Caderno Pedagógico
de Unidades Curriculares:
2023
Recomposição
das aprendizagens
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Ar
ENSINO
RELIGIOSO
1.º ao 6.º ano
PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA
Rafael Greca de Macedo
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO
Maria Sílvia Bacila
SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA
Oséias Santos de Oliveira
DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA
Maria Cristina Brandalize
DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO, ESTRUTURA E INFORMAÇÕES
Adriano Mario Guzzoni
COORDENADORIA DE REGULARIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS
INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS
Eliana Cristina Mansano
COORDENADORIA DE OBRAS E PROJETOS
Guilherme Furiatti Dantas
COORDENADORIA DE RECURSOS FINANCEIROS DESCENTRALIZADOS
Margarete Rodrigues de Lima
SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL
Andressa Woellner Duarte Pereira
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Kelen Patrícia Collarino
DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL
Simone Zampier da Silva
DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
Estela Endlich
DEPARTAMENTO DE INCLUSÃO E ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO
Gislaine Coimbra Budel
COORDENADORIA DE EQUIDADE, FAMÍLIAS E REDE DE PROTEÇÃO
Sandra Mara Piotto
COORDENADORIA DE PROJETOS
Andréa Barletta Brahim
Carta da Secretária
Se o meu compromisso é realmente com o homem concreto, com
a causa de sua humanização, de sua libertação, não posso por isso
mesmo prescindir da ciência, nem da tecnologia, com as quais me
vou instrumentando para melhor lutar por esta causa.
Paulo Freire
Educar é um ato de indissociabilidade entre o ensinar e o
aprender, como nos inspira a pedagogia freireana. Nesse
contexto, enquanto Secretária da Educação de Curitiba,
Cidade Educadora, reitero o meu compromisso com
uma educação emancipatória, inclusiva e de qualidade
apresentando os Cadernos de Recomposição das
Aprendizagens. A produção do compêndio Cadernos de
Recomposição das Aprendizagens, em dezesseis volumes,
expressa a continuidade das ações que integram o projeto
coletivo de enfrentamento e superação dos desafios
impostos pela pandemia.
O Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a
BNCC, o Currículo de Educação Infantil: Diálogos com a
BNCC, o Referencial Curricular de Educação Integral em
Tempo Ampliado, os Cadernos de Transição Curricular,
em duas edições, as Diretrizes Curriculares da EJA e,
atualmente, os Cadernos de Recomposição Curricular
compõem uma síntese das proposições curriculares para
a garantia do direito à educação em diferentes contextos,
tempos e espaços escolares.
A Rede Municipal de Ensino (RME) de Curitiba
desenvolveu, no intervalo histórico de março de 2020
aos dias atuais, um projeto educativo, concomitante ao
período da pandemia, e não temeu usar da originalidade e
singularidade de propostas pedagógicas transformadoras
que foram compostas, entre outras iniciativas, pelo
planejamento das videoaulas e sua viabilização em TV
aberta, pela organização e produção de kits pedagógicos
que garantiram o respeito à diversidade de aprendizagens
de nossas crianças e estudantes, pelo acolhimento e
respeito às histórias pessoais no programa “Órfãos da
COVID”, pelo processo de formação docente intitulado
PRAER (Programa de Recomposição das Aprendizagens
dos Estudantes da RME), pela produção de materiais
pedagógicos específicos de apoio e formação aos
pedagogos e professores, a destacar o lançamento
dos Cadernos Pedagógicos de Recomposição das
Aprendizagens.
Concluo no desejo de que todas as iniciativas qualificadas,
que derivam do suporte curricular da RME, se materializem
em nossas escolas e sejam luz para o planejamento
das aulas e práticas pedagógicas; que as crianças e os
estudantes concretos, parafraseando o grande Paulo Freire,
vivenciem as mais ricas e significativas experiências de
aprendizagem. Se os tempos de pandemia foram vencidos,
há o compromisso por um tempo novo de humanização e
libertação pela Educação.
Curitiba, 6 de junho de 2023.
Maria Sílvia Bacila
Secretária Municipal da Educação
Apresentação
Os últimos anos têm sido muito desafiadores para os
profissionais da educação. A necessidade diária e imediata
de diagnosticar, planejar, mediar, intervir e monitorar as
aprendizagens dos estudantes frente à heterogeneidade da
sala de aula nos coloca no centro do desafio global quanto
ao papel da educação: promovermos a recomposição das
aprendizagens ao mesmo tempo em que compreendemos
os novos contornos do trabalho docente e as diferentes
formas, tempos e espaços de aprendizagem de nossos
estudantes.
Para efetivarmos possibilidades de aprendizagem, nessas
novas configurações, a partir do Currículo do Ensino
Fundamental1, é preciso evidenciar o protagonismo das
equipes gestoras, dos professores e dos estudantes, além
de reconhecer, sobretudo, o momento que estão passando,
de buscar maneiras de apoiá-los e de saber como está cada
uma dessas pessoas que vem à escola, dada a dimensão
humana da educação.
É de extrema importância retomarmos o compromisso
que a escola tem com a equidade e com a inclusão, pois
esta instituição é feita para os estudantes e a eles pertence.
Nosso papel é trabalhar pela potencialização desse espaço,
rico em diversidade social, cultural e em possibilidades de
aprendizagem, considerando seus diferentes níveis em todos
os anos do Ensino Fundamental, pois a heterogeneidade
1 CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da Educação. Currículo do Ensino
Fundamental: Diálogos com a BNCC. 1.º ao 9.º ano – Volume 1 ao 5. Curitiba, 2020.
é inerente à sala de aula. Proporcionar o Currículo a cada
estudante, não somente como documento norteador, mas
como direito de aprendizagem, é imprescindível.
Nessa jornada que empreendemos com o propósito da
recomposição das aprendizagens, é fundamental um olhar
muito atento para as realidades de cada escola, das turmas
e dos estudantes, preconizando, como educadores, o
diagnóstico e o acompanhamento das evoluções – balizadas
pelo Currículo – na perspectiva de uma educação integral e
de uma organização integrada do trabalho pedagógico com
os diversos componentes curriculares.
O trabalho deve estar orientado para possibilitar a todos
os estudantes o avanço em seus processos educativos.
Nesse sentido, repensar as modalidades organizativas do
tempo didático visando a um ensino que ultrapasse os
conteúdos, além de efetivar o trabalho a partir de diferentes
agrupamentos, é essencial.
Essas proposições estão alicerçadas na elaboração de um
planejamento direcionado para o bom e efetivo uso dos
atuais tempos e espaços de (e para) aprender, associado
a uma avaliação constante que possibilite a análise da
aprendizagem de cada um e a identificação do tipo
mais adequado de intervenção, de estratégia e de apoio
pedagógico que cada estudante necessita para conseguir
avançar.
Na perspectiva da aprendizagem como processo
constante e mediado, é preciso compreender a escola
como espaço plural e democrático que promove e não
desencoraja. A educação não existe para reprovar pessoas.
Ela existe para que as pessoas aprendam, e essa é uma
responsabilidade dos adultos que nela atuam.
E o que se deve fazer para que todos aprendam?
Em primeiro lugar, olhar cuidadosamente para o Currículo
e para sua organização pedagógica por Ciclos. Em segundo
lugar, é preciso intensificar os momentos de aprendizagem,
cientes de que é necessário variar, diversificar e persistir nas
situações de aprendizagem, porque aprender requer tempo.
Essa ação pressupõe incluir no planejamento os espaços da
escola, além da sala de aula, entendendo-os como parte de
um ambiente educativo, no qual podem ser associados o
presencial ao não presencial, seja com ou sem mediação de
tecnologias.
A reorganização das atividades pedagógicas, com o objetivo
de materializar os direitos de aprendizagem dos estudantes,
fortalece continuidades entre os ciclos e os anos escolares.
Assim, afirmamos, de maneira permanente, o exercício
coletivo de viver e recriar a escola cotidianamente com e
para as crianças e os estudantes, olhando, inclusive, para
suas singularidades circunscritas na pluralidade.
Vários são os aspectos que precisam ser observados para
que os estudantes tenham direito a uma educação de
qualidade, que considere a diversidade, respeitando suas
características e promovendo o seu desenvolvimento a
partir do potencial individual. Dentre esses aspectos, dois
são fundamentais: o primeiro é considerar as diferentes
modalidades organizativas para que todos os objetivos de
aprendizagem sejam incorporados ao planejamento e para
que as diferentes atividades possam se constituir como
bons contextos para a aprendizagem; o segundo aspecto
diz respeito a prever diferentes agrupamentos, isto é, em
alguns momentos, todos os estudantes realizam a mesma
proposta, em outros, diante de uma mesma proposta, os
estudantes realizam tarefas diferentes e, ainda, em outros
momentos, as propostas são diversificadas, de forma que
os grupos tenham tarefas diferentes em função do que
estão precisando aprender.
Ao longo de todo esse processo, devem ser consideradas as
singularidades na elaboração de metodologias e práticas
pedagógicas, o que está atrelado ao movimento de
reinterpretação do papel do professor e do estudante no
contexto da recomposição da aprendizagem, e também
o apoio de toda comunidade escolar. É importante ainda
darmos continuidade às ações de proximidade com a
família, corresponsável pela produção de encaminhamentos
e de procedimentos para a promoção dos estudantes, com
base no diálogo e no compromisso, frente às demandas de
aprendizagem que o mundo atual nos impõe.
Preconizar um ensino centrado no estudante, a partir
de propostas instigantes, coerentes com seu contexto,
fortalecendo o seu protagonismo no processo de
aprendizagem e no seu senso crítico diante da realidade,
é pensar em uma escola que condiz com um espaço
democrático e acolhedor, assim como compreende que os
estudantes aprendem em tempos diferentes, o que requer
planejamentos diversificados cujas atividades pedagógicas
são proporcionadas de diferentes formas.
Mesmo diante da necessidade de reorganização das
atividades pedagógicas, é preciso manter o foco nos
princípios do Currículo e compreender esse documento
como instrumento a favor da aprendizagem e como fonte
primordial desse direito do estudante. Por essa razão, os
conteúdos nele estabelecidos precisam estar presentes nos
planejamentos, que devem ser diversificados e assertivos.
E quanto ao papel da equipe gestora no acompanhamento
das ações para a recomposição da aprendizagem?
