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Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por obstrução ao fluxo aéreo e variabilidade do fluxo respiratório. O diagnóstico é feito através de critérios clínicos e funcionais, com o tratamento focado em medidas não farmacológicas e o uso de corticoides inalatórios. Exacerbações requerem intervenções como oxigenoterapia e broncodilatadores, com a possibilidade de uso de corticoides sistêmicos em casos graves.

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Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por obstrução ao fluxo aéreo e variabilidade do fluxo respiratório. O diagnóstico é feito através de critérios clínicos e funcionais, com o tratamento focado em medidas não farmacológicas e o uso de corticoides inalatórios. Exacerbações requerem intervenções como oxigenoterapia e broncodilatadores, com a possibilidade de uso de corticoides sistêmicos em casos graves.

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ASMA

Rafaela Cintra
Prof Dra Daniela Paulino
SUMÁRIO
DEFINIÇÃO E EPIDEMIO
FISIOPATOLOGIA
QUADRO CLÍNICO
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO
EXACERBAÇÃO
QUESTOES
1
DEFINIÇÃO E
EPIDEMIO
DEFINIÇÃO
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores que se
caracteriza, clinicamente, por aumento da responsividade dessas vias a
diferentes estímulos, com consequente obstrução ao fluxo aéreo, de forma
recorrente e, tipicamente, reversível.

GINA 2025-> O termo “limitação variável do fluxo expiratório”, usado para


caracterizar a asma, foi substituído por “variabilidade do fluxo respiratório”.
Essa alteração reforça a ideia de que a asma é uma doença intermitente,
EPIDEMIO
Uma das doenças respiratórias crônicas mais prevalentes.
1-18% da população mundial
20 milhões de habitantes com asma
Predomínio (infância- sexo masculino) / (adolescência - sexo feminino)
Se um dos pais sofre de asma, o risco de a criança desenvolver asma é de
25%. Se ambos os pais são asmáticos esta taxa pode alcançar 50%
FATORES DE RISCO
Diferentes fatores de risco e interações ambientais são fundamentais para
seu surgimento.
2

FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
[Link]ção crônica das vias aéreas

2. resposta broncoconstritora
exagerada + edema da mucosa +
hipersecreção de muco--> redução do
calibre das vias aéreas

3. remodelamento da via aérea


(irreversível)
3
QUADRO
CLÍNICO
QUADRO CLÍNICO
Sibilância,
Dispneia,
Aperto no peito
Tosse.
EF: maioria assintomático- sibilos expiratórios à ausculta pulmonar; tempo
expiratório prolongado e tiragem intercostal em asma não controlada.
4

DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de asma se dá mediante a identificação de critérios clínicos e
funcionais, obtidos pela anamnese, exame físico e exames de função pulmonar
(espirometria). Em <4 anos, o diagnóstico é iminentemente clínico, pela
dificuldade de realização de provas funcionais.

ESPIROMETRIA

Distúrbio ventilatório obstrutivo com resposta broncodilatadora +


limitação do fluxo de ar das vias respiratórias ( VEF1/CVF < 0,7 )
Aumento de VEF1 >200ML E >12% quando se compara pré-BD e pós-BD

OBS: ESPIROMETRIA NORMAL NÃO EXCLUI O DIAGNÓSTICO


DIAGNÓSTICO
FE: PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO
Peak flow é + quando variabilidade
diurna exagerada (>20%)
>15% no PFE após inalação de BD ou
corticóide
Redução de pelo menos 20% no VEF1
basal no teste de broncoprovocação.

TESTE DE BRONCOPROVOCAÇÃO
.
Demonstra hiperreatividade bronquica (Metacolina ou histamina) - Alta
sensibilidade e alto valor preditivo negativo

PICK TEST
5

TRATAMENTO
TRATAMENTO
MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS
A: avaliar fatores desencadeantes e como evitá-los
B: buscar medicamentos apropriados e técnica adequada
C: colocar em prática ->plano de ação para monitorar controle da asma
D: descrever a diferença entre medicação controle x resgate
TRATAMENTO
DETERMINAÇÃO DA GRAVIDADE DA ASMA
Quantidade mínima de tratamento necessária para atingir o controle.
Retrospectiva (após 12 meses de tratamento).
TRATAMENTO
PILAR DE TRATAMENTO - CORTICOIDE INALATÓRIO
- Melhor controle dos sintomas;
- Preservação da função pulmonar;
- Prevenção do remodelamento.

BUDESONIDA (doses):
- BAIXA: 200- 400 mcg/dia
- MODERADA: 400-800 mcg/dia
- ALTA: 800 mcg/dia
TRATAMENTO
STEP 1: Pacientes com sintomas < 2x/mês e sem fator de risco para
exacerbações.
STEP 2: Sintomas de asma ou necessidade de medicação de resgate pelo
menos 2x nas últimas 4 semanas.
STEP 3: Sintomas de asma na maior parte dos dias, despertar noturno uma ou
mais vezes por semana.
STEP 4: Apresentação inicial em exacerbação ou sintomas graves.
STEP 5: Sintomas persistentes ou exacerbações a despeito da correta técnica
inalatória e boa adesão à etapa 4. Deve ser encaminhado ao especialista.
TRATAMENTO
PREFERENCIAL
TRATAMENTO
ALTERNATIVO
TRATAMENTO
ALTERNATIVO
6

EXACERBAÇÃO
TRATAMENTO
OXIGENIOTERAPIA:
Meta: 93-95% -> Via máscara ou cânula nasal.

BRONCODILATADORES:
SABA: 4-10 puffs a cada 20 minutos na primeira hora.
4-10 CADA 3-4 HORAS ATÉ 6-10PUFFS 1-2HS
SAMA (brometo de ipratrópio): potencial de reduzir exacerbações
moderadas/graves

CORTICOIDE SISTÊMICO:
(VO - preferir se possível ou EV):
Prednisolona 1mg/kg/dia ou 50mg/dia por 5-7 dias.
Acelera recuperação e previne recaídas.
TRATAMENTO
SULFATO DE MAGNÉSIO:
falência ao tratamento inicial, com hipoxemia persistente.
50mg/kg EV em 20 minutos (max 2g)- dose única.

Se paciente SONOLENTO, CONFUSO ou TÓRAX SILENCIOSO: IOT com SRI


(fármacos com potencial broncodilatador: quetamina e propofol).
REFERÊNCIAS
Atualização GINA 2025 (Global Initiative for Asthma)
Estrategia Med
[Link]
br/midias/protocolos/resumidos/20220922_pcdt_resumido_asma.pdf
7
QUESTOES
OBRIGADA!

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