Aula 1 - segunda, dia 12/08/2024
Prof. Guilherme Hartmann
[email protected]
prova unica 08/11/2024, sexta
segunda chamada, 11/11/2024
vista presencial dia 25/11/2024
prova final dia 29/11/2024
prova objetiva e discursiva
haverá um ou dois exercícios extras valendo ponto extra.
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LEIA A TOPOGRAFIA NO CÓDIGO!
Topografia da disciplina: arts. 926 a 1044, CPC.
Livros indicados pelo professor:
- Alexandre Câmara; “manual de processo civil”.
- Daniel Amorim de Assumpção Neves. “Manual”
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COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS
É importante destacar que Tribunais são órgãos colegiados. Tribunais julgam recursos,
MAS não é a única competência dos Tribunais.
COmpetências dos Tribunais:
1) Julgar recursos.
Recurso é um remédio voluntário com o objetivo de impugnar uma decisão.
É uma forma de questionar uma decisão.
A doutrina até afirmar que o Recurso é uma extensão do direito de ação.
Órgão A QUO (é do qual se recorre).
Órgão ad quem (é para o qual se recorre, é o que irá julgar o recurso).
2) REMESSA NECESSÁRIA (Art. 496, CPC)
É a mesma coisa que reexame necessário.
É uma outra competência dos Tribunais.
É o duplo grau de jurisdição obrigatório. É poder recorrer a um órgão de maior
hierarquia.
É uma prerrogativa da fazenda pública. Pois ela representa o interesse público.
Ex. Numa sentença desfavorável a fazenda pública? A advogada pública apelando,
foi um recurso voluntário. Caso não seja feito isso, enquanto não subir para o
Tribunal não haverá o trânsito em julgado.
A remessa necessária não é recurso. Qual a diferença? Remessa necessária não é
recurso porque recurso é VOLUNTÁRIO, recorre quem quer. Na remessa necessária
é OBRIGATÓRIO. Segundo argumento, remessa necessária não está no tópico de
recursos, inclusive não está no art. 994, CPC. A doutrina costuma dizer que a
remessa necessária é uma condição de eficácia da sentença. Terceira diferença é
que recurso se submete a prazo, a remessa necessária NÃO. Sem a remessa
necessária não há trânsito em julgado.
3) AÇÃO DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA
Existem hipóteses em que o processo COMEÇA no Tribunal.
Ex. Ação rescisória. Art. 966 e segs, CPC. Ela já começa no Tribunal.
Ex. Reclamação. Art. 988, CPC.
Ex. Ação de homologação de decisão estrangeira. Art. 960, CPC. Há outros
exemplos, como ação direta de inconstitucionalidade, etc.
Qual a diferença para recursos? RECURSO É INTERPOSTO DENTRO DO MESMO
PROCESSO. Já na ação de competência originária, há a CRIAÇÃO de um processo
novo.
4) INCIDENTE PROCESSUAL
É um desvio no curso do processo para resolver uma questão prévia que lhe é
prejudicial.
A diferença dele para recurso é que recurso tem um viés IMPUGNATIVO. O
incidente tem um viés PREVENTIVO. Antes da tomada de decisão instaura-se um
incidente.
Ex. IRDR, art. 976 e segs, CPC.
No incidente processual o viés é PREVENTIVO para solução de uma questão
prévia.
____
Organograma do judiciário - PEDIR FOTO PARA ALGUÉM.
Instância é um termo relacionado a organização do poder judiciário. Nosso judiciário
obedece a uma estrutura hierarquizada.
Na primeira instância estão os juízos (órgão) monográticos. Ex. Juiz da vara cível.
Na segunda instância, já há os Tribunais. Estes são órgãos colegiados. O intuito é que cada
jugador prolate seu voto e seja formado o acórdão (decisão colegiada) - art. 204, CPC.
Nessa instância a nomenclatura para os julgadores são desembargadores.
No âmbito dos Tribunais superiores se usa a nomenclatura de MINISTROS.
Para saber de qual justiça é a competência deve ir por exclusão. Se não é da especial
(militar, eleitoral, trabalho) passa a verificar se é da justiça comum (federal ou estadual).
Analisa se é da federal primeiro (art. 109, CF) e se não for então é da justiça estadual.
Art. 109, CF - competência da Justiça Federal.
Diferença entre grau de jurisdição e instância. Instância é termo relacionado a organização
judiciária, grau de jurisdição é ordem de enfrentamento da causa. A regra é que primeira
instância exerce o primeiro grau de jurisdição. Mas há exceções, como por ex na ação
rescisória.
É possível o segundo grau de jurisdição na primeira instância? É possível, pois o juizado
está dentro da primeira instância. A turma recursal é um órgão colegiado na primeira
instância. É composto por juízes. Art. 41, lei 9099/95.
Cuidado que às vezes a lei confunde, fala grau de jurisdição quando é instância.
______ FINALIZOU AQUI A AULA.
AULA 2 - SEXTA-FEIRA, DIA 16/08/2024
ORDEM DOS PROCESSOS NO TRIBUNAL (Arts. 929 a 946, CPC)
Fala do procedimento no âmbito dos Tribunais. Procedimento é sinônimo de rito.
O processo no âmbito dos Tribunais será distribuído, ganhará um número. Pode ser o
mesmo da instância originária ou não necessariamente.
Art . 930, CPC – fala da distribuição.
Atenção com o parágrafo único deste dispositivo, fala de uma prevenção.
Há um processo em 1ª instância, pedi uma tutela provisória, o juiz em primeiro grau
indeferiu (decisão interlocutória), dai cabe agravo de instrumento no âmbito do Tribunal. O
órgão do Tribunal julga o agravo de instrumento. Imagina-se que depois houve a sentença.
Havendo a apelação da sentença, esse recurso deve ir para o mesmo órgão que julgou o
agravo de instrumento. Isso é a prevenção. Isso pode facilitar uma estratégia para o
advogado(a), pq já sabe para qual órgão vai o recurso (quais desembargadores vão julgar o
acórdão).
Art. 931, CPC – fala da designação do relator. Essa escolha é de acordo com normas
internas.
Atenção, apesar do órgão colegiado, a lei permite que o relator prolate uma decisão
monocrática (decisão unipessoal), conforme art. 932, CPC. Em outras palavras não é tudo
que acontece no Tribunal que todo o colegiado decidirá. Esse dispositivo é uma exceção ao
princípio da colegialidade dos Tribunais.
De qualquer decisão monocrática do relator, cabe recurso para o colegiado. É o agrado
interno (art. 1021, CPC).
O relator pode julgar até o mesmo o recurso sozinho. Art. 932, III a V, CPC.
Quando ler “não conhecer” ou “inadmitir” o recurso é não passar dos requisitos de
admissibilidade.
Nos incisos IV e V falar de negar ou dar provimento sozinho. Quando falar de provimento é
falar de mérito. Deu provimento o recorrente ganhou, negou provimento o recorrente
perdeu.
Da decisão monocrática do relator tem recurso possível, que é O AGRAVO INTERNO.
ISSO É IMPORTANTE (quando professor falar isso, leve em consideração): art. 932, p. u.,
CPC.
Professor falou que se fizesse uma prova hoje, estaria uma questão dessa nela. Se o relator
constatar um vício formal ele tem que abrir possibilidade ao recorrente para saná-lo.
“Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo
de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a
documentação exigível.”
Isso acontece pq antes do cpc 15 a lógica era uma jurisprudência defensiva, que era um
pensamento burocrático dos Tribunais. Qualquer vício formal, haveria a inadmissão do
recurso. Não havia nova possibilidade.
É uma ideia de valorizar o conteúdo em detrimento da forma que é uma forma de valorizar o
recurso como um direito da ação. É a primazia do julgamento do mérito do recurso.
Uma questão é a seguinte: veio uma lei de 30/072024, alterou o art. 1003, §6º, CPC. Lei
14939/24.
Aqui o legislador está seguindo a lógica do art. 932, p.u., CPC.
Vício formal é possível a correção. É o que o código deseja.
No art. 934, CPC – o presidente citado é o presidente do ÓRGÃO. Um daqueles
desembargadores da câmara, por ex.
Na justiça estadual fala-se comarcas, na federal fala-se seção. Comarca do Rio, comarca
de Niterói. Seção do Rio de Janeiro etc.
Art. 935, CPC – fala da marcação da sessão, deve ter 5 dias de diferença.
Art. 937, CPC – fala da sustentação oral.
Art. 936, CPC – fala de preferências para o processo entrar antes na fila para sustentação
oral. Também há previsão no art. 7-A, III, lei 8906/94 (estatuto da OAB).
Na grande maioria dos recursos há a sustentação oral. Mas há exceções.
O advogado tem o direito com a expressão “pela ordem” de interromper uma sessão de
julgamento. Art. 7º, X, estatuto da OAB.
Art. 941, §1º, CPC – depois de proclamado o resultado o colegiado não poderá mais mudar
seu voto. O momento final para alteração de voto é na proclamação do resultado.
Alguns regramentos relevantes é que é possível produção de provas no âmbito do Tribunal.
Art. 938, §3º, CPC. Não é comum, mas é possível.
Art. 938, §1º, CPC – fala da correção de vícios processuais no Tribunal. É uma lógica de
salvar o processo. O professor usou o exemplo da manifestação do MP no processo de
pessoa incapaz.
_______________ FINALIZOU A AULA
AULA 3 - SEGUNDA-FEIRA, DIA 19/08/2024
Dados do monitor: 97137-2030
CONT.
ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS
art. 938, §1º, cpc - permite a correção de vícios processuais no âmbito do Tribunal.
Art. 942, CPC (atenção) - é uma ferramenta/técnica para hipótese de julgamento não
unânime, sobre tudo na apelação.
O interesse aqui pelo legislador é uma busca pela qualidade da decisão jurisdicional e não
necessariamente da celeridade. Tem haver com a segurança jurídica, ao menos em tese.
Mas na prática não foi bem isso que aconteceu.
O nome que a doutrina dá para essa ferramenta é técnica de ampliação do colegiado ou
técnica de complementação do julgamento ou técnica reexame da infringência.
Isso aqui é recurso? Não. 1) Recurso é voluntário, No passado era recurso, agora não mais,
pois é obrigatório em caso de julgamento não unânime. 2) por questão de topografia. O Art.
942 não está no rol (capítulo) de recursos, está na ordem de processo no Tribunal.
O adv poderá sustentar oralmente novamente nesse caso. É direito do adv.
RECURSOS (art. 994 ao 1044, CPC)
Art. 994 ao 1008 é a teoria geral dos recursos.
Art. 1009 e segs são recursos em espécies.
Conceito geral de recursos do professor josé carlos barbosa moreira:
“Recurso é o remédio voluntário ato a ensejar, dentro do mesmo processo, a reforma, a
invalidação, o esclarecimento ou a integração da decisão impugnada.”
- Remédio voluntário: só recorre quem quer. Ninguém é obrigado a recorrer. Mas caso
não recorra pode se dar a preclusão. Não é um dever processual, é um ônus
processual, uma oportunidade de agir. A doutrina fala que o recurso é uma extensão
do direito de ação. Ao recorrer está exercitando esse direito. Recurso é diferente da
remessa necessária. Primeiro voluntário, segundo obrigatório. Não confundir recurso
com a ferramenta do 496, CPC e do 942, CPC.
- Dentro do mesmo processo:
Diferencia daquelas ações de competência originária do Tribunal. Porque nelas é um
processo novo, recurso é dentro do mesmo processo. Recurso prolonga a
litispendência.
- A reforma…
É o objeto do recurso, o que se pretende. É o mérito do recurso.
- Da decisão impugnada
Recurso é um meio de impugnação das decisões judiciais. Nesse ponto não
confundir com incidente processual, pq incidente é preventivo, antes da decisão se
instaura ele. Recurso é uma forma de atacar uma decisão já prolatada.
PRINCÍPIOS RECURSAIS
É o estudo de diretrizes da ciência recursal. Aqui são os princípios específicos recursais.
1) Princípio da legalidade (taxatividade)
Significa que só é recurso o que a lei diz que é. Só a lei diz o que é recurso. É uma
competência privativa da União (Art. 22, I, CF).
Nesse caso a gente afasta a possibilidade da criação de recurso por negócio
processual. Pode as partes criarem recurso por negócio processual? Não. Não pode
nesse caso as partes de comum acordo criarem um recurso em razão desse
princípio.
OBS 1: sobre negócios processuais a base é o art. 190, CPC. São acordos sobre
regras do processo. Não confundir com negócio de direito material. Lembrar do ex
sobre dívida, no caso, seria acordo de negócio material.
Ex de negócio processual é o foro de eleição, escolha de perito.
Há limites para negócio processual como não pode afastar competência absoluta
(vara de família, etc), assim como no recurso não pode ser criado via negócios
processuais.
OBS 2: é que o rol de recursos cabíveis no CPC está no art. 994. Mas não é
somente recurso o que está no CPC, existem recursos em lei especiais. Leis
especiais pode haver previsão de recursos. Por ex o recurso inominado em juizados
(art. 41, lei 9099/95). Não confundir com taxativo (o que a lei prevê) com exaustivo
(está somente ali).
2) Princípio da singularidade (unirrecorribilidade)
Significa que de cada decisão cabe UM ÚNICO RECURSO. (IMPORTANTE) Na
prova será perguntado se de tal decisão, cabe qual recurso?
Se de uma decisão você protocolar o recurso errado, ele será INADIMITIDO (NÃO
CONHECIDO). Para ter êxito o recurso tem que ser admitido e ganhar no mérito.
Há exceção? SIM. É o recurso de embargos de declaração. Esse recurso é um
recurso diferenciado. Pois pode se dizer que ele cabe para qualquer decisão. Por
isso, acaba sendo uma exceção a singularidade. Inclusive, não é obrigado a entrar
com o embargo de declaração. Mas pode entrar com ele e do julgamento dele entrar
com a apelação.
Segunda exceção a singularidade é o art. 1031, CPC. Nele fala de uma hipótese que
será interposto dois recurso contra uma decisão. É uma hipótese de recurso
especial ao STJ e recurso extraordinário ao STF. Embora com finalidades distintas,
nesse caso são interpostos dois recursos daquela decisão. Imagina uma pessoa que
tomou dois tiros? Vai tratar de um ferimento apenas? Quando tiver um acórdão com
duplo fundamento e perdeu nos dois, deverá entrar com esses dois recursos se
quiser que a decisão seja impugnada. Se entrar apenas com um, nesse caso, vai
precluir o que não entrou e portanto o recurso não será admitido por falta de
interesse de agir.
3) Princípio da fungibilidade recursal
No direito processual quando se fala de fungibilidade é a conversão do ato
processual errado no certo. É aproveitamento de ato processual. Uma das hipóteses
que já foi estudada é a fungibilidade em tutela provisória ou cautelar (lá no artigo
305, p.u. CPC) É um ex que importa mais o conteúdo do que a forma.
A fungibilidade recursal é a possibilidade de alguém interpor o recurso errado e ele
ser convertido no recurso certo. A sua aplicação não é tão frequente. Na prática, na
maioria dos casos, o recurso é inadimitido (não conhecido). Quando vai ser aplicada
a fungibilidade então? É Quando há uma dúvida OBJETIVA, não subjetiva. É uma
dúvida decorrente do texto de lei ou da própria decisão jurisdicional. Numa hipótese
que a lei é dúbia é que poderá haver a aplicação desse princípio da fungibilidade.
Próxima aula será falado de fungibilidade autorizada pela lei. Depois os demais princípios
(duplo grau de jurisdição, proibição da piora da reforma).
_____________ FINALIZOU AQUI A AULA.
AULA 4, SEXTA-FEIRA, DIA 23/08/2024.
Art. 1032 e 1033 CPC – casos em que a lei permite a fungibilidade.
Recurso Especial (RESP) – STJ (julgar questões de leis infraconstitucionais);
Recurso Extraordinário (RE) – STF (julgar questões constitucionais, “guardião da CF).
Nesse caso a lei autorizou a “salvação” do recurso errado no certo. É uma forma de diminuir
a jurisprudência burocrática do Tribunal que qualquer vício formal impossibilitaria o recurso.
4) Princípio do Duplo Grau de Jurisdição
É assegurar o reexame da decisão por um órgão hierarquicamente superior. A chance de
recorrer levando a questão a um órgão de superior hierarquia.
Há uma discussão doutrinária se esse princípio tem precisão normativa ou é implícito. De
qualquer maneira pode tirar esse princípio do art. 5º, LV, CF – ampla defesa. Além disso
também pode pensar na competência do TRF (Art. 108, II, CF). Mesmo que não
Existe exceção a esse princípio? SIM! A principal são as ações que começam no STF, art.
102, I, CF. Nesses casos há um grau único de jurisdição.
Vantagens e desvantagens desse princípio do duplo grau de jurisdição:
Vantagens:
- Aprofundamento da cognição (operação mental, raciocínio cognitivo dos julgadores);
- Em tese, na instância hierárquica superior, haverá julgadores mais experientes e é um
julgamento colegiado;
- Controle psicológico do julgador de 1ª instância de saber que a decisão dele pode ser
revista;
- Controle vertical do próprio produto jurisdicional, uma forma de trazer legitimidade para
esse produto. Controle democrático das decisões jurisdicionais.
Desvantagens:
- Fomentar divergência. Pode ser que um juiz prolate uma sentença e o Tribunal reforme.
Pode haver uma certa insegurança jurídica;
- Causa demora processual;
OBS: o professor não cobrará essa parte de vantagens e desvantagens.
5) Princípio da proibição da reforma para pior (non reformatio in pejus)
Seria o sentido de vedação da piora da situação do único recorrente no âmbito recursal.
Ponto chave é “único recorrente”.
Efeito devolutivo é a transferência da matéria impugnada.
Ex. está no min 27 da gravação.
Ex. da sucumbência recíproca.
Se as duas partes recorreram, TUDO FOI DEVOLVIDO AO TRIBUNAL. Faz sentido o
Tribunal poder percorrer todo o pleito.
O Tribunal não pode ir além do que lhe foi transferido (devolvido).
O Tribunal não pode piorar a vida do ÚNICO recorrente.
Tem exceção em que o ÚNICO recorrente pode ter a vida piorada? A exceção da reforma
para pior se dar nas QUESTÕES DE ORDEM PÚBLICA (são aquelas relacionadas ao
interesse público). Nessas questões os membros do judiciário podem conhecer até mesmo
de ofício.
Ex. no 35 min.
_______
CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS
1) Quanto ao objeto da impugnação.
Pode ser total ou parcial. Art. 1002, CPC.
Se tiver uma decisão contrária você pode recorrer de toda ela, mas não é obrigado a
recorrer de tudo.
