, mais pressão tem o sangue, contudo; à medida que os vasos
sanguíneos vão se ramificando, sua pressão vai diminuindo.
Após circular por todo o corpo e realizar as trocas necessárias ao equilíbrio do organismo, o
sangue retorna ao coração e aos pulmões, onde fará novas trocas (desta vez de gás carbônico por
oxigênio) para, então, refazer seu percurso.

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Sistema Respiratório
O sistema respiratório é constituído pelas fossas nasais, pela boca, faringe, laringe, traqueia,
brônquios e pulmões.
O ar entra pelo nariz e atravessa as fossas nasais passando
em seguida pela faringe, indo para a laringe chegando à traqueia.
Posteriormente a traqueia bifurca-se em dois ramos (o brônquio
direito e o brônquio esquerdo) e o ar chega aos respectivos pulmões.
Para acontecer à respiração obtemos a “ajuda” da caixa
torácica, cujos movimentos de expansão e de redução são essenciais
para que o ar possa entrar e sair.
A função do sistema respiratório é oferecer ao organismo
uma boa condição de troca de gases com o ar atmosférico,
assegurando uma permanente concentração de oxigênio no sangue. Essa concentração é necessária
para a ocorrência das reações metabólicas, e em contrapartida serve como via de eliminação de gases
residuais.
Os mecanismos de obtenção, difusibilidade, transporte e eliminação de gases respiratórios
(oxigênio e gás carbônico) e suas ligações com o sistema circulatório fazem parte da fisiologia do
sistema respiratório.

As estruturas alveolares (saco alveolar) em contato com as arteríolas e a vênulas são os


responsáveis pela realização da difusão de gases (troca do oxigênio pelo gás carbônico), em primeira
instância. Num segundo momento esses gases são transportados, via corrente sanguínea.

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Sistema Digestório ou Digestivo


O sistema digestivo ou digestório do corpo humano é formado
por um longo tubo, ao qual estão associados órgãos e glândulas
anexas que participam da digestão.
Apresenta as seguintes regiões; boca, faringe, esôfago,
estômago, intestino delgado, intestino grosso, sigmóide, reto e ânus.
Estruturas consideradas glândulas anexas são: as glândulas
salivares, o fígado, a vesícula biliar e o pâncreas.
Este sistema é composto por um conjunto de órgãos que têm
por função a realização da digestão que é um processo que consiste na
transformação dos alimentos que ingerimos, reduzindo-os a
substâncias mais simples. Essas substâncias, resultantes da digestão,
serão absorvidas, passando para o sangue, que as levará a todas as
células do organismo.

Sistema Urinário
O sistema urinário é constituído pelos órgãos uropoéticos, isto é, incumbidos de produzir e
armazenar temporariamente a urina, até a oportunidade de ser eliminada para o exterior. Na urina
encontramos ácido úrico, uréia, sódio, potássio, bicarbonato, etc.
Este sistema pode ser dividido em órgãos secretores – que produzem a urina – e órgãos
excretores – que são encarregados de processar a drenagem da urina para fora do corpo.
Os órgãos urinários compreendem os rins (2), que produzem a urina, os ureteres (2) ou ductos,
que transportam a urina para a bexiga (1), onde fica retida por algum tempo, e a uretra (1), através
da qual é expelida do corpo.
Além dos rins, as estruturas estantes do sistema urinário funcionam como um encanamento
constituindo as vias do trato urinário.
Essas estruturas – ureter, bexiga e uretra – não modificam a urina ao longo do caminho, ao
contrário, elas armazenam e conduzem a urina do rim para o meio externo.

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Rim
Os rins estão localizados no abdômen, especificamente em sua parte posterior. São dois
órgãos que têm a função de expelir do corpo substâncias tóxicas existentes no sangue. Além disso,
os rins eliminam do organismo substâncias de medicações, produz a urina, hormônios e glóbulos
vermelhos, reduzem o excesso de água no organismo e regulam a pressão sanguínea.

Ureter
Os ureteres têm, cada um, 25 a 30 cm de comprimento e três milímetros de diâmetro. Eles se
originam da confluência dos vários cálices renais.
Entram na Bexiga e fazem-se de forma obliqua, envolvida pelas diversas camadas musculares
da bexiga, de modo a prevenir o refluxo da urina.

Bexiga
É o órgão humano no qual é armazenada a urina, sendo esta uma víscera oca caracterizada
por sua distensibilidade. À bexiga segue-se a uretra, o ducto que exterioriza a urina produzida pelo
organismo, divide-se anatomicamente em: ápice (anterior), corpo, fundo (posterior) e colo.

Uretra
Na mulher, a uretra está logo atrás da sínfise púbica e anteriormente à vagina e tem apenas 4
cm de comprimento.
No homem, a uretra tem três regiões: a porção prostática, a porção membranosa e a porção
esponjosa e tem, em média, 16 cm de comprimento.

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PROCEDIMENTOS DE PRIMEIROS SOCORROS

Para reconhecermos a necessidade de ressuscitação de uma vítima e aplicar as medidas de


primeiros socorros, faz-se necessário o conhecimento de alguns conceitos básicos que permitirão um
atendimento seguro e eficaz para a vítima.
Toda pessoa que estiver realizando o atendimento de primeiros socorros deve, antes de tudo,
atentar para a sua própria segurança. A seriedade e o respeito são premissas básicas para um bom
atendimento.
Nesse caso, o atendimento está dividido em fases, são elas: Avaliação da Cena e Abordagem
Primária.
Como regra básica para se realizar uma assistência em primeiros socorros, devemos observar
e atentar sempre pela checagem dos sinais vitais da vítima e tratar as condições que a colocam em
risco iminente de morte. Para melhor avaliação adota-se o processo mnemônico da sequência: checar
via aérea, respiração e circulação, além da avaliação do nível de consciência da vítima, no qual
utilizamos o protocolo AVDI que significa identificar se a vítima está alerta, responsiva aos estímulos
verbais e dolorosos ou se está inconsciente.

Avaliação da Cena:

1. AVALIAÇÃO DO CENÁRIO- APOIO.


2. Segurança da cena.
3. Mecanismo da lesão ( o que aconteceu).
4. Número de vítimas/ triagem.
5. Situação da vítima.
6. Biossegurança.
7. Localização.

Faça contato com a equipe de socorro especializado, não hesite nessa hora! Utilize os meios
de comunicação necessários e disponíveis no momento.
Lembre-se que quanto mais rápido o socorro chegar, melhor será para a vítima, por isso, não
demore em chamar o socorro especializado. Passe o máximo de informações possíveis nesse
momento, utilize do seu bom senso para avaliar rapidamente o que está acontecendo e comunique
a emergência.
Em seguida continue com sua avaliação do ambiente, que serve para analisar os riscos que
possam colocar em perigo a pessoa prestadora dos primeiros socorros, havendo perigo em potencial,
aguarde a chegada do socorro especializado. Verifica-se a provável causa do acidente, o número de
vítimas e a gravidade das mesmas e demais informações que possam ser úteis.
Aproveite para observar cuidadosamente cada vítima a fim de classificar suas lesões como
casos de emergência ou de urgência para que seja dada a prioridade no atendimento. Verifique se há
lesão na cabeça quando a vítima apresentar estado de inconsciência procurando por hemorragias no
nariz e ouvidos ou por outros sinais que evidenciam a exigência de um socorro imediato tais como:
hemorragia abundante, parada cardiorrespiratória, envenenamento e estado de choque.
Previna-se contra os agentes biológicos utilizando os EPI´s para a bioproteção
(biossegurança).

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A biossegurança envolve as relações tecnologia/risco/homem.


O risco biológico será sempre uma resultante de diversos fatores e,
portanto, seu controle depende de ações em várias áreas,
priorizando-se o desenvolvimento e divulgação de informações além
da adoção de procedimentos correspondentes as boas práticas de
segurança para os profissionais.
Providencie ou peça para alguém providenciar os
materiais/equipamentos de proteção, faça uso da biossegurança.
Utilize luvas de procedimentos (protegem de sujidade grosseira),
máscaras cirúrgicas (são utilizados em procedimentos e servem para
proteger as mucosas da boca e do nariz, de gotículas geradas pela
fala, tosse ou espirro de pacientes) e óculos de proteção (são utilizados em procedimentos e servem
para proteger as mucosas dos olhos, de gotículas geradas pela fala, tosse ou espirro de pacientes).
Lembre-se sempre que o socorrista estará sob risco em qualquer socorro. O contato com
sangue, saliva e outros fluidos corpóreos serão sempre uma ameaça para se contrair doenças
infecciosas. Além disso, deixar o material usado no socorro exposto no local, torna-o um foco de
infecção para outras pessoas. Esteja ATENTO!

Triagem significa separar as vítimas de acordo com sua gravidade:


Emergência: Situação crítica que coloca a vida em risco, onde a morte é iminente.
Ex.: Parada Cardiorrespiratória.

Urgência: Situação crítica que coloca a vida em risco, onde a morte não é imediata.
Ex.: Luxação do ombro.

Abordagem Primária
Nesta etapa serão identificadas as vítimas que terão prioridade de atendimento, avaliando-se
a responsividade da vítima(s), estabilização de cervical, obstrução de vias aéreas, respiração,
circulação.
O atendimento deve ser priorizado de acordo com número e condições das vítimas. Quando
existe mais de uma vítima, a prioridade do atendimento está voltada para a vítima inconsciente, pois
esta apresenta relaxamento muscular e esta condição leva a obstrução da via aérea superior (devido
à queda da língua), além do fato que a inconsciência é um dos sinais de parada cardiorrespiratória.

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CHAME A VÍTIMA E VEJA SE ELA RESPONDE

Caso a vítima não responda, deve-se fazer a abertura das vias aéreas e verificar a respiração.

Obs: sempre atentar para vítimas de trauma, sempre tratando como se existisse uma lesão na
cervical caso não se saiba o mecanismo (cinemática) do trauma.

RECONHECER A NECESSIDADE DE RESSUSCITAÇÃO E APLICAR AS PRIMEIRAS


MEDIDAS DE SOCORRO.
Estabelecer padrões para a vítima: Cenário x Segurança; Trauma x Mal Súbito; Consciente x
Inconsciente.
Avaliação do Nível de Consciência (teste de responsividade):

A - Alerta
V - Resposta ao estímulo Verbal
D - Só responde a Dor
I - Inconsciência

Parada Cardiorrespiratória (PCR)


Consiste na ausência de batimentos cardíacos e respiratórios de um indivíduo, ou seja, é a
interrupção da circulação sanguínea, decorrente da suspensão súbita e inesperada.
É uma situação dramática, responsável por morbimortalidade elevada, mesmo em situações
de atendimento ideal. Na PCR, o tempo é uma variável importante, estimando-se que, a cada minuto
que o indivíduo permaneça em PCR, 10% de probabilidade de sobrevida sejam perdidos.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é diferente de uma constatação de morte biológica
irreversível, caracterizada por deterioração irreversível dos órgãos e sistemas, que se segue à PCR,
quando não são instituídas as manobras de circulação e oxigenação e de morte encefálica.
Sendo assim, a constatação da morte de uma vítima está associada à presença de um médico
e realização de exames específicos.
A constatação imediata da PCR, assim como o reconhecimento da gravidade da situação, é de
fundamental importância, pois permite iniciar prontamente as manobras de reanimação, antes
mesmo da chegada de outras pessoas e de equipamento adequado. Evita-se, dessa forma, uma maior
deterioração do sistema nervoso central (SNC) e de outros órgãos nobres.

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Se uma pessoa permanecer de 4 a 6 minutos sem oxigênio, as células cerebrais morrem


rapidamente.
A parada cardiorrespiratória pode ocorrer sem aviso e requer primeiros socorros rápidos. O
diagnóstico da PCR deve ser feito com a maior rapidez e pode ser identificada por sinais e sintomas
que precedem a PCR e por sinais clínicos de uma PCR.

Sinais Clínicos de uma PCR:

 Inconsciência;
 Ausência de movimentos respiratórios ou respiração tipo gasping;
 Ausência de pulsos em grandes artérias (femoral e carótidas) ou ausência de sinais de
circulação;
 Pele pálida (esbranquiçada) e fria;
 Cianose (cor arroxeada nos lábios e unhas);
 Dilatação de pupilas (nem sempre presente).

Observação: A cianose e a dilatação pupilar (midríase, que ocorre com cerca de 1 minuto pós-
PCR) são sinais comumente utilizados no diagnóstico da PCR. Entretanto, deve-se ter cuidado com
pacientes com DPOC (que têm cianose crônica) ou pacientes muito anêmicos (que não ficam
cianóticos).

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Reanimação Cardiopulmonar (RCP)


Após a realização da avaliação do nível de consciência (constatar que a vítima está
inconsciente) checar a ausência da respiração e os sinais que foram mencionados na parada
cardiorrespiratória, devemos iniciar rapidamente o protocolo de suporte básico de vida – RCP – que
é o conjunto de ações determinados pelas letras C-A-B (Compressão, Abrir via aérea e Boa
ventilação).
A ressuscitação cardiopulmonar, reanimação cardiopulmonar (RCP) ou ainda reanimação
cardiorrespiratória (RCR) é um conjunto de manobras destinadas a garantir a oxigenação dos órgãos
quando a circulação do sanguínea para subitamente (parada cardiorrespiratória). Nesta situação, se
o sangue não é bombeado para os órgãos vitais, como o cérebro e o coração, esses órgãos entram
em falência, pondo em risco a vida da pessoa.
Os procedimentos básicos da RCP:

 Coloque a vítima deitada de costas sobre superfície dura;


 Coloque suas mãos sobrepostas no meio do esterno com os braços estendidos;
 Os dedos devem ficar abertos e não tocam a parede do tórax;
 Faça a seguir uma pressão, com bastante vigor, para que se abaixe o esterno
comprimindo o coração de encontro à coluna vertebral;
 Descomprima em seguida;
 Desobstrua as vias aéreas (com cautela, pois pode haver danos na cervical);
 Afrouxe as roupas da vítima, principalmente em volta do pescoço, peito e cintura;

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 Verifique se há qualquer coisa ou objeto obstruindo a boca ou garganta da vítima;


 Inicie a respiração de socorro tão logo tenha a vítima sido colocada na posição correta.
Cada segundo é precioso.

As Diretrizes da AHA 2015 para RCP e ACE enfatizam, mais uma vez, a necessidade de uma
RCP de alta qualidade, incluindo:

 Frequência de compressão cardíaca: de 100 a 120/minutos;


 Profundidade de compressão: de 5 a 6 cm em adultos, e de um terço do diâmetro
anteroposterior do tórax, em bebes e crianças (4 cm em bebes e 5 cm em crianças).
 Retorno total do tórax após cada compressão.
 Minimização das interrupções nas compressões torácicas.
 Evitar excesso de ventilação.

Outro fator importante é o posicionamento apropriado da vítima e do socorrista. Para uma


compressão torácica eficaz a vítima deve ser deitada de costas sobre uma superfície firme e estável.
A interrupção da RCP somente poderá ocorrer após ordem médica ou por cansaço extremo
do socorrista, que impossibilite o prosseguimento das manobras. Obviamente, caso seja
restabelecida a função cardíaca, deve-se cessar a massagem.

Compressão
Localize o ponto correto para colocar o
“calcanhar” da mão (base da mão) no centro do tórax
da vítima (no meio do osso esterno – quatro dedos
acima do processo xifóide, ou na junção de duas
linhas imaginária, uma na altura dos mamilos e a
outra do nariz ao umbigo) e de joelhos, mantenha o
corpo firme (sem fletir os cotovelos com o seu
tronco alinhado sobre a vítima) mantendo os braços
completamente esticados.
Agora cruze as mãos entrelaçando os dedos,
e comprima o tórax pelo menos 5 (cinco) cm – para
adultos.

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Abertura de vias aéreas


Primeiro abra a boca colocando uma de suas mãos na testa da vítima com os dedos polegar e
indicador em forma de C e a outra mão posicione abaixo do queixo com os dedos indicador e médio
fazendo uma pequena força, empurrando a cabeça da vítima para traz realizando uma leve
hiperextensão do pescoço (lembre-se que ao fazer essa manobra você deve abrir a via aérea e não
fechar a boca da vítima) e logo em seguida, visualizar o interior da boca observando se há algum corpo
estranho obstruindo a passagem de ar.
Observação: Havendo indícios de trauma providencie a estabilização da coluna cervical utilizando as
mãos ou o equipamento adequado (Colar Cervical).
A escolha e a colocação do Colar Cervical são de extrema importância, pois o seu uso incorreto
pode não causar o efeito desejado ou até causar danos irreversíveis.

Boa Ventilação
Procure utilizar os equipamentos
necessários para tal. São eles; BVM – bolsa-
válvula-máscara (marca AMBU) e Pocket Mask
(máscara). Realize 2 (duas) ventilações rápidas –
1 (um) segundo para cada ventilação –
permitindo que o ar entre, seja “inspirado”.
Neste momento você já deve estar posicionado
ao lado da vítima na direção da cabeça e de
frente para o outro socorrista. A mascarilha deve
ficar bem vedada na face da vítima evitando a
perda de ar.

Esquema para RCP Conforme AHA-2015

Abreviações:

DEA/DAE: Desfibrilador Automático Externo.


AP: Anteroposterior.
RCP: Ressuscitação Cardiopulmonar / Reanimação.
PS: Profissional de Saúde.

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RECONHECER OS SINAIS DE CHOQUE: PULSO, BATIDAS E COR FACIAL. APLICAR


MEDIDAS PARA CONTORNAR O ESTADO DE CHOQUE.
Sinais de Choque
É uma manifestação clínica, caracterizada pela queda brusca e intensa de oxigênio no sistema
circulatório, descompensando outros sistemas do organismo e pode levar o indivíduo a morte. Trata-
se de uma situação de emergência, de extrema gravidade, que requer da equipe de atendimento de
socorro total controle da situação, agilidade e eficiência no atendimento.
Considera-se choque a situação de falência do sistema cardiocirculatório em manter todos os
órgãos abastecidos de sangue e oxigênio.
O choque pode ser classificado em quatro grupos, sendo ele hipovolêmico, cardiogênico,
obstrutivo e distributivo. É importante detalhar o choque hipovolêmico por estar relacionado a
situação de hemorragia.

Choque Hipovolêmico
É a redução do volume sanguíneo resultando distúrbios celulares. A hipovolemia é uma das
causas mais comuns de choque.
Está subdividido em choque hemorrágico e não hemorrágico. Suas causas estão relacionadas
a hemorragia interna ou externa, perda de plasma em grandes queimaduras e lesões traumáticas; as
desidratações de grau III também causam choque hipovolêmico e em grandes fraturas (ossos longos
– fêmur e ossos chatos - quadril) ocorre uma grande perda de sangue.
Sinais e Sintomas:

 Taquicardia (aumento do número de batimentos cardíacos) – pulso rápido, fraco,


filiforme e de difícil palpação;
 Taquipneia (aumento do número de respirações);
 Hipotensão (pressão arterial baixa - especialmente devido a quantidade relativamente
baixa de líquidos nos vasos sanguíneos);
 Sudorese (suor excessivo);
 Pele fria, úmida e pegajosa;
 Palidez cutânea (causada pela vasoconstricção);
 Alteração do nível de consciência (causada pela hipóxia);
 Cianose de extremidades;
 Sede intensa;
 Fraqueza, náuseas e vômitos;
 Ansiedade e agitação.

Prevenção Contra o Choque


Mantenha a vítima acordada, alerta, realizando uma breve conversa com a mesma, a fim de
avaliar seu nível de consciência (procure acalmar a vítima ao observar sua consciência e peça a ela
que siga suas orientações).
Se necessário, lateralize a cabeça da vítima evitando que a mesma aspire vômito. Em caso de
acidente, faça a remoção da vítima com cuidado e dê atenção especial para a região cervical.
Mantenha as vias aéreas livres e folgue a roupa e os acessórios da vítima. Mantenha a vítima
aquecida sem dar qualquer tipo de líquido. Evite que a vítima se movimente espontaneamente.

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PROCEDIMENTOS PARA CONTER HEMORRAGIA COMO: TORNIQUETE;


COMPRESSÃO; POSICIONAMENTO DO PACIENTE, ETC.
Sendo o coração uma verdadeira bomba propulsora e o sangue a substância a ser
impulsionada, os vasos sanguíneos constituem um complexo sistema de vias que permitirá ao sangue
chegar a todas as partes do organismo.
Os vasos sanguíneos podem ser:

 Artérias – qualquer vaso conduzindo sangue que sai do coração.


 Veias – qualquer vaso conduzindo sangue de retorno ao coração.
 Capilares – vasos sanguíneos microscópicos que fazem a ligação entre as artérias e as
veias. É onde ocorrem as trocas gasosas.

Hemorragias
É o derramamento de sangue para fora dos vasos que devem contê-lo.
O sangue constitui-se como meio de inquestionável importância, tanto na respiração, nutrição
e excreção, como na regulação corpórea, transportando hormônios, água e sais minerais para a
manutenção de seu equilíbrio.
O volume circulante em um adulto varia em média o equivalente de 5 a 6 litros, levados em
conta a relação de 70 ml por Kg de peso corporal, o que corresponde, por exemplo, a 4.900ml de
sangue em uma pessoa de 70 Kg.
Havendo uma diminuição brusca do volume circulante, como a que ocorre em uma grande
hemorragia, o coração poderá ter sua ação como bomba comprometida, e poderá levar uma vítima a
um colapso circulatório, podendo resultar em morte.

Classificação da Hemorragia Quanto a Localização.

A hemorragia pode ser:

Hemorragia externa
Sangramento de estruturas superficiais com exteriorização visual do sangue, para fora do
corpo, podendo ser controlada utilizando-se técnicas de primeiros socorros.

Hemorragia interna
Hemorragia das estruturas mais profundas, podendo ser oculta ou exteriorizada como ocorre
em sangramento no estômago, em que a vítima expele o sangue pela boca.
A hemorragia interna é mais grave devido ao fato de não podermos visualizá-la, nem contê-
la, o que faz com que o tratamento necessariamente tenha que ser realizado em ambiente hospitalar,
cabendo ao socorrista apenas algumas manobras que visam evitar que o estado de choque se instale.

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Classificação da hemorragia quanto ao tipo do vaso rompido. Dependendo do vaso sanguíneo


atingido, o sangramento poderá ser:

Hemorragia Arterial
O sangramento acontece em jatos intermitentes, no mesmo ritmo das contrações cardíacas.
Sua coloração é um vermelho vivo. A pressão arterial torna este tipo de hemorragia mais grave que
um sangramento venoso devido a velocidade da perda sanguínea

Hemorragia Venosa
É o sangramento que se dá em decorrência do rompimento ou corte de uma veia, e tem uma
coloração vermelha escura, típica de um sangue rico em gás carbônico, tem um fluxo contínuo e mais
lento que o da hemorragia arterial.

Hemorragia Capilar
Sangramento contínuo com fluxo lento visto nos arranhões e cortes superficiais da pele. É a
hemorragia causada pelo rompimento de capilares sanguíneos, o exemplo mais comum desse tipo
de hemorragia é a escoriação (uma lesão discreta, resultante de um trauma por abrasão linear ou com
pequenas manchas, pontos ou depressões, produzida por meios mecânicos, geralmente envolvendo
somente a epiderme).

Observação: Considerando que as artérias estão localizadas mais profundamente na


estrutura do corpo, as hemorragias venosas e capilares são mais comuns do que a do tipo arterial.

Tratamento de uma Hemorragia


O tratamento de uma hemorragia consiste na realização da hemostasia (processo de
interrupção de um sangramento).

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Tratamento da Hemorragia Interna


Como já foi descrito anteriormente, pouco pode ser feito pelo socorrista no caso de haver
uma hemorragia interna. O transporte rápido para uma unidade médica é fundamental, cabendo ao
socorrista a realização de manobras que venham prevenir ou retardar a instalação do estado de
choque.

Tratamento da Hemorragia Externa


Uma vez observado os procedimentos iniciais da avaliação da vítima, ao ser constatado uma
determinada hemorragia, o socorrista deverá optar por um dos quatro principais métodos de
contenção de hemorragia:

 compressão direta ou local – Hemorragias externas, na maioria das vezes, são


controladas por uma compressão diretamente sobre o ferimento com o uso de um
curativo estéril ou pano limpo, por no mínimo 5 minutos.

