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VÍRUS

Os vírus são partículas infecciosas acelulares que se reproduzem apenas dentro de células hospedeiras, utilizando seus recursos para se multiplicar. Eles possuem características genéticas e podem ser classificados em diferentes tipos de acordo com seu material genético, como DNA ou RNA. A reprodução viral pode ocorrer por ciclos líticos, que resultam na morte da célula hospedeira, ou ciclos lisogênicos, onde o vírus permanece latente sem matar a célula.

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VÍRUS

Os vírus são partículas infecciosas acelulares que se reproduzem apenas dentro de células hospedeiras, utilizando seus recursos para se multiplicar. Eles possuem características genéticas e podem ser classificados em diferentes tipos de acordo com seu material genético, como DNA ou RNA. A reprodução viral pode ocorrer por ciclos líticos, que resultam na morte da célula hospedeira, ou ciclos lisogênicos, onde o vírus permanece latente sem matar a célula.

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VÍRUS

INTRODUÇÃO
Os cientistas estimam que existem aproximadamente 1031
vírus. Isso é um 1 com 31 zeros! Se você conseguisse de
alguma forma alinhar todos os 1031 vírus, essa fila se
estenderia por quase 200 anos-luz no espaço. Em outras
palavras, há mais de dez milhões de vírus a mais na Terra
do que estrelas em todo o universo.
Quer dizer que existem 1031 vírus esperando para nos
infectar? Na verdade, a maioria desses vírus encontram-se
nos oceanos, onde ataca bactérias e outros micróbios.
Pode parecer estranho que uma bactéria possa ser
infectada por um vírus, mas os cientistas acreditam
que todo tipo de organismo vivo é provavelmente
hospedeiro de pelo menos um vírus!
• DEFINIÇÃO:
• O vírus é uma minúscula partícula infecciosa que só pode se
reproduzir se infectar uma célula hospedeira. Os vírus
"comandam" a célula hospedeira e usam seus recursos para
produzir mais vírus, basicamente, reprogramando o
hospedeiro para se tornar uma fábrica de vírus. Como eles
não conseguem se reproduzir sozinhos (sem um hospedeiro),
os vírus não são considerados seres vivos. Os vírus também
não possuem células: eles são muito pequenos, muito
menores que as células dos seres vivos. Eles são
basicamente pacotes de ácido nucleico e proteína.
• Mesmo assim, os vírus têm algumas características
importantes de células vivas. Por exemplo, eles têm genomas
de ácido nucleico baseados no mesmo código genético usado
nas suas células (e nas células de qualquer ser vivo). Ainda,
como as células dos seres vivos, os vírus possuem variações
genéticas e podem evoluir. Então, apesar de eles não se
encaixarem na definição de vida, os vírus parecem estar em
uma zona de "dúvida".
• CARACTERÍSTICAS:
 São Acelulares,
 Possuem um envoltório protéico que protege o material
genético denominado capsídeo.
 O capsídeo pode ou não ser revestido por um envelope
lipídico derivado das membranas celulares.
 Possuem DNA com uma ou duas fitas ou RNA com uma ou
duas fitas, ou DNA e RNA como é o caso do Megalovírus
(Citomegalovírus).
 São parasitas intracelulares obrigatórios. Precisam da
célula para se reproduzirem.
 Multiplicam-se dentro de células vivas usando a maquinaria
de síntese das células.
 Não possuem metabolismo próprio. Toda energia que
utilizam provém da célula hospedeira.
 Não se enquadram em nenhum reino dos seres vivos.
• ESTRUTURA
• Capsídeo  Formado por subunidades proteicas chamadas
capsômeros e que envolve seu material genético (DNA ou/e
RNA), As proteínas do capsídeo são sempre codificadas
pelo genoma do vírus, ou seja, é o vírus (não a célula
hospedeira) que fornece as instruções para a sua produção.
• Vírus envelopados: Vírus da Herpes, varíola, rubéola e
gripe.
• Vírus não envelopados: Adenovírus (Causa infecções
respiratórias e conjuntivites), poliomielite
• Vírion ou Virião é uma partícula viral completa, ou seja,
infecciosa.
• ESTRUTURA:
• No grupo dos não envelopados o capsídeo não se encontra
envolvido pelo envelope, dessa maneira dizemos que o vírus é
nu.
• Dessa maneira, o envelope é formado por uma porção da
membrana citoplasmática da célula hospedeira.
• No grupo dos vírus envelopados o capsídeo é coberto pelo
envelope que é formado quando o vírus é exocitado da célula
hospedeira.
• Reprodução Viral

