Contabilidade
Contabilidade
A contabilidade e uma ciência social que surgiu com a necessidade de registrar e controlar riqueza e
operações mercantis.
Sua função e captar, escriturar e interpretar fatos que afetam o patrimônio de pessoas e entidades.
▪ Ciencia que estuda e pratica funçoes de orientaçao, controle e registro dos atos e
fatos economicos de uma administraçao.
o Definição do IPECAFI:
▪ Finalidade da Contabilidade:
▪ Demonstrações Contábeis:
o Escrituração: Tecnica que organiza e registra fatos contábeis (eventos que alteram o
patrimonio) em livros ou fichas.
▪ Divisões da Contabilidade:
2. Azienda econômico-social: Associaçoes que nao distribuem lucro, mas utilizam sobras líquidas para
outros fins.
3. Azienda social: Entidades sem fins lucrativos, como Uniao, Estados e Municípios.
▪ Entidade que Reporta:
o Pode ser uma entidade unica ou parte de uma maior (como um setor específico de uma empresa),
ou ate mesmo um grupo economico.
As demonstraçoes contabeis sao preparadas para atender usuários internos e externos, que podem ser
divididos conforme seu nível de envolvimento com a entidade:
Usuários Internos:
Usuários Externos:
Usuários Primários:
• Investidores e Credores: Nao tem poder de exigir informaçoes diretas, analisando relatorios
financeiros para decisoes.
Funções da Contabilidade:
Para que as informaçoes contabeis sejam confiaveis e seguras, e necessario que as demonstraçoes financeiras
sejam validadas por diversos mecanismos:
• Auditoria Externa: Empresas de auditoria sao contratadas para verificar as demonstraçoes contabeis
e confirmar sua adequação as regras contabeis aplicaveis, garantindo que refletem corretamente a
situaçao financeira da entidade.
Técnicas Contábeis
▪ Escrituração:
As empresas devem preparar e publicar demonstraçoes financeiras ao final de cada exercício social.
▪ Auditoria:
Verifica a precisao e conformidade dos registros contabeis. Existem tres tipos principais de auditoria:
A contabilidade no Brasil e regulamentada pela Lei 6.404/76, conhecida como Lei das Sociedades por Açoes.
Para o estudo e pratica contabil, e fundamental o conhecimento dos artigos 175 a 204 desta lei, que estabelecem
as normas para as demonstraçoes contabeis, auditoria e a estrutura das empresas.
Com a globalizaçao da economia, a convergência das normas contábeis tornou-se uma necessidade. O Brasil
adotou essa pratica com as Leis 11.638/2007 e 11.941/2009, que alinharam as normas nacionais aos padrões
internacionais. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e o responsavel pela emissao das normas no
Brasil, em conformidade com as praticas internacionais.
Princípio da Entidade
Na contabilidade estabelece a separação total entre o patrimônio da empresa e o patrimônio dos sócios ou
proprietários. Isso significa que, apos a constituiçao de uma empresa, ela se torna uma pessoa jurídica
autônoma, distinta dos seus socios, com direitos e obrigaçoes proprios.
Pontos principais:
• Autonomia da Pessoa Jurídica: A empresa e considerada um ente economico independente. Assim,
seus bens, direitos e obrigaçoes nao se misturam com os bens pessoais dos socios.
• Capital Social: Para que a entidade comece a operar, os socios precisam investir um valor inicial,
chamado de capital social. Esse montante e essencial para dar "vida propria" a empresa e possibilitar
suas atividades.
Exemplo prático:
Se dois socios criam uma empresa para vender produtos, os bens da empresa (como estoque e dinheiro) sao
separados dos bens pessoais dos socios (como imoveis e contas pessoais). O dinheiro que eles colocam na
empresa, o capital social, sera usado pela entidade de forma autonoma.
Esse princípio garante que as finanças da empresa sejam claramente diferenciadas das finanças pessoais dos
socios, evitando confusoes e possibilitando uma melhor gestao e controle contabil.
• Atos Contábeis: Eventos que nao alteram imediatamente o patrimonio, como a assinatura de
contratos ou acordos futuros. Sao registrados em contas de compensaçao ou notas explicativas.
• Fatos Contábeis: Eventos que provocam variaçoes no patrimonio e sao registrados diretamente nas
contas patrimoniais (ativo, passivo, patrimonio líquido) ou contas de resultado (receitas, despesas).
Tipos de Variações:
o Resultado do Exercício: Lucro (receitas > despesas) ou prejuízo (despesas > receitas
Conceitos Contábeis:
• Receitas: Aumentos nos ativos ou diminuiçoes nos passivos que resultam da venda de mercadorias,
prestaçao de serviços ou ganhos financeiros (aumentam o Patrimonio Líquido).
• Despesas: Consumo de bens ou serviços, que geralmente visa gerar receitas (diminuem o Patrimonio
Líquido).
Contas Contábeis:
• Contas Patrimoniais: Representam bens, direitos, obrigaçoes e patrimonio líquido da entidade. Ex:
Conta caixa, fornecedores, capital social. Essas contas mostram a posiçao patrimonial estatica.
▪ Contas Devedoras: Aumentam com debitos e diminuem com creditos (ex.: ativo, despesas).
▪ Contas Credoras: Aumentam com creditos e diminuem com debitos (ex.: passivo, receitas).
Características:
• Contas Retificadoras do Ativo: Natureza credora, diminui o saldo (ex.: Depreciaçao Acumulada).
• Contas Retificadoras do Passivo e Patrimônio Líquido: Natureza devedora, aumenta o saldo (ex.:
Descontos Concedidos).
Apresentação: No balanço patrimonial, as contas retificadoras aparecem com saldo negativo, entre parenteses,
para indicar que diminuem o saldo do grupo ao qual pertencem.
Contas Sintéticas: Resumem informaçoes de varias contas analíticas (ex.: Estoque de Mercadorias).
Razonetes e Contas:
• Razonete: Representaçao grafica das contas contabeis em formato de "T", mostrando debitos e
creditos. Cada conta tem um lado para debitos e outro para creditos.
Plano de Contas
O Plano de Contas e um conjunto organizado de todas as contas usadas por uma entidade para uniformizar os
registros contabeis. Ele varia conforme o tipo e a complexidade da entidade, como uma industria de calçados e
um supermercado, que terao planos de contas diferentes.
• Elenco de Contas: Lista de todas as contas utilizadas, incluindo seus nomes e codigos.
• Manual de Contas: Documento que detalha cada conta, sua funçao, funcionamento e documentos que
a suportam.
O Método das Partidas Dobradas (ou metodo veneziano) e a tecnica contabil que estabelece que para cada
entrada no patrimonio, ha uma origem correspondente. Cada transaçao e registrada de forma que os debitos e
creditos se igualem, garantindo o equilíbrio contabil.
1. Lançamentos Contábeis
• Débito: Aumenta o saldo das contas de ativo e despesas; diminui o saldo das contas de passivo e
receitas.
• Crédito: Aumenta o saldo das contas de passivo e receitas; diminui o saldo das contas de ativo e
despesas.
6. Identificação do Lançamento: Informaçao que permita identificar de forma unica todos os registros
de um mesmo lançamento.
Fórmulas do Lançamento
Os lançamentos contabeis seguem o metodo das partidas dobradas, onde o total de debitos deve igualar o total
de creditos. Existem diferentes formulas para diferentes configuraçoes de lançamentos:
2. Transferência: Regulariza a conta indevidamente debitada ou creditada, movendo o valor para a conta
correta.
4. Ressalva: Correçao feita antes do termino do lançamento, utilizando palavras como “digo” ou “ou
melhor”.
Insubsistências e Superveniências
3. Insubsistências Ativas: Situaçoes em que passivos (dívidas ou obrigaçoes) deixam de existir, gerando
uma receita ou benefício para a entidade.
• Exemplo: Cancelamento de uma dívida que nao precisa mais ser paga ou perdao de uma
obrigaçao.
4. Insubsistências Passivas: Situaçoes em que ativos (bens ou direitos) deixam de existir, resultando na
diminuiçao do patrimonio.
• Exemplo: Perda ou deterioraçao de um bem que reduz o valor total dos ativos.
A Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) estabelece as demonstraçoes contabeis obrigatorias que as
companhias devem elaborar ao fim de cada exercício social. Essas demonstraçoes devem refletir com clareza a
situaçao do patrimonio e as mutaçoes ocorridas durante o exercício.
2. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (art. 176, II): detalha os lucros ou prejuízos
acumulados ao longo do tempo.
3. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) (art. 176, III): mostra o desempenho operacional
da companhia.
4. Demonstração dos Fluxos de Caixa (art. 176, IV): introduzida pela Lei nº 11.638/07, evidencia as
entradas e saídas de caixa. Companhias fechadas com patrimonio líquido inferior a R$ 2.000.000,00
estao dispensadas de sua elaboraçao.
5. Demonstração do Valor Adicionado (DVA) (art. 176, V): exigida para companhias abertas, reflete a
riqueza gerada pela empresa.
• Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) pode ser incluída na Demonstraçao das
Mutaçoes do Patrimonio Líquido (DMPL) para companhias abertas.
• A DMPL nao e obrigatoria pela Lei 6.404/76, mas passou a ser considerada obrigatoria apos a
introduçao do CPC 26 (Apresentaçao das Demonstraçoes Contabeis).
• A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA), que apresenta receitas e despesas que nao afetam
o resultado do exercício, tambem nao esta prevista na Lei 6.404/76, mas e exigida pelo CPC 26.
O CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis, que se alinha as normas internacionais, traz algumas
diferenças em relaçao a Lei 6.404/76. O conjunto completo de demonstraçoes contabeis exigido pelo CPC 26
inclui:
1. Balanço Patrimonial;
6. Notas Explicativas (que nao sao demonstraçoes contabeis, mas compoem o conjunto);
Regime de Competência:
As demonstraçoes contabeis, conforme o regime de competência, devem refletir receitas e despesas no período
em que ocorrem, independentemente de pagamento ou recebimento. A unica exceçao e a Demonstração dos
Fluxos de Caixa, que segue o regime de caixa.
• A Lei 6.404/76 estabelece um conjunto basico de demonstraçoes, enquanto o CPC 26 amplia esse
conjunto, com a inclusao da Demonstração do Resultado Abrangente e o detalhamento das Notas
Explicativas.
O balanço patrimonial e organizado em dois grandes grupos: Ativo e Passivo, com suas respectivas subdivisoes.
Alem disso, e incluído o Patrimônio Líquido, que reflete os recursos proprios da empresa.
1. Ativo:
O ativo representa os bens e direitos que a empresa possui, ou seja, os recursos controlados pela entidade que
podem gerar benefícios economicos futuros. E dividido em:
• Ativo Circulante: Sao os bens e direitos que podem ser convertidos em dinheiro ou realizados no curto
prazo (ate 12 meses apos a data do balanço).
• Ativo Não Circulante: Sao os bens e direitos que a empresa espera converter em dinheiro ou realizar
apos o longo prazo (superior a 12 meses). Divide-se em:
o Realizável a Longo Prazo: Creditos e direitos a receber apos o proximo exercício social (ex.:
financiamentos a longo prazo).
o Imobilizado: Bens tangíveis que a empresa utiliza para a produçao de bens e serviços, como
terrenos, edifícios, maquinas e equipamentos. Esses itens estao sujeitos a depreciaçao, exceto
terrenos.
o Intangível: Bens intangíveis, como marcas, patentes, direitos autorais e goodwill (fundo de
comercio).
2. Passivo:
O passivo compreende as obrigaçoes da empresa, ou seja, as dívidas e compromissos que devem ser pagos. E
subdividido em:
• Passivo Circulante: Sao as obrigaçoes que precisam ser liquidadas no curto prazo, dentro do exercício
social seguinte
• Passivo Não Circulante: Refere-se as obrigaçoes de longo prazo, aquelas cujo vencimento sera apos o
período de 12 meses.
3. Patrimônio Líquido:
O patrimonio líquido reflete a diferença entre o total do ativo e o total do passivo, ou seja, e o valor residual dos
ativos da empresa depois de subtraídas suas obrigaçoes. Ele representa os recursos proprios dos socios ou
acionistas. Seus principais componentes sao:
• Reservas de Capital: Valores recebidos pelos acionistas que nao representam lucro, como premios de
emissao de açoes.
• Reservas de Lucros: Parte dos lucros acumulados que nao foram distribuídos aos acionistas e sao
retidos na empresa para investimentos futuros ou reservas obrigatorias (como a reserva legal).
• Ajustes de Avaliação Patrimonial: Ajustes decorrentes da avaliaçao de certos ativos e passivos a valor
justo, conforme exigido pelas normas contabeis.
• Lucros ou Prejuízos Acumulados: Resultados que ainda nao foram distribuídos aos acionistas ou
transferidos para reservas.
Estático:
• Reflete a posiçao financeira da empresa em uma data específica, sem mostrar movimentaçoes durante
o período.
Exercício Social:
• Período de 1 ano para o qual as demonstraçoes sao feitas. Normalmente coincide com o ano civil, mas
pode variar.
Publicação e Comparabilidade:
• Deve ser publicado anualmente com dados comparativos do exercício anterior para permitir analise e
comparaçao.
Periodicidade:
Agregação de Contas:
• Contas semelhantes podem ser agrupadas, mas designaçoes genericas sao proibidas para garantir
clareza e transparencia.
Destinação de Lucros
Notas Explicativas
As notas explicativas tem a funçao de esclarecer e detalhar as informaçoes apresentadas nas demonstraçoes
contabeis. Elas fornecem contexto adicional, ajudam a entender a base de mensuraçao dos valores apresentados
e as políticas contabeis adotadas pela entidade.
Quadros Analíticos
Fornecem uma visao detalhada de certos componentes das demonstraçoes contabeis, ajudando a compreender
a evoluçao e a natureza das contas.
• Podem incluir:
Companhias Abertas
• Auditoria Independente: Companhias abertas devem ser auditadas por auditores independentes
registrados na CVM, garantindo imparcialidade e conformidade com as normas.
• Normas da CVM: Companhias abertas devem seguir normas adicionais estabelecidas pela CVM.
• Prioridade dos CPCs: Em caso de conflito, os Pronunciamentos Contabeis (CPCs) prevalecem sobre a
Lei das SAs.
Ativo
• Definição: Recurso economico presente controlado pela entidade, resultante de eventos passados,
com potencial para gerar benefícios economicos futuros.
• Características:
o Controle: O ativo deve ser controlado pela entidade, nao necessariamente ter propriedade
legal.
o Benefícios Econômicos: Deve ter potencial para gerar fluxos de caixa ou outros benefícios
economicos.
Reconhecimento de Ativos
• Condições:
o Exclusões: Gastos nao atendem a esses criterios e devem ser registrados como despesas.
Passivo
• Características:
o Obrigação Presente: Deve ser uma responsabilidade atual, nao uma previsao futura.
Patrimônio Líquido
• Conceito Geral: O Patrimonio Líquido e o valor residual dos ativos da empresa apos a deduçao dos
passivos. Representa o capital proprio ou o “dinheiro dos socios” aplicado na empresa.
• Definição segundo o CPC 00: E a “participaçao residual nos ativos da entidade apos a deduçao de
todos os seus passivos.”
• Cálculo:
• Visão Financeira:
o Indicador de Solvência: O Patrimonio Líquido e um indicador importante da capacidade da
empresa de cobrir suas obrigaçoes e sustentar suas operaçoes a longo prazo.
o Impacto nas Decisões: Um Patrimonio Líquido positivo sugere que a empresa possui mais
ativos do que passivos, o que pode atrair investidores e credores. Um Patrimonio Líquido
negativo pode sinalizar problemas financeiros e potenciais dificuldades para a empresa.
Controle de Estoque
1. Inventário Periódico: o controle dos estoques e feito por meio de uma contagem física dos bens em
estoque em um ponto específico no tempo, geralmente ao final do período contabil.
o Contabilização:
▪ Lançamentos:
▪ Conta Desdobrada:
1. Mercadorias: Registra o saldo do estoque inicial. Seu saldo permanece constante durante o ano.
o Aspectos Importantes:
▪ CMV e Resultado com Mercadorias: Sao fundamentais para avaliar a performance
operacional da empresa e o impacto das mercadorias vendidas no lucro bruto.
2. Inventário Permanente: o controle dos estoques e feito de forma contínua. Cada entrada e saída de
mercadorias e registrada em tempo real, permitindo que o saldo do estoque e o Custo das Mercadorias
Vendidas (CMV) estejam sempre atualizados.
o Contabilização:
Observações Importantes:
• Gastos Adicionais:
o O Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) e crucial para a determinaçao do lucro bruto e
fornece uma visao detalhada da eficiencia das operaçoes de compra e venda da empresa.
o O Resultado com Mercadorias e uma medida crítica de desempenho e e utilizado para avaliar
a rentabilidade das operaçoes da empresa.
• Exemplo Prático:
o Compras:
o Venda de 15 unidades:
• Exemplo Prático:
o Compras:
o Venda de 15 unidades:
3. Preço Médio
• Descrição: O custo das mercadorias e calculado com base em um custo medio ponderado.
o Total de Compras:
▪ Total: R$340
o Total de Unidades: 30
• Venda de 15 unidades:
4. Custo Específico
• Exemplo Prático:
o Carros no Estoque:
o Venda de 4 veículos:
▪ 1 carro de R$20.000
5. Método do Varejo
• Descrição: Utilizado por empresas com grande volume de itens e alta rotatividade, como
supermercados. Calcula o custo dos estoques a partir do preço de venda e margem.