Observações: Ao realizar uma compressão direta, deve-se fazer o uso de luvas de


procedimento, evitando assim o contato direto com o sangue da vítima. Atente para o pulso distal
para que a compressão não venha comprometer a circulação dos tecidos vizinhos. Caso isto ocorra, a
compressão exercida deverá ser diminuída. Mantenha no local as compressas encharcadas de sangue.
Caso necessário, sobreponha novas compressas secas. Fixe as compressas sobre o ferimento com
bandagens, se disponíveis.

IMPORTANTE: A compressão direta é o método mais rápido e mais efetivo para controlar
uma hemorragia.

 Elevação de membros – pode ser combinada


com a compressão direta em hemorragias em
membros, desde que não haja suspeita de
fraturas. Os efeitos da gravidade podem
diminuir a pressão sanguínea na parte
afetada reduzindo assim a intensidade do
sangramento. O ferimento deve ficar acima
do nível do coração para que os efeitos
desejados sejam alcançados.

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O corpo humano possui vários pontos para compressão de artérias que podem ser usados
para controlar um sangramento.

 Torniquete: A real necessidade do uso deste método deve ser considerada por se
tratar de um procedimento extremo de último recurso para controlar uma hemorragia
grave, pelos riscos que o cercam. Muitas vezes um curativo compressivo é a melhor
opção. Vale lembrar que esta técnica deve ser aplicada por pessoal treinado e com
conhecimento técnico apurado.

Em uma situação onde ocorra uma amputação traumática, o sangramento pode ser pequeno,
ao contrário do que se espera, pois a artéria envolvida entra em constrição pela ação reflexa dos
nervos simpáticos. Tal fato justifica o uso da compressão direta ao invés de um torniquete.
Sendo inevitável o uso deste procedimento, ou seja, após todos os métodos citados
anteriormente falharem, o socorrista deverá estar atento aos cuidados que envolvem esta técnica,
pois, quando mal realizada, poderá induzir a uma eventual perda do membro afetado, quando não se
tratar de amputação total.
Os cuidados são:

 O torniquete deverá ser aplicado entre o ferimento e o coração a uma distância de


aproximadamente 5 cm da lesão. Caso não tenha o dispositivo pronto, pode ser feito
de madeira improvisada.
 Deve-se posicionar um pacote de curativo ou um rolo de pano sobre a artéria a ser
comprimida.
 Utilize um cinto longo, gravata, meia ou outro material que não venha provocar
estrangulamento dos membros, para envolver o local dando um nó sobre o pacote de
curativo.
 Improvise uma haste firme, como um pedaço de madeira ou barra de metal (canetas e
lápis podem se quebrar facilmente) que deve ser colocada sobre o nó onde será
aplicado um outro nó.
 Gire a haste até que o sangramento pare, fixando-a convenientemente.
 Avalie o torniquete até a chegada ao hospital.
 Registre o horário de aplicação do torniquete em local visível, se possível na própria
vítima (exemplo: TQ – 13:20).
 Não cubra o torniquete para que não passe despercebido pelos que darão
continuidade aos cuidados prestados ao paciente.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Em casos de amputação traumática o membro deverá ser limpo com SF 0,9% e protegido com
uma gaze e isolado em uma sacola plástica. Em seguida o membro deverá ser resfriado com gelo e
agua.

PRIMEIROS SOCORROS APROPRIADOS PARA QUEIMADURAS E ESCALDURAS


DECORRENTES DE ÁGUA QUENTE, GASES, VAPOR E ELETRICIDADE.
São lesões causadas nos tecidos, ou seja, no tecido cutâneo, provocadas pela ação direta ou
indireta de alta temperatura, ou por radiação de algum agente externo, como o choque por exemplo.
São lesões frequentes nos acidentes, mesmo não levando à morte, na maioria dos casos, as
queimaduras são formas agressivas ao ser humano, produzindo sofrimento físico e psicológico. As
lesões variam de acordo com a profundidade, extensão, agente causador e localização da área
lesionada, determinando assim a gravidade da área queimada.

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Quanto a profundidade
Considerando-se as camadas da pele, as queimaduras estão subdivididas em:

Extensão
A extensão pode ser mensurada considerando a Regra dos 9% onde o corpo humano
é segmentado em partes percentuais que múltiplos de 9:

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Quanto ao agente causador:

 Queimadura térmica ou escaldadura: Causada por líquidos ou vapores (água é o


líquido mais comum) em temperatura extremamente alta.
 Queimadura por gases quentes: Causada por substâncias irritantes químicas
encontradas principalmente em incêndios: dióxido de enxofre, amoníaco, cloreto de
hidrogênio e cloro.
 Queimadura solar ou radiação: Causada por radiação solar em excesso
 Queimadura causada por eletricidade: Causada por fonte de energia elétrica, tanto de
baixa como alta tensão.
 Queimadura radioativa: Causada por agente radioativo como césio e cobalto.
 Queimadura química: Causadas por ácidos e materiais do gênero, produtos corrosivos
que podem ser bases fortes, como por exemplo: álcool, gasolina, bases e ácidos.

As queimaduras apresentam sinais e sintomas característicos para cada tipo de grau


mencionado anteriormente, porém, ao associarmos os tipos de agentes causadores, observamos
outros sinais e sintomas que a vítima pode apresentar, são eles:

 Mal estar generalizado;


 Cefaleia;
 Tontura, náuseas e vômitos;
 Taquicardia;
 Temperatura corporal elevada;
 Perda de consciência e até desmaios.

Abordagem da vítima queimada:


A abordagem das vítimas de queimaduras independe do tipo de agente causador. Para
qualquer situação deverão ser adotados os seguintes cuidados:

 Afastar a vítima do agente causador;


 Manter o indivíduo deitado com os membros inferiores ligeiramente elevados;
 Colocar a vítima em local fresco e arejado;
 Prevenir contra hipotermia;
 No caso de a vítima estar em chamas, envolvê-la em um cobertor, deixando livre a sua
cabeça, evitando o sufocamento;
 Resfriar a área com água limpa corrente;
 Retirar a vestimenta que não estiver aderida ao corpo;
 Em casos de queimaduras químicas deve-se remover, por absorção, o máximo possível
do agente e depois lavar com água limpa em abundância;
 Não ofertar água para a vítima beber, caso esteja inconsciente;
 Não ultrapassar o tempo de 10 minutos lavando a área queimada;
 Não perfurar as bolhas, caso haja;
 Não aplicar algum tipo de loção, creme ou infusão caseira. Ex.: graxa, pó de café,
gordura, pasta de dente etc;
 Não tentar puxar a vítima que está sobre descarga elétrica;
 Proteger a queimadura com Solução Fisiológica a 0,9% com gaze úmida;
 Providencias transporte da vítima para a enfermaria.

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PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA PARA CADA TIPO DE TRAUMATISMO.


Fraturas
São caracterizadas por perda da continuidade do osso, independente do que ocorreu. As
fraturas lesam a parte externa do osso, apresentam hematoma local (o que indica sinal de hemorragia
interna) dor intensa e alteração da função do membro atingido. Ou seja, é uma ruptura de um osso
que pode ser completa, abrangendo toda a espessura do osso, ou incompleta, que só compreende
uma parte do mesmo.
Nunca deixe que extremidades deformadas ou feridas ocupem sua atenção quando houver
lesões que ameacem a vida.
Estas lesões são fácies de identificar ao primeiro contato com o paciente e raramente
apresentam risco de vida imediato.
É importante rever os passos iniciais de atendimento ao acidentado (avaliação primária do
trauma) e só então preocupar-se com o tratamento/imobilização dessas lesões.
Uma fratura recebe o nome de simples ou fechada, sempre que os ossos não perfurarem a
pele.
Já quando o osso fraturado entra em contato com o meio externo, seja através do ferimento
causado por suas arestas irregulares e profundidade, seja através de um trajeto que permita que o
osso se exponha externamente à pele, recebe o nome de exposta ou aberta.

Classificação quanto a origem:

Traumática - quando originada por um agente traumático (acidente).

Sinais e Sintomas:

 Dor intensa;
 Edema (inchação) no local que poderá ter a cor arroxeada quando ocorrer rompimento
de vasos e acúmulo de sangue sob a pele;
 Impotência funcional ou incapacidade ou limitação dos movimentos;
 Crepitação, isto é, a sensação que se tem quando, ao tocar o local, as partes fraturadas
se atritam.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Abordagem:

 Mantenha o membro fraturado na posição mais natural possível, sem causar


desconforto para a vítima.
 Faça uma imobilização provisória com talas imobilizadoras.
 Contenha a hemorragia, isso se houver fratura exposta.
 No caso de fratura exposta, proteja o ferimento com gaze ou pano limpo antes de
imobilizar, a fim de evitar a penetração de poeira ou qualquer outra substância que
favoreça uma infecção.
 Utilize talas que ultrapassem as articulações acima e abaixo da fratura e sustentem o
membro atingido.
 Sempre que imobilizar um membro fraturado, deixe os dedos livres para verificar
qualquer alteração. Estando eles inchados, roxos ou adormecidos, as tiras devem ser
afrouxadas.

Luxação
Popularmente diz-se que os ossos "saíram do lugar". Chama-se luxação ao fato de 2 ossos se
desarticularem.
É a lesão em que as superfícies articulares deixam de se tocar de forma permanente, podendo
ser completa, quando há separação total das superfícies articulares, ou incompleta, quando a
articulação ainda mantém algum ponto de contato.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Classificação quanto a origem

 Traumática - quando ocorre após um trauma ou um movimento extremo.


 Patológica - quando ocorre devido a algumas doenças que acometem as articulações.
 Congênita - quando ocorre durante a gestação.

Sinais e Sintomas de Luxações:

 Dor intensa;
 Deformidade no nível da articulação;
 Perda da mobilidade;
 Impotência funcional;
 Equimose.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Abordagem:

 Gelo ou compressas frias (sem restrição). Tenha cuidado quanto as lesões causadas
pelo frio.
 Imobilização da área afetada;
 Encaminhamento para avaliação médica.

Observação: Não tente reduzir (colocar o osso no lugar) a luxação. Isso pode agravar ainda
mais a patologia, além de causar grande dor poderá haver fratura combinada com a luxação. Trate
como se fosse uma fratura. A maioria das luxações não ameaça a vida, porém são verdadeiras
emergências pelo comprometimento neurovascular que pode até conduzir a uma amputação da
extremidade afetada, se não tratado rapidamente.

Entorse ou Torção
O entorse (torções) é um problema frequente do sistema locomotor, que pode ocorrer em
atletas ou passeadores. Os ossos do esqueleto humano estão unidos uns aos outros por meio dos
músculos e as superfícies de contato são mantidas umas às outras através de ligamentos.
Quando um ângulo de determinado movimento é excedido, pode ocorrer um estiramento ou
até mesmo uma ruptura dos ligamentos daquela articulação, ou seja, uma entorse, que é a perda
momentânea das superfícies articulares com lesão das partes moles. A vítima de entorse sente dor
intensa na articulação afetada.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Sinais e Sintomas:

 Dor intensa na articulação afetada;


 Edema;
 Equimose (pontos avermelhados) causada por rompimento de pequenos vasos
sanguíneos, que evolui para manchas arroxeadas;
 Impotência funcional.

Abordagem:

 Gelo ou compressas frias (sem restrição), protegendo a pele para evitar lesões
causadas pelo frio;
 Imobilização da área afetada;
 Encaminhamento para avaliação médica.

Observações: Onde há uma entorse, pode haver uma fratura. Trate como tal. Não permita
que outras pessoas movimentem ou “puxem” a articulação afetada.

USO CORRETO DE BANDAGENS, CURATIVOS, IMOBILIZAÇÃO, CONDUÇÃO DE


FERIDO EM MACA, REANIMAÇÃO, MEDIR PULSO E BATIMENTOS.
Curativos e Bandagens
Realizar curativos significa executar procedimentos que consistem na limpeza e aplicação de
uma cobertura estéril em uma ferida, com a finalidade de promover a hemostasia, cicatrização, bem
como, prevenir contaminação e infecção.
Geralmente nos serviços pré-hospitalares os curativos são realizados com aplicação de gazes
ou compressas cirúrgicas e fixadas com esparadrapo.
As bandagens mais frequentemente usadas são as triangulares e as em rolo. Qualquer que
seja o tipo, conforto da vítima e a segurança do curativo depende da sua correta aplicação. Uma
bandagem desalinhada e insegura, além de útil, pode ser nociva.
As bandagens são triangulares, peças de tecido em algodão cru, cortando em triângulo
medindo: 1,20m X 1,20m x 1,70m, sendo utilizadas para:

 Fixar curativos, cobrindo as compressas;


 Imobilizar e apoiar seguimentos traumatizados;
 Promover hemostasia (conter sangramentos).

A bandagem triangular pode ser dobrada para produzir uma espécie de gravata: traga a ponta
da bandagem para o meio da base do triângulo e faça dobras sucessivas até obter a largura desejada
de acordo com a extensão da lesão a recobrir.
É importante salientar que a bandagem triangular não é estéril, portanto não deve ser
utilizada para ocluir ferimentos abertos. Antes de fixá-la deve ser aplicada gaze ou compressa
cirúrgica.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Imobilização
Imobilizar significa conter as articulações próximas ao local fraturado. Sempre ao imobilizar o
membro, a imobilização deverá ser da parte distal para proximal.

Imobilização

Condução do Ferido na Maca

Reanimação

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Medir Pulso e Batimentos


Para avaliar os parâmetros do batimento cardíaco será necessário o auxílio de um
relógio. Após encontrar a artéria radial o socorrista deverá contar os batimentos cardíacos
durante 1 minuto. Os parâmetros normais são de 60 a 100bpm.

PROCEDIMENTOS PARA IÇAMENTO OU ARRIAMENTO DE UMA PESSOA


ACIDENTADA PARA TRANSPORTE POR EMBARCAÇÃO OU HELICÓPTERO.
Para a realização de um resgate aéreo, os seguintes equipamentos são utilizados: alça de
resgate, gaiola, maca de resgate.

Alça de Resgate
As alças são apropriadas para içar rapidamente uma pessoa sem ferimentos, sendo
inadequadas para pessoas com ferimentos.
Ela deve ser colocada mais ou menos como se coloca um casaco, assegurando-se que as alças
passem por trás das costas e sob as duas axilas.
A pessoa que está usando a alça deve ficar de frente para o gato.
As mãos devem ficar juntas na frente do corpo e a pessoa não deve sentar na alça. A alça não
deve ser solta do gato.

Métodos de Içamento Duplo


Alguns helicópteros SAR utilizam o método de içamento duplo, que consiste de uma alça
normal e de um cinto de segurança.
Este método é adequado para o içamento de pessoas incapacitadas se ela não estiver tão
ferida que só possa ser içada numa maca.
Um membro da tripulação do helicóptero é arriado até o local de resgate, coloca a pessoa no
cinto de segurança e realiza a operação de içamento.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Gaiola
A gaiola de resgate tem a aparência de uma “gaiola de pássaro” cônica aberta de um lado.
Para utilizá-la, a pessoa apenas entra pela abertura, senta na rede e se segura firmemente durante
todo o resgate.

Maca de Resgate
Em muitos casos, os pacientes serão resgatados por meio de uma maca de resgate. Este
resgate pode ser feito em uma maca especialmente fornecida pelo helicóptero ou em uma maca
offshore existente no local.
É instalada uma cabresteira a essa maca e ela pode ser rápida e seguramente colocada e
retirada do gato. A maca fornecida pelo helicóptero deve ser solta do cabo do guincho enquanto o
paciente estiver sendo colocado nela.
A maca poderá ser içada sozinha ou acompanhada por um membro do helicóptero.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Técnica do Cabo de Içamento


Em determinadas situações, principalmente em condições de mau tempo, de visão obstruída
ou de uma área de içamento confinada, poderá não ser possível arriar o tripulante do helicóptero ou
a alça de içamento até o convés ficando o helicóptero diretamente acima da embarcação. Nestes
casos poderá ser utilizada a técnica do cabo de içamento.
Um cabo com um peso, preso ao gato da aeronave por meio de um elo de ruptura, é arriado
para a embarcação. A extremidade do cabo poderá ser iluminada por bastões de luz química. O cabo
deve ser guarnecido por um membro da tripulação da embarcação. Um tripulante do helicóptero
solecará o cabo, arriando-o no convés ou junto ao costado da embarcação. Um tripulante da
embarcação irá retirando o seio do cabo e o outro tripulante irá aduchando o chicote do cabo num
recipiente livre de obstruções.
O helicóptero poderá interromper a operação a qualquer momento e, neste caso, o cabo
deverá ser solecado imediatamente pela embarcação.
Quando a vítima estiver preparada para ser içada, o tripulante do helicóptero ou um membro
da tripulação da embarcação fará contato com o helicóptero através de sinais manuais ou via rádio,
e iniciará o içamento. O cabo deverá ser solecado, mantendo-se uma tensão suficiente para impedir
que oscile.
Se for necessária mais de uma transferência, o cabo deverá ser mantido a bordo da
embarcação. No içamento final, a extremidade do cabo deverá ser solta.

Observações:

 O cabo não deverá ser fixado à embarcação;


 O cabo só deverá ser pego quando ordenado pelo tripulante do helicóptero
(recomendável usar luvas);
 O cabo de descarga da eletricidade estática deverá tocar na embarcação ou na água
antes de ser feito contato com o gancho.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Resgate de Pessoa na Água


Cuidados durante o resgate por helicóptero:

 Estabeleça contato via rádio com o helicóptero;


 Esteja atento quanto a eletricidade estática. Antes de abordá-lo, deixe o cabo do
guincho tocar na água para descarregar a energia estática;
 Quando o helicóptero baixar um mergulhador, não o ajude, a menos que ele peça;
 Se o helicóptero baixar uma alça, tenha certeza de que sabe usá-la corretamente;
 Siga as instruções da tripulação do helicóptero;
 Se o sobrevivente estiver inconsciente, passe o cinto de segurança;
 Durante a noite, não focalize o helicóptero com facho de luz; e
 O colchão de ar formado pelo helicóptero pode danificar ou virar sua balsa.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

SEGURANÇA PESSOAL E RESPONSABILIDADE SOCIAL – SPR/P

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

RESPONSABILIDADE SOCIAL E RELAÇÕES HUMANAS A BORDO

ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO, VISANDO A MELHOR COOPERAÇÃO


ENTRE GRUPOS HUMANOS E NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS.
A comunicação humana é um processo que
envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas
simbólicos como suporte para este fim. Estão
envolvidos neste processo uma infinidade de maneiras
de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa
face a face, ou através de gestos com as mãos,
mensagens enviadas utilizando a rede global de
telecomunicações, a fala, a escrita que permitem
interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo
de troca informacional.
No processo de comunicação em que está
envolvido algum tipo de aparato técnico que
intermedia os locutores, diz-se que há uma comunicação mediada.
A comunicação é um componente essencial em nossas vidas. Estima-se que 75% do dia de uma
pessoa é gasto se comunicando de alguma forma.
Indivíduos também se comunicam em diferentes níveis interpessoais dependendo com quem
eles estão se comunicando.
Em uma comunicação interpessoal bem-sucedida, presume-se que ambos remetentes e
receptores de mensagem irão interpretar e compreender estas mensagens que estão sendo enviadas
ao nível de entendimento dos seus significados e implicações.

Elementos da Comunicação
Os elementos da comunicação são:

 Emissor ou destinador: alguém que emite a mensagem. Pode ser uma pessoa, um
grupo, uma empresa, uma instituição.
 Receptor ou destinatário: a quem se destina a mensagem. Pode ser uma pessoa, um
grupo ou mesmo um animal, como um cão, por exemplo.
 Código: a maneira pela qual a mensagem se organiza. O código é formado por um
conjunto de sinais, organizados de acordo com determinadas regras, em que cada um
dos elementos tem significado em relação com os demais. Pode ser a língua, oral ou
escrita, gestos, código Morse, sons etc. O código deve ser de conhecimento de ambos
os envolvidos: emissor e destinatário.
 Canal de comunicação: meio físico ou virtual, que assegura a circulação da mensagem,
por exemplo, ondas sonoras, no caso da voz. O canal deve garantir o contato entre
emissor e receptor.
 Mensagem: é o objeto da comunicação, é constituída pelo conteúdo das informações
transmitidas.
 Referente: o contexto, a situação aos quais a mensagem se refere. O contexto pode se
constituir na situação, nas circunstâncias de espaço e tempo em que se encontra o
destinador da mensagem. Pode também dizer respeito aos aspectos do mundo textual
da mensagem.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

BARREIRAS DE COMUNICAÇÃO E AS FALHAS DE MENSAGEM PODEM AFETAR A


SEGURANÇA DA VIDA HUMANA E DO MATERIAL E CONTRIBUIR PARA A POLUIÇÃO
DO MEIO AMBIENTE.
Ruído
Ruídos de comunicação são distorções na comunicação efetiva que influenciam a
interpretação de conversas.
Embora muitas vezes negligenciado, o ruído de comunicação pode ter um profundo impacto
sobre a nossa percepção das interações com os outros, como da análise de nossa própria proficiência
na comunicação.
A mensagem enviada pelo emissor encontra obstáculos dentro do processo mental do
receptor, como exemplos temos:

 Seleção: você ouvir o que você quer ouvir;


 Avaliação: Você ouviu o que lhe interessa;
 Interpretação: prejulgamento, a mensagem não é clara;
 Direito de uso: você decidir como você lida com a mensagem.

Barreiras
Não importa o quanto bom e eficaz pode ser um comunicador, o fato é que existem certas
barreiras, o que obriga as pessoas a trabalharem em se tornar ainda mais eficazes em suas habilidades
para se comunicarem.

Barreiras ao falar:

 Mensagens sem clareza.


 Falta de consistência no processo de comunicação.
 Frases incompletas.
 Falta de compreensão do receptor.
 Falta da busca de esclarecimentos durante a comunicação.
 Interromper o transmissor.
 Não manter contato visual com o transmissor.
 Apressando o transmissor para completar o que ele/ela tem a dizer.
 Fazendo o transmissor se sentir como se ele/ela estivesse desperdiçando o tempo do
ouvinte.
 Se distrair com algo que não faz parte da comunicação em andamento.
 Ficando à frente do transmissor e completando pensamentos dele/dela.
 Ignorando os pedidos do transmissor.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

 Superando a história do transmissor com seu próprio conjunto de exemplos.


 Esquecendo o que está sendo discutido.
 Fazer muitas perguntas, por uma questão de sondagem.

Outros tipos de barreiras:

 Ponto de vista subjetivo de um indivíduo em relação às questões / pessoas, o que leva


a suposições.
 Um bloqueio emocional, que pode levar a uma atitude de suspeita, indiferença ou
hostilidade para com o assunto.
 Um bloqueio emocional ou preconceito que se baseia no ponto de vista de terceiros,
ou em o que você leu / ouviu.
 As palavras podem ter significados diferentes para pessoas diferentes, bloqueando
assim a comunicação.
 Uso de palavras negativas.

Os efeitos da comunicação na segurança


Falhas de comunicação podem afetar a segurança de:

 Seres humanos,
 Propriedades e
 Meio ambiente.

A comunicação é de fundamental
importância em todas as atividades. A falha ou
retardo no envio ou recebimento de alguma
mensagem pode comprometer totalmente a
segurança. Por isso é importante que o
profissional tenha uma boa noção sobre
sistemas de comunicação.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

IMPORTÂNCIA DE MANTER UM BOM RELACIONAMENTO EM AMBIENTES


OFFSHORE: ISOLAMENTO, MAU TEMPO, PERMANÊNCIA PROLONGADA ETC.
Conflitos em relacionamentos são praticamente inevitáveis. Em si, o conflito não é o
problema: mas como é tratado. No entanto, pode unir as pessoas ou separá-las.
Uma pobre técnica de comunicação, desentendimentos e mal-entendidos podem ser uma
fonte de ira e distância ou um trampolim para um relacionamento mais forte e mais feliz no futuro.
Na próxima vez que estiver lidando com conflitos, mantenha essas dicas sobre uma eficaz técnica de
comunicação em mente e você poderá criar um resultado mais positivo.

Relacionamento Humano Offshore


A seguir estão mencionados alguns fatores encontrados a bordo que podem se tornar
grandes dificuldades para trabalhadores offshore.

 Os problemas da família;
 Dificuldades para continuar estudando;
 Dificuldades com a vida social;
 As condições meteorológicas;
 Isolamento; e
 Muito tempo longe de casa.