É preciso lembrar que o acompanhamento das
aprendizagens não tem uma única função e não é
atribuição de um único profissional da educação, pois cada
instância tem seu papel nesse processo. A equipe gestora
é fundamental no sentido de construir, com a equipe de
profissionais, as sugestões de temas e abordagens que
sejam referências para o planejamento em todos os anos
escolares, além de, como um segmento de profissionais
que precisa garantir a qualidade do trabalho pedagógico e
do planejamento, acreditar sempre nos estudantes e ter a
ciência de que o trabalho é árduo, porém possível.
Bom trabalho a todos!
SUMÁRIO
Ensino Religioso: perspectivas e possibilidades 15
Reflexões acerca do trabalho pedagógico
em Ensino Religioso 25
Processo avaliativo em Ensino Religioso 28
Novas formas de olhar para o Ensino
Religioso escolar 31
Diversidade de estratégias no Ensino Religioso 33
Aprendizagem por projetos 34
Mediação na aprendizagem 35
Ensino Híbrido 36
Sala de aula invertida 37
Gamificação 39
Resolução de problemas no Ensino Religioso 40
CICLO I 38
1.º ANO – Sentimentos, lembranças
e memórias. 44
2.º ANO – O eu, a família e o ambiente
de convivência 53
3.º ANO – Festas religiosas 61
CICLO II 70
4.º ANO – Ritos religiosos 71
5.º ANO – Ancestralidade e tradição oral 78
CICLO III 86
6.º ANO – Religião e Direitos Humanos 87
CONSIDERAÇÕES 95
REFERÊNCIAS 97
ANEXOS 101
14
Ensino Religioso: perspectivas e
possibilidades
O Ensino Religioso, enquanto componente curricular, não
é uma novidade das grades curriculares, tampouco nas
legislações1 e documentos oficiais2 relacionados à educação
básica. No entanto, a chamada pública para a discussão da
Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aflorou antigas
polêmicas e questionamentos em torno do trabalho
desenvolvido nas escolas públicas quando o assunto é Ensino
Religioso.
Quatro matrizes da religiosidade do povo brasileiro
[...] matriz indígena, presente nos saberes dos povos
originários das Américas; [...] matriz ocidental,
trazida inicialmente pelos colonizadores cristãos e,
posteriormente, ampliada através do processo de
imigração; na matriz africana, ressignificada e muitas
vezes construída no Brasil através da diáspora africana;
[...] matriz oriental, trazida no processo de imigração.
(CURITIBA, 2020, p. 13) (grifos no original).
Ora, se historicamente3 esse componente foi concebido como
uma forma de manter a hegemonia cristã na sociedade,
hoje vemos professores comprometidos em trazer o
Ensino Religioso sob a perspectiva das Ciências da Religião,
trabalhando aspectos culturais, filosóficos, sociológicos e
geográficos das mais diversas religiões, sempre sob o ponto
1 Artigo 210 da Constituição Federal de 1988 e Artigo n.º 33 da Lei de Diretrizes e Bases para a
Educação Nacional.
2 Tais como: Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC – Volume 3 – Ciências
Humanas, Referencial Curricular do Estado do Paraná, Base Nacional Comum Curricular e demais
documentos norteadores do trabalho das escolas públicas.
3 Quer saber um pouco mais sobre a História do Ensino Religioso nas escolas brasileiras? Veja a
linha do tempo disponível no anexo 1.
de vista das quatro matrizes que compõem a religiosidade
brasileira.
Mas, afinal, o que é religião?
A religião é um fenômeno que as
sociedades humanas têm produzido
em diferentes contextos geográficos e
apesar de muitos não participarem de
nenhuma religião, sua influência é
inegável. (CURITIBA, 2020, p. 15).
Disponível em: https://pixabay.com/pt/illustrations/religioso-l%c3%adderes-
birm%c3%a2nia-myanmar-4838911/. Acesso em 14 out. 2022.
A presença do Ensino Religioso, seja na
BNCC, seja no Currículo do Ensino
Fundamental: Diálogos com a BNCC,
do município de Curitiba, justifica-se
pela sua obrigatoriedade de oferta e
: também pela necessidade de
Diálogos com a BNCC
estabelecermos metas e diretrizes para
Volume 3
Ciências Humanas o desenvolvimento desse componente
curricular. Tendo em vista a laicidade
Disponível em: https://mid-
educacao.curitiba.pr.gov. do estado, estabelecida no Brasil desde
br/2021/8/pdf/00306974.pdf.
Acesso em 14 out. 2022. a Proclamação da República, e a
pluralidade de crenças e de
pensamentos presentes nas escolas, faz- se necessário
observar qual a real função do componente Ensino Religioso,
pois
[...] se dentre as qualidades desejáveis para um indivíduo espera-se o
respeito pelo outro, a solidariedade e a capacidade de coexistência,
a despeito das possíveis diferenças culturais, de gênero, de etnia,
de religião, geracionais e de classe, o Ensino Religioso apresenta-se
como uma das matérias básicas ao Ensino Fundamental [...]:
16
1. do potencial que possui para a apresentação das diferentes
religiões e religiosidades presentes nas cinco regiões que compõem
o mapa nacional;
2. da especificidade com que se dedica à compreensão da linguagem
religiosa (mitos, símbolos, emblemas, imagens);
3. do tempo que empenha para o entendimento das práticas
religiosas (ritos, celebrações, festividades, calendários);
4. do modo como vincula as diferentes religiões aos seus grupos
de origem, a fim de explicitar o significado que assumem para
aqueles que as praticam (do ponto de vista da função e do sentido).
(RODRIGUES, 2015, s/p.).
Mas, para além de conhecermos a história do componente
curricular Ensino Religioso e suas transformações e discussões ao
longo do tempo, sempre fica o questionamento: como eu,
enquanto professora/professor4, posso trazer o conhecimento
acerca do fenômeno religioso para a sala de aula e, ainda,
utilizar-se disso para contribuir com o desenvolvimento
geral do estudante?
Compreendemos que, através da democratização dos
saberes oriundos do universo simbólico, presente nas
organizações religiosas, oportunizamos aos estudantes
conhecer e refletir acerca do Fenômeno Religioso [...]
(CURITIBA, 2020, p. 08).
O Ensino Religioso busca construir, por meio do estudo
dos conhecimentos religiosos e das filosofias de vida,
atitudes de reconhecimento e respeito às alteridades.
Trata-se de um espaço de aprendizagens, experiências
pedagógicas, intercâmbios e diálogos permanentes, que
visam o acolhimento das identidades culturais, religiosas
ou não, na perspectiva da interculturalidade, direitos
humanos e cultura da paz. (BNCC, 2018, p. 435).
4 Na escrita deste documento, destacam-se inicialmente os atores do processo educativo em
suas formas masculina e feminina. Deste ponto em diante, apresentamos apenas a marca do
masculino, conforme normatização da Língua Portuguesa para facilitar a leitura do material, sem,
contudo, desconsiderar a importante caracterização de gênero nos tempos atuais.
17
O Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC
apresenta uma série de conteúdos a serem trabalhados de 1.º
a 6.º ano5. Mas, é importante lembrarmos que, a fim de atender
o que está descrito na legislação que preza pela abordagem
acerca da pluralidade religiosa e cultural do país, estabelecemos
que o professor deve sempre planejar na perspectiva das
quatro matrizes que compõem a religiosidade do povo
brasileiro, apesar de parecer que as unidades temáticas6 e, por
consequência, os conteúdos se repetem ao longo dos anos,
como é possível observar nos mapas conceituais a seguir:
Quadro 1 - Mapa conceitual 1: Unidades Temáticas da BNCC e os conteúdos do Currículo do
Ensino Fundamental de Curitiba
Mapa conceitual elaborado pela equipe de Ensino Religioso, a partir dos objetivos dispostos no
Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC, Volume 3, 2020.
5 É possível encontrar os conteúdos, objetivos e critérios de ensino-aprendizagem do Componente
Curricular Ensino Religioso, no Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC, Volume
3, nas páginas 23 a 36.
6 Consultar o Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC - 2020, Volume 3, p. 14-15.
18
Quadro 2 - Mapa Conceitual 2: Unidades Temáticas da BNCC e os conteúdos do Currículo do
Ensino Fundamental de Curitiba
Mapa conceitual elaborado pela equipe de Ensino Religioso, a partir dos objetivos dispostos no
Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC, Volume 3, 2020.
Quadro 3 - Mapa Conceitual 3: Unidades Temáticas da BNCC e os conteúdos do Currículo do
Ensino Fundamental de Curitiba
Mapa conceitual elaborado pela equipe de Ensino Religioso, a partir dos objetivos dispostos no
Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC, Volume 3, 2020.
19
Nesse sentido, chamamos a atenção para a construção dos
conceitos que se complexificam ao longo do trabalho com
o Ensino Religioso. Mas, o que isso quer dizer? O Ensino
Religioso trabalha com elementos bastante subjetivos
e intimamente interligados. Assim, ao dar início a um
conteúdo “novo”, automaticamente fazemos uma retomada
de conhecimentos adquiridos em anos ou semestres
anteriores. O conhecimento é construído de forma gradual,
à medida que se apresenta a cada ano. Mesmo que os
conteúdos pareçam se repetir, os objetivos e critérios de
ensino-aprendizagem apresentam um aprofundamento
que permitirá ao estudante a ampliação e ressignificação
dos conhecimentos. Como podemos observar neste quadro
de organização do planejamento em Ensino Religioso:
Quadro 4 – Elementos a serem considerados no planejamento em Ensino Religioso
Fonte: Equipe de Ensino Religioso da SME, 2022.
20
PARA SABER MAIS!
Quer saber mais sobre os conteúdos do Ensino Religioso
e o que devemos abordar com os estudantes? Você pode
encontrar algumas explicações em nosso Caderno de
Unidades Curriculares de Transição 2021-2022.
Disponível em: https://mid-educacao.curitiba.pr.gov.br/2022/3/pdf/00333707.pdf.
Para que possamos visualizar esse processo, trazemos
algumas ações e objetivos que aparecem em nossos
documentos e que caracterizam essa gradação do
conhecimento.
Quadro 5 – Objetivos do Ciclo I
Quadro 5 - Objetivos do Ciclo I
Fonte: Equipe de Ensino Religioso da SME, 2022.
21
Quadro 6 – Objetivos do Ciclo II
Quadro 6 - Objetivos do Ciclo II
Fonte: Equipe de Ensino Religioso da SME, 2022.
