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Curso Rotam

A ROTAM (Rondas Ostensivas Tático Móvel) da Polícia Militar do Paraná foi criada na década de 1980 para combater a criminalidade crescente, com foco em operações de alto risco e resposta rápida. A unidade é especializada em patrulhamento ostensivo e repressivo, utilizando técnicas táticas e equipamentos específicos para garantir a segurança pública. Ao longo dos anos, a ROTAM evoluiu e se consolidou como uma força de elite no enfrentamento do crime, mantendo um compromisso com o treinamento contínuo e a adaptação às novas ameaças.

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Demian Sales
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Curso Rotam

A ROTAM (Rondas Ostensivas Tático Móvel) da Polícia Militar do Paraná foi criada na década de 1980 para combater a criminalidade crescente, com foco em operações de alto risco e resposta rápida. A unidade é especializada em patrulhamento ostensivo e repressivo, utilizando técnicas táticas e equipamentos específicos para garantir a segurança pública. Ao longo dos anos, a ROTAM evoluiu e se consolidou como uma força de elite no enfrentamento do crime, mantendo um compromisso com o treinamento contínuo e a adaptação às novas ameaças.

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ESTADO DO PARANÁ

POLÍCIA MILITAR/M
1º COMANDO REGIONAL/M
12º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR/M
ROTAM/M

CURSO DE RONDAS OSTENSIVAS TÁTICO MÓVEL

HISTÓRIA

A ROTAM (Rondas Ostensivas Tático Móvel) da Polícia Militar do Estado do Paraná tem Suas
raízes fincadas na necessidade de combater o aumento da criminalidade e garantir a segurança da
população. Sua história remonta ao final da década de 1970, quando o estado enfrentava desafios
significativos relacionados à criminalidade, especialmente em áreas urbanas.

No início, as forças policiais tradicionais estavam enfrentando dificuldades para lidar com a
criminalidade em constante evolução. Diante desse cenário, um grupo de oficiais visionários percebeu a
necessidade de uma unidade policial especializada, treinada e equipada para enfrentar situações de alto
risco e responder rapidamente a incidentes criminais.

Foi assim que, em meados da década de 1980, a ROTAM foi oficialmente criada. Inspirada em
modelos de unidades especializadas em outros estados e países, a ROTAM do Paraná foi estruturada
para ser uma força altamente treinada e móvel, capaz de atuar em situações de emergência e combater a
criminalidade de forma mais eficaz.

Os primeiros membros da ROTAM passaram por um rigoroso processo de seleção e treinamento


intensivo, abordando técnicas de patrulhamento tático, manuseio de armas de fogo, negociação de reféns
e intervenção em situações de alta periculosidade. A unidade foi equipada com veículos especialmente
adaptados para responder rapidamente a ocorrências e garantir a segurança tanto dos policiais quanto da
população.

Com o tempo, a ROTAM do Paraná consolidou sua reputação como uma força de elite na luta
contra o crime, atuando em operações de alto risco, como combate ao tráfico de drogas, enfrentamento a
organizações criminosas e intervenções em situações de crises.

Ao longo dos anos, a ROTAM passou por atualizações e aprimoramentos contínuos para se manter
eficiente diante dos desafios em constante mudança no cenário da segurança pública. Sua presença nas
ruas do Paraná se tornou uma garantia de resposta rápida e eficaz em situações críticas, contribuindo
para a segurança e tranquilidade da população paranaense.

A ROTAM teve várias denominações ao longo dos anos, sendo inicialmente chamada de GOE
(Grupo de Operações Especiais em Cascavel – 6º BPM), Posteriormente TMA (Tático Móvel de Área),
RONE (Vale ressaltar que passaram a ter essa nomenclatura por seguirem doutrinas similares às
utilizadas na Cia. P. Chq).
GOE 6º BPM
TMA

RONE DE ÁREA
APLICAÇÃO E CONCEITOS

ROTAM “Rondas Ostensivas Tático Móvel” suas atividades são de patrulhamento


OSTENSIVO/REPRESSIVO trabalhando sempre em parceria com a "P3" área de PLANEJAMENTO e
INSTRUÇÃO das unidades.

Atuando em áreas de maior criminalidade como: Homicídio, Tráfico de drogas, Roubos, sequestros
ou ocorrências de maior VULTO.

Policiamento OSTENSIVO é aquele visível e explícito, estando os policiais normalmente fardados. Os


policiais ficam distribuídos ou circulam em pontos estratégicos das cidades e áreas rurais, sob o
pressuposto de que sua presença é fator que inibe a atividade criminosa.

Policiamento REPRESSIVO refere-se a abordagens e estratégias policiais que têm como foco a resposta
enérgica e imediata a atos criminosos. Diferente do policiamento comunitário, que se concentra na
prevenção e na construção de relações com a comunidade, o policiamento repressivo é mais voltado para
a reação rápida e efetiva diante de crimes já em andamento. Abaixo estão alguns aspectos relacionados
ao policiamento repressivo.

Resposta Imediata: O policiamento repressivo envolve a resposta rápida a incidentes criminais, muitas
vezes com o objetivo de interromper a ação criminosa em andamento.