Uma boa maneira de lidar com todos eles é mantendo um bom relacionamento com os colegas
a bordo a fim de tornar a jornada de trabalho mais prazerosa.

BOAS PRÁTICAS DE LIDERANÇA NO ÂMBITO DE EQUIPES DE TRABALHO.


Para ser um líder efetivo você deve conhecer não só a
si mesmo, mas seus pontos fortes e suas fraquezas como
também as das pessoas ao seu redor. Os líderes devem
construir uma equipe que entenda os objetivos e compartilhar
com eles sobre o compromisso de todos de atingir esta meta.
Os líderes devem ajudar cada indivíduo na equipe a realizar o
seu melhor.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Liderança em Segurança
O supervisor, sem dúvida, é a ligação direta entre a gerência e os funcionários. Para inspirar
os funcionários a um nível mais alto de segurança e produtividade requer do supervisor aplicar boas
habilidades de liderança diariamente. Na ausência de uma boa liderança em segurança, apenas um
pequeno número de funcionários irão colocar seu coração e alma no esforço de agir em segurança e
de estarem dispostos a definir metas e objetivos mais altos.

Liderança Transformacional

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

NECESSIDADE DE COESÃO DO GRUPO PARA ATINGIR AS METAS DE TRABALHO.


Fortalecimento da equipe é um fator importante em qualquer ambiente. O foco é se
especializar em trazer o que há de melhor na equipe para garantir o desenvolvimento pessoal, uma
comunicação positiva, boa liderança e a habilidade de trabalhar em união como uma equipe para
resolver os problemas.
O objetivo dos exercícios de fortalecimento de equipe é para auxiliar as equipes a se tornarem
uma unidade de indivíduos coesivos que possam efetivamente trabalhar juntos para a conclusão de
tarefas.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

RESPONSABILIDADES SOCIAIS E TRABALHISTAS DO EMPREGADO E DO


EMPREGADOR.
Responsabilidade social é uma teoria ética e ideológica que diz que as empresas não deveriam
funcionar imoralmente. No entanto, deveriam contribuir para o bem estar da comunidade e
entidades, seja ela governamental, corporação, organização ou individual, tendo, portanto uma
grande responsabilidade para toda a sociedade.
Uma obrigação assumida voluntariamente para o bem maior de uma unidade social ao
contrário da mesma sozinha.

Função dos Trabalhadores na Responsabilidade Social


Os empregados esperam - e precisam - ser participantes dos esforços da RSE de suas
empresas. Na verdade, a RSE pode ser um motivador para a decisão na admissão de emprego dos
empregados
Onde quer que esteja e independentemente do que estamos fazendo, os funcionários são
sempre embaixadores da empresa.

ISO 26000
No dia 1º de novembro de 2010, foi publicada a Norma Internacional
ISO 26000 – Diretrizes sobre Responsabilidade Social, cujo lançamento foi
em Genebra, Suíça. No Brasil, no dia 8 de dezembro de 2010, a versão em
português da norma, a ABNT NBR ISO 26000, foi lançada em evento na
Fiesp, em São Paulo.
Segundo a ISO 26000, a responsabilidade social se expressa pelo
desejo e pelo propósito das organizações em incorporarem considerações
socioambientais em seus processos decisórios e a responsabilizar-se pelos
impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Isso implica um comportamento ético e transparente que contribua para o desenvolvimento


sustentável, que esteja em conformidade com as leis aplicáveis e seja consistente com as normas
internacionais de comportamento. Também implica que a responsabilidade social esteja integrada
em toda a organização, seja praticada em suas relações e leve em conta os interesses das partes
interessadas.

REFLEXOS DO USO DE BEBIDAS E DROGAS, RESSALTANDO AS CONSEQUÊNCIAS


NEGATIVAS PARA A IMAGEM PESSOAL E PROFISSIONAL.
O que é a droga?
A droga, em termos gerais, é qualquer substância que, quando absorvido pelo corpo de um
organismo vivo, altera a função normal do corpo. Não existe uma definição única e precisa, pois
existem diferentes significados na lei do controle de drogas, regras governamentais, medicina e uso
coloquial.

Abuso de álcool (efeitos e consequências no trabalho)


Consumo excessivo persistente pode levar a uma série de problemas sociais, psicológicos e
médicos, incluindo dependência, depressão, ansiedade, mudanças de comportamento, irritabilidade,
cirrose do fígado, câncer de boca, pressão alta e ataques cardíacos. Problemas de relacionamento,
tanto pessoal como relacionados ao trabalho, também estão em risco, e se não reconhecidos e
gerenciados, podem levar a consequências mais sérias.

Abuso de Drogas
Abuso de substâncias ou drogas refere-se ao excesso de indulgência, e dependência, uma
droga psicoativa levando a efeitos que são prejudiciais para a saúde física ou mental do indivíduo, ou
o bem-estar dos outros. Bem como as penalidades para crimes envolvendo drogas controladas,
existem boas ligações documentadas entre uso de drogas e deficiências na cognição, percepção e
habilidades motoras, tanto a nível aguda e crônica.

COMO O ESTRESSE E AS DIVERGÊNCIAS INTERPESSOAIS CRIAM CONDIÇÕES


ADVERSAS AO BEM-ESTAR E À SEGURANÇA NAS SEGUINTES SITUAÇÕES:
COMENTÁRIOS DEGRADANTES SOBRE OUTROS COMPANHEIROS, EXCESSO DE
BRINCADEIRAS, DISCUSSÕES ACALORADAS SOBRE POLÍTICA, RELIGIÃO, ESPORTE,
ETC.
Estresse
Mesmo atraindo um contingente cada vez maior de profissionais, o trabalho offshore, pode
produzir uma expressiva perda da qualidade de vida, que pode ser entendida como mais um exemplo
de estresse no trabalho.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Nesse pequeno universo confinado a bordo de plataformas marítimas e embarcações de


apoio verificamos que, muitas vezes, as condições de trabalho embarcado produzem efeitos ligados
à falta de satisfação e realização humana, afetando dessa forma a saúde física e mental do
trabalhador.
Todavia, é importante ressaltar que o termo estresse tornou-se uma referência genérica para
qualquer ação humana submetida fortemente a situações de tensão. Por conta disso, quanto à
complexidade dos fatores humanos no trabalho, a saúde mental do trabalhador offshore precisa ser
verificada de uma forma mais abrangente, evitando-se tanto as generalizações.
No âmbito específico do trabalho o estresse é enfocado como uma síndrome psicofísica de
adaptação com efeitos nas atividades laborais. Pesquisa do ISMA - International Stress Management
Association, comprovou que 70% dos brasileiros sofrem de estresse no trabalho. As causas do
estresse no ambiente de trabalho podem ser de origens externas, internas ou próprias do indivíduo:

 Ambiente de trabalho opressor;


 Isolamento;
 Baixo padrão de segurança (acidentes do trabalho, condições inseguras, etc);
 Redução da mão de obra sem redução da quantidade de trabalho;
 Inflação (custo de vida);
 Incertezas no painel sócio econômico;
 Concorrência por menor preço;
 Impossibilidade de fuga do local de trabalho;
 Expectativas pessoais do trabalhador frente a si mesmo e seu futuro.

Principais efeitos
As pesquisas sobre stress no ambiente de trabalho admitem que exista uma relação particular
entre o trabalhador e as condições em que está submetido, e que a maneira como essa relação se
estabelece pode ser percebida como um risco não só à saúde como também ao seu bem estar e às
sua segurança pessoal. Também não podemos negar a existência de aspectos vinculados à
subjetividade, como a falta de entusiasmo tanto para a execução de tarefas básicas, quanto, num
sentido muito mais dramático, uma ausência de ânimo diante da própria vida que podem ainda
resultar em outros problemas graves como a dependência química.

Dentre os efeitos do estresse na saúde física e mental do trabalhador offshore, apontamos:

 Sensação de perseguição;
 Baixo padrão de segurança (acidentes do trabalho, condições inseguras, etc);
 Cardiopatias;
 Insônia;
 Irritabilidade;
 Dores de cabeça;
 Falta de ar;
 Dificuldade de concentração;
 Distúrbios na memória;
 Gastrite;
 Emagrecimento;
 Sudorese;
 Falta de motivação no trabalho e na própria vida.

P á g i n a | 213
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Como evitar o estresse


Se não é possível controlarmos as causas do estresse temos que, pelo menos, mudar nossa
atitude de como reagimos à situação. Portanto, passamos aqui algumas recomendações para que os
trabalhadores busquem alternativas em seu comportamento na vida profissional, a fim de facilitar
sua adaptação ao tipo de trabalho na indústria offshore:

a) Escolher pessoas calmas para se relacionar;


b) Evitar ser interrompido em suas tarefas;
c) Atenção a um assunto de cada vez;
d) Não adiar problemas que o incomode;
e) Organizar e administrar o seu tempo;
f) Determinar suas prioridades;
g) Negocie prazos compatíveis para suas tarefas;
h) Não encare tudo como um desafio; e
i) Estabeleça seus limites.

Discriminação
Na esfera do direito, a Convenção Internacional sobre a eliminação de todas formas de
Discriminação Racial, de 1966, em seu artigo 1º, conceitua discriminação como sendo:
“Qualquer distinção, exclusão ou restrição baseada em raça, cor descendência ou origem
nacional ou étnica que tenha o propósito ou o efeito de anular ou prejudicar o reconhecimento, gozo
ou exercício em pé de igualdade de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político,
econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio da vida pública.”
Deve-se destacar que os termos discriminação e preconceito não se confundem, apesar de
que a discriminação tenha muitas vezes sua origem no simples preconceito.

Preconceito
A palavra preconceito é mais comumente usada para se referir a um julgamento preconcebido
em direção a um povo ou de uma pessoa por causa de raça, classe social, gênero, etnia, idade,
deficiência, opinião política, religião, orientação sexual ou outras características pessoais. Significa,
também, pré-julgamento (sem conhecimento de causa) e pode incluir "qualquer atitude irracional
que é muito resistente à influência racional". Pensamentos preconceituosos podem resultar em atos
de discriminação.
Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados
principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. Sua aceitação é
ampla e culturalmente difundida no ocidente, sendo um grande motivador de preconceito e
discriminação.
Conceito infundado sobre um determinado grupo social, atribuindo a todos os seres desse
grupo uma característica, frequentemente depreciativa; modelo irrefletido, imagem preconcebida e
sem fundamento
Estereótipos são concepções padronizadas e simplificadas de grupos com base em algumas
suposições prévias

P á g i n a | 214
Curso Básico de Segurança de Plataforma

DIFERENÇA NATURAL ENTRE OS INDIVÍDUOS E A NECESSIDADE DE SER TOLERANTE


NO RELACIONAMENTO COM OS COLEGAS DE TRABALHO.
Responsabilidade social é o compromisso permanente de adotar um comprometimento ético
e contribuir para o desenvolvimento da qualidade de vida das pessoas a bordo de uma plataforma
marítima. Devemos lembrar que todos os tripulantes a bordo, independente de função, cor, raça
sexo, religião possuem os mesmos direitos, sejam individuais ou coletivos, os quais deveram
respeitar. Lembre-se: “nosso direito termina quando começa o do outro”. Cada ser humano tem seus
costumes, hábitos e manias. Este “jeito de ser” de cada um deve ser respeitado por todos a bordo.

Igualdade de direitos x Direito à diferença

Seguem abaixo alguma dicas para as pessoas embarcadas saberem lidar com as diferenças
individuais e os direitos de cada um a bordo:

a) Como me entender e me fazer entender com colegas;


b) Conviver com práticas, costumes, normas;
c) Valores e culturas diferentes;
d) Deixar as questões pessoais de lado;
e) Conciliar objetivos individuais com os organizacionais;
f) Como me organizar para atingir resultados almejados por todos;
g) Como criar condições de trabalho apropriadas; e
h) Como manter a motivação e a satisfação no trabalho.

P á g i n a | 215
Curso Básico de Segurança de Plataforma

SEGURANÇA NO TRABALHO A BORDO

PROPOSITOS DA NORMA REGULAMENTADORA SOBRE A SEGURANÇA E A SAÚDE


NO TRABALHO (NR 30).
A Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário de acordo com a NR 30 “...tem como objetivo a
proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros a
acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde dos trabalhadores
aquaviários.”

Alguns itens da NR 30:


30.4 Grupo de Segurança e Saúde no Trabalho a Bordo das Embarcações – GSSTB (Alterado pela Portaria
SIT n.º 58/2008)
30.4.1 É obrigatória a constituição de GSSTB a bordo das embarcações de bandeira nacional com, no mínimo,
100 de arqueação bruta (AB). (Redação dada pela Portaria MTE 100/2013).
30.4.1-A As embarcações de bandeira estrangeira que forem operar por mais de 90 dias em águas jurisdicionais
brasileiras e com trabalhadores brasileiros a bordo aplica-se o disposto no item 30.4.1.(Redação dada
pela Portaria MTE 100/2013). Redação Anterior.
30.4.5.1 O Grupo de Segurança e Saúde do Trabalho a Bordo - GSSTB fica sob a responsabilidade do
comandante da embarcação e deve ser integrado pelos seguintes tripulantes: - Oficial encarregado da
segurança; - Chefe de máquinas; - Mestre de Cabotagem ou Contramestre; - Tripulante responsável pela seção
de saúde; - Marinheiro de Maquinas.
30.4.5.2 O comandante da embarcação poderá convocar outro qualquer membro da tripulação.
30.4.6 Das finalidades do GSSTB:
a) manter procedimentos que visem à preservação da segurança e saúde no trabalho e do meio ambiente,
procurando atuar de forma preventiva;
b) agregar esforços de toda a tripulação para que a embarcação possa ser considerada local seguro de trabalho;
c) contribuir para a melhoria das condições de trabalho e de bem-estar a bordo;
d) recomendar modificações e receber sugestões técnicas que visem a garantia de segurança dos trabalhos
realizados a bordo;
e) investigar, analisar e discutir as causas de acidentes do trabalho a bordo, divulgando o seu resultado;
f) adotar providências para que as empresas mantenham à disposição do GSSTB informações, normas e
recomendações atualizadas em matéria de prevenção de acidentes, doenças relacionadas ao trabalho,
enfermidades infectocontagiosas e outras de caráter médico-social;
g) zelar para que todos a bordo recebam e usem equipamentos de proteção individual e coletiva para controle
das condições de risco.

Esta Norma Regulamentadora visa a proteção e regulamentação da segurança e saúde


relacionada aos trabalhadores offshore.

Anexo II
“Este anexo define os requisitos mínimos de segurança e saúde a bordo de plataformas e equipamentos de
apoio utilizados para fins de exploração e produção de petróleo e gás do solo marinho.”

Direito do trabalhador
É direito do trabalhador:

 Suspender o trabalho dele / dela e comunicar imediatamente ao supervisor, a fim de


tomar todas as medidas corretivas apropriadas, quando ele / ela tem a convicção,
baseada em sua / seu treinamento e experiência, que existe um risco grave e iminente
para sua saúde e segurança ou de terceiros;
 Ser informado sobre os riscos no local de trabalho que podem afetar sua saúde e
segurança.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

SEGURANÇA E BEM ESTAR DE UM FUNCIONÁRIO É A SEGURANÇA E BEM ESTAR DE


TODO O GRUPO: “TODOS NO MESMO BARCO”.
Os aspectos a seguir podem ser facilmente associados ao ambiente offshore:

 Natureza remota;
 Condições adversas; e
 Proximidade do ambiente de trabalho e ambiente de convívio.

Vivendo e trabalhando Offshore


Para trabalhar a bordo de uma unidade offshore é preciso ter em mente que um rígido
processo de adaptação será necessário.

É preciso adaptar-se a:

 Ter boa aptidão física.


 Diferentes hábitos alimentares.
 Limitadas opções de recreação.
 Turnos de trabalhos.
 Dificuldades de comunicação.
 Condições de Alojamento.
 Condições do tempo.
 Políticas de fumo, drogas e álcool.
 Disciplina.

P á g i n a | 217
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Rotina Offshore
Os itens a seguir fazem parte da Rotina Offshore:

 Apresentar-se a administração.
 Briefing de indução da instalação.
 Constituintes da segurança.
 Papel dos representantes de segurança e da comissão de segurança.
 Responsabilidade do empregador.
 Reportar a linha de comando.
 Cabine/lavanderia.
 Itens permitido/não permitido offshore.
 Relacionamento com as pessoas.

CONCEITO DE ACIDENTE, QUASE ACIDENTE E INCIDENTE DO TRABALHO.


Conforme dispõe o art. 19 da Lei nº 8.213/91, "acidente de trabalho:

“ é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho
dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou
perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da
capacidade para o trabalho".

Ao lado da conceituação acima, de acidente de trabalho típico, por expressa determinação


legal, as doenças profissionais e/ou ocupacionais equiparam-se a acidentes de trabalho. Os incisos do
art. 20 da Lei nº 8.213/91 as conceitua:
Doença profissional: assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do
trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo
Ministério do Trabalho e da Previdência Social;
Doença do trabalho: assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação
mencionada no inciso I.

Segundo a ficha técnica do OSHA e do Conselho Nacional de Segurança, o quase acidente “é


uma ocorrência imprevista que não resultou em ferimentos, doença ou dano – mas tinha o potencial para
fazê-lo”.
Ou seja, o quase acidente é um incidente que não lesionou ninguém, não passou de um susto.
Ufa, que bom! Mas o assunto não pode parar por aí, pelo contrário, é a partir de um quase acidente
que muitos acidentes “reais” são evitados. O quase, nesse caso, tem que ser considerado como
um alerta! Para isso, o susto levado tem que ser investigado.
Por exemplo, se uma ferramenta pesada despenca de uma prateleira e quase acerta a cabeça
de um funcionário; ou alguém tropeça em um azulejo quebrado no banheiro, mas não chega a cair.
Essas ocorrências devem ser analisadas e corrigidas a fim de evitar que aconteçam de novo, talvez
machucando alguém. Para isso, é importante estabelecer um programa onde trabalhadores e chefes
se comuniquem sobre incidentes que acontecem praticamente todos os dias nas empresas.
O incidente no trabalho é um evento não planejado que tem o potencial de levar a um
acidente. Evento que deu origem a um acidente ou que tinha o potencial de levar a um acidente. Pode
ser considerado como um quase acidente.
A investigação de incidentes envolve o exame sistemático de um evento indesejado que
resultou, ou poderia resultar, em lesões às pessoas, danos à propriedade ou perdas no processo. A
investigação é dirigida à definição dos fatos e circunstâncias relacionadas ao evento, à determinação
das causas, e ao desenvolvimento de ações corretivas para controlar os riscos.
P á g i n a | 218
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Objetivos de uma análise de acidentes

 Identificar as causas raiz e contribuintes de um acidente;


 Desenvolver recomendações para prevenir a ocorrência de acidentes similares
novamente;
 Mostrar comprometimento para com a segurança junto ao concorrente.

Benefícios para a empresa

 Prevenir futuros acidentes e custos associados;


 Melhorar as condições de segurança na empresa;
 Detectar condições relatadas com o acidente que podem causar outros acidentes;
 Aumentar a conscientização de todos.

Propósito das investigações:

 Ter informação dos acidentes.


 Resposta inicial.
 Reunir as evidências.
 Analisar as causas.
 Ações corretivas.
 Relatórios de Investigação.
 Acompanhamento.

Porque investigar os acidentes:

 Aprender do que aconteceu.


 Determinar os riscos.
 Prevenir futuros acidentes e incidentes.
 Solucionar problemas antes que resultem em perdas.
 Determinar as causas reais das perdas.

PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES DO TRABALHO E O PAPEL DA COMISSÃO


INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA).
Com base em valores provisórios para 2010/2011:

 As principais causas de ferimentos graves foram relacionadas a deslize/ tropeço /


queda, estar preso ou ser atingido por objetos em movimento ou lesões associadas
com elevação / tração / empuxo / movimentação de cargas, são responsável por (83%)
do total;
 19 ferimentos graves são para o membro superior / dedo / pulso e 14 para o membro
inferior;
 27 ferimentos graves (64%) foram por fratura.

P á g i n a | 219
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Estatística

Análise das lesões graves

Ministério do Trabalho e Emprego


A consolidação das leis trabalhistas - CLT - dedica o
seu Capítulo V, Título II, com a segurança relacionado na
seção XV, art.200, de acordo com a lei inscrita 6,514 de
22/12/77. Este é conhecido por ser um dos instrumentos
mais eficazes quando se refere a prevenção de acidentes.
Complementando a CLT estão as Normas
Regulamentadoras (NR’s) do Ministério do Trabalho,
inicialmente publicado pela Portaria Mtb. 3,214 de 08 de Junho de 1978, que está sendo
continuamente atualizadas pela edição gratuita do Ministério do Trabalho e emprego.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Normas Regulamentadoras (NR):


NR-01: Disposições Gerais.
NR-02: Inspeção Prévia.
NR-03: Embargo ou Interdição.
NR-04: Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina do Trabalho.
NR-05: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes(CIPA).
NR-06: Equipamentos de Proteção Individual – EPI.
NR-07: Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional(PCMSO).
NR-08: Edificações.
NR-09: Programas de Prevenção de Riscos Ambientais(PPRA).
NR-10: Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.
NR-11: Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais.
NR-12: Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos.
NR-13: Caldeiras e Vasos de Pressão.
NR-14: Fornos.
NR-15: Atividades e Operações Insalubres.
NR-16: Atividades e Operações Perigosas.
NR-17: Ergonomia.
NR-18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.
NR-19: Explosivos.
NR-20: Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis.
NR-21: Trabalho a Céu Aberto.
NR-22: Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração.
NR-23: Proteção Contra Incêndios.
NR-24: Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho.
NR-25: Resíduos Industriais.
NR-26: Sinalização de Segurança.
NR-27: Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB.
NR-28: Fiscalização e Penalidades.
NR-29: Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.
NR-30: Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário.
NR-31: Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração
Florestal e Aquicultura.
NR-32: Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde.
NR-33: Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados.
NR-34: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação
Naval.
NR-35: Trabalhos em altura.
NR-36: Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e
derivados.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)


Uma comissão constituída por representantes designados pelo
empregador e eleitos pelos trabalhadores em números iguais em cada
estabelecimento da empresa, que visa prevenir acidentes e doenças
decorrentes do trabalho, para fazer o trabalho permanentemente
compatível com a preservação da vida e a promoção da saúde dos
trabalhadores.
Empresas a bordo de unidades offshore deve escalar a sua CIPA de
acordo com a regra específica prevista no presente anexo e, além disso, o
que se encaixa, as disposições da NR-05 e das convenções ou acordo
coletivo de trabalho.

Norma Regulamentadora nº. 5 do MTE – CIPA


“...tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo
a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde
do trabalhador.”

a) Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.


b) Prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.
c) Constituída por representantes do empregador e membros eleitos.
d) De acordo com o dimensionamento da empresa.
e) Mandato de 1 ano.

NR 30 - Anexo 2

CIPA em plataformas
6.3 - A CIPA será composta de acordo com as seguintes regras:
I. a representação dos empregadores deve ser composta por ocupantes dos cargos ou
funções abaixo especificados:

a) gerente da plataforma ou comandante da embarcação, ou denominação equivalente;


b) empregado que esteja a bordo de maior nível hierárquico da atividade fim da instalação
(perfuração, produção, apoio);
c) técnico de segurança do trabalho ou profissional da área de segurança e saúde no trabalho
a bordo.

II - A representação dos empregados embarcados deve ser composta pelos membros eleitos
da operadora da instalação.

6.4 - A Comissão eleitoral da plataforma será constituída pelo Presidente e Vice-Presidente


da CIPA presentes à reunião na qual for iniciado o processo eleitoral.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Por que estar envolvido?

a) Você será beneficiado com elevados padrões de saúde e segurança.


b) Você provavelmente tem o contato mais direto com os riscos de trabalho e pode ser o
primeiro a saber sobre todos os problemas que surgem.
c) As melhores ideias para a segurança geralmente vêm a partir das instalações, onde
você tem um papel fundamental a desempenhar na gestão de segurança.
d) Você pode ajudar a criar uma "cultura de segurança". Numa organização com uma boa
cultura, todo mundo coloca a segurança no topo da lista.

Atribuição da CIPA

e) Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a


participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT (Serviço
Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), onde houver;
f) Mapear os riscos ambiente significa reconhecer todos os elementos que prejudiquem
a qualidade de vida no trabalho, em termos de segurança, conforto, saúde e
desempenho.

