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Caia Que Manu

O Manual do Canoista é um guia de segurança e informações sobre a prática da canoagem, abordando desde a história e tipos de embarcações até a escolha de equipamentos como pagaias. O documento enfatiza a importância de se iniciar a prática em um Clube Náutico e fornece orientações sobre materiais e cuidados necessários para a segurança e durabilidade do equipamento. Além disso, discute aspectos técnicos como o tamanho e ângulo das pagaias, vestuário adequado e regras gerais de segurança em terra e na água.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Caia Que Manu

O Manual do Canoista é um guia de segurança e informações sobre a prática da canoagem, abordando desde a história e tipos de embarcações até a escolha de equipamentos como pagaias. O documento enfatiza a importância de se iniciar a prática em um Clube Náutico e fornece orientações sobre materiais e cuidados necessários para a segurança e durabilidade do equipamento. Além disso, discute aspectos técnicos como o tamanho e ângulo das pagaias, vestuário adequado e regras gerais de segurança em terra e na água.
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Manual do Canoista

Introdução geral

Este código de segurança foi preparado utilizando a melhor informação disponível, foi analisado e revisto por
alguns canoistas do Clube do Mar.
No entanto este código não deixa de ser uma compilação de informação existente em vários catálogos, livros e
revistas da especialidade, e tem como objectivo minimizar os riscos inerentes à prática do nosso desporto
favorito.

Todas as indicações, regras e conselhos práticos deverão ser levados em consideração apenas no sentido de
ajudar a relembrar os princípios gerais e básicos de segurança na prática da Canoagem.

-I-
Manual do Canoista

A Canoagem

Quero praticar Canoagem

Se estás a pensar em te iniciares na canoagem nada como te dirigires a um Clube Náutico, só lá é que vais
encontrar todos os ingredientes para um bom começo.É num Clube que vai teres os primeiros contactos com o
variadissimo material existente à prática da modalidade e acima de tudo, é num Clube que vais travar
conhecimento com os praticantes da modalidade.
São estes os primeiros contactos com a CANOAGEM, e se tudo correr bem já se ganhou mais um praticante.

O que é a Canoagem

Historial

A Canoa foi criada pelos índios da América do Norte, e servia para as suas constantes deslocações (
transporte de alimentos, trocas de produtos, etc...), servia também para a caça e pesca e até na colheita do
arroz selvagem. As canoas eram feitas de vários materiais ( peles, madeira, entre outros) e podiam transportar
entre uma a quinze pessoas. Nestas embarcações os índios estavam sentados ou de joelhos e serviam-se de
uma pá simples para a propulsão da Canoa.

O kayak foi criado pelos Esquimós, e tal como os Indios serviam-se dele para as mais variadas utilizações (
caça, pesca, transporte, etc...), a diferença está na propulsão deste tipo de embarcação, que para a qual era
utilizado um instrumento chamado pagaia ( um tubo com duas pás nas extremidades) e o canoísta esta
sentado no seu interior com as pernas quase esticadas.

Hoje em dia a Canoa e o Kayak são basicamente instrumentos de Lazer, no entanto na sua vertente mais séria
são utilizados em competição havendo para isso os campeonatos e torneios respectivos das várias
especialidades da Canoagem, também são utilizados como instrumentos de segurança e vigilância em alguns
ambientes náuticos ( praias, barragens, rios, lagoas, etc...).

O material

As Actualmente pode-se dividir as embarcações em 7 grupos:


embarcações • As embarcações de corrida em linha
• As embarcações de Descida
• As embarcações de Slalom
• As embarcações de Turismo/Lazer ( rio e mar)
• As embarcações de Surf
• As embarcações de Rodeo
• As embarcações de polo

As Pagaias

Introdução As pagaias são o instrumento utilizado para a propulsão das Canoas e Kayaks e
podem-se dividir em 3 grupos:
• As pagaias tradicionais
• As Pás para as canoas
• As pagaias em concha

- II -
Manual do Canoista

O estudo a que me propôs "enfrentar" foi sem dúvida alguma gratificante no sentido em que ao longo de
algumas pesquisas feitas em livros; revistas e sites na net, tomei consciência da complicidade do tema (
pagaias ). Este artigo destina-se a Canoistas iniciados mas é possivel que Canoistas mais experientes,
encontrem algumas informações ou dicas que lhes serão úteis futuramente.