Quadro 7 - Objetivos do Ciclo III
Fonte: Equipe de Ensino Religioso da SME, 2022.
22
Os mapas conceituais nos permitem observar a forma
como se dá a ampliação dos conhecimentos adquiridos
acerca do fenômeno religioso ao longo dos anos, partindo
do objetivo geral do ciclo, que se ramifica em diversos
objetivos específicos. Mas, para além de observarmos
os objetivos presentes no Currículo de Ensino Religioso,
queremos convidar você para refletir sobre alguns pontos
importantes desse componente curricular.
23
Reflexões acerca do trabalho
pedagógico em Ensino Religioso
Temos como premissa trazer diferentes subsídios para criar
aportes teóricos e metodológicos para o desenvolvimento do
componente curricular Ensino Religioso nas salas de aula de
1.º a 6.º ano das escolas da Rede Municipal de Ensino (RME)
de Curitiba.
Muito se tem falado sobre recuperação, reforço e
recomposição das aprendizagens, contudo, precisamos
compreender o que essas palavras querem dizer e,
principalmente, o que elas significam no contexto do Ensino
Religioso.
A recuperação pressupõe que, por meio de métodos
avaliativos aplicados pela escola, o estudante não atingiu
a nota mínima para que tenha condições de passar para
a etapa seguinte. Observe que esse termo não faz sentido
ao tentarmos aplicá-lo a uma educação estabelecida
por ciclos de aprendizagem, em que não classificamos
ou estabelecemos parâmetros de progressão por nota.
Pensando no Ensino Religioso, cuja legislação pressupõe
que é um Componente Curricular de matrícula facultativa,
a ideia de recuperação faz menos sentido ainda, pois,
mesmo nas redes em que se atribui “nota” às avaliações,
o Ensino Religioso não faz parte do rol de componentes
responsáveis pela progressão ou reprovação do estudante.
Você sabe a diferença entre aula de religião, Ensino
Religioso e Educação Religiosa?
Para saber a diferença entre essas três nomenclaturas
(que apesar de serem usadas como sinônimo se referem
a coisas diferentes), sugerimos a leitura do texto “Religião,
ensino religioso ou educação religiosa?” (WILLMS, 2020, p.
101-108).
Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/69962/R%20%20
D%20%20KARIN%20WILLMS.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
Acesso em: 13 out. 2022.
Outro termo que vem sendo usado no campo da educação
é reforço. O reforço escolar é uma prática utilizada para
auxiliar estudantes que apresentam defasagem e/ou
dificuldade de compreensão dos conteúdos ministrados
pelos professores. Essa prática pode trazer inúmeros
benefícios ao desenvolvimento da alfabetização e à aquisição
de conhecimentos específicos de outros componentes
curriculares. No entanto, se observarmos os objetivos e os
critérios de ensino-aprendizagem de Ensino Religioso pelas
análises das indicações dos profissionais de nossas unidades,
percebemos que dificilmente um estudante apresentará
dificuldades de aprendizagem neste componente.
Conseguimos suprir as necessidades dos estudantes
utilizando metodologias diversificadas e proporcionando
momentos de interação entre os estudantes, não sendo
necessário aplicar atividades de reforço.
Por fim, o termo recomposição de aprendizagens, que vem
sendo usado por diferentes redes de ensino, em diferentes
contextos e com diferentes significados. Por essa razão,
26
vamos pensar em como podemos aplicá-lo ao Ensino
Religioso. Iniciamos pela ideia de recompor, ou seja, vamos
sistematizar e retomar conhecimentos que já foram
adquiridos pelo estudante em algum momento. Seja por
meio das videoaulas, das atividades complementares
ou das aulas presenciais, ou até mesmo das vivências
e experiências pessoais de cada um, o estudante já teve
algum tipo de contato com determinado assunto de alguma
forma. Cabe ao professor, por meio das aulas, falar sobre tais
assuntos e apresentar possibilidades para retomar esses
conhecimentos e agregá-los às aulas.
Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/crian%c3%a7as-infantil-garota-escola-306607/.
Acesso em: 14 out. 2022.
27
Processo avaliativo em Ensino Religioso
A avaliação, além de fornecer informações sobre a
aprendizagem dos educandos, possibilita ao professor
redimensionar seu trabalho. O princípio assumido, nessa
perspectiva, é de que todos são capazes de aprender,
considerando os diferentes tempos de aprendizagem
de cada educando. Medir e avaliar não representam
a mesma coisa. Ao medir, o objetivo está voltado para
obter informações a respeito do progresso efetuado pelos
educandos. Ao avaliar, o foco está voltado para a reflexão
sobre as informações obtidas, com vistas a planejar o
futuro. Avaliar é um processo mais amplo, pois, ainda
que o medir faça parte do processo, não se limita a ele.
(CURITIBA, 2018, p. 87).
No Ensino Religioso, o processo avaliativo7 deve ser entendido
como um momento de reflexão acerca dos saberes
construídos, ou seja, é o momento de observar quais os
objetivos de aprendizagem que foram atingidos e, também,
refletir sobre o processo para compreender o que precisa ser
revisto.
De acordo com o Currículo da RME de Curitiba, é nesse
momento que
[...] professores e estudantes irão ressignificar os saberes, elaborando
a síntese do conhecimento, para que os conteúdos desenvolvidos
nas aulas passem a ter significado na vida do estudante. (CURITIBA,
2020, p. 14).
7 Você encontra mais informações sobre o processo avaliativo no Ensino Religioso no caderno
de orientações “Ensino Religioso no Estado Laico: um desafio para o Ensino Fundamental”, nas
páginas 87 a 89. O caderno está disponível em: https://mid-educacao.curitiba.pr.gov.br/2018/11/
pdf/00197455.pdf. Acesso em: 14 out. 2022.
28
Assim, no planejamento, seguimos os passos propostos
por Vasconcellos (1992): mobilização, construção e síntese,
que com base nos objetivos e nos critérios de ensino-
aprendizagem propostos no Currículo, irão fundamentar a
prática docente em sala de aula.
29
Novas formas de olhar para o Ensino
Religioso escolar
Um dos grandes desafios do Ensino Religioso, enquanto
componente curricular, apresenta-se em trazer para a sala
de aula práticas que permitam ao professor, aos estudantes
e à comunidade superarem o preconceito e o racismo
religiosos. É necessário retomarmos a função do profissional
da educação, como podemos ver no caderno de orientações
Ensino Religioso no Estado Laico: um desafio para o Ensino
Fundamental
A prática docente deve estar permeada de atitudes e ações críticas e
reflexivas, a fim de cumprir o que está posto na Constituição Federal
Brasileira de 1988, garantindo a laicidade do Estado. (CURITIBA, 2018,
p. 08).
Fenômeno Religioso – objeto de estudo do componente
Curricular
Compreendemos como Fenômeno Religioso aquilo que
aparece, que se mostra, como as manifestações, gestos e
representações de uma religiosidade e/ou espiritualidade
na sociedade. Assim, o Fenômeno Religioso está presente
na cultura e tradição dos povos, passando por todas as
dimensões (biológica, psicológica e sociológica) do ser
humano e influenciando sua vida na sociedade. Podemos
ainda afirmar que o Fenômeno Religioso se expressa
como uma manifestação histórica, cultural e organizadora
de códigos de conduta e convivência, apresentando-se
sob diversas formas de acordo com o tempo e espaço em
que o grupo está inserido. (CURITIBA, 2020. p. 08).
Mas, como fazer isso? De que forma abordar a religião ou
a religiosidade sem que se fira os ideais de laicidade do
Estado, respeitando todas as formas de crença e de não
crença?
[...] propõe-se uma prática desvinculada de proselitismos e
preconceitos, embasada em pesquisas, dentro das leis, que
ensine os conteúdos religiosos de forma letrada e não meramente
mecânica, que permita ao educando conhecer para respeitar. Uma
prática baseada na ciência e ao mesmo tempo que se compadece
com os sentimentos alheios, mensurada na produção de uma
sociedade mais tolerante e comprometida com o outro. (CURITIBA,
2018, p. 09).
Também é importante ressaltar que a prática do ensino
a respeito da diversidade e do respeito às diferenças não
é função exclusiva do professor de Ensino Religioso. Tais
elementos devem perpassar todo o trabalho da escola e,
sempre que possível, proporcionar momentos de reflexão
acerca do nosso próprio cotidiano.
A seguir, veremos alguns exemplos práticos da abordagem
dos objetivos de aprendizagem do Ensino Religioso, a partir
do Currículo proposto pelo município em consonância
com a BNCC e com as legislações vigentes, respeitando o
princípio de abordagem a partir das quatro matrizes que
compõem a religiosidade do povo brasileiro. Para isso,
traremos algumas sugestões de metodologias, que devem
ser adaptadas aos conteúdos dos Ciclos I, II e III, conforme a
necessidade de cada turma.
32
Diversidade de estratégias no Ensino
Religioso
Disponível em: https://pixabay.com/pt/vectors/myanmar-birm%c3%a2nia-professores-5204380/.
Acesso em: 21 set. 2022.
É muito comum ouvirmos, em formações, as solicitações de
professores no que diz respeito à adequação pedagógica,
principalmente tratando dos estudantes de inclusão. Porém,
neste material, queremos, junto com você, pensar além das
questões de inclusão. Vamos pensar nos nossos estudantes.
Nós, professores de Ensino Religioso, atendemos entre 5 e 13
turmas por período (quando lecionamos o Ensino Religioso
manhã e tarde podemos chegar a 26 turmas). Cada uma
destas turmas tem em média 30 estudantes (algumas
vezes mais, outras menos). Nesse universo de estudantes,
cada um aprende de uma forma. Teremos aquele que se dá
melhor com a leitura, outro, a comunicação oral é o ponto
forte, outro se expressará bem por meio do desenho, haverá
aquele que aprende melhor com música, com vídeos e, até
mesmo, por meio de jogos e brincadeiras. Nesse sentido,
acreditamos que, independentemente da condição
33
dos estudantes, nossas aulas devem ser diversificadas e
proporcionar diferentes formas de explanação, atividade,
entre outras infinitas possibilidades de aprendizagem.
Por isso, faremos aqui um breve apanhado de diferentes
estratégias de aprendizagem à luz da aprendizagem
criativa descrita por Mitchel Resnik e com base nas
inúmeras possibilidades de ensino-aprendizagem que o
Ensino Religioso nos proporciona.