CONCEITOS E FATORES DE RISCO QUE INFLUENCIAM NAS ATITUDES E RESPOSTAS.


Tipos de Riscos
O termo risco significa probabilidade de perigo ou probabilidade de insucesso.
Os riscos ambientais são aqueles causados por agentes físicos, químicos ou biológicos que, a
depender de sua natureza, concentração, intensidade ou tempo de exposição, podem comprometer
a segurança e a saúde dos funcionários, bem como a produtividade da empresa.
Quando não são controlados ou previamente avaliados, os riscos ambientais afetam o
trabalhador a curto, médio e longo prazo, podendo provocar acidentes com lesões imediatas e/ou
doenças chamadas profissionais ou do trabalho, que se podem ser comparadas aos acidentes do
trabalho.
Os riscos ambientais são classificados segundo a sua natureza e forma com que atuam no
organismo humano. Dessa forma, podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de
acidentes.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Tipos de Riscos

Comunicação para a Segurança


A comunicação dos Riscos existentes nos locais de trabalho, é essencial e deve atingir toda a
força de trabalho. Deve-se utilizar recursos como:

 Boletins de segurança;
 Manuais com informações técnicas e medidas de controle;
 Minutos de reuniões de segurança.

PERIGO E RISCO
O que é o perigo?
O perigo é algo com o potencial para causar danos.

O que é o risco?
Risco é a combinação da frequência e da consequência de um determinado evento perigoso.
Portanto, para um limite definido de risco, quanto mais grave a consequência, menor a frequência
tolerável de ocorrência.

Quais são as medidas de controle?


Medida de controle é qualquer “barreira” instalada ou implementada no local de trabalho com
o objetivo de minimizar a probabilidade do dano, a partir de um risco específico.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

HIERARQUIA MEDIDAS DE CONTROLE DETALHE


- Eliminar os riscos através da remoção do
1 Eliminação
perigo.
- Substituir materiais menos perigosos,
2 Substituição
equipamentos, processos, etc.
- Fazer mudanças estruturais no ambiente de
trabalho, sistemas de trabalho, ferramentas ou
uso de próteses mecânicas ou dispositivos de
3 Controle de Engenharia
movimentação manual.
- Confinar ou isolar um perigo através do uso de
protetores, etc.
- Estabelecer políticas, diretrizes, autorizações
de trabalho, etc.
4 Controles Administrativos - Manutenção de rotina.
- Proporcionar treinamento sobre os riscos e
procedimentos.
- Fornecer EPI adequado para o trabalho,
Equipamentos de
5 fornecer treinamento em seu uso e garantir a
Proteção Individual
manutenção adequada.
Hieraquia de Controles

RISCO, FREQUÊNCIA E CONSEQUÊNCIA.


O risco é medido através de uma multiplicação do valor de graduação do impacto em função
da frequência de ocorrência e a consequência de determinado perigo. Então, para que se possa
graduar cada risco encontrado é necessário definir categorias de frequência de ocorrência e
consequência para cada perigo.
Não existe uma definição de categorias de frequência e consequência ótima. A elaboração
dessas categorias é uma tarefa subjetiva e intrínseca a cada avaliação de risco. Assim, avaliações que
possuem objetivos diferentes podem apresentar grandes variações nessas categorias.
Cada empresa irá utilizar um padrão para considerar como risco baixo, médio ou alto. Abaixo
um exemplo de Matriz de Risco.
No processo de avaliação dos Riscos, as Medidas de Controle implementadas, irão influenciar
a redução dos riscos iniciais, através da redução da probabilidade de ocorrência de um evento ou das
consequências caso este evento ocorra.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

PREVENÇÃO DE ATOS INSEGUROS E CONDIÇÕES INSEGURAS QUE PODEM


OCORRER A BORDO: MANOBRAS DE CARGA/DESCARGA; MANOBRAS DE
BOMBEAMENTO; TENSIONAMENTO DE CABOS E ESPIAS; MÁQUINAS OPERANDO;
DESCARGA DE MOTORES; SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO A BORDO,
COMPARTIMENTOS CONFINADOS E ATIVIDADES DE MERGULHADORES NAS
PROXIMIDADES.
No estudo dos acidentes de trabalho as causas físicas, humanas e sistêmicas são
materializadas em:

Ato Inseguro - É todo ato consciente ou não, capaz de provocar algum dano ao trabalhador,
aos seus companheiros ou a máquinas, materiais ou equipamentos, estando diretamente relacionado
à falha humana.

Abaixo alguns exemplos de atos inseguros mais conhecidos:

 Ficar junto ou sob cargas suspensas.


 Usar máquinas sem habilitação ou permissão.
 Lubrificar, ajustar e limpar maquina em movimento.
 Inutilizar dispositivos de segurança.
 Uso de roupa inadequada.
 Transportar ou empilhar inseguramente.
 Tentar ganhar tempo.
 Expor partes do corpo, a partes móveis de maquinas ou equipamentos.
 Imprimir excesso de velocidade.
 Improvisar ou fazer uso de ferramenta inadequada à tarefa exigida.
 Não utilizar EPI.
 Manipulação inadequada de produtos químicos.
 Fumar em lugar proibido.
 Consumir drogas, ou bebidas alcoólicas durante a jornada de trabalho.

Condições Inseguras - São aquelas que, presentes no ambiente de trabalho colocam em risco
a integridade física e/ou mental do trabalhador.
Abaixo alguns exemplos de condições inseguras mais comumente conhecidas:

 Falta de proteção em máquinas e equipamentos.


 Deficiência de maquinário e ferramental.
 Passagens perigosas.
 Instalações elétricas inadequadas ou defeituosas.
 Falta de equipamento de proteção individual.
 Nível de ruído elevado.
 Proteções inadequadas ou defeituosas.
 Má arrumação/falta de limpeza.
 Defeitos nas instalações.
 Iluminação inadequada
 Piso danificado.
 Risco de fogo ou explosão.
 Sucção de mergulhadores pelas bombas do navio.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

IMPORTÂNCIA PREVENTIVA DO USO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO


INDIVIDUAL (EPI) E DO CUMPRIMENTO DAS NORMAS DE SEGURANÇA.
Conforme Norma Regulamentadora nº 6, Equipamento de Proteção Individual – EPI “é todo
dispositivo de uso individual utilizado pelo empregado, destinado à proteção de riscos suscetíveis de
ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.”
A empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em
perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

 Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção.


 Contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais.
 Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas.
 Para atender situações de emergência.

P á g i n a | 227
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Quanto ao EPI cabe ao empregador

 Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade.


 Exigir o seu uso.
 Fornecer ao empregado somente EPI’s aprovados pelo órgão nacional.
 Competente em matéria de segurança e saúde no trabalho.
 Orientar e capacitar o empregado quanto ao uso adequado acondicionamento e
conservação.
 Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado.
 Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.
 Comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade
observada.

Quanto ao EPI cabe ao empregado:

 Utilizar apenas para a finalidade a que se destina;


 Responsabilizar-se pelo acondicionamento e conservação;
 Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
 Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Conforme o Art. 157 da CLT


Cabe às empresas:

 Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;


 Instruir o empregado, através de ordens de serviço, quanto às precauções a serem
tomadas no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças profissionais.

Conforme o Art. 158 da CLT


Cabe aos empregados:

 Observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as ordens de


serviço expedidas pelo empregador.
 Colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste capítulo (V).

P á g i n a | 228
Curso Básico de Segurança de Plataforma

MEDIDAS DE
HIERARQUIA DETALHE
CONTROLE
- Eliminar os riscos através da remoção do
1 Eliminação
perigo.
- Substituir materiais menos perigosos,
2 Substituição
equipamentos, processos, etc.
- Fazer mudanças estruturais no ambiente
de trabalho, sistemas de trabalho,
Controle de ferramentas ou uso de próteses mecânicas
3
Engenharia ou dispositivos de movimentação manual.
- Confinar ou isolar um perigo através do uso
de protetores, etc.
- Estabelecer políticas, diretrizes,
autorizações de trabalho, etc.
Controles
4 - Manutenção de rotina.
Administrativos
- Proporcionar treinamento sobre os riscos e
procedimentos.
- Fornecer EPI adequado para o trabalho,
Equipamentos de
5 fornecer treinamento em seu uso e garantir
Proteção Individual
a manutenção adequada.
Equipoamento de Proteção Insegura

Parágrafo único – Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada:

 A observância das instruções expedidas pelo empregador;


 Ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s fornecidos pela
empresa.

LOCALIZAÇÃO E A NECESSIDADE DA UTILIZAÇÃO DE MÁSCARAS DE FUGA,


CHUVEIRO LAVA OLHOS E CHUVEIRO DE SEGURANÇA PREVISTO PELA NR-34.
Máscara de Fuga
A máscara de fuga é um equipamento de proteção respiratória (EPR) que tem por finalidade
proteger o usuário no caso de presença súbita de gases e fumaças.
Obs.: As máscaras de fuga não devem ser utilizadas para trabalho, apenas para fuga.

P á g i n a | 229
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Chuveiro Lava Olhos e Chuveiro de Segurança


Estes equipamentos devem existir em locais de manuseio de
produtos químicos, em situações de maior risco de projeção ou onde
houver risco maior de queimaduras por calor, como por exemplo:

 Laboratórios com manuseio de produtos químicos.


 Oficinas ou áreas de manuseio de produtos químicos.

É recomendável que o chuveiro fique a 2,13m do piso e o lava-


olhos a 1,10m facilitando seu uso por qualquer trabalhador.
Os Lava-olhos são equipamentos projetados de forma
semelhante aos chuveiros de segurança, só que com o objetivo
específico de livrar os olhos de contaminantes.

EFEITOS E PRECAUÇÕES EM RELAÇÃO À PRESENÇA DE GASES TÓXICOS E


ASFIXIANTES, EM PARTICULAR O H2S (SULFETO DE HIDROGÊNIO), CO2 ETC.
Os produtos químicos representam um dos maiores potencial de riscos de acidentes nas
operações de perfuração, exploração e produção das plataformas marítimas. Essas substâncias, em
sua maioria, são gases tóxicos, inflamáveis e asfixiantes que podem ser resultantes dos processos
relacionados às operações envolvendo hidrocarbonetos ou podem estar presentes na própria
exploração.
O risco de acidentes envolvendo os gases perigosos sempre será de grande preocupação para
todos a bordo. Trata-se de substâncias que, em sua grande maioria, não possuem cheiro ou cor e
podem matar uma pessoa dependendo de sua concentração ou tempo de exposição. Por isso as
atmosferas de risco precisam ser constantemente monitoradas por sistemas de detecção, já que,
historicamente, as consequências dos acidentes com vazamentos, explosões e incêndios envolvendo
esses gases e vapores perigosos costumam ser catastróficas.

H2S
É um gás incolor, muito venenoso gás inflamável com um odor característico de ovos
estragados perceptível em concentrações tão baixas como 0,00047 ppm. Que muitas vezes resulta
da decomposição bacteriana da matéria orgânica na ausência de oxigênio, como pântanos e em
esgotos.

 0,00047 ppm é o limiar de reconhecimento, a concentração na qual 50% dos seres


humanos podem detectar o odor característico de sulfeto de hidrogênio,
normalmente descrito como semelhante a "um ovo podre".
 Menos de 10 ppm tem um limite de exposição de 8 horas por dia.
 10-20 ppm é a concentração limite da irritação ocular.
 50-100 ppm leva a danos nos olhos.
 Em 100-150 ppm, o nervo olfativo é paralisado após algumas inalações, e o sentido do
cheiro desaparece, frequentemente em conjunto com consciência do perigo.
 320-530 ppm leva a edema pulmonar, com a possibilidade de morte.
 530-1000 ppm provoca forte estimulação do sistema nervoso central e respiração
rápida, levando à perda da respiração.
 800 ppm é a concentração letal para 50% dos seres humanos por 5 minutos de
exposição (LC50).
 Concentrações acima de 1000 ppm causar colapso imediato com a perda da respiração,
mesmo após a inalação de uma única respiração.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

CO2
Conteúdo de dióxido de carbono ao ar livre varia entre 0,036% (360 ppm) e 0,039% (390 ppm),
dependendo da localização. Dióxido de carbono é tóxico para o coração e faz com que a força
contrátil diminuída.

 1% pode causar sonolência com a exposição prolongada.


 Em 2%, é ligeiramente narcótico e causa aumento da pressão arterial e
pulsação e causa redução de audição.
 Em cerca de 5% faz com que a estimulação do centro respiratório, tontura,
confusão e dificuldade em respirar acompanhada por dor de cabeça e falta de
ar. Ataques de pânico também podem ocorrer nesta concentração.
 Em cerca de 8% provoca dor de cabeça, sudorese, visão turva, tremores e perda
de consciência após uma exposição entre cinco e dez minutos.

PERIGOS E PRECAUÇÕES DE TRABALHOS REALIZADOS EM ESPAÇOS


CONFINADOS.
Este é um dos trabalhos mais perigosos que se realizam a bordo de plataformas e navios. As
instruções gerais para entrar em um espaço confinado são previstas pela NR-33 que estabelece os
requisitos mínimos para identificar, reconhecer, monitorar e controlar dos riscos existentes, de forma
a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores.
Atenção especial deve ser dada a essa operação e nunca se deve aceitar a entrada em um
espaço confinado se não tiverem sido tomadas as medidas de segurança necessárias. Cada um que
ingressar nesses locais deve estar familiarizado com os riscos que podem se apresentar, e deve
receber treinamento sobre todos os aspectos da entrada e seguir os procedimentos estabelecidos
durante todo o tempo.

Trabalho em Espaço Confinado

P á g i n a | 231
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Na definição normativa espaço confinado:

“é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, possui meios limitados de
entrada e saída, a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a
deficiência ou enriquecimento de oxigênio”.

Riscos Envolvidos
Os riscos atmosféricos (gases tóxicos, inflamáveis ou asfixiantes) são os principais riscos que
devemos controlar antes de se iniciar os trabalhos em espaços confinados. Por isso os locais devem
ser avaliados com relação à presença dessas substâncias e, após serem identificadas, medidas de
controle como ventilação ou injeção devem ser efetivadas para tornar a atmosfera segura.

Outros riscos como possibilidade de quedas de pessoas ou objetos, descargas elétricas,


engolfamento ou aprisionamento deve m ser também avaliados. A possibilidade de pessoas com
claustrofobia ou algum tipo de restrição física ou de saúde também deve ser levada em conta.
Por isso é necessária a realização de exames médicos específicos para aqueles designados
para trabalhos em espaços confinados.
Principais requisitos para operações em espaços confinados:

 Procedimento de trabalho formal e escrito;


 Proibido a entrada individual;
 Treinamento obrigatório para os participantes, supervisores e equipe de resgate;
 Avaliação inicial;
 Acesso somente com emissão de PET;
 Ventilação;
 Monitoramento contínuo;
 Proteção respiratória;
 Equipamentos especiais;
 Equipe de resgate.

P á g i n a | 232
Curso Básico de Segurança de Plataforma

IMPORTÂNCIA PREVENTIVA DA DISCIPLINA OPERACIONAL: CUMPRIR PADRÕES


DE PROCEDIMENTOS; PERMISSÃO PARA INICIAR TRABALHO; E GESTÃO DE
MUDANÇAS.
Padrões de Procedimentos
Procedimento Operacional Padrão (POP) (em inglês: Standard Operating Procedure) é uma
descrição detalhada de todas as operações necessárias para a realização de uma atividade, ou seja, é
um roteiro padronizado para realizar uma atividade
O POP pode ser aplicado, por exemplo, numa empresa cujos colaboradores trabalhem em
três turnos, sem que os trabalhadores desses turnos se encontrem e que, por isso, executem a
mesma tarefa de modo diferente.
A maioria das empresas que empregam este tipo de formulário possui um Manual de
Procedimentos que é originado a partir do fluxograma da organização.
Consideradas como o instrumento mais simples do rol das informações técnicas e gerenciais
da área da qualidade, as Instruções de Trabalho – IT - também conhecidas como NOP (Norma
Operacional Padrão) ou POP (Procedimento Operacional Padrão), têm uma importância capital
dentro de qualquer processo funcional cujo objetivo básico é o de garantir, mediante uma
padronização, os resultados esperados por cada tarefa executada (Colenghi, 2007).

Permissão de Trabalho
Um documento escrito contendo um conjunto de medidas de
controle destinados a desenvolver um trabalho seguro, bem como
medidas de emergência e resgate. (NR-34)

 Trabalho a quente e a frio.


 Trabalho elétrico e radioativos.
 Trabalho em espaços confinados.
 Mergulho.
 Trabalho com Radioatividade.
Permissão de Trabalho

Gestão de Mudanças
A necessidade de constante adaptação das organizações motivadas por exigências legais,
tecnológicas, ambientais, sociais, estratégicas, gerenciais, entre outras, levou as empresas a
adotarem o processo de gestão de mudanças para transformações necessárias a organização, com o
objetivo de melhorar a sua eficácia.
É um processo que pode ser aplicado na organização para mudanças de pessoas, processos e
tecnologias. A mudança pode ser um processo natural ao longo da existência das organizações.
Porém, para que sejam mudança positivas e bem sucedidas devem seguir alguns critérios:

 Planejar a mudança;
 Identificar os impactos da mudança;
 Uma visão do futuro (necessidade de mudança);
 Implementar e consolidar a mudança.

Quando analisamos os impactos da mudança na segurança e saúde do trabalhador a gestão


de mudanças se configura numa forma estruturada para promover mudanças dentro das
organizações, através da aplicação de metodologias que ajudam a administrar (eliminar ou minimizar)
novos riscos trazidos pelo “novo”.

P á g i n a | 233
Curso Básico de Segurança de Plataforma

A própria NBR 18.801 prevê que na gestão de mudanças é necessário identificar os riscos
associados à segurança e saúde dos trabalhadores, sejam internos ou externos, e seus impactos sobre
o SGSST, antes da introdução de mudanças. De acordo com essa norma são necessárias as seguintes
medidas de controle:

 Engenharia;
 Proteção coletiva e individual;
 Administrativa ou de organização de trabalho;
 Sinalização, rotulagem ou ambos.

Mudanças Requerem Coragem


Mudanças nem sempre são bem vistas nas organizações. Mudanças, temporárias ou
permanentes, devem sempre ser avaliadas visando à eliminação e/ou minimização de resistências,
atrasos, riscos ou problemas diversos decorrentes de sua implantação.
Algumas recomendações para o processo de mudanças:

 Preparação para mudanças: Devemos também nos adaptar às novas metas e criar
nossas próprias novas metas;
 Processo constante: Requer paciência para compatibilizar os valores pessoais com os
valores organizacionais;
 Resistência de algumas pessoas: As pessoas resistem porque Isso implica em sair de
sua área de conforto. Devemos enfrentar esses “medos” infundados, emprestados ou
até mesmo desconhecidos.

Múltiplas Barreiras
James Reason propôs o Modelo do Queijo Suíço. Esse modelo consiste-se de múltiplas fatias
de queijo suíço colocadas lado a lado como barreiras à ocorrência de erros.
Em algumas situações, os buracos do queijo se alinham permitindo que um erro passe pelas
múltiplas barreiras causando o dano.
O "efeito queijo suíço", também conhecido como o "efeito cumulativo ato", vem do trabalho
de James Reason, um psicólogo britânico que analisou falha sistêmica em termos de quatro níveis de
erro humano: supervisão insegura, pré-condições para atos inseguros, os atos inseguros próprios e
influências organizacionais.
Quando os quatro níveis de falha potencial alinhar, os acidentes são inevitáveis. A teoria se
aplica a pequenas empresas e grandes empresas.

Quatro Níveis
Reason argumenta que, como buracos em fatias adjacentes de queijo suíço, as falhas têm
aspectos diferentes, mas interligados. Por exemplo, um acidente que ocorreu durante a primeira
entrega de um motorista de caminhão novato pode resultar de quatro falhas distintas: falta de
supervisão adequada, sob a forma de um passageiro experiente; condições inseguras, tais como não
garantir a carga se foi amarrada corretamente; má condução , que é o ato inseguro em si, e
treinamento insuficiente, falta de influência organizacional.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Se um pequeno empresário aborda os problemas em todos os quatro níveis, as falhas são


menos prováveis de ocorrer:

 Influências organizacionais;
 Influências negativas dentro de uma pequena empresa podem variar de atitudes que
promovam o comportamento inseguro de procedimentos de treinamento ineficazes a
um comportamento que inibe a comunicação. Em outras palavras, as influências
organizacionais que contribuem para o fracasso são as condições gerais, e não o
comportamento ou atitude de indivíduos isolados.

P á g i n a | 235
Curso Básico de Segurança de Plataforma

PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO E FISCALIZAÇÃO

OS EFEITOS DA POLUIÇÃO NO MEIO AMBIENTE MARINHO.


Poluição
Poluição é a introdução de contaminantes em um ambiente natural que causa instabilidade,
desordem, dano ou desconforto ao ecossistema ou seja, sistemas físicos ou organismos vivos.

Poluição Marinha
Poluição marinha acontece quando efeitos prejudiciais ou efeitos potencialmente nocivos
para um resultado da entrada de resíduos químicos, industriais, agrícolas, residenciais e partículas,
como também de ruído ou da propagação de organismos invasores no oceano.
A maioria das fontes de poluição marinha estão em terra. A poluição muitas vezes vem de
fontes não específicas, tais como resíduos agrícolas e resíduos levados pelo vento.

P á g i n a | 236
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Impacto no meio ambiente – Grandes vazamentos de óleo

Lago: Lakeview Gusher


Estados Unidos, Kern County, Califórnia
14 de Março de 1910 – Setembro 1911
90.000 barris (14.000 m³)

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Lakeview_Gusher

Guerra do Golfo Derramamento de óleo


Iraque, Golfo Persa e Kuwait
23 de Janeiro de 1991
1 milhão e 360 mil toneladas
(753 piscinas olímpicas)

Fonte: https://exame.abril.com.br/mundo/10-maiores-
acidentes-petroliferos-historia-556774/

Deepwater Horizon
Estados Unidos, Golfo do México
20 de Abril – 15 Julho de 2010
Mais de 4 milhões de barris

Fonte: http://www.dw.com/pt-br/deepwater-horizon-
a-cat%C3%A1strofe-que-n%C3%A3o-terminou/a-
18394906r One

P á g i n a | 237
Curso Básico de Segurança de Plataforma

Petrobras Pipeline
Brasil, Baía de Guanabara , RJ
Janeiro de 2000
1 milhão e 300 mil litros de óleo

Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/responsaveis-por-
megavazamento-de-oleo-na-baia-de-guanabara-sao-
absolvidos-3060189

P-36
Brasil, Roncador, Bacia de Campos
15 de Março de 2001
274 Barris

Fonte: http://acervo.oglobo.globo.com/

Refinaria Manguinhos
Brasil, Bahia de Guanabara, RJ
23 de Novembro de 2001
103.365 litros de óleo

Fonte:
http://www.prrj.mpf.mp.br/frontpage/noticias/noticia_151

P á g i n a | 238
Curso Básico de Segurança de Plataforma

PROPÓSITO DA LEI Nº 9.985 DE 2000, DO DECRETO REGULAMENTADOR Nº 4.136


DE 2002 E DA LEI Nº 9.966 DE 2000 SOBRE A FISCALIZAÇÃO E AS SANÇÕES
APLICÁVEIS SOBRE A FISCALIZAÇÃO E POR DANOS AMBIENTAIS NAS ÁGUAS
BRASILEIRAS.
Lei 9.985/2000
Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.

"Área Regional e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com


características relevantes, legalmente instituído pelo poder público, visando a
conservação e limites definidos, ...".
"USO SUSTENTÁVEL - Exploração do Ambiente, a fim de assegurar a eternidade da
renovação dos recursos ambientais e dos processos ecológicos, mantendo a diversidade
biológica e os demais atributos ecológicos de forma justa e viável".

Decreto 4.136/2002

“Art. 1o Constitui infração às regras sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da


poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em
águas sob jurisdição nacional a inobservância a qualquer preceito constante da Lei nº
9966, de 28 de Abril de 2000, e a instrumentos internacionais ratificados pelo Brasil.”

Lei 9.605/1998

“Art. 2º Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei,
incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o diretor,
o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o
preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de
outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.”