Ex. as vezes ganha a causa, mas na verba honorária o juiz deu menos do que acha
que deveria receber. Pode ser feito de acordo com esse dispositivo, recurso parcial.
2) Quanto ao teor da fundamentação do recurso.
Recursos de fundamentação livre e recursos de fundamentação vinculada.
O de livre – causa de pedir livre. Pode fundamentar com qualquer coisa. Ex. recurso de
apelação.
O de fundamentação vinculada – a lei já estabelece qual é a fundamentação que o
recorrente tem que fazer. Ex. recurso de embargos de declaração. Ele só cabe se for
alegado omissão, contradição, obscuridade ou erro material. Outro exemplo é recurso
extraordinário ao STF, pois é apenas sobre matéria constitucional.
3) Quanto a forma de interposição do recurso
Podem ser independentes (art. 997, caput, CPC) ou dependentes/subordinado/adesivo
(art. 997, §§ 1º e 2º, CPC). Adesivo é o mais conhecido nesse segundo.
Ex. 49 min.
Recurso independente é aquele que não depende da conduta ou anuência do
adversário. Não é uma espécie recursal, por exemplo é uma apelação sendo interposta
independentemente do adversário.
Recurso adesivo é no caso de sucumbência recíproca. Está no art. 997, §1º, CPC.
Min 51 – importante.
A ideia do recurso adesivo é (min 56).
Segunda pergunta que geralmente é feita: se o recurso independente for inadimitido?
Se o principal cair, o adesivo cai também. Art. 997, §2º, III, CPC.
AULA 5 - 26/08/2024, SEGUNDA-FEIRA
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL
Esse juízo aqui tem haver com exame.
(Ouvir a aula até os 5 min iniciais)
Órgão a quo - órgão do qual se recorre.
Órgão ad quem - órgão para o qual o recurso será destinado, órgão que irá julgar o
recurso.
Acima trata-se de órgão jurisdicional é a mesma coisa que juízo.
Nem sempre se interpõe o recurso no órgão que irá julgar o recurso.
Quem é que faz o exame de admissibilidade? Pq o exame de MÉRITO é no órgão ad quem.
Em algumas situações o exame de admissibilidade é feito no órgão a quo (DO QUAL SE
RECORRE).
A atenção é onde se interpõe o recurso e quem faz o juízo de admissibilidade.
A doutrina associa esse assunto a um requisito de ordem pública. Pressupostos recursais,
tema de juízo de admissibilidade, pressupõe uma questão de ordem pública. Costuma-se
dizer que não está sujeito a preclusão, pode ser feito de ofício.
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE
1) CABIMENTO
I - É você estudar se o pronunciamento jurisdicional se sujeita a recurso. II - e qual é
o recurso.
Em 1ª instância - pronunciamentos do juiz ou juíza de 1ª instância (art. 203, CPC)
- Sentença (art. 203, §1º, CPC); pronunciamento apto a extinguir o feito com ou não
julgamento do mérito. Da sentença cabe apelação (art. 1009, CPC).
- Decisão interlocutória (art. 203, §2º, CPC); é uma decisão que contém mérito e não
extingue o feito. É por exclusão do parágrafo anterior. Dessa decisão, em regra,
cabe agravo de instrumento (art. 1015, CPC). É o principal recurso.
OBS: Quando essa decisão interlocutória não for atacável por agravo de
instrumento, cabe apelação (art. 1009, §1º, CPC).
- Despacho (art. 203, §3º, CPC); só serve para impulsionar o feito. Não tem
conteúdo decisório. Princípio do impulso oficial. Dos despachos cabe recurso? NÃO!
Os despachos são irrecorríveis, conforme art. 1001, CPC.
Em âmbito de Tribunal.
O Tribunal também prolata despachos. Não pode-se recorrer dos despachos.
O Tribunal também prolata acórdão (art. 204, CPC), que é o principal
pronunciamento no âmbito dos Tribunais. A recorribilidade dos acórdão irá depender
de qual âmbito está se falando. Acórdão em segunda instância (TJ) se pensa em
recurso especial, recurso extraordinário.
No âmbito de Tribunal também é possível a DECISÃO MONOCRÁTICA DO
RELATOR. Nesse caso o previsto é o AGRAVO INTERNO AO COLEGIADO (art.
1021, CPC).
Se o pronunciamento é um acórdão, não cabe apelação, por ex, pois esse recurso é
para sentença de forma geral, que é uma decisão em 1º grau.
2) LEGITIMIDADE (art. 996, CPC)
É o estudo de QUEM PODE RECORRER. Um paralelo com a petição inicial, parte
legítima.
Quem pode recorrer? 1) a parte. 2) O Ministério Público (pode recorrer como parte e
como fiscal da ordem jurídica). 3) o terceiro juridicamente interessado.
OBS: Art. 177, CPC - MP como parte de processo. A segunda forma do MP
participar do processo é como órgão interveniente (art. 178, CPC). É como órgão
que dá um parecer nos autos. Nessas hipóteses o MP atua como fiscal da ordem
jurídica.
OBS: O terceiro pode recorrer sempre? Ex. do seu clube de futebol. Não pode pq é
um interesse meramente afetivo. O que justifica a intervenção de terceiro é o
interesse jurídico. Afetação jurídica. Tem que haver o liame jurídico (relação jurídica,
do parágrafo único do art. 996, CPC).
OBS: se estuda muito a legitimidade do amicus curiae (TERCEIRO
INTERVENIENTE). O que se estuda é a limitação recursal dele. Pq ele é um
terceiro. O Art. 138, CPC, diz que o amicus curiae em regra tem uma limitação
recursal, mas diz que ele pode 1) entrar com embargos de declaração e pode 2)
recorrer da decisão que julga o IRDR.
3) INTERESSE RECURSAL
Pode fazer um paralelo com as condições da ação.
Ele trabalha sobretudo com uma noção de utilidade da via recursal, que o recorrente
vai buscar a melhora da sua situação jurídica. Se costuma dizer que esse interesse
decorre da sucumbência. Trabalha-se que o derrotado pode recorrer, ainda que
tenha perdido parcialmente.
Existe algum recurso que não exige gravame (derrota)? Existe sim, pois é os
embargos de declaração. Nesse caso, pode não existir gravame (derrota), pois os
embargos de declaração visam aclarar, esclarecer, a decisão. Nesse sentido,
mesmo o vencedor pode recorrer, pois a decisão pode ser contraditória. É uma
exceção.
Pode se estudar também uma necessidade da tutela jurisdicional. Um exemplo é a
decisão que defere a petição inicial. (ouvir 54 min). Por vezes você tem que esperar
o momento apto para recorrer.
Questão bónus: o réu tem interesse recursal de recorrer da sentença sem mérito?
Nesse caso quem perdeu? Foi o autor. Porém, a extinção sem mérito, nada impede
que o autor depois entre com uma outra ação contra o réu. Art. 485, §§ 4º e 6º, CPC.
A doutrina aduz que isso é um reconhecimento de que o réu tem direito a um
julgamento de mérito. Logo, pode-se importar esse raciocínio para responder a
pergunta. Nesse exemplo do dispositivo citado, o réu poderá ter o direito de recorrer
de uma sentença sem mérito.
FINALIZOU A AULA______
FALTA ESCUTAR E ANOTAR A AULA 06, DIA 30/08/2024, SEXTA-FEIRA
TEORIA GERAL DOS RECURSOS - JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL (cont.)
O recorrente para ter êxito na sua tarefa ele precisa vencer duas barreiras: 1) passar pelo
exame de admissibilidade (que é passar pelo exame de admissibilidade). Se passar o
recurso é CONHECIDO/ADMITIDO. 2) Analisar o mérito do recurso (ai é usado provido ou
desprovido - provimento ou desprovimento).
Pode ser que o recurso seja “bloqueado” nessa primeira barreira, ou seja, que ele obtenha
uma decisão de inadmissão / não conhecimento. Então, se essa foi a decisão daquele
recurso (inadmissão / não conhecimento) é porque ele não passou no exame de
admissibilidade, logo, não preencheu ao menos um dos pressupostos recursais.
4) INEXISTÊNCIA DE IMPEDITIVOS RECURSAIS
Esse quarto pressuposto recursal é um pressuposto negativo, pois ele não pode ser
vislumbrado no caso concreto. Se houver ele, o recurso será inadmitido. É aqui que
se estuda renúncia, desistência do recurso…
4.1 - Renúncia ao direito de recorrer (art. 999, CPC)
A renúncia é prévia à interposição do recurso. Ela pode se dá de forma bilateral ou
unilateral. O mais comum é uma renúncia bilateral. É quando as partes fazem um
acordo a respeito. A lógica aqui é que se renuncia o direito de recorrer e depois a
pessoa recorre, isso fará que o recurso seja inadmitido pela recorrência de um
impeditivo recursal. Isso é o que a doutrina chama de preclusão lógica (preclusão é
a perda de uma faculdade processual) (preclusão lógica é a vedação de
comportamento contraditório em atividade processual).
4.2 - Aceitação da decisão (art. 1.000, CPC)
Se por ex. condena o réu a pagar uma dívida/prestar um serviço e ele vai lá e
paga/presta sem nenhuma ressalva ou cumpre a obrigação sem ressalva, o réu está
aceitando a decisão. Se ele recorre depois, consequentemente será inadmitido/não
conhecido em razão desse impeditivo recursal, porque ele cumpriu a decisão sem
nenhuma ressalva. Ele poderia, por ex, informar que aceita a decisão, mas ressalta
o seu direito de recorrer.
