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A Indigência Da Razão

O artigo de Denilson Laurentino explora a indigência da razão humana, destacando como a falta de discernimento ético e moral resulta em comportamentos desumanos, como violência e egoísmo. A reflexão filosófica sugere que a razão deve ser cultivada e exercitada, principalmente através da educação, para que os indivíduos possam agir de maneira ética e racional. Além disso, a perspectiva africana é incorporada, enfatizando a importância da razão como um instrumento de coesão social e crítica à imposição de uma racionalidade ocidental única.
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A Indigência Da Razão

O artigo de Denilson Laurentino explora a indigência da razão humana, destacando como a falta de discernimento ético e moral resulta em comportamentos desumanos, como violência e egoísmo. A reflexão filosófica sugere que a razão deve ser cultivada e exercitada, principalmente através da educação, para que os indivíduos possam agir de maneira ética e racional. Além disso, a perspectiva africana é incorporada, enfatizando a importância da razão como um instrumento de coesão social e crítica à imposição de uma racionalidade ocidental única.
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A INDIGÊNCIA DA RAZÃO (I)

DENILSON LAURENTINO , MESTRANDO EM FILOSOFIA NA


UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO- FHUAN

0. INTRODUÇÃO

O presente artigo propõe uma reflexão filosófica sobre a indigência da razão,


evidenciada na prática desumana das ações dos indivíduos. Do ponto de vista da analogia os
seres humanos são os únicos dotados de razão, uma faculdade essencial que orientam e
regulam o comportamento humano, promovendo a convivência ética e racional. A razão,
portanto, é concebida como o slogan que guia as ações humanas, afastando-as da violência e
de práticas controvérsias.
Como faculdade humanizadora, a razão confere ao ser humano o estatuto de ser
racional. No entanto, se a racionalidade é que torna os indivíduos racionais e diferentes dos
animais em seu modus operandi, o ser humano não pode contradizer-se naquilo que ele
acredita e afirma ser.
Um sujeito racional deve viver na e com a razão, e suas ações devem reflectir tal
condição, sendo coerentes e eticamente justificáveis. Entretanto, as acções dos seres humanos
estão cada vez mais distanciadas da razão, a indigência da razão leva-nos a novas abordagens
paradigmáticas quanto a questão da razão no homem.
A querela da xenofobia, genocídio, racismo, eugenia, narcisismo, guerras e a
indiferença diante do sofrimento, pobreza dos outros são apenas alguns dos muitos sintomas
da indigência da razão.
Se a razão fosse plenamente activa no ser humano, este não cometeria actos violentos
nem seria tomado pela “akrasia” conceito que designa a acção contrária ao melhor juízo,
quando o indivíduo escolhe o mal mesmo conhecendo o bem.
O que nos questionamos o seguinte:
Pode um ser racional agir de forma requentemente impensada e irracional? Não seria a
razão uma mera possibilidade no homem, como sugere Eric Weil?
Se a razão ajuda-nos a pensar e agirmos eticamente, como se explica a condição actual
do mundo?

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Se a razão é a capacidade de discernir entre o bem e o mal, conduzindo o sujeito à
verdade, então um ser verdadeiramente racional não poderia agir de modo egoísta e
desumano. Logo, os conflitos que nos rodeiam não deveriam existir de maneira tão virulenta
e persistente.
Entretanto, as ações humanas revelam-se pendenciosas, frágeis e indignas, à medida
que o valor da vida humana é avaliado por critérios materialistas. O direito à vida parece
depender daquilo que o indivíduo possui ou é capaz de oferecer, negando-lhe o valor
ontológico e metafísico como sujeito único e singular.
Nesse sentido, as atrocidades cometidas pelos seres humanos,homicídios, suicídios,
inveja, avareza, ambição desmedida, traições, furtos, roubos, a instrumentalização do outro
e a frieza nas relações interpessoais são sintomas da ausência da razão. A essas
manifestações, damos o nome de indigência da razão: uma condição em que as acções
humanas são insensíveis e desprovidas de finalidade ética, não promovendo o bem comum.