IBAMA
“IBAMA” - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - é uma
entidade autárquica de regime especial com autonomia administrativa e financeira, dotada de
personalidade jurídica de direito público e vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.
Linha verde é um Call Center para ligação gratuita – 0800 61 8080, disponível em todo Brasil,
onde todos os cidadãos poderão se manifestar em relação as ações do IBAMA.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

LEI Nº 9966/2000 – LEI DO ÓLEO


A necessidade de adequação do gerenciamento ambiental das atividades envolvendo a
exploração, produção, transporte e estocagem de óleo foi efetivada a partir da vigência da lei
9966/2000, que dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por
lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional,
conhecida com a “Lei do Óleo”.

“Art. 1o Esta Lei estabelece os princípios básicos a serem obedecidos na movimentação


de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em portos organizados, instalações
portuárias, plataformas e navios em águas sob jurisdição nacional.
Art. 5º: Todo porto organizado, instalação portuária e plataforma, bem como suas
instalações de apoio, disporá obrigatoriamente de instalações ou meios adequados para
o recebimento e tratamento dos diversos tipos de resíduos e para o combate da poluição,
observadas as normas e critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente”.
Art. 27. São responsáveis pelo cumprimento desta Lei:
I – a autoridade marítima, por intermédio de suas organizações competentes, com as
seguintes atribuições:
a) fiscalizar navios, plataformas e suas instalações de apoio, e as cargas embarcadas, de
natureza nociva ou perigosa, autuando os infratores na esfera de sua competência;
b) levantar dados e informações e apurar responsabilidades sobre os incidentes com
navios, plataformas e suas instalações de apoio que tenham provocado danos
ambientais;
c) encaminhar os dados, informações e resultados de apuração de responsabilidades ao
órgão federal de meio ambiente, para avaliação dos danos ambientais e início das
medidas judiciais cabíveis;
d) comunicar ao órgão regulador da indústria do petróleo irregularidades encontradas
durante a fiscalização de navios, plataformas e suas instalações de apoio, quando
atinentes à indústria do petróleo;
II – o órgão federal de meio ambiente, com as seguintes atribuições:
a) realizar o controle ambiental e a fiscalização dos portos organizados, das instalações
portuárias, das cargas movimentadas, de natureza nociva ou perigosa, e das plataformas
e suas instalações de apoio, quanto às exigências previstas no licenciamento ambiental,
autuando os infratores na esfera de sua competência;
b) avaliar os danos ambientais causados por incidentes nos portos organizados, dutos,
instalações portuárias, navios, plataformas e suas instalações de apoio;
c) encaminhar à Procuradoria-Geral da República relatório circunstanciado sobre os
incidentes causadores de dano ambiental para a propositura das medidas judiciais
necessárias;
d) comunicar ao órgão regulador da indústria do petróleo irregularidades encontradas
durante a fiscalização de navios, plataformas e suas instalações de apoio, quando
atinentes à indústria do petróleo;
III – o órgão estadual de meio ambiente com as seguintes competências:
a) realizar o controle ambiental e a fiscalização dos portos organizados, instalações
portuárias, estaleiros, navios, plataformas e suas instalações de apoio, avaliar os danos
ambientais causados por incidentes ocorridos nessas unidades e elaborar relatório
circunstanciado, encaminhando-o ao órgão federal de meio ambiente;
b) dar início, na alçada estadual, aos procedimentos judiciais cabíveis a cada caso;
c) comunicar ao órgão regulador da indústria do petróleo irregularidades encontradas
durante a fiscalização de navios, plataformas e suas instalações de apoio, quando
atinentes à indústria do petróleo;
d) autuar os infratores na esfera de sua competência;
IV – o órgão municipal de meio ambiente, com as seguintes competências:

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

a) avaliar os danos ambientais causados por incidentes nas marinas, clubes náuticos e
outros locais e instalações similares, e elaborar relatório circunstanciado,
encaminhando-o ao órgão estadual de meio ambiente;
b) dar início, na alçada municipal, aos procedimentos judiciais cabíveis a cada caso;
c) autuar os infratores na esfera de sua competência;
V – o órgão regulador da indústria do petróleo, com as seguintes competências:
a) fiscalizar diretamente, ou mediante convênio, as plataformas e suas instalações de
apoio, os dutos e as instalações portuárias, no que diz respeito às atividades de pesquisa,
perfuração, produção, tratamento, armazenamento e movimentação de petróleo e seus
derivados e gás natural;
b) levantar os dados e informações e apurar responsabilidades sobre incidentes
operacionais que, ocorridos em plataformas e suas instalações de apoio, instalações
portuárias ou dutos, tenham causado danos ambientais;
c) encaminhar os dados, informações e resultados da apuração de responsabilidades ao
órgão federal de meio ambiente;
d) comunicar à autoridade marítima e ao órgão federal de meio ambiente as
irregularidades encontradas durante a fiscalização de instalações portuárias, dutos,
plataformas e suas instalações de apoio;
e) autuar os infratores na esfera de sua competência.
§ 1o A Procuradoria-Geral da República comunicará previamente aos ministérios públicos
estaduais a propositura de ações judiciais para que estes exerçam as faculdades previstas
no § 5o do art. 5o da Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985, na redação dada pelo art. 113
da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor.
§ 2o A negligência ou omissão dos órgãos públicos na apuração de responsabilidades
pelos incidentes e na aplicação das respectivas sanções legais implicará crime de
responsabilidade de seus agentes.

A Lei do óleo acaba, portanto, consolidando a internalização dos princípios da MARPOL 73/78.
Ela obriga a elaboração de Planos de Contingência e Instalação para Recepção e/ou Tratamento de
Resíduos. Também estabelece a responsabilidade dos diversos agentes nos casos de danos ao meio
ambiente e a terceiros.

MARPOL
Marpol 73/78 é uma das mais importantes convenções internacionais do meio ambiente
marinho. Foi projetada para minimizar a poluição dos mares, incluindo poluição por descarte de lixo,
vazamentos de petróleo e gases. Seu objetivo é: preservar o meio ambiente marinho através da
completa eliminação da poluição por hidrocarbonetos e outras substâncias nocivas e a minimização
do despejo acidental de tais substâncias.

P á g i n a | 241
Curso Básico de Segurança de Plataforma

ISO 14.000
A ISO 14001 é uma norma internacionalmente reconhecida que define o que deve ser feito
para estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) efetivo. A norma é desenvolvida com
objetivo de criar o equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade e a redução do impacto ambiental;
com o comprometimento de toda a organização. Com ela é possível que sejam atingidos ambos
objetivos.

O que está na ISO 14001:

 Requisitos gerais.
 Política ambiental.
 Planejamento da implementação e operação.
 Verificação e ação corretiva.
 Análise crítica pela administração.

Isto significa que devem ser identificados os aspectos de seu negócio que impactam o meio
ambiente e compreender a legislação ambiental relevante à sua situação. O próximo passo é preparar
objetivos para melhoria e um programa de gestão para atingi-los, com análises críticas regulares para
melhoria contínua.

P á g i n a | 242
Curso Básico de Segurança de Plataforma

PRINCIPAIS FONTES POLUIDORAS: DERRAMAMENTO DE ÓLEO, ÁGUA DE LASTRO,


LIXO E ESGOTO.
O impacto ambiental é todo efeito no meio ambiente causado pelas alterações e atividades
do homem.
Conforme o tipo de intervenção, modificações produzidas e eventos posteriores, pode-se
avaliar qualitativa e quantitativamente o impacto, classificando-o de caráter “positivo” ou “negativo”.
Sendo assim, os impactos ambientais causados pela navegação são as mudanças e
consequências causadas pela prática da navegação.
Veja alguns exemplos a seguir.

Derramamento de Petróleo
Embora menos frequente do que a poluição que ocorre a partir de operações diárias, o
derramamento de petróleo têm efeitos devastadores.

Água de Lastro
Descarga de água de lastro normalmente contém uma variedade de materiais biológicos,
incluindo plantas, animais, vírus e bactérias. Esses materiais incluem muitas vezes espécies não-
nativos e exóticas que podem causar danos ecológicos e econômicos extensivo para os ecossistemas
aquáticos.

Resíduos Sólidos
Resíduos sólidos gerados em um navio inclui vidro, papel, papelão, alumínio e latas de aço e
plásticos.

Esgoto
Águas negras são formadas por esgoto, águas residuais de sanitários e instalações médicas,
que podem conter bactérias nocivas, patógenos, vírus, parasitas intestinais e nutrientes prejudiciais.

Poluição Sonora
O ruído produzido pelos navios pode viajar longas distâncias, e as espécies marinhas que
dependem da atividade sonora para sua orientação, comunicação e alimentação, podem ser
prejudicadas pela poluição sonora.

Impacto de Embarcações
Os mamíferos marinhos, como baleias e peixes-boi correm o risco de serem atingido por
navios, podendo causar lesões e até morte.
Por exemplo, se um navio se desloque a uma velocidade de apenas 15 nós, há uma chance de
79 % da colisão ser letal para uma baleia.

Emissões de Gases
As emissões de gases dos navios são considerados uma fonte significativa de poluição do ar,
com 18 a 30 % de todos os óxidos de azoto e de 9 % da poluição do óxido de enxofre.

Limpeza
Águas cinza são de águas residuais da pias, chuveiros, cozinhas, lavanderia, limpeza e
atividades a bordo de um navio. Ele pode conter uma variedade de substâncias poluentes, incluindo
coliformes fecais, detergentes, óleos e graxas, metais, compostos orgânicos, hidrocarbonetos de
petróleo, nutrientes, resíduos alimentares, resíduos hospitalares e odontológicos.

P á g i n a | 243
Curso Básico de Segurança de Plataforma

PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO NO MEIO AMBIENTE


MARINHO EM RELAÇÃO AO: LIXO, ESGOTO, ÓLEO, ÁGUA DE LASTRO, LIXO
INDUSTRIAL, ETC.
Muitos portos têm prestado alguns tipos de serviço a navios para a disposição de seus
resíduos, sejam eles formalizados ou não, adequados ou não. Contudo, é óbvio que resíduos gerados
em navios somente são uma parte do fluxo total de resíduos de um porto. Da mesma forma, todos
os resíduos recebidos e gerados em um porto são parte do fluxo de resíduos de um país. Como a
MARPOL 73/78 somente aborda o fornecimento de instalações de recepção para navios, as práticas
de manuseio de resíduos no porto e em um país estão além do escopo da Convenção.
Mesmo assim, existe uma série de motivos pelos quais a questão dos resíduos gerados em
navios não deveria ser isolada das práticas de manuseio de resíduos em um porto e em um país. Os
resíduos gerados em navios tornam-se uma parte do fluxo total de resíduos de um porto, assim que
são recebidos em terra. Tanto os resíduos gerados em navios como os resíduos gerados em terra no
porto deveriam ser manuseados de uma maneira ambientalmente correta. Do contrário, as ações
tomadas para reduzir a poluição podem meramente transferir o problema do mar para a terra ou
vice-versa. Por exemplo, se os resíduos gerados em navios forem depositados em terra, podem
resultar na contaminação do lençol freático e em risco à saúde humana. Um exemplo de resíduos em
terra que podem causar a poluição das águas são os derramamentos de óleo nos terminais, que terão
efeitos adversos, a não ser que o óleo derramado seja adequadamente coletado e disposto.
Um segundo motivo é que apesar do gerenciamento adequado de resíduos ser dispendiosa,
os custos de ações remediadoras são extremamente elevados e a ameaça de efeitos adversos à saúde
ou ao meio ambiente nunca são completamente removidos. Uma abordagem integrada de manuseio
de resíduos, que incorpore o ciclo de vida completo dos resíduos (do momento da geração até a sua
disposição final), pode representar uma economia considerável no futuro.
Um terceiro argumento importante é que resíduos gerados em navios, bem como resíduos
gerados em terra, podem conter materiais valiosos, que poderiam ser reutilizados. Descartar estes
resíduos representa um uso ineficiente de recursos e as opções de reciclagem deveriam ser
exploradas.
Além do mais, a minimização de resíduos é um aspecto importante em uma estratégia de
gerenciamento de resíduos. A produção desnecessária de resíduos sobrecarrega as instalações de
transporte, tratamento e disposição de resíduos e deveria ser evitada. O desenvolvimento de uma
estratégia de gerenciamento de resíduos é uma ferramenta importante para estabelecer um sistema
coerente de práticas de manuseio de resíduos e instalações para abordar as preocupações acima
mencionadas.
Basicamente, uma estratégia de gerenciamento de resíduos é uma abordagem sistemática,
que delineia como e por que os resíduos são gerenciados. Ela delineia as ações práticas, tais como
coleta, transporte e disposição, e os controles legislativos e administrativos que asseguram que estas
ações sejam realizadas (Uma lista das publicações que fornecem material de referência encontra-se
disponível em: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Tour Mirabeau, 39 – 43 quai
André Cirtoën, 75739 PARIS CEDEX 15, França). Uma estratégia de gerenciamento de resíduos
incorpora o manuseio tanto de resíduos gerados em navios, que são recebidos em um porto, bem
como resíduos gerados em terra, seja de origem doméstica ou industrial.
O manuseio de resíduos pode ser abordado em vários níveis administrativos. Uma lista das
publicações que fornecem material de referência encontra-se disponível em:

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

NÍVEIS ORGANIZAÇÃO INSTRUMENTOS

Nível Internacional IMO, PNUMA Convenção MARPOL


Estratégias de
Gerenciamento de Nível Regional Comissões Regionais, etc. Acordos Regionais, etc.
Resíduos
Nível Nacional Governo Legislação Nacional
Gerados em Terra Autoridades Estaduais / Regulamentações
Nível Local
Gerados em Navio Municipais Subordinadas
Regulamentações
Nível do Porto Autoridades Portuárias
Portuárias
Gerenciamento de Resíduos nos Diversos Níveis Administrativos

Obviamente, uma estratégia de gerenciamento de resíduos deveria levar a um sistema


operacional de gerenciamento de resíduos e, portanto, deveria resultar em legislação, organizações,
procedimentos e instalações que efetivamente solucionam o problema.
A seção 3.2 aborda resumidamente todos os tipos de resíduos sujeitos às regulamentações
da MARPOL que deveriam ser incorporados a uma estratégia de gerenciamento de resíduos. As
seções 3.3 e 3.4 deste capítulo concentram-se no desenvolvimento de uma estratégia de
gerenciamento de resíduos em geral, enquanto as seções de 3.5 a 3.8 abordam as opções de
manuseio de resíduos nos portos e a 3.2 resíduos cobertos pela MARPOL.
Os Anexos da Convenção regulamentam a descarga de substâncias nocivas no mar.
“Substâncias nocivas”, de acordo com a Convenção, são assim definidas: “qualquer substância que, se
despejada no mar, é capaz de gerar riscos para a saúde humana, danificar os recursos biológicos e a
vida marinha, prejudicar as atividades marítimas recreativas ou interferir com outras utilizações
legítimas do mar e inclui toda substância sujeita a controle pela presente Convenção.”

Substâncias nocivas para as quais os Anexos estabelecem limites de despejo são:

 Óleo e misturas oleosas (Anexo I);


 Substâncias líquidas nocivas, por ex, produtos químicos a granel (Anexo II);
 Esgoto (Anexo IV, ainda não em vigor);
 Lixo e todos os demais resíduos comuns gerados em navio (sólidos e líquidos) não
cobertos pelos Anexos I, II, III e IV (Anexo V).

ÁGUAS JURISDICIONAIS BRASILEIRAS (AJB) E A COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE


MARÍTIMA.
De acordo com a Instrução Normativa nº 1/MB/MD de 7 de junho de 2011 a definição de Águas
Juridicionais Brasileiras:

“compreendem as águas interiores e os espaços marítimos, nos quais o Brasil exerce


jurisdição, em algum grau, sobre atividades, pessoas, instalações, embarcações, e
recursos naturais vivos e não-vivos, encontrados na massa líquida, no leito ou no
subsolo marinho, para os fins de controle e fiscalização, dentro dos limites da legislação
internacional e nacional. Esses espaços marítimos compreendem a faixa de
200 milhas marítimas contadas a partir das linhas de base, acrescida das águas
sobrejacentes à extensão da Plataforma Continental além das 200 milhas marítimas,
onde ela ocorrer.”

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Águas Territoriais
Águas territoriais ou mar territorial, conforme definido pela Convenção das Nações Unidas
sobre o direito do Mar de 1982, é um cinturão de águas costeiras com extensão de no máximo, 12
milhas náuticas (22 km; 14 mi).
A largura do mar territorial é contada a partir da linha de base (linha de baixa-mar) ao longo
da costa. Dentro do mar territorial, dispõe de direitos soberanos portanto as embarcações
estrangeiras (civis e militares) têm o "direito de passagem inocente" pelo mar territorial, desde que
não violem as leis do estado costeiro, nem constituam ameaça à segurança. Estes direitos se
estendem do espaço aéreo sobre e abaixo ao fundo do mar.

Zona Econômica Exclusiva


A ZEE- Zona Econômica Exclusiva - é uma faixa de água que começa no limite exterior do mar
territorial de um estado costeiro e termina a uma distância de 200 milhas náuticas (370 km) do litoral,
na qual o estado costeiro dispõe de direitos especiais sobre a exploração e uso de recursos marinhos
tais como a exploração da pesca, mineração, petróleo e na prevenção da poluição destes.

Plataforma Continental
Chama-se plataforma continental à porção dos fundos marinhos que começa na linha de costa
e desce com um declive suave até ao talude continental (onde o declive é muito mais pronunciado).
Em média, a plataforma continental desce até uma profundidade de 200 metros, atingindo as bacias
oceânicas.
A plataforma, junto ao talude continental e depósito sedimentares, quando existentes,
compõe aquilo que é chamado de margem continental, isto é, a parte ainda pertencente à crosta
continental, porém submersa.

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Autoridade Marítima Brasileira

Missão da IMO
International Maritime Organization, a Organização Marítima
Internacional (IMO) é a agência especializada das Nações Unidas, que
tem como objetivo instituir um sistema de colaboração entre governos
no que se refere a questões técnicas que interessam à navegação
comercial internacional, bem como encorajar a adoção geral de normas
relativas à segurança marítima e à eficácia da navegação.
Compete à IMO igualmente, estimular o abandono de medidas
discriminatórias aplicadas à navegação internacional, examinar
questões relativas a práticas desleais de empresas de navegação, tratar
de assuntos relativos à navegação marítima apresentados por outros
órgãos das Nações Unidas e promover o intercâmbio, entre os
governos, das informações sobre questões estudadas pela
Organização.

LEI Nº 97/1999
Autoridade Marítima Brasileira:

“O art. 17 denomina a Marinha do Brasil como Autoridade Marítima competente.”

DPC Diretoria de Portos e Costas


Diretoria de Portos e Costas (DPC) é uma Organização Militar da Marinha do Brasil.
Representa a autoridade marítima para a Marinha Mercante, para a Segurança do Tráfego Aquaviário,
para o Meio-Ambiente, e para os organismos internacionais, de investigação científica marinha e bens
submersos.
A DPC tem os seguintes fins:

 Contribuir com a orientação e controle da marinha mercante e respectivas funções no


interesse da Defesa Nacional;
 Fiscalização das atividades relacionadas com a segurança da navegação e a
salvaguarda da vida humana no mar;
 Contribuir para a prevenção da poluição causada por navios, plataformas e suas
instalações de apoio
 Contribuir para a formulação e implementação das políticas nacionais relacionadas ao
mar;
 Contribuir para implementar e monitorar o cumprimento das leis e regulamentos no
mar e águas interiores, e
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 Contribuir para a capacitação, mediante cursos profissionalizantes e de


aperfeiçoamento, do pessoal aquaviário que compõe as tripulações dos navios e
embarcações mercantes nacionais.

ORGANIZAÇÃO DISTRITAL DA MARINHA DO BRASIL, FOCALIZANDO AS CAPITANIAS


DOS PORTOS, SUAS DELEGACIAS E AGÊNCIAS COMO AGENTES LEGAIS DA
AUTORIDADE MARÍTIMA.
Distrito Naval
Os Distritos Navais têm o propósito de contribuir para as tarefas sob a responsabilidade da
Marinha do Brasil, em suas respectivas áreas de jurisdição.

Exemplo:
O 1º Distrito Naval da Marinha brasileira está localizado no Rio de Janeiro. Sua missão é:

 executar operações navais, aeronavais, de fuzileiros navais e terrestres de caráter


naval;
 apoiar as Unidades e Forças Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais, subordinadas ou
não, em operação em sua área de jurisdição;
 acompanhar o tráfego marítimo e fluvial;
 controlar as atividades relacionadas com a segurança da navegação marítima, fluvial e
lacustre;
 coordenar e controlar as atividades de Patrulha Costeira, Inspeção Naval e Socorro e
Salvamento Marítimo;
 cooperar para a preservação e utilização racional dos recursos do mar, da plataforma
continental e das águas interiores; entre outros.

Capitania
Uma capitania do porto é um órgão de autoridade marítima junto de um determinado porto,
normalmente também exercendo jurisdição na área marítima envolvente ao mesmo.
Nas suas áreas de jurisdição, as capitanias dos portos são, normalmente, responsáveis por
fazer cumprir as leis e os regulamentos marítimo-portuários, sobretudo no que diz respeito à
segurança da navegação

Capitania, Delegacia e Agências


As capitanias do Portos, as Delegacias e as Agências tem a missão de contribuir para a
supervisão coordenando as atividades relacionadas à Marinha Mercante e organizações afins.

Suas tarefas estão relacionadas a:

 Cumprir e fazer cumprir a legislação relacionada com o Tráfego Marítimo;


 Controlar as atividades de pilotagem;
 Controlar o tráfego marítimo já denominada de Polícia Naval
 Auxiliar no resgate marítimo;
 Propostas pela manutenção da sinalização náutica;
 Serviço militar, quando determinado, e outros.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

AS TAREFAS DE FISCALIZAÇÃO: “PORT STATE” E “FLAG STATE”.


Trata-se de ações administrativas com o propósito de verificar as condições de operação e
estruturais da embarcação e seus equipamentos, competências da tripulação
(capacitação/treinamento), de acordo com as convenções internacionais (SOLAS, MARPOL, STCW,
etc) e se a embarcação está sendo operada de acordo com as normas nacionais e internacionais.
Existem 2 tipos:

Port State Control


É a inspeção de navios estrangeiros em outros portos nacionais por oficiais PSC (inspetores)
com a finalidade de verificar se a competência do comandante e os oficiais a bordo, a condição do
navio e seus equipamentos cumprem os requisitos das convenções internacionais (Ex.; SOLAS,
MARPOL, STCW, etc.) e que o navio é tripulado e operado em conformidade com as Leis
internacionais aplicáveis.

Flag State Control


Flag State de um navio comercial é o Estado sob cuja legislação o navio está registrado ou
licenciado. Flag State tem a autoridade e a responsabilidade de fazer cumprir regulamentos sobre os
navios registrados sob a sua bandeira, incluindo as relativas à inspeção, certificação e emissão de
documentos de segurança e prevenção da poluição.

Como um navio opera sob as leis de seu Flag State, essas leis são usadas, em caso o navio
estiver envolvido em um caso almirantado. O Panamá é hoje o maior Flag State do mundo com quase
um quarto da tonelagem do mundo oceânico registrado lá.

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AS SEGUINTES ILEGALIDADES: PASSAGEIRO CLANDESTINO A BORDO E


TERRORISMO.
Passageiro Clandestino
Um clandestino é definido como uma pessoa que secretamente entra em um navio, ou no
carregamento do navio, sem o consentimento do dono da embarcação ou o comandante ou qualquer
outra pessoa responsável, e que seja detectado a bordo depois que o navio já tenha partido de um
porto, e é reportado como um clandestino, pelo capitão às autoridades competentes.

Terrorismo
Terrorismo é definido com uso ilegal ou ameaça de uso da força ou violência contra pessoa ou
propriedade em uma tentativa de coagir ou intimidar governos ou sociedades para alcançar objetivos
políticos, religiosos ou ideológicos.

PIRATARIA NO MAR DE ATOS ILÍCITOS, COMO ASSALTO OU ROUBO ARMADO.


A Pirataria e o Roubo armado contra navios são um problema crescente. O termo “pirataria”
é usado para alto-mar. Exemplo: para águas que estão fora da jurisdição do Estado. O termo “roubo
armado” é usado para águas territoriais.
Existe uma tendência de os piratas estarem mais ousados em seus ataques, usando mais
violência e capturando mais reféns. De acordo com o Serviço Marítimo Internacional (IMB) mais
pessoas foram sequestradas no mar em 2010 que em qualquer outro ano registrado.
Pirataria varia entre roubo de carga e Pertences pessoais da tripulação e sequestro de navios
para resgate.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Hotspots de pirataria variam de tempo em tempo. A Organização Internacional Marítima


(IMO) e o Serviço Marítimo Internacional (IMB) produzem mapas em tempo real mostrando os
incidentes da pirataria.