• Cálculo:
o Margem de Preço: Exemplo, custo multiplicado por 1,5 para determinar o preço de venda.
o Estoque Final: Calculado dividindo o preço de venda dos itens em estoque pela margem para
determinar o custo.
1. Tributação e Recuperabilidade
Tributos Recuperáveis (Não Cumulativos): que podem ser compensados com valores devidos em outras
operaçoes, evitando a incidencia de imposto sobre imposto.
• Exemplo Prático:
o Compra: Mercadorias adquiridas por R$ 1.000, com tributaçao de 15% (R$ 150). O valor
pago de tributo e recuperavel.
o Venda: Mercadorias vendidas por R$ 2.000, com tributaçao de 20% (R$ 400). O tributo a
pagar sera a diferença entre o tributo da saída e o tributo da entrada: R$ 400 - R$ 150 = R$
250.
• O credito fiscal acumulado na compra pode ser descontado do imposto devido na venda, reduzindo o
valor a ser pago ao fisco.
Tributos Cumulativos (Não Recuperáveis): Tributos que nao permitem compensaçao e sao aplicados
integralmente em cada operaçao.
• Exemplo Prático:
o Compra e Venda: Se uma empresa compra mercadorias e paga um tributo de 15%, e na venda
o tributo e de 20%, a empresa deve pagar o valor total do tributo de saída, sem descontar o
valor pago na compra.
• Cálculo Exemplo:
o Valor do IPI: R$ 10
• Características: Imposto "por dentro"; o valor do imposto esta incluído no preço do produto.
• Cálculo Exemplo:
o Preço com ICMS Incluído: R$ 100 (preço base) ja inclui o ICMS, portanto o valor da nota
fiscal e R$ 100.
• Características: Tributo "por dentro"; o valor do imposto esta incluído no preço do produto.
• Alíquotas:
o Cumulativa: 0,65%
• Cálculo Exemplo:
• Características: Tributo "por dentro"; o valor do imposto esta incluído no preço do produto.
• Alíquotas:
o Cumulativa: 3,0%
• Cálculo Exemplo:
• Cálculo Detalhado:
• Cálculo Detalhado:
o O ICMS esta incluído no preço da mercadoria. Para encontrar o valor do ICMS incluído no
preço, usa-se a formula:
o Cumulativo: 0,65%
o Cumulativo: 3,0%
1. Conceito Geral
Os estoques compreendem itens mantidos para venda no curso normal dos negocios, materiais em processo de
produçao, e insumos para prestaçao de serviços. A avaliaçao dos estoques e regulada pelo Pronunciamento CPC
16, que orienta como medir e registrar o valor dos estoques de maneira apropriada no balanço patrimonial.
Os estoques devem ser mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizavel líquido.
Valor Realizável Líquido (VRL): E o preço estimado de venda dos estoques no curso normal dos negocios,
descontados:
2. Gastos Estimados Necessários para a Venda: Inclui despesas adicionais como comissoes e
custos de transporte para entrega.
3. Custos do Estoque
Custo de Aquisição:
• Compreende:
2. Impostos de Importação e Outros Tributos: Inclui todos os tributos que nao sao
recuperaveis junto ao fisco.
• Exclusões:
o Descontos Comerciais e Abatimentos: Devem ser deduzidos do custo de aquisiçao.
Custos de Transformação:
• Incluem todos os gastos necessarios para transformar a materia-prima em produto acabado, como mao
de obra direta e custos indiretos de fabricaçao.
Custos Adicionais:
• Fretes: Se o custo do transporte e pago pelo comprador, deve ser incluído no custo do estoque. Se o
frete e por conta e risco do vendedor, nao ha impacto no custo do estoque do comprador.
• Custo ou Valor de Mercado: Os estoques sao avaliados pelo custo de aquisiçao ou produçao, ou pelo
valor de mercado, deduzido de provisao para ajustar ao menor valor, quando o valor de mercado for
inferior ao custo.
Valor de Mercado:
• Definição: Preço que seria recebido pela venda do ativo ou preço que seria pago para transferir um
passivo em uma transaçao nao forçada entre participantes do mercado na data de mensuraçao. O valor
de mercado e o preço justo de venda.
• CPC 16: Define a mensuraçao dos estoques pelo menor valor entre o custo e o valor realizavel líquido.
O VRL e o preço estimado de venda, ajustado pelos custos necessarios para completar e vender o
estoque.
• Lei 6.404/76: Estabelece que os estoques devem ser avaliados pelo custo de aquisiçao ou produçao,
ou pelo valor de mercado, dos dois o menor. Esta lei enfatiza a necessidade de ajustar o custo para
refletir o valor de mercado quando este for inferior.
Resumo:
• CPC 16: Avaliaçao pelo menor valor entre custo e valor realizavel líquido.
• Lei 6.404/76: Avaliaçao pelo custo ou valor de mercado, o menor dos dois.
Custos de Produção:
• Inclusão de Custos: Os custos dos produtos acabados devem incluir todos os custos relacionados a
produçao. Isso abrange:
o Custos Diretos:
▪ Mão de Obra Direta: Salarios e encargos sociais dos trabalhadores que estao
diretamente envolvidos na produçao.
o Custos Indiretos:
▪ Custos Variáveis: Custos que variam com o volume de produçao, como materias-
primas e energia.
o Princípio da Capacidade Normal: O custo fixo e alocado com base na produçao esperada
em condiçoes normais. Se a produçao for menor que a capacidade normal, o custo fixo por
unidade aumenta.
• Definição de Ativo Qualificável: Ativo que requer um período substancial para ficar pronto para uso
ou venda. Inclui estoques, imobilizado, ativo intangível, entre outros.
• Custos de Empréstimos:
Estoque de Matérias-Primas
Registro e Custo:
• Valor Original: O estoque de materias-primas deve ser registrado pelo valor original de aquisiçao.
Inclui:
• Financiamento e Juros:
o Compra a Prazo: Juros e despesas financeiras relacionados a compras a prazo nao devem ser
incluídos no custo do estoque, exceto para ativos qualificaveis.
Critérios de Avaliação:
o Custo de Aquisição ou Produção: Os estoques devem ser avaliados pelo menor valor entre
o custo de aquisiçao ou produçao e o valor de mercado.
o Valor de Mercado: O valor justo, que e o preço que seria recebido pela venda do ativo ou
pago pela transferencia do passivo, em uma transaçao nao forçada.
o Provisão para Ajuste: Se o valor de mercado e inferior ao custo, deve-se fazer uma provisao
para ajustar o valor dos estoques.
Exemplo Prático:
• Matéria-Prima X:
Definição e Avaliação:
• Mercadorias Fungíveis: Sao commodities como soja, cafe, etc., que possuem uma cotaçao de mercado.
• Valor de Mercado: Estes estoques podem ser avaliados pelo valor de mercado (cotaçao da bolsa), que
e geralmente aceito pela tecnica contabil.
• Cotação da Bolsa: Como as mercadorias fungíveis possuem cotaçao na bolsa de mercadorias, elas sao
avaliadas pelo preço corrente na bolsa, eliminando a necessidade de negociaçao direta.
• Juros e Encargos: Em geral, os juros e encargos financeiros associados a compra de estoques sao
reconhecidos como despesas, exceto quando relacionados a ativos qualificaveis, onde os juros podem
ser incorporados ao custo dos estoques.
Resumo
• Estoque de Produtos Acabados: Inclui todos os custos de produçao diretos e indiretos, alocados com
base na capacidade normal de produçao. Custos de emprestimos para ativos qualificaveis sao incluídos
no custo do estoque.
• Estoque de Matérias-Primas: Registrado pelo valor original, incluindo todos os custos diretamente
relacionados. Juros e variaçoes cambiais sao tratados conforme regras específicas.
• Lei das S.A. (6.404/76): Avaliaçao pelo menor valor entre custo e valor de mercado, com ajustes
necessarios se o valor de mercado for inferior.
• Juros na Compra de Estoques: Reconhecidos como despesas, exceto para ativos qualificaveis.
Definição
• Composto por direitos que serao realizados apos o termino do exercício social subsequente.
• Regido pelo artigo 179, inciso II da Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Açoes).
Características
1. Prazo de Realização:
o Direitos Reais: Exemplos incluem bens físicos como animais em criaçao ou bens que exigem
um longo período de produçao.
o Direitos Pessoais: Exemplos incluem duplicatas a receber (direitos que a empresa tem a
receber de clientes).
o Essas operaçoes devem ser não usuais para serem classificadas como realizaveis a longo
prazo.
4. Exemplo Prático:
o Um diretor de uma empresa recebe um empréstimo com prazo de 10 meses para pagar
dívidas pessoais (nao usual). Esse direito e classificado como ativo não circulante realizável
a longo prazo, mesmo que o prazo seja inferior a um ano.
2. Investimentos
Definição
Características
1. Participações Permanentes:
o Direitos que nao se enquadram no ativo circulante nem no realizavel a longo prazo, mas que
possuem caráter de permanência.
o Exemplo: Obras de arte, terrenos mantidos para aluguel, imoveis que nao se destinam as
atividades operacionais da empresa.
o Ativos comprados com o intuito de serem usados nas operaçoes da empresa nao sao
classificados como investimentos, mas sim no imobilizado.
4. Avaliação de Investimentos:
▪ Custo.
3. Imobilizado
Definição
• Composto por bens tangíveis que a empresa utiliza em suas operaçoes e que possuem vida útil longa.
Características
1. Bens Tangíveis:
▪ Máquinas.
▪ Veículos.
▪ Imóveis.
3. Exemplo:
4. Intangível
Definição
• Ativos não físicos, mas que tem valor economico significativo para a empresa.
Características
o Incluem ativos que nao podem ser tocados, mas que tem valor economico.
o Exemplos:
▪ Marcas.
▪ Patentes.
▪ Direitos autorais.
3. Amortização:
o Esses ativos costumam ser amortizados ao longo do tempo, a medida que seu valor vai sendo
consumido nas operaçoes da empresa.
Definição Geral
O método de custo avalia investimentos pelo valor de aquisiçao, ajustado para perdas provaveis quando estas
forem comprovadas como permanentes. E um metodo utilizado principalmente para avaliar participaçoes
societarias e ativos financeiros nao classificados como coligadas ou controladas.
1. Custo de Aquisição:
o Exemplo: Se uma empresa adquire títulos ou açoes de outra por R$ 50.000, esse valor sera
registrado como o custo de aquisiçao.
o Exemplo: Se os títulos adquiridos por R$ 50.000 sofrem uma perda permanente de 10%, a
empresa ajusta o valor do investimento, registrando uma provisao de R$ 5.000. O valor
ajustado do investimento sera de R$ 45.000.
o Cálculo:
o Este ajuste deve ser feito apenas quando o valor de mercado e comprovadamente inferior de
forma permanente.
4. Provisão:
o Embora o termo "provisao" seja usado no Art. 183, tecnicamente, provisoes referem-se a
passivos com prazo ou valores incertos. Nesse contexto, "provisao" esta sendo usada para
ajustar o valor dos ativos (em vez de passivos).
1. Dividendos Distribuídos:
o Quando uma empresa investida distribui dividendos aos acionistas, o valor e registrado
como receita no momento em que a distribuiçao de lucros e formalizada,
independentemente de quando o lucro foi gerado.
o Esses dividendos nao afetam o resultado e devem ser contabilizados como uma redução do
valor do investimento.
o Exemplo:
o Neste caso, o valor do investimento sera reduzido de R$ 1.000,00 para R$ 900,00, sem
impactar a conta de resultado.
o Exemplo:
o Neste caso, os dividendos sao registrados como receita e impactam diretamente o resultado.
o Se houver perda no valor do investimento que seja considerada permanente, a empresa deve
registrar uma despesa com perda e reduzir o valor do investimento.
o Exemplo:
o Esse ajuste e registrado em uma conta retificadora do ativo, que reduz o valor contabil do
investimento.
1. Aquisição de Investimento:
o Lançamento:
o Lançamento:
o Lançamento:
E uma tecnica contabil que reconhece, no balanço da investidora, as variaçoes no patrimonio líquido (PL) da
investida, independentemente da distribuiçao de dividendos. A investidora registra, em seus demonstrativos
financeiros, a sua participaçao proporcional nos resultados da investida a medida que esses ocorrem. O MEP e
aplicado a investimentos em controladas e coligadas, conforme estabelecido na Lei 6.404/76, atualizada pela
Lei nº 11.941/2009.
Aspectos Fundamentais:
1. Objetivo:
O MEP visa garantir que o valor do investimento registrado no balanço da investidora reflita com precisao o valor
patrimonial da investida. Ao usar esse metodo, a investidora reconhece qualquer alteraçao no patrimonio líquido
da investida em suas proprias demonstraçoes financeiras.
2. Aplicação:
• Controladas: Sao sociedades em que a investidora detem o controle, direta ou indiretamente, com
poder de decisao sobre suas políticas financeiras e operacionais.
• Coligadas: Sao aquelas em que a investidora possui influencia significativa, geralmente quando detem
entre 20% e 50% das açoes com direito a voto.
O MEP difere do metodo de custo, onde o investimento e registrado pelo valor de aquisiçao e as variaçoes
patrimoniais da investida so afetam a investidora quando ha distribuiçao de dividendos. No MEP, a investidora
reconhece diretamente as variaçoes no patrimonio líquido da investida.
3. Base Legal:
• Lei 6.404/76, Art. 248: Exige a avaliaçao pelo MEP para investimentos em coligadas, controladas ou
outras sociedades do mesmo grupo.
• CPC 18 (R2): Estabelece os princípios contabeis e orienta a contabilizaçao pelo MEP. Segundo o CPC, o
investimento e inicialmente registrado ao custo, sendo posteriormente ajustado pelas alteraçoes no
patrimonio líquido da investida.
1. Constituição da Investida:
o Data: 31/12/X1
Contabilização na KLS:
o C – Caixa R$ 90.000
O investimento de KLS e registrado pelo custo de aquisiçao, ou seja, 90% do capital social da investida.
o Ativo: R$ 100.000
2. 31/12/X2: Prejuízo:
o Comparação: Valor registrado (R$ 90.000) menos valor ajustado (R$ 54.000) = R$ 36.000
de perda.
Contabilização na KLS:
Agora, o valor do investimento de KLS em ABC passa a ser R$ 54.000, refletindo 90% do novo PL da investida.
3. 31/12/X3: Lucro:
o Resultado da ABC: Lucro de R$ 10.000 (usado para abater parte dos prejuízos acumulados)
o Comparação: Valor registrado (R$ 54.000) menos valor ajustado (R$ 63.000) = R$ 9.000 de
ganho.
Contabilização na KLS:
o Comparação: Valor registrado (R$ 63.000) menos valor ajustado (R$ 108.000) = R$ 45.000
de ganho.
Contabilização na KLS:
Apos a distribuiçao de dividendos, o PL da ABC cai para R$ 130.000, resultando em um novo ajuste:
Contabilização na KLS:
Com a contabilizaçao dos dividendos, o valor do investimento da KLS cai para R$ 117.000, refletindo a
distribuiçao dos dividendos pela investida.
Conceito de Controle
• Controle: O poder de governar políticas financeiras e operacionais de uma entidade para obter
benefícios de suas atividades.
• Definição de Controle (CPC 18): o controle e definido como o poder de governar as políticas
financeiras e operacionais de uma entidade de forma a obter benefícios de suas atividades
o Controle ocorre quando uma empresa (controladora) tem preponderancia nas deliberaçoes
sociais e poder de eleger a maioria dos administradores.
o Art. 243 § 2º: Controle direto ou indireto por meio de outras controladas.
o Ações Preferenciais: Nao dao direito a voto, mas oferecem privilegios economicos (maior
dividendo ou prioridade no reembolso do capital).
o Limite de açoes preferenciais sem direito a voto: 50% do total.
Conceito de Coligação
• Lei 6.404/76:
o Art. 243 § 1º: Coligadas sao aquelas onde a investidora tem influencia significativa.
o Art. 243 § 4º: Influencia significativa ocorre quando a investidora participa das decisoes
financeiras e operacionais, sem controle total.
Ao adquirir uma participaçao societaria, o valor pago pela investida pode diferir do valor contabil registrado.
Isso ocorre porque o valor de compra pode refletir fatores como expectativa de lucratividade futura ou variaçoes
no valor dos ativos. Essa diferença e representada pelos conceitos de Mais Valia e Goodwill.
Mais Valia
A Mais Valia e a diferença entre o valor justo e o valor contábil dos ativos líquidos da investida. O valor justo
e o preço de mercado que seria recebido pela venda de um ativo ou pago pela transferencia de um passivo em
uma transaçao voluntaria.
Exemplo de Cálculo:
Goodwill
O Goodwill, tambem conhecido como ágio por expectativa de rentabilidade futura, e a diferença entre o valor
pago pela participaçao na investida e o valor justo dos seus ativos líquidos. Representa a expectativa de
benefícios economicos futuros que nao estao refletidos no valor justo dos ativos.
Exemplo de Cálculo:
Compra Vantajosa
Se o valor pago pela participaçao for inferior ao valor justo dos ativos líquidos, ocorre uma compra vantajosa,
que e registrada como uma receita no resultado do período.