Aprendizagem por projetos
Os projetos proporcionam momentos de trabalho coletivo
e promovem o estímulo em busca de um objetivo
comum. Muito além do que colocamos como objetivo
de aprendizagem no currículo, os projetos trazem a
possibilidade dos estudantes perceberem interesses e
conhecimentos em comum, bem como de dividirem suas
percepções acerca de uma situação trazida pelo professor
e/ou percebida pela própria turma.
34
Mediação na Aprendizagem
Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/estudando-professora-alunos-5831644/.
Acesso em: 21 set. 2022.
Não é incomum encontrarmos a expressão “mediação”
em textos relacionados à educação. Muitos são os autores
que falam do professor como mediador do processo de
ensino-aprendizagem, na perspectiva de desconstruir
aquela ideia tradicional do professor como detentor do
conhecimento. Mas, você já se perguntou como colocar
na prática do Ensino Religioso essa ideia de mediação?
“Entendemos o mediador como um facilitador” (MASETTO,
2000, p. 144 -145) da aprendizagem, ou seja, o professor deve
incentivar e motivar a aprendizagem a partir dos objetivos
definidos pelo currículo.
Desse modo, o mediador vai incentivar a busca pelo
conhecimento e auxiliar o estudante no processo de atribuir
significado à informação adquirida. Assim, compreendemos
que “ser mediador faz com que o professor, além de
suas convicções religiosas, consiga trabalhar conteúdos
35
preestabelecidos no currículo tendo um objetivo claro”
(CURITIBA, 2018, p. 08).
Por isso, devemos ter em mente sempre a importância
do vínculo entre professor e estudante, bem como
a compreensão da necessidade de ter clareza na
intencionalidade do processo. Essa intencionalidade passa
por todas as etapas, do planejamento do professor ao
preparo do ambiente.
Ensino Híbrido
Dentre as inúmeras metodologias ativas, acreditamos que
essa tenha sido a mais comentada nos últimos anos. Mas, as
questões que ficaram desse processo foram: afinal, o que é o
ensino híbrido? Como fazer isso com os estudantes de 1.º a 6.º
ano?
O Ensino Híbrido é a ideia de unir diferentes modalidades,
presencial e a distância, proporcionando momentos
mais ativos de aprendizagem e trazendo a possibilidade
36
de diferentes formas de aquisição do conhecimento. A
tecnologia, nesse caso, tem como objetivo possibilitar
o desenvolvimento da autonomia dos estudantes,
promovendo momentos de aprendizagem autônoma
sobre a qual o estudante poderá construir o conhecimento.
Sala de aula invertida
Apesar de parecer difícil trabalharmos nesta perspectiva, nas
turmas de 1.º a 6.º ano, com algumas adaptações, é possível.
A prática da sala de aula invertida consiste, basicamente, em
colocar os estudantes como transmissores do conhecimento
nas aulas.
Assim, os estudantes são estimulados a pesquisar sobre
determinados assuntos e, na sala de aula, promoverem
debates e discussões. Mas, como fazer isso no Ensino
Religioso? É importante ter em mente o papel do
professor como mediador, como citamos acima, ou seja,
os estudantes trarão seus conhecimentos, sejam eles
37
adquiridos por meio de pesquisas e/ou de sua vivência
familiar. O professor, por sua vez, terá o papel de ressignificar
esses conhecimentos, mostrando que não há certo e
errado nas suas experiências pessoais, mas que mediante
ao conhecimento acadêmico acerca das religiões, nós
precisamos refletir acerca do que lemos e ouvimos.
Disponível em: https://media.istockphoto.com/vectors/smiling-disabled-girl-in-wheelchair-and-
her-school-friends-sitting-vector-id1153687631?k=20&m=1153687631&s=612x612&w=0&h=cH7zJxU04
2kl6u01XHBcZYQlEWl-jlNFiDDqAmTEIQg=. Acesso em: 21 set. 2022.
PARA SABER MAIS SOBRE “SALA DE AULA INVERTIDA”,
ASSISTA:
Disponível em: https://youtu.be/UU677-m1GN4. Vídeo (11min 06s).
38
Gamificação
Quando falamos em trazer jogos para as aulas de Ensino
Religioso, muitas vezes, ficamos em dúvida sobre como
e por que fazer o uso desses recursos. Mas, cabe ressaltar
que o jogo pelo jogo, ou seja, simplesmente como meio
de diversão, tem seu espaço e valor, mas nas aulas de
Ensino Religioso vamos pensar nos nossos objetivos
de aprendizagem. É possível adaptar jogos tradicionais
como ludo, memória, entre outros1. Mas, também temos a
possibilidade de criar jogos on-line, como os criados pelos
professores de Ensino Religioso em 20212.
Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/bamco-imobili%c3%a1rio-personalizado-3691564/.
Acesso em: 21 set. 2022.
Nossa proposta é o uso de jogos criados no site do Wordwall3,
nesse site se tem a possibilidade de criar jogos, que serão feitos
pelo professor e posteriormente levados para os estudantes
ou, até mesmo, pode-se construir o jogo junto com os
1 Veja a adaptação do jogo “Elefante Colorido”, apresentada no Caderno Pedagógico de Unidades
Curriculares de Transição 2021-2022 de Ensino Religioso, página 20. Disponível em: https://mid-
educacao.curitiba.pr.gov.br/2022/3/pdf/00333707.pdf.
2 Os jogos estão disponíveis no Portal da Educação de Ensino Religioso, que pode ser acessado
pelo link: https://educacao.curitiba.pr.gov.br/conteudo/jogos-de-ensinoreligioso/11897.
3 Veja, no anexo 3, algumas sugestões de jogos com temáticas relacionadas ao Ensino Religioso e
que já estão prontos no Wordwall.
39
estudantes, de acordo com o tema a ser trabalhado em sala
de aula, para complementar o repertório deles e estimulá-los
à construção dos diferentes conhecimentos acerca do Ensino
Religioso, encontrando também diferentes possibilidades de
explorar o conteúdo utilizando esses jogos.
Resolução de problemas no Ensino Religioso
Ora, a resolução de problemas não é um conteúdo
relacionado a aprendizagem da Matemática? Nossa
resposta para o questionamento é: sim e não. Sim, pois
40
o ensino da Matemática trabalha com a resolução de
problemas e a construção do raciocínio lógico. Não, pois não
é apenas na Matemática que a resolução de problemas se
faz presente. Cabe ressaltar que, no Ensino Religioso, não
faremos problemas no sentido de: Mohamed possui cinco
discípulos, após a sua palestra no templo dois rapazes
quiseram compor o grupo. Com quantos discípulos
Mohamed ficou? Esse exemplo simples e, aparentemente
sem sentido, mostra uma visão equivocada do que seria a
inclusão da resolução de problemas nas aulas de Ensino
Religioso. Quando falamos nisso, estamos falando da
importância da construção do pensamento, ou seja, de
propor situações em que os estudantes devem encarar
problemas, elaborar e reelaborar conceitos, apresentar
criatividade e argumentos para a solução de questões do
dia a dia, relacionadas aos objetivos de aprendizagem do
componente.
Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/desativado-acesso-desabilitado-397192/.
Acesso em: 21 set. 2022.
41
CICLO I
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iência
E
C
te
Ar
Objetivo do Ciclo I
Identificar e compreender o fenômeno religioso,
ressignificando conhecimentos, na perspectiva da
diversidade religiosa, contemplando as quatro matrizes:
Indígena, Ocidental, Africana e Oriental.
Fonte: (CURITIBA, 2020)4.
No Ciclo I, os estudantes estarão iniciando a sua jornada no
componente curricular Ensino Religioso, uma vez que ele
não faz parte do Currículo da Educação Infantil. Mas, vale
lembrar que devido a organização do Currículo do Ensino
Fundamental: Diálogos com a BNCC, essa introdução se dá
de forma fluida e a partir de elementos que são comuns ao
cotidiano das crianças desde muito pequenas. Assim, essa
transição entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental,
no que diz respeito ao Ensino Religioso, será suave e repleta
de muita aprendizagem.
Por essa razão, para o Ciclo I, temos um objetivo geral (que
deverá ser atingido pelos estudantes ao término do 3.º ano),
que ano a ano é desmembrado em objetivos específicos que
permitem a construção do conhecimento em espiral, ou seja,
retomando o que foi trabalhado no ano anterior e ampliando
os conhecimentos e possibilidades de forma gradual.
Trazemos, na sequência, alguns encaminhamentos para
cada ano do Ciclo I.
4 Você encontra o objetivo geral de cada ciclo no Mapa Curricular. Disponível em: https://mid-
educacao.curitiba.pr.gov.br/2020/4/pdf/00272812.pdf.
1.º ANO
Sentimentos, lembranças e memórias.
Disponível em: https://pixabay.com/pt/illustrations/c%c3%a9rebro-pensando-id%c3%a9ia-
intelig%c3%aancia-494152/. Acesso em: 10 out. 2022.
Os estudantes do 1.o ano estão, pela primeira vez,
tendo contato com o Ensino Religioso. No entanto,
devido à organização do Currículo e da BNCC, vemos
que os conteúdos e os objetivos propostos são uma
continuidade do que vem sendo trabalhado na
Educação Infantil 5 e, até mesmo, nas vivências dos
estudantes fora do espaço escolar. Tendo em vista
que partimos do conhecimento e reconhecimento
da diversidade, da construção da identidade, entre
outros, os estudantes já possuem conhecimentos
acerca do que será trabalhado. Assim, propomos dar
início aos conteúdos por meio da escuta sobre seus
conhecimentos prévios: “Vocês sabem o que são
lembranças, sentimentos e memórias?” É uma das
5 De acordo com a legislação vigente e com os documentos norteadores do trabalho pedagógico
(Base Nacional Comum Curricular, Referencial Curricular do Estado do Paraná e Currículo do
Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC), o Ensino Religioso é um componente Curricular
da formação básica do cidadão e está presente na grade curricular a partir do 1.º ano do Ensino
Fundamental.
44
formas de iniciar a aula. Lembrando que, para esse
conteúdo, devemos seguir o objetivo e o critério de
ensino-aprendizagem a seguir:
Critérios de ensino-
Objetivos Conteúdos
aprendizagem
• Identificar • Sentimentos, • Reconhece que as
e acolher lembranças pessoas possuem
sentimentos, e memórias. sentimentos,
lembranças, lembranças,
memórias e saberes, memórias,
saberes de cada gostos e crenças,
um. manifestando-os de
diferentes formas.