Os vírus só se reproduzem no interior de uma célula


hospedeira.
O ácido nucléico dos vírus possui somente uma pequena
parte dos genes necessários para a síntese de novos
vírus.
As demais enzimas necessárias para a síntese protéica,
síntese de ribossomos, RNAt, RNAm e ATP são
fornecidas pela célula hospedeira.
Portanto, os vírus necessitam da via metabólica da
célula para replicarem-se.
Para estudarmos a reprodução viral vamos analisar
a reprodução do bacteriófago, parasita intracelular
de bactérias.
• Reprodução Viral

o Os bacteriófagos possuem dois tipos de reprodução:

A)Ciclo lítico: Termina com a lise e a morte da célula


hospedeira.

B)Ciclo lisogênico: A célula hospedeira permanece


viva.
Ciclo Lítico
Ciclo Lisogênico

1. O processo é semelhante ao ciclo lítico, porém o DNA do fago se insere ao DNA


bacteriano.
2. O vírus é agora chamado de profago.
3. Toda vez que a bactéria replicar seu cromossomo o DNA do profago também é
replicado, permanecendo latente nas células filhas.

Porém, o DNA viral pode ser


removido do cromossomo Genoma Genoma
viral viral
bacteriano e iniciar um ciclo lítico

Cromossomo
bacteriano Genoma
viral
No ciclo lisogênico as células não
morrem e os vírus neste caso são
Ciclo Lítico chamados de temperados.
Ciclo Lítico e Lisogênico
O casionalmente, o profago solta-se do
DNA do fago cromossomo bacteriano e inicia um ciclo lítico
As sucessivas divisões
celulares geram uma
população de bactérias
Cromossomo portadoras do profago
bacteriano

Ciclo lítico Ciclo


lisogênico
A célula é lisada
liberando os fagos Ou Genoma
viral A bactéria se
reproduz
normalmente,
O fago multiplica-se copiando o profago e
na bactéria transmitindo-o às
hospedeira células-filhas
Ciclo Lítico e Lisogênico
O casionalmente, o profago solta-se do
DNA do fago cromossomo bacteriano e inicia um ciclo lítico
As sucessivas divisões
celulares geram uma
população de bactérias
Cromossomo portadoras do profago
bacteriano

Ciclo lítico Ciclo


lisogênico
A célula é lisada
liberando os fagos Ou Genoma
viral A bactéria se reproduz
normalmente, copiando o
profago e transmitindo-o
O fago multiplica-se na
às células-filhas
bactéria hospedeira
Genoma
viral
Consequências do ciclo lisogênico

1. Células contendo o genoma viral (profago) são imunes à reinfecção por um fago da
mesma espécie.

2. As células hospedeiras podem vir a apresentar novas características. Ex: A toxina


produzida pelo Clostridium botulinum, é codificada por um gene de um profago.

3. Permite a transdução bacteriana ( tipo de reprodução sexuada em bactérias)


Resumindo:
CLASSIFICAÇÃO DE VÍRUS
1. DNA Classe I - ds DNA (Dupla) – Bacteriófago T4

Classe II - ss DNA (Simples) – Parvorírus

2. RNA Classe III - ds RNA (Dupla) – Rotavírus

Classe IV - ss RNA Positivo ( + )  RNAm –


(Isto é, o RNA é imediatamente traduzido pelos ribossomos, atuando como se
fosse o RNAm). Ex: Dengue
Classe V - ss RNA Negativo ( - )  RNA  RNAm – (É
necessário transcrever a banda em RNAm).Ex: Influenza

Classe VI - ss RNA RT  RNA  DNA – (DNA como


intermediário na formação das proteínas). Ex: HIV

RETROVÍRUS: Vírus de RNA de fita simples que devido a presença da enzima


Transcriptase Reversa, transcreve o RNA viral em DNA viral de fita dupla.
Retrovírus – Atenção: Para ser considerado retrovírus,
não basta possuir RNA é necessário a
HIV (Human immunodeficiency Virus) presença da enzima transcriptase reversa.
o Vírus Envelopado.
o Possui duas fitas idênticas de RNA.
o Possui a enzima Transcriptase reversa.
o O HIV é um retrovírus pois possui a capacidade de produzir DNA a partir de RNA.

