Curso 333852 Aula 02 3db4 Completo
Curso 333852 Aula 02 3db4 Completo
Autor:
Coordenação Pedagógica
10 de Março de 2025
SUMÁRIO
3. O IVA-DUAL BRASILEIRO 5
6 . 3 . IS – IMPOSTO SELETIVO 14
8 . 2 . MUDANÇAS NO IPVA 24
8 . 3 . MUDANÇAS NO IPTU 25
Ou mesmo assim:
CBS IBS IS
Contribuição sobre Imposto sobre Imposto
Bens e Serviços Bens e Serviços seletivo
3. O IVA-DUAL BRASILEIRO
Com a Reforma Tributária, o Brasil acabou por optar pela utilização de um tributo do tipo IVA – Imposto
sobre Valor Adicionado, porém com uma peculiaridade, de ser “Dual” o IVA brasileiro.
Conforme vimos no esquema anterior, o Consumo no Brasil passará a ser tributado, basicamente, pela CBS
(de competência da União), e pelo IBS (de competência Compartilhada entre Estados, DF e Municípios).
Assim, diferentemente de um IVA “tradicional”, o IVA brasileiro será composto por dois tributos, daí ser
chamado de IVA-DUAL (CBS + IBS). E o que viabiliza o IVA ser dual é que tanto a CBS como o IBS são estruturalmente
idênticos, possuindo os mesmos fatos geradores, as mesmas bases de cálculo, as mesmas hipóteses de não
incidência, as mesmas regras de creditamento, e os mesmos sujeitos passivos.
Desse modo, como regra, quando uma determinada operação com mercadoria e/ou uma prestação de
serviço for sujeita à CBS, ela também será sujeita ao IBS, sendo utilizada em ambos os casos a mesma Base
de Cálculo, as mesmas regras de creditamento, variando, basicamente, a alíquota aplicada para cada um dos
tributos.
Na prática, ocorrendo um determinado Fato Gerador da CBS, ele também será Fato Gerador do IBS e,
tendo em vista que a Base de Cálculo a ser utilizada é a mesma para ambos os tributos, basta o sujeito passivo
somar as alíquotas do IBS e da CBS para saber a que carga tributária tal operação/prestação estará sujeita.
Logo, podemos afirmar que a operacionalização do IVA-Dual brasileiro será muito parecida à aplicada a um
IVA único em que há repartição da arrecadação tributária.
Nos tributos que seguem a sistemática de IVA – Imposto sobre Valor Adicionado, a tributação ocorre sobre
o valor adicionado (agregado), realizado pelo contribuinte, conforme podemos visualizar pelo esquema a seguir,
em que foi utilizada a alíquota hipotética do IVA-Dual de 25%:
CF/88
Aqui, temos a previsão dos 5 princípios básicos trazidos pela Reforma Tributária (assunto que certamente
será cobrado em provas de concurso). Destaque para a previsão de que o Sistema Tributário brasileiro deverá
observar o princípio da “Defesa do meio ambiente”, tema que foi abordado em diversas outras partes da reforma
tributária, tendo em vista a grande força da chamada “Pauta Verde” nas alterações Constitucionais realizadas.
Já o Parágrafo 4º do Art. 145 da CF/88 afirma que as alterações na legislação tributária brasileira deverão
atenuar os efeitos regressivos na tributação, de modo que as medidas implementadas devem reduzir ou minimizar
o impacto dos impostos sobre indivíduos ou grupos de baixa renda.
Para facilitar a memorização, vamos elencar de forma estruturada os Princípios a serem seguidos por
nosso Sistema Tributário:
CF/88
Art. 149-B. Os tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, (IBS e CBS)
observarão as MESMAS REGRAS em relação a:
II - imunidades;
Assim, como forma de alcançar a simplificação do Sistema Tributário, praticamente todos os aspectos
estruturais da CBS e do IBS são idênticos, de modo que o sujeito passivo ao realizar determinado Fato Gerador do
IBS, por exemplo, já saberá que também terá que recolher a CBS, tendo os dois tributos a mesma Base de Cálculo,
as mesmas regras de não cumulatividade, além das mesmas regras de creditamento; variando, basicamente, a
alíquota a ser aplicada a cada um dos tributos.
É interessante destacar que, conforme prevê o Parágrafo único do Artigo 149-B da Constituição Federal,
tanto o IBS (que é um imposto) como a CBS (que é uma contribuição) deverão seguir as regras de imunidade que
são aplicáveis aos impostos, e não a regra de imunidade aplicável às contribuições.
E, ainda dentro das Normas Gerais trazidas à Constituição Federal pela Reforma Tributária (EC 132/2023),
há a previsão de que, apesar de o IBS ser um imposto de competência compartilhada entre Estados, DF e
Municípios, sua Legislação será única e uniforme em todo o território nacional, conforme a seguir:
§ 1º ...