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1.A indigência como categoria filosófica

A noção de indigência remete à falta de algo essencial. No âmbito humano, essa


carência manifesta-se não apenas em termos materiais, mas sobretudo em termos morais,
existenciais e racionais. A indigência da razão, portanto, é a ausência de discernimento, de
orientação pelo bem comum e pela justiça. Esse vazio não pode ser preenchido apenas por
práticas religiosas ou morais, mas exige uma formação filosófica profunda.
Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, indigência é definida como
a “privação de alguma coisa essencial” (PRIBERAM, [s.d.]). Neste sentido, a indigência da
razão pode ser compreendida como a ausência da própria faculdade racional, ou seja, do
raciocínio, da capacidade de discernimento e julgamento ético.
A ausência de elementos fundamentais para a sobrevivência humana manifesta-se, de
forma concreta, na carência dos bens de primeira necessidade — como alimentação, saúde,
moradia e educação —, também denominados necessidades primárias. Tais carências
encontram-se diretamente relacionadas à indigência da razão, pois comprometem a dignidade
humana e negam as condições mínimas para o exercício da racionalidade plena. Além disso,
a violação dos direitos humanos universais, aos quais todos os indivíduos deveriam ter
acesso, agrava esse estado de vulnerabilidade. A privação desses direitos e condições básicas
transforma a forma de ser, estar e agir do indivíduo, levando-o à desumanização e à negação
de sua natureza racional, o que se traduz em comportamentos irrefletidos e impulsivos.
Considera-se, portanto, que a indigência representa um vazio existencial no indivíduo
necessitado — um déficit que ultrapassa o campo material e adentra o âmbito ontológico. Tal
vazio não pode ser plenamente preenchido apenas por referências morais, religiosas ou
mesmo educacionais em sentido restrito. Isso porque, embora esses elementos exerçam
influência normativa na formação do sujeito, não bastam para restaurar a integridade racional
e existencial comprometida pela ausência da razão enquanto princípio orientador da ação.
Entende-se, portanto, que a indigência representa um vazio existencial no indivíduo
necessitado um déficit que vai além da dimensão material, alcançando o plano ético e racional. Esse
vazio não pode ser plenamente preenchido apenas por elementos normativos como a moralidade, a
religiosidade ou certos aspectos educacionais. Tais referências, embora importantes, não substituem
as condições concretas que sustentam a dignidade humana. Nesse sentido, a virtude — entendida
como expressão da racionalidade em ação está intimamente vinculada à garantia dos bens de primeira

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necessidade, como saúde, educação, proteção e demais direitos fundamentais inerentes à vida cidadã.
A ausência desses elementos compromete a possibilidade de florescimento racional e ético do ser
humano, intensificando a indigência da razão.