Envelope Lipoprotéico

Capsídeo

2 moléculas de RNA

Enzimas Transcriptase Reversa


Vírus e Doenças Associadas
Síntese da segunda
fita de DNA viral Vírus livre 8) Ciclo de um Retrovírus - HIV
Degradação do
RNA viral Vírus saindo e
sendo
envelopados

RNA viral

Proteínas
virais

Transcriptase
reversa Membrana
plasmática

Receptores de
membrana
Membrana
lipoprotéica viral
Proteínas do
envoltório viral
QUEM CANTA PASSA! CANÇÃO DO VÍRUS!
Pra reproduzir / Vou multiplicar... Baby
Pra reproduzir /
Meu material genético / A célula que carregue
Pra reproduzir / vou parasitar...Baby
Pois sem metabolismo /
eu vou me cristalizar / enquanto alguém não me pegue

Dentro de mim há / DNA / RNA


Eles me chamam retrovírus se é RNA
Vou matar / vou matar
A célula em que eu me hospedo eu vou multiplicar
Sou acelular / acelular
eu só possuo proteína em minha estrutura
Que loucura / que loucura
Eu não me enquadro em nenhum reino entre os seres vivos...
Seres vivos..
Caxumba e rubéola / Eu vou transmitir...Baby
Gripe e sarampo
Eu vou te deixar bem mal se a caxumba "desce"
E se bobear / e não proteger...Baby
Olha o HIV
Vai tirar sua imunidade /
para que outras doenças pegue

Dentro de mim há /
DNA / RNA
Eles me chamam retrovírus se é RNA
Vou matar / vou matar
A célula em que eu me hospedo eu vou multiplicar
Sou acelular / acelular
eu só possuo proteína em minha estrutura
Que loucura / que loucura
Eu não me enquadro em nenhum reino entre os seres vivos...
Seres vivos..
1. (Uece 2018) Atente ao que se diz a respeito de vírus, e assinale com V
o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) Um vírus que se aproxima da célula hospedeira injeta seu material


genético e multiplica-se com a ajuda das organelas da célula infectada tem
ciclo lisogênico.
( ) Todo vírus possui uma cápsula proteica protetora denominada
capsídeo que encerra um genoma de DNA ou RNA.
( ) No ciclo lítico, o vírus invade a célula hospedeira e agrega seu
material genético ao genoma da mesma.
( ) Apesar de poder ser causada por fungos e bactérias, a pneumonia
também pode ter origem viral.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V, V, F, F. b) F, V, F, V.
c) F, F, V, V. d) V, F, V, F.
1. (Uece 2018) Atente ao que se diz a respeito de vírus, e assinale com V
o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) Um vírus que se aproxima da célula hospedeira injeta seu material


genético e multiplica-se com a ajuda das organelas da célula infectada tem
ciclo lisogênico.
( ) Todo vírus possui uma cápsula proteica protetora denominada
capsídeo que encerra um genoma de DNA ou RNA.
( ) No ciclo lítico, o vírus invade a célula hospedeira e agrega seu
material genético ao genoma da mesma.
( ) Apesar de poder ser causada por fungos e bactérias, a pneumonia
também pode ter origem viral.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V, V, F, F. b) F, V, F, V.
c) F, F, V, V. d) V, F, V, F.
Vírus &
Doenças Associadas
Doenças
Recorrentes
• Febre Amarela
Pode provocar quadros inaparentes, sem sintomas que
permitam reconhecer os sintomas ou quadro fulminantes com
todos os sintomas clássicos.

Inicialmente febre, calafrios, dor de cabeça, prostração,


náuseas, vômitos e dores musculares que podem durar 3 dias.