....
V - cada ente federativo fixará sua alíquota própria por lei específica;
E aqui vemos uma grande novidade inserida em nosso Ordenamento Jurídico pela reforma Tributária:
apesar de o IBS ser um imposto de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, não são eles
que instituirão o IBS. Como forma de se conseguir uma legislação única e uniforme em todo o país, o IBS será
instituído por meio de uma Lei Complementar Federal.
Porém, tendo em vista que o IBS será cobrado pelo somatório das alíquotas do Estado e do Município de
destino da operação (Art. 156-A, § 1º, Inciso VII, da CF/88), cabe aos Estados, DF e Municípios definirem suas
alíquotas do IBS por meio de Lei Ordinária local.
Embora 3 novos tributos tenham sido previstos pela EC n°_132/2023 (IBS, CBS e IS), por alguns anos,
haverá concomitância de tributação, coexistindo os tributos atuais e os recém-previstos, conforme a seguir:
Em relação ao IBS – Imposto sobre Bens e Serviços (de competência compartilhada entre Estados, DF e
Municípios), a Constituição Federal prevê que ele começará a ser cobrado em 2026, ficando em formato de teste,
com alíquota de 0,1%, até o final de 2028.
A partir de 2029, haverá gradativa redução da tributação do ICMS e do ISS, acompanhado do aumento
gradativo do IBS, até que, em 2033, o IBS estará completamente implementado, e o ICMS e ISS serão extintos.
Vejamos o que diz a Constituição Federal sobre a redução gradativa da tributação do ICMS e do ISS, prevista
para ocorrer entre os anos de 2029 e 2032:
CF/88
Art. 128. De 2029 a 2032, as alíquotas dos impostos previstos nos arts.
155, II, e 156, III, da Constituição Federal (ICMS e ISS), serão fixadas nas
seguintes proporções das alíquotas fixadas nas respectivas legislações:
De maneira esquematizada, podemos representar assim o surgimento do IBS (com alíquota de teste de
0,1% entre 2026 e 2028), e a redução gradativa da tributação do ICMS e do ISS, juntamente com o aumento
compensatório do IBS:
A ideia é que, conforme a tributação do ICMS e do ISS for caindo (por conta da queda proporcional das
alíquotas – Art. 128 CF/88), a alíquota do IBS vá aumentando (por meio de fixação da alíquota de referência pelo
Senado Federal), de modo que a arrecadação dos Estados, DF e Municípios não sejam impactadas/reduzidas.
Inclusive, é isso que o Artigo 130 da ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) afirma,
conforme a seguir:
CF/88 – ADCT
.....
Em relação à CBS - Contribuição sobre Bens e Serviços (de competência da União), a Constituição Federal
prevê que ele começará a ser cobrado em 2026, ficando em formato de teste, com alíquota de 0,9%, até o final
daquele ano (2026).
Já a partir de 2027, PIS e Cofins serão extintos, estando a CBS plenamente implementada.
Desse modo, o IVA Dual (composto pela CBS + IBS) terá alíquota de 1% no ano de 2026, por conta das
alíquotas de teste de 0,1% para o IBS e de 0,9% para a CBS.
Um detalhe interessante é que, enquanto a alíquota de teste do IBS (0,1%) será aplicada nos anos de 2026,
2027 e 2028, a alíquota de teste da CBS (0,9%) será aplicada apenas em 2026, já sendo plenamente definida em
2027, com a extinção do PIS e da Cofins.
6 . 3 . IS – IMPOSTO SELETIVO
Já o IS – Imposto Seletivo (de competência da União) começará a ser cobrado a partir de 2027, ano em que
o IPI terá suas alíquotas reduzidas a zero, com exceção aos produtos que tenham industrialização incentivada na
Zona Franca de Manaus, conforme critérios estabelecidos em lei complementar.
É interessante destacar que, a partir de 2027, o IPI sofrerá grandes transformações e passará a ter um
caráter essencialmente extrafiscal, tendo por objetivo manter o diferencial competitivo da Zona Franca de
Manaus – ZFM.
Detalhando um pouco mais sobre o assunto, a partir de 2027, o IPI, em regra, terá alíquota zero em todo
o país, com exceção aos produtos que tenham industrialização incentivada na Zona Franca de Manaus. Nesses
casos, quem industrializar esses produtos incentivados na própria Zona Franca de Manaus não sofrerá tributação
do IPI. Já as indústrias que optarem por produzir esses produtos incentivados, mas fora da Zona Franca de
Manaus, serão plenamente tributadas pelo IPI.
Assim, o IPI será cobrado apenas nas industrializações de produtos previstos em Lei Complementar como
incentivados para produção na Zona Franca de Manaus, mas que sejam produzidos fora daquela área de livre
comércio. Desse modo, haverá ônus tributário encarecendo tais industrializações, assegurando o diferencial
competitivo de quem produzir na Zona Franca de Manaus.
