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Cristologia

O documento aborda a Cristologia e Mariologia, destacando a historicidade dos Evangelhos e a identidade de Jesus como Filho de Deus. Através da análise dos Evangelhos Sinóticos, enfatiza a humanidade e divindade de Jesus, sua relação com o Antigo Testamento e a importância da oração em sua vida. Além disso, discute a conexão entre Jesus e o Reino de Deus, afirmando que Ele é a manifestação encarnada desse Reino.

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Alti Silva
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Cristologia

O documento aborda a Cristologia e Mariologia, destacando a historicidade dos Evangelhos e a identidade de Jesus como Filho de Deus. Através da análise dos Evangelhos Sinóticos, enfatiza a humanidade e divindade de Jesus, sua relação com o Antigo Testamento e a importância da oração em sua vida. Além disso, discute a conexão entre Jesus e o Reino de Deus, afirmando que Ele é a manifestação encarnada desse Reino.

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TEOLOGIA SISTEMÁTICA IV

Cristologia
e Mariologia
Escola de Fé e Catequese Mater Ecclesiae
Evangelizador: Diác. Luis Carlos Pereira
Núcleo: Sede On Line
A historicidade dos Evangelhos
O Mistério da Encarnação constitui o fato distintivo
fundamental a partir do qual se desenvolveu todo o
arcabouço dogmático cristão que, por sua vez,
formaliza aquilo que, na sua vida e existência
histórica, progressivamente, Jesus mesmo deixou
transparecer de sua identidade mais profunda.
Jesus, longe de se apresentar como rebelde ou
mesmo um liberal, “fala sempre como Filho”. Seu
discurso e sua atividade, nessa perspectiva devem
ser compreendidos como um primeiro e
fundamental momento da história da cristologia.
Um breve exame das fontes do Novo Testamento,
habilitam este nosso estudo a considerar como real
a possibilidade de se identificar a condição
histórica radical de Jesus. Condição essa, aliás, que
postula aquela ontológica de Filho e que se
manteve implicada na fé pós-pascal.
"
Para a minha representação de Jesus, isto significa, principalmente, que eu confio
nos Evangelhos. Naturalmente, pressupõe-se tudo o que o Concílio e a moderna
exegese nos dizem sobre os gêneros literários, sobre a intenção narrativa, sobre
o contexto comunitário dos Evangelhos e o seu falar neste contexto vivo. Então,
acolhendo tudo isto – tanto quanto me foi possível –, quis tentar representar o
Jesus dos Evangelhos como o Jesus real, como o “Jesus histórico” no sentido
autêntico82. Estou convencido, e espero que também o leitor possa ver que esta
figura é mais lógica e historicamente considerada mais compreensível do que as
reconstruções com as quais fomos confrontados nas últimas décadas. Penso que
precisamente este Jesus – o dos Evangelhos – é uma figura racional e
manifestamente histórica.
RATZINGER, J., Jesus de Nazaré. v. I, p. 17.
Jesus no espelho dos Ev. Sinóticos
O termo ‘Filho de Deus’, assim como a ideia
que a ele subjaz, constitui como que um
produto do segundo estágio da
desmitologização da ideia da realeza
oriental que antes já tinha sofrido uma
desmitologização prévia no Antigo
Testamento;
O termo ‘Filho’ fez parte do vocabulário
usado por Jesus no círculo mais íntimo dos
seus discípulos e provavelmente remonta à
vida de oração de Jesus, corresponde
perfeitamente ao fato de Jesus mesmo se
chamar de filho, exprime o caráter peculiar
da oração de Jesus e, finalmente, explicita a
sua consciência de Deus.
A Cristologia de São Marcos
Jesus, verdadeiro homem
Mc põe em relevo especial as características da
autêntica humanidade de Jesus;
Mc enfatiza os títulos messiânicos de Filho do
Homem e Servo de Javé.

Jesus, Deus Filho feito homem


O plano teológico de Mc supõe o reconhecimento
de Jesus como Filho de Deus;
Mc tenciona dizer que Jesus era Deus mostrando
que Jesus fazia obras que só Deus pode fazer.

Jesus, Deus feito homem para nos salvar


A soteriologia de Mc destaca o perdão e a
destruição do poder do pecado;
A Paixão, Morte e Ressurreição estão previstas no
plano salvífico.
A Cristologia de São Mateus
Jesus, termo e chegada do AT
Jesus aparece com extraordinária vinculação ao
Antigo Testamento no Evangelho segundo Mateus.
São numerosas referências diretas e citações de
textos veterotestamentários.