• Qual o tipo de pagaia que eu deverei comprar? (ÁGUAS BRAVAS OU TURISMO


• Que tipo de material deverá ser feita a minha pagaia?
• Qual o tamanho que eu deverei escolher?
• Qual o ângulo a escolher para as minhas pás?
• Qual o tamanho e envergadura que a minha pá deverá ter?
• Deverei comprar uma pagaia desmontável?
• E que tal as novas pás de Concha e os tubos ergonómicos?
• Deverei compra usado ou novo e quanto é que isso me irá custar?

E agora?!???....

Tipo de pagaia

Águas Bravas ou Turismo Náutico?

Para os iniciados, dever-se-á ter a consciência do que é que se vai querer fazer, "águas bravas?" (Paiva;
Minho; Olo; etc... ) ou "pagaiar?" em águas calmas (Barragens; Albufeiras; etc...), eis a questão.

Hoje em dia algumas pagaias estão concebidas para fazer quase tudo, mas quanto mais o interesse se vai
acentuando sobre determinada especialidade, o canoista / praticante vai optimizando as suas "armas". O
canoista vai descobrindo que algumas pás e tubos têm performances diferentes em determinadas situações e
usos.

Bem.... é como comprar um "carrito", um jeep vai a todo lado, mas se você quiser velocidade compra um carro
desportivo, mas se quiser comforto compra um Rolls, e se quiser um carro à medida, aí terá de ser você a dizer
ao constructor exactamente aquilo que quer para os fins a que se propoê.

Uma coisa é certa! Se você tiver comprado uma canoa, você vai ter de comprar uma pá para canoas, mas se
tiver adquirido um kayak aí as pagaias funcionam bem melhor.

Na dúvida e para que você não se arrependa eu recomendo uma pagaia leve e robusta, não é tão dificil como
isso conjugar estes dois atributos, mas fique descansado, hoje em dia a tecnologia dos materiais está "super"
avançada e os materiais de dia para dia são mais leves e resistentes...... mas tambem mais caros ( bem isso é
outra história e já lá vamos... ) .

Em geral as pagaias de águas bravas são mais robustas que as de águas calmas. São mais fortes; duram mais
e normalmente mais pesadas. Se assim o entender poderá usar uma pagaia de águas bravas em Turismo, sem
problema algum, por outro lado não recomendo a situação inversa.

Considerações: Uma Pá de águas bravas para Canoa, normalmente é maior que uma pá de turismo para
Canoa, no entanto o mesmo já não acontece para os Kayaks em que as pagaias de águas bravas são mais
curtas que as de águas calmas no sentido de facilitar algumas manobras e técnicas de águas bravas.

- III -
Manual do Canoista

Claro que há excepções e os novos kayaks "sit-on-top" e os "insufláveis" normalmente requerem pagaias
maiores que os usuais kayaks de "cockpit" fechado.

A "envergadura" das pás normalmente são mais largas em águas bravas ( tanto em Canoas como em Kayaks )
do que as de águas calmas. De inicio verificava-se uma tendência no uso de pás "asiméticas" em águas
calmas e pás "simétricas" nas águas bravas, hoje em dia com a implementação do Rodeo e a especialização
no Slalom as pás de águas bravas estão a sofrer ligeiras alterações no sentido de as tornar cada vez mais
asimétricas

[Asymmetric blade]
[Symmetric blade]
[Greenland blade]

Por aquilo que se viu até agora, as diferenças entre águas bravas e águas calmas são marcantes, e você
precisa de adaptar a escolha da sua nova pá/pagaia à escolha da sua Canoa ou kayak.

Decida-se pelo tipo de actividade que vai fazer a partir de agora antes da aquisição do seu material.