4.3 - Desistência do recurso (art. 998, CPC)
A desistência pressupõe recurso já previamente interposto. Então se houver a
desistência o recurso será inadmitido/não conhecido em razão do impeditivo recursal
da desistência.
OBS: a desistência depende de anuência do recorrido? NÃO DEPENDE! Vide art.
998, CPC. Não confunda desistência do recurso, que não depende da anuência do
recorrido, com desistência da ação.
OBS: No art. 998, parágrafo único, CPC fala a respeito da desistência do recurso
representativo da controvérsia no recurso repetitivo. No recurso repetitivo é
selecionado dois ou mais recurso e encaminha para DF, os demais que versam
sobre aquele tema ficam suspensos. Imagina que por alguma estratégia o recorrente
desista desse recurso que foi selecionado para criar a tese. Até é preservado o
direito de desistir, mas não impede o Tribunal de criar a tese, pois envolve interesse
público.
5) REGULARIDADE FORMAL
É analisar a forma do seu recurso. Preencher os requisitos da forma do seu recurso.
Para cada recurso há seu determinados requisitos formais. Como por ex o art. 1010,
CPC, fala da forma da apelação. Toda vez que estivermos falando de forma, se
entra com regularidade formal. Não havendo seu preenchimento pode gerar uma
inadmissão daquele recurso por falta de regularidade formal. SENDO QUE - NÃO
ESQUEÇA - antes de o juiz inadmitir aquele recurso, se for um vício meramente
formal, ele deve abrir a possibilidade de correção, conforme art. 932, parágrafo
único, CPC. OBS: Não confunda com vício de fundamentação. Se errar na
fundamentação não é vício de forma, nesse caso poderia ser inadmitido por falta de
cabimento.
O professor fez um “parênteses”:
Dialeticidade recursal
Algo atualmente mais falado pelos Tribunais e talvez até tratado como um possível
princípio recursal. A dialeticidade recursal seria um diálogo entre o recurso e a
decisão. Alguns julgadores acabam rejeitando o recurso porque o recurso é
considerado genérico. Se você está impugnando uma decisão, há de se dialogar na
fundamentação com aquela decisão. O ideal no recurso é impugnar especificamente
a decisão. “No parágrafo tal folhas tal o juiz decidiu equivocadamente…”
Continuar do min 41 da gravação.
_______
AULA 07, DIA 02/09/2024, SEGUNDA-FERIRA
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL (cont.)
7) Preparo (art. 1007, CPC)
É o adiantamento das custas do recurso.
Se houver uma hipótese de defeito no preparo, o relator deve abrir oportunidade para
correção (art. 1.007, §2º, CPC). Caso não aja a correção o recurso será inadimitido por falta
de preparo e a lei nomeia isso “deserção”, que é o recurso inadmitido por falta de preparo.
Isso deve ocorrer apenas após a oportunidade de se recolher o montante faltante.
Agora, caso não se recolha nada, será comunicado para recolher o dobro, conforme §4º,
art. 1.007, CPC.
Segunda chance é possível e terceira chance? A lei diz que não, é o art. 1007, §5º, CPC.
Todo recurso exige preparo? Não! Por ex, os embargos de declaração não exigem preparo,
art. 1023, CPC. Outro ex é o agravo em recurso especial e o agravo em recurso
extraordinário, art. 1042, §2º, CPC.
Quem não precisa recolher preparo? Os beneficiários da gratuidade de justiça e os Entes
(art. 1007, §1º, CPC).
Fazer remissão do 1007 §1º, CPC onde está inscrito “isenção legal” para o art. 98, CPC, da
gratuidade.
O pedido de gratuidade de justiça pode ser feito a qualquer tempo, inclusive na interposição
do recurso. Nesse caso, caso seja indeferido, não será cobrado em dobro, será
oportunizado para recolher o preparo. Conforme art. 99, §7º, CPC.
_______
Caso se passe por todos os elementos do juízo de admissibilidade, vai para o juízo de
mérito.
JUÍZO DE MÉRITO
É o estudo do OBJETO do recurso (conteúdo do recurso). É o que o recorrente pretende
com o recurso.
A doutrina cita os seguintes:
- Reforma;
- Anulação/Invalidação;
- Esclarecimento;
- Integração.
Os dois últimos são próprios dos embargos de declaração (esclarecimento ou integração).
Esses objetos são próprios dos embargos de declaração, mas não são exclusivos.
Genericamente, nos demais recursos no âmbito do juízo de mérito será reforma ou
anulação/invalidação.
Reforma - error in judicando
Anulação/Invalidação - error in procedendo
Error in judicando se pede a reforma.
Error in procedendo pede-se a anulação ou invalidação.
Error in judicando - é um erro de conteúdo. Quando se alega que o juiz errou no conteúdo
da questão. Por ex, a má valoração da prova, a má interpretação do contrato. Pode ser até
mesmo má interpretação do direito. No conteúdo o juiz errou, seja no fato ou no direito.
Na apelação, caso o tribunal REFORME a decisão do primeiro grau, passa a valer a
decisão do tribunal. Inclusive, quando se mantém a decisão do primeiro grau, passa a valer
a decisão do Tribunal.
Já o ERROR IN PROCEDENDO é o erro ou vicio na condução do procedimento. É o erro
de forma. É uma violação ao devido processo legal. Nesse caso, o objeto recursar é a
anulação da sentença ou sua invalidação. Ex, quando pediu dano moral, mas o juiz dá dano
material. A sentença tem que ser congruente ao pedido, art. 141 e 492, CPC.
Se o tribunal invalidar (der provimento para esse recurso, no error in procedendo), vai
mandar voltar essa ação para a primeira instância.
EFEITOS DOS RECURSOS
OBS: dia 23/09 no valadão terá uma palestra sobre recursos. A ideia é uma tarefa valendo
meio ponto, como um resumo da palestra.
Para fechar a teoria geral dos recursos, os efeitos dos recursos são consequências jurídicas
extraídas da interposição do recurso.
1) Obstativo.
É um efeito tido como comum a todos os recursos. Obstativo da preclusão ou da
coisa julgada. O recurso obsta (impede) a preclusão ou a coisa julgada. Se cabe
recurso é porque não transitou em julgado.
2) Regressivo.
Já não é um efeito comum a todos os recursos. A ideia dele é a permissão de
retratação pelo órgão prolator da decisão. Órgão prolator da decisão é o juízo a quo
(do qual se recorre). Ex. a apelação em regra, não tem efeito regressivo. O efeito
regressivo por vezes se recorre e se permite ao juízo a quo rever sua decisão.
Nesse caso o recurso contra perde o objeto.
3) Devolutivo.
É a transferência da matéria impugnada do órgão a quo (do qual se recorre) para o
órgão ad quem (para o qual se recorre, que irá julgar o recurso). É uma lógica de
devolver ao judiciário aquela questão. Somente nos embargos de declaração é
devolutivo para o mesmo órgão (órgão a quo e ad quem é o mesmo).
Efeito devolutivo pode ser subdividido na extensão ou na profundidade.
Extensão (art. 1.013, caput, CPC)
Profundidade (Art. 1.013, §§ 1º e 2º, CPC)
Esses efeitos são para todos recursos.
Efeito devolutivo na extensão.
É o recorrente que fixa a extensão do seu recurso. Tantum devolutum quantum appellatum.
Art. 1002, CPC. O recurso pode ser parcial ou total. Ex. teve questão de dano moral e
material, mas só se recorreu do dano material, então o dano moral não poderá ser revisto
caso não haja no objeto do recurso.
Efeito devolutivo na profundidade.
Não é o recorrente que fixa, É A LEI QUE FIXA. A lei alarga o exame da profundidade do
recurso pelo Tribunal desde que respeitada a extensão fixada pelo recorrente. Por ex, o
Tribunal pode ir fundo na controversa que foi devolvida a ele, como apontar normas, leis
que não foram usadas naquela sentença.
O recurso se permite para aperfeiçoar a decisão, portanto, não faz sentido limitar a
profundidade do juízo ad quem. Ele não está limitado no conteúdo da sentença.
FINALIZOU AQUI A AULA_________
AULA 08 - SEXTA-FEIRA, DIA 06/09/2024
Continuação dos efeitos recursais.
04) Translativo
É a transferência automática das questões de ordem pública do órgão a quo para o órgão
ad quem.
A diferença para o devolutivo aqui é o automático e que não precisa o recorrente alegar
isso. Mas até o professor falou que é muito similar. É uma autorização ao Tribunal (órgão ad
quem) para reconhecer de ofício questões de ordem pública.
OBS: Questões de ordem pública são questões relacionadas à indisponibilidade, tem haver
com o interesse público. Questão de ordem pública é um conceito jurídico indeterminado.
Elas não precluem (podem ser alegadas a qualquer tempo) e o julgador deve controlá-la de
ofício.
Ex. de questões de ordem pública: incompetência absoluta (art. 64, §1º, CPC) e falta de
condição da ação (art. 485, §3º, CPC).
Questões de ordem pública excepciona o princípio da proibição da reforma para pior.
Questões de ordem pública não precluem, o Tribunal pode reconhecer a qualquer tempo,
portanto, a doutrina da o nome disso de efeito translativo.
5) Efeito SUSPENSIVO (art. 995, CPC)
É um dos efeitos com maiores importâncias práticas. Significa IMPEDIR os efeitos práticos
da decisão (ou eficácia prática da decisão). “EFEITO PAUSA”.