Ocorre uma melhora de horas ou um ou dois dias e em


seguida os sintomas que podem levar a morte como
insuficiência renal e hepática (aspecto amarelo do doente),
hemorragias e redução na frequência dos batimentos
cardíacos.
Febre Amarela
Vetores: Mosquitos.
 Urbana:
Aedes aegypti (Urbana)  Dengue, Zica,
Chunkugunia.
 Aedes albopctus (urbana)
 Silvestre:
Espécies de Haemogogus (Copas de árvores e
descampados) e Sabethes (Copas de árvores).
Comum em regiões tropicais e subtropicais do país,
pois o clima favorece a proliferação do mosquito.
# FEBRE AMARELA SILVESTRE:
Relacionado com o Macaco (Hospedeiros
naturais do vírus, pois vivem em copas de
árvores, mesmo habitat dos mosquitos).
Mosquito suga o sangue do macaco ou de outro
animal silvestre, adquire o vírus (flavivírus) e
pode passar para outro animal (Homem) ou para
sua prole (transmissão transovariana).
 O homem é hospedeiro acidental  Ação
Antrópica  Desmatamento, avanço das áreas
urbanas na floresta (Fragmentos de florestas) 
causa estresse, separa populações (Diminui a
variabilidade)  estresse  Alastra o vírus no
macacos.
 Importância  Sentinelas.
Não existe um tratamento específico o que reforça a
necessidade de medidas de controle da doença ,
pode ser prevenida pelo combate ao mosquito e pela
vacinação de pessoas que residem ou trabalham em
regiões onde a doença se manifesta.
2. (Upe-ssa) Leia o texto abaixo:
Os macacos não transmitem diretamente a febre amarela, assim como ela
não é transmitida diretamente de um humano a outro. O surto que ocorreu
entre 2008 e 2009, no Rio Grande do Sul, afetou populações de bugio-preto
(Alouatta caraya) e bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans), matando
milhares de macacos, com registros de extinções locais, e em unidades de
conservação e relatos de agressões aos bugios por parte de moradores do
interior do estado, inclusive com mortes. Atualmente, há registro de casos de
morte de macacos por moradores de Tocantins e Goiás e erradicação de
matas próximas de áreas urbanas. Desflorestar ou matar macacos não
impede a circulação do vírus da febre amarela, podendo ainda eliminar o
papel de “sentinela” que desempenham os primatas e, portanto, essa valiosa
e insubstituível contribuição para a saúde pública.

Disponível em: www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/8684-o-papel-dos-macacos-no-ciclo-da-


febre-amarela. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/10/capa/projetos_correio/cenario_xxi/108456-
macacos-sao-sentinelas-da-epidemia-de-febre-amarela.html. Adaptado.
Sobre os macacos e as características que compartilham com os
humanos, analise as afirmativas a seguir:

I. Assim como os humanos, os macacos são hospedeiros do mesmo vírus


e desenvolvem a febre amarela silvestre.
II. O papel de sentinela se refere ao fato de que a presença de animais
doentes ou mortos pela doença serve como indicador de possíveis casos
de febre amarela na região, o que pode alertar para o uso de medidas
preventivas de vacinação em humanos e controle da proliferação dos
mosquitos do gênero Haemagogus, que são vetores da doença para
ambos.
III. Além do vírus da febre amarela, os macacos e os humanos adquirem
outros endoparasitas e também ectoparasitas em comum que podem se
desenvolver em seus pelos, como piolhos, pulgas, carrapatos e micoses
como pé de atleta ou frieira e sarna.
IV. Por serem mamíferos placentários, a visão binocular, a dentição, o
número de dedos nas mãos e nos pés e a postura bípede são
características evidentes entre o macaco e o homem.
V. Por serem pertencentes à mesma ordem, apresentam muitas
semelhanças quanto às funções dos sistemas imunológico, circulatório e
respiratório, com exceção dos mecanismos de regulação da temperatura.
Por isso, os surtos de febre nesses animais ocorrem de modo mais
intenso, visto que não são homeotérmicos como os humanos.
Sobre os macacos e as características que compartilham com os
humanos, analise as afirmativas a seguir:

I. Assim como os humanos, os macacos são hospedeiros do mesmo


vírus e desenvolvem a febre amarela silvestre.
II. O papel de sentinela se refere ao fato de que a presença de animais
doentes ou mortos pela doença serve como indicador de possíveis
casos de febre amarela na região, o que pode alertar para o uso de
medidas preventivas de vacinação em humanos e controle da
proliferação dos mosquitos do gênero Haemagogus, que são vetores
da doença para ambos.
III. Além do vírus da febre amarela, os macacos e os humanos adquirem
outros endoparasitas e também ectoparasitas em comum que podem se
desenvolver em seus pelos, como piolhos, pulgas, carrapatos e micoses
como pé de atleta ou frieira e sarna.
IV. Por serem mamíferos placentários, a visão binocular, a dentição, o
número de dedos nas mãos e nos pés e a postura bípede são
características evidentes entre o macaco e o homem.
V. Por serem pertencentes à mesma ordem, apresentam muitas
semelhanças quanto às funções dos sistemas imunológico, circulatório e
respiratório, com exceção dos mecanismos de regulação da temperatura.
Por isso, os surtos de febre nesses animais ocorrem de modo mais
intenso, visto que não são homeotérmicos como os humanos.
Sarampo
Agente Etiológico: Vírus do sarampo, Vírus envelopado de ss RNA, pertencente
ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae.

Forma de transmissão: Altamente infecciosa, Inalação de gotículas de saliva,


vias aéreas (oral e respiratória); contato pessoa-pessoa; contato com objetos
contaminados com o vírus.

Sintomas: Inicialmente como um resfriado, febre alta, tosse seca, aparecimento


de manchas vermelhas no rosto que se espalham pelo tronco e membros.

Tratamento: Não possui. Geralmente o sistema imune consegue eliminar o


vírus, mas em crianças e idosos pode ser grave podendo levar á morte

Profilaxia: Vacinação na infância (tríplice viral)


• (https://falauniversidades.com.br/sarampo-tudo-que-precisa-saber-sobre-doenca)
Estava Erradicada no Brasil desde 1989,
Mas ocorreram casos desde 2018

Poliomielite ou Paralisia Infantil


Agente Etiológico: Poliovírus do tipo 1, 2 e 3. (vírus da paralisia infantil). Pode
ficar por longos períodos na água e no alimento podendo infectar uma pessoa.

Forma de transmissão: A forma primária é a ingestão de água e alimentos


contaminados com o vírus, gotículas de saliva, o vírus é eliminado nas fezes,
falta de saneamento básico e de condições de higiene.

Sintomas: Pode ser branda atingindo garganta e intestino delgado, causando


febre, dor de garganta e náuseas, caso a infecção persista, atinge o sistema
nervoso central, onde sua multiplicação pode levar à destruição de neurônios
motores, levando a paralisia de membros.

Profilaxia: Não possui cura.


Vacinas Sabin (oral – vírus atenuado) mais comum e Salk (Injetável-
Vírus inativo).
Poliomielite
Herpes Simples
Herpes Bucal ou Labial (Oral)
Agente Etiológico: Simplexvírus tipo I / HHV-1/ HSV-1  Vírus de (ds) DNA
envelopado.

Forma de transmissão: Vias aéreas (oral e respiratória); contato pessoa-


pessoa; contato com objetos contaminados com o vírus.

Sintomas: Formação de bolhas que se tornam feridas nos lábios ou ao redor da


boca.
Acomete cerca de 90% da população mundial.
A maioria das pessoas possuem o vírus, mas são assintomáticos.
Os sintomas aparecem quando a pessoa apresenta elevados níveis de
estresse, disfunção hormonal ou excessiva exposição à raios solares.

Tratamento: Utilização de pomadas que inibem o desenvolvimento viral.

Profilaxia: Evitar o contato com pessoas que apresentam os sintomas


Evitar o compartilhamento de copos e talheres.
Herpes simplex tipo I
Hespes Bucal - Sintomas Vírus Capsulado
Herpes Genital
Agente Etiológico: Simplexvírus tipo II / HHV-2/ HSV-2  Vírus de (ds) DNA
envelopado.
Forma de transmissão: Contato sexual

Sintomas: Formação de ferimentos na base do pênis e na região externa da


vagina.
Os ferimentos liberam um líquido viscoso contendo o vírus.
O uso de preservativos não é totalmente eficiente, em razão dos
locais onde as lesões se manifestam.
Os principais sintomas são: dor, coceira, ardor e dificuldade ao urinar.

Tratamento: Utilização de pomadas que inibem a reprodução viral.


Profilaxia: Abstinência sexual quando os sintomas estiverem presentes e
utilização de preservativos.
Hepatite:
Afeta o fígado e pode avançar para cirrose (lesão hepática CRÔNICA).