Desse modo, diante das situações acima apresentadas, podemos esquematizar a Fase de Transição prevista
na Reforma Tributária da seguinte forma:
A Reforma Tributária acrescentou, entre os Impostos de Competência da União (Art. 153, VIII) o Imposto
Seletivo - IS, também chamado de “imposto do pecado” ou “sin tax”, tendo em vista seu campo de incidência,
conforme a seguir:
CF/88.
Como podemos observar, o campo de incidência do Imposto Seletivo compreende os bens e serviços
prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, os quais serão definidos por meio de Lei Complementar. Espera-se que
sofram incidência do Imposto Seletivo os cigarros, as bebidas alcoólicas, as bebidas açucaradas (refrigerantes,
energéticos etc.), veículos, embarcações e aeronaves, bens minerais extraídos etc.
O Imposto Seletivo (assim como o IBS e a CBS) deverá ser instituído por meio de Lei Complementar,
enquanto suas alíquotas serão definidas por meio de Lei Ordinária.
Apesar de sua instituição ser por meio de Lei Complementar, a Constituição Federal trouxe algumas regras
que o Imposto Seletivo deverá seguir, conforme a seguir:
• não incidirá sobre as exportações nem sobre as operações com energia elétrica e com telecomunicações;
• incidirá uma única vez sobre o bem ou serviço; (será monofásico)
• não integrará sua própria base de cálculo; (é um imposto “por fora”)
• integrará a base de cálculo do ICMS, do ISS, do IBS e da CBS;
• poderá ter o mesmo fato gerador e base de cálculo de outros tributos;
• terá suas alíquotas fixadas em lei ordinária, podendo ser específicas, por unidade de medida adotada,
ou ad valorem;
• na extração, o imposto será cobrado independentemente da destinação, caso em que a alíquota
máxima corresponderá a 1% (um por cento) do valor de mercado do produto;
• poderá incidir sobre operações relativas a derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País.
O IBS – Imposto sobre Bens e Serviços é um imposto de Competência Compartilhada entre Estados,
Distrito Federal e Municípios, a ser instituído por meio de Lei Complementar Federal, conforme prevê o Art. 156-
A da CF/88, a seguir:
Outro ponto previsto na Constituição sobre o IBS, é que ele será informado pelo princípio da neutralidade,
de modo que sua instituição e carga tributária não alterem o funcionamento da economia.
Esse princípio (neutralidade) busca garantir que o sistema de tributos não interfira nas decisões
econômicas dos contribuintes. Aqui, a ideia é que os tributos sejam projetados de maneira a não distorcer as
escolhas de consumo, investimento ou produção das pessoas e das empresas. É interessante destacar que a não
cumulatividade é um dos fatores que podem ajudar na neutralidade do tributo (mas não é o único fator).
Ainda sobre a estrutura do IBS, para que fosse possível a aplicação de uma legislação única e uniforme
em todo o território nacional, a Constituição Federal prevê que o imposto será instituído por meio de uma Lei
Complementar Federal, ressalvada a definição de alíquotas, que estará a cargo dos Estados, DF e Municípios,
conforme veremos a seguir.
Como já comentado, o IBS é um imposto de competência compartilhada dos Estados, DF e Municípios,
que, apesar de obedecer a uma única legislação em todo território nacional, terá sua alíquota determinada pela
soma dos percentuais definidos pelo Estado e Município de destino da operação/prestação.
Assim, cada Estado/DF e Município irá, por meio de Lei Ordinária local, definir sua parcela relativa à alíquota
do IBS, de modo que a alíquota total do imposto será dada pela soma da alíquota do Estado com a alíquota do
Município de destino da operação.
Como exemplo, imagine uma fábrica localizada em Salvador/BA, vendendo uma máquina para um cliente
em Campinas/SP. Nesse caso, por se tratar de uma operação com Bens, estará sujeita à incidência do IBS, cuja
alíquota será dada pela soma da alíquota do IBS definida pelo Estado de São Paulo*, com a alíquota do IBS
definida pelo Município de Campinas*.
(*local de destino da operação)
Então, veja só que interessante! Apesar de o IBS ser instituído por meio de uma Lei Complementar Federal,
de forma a possuir uma legislação única e uniforme em todo o território nacional, cada Estado, DF e Município,
por meio de Lei Ordinária local, irá definir sua parcela da alíquota do imposto.
É interessante destacar que a Constituição Federal assegura que, como regra, a parcela da alíquota do IBS
fixada pelo ente federativo será a mesma para todas as operações com bens materiais ou imateriais, inclusive
direitos, ou com serviços. Assim, tanto em uma operação envolvendo uma mercadoria, como em uma prestação
de serviço, a alíquota de IBS a ser aplicada será a mesma, sendo definida pelo somatório das alíquotas do Estado
e do Município de destino da operação/prestação.