Material

De que material deve ser feita a minha "pá" / "pagaia"?


Tradicionalmente, todas as pás e pagaias eram construídas em madeira.
Actualmente continua a ser um bom material, e poderão ser encontradas sob variadissimas formas e feitios e
disponiveis para todas as disciplinas de Canoagem. A sua maior desvantagem é que para além de serem
"caras" terão de se ter cuidados de manutenção regulares, tais como polimento e envernizamento.
Não deixa de ser "estiloso" o possuidor de um Kayak ou Canoa e a sua pagaia ou pá respectiva em madeira,
em que alguns modelos existentes são autênticas "obras primas".
As fibras e as resinas chegaram, e hoje em dia a maioria das pás e pagaias de fraca/média e grande qualidade
são fabricadas e reforçadas com compósitos de fibra.
A fibra de vidro; o Kevlar; o Carbono entre outros são, hoje em dia, os materiais usados no fabrico dos tubos
(varões) e pás. As vantagens são "marcantes" e provavelmente a robustez e o peso são as dominantes. As
desvantagens, bem aí, esse factor poderá ser discutivel mas penso que a beleza de uma pá / pagaia de
madeira é incontéstável.
É usual, hoje em dia, encontrar pás e pagaias em material de plástico impregnadas em resinas de epoxy e
outros compósitos, assim como, tubos em aluminium.
Geralmente, são materiais mais baratos o que constitui uma vantagem logo à partida, mas penso que a maior
vantagem na aquisição deste material especifico está na sua durabilidade.
Este tipo de escolha é o indicado para um principiante e um excelente ponto de partida a um inicio pouco
atribulado às águas bravas ou passeios turisticos. Escusado será dizer que este tipo de material é o eleito
pelas empresas de descidas e de actividades ao ar livre.

Conselho Quando adquirir a sua pá/pagaia, compre a pá ou pagaia e não o material de que esta
é composta.
Compre uma pagaia para si, e para o uso especifico a que se propôs.
Às vezes o material é uma tentação, pagaias de carbono a luzir, aquela fibra prensada
linda de morrer, ..... ....mas será isso que pretende?

- IV -
Manual do Canoista

Então qual a pá que eu deverei usar? Bem nada melhor que, antes de adquirires o teu conjunto de pás,
experimentes 2 ou 3 modelos diferentes, aí poderás tirar as tuas próprias conclusões, alguns factores são
importantes na tua escolha:

1 - Qual o propósito da actividade ( Turismo, Laser, competição ).


2 - A preparação fisica do praticante.
3 - Preço / Qualidade / Material ( estes 3 factores são muito importantes)

Outros factores importantes no tamanho da pá e os angulos:


- A altura do canoista e sua constutuição fisica
- O assento / banco do kayak (para isso bastará alterar em 1 ou 2 cms a altura do banco para se note
significativamente as alterações das remadas)
- O tipo de embarcação usada

Cumprimento Que comprimento deverá ter a minha pagáia ?


A maioria das pás/pagaias de Turismo têm vindo a diminuir de tamanho:
Para um canoista de águas bravas, a norma da pagaia "pequena" tem vindo a
acentuar-se.
Dentro dos limites, claro, a pagaia pequena tem vindo a demonstrar ser mais eficiente
na maioria das manobras, hoje em dia praticadas em rio.
Mais rápida e menos "embaraçosa" o tamanho de uma pá / pagaia deverá, sempre,
obedecer a alguns principios básicos:
1. A largura da Canoa ou do Kayak.
2. O tipo de embarcação (sit_on_top; insufláveis; kayaks de rodeo; etc....)
3. O "estilo" para que vai ser utilizada (rodeo, descida, turismo, etc...)
4. A envergadura do praticante (canoista).
O estilo de remada / pagaiada do canoista também será determinante na escolha do
tamanho da sua nova pá / pagaia, assim como o ângulo escolhido para a pá.
O ângulo é muito importante pois a escolha de um ângulo fechado (remada mais
rápida) ou um ângulo mais "aberto" (remada mais longa) poderá ser a causa de uma
pagaia ter mais 3 ou 4 cms de comprimento.