Exemplo de Cálculo:
• Valor justo dos ativos líquidos: R$ 80.000
Demonstrações Individuais
Nas demonstraçoes individuais da controladora, os investimentos sao registrados em subcontas no ativo nao
circulante (investimentos), conforme mostrado abaixo:
• C – Caixa/bancos: R$ 100.000
Demonstrações Consolidadas
Nas demonstraçoes consolidadas, a Mais Valia e incorporada ao ativo correspondente que lhe deu origem,
enquanto o Goodwill e classificado no ativo intangível. A Mais Valia sera realizada conforme o ativo for sendo
consumido (por exemplo, atraves de depreciaçao), e o Goodwill nao e amortizado, mas deve passar por testes
de recuperabilidade para verificar se ainda ha benefícios economicos futuros.
Exemplo de Consolidação
Imagine que a empresa Alfa adquiriu participaçao em Beta. No balanço individual de Alfa, a Mais Valia e o
Goodwill sao registrados separadamente no investimento. No balanço consolidado:
Se o valor pago pela investida for inferior ao valor justo, a compra vantajosa sera registrada como receita
imediatamente.
1. Lei 6.404/76
o Aplicavel a:
▪ Coligadas
▪ Controladas
• Método do Custo:
o Usado para:
▪ Coligadas
▪ Controladas
▪ Sociedades em conjunto
• Método do Custo:
o Metodo residual.
o Utilizado quando o valor justo nao pode ser mensurado de forma confiavel.
• Lei 6.404/76:
o MEP: Usado de forma similar a Lei 6.404/76 para certas categorias de investimentos.
o Valor Justo: Preferido quando o valor pode ser determinado de forma confiavel.
o Custo: Metodo de ultimo recurso, utilizado apenas quando o valor justo nao pode ser
mensurado.
▪ Ou ambos
▪ Finalidades administrativas
o Pode ser mantida por:
▪ Proprietario
2. Diferença de Classificação
o Utilizado para:
3. Interpretação e Aplicação
• Propriedade Mista:
• Diferença de Aluguel:
• Métodos de Avaliação:
o Abrange tambem direitos que transferem benefícios, riscos e controle dos bens.
• CPC 27:
o Definição:
o Exemplos:
▪ Terrenos
▪ Edificaçoes
▪ Maquinas e equipamentos
▪ Moveis e utensílios
▪ Veículos
• Tipos de Arrendamento:
o Desde 2019, o arrendamento operacional deve ser contabilizado como um ativo e um passivo
no balanço patrimonial.
o Motivos da Mudança:
▪ Evitar manipulaçoes e garantir que todos os ativos e passivos sejam refletidos nas
demonstraçoes financeiras.
o Inclui direitos sobre bens incorporeos destinados a manutençao da companhia, como fundo
de comercio adquirido.
• CPC 04:
o Definição:
o Exemplos:
▪ Marcas e patentes
▪ Licenças e franquias
• Intangível:
o Características:
o Exemplos:
▪ Software
▪ Patentes
▪ Direitos autorais
▪ Listas de clientes
o Definição:
▪ Excesso pago acima do valor de mercado dos ativos líquidos adquiridos em uma
combinaçao de negocios.
o Exemplo:
o Reconhecimento:
o Despesas:
Resumo
• Ativo Imobilizado: Inclui bens tangíveis usados para a operaçao da empresa e arrendamentos que
transferem benefícios e riscos.
• Ativo Intangível: Inclui bens incorporeos como marcas, patentes e goodwill, que nao tem substancia
física, mas sao identificaveis e geram benefícios economicos futuros.
Esses topicos fornecem uma visao clara e detalhada sobre a classificaçao e reconhecimento dos ativos nao
circulantes imobilizados e intangíveis, conforme as normas contabeis e legais vigentes.
Imobilizado
1. Definição e Classificação
o Ativo Imobilizado: Direitos sobre bens corporeos destinados a manutençao das atividades
da empresa ou exercidos com essa finalidade.
o Inclusão: Bens que transferem a empresa os benefícios, riscos e controle desses bens.
• CPC 27:
o Definição:
o Exemplos:
2. Arrendamento (Leasing)
• Tipos de Arrendamento:
o Operacional:
o Financeiro:
o Impactos:
▪ Melhoria na transparencia das demonstraçoes financeiras.
3. Depreciação e Avaliação
• Depreciação:
o Métodos:
▪ Soma dos Dígitos dos Anos: Depreciaçao maior nos primeiros anos.
o Reavaliação:
▪ Ativos podem ser reavaliados para refletir seu valor justo, conforme as normas e
políticas contabeis da empresa.
o Valor Residual: Valor estimado que o ativo tera ao final de sua vida util.
Intangível
1. Definição e Classificação
• CPC 04:
o Definição:
o Características:
• Marcas e Patentes:
o Definição:
▪ Valor pago acima do valor justo dos ativos líquidos adquiridos em uma combinaçao
de negocios.
o Exemplo:
▪ Compra de empresa por $120.000, enquanto o valor justo dos ativos e $100.000; o
goodwill e $20.000.
• Licenças e Franquias:
o Licenças: Permissoes para realizar certas atividades, como direitos sobre software.
3. Reconhecimento e Avaliação
o Reconhecimento:
o Gastos:
• Combinação de Negócios:
o Goodwill:
• Testes:
o Goodwill: Deve ser testado anualmente para verificar se o valor contabil excede o valor
recuperavel.
o Outros Intangíveis: Avaliados sempre que houver indicaçoes de que o ativo pode estar
desvalorizado.
1. Definição e Histórico
o Classificação:
▪ Gastos pre-operacionais.
1. Contribuição para o aumento do resultado: Deve contribuir para o aumento dos resultados
de dois ou mais exercícios.
2. Não redução de custos ou aumento de eficiência: Nao deve ser apenas uma reduçao de
custos ou aumento da eficiencia operacional.
o Extinção do Ativo Diferido: A partir dessas modificaçoes, o ativo diferido foi extinto.
o CPC 13:
▪ Orienta que os saldos existentes no ativo diferido devem ser alocados a outros
grupos no balanço patrimonial ou mantidos ate sua completa amortizaçao.
▪ Caso nao seja possível a alocaçao, os saldos podem ser baixados diretamente para a
conta de lucros ou prejuízos acumulados.
o Teste de Recuperabilidade: A conta deve ser sujeita a analise sobre a recuperaçao, conforme
o § 3º do art. 183 da Lei 6.404/76.
• Conceito de Amortização:
o Amortização:
1. Lei 6.404/76
• Art. 178:
▪ Investimentos
▪ Imobilizado
• Art. 179:
o Características:
2. CPC 27
• Definição:
Arrendamento (Leasing)
1. Tipos de Leasing
• Operacional:
• Financeiro:
• Para o Arrendatário:
o Reconhecimento: O ativo arrendado e reconhecido no balanço, e a despesa e composta pela
depreciaçao e pela despesa financeira do contrato.
• Definições:
1. Critérios de Avaliação
o Critério de Avaliação:
• Benefícios a empregados.
• Preparaçao do local.
• Frete e manuseio.
• Instalaçao e montagem.
• Honorarios profissionais.
Mensuração Subsequente
o Depreciação: Perda do valor dos bens físicos por desgaste, uso, açao da natureza ou
obsolescencia.
o Amortização: Perda do valor dos direitos com existencia ou exercício de duraçao limitada,
ou bens de uso por prazo legal ou contratualmente limitado.
o Exaustão: Perda do valor dos recursos minerais ou florestais aplicados na exploraçao.
o Análise Periódica:
• Depreciação:
• Amortização:
• Exaustão:
1. Gastos de Capital
• Definição:
o Sao os gastos que aumentam o valor ou a vida util de um ativo imobilizado ou melhoram suas
características.
• Reconhecimento Contábil:
• Critérios de Reconhecimento:
o O gasto deve atender aos criterios de reconhecimento de um ativo, ou seja, aumentar o valor
do ativo e gerar benefícios futuros.
• Exemplos:
• Definição:
o Sao gastos que mantem o ativo em condiçoes de operaçao, sem aumentar seu valor ou vida
util.
o Beneficiam apenas o exercício em que ocorrem.
• Reconhecimento Contábil:
• Critérios de Reconhecimento:
• Exemplos:
• Manutenção Periódica:
o Custos com manutençao periodica sao despesas e nao sao adicionados ao valor do ativo.
• Substituição de Componentes:
• Inspeções Regulares:
Divisão do Imobilizado
1. Bens em Operação
• Descrição: Ativos que estao efetivamente em uso nas operaçoes principais da empresa.
• Classificação:
2. Imobilizado em Andamento
• Descrição: Ativos que estao em fase de construçao, instalaçao ou desenvolvimento e ainda nao estao
em operaçao.
• Exemplos:
1. Terrenos
• Classificação:
o Investimentos: Terrenos adquiridos para valorizaçao ou futuros projetos, ainda nao em uso.
• Descrição:
• Classificação:
• Hardware:
• Software:
4. Móveis e Utensílios
• Descrição:
• Classificação:
5. Veículos
• Descrição:
• Classificação:
• Descrição:
• Classificação:
• Descrição: Animais e plantas vivos mantidos para produçao, que terao uso por mais de um período.
• Exemplos:
• Classificação:
o Prazo Indeterminado ou Maior que Vida Útil: Depreciaçao ao longo da vida util da
benfeitoria.
o Prazo Determinado Menor que Vida Útil: Amortizaçao pelo prazo do contrato.
Imobilizados em Andamento
1. Construções em Andamento
o Definição: Projetos de construçao que ainda nao foram concluídos e nao estao em uso.
o Classificação: Sao registrados como "Imobilizado em Andamento" ate a conclusao. Nao sao
depreciados ate que estejam prontos para uso.
o Classificação: Mantidos em "Imobilizado em Andamento" ate que estejam prontos para uso
e funcionamento.
3. Importações em Andamento
o Definição: Bens adquiridos do exterior que ainda nao foram recebidos ou que estao em
processo de liberaçao na alfandega.
o Classificação: Classificados no ativo imobilizado ate que os bens sejam entregues. Apos a
entrega, sao reclassificados para as contas de imobilizado correspondentes.
1. Custo de Aquisição
o Definição: Inclui todos os custos diretamente atribuíveis a aquisiçao do ativo, como compra,
transporte, montagem e instalaçao.
o Definição: Ajustes realizados quando o valor contabil do ativo excede seu valor recuperavel.
o Avaliação: Requer a comparaçao entre o valor contabil e o valor recuperavel (maior entre o
valor justo menos custos de venda e o valor em uso).
Depreciação
1. Definição e Registro
o Lei 6.404/76: Estabelece que a depreciaçao deve refletir a perda de valor dos ativos
imobilizados.
2. Início da Depreciação
o Regra Geral: Inicia-se quando o ativo esta pronto para uso. Para simplificaçao em provas,
considere:
3. Métodos de Depreciação
o Estimativa Contábil: Baseia-se na melhor estimativa tecnica para a vida util dos ativos.
o Critério Fiscal: Prazos e taxas estabelecidos pela Receita Federal para efeitos de imposto de
renda.
o Máquina 1:
o Máquina 2:
Depreciação Acelerada
o Regra Geral: Permite uma depreciaçao mais rapida para ativos usados em turnos de trabalho
mais extensos.
2. Cenários de Aplicação
o Uso em Turnos Duplos ou Mais: Ativos usados em dois ou mais turnos podem ser
depreciados de forma acelerada para refletir o maior desgaste.
CPC 27 – Ativo Imobilizado
o Exemplos:
o Componentes com Vida Útil e Método de Depreciação Igual: Podem ser agrupados.
o Remanescente do Item: O restante do ativo pode ser depreciado com uma tecnica
aproximada, se nao for significativo individualmente.
o Aeronave e Motor:
o Contabilização Anual:
o Objetivo: Garantir que o valor residual e a vida util do ativo estejam atualizados e reflitam as
condiçoes reais de uso e benefícios economicos esperados.
o Vida Útil: Período durante o qual o ativo e esperado ser utilizavel pela entidade.
o Valor Residual: Valor estimado que se espera obter do ativo ao final de sua vida util, líquido
dos custos de venda.
Método da Reavaliação
• Método de Custo
• Método de Reavaliação
o Descrição: O ativo pode ser reavaliado pelo seu valor justo na data da reavaliaçao.
Reavaliação de Classe
o Regra: Se um ativo e reavaliado, toda a classe de ativos a qual pertence deve ser reavaliada.
Contabilização da Reavaliação
o Contabilização:
• Reversão de Reavaliação
o Quando Reverter: Se o aumento de valor reverte uma reavaliaçao anterior que foi lançada
no resultado.
o Contabilização:
o Contabilização:
• Objetivo: Garantir que os ativos nao estejam registrados por um valor superior ao valor que se espera
recuperar.
• Teste de Recuperabilidade:
o Método: Comparar o valor contabil com o valor recuperavel (maior entre o valor justo menos
custos de venda e o valor em uso).
o Ajuste para Perda por Desvalorização: Se o valor contabil exceder o valor recuperavel,
reconhecer uma perda.
Alcance do CPC 01
• Exclusões:
Procedimento
• Registro: Se o valor contabil do ativo e maior que o valor recuperavel, ajustar o valor contabil para o
valor recuperavel e reconhecer a perda.
Teste de Recuperabilidade
Valor Recuperável
• Definição: E o maior valor entre o valor justo líquido de venda e o valor em uso.
▪ Definição: Preço estimado que seria recebido pela venda do ativo, menos os custos
diretamente atribuíveis a venda.
▪ Cálculo:
▪ Exemplo: Se uma maquina pode ser vendida por R$ 600.000 e as despesas de venda
sao R$ 200.000, o valor justo líquido de venda e R$ 400.000.
o Valor em Uso:
▪ Cálculo:
• Definição: Montante pelo qual o valor contabil de um ativo excede seu valor recuperavel.
o Cálculo:
o Contabilização:
▪ Débito: Despesa com perda por desvalorizaçao (R$ 200.000).
o Cálculo:
o Valor em Uso:
▪ Fórmula: Valor em Uso = ∑(Fluxos de Caixa Esperados / (1+i)^n), onde iii e a taxa
de desconto e nnn e o período.
▪ Nota: Se o valor de venda ao final da vida util ja esta incluído no valor em uso, nao
adicione novamente.
3. Comparar Valores:
▪ Registro Contábil:
o Se o valor de venda ao final da vida util esta incluído no valor em uso, nao o adicione
novamente no calculo do valor em uso.
• Diferenças em Regras:
• Frequência de Avaliação:
o Final do Período de Reporte: A entidade deve avaliar ao fim de cada período de reporte
(exercício social) se ha indicaçoes de que um ativo possa ter sofrido desvalorizaçao.
• Ação Requerida:
• Tipos de Ativos:
o Goodwill:
o Características dos Ativos: Esses ativos nao sofrem depreciaçao ou amortizaçao e, portanto,
nao diminuem de valor ao longo do tempo, ao contrario dos ativos com vida util definida.
• Ativos Intangíveis com Vida Útil Indefinida e Não Disponíveis para Uso:
o Teste Anual: Deve ser realizado pelo menos uma vez por ano para avaliar a reduçao ao valor
recuperavel.
o Período do Teste: O teste pode ser realizado a qualquer momento durante o ano, mas deve
ser consistente ano apos ano.
o Se Reconhecidos no Ano Corrente: Teste deve ser feito antes do fim do ano corrente.
• Goodwill:
o Teste Anual: Deve ser realizado anualmente, conforme os criterios específicos estabelecidos
para combinaçoes de negocios.
• Registro da Reversão:
o Limite de Reversão: A reversao nao pode exceder o valor contabil do ativo antes do
reconhecimento da perda.
5. Aspectos de Depreciação e Valor Residual
• Valor Residual:
o Definição: Valor estimado que um ativo pode alcançar ao final de sua vida util.
• Valor Depreciável:
o Cálculo: Valor depreciavel e calculado como o valor de aquisiçao menos o valor residual.
• Classificação Contábil:
o Contabilização: Essas despesas nao sao capitalizadas, ou seja, nao aumentam o valor do ativo
imobilizado.
Substituição de Peças
• Modalidades de Substituição:
1. Manutenção Periódica:
2. Quebra ou Avaria:
• Classificação Contábil:
o Ativação de Peças: Peças que sao integradas e aumentam a capacidade ou a vida util do ativo
devem ser ativadas no ativo imobilizado.
o Baixa das Peças Substituídas: As peças substituídas devem ser baixadas do imobilizado,
ajustando o valor contabil do ativo.
Casos Específicos
o Definição: Peças que sao necessarias para a operaçao contínua do equipamento principal.
o Classificação: Devem ser adicionadas ao valor do ativo imobilizado e depreciadas junto com
o equipamento principal.
Amortização
Conceito e Aplicação
• Definição:
• Vida Útil:
o Definição: Período durante o qual a entidade espera utilizar o ativo ou o numero de unidades
produzidas.
• Métodos de Amortização:
▪ Características: Amortizaçao mais intensa nos primeiros anos. Utiliza uma taxa de
amortizaçao aplicada ao valor contabil reduzido.
• Escolha do Método:
o Critério: Deve refletir o padrao de consumo dos benefícios economicos do ativo e ser aplicado
de forma consistente entre períodos.
• Reconhecimento no Resultado:
o Exceção: Pode ser incluída no custo de outro ativo se for absorvida na produçao ou
desenvolvimento de outros ativos (por exemplo, estoques).
o Presunção Geral: Nao e apropriado usar a receita gerada como base para amortizaçao,
devido a falta de correlaçao direta.
o Exceções:
1. Conceito de Exaustão
• Definição:
o A exaustao refere-se a diminuiçao do valor dos recursos naturais, como minerais e florestais,
devido a exploraçao.
