Dados de identificação
Nome: Everton Kaique Pereira da Costa
Paciente encontra-se em terapia fonoaudiólogica, foi encaminhado para
realizar acompanhamento com psicopedagogo. Apresenta dificuldade de
aprendizagem (leitura e escrita), e desvio fonético e fonológico da fala.
Orientações para o Professor(a):
1. Entenda a situação do aluno com dificuldade de aprendizagem
Nesse sentido, a escola pode promover rodas de debates com estudantes e/ou
disponibilizar um espaço reservado para o aluno conversar com a equipe
pedagógica.
Outra maneira de verificar o que pode ser a causa para dificuldade e
aprendizagem é observar o desempenho do estudante ao longo do ano letivo.
Para isso, a escola precisa questionar:
2. Utilize a personalização do ensino
Em alguns casos, a falta de motivação para estudar pode ser resultado de
uma abordagem padronizada precisando considerar as necessidades e
potencialidades individuais dos alunos. Afinal, cada pessoa tem o próprio ritmo
de aprendizagem.
Para cativar a atenção do aluno e motivá-lo, a escola pode adotar
a personalização do ensino. Por meio da utilização de diferentes ferramentas
e abordagens pedagógicas, é possível flexibilizar o ensino conforme as
características, competências e habilidades individuais.
3. Busque ajuda especializada caso seja necessário
Ter um psicopedagogo na escola é importante para os casos de alunos com
transtornos de aprendizagem. Esse profissional conseguirá identificar o
problema e com a família, escola e um profissional de saúde, elaborar ações
para auxiliá-lo no aprendizado.
4. Seja flexível
A escola que deseja ajudar os alunos no rendimento escolar precisa ser flexível,
pois mudanças terão de ser feitas. Por isso, a flexibilidade é o pilar principal
do plano de ação para alunos com dificuldade de aprendizagem.
A flexibilidade precisa estar em todos os âmbitos da escola: no currículo
acadêmico, nas abordagens pedagógicas, na maneira como a escola se
comunica com a família e alunos. Para isso, é necessário que todos adotem um
olhar observador, capaz de identificar possíveis falhas no percurso educacional
e corrigi-las.
5. Desenvolver pequenos projetos
É uma estratégia para despertar a curiosidade dos alunos por algum tema ou
assunto. Assim, é solicitado ao aluno que pesquise sobre determinado assunto.
E posteriormente o resultado dessa pesquisa seja a elaboração de um produto.
Como por exemplo, um painel, uma dramatização (jornal, teatro, música, etc),
um jogo. Ou mesmo ações na própria escola. Além da pesquisa, é possível
também desenvolver projetos que resultem em mudanças na escola. Como por
exemplo, a coleta seletiva do lixo, a confecção de uma pequena horta e outras
ações possíveis.
6. Tornar o material didático mais acessível
Algumas pequenas modificações no material didático podem tornar os textos
mais atraentes. E também mais fáceis de serem compreendidos pelos alunos
com dificuldades. Como, por exemplo, usar fonte 14 sem serifas nos impressos.
Ou usar ilustrações para reforçar o sentido dos textos e separar as informações
apresentando-as uma em cada linha. Ou ainda ensinar o aluno a localizar e
sublinhar as palavras que indicam as ações pedidas nas atividades. Como por
exemplo “descreva”, “envolva”, “marque com um X”.
7. Utilizar material concreto
Conteúdos que são abstratos podem ser compreendidos melhores quando
podem ser visualizados. Sempre que possível utilize maquetes, dioramas,
modelos e representações que podem facilitar o processo. Muitos alunos são
mais visuais e quando veem e podem pegar o conhecimento fica mais palpável.
8. Diversifique as estratégias
Apresentar o mesmo conteúdo de formas diferentes favorece que alunos com
dificuldade possam compreender melhor. Assim, se o aluno não compreender
da primeira vez, apresente novamente mudando a forma de falar. Por isso
também, é importante diversificar as estratégias e metodologias em sala de aula.
Ou seja, utilizar vídeos, resolução de problemas, e outros recursos que
possibilitem a participação ativa dos alunos.
9. Jogos e atividades lúdicas
Jogos e atividades lúdicas são capazes de, ao mesmo tempo, despertar o
interesse do aluno e favorecer que construa conhecimentos. As atividades
lúdicas podem ainda desenvolver a criatividade e favorecer que o aluno
estabeleça vínculos positivos com o ambiente e os conteúdos escolares.
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Larissa Leal Pinheiro
Fonoaudióloga
CRFa 8 – 12256