Uso da Força: Em situações de emergência, o policiamento repressivo pode envolver o uso da força
necessária para controlar a situação e garantir a segurança pública.

Monitoramento Ativo: Vigilância ativa e monitoramento constante de áreas conhecidas por atividades
criminosas, com a intenção de identificar e abordar rapidamente infratores.

Operações Especiais: Utilização de unidades especializadas, como a ROTAM, para lidar com situações
de alto risco, como confrontos armados, sequestros, ou outros crimes graves.

Abordagens Táticas: Adoção de táticas e estratégias específicas para situações de alto risco, incluindo
técnicas de intervenção rápida, abordagem de suspeitos e controle de multidões.

Investigação Pós-Crime: Após a ocorrência de um crime, o policiamento repressivo envolve


investigações rápidas e eficientes para identificar suspeitos e coletar evidências.

Presença Policial Ostensiva: Aumento da visibilidade policial em áreas propensas a atividades


criminosas, com patrulhas intensificadas e presença ostensiva de policiais.

Tolerância Zero: Adoção da política de tolerância zero para determinados tipos de crimes, onde mesmo
infrações menores são tratadas com firmeza para prevenir a escalada.

Inteligência Policial: Utilização de informações de inteligência para antecipar e prevenir atividades


criminosas, bem como para direcionar operações específicas.

Cooperação com Outras Agências: Colaboração com outras agências de segurança, como forças
armadas, serviços de inteligência e unidades especializadas, para enfrentar ameaças complexas e
organizadas.
Treinamento Especializado: Treinamento contínuo e especializado para policiais envolvidos em
operações repressivas, incluindo técnicas de controle de multidões, negociação, e abordagens táticas.

Avaliação de Resultados: Avaliação constante dos resultados das operações repressivas, ajustando
estratégias conforme necessário e buscando melhorias contínuas. Embora o policiamento repressivo seja
uma ferramenta importante no combate ao crime, é crucial equilibrar essa abordagem com estratégias de
prevenção, intervenção comunitária e respeito aos direitos civis para construir uma abordagem policial
holística e eficaz.

Em uma viatura da Rondas Ostensivas Táticas Móveis (ROTAM) ou de unidades especializadas


similares, a distribuição de funções entre os membros é estratégica e depende do contexto da operação.
Cada homem na viatura desempenha um papel específico para garantir a eficácia e a segurança das
operações. Abaixo estão as funções típicas atribuídas a cada membro da ROTAM durante uma operação
em viatura:

Motorista: Função: Conduzir a viatura de maneira segura e eficiente, atendendo às instruções do


comandante. Manter a atenção na estrada e nas condições de tráfego.

Comandante: Função: Assumir a liderança da equipe e tomar decisões estratégicas durante a operação.
Comunicar-se com a central e outros membros da equipe. Responsável pela coordenação geral da
missão.

Atirador Nº 1 (Navegador/3º Homem): Função: Posicionar-se no banco do traseiro esquerdo, fornecendo


suporte ao comandante. Pode ser responsável pela navegação, comunicação com o motorista e
observação do ambiente.

Atirador Nº 2: (4º Homem) Função: Posicionar-se no banco traseiro do lado do passageiro. Apoiar nas
operações táticas e observar atividades suspeitas.
Técnicas de Patrulhamento Tático

As técnicas de patrulhamento tático são estratégias específicas usadas por unidades especializadas,
como a ROTAM, para realizar patrulhas em ambientes urbanos ou rurais, priorizando a segurança dos
policiais e a eficácia na prevenção e resposta a situações de alto risco. Aqui estão algumas técnicas
comuns de patrulhamento tático:

Formações Táticas:

Cunha (V): Uma formação em "V" que permite uma visão ampla do ambiente. O líder está na frente,
e os demais membros formam uma linha inclinada para os lados.

Movimentos e Deslocamentos

Movimentos de Avanço e Recuo: Usados para progredir ou retroceder de forma controlada, mantendo o
controle do terreno.

Coberturas e Abordagens

Cobertura Cruzada: Garante que cada membro da equipe tenha um campo de visão que sobreponha o
campo de visão de outro membro, proporcionando uma cobertura contínua.

Abordagens Silenciosas

Abordagens Silenciosas: Técnicas para se aproximar de suspeitos sem alertá-los, muitas vezes
utilizando comunicação não verbal.

Comunicação Eficaz

Codificação de Comandos: Uso de códigos simples e claros para evitar confusões durante a
comunicação.

Comandos: Comandos mais silenciosos possíveis usados para coordenar movimentos e ações entre os
membros da equipe.

Uso de Equipamentos Especiais

Motorista e Quarto Homem da guarnição "ROTAM" devem estar munidos apenas de:

1 Colete balístico, 1 Pistola + lanterna para pistola + 10 carregadores, 1 Radio Comunicador, 1 Cacetete, 5
Algemas + chaves e lanterna tática.