2. A razão e sua função civilizatória


A polarização das ações humanas coloca em evidência a urgência de se refletir sobre a
questão da razão no homem. A razão, por sua natureza, é antagônica à violência. Conforme
afirma Artur Pina (2012, p. 30), ao citar Eric Weil, o homem pode ser tanto razão quanto
violência o que implica reconhecer que a razão é, de fato, uma possibilidade no ser humano,
e não uma certeza. Por essa razão, ela precisa ser cultivada e exercitada continuamente, sendo
reativada sobretudo por meio da educação filosófica. Somente por esse caminho, o homem
pode tornar-se, efetivamente, um ser da razão. Nesse contexto, a filosofia compreende a razão
como um instrumento fundamental para a compreensão do mundo, de si mesmo e do outro.
Trata-se, pois, da capacidade que permite ao ser humano discernir o bem do mal e agir com
base nesse discernimento. Assim, o verdadeiro homem racional não é aquele que meramente
possui a razão, mas aquele que vive por ela e com ela, orientando suas ações para evitar
atitudes impulsivas e irrefletidas.
Em consonância com essa perspectiva, Eric Weil (1950, p. 19) sustenta que “tudo
aquilo que não é razão é violência”. Essa afirmação adquire especial relevância diante do
cenário contemporâneo, marcado por uma crescente onda de agressividade e insensibilidade
nas relações humanas, visível nas diversas formas de violência que assolam as sociedades e
comunidades em escala global. A realidade dos noticiários, repleta de crimes contra a
integridade da pessoa humana, atesta a atualidade dessa tese. Por outro lado, a razão
apresenta-se como o fundamento ontológico da condição humana, orientando o modo de ser,
estar e agir do sujeito diante dos desafios existenciais. Nesse sentido, somente os indivíduos
que fazem uso consciente da razão são capazes de produzir conhecimentos a priori e a
posteriori, fundamentais para a realização plena de sua existência no mundo.
Segundo Japiassu e Marcondes (2001, p. 163), a razão é definida como “a capacidade
de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso”, sendo esta aptidão o que se denomina
tradicionalmente como bom senso ou razão, e que se apresenta, em princípio, como uma
faculdade naturalmente igual em todos os seres humanos. Partindo dessa concepção, pode-
se afirmar que a razão impele o indivíduo a agir em conformidade com o bem.
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Filosoficamente, toda ação humana deveria ser proporcional à ideia do bem, uma vez que
este constitui o fim último da conduta racional. Dessa forma, a razão não apenas possibilita
o julgamento ético, mas também se torna critério fundamental para a moralidade das açcões.

3. Educação e humanização

Ao afirmarmos que os seres humanos são racionais, pressupomos que suas ações estão,
ou deveriam estar, em conformidade com a razão — e não guiadas por impulsos instintivos
ou comportamentos irracionais. Contudo, a realidade social revela uma contradição latente:
o modo como o ser humano se comporta, frequentemente marcado pela imoralidade, pela
insensibilidade e pela violência, contradiz tal pressuposto. Isso nos conduz à necessidade de
rever ou, ao menos, problematizar a ideia da racionalidade humana como um atributo
universalmente presente. De fato, o modus operandi e o modus vivendi de muitos indivíduos
evidenciam um afastamento da razão, sobretudo na forma desmedida e desumana como
tratam seus semelhantes.
Surge, então, uma objeção clássica: seria a razão uma faculdade inata ou adquirida ao
longo do desenvolvimento humano? A resposta mais coerente parece apontar para a segunda
hipótese. Quando nascem, os seres humanos não estão prontos para o exercício racional —
eles necessitam ser educados, instruídos, treinados no uso da razão por meio de um processo
formativo que lhes permita internalizar valores, princípios e capacidades reflexivas.
Adicionalmente, a educação tem como uma de suas finalidades fundamentais a
superação da animalidade presente no ser humano em sua condição inicial, impondo-lhe um
novo modo de ser, estar e agir que esteja em conformidade com as dinâmicas sociais e
culturais das comunidades em que vive ou poderá vir a viver. É, portanto, no processo
educacional que o indivíduo começa a desenvolver e exercitar sua razão, aprendendo a
construir e desconstruir raciocínios, a ordenar logicamente seus pensamentos e a analisar
criticamente a realidade. Em outras palavras, é por meio do desenvolvimento racional que o
sujeito passa a compreender as propriedades dos objetos, a examinar metodicamente os
fenômenos e a alcançar uma visão mais profunda e estruturada do mundo. Assim, o homem
verdadeiramente racional é, antes de tudo, um homem educado — e o homem educado é
aquele que age em e por conformidade com a razão.