Pirataria
De acordo com a IMO, a pirataria consiste em:
Qualquer ato ilícito de violência ou de detenção, ou qualquer ato de
depredação cometidos, para fins privados, pela tripulação ou pelos passageiros
de um navio privado ou de uma aeronave privados, e dirigidos:

 Em alto-mar, contra outro navio ou aeronave, ou contra pessoas


ou bens a bordo de navios ou aeronaves;
 Contra um navio, aeronave, pessoas ou bens em lugar não submetido à jurisdição de
qualquer Estado.

a) Qualquer ato de participação voluntária na utilização de um navio ou de uma aeronave


com o conhecimento de fatos tornando-se um navio ou aeronave pirata;
b) Qualquer ato incitar ou ajudar intencionalmente facilitar um ato descrito na alínea (a)
ou (b).

Piratas armados são vistos com reféns franceses no iate "Tanit" na costa da Somália em 04 de
abril de 2009

ISPS
O “International Ship and Port Facility Security” (ISPS), a Proteção Internacional dos Navios e
das Instalações Portuárias, é uma emenda para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar “Safety of Life
at Sea” (SOLAS) (1974/1988) sobre as regras mínimas de proteção para navios, portos e agências
governamentais. Tendo entrado em vigor em 2004, prevê responsabilidades para os governos, as
empresas de transporte, pessoal de bordo e portuário / pessoal de unidades para "detectar ameaças
à proteção e tomar medidas preventivas contra incidentes de proteção que afetam navios ou
instalações portuárias utilizadas no comércio internacional."

I. Nível 1: normal, o nível em que o navio ou instalação portuária opera normalmente.


II. Nível 2: elevado, o nível aplicável enquanto houver um aumento do risco de um
incidente de proteção.
III. Nível 3: excepcionais, o nível aplicável para o período de tempo em que há a
probabilidade ou risco iminente de um incidente de proteção.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

SSAS
O Ship Security System Alert (SSAS) faz parte do código ISPS e é um sistema
que contribui para os esforços da (IMO) Organização Marítima Internacional de
reforçar a proteção marítima e eliminar atos de terrorismo e pirataria contra os
navios.

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CONSCIENTIZAÇÃO DE PROTEÇÃO – CDP/P

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CONSCIENTIZAÇÃO DE PROTEÇÃO

ISPS Code
O ISPS Code traz as medidas de segurança obrigatórias a serem adotadas pelos governos,
autoridades portuárias e empresas de navegação, além de instruções para a implantação dessas
medidas. Sendo assim tem como objetivos:

 Fornecer estruturas padronizadas e consistentes para avaliações de riscos,


capacitando Governos para a previsão de alternativas de ameaças e modificações na
vulnerabilidade de navios e de instalações portuárias.
 Prevenir atos terroristas contra navios e instalações portuárias ou a sua utilização para
a prática de atos terroristas.

Para a implantação do ISPS Code deve ser realizada uma avaliação prévia da segurança das
instalações existentes. Em seguida deve ser considerada a vulnerabilidade das instalações, com a
identificação dos pontos fracos em segurança física, integridade estrutural, sistemas de proteção,
políticas e procedimentos, sistemas de comunicação, infraestruturas de transportes, utilidades e
outras áreas da instalação que possam ser prováveis ou potenciais alvos de ataques terroristas. O
ISPS Code apresenta vários modelos de redução das vulnerabilidades para serem adotados de acordo
com o grau de insegurança e ameaça de cada instalação portuária.

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IMPORTÂNCIA DA CONSCIENTIZAÇÃO DE TODOS A BORDO EM RELAÇÃO À


PROTEÇÃO.
A importância no aprofundamento dos estudos deste tema, haja vista, os indícios de que
algumas organizações terroristas, motivadas por seus objetivos políticos e ideológicos, poderiam
estar desenvolvendo suas táticas, meios e capacidades para executar ataques por via marítima no
pós 11 de setembro de 2001. Posteriormente, serão apresentados os principais ataques terroristas
realizados no mar, assim como, as organizações com capacidade de realizá-los.
Os atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, em 11 de setembro, de 2001 nos
Estados Unidos da América (EUA), levando à morte cerca de 3000 pessoas de 88 nações, bem como
as imagens inesquecíveis da destruição de dois ícones (capitalista e militar) do Estado norte-
americano, abriram um novo capítulo na história da humanidade, marcando, de forma contundente,
este tipo de terrorismo, com ações de proporções globais e ilimitadas, expresso sob múltiplas formas,
meios e métodos de ataque e nutrido por motivações políticas, étnicas e religiosas.

Uma das consequências desses ataques diz respeito à multiplicidade de meios empregados
neste tipo de ações, que podem ser: explosivos; homens bombas; vírus de computador; aeronaves
com mísseis; ou, até mesmo, em um futuro próximo, navios sendo empregados como bombas,
transporte de terroristas ou armas Nucleares, Biológicas, Químicas ou Radiológicas (NBQR).
Diante deste fato, surgiu uma nova preocupação de que organizações terroristas estivessem
desenvolvendo tecnologias, técnicas e procedimentos para valer-se do ambiente marítimo, a fim de
conduzir seus ataques neste meio, por ser, em tese, menos protegido e de difícil controle.
Estas preocupações foram confirmadas durante as ações dos EUA no Afeganistão contra a Al
Qaeda no pós 11 de setembro, ocasião em que foram encontrados 241 vídeos sobre procedimentos
de operações navais, com ações defensivas e ofensivas, desenvolvidos por Marinhas e Guarda
costeira, assim como táticas empregadas por piratas e outras organizações terroristas e separatistas.
Além desses vídeos, foram encontrados, ainda, manuais de treinamento, bem como planejamentos
prontos para serem executados, especificamente, para alvos no mar da Ásia, Golfo e Mediterrâneo.
Alguns desses manuais mostraram que organizações terroristas estão em estágio bem avançado de
treinamento para desencadear ataques tanto pela superfície, quanto ataques com o emprego de
mergulhadores ou homens bombas-torpedos”.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Achille Lauro
Primeiro atentado terrorista no mar de grande repercussão na mídia. Em 07 de outubro de
1985, o Cruzeiro italiano Achille Lauro foi sequestrado por quatro membros da organização terrorista
Frente de Libertação da Palestina, no Egito. A exigência dos terroristas era de que 50 palestinos
presos em Israel fossem libertados. Após Israel não aceitar esta demanda, os terroristas mataram um
passageiro norte-americano. Depois de prolongada negociação com autoridades italianas, egípcias e
sírias, os terroristas concordaram em finalizar o sequestro em 09 de outubro daquele ano.

Achille Lauro

USS Cole
Em 12 de outubro de 2000, o USS Cole foi atacado por uma lancha com 02 homens-bombas
suicidas da Al Qaeda. Acredita-se que a embarcação estava carregada com, aproximadamente, 500
libras de explosivos C4. Esta carga foi suficiente para abrir uma avaria de 12m por 12m no costado do
navio norte-americano. Neste ataque, 17 membros da tripulação morreram e 39 ficaram feridos.
Estima-se que o atentado ao USS Cole tenha custado a Al Qaeda US$ 50.000 dólares, enquanto o
reparo do navio somou as cifras de US$ 350 milhões de dólares. Este foi o segundo atentado a navios
da Marinha dos EUA. O primeiro atentado foi realizado em janeiro daquele ano contra o USS Sullivans,
porém a lancha estava muito pesada e afundou antes de colidir com o navio.
(Na visão do Sr. Capitão-de-Corveta (FN) Alexandre Arthur Cavalcanti Simioni. Mestre em
História Comparada pela UFRJ -Programa Pró-Defesa área de estudo em terrorismo); Mestre em
Operações Militares pelo EB;)

USS Cole

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Em 2002 Navio Tanque Francês Limburg – 1 desaparecido 17 feridos. No Iêmen.

Em 2004 Ataque ao SuperFerry 14 nas Filipinas 116 óbitos o maior ataque.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

COMO INFORMAR UM INCIDENTE DE PROTEÇÃO, INCLUINDO PIRATARIA E ROUBO


ARMADO.
Um incidente de proteção significa qualquer
ato suspeito ou situação que ameace a proteção de
um navio, inclusive de uma unidade móvel de
perfuração “offshore” ou de uma instalação portuária
ou de qualquer interface navio/porto, ou de qualquer
atividade de navio para navio.
Todo pessoal de bordo deve reportar
Incidente de Proteção com Transporte ou Pessoas,
Objetos ou Atividades Suspeitas ao Oficial de
Proteção do Navio (SSO), Capitão ou Oficial de Serviço.
O SSO (Oficial de Proteção do Navio) deverá informar ao CSO (Coordenador de Proteção da
Companhia) e ao seu pessoal de terra Incidentes e Acidentes em Embarcações.
Pirataria e Roubo Armado
A Pirataria e o Roubo armado contra navios são um problema crescente.
O termo “pirataria” é usado para alto-mar. Exemplo: para águas que estão fora da jurisdição
do Estado. O termo “roubo armado” é usado para águas territoriais.
Existe uma tendência de os piratas estarem mais ousados em seus ataques, usando mais
violência e capturando mais reféns. De acordo com o Serviço Marítimo Internacional (IMB) mais
pessoas foram sequestradas no mar em 2010 que em qualquer outro ano registrado.
Pirataria varia entre roubo de carga e Pertences pessoais da tripulação e sequestro de navios
para resgate.
Hotspots de pirataria variam de tempo em tempo. A Organização Internacional Marítima
(IMO) e o Serviço Marítimo Internacional (IMB) produzem mapas em tempo real mostrando os
incidentes da pirataria.

Reportando um ataque pirata ou roubo armado:

 Contato prévio ao entrar em regiões de risco com as autoridades militares


responsáveis pelo controle do tráfego .
 Algumas áreas existem organizações que foram formadas especificamente para
combate de ações ilícitas contra navios naquela área.

Exemplo:
UKMTO (Centro de Operações do Comércio Marítimo do Reino Unido) em Dubai.
MSCHOA (Centro de Proteção Marítima do Chifre da África), que é coordenado pelo
EUNAVFOR (Centro de Forças Navais da União Europeia).

Prepare um plano de comunicação de emergência, nesse plano, deve-se incluir os números de


contato principal e uma mensagem de emergência sobre a ação de pirataria, que devem ser
facilmente localizados ou colocadas permanentemente perto do quadro de avisos nos
compartimentos de alojamento.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Modelo Mensagem de uma Ação Pirata


MAYDAY
NOME DO NAVIO/CALL SIGN (EX: NUTEC /PPDE)
POSIÇÃO: Latitude Longitude (Ex: 28º45´S 090º 13´W)
UTC 10:45
HOMENS ARMADOS A BORDO
POB 200
REQUISITO ASSITÊNCIA IMEDIATA

O (SOLAS) “Salvaguarda da Vida Humana no Mar”, capítulo XI-2/6 exige que o navio seja
dotado de equipamento para envio de alertas secretos, indicando que a proteção do navio está
ameaçada ou tenha sido comprometida (terrorismo, pirataria ou assalto à mão armada). A Regra
exige que o SSAS seja capaz de ser ativado da ponte de navegação ou pelo menos de outro local. O
SSAS deve estar conforme os padrões de desempenho equivalentes aos adotados pela Organização
Marítima Internacional (IMO).
Os comandantes são encorajados a emitirem um relatório inicial, relatórios diários e um
relatório final quando estiverem saindo da área considerada de risco. ICC-CCS (Internet)

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

DEFINIÇÕES, OS TERMOS E OS ELEMENTOS RELATIVOS À PROTEÇÃO MARÍTIMA.

Para efeitos deste curso relativo ao código ISPS adotarmos as seguintes definições:

 Administração Portuária – Autoridade responsável pela administração do porto


organizado (Lei 12.815/13).
 AIS (Automatic Identification Sistem) – Equipamento que troca dados entre
embarcação através de frequência VHF, a fim de complementar o radar.
 Autoridade Designada – Significa o órgão ou entidade designada pelo Governo
Contratante responsável pelas providências de implementação do Código ISPS Cap.
XI-2 . Regra 1-11.
 Autoridade Marítima – Representante do Governo contratante nos assuntos
relacionados ao tráfego marítimo do País.
 Avaliação de Proteção – É uma análise de riscos de todos os aspectos de operação de
uma instalação portuária a fim de determinar quais partes dela são mais suscetíveis,
e/ou prováveis de sofrer um ataque.
 Convenção SOLAS ( Safety of Live at Sea ) – Convenção Internacional sobre a
Salvaguarda da vida Humana no Mar.
 Comando da Marinha – Órgão de Comando da Marinha do Brasil subordinado ao
Ministério da Defesa. Responsável pela soberania nacional e dentre outras atribuições
pelo ordenamento e regulamentação das atividades da Marinha Mercante, através da
Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário – LESTA.
 Comando de Operações Navais – CON – Órgão de direção operacional dos meios
combatentes da Autoridade Marítima no Brasil.
 DECLARAÇÃO DE CIÊNCIA – É o documento por meio do qual o Comandante ou o
Oficial de Segurança do navio/embarcação que ingressar no Brasil, fica ciente de que
deverá adotar medidas formais no caso de verificar a prática de atos ilícitos ou danos
contra o navio/embarcação, tripulantes ou passageiros e seus pertences e/ou carga,
durante a permanência e a interface com as instalações portuárias, procedendo o
respectivo registro perante as autoridades brasileiras competentes.
 Diretoria de Portos e Costas – DPC - Representante do Comando da Marinha na
Interface com a Marinha Mercante.
 DoS – Declaração de Proteção é o documento por meio da qual são acordados entre a
respectiva Instalação Portuária e o Navio, as medidas de proteção,as adicionais, à luz
do Capítulo XI-2 e das Partes A e B do Código Internacional para Proteção de Navios e
Instalações Portuárias – Código ISPS e o previsto no seu Plano de Segurança Pública

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Portuária aprovado pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos,


Terminais e Vias Navegáveis - CONPORTOS.
 Incidente de proteção – Qualquer ato suspeito ou situação que ameace a proteção
de um navio ou de uma instalação portuária ou de qualquer interface navio/porto ou
de qualquer atividade de navio para navio.
 ISPS Código Internacional de Proteção de Navios e de Instalações Portuárias –
Significa o Código Internacional para a Proteção de Navios e de Instalações Portuárias,
constituído da Parte A (dispositivos que devem ser considerados obrigatórios) e da
Parte B (dispositivos que devem ser considerados recomendações), como adotado em
12 de Dezembro de 2002, através da Resolução 2 da Conferência de Governos
Contratantes da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar,
1974.
 L-RIT (LONG-RANGE IDENTIFICATION AND TRACKING) – É um sistema de
identificação e acompanhamento de navios a longa distância, ou seja, fora da área SAR,
que entrou em vigor a partir de 31 de dezembro de 2008. Estas informações de
posicionamento de embarcações são transmitidas para os Centros de Dados do
Sistema L-RIT.
 RSO – É uma organização de proteção cadastrada e certificada pelo governo
contratante com conhecimentos adequados em matéria de segurança e com
conhecimentos adequados de operação e tem como papel: (1) realizar avaliações de
segurança do navio; (2) preparar planos de segurança do navio; (3) rever e aprovar os
planos de segurança do navio, ou alteração aos Planos; e (4) realizar verificações
iniciais e subsequentes dos navios.
 SSAS (Ship Security Alert System) – Reconhecido como parte do ISPS Code ele é um
Sistema de segurança para aumentar a segurança de um navio e reprimir atos ilícitos
de pirataria e terrorismo contra transporte marítimo.

Para os fins desta parte, salvo disposição em contrário:

1) Convenção significa a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no


Mar de 1974, conforme emendada.
2) Regra significa uma regra da Convenção.
3) Capítulo significa um capítulo da Convenção.
4) Plano de Proteção do Navio significa um plano elaborado com vistas a garantir a
aplicação de medidas a bordo do navio criadas para proteger pessoas a bordo, cargas,
unidades de transporte de cargas, provisões do navio ou o próprio navio dos riscos de
um incidente de proteção.
5) Plano de Proteção das Instalações Portuárias significa um plano elaborado para
garantir a aplicação de medidas criadas para proteger instalações portuárias e navios,
pessoas, cargas, unidades de transporte de cargas e provisões do navio dentro da
instalação portuária dos riscos de um incidente de proteção.
6) Oficial de Proteção do Navio significa a pessoa a bordo do navio, responsável perante
o comandante, designado pela Companhia como a pessoa responsável pela proteção
do navio, incluindo a implementação e manutenção do plano de proteção do navio, e
pela ligação com o funcionário de proteção da companhia e os funcionários de
proteção das instalações portuárias.
7) Funcionário de Proteção da Companhia significa a pessoa designada pela Companhia
para garantir que seja feita uma avaliação de proteção do navio; que seja elaborado
um plano de proteção do navio e que o mesmo seja submetido para aprovação e
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

consequentemente implementado e mantido; e pela ligação com os funcionários de


proteção das instalações portuárias e o oficial de proteção do navio.
8) Funcionário de Proteção das Instalações Portuárias significa a pessoa designada como
responsável pelo desenvolvimento, implementação, revisão e manutenção do plano
de proteção das instalações portuárias e pela ligação com os oficiais de proteção do
navio e os funcionários de proteção da companhia.
9) Nível 1 de proteção significa o nível para o qual medidas mínimas adequadas de
proteção deverão ser mantidas durante todo o tempo.
10) Nível 2 de proteção significa o nível para o qual medidas adicionais adequadas de
proteção deverão ser mantidas por um período de tempo como resultado de um risco
mais elevado de um incidente de proteção.
11) Nível 3 de proteção significa o nível para o qual medidas adicionais específicas de
proteção deverão ser mantidas por um período limitado de tempo quando um
incidente de proteção for provável ou iminente, embora possa não ser possível
identificar o alvo específico.

LEGISLAÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL DE PROTEÇÃO MARÍTIMA.


Após os trágicos eventos de 11 de setembro de 2001, a vigésima - segunda sessão da
Assembleia da Organização Marítima Internacional (a Organização), em novembro de
2001,concordou unanimemente em desenvolver novas medidas relativas à proteção de navios e
instalações portuárias para adoção por uma Conferência de Governos Contratantes da Convenção
Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar de 1974 (conhecida como a Conferência
Diplomática sobre Proteção Marítima) em dezembro de 2002. O Comitê de Segurança Marítima da
Organização (MSC) ficou encarregado da preparação da Conferência Diplomática com base na
apresentação de documentos submetidos pelos Estados Membros, organizações
intergovernamentais e não-governamentais que possuem status consultivo com a Organização.
No Brasil a Portaria Interministerial MJ/MD/GSI/PR nº 33, de 7 de julho de 2004, estabelece
os níveis e segurança de navios e portos e institui a Rede de Alarme e Controle de Proteção de Navios
e Portos – RACNP. DOU nº 130, 8JUL2004, p 130.

Legislação Internacional

 Convenção SOLAS;
 Convenção SUA;
 Resolução IMO A.545 (13);
 Resolução IMO A.584 (14);
 Código ISPS;
 Resolução A.1025(26) da IMO de 02/12/2009.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

A Legislação Internacional está pautada nas Resoluções da Organização Marítima


Internacional (IMO) em relação a proteção Marítima.

 1982 - Convenção sobre Direito do Mar (Montego Bay na Jamaica) adoção pela
primeira vez do termo “PIRATARIA” em alto Mar.
 Resolução IMO A.545 – Medidas para prevenir atos pirataria e roubo armado contra
navios.
 1988 - A IMO Convenção para Repressão a Atos Ilícitos(Supression of Unlawful Acts-
(SUA) protocolo para repressão de atos ilícitos contra a segurança de plataformas.
 1992 - A IMO estabelece que países signatários devem extraditar ou julgar quaisquer
pessoas envolvidas em atos ilícitos mencionados na convenção SUA.
 2002 - Conferência Diplomática para Proteção Marítima.
 SOLAS - Capitulo V (segurança de navegação) Regra 19 estabeleceu o Sistema de
Identificação Automática (AIS) - Capitulo XI-1 Regra 3 estabeleceu o número de
identificação do Navio Regra 5 estabeleceu o Registro Contínuo de dados (RCD).
 SOLAS - Capitulo XI-2 Medidas especiais para intensificar a proteção Marítima.
 Regra 6, estabeleceu o Sistema de Alerta de Proteção do Navio(SSAS) a adoção do
código ISPS.
 Regra 9-1, estabeleceu o controle de navios no porto-limitado à verificação da
existência de um Certificado Internacional de Proteção do Navio.
 Código Internacional de Proteção de Navios e de Instalações Portuárias (ISPS) significa
o Código Internacional para a Proteção de Navios e de Instalações Portuárias,
constituído da Parte A (dispositivos que devem ser considerados obrigatórios) e da
Parte B (dispositivos que devem ser considerados recomendações), como adotado em
12 de Dezembro de 2002, através da Resolução nº 2 da Conferência de Governos
Contratantes da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar,
1974, como possa vir a ser emendada pela Organização.
 Resolução A.1025(26) da IMO de 02/12/2009, Código sobre os procedimentos para a
investigação de crimes de Pirataria e Roubo Armado contra navios. Objetivando
proporcionar recomendações aos governos e orientações aos armadores, aos
operadores de navios, aos comandantes e tripulações referente a prevenção e
repressão aos atos de Pirataria e Roubo Armado.

Legislação Nacional

 Decreto Nº 6869 de 04/06/2009;


 Resoluções da CONPORTOS (Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos,
Terminais e Vias Navegáveis);
 Resoluções das CESPORTOS (Comissões Estaduais);
 Comissão Nacional das Autoridades nos Portos – CONAPORTOS;
 Plano Nacional de Segurança Portuária;
 Instrução Normativa Nº 2 do DPF (Núcleo Especial de Polícia Marítima – NEPOM);
 Normas da Autoridade Marítima. (NORMAM-01);
 Portarias e circulares da Autoridade Marítima.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Decreto n° 6 869 de 4 junho de 2009:

 Dispõe sobre a coordenação e articulação dos órgãos federais, bem como sobre os
níveis de proteção dos navios e das instalações portuárias, da adoção de medidas de
proteção aos navios e instalações portuárias, e institui a Rede de Alarme e Controle
dos Níveis de Proteção de Navios e Instalações Portuárias, e dá outras providências:

Art. 5° Compete à Marinha do Brasil:

I - elevar para o nível dois de proteção dos navios de bandeira brasileira, quando necessário,
informando ao Gabinete de Segurança Institucional;
II - propor ao Gabinete de Segurança Institucional a elevação para o nível três de proteção dos
navios de bandeira brasileira;
III - implementar as medidas específicas de proteção no nível três, quando for
especificamente designada por mensagem do Presidente da República para assumir o controle dos
meios empregados na área portuária previamente estabelecida, em operação de garantia da lei e da
ordem; e
IV - coordenar as medidas de proteção em apoio aos navios nacionais e estrangeiros, unidade
móvel de perfuração “offshore” e embarcação de alta velocidade na região de busca e salvamento
marítimo brasileira ou nas bacias Amazônica e Paraguai/Paraná, nos três níveis de proteção.

NORMAM’s:

 Normam-1, Capitulo 2, Seção V - Trata do Registro Contínuo de Dados


(RDC) Circular nº 5/2006 dispõe sobre o (SSAS) - Capitulo 16 - Diretrizes
especificas do Código ISPS.
 Normam-8, Anexo 1-C - Dispõe sobre Sistema de Identificação e
Acompanhamentos de Navios a Longa Distância (LRTI).