Bem, sem falar na "disciplina" em que se usa a nossa pá / pagaia, a escolha de um ângulo curto tem vindo a
ser usado nos praticantes de Kayak Mar ou de turismo, embora os praticantes de águas bravas prefiram um
ângulo mais aberto onde se tem mostrado mais eficiente.

Para kayaks de Mar e kayaks de Turismo e outros tais como os Kayaks de competição (k1 e k2) será
recomendado uma pagaia que varie entre os 218-220 cm de tamanho.
Para Kayaks insufláveis 220 a 230 cms deverá ser o recomendado.
Para o canoista de águas bravas, actualmente, a media de tamanhos varia entre os 198 e os 204 cms.
Para os mais experientes, não há nada como dar uma vista de olhos nos catálogos dos fabricantes, com as
diferenças principais entre o material de águas bravas Kayak de Mar e Turismo.

Pás de Canoa:
Embora não seja nenhum "expert" em Canoas deixo aqui um pouco dos meus conhecimentos nesta área.
Pás de maratona vão de 48inches a 54 inches
Pás de turismo um pouco maiores 56 inches
Pás de WW entre 54 a 58 inches
Pás de Slalom entre 56 a 60 inches.

Aqui, no mundo das Canoas poderemos notar que ao contrária dos Kayaks as dimensões das pás de águas
calmas são mais pequenas do que as de águas bravas. Numa primeira análise, o factor "apoio" será um dos
factores principais para que isso aconteça.

-V-
Manual do Canoista

Angulo Qual o ângulo a adaptar ?


Normalmente, o ângulo, entre duas pás numa pagaia, varia entre os 45 e 90 graus.
Para os iniciados, acredito que os 60graus será o aconselhado o qual provocará uma
melhor performance relativamente à eficiência da remada.
Relativamente ao angulo escolhido, há quem defenda que um angulo mal escolhido
poderá provocar tendinites, bem, isso em parte poderá corresponder à verdade mas
penso que a técnica de remada / pagaiada é o principal factor na origem de lesões
crónicas.

O vestuario O Saiote é o acessório que garante a impermeabilidade entre o Canoista e o Quebra


mar.

O Colete, o colete é um dos acessórios mais importantes na Canoagem, ao contrário


do que se possa pensar a grande maioria dos coletes utilizados pelos canoístas
apenas são instrumentos concebidos a ajudar a flutuabilidade do praticante e
desenhados de maneira a não incomodar os movimentos especificos da pagaiada, de
maneira alguma poderão ser considerados acessórios de salvamento, os quais
obedecem a normas internacionais especificas que se fossem adaptadas à prática do
Canoísta comum iria dificultar e muito a sua capacidade de pagaiar.

Normalmente os coletes são compostos por placas de espuma sintética, encerradas


num tecido impermeável, este tipo de material faz com que o colete absorva impactos
violentos, como é o caso de um jogo de Kayak polo ou se estiveres a nadar num
rápido .

O Capacete dispensa apresentações, normalmente é feito em matéria plástica e tem


um sem número de formas e feitios, no entanto verifica sempre se o teu capacete tem
orifícios na parte superior do mesmo para que a água possa escorrer livremente em
caso de imersão.

O Vestuário, quanto mais confortável te sentires melhor será a tua performance num
Kayak ou Canoa, as botas de neoprene, o impermeável e uma boa camisola térmica
são requisitos que qualquer canoísta faz questão de possuir.

As vantagens são inquestionáveis, as desvantagens também as há, o preço.

- VI -
Manual do Canoista

Regras gerais de segurança

Segurança em terra

A conservação e o transporte do material são pontos muito importantes no que diz respeito à durabilidade do
mesmo, um canoísta que se preze venera o seu equipamento, e tem vaidade quando possui algo de bom e
bem estimado.