A partir da participação e da interação dos estudantes, o
professor poderá realizar algumas intervenções abordando
de forma significativa o tema proposto e apresentando
elementos que corroborem com a construção do
conhecimento.
Isso pode se dar por meio de conversas, apresentação de
imagens, vídeos, leitura de livros de literatura, entre outras
possibilidades.
45
ASSISTA COM OS ESTUDANTES!
Emoções, como eu me sinto quando.
Professor, que tal construir um vídeo com os estudantes
expressando como eles se sentem em diferentes situações
do cotidiano da escola? Você pode construir o roteiro
com a turma e propor que eles realizem as filmagens.
O material pode ser apresentado para as famílias num
momento de reunião ou numa exposição de trabalhos.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=94-7mq63yqg.
Vídeo (3min 29s).
A ludicidade também é importante nessa faixa etária,
pois os estudantes do 1.º ano se expressam de diferentes
formas entre elas nas brincadeiras e nos jogos em que
ocorrem momentos de ganho, perda, interação com os
demais, negociação, entre outras possibilidades. Para isso, é
necessário que o professor esteja disposto a assumir a sua
função como mediador.
46
Após elencar diferentes abordagens metodológicas que
contemplem o tema, sugere-se como atividade realizar
a confecção de uma cápsula do tempo como modo
de trabalhar o objetivo de aprendizagem posto no
Currículo de Curitiba (2020, p. 22) “identificar e acolher
sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada
um” e assim possibilitar aos estudantes vivências sobre
suas lembranças, sentimentos e memórias, para que estas
possam ser representadas de diferentes maneiras, a partir
dos diferentes encaminhamentos realizados, e eles possam
ressignificar seus conhecimentos.
PARA SABER MAIS!
No caderno pedagógico de Unidades
Prefeitura Municipal de Curitiba
Secretaria Municipal da Educação
Curriculares de Transição 2021 – 2022, do
Superintendência de Gestão Educacional
Caderno Pedagógico
de Unidades Curriculares
de Transição Componente Curricular de História, em
Fundamentos da Aula de História, p. 12, há
2021 – 2022
História
um texto sobre a importância de os
estudantes expressarem o que entendem
Anos
Iniciais
sobre si e o significado de identidade
enquanto relação histórica, na perspectiva em que somos
diferentes e devemos respeitar as diferenças de cada um,
conhecendo a si e ao outro, premissa essa que no Ensino
Religioso é de suma importância para o trabalho, já que
visamos “Conhecer para respeitar”.
Caderno de História, disponível em: https://mid-educacao.curitiba.pr.gov.br/2022/3/
pdf/00333839.pdf. Acesso em: 12 ago. 2022.
Para dar significado à cápsula do tempo construída pelos
estudantes, deve-se propor que eles reflitam sobre suas
ações e experiências vivenciadas durante as aulas. A
cápsula poderá ser confeccionada de diferentes maneiras
e com diferentes materiais, e uma sugestão é a utilização
47
de potes descartáveis, envelopes, caixas, entre outros, que
podem ser enfeitados e customizados pelos estudantes,
conforme sua criatividade.
Após a confecção da cápsula, propor aos estudantes
que pensem em algo significativo que seria apropriado
para eles colocarem dentro dessa cápsula, que deverá
ser aberta em uma data estabelecida pela turma.
Importante pensar na faixa etária dos estudantes, pois os
estudantes do 1.º ano ainda não possuem uma percepção
de temporalidade estabelecida, essa atividade poderá ser
sempre renovada com diferentes objetos, desenhos ou
brinquedos. Considerando que a turma não permanecerá
com os mesmos estudantes nos anos seguintes, para que a
reflexão sobre a abertura da cápsula seja mais significativa,
a data deve ser definida dentro do mesmo ano letivo.
VÍDEO TUTORIAL
Existem inúmeras maneiras de se confeccionar uma
cápsula do tempo com os estudantes. Neste tutorial, você
encontrará uma sugestão de como esse trabalho pode ser
feito.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8tSjIRshtvA. Vídeo (5min 25s).
48
SUGESTÃO DE VIDEOAULAS
As videoaulas, gravadas pela equipe da Gerência de
Currículo (e disponíveis no Youtube), podem auxiliar na
elaboração do planejamento.
Videoaulas: Ensino Religioso 1.º ano/ 2022.
Número das aulas: 19, 20, 21, 22 e 23.
Conteúdo: Sentimentos, lembranças e memórias.
Disponível em: https://www.youtube.com/playlist?list=PLEtRs8lszO9UOSflUn40Qh
PIJshyx_-lg .
Veja, no anexo 2, a lista completa dos links das videoaulas
citadas.
Outro fator importante no processo de ensino-
aprendizagem é a avaliação, pois, de acordo com o que está
descrito no critério de ensino-aprendizagem do conteúdo
proposto ao estudante no Currículo de Curitiba (2020,
p. 22): “reconhece que as pessoas possuem sentimentos,
lembranças, saberes, memórias, gostos e crenças,
manifestando-os de diferentes formas”, faz-se necessário
que as metodologias adotadas tenham sido variadas, sendo
capazes de abranger as especificidades dos estudantes em
diferentes perspectivas, nas quais eles possam alcançar o
critério proposto, sendo o professor o mediador do processo
e o estudante o protagonista da ação, possibilitando as
interações. A avaliação deve considerar todas as etapas
de ensino-aprendizagem, desde as investigações iniciais
sobre os conhecimentos prévios dos estudantes, como no
49
decorrer do processo de ensinagem e a sua finalização. O
professor deverá ter um olhar atento em suas observações,
acompanhar o desenvolvimento das aprendizagens dos
estudantes, analisar se estão atingindo as metas e os
objetivos de ensino proposto e colher informações que
alimentem e direcionem a ação pedagógica, onde a
avaliação, segundo Hoffmann, é entendida como:
[...] uma sequência, processo, gradação. Avaliar envolve um conjunto
de procedimentos didáticos cuja finalidade é acompanhar o aluno
em seu percurso de aprendizagem, durante o qual ocorrem avanços
e/ou retrocessos em múltiplas dimensões. Avaliar é acompanhar o
processo de construção do conhecimento. (HOFFMANN, 2013, p. 152).
Contudo, os instrumentos avaliativos se integram ao
processo ensino-aprendizagem tomando significado a partir
da ação pedagógica. O processo avaliativo permeia os dados
obtidos mediante a relatos orais, interações e intervenções
que norteiam a avaliação.
PARA ASSISTIR COM OS ESTUDANTES:
Peppa Pig - A Cápsula do Tempo completo em
português do Brasil
Disponível em: https://youtu.be/HPjNCviwsgA. Vídeo (4min30s).
50
As emoções básicas para crianças - Alegria, tristeza,
medo, raiva, nojo e surpresa
Disponível em: https://youtu.be/_6J1fO2wUAw. Vídeo (4min52s)
Sentimentos e Emoções!
Disponível em: https://youtu.be/
VhBMbbCM0RM?list=PL6YnW7obbfhRQR81MIm6QfgxZW4T3QVPI.
PARA LER COM OS ESTUDANTES:
Quem sou eu? – Philip Bunting
O livro propõe uma reflexão acerca da
origem do nosso nome, do lugar em que
nascemos, da cor da pele, do que
pensamos, entre outras questões.
Imagem disponível em: https://images-na.ssl-images-
amazon.com/images/I/51c2gX4MhfS. _SX478_BO1,204,203,
200_.jpg. Acesso em: 18 ago. 2022.
51
A colcha de retalhos, de Conceil Corrêa da Silva e Nye
Ribeiro
Felipe visitava muito sua vovó que fazia
vários quitutes e contava ótimas histórias.
Enquanto construíam uma colcha de
retalhos, os dois reuniam e costuravam
lembranças, descobrindo juntos o
sentido da saudade.
Imagem disponível em: encurtador.com.br/eijFP.
Acesso em: 11 ago. 2022.
A ilha das emoções, de Paula Raskin
Lenina é uma menina cheia de planos,
mas passa por vários momentos
complicados que a ensinam a trabalhar
com as frustações e outras diversas
emoções que nem sabia existirem. Um
livro que aproxima as crianças da
importante experiência de expressar
sentimentos.
Imagem disponível em: https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/
I/51YMGVeNF0L._SY491_BO1,204,203,200_.jpg. Acesso em: 11 ago. 2022.
SUGESTÃO DE MÚSICA:
Mundo Bita – Sinto o que sinto
Esta canção infantil possibilita a interação dos estudantes
com o conteúdo proposto de maneira lúdica e pode ser
um bom disparador para a conversa com a turma.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OEUXZ2uz1a4.
Vídeo (3min20s).
52
2.º ANO
O eu, a família e o ambiente de convivência
Não é difícil perceber as pontes entre os objetivos de
aprendizagem e os conteúdos destinados ao primeiro e ao
segundo ano. É bem importante, também, salientar que ao
tratarmos de conteúdos como “o eu, a família e o ambiente
de convivência”, dispostos no Currículo, retomamos
elementos constitutivos da identidade (elemento
trabalhado no primeiro ano não só no Ensino Religioso, mas
também em outros componentes curriculares).
Para o 2.° ano, trazemos como proposta a construção de
um teatro de sombras, que pode ser feito com a mesa
de luz, lanternas, entre outros. Propor aos estudantes
que percebam, dentro do objetivo proposto no Currículo
do Ensino Religioso, que também podem aliar as suas
vivências, os seus hábitos e costumes individuais coletivos,
ressaltando a importância dessas vivências em suas
diferentes abordagens6. Para esse trabalho, lembramos que
o objetivo e os critérios de ensino-aprendizagem a serem
observados são:
6 Segundo a BNCC nas Competências específicas: 03. Reconhecer e cuidar de si, do outro, da
coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor da vida. 04. Conviver com a diversidade
de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver. (BRASIL, 2016, p. 438).
Critérios de
Objetivos Conteúdos
ensino- aprendizagem
• Identificar • O eu, a • Reconhece os
costumes, família e o diferentes espaços
crenças e ambiente de de convivência,
formas diversas convivência. identificando as
de viver em diversas formas
variados de conviver e
ambientes de demonstrar
convivência, seus costumes e
contemplando crenças nesses
as quatro espaços.
matrizes.