Comissão Nacional de Segurança nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (CONPORTOS)


Normatiza o Código ISPS nos Portos brasileiros. Ministério da Justiça, que preside; Ministério da
Defesa (Comando da Marinha) da Fazenda: Relações Exteriores e dos Transportes.
Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos Terminais e vias Navegáveis
(CESPORTOS) composta por Departamento de Polícia Federal, responsável pela coordenação;
Capitanias dos Portos; representantes da Federal; Administração Portuária e Governo do Estado.
Plano Nacional de Segurança Pública Portuária (PNSP) tem como compromisso elaborado
pela CONPORTOS para aperfeiçoar o sistema de segurança pública nos portos, terminais e vias
navegáveis, visando reprimir o crime, a impunidade e aumentar a segurança.
A Comissão Nacional das Autoridades nos Portos - CONAPORTOS foi instituída pelo Decreto
nº 7.861, de 6 de dezembro de 2012, com a finalidade de integrar as atividades desempenhadas pelos
órgãos e entidades públicas nos portos e instalações portuárias.
A CONAPORTOS é composta por representantes titulares e respectivos suplentes da
Secretaria de Portos da Presidência da República; Casa Civil da Presidência da República; Ministério
da Justiça; Comando da Marinha do Ministério da Defesa; Ministério da Fazenda; Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério da Saúde; Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e Agência Nacional
de Transportes Aquaviários - ANTAQ.
A CONAPORTOS, coordenada pela Secretaria de Portos da Presidência da República, conta
também, com Comissões Técnicas e Comissões Locais em cada Porto Organizado. Os Comitês
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Técnicos são instâncias que subsidiam e auxiliam a deliberação da CONAPORTOS, no


estabelecimento das metas de desempenho dos órgãos e entidades públicas nos portos organizados
e instalações portuárias. As Comissões Locais são instâncias encarregadas de desenvolver, examinar
e propor ao Plenário as matérias de sua competência.
A Secretaria-Executiva da Secretaria de Portos da Presidência da República exerce o papel de
Coordenação da CONAPORTOS, promovendo o necessário apoio técnico-administrativo à
CONAPORTOS, inclusive a seus Comitês Técnicos.

NÍVEIS DE PROTEÇÃO MARÍTIMA E OS PROCEDIMENTOS A BORDO EM CADA UM


DELES.
Os navios deverão cumprir os requisitos relativos aos níveis de proteção estabelecidos pelos
Governos Contratantes conforme especificado abaixo:

Nível 1
Para o nível 1 de proteção, as seguintes atividades deverão ser exercidas, através de medidas
apropriadas, em todos os navios, levando em consideração as diretrizes constantes da parte B do
Código ISPS, com vistas a identificar e tomar medidas preventivas contra incidentes de proteção:

1) Assegurar a execução de todas as tarefas relacionadas com a proteção do navio;


2) Controlar o acesso ao navio;
3) Controlar o embarque de pessoas e seus pertences;
4) Monitorar áreas de acesso restrito a fim de assegurar que somente pessoas
autorizadas tenham acesso às mesmas;
5) Monitorar áreas de convés e em torno do navio;
6) Supervisionar o manuseio de cargas e de provisões do navio; e
7) Assegurar que informações relativas à proteção estejam prontamente disponíveis.

Nível 2
Para o nível 2 de proteção, as medidas adicionais de proteção, especificadas no plano de
proteção do navio, deverão ser implementadas durante o exercício de cada uma das atividades
descritas na seção 1.5.2, levando em conta as diretrizes constante da parte B do Código ISPS.

Nível 3
Para o nível 3 de proteção, as medidas adicionais específicas de proteção, especificadas no
plano de proteção do navio, deverão ser implementadas durante o exercício das atividades descritas
na seção 1.5.2, levando em conta as diretrizes constantes da parte B do Código ISPS.
Sempre que a Administração estabelecer o nível 2 ou 3 de proteção, o navio deverá acusar o
recebimento de instruções relativas à mudança no nível de proteção. Antes de entrar em um porto
ou enquanto estiver em um porto dentro do território de um Governo Contratante que tenha
estabelecido o nível 2 ou 3 de proteção, o navio deverá acusar o recebimento destas instruções e
confirmar com o funcionário de proteção das instalações portuárias o início da implementação das
medidas e procedimentos adequados, conforme estipulado no plano de proteção do navio, e, no caso
do nível 3 de proteção, nas instruções divulgadas pelo Governo Contratante que tenha estabelecido
o nível 3 de proteção. O navio deverá relatar qualquer dificuldade relativa à implementação de tais
medidas. Nestes casos, o funcionário de proteção das instalações portuárias e o oficial de proteção
do navio deverão comunicar-se e coordenar as ações adequadas.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

O PLANO DE PROTEÇÃO DA UNIDADE OFFSHORE E OS PLANOS DE CONTINGÊNCIA.


Todo navio deverá ter a bordo um plano de proteção do navio aprovado pela Administração.
O plano deverá dispor sobre medidas para os três níveis de proteção conforme definido nesta Parte
do Código.
Este plano deverá ser elaborado levando em conta as diretrizes constantes da Parte B do
Código ISPS e deverá ser escrito no idioma ou idiomas de trabalho do navio. Caso o idioma ou idiomas
usados não sejam o inglês, francês ou espanhol, deverá incluir uma tradução em um destes idiomas.
O plano deverá incluir, pelo menos, o seguinte:
1) Medidas para prevenir que armas, substâncias perigosas e dispositivos destinados ao
uso contra pessoas, navios ou portos, e cujo transporte não seja autorizado, sejam
introduzidos a bordo do navio;
2) Identificação de áreas restritas e de medidas para prevenir o acesso não autorizado;
3) Medidas para prevenir o acesso não autorizado ao navio;
4) Procedimentos para responder a ameaças de proteção e a violações de medidas de
proteção, incluindo disposições relativas à manutenção de operações críticas do navio
ou da interface navio/porto;
5) Procedimentos para atender a quaisquer instruções de proteção que os Governos
Contratantes possam dar no nível 3 de proteção;
6) Procedimentos para evacuação no caso de ameaças de proteção ou de violações da
proteção;
7) Deveres do pessoal de bordo com responsabilidades de proteção e deveres de
qualquer outro pessoal de bordo relativo a aspectos de proteção;
8) Procedimentos para auditorar as atividades de proteção;
9) Procedimentos para formação/treinamentos, simulações e exercícios relacionados ao
plano;
10) Procedimentos para a interface com atividades de proteção das instalações
portuárias;
11) Procedimentos para a revisão periódica e atualização do plano;
12) Procedimentos para reportar incidentes de proteção;
13) Identificação do oficial de proteção do navio;
14) Identificação do funcionário de proteção da companhia, incluindo informações para
contato 24 horas;
15) Procedimentos para assegurar a inspeção, teste, calibração e manutenção de
qualquer equipamento de proteção instalado a bordo;
16) Frequência da execução de teste ou calibração de qualquer equipamento de proteção
instalado a bordo;
17) Identificação dos locais onde se encontram os pontos de ativação do sistema de
alarme de proteção do navio; e
18) Procedimentos, instruções e diretrizes sobre a utilização do sistema de alarme do
navio, incluindo teste, ativação, desativação e reativação do alarme, bem como
redução de alarmes falsos.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Planos de Contingência
Um Plano de Contingência constitui-se de um documento que descreve passo-a-passo as
medidas a serem tomadas em situações anormais com o intuito de reverter tais situações e minimizar
seus danos. Possui o objetivo de treinar (de forma teórica e com simulados), organizar, orientar,
facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias às respostas de controle e combate às situações
anormais que possam vir a ocorrer. Nele devem estar definidos os responsáveis por cada ação e
contidas as informações detalhadas sobre a área envolvida. A sua inexistência faz com que as ações
de correção dos problemas emergenciais sejam muitas vezes desastrosas, ineficazes e de alto custo
social.
A correta execução dos Planos de Contingência, quando os mesmos precisarem ser acionados,
dependerá da capacitação dos tripulantes que dele fazem parte. Tal capacitação deve ser realizada
por meio de treinamento e simulado constante, prevendo todas as situações contempladas pelo
Plano em questão.

 Ameaça de bomba ou alarme falso (trotes);


 Ameaça de bomba por telefone;
 Busca por bomba;
 Medidas de proteção antissequestro (no porto ou no mar).

RESPONSABILIDADES DO GOVERNO, DA COMPANHIA (CSO) E DAS PESSOAS (SSO E


SUA EQUIPE) RELATIVAS À PROTEÇÃO.
Dos Governos Contratantes
Sujeito às disposições da regra XI-2/3 e XI-2/7, os Governos Contratantes deverão estabelecer
níveis de proteção e prover diretrizes para a defesa contra incidentes de proteção. Níveis mais
elevados de proteção são indicativos de maior probabilidade da ocorrência de um incidente de
proteção.
Os fatores a serem levados em consideração no estabelecimento do nível adequado de
proteção incluem:

a) O nível de credibilidade das informações sobre a ameaça;


b) O nível de corroboração das informações sobre a ameaça;
c) O nível de especificidade ou iminência das informações sobre a ameaça;
d) As possíveis consequências de tal incidente de proteção.

Ao estabelecer o nível 3 de proteção, os Governos Contratantes deverão divulgar instruções


apropriadas, conforme necessário, e transmitir informações relativas a proteção aos navios e
instalações portuárias que possam vir a ser afetados.
Os Governos Contratantes poderão delegar algumas de suas responsabilidades relacionadas
com a proteção a uma organização de proteção reconhecida, conforme previsto no capítulo XI-2 e
nesta Parte do Código, exceto:

a) O estabelecimento do nível aplicável de proteção;


b) A aprovação de uma Avaliação de Proteção das Instalações Portuárias e posteriores
emendas à avaliação aprovada;
c) A determinação das instalações portuárias que deverão designar um Funcionário de
Proteção do Porto;
d) A aprovação de um Plano de Proteção das Instalações Portuárias e posteriores
emendas ao plano aprovado;

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

e) O exercício de controle e de medidas de implementação previstas na regra XI-2/9; e


f) O estabelecimento de requisitos para uma Declaração de Proteção (DoS).

Os Governos Contratantes deverão, na medida em que julgarem adequado, testar a eficácia


do Plano de Proteção do Navio ou das Instalações Portuárias, ou das emendas aos mesmos,
aprovados por eles ou, no caso de navios, dos planos aprovados em seu nome.
Obs.: A Declaração de Proteção (DoS) é o documento por meio da qual são acordados entre a
respectiva Instalação Portuária e o Navio, as medidas de proteção,as adicionais, à luz do Capítulo XI-
2 e das Partes A e B do Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias –
Código ISPS e o previsto no seu Plano de Segurança Pública Portuária aprovado pela Comissão
Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis - CONPORTOS.

Da Companhia
A Companhia deverá assegurar que o plano de proteção do navio inclua uma declaração
explícita enfatizando a autoridade do comandante. A Companhia deverá estipular no plano de
proteção do navio que o comandante tem autoridade absoluta, sendo responsável por tomar
decisões relativas à segurança e proteção do navio e de solicitar a assistência da Companhia ou de
qualquer Governo Contratante conforme necessário.
A Companhia deverá assegurar que o funcionário de proteção da companhia, o comandante
e o oficial de proteção do navio tenham o apoio necessário para cumprir com as suas obrigações e
responsabilidades, conforme previsto no capítulo XI-2 e nesta Parte do Código ISPS.

Proteção do Navio
Os navios deverão cumprir os requisitos relativos aos níveis de proteção estabelecidos pelos
Governos Contratantes conforme especificado abaixo.
Para o nível 1 de proteção, as seguintes atividades deverão ser exercidas, através de medidas
apropriadas, em todos os navios, levando em consideração as diretrizes constantes da parte B do
Código ISPS, com vistas a identificar e tomar medidas preventivas contra incidentes de proteção:

1) Assegurar a execução de todas as tarefas relacionadas com a proteção do navio;


2) Controlar o acesso ao navio;
3) Controlar o embarque de pessoas e seus pertences;
4) Monitorar áreas de acesso restrito a fim de assegurar que somente pessoas
autorizadas tenham acesso às mesmas;
5) Monitorar áreas de convés e em torno do navio;
6) Supervisionar o manuseio de cargas e de provisões do navio; e
7) Assegurar que informações relativas à proteção estejam prontamente disponíveis.

Oficial de Proteção do Navio


Um oficial de proteção do navio deverá ser designado para cada navio.
Além do previsto em outras seções desta Parte do Código, os deveres e responsabilidades do
oficial de proteção do navio deverão incluir, mas não se limitar a:

a) Executar inspeções regulares da proteção do navio com vistas a assegurar que as


medidas adequadas de proteção sejam mantidas;
b) Manter e supervisionar a implementação do plano de proteção do navio, incluindo
quaisquer emendas ao mesmo;

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

c) Coordenar os aspectos de proteção do manuseio de cargas e de provisões do navio


com o pessoal de bordo do navio e com os funcionários relevantes responsáveis pela
proteção das instalações portuárias;
d) Propor alterações ao plano de proteção do navio;
e) Reportar ao funcionário responsável pela proteção do navio quaisquer falhas ou
irregularidades identificadas em auditorias internas, revisões periódicas, inspeções de
proteção e verificações de cumprimento e implementar medidas corretivas;
f) Intensificar a conscientização e vigilância da proteção a bordo;
g) Assegurar que o pessoal de bordo receba a formação adequada, conforme apropriado
h) Reportar todos os incidentes de proteção;
i) Coordenar a implementação do plano de proteção do navio com o funcionário de
proteção da companhia e o funcionário relevante responsável pela proteção das
instalações portuárias; e
j) A assegurar que, caso haja equipamentos de proteção, estes sejam adequadamente
operados, testados, calibrados e mantidos.

Proteção das Instalações Portuárias


As instalações portuárias deverão tomar as medidas requeridas pelo níveis de proteção
estabelecidos pelo Governo Contratante em cujo território estejam localizadas. As medidas e
procedimentos de proteção deverão ser aplicadas nas instalações portuárias de modo a causar o
mínimo de interferência ou atrasos a passageiros, navios, pessoal de bordo ou visitantes, mercadorias
e serviços.
No nível 1 de proteção, as seguintes atividades deverão ser executadas através de medidas
apropriadas em todas as instalações portuárias, levando em consideração as diretrizes constantes da
Parte B do Código ISPS, com vistas a identificar e tomar medidas preventivas contra incidentes de
proteção:

a) Assegurar o desempenho de todas as tarefas relativas à proteção das instalações


portuárias;
b) Controlar o acesso às instalações portuárias;
c) Monitorar as instalações portuárias, incluindo áreas de fundeio e atracação;
d) Monitorar áreas de acesso restrito a fim de assegurar que somente pessoas
autorizadas tenham acesso às mesmas;
e) Supervisionar o manuseio de cargas;
f) Supervisionar o manuseio de provisões do navio; e
g) Assegurar que comunicações de proteção estejam prontamente disponíveis

No nível 2 de proteção, as medidas adicionais de proteção, especificadas no plano de


proteção das instalações portuárias, deverão ser implementadas para cada atividade estipulada na
seção .2, levando em conta as diretrizes constantes da Parte B do Código ISPS.
No nível 3 de proteção, as medidas adicionais específicas de proteção, estipuladas no plano
de proteção das instalações portuárias, deverão ser implementadas para cada atividade detalhada
na seção .2, levando em conta as diretrizes constantes da Parte B do Código ISPS.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

AMEAÇAS À PROTEÇÃO

AS ATUAIS AMEAÇAS E AS TÉCNICAS USADAS PARA CONTORNAR AS MEDIDAS DE


PROTEÇÃO.
Os atos de terrorismo podem desenvolver-se num contexto e condições favoráveis. Neste
sentido, o mar e o comércio marítimo constituem um ambiente particularmente atrativo para os
terroristas onde estes têm a possibilidade de desencadear um importante leque de ações.
O terrorismo marítimo constitui efetivamente um desafio real à comunidade internacional,
porque atua sobre um ambiente problemático, difícil de controlar e fiscalizar, e onde a prevenção é
de fato muito fraca.
Em primeiro lugar, o meio marítimo tem em si, e por definição, proporções muitíssimo
grandes: vimos que o mar representa a maior parte de nosso planeta, e proteger todos os alvos
eventuais do terrorismo é rigorosamente impossível. Sendo assim é de suma importância que todos
que trabalham em unidades marítimas tenham conhecimentos para evitar ou minimizar possíveis
ações terroristas.

Ameaças e técnicas usadas para contornar medidas de proteção:

 Citar ameaças e técnicas para contornar medidas de proteção;


 Reconhecer ameaças materiais à proteção da Plataforma;
 Reconhecer pessoas que apresentem potenciais ameaças;
 Citar os procedimentos a seguir quando reconhecer uma ameaça;
 Citar como lidar com informações sensíveis e comunicações;
 Citar as exigências relativas à instrução e aos exercícios previstos.

Técnicas para assegurar a performance das Medidas de Proteção é de vital importância para
o navio. Ações gerais a serem tomadas:

 Monitoramento e controle das áreas restritas – Passadiço, Praça de Máquinas e


Camarote do Comandante;
 Das vias de acesso;
 Controle de acesso de pessoas, seus pertences e bagagens desacompanhadas;
 Manuseio de carga e Manuseio de provisões.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Ameaças à Proteção

 Pirataria e Roubo Armado;


 Terrorismo;
 Contrabando de Drogas;
 Clandestinos;
 Furto.

Pirataria e Roubo Armado

 Maior incidência é nos Portos e locais de navegação restrita como estreitos canais e
pontos de fundeio;
 Cuidado com as comunicações – são monitoradas;
 Navios vulneráveis - menores e com poucos tripulantes - atenção duplicada;
 Atenção quanto a aproximação de embarcações pequenas e de alta velocidade;
 Evitar carregar grandes somas de dinheiro a bordo;
 Truques aplicados (pedido de socorro – vinda a bordo)

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Medidas de Proteção no Porto:

 Reduzir acessos;
 Aumentar vigilância e iluminação;
 Inspecionar visitantes e entregas;
 Observar sempre embarcações miúdas;
 Inspecionar o navio antes de suspender.

Medidas Adicionais em Áreas de Alto Risco:

 Proteja o Passadiço, Praça de Máquinas, compartimentos da Máquina do Leme,


camarotes dos Oficiais e da Tripulação;
 Planeje cuidadosamente qualquer resposta a um ataque aparente e assegure-se de
que o tripulante está apropriadamente treinado;
 Se possível, evite as áreas de alto risco e canais estreitos.

O iate francês Ponant - 30 tripulantes a bordo nenhum passageiro - foi tomado por piratas
nas proximidades da costa da Somália. O Ponant - 850 toneladas - três mastros, voltava das Seychelles
em direção ao canal de Suez quando foi sequestrado. Sexta-feira dia 04 de abril 2008.

Terrorismo

De acordo com a Lei 13.260 de 16 de março de 2016.

“Art. 2o O terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos
neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e
religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado,
expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.”

É o uso da violência sistemática, com objetivos políticos, contra civis ou militares que não
estão em operação de guerra”.
Um navio pode ser usado:

 Para infiltrar terroristas e/ou armas em determinados países, visando a realização de


um ataque;´
 Como uma arma potencialmente destruidora;
 Para atacar outro navio ou plataforma;
 Para fazer reféns em um determinado navio ou plataforma;
 Para fazer reféns em um determinado porto.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Sequestro
Apreensão forçosa de um navio por terroristas ou por piratas, como agir em caso de
sequestro/terrorismo:

 O Comandante e o SSO deverão permanecer calmos e orientar os passageiros,


visitantes e demais tripulantes a fazer o mesmo; Não resista aos terroristas ou
sequestradores a menos se houver uma situação iminente de ameaça de vida;
 O Comandante e a tripulação não deverão tentar negociar com os atacantes a menos
que dirigidos por ajuda externa.
 Ofereça cooperação razoável; tente estabelecer uma aproximação básica;
 Tente identificar o número de terroristas ou de criminosos.
 Tente aumentar o número de pontos de acesso ao navio.
 Tente determinar os objetivos dos sequestradores e o período de tempo que eles
pretendem permanecer a bordo.
 Usar comunicações confiáveis, se disponíveis, para todas as discussões com os
sequestradores.

Contrabando de Drogas

 O mar é o meio mais utilizado;


 O alto valor das drogas atrai organizações criminosas internacionais e grupos
terroristas;
 É problema mundial;
 Traficantes profissionais raramente portam drogas;
 Tripulantes são normalmente o alvo para portar drogas (mula), podem ser coagidos,
ameaçados ou fazer voluntariamente;
 Portos e rotas do navio;
 A origem e a rota da carga;
 O nível de controle exercido pelas Instalações Portuárias;
 O nível de controle exercido a bordo(acesso).

Clandestinos

 Normalmente são pessoas desesperadas que podem ter pago quantias consideráveis
para escapar de problemas políticos e sociais;
 Frequentemente são assistidos por criminosos ou grupos organizados;
 Muitos clandestinos também estão envolvidos com contrabando de drogas.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

AS POSSÍVEIS AMEAÇAS MATERIAIS À PROTEÇÃO DA PLATAFORMA COMO ARMAS,


BOMBAS, SUBSTÂNCIAS E DISPOSITIVOS PERIGOSOS.
É a ação ou a tentativa, com o emprego ou não de explosivos, de gerar pânico, insegurança,
instabilidade nos negócios, destruição ou causar danos ao patrimônio da Companhia.

Armas
Armas de fogo:

1. Armas de cano curto podem ser disparadas com apenas uma mão, podem ser ocultadas
num bolço ou jaqueta;

2. Pistolas são muito precisas;

3. Submetralhadora automática ou semiautomática;

4. Cano longo maior alcance e precisão;

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

5. Escopetas e Carabinas, imponentes, porém com curto alcance.

Os piratas na costa da África, principalmente na Somália e Nigéria, utilizam muito o RPG


(Rocket-propelled-grenade) por tem um recuo muito pequeno e um grande poder de dano.

Bombas
Os explosivos utilizados em ameaças/atentados podem ser obtidos com relativa facilidade no
mercado (pedreiras, fábricas de fertilizantes etc.) ou por meio de furtos ou roubos de unidades
militares e policiais.

Explosão com Anfos (Ammonium Nitrate Fuel Oil Solution)


Composição: 94% nitrato de amônia + 6% óleo diesel ou querosene (ex. Pick-up tipo S-10 com
fertilizante)

Em 19 de abril de 1995, um prédio federal no centro de Oklahoma, foi alvo do pior ataque
terrorista nos Estados Unidos, perpetrado por um americano- Timothy McVeight. A explosão pôde
ser vista a 64 quilômetros dali e deixou uma cratera de 9m de largura e 2,5m de profundidade. O
prédio foi destruído e 168 pessoas morreram, em grande parte crianças.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Bombas ou Artefatos Explosivos Improvisados:

6. O mais comum e mortífero método de ataque terrorista na atualidade.


7. Artefatos montados difíceis de serem rastreados e de custo baixo, facilmente obtidos
no comércio.
8. Ameaça de bomba a bordo terá um efeito imediato como a imobilização do navio e do
porto, até a completa certeza de sua desativação ou remoção.
9. Ameaça pode ser feita através de telefone, e-mail, gravação, internet e muitas vezes
o objetivo é criar pânico.

Procedimentos no Caso do Recebimento de Carta/Pacote/Bomba


São atentados direcionados a uma pessoa empregando explosivos e requerem técnicas
especiais para sua montagem.

Tenha sempre em mente:

 Suspeitar sempre.
 Na dúvida, separe a correspondência suspeita.

Cuidados especiais:

 Nunca:

 Abrir qualquer correspondência/pacote sem verificar a origem.


 Balançar, apertar, expor ao calor, energia ou injetar em meio líquido (água),
aproximar ao rosto ou cheirar.
 Na dúvida, separe e isole o objeto, afastando da área coletiva.
 Acione os órgãos de segurança pública especializados.

 Desconfie, quando:

 Muita fita adesiva.


 Mancha de óleo/ gordura no pacote.
 Caligrafia/tipos desconhecidos.
 Cheiro de graxas de sapato/amêndoas.
 Muito pesado/formato estranho.
 Parecer ter algo similar a uma mola.
 Sem endereço do remetente/desconhecido.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Ações Antibombas
Serão executadas até a chegada das equipes especializadas antibomba dos órgãos de
segurança pública, que assumirão a iniciativa das ações, a confirmação da identificação do tipo, a
remoção e a neutralização dos explosivos encontrados.

O Básico numa Ação Antibomba

 Acreditar SEMPRE na veracidade da ocorrência.


 Evitar iniciativas baseadas na curiosidade ou no amadorismo.
 Na tomada de decisões, avaliar os tipos de danos que possam ser causados,
considerando a integridade física da pessoas, do patrimônio e a imagem da
Companhia.

Observação: O pânico pode ser o único objetivo do autor da ameaça.