Se o recurso tem efeito suspensivo, paralisa os efeitos da decisão. Caso o recurso não
tenha efeito suspensivo, significa que a decisão não está parada, está correndo, então a
decisão pode gerar efeitos. Na prática, a decisão poderá ser executada provisoriamente a
decisão.
Execução provisória é o art. 520, CPC.
A regra geral é que recursos não têm efeitos suspensivos.
O recurso só vai ter efeito suspensivo se a lei diz que tem ou se o recorrente obter uma
decisão jurisdicional nesse sentido. O efeito suspensivo pode ser pedido no recurso e o
relator vai poder concedê-lo ou não.
Art. 995, parágrafo único, CPC - são os requisitos para o efeito suspensivo quando é
requerido pelo recorrente. É como o periculum in mora e o fomus … (mesmos da tutela de
urgência).
Fazer remissão no art. 995, “recursos não impedem eficácia da decisão” - para o art. 520,
CPC.
O recurso de apelação (o principal recurso), em regra, TEM O EFEITO SUSPENSIVO,
conforme art. 1012, caput, CPC. Nesse caso, como a própria lei já prevê o efeito
suspensivo, não precisa provar periculum in mora nem o fumus etc. Tem haver com o
princípio do duplo grau de jurisdição.
Tem exceção no caso da apelação? SIM! É o art. 1.012, §1º, II, CPC. É a hipótese que a
apelação NÃO TEM o efeito suspensivo, que cabe a execução provisória. Ex. sentença que
condena ao pagamento de alimentos. Como no ex do fictício filho de um jogador de futebol.
6) EFEITO SUBSTITUTIVO (Art. 1.008, CPC)
A decisão do órgão ad quem substitui a decisão do órgão a quo (do que prolatou a
decisão).
___________- FECHOU A TEORIA GERAL DOS RECURSOS
RECURSOS EM ESPÉCIE
O art. 994, CPC fala dos recursos cabíveis.
1) APELAÇÃO (art. 1.009 a 1.014, CPC).
Apelante que é o recorrente.
Apelado é o recorrido.
A apelação é o recurso contra a SENTENÇA. Do art. 1009, CPC, fazer remissão
para o art. 203, §1º, CPC.
Sentença é um pronunciamento de 1º instância apta a extinguir o feito, com ou sem
julgamento de mérito. Procedência ou improcedência trata-se de mérito.
Sentença sem mérito - art. 485, CPC.
Sentença com mérito - art. 487, CPC.
Da sentença cabe a apelação.
OBS: estamos tratando de sentença da justiça comum. Da sentença em juizado
especial cabe RECURSO INOMINADO, art. 41 da lei dos juizados. (O PROFESSOR
VAI COLOCAR ISSO EM PROVA).
Com o CPC 15 apelação também é o recurso para impugnar certas decisões
interlocutórias. Então, apelação não cabe APENAS contra sentença. É o art. 1.009,
§1º, CPC.
Para entender isso, o que é decisão interlocutória? É o pronunciamento judicial com
conteúdo decisório que resolve uma questão incidente ou parcial no processo, art.
203, §2º. No caso aqui em questão (apelação) o professor está tratando apenas no
âmbito da 1ª instância. Por que na fase de conhecimento (1ª instância) só cabe
agravo de instrumento em questões de urgência.
FPPC 662 - fórum permanente de processualistas civis. Não é enunciado vinculante,
mas de orientação. Só são aprovados por maioria. E o CJF 67. Todos os dois dizem
ser possível apelação exclusivamente de decisão interlocutória.
Anotar o exemplo final do 1h 15 min (PROFESSOR FALOU DA IMPORTÂNCIA
DISSO, ou seja, pode ser cobrado na prova)
Fenômeno das contrarrazões das contrarrazões (art. 1.009, §2º CPC).
_____FINALIZOU A AULA
AULA 09 - SEGUNDA-FEIRA, DIA 09/09/24
APELAÇÃO (CONT.)
Arts 1009/1014, CPC
Pressupostos recursais da apelação:
Prazo 15 dias ART. 1003, §5°, CPC.
São 15 dias para o apelado contrarrazoar.
Art. 231 e 234 CPC
Atenção com as situações de quem tem prazo especial (fazenda público, defensoria
etc)
Preparo: EXIGE PREPARO! art. 1007, CPC.
Obs: pode-se pedir gratuidade no próprio recurso e se for indeferida será dado
oportunidade para recolher de maneira normal (sem a sanção em dobro). Art. 99,
§7°, CPC.
Regularidade formal: qual o formato da apelação? O art. 1010, CPC, prevê o formato
dela.
Tem que haver a causa de pedir do recurso e o pedido recursal.
A causa de pedir seria alegar o erro in procedendo ou in judicando. E ao final, faz
um pedido (requerimento).
A apelação é interposta perante o órgão a quo (do qual se recorre).
Procedimento da apelação: ela é interposta perante o juízo a quo (do qual se
recorre). Art. 1.010, caput, CPC. Para o legislador isso se deu por caber ao órgão a
quo intimar o recorrido a contrarrazoar (§1° do mesmo dispositivos). Relembrando
da possibilidade de haver contrarrazões das contrarrazões (art. 1.009, §2°, CPC). O
contraditório é feito no juízo a quo.
Será que.o julgador da primeira instância poderá voltar atrás já que é interposta a
apelação nela? É o estudo do efeito regressivo recursal. A apelação gera esse efeito
regressivo do órgão prolator da decisão voltar atrás antes da apelação subir? EM
REGRA, NÃO PODE. Pq o juiz quando prolata a sentença encerrou o ofício
processual. Porém, há exceções. Quais são elas? São 3 hipóteses no CPC. Duas
delas ocorrem antes da citação do réu. 1) Que é a sentença de indeferimento da
petição inicial (algum requisito formal que não foi preenchido). Arts. 330 e 331, CPC.
E o art. 485, I, CPC. Nesse caso de apelação o art. 331, dá uma hipótese de efeito
regressivo na apelação. Se o juiz se retratar o que acontece?? Se ele se retratar o
processo corre normalmente. Se o juiz não se retratar? Aí a apelação sobe ao
Tribunal. Se o julgador não se retratar (ART. 331, §1°, CPC) - importante ouvir o
áudio nos 34 min. O réu será CITADO para contrarrazoar. Ainda não será para
contestação, somente para contrarrazoar.
Sentença de indeferimento: se o julgador se retratar, manda citar o réu. Se não se
retratar, manda CITAR o réu.
Segunda hipótese que o recurso de apelação tem o efeito regressivo. Art. 332, §3°,
CPC. Sentença de improcedência preliminar.
Se tem sentença antes da citação do réu, o julgador pode se retratar (tem efeito
regressivo).
Mas qual a diferença entre sentença de indeferimento para sentença de
improcedência preliminar? A primeira é um problema de requisito processual, já a
improcedência preliminar tem haver com mérito (nesse caso, desde que o réu não
perca nada, ou seja, total improcedência para o autor).
Quando o juiz pode prolatar sentença de improcedência? É quando há o previsto no
art. 332, CPC. Interposta a apelação, se o julgador se retratar, mandará citar o réu
para contestação. Se não se retratar mandará CITAR o réu para contrarrazoar.
O julgador é obrigado a se retratar? NÃO!
Indeferimento é problema processual, improcedência é questão de mérito.
A última hipótese de efeito regressivo na apelação é o 485, §7°, CPC. Novidade do
CPC 15. Toda sentença sem mérito se o autor apelar o julgador poderá se retratar.
Se o recurso for seguir para o tribunal tem que garantir as contrarrazões.
Tirando essa hipóteses, se o réu já foi citado e o julgador julga o mérito, o autor
apelando o juiz NÃO PODERÁ SE RETRATAR. A regra é que o julgador não poderá
se retratar, as exceções estão acima.
O julgador vai determinar a subida dos autos para o Tribunal. Não confunda o termo
interposição da apelação (quando se protocola) e distribuição (que é quando chega
ao Tribunal).
A apelação interposta no juízo a quo sobe independentemente de exame dos
pressupostos recursais (independentemente de exame de admissibilidade do
recurso). Art. 1.010, §3°, CPC.
Só quem faz o exame de admissibilidade da apelação é o órgão ad quem.
O relator poderá sozinho inadmitir monocraticamente a apelação pelo exame de
admissibilidade. Art. 932, CPC.
Teoria da causa madura - art. 1.013, §§ 3° e 4°, CPC.
Essa teoria não é aplicada no âmbito do juízo de 1° grau. É aplicada no âmbito do
Tribunal.
Causa madura é um processo em condição de IMEDIATO julgamento. É um
processo que não precisa de mais provas, já está pronto para julgamento.
Se houver uma hipótese de sentença sem mérito, ex 485, CPC. E o Tribunal
percebe que está errada aquela hipótese de abandono. Nesse caso o tribunal até
poderia mandar voltar para a 1ª instância. Mas também pode adentrar no mérito e
julga-lo. No caso, o mérito não foi analisado em baixo. Mas o Tribunal já julgaria o
mérito. É uma questão de eficiência. Outro exemplo é caso o juiz de 1° grau julgue
pela prescrição, ou seja, não adentrou no mérito. Nesse caso, o Tribunal poderá
julgar o mérito também. É o §4° do art. 1.013, CPC.
Outra hipótese é na Sentença citra petita, é a sentença que o juiz disse menos do
que deveria. O normal aqui seria embargos de declaração, mas poderá apelar. Art.
1.013, §3°, III, CPC. Lembrando é que somente para causas maduras. Se demandar
dilação probatória, deverá voltar a primeira instância. Lembrar da prevenção.