Lembramos que essa atividade deverá fazer parte de
um repertório oferecido aos estudantes mediante a um
planejamento mais completo, por meio de jogos, vídeos, livros
literários, filmes, videoaulas (abaixo listadas), entre outros,
importante também utilizar diferentes ambientes, levar os
estudantes além das paredes das salas de aula e observar a
escola sob outras perspectivas.
PARA SABER MAIS!
O teatro de sombras é originário da China, de onde se
espalhou para o mundo. Consiste na manipulação de um
boneco de varas, entre uma luz e uma tela, o que faz com
que o espectador, sentado diante da tela, veja apenas a
sombra do boneco.
Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/a-
historia-do-teatro-o-teatro-de-sombras/. Acesso em: 17 ago. 2022.
O olhar do professor sobre seus estudantes é de suma
importância, pois para possibilitar e planejar uma
54
mediação de aprendizagem eficaz, deve-se conhecer os
estudantes individualmente, observar a especificidade do
grupo, de acordo com a necessidade, pois as estratégias
a serem planejadas devem ser pensadas para o progresso
dos estudantes. A diversificação das estratégias de
ensino também é necessária nesse processo de ensino-
aprendizagem, podendo ser realizada de diferentes formas.
Uma possibilidade de mediação seria por intermédio
das metodologias ativas, que possibilitam maneiras
e estratégias diversificadas acerca da construção do
processo de ensino-aprendizagem, em que o estudante
é capaz de intervir no seu desenvolvimento buscando
responsabilidade no contexto educativo.
PARA SABER MAIS!
No Caderno de Unidades Curriculares de
Transição de Geografia 2021 – 2022, pode-se
ampliar o conhecimento sobre o ambiente
de convivência, sobre o aspecto geográfico, p.
12, integrando saberes, assim como
ampliando repertório. No Ensino Religioso,
faz-se necessária a abordagem dos
ambientes de conivência nos diferentes espaços sempre
contemplando as quatro matrizes.
Disponível em: hhttps://mid-educacao.curitiba.pr.gov.br/2022/3/pdf/00333837.pdf.
Acesso em: 15 ago. 2022.
O planejamento do professor deve-se levar em consideração
o que, no momento proposto pelo professor, é necessário
para ampliar e repertoriar o estudante, respeitando suas
vivências sociais e culturais. Para a construção do teatro de
55
sombras, sugerimos, após os encaminhamentos acerca
dos objetivos de ensino-aprendizagem, proporcionar
aos estudantes momentos para criação de desenhos
e posteriormente transformá-los em bonecos que
representem uma situação cotidiana de sua vivência, em
um ambiente religioso de sua escolha. Este poderá ser
realizado em grupo, duplas, trios, conforme a especificidade
de cada turma, com materiais diversos que possibilitem
a representação da situação cotidiana escolhida pelo
estudante. O professor organizará o acesso, podendo ser
desenhos em caixas, sulfite, cartolinas, entre outros.
SUGESTÃO DE VIDEOAULAS
As videoaulas, gravadas pela equipe da Gerência de
Currículo (e disponíveis no Youtube), podem auxiliar na
elaboração do planejamento.
Videoaulas: Ensino Religioso 2.º ano/ 2022.
Número das aulas: 03, 04, 05 e 06.
Conteúdo: O eu, a família e o ambiente de convivência
Disponível em: https://www.youtube.com/playlist?list=PLEtRs8lszO9UOSflUn40Qh
PIJshyx_-lg. Acesso em: 10 out. 2022.
Veja, no anexo 2, a lista completa dos links das videoaulas
citadas.
A avaliação deverá seguir o critério de ensino-aprendizagem
posto no Currículo de Curitiba (2020, p. 23): “Reconhece os
diferentes espaços de convivência, identificando as diversas
formas de conviver e demonstrar seus costumes e crenças
nesses espaços”. Faz-se necessário ter um olhar mediante a
avaliação, pois esta envolve a observação sensível e atenta
para o estudante, mediante às propostas e estratégias de
56
ensino utilizadas e à sua relação com todos os elementos
que proporcionam uma ação educativa.
Para saber mais!
No Caderno Pedagógico Curricular – Recomposição das
Aprendizagens, de Ciências 2022/2023, há uma outra
possibilidade interdisciplinar para o trabalho com o Teatro
de Sombras, na perspectiva de Ciências.
57
PARA ASSISTIR COM OS ESTUDANTES:
Tutorial - Brincadeira de imaginação para crianças –
Como fazer um teatro de sombras
Disponível em: https://youtu.be/ASj9LXKiyW0.
Acesso em: 11 ago. 2022.
“Por favor...”
Aprendendo sobre boas maneiras
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V717pGkJG0g.
Acesso em: 11 ago. 2022.
Pessoas Vivem em Grupo
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=S-JSlvl6c5c.
Acesso em: 11 ago. 2022.
58
PARA LER COM OS ESTUDANTES:
Tapajós – Fernando Vilela
No estado do Pará, vivem dois irmãos, Cauã
e Inauê, moram com seus pais e o um
jabuti, um pequeno bichinho de estimação
chamado Titi. A casa é muito simples e o
cenário da pequena vila é na verdade o
personagem principal dessa história.
Disponível em: https://bityli.com/ycIutl.
Acesso em: 11 ago. 2022.
Sinto o que sinto – a incrível história de
Asta e Jaser – Lázaro Ramos
Uma reflexão sobre sentimentos,
ancestralidade, pertencimento, diversidade
cultural, aceitação e respeito às diferenças.
Em um dia comum, o personagem Dan vive
diversas experiências que afloram o orgulho
que sente de sua ancestralidade através da
história de seus avós, Asta e Jaser.
Disponível em: https://bityli.com/NTeNGUs.
Acesso em: 11 ago. 2022.
59
3.º ANO
Festas Religiosas
As festas religiosas, por terem se tornado um elemento
importante da cultura popular, trazem à tona uma gama
de sentimentos, lembranças e memórias dos ambientes
de convivência comunitários e familiares. Ou seja, ao
tratarmos deste conteúdo, estaremos, de certa forma,
retomando muitos elementos que foram trabalhados
com os estudantes no primeiro e no segundo anos, dando
sequência a espiral de conhecimento construída a partir da
organização do Currículo do Ensino Religioso.
Critérios de
Objetivos Conteúdos
ensino-aprendizagem
• Reconhece • Festas • Identifica
diferentes Religiosas. diferentes tipos de
tipos de festas festas religiosas
religiosas populares
populares no Brasil,
no Brasil, reconhecendo
contemplando que compõem
as quatro as práticas
matrizes. celebrativas das
diferentes religiões.
Como nos anos anteriores, no 3.º ano também, é de
suma importância que as estratégias a serem utilizadas
para contemplar o conteúdo, os objetivos e os critérios
elencados sejam diversas, sempre valorizando os
conhecimentos prévios dos estudantes acerca do tema
abordado e priorizando uma abordagem que abarque
as quatro matrizes por meio de jogos, vídeos, textos,
livros infantis, brincadeiras, videoaulas que abordam esse
tema, entre outros, repertoriando-os diferentemente,
assegurando que todos os estudantes participem do
processo de ensino-aprendizagem e posteriormente
levando os estudantes a refletir sobre a temática.
Para o 3.º ano, elencamos o conteúdo Festas Religiosas,
com o objetivo de aprendizagem, conforme o Currículo
de Curitiba (2020, p. 26), “reconhecer diferentes tipos
de festas religiosas populares no Brasil, contemplando
as quatro matrizes”, e sugerimos como trabalho, após
os encaminhamentos e estratégias utilizados nas aulas,
confeccionar um texto infográfico7, utilizando o aplicativo
Canva8. Essa plataforma digital permite que o estudante
aplique seu conhecimento sobre o conteúdo desenvolvido
nas aulas utilizando sua criatividade. O texto infográfico
poderá conter imagens e textos simples e objetivos,
desenvolvidos pelo próprio estudante e mediado pelo
professor, nessa construção, que poderá ser realizada no
laboratório de informática, no tablete ou celular, conforme
a disponibilidade da turma. Outro fator importante é
que essa atividade poderá ser em grupo, trios, ou duplas,
dependendo da turma.
7 Os infográficos são conteúdos textuais, que apresentam informações e dados de um
determinado assunto acompanhado de imagens, fornecendo ferramentas para o organograma
e para a montagem do texto e das imagens, como setas, faixas, esquemas e outros recursos
gráficos. Em um mesmo texto, pode-se ter o informativo (escrito) e a imagem, por meio da qual,
de forma lúdica e prazerosa, os estudantes aprendem. Pode-se transmitir os conteúdos com
maior complexidade de uma maneira simples e lúdica.
8 Canva é um aplicativo de web design com diversas ferramentas gratuitas e que auxiliam
na montagem de infográf icos, vídeos, álbuns de fotos, posts para redes sociais, mapas
conceituais, entre outras inúmeras possibilidades.
62
PARA SABER MAIS!
Nas diversas tradições religiosas, os eventos importantes
são relembrados e comemorados festivamente. Além
dos acontecimentos, como nascimento, vida e morte de
personalidades, fundadores ou mestres de cada religião,
as festas religiosas são manifestações culturais que
mobilizam a comunidade como fator de integração social,
perpetuando tradições, crenças, valores, fortalecendo o
sentimento de pertença de cada indivíduo ao grupo com
o qual compartilha as mesmas convicções religiosas. O
conteúdo “festas religiosas”, a ser trabalhado no Ensino
Religioso deverá ser inicialmente contextualizado e
abordado a partir de uma linguagem pedagógica,
analisando a origem histórica, os rituais que nestas festas
acontecem e quem são os seus participantes.
Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1ehlFAhNWlXvSrlOikPDHzXDDcfZJD
SSm/view. Acesso em: 12 ago. 2022.
Para a avaliação desse conteúdo, é importante que o
professor perceba a participação e a construção realizada
pelos estudantes acerca dessa temática, pois, de acordo
com os critérios de ensino-aprendizagem do Currículo de
Curitiba (2020, p. 26), o estudante “identifica diferentes tipos
de festas religiosas populares no Brasil, reconhecendo que
compõem as práticas celebrativas das diferentes religiões”. A
avaliação poderá oferecer subsídios para o professor analisar
e (re)planejar o percurso desenvolvido pelo estudante e se
este necessita de novas mediações e intervenções.
63
64
PARA LER COM OS ESTUDANTES:
Uma festa de cores – Anna Gobel e Ronaldo Fraga
Este livro traz figuras e cenários de festas
populares, entre elas, o Maracatu e as
festas juninas. Apresentando diferentes
festas, repertoriamos as crianças sobre a
diversidade e riqueza cultural das regiões
do Brasil.