Existem dois tipos básicos de ameaças de bomba:

 Ameaça Falsa – Não existem elementos ou provas que confirmem a possível existência
da bomba - telefonemas anônimos inconsistentes, carentes de detalhamento, rápidos
etc.
 Ameaça Real - Existem elementos materiais ou testemunhais que comprovem a
possível existência de uma bomba - pessoas que viram a colocação da bomba ou a sua
montagem pela visão parcial de parcelas do explosivo, acessórios etc.

Motivação

 Criminosa;
 Vingança;
 Terrorista;
 Sabotagem.

Ameaça de Bomba por telefone:

 Anotar a hora da ligação e duração da chamada.


 Memorizar as palavras exatas ditas pelo autor da ameaça.
 Identificar as reações psicológicas e outros dados do autor do telefonema:

 calmo/nervoso;
 anasalado (tentativa de disfarçar a voz);
 sotaque regional;
 ruídos característicos ao fundo que permitam a identificação do local de origem da
chamada;
 ligação telefônica entrecortada (suspeita de celular);
 aparentava ódio/emocionado/normal;
 voz familiar.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Busca de Bombas a bordo:

 Solicite auxílio de peritos qualificados em explosivos e reforço do aparato policial


habilitado.
 Considere evacuar o pessoal.
 Realizar uma procura baseada no plano do navio.
 A equipe de busca deverá estar familiarizada com as áreas de busca de forma a
identificar objetos novos ou incomuns da rotina de bordo.
 Supervisão e coordenação: Comandante e Oficiais.
 Trabalho aos pares - varredura pelo “alto” e o outro pela parte “baixa” dos
compartimentos inspecionados.
 A equipe de busca deve poder identificar uma variedade de bombas ou dispositivos
incendiários.
 Marcar as áreas onde as buscas já tenham sido realizadas.
 Estabelecer um ponto de controle para coordenar as informações.
 Ter equipamentos de comunicação para alertar aos Coordenadores da busca que não
produzam faíscas.
 As equipes de busca deverão ser treinadas para saberem o que fazer quando
encontrarem uma bomba.
 Se uma bomba for identificada, a busca deverá prosseguir se houver indícios da
existência de uma segunda bomba a bordo.
 Estabelecer medidas que permitam o monitoramento do número do telefone receptor
da ameaça por uma pessoa experiente e tranquila, caso seja possível estabelecer um
diálogo:

1. Localização da bomba;
2. Tipo da bomba ou do explosivo;
3. Quem colocou a bomba;
4. Razão/motivo da ameaça;
5. O nome e endereço do autor da ameaça;
6. Quando a bomba explodirá (data e horário);
7. O local de origem da ligação.

Principais explosivos
Pólvora negra, Massa branca, Nitrocelulose, Dinamite base NA, Nitroglicerina, TNT, PETN, C-
4, Semtex, RDX, HMX, Explosivos Militares.

Normas Básicas

 Todo artefato encontrado é considerado armado.


 Ferramenta principal: Informação.
 Nunca confiar na memória exclusivamente.
 Trabalho em equipe.
 Não toque ou tente retirar.
 Não jogue água.
 Não utilize rádios ou celulares.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Adotar os Seguintes Procedimentos

 Identifique o local com fitas, cavaletes.


 Isole o local.
 Não toque. Não remova. Não confine.
 Colete, por meio da observação afastada, dados sobre o objeto suspeito (tipo do
explosivo, dispositivos de acionamento aparente, peso estimado etc.).
 Acione os órgãos de segurança pública especializados.
 Afaste-se do local, até a chegada das autoridades.
 Mantenha a calma.
 Avalie a necessidade de evacuar parcial ou totalmente o navio.

Reconhecimento e Detecção de Armas, Substâncias Nocivas e Dispositivos Perigosos


É importante que se faça um perfeito reconhecimento de armas e substâncias perigosas para
que se possa passar para os órgãos de segurança que serão acionados.

 Reconhecer com bases não discriminatórias pessoas que apresentem potenciais riscos
de proteção ao navio.
 Através da observação deve-se verificar o comportamento de pessoas que possam
representar ameaças à proteção do navio.

RECONHECER PESSOAS QUE APRESENTEM POTENCIAIS AMEAÇAS À PROTEÇÃO,


INCLUINDO ELEMENTOS QUE POSSAM SE RELACIONAR À PIRATARIA E A ROUBO
ARMADO.

 Vestimenta inadequada para as condições climáticas.


 Bagagem, pacotes, malas de tamanho e peso desproporcionais.
 Comportamento (incomum - cabeça baixa desvia o olhar, suor excessivo, olhos
avermelhados, nervosismo).
 Volumes na cintura, sob a camisa.
 Veículos novos com placas velhas e vice-versa.
 Veículos em mal estado de conservação e com placas mal fixadas.
 Pessoas em veículo ou a bordo de pequenas embarcações, fotografando ou
desenhando sem nenhuma autorização.
 Pescadores se aproximando em pequenas embarcações solicitando auxílio.
 Indivíduos suspeitos com comércio ambulante nas proximidades do porto.
 Aeronaves operando de forma suspeita nas proximidades do navio ou do porto.
 Vendedores suspeitos.
 Trabalhadores desconhecidos tentando acessar a ao navio sem prévia autorização, ou
tentando instalar equipamentos sem nenhuma programação estabelecida.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

 Acidentes ou incidentes em embarcações de recreio (ou veículos), criados para atrair a


atenção da vigilância do porto.
 Pessoa querendo vir a bordo sem autorização.
 Sentimentos antinacionalistas sendo expressos verbalmente ou por panfletagem, por
funcionários ou estranhos ao porto e ao navio.

PROCEDIMENTOS A SEGUIR QUANDO RECONHECER UMA AMEAÇA À PROTEÇÃO.


IMPORTANTE: Os Tripulantes não devem proceder a buscas e revistas sem que tenham o
conhecimento do Nível de Proteção estabelecido, nem devem constranger pessoas na execução
dessas tarefas.

Revista de Pessoas e Bagagens

 Informar à pessoa as razões da revista (ISPS).


 Indagar se o revistado é portador ou conduz algum objeto que esteja sujeito à
autorização específica.
 Solicitar que o revistado se dirija ao local destinado à revista e deposite a bolsa,
bagagem, pacote, mala e os objetos metálicos que estiver portando em uma mesa.
 Percorrer o corpo do revistado (sem contato físico) com detector de metais portátil.
 Solicitar que o revistado exponha o conteúdo da bagagem à vista do revistador.
 Caso nada seja constatado, solicitar ao revistado que recolha os seus pertences e os
recoloque na bagagem.
 No caso de ser identificado material de propriedade da Companhia sem a devida
autorização para a saída ou “resistência” à inspeção por parte de algum membro da
tripulação ou visitante informar ao SSO que tomará as devidas providências.

Técnicas de inspeção de bagagens pessoais

 Utilize luvas de proteção.


 Atenção a odores estranhos, volumes e pesos desproporcionais.
 Solicite ao revistado a abertura e a retirada do conteúdo da sua bagagem.
 Verifique se a altura da mala é compatível com a profundidade (fundo falso).
 Atente para compartimentos fechados no interior da bagagem, solicite que os
mesmos sejam abertos.
 Em caso de alguma dúvida, apalpe a parte externa da bagagem para constatar que
tudo foi retirado do seu interior.

Materiais de Busca e Detectores de Explosivos

 Espelhos articulados – utilizados para observar pontos elevados ou sob mesas.


 Lanternas - utilizadas para a ampliação da visão em locais com baixa luminosidade.
 Detectores de metais – utilizados para investigação de cartas e pacotes suspeitos.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Ações de prevenção ao reconhecer ameaça à proteção:

Dissuadir
Através da aplicação efetiva dos procedimentos estabelecidos no plano de proteção, reduzir
a probabilidade de uma ação contra o navio.

Detectar
Através de uma identificação antecipada de uma ameaça usando todos os meios disponíveis,
sensores, equipamentos eletrônicos e vigias.
Câmeras: Podem ver por baixo das roupas de qualquer pessoa posicionada até 25 metros de
distância.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Defender
Usar contramedidas não letais para impedir a realização da ação contra o navio, até a chegada
de auxílio de unidades militares.

Mitigar
Responder de forma planejada e imediata a um incidente de forma a impedir ou
reduzir suas consequências.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

FORMA CORRETA DE LIDAR COM INFORMAÇÕES SENSÍVEIS E COM AS


COMUNICAÇÕES RELATIVAS À PROTEÇÃO, COMO NOS REPORTES DE INCIDENTES
DE PROTEÇÃO.
Forma de lidar com informações sensíveis e comunicações
As informações relativas à proteção devem estar disponíveis nos principais pontos do navio:
Passadiço, centro de controle de maquinas ( CCM ) , no portaló com o tripulante de serviço, Salvamar
Brasil, estações costeiras, pessoal da companhia (CSO ), polícia marítima (NEPON), guarda
portuária/portarias de acesso/brigada de incêndio/segurança portuária (PFSO).
Um modelo de mensagem de socorro/auxílio deverá estar pré-estabelecido para não haver
dúvidas na hora de realizar o pedido.

Sistema de Alarme de Proteção do Navio


Todos os navios deverão ser dotados de um sistema de alarme de proteção do navio, da
seguinte maneira:

 Navios construídos em 1º de Julho de 2004 ou depois;


 Navios de passageiros, inclusive embarcações de passageiros de alta velocidade,
construídos antes de 1º de Julho de 2004, até a primeira vistoria realizada na
instalação de rádio depois de 1º de Julho de 2004;
 Petroleiros, navios de produtos químicos, navios transportadores de gás, graneleiros
e embarcações de carga de alta velocidade, de 500 de arqueação bruta ou mais,
construídos antes de 1º de Julho de 2004, até a primeira vistoria realizada na
instalação de rádio, depois de 1º de Julho de 2004;
 Outros navios de carga de 500 de arqueação bruta ou mais e unidades móveis de
perfuração “offshore” construídos antes de 1º de Julho de 2004, até a primeira vistoria
realizada na instalação de rádio, depois de 1º de Julho de 2006.

O sistema de alarme de proteção do navio, quando estiver ativado, deverá:

 Dar início a um alarme de proteção do navio e transmiti-lo para a terra, para uma
autoridade competente designada pela Administração, que nestas circunstâncias
poderá ser a Companhia, identificando o navio, a sua localização e indicando que a
proteção do navio está sendo ameaçada, ou foi comprometida;
 Não enviar o alarme de proteção do navio para qualquer outro navio;
 Não dar qualquer alarme a bordo do navio; e
 Continuar transmitindo o alarme de proteção do navio até ser desativado e/ou
rearmado.

O sistema de alarme de proteção do navio deverá:

 Ser capaz de ser ativado do passadiço e, pelo menos, de um outro local; e


 Atender a um padrão de desempenho não inferior aos adotados pela Organização.

Os pontos de ativação do sistema de alarme de proteção do navio deverão ser designados de


modo a impedir o acionamento inadvertido do alarme de proteção do navio.
A exigência relativa a um sistema de alarme de proteção do navio poderá ser atendida
utilizando a instalação de rádio adaptada para atender às exigências do Capítulo IV, desde que atenda
a todas as exigências desta regra.
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Quando uma Administração receber a informação da ativação de um alarme de proteção do


navio, aquela Administração deverá informar imediatamente ao(s) Estado(s) em cujas proximidades
o navio estiver operando naquele momento.
Quando um Governo Contratante receber a informação da ativação de um alarme de proteção
do navio transmitido por um navio que não estiver autorizado a arvorar a sua bandeira, aquele
Governo Contratante deverá informar imediatamente à Administração pertinente e, se for
adequado, ao(s) Estado(s) em cujas proximidades o navio estiver operando naquele momento.

EXIGÊNCIAS RELATIVAS À INSTRUÇÃO E AOS EXERCÍCIOS PERIÓDICOS DE


ADESTRAMENTO PREVISTOS PELAS CONVENÇÕES, CÓDIGOS E CIRCULARES DA IMO.
Requisitos mínimos obrigatórios para o treinamento e a instrução relativos à proteção do
navio, para todos os marítimos.

Exigências relativas à instrução e exercícios periódicos

 O CSO e o pessoal adequado de terra deverão ter conhecimento e receber


treinamentos, seguindo as diretrizes constantes da parte B do ISPS. (recomendações)
 O SSO deverá ter conhecimento e receber treinamento, seguindo as diretrizes da
parte B do ISPS.
 Toda tripulação deve ter conhecimento suficiente e treinamento, e estar
familiarizado com as disposições relevantes do SSP (Plano de Proteção do navio).

Padrão de Competência para a Instrução de Familiarização Relacionada com a Proteção


do Navio
Antes de serem designadas para desempenhar atribuições a bordo, todas as pessoas
empregadas ou que estejam trabalhando num navio que opere na navegação em mar aberto que seja
obrigado a cumprir o disposto no Código ISPS, exceto os passageiros, deverão receber uma aprovada
instrução de familiarização relacionada com a proteção do navio, levando em consideração as
orientações fornecidas na Parte B deste Código, para serem capazes de:

a) Informar um incidente relativo à proteção do navio, inclusive uma ameaça ou um


ataque de piratas ou de ladrões armados;
b) Saber os procedimentos a seguir quando reconhecer uma ameaça à proteção do navio;
e
c) Participar dos procedimentos de emergência e de contingência relacionados com a
proteção do navio.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

d) Os marítimos designados para desempenhar atribuições de proteção, trabalhando ou


empregados num navio que opere na navegação em mar aberto, deverão, antes de
serem designados para desempenhar tais atribuições, receber uma instrução de
familiarização relacionada com a proteção do navio, nas atribuições e
responsabilidades que lhes forem ser designadas, levando em consideração as
orientações fornecidas na Parte B do ISPS.
e) A instrução de familiarização relacionada com a proteção deverá ser dada pelo oficial
de proteção do navio, ou por uma pessoa igualmente qualificada.

Padrão de Competência para a Instrução Sobre Atenção à Proteção do Navio


Os marítimos servindo ou engajados em qualquer capacidade a bordo de um navio do qual
seja exigido que cumpra o disposto no Código ISPS na atividade daquele navio, como parte da
tripulação do navio, sem que lhes tenham sido designadas atribuições de proteção, deverão, antes
de serem designados para desempenhar quaisquer atribuições a bordo:

 Receber um treinamento ou uma aprovada instrução sobre atenção à proteção do


navio, como especificado na tabela A-VI/6-1;
 Ser-lhes exigido que forneçam provas de terem adquirido o padrão de competência
exigido para assumir as tarefas, atribuições e responsabilidades listados na coluna 1
da tabela A-VI/6-1:

I. Por meio de uma demonstração de competência, de acordo com os métodos e os


critérios para avaliar competência tabelados nas colunas 3 e 4 da tabela AVI/ 6-1; e
II. Por meio de exame ou avaliação contínua, como parte de um programa de instrução
aprovado nos assuntos listados na coluna 2 da tabela A-VI/6-1.

Disposições Transitórias
Até 1° de Janeiro de 2014, os marítimos que iniciarem um serviço em navegação em mar
aberto antes da entrada em vigor desta seção deverão confirmar que atenderam às exigências do
parágrafo 4, por meio de:

 Serviço em navegação em mar aberto aprovado, como parte do pessoal de bordo, com
uma duração total de pelo menos seis meses nos três anos anteriores: ou
 Ter desempenhado funções de proteção do navio consideradas equivalentes ao
serviço em navegação em mar aberto; ou
 Ter passado num teste aprovado; ou
 Ter concluído com aproveitamento uma aprovada instrução.

Padrão de Competência para Marítimos Designados para Atribuições de Proteção do


Navio
Deverá ser exigido de todo marítimo designado para desempenhar atribuições de proteção,
inclusive atividades relacionadas com o combate à pirataria e aos roubos armados, que demonstre
competência para assumir as tarefas, atribuições e responsabilidades listados na coluna 1 da tabela
A-VI/6-2.
O nível de conhecimento dos assuntos listados na coluna 2 da tabela A-VI/6-2 deverá ser
suficiente para permitir que todo candidato desempenhe as atribuições de proteção que lhe forrem
designadas, inclusive atividades relacionadas com o combate à pirataria a ao roubo armado.
Deverá ser exigido de todo candidato a certificação que forneça provas de ter atingido o
padrão de competência exigido, mediante:
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

 Demonstração de competência para assumir as tarefas, atribuições e


responsabilidades listados na coluna 1 da tabela A-VI/6-2, de acordo com os métodos
para demonstrar competência e os critérios para avaliar competência tabelados nas
colunas 3 e 4 daquela tabela; e
 Exame ou avaliação contínua como parte de um aprovado programa de instrução,
abrangendo as matérias especificadas na coluna 2 da tabela A-VI/6-2.

Disposições Transitórias
Até 1° de Janeiro de 2014, os marítimos designados para desempenhar atribuições de
proteção, que iniciarem um serviço em navegação em mar aberto antes da entrada em vigor desta
seção, poderão demonstrar competência para assumir as tarefas, atribuições e responsabilidades
listados na coluna 1 da tabela A-VI/6-2, por meio de:

 Aprovado serviço em navegação em mar aberto, como parte do pessoal de bordo, com
uma duração total de pelo menos seis meses nos três anos anteriores: ou
 Ter desempenhado funções de proteção do navio consideradas equivalentes ao
serviço em navegação em mar aberto exigido no parágrafo 9.1; ou
 Ter passado em um teste aprovado; ou
 Ter concluído com aproveitamento uma aprovada instrução.

Conhecer os diferentes Níveis de Proteção:

 Conhecer os Planos de Emergência;


 Reconhecimento e Detecção de Armas, Substâncias e Dispositivos Perigosos;
 Reconhecimento, de caráter não discriminatório, de características e Padrões De
Comportamentos de Pessoas;
 Realizar Exercícios Simulados uma vez a cada 3 meses.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Anualmente, com intervalo não superior a 18 meses: devem ser realizados exercícios com
a participação dos funcionários da companhia, funcionários de proteção das instalações portuárias,
autoridades relevantes dos governos contratantes e oficiais de proteção do navio.

Devem contemplar:

 Coordenação;
 Testar comunicações;
 Disponibilidade de recurso;
 Resposta.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

GLOSSÁRIO
Antepara São as separações verticais que subdividem em compartimentos o
espaço interno do casco, em cada pavimento. As anteparas
concorrem também para manter a forma e aumentar a resistência
do casco. Nos navios de aço, as anteparas, particularmente as
transversais, constituem um meio eficiente de proteção em caso
de veio d’água; para isto elas recebem reforços, são tornadas
impermeáveis à água, e chamam-se anteparas estanques.

Bombordo Lado esquerdo de um navio, olhando-se da popa a proa.

Boça Pedaço de cabo ou de corrente empregado para aboçar.

Borda É o limite superior do costado, que pode terminar na altura do


convés (se recebe balaustrada) ou elevar-se um pouco mais,
constituindo a borda-falsa.

Bordo São as duas partes simétricas em que o casco é dividido pelo plano
diametral.

Borda-falsa Parapeito do navio no convés, de chapas mais leves que as outras


chapas do costado. Tem por fim proteger o pessoal e o material
que estiverem no convés, evitando que caiam ao mar.

Boreste ou estibordo Lado do navio, à direita de quem olha, da popa para a proa. Em
Portugal se diz estibordo, em vez de boreste.

Brandear Folgar um cabo, uma espia, uma amarra etc.; tornar brando um
cabo; dar seio a um cabo que esteja portando.

Cartão “T” Cartão utilizado em algumas unidades para identificação e


controle das pessoas a bordo

Caçoilo É uma pequena peça de madeira, de forma esférica ou cilíndrica,


com um, dois ou três furos no sentido longitudinal, os quais
servem de guia aos cabos.

Casulo Recipiente onde fica armazenada a balsa inflável.

Catarinas É um moitão especial, de aço, para trabalhos de grande peso; a


roldana tem a bucha de bronze e é autolubrificada.

Coordenador da Pessoa responsável pela coordenação geral da emergência.


Emergência

Coordenador do Ponto de Pessoa responsável pela coordenação do ponto de reunião.


Reunião

Embarcação de Stand-by Embarcação que está de prontidão junto à unidade.

Embarcações de Bote de resgate.


salvamento

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

Embarcação de Baleeira e balsa inflável.


sobrevivência

Emborcar Virar ao contrário (“virar de cabeça para baixo”)

Emergência Toda situação anormal que ponha em risco as pessoas, o local


onde elas se encontram ou o meio ambiente.

Encalhar Dar em seco (a embarcação); tocar num baixio ou banco de areia.

EPI Equipamento de proteção individual.

Faina de emergência Tarefas a serem realizadas durante a emergência

Fiel Cabos finos com que se prendem quaisquer objetos, tais como as
fundas dos escaleres, as defensas etc.

Gangways Passarela

Gato São ganchos de aço forjado, com olhal, geralmente constituídos


numa peça única. As partes principais do gato são: cotovelo, que é
a parte curva, e o bico, isto é, a ponta.

Manilha São constituídas por um vergalhão de material recurvado em


forma de U, tendo orelhas nas extremidades a fim de receber um
pino que se chama cavirão. O cavirão pode ter rosca, chaveta,
contrapino ou tufo na sua extremidade, a fim de fixá-lo.

Moitão ou cadernal Consta de uma caixa semelhante à de um moitão, dentro da qual


trabalham duas ou mais roldanas em um mesmo eixo.

NORMAM Normas da Autoridade Marítima.

Peias Nome que tomam os cabos quando prendem a bordo quaisquer


peças ou objetos, a fim de evitar que eles se desloquem com o
jogo do navio. Pear é prender qualquer objeto amarrando-o com
peias.

POB Lista nominal das pessoas a bordo.

Popa É a extremidade posterior do navio. Quase sempre, tem a forma


exterior adequada para facilitar a passagem dos filetes líquidos
que vão encher o vazio produzido pelo navio em seu movimento, a
fim de tornar mais eficiente a ação do leme e do hélice.

Portar pelo cabo Puxar o navio pelo cabo

Proa É a extremidade anterior do navio no sentido de sua marcha


normal. Quase sempre tem a forma exterior adequada para mais
facilmente fender o mar.

Quilha Peça disposta em todo o comprimento do casco no plano


diametral e na parte mais baixa do navio. Constitui a “espinha

P á g i n a | 291
Curso Básico de Segurança de Plataforma

dorsal” e é a parte mais importante do navio, qualquer que seja o


seu tipo; nas docagens e nos encalhes, por exemplo, é a quilha que
suporta os maiores esforços.

SAR Search and rescue (Busca e Salvamento)

Solas Safety of Life at Sea - Convenção Internacional para a Salvaguarda


da Vida Humana no Mar

Solecar Dar um brando ao cabo, arriando-o um pouco; aliviar o peso ou


esforço; dar mais folga ao seio. Afrouxar.

TEMPSC Sinônimo de baleeira - Totally Enclosed Motor Propeller Survival


Craft

Turco Coluna de ferro tendo a parte superior recurvada para receber um


aparelho de içar; serve para içar embarcações ou outros pesos.

Verdugo Peça reforçada, posta na cinta de alguns navios pequenos, como


os rebocadores, ou em embarcações pequenas, para proteger o
costado durante as manobras de atracação.

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Curso Básico de Segurança de Plataforma

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bs OHSAS 18001:2007
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BRASIL, Marinha do – Diretoria de Portos e Costas. NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA PARA
HOMOLOGAÇÃO DE MATERIAL – NORMAM-05. Rio de Janeiro: DPC, 2003.
BRASIL, Marinha do – Diretoria de Portos e Costas. NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA PARA
CREDENCIAMENTO DE INSTITUIÇÕES PARA MINISTRAR CURSOS PARA PROFISSIONAIS NÃO-
TRIPULANTES E TRIPULANTES NÃO-AQUAVIÁRIOS – NORMAM-24. Rio de Janeiro: DPC, 2009.
CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE PADRÕES DE INSTRUÇÃO, CERTIFICAÇÃO E SERVIÇO DE
QUARTO PARA MARÍTIMOS, (STCW 1995) London: IMO, version 1.0, November 2010.
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FALCK – APOSTILA DO CURSO DE CROG – CURSO DE RADIOPERADOR EM GMDSS. Rio de
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FALÇÃO, Luiz Fernando dos Reis e BRANDÃO, Júlio Cezar Mendes. Primeiros Socorros. 1ª edição,
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ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Guia Médico Internacional para Navios. Washington: OMS,
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SOLAS - INTERNATIONAL CONVENTION FOR THE SAFETY OF LIFE AT SEA. London: IMO, version
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Diretoria de Portos e Costas - DPC. Disponível em
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Curso Básico de Segurança de Plataforma

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