Pois é... A CF/88 também pensou nisso e determinou que uma Resolução do Senado Federal fixará alíquota
de referência do IBS para cada esfera federativa (uma para Estados e outra para Municípios), que será aplicada se
outra não houver sido estabelecida pelo próprio ente federativo.
Inclusive, a Constituição autoriza que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios optem por vincular
suas alíquotas a essa alíquota de referência estabelecida em Resolução do Senado Federal (é uma opção aos
Entes Federados que não querem estabelecer um percentual específico em sua lei, adotando como sua parcela de
alíquota do IBS a alíquota de referência).
Outra previsão Constitucional importante sobre o IBS é que ele será não cumulativo, compensando-se o
imposto devido pelo contribuinte com o montante cobrado sobre TODAS as operações nas quais seja adquirente
de bem material ou imaterial, inclusive direito, ou de serviço, excetuadas exclusivamente as consideradas de uso
ou consumo pessoal especificadas em lei complementar e outras hipóteses previstas na Constituição.
Notem que o Princípio da Não Cumulatividade que será aplicado ao IBS é muito mais amplo do que o
atualmente aplicado pelo ICMS. Enquanto, para o ICMS, como regra, só se permite o creditamento em relação
ao imposto cobrado nas operações de entrada de mercadoria que terão sua respectiva saída tributada; o
Princípio da Não Cumulatividade para o IBS é muito mais amplo, permitindo o creditamento em relação ao
imposto cobrado em TODAS as operações em que o contribuinte seja adquirente de bem ou serviço que tenha
sido tributado pelo IBS.
Um ponto extremamente relevante em relação ao IBS é seu campo de incidência. Conforme já havíamos
comentado, o IBS veio com a ideia de juntar tanto o ICMS (Estadual), como o ISS (Municipal). Assim, a Constituição
Federal determinou que o IBS incidirá sobre operações com BENS materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou
com serviços.
Note, aqui, que o legislador não apenas juntou os campos de incidência do ICMS e do ISS, como também
o ampliou. Enquanto o ICMS incide sobre operações com mercadorias (além dos serviços de transporte
interestadual, intermunicipal e de comunicação), o IBS veio com a previsão de incidência sobre as operações com
“BENS”, termo esse que é muito mais amplo do que “mercadorias”.
Assim, podemos esperar um IBS incidindo sobre as operações em que, atualmente, incide o ICMS; sobre
os serviços prestados em que, atualmente, incide o ISS, além de outras operações com BENS (intangíveis, por
exemplo) e outros serviços prestados, que, por qualquer razão, hoje em dia não são tributados.
Exatamente nessa linha, o § 8º do Art. 156-A da CF/88 afirma que a lei complementar que instituir o IBS
poderá estabelecer o conceito de operações com serviços, seu conteúdo e alcance, admitida essa definição para
“qualquer operação que não seja classificada como operação” com bens materiais ou imateriais, inclusive direitos.
Assim, é permitido à Lei trazer o conceito de serviço por exclusão, definindo-o como tal qualquer prestação que
não seja classificada como operação.
A Constituição Federal também afirma que, assim como já acontece com o ICMS e com o ISS, o IBS incidirá
também sobre a importação de bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou de serviços realizados por
pessoa física ou jurídica, ainda que não seja sujeito passivo habitual do imposto, qualquer que seja sua finalidade.
Do mesmo modo, para incentivar a entrada de moeda estrangeira no país e fortalecer a balança
comercial brasileira, o IBS não incidirá sobre as exportações, assegurados ao exportador a manutenção e o
aproveitamento dos créditos relativos às operações nas quais seja adquirente de bem material ou imaterial,
inclusive direitos, ou serviço.
Mantendo o mesmo conceito da já consagrada Imunidade do ICMS, a CF/88 afirma que o IBS também não
incidirá nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora (rádio) e de
sons e imagens (TV) de recepção livre e gratuita.
Um ponto bastante relevante sobre o IBS previsto na Constituição Federal, que tem por objetivo colocar
fim à Guerra Fiscal entre os Estados, é que o IBS não será objeto de concessão de incentivos e benefícios
financeiros ou fiscais ou de regimes específicos, diferenciados ou favorecidos de tributação, excetuados apenas
casos específicos já previstos Constituição.
Outro ponto bastante interessante previsto para o IBS (e também para a CBS) é o tão falado Cash Back.
A Constituição Federal determina que Lei Complementar deverá dispor sobre as hipóteses de devolução do
IBS e da CBS (Cash Back) a pessoas físicas, inclusive os limites e os beneficiários, com o objetivo de reduzir as
desigualdades de renda.