Genealogia, Nascimento e Majestade de Jesus


Mt reelabora a imagem de Jesus, tal como nos foi
apresentada em Mc;

Jesus, o Filho do Deus vivo


Mt se utiliza de fórmulas cristológicas que põem
em nítido relevo a Divindade de Jesus;
P. ex: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
(Mt 14,33); “Tú és o Cristo, o Filho do Deus vivo!”
(Mt 16,16).
A Cristologia de São Lucas
O Salvador
Em Jesus Cristo se faz a superação do umbral da
espera para a realização e é operada assim a
passagem do logo da mera expectativa soteriológica
para o agora da realidade cristológica.

O Senhor
“Kyrios” teve grande importância para Lc, tanto
que aparece 103 vezes no Ev. e 107 nos At.

O Cristo, Filho de Deus


Lc esclarece o sentido messiânico da identidade e
missão de Jesus;
Jesus, pois, é proclamado como o salvador
universal, na medida, em que possui a condição de
Filho de Deus e age segundo a presença do
Espírito Santo.
Reino de Deus e Cristologia
Jesus é a forma histórica, encarnada do Reino de Deus e a sua pregação é, na
verdade, mensagem de seu próprio mistério.

“Jesus anunciou que o reino já estava presente e o papa João Paulo II,
claramente, afirma, na encíclica Redemptoris Missio (7 de dezembro de 1990):
“Em Cristo há identidade entre mensagem e mensageiro, entre o dizer, o fazer e
o ser” (§ 13). E depois acrescenta: “O reino de Deus não é um conceito, uma
doutrina, um programa sujeito a livre elaboração, mas é acima de tudo, uma
Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus
invisível”. Separar o reino da pessoa de Jesus é uma operação ilegítima, que
contraria o ensinamento do Novo Testamento e da seguinte reflexão da Igreja.
De fato, se deixou Jesus Cristo de lado e se pregou que o reino coincida com o
programa político-social deste ou daquele revolucionário, no qual estava
implícita a presença de Cristo e isso importava mais que qualquer anúncio”
(SANTORO, F., Editorial, p. 446).
Cristologia e oração de Jesus
Em oração, Jesus “vive um contato ininterrupto com o Pai, para realizar até o
fim o desígnio de amor pelos seres humanos” (BENTO XVI, 2013, p. 7).

Segundo o testemunho da Sagrada Escritura, o centro da vida e da pessoa de


Jesus encontra-se em sua comunicação permanente com o Pai. Nesse sentido,
aliás, definitivamente, a sua existência é descrita como um caminho de oração.
Isso fica demonstrado pelos registros sobre o Jesus orante em diferentes textos
dos evangelhos canônicos . Da oração emerge o conhecimento e a experiência
de Jesus com o Pai: na oração, Jesus encontrava a medida de sua vida, de suas
decisões, iniciativas e rotina; nela, transparece a sua fé, é originada toda a sua
atividade, suas escolhas se definem e suas opções fundamentais vão sendo
suportadas. Ontologicamente aberto para Deus, nada no itinerário existencial
de Jesus ficava alienado da oração.
"
Vimos que Jesus é o Reino de Deus em pessoa; onde Ele está, aí está o “Reino de
Deus”. Assim, o pedido de um coração que escuta tornou-se o pedido de uma
comunhão com Jesus Cristo, o pedido para que sejamos sempre mais “um só”
com Ele (Gl 3,28). É o pedido pelo verdadeiro seguimento, que se torna comunhão
e que nos torna um corpo com Ele. Reinhold Schneider expressou isto de um
modo penetrante: “A vida deste reino é Cristo, que continua a viver nos seus; no
coração que já não for alimentado pela força da vida de Cristo termina o reino; no
coração que for por ela tocado e transformado, ele começa...as raízes da árvore
que não pode ser destruída procuram penetrar em semelhante coração. O reino é
um só; ele mantém-se apenas pelo Senhor, que é a sua vida, a sua força e o seu
centro...” (p. 31s). Pedir pela vinda do reino significa dizer a Jesus: deixa-nos ser
teus, Senhor! Penetra-nos, vive em nós; reúne a humanidade dispersa no teu
corpo, para que em Ti tudo esteja submetido a Deus e Tu então possas entregar
tudo ao Pai, para que “Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,26-28).
RATZINGER, J., Jesus de Nazaré. v. I, p. 136.

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