Próx aula fecha apelação e começa agravo de instrumento.
______ FINALIZOU A AULA.
AULA 10 - SEXTA-FEIRA, DIA 13 SET 24
Recurso de apelação (arts.1009/1014, CPC) CONTINUAÇÃO
É contra SEMPRE sentença de 1ª instância.
Tem o prazo de 15 dias úteis para ser interposta e o apelado tem o mesmo para
para contrarrazoar.
É protocolada no juízo a quo (do qual se recorre).
Apelação também cabe contra decisões interlocutória de 1ª instância não recorríveis
por agravo de instrumento. É o art. 1009, §1°, CPC.
A admissibilidade da apelação é verificada apenas no juízo ad quem. Art. 1010, §3°,
CPC. Caberia ao relator prolatar uma decisão inadmitindo a apelação.
Efeito suspensivo
A regra é que a apelação TEM efeito suspensivo. Ao contrário dos outros recursos.
É o art. 1012, CAPUT, CPC.
O efeito suspensivo é suspender os efeitos práticos da decisão.
Exceções em que a apelação NÃO TEM EFEITO SUSPENSIVO.
Art. 1012, §1°, C/C 520, CPC.
Se não tem efeito suspensivo, cabe execução provisória.
Uma das hipóteses é na condenação a pagar alimentos.
Outro segundo exemplo: cabe a conceção de tutela provisória na sentença? Ouvir
áudio nos 11 mim.
Cabe sim a concessão de tutela provisória na sentença. Justamente de acordo com
o art. 1012, §1°, V, CPC. E pq? É para quebrar o efeito suspensivo da apelação
neste capítulo da decisão que resolveu sobre tutela provisória. É justamente para ter
efeito imediato.
Por exemplo: 1) ouvir áudio 15 min.
Então cabe tutela provisória na sentença e o objetivo é justamente sustar o efeito
suspensivo da apelação.
Um assunto correlato: nos casos em que a apelação NÃO tem efeito suspensivo
(art. 1012, §1°, CPC), há possibilidade do apelante requerer a conceção do efeito
SUSPENSIVO. Ouvir áudio nos 21 min.
Art. 1012, §3, CPC - prevê a forma de requer efeito suspensivo quando há apelação
que não tem o efeito suspensivo e o apelante QUER a suspensão. Ouvir nos 25 min.
No tema da apelação o principal é o cabimento que cabe contra semtencao e
decisão interlocutória que não foi possível recorrer com agravo de instrumento.
____
AGRAVO DE INSTRUMENTO - Arts 1015 a 1020, CPC.
Prazo: 15 dias úteis para interpor e o mesmo para contrarrazoar. Art. 1003, §5°,
CPC.
Envolve as figuras do agravante (recorrente) e agravado (recorrida)
Cabe contra qual decisão ? Contra CERTAS decisões interlocutória (ART. 203,§2°,
CPC) de 1ª instância.
Decisão interlocutória resolve uma questão incidente/parcial. Seu raciocínio tem que
sempre ser: “o processo vai prosseguir?” Se sim, então foi decisão interlocutória.
Em Tribunal ESQUEÇA agravo de instrumento. Naquele caso é AGRAVO INTERNO
para o COLEGIADO.
Para ser cabível agravo de instrumento estamos falando da 1ª instância.
Qual o órgão a quo do agravo de instrumento? É órgão da 1ª instância. Já o órgão
ad quem é o órgão da 2ª instância, Tribunal.
Não cabe agravo de instrumento contra TODA e QUALQUER decisão interlocutória.
O agravo de instrumento provoca o reexame IMEDIATO daquela decisão
interlocutória. Por exemplo se o juiz indeferiu uma tutela de urgência.
Nos incisos do art. 1015 são as hipóteses de cabimento do agravo de instrumento.
Decisão interlocutória cabe agravo de instrumento? Se cabe deve interpor ele sob
pena de preclusão. Se não cabe, deverá ser recorrido após a sentença por via de
apelação. Ex de decisões que não cabem agravo de instrumento, decisão que
determina pagamento de multa, indeferimento de prova.
Procedimento do agravo de instrumento:
Ouvir nos 46 min.
Art 1016, CPC - protocola DIRETO no Tribunal.
É chamado de agravo de instrumento pq antes do processo eletrônico era preciso
juntar cópia da decisão recorrida ao agravo. Mas o art dispensa dessa necessidade -
Art. 1017, §5°, CPC.
Atualmente, se faltou uma cópia (no caso dos físicos) no art. 1017, §3°, CPC será
aberta a possibilidade de juntar.
Ainda quanto ao instrumento físico - ART. 1018, CPC, A necessidade de informar
(peticionar) na 1ª instância que recorreu da decisão interlocutória. No art. 1018,
parágrafo único diz que sistema eletrônico não precisa.
Ouvir novamento nos 53 min, pois o professor falou sobre a possibilidade de
retratação.
Art. 1018, §1° CPC traz que o agravo de instrumento tem efeito regressivo.
Interposto o agravo de instrumento, o juízo a quo pode se retratar.
Hipóteses de cabimento do agravo de instrumento:
A intenção do legislador foi fixar o cabimento.
Dentre as mais famosas, o inciso I do art. 1015 CPC fala sobre o agravo de
instrumento no caso de tutela provisória.
ATENÇÃO: Tutela provisória pode ser de urgência ou de evidência. E sobre a tutela
provisória o legislador não fez diferença para o cabimento de agravo de instrumento.
Pode impugnar até o prazo que o juiz determinou para realização. Etc. Qualquer
coisa relacionada aquela decisão de tutela.
Cabimento de agravo de instrumento em que a decisão rejeita gratuidade de justiça.
É no inciso V. Mas se o juiz CONCEDE a outra parte NÃO tem a possibilidade de
interpor agravo de instrumento. Nesse caso seria aquela apelação contra essa
decisão interlocutório. Ouvir 1h 2 min.
Decisão que exclui um dos litisconsortes, inciso VII.
Há hipóteses que não estão no art. 1015 e portanto não caberia agravo de
instrumento porém seria recomendável que caiba esse recurso, como no ex de
pedido de segredo de justiça. Portanto, teve a tese 988 STJ de recurso especial
repetitivo. É tida como vinculante. É a teoria da taxativodade mitigada do rol do art.
1015, das hipóteses de cabimento do agravo de instrumento. (MUUUUITISSIMO
IMPORTANTE - LEIA-SE CAI NA PROVA) - Ex clássico disso é a decisão
interlocutório sobre competência. Não está no 1015 mas cabe agravo de instrumento
pela teoria da taxatividade mitigada.
____ finalizou a aula 10
AULA 11 - SEGUNDA-FEIRA, DIA 16/09/2024
Continuação sobre agravo de instrumento
Ouvir até os primeiros 13 min da gravação.
Outra hipótese art. 1015, parágrafo único, CPC - que as decisões interlocutórias em
execução cabe agravo de instrumento.
Toda decisão interlocutória em execução CABE AGRAVO DE INSTRUMENTO.
Qualquer decisão interlocutória em inventário cabe agravo de instrumento.
Outra hipótese é o art. 1.015, XIII, CPC - outras hipóteses que a lei prevê.
(FAZER REMISSÃO) - Remeter ao art. 356, §5º, CPC - julgamento antecipado
PARCIAL do mérito.
Hipótese do art. 1015, XI - redistribuição do ônus da prova - fazer remissão art. 357,
III e art. 373, §1º, CPC.
Quem alega um fato em juízo é que deve prová-lo. Inclusive em matéria
consumerista cabe agravo de instrumento nesse caso.
AGRAVO INTERNO - art. 1.021, CPC.
Tem previsão no art. 1021 e no art. 994, III, CPC.
Qual o cabimento? É o que está no art. 1021. É o recurso cabível contra decisão
monocrática prolatada em Tribunal.
Decisão monocrática é a mesma coisa que decisão unipessoal.
E quando no âmbito de órgão colegiado está autorizado a decidir sozinho? Está nas
hipóteses do art. 932, III a V, CPC.
O agravo interno é um recurso interposto na mesma instância. O órgão a quo e o
órgão ad quem é o mesmo.
A decisão monocrática é uma exceção ao princípio da colegialidade. A decisão
monocrática do relator ofende ao princípio da colegialidade? Ouvir a resposta no 36
min.
O prazo para o agravo interno é de 15 dias. O prazo está no art. 1003, §5º, CPC
(fazer remissão ao art. 1070, CPC).
art. 1021, §4º - é a previsão de multa para agravos internos protelatórios.
Se atentar ao §5º do art. 1021, CPC - se for recorrer novamente TEM QUE pagar a
multa. Tem a exceção a esse recolhimento para a fazenda pública e ao beneficiário
da gratuidade de justiça. Art. 98, §4º, CPC.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Art. 1.022 ao 1.026, CPC
Apesar de ser um recurso diferente, na lei, não há dúvidas que é recurso. Está no
art. 994, IV, CPC.
Também é conhecido como embargos declaratórios ou aclaratórios.
O objetivo deles não é impugnar a decisão. Tomar cuidado quando redigir uma
petição e usar a palavra “impugnação”. Não peça reforma ou invalidação.
O pedido recursal é o esclarecimento (aclarar o julgado) ou a integração (suprir
lacunas) do julgado.
Qual é a fundamentação para os embargos de declaração? É um recurso de
fundamentação VINCULADA. Pq? É sempre vinculada a uma das hipóteses de
OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO E/OU ERRO MATERIAL.