A CF/88, inclusive, determina que essa devolução do tributo será obrigatória nas operações de fornecimento
de energia elétrica e de gás liquefeito de petróleo ao consumidor de baixa renda, podendo a lei complementar
determinar que seja calculada e concedida no momento da cobrança da operação.
Conforme já vimos anteriormente, praticamente todos os aspectos estruturais da CBS e do IBS são idênticos
(Art. 149-B da CF/88), de modo que tanto um como o outro observarão as MESMAS REGRAS em relação a fatos
geradores, bases de cálculo, hipóteses de não incidência; sujeitos passivos; imunidades; regimes específicos,
diferenciados ou favorecidos de tributação; regras de não cumulatividade e de creditamento.
Assim, praticamente todas as regras vistas anteriormente sobre a Estrutura do IBS, seu campo de Incidência;
não incidência e demais previsões Constitucionais são aplicadas também à CBS, de modo que a Constituição
Federal dispôs muito pouco em específico sobre esta Contribuição, recorrendo à utilização das previsões do IBS.
Um ponto interessante da CBS (que também se repete no IBS) é a previsão de que ela será Instituída por
meio de Lei Complementar Federal, apesar de ter sua Alíquota definida por Lei Ordinária.
A Constituição Federal também determina que a CBS será uma contribuição “por fora” (não integrará sua
própria base de cálculo); ao mesmo tempo que ela (CBS) não integrará a base de cálculo do Imposto Seletivo (IS),
do IBS, da Cofins e do PIS.
Apesar de o foco principal da Reforma Tributária ser a tributação sobre o consumo, diversas outras
alterações foram realizadas pela Emenda Constitucional n° 132/2023, aproveitando-se a oportunidade de
aprovação e ajustes em outras áreas da tributação que se faziam necessários.
Assim, apesar de a maior parte das mudanças se darem em relação à Tributação do Consumo (ICMS, ISS,
IPI, PIS, Cofins), ela também atingiu outras áreas da tributação, como em relação ao ITCMD, ao IPVA, ao IPTU, à
CIDE-Combustíveis, à COSIP, entre outras.
Com a Reforma Tributária, tivemos algumas mudanças no ITCMD – Imposto sobre Transmissão Causa
Mortis e Doação, de competência dos Estados.
O Primeiro ajuste deu-se em relação ao Estado competente para cobrar esse imposto nas hipóteses de
Transmissão Causa Mortis (transmissão de herança). Agora, o texto Constitucional apresenta-se assim:
No caso de transmissão causa mortis de bens MÓVEIS, a EC n° 132/2023 determinou que o ITCMD passará a
ser devido ao Estado onde era domiciliado o de cujus/falecido (pouco importando o Estado em que foi processado
o inventário ou arrolamento).
E, no caso de doação de bens MÓVEIS, o texto não sofreu alteração, de modo que o ITCMD permaneceu
devido ao Estado em que tiver domicílio o doador.
Assim, podemos esquematizar o Sujeito Ativo do ITCMD (o Estado para o qual será devido o imposto) da
seguinte forma:
Outro ponto que a Reforma Tributária inovou em relação ao ITCMD é em relação às situações envolvendo
o exterior. Conforme prevê o Inciso III do § 1º do Art. 155 da CF/88, as situações de doação e de transmissão causa
mortis envolvendo o exterior devem ser regulamentadas por meio de Lei Complementar. Veja o que diz o texto:
Art. 155, § 1º, III - terá competência para sua instituição regulada por
lei complementar:
Ocorre que, até hoje, não foi publicada esta tal Lei Complementar regulando a instituição do ITCMD
envolvendo essas questões do exterior. Desse modo, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 851.108/
SP, pronunciou-se declarando que, enquanto não houvesse edição dessa Lei Complementar, os Estados estariam
proibidos de cobrar o ITCMD nessas situações envolvendo o exterior.
Assim, como forma de viabilizar a tributação do ITCMD pelos Estados nesses casos, enquanto não editada
a tal Lei Complementar, a Emenda Constitucional n° 132/2023 trouxe a seguinte previsão em seu texto:
Art. 16. Até que lei complementar regule o disposto no art. 155, § 1º,
III, da Constituição Federal, o imposto incidente nas hipóteses de que
trata o referido dispositivo competirá:
Desse modo, o legislador estabeleceu as seguintes regras de tributação do ITCMD envolvendo as questões
do exterior, enquanto não editada a respectiva Lei Complementar regulamentando o assunto:
• Se bem IMÓVEL (situado no Brasil), o ITCMD será devido ao Estado de localização do Imóvel (tanto na
doação, quanto na transmissão causa mortis).