O cuidado com o material em terra faz com que não sofras dissabores na água, ninguém gosta de chegar ao
rio e faltar uma porca no finca pés, ou então ter uma pequena "fissura" daquelas bem localizadas de maneira
que o Kayak ou Canoa estejam constantemente a ficar cheios de água.

Por isso é importante a constante vigilância do material, assim como o seu transporte e acondicionamento.

Responsabilidade e preparação pessoal

Sê um bom nadador, com habilidade e prudência quanto baste.


Usa sempre um bom colete de salvação, este equipamento vai permitir com que tu possas flutuares e nadar
em segurança nas águas bravas.
Usa sempre um bom capacete de protecção, é fundamental para que anda de Kayak ou Canoa assim como
para canoísta de RAFT.
Nunca navegues fora da zona de segurança, tem sempre noção da tua habilidade e capacidade perante o
perigo. Nunca entres num rápido, a não ser que tenhas a certeza que o consegues fazer, ou que o consigas
ultrapassar a nadar no caso de te virares.
s rios desportivos têm muitas armadilhas que nem sempre as consegues detectar à primeira vista, torna-se por
isso fundamental um bom reconhecimento do trajecto, procura sempre um bom local de observação e se
possível documenta-te com uma carta hidrográfica do rio em causa. Alem de outros promenores deverás ter
sempre considerar os seguintes factores:

O volume de água; a velocidade e a força da corrente(caudal) podem ser tremendas, usa sempre o teu bom
senso para considerares a "passagem", Lembra-te que em situações perigosas ou extremas o resgate de um
canoísta torna-se difícil se não impossível, a flutuabilidade da embarcação é imprevisível pois os flutuadores
nem sempre aguentam as pressões.
FRIO; o frio enfraquece-te ao nível da força e ficas debilitado no que diz respeito à habilidade e às tuas
capacidades de decisão em situações difíceis. Lembra-te sempre que o primeiro choque térmico pode ser
perigoso se não tomares as providências necessárias ao nível do equipamento. Nunca te esqueças de levares
uma muda de roupa no teu "saco seco"*. Se após prolongada exposição ao frio, o canoísta ficar com tremores,
perder a coordenação dos movimentos e tiver dificuldade em falar, então é bem provável que esteja num
principio de hiportemia devendo por isso serem tomadas as medidas adequadas de assistência médica.

- VII -
Manual do Canoista

OBSTÁCULOS; arbustos, árvores caídas, pilares de pontes em ruínas, rochas lascadas ou qualquer coisa que
permita o impacto da corrente sobre estes são situações perigosas, normalmente são formados retornos os
quais deverão ser sempre evitados pois o resgate de um canoísta num retorno é sempre uma operação de alto
grau de dificuldade e de risco.

CANOÍSTA SOLITÁRIO; não sejas invejoso, partilha a tua descida com mais dois ou três amigos, junta o útil ao
agradável.

NIVEL DE DIFICULDADE; tenta sempre escolher um percurso que te permita ir aumentando os níveis de
dificuldade e habilidade, evita iniciares uma descida ou percurso com situações extremas.

PRIMEIROS SOCORROS; são um conhecimento fundamental em situações de emergência médica.

EQUIPAMENTO DE AVENTURA; um canivete, corda, botas, fósforos à prova de água,um apito, fita cola de
reparação, kit de reparação, e se usares óculos não te esqueças de os prender com uma corda longa.

- VIII -
Manual do Canoista

- VIIII -
Manual do Canoista

Preparação de uma Descida de Rio

Introdução

ORGANIZAÇÃO: A descida de um rio deverá ser sempre considerada como uma aventura comum a todos os
participantes, todos deverão dividir tarefas e responsabilidades, cada um deverá ser responsável por uma
tarefa devendo por isso responder pelos seus actos e decisões. À dois tipos de organização: a organização de
uma descida de grupo de amigos ou praticantes de canoagem ( aventura, lazer ou competição) e a
organização de uma descida de grupo organizada (visa os fins lucrativos de uma empresa), são distintas as
diferenças entre estes dois tipos de organização, enquanto que na primeira situação todos os intervenientes
têm um papel preponderante em cada segundo da actividade em causa, numa descida organizada os
participantes limtam-se a cumprir com um programa pré - definido por um grupo de trabalho profissional.