• Regulamentação:
▪ Art. 183, § 2º: Estabelece que a exaustao deve ser registrada para recursos minerais
e florestais ou bens aplicados na exploraçao desses recursos.
o Lei nº 11.941/2009: Atualiza a redaçao para refletir a diminuiçao do valor dos ativos devido
a exploraçao.
2. Cálculo da Exaustão
• Método de Cálculo:
o Percentual de Exaustão =
• Exemplo de Cálculo:
o Cálculo:
▪ Percentual de Exaustao =
• Contabilização:
3. Exaustão e Depreciação
▪ Se o tempo de exploraçao e menor que a vida util do bem, a depreciaçao e feita com
base na vida util do bem.
• Exemplo de Depreciação:
• Direitos de Exploração:
o Amortização ou Exaustão:
5. Recursos Florestais
• Classificação e Depreciação:
o Prazo Determinado Menor que o Recurso: Amortizaçao baseada no prazo do contrato, pois
o recurso nao sera totalmente explorado.
7. Considerações Adicionais
PASSIVO
• Resulta de eventos ja ocorridos e tem o potencial de causar a saída de recursos que gerariam benefícios
economicos para a empresa.
1. Obrigação Presente:
▪ O passivo representa uma obrigaçao que a entidade não pode evitar de forma
pratica.
▪ Não são passivos: Previsoes de gastos futuros que ainda nao se tornaram
obrigaçoes presentes.
Exemplo: A previsao de troca de motores de uma aeronave dentro de 2 anos nao e
passivo, pois a empresa pode decidir vender o aviao e nao realizar o gasto.
3. Evento Passado:
• A Lei 6.404/76, que regula as sociedades por açoes no Brasil, faz uma distinçao entre:
1. Passivo Circulante:
▪ Obrigaçoes que devem ser pagas no exercício seguinte (ou dentro de 12 meses).
• O Pronunciamento Técnico CPC 26 traz criterios adicionais para classificar passivos como circulantes
ou nao circulantes:
▪ Todas as obrigaçoes que não se enquadram nos criterios acima sao classificadas
como passivo nao circulante.
▪ Esses passivos podem ser, por exemplo, dívidas a longo prazo, financiamentos com
vencimento alem de 12 meses, ou obrigaçoes que a empresa pode postergar o
pagamento por mais de 12 meses.
• Passivo Circulante:
o Impostos a pagar.
o Salarios a pagar.
o Duplicatas a pagar.
o Fornecedores.
o FGTS a recolher.
o ICMS a pagar.
• Quando uma entidade possui um emprestimo com vencimento em curto prazo, a regra geral e
classifica-lo no passivo circulante.
• Contudo, a classificaçao no passivo não circulante pode ocorrer se:
• Importante:
o Se houver alguma condição que dependa da aceitaçao do credor, o emprestimo deve ser
mantido como circulante.
Exemplos:
• O item 74 do CPC 26 trata de situaçoes em que um empréstimo de longo prazo pode ser
reclassificado como passivo circulante.
o Ocorre quando ha uma quebra de covenant, que sao clausulas contratuais que a empresa
deve respeitar para manter as condiçoes do emprestimo.
1. Quebra de Covenant: Se, ao termino do período de reporte, a entidade quebrar um covenant (nao
cumprir uma clausula contratual), o credor pode exigir o pagamento antecipado do emprestimo.
2. Momento da Quebra:
o A quebra pode ocorrer ao final do exercício ou ate mesmo antes, tornando a dívida vencida
e pagavel imediatamente.
o Mesmo que a negociaçao para manter o emprestimo como longo prazo ocorra apos a data do
balanço, o emprestimo deve ser classificado como circulante.
3. Acordo com o Credor Após a Data do Balanço:
o Mesmo que o credor concorde em nao exigir o pagamento imediato apos a data do balanço,
o emprestimo não volta a ser classificado como não circulante. O motivo e que, na data
de encerramento, a empresa nao tinha o direito incondicional de adiar o pagamento.
o A empresa so pode classificar um emprestimo de longo prazo como nao circulante se, na data
do balanço, ela tiver o direito incondicional de adiar o pagamento por pelo menos 12
meses.
o Se esse direito nao existe por causa da quebra de um covenant, o passivo deve ser
reclassificado como circulante.
Exemplos:
• Concordância Posterior do Credor: Se, apos a data do balanço, o credor decide nao exigir o
pagamento antecipado, isso não altera a classificaçao do passivo como circulante. O criterio e baseado
na situação na data do balanço, nao em decisoes posteriores.
1. Prazos de Vencimento: Passivos com vencimento em ate 12 meses sao classificados como
circulantes. Passivos com vencimento superior a 12 meses sao nao circulantes, a menos que
haja outros fatores (como covenants).
• O ciclo operacional e o tempo necessario para completar todas as etapas de produçao e vendas,
variando de acordo com o tipo de negocio.
o Empresas Industriais:
1. Compra de materia-prima.
4. Recebimento do pagamento.
o Empresas Comerciais:
1. Aquisiçao de mercadorias.
2. Venda das mercadorias.
• O artigo 179 da Lei das SAs estabelece que, quando o ciclo operacional e maior que o exercício social
(12 meses), a classificaçao de ativos e passivos deve se basear no prazo do ciclo operacional.
o Ativos que serao realizados ou consumidos dentro do ciclo sao classificados como
circulantes.
o Passivos que vencem durante o ciclo operacional devem tambem ser classificados como
circulantes.
3. Exemplos Práticos
• Se uma empresa industrial tem um ciclo operacional de 18 meses, todos os ativos e passivos
relacionados a esse ciclo sao classificados como circulantes, independentemente do prazo de 12 meses
do exercício social.
• Uma empresa comercial com um ciclo de 6 meses tera suas obrigaçoes e recebimentos classificados de
acordo com esse ciclo.
1. Extinção do REF
• O Resultado de Exercícios Futuros (REF) foi extinto pela MP 449 e pela Lei 11.941/2009.
• Com a extinçao, as contas que antes eram classificadas como REF devem ser reclassificadas como
receitas diferidas.
• Receitas Diferidas sao valores que a empresa ja recebeu, mas que ainda nao podem ser reconhecidos
como receita devido ao regime de competencia.
o Situação: Uma empresa recebe R$ 24.000 de aluguel por um imovel por 2 anos, pagos
antecipadamente.
• A contabilizaçao inicial e:
• As receitas diferidas sao classificadas no passivo não circulante porque, apesar de ja terem sido
recebidas, a receita ainda nao pode ser reconhecida.
o Isso se da pelo regime de competencia, que determina que a receita deve ser reconhecida
quando os serviços sao prestados, nao quando o pagamento e recebido.
• Passivo Circulante: Refere-se a obrigaçoes que precisam ser pagas ou liquidadas em um prazo menor
que 12 meses.
• Receitas Diferidas no Passivo Não Circulante: Nao representam uma obrigaçao de pagamento, mas
sim um reconhecimento futuro da receita. Elas nao sao passivos que implicam uma saída de recursos,
mas sim uma expectativa de realizaçao de receita.
• Definição: Registro de todos os valores a serem pagos aos empregados, incluindo salarios e encargos.
• Contabilização do salário:
• Objetivo: Reconhecer a despesa no mes em que ela e incorrida, seguindo o regime de competencia.
3. Encargos Trabalhistas
• INSS Retido: Percentual que varia de 7,5% a 14%, depende do salario do empregado.
• Salário: R$ 1.212,00
• Lançamento:
• Lançamento:
• Lançamento:
• Contabilização:
• Contabilização:
o 2023: R$ 1.302,00
o 2022: R$ 1.212,00
o 2021: R$ 1.100,00
• Cálculo do Desconto:
1. Definições Importantes
• Provisão: Passivo de prazo ou valor incertos, reconhecido quando ha uma obrigaçao presente e e
provavel a saída de recursos. Exemplo: multas a pagar.
• Passivo “Normal”: Obrigaçao presente, derivada de eventos passados, cuja liquidaçao resulta em saída
de recursos. Exemplo: dívidas com fornecedores.
• Passivo Contingente:
o Definição:
▪ (a) Obrigaçao possível de eventos passados, confirmada apenas por eventos futuros
incertos.
• Ativo Contingente: Ativo possível que resulta de eventos passados, confirmados por eventos futuros
incertos. Não é contabilizado. Exemplo: restituiçao de tributos.
• Obrigação Não Formalizada: Baseada em praticas passadas ou declaraçoes que criam expectativas
validas.
• Passivos Contingentes: Nao sao reconhecidos, pois a saída de recursos e apenas possível, e nao
provavel.
5. Lançamentos Contábeis
6. Reavaliação Anual
• Provisoes devem ser reavaliadas a cada data de balanço. Se a obrigaçao deixar de ser provavel, deve ser
revertida.
7. Exemplos Práticos
• Ativo Contingente: Açao para reaver tributo pago a maior, nao contabilizado ate que a certeza do
recebimento seja maior.
8. Diretrizes de Divulgação
• Passivos contingentes e ativos contingentes devem ser divulgados em notas explicativas, com exceçao
de possibilidades remotas.
Debêntures
1. Definição de Debêntures
• Conceito Geral: Títulos de dívida emitidos por companhias que oferecem aos investidores um direito
de credito.
• Base Legal: Regido pela Lei das Sociedades por Açoes (Lei 6404/76), especialmente no artigo 52.
• Credor vs. Proprietário: Debenturistas sao credores da companhia, ao contrario dos acionistas, que
sao proprietarios.
• Custo do Capital: Geralmente apresentam custo financeiro mais baixo do que emprestimos bancarios.
• Planejamento Financeiro: A companhia pode planejar seu fluxo de caixa de acordo com os termos
estabelecidos na emissao.
3. Escritura de Emissão
• Conteúdo: Detalha as condiçoes da emissao, como montante, taxas de juros, prazos de resgate, e
possibilidade de conversao em açoes.
4. Tipos de Debêntures
• Debêntures Perpétuas: Nao tem vencimento, sendo pagas apenas em caso de inadimplencia ou
dissoluçao da empresa.
5. Custos com Emissão de Debêntures
• Gastos Necessários:
6. Aspectos Contábeis
• Registros de Juros:
o Lançamentos Contábeis:
• Emissão com Prêmio: Quando o valor recebido e superior ao nominal, refletindo expectativas
positivas do mercado.
• Tratamento Contábil:
o Reconhecimento Inicial:
▪ D: Caixa
▪ C: Debentures a pagar
o Apropriação ao Resultado:
• Efeito no Custo Financeiro: Representa uma reduçao nas despesas financeiras, e nao uma receita.
• Finalidade: Proteger a empresa de incidencia de IR sobre os premios, permitindo sua utilizaçao para
compensaçao de prejuízos ou aumento de capital.
• Constituição:
o D: Lucros Acumulados
• Restrições: O saldo so pode ser utilizado conforme as normas contabeis, evitando distribuiçao de
dividendos sem pagamento de impostos.
• Definição: Quando as debentures sao emitidas abaixo do valor nominal, oferecendo uma oportunidade
de retorno maior ao investidor.
• Contabilização:
o Lançamento Inicial:
▪ D: Caixa
▪ C: Debentures a resgatar
o Apropriação ao Resultado:
• Vantagens:
• Desvantagens:
Base Legal
• Artigo 184 da Lei 6404/76: Define como os elementos do passivo devem ser avaliados.
Critérios Específicos
Exemplo Prático
• Compra de Máquina:
o Valor Total: R$ 60.000, pago em 5 parcelas anuais de R$ 12.000 com juros de 10% ao ano.
• Contabilização:
• Método:
• Cálculo Detalhado:
Registro Contábil
Planilha de Controle
• Exemplo de Pagamento:
o Continua ate o quinto ano, resultando em um saldo final proximo de zero (considerando
arredondamento).
Operações diversas
1. Definição
• Conceito: O ajuste a valor presente consiste em atualizar valores futuros para refletirem seu
equivalente em termos monetarios atuais.
• Objetivo: Eliminar a superavaliaçao de ativos e passivos que ocorre quando se utilizam valores
nominais.
2. Contexto
• Compras e Vendas a Prazo: Incluem juros e encargos financeiros que refletem a remuneraçao do
capital a longo prazo.
3. Base Legal
o Art. 184: Determina que obrigaçoes do passivo nao circulante devem ser ajustadas.
4. Esquema de Ajuste
5. Objetivos do AVP
• Evitar Superavaliação: Garantir que os balanços financeiros representem valores reais e apropriados.
6. Exemplos de Aplicação
• Compra de Mercadorias:
o Total: R$ 150.000,00.
o Encargos: R$ 25.000,00.
7. Contabilização Prática
• Exemplo de Equipamento:
o Compra à Vista:
▪ C – Caixa/bancos: R$ 100.000
8. Mensuração Contábil
• Reconhecimento Inicial: O ajuste deve ser feito no momento da contabilizaçao inicial de ativos e
passivos.
• Manutenção do Valor: O valor ajustado nao muda, a menos que haja uma renegociaçao.
• Diferença:
• Venda a Prazo:
• Contabilização:
o No Momento Inicial:
o Mensal:
• Cálculo Mensal:
• Manutenção da Taxa: A taxa de juros definida no início da operaçao permanece ate o final, a menos
que haja renegociaçao.
• Definição de Duplicata:
• Contabilização da Venda:
o Reconhecimento da Receita:
o Lançamentos Contábeis:
▪ Registro da Venda:
▪ Baixa no Estoque:
▪ Recebimento:
▪ D – Caixa/Bancos: R$ 1.000,00
Desconto de Duplicatas
• Conceito:
o A empresa pode descontar duplicatas para antecipar o recebimento, recebendo o valor menos
os juros cobrados pelo banco.
• Lançamentos Contábeis:
o Exemplo de Desconto:
▪ Registro:
• Encargos Financeiros:
o Reconhecimento de Juros:
Empréstimos e Financiamentos
1. Contabilização do Empréstimo
• Registro no Recebimento:
o A contabilizaçao e feita na data em que os recursos sao efetivamente recebidos pela empresa.
▪ Exemplo Prático:
▪ Contratação: 01.01.X1
▪ Recebimento: 05.01.X1
• Vários Recebimentos:
▪ Data e Valor:
▪ R$ 5.000,00 em 01.02.X1
▪ R$ 5.000,00 em 01.03.X1
▪ R$ 5.000,00 em 01.04.X1
• Definição:
o Refere-se a diferença entre o valor total da obrigaçao (a pagar) e o montante líquido recebido
(captaçao do emprestimo).
o Exemplo:
▪ Recebido: R$ 10.000,00
3. Custos de Transação
• Definição:
• Classificação:
o Taxas e comissoes
4. Despesas Financeiras
• Definição:
o Atualizaçao monetaria
o Variaçao cambial
5. Encargos Financeiros
• Definição:
o A soma das despesas financeiras, custos de transaçao e outros encargos que resultam na
diferença entre os valores recebidos e a pagar.
• Registro Contábil:
o Sempre que o total de juros for conhecido na apropriaçao do emprestimo, devem ser
registrados como encargos financeiros a transcorrer.
• Regime de Competência:
6. Ativos Qualificáveis
• Definição:
o Ativos que exigem tempo significativo para estarem prontos para o uso previsto.
▪ Lançamento:
1. Recebimento em Cheque:
o O cheque recebido pela empresa e registrado no ativo, ou seja, na conta caixa (tesouraria),
que reflete a entrada de recursos financeiros. Essa pratica e essencial para controlar os
valores recebidos que ainda nao foram liquidados.
2. Pagamento em Cheque:
o Ao pagar com cheque, o registro contabil e diferente do recebimento. O pagamento nao afeta
diretamente o caixa da empresa, mas sim a conta Bancos Conta Movimento, que representa
os valores que saem da conta bancaria. Isso evita confusao entre o que esta disponível em
caixa físico e o saldo bancario.
Essa diferença entre o recebimento e o pagamento em cheque e uma pegadinha comum em provas contabeis,
pois induz o candidato a pensar que ambas as operaçoes sao tratadas da mesma maneira.
Empréstimos e Financiamentos
Os emprestimos podem ser recebidos de diversas formas, e a contabilizaçao deve seguir o princípio do regime
de competência. Vamos considerar algumas situaçoes:
1. Recebimento de Empréstimo:
o Ao tomar um emprestimo, e comum que o valor a ser pago ao final do contrato seja maior que
o valor recebido inicialmente. Essa diferença entre o valor recebido e o valor total a pagar ao
final do contrato e chamada de encargos financeiros a transcorrer.
Os encargos financeiros sao compostos por juros, custos de transação, prêmios, descontos, ágios e deságios.
A principal funçao dos encargos financeiros e refletir as despesas associadas a captaçao de recursos
emprestados. O CPC
Agora vou detalhar cada aspecto de forma ainda mais completa, cobrindo todas as nuances do tema, com foco
nas areas mais exploradas em provas e na pratica contabil.
A contabilizaçao de cheques envolve tratamentos específicos, e as pegadinhas nas provas geralmente giram em
torno da diferença entre recebimento e pagamento de cheques.
1. Recebimento em Cheque:
o Quando uma empresa recebe um cheque de um cliente ou qualquer outra parte, este valor e
contabilizado como uma entrada na conta caixa (tesouraria). O recebimento via cheque e
tratado como dinheiro disponível, mesmo que o cheque nao tenha sido compensado ainda.
o Exemplo de lançamento:
▪ D – Caixa (Ativo)
o E importante notar que o valor so impacta a conta "bancos" quando o cheque e efetivamente
compensado, mas o registro inicial se da como se o valor ja estivesse disponível na tesouraria.