Hepatite A
Agente Etiológico: Hepatovírus A(HAV), família Picornaviridae. (ss) RNA não
envelopado. Mais comum.

Forma de transmissão: Ingestão de água ou alimentos contaminados com o


vírus.(Maior incidência em regiões sem condições de higiene e saneamento
básico), moscas e baratas podem carregar os vírus e transportar para
alimentos.
Sintomas: Pode não apresentar sintomas. Porém, os mais frequentes são:
cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos
amarelados (Icterícia), urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam
aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.
Tratamento: Medicamentos que reduzem os sintomas. Geralmente o sistema
imune consegue eliminar o vírus.
Profilaxia: Consumir água potável, lavar bem frutas e verduras consumidas
cruas e medidas de higiene, tratamento dos doentes.
Hepatite B e C
Agente Etiológico: Gênero orthohepadnavirus B(HBV) – ds DNA ; e Gênero
Hepacivirus C(HCV) – ss RNA.
Forma de transmissão: Contato com o sangue de pessoas contaminadas.
Geralmente o contágio se dá por contato sexual, materiais cortantes,
compartilhamento de seringas e transfusão de sangue.

Sintomas:Pode ser assintomático, em casos severos causa danos ao fígado e


pode se tornar uma doença crônica.
Tratamento: Utilização de medicamentos que inibem a ação viral.

Profilaxia: Vacina – Hepatite B. Medicamentos antivirais, Hepatite C (Não há


vacina) - Uso de preservativos nas relações sexuais, controle dos bancos de
sangue, utilizar somente seringas descartáveis, esterilização de materiais de
manicure.

A hepatite C se não tratada rapidamente


pode evoluir para o quadro de cirrose.
Maior causa de transplante hepático.
AIDS - (Síndrome da Imunodeficiência Humana)
Agente Etiológico: Vírus da Imunodeficiência humana (HIV), conjunto de
sintomas relacionados pela redução na quantidade dos linfócitos CD4.
Forma de transmissão: Contato com os seguintes líquidos corporais
infectados: Sangue, Esperma, Secreções vaginais, Leite materno, Acredita-se
que o vírus possa atravessar a placenta e infectar o feto.
Sintomas: Febre, calafrios, dores musculares, aparecimento de ínguas no
pescoço, náusea, vômito.
Tratamento: Não há cura – O tratamento consiste na utilização de
medicamentos que inibem a reprodução viral e aumentam dessa maneira a
sobrevida dos pacientes.
Profilaxia: Educação sexual, uso de preservativos nas relações sexuais,
controle dos bancos de sangue, utilizar somente seringas descartáveis e não as
compartilhar, esterilização de instrumentos cirúrgicos e odontológicos, evitar a
amamentação quando as mães são soropositivas.
AIDS - (Síndrome da Imunodeficiência Humana)

 O vírus HIV infecta células de defesa do organismo denominadas Linfócitos


CD4.
 Os linfócitos T CD4 são responsáveis por “alertar” o organismo quando há a
invasão de agentes estranhos (antígenos).
 Com a morte de células CD4 o sistema imune se torna deficiente e
começam a surgir doenças oportunistas.

As principais doenças oportunistas são:


a) Tuberculose
b) Candidíase
c) Câncer
d) Pneumonia

Assim, a maioria das pessoas que adquirem o vírus HIV não


morrem de AIDS, mas sim de doenças oportunistas que
aproveitam a deficiência do sistema imune para se manifestar.
AIDS - (Síndrome da Imunodeficiência Humana)

 Ao entrar no organismo o vírus HIV pode permanecer latente “escondido”


no cromossomo dos linfócitos CD4, e dessa maneira, não é detectado pelo
sistema imune.
 Os vírus HIV podem permanecer “inativos” por cerca de 10 anos no
organismo e o paciente nesse período não manifesta nenhum sintoma.
 Por motivos ainda inexplicáveis os vírus tornam-se ativos e iniciam a
reprodução via ciclo lítico e a partir disso o paciente começa a desenvolver
os sintomas da doença.

 Todo HIV positivo ou (Soropositivo) é aidético?