CONDIÇÕES DO RIO: O grupo deve ter conhecimento e consciência do trabalho que vai realizar. Todos
devem estar à altura do evento devendo por isso ajustar os seus planos às capacidades de todos.A
documentação e conhecimentos adquiridos tornam-se fundamentais ao bom desempenho do grupo. Devemos
ter sempre presentes situações tão comuns como o tempo, variações de caudal, estação do ano, local para
acampar, etc...

GRUPO: O grupo dever-se-á manter firme e compacto do inicio ao fim do evento. Se o grupo for grande tenta
dividi-lo em pequenos grupos mas sempre de maneira a que a comunicação entre os grupos se mantenha.

DISCIPLINA: O rio não é só teu, se outros grupos estiverem por perto, observa atentamente a sua actividade e
se for caso disso contacta com o lider desse grupo de maneira a não haver interferências nos trabalhos de
cada um dos grupos. Se ao te aproximares de um rápido, detectares outros canoístas por perto respeita
sempre a actividade deles, caso seja necessário espera que eles saiam do rápido e só depois vais tu seguido
do teu grupo.

Os graus de um rio

O sistema de medida ao qual normalmente se atribui a maior ou menor dificuldade de ultrapassares os


obstáculos naturais de um RIO é dividido em 6 graus (os quais por sua vez poderão ser subdivididos em 'graus
+' ) de dificuldade crescente.

Este sistema de medida, é óptimo no que diz respeito ao planeamento de um evento, ao qual logo à partida se
poderá "filtrar " tanto o equipamento como os praticantes.

Os "GRAUS" de um rio são muito subjectivos, o que para uns poderá ser GRAU 3 para outros poderá ser
GRAU 5 ou vice versa.
Passo a exemplificar.....
Não existe informação acerca do volume de água, por exemplo existe uma grande diferença entre um rápido
de grau de dificuldade técnica 4 e uma queda de água de grande volume de grau 4.
Não existe informação relativamente ao cumprimento de um rápido assim como à sua largura.
De qualquer modo os GRAUS de um rio desportivo são muito úteis, mesmo que subjectivos, e deverão estar
sempre presentes como referência no planeamento de uma actividade.

Grau I Fácil muito fácil, imagina uma lagoa ou barragem.


Águas com corrente fraca ou quase nula.
No entanto, não te esqueças do teu colete e tem sempre presente um qualquer tipo de
eventualidade.

-X-
Manual do Canoista

Grau II Águas com alguma corrente, atenção aos pequenos remoinhos e às pequenas
reversas que se formam à superfície e que te "chupam" a pagaia.
Não te esqueças de convidar os teus amigos para te acompanharem no passeio, se
estiveres a treinar, treina em grupo.
Independentemente da modalidade, tem sempre presente as regras elementares de
segurança.

Grau III Aqui podes brincar com o teu kayak, as sensações fortes começam a "estalar".
Já consegues empinar o teu kayak, já podes surfar numa onda estática.
Capacete e colete começam a ser obrigatórios.
Poderá ser necessário tomar providências , no que diz respeito a um provável
"resgate", a vigilância torna-se importante.
ESTÁ ATENTO, ELAS ACONTECEM,,,,,,

- XI -
Manual do Canoista

Grau IV Só com segurança, o estudo do trajecto torna-se fundamental.


Se estiveres confiante e bem preparado fisicamente, atreve-te e goza!

Grau V Atenção, dos fracos não reza a história..... aqui os acessos de adrenalina são
constantes.
Este tipo de passagens é só para "prós", mas até eles têm azares.

- XII -
Manual do Canoista

Grau VI IMPOSSIVEL, MAS SE ESTIVERES FARTO DE ESTAR BEM NA VIDA.


NÃO!

Agora que já és um dos nossos, faz com que a Canoagem nunca seja um
desporto menor, nem que para isso sejas o ultimo a pagaiar.

- XIII -

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