2. Pagamento em Cheque:
o Exemplo de lançamento:
Empréstimos e Financiamentos
A contabilizaçao dos emprestimos e financiamentos e um dos temas mais cobrados em provas de contabilidade,
especialmente quando envolvem apropriaçao de encargos financeiros, variaçoes monetarias e cambiais.
1. Recebimento do Empréstimo:
o Exemplo de lançamento:
2. Recebimento Parcelado:
o Quando a empresa recebe um valor inferior ao que devera pagar no futuro, a diferença entre
o valor recebido e o valor total a pagar e registrada como encargos financeiros a
transcorrer.
o Esses encargos financeiros incluem juros, custos de transação (como taxas bancarias,
comissao de corretagem, etc.), e qualquer despesa relacionada a obtençao do emprestimo.
Esse valor deve ser apropriado ao longo do tempo conforme o regime de competencia,
registrando-se como despesa financeira nos períodos futuros a medida que os encargos se
vencem.
Os encargos financeiros sao um conjunto de despesas relacionadas a captaçao de recursos e sao compostos por
varios elementos, tais como:
1. Juros: O custo mais evidente de um emprestimo, representando o valor adicional que a empresa deve
pagar ao financiador por ter utilizado o capital emprestado.
2. Custos de Transação: Conforme o CPC 08 (R1), os custos de transaçao sao aqueles diretamente
atribuíveis à captação do empréstimo. Incluem despesas incrementais que nao existiriam se a
operaçao nao tivesse sido realizada.
o Exemplos:
3. Prêmios, Descontos, Ágios e Deságios: Sao variaçoes no valor nominal da dívida em relaçao ao valor
efetivamente recebido. Um agio representa um valor adicional pago no momento do resgate da dívida,
enquanto um desagio indica um desconto concedido sobre o valor de face da dívida.
4. Tratamento Diferenciado para Ativos Qualificáveis: Em certos casos, os encargos financeiros nao
devem ser lançados como despesa, mas sim incorporados ao custo de um ativo, se este for qualificável,
ou seja, se demandar um tempo substancial para estar pronto para uso ou venda.
o Exemplo: Uma empresa que esta construindo um grande navio que demanda tempo e
recursos de financiamento lançara os encargos financeiros diretamente no ativo em
construçao.
o Exemplo de lançamento:
Variações Monetárias
• Nao e considerada um encargo financeiro (como juros ou taxas), mas sim uma correçao monetaria para
manter o valor real da obrigaçao ou credito.
• Encargos financeiros:
• Variação monetária:
• O registro da variaçao monetaria e feito por meio de lançamentos contabeis no resultado da empresa.
o Contabilização:
• A variaçao monetaria deve ser contabilizada diretamente na conta que registra a dívida ou credito, sem
subdivisoes, simplificando a escrituraçao contabil.
Variação Cambial
• Refere-se a alteraçao no valor de uma moeda estrangeira em relaçao a moeda nacional, ocorrendo
principalmente quando empresas possuem operaçoes financeiras ou comerciais denominadas em
moeda estrangeira.
• A variaçao cambial pode resultar em ganhos ou perdas financeiras dependendo das flutuaçoes da taxa
de cambio.
2. Definições Importantes
• Variação cambial: Diferença de valor resultante da conversao de uma moeda estrangeira para moeda
local em diferentes datas.
A variaçao cambial pode ser positiva (receita) ou negativa (despesa) e deve ser refletida no resultado do
exercício.
• Saldo em dolar de $10.000,00 inicialmente registrado a uma taxa de cambio de R$4,00 (R$40.000,00).
• Nova taxa de cambio em R$4,50, elevando o saldo para R$45.000,00, gerando uma variaçao cambial
positiva de R$5.000,00.
o Contabilização:
• Se a taxa de cambio cai para R$4,30, o saldo se reduz para R$43.000,00, resultando em uma variaçao
cambial negativa de R$2.000,00.
o Contabilização:
• A empresa deve converter as obrigaçoes em moeda estrangeira para a moeda nacional a taxa de cambio
em vigor no momento do fechamento do balanço.
• Exemplo:
o No fechamento do exercício, a taxa de cambio passa para R$5,00, elevando a dívida para
R$5.000.000,00, com uma variaçao cambial negativa de R$1.000.000,00.
▪ Contabilização:
• Na aquisiçao de ativos, como estoques e imobilizados, a variaçao cambial entre o momento da saída do
bem do exterior e sua chegada a empresa deve ser incorporada ao custo de aquisiçao.
o Apos esse período, as variaçoes cambiais subsequentes nao afetam mais o valor dos ativos,
apenas os passivos associados.
• Exemplo:
o No recebimento, a taxa de cambio aumenta para R$3,00, ajustando o custo do estoque para
R$300.000,00.
Aspectos Legais e Normativos
1. Base Legal:
2. Normas Contábeis
• O tratamento contabil das variaçoes monetarias e cambiais segue as normas contabeis brasileiras, que
indicam a forma de registro e mensuraçao dessas variaçoes.
1. Definição Geral
• Despesas financeiras sao gastos incorridos pela empresa em decorrencia de operaçoes financeiras,
como juros de emprestimos, comissoes bancarias, e variaçoes cambiais desfavoraveis. Representam
saídas de recursos e impactam diretamente o resultado da empresa, reduzindo o lucro líquido.
• Receitas financeiras sao os ganhos obtidos por meio de aplicaçoes financeiras, juros ativos sobre
credito concedido ou variaçoes cambiais favoraveis. Essas receitas aumentam o resultado da empresa,
elevando seu lucro.
As receitas e despesas financeiras precisam ser separadamente contabilizadas para um controle claro dos
ganhos e gastos relacionados as atividades financeiras, facilitando a analise e auditoria contabil.
• Definição: Sao vantagens financeiras obtidas pela empresa em funçao de pagamentos antecipados a
fornecedores ou credores. Normalmente sao chamados de "descontos condicionais" ou "descontos
financeiros".
• Importância: Representa uma economia nas operaçoes, ja que a empresa reduz o valor de uma
obrigaçao ao quitar antes do vencimento. Esses descontos aumentam o resultado financeiro da
empresa.
• Exemplo de contabilização:
o Suponha que uma empresa tenha uma duplicata de R$ 1.000,00 a pagar, mas, por efetuar o
pagamento 30 dias antes do vencimento, obtem um desconto de 10%.
Lançamento contábil:
• Definição: Sao juros que a empresa recebe por conceder credito a terceiros ou por atraso no
pagamento de duplicatas. Esses juros remuneram o capital da empresa utilizado por terceiros.
• Exemplo de contabilização:
o Imagine que um cliente deve R$ 5.000,00 a empresa, com vencimento em 31.01.X1, mas so
paga em 31.03.X1. O contrato estipula juros de 10% ao mes sobre o valor devido. Apos dois
meses de atraso, os juros acumulados sao de R$ 1.000,00.
Lançamento contábil:
• Exemplo de contabilização:
Lançamento contábil:
• Definição: Sao valores recebidos pela empresa por alugar imoveis ou equipamentos a terceiros. Esses
alugueis representam uma receita financeira para a empresa e sao registrados periodicamente no
momento do recebimento.
• Exemplo de contabilização:
Lançamento contábil:
• Definição: Representa os ganhos obtidos pela empresa devido a valorizaçao da moeda estrangeira em
transaçoes realizadas em moeda diferente da moeda local. Esses ganhos surgem quando a empresa
converte ativos em moeda estrangeira e a taxa de cambio aumenta.
• Exemplo de contabilização:
o Uma empresa possui US$ 100.000,00 em caixa, e inicialmente a taxa de cambio era de R$ 4,00
por dolar. Apos a valorizaçao do dolar para R$ 4,50, o valor em reais do saldo de caixa
aumentou para R$ 450.000,00, gerando um ganho de R$ 50.000,00.
Lançamento contábil:
• Definição: Sao os juros que a empresa paga em emprestimos, financiamentos, ou outras obrigaçoes
financeiras. Esses juros representam um custo de capital e afetam o resultado financeiro da empresa.
• Exemplo de contabilização:
o A empresa paga R$ 5.000,00 de juros sobre um financiamento bancario.
Lançamento contábil:
• Definição: Sao descontos oferecidos pela empresa a seus clientes em razao de pagamentos
antecipados. Tambem chamados de "descontos condicionais", sao contabilizados como despesas
financeiras, uma vez que representam uma reduçao na receita originalmente prevista.
• Exemplo de contabilização:
Lançamento contábil:
• Definição: Sao os valores cobrados por bancos e instituiçoes financeiras por serviços prestados, como
tarifas bancarias, comissoes sobre operaçoes de credito, e outros custos financeiros que nao estao
diretamente relacionados a emprestimos ou financiamentos.
• Exemplo de contabilização:
Lançamento contábil:
• Definição: Sao as perdas financeiras que ocorrem quando a taxa de cambio varia desfavoravelmente
para a empresa. Isso pode ocorrer quando ha um aumento no valor de uma dívida em moeda
estrangeira.
• Exemplo de contabilização:
o A empresa possui uma dívida de US$ 100.000,00, inicialmente registrada a R$ 4,00 por dolar,
totalizando R$ 400.000,00. Apos a desvalorizaçao da moeda local, a taxa de cambio sobe para
R$ 4,50, e o valor da dívida aumenta para R$ 450.000,00, gerando uma perda de R$ 50.000,00.
Lançamento contábil:
4.1. Definição
• O JSCP e uma forma de remuneraçao dos socios ou acionistas, representando uma alternativa aos
dividendos.
• Contabilização: Deve ser registrado como destinaçao de lucro diretamente em "Lucros Acumulados",
sem transitar pelo resultado do exercício, conforme Deliberaçao CVM 683/2012 e a ICPC 08 (R1).
• Para efeitos fiscais, o JSCP e tratado como despesa financeira dedutível do lucro tributavel, permitindo
que a empresa deduza o valor do calculo do Imposto de Renda.
• Exemplo de contabilização:
5. Depósitos Judiciais
5.1. Definição
• Depósitos Judiciais sao valores depositados em juízo para garantir o cumprimento de uma obrigaçao
em litígio.
5.2. Contabilização
• Quando a empresa deposita um valor por determinaçao judicial, o montante e transferido da conta de
banco para a conta de deposito judicial.
o Exemplo de lançamento:
• Se a decisao for favorável à empresa, o valor depositado e devolvido e as obrigaçoes relacionadas sao
extintas:
• Se a decisao for desfavorável à empresa, o valor do deposito e utilizado para quitar a obrigaçao:
Conceito:
Numa aplicaçao pre-fixada, a taxa de juros e exigida no momento da contrataçao, ou seja, a empresa sabe desde
o início quanto recebera ao final do período. Essa previsibilidade exige o reconhecimento dos rendimentos de
forma parcelada ao longo do tempo, evitando distorçoes no resultado do período.
Nas aplicaçoes pre-fixadas, o total dos rendimentos a receber e reconhecido na conta de "juros ativos a
transcorrer" (ou "rendimentos a apropriar"), que e uma conta redutora do ativo financeiro. Isso reflete o fato
de que a empresa ainda nao apropriou esses juros no resultado, mas ja tem o direito de recebe -los no futuro.
• A empresa KLS realiza uma aplicaçao de R$ 10.000,00 a uma taxa pre -fixada de 10% ao ano, por 5
meses. No final, recebera R$ 11.000,00 (R$ 10.000,00 de principal + R$ 1.000,00 de juros).
Apropriaçao dos rendimentos financeiros a medida que o tempo passa, proporcionalmente ao período. Supondo
uma apropriaçao mensal, teremos:
Todo mes, o valor de R$ 200,00 sera transferido da conta "Juros Ativos a Transcorrer" para o resultado, da
seguinte forma:
Apos o período de 5 meses, a conta de juros ativos a transcorrer tera sido totalmente comprometida, e o saldo
final de R$ 11.000,00 sera transferido para a conta bancaria da empresa.
Tratamento Fiscal:
• Regime de competência : Os rendimentos sao resilientes mes a mes, conforme o prazo da aplicaçao.
Conceito:
As aplicaçoes financeiras pos-fixadas nao tem uma taxa de juros definida no momento da aplicaçao. O
rendimento depende de um indexador, como a taxa SELIC ou o CDI . Isso faz com que a contabilizaçao dos
rendimentos seja feita apenas a medida que esses juros se tornem conhecidos, diferentemente dos pre -fixados,
onde ja se sabe o valor dos rendimentos no início.
Detalhamento Técnico:
Nas aplicaçoes pos-fixadas, a contabilidade nao permite rendimentos no início da aplicaçao, uma vez que o valor
dos juros e incerto. Em cada período (normalmente mensal), os rendimentos sao ajustados de acordo com a
variaçao do indexador.
• A empresa KLS faz uma aplicaçao de R$ 10.000,00 atrelada ao CDI, por 5 meses.
Suponha que, ao final do primeiro mes, o CDI fosse de 0,8%. A aplicaçao rendeu R$ 80,00 (R$ 10.000,00 × 0,8%).
Esse procedimento sera repetido mensalmente, de acordo com a variaçao do CDI, ate o resgate da aplicaçao.
Suponha que os rendimentos totais ao final do período sejam de R$ 450,00. O saldo final da aplicaçao sera de R$
10.450,00.
Tratamento Fiscal:
A tributaçao segue a tabela regressiva do imposto de renda para aplicaçoes financeiras. No resgate, incide IR
sobre os rendimentos, conforme o tempo da aplicaçao:
Detalhamento:
O CPC 08 trata especificamente da apropriaçao de encargos financeiros a apropriar , que sao custos
adicionais, alem dos juros, associados a emprestimos e financiamentos. Isso inclui comissões, prêmios, taxas
de corretagem, custos de captação e outros encargos financeiros que ocorrem no momento da contrataçao da
dívida.
Tratamento Contábil:
Esses encargos sao registrados inicialmente como redutores do valor captado, ou seja, sao subtraídos do valor
nominal da dívida, e esperados ao longo do período do emprestimo.
Exemplo Prático:
Contabilização Inicial:
Os R$ 5.000,00 de encargos serao protegidos ao longo do tempo, de acordo com o prazo do emprestimo. Supondo
que o emprestimo seja de 5 meses:
O CPC 48 dinamica uma abordagem mais complexa para a classificação e mensuração dos investimentos
financeiros . As empresas agora devem avaliar tanto o modelo de negócios quanto as características dos
fluxos de caixa contratuais para determinar a classificaçao de um ativo financeiro.
atuais** (exclusivamente pagamento de principal e juros) sao mensurados ao custo amortizado . Exemplo:
títulos de dívida.
Quando a gestao da empresa envolve tanto a captaçao de fluxos de caixa quanto a venda de ativos, estes sao
classificados como VJORA . Exemplo: investimentos que podem ser vendidos antes do vencimento.
Mensuração ao Valor Justo por Meio do Resultado (VJPR):
Ativos adquiridos com fins especulativos ou cujos fluxos de caixa nao sao limitados a principal e juros, como
açoes, sao mensurados a valor justo por meio do resultado . Exemplo: açoes negociadas em bolsa.
Exemplos:
1. Títulos de dívida de longo prazo: mensurados ao custo amortizado , caso a empresa os mantenha
atualizados ate o vencimento.
Arrendamentos
1. Definições Fundamentais
• Ativo Subjacente: O bem que esta sendo arrendado, como imoveis, maquinas, veículos, etc.
• Valor Justo: O preço que o ativo poderia ser vendido no mercado, levando em consideraçao sua
condiçao e demanda.
2. Tipos de Arrendamentos
• Arrendamento Financeiro:
• Arrendamento Operacional:
3. Princípios Contábeis
• Passivo de Arrendamento:
o Reconhecido na mesma data do ativo, medido como o valor presente dos pagamentos futuros,
descontados a uma taxa de juros implícita ou, se nao disponível, a taxa incremental de
emprestimo do arrendatario.
o Depreciado ao longo do período do arrendamento ou da vida util do ativo, o que for menor.
• Passivo de Arrendamento:
• Condições do Arrendamento:
Reconhecimento Inicial:
Mensuração Subsequentemente:
o C – Caixa: $25.000.
• Condições do Arrendamento:
Reconhecimento:
o C – Caixa: $10.000.
5. Considerações
• A norma IFRS 16 exige que todos os arrendamentos sejam tratados de forma semelhante, melhorando
a transparencia financeira.
• A contabilizaçao correta dos arrendamentos impacta diretamente a avaliaçao da solvencia e liquidez
da empresa, bem como suas metricas financeiras.
Conciliação Contábil
Definição e Objetivos
• Conciliação Contábil: Processo de verificaçao e validaçao dos saldos contabeis, assegurando que
reflitam corretamente as transaçoes e a situaçao financeira da empresa.
• Objetivos:
1. Coleta de Dados:
2. Listagem de Lançamentos:
o Relacionar cada lançamento na conta a ser conciliada, incluindo datas, valores e descriçoes.
4. Identificação de Divergências:
o Exemplos de divergencias:
▪ Erros de calculo.
▪ Duplicidade de lançamentos.
5. Correções:
6. Validação Final:
o Revisar os saldos corrigidos para garantir que todos os erros foram resolvidos.
Conciliação Bancária
Definição e Objetivos
• Conciliação Bancária: Comparaçao entre o saldo das contas contabeis da empresa e o extrato
bancario, visando identificar e explicar as diferenças.
• Objetivos:
o Confirmar a precisao dos registros financeiros.
2. Comparação Inicial:
3. Identificação de Diferenças:
▪ Depositos pendentes (ex: valores que levam alguns dias para serem creditados).