Bens IMÓVEIS e
Estado de localização do IMÓVEL
repectivos direitos
Estado do Donatário
Doador de bens
MÓVEIS domiciliado
no exterior
Se o donatário no exterior, imposto devido ao
Estado do bem
E, para fechar as alterações realizadas no ITCMD pela Emenda Constitucional n° 132/2023, temos agora a
previsão de sua Progressividade, que passa a ser uma característica do imposto, e não mais uma opção do Estado
quando de sua instituição. Vejamos:
Assim, temos agora que o ITCMD deverá ser progressivo, de modo que o percentual de suas alíquotas
aumente à medida que aumenta o valor da doação e/ou da herança transmitida. De mesmo modo, também
podemos afirmar que o percentual de suas alíquotas diminuirá à medida que diminuir o valor da doação e/ou da
herança transmitida.
8 . 2 . MUDANÇAS NO IPVA
Outro imposto que sofreu importantes alterações com a Reforma Tributária foi o IPVA – Imposto sobre a
Propriedade de Veículos Automotores.
A grande novidade é que o IPVA passará a incidir também sobre a propriedade de veículos automotores
aquáticos e aéreos, além dos já tributados veículos terrestres. Vejamos o que dispõe a Constituição Federal sobre
essa nova tributação e suas exceções:
Outra novidade trazida pela Reforma Tributária em relação ao IPVA é sobre as novas possibilidades de
diferenciação de alíquotas. Agora, além de ser permita a diferenciação de alíquotas por conta do tipo e da
utilização, os Estados também poderão diferenciar as alíquotas do IPVA por conta do valor dos veículos e do
impacto ambiental, conforme a seguir:
8 . 3 . MUDANÇAS NO IPTU
A Reforma Tributária inseriu um novo inciso ao Parágrafo 1º do Artigo 156 da Constituição Federal,
prevendo agora que o IPTU poderá ter sua base de cálculo atualizada pelo Poder Executivo (por meio de Decreto),
conforme critérios estabelecidos em lei municipal.
Vejamos o texto incluído na Constituição Federal:
III - ter sua base de cálculo atualizada pelo Poder Executivo, conforme
critérios estabelecidos em lei municipal. (Incluído pela EC 132/2023)
Assim, com a autorização Constitucional de que um Decreto do chefe do Poder Executivo (Prefeito) altere
a Base de Cálculo do IPTU, estamos diante de uma exceção ao Princípio da Legalidade.
As CIDEs – Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico são tributos cuja finalidade principal é a
intervenção na economia do país (finalidade extrafiscal).
Das diversas CIDEs existentes no ordenamento jurídico brasileiro, a única que possui seus Fatos Geradores
discriminados na Constituição Federal é a CIDE-Combustíveis. E é exatamente sobre a destinação do produto
de sua arrecadação que a Reforma Tributária trouxe uma inovação, incluindo a alínea “d” ao § 4º do Art. 177 da
CF/88, conforme a seguir:
Assim, a Reforma Tributária trouxe a previsão de que os recursos obtidos com a CIDE-Combustíveis agora
também poderão ser utilizados para o “pagamento de subsídios a tarifas de transporte público coletivo de
passageiros”, além das demais destinações já previstas anteriormente.
Com a pacificação de entendimento pelo Supremo Tribunal Federal - STF de que os Serviços de iluminação
Pública não poderiam ser remunerados mediante taxas, tendo em vista não serem serviços públicos específicos
e divisíveis (na verdade são serviços “uti universi”), a Constituição Federal, em seu Art. 149-A, trouxe a figura da
COSIP, em que autorizava os Municípios e o Distrito Federal a instituírem uma Contribuição para o Custeio do
Serviço de Iluminação Pública.
Com a Reforma Tributária (EC n° 132/2023), o legislador acabou por ampliar o alcance dessa contribuição,
de modo que ela agora alcança tanto o custeio do serviço de iluminação pública, assim como sua expansão e
melhoria, além de custear os sistemas de monitoramento para segurança e preservação de logradouros públicos.
Vejamos como ficou a redação do Art. 149-A da CF/88 após a EC 132/2023:
Assim, tendo em vista que agora essa Contribuição se refere tanto ao Custeio do Serviço de Iluminação
Pública como também ao serviço de Monitoramento Público, ela já está sendo chamada de COSIMP, incluindo a
letra “M”, de Monitoramento, na sigla da Contribuição (que, até então, era chamada de COSIP).
1. (Inédita) De quem é a competência para a instituição do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), previsto
pela Reforma Tributária?
A) União
B) Estados
C) Municípios
D) Competência compartilhada entre Estados, Distrito Federal e Municípios: correto. O IBS tem competência
compartilhada entre essas entidades.
E) Competência exclusiva dos Distrito Federal: incorreto. O IBS não é de competência exclusiva do DF.
Gabarito: D
C) IPTU, IPVA
E) ISS, IPTU
Comentários:
A) IPI, ICMS, ISS: incorreto. Apenas o ICMS e o ISS são mencionados para extinção, não o IPI. O IPI continuará a
ser cobrado das indústrias que estiverem instaladas fora da Zona Franca de Manaus, produzindo mercadorias
previstas em Lei Complementar como de industrialização incentivada na ZFM.