Terceiro Homem e Comandante da guarnição "ROTAM" deverão estar munidos de:

1 Colete balístico, 1 Pistola + lanterna para pistola + 10 carregadores, 1 Fuzil + lanterna para Fuzil + 10
carregadores, 1 Radio Comunicador, 1 Cacetete, 5 Algemas + chaves e lanterna tática.
Gerenciamento de Crises

Negociação: Capacidade de membros da equipe de ROTAM em se comunicar eficazmente em situações


de crise para evitar confrontos desnecessários.

A negociação em situações de reféns é uma habilidade crucial para unidades especializadas, como
a ROTAM, que podem se deparar com esse tipo de cenário de alto risco. Aqui estão algumas noções
importantes de negociação com reféns:

Estabelecer Comunicação: A primeira prioridade é estabelecer uma comunicação aberta e direta com o
sequestrador. Isso pode ser feito por meio de megafones, telefones ou outros meios disponíveis.

Demonstrar calma e profissionalismo: Os negociadores devem manter a calma, falar de maneira


tranquila e profissional, e evitar atitudes que possam aumentar a tensão.

Estabelecer empatia: Compreender as motivações e preocupações do sequestrador é crucial. Mostrar


empatia pode ajudar a construir uma ponte de comunicação.

Ganhar Confiança: Os negociadores devem trabalhar para ganhar a confiança do sequestrador,


destacando que estão lá para resolver a situação de maneira pacífica.

Manter Controle Emocional: É essencial que os negociadores controlem suas próprias emoções, pois
reações emocionais podem complicar a situação.

Fornecer Informações Limitadas: Evitar revelar informações sensíveis que possam ser usadas contra as
forças de segurança. Fornecer informações limitadas e relevantes para manter a negociação em
andamento.

Estabelecer Metas Realistas: Definir metas realistas e alcançáveis durante a negociação, visando à
segurança dos reféns e à resolução pacífica da situação. Manter a Comunicação Contínua: Estabelecer
um canal de comunicação constante para manter o diálogo aberto. A interrupção da comunicação pode
aumentar a ansiedade e a agressividade.

Colaboração com Especialistas: Coordenar esforços com especialistas em negociação e psicólogos


para entender melhor o estado emocional do sequestrador.

Usar Técnicas de Influência: Utilizar técnicas de influência, como a criação de vínculo, para persuadir o
sequestrador a liberar os reféns.

Tempo como Aliado: Quando a segurança dos reféns não está imediatamente ameaçada, utilizar o
tempo a favor das negociações e para buscar uma resolução pacífica.

É importante destacar que as negociações em situações de reféns são complexas e dinâmicas.


Cada situação é única, e os negociadores precisam adaptar suas abordagens com base nas
circunstâncias específicas. O treinamento contínuo e a experiência prática são fundamentais para
aprimorar essas habilidades.
Intervenção Rápida

A intervenção rápida é uma estratégia empregada por unidades especializadas, como a ROTAM, em
situações de emergência ou crises que exigem uma resposta imediata e decisiva. Essa tática envolve a
mobilização rápida e coordenada da equipe para lidar com ameaças específicas, garantindo a segurança
da população, dos policiais e a eficácia na resolução da situação. Aqui estão alguns aspectos
fundamentais da intervenção rápida:

As técnicas de intervenção rápida são estratégias específicas utilizadas por unidades especializadas,
como a ROTAM, para responder de forma imediata a situações de emergência ou crises. Essas técnicas
envolvem ações coordenadas, eficientes e muitas vezes agressivas para neutralizar ameaças e restaurar
a segurança. Abaixo estão algumas técnicas comuns de intervenção rápida:

Abordagem Dinâmica: Envolvimento rápido e dinâmico na área de operação, com movimentos táticos
coordenados para alcançar o objetivo da missão.

Entradas Táticas: Utilização de técnicas especializadas para entrar em edifícios ou áreas fechadas,
minimizando a exposição aos riscos. Isso pode envolver breaching “romper ou quebrar” de portas, janelas
ou paredes.

Varredura de Ambientes: Realização de varreduras rápidas e eficazes para identificar ameaças, localizar
reféns e neutralizar qualquer hostilidade presente.

Domínio Rápido de Áreas Críticas: Estabelecimento rápido do controle sobre áreas críticas, impedindo o
avanço de ameaças e assegurando a segurança dos envolvidos.

Rotação de Elementos: Rotação de membros da equipe para evitar fadiga e manter a eficiência
operacional em intervenções prolongadas.

Rastreamento e Detenção de Suspeitos: Rastreamento rápido e eficaz de suspeitos, seguido pela


detenção controlada, minimizando riscos para todos os envolvidos.

Reação a Ameaças Iminentes: Treinamento para identificar e reagir rapidamente a ameaças iminentes,
garantindo a proteção da equipe e de terceiros.

Essas técnicas são parte integrante do treinamento especializado da ROTAM e são adaptadas conforme a
natureza específica de cada situação. A eficácia dessas técnicas depende da coordenação, treinamento
contínuo e habilidades individuais e coletivas dos membros da equipe de intervenção rápida.

Obrigado e Boa Sorte!


Asp. Tião Branzina
Coordenador do Curso

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