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Tal como não se planta uma mangueira esperando que, em seu desenvolvimento, ela
venha a tornar-se um abacateiro, também não se pode conceber que um ser humano, dotado
de razão, desenvolva-se de forma a agir de maneira irracional e insensível. A analogia sugere
que, sendo o ser humano naturalmente dotado da faculdade racional, não deveria tornar-se
insensível ao sofrimento do outro. Entretanto, a realidade mostra não apenas apatia, mas
também ações deliberadas de violência, nas quais o outro é coisificado e reduzido a um mero
objeto da volição animalesca de quem age.
Além disso, ao agir dessa forma, o indivíduo rompe com a consciência coletiva e se
encerra em uma perspectiva puramente individualista. Suas ações deixam de obedecer a
critérios éticos universais e passam a refletir interesses subjetivos e imediatistas. Nesse
processo, o sujeito torna-se egocêntrico em toda a extensão do seu agir, desconsiderando os
valores compartilhados que sustentam a vida em sociedade.
Diante dessa facticidade, Marly Carvalho Soares (1998, p. 20), ao citar Eric Weil,
afirma que “o homem natural é um animal, e para ser homem plenamente deve optar por ser
razoável”. A definição do homem como ser da razão, portanto, não é meramente descritiva,
mas normativa: ela só se concretiza na efetiva realização da razão no agir humano. Essa
concepção nos remete à dualidade constitutiva do ser humano razão e violência que coabitam
em sua estrutura existencial. Subcrevemos, assim, ao pensamento de Weil ao reconhecer que
a condição humana é marcada por atitudes e escolhas, muitas vezes inconsequentes, que
determinam a forma como o indivíduo se relaciona consigo mesmo, com o outro e com o
mundo. A realização plena da humanidade depende, portanto, da escolha consciente pela
razão e da negação activa da violência.
Há, portanto, duas realidades coexistentes no ser humano: razão e violência. A escolha
pela razão e a consequente negação da violência são viabilizadas fundamentalmente pela
educação. Ser razão, nesse contexto, significa não apenas possuir essa faculdade, mas agir
efetivamente com e por meio dela, de forma a evitar contradições entre o que se professa e o
que se pratica. Trata-se de uma coerência existencial que se manifesta no agir ético. Por isso,
o cultivo diário da razão é indispensável à formação de um ser verdadeiramente virtuoso —
alguém capaz de contribuir para a superação do sofrimento que aflige a humanidade e de
romper com as amarras do individualismo que fragmenta a vida em sociedade.

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4. A epistemologia da filosofia africana

O pensamento de vários filósofos africanos contribui para uma compreensão ampliada


da crise da racionalidade. A indigência da razão, longe de ser um fenômeno meramente
psicológico ou moral, pode ser compreendida, à luz do pensamento africano, como uma
ruptura com a racionalidade comunitária. Como nos recorda John Mbiti,(1969) o ser humano
não é um ente isolado, mas um ser que emerge da comunidade: "eu sou porque nós somos".
A razão, nesse sentido, não é apenas uma faculdade individual, mas um instrumento de
coesão social. Sua indigência manifesta-se, portanto, quando o indivíduo se distancia do bem
comum e age em função de interesses egoístas, como afirmam tanto Mbiti(1969) quanto
Kwasi Wiredu(1996). Este último, ao propor uma racionalidade crítica enraizada em
contextos africanos, denuncia a universalização de uma razão ocidental, que, ao deslegitimar
outras formas de pensamento, torna-se ela mesma irracional, pois opera pela exclusão e pela
violência epistêmica.
Complementando essa perspectiva, Molefi Kete (2023) Asante defende a
afrocentricidade como uma proposta de recentramento da razão no sujeito africano,
devolvendo-lhe a dignidade e a autonomia do pensar. Para Asante ( 2023), a crise da razão
está também na arrogância epistêmica do pensamento colonial que impõe um modelo único
de racionalidade. Por sua vez, Paulin Hountondji (1976) alerta contra o risco de reduzir a
sabedoria africana à tradição imóvel, e propõe uma filosofia africana crítica, aberta ao debate
e à reflexão rigorosa.
Assim, ao integrar essas vozes ao debate, podemos ampliar a compreensão da
indigência da razão como uma condição que transcende o indivíduo, expressando-se também
na formação de sistemas sociais e epistêmicos que negam a pluralidade racional e
desumanizam o outro.
O trio de filósofos africanos defende a centralidade da razão na pessoa humana, no
sujeito enquanto pessoa humana, nisso, a questão da racionalidade ser meramente do
apanágio grego é um atentado epistêmico e um pensamento vago sem racionalidade alguma.
A questão da razão para o africano está além da mera compreensão do universo e a
construção de raciocínios lógicos, ela, tal como podemos aferir nestes sábios filósofos, está
intrinsicamente ligada ao modus operandi dos indivíduos em colectividade. Portanto, cultivar