B) PIS, Cofins, ICMS, ISS: correto. Esses são os tributos mencionados para extinção na reforma.
Gabarito: B
3. (Inédita) O que acontecerá com a tributação do ICMS e ISS durante o período de transição?
D) Permanecerão inalterados
Comentários:
C) Serão aumentados para compensar a criação da CBS: incorreto. Eles serão reduzidos, não aumentados.
E) Serão substituídos pelo IRPF: incorreto. Eles serão substituídos pelo IBS.
Gabarito: B
Dessa forma, as demais alternativas estão erradas, uma vez que não possuem relação
direta com o princípio da neutralidade.
Gabarito: A
5. (Inédita) Qual será a função do Imposto Seletivo (IS) criado pela Reforma Tributária?
Comentários:
A) Arrecadar recursos para infraestrutura: incorreto. O IS visa tributar bens e serviços prejudiciais.
C) Tributar bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente: correto. Essa é a principal função do IS.
Gabarito: C
6. (Inédita) Qual será o percentual da alíquota de teste do IBS entre 2026 e 2028?
A) 0,1%
B) 1%
C) 5%
D) 10%
E) 15%
Comentários:
Gabarito: A
A) 2025
B) 2026
C) 2027
D) 2028
E) 2029
Comentários:
Gabarito: B
8. (Inédita) Qual será o papel do Senado Federal em relação às alíquotas do IBS e da CBS durante a fase
de transição?
Comentários:
A) Determinar as bases de cálculo dos impostos: incorreto. As bases de cálculo não são o foco do papel do
Senado.
B) Fixar alíquotas de referência para assegurar a receita dos Estados, DF e Municípios: correto. Esse é o papel
do Senado durante a transição.
C) Instituir novos impostos: incorreto. Isso não está relacionado ao papel especificado na reforma.
D) Eliminar os impostos existentes: incorreto. Isso não está relacionado ao papel especificado na reforma.
E) Reduzir as alíquotas do IRPF: incorreto. Isso não está relacionado ao papel do Senado na transição.
Gabarito: B
9. (Inédita) Conforme prevê a Constituição Federal, o Sistema Tributário Nacional deve observar diversos
princípios, exceto:
A) da simplicidade.
B) da transparência.
C) da praticidade.
D) da cooperação.
Conforme prevê o Parágrafo 3º do Artigo 145 da CF/88, “o Sistema Tributário Nacional deve observar os
princípios da simplicidade, da transparência, da justiça tributária, da cooperação e da defesa do meio ambiente.”
Assim, entre as alternativas apresentadas, aquela que não representa um princípio a ser seguido pelo
Sistema Tributário Nacional é o princípio da praticidade.
Gabarito: C
10. (Inédita) A Reforma Tributária previu a instituição do IBS e da CBS, trazendo diversas regras comuns
entre esses dois tributos. Entre as alternativas abaixo, não representa uma dessas regras comuns:
A) fatos geradores.
B) imunidades.
C) bases de cálculo.
D) alíquotas.
Conforme prevê o Artigo 149-B da CF/88, diversas regras referentes ao IBS e a CBS serão idênticas, de
modo a facilitar a operacionalização do IVA-Dual Brasileiro. Vejamos o que afirma a Constituição Federal sobre o
assunto:
CF/88
Art. 149-B. Os tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, (IBS e CBS)
observarão as MESMAS REGRAS em relação a:
II - imunidades;
Em relação às alíquotas, o IBS e a CBS apresentarão tratamentos distintos. A alíquota da CBS será definida
por Lei Ordinária Federal, enquanto a alíquota do IBS será determinada pelo somatório da alíquota estadual (a ser
prevista em lei ordinária estadual) com a alíquota municipal (a ser prevista em lei ordinária municipal), sempre do
Ente Federado de destino da operação/prestação.
Assim, em relação ao IBS, cada Estado/DF e Município irá, por meio de Lei Ordinária local, definir sua
parcela relativa à alíquota ao imposto, de modo que a alíquota total do IBS será dada pela soma da alíquota do
Estado com a alíquota do Município de destino da operação.
Desse modo, tendo em vista que, em relação à determinação de alíquotas, IBS e CBS adotam regras
distintas, chegamos na alternativa da questão, letra D.
Gabarito: D
11. (Inédita) A Reforma Tributária trouxe diversas inovações ao Ordenamento Jurídico Brasileiro, desde a
previsão de novos tributos, até mesmo alterações significativas em tributos já existentes. Diante dessas
alterações da Emenda Constitucional 132/2023, julgue os itens a seguir.