5. Ajustes Necessários:
6. Validação Final:
Exemplos Práticos
• Despesas Bancárias: Um banco cobra uma tarifa de R$ 50,00 no extrato, mas a empresa nao registrou
essa despesa em sua contabilidade. A conciliaçao identificara essa diferença, permitindo que a empresa
lance a despesa.
• Cheques Não Compensados: Se a empresa emitiu um cheque de R$ 200,00 para um fornecedor que
ainda nao foi apresentado ao banco, essa diferença deve ser registrada na conciliaçao, e o cheque deve
permanecer na contabilidade ate sua compensaçao.
Importância da Conciliação
• Controle Financeiro: A conciliaçao regular ajuda a manter um controle financeiro eficaz, evitando
surpresas financeiras e facilitando a tomada de decisoes.
Definição e Importância: O patrimonio líquido (PL) e a parte residual dos ativos de uma entidade apos a
deduçao de todos os passivos. Ele e crucial para entender a solvencia e a viabilidade financeira de uma empresa,
refletindo o valor que realmente pertence aos acionistas.
Base Legal: A composiçao e apresentaçao do PL sao regulamentadas pela Lei 6.404/76, que estabelece normas
contabeis e requisitos de transparencia para as companhias.
Estrutura do Patrimônio Líquido: Conforme a Lei 11.638/07 e 11.941/09, o patrimonio líquido e dividido nas
seguintes contas:
1. Capital Social:
o Classificação:
▪ Capital Social Integralizado: Parte do capital que ja foi totalmente realizada pelos
socios.
▪ Capital Social a Realizar: Parte subscrita, mas ainda nao integralizada, que
representa uma promessa de aporte.
o Exemplo de Lançamentos:
▪ Constituição da Sociedade:
▪ D – Caixa 100.000
▪ Aporte Parcial:
▪ D – Caixa 50.000
2. Reservas de Capital:
o Conceito: Valores que nao transitam pelo resultado da empresa e nao sao considerados
receitas.
o Classificação: Incluem:
▪ Contribuições acima do valor nominal: Quando o socio paga mais do que o valor
nominal da açao.
▪ Bônus de subscrição: Títulos que permitem aos acionistas subscrever novas açoes.
4. Reservas de Lucros:
o Conceito: Lucros acumulados ao longo do tempo que podem ser retidos para reinvestimento
ou distribuídos aos acionistas como dividendos.
5. Ações em Tesouraria:
o Definição: Açoes adquiridas pela propria empresa, que sao mantidas em seu patrimonio
líquido e representam uma diminuiçao do capital proprio. Elas podem ser reemitidas ou
canceladas.
6. Prejuízos Acumulados:
o Definição: Perdas que nao foram compensadas por lucros anteriores. Esses prejuízos
impactam negativamente o patrimonio líquido e a capacidade de distribuiçao de dividendos.
Requisitos para Constituição da Companhia: Segundo a Lei 6.404/76, a constituiçao de uma companhia
envolve:
1. Subscrição: Necessaria a subscriçao de todas as açoes por pelo menos duas pessoas.
2. Realização Mínima: A entrada mínima de 10% do valor das açoes deve ser feita em dinheiro.
3. Depósito Bancário: O capital realizado em dinheiro deve ser depositado em banco autorizado.
Gastos na Emissão de Ações: Os custos relacionados a emissao de açoes, como honorarios e prospectos, nao
sao mais considerados despesas do exercício, mas sim reduzem o valor obtido do capital social ou sao alocados
na reserva de capital.
Utilização das Reservas de Capital: As reservas de capital tem usos restritos, conforme a Lei 6.404/76:
Definição de Ágio
• Ágio: Diferença entre o valor nominal de uma açao e o valor pago pelo subscritor. O agio e a quantia
paga a mais pelo acionista ao adquirir açoes.
• O capital social e o valor total que a empresa tem dividido em açoes, definido pelo estatuto social.
• Valor Nominal: Cada açao possui um valor pre-definido (valor nominal) que e a parte do capital social
correspondente a ela. Açoes podem ser emitidas sem valor nominal, mas com um valor de referencia.
Cálculo do Ágio
• Se o valor nominal de uma açao e R$ 10, e o acionista paga R$ 12, o agio e R$ 2. Este valor de agio e
registrado em uma conta de reserva de capital.
Partes Beneficiárias
• Partes Beneficiárias: Títulos criados pela companhia que conferem direito a participaçao nos lucros,
mas nao sao parte do capital social.
Bônus de Subscrição
• Bônus de Subscrição: Títulos que permitem aos seus detentores subscrever novas açoes da empresa.
o Emissão: Pode ser feita sem o direito de preferencia dos acionistas antigos, em certas
condiçoes.
Doações e Subvenções
• Doações Governamentais: Antes eram tratadas como reservas de capital, mas agora sao consideradas
receitas que transitam pelo resultado, podendo ser registradas em reservas de lucros posteriormente.
o Prêmio: Se as debentures sao emitidas por um valor superior ao seu nominal, o valor extra e
considerado um premio.
o Contabilização: Antes, era tratado como reserva de capital; agora, e apropriado ao resultado
como receita.
Implicações Fiscais
• A empresa pode optar por constituir uma reserva específica de premio de debentures para evitar a
tributaçao pelo Imposto de Renda. Caso contrario, o premio sera tributado.
Contabilização
• Resgate: O resgate das partes beneficiarias e contabilizado como uma saída de caixa e reduçao da
reserva de capital.
1. Definição e Contexto
• Transição de Reserva de Reavaliação: Antes das alteraçoes na Lei das S.A, existia a conta "reserva de
reavaliaçao", que foi substituída pelo "ajuste de avaliaçao patrimonial". Essa mudança nao e apenas
semantica, pois introduz diferenças significativas na contabilidade.
o A reavaliaçao se aplicava somente a bens tangíveis do ativo permanente e tinha como objetivo
aumentar esses valores.
o O ajuste de avaliaçao patrimonial pode tanto aumentar quanto reduzir os valores de ativos e
passivos, refletindo uma avaliaçao a valor justo.
2. Regulamentação
• Artigo 183, § 3º: Estabelece que os ajustes de avaliaçao patrimonial sao contrapartidas de aumentos
ou diminuiçoes de valor atribuídos a elementos do ativo e passivo, nao computados no resultado do
exercício conforme o regime de competencia. Essa avaliaçao pode ser necessaria por normas da
Comissao de Valores Mobiliarios (CVM).
Ações em Tesouraria
1. Conceito
• Definição: Açoes em tesouraria sao açoes adquiridas pela propria empresa. Elas sao consideradas
como uma transaçao de capital entre a empresa e seus socios e sao redutoras do patrimonio líquido.
2. Legislação Pertinente
• Artigo 30 da Lei 6.404/76: Proíbe que a companhia negocie suas proprias açoes, exceto em casos
específicos como resgates e reembolsos. A compra de açoes para manter em tesouraria deve respeitar
certas condiçoes, como nao causar diminuiçao do capital social.
3. Transações Permitidas
• Aquisição de Ações: E permitida a aquisiçao ate o limite do saldo de lucros ou reservas (exceto a legal),
desde que nao resulte em diminuiçao do capital social.
• Alienação: A alienaçao das açoes adquiridas gera contabilidade específica. Se houver ganho, ele e
registrado como reserva de capital. Se houver perda, esta e descontada da reserva que originou a
compra.
4. Implicações da Aquisição
• Custos de Transação: Os custos incorridos na aquisiçao de açoes em tesouraria sao tratados como
parte do custo de aquisiçao, afetando o patrimonio líquido, mas nao o resultado da empresa.
• Direitos das Ações em Tesouraria: Enquanto mantidas em tesouraria, as açoes nao conferem direitos
a dividendos ou voto.
5. Contabilidade
Reservas de Lucros
Definição e Objetivo
Reservas de lucros sao parcelas dos lucros nao distribuídos aos acionistas, mantidas pela empresa para
reinvestimento ou proteçao do capital social. Elas tem o proposito de preservar o Patrimonio Líquido e
possibilitar investimentos futuros ou garantir a estabilidade financeira da empresa.
Base Legal
A formaçao de reservas de lucros e regulamentada pela Lei das Sociedades por Açoes (Lei 6.404/76), conforme
o Art. 182, §4º, que classifica como reservas as contas constituídas pela apropriaçao dos lucros.
1. Fechamento do Exercício: Ao fim do exercício, receitas e despesas sao zeradas, resultando em lucro
ou prejuízo que e transferido para o Patrimonio Líquido (PL).
2. Destinações Possíveis:
o Distribuição aos acionistas.
• A conta de "lucros ou prejuízos acumulados" foi renomeada para "prejuízos acumulados", obrigando
uma destinaçao para lucros apurados.
1. Reserva Legal:
o Base de Cálculo: 5% do lucro líquido do exercício, ate um limite de 20% do capital social
(Art. 193).
o Limite Opcional: A reserva legal pode ser suspensa quando, somada as reservas de capital,
ultrapassar 30% do capital social.
2. Reservas Estatutárias:
o Objetivo: Proteger o capital social contra perdas futuras estimaveis, por exemplo, por
desastres naturais.
o Constituição: Pode ser proposta pela administraçao e aprovada em assembleia (Art. 195).
o Tratamento Contábil: Parte do lucro líquido pode ser destinada a reserva, que pode ser
excluída da base de calculo de dividendos (Art. 195-A).
o Objetivo: Impedir a distribuiçao de dividendos sobre lucros que ainda nao foram realizados
em caixa.
o Utilização: Pode ser usada apenas para pagamento de dividendos ou absorçao de prejuízos.
o Contexto: Se a empresa nao puder pagar dividendos por questoes financeiras, o lucro nao
distribuído e registrado como reserva especial (Art. 202, §4º e §5º).
o Condição: Esses lucros devem ser pagos assim que a situaçao financeira permitir.
• O total das reservas, exceto para contingencias, incentivos fiscais e lucros a realizar, nao deve exceder
o capital social (Art. 199). Quando esse limite e alcançado, a assembleia deve deliberar sobre a
aplicaçao do excesso em integralizaçao, aumento de capital ou distribuiçao de dividendos.
Condições para Constituição de Reservas
• As reservas estatutárias devem ser claramente definidas no estatuto e ter criterios específicos para
sua constituiçao.
Distinções Importantes
• Reserva para Contingências: Destinada a perdas futuras, nao impacta o resultado, e uma conta do PL.
Exemplo Prático
Suponha que uma empresa tenha um lucro total de R$ 300.000, sendo R$ 100.000 de vendas a curto prazo
(recebimento em 2016) e R$ 200.000 de vendas a longo prazo (recebimento em 2017). Com dividendos
obrigatorios de R$ 150.000 a pagar, a empresa poderia constituir uma reserva de lucros a realizar de R$ 50.000
para cobrir a diferença de recursos.
Conceito
A Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures surge quando o preço de emissao das debentures e superior
ao seu valor nominal. Essa diferença e registrada como uma reserva de capital e reflete a atratividade do título
devido a características como taxas de juros, garantias e outras vantagens oferecidas aos investidores.
Exemplo Prático
1. Emissão: Uma empresa emite 10.000 debentures com valor nominal de R$ 1,00 cada, totalizando R$
10.000,00. No entanto, os investidores pagam R$ 1,50 por debenture, arrecadando R$ 15.000,00.
2. Lançamentos Contábeis:
3. Resgate: O resgate das debentures esta programado para 10 anos. Para contabilizar o premio recebido
anualmente, considerando juros simples para simplificaçao:
o Lançamento Anual:
Observações
• O metodo correto a ser utilizado e o método exponencial (juros compostos), pois reflete melhor a
realidade financeira.
• A redução da despesa financeira e essencial, pois o premio diminui o custo associado a emissao da
debenture.
• A constituiçao de uma reserva específica de premios pode evitar a tributaçao pelo Imposto de Renda
(IR) segundo a Lei 11.941/09, mas isso e opcional.
Reserva de Retenção de Lucros
Finalidade
A Reserva de Retenção de Lucros visa financiar projetos de investimento. Essa reserva nao deve afetar os
dividendos obrigatorios a serem pagos aos acionistas.
Requisitos
1. Orçamento de Capital: A empresa deve elaborar um orçamento de capital que detalhe todas as fontes
e aplicaçoes de capital. Esse orçamento deve ser aprovado pela Assembleia de acionistas.
2. Prazo: O orçamento pode ter um prazo de ate cinco anos, com possibilidade de extensao em caso de
execuçao de projetos de investimento de longo prazo.
Retenção de Lucros
Apos as reformas contabeis, a retençao injustificada de lucros nao e mais permitida. Portanto, a conta de lucros
acumulados deve ser eliminada do Balanço Patrimonial ao final do exercício.
Uso Temporário
A conta de lucros acumulados pode ser utilizada temporariamente antes do fechamento do balanço, permitindo
a distribuiçao de lucros para diferentes finalidades, como reservas e dividendos.
Absorção de Prejuízos
1. Lucros acumulados
2. Reservas de lucros
3. Reserva legal
Dividendos Obrigatórios
Definição
Os dividendos sao a forma de remuneraçao dos acionistas. O estatuto social da empresa determina a
porcentagem dos lucros que deve ser distribuída.
Distribuição
• Estatuto Social: Se o estatuto nao especificar um percentual, aplica-se a regra do art. 202, que
estabelece que os dividendos obrigatorios correspondem a 50% do lucro líquido ajustado.
1. Dividendos Obrigatórios:
o Lançamento:
2. Dividendos Adicionais:
o Declarados Após o Período Contábil: Nao sao contabilizados, apenas mencionados em Nota
Explicativa.
Quando um socio fornece um adiantamento para aumento de capital, essa quantia e classificada como passivo
exigível. Contudo, se nao houver expectativa de restituiçao, pode ser reclassificada como Patrimônio Líquido.
Notas Explicativas
As notas explicativas sao uma parte crucial das demonstraçoes financeiras e devem incluir:
• Divulgaçao de informaçoes relevantes que nao estao apresentadas em outras partes das
demonstraçoes.
Lei 11.638/2007
• Introduçao da demonstraçao de fluxos de caixa para todas as companhias com patrimonio líquido
superior a R$ 2 milhoes.
Lei 11.941/2009
• Introduçao de novos conceitos contabeis e praticas para sociedades de grande porte, promovendo uma
maior transparencia nas demonstraçoes financeiras.
1. Conceito
2. Características
• Lucro e Prejuízo:
3. Regime de Competência
4. Objetivo da DRE
5. Estrutura da DRE
6. Exemplo Prático
7. Transferência do Lucro para Patrimônio Líquido
• Lançamento Contábil:
• Efeito: As contas da DRE sao zeradas, e o lucro e transferido para o patrimonio líquido.
8. Legislação e Normas
▪ Receita bruta.
▪ Lucro bruto.
▪ Despesas operacionais.
• Receitas:
• Despesas:
• Redução de Passivo:
• Tomada de Decisão: Fornece informaçoes essenciais para investidores, credores e gestores sobre a
lucratividade e saude financeira da empresa.
• Índices Financeiros:
o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE): Lucro líquido dividido pelo patrimonio líquido
total.
• Tendências: A analise de DRE ao longo de períodos ajuda a identificar tendencias de receita, despesa
e lucro.
Definição de Despesas
1. Conceito:
o Despesas sao movimentos financeiros que reduzem o ativo ou aumentam o passivo, levando
a diminuiçao do patrimonio líquido.
▪ Quando a empresa assume obrigaçoes tributarias (como ICMS), isso aumenta seus
passivos e diminui o patrimonio líquido.
o Contabilização:
▪ No pagamento:
1. Conceito e Legislação
o Receita Bruta: Total das vendas antes de quaisquer deduçoes, incluindo impostos.
o Regulamentação:
▪ Lei 6.404/76: Define como a receita bruta deve ser apresentada e registrada.
o CPC 47: Especifica que a receita deve refletir a contraprestaçao esperada em troca de bens
ou serviços.
o Reconhecimento:
▪ A receita deve ser reconhecida no momento da entrega dos bens ou prestaçao dos
serviços.
o Devolução de Vendas:
▪ A concessao e feita apos a emissao da nota fiscal, nao afetando a base de calculo de
impostos.
o Descontos Incondicionais:
o Descontos Condicionais:
o Principais Tributos:
o IPI:
▪ Nao e considerado deduçao da receita bruta; e tratado como imposto "por fora".
▪ CPC 12: A receita e reconhecida pelo valor presente, mas o ajuste nao e uma despesa
inicial.
o Exemplos de deduçoes:
o Componentes do Custo:
▪ Impostos Não Recuperáveis: ICMS e outros tributos que nao podem ser
recuperados.
o Exemplo:
o Cálculo Detalhado:
Despesas Operacionais
Custos que a empresa incorre para gerar receita e operar de maneira eficiente, divididos entre vendas,
administraçao e outros custos relacionados.
• Lei 6.404/76:
o A lei determina que as empresas devem apresentar suas despesas operacionais na DRE, sem
distinçao explícita entre operacionais e nao operacionais.
• Normas Contábeis: As praticas contabeis devem seguir as normas da Comissao de Valores Mobiliarios
(CVM) e as diretrizes do Comite de Pronunciamentos Contabeis (CPC).
o Exemplos Adicionais:
o Exemplos Adicionais:
o Exemplos Adicionais:
o Exemplos Adicionais:
• Forma de Apresentação:
• Impacto no Resultado: Como cada categoria de despesa afeta o lucro líquido da empresa.
• Definição: Ganhos e perdas que nao estao relacionados as operaçoes principais da empresa.