Disponível em: https://images-na.ssl-images-amazon.
com/images/I/61gEsfCjeuL._SX443_BO.1,204,203, 200_.jpg. Acesso em: 15 ago. 2022.
Bandeira de São João – Assis Lima e Ronaldo Correia de
Brito
Este texto traz as tradições presentes nas
festas juninas. A noiva, o Uanari e a Mãe da
noite se aventuram na procura do sol para
garantir que o milho cresça, o casamento
aconteça e a homenagem a São João seja
realizada.
Disponível em: https://images-na.ssl-images-amazon.com/
images/I/512KUoJQMnL._SX368_BO1,204,203,200_.jpg. Acesso em: 15 ago. 2022.
Maroca e Deolindo – André Neves
O autor apresenta 12 festas populares para
contar uma história. São elas: Festa do
Senhor do Bonfim, em Salvador; Carnaval,
no Recife; Procissão do Fogaréu, em
Goiânia; Marabaixo, em Macapá;
Cavalhada, em Pirenópolis, Goiás; São
João, em Campina Grande, Paraíba; Festa
do Sairé, em Santarém, no Pará; Romaria
de Bom Jesus da Lapa, em Bom Jesus da Lapa, na Bahia;
Semana da Farroupilha, em Farroupilha, Rio Grande do
Sul; Círio de Nazaré, em Belém do Pará; Festa de São
Benedito e Nossa Senhora do Rosário, em Paraty-RJ e
Natal.
Imagem disponível em: https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/
I/51oCQ0fVs8L._SX349_BO1,204,203,200_.jpg. Acesso em: 15 ago. 2022.
65
SUGESTÃO DE VIDEOAULAS:
As videoaulas, gravadas pela equipe da Gerência de
Currículo (e disponíveis no Youtube), podem auxiliar na
elaboração do planejamento.
Videoaulas: Ensino Religioso 3.º ano/2022.
Número das aulas: 20, 21, 22, 23, 24 e 25.
Conteúdo: Festas Religiosas.
Disponível em: https://www.youtube.com/playlist?list=PLEtRs8lszO9UOSflUn40Qh
PIJshyx_-lg. Acesso em 10 out. 2022.
Veja, no anexo 2, a lista completa dos links das videoaulas
citadas.
PARA ASSISTIR COM OS ESTUDANTES:
ENSINO RELIGIOSO - Tradições Religiosas e Culturais no
Brasil.
Disponível em: https://youtu.be/rXuh2NuWD5M. Vídeo (02min).
FESTAS RELIGIOSAS NO BRASIL
Disponível em: https://youtu.be/LA2dypEadfc. Vídeo (14min 05s).
66
Obras de artes visuais para abordar a temática com os
estudantes
A leitura de imagens possibilita inúmeras aprendizagens.
Além de tornar a aula mais atrativa, ela permite ao
estudante interpretar diferentes formas de registro,
colocando em prática os conhecimentos adquiridos
ao longo de seu percurso educativo e reconhecendo a
presença de elementos religiosos em diversos contextos.
Para auxiliar na leitura das imagens indicadas, trazemos na
sequência algumas sugestões de perguntas que podem
nortear a leitura dos estudantes.
• Você conhece essas imagens?
• O que elas têm em comum?
• Representam algo?
• O que mais lhe chama a atenção?
• Você já participou dessa festa?
• Conhece a origem dessa festa?
67
Tarsila do Amaral - Carnaval
Tarsila do Amaral e seu
companheiro Oswald de
Andrade retratam o subúrbio do
Rio, o interior de São Paulo e
paisagens de Minas. Durante as
viagens que realizavam, Tarsila
registra um episódio
carnavalesco em Madureira. Por
meio dessa obra, o estudante
pode ser repertoriado de como
essa festa de origem religiosa é
retratada na arte.
Disponível em: https://bityli.com/cKEmTNB. Acesso em: 15 ago. 2022.
Emílio Di Cavalcanti – Carnaval
O Carioca Di Cavalcanti
sempre retratou em suas
obras as paisagens,
comunidades, morro e
festas populares do Rio de
Janeiro. Essa pintura é uma
cena do carnaval de 1965.
Por meio dessa obra, o
estudante pode ser
repertoriado de como essa
festa de origem religiosa é
retratada na arte.
Disponível em: https://bityli.com/JVATMzH. Acesso em: 15 ago. 2022.
68
Candido Portinari - Carnaval
Cândido Portinari, além de
retratar em suas obras festas
populares do interior de São
Paulo, retrata também essa
obra do carnaval do Rio de
Janeiro em 1960. Ele traz
elementos, como música,
fantasias, porta bandeira e
baianas. Por meio dessa obra,
o estudante pode ser repertoriado de como essa festa de
origem religiosa é retratada na arte.
Disponível em: https://www.artequeacontece.com.br/wpcontent/uploads/2020/02/
carnaval_candidoportinari_1960-768x585.jpg. Acesso em: 16 ago. 2022.
69
CICLO II
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çã o Fís
ca
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iência
E
C
te
Ar
Objetivo do Ciclo II
Ressignificar e ampliar conhecimentos acerca do
fenômeno religioso e expressões místico-filosóficas,
contemplando as quatro matrizes: Indígena, Ocidental,
Africana e Oriental.
Fonte: (CURITIBA, 2020, s/p).
No Ciclo I, os estudantes tiveram a oportunidade de
desenvolver algumas habilidades relacionadas ao Ensino
Religioso. Aprenderam a identificar a diversidade religiosa
no seu cotidiano e no entorno da escola, dando novos
significados às suas experiências e vivências.
Propomos aqui algumas possibilidades metodológicas
para os anos que compõem o Ciclo II. Lembrando que
estas metodologias podem e devem ser ampliadas e
ressignificadas em todos os anos dos ciclos, adequando-se a
faixa etária e aos objetivos propostos.
4.º ANO
Ritos Religiosos
Muitas das festas religiosas são compostas por celebrações e
ritos. Assim, ao abordarmos os ritos religiosos, muitas vezes,
acabamos por retomar o trabalho realizado no ano anterior.
Vale ressaltar que, ao ouvir os estudantes falarem sobre
os ritos que conhecem, vimos por retomar, mesmo que
indiretamente, os conteúdos do 1.o e do 2.o ano pois, ao
falarmos sobre os ritos, traremos à memória muitos
momentos de interação familiar e de convivência.
Ressaltamos que, para o conteúdo ritos, há diferentes
objetivos e critérios de ensino-aprendizagem propostos no
Currículo. Selecionamos aqui apenas um para observarmos
a aplicação da metodologia proposta.
Critérios de
Objetivos Conteúdos
ensino-aprendizagem
• Identificar • Ritos • Identifica ritos
ritos presentes religiosos. presentes no
no cotidiano cotidiano e
pessoal, familiar, nos espaços
escolar e de vivência,
comunitário. reconhecendo
suas funções
• Identificar ritos
em diferentes
e suas funções
organizações
em diferentes
religiosas das
manifestações
quatro matrizes.
e tradições
religiosas das
quatro matrizes.
Com a intenção de despertar a curiosidade dos estudantes,
realizar alguns questionamentos:
• O que podemos chamar de rito?
• Para que servem os ritos?
• Você conhece algum rito?
• Os ritos se transformam com o passar do tempo?
72
Após essa investigação inicial, conversar com os estudantes
sobre alguns ritos que ocorrem em diferentes momentos
da vida. Perguntar a eles se sabem de algum rito religioso
relacionado com o nascimento de uma criança, por
exemplo. Explicar que, em algumas religiões, as crianças
são batizadas e que isso tem uma forma de acontecer e um
significado diferente para cada grupo religioso. Interessante
propor aos estudantes que façam pesquisas sobre alguns
ritos, tanto os que se relacionam com a vida na religião
como as celebrações religiosas e os ritos que são realizados
mesmo que a religião não esteja contemplada. Explicar
aos estudantes que eles devem observar como esses
momentos são interpretados por algumas religiões, e que
devem também separar quais eventos se relacionam com
aspectos individuais e/ou coletivos. Nos aspectos individuais,
solicitar aos estudantes que façam uma análise sobre como
se relacionam com cada momento da vida, organizando os
eventos cronologicamente, por exemplo. Outra sugestão é
dividir os estudantes em grupos e entregar para cada grupo
um material relacionado com as comemorações de uma
religião diferente, importante apresentar ritos de religiões
das quatro matrizes religiosas.
73
Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/ipad-tecnologia-t%c3%a1bua-1126136/.
Acesso em: 10 out. 2022.
Sugerimos, aqui, outro elemento tecnológico que pode
enriquecer a aprendizagem dos estudantes, o Storytelling
digital9, uma ferramenta na qual os estudantes poderão narrar
um rito religioso e/ou comunitário, familiar ou individual,
por meio do celular ou tablet, gravando esse relato, para
posteriormente apresentar para a turma.
Uma das maneiras de trabalhar essa técnica em sala de aula
é contar aos estudantes uma história interessante voltada
para o conteúdo trabalhado. Utilizar diversos recursos, como:
áudios, vídeos, trilha sonora, gráficos, animações e textos.
Além disso, pode-se incentivar a interação dos estudantes
com a gamificação. Como repertório, temos também as
videoaulas já mencionadas, que abordam a temática e
poderão servir de base para o trabalho.
9 A arte de contar história utilizando ferramentas tecnológicas, como tablets, desktops, câmeras
digitais e smartphones, essa é a definição mais simples para o digital Storytelling, ou contação
digital de histórias. Disponível em: https://desafiosdaeducacao.com.br/voce-precisa-saber-sobre-
digital-storytelling/. Acesso em: 16 ago. 2022.
74
SUGESTÃO DE VIDEOAULAS:
As videoaulas, gravadas pela equipe da Gerência de
Currículo (e disponível no Youtube), podem auxiliar na
elaboração do planejamento.
Videoaulas: Ensino Religioso 4.º ano/ 2022.
Número das aulas: 03 e 04.
Conteúdo: Ritos Religiosos.
Disponível em: https://www.youtube.com/playlist?list=PLEtRs8lszO9UOSflUn40Qh
PIJshyx_-lg. Acesso em: 10 out. 2022.
Veja, no anexo 2, a lista completa dos links das videoaulas
citadas.