I. Em relação às imunidades, tendo em vista sua natureza jurídica, a CBS seguirá as regras aplicáveis às
contribuições.
II. A partir de 2029, haverá gradativa redução da tributação do ICMS e do ISS, acompanhado do
aumento gradativo do IBS, até que, em 2033, o IBS estará completamente implementado, e o ICMS e
ISS serão extintos.
A) II.
B) I e III.
C) I e II.
D) I, II e III.
E) I.
Resolução:
Vamos analisar cada uma das assertivas à luz da Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023):
I. Assertiva Incorreta: conforme prevê o Parágrafo Único do Artigo 149-B da Constituição Federal,
tanto o IBS (que é um imposto) como a CBS (que é uma contribuição) deverão seguir as regras de
imunidade que são aplicáveis aos impostos, e não a regra de imunidade aplicável às contribuições.
II. Assertiva Correta: perfeito! Conforme prevê o Art. 128 da CF/88, do ano de 2029 ao ano de 2032
haverá gradativa redução da tributação do ICMS e do ISS, acompanhado do aumento gradativo do
IBS, até que, em 2033, o IBS estará completamente implementado, e o ICMS e ISS serão extintos.
III. Assertiva Incorreta: muita atenção aqui! Apesar de o IBS ser instituído por meio de Lei
Complementar Federal e ter suas alíquotas determinadas por meio de Lei Ordinária, cabe à Resolução
do Senado Federal fixar, para todas as esferas federativas, as alíquotas de referência do IBS e da CBS.
Assim, como apenas a assertiva II está correta, chegamos à letra A como resposta da questão.
Gabarito: A
12. (Inédita) Em relação ao Imposto Seletivo – IS, de competência da União, assinale a alternativa incorreta.
D) Não incidirá sobre as operações com energia elétrica, telecomunicações e combustíveis derivados do
petróleo.
Temos aqui uma questão que trata do IS - Imposto Seletivo, de competência da União, que incidirá sobre
bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, conforme prevê o inciso VIII do Art. 153 da CF/88:
CF/88.
Conforme prevê o § 6º do Art. 153 da CF/88, o IS seguirá diversas regras, apresentadas a seguir:
• não incidirá sobre as exportações nem sobre as operações com energia elétrica e com telecomunicações;
• incidirá uma única vez sobre o bem ou serviço; (será monofásico)
• não integrará sua própria base de cálculo; (é um imposto “por fora”)
• integrará a base de cálculo do ICMS, do ISS, do IBS e da CBS;
• poderá ter o mesmo fato gerador e base de cálculo de outros tributos;
• terá suas alíquotas fixadas em lei ordinária, podendo ser específicas, por unidade de medida adotada,
ou ad valorem;
• na extração, o imposto será cobrado independentemente da destinação, caso em que a alíquota
máxima corresponderá a 1% (um por cento) do valor de mercado do produto;
• poderá incidir sobre operações relativas a derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País.
Assim, a não incidência do IS alcança as exportações e as operações com energia elétrica e com
telecomunicações, não alcançando os combustíveis derivados do petróleo.
Dessa maneira, a alternativa que está incorreta é a letra D.
Gabarito: D
13. (Inédita) Conforme prevê a Constituição Federal, em especial no que diz respeito às alterações
realizadas pela Reforma Tributária (EC 132/2023), julgue os itens a seguir.
I. No caso de transmissão causa mortis de bens móveis, o ITCMD será devido ao Estado onde era
domiciliado o de cujus.
II. Não Incide IPVA sobre veículos automotores aéreos e/ou aquáticos, tendo em vista esse imposto
estadual ser sucessor à Taxa Rodoviária Única - TRU, que historicamente incidia apenas sobre os
veículos terrestres.
III. É possível a diferenciação de alíquotas do IPVA em função do tipo, do valor, da utilização e do
impacto ambiental do veículo automotor.
Está correto o que se afirma apenas em:
A) II.
B) I e III.
C) I e II.
D) I, II e III.
E) I.
Resolução:
Vamos analisar cada uma das assertivas à luz da Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023):
I. Assertiva Correta: conforme prevê o Inciso II do Parágrafo 1º do Artigo 155 da Constituição Federal,
no caso de transmissão causa mortis de bens móveis, o ITCMD será devido ao Estado/DF em que era
domiciliado o de cujus (o falecido).
...
II. Assertiva Incorreta: uma das alterações trazidas pela Reforma Tributária foi a de que agora o IPVA
incidirá também sobre a propriedade de veículos aéreos e aquáticos (além da incidência já existente
sobre os veículos terrestres).
III-) Assertiva Correta: perfeito! Conforme prevê o Inciso II do Parágrafo 6º do Artigo 155 da CF/88, o IPVA
poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo, do valor, da utilização e do impacto ambiental.
Assim, com as assertivas I e III corretas, chegamos à letra “B” como resposta.
Gabarito: B