Pessoas
São queque
Pessoas
chamadospossuem
são o vírus, aqueles
mas
desoropositivas
aidéticos ounão desenvolveram
HIVpacientes
positivas,que já os
apesar desintomas
apresentam da
os AIDs,
não manifestarem peloda
sintomas
fato dos (febre,
AIDS vírus ainda estarem
calafrios,
nenhum em estado
dores
sintoma, latente
musculares,
podem (ciclo lisogênico)
transmitir
aparecimento
ao vírus. são denominadas
de ínguas no pescoço,
Soropositivas ou HIV
náusea, vômito) positivas.sintomas
e também (HIV Positivo = Portador
de doenças do vírus)
oportunistas.
Catapora – (Varicela): Mais comum em crianças, e a herpes- zoster
aparece em adultos (Doença secundária que surge em pessoas que já
tiveram catapora) são causadas pelo mesmo vírus.
Agente Etiológico: HHV-3, da família Herpesviridae.

Forma de transmissão: Vias aéreas (oral e respiratória); contato pessoa-


pessoa; contato com objetos contaminados com o vírus. Fica encubado por
duas semanas antes de se manifestar. É extremamente grave quando contraída
por gestantes no inicio da gravidez, pois pode causar lesões no feto.
Após a catapora, a pessoa fica imune mas esse vírus não é destruído e fica em
estado de latência nos gânglios nervosos e pode ser reativado por estresse ou
queda na imunidade causando o Herpes-zoster.
Sintomas: Lesões na pele que causam ardor e coceira que duram 3 a 4 dias e
depois desaparecem, em geral, sem deixar cicatriz.
Tratamento: Não possui. Geralmente o sistema imune consegue eliminar o
vírus.
Profilaxia: Vacinação na infância
Evitar contato com pessoas contaminadas
Catapora – (Varicela)
Vírus do sarampo
Vírus Capsulado
Raiva
Agente Etiológico: Rhabdovírus (ss RNA envelopado), atinge o sistema
nervoso.
Forma de transmissão: Contato com a saliva de animais (mamíferos)
infectados, principalmente através de mordidas ou mesmo arranhaduras.
• Animais domésticos: cães e gatos.
• Animais silvícolas: morcegos hematófagos, raposas e lobos
Sintomas nos animais doentes: Encefalite, agressividade excessiva, aumento
da salivação, incapacidade de deglutição (também manifestam hidrofobia), o
sistema nervoso fica cada vez mais prejudicado causando a morte.

Sintomas no homem: Insônia, dor de cabeça, convulsões, salivação excessiva,


febre, espasmo dos músculos da glote, dificuldade de deglutição (hidrofobia),
sem ser tratada pode levar a óbito.

Profilaxia: Não possui cura.


Vacinação dos animais domésticos.
Vacina anti-rábica para seres humanos e soro (imunoglobulinas).
Dengue
Agente Etiológico: Gênero Flavivirus

Forma de transmissão: Através da picada da fêmea do mosquito Aedes


aegypti.
Sintomas: Dores lombares, náuseas, febre aguda, falta de apetite, manchas na
pele, dores nas articulações, fraqueza.
Na forma hemorrágica, além dos sintomas acima, ocorre alterações no sistema de
coagulação sanguínea onde pequenos vasos podem sangrar na pele e em órgãos
internos, levando a hemorragias.

Tratamento: O tratamento consistem apenas na tentativa de remediar os


sintomas. A aspirina é contra-indicado por interferir na coagulação sanguínea.

Profilaxia: Não possui cura.


Eliminação de criadouros do mosquito (objetos que acumulem água parada)
Utilização de inseticidas e repelentes.
Caxumba
Agente Etiológico: Vírus da Parótida infecciosa
Forma de transmissão: Vias aéreas (oral e respiratória); contato pessoa-
pessoa; contato com objetos contaminados com o vírus.
Sintomas: Aumento das glândulas parótidas (salivares).

Raramente pode acometer o sistema nervoso e os testículos.

Tratamento: Não possui.

Profilaxia: Vacinação (tríplice viral)


Caxumba
Rubéola
Agente Etiológico: Vírus da Rubéola – Rubivírus (Família Tagoviridae).

Forma de transmissão: Vias aéreas (oral e respiratória); contato pessoa-


pessoa; contato com objetos contaminados com o vírus.
Sintomas: Surgimento de manchas vermelhas na pele

Perigo! O vírus da Rubéola em mulheres grávidas é capaz de atravessar a barreira


placentária e infectar o feto, causando cegueira, surdez ou mesmo a morte.