• Exemplos Detalhados:
• Tratamento Contábil: Como classificar esses itens na DRE e seu impacto fiscal.
o Definição: Tributo sobre o lucro das empresas, com alíquota de 9% (15% para instituiçoes
financeiras).
o Base de Cálculo: Lucro ajustado, considerando compensaçoes de base negativa ate 30%.
o Regimes de Apuração:
▪ Lucro Real: Lucro líquido ajustado, incluindo adiçoes e exclusoes. A base de calculo
e ajustada por elementos como receitas nao tributaveis e multas.
Prejuízo Acumulado
Definição: Prejuízo contabilizado que pode ser utilizado para reduzir a base de calculo do IR.
Exemplo:
Participações Estatutárias
Definição e Regulamentação
• Artigo 190: Define a ordem das participaçoes (debenturistas, empregados, administradores, partes
beneficiarias).
1. Resultado após o Imposto de Renda (IR): A participaçao e calculada sobre o lucro remanescente.
2. Participações a Deduzir:
o Debenturistas
o Empregados
o Administradores
o Partes beneficiarias
• Limitações:
o A conta de lucros acumulados nao pode ser utilizada para retençao injustificada de lucros.
1. Introdução
o Dividido em:
3. Estrutura da DRE
o Custos de financiamento
o Lucro bruto
o Despesas operacionais
• Diferenciação na Apresentação:
o A Lei 6.404/76 começa pela receita bruta; o CPC 26 usa a receita líquida.
6. Principais Diferenças
o A Lei 6.404/76 requer a apresentaçao da receita bruta, enquanto o CPC 26 começa com a
receita líquida.
• Resultado Financeiro:
• Componente da Entidade:
o Refere-se a uma linha de negocio ou area geografica que foi alienada ou esta classificada como
mantida para venda.
• Objetivo:
2. Exemplos Práticos
o A venda de uma unidade de produçao nao e uma pratica recorrente; o impacto financeiro e
significativo, mas nao e representativo das operaçoes normais.
• Vendas Esporádicas:
o Eventos como a venda de uma subsidiaria ou unidade de negocios que nao fazem parte da
operaçao regular da empresa.
o Plano Coordenado: Parte de um plano para vender uma area de operaçoes significativa.
o Nao sao consideradas descontinuadas se a empresa tem a intençao de substituir o ativo (ex:
venda de um caminhao com intençao de compra de outro).
o Itens extraordinarios nao devem ser considerados; a classificaçao deve focar na continuidade
ou descontinuidade da operaçao.
5. Requisitos de Divulgação
6. Materialidade
• Conceito:
o Uma informaçao e considerada material se a sua omissao ou distorçao pode afetar as decisoes
dos usuarios dos relatorios financeiros.
• Relevância:
• Método da Função:
o Classificaçao por funçao (custo dos produtos vendidos, despesas administrativas, etc.).
o Permite uma analise mais relevante, mas pode envolver complexidade nas alocaçoes de
despesas.
• Método da Natureza:
o Agrupa as despesas de acordo com sua natureza (ex: depreciaçoes, custos com materiais).
o Facilita a apresentaçao, mas pode ser menos informativo sobre a eficiencia operacional.
• Baixas e Reestruturações:
o Exemplo: Quando uma empresa encerra uma unidade que nao esta mais alinhada com sua
estrategia de negocios.
• Vendas de Unidades:
o Exemplo: Venda de uma divisao que representa uma parte significativa da receita ou ativos.
• Transparência Financeira:
• Facilidade de Análise:
o A apresentaçao estruturada das operaçoes descontinuadas e das despesas auxilia na analise
de desempenho e na tomada de decisoes.
• CPC 26:
o Fornece diretrizes adicionais sobre como os resultados devem ser apresentados nas
demonstraçoes contabeis.
Princípios de Contabilidade
1. Princípio da Entidade
2. Princípio da Continuidade
3. Princípio da Oportunidade
o Os ativos e passivos devem ser registrados pelo seu custo de aquisiçao, considerando o valor
original das transaçoes.
5. Princípio da Competência
o As receitas e despesas devem ser reconhecidas no período em que ocorrem, permitindo uma
melhor correspondencia entre receitas e despesas.
6. Princípio da Prudência
1. Definição
2. Objetivo Central
• Criar um relatório financeiro para fins gerais, que forneça informaçoes uteis para a tomada de
decisoes por investidores, credores e outros stakeholders.
• Facilitar a Compreensão:
4. Histórico
o Desde 2008, o Comite de Pronunciamentos Contabeis (CPC) adota a Estrutura do IASB para
desenvolver seus Pronunciamentos Tecnicos.
• Revisões:
5. Reconhecimento e Desreconhecimento
6. Mensuração
7. Apresentação e Divulgação
• Objetivo Principal:
• Utilidade e Limitações:
7. Necessidade de Informação
8. Diversidade de Usuários
• Principais Usuários:
o Investidores e credores sao os principais destinatarios dos relatorios financeiros para fins
gerais.
o Reguladores e membros do publico podem achar os relatorios uteis, embora nao sejam o foco
principal.
9. Estimativas e Julgamentos
o Posição Financeira:
1. Regime de Competência
• Importância:
• Fluxos de Caixa:
• Mudanças de Recursos:
o Mudanças podem ocorrer nao apenas por desempenho financeiro, mas tambem por
capitalizaçoes ou emissao de açoes.
3. Características Qualitativas das Informações Financeiras
1. Características Fundamentais
• Relevância
o Aspectos:
• Representação Fidedigna
o Atributos:
2. Características de Melhoria
• Comparabilidade
• Capacidade de Verificação
o Formas de Verificação:
• Tempestividade
o Definição: As informaçoes devem estar disponíveis em tempo util para que possam
influenciar decisoes.
o Considerações: Quanto mais antiga a informaçao, menos util ela tende a ser; no entanto,
algumas informaçoes podem manter sua relevancia por períodos mais longos.
• Compreensibilidade
o Desafios: Informaçoes sobre fenomenos complexos podem exigir consultas externas para
uma interpretaçao correta, mas a inclusao de tais informaçoes e crucial para evitar distorçoes.
Restrição de Custo na Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro Útil
• Importância do Custo:
• Informações Fornecidas:
3. Informações Prospectivas
o Informaçoes sobre transaçoes futuras podem ser incluídas se referirem a ativos, passivos ou
patrimonio da entidade.
• Limitação:
4. Eventos Subsequentes
• Continuidade Presumida:
o Caso contrario, as demonstraçoes devem ser elaboradas com base em criterios diferentes.
• Definição:
o Entidade responsavel pela elaboraçao das demonstraçoes contabeis, podendo ser uma unica
entidade ou um conjunto de entidades.
1. Conceito Geral
• Avaliação de Fluxos de Caixa: Permitem avaliar os futuros fluxos de entrada de caixa da controladora,
incluindo recebimentos de suas controladas.
• Informação Unificada: Fornecem uma visao holística da situaçao financeira da entidade como um
todo.
• Objetivo das Consolidadas: Nao fornecem informaçoes separadas de controladas; e voltada para a
visao total da entidade.
• Objetivo das Não Consolidadas: Fornecem informaçoes sobre a controladora apenas, uteis para
investidores e credores.
• Limitação: As informaçoes nao sao suficientes para atender completamente as necessidades dos
investidores e credores.
6. Elaboração das Demonstrações
• Ativos: Recursos economicos controlados pela entidade, com potencial de gerar benefícios futuros.
• Patrimônio Líquido: Diferença entre ativos e passivos, representando o capital proprio da entidade.
Bases de Mensuração
1. Custo Histórico:
o Definição:
o Características:
▪ Nao reflete mudanças nos valores, exceto em casos de reduçao ao valor recuperavel.
o Uso Comum:
2. Valor Atual:
o Definição:
o Características:
o Subcategorias:
▪ Valor Justo:
▪ Preço que seria recebido pela venda de ativo ou pago pela transferencia de
passivo em transaçao ordenada.
▪ Valor em Uso:
▪ Valor presente dos fluxos de caixa que a entidade espera obter do uso do
ativo.
▪ Valor de Cumprimento:
▪ Valor presente do caixa ou recursos que a entidade espera transferir para
cumprir a obrigaçao.
3. Custo Corrente:
o Definição:
o Características:
• Definição:
o O valor contabil total do patrimonio líquido e a diferença entre o total dos ativos reconhecidos
e o total dos passivos reconhecidos.
• Considerações:
o O valor contabil total nao corresponde ao valor de mercado total dos direitos sobre o
patrimonio.
APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
1. Comunicação de Informações
o Ativos
o Passivos
o Patrimônio Líquido
o Receitas
o Despesas
• Importância da Comunicação:
2. Classificação
• Definição: Organizaçao de itens contabeis com base em características comuns para divulgaçao.
• Critérios de Classificação:
o Natureza do item.
o Forma de mensuraçao.
3. Compensação
• Definição: Agrupamento de ativo e passivo em um unico valor líquido.
o Inclui receitas ou despesas de mudanças no valor corrente de ativos ou passivos, quando mais
relevante.
5. Agregação
• Definição: Soma de ativos, passivos, patrimonio líquido, receitas ou despesas com características
compartilhadas.
• Vantagens:
• Desvantagens:
1. Conceitos de Capital
• Conceito Financeiro:
• Conceito Físico:
3. Manutenção de Capital
• Definições:
• Lucro:
Conceito Geral
• Definição: Ativos nao podem ser registrados na contabilidade por valores superiores aos benefícios
economicos esperados (venda ou uso).
Legislação
• Lei 11.638/2007:
• Garantir que ativos estejam contabilizados por valores que nao excedam seus valores de recuperaçao.
Abrangência do CPC 01
Definições Importantes
• Valor Recuperável: Maior valor entre o valor justo líquido de venda e o valor em uso.
• Valor em Uso: Valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados de um ativo.
• Valor Justo: Preço que seria recebido pela venda de um ativo em uma transaçao nao forçada.
o Valor de aquisiçao
▪ Valor pelo qual o ativo pode ser vendido, descontando despesas de venda.
o Valor em Uso:
▪ Formula:
3. Comparação:
Procedimentos de Ajuste
• Reconhecimento de Perda: Ajuste necessario quando o valor contabil excede o valor recuperavel.
• Reversão de Ajuste: Procedimentos para reverter perdas quando houver recuperaçao do valor.
1. Avaliação Periódica
• Goodwill: Deve ser avaliado anualmente ou sempre que houver indícios de desvalorizaçao.
3. Reversão de Perdas
• Limite de Reversão: O valor revertido nao pode exceder o valor contabil do ativo antes do
reconhecimento da perda.
4. Identificação de Desvalorização
• Condição de Desvalorização: A desvalorizaçao ocorre quando o valor contabil do ativo excede seu
valor recuperavel.
• Fatores Indicadores:
o A entidade deve considerar indicadores externos e internos.
5. Indicadores Externos
• Valor do Ativo: Diminuiçao significativa do valor do ativo alem do esperado devido ao uso normal.
• Mudanças Adversas: Alteraçoes no ambiente de mercado, tecnologico ou legal que afetam a entidade.
• Taxas de Juros: Aumento das taxas de juros que pode diminuir o valor recuperavel.
• Valor de Mercado: Valor contabil do patrimonio líquido maior que o valor de mercado das açoes da
entidade.
6. Indicadores Internos
7. Procedimentos de Avaliação
• Estimativa Formal: Se ha indícios de desvalorizaçao, uma estimativa formal do valor recuperavel deve
ser realizada.
• Condições de Continuidade: Se mantida certeza razoavel de que o valor recuperavel e maior que o
valor contabil, nao ha necessidade de nova avaliaçao.
8. Revisão de Assumptions
• Revisão Necessária: A indicaçao de desvalorizaçao pode requerer revisao da vida util remanescente,
metodos de depreciaçao, amortizaçao e valor residual, mesmo se nao for necessario reconhecer uma
desvalorizaçao.
o Valor Líquido de Despesas de Venda: Valor que se espera receber na venda do ativo,
deduzidas despesas.
o Valor de Uso: Valor presente dos fluxos de caixa futuros que o ativo pode gerar.
2. Condição de Avaliação
• Se qualquer um dos valores (valor líquido de despesas de venda ou valor de uso) exceder o valor
contabil do ativo, nao ha desvalorizaçao.
• Apenas calcular o valor de uso se o valor líquido de despesas de venda for menor que o valor contabil.
3. Exemplificação
• Exemplo:
o Resultado: Nao e necessario calcular o valor em uso, pois o valor líquido ja supera o valor
contabil.
o Tributos.
• Exclusões:
• Passos:
• Critérios:
o Período maximo de 5 anos para previsoes (exceto justificativas para períodos mais longos).
7. Projeções
• Contabilidade:
• Se o valor recuperavel for inferior ao valor contabil, o ativo deve ser reduzido ao valor recuperavel.
• Tratamento:
• Critérios:
• Exemplo de Unidade Geradora: Grupo de ativos que gera entradas de caixa independentemente.
• Cálculo do Valor Contábil: Inclui apenas ativos que geram entradas de caixa.
• Passivos devem ser considerados se necessarios para a comparaçao entre valor contabil e valor
recuperavel.
• Cada ativo deve ser tratado conforme suas características e condiçoes economicas.
1. Avaliação da Reversão
• Periodicidade: A entidade deve avaliar ao final de cada período de reporte se a perda por
desvalorizaçao reconhecida anteriormente para um ativo (exceto goodwill) pode ter diminuído ou
deixado de existir.
• Estimativa do Valor Recuperável: Se houver indicaçao de reversao, a entidade deve estimar o valor
recuperavel do ativo.
2. Indicações de Reversão
o Queda nas taxas de juros de mercado, o que pode impactar a taxa de desconto e aumentar o
valor recuperavel do ativo.
• Desempenho Econômico:
o Evidencias de relatorios internos que indicam que o desempenho do ativo e ou sera melhor
que o esperado.
3. Ajustes Necessários
• Revisão de Estimativas:
o Se a perda por desvalorizaçao pode ter diminuído, pode ser necessario revisar a vida util
remanescente, metodo de depreciaçao ou amortizaçao do ativo.
o A reversao nao pode elevar o valor contabil do ativo acima de seu valor original.
5. Reconhecimento da Reversão
• Registro no Resultado:
o A reversao deve ser reconhecida como receita no resultado ou como reversao da reserva de
reavaliaçao se o ativo foi reavaliado.
• Ajuste na Depreciação:
Divulgações Necessárias
o Montante das perdas por desvalorizaçao de ativos reavaliados e suas reversoes, reconhecidas
em outros resultados abrangentes durante o período.
Ativo intangível
• Legalmente regulado pela Lei 6.404/76 (com alteraçoes pela Lei 11.638/2007).
• Goodwill:
3. Objetivo do CPC 04
• Definir o tratamento contabil de ativos intangíveis nao cobertos por outros pronunciamentos.
• Estabelecer criterios para o reconhecimento de ativos intangíveis.
4. Alcance do Pronunciamento
• Aplica-se a contabilizaçao de ativos intangíveis, exceto em casos cobertos por outros pronunciamentos.
• Exclusões:
• Para ativos nao cobertos por normas específicas, aplica-se o CPC 04.
6. Avaliação Inicial
• Inclui preço de compra e custos diretamente atribuíveis (taxas legais, testes, instalaçao).
1. Modelo do Custo: ativo mantido ao custo menos amortizaçao e perdas por desvalorizaçao
acumuladas.
2. Modelo da Reavaliação: ativo e avaliado pelo valor justo, menos amortizaçao e perdas
acumuladas (aplicavel somente quando o valor justo pode ser determinado).
o Nao e amortizado, mas deve ser testado anualmente para verificar perda por desvalorizaçao.
9. Amortização
• Teste de impairment deve ser realizado sempre que houver indicaçao de que o ativo intangível sofreu
perda de valor.
• Para ativos intangíveis com vida util indefinida ou ainda nao disponíveis para uso, o teste deve ser feito
anualmente.
1. Vendido ou alienado.
12. Divulgação
• Para ativos com vida util indefinida, a justificativa dessa indefiniçao deve ser claramente divulgada.
• Pesquisas: gastos com pesquisa nao podem ser reconhecidos como ativos intangíveis.
• Desenvolvimento: pode ser reconhecido como intangível se atender aos seguintes criterios:
• Se um ativo contem elementos tangíveis e intangíveis, deve-se avaliar qual componente e mais
significativo para definir a classificaçao.
• Exemplo:
• Definição: Alocaçao sistematica do valor amortizavel de um ativo intangível ao longo de sua vida util.
• Contabilização:
o Lançamento:
Ativo
• Definição: Recurso economico presente controlado pela entidade, resultante de eventos passados.
Valor Contábil
• Definição: Valor pelo qual um ativo e reconhecido no balanço patrimonial apos deduçoes.
• Cálculo:
▪ Amortizaçao acumulada: R$ 10
Custo
• Definição: Montante pago em caixa ou equivalente, ou valor justo dado para adquirir um ativo.
• Formas de Custo:
Valor Amortizável
• Exemplo: Por exemplo, um ativo intangível com valor de R$ 1.000.000,00, amortizavel em 10 anos,
com valor residual de R$ 100.000,00.
Ativo Intangível
• Ativo Não Monetário: Nao e representado por dinheiro; inclui bens como estoque, imobilizado e
intangíveis.
Valor Residual
• Definição: Valor estimado que uma entidade obteria com a venda do ativo apos deduzir despesas
estimadas de venda.
• Condições: Considera a idade e as condiçoes esperadas para o fim da vida util do ativo.
• Critérios:
Goodwill
• Definição: Excesso de preço pago em uma compra sobre o valor de mercado dos ativos líquidos da
entidade.