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a razão é manifestar a filosofia da comunidade, dispensando o individualismo e o
egocentrismo.

Considerações finais

Razão e violência constituem categorias existenciais fundamentais do ser humano,


manifestando-se conforme o modo como o sujeito se posiciona e age nas realidades sociais
e culturais em que está inserido. O indivíduo marcado pela violência é aquele que nega a
filosofia, evita o questionamento e abdica da reflexão, aceitando acriticamente o que lhe é
apresentado pelos sentidos como verdade absoluta. Trata-se de um sujeito que concebe a
violência como instrumento legítimo de afirmação social e de realização de desejos pessoais.
Esse tipo de sujeito não hesita em sacrificar o outro em nome de impulsos egocêntricos.
Apresenta traços de narcisismo, racismo, xenofobia, eugenismo, além de práticas homicidas
e suicidas, actuando com frieza e desprezo pela dignidade alheia. Encerrado em um modo de
vida irracional, torna-se inimigo de si mesmo e ameaça à coletividade. Sua existência,
destituída de sensibilidade ética e responsabilidade moral, aproxima-se de uma condição
bestial, dissolvendo a fronteira entre o humano e o irracional.
Em oposição a esse cenário, a razão deve ser compreendida não como mera faculdade
opcional, mas como uma exigência ética inerente à condição humana. Por meio da educação,
promove-se a cultura da humanidade, fomenta-se a empatia e fortalece-se o compromisso
com os problemas que afligem os semelhantes. A indigência da razão, ao contrário, fragiliza
o sujeito e o mergulha numa crise humanitária sem precedentes, dilacerando sua
autocompreensão e comprometendo o projeto de civilização.
A violência não encontra justificativa legítima no âmbito de uma racionalidade
autêntica, salvo em situações-limite como a legítima defesa da vida. Quanto mais o ser
humano se afasta da razão, mais se aproxima do vazio existencial e menos humano se torna.
A crise da razão é, portanto, uma querela urgente que deve ocupar o centro das reflexões
filosóficas contemporâneas — tanto racionalistas quanto moralistas —, por se tratar de uma
problemática universal que compromete não apenas o presente, mas o destino ético e
existencial das futuras gerações.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PINA, Artur. A superação do ser violento. Luanda: Mayamba, 2012.

SOARES, Marly Carvalho. O filósofo e o político. São Paulo: Loyola, 1998.

WEIL, Eric. Logique de la philosophie. Paris: Librairie Philosophique J. Vrin, 1950. Revue:
2. éd. 1967; 1974; 1985.

JAPIASSU, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 3. ed. rev. e


ampl. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001

PRIBERAM. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em:


https://dicionario.priberam.org/indigência. Acesso em: Janeiro de 2025.
MBITI, John S. African Religions and Philosophy. Nairobi: Heinemann, 1969.
WIREDU, Kwasi. Cultural Universals and Particulars: An African Perspective.
Bloomington: Indiana University Press, 1996
ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricity: The Theory of Social Change. Chicago: African
American Images, 2003.
HOUNTONDJI, Paulin. Sur la "philosophie africaine". Paris: Maspero, 1976.

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