Omissão
É quando o julgador se omite. Pode ser um pedido. Lembrar da sentença Citra
Petita, onde o julgador se omite de alguns dos pedidos.
Pode ser, inclusive, uma omissão de fundamento.
OBSCURIDADE
A doutrina costuma dizer que é a sentença ininteligível.
CONTRADIÇÃO
É a contradição entre a fundamentação e o comando (quando o juiz decide).
ERRO MATERIAL - art. 494, I, CPC.
É um vício irrelevante.
Qual o prazo desse recurso? SÃO 5 DIAS ÚTEIS. Art. 1003, §5º e art. 1023, CPC.
Esse recurso não exige preparo.
Os embargos de declaração não exigem gravame (derrota), pode ser interposto
tanto pelo vencedor quanto pelo perdedor.
São julgados pelo mesmo órgão que prolatou a decisão. A vinculação é do órgão.
O órgão a quo e o órgão ad quem é o mesmo. Até quando a lei diz que é irrecorrível
cabem embargos de declaração, pois não visa impugnar.
Segunda-feira dia 23 haverá a palestra valendo meio ponto extra.
________
Sexta-feira, dia 20/09/2024, não teve aula, pois foi ponto extra.
Segunda-feira, dia 23/09/2024, foi dia da palestra.
AULA 12 DO DIA 27/09/2024, SEXTA-FEIRA.-
Embargos de declaração (arts. 1022 a 1026, CPC)
Embargante - é o recorrente.
embargado - é o recorrido.
O objetivo desse recurso não é impugnar.
O objetivo desse recurso é esclarecer ou integrar a decisão embargada.
É um recurso de fundamentação vinculada, na causa de pedir do recurso deverá ser
alegado algum dos seguintes vícios: obscuridade, contradição, omissão ou erro
material.
Uma decisão obscura é aquela que é ininteligível, incompreensível.
Decisão contraditória é uma que na decisão e no comando é contraditória.
Omissão é quando o julgador não examinou um fundamento ou pedido. É a
sentença viciada, a citra petita, julga menos do que deveria.
Erro material é tido como vício irrelevante (art. 494, CPC).
Nos casos de obscuridade, contradição e erro material você pede esclarecimento. Já
quanto a omissão você pede a integração da decisão.
Um dos fundamentos para os embargos de declaração é o fundamento da decisão,
conforme art. 93, IX, CF. Se a decisão tem que ser motivada, por isso cabem os
embargos de declaração.
Embargos de declaração são cabíveis contra QUALQUER decisão, por força do art.
1022, caput, CPC.
Até mesmo contra decisão do STF cabem embargos de declaração.
Até quando a lei diz que não cabe recurso contra determinada decisão, cabem
embargos de declaração - conceito oriundo do doutrinador Barbosa Moreira.
Os embargos de declaração serão julgados contra o mesmo órgão que prolatou a
decisão.
O prazo para os embargos de declaração são 05 dias. Art. 1003, §5º e art. 1023,
CPC.
Os embargos de declaração não exigem preparo.
Existe possibilidade de multa para embargos de declaração protelatório, art. 1026,
§2º, CPC. Só gera a multa quando for MANIFESTAMENTE protelatório.
Cabem embargos de declaração de embargos de declaração ou seja da decisão que
decidiu do primeiro embargos de declaração? SIM, se a decisão que julga os
embargos de declaração houver obscuridade, contradição, omissão ou erro material.
Art. 1026, §3º, CPC.
Art. 1026, §4º, CPC - rejeição de embargos de declaração protelatórios.
Os efeitos dos embargos de declaração, está no 1026, CPC:
- Não possuir efeitos suspensivos (é um primeiro assunto).
Quer dizer que os ED não impedem a eficácia prática da decisão.
Na verdade, tem que examinar se o recurso próprio daquela decisão tem
efeito suspensivo ou não. Os ED vão acompanhar os efeitos do recurso
próprio. Lembrar do exemplo da apelação. Nesse caso, se for ED contra
sentença, haverá embargos de declaração. Isso não está na lei, mas é a
interpretação da doutrina e da jurisprudência.
- A segunda parte do art. 1026 fala de outro efeito, que é o efeito
INTERRUPTIVO do prazo para o recurso próprio.
Quando é causa de interrupção, quando cessado o prazo dela, devolve o
prazo por inteiro.
A doutrina entende que a decisão que julga os embargos de declaração têm
a mesma natureza da decisão embargada. Por ex, se foi contra uma
sentença, considera-se sentença.
OBS: Embargos de declaração com efeitos infringentes. É um recurso
diferente? Não. Continua sendo um ED. Nesse caso, é uma consequência do
acolhimento dos ED.
É correto dizer que o CPC 15 excluiu os ED com efeito infringente? NÃO.
Embargos infringentes foram excluídos, mas os ED com esse efeito não. Art.
1023, §2º, CPC. (Ouvir explicação nos 50 min - importante).
RECURSOS PARA OS TRIBUNAIS SUPERIORES
Recursos que serão julgados pelos tribunais superiores (STJ ou STF).
- RECURSO ESPECIAL (art. 105, III, CF)
É para o STJ.
- RECURSO EXTRAORDINÁRIO (art. 102, III, CF)
É para o STF.
No CPC está no art. 1029 a 1041.
Atualmente no Recurso Extraordinário é para questão constitucional. Enquanto o Recurso
Especial é para questão infraconstitucional.
O objeto desses recursos é trazer unidade ao direito posto. Uniformizar a questão de direito
constitucional no caso do RE ou a questão infraconstitucional no caso do REsp.
Esses recursos NÃO visam tutelar diretamente o direito da parte. Não foram criados para
isso.
Não se deseja que o TJRJ interprete a constituição diferente do TJSP, por ex. Por isso há o
recurso para chegar no órgão uniformizador.
Esses recursos não permitem revisão de matéria fáticas ou provas - sum 179, STF e sum 7,
STJ.
Esses recursos só visam o reexame de matéria de direito.
Esses recursos são espécies de recursos excepcionais, pois visam a tutela do ordenamento
jurídico.
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AULA 13 - SEGUNDA-FEIRA, DIA 30/09/2024
CONTINUAÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (ART. 105, III, CF - STJ) E RECURSO
EXTRAORDINÁRIO (ART. 102, III, CF - STF)
No CPC estão do art. 1029 a 1041.
Esses recursos visam a tutela do ordenamento jurídico, trazer unidade ao direito objetivo,
ao direito posto. Por isso são conhecidos como recursos excepcionais. Pois não visam
tutelar diretamente o direito da parte.
Claro que quando a pessoa recorre não necessariamente está pensando na tutela do
ordenamento jurídico, mas sim no seu interesse.
Há dois grupos de recursos: os recursos excepcionais e os recursos comuns. O primeiro se
refere aos recursos especial e extraordinário, o grupo dos recursos comuns são os demais.
Por essa diferença entre comum e excepcional é que se justifica um juízo de
admissibilidade específico. Logo, além daqueles pressupostos de admissibilidade genéricos
(tempestividade, preparo, interesse de agir, etc) há outros.
Requisitos de admissibilidade específicos desses recursos excepcionais:
1) Vedação de reexame de matéria fática
Esses recursos só visam reexame de questões de direito e não de fato.
Vide súmulas 279, STF e 07, STJ.
Não existe um terceiro exame ordinário no nosso sistema jurídico.
Interpretação contratual também não cabe recurso especial, Súmula 05, STJ.
Não cabe discussão de capacidade financeira nesses recursos.
2) O esgotamento dos recursos ordinários (gênero) existentes
Súmula 281, STF e Súmula 207, STJ.
É a ultima racio. É para quando não for mais cabível recurso do gênero comum.
Da Sentença cabe recurso especial/extraordinário? NÃO. Pois ainda está pendente
o recurso de apelação nesse caso.
Não entram nesse requisito os embargos de declaração.
Ver questão que o professor falou sobre a ratificação ou não após o julgamento dos
embargos de declaração - art. 1.024, §5º, CPC. (Está nos 26 min da gravação).
Ver também o §4º, art. 1.024, CPC. Fala sobre a concomitância dos embargos de
declaração com outros recursos.
OBS: cabimento de recurso especial/extraordinário contra decisão de juizado
especial. Das decisões em juizados cabem recursos em geral? Cabem. Mas há uma
limitação de recursos. Não são todos os recursos que cabem.
Já quanto aos recursos especial/extraordinário, ver o art. 41, lei 9099/95, primeiro
tem que esgotar os recursos de lá, que nesse caso é o recurso inominado. Portanto,
da turma recursal, cabe recurso especial? NÃO CABE! Devido Súmula 203, STJ.
Isso porque a CF diz que recurso especial exige que seja decisão de Tribunal para o
recurso especial.
Já quanto a decisão da turma de juizado CABE recurso extraordinário. Súmula 640,
STF.
(essa parte sobre os juizados a partir dos 35 min da gravação).
3) O PREQUESTIONAMENTO
Requisito específico do REsp e do RE.
É um requisito vindo do próprio textos constitucionais através do “causas decididas”
e também súmula 282, STF.
“Questão federal, leia-se questão constitucional”, pois é uma súmula antiga, antes
da existência do STJ.
O prequestionamento é o enfrentamento da questão constitucional ou da questão
infraconstitucional na decisão recorrida.
Embargos de declaração com fins de prequestionamento - súmula 98, STJ. E se os
embargos de declaração forem rejeitados? Há a doutrina do prequestionamento ficto
ou presumido. Súmula 356, STF e art. 1025, CPC.
4) REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Somente para o recurso extraordinário.
Art. 102, §3º, CF e art. 1.035, CPC.
Só chega no STF RE que tenha repercussão geral.
O Alexandre Câmara diz que o STF não é um Tribunal vocacionado para briga de
vizinho. A ideia é que só as questões constitucionais mais relevantes cheguem lá.
O Art. 1.035, §3º, CPC fala do que tem presunção de repercussão geral. E se o STF
não tem súmula para algum tema? Ai é o art. 1035, §1º, CPC. “Que ultrapasse os
direito subjetivos do processo”. A doutrina costuma dizer que é o efeito
transcendente, é que transcende o direito da causa. Um exemplo disso é a prisão do
depositário infiel.
Tem repercussão geral do recurso especial? NÃO! Mas teve a EC 125/2022 incluiu
no art. 105, §§ 2º e 3º, CF. Foi a questão da relevância da questão federal. Mas isso
exige lei regulamentadora, portanto ainda não está sendo aplicado.
Além desses requisitos também há os requisitos genéricos como preparo, tempestividade
etc.
Tempestividade são 15 dias conforme art. 1003, §5º, CPC.
PROCEDIMENTOS DOS RECURSOS ESPECIAIS/EXTRAORDINÁRIOS
São interpostos perante o Tribunal inferior, art. 1.029, CPC.
Também no Tribunal inferior será intimado o recorrido para contrarrazoar, art. 1.030, CPC.
Esses recursos são sujeitos a um duplo juízo de admissibilidade, realizado pelo Tribunal
inferior e pelo Tribunal Superior.
Poderá haver um decisão de inadmissão no Tribunal inferior e portanto caberá outro recurso
que é o agravo em recurso extraordinário ou agravo em recurso especial.
Ver art. 1030, V e §1º e art. 1042, CPC.
Ouvir áudio em 1h 15min.
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AULA 14 - 07/10/2024, SEGUNDA-FEIRA
RECURSO ORDINÁRIO (RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL)
É uma exceção para que o STJ ou STF possa reexaminar provas e fatos, não apenas o
direito.
Surge para possibilitar o duplo grau de jurisdição aos casos de ação ordinárias de 2ª
instância. Como para os remédios constitucionais.
Previsão art. 102, II e art. 105, II, CF.
Secundum eventum litis - será cabível de acordo com o resultado do julgamento. Só será
cabível quando o acórdão for denegatório.
Só pode ser interposto pelo impetrante.
No caso do impetrado só poderá interpor se for o caso o RESP ou o RE. Lembrando que
não cabe revisão de fatos ou provas neles. Mas no ROC cabe.
ROC também será cabível em face de sentença de juiz federal que estiver julgando uma
causa internacional. Nesse caso não cabe apelação, caberá ROC ao STJ. É uma hipótese
de supressão de instância.
O ROC é um recurso de fundamentação livre pois está previsto para exercer o duplo grau
de jurisdição. O efeito devolutivo é amplo.
O juízo de admissibilidade do ROC é no juízo ad quem.
Não exige prequestionamento.
O ROC não tem efeito suspensivo automático. Deve ser requerido ao juízo ad quem.
Não há o que se falar em recurso adesivo em ROC.
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Aula 15 e 16 faltei… além da aula do ponto extra
AULA 17 - 18/10/2024, SEXTA-FEIRA
O IAC é instaurado quando não houver casos repetitivos.
Em geral (IRDR e IAC) são instaurados na 2ª instância.
1) Formação de precedentes
- RECURSO ESPECIAL REPETITIVO E RECURSO EXTRAORDINÁRIO
REPETITIVO (ARTS. 1036 A 1041, CPC)
Vai se dar quanto houver uma multiplicidade de RE ou RESP envolvendo a mesma questão
de direito.
A seleção de recursos representativos por amostragem pode ser feita até pelo tribunal
superior.
2) APLICAÇÃO DO PRECEDENTE
Criam-se ferramentas processuais para que o judiciário, sobretudo os órgãos inferiores,
apliquem o precedente firmado.
O legislador municia os órgãos do judiciário de ferramentas de aplicação dos precedentes.
Por exemplo, a sentença de improcedência liminar (art. 332, CPC) pois o autor pediu algo
contrário a um precedente já firmando, indo de acordo com o art. 927, CPC.
Outro exemplo é que a lei dispensa a remessa necessária em condenações da fazenda
pública embasada por precedente vinculante, conforme art. 496, $4°, CPC.
Outro exemplo, o tribunal é órgão colegiado, mas há hipóteses que o relator pode julgar
sozinho e uma dessas possibilidades é quando ele estiver apoiado em precedentes.
Conforme art. 932, IV e V, CPC. Mas cabe agravo interno ao colegiado.
Outra ferramenta é a do art. 1030, §2°, CPC
Atenção no ponto 2 é ao TJ/TRF
3) Vinculação de precedentes
Podem ser vinculantes (obrigatórios) ou persuasivos (são só de orientação).
O principal artigo aqui é o art. 927, CPC. A doutrina entende que os incisos do I, II e III são
vinculantes. Já os incisos IV e V, persuasivos.
De qualquer maneira, o ideal é que os precedentes sejam seguidos.
Remissão do inciso I para o art. 102, §2°, CF
Remissão do inciso II para Art. 103, “a”, CF
Remissão III , art. 947,§3°, CPC, art. 985 e remissão tbm para o art. 1040, CPC
Esses 3 precedentes são tidos como vinculantes.
Esses que são tidos como vinculantes além do sistema recursal cabível, poderão ser
controlados por RECLAMAÇÃO. Se cabe reclamação em controle o precedente tem status
de vinculante.
Se for o precedente persuasivo o que se tem é só o sistema recursal para controle.
____ FINALIZOU A AULA 17
Aula ?? - SEXTA-FEIRA, DIA 1° DE NOVEMBRO DE 2024
Professor estava terminando de falar sobre ação rescisória.
Cabe ação rescisória de ação rescisória? Cabe, se houver um vício na ação rescisória.
Cabe ação rescisória em juizados? Art. 59 da lei 9088/95 veda. Neles não cabe ação
rescisória. Fazer remissão.
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03 ferramentas específicas no âmbito dos Tribunais
Essa é a terceira que é a AÇÃO DE HOMOLOGAÇÃO DE DECISÃO ESTRANGEIRA
AÇÃO DE HOMOLOGAÇÃO DE DECISÃO ESTRANGEIRA (arts. 960 ao 965, CPC)
É sempre no STJ - Art. 105, I, “I”, CF
Qual é o objeto dessa ação? É outorgar validade para a decisão estrangeira.
Então o STJ vai fazer o que a doutrina chama de JUÍZO DE DELIBAÇÃO. Ou seja, só vai
analisar os requisitos formais.
Art. 15 da LINDB e art. 963, CPC.
O STJ não homologará uma decisão estrangeira que ofende a ordem jurídica interna.
Jurisdição nacional
- Concorrente; art. 21/22, CPC
- Exclusiva; art. 23, CPC. Fazer remissão para o art. 964, CPC.
A execução do título executivo após a homologação da decisão estrangeira é feita na 1ª
instância da justiça federal, conforme art. 109, X, CF c/c art. 965, CPC.
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CONFLITO DE COMPETÊNCIAS
Previsão legal nos arts. 951 ao 959, CPC.
Qual a natureza jurídica do conflito de competência? É um incidente processual. Não é
recurso, pois o recurso tem caráter impugnativo.
O incidente processual é um desvio no curso do processo para resolver uma questão
prévia.
Qual é o objeto deste incidente? É deliberar ou dirimir uma divergência entre julgadores
sobre a regra de competência aplicável ao caso concreto.
Que hipóteses serão examinadas? Fazer remissão do art. 951 e 66 do CPC.
Quem julga o conflito de competência? É sempre de Tribunal.
- STF - art. 102, I, “o”, CF - quando envolver Tribunal Superior.
- STJ - art. 105, I, “d”, CF - quando envolver julgadores de tribunais diferentes (que
não sejam Tribunais Superiores).
- TRF/TJ - art. 108, I, “e”, CF e quanto ao TJ está na constituição estadual. Aqui é
quando envolver juízes do mesmo tribunal
Não há conflito se houver hierarquia. Se eventualmente tiver uma discussão se é do STF ou
do STJ. Vai ser do STF.
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INCIDENTE DE ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE (Arts. 948 a 950, CPC)
Qual a natureza jurídica? É um incidente processual de competência de Tribunal.
Não é recurso, pois é uma questão prévia a ser decidida.
É um teste de compatibilidade entre a lei infraconstitucional e a CF.
Para falar nesse tipo de controle pressupõe a supremacia da CF. Lembrar da pirâmide de
Kelsen.
Um juiz que afaste uma lei por julgá-la inconstitucional, não precisará instaurar o IAI. É o
controle difuso.
Já no Tribunal (TJ/TRF), devido a reserva de plenário, os desembargadores não poderão
sozinhos julgar uma norma colo inconstitucional.
Reserva de plenário é um quórum qualificado (maioria absoluta) para reconhecer a
inconstitucionalidade de uma norma.
Reserva de plenário, art. 97, CF.
A maioria absoluta é metade mais um de todos os membros daquele órgão. No STF por
exemplo são 6 pois têm 11 ministros.
Essa tarefa é apenas para declarar a INconstitucional. Se for declarar constitucional, pode
ser feito no mesmo órgão que está para julgamento. Pq a lei tem presunção de
constitucionalidade.