• Exemplo:
• Itens que nao atendem aos criterios de ativo intangível devem ser reconhecidos como despesas no
momento da aquisiçao ou geraçao interna.
o A maioria dos gastos subsequentes visa manter os benefícios futuros e nao atende a definiçao
de intangível.
o Gastos com marcas, títulos, logomarcas, e listas de clientes sao reconhecidos como despesas
quando incorridos.
o Os benefícios futuros devem ser provaveis e os custos devem ser estimados com segurança.
Aquisição Separada de Intangíveis
• Expectativa de Benefícios:
• Custo do Intangível:
o Inclui:
▪ Preço de compra
▪ Impostos de importaçao
o Exclusões:
1. Reconhecimento de Custos
• Exemplo:
o Gastos para colocar um software em uso sao contabilizados como parte do custo do
intangível.
• Definição: Valor pago a mais na aquisiçao de uma empresa, alem do valor justo dos ativos líquidos.
• Classificação:
1. Mais Valia: Diferença entre o valor justo e o valor contabil dos ativos líquidos.
• Exemplo de Contabilização:
▪ Goodwill: R$ 2.000
Demonstrações Patrimoniais
• Balanço Consolidado:
o No balanço consolidado, a mais valia e eliminada contra os ativos e passivos que a originaram.
Teste de Recuperabilidade
• Conceito: Transaçoes onde um adquirente obtem controle de uma ou mais atividades empresariais.
• Valor Justo: O custo de um ativo intangível adquirido e o seu valor justo na data de aquisiçao.
• Critérios de Mensuração:
o Ativos Separáveis: Se um ativo intangível pode ser separado de outros bens, seu valor justo
pode ser mensurado com segurança.
o Exemplo de Separabilidade: Marca de agua mineral que pode ser vendida separadamente.
• Cenários de Mensuração:
o Sem Mercado Ativo: Baseia-se no que a entidade estaria disposta a pagar em uma negociaçao
informada.
4. Ativos em Conjunto
• Reconhecimento de Ativos: Ativos intangíveis que nao podem ser medidos separadamente devem ser
reconhecidos em conjunto.
• Exemplo: Título de revista que nao pode ser separado da base de dados de assinantes.
5. Goodwill
• Definição de Goodwill: Excesso de preço pago pela compra de um empreendimento sobre o valor de
mercado dos ativos líquidos.
o Não Reconhecido: Goodwill gerado internamente nao deve ser reconhecido como ativo.
• Desafios de Reconhecimento:
1. Fase de Pesquisa
• Atividades de Pesquisa:
o Obtençao de novo conhecimento.
2. Fase de Desenvolvimento
• Ativos Intangíveis Não Reconhecidos: Marcas, títulos de publicaçoes e listas de clientes gerados
internamente nao devem ser reconhecidos como ativos.
• Justificativa: Estes itens nao podem ser separados dos custos do desenvolvimento do negocio como
um todo.
1. Reconhecimento Inicial
o Cumprimento de Requisitos: Atender aos requisitos do item 57, que inclui viabilidade
tecnica, intençao de uso ou venda, capacidade de gerar benefícios, e disponibilidade de
recursos.
2. Componentes do Custo
o Materiais e Serviços:
o Benefícios a Empregados:
o Taxas de Registro:
3. Reconhecimento de Despesa
• Regra Geral:
• Exceções:
2. Em combinaçoes de negocios, se nao puderem ser identificados como ativos, sao incorporados ao
goodwill.
4. Exemplificação do Goodwill
• Definição: O goodwill representa a diferença entre o valor pago por uma empresa e o valor justo de
seus ativos líquidos identificaveis.
• Exemplo:
o Se uma empresa avaliada em $100.000 e adquirida por $120.000, o goodwill seria $20.000,
que inclui capital intelectual, marca, e clientela.
• Regra Importante:
o Gastos reconhecidos como despesa nao podem ser reclassificados como custo de ativo
intangível em períodos futuros.
• Mensuração Subsequente:
o Lei 6.404/76:
▪ Ativos intangíveis devem ser avaliados pelo custo, menos a amortizaçao acumulada.
▪ Requer analise periodica para registrar perdas de valor e revisar vida util.
7. Método de Custo
• Apresentação Contábil:
o O ativo deve ser apresentado ao custo, deduzido de amortizaçoes acumuladas e perdas por
desvalorizaçao.
8. Vida Útil
• Classificação:
o Definida: Tem um período previsível para a geraçao de benefícios e deve ser amortizada.
o Indefinida: Nao tem um período previsível; nao deve ser amortizada, mas precisa passar por
testes anuais de recuperabilidade.
• Amortização:
o O valor amortizavel deve ser apropriado sistematicamente ao longo da vida util.
• Vários Métodos:
• Critério de Seleção: O metodo deve refletir o padrao de consumo dos benefícios economicos
esperados e ser aplicado de maneira consistente.
• Tratamento Contábil:
o Nao deve ser amortizado, mas deve ser testado anualmente quanto a recuperabilidade.
o Mudanças na avaliaçao de vida util devem ser tratadas como mudanças de estimativa
contabil.
o Condições de Renovação: Autorizaçao renovavel a cada cinco anos com custo mínimo.
• Necessidade de Teste: Ativos com vida util indefinida devem passar por testes anuais, mesmo sem
indícios de perda.
• Critérios de Avaliação: Verificar se o valor contabil do ativo supera seu valor recuperavel.
• Definição: A amortizaçao e o processo contabil que aloca o custo de um ativo intangível ao longo de
sua vida util.
• Item 98A:
o Justificativa: A receita pode ser influenciada por fatores externos que nao refletem
diretamente o uso do ativo.
• Variáveis Impactantes:
o Correlação alta: Quando existe uma relaçao demonstravel entre a receita gerada e o
consumo do ativo.
• Item 98B:
o Identificação do fator limitante: Pode incluir tempo, unidades produzidas ou receita total.
• Item 98C:
o Exemplos:
▪ Concessão de mina: Receita total gerada ate um limite fixo (ex: R$ 2 bilhoes).
• Método de Custo:
Teste de Recuperabilidade
• CPC 01:
o Intangíveis não disponíveis para uso: Ativos que ainda nao foram utilizados
operacionalmente.
• Exigências do CPC:
o Teste anual para ativos: Avaliaçao de valor contabil versus valor recuperavel,
independentemente de indícios de perda.
o Tratamento contábil: Ganhos reconhecidos como outras receitas, nao como receita de
venda.
1. Objetivos do CPC 25
Provisões
Definição
Provisoes sao passivos reconhecidos para cobrir obrigaçoes presentes que resultam de eventos passados, cuja
liquidaçao requer a saída de recursos, sendo razoavelmente estimaveis.
• Obrigação Presente: Deve haver uma obrigaçao legal ou nao legal. A entidade deve ter uma
expectativa de que a obrigaçao sera cumprida, mesmo que nao haja um contrato formal.
• Probabilidade de Saída de Recursos: A probabilidade de que a entidade tenha que pagar a obrigaçao
deve ser superior a 50%. Isso envolve uma analise qualitativa e quantitativa dos riscos envolvidos.
• Estimativa Confiável: O valor da provisao deve ser mensuravel. Se a estimativa for muito incerta, a
provisao nao deve ser reconhecida, embora a situaçao deva ser divulgada como passivo contingente.
Mensuração
• Valor Presente: As provisoes devem ser mensuradas ao valor presente das despesas esperadas para
liquidar a obrigaçao. Para isso, e utilizada uma taxa de desconto apropriada.
• Revisão Periódica: As provisoes devem ser revisadas em cada data de relatorio e ajustadas conforme
necessario, com base em novas informaçoes ou mudanças nas circunstancias.
Exemplo
Uma empresa reconhece uma provisao para pagamentos de indenizaçao a funcionarios no caso de demissao em
massa, considerando o numero esperado de demissoes e o valor medio das indenizaçoes.
Passivos Contingentes
Definição
Passivos contingentes sao obrigaçoes possíveis que surgem de eventos passados e cuja existencia sera
confirmada apenas pela ocorrencia de um ou mais eventos futuros incertos.
Reconhecimento
• Não Reconhecidos nas Demonstrações Financeiras: Passivos contingentes nao devem ser
reconhecidos nas demonstraçoes financeiras, exceto se a probabilidade de uma saída de recursos for
considerada remota.
Exemplo
Um litígio em andamento pode resultar em uma obrigaçao, mas como o desfecho e incerto, a empresa
apenas divulga a situaçao nas notas, informando que um julgamento desfavoravel poderia resultar em uma
obrigaçao, mas sem reconhecer um passivo.
Ativos Contingentes
Definição
Ativos contingentes sao ativos possíveis que surgem de eventos passados e cuja realizaçao sera confirmada
apenas pela ocorrencia de um ou mais eventos futuros incertos.
Reconhecimento
• Não Reconhecidos nas Demonstrações Financeiras: Assim como os passivos contingentes, os ativos
contingentes nao devem ser reconhecidos, mas devem ser divulgados se a probabilidade de realizaçao
do ativo for alta.
• Divulgação: Devem ser divulgados em notas explicativas, especialmente quando se espera que a
realizaçao seja mais provavel.
Exemplo
Uma empresa que esta processando outra por indenizaçao, e a expectativa e de que ganhara a açao, deve divulgar
essa expectativa nas notas, mas nao pode reconhecer um ativo ate que a indenizaçao seja recebida.
Considerações Práticas
• Atualizações e Alterações: As provisoes devem ser ajustadas sempre que houver novas informaçoes
que afetem a estimativa do valor ou a probabilidade de pagamento. Isso deve ser documentado e
explicado nas notas.
Objetivo e Considerações Gerais sobre as Demonstrações Financeiras (CPC 26)
Objetivo do CPC 26
• O objetivo principal do CPC 26 e definir a base para a apresentaçao das demonstraçoes contabeis,
assegurando a comparabilidade entre as demonstraçoes de períodos anteriores da mesma entidade e
entre diferentes entidades. Isso e fundamental para a transpare ncia e confiança nas informaçoes
financeiras.
1. Balanço Patrimonial:
o Complementa a DRE ao incluir outros itens de receita ou despesa que nao sao reconhecidos
na DRE, como ajustes de avaliaçao de ativos e passivos.
Objetivos Específicos
o Oferecer uma visao clara sobre a saude financeira, desempenho e fluxos de caixa da entidade.
• As demonstraçoes devem ser elaboradas sob a suposiçao de continuidade operacional, a menos que a
administraçao tenha intençao de liquidar a entidade ou cesse suas operaçoes.
• Se existirem incertezas relevantes que possam afetar essa premissa, devem ser divulgadas nas notas
explicativas. Essa informaçao e crítica, especialmente em períodos de crises economicas, como a
pandemia de COVID-19.
Regime de Competência
• A entidade deve utilizar o regime de competencia para elaborar suas demonstraçoes, reconhecendo
receitas e despesas no período em que ocorrem, independentemente do recebimento ou pagamento
em dinheiro.
• A DFC e uma exceçao, sendo preparada com base no regime de caixa, que considera o fluxo de caixa
real.
Materialidade e Agregação
• Cada classe relevante de itens semelhantes deve ser apresentada separadamente nas demonstraçoes
contabeis, permitindo uma analise clara e detalhada.
• Itens imateriais podem ser agrupados, desde que isso nao comprometa a transparencia. O CPC orienta
que, se um item nao for material individualmente, ele deve ser agregado a outros itens, facilitando a
compreensao sem sobrecarregar as demonstraçoes.
• A compensaçao entre ativos e passivos, e entre receitas e despesas, e geralmente proibida, a menos que
exigido por normas específicas. Isso evita confusoes sobre a verdadeira situaçao financeira da entidade.
Periodicidade e Comparabilidade
• As demonstraçoes contabeis devem ser apresentadas pelo menos anualmente, com informaçoes
comparativas do período anterior, permitindo a avaliaçao das tendencias ao longo do tempo.
• Se a data de encerramento do exercício mudar, a entidade deve explicar o motivo e informar que os
montantes apresentados nao sao inteiramente comparaveis.
Divulgação de Informações
• As entidades devem garantir que todas as informaçoes significativas sejam divulgadas, nao apenas nas
demonstraçoes, mas tambem nas notas explicativas, permitindo aos usuarios uma compreensao
abrangente da situaçao financeira e dos resultados da entidade.
1. Balanço Patrimonial:
o Definição: Inclui itens de ganho ou perda que nao sao reconhecidos na DRE.
6. Notas Explicativas:
7. Informações Comparativas:
• Diferenças Chave:
o DLPA: Opcional na Lei, pode estar na DMPL, enquanto CPC 26 obriga a DMPL sem mencionar
a DLPA.
3. Considerações Gerais
• Exceções Raras: Em situaçoes raras onde a conformidade com um requisito e enganosa, a entidade
pode optar por nao aplica-lo.
4. Exigências de Divulgação
2. Aplicação de Pronunciamentos: Indicar que aplicou, exceto o requisito específico nao aplicado.
3. Detalhamento da Exceção:
o Natureza da exceçao.
4. Impacto Financeiro: Mostrar o efeito da nao aplicaçao nas demonstraçoes, se tivesse sido cumprido.
Identificação das Demonstrações Contábeis
• Clareza na Apresentação:
• Identificação da Entidade:
• Tipo de Demonstração:
• Data de Encerramento:
• Moeda de Apresentação:
• Nível de Arredondamento:
1. Divulgação Geral
• Rubricas Adicionais:
▪ (ii) Açoes subscritas mas nao integralizadas: Açoes que foram comprometidas mas
ainda nao pagas.
▪ Indicar o valor nominal ou afirmar que as açoes nao tem valor nominal.
▪ Reserva legal.
▪ Reserva de lucros.
▪ Reserva estatutaria.
• Componentes:
▪ A socios da controladora.
▪ Distribuiçoes de dividendos.
o A DRE deve começar com a receita líquida, com explicaçoes sobre a receita bruta em notas.
o Informaçoes sobre vendas de divisoes ou produtos que nao existirao mais no futuro,
apresentadas separadamente.
A analise das despesas de uma entidade pode ser feita com base na sua natureza ou na sua função, conforme
permitido legalmente. A escolha do metodo deve proporcionar informaçoes confiaveis e relevantes, respeitando
as normativas vigentes.
• Método: As despesas sao agrupadas na demonstraçao do resultado segundo sua natureza (ex.:
depreciaçoes, compras de materiais, transporte, benefícios aos empregados, publicidade).
• Características:
o Nao ha realocaçao entre funçoes.
2. Função da Despesa
• Método: Classifica as despesas de acordo com sua funçao, como custos dos produtos vendidos,
despesas de distribuiçao ou administrativas.
• Características:
o Este metodo pode fornecer informaçoes mais relevantes, mas requer alocaçao que pode ser
arbitraria e sujeita a julgamento.
o As despesas sao apresentadas por setor, como CMV (custo das mercadorias vendidas) e
despesas administrativas.
Legislação Brasileira
• Lei 6.404/76:
• CPC 26:
o Nao proíbe o uso do metodo da natureza, mas nao menciona a obrigatoriedade de um metodo
específico.
o Afirma que a escolha entre os metodos deve considerar fatores historicos, setoriais e da
natureza da entidade.
• Foco na Legislação:
• Flexibilidade da Escolha:
• Importância da Compreensão:
1. Definição e Contexto
• Resultado Abrangente:
o Inclui transaçoes e eventos que nao resultam de interaçoes com os socios como proprietarios.
2. Estrutura:
• Ajustes de Conversão do Período: Refere-se a ajustes devido a variaçoes cambiais e monetarias que
afetam ativos e passivos em moeda estrangeira.
• Ajustes de Avaliação Patrimonial: Inclui reavaliaçoes de ativos e perdas por impairment, que podem
influenciar o valor contabil dos ativos.
• Ganhos e Perdas em Investimentos: Refere-se a ajustes em investimentos avaliados pelo valor justo.
• Impostos sobre Outros Resultados Abrangentes: Impostos que incidem sobre os itens de resultados
abrangentes.
• Outros Ajustes: Inclui quaisquer outros ajustes relevantes que nao foram especificados
anteriormente.
2. Total dos Outros Resultados Abrangentes: Soma de todos os itens apresentados na seçao de outros
resultados abrangentes.
3. Resultado Abrangente Total: Soma do Lucro Líquido do Exercício com o Total dos Outros Resultados
Abrangentes.
3. Normas de Apresentação
• Vedação de Inclusão:
o A DRA nao pode ser apenas uma seçao da DMPL (Demonstraçao das Mutaçoes do Patrimonio
Líquido).
• Apresentação Separada:
4. Flexibilidade na Apresentação
▪ Seções:
1. Resultado do Período.
5. Legislação Brasileira
• Exigências Legais:
1. Objetivo da DMPL
o Separação de Montantes:
• Conciliação de Saldos:
▪ Ajustes de conversao.
• Outros Resultados Abrangentes: Itens que afetam o patrimonio líquido, como ajustes de conversao
e avaliaçoes.
• Saldos Finais: Montantes de cada conta ao final do período, calculados somando ou subtraindo as
movimentaçoes do saldo inicial.
Observações
• E importante garantir que o saldo final de cada componente corresponda a movimentaçao e que a soma
total do patrimonio líquido esteja correta.
Notas Explicativas
• Dividendos:
• Formato das Notas: As notas explicativas devem ser apresentadas de forma sistematica, podendo ser
agrupadas em seçoes para facilitar a consulta.
• Referências Cruzadas: Cada item das demonstraçoes contabeis deve ter referencia cruzada com as
notas explicativas para melhor entendimento.