Tratamento: Soro.

Profilaxia: Vacinação (tríplice viral), Exame pré-natal em mulheres grávidas.


Vacinação de mulheres que estão no período fértil, mas que ainda não estão
imunes ao vírus.
Gripe
Agente Etiológico: Vírus Influenza

Forma de transmissão: Vias aéreas (oral e respiratória); contato pessoa-


pessoa; contato com objetos contaminados com o vírus.
Sintomas: Febre, calafrios, dores de cabeça e musculares.

Tratamento: Não existe. Há medicamentos que aliviam os sintomas.

Profilaxia: Evitar o contato com pessoas infectadas, evitar permanecer por


longos períodos em ambientes fechados, vacina.
Gripe Aviária
Agente Etiológico: Vírus Influenza H5N1
Forma de transmissão: Contato direto com secreções de aves infectadas pelo vírus
através do ar, água, alimentos ou roupas contaminadas.
Sintomas:Febre alta, dores musculares, dor de cabeça, dificuldades e problemas
respiratórios devido se instalar nos pulmões, depois nos rins, fígado.

A maioria das aves morrem 24 horas após o contágio. O vírus atualmente só é


transmitido de aves para seres humanos. O grande perigo consiste no vírus sofrer
alguma mutação que o permita ser transmitido de humano para humano.

Tratamento: Não existe.

Profilaxia: Sacrificar todos os animais que possam estar infectadas pelo vírus.
HPV – (Papilloma Vírus Humano)
Agente Etiológico: Papillomavirus - (ds) DNA não envelopado.
Forma de transmissão: Contato sexual.
Sintomas: Lesões precursoras do câncer no colo uterino, aparecimento de
verrugas na pele e principalmente nos órgãos genitais.

O HPV pode permanecer durante anos em estado de latência no organismo, suas


manifestações podem aparecer ou reaparecer em qualquer momento da vida sem um
motivo aparente.

Tratamento: Retirada das lesões através de procedimentos cirúrgicos.


Profilaxia: Uso de preservativos nas relações sexuais, realização de exames
periódicos (papanicolau) para detecção de lesões no útero e vacina desde 2006.
HPV – (Papiloma Vírus Humano)

Lesão causada pelo HPV


na parede do colo uterino
Coronavírus (2019nCoV)

Família Coronaviridae.

Ex: Síndrome respiratória aguda


grave (SARS) ou Pneumonia
asiática (2002).

Em 2019, Wuhan – China – Aumento


De casos de pneumonia – 2019nCoV – Ribovírus (RNA)
- Mutagênico.
VARÍOLA DOS MACACOS (MONKEYPOX, EM INGLÊS)

Agente Etiológico: Vírus que pertence ao gênero orthopoxvirus da família


Poxviridae,
Forma de transmissão:A transmissão ocorre por contato próximo com lesões,
fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de
cama. E, segundo o órgão de saúde, a transmissão humano para humano está
ocorrendo entre pessoas em contato físico próximo com casos sintomáticos.
Sintomas: A OMS descreve quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos,
prováveis e confirmados. Passa a ser considerado um caso suspeito qualquer
pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma
aguda e inexplicável e esteja em um país onde a varíola dos macacos não é
endêmica. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre
acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas
costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar
a doença.
Tratamento: A varíola geralmente é autolimitada, ou seja, pode ser curada com o
tempo e sem tratamento, mas pode ser grave em alguns indivíduos, como crianças,
mulheres grávidas ou pessoas com imunossupressão devido a outras condições de
saúde, O tratamento da varíola dos macacos, em geral, é o que chamamos de
tratamento de suporte. Geralmente, o paciente precisa de uma boa hidratação, se
estiver com dor de cabeça tomar um remédio analgésico, se estiver com febre,
tomar um antifebril e, fundamentalmente, a higienização das lesões.
Profilaxia: A principal forma de proteção é evitar contato direto com pessoas
contaminadas. Lembrando que a principal forma de transmissão ocorre através do
contato pele/pele, pessoal, ou obviamente através do contato com objetos pessoais
de um paciente que está infectado com a varíola dos macacos.

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