Sobre a avaliação nessa etapa, a observação do professor
é de suma importância para que ele possa perceber
cada estudante em suas especificidades e características,
visando ao seu desenvolvimento e desempenho nas aulas,
auxiliando-o, mediando e, se necessário, fazendo a retomada
de conteúdo para alguns estudantes em específico ou
para a turma toda. Quando necessário, realizar a mediação
para um estudante com maior necessidade, utilizando
estratégias de mediação diferenciada, promovendo sua
autoestima e autoconfiança, encorajando-o na busca
de autonomia e independência em relação aos outros
estudantes e possibilitando dessa forma que ele se sinta
pertencente ao processo educativo.
75
IMAGENS PARA AMPLIAR O DIÁLOGO:
As imagens, sejam elas apresentadas pelo professor
ou pesquisadas pelos estudantes, podem ampliar as
possibilidades de diálogo acerca dos ritos (e também de
outros conteúdos), pois permitem identificar elementos que
lhe são comuns. Também, através delas, podemos observar
que elementos que, para alguns, são considerados como
objetos do cotidiano, para outros possuem características
sagradas.
Danças Gira
Disponível em: https://bityli.com/ Disponível em: https://bityli.com/
qNCDRmC. Acesso em: 10 fev. 2022. tkMNqrA. Acesso em: 10 fev. 2022.
Comunhão/ Santa Ceia Tonsura
Disponível em: https://pixabay.com/ Disponível em: https://encrypted-
pt/photos/jantar-o-p%c3%a3o-e-o- tbn0. gstatic.com/images?Q=tbn:
vinho-3239339/. Acesso em: and9gcrz2qaal70tsbh56q95k3
10 fev. 2022. fgigipptqodqndpg&usqp=CAU.
Acesso em: 24 ago. 2022.
76
PARA AMPLIAR OS CONHECIMENTOS:
Ritos em diferentes Ritos: Expressão religiosa e
tradições religiosas social
Disponível em: https://www.youtube. Disponível em: https://bityli.com/
com/watch?v=BtuywGY7ghY. Acesso tkMNqrA. Acesso em: 10 fev. 2022.
em: 16 ago. 2022.
Ritos do nosso dia a dia Ritos e rituais religiosos
Disponível em: https://youtu.be/ Disponível em: https: //youtu.
t1WJXeYv7qA. Acesso em: 16 ago. 2022. be/1eJwv5Zg7nE. Acesso em:
16 ago. 2022.
77
5.º ANO
Ancestralidade e tradição oral
Assim como nós, você deve estar se perguntando: como
falar de ancestralidade sem retomar o trabalho realizado
em anos anteriores? Ao trabalharmos com os elementos
constitutivos da nossa ancestralidade, automaticamente,
falaremos sobre sentimentos, lembranças, memórias,
espaços de convivência, festas, ritos e tantos outros assuntos
tratados pelo componente curricular nos anos anteriores.
Aqui, vemos a construção dos conceitos, iniciada no
primeiro ano, desenhando-se de forma muito nítida. Este
conteúdo possui diferentes objetivos e critérios de ensino-
aprendizagem, que permitem um trabalho amplo e muito
significativo. Selecionamos dois objetivos para a proposta,
como você pode ver a seguir:
Critérios de ensino-
Objetivos Conteúdos
aprendizagem
• Identificar • Ancestralidade e • Identifica
elementos da tradição oral. elementos da
tradição oral tradição oral
nas culturas e e o papel dos
religiosidades sábios e anciãos
indígenas, afro- na preservação
brasileiras, entre e transmissão
outras. dos saberes
• Identificar o ancestrais.
papel dos sábios
e anciãos na
comunicação e
preservação da
tradição oral das
quatro matrizes.
78
Esta etapa é propícia para consolidar e ressignificar todo
percurso de seu desenvolvimento acerca do Ensino Religioso,
pois finaliza essa etapa no Ciclo II. Pensando nessa faixa etária,
elencamos o conteúdo Ancestralidade e Tradição oral.
Para iniciar a conversa com os estudantes sobre o tema a ser
abordado, sugerimos realizar alguns questionamentos para
verificar os seus conhecimentos prévios sobre essa temática:
• Você sabe o que é tradição oral?
• Qual a função da tradição oral?
Logo após, é importante repertoriá-los oportunizando a
leitura de textos, livros, imagens, apreciação de vídeos,
filmes, jogos, entre outros, explorar também diferentes
ambientes da escola para que a aula seja significativa e
prazerosa. Explicar aos estudantes que a tradição oral é
repassada através dos tempos pelos Anciãos, Griots, ou seja,
pessoas idosas da família, ou de um grupo social a qual
pertença.
Nas religiões, a tradição oral também se faz presente,
algumas organizações religiosas como as de matriz africana
e indígena, seus ensinamentos acerca da religiosidade são
repassados através da tradição oral, de geração a geração.
79
PARA SABER MAIS!
Tradição oral é uma categoria da linguagem que
pertence à cultura material de um determinado
povo, pela qual é transmitida pela oralidade de uma
geração para outra. É uma condição primitiva da fala,
da qual todas as formas de conhecimento e saberes
são repassadas pela linguagem continuamente, como
histórias, contos, provérbios, mitos, danças, cânticos,
rituais dentre outras expressões que envolvem a
sociabilidade de um determinado grupo. São saberes
que, após transmitidos, passam a ser conservados
exclusivamente pela oralidade. São as histórias passadas
de “boca em boca”, de geração a geração ao longo da
história.
Disponível em: www.pomerode.sc.gov.br/arquivos/SED/2020/Atividades_Educativas/
Atividade_ER_6_ano_dia_15.pdf. Acesso em: 17 ago. 2022.
Para auxiliar, elencamos algumas videoaulas que
apresentam esse tema mais especif icamente, e que
poderão auxiliar nas metodologias abordadas em sala de
aula.
Outro fator importante é deixar que os estudantes relatem
suas experiências sobre o que está sendo apresentado nas
aulas.
SUGESTÃO DE VIDEOAULAS:
As videoaulas, gravadas pela equipe da Gerência de
Currículo (e disponíveis no Youtube), podem auxiliar na
elaboração do planejamento.
Videoaulas: Ensino Religioso 5.º ano/ 2022.
Número das aulas: 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 21.
Conteúdo: Ancestralidade e Tradição oral
Disponível em: https://www.youtube.com/playlist?list=PLEtRs8lszO9UOSflUn40QhPIJ
shyx_-lg. Acesso em: 10 out. 2022.
Veja, no anexo 2, a lista completa dos links das videoaulas
citadas.
80
Para a atividade, sugerimos realizar um Podcast10, explicar
para os estudantes o uso dessa técnica digital, se possível
apresentar alguns Podcasts na sala de aula para eles.
O professor poderá mediar essa ação em sala de aula,
sugerindo que elaborem perguntas e, posteriormente,
cada estudante escolhe um membro de sua família,
grupo religioso, ou outro grupo à qual pertença, para
realizar os questionamentos e gravar em áudio (Podcast),
para apresentar em sala de aula.
Para a avaliação, o professor deverá propor diferentes
estratégias de ensino que vislumbrem a participação do
estudante possibilitando o protagonista de suas ações,
professor(a) sua mediação nesse processo investigativo é de
suma importância, pois o planejar e (re)planejar faz parte
do processo de ensino/aprendizagem, quando observamos
os estudantes com olhar atento às suas produções escritas
10 Podcast é um texto apresentado de forma oral, disponibilizado através de várias tecnologias.
São apresentados conteúdos específicos e fica disponível a qualquer momento para o usuário
ouvir quando desejar. São formulados vários podcasts sobre o mesmo assunto, construindo
assim um grupo fiel de seguidores.
81
e orais nas aulas, esse processo se torna claro e objetivo.
Segundo Jussara Hoffmann,
O paradigma de avaliação que se opõe ao paradigma sentencioso,
classificatório é o que denomino de “avaliação mediadora”.
[...] Tal paradigma pretende opor-se ao modelo do “transmitir-
verificar-registrar” e evoluir no sentido de uma ação avaliativa
reflexiva e desafiadora do educador em termos de contribuir,
elucidar, favorecer a troca de ideias entre e com seus alunos, num
movimento de superação do saber transmitido a uma produção
de saber enriquecido, construído a partir da compreensão dos
fenômenos estudados. (HOFFMANN, 2009, p. 51).
Portanto, avaliar torna-se indispensável nesse processo de
ensino/aprendizagem, outro fator imprescindível é o olhar
para as especificidades dos estudantes, vislumbrando suas
necessidades individuais e coletivas.
PARA LER COM OS ESTUDANTES:
Viagem pelo Brasil – qual é o seu Norte? – Silvana
Salerno
São doze contos do folclore do Norte do
Brasil. Fala sobre a cultura, fauna e
ecologia da Amazônia. Traça um
panorama com histórias recheadas de
traição, amor e justiça.
Disponível em: https://bityli.com/enshWDl.
Acesso em: 17 ago. 2022.
82
A Raposa Azul – Oito Histórias Tradicionais com
Mensagens Universais, de Ana Maria Magalhães e Isabel
Alçada
As histórias que existem há séculos e que
foram passadas de gerações para
gerações provam que por traz de
personagens e lugares diferentes, as
mensagens são comuns. Isso acontece
porque a humanidade é uma só,
independente do lugar e condições onde
moram, possuem preocupações, sonhos,
desejos e alegrias semelhantes.
Disponível em: https://fabulasdeleitura.files.wordpress.com/2016/03/9789722120807.
jpg. Acesso em: 17 ago. 2022.
As serpentes que roubaram a noite e outros mitos –
Daniel Munduruku
O livro traz mitos muito antigos
recontados pelos mais velhos às crianças
indígenas. Dessa forma o amor pela
própria história e lutas de seu povo são
preservadas. O autor é Daniel
Munduruku e as Ilustrações realizadas
pelas crianças da aldeia Katõ.
Disponível em: ttps://www.sescsp.org.br/files/artigo/3e814ab0/4158/4879/bb44/
d843ea2ba6aa.png. Acesso em: 17 ago. 2022.
83
Nian Reencontro da Tradição Oral Chinesa, por Kety
Chen
Conta a história do monstro Nian, que
significa ano, e que precisa ser
afugentado de uma vila chinesa. Lenda
muito antiga recontada por Kety Chen
que desde muito pequena ouvia a
história.
Disponível em: https://imgs.ponto.com.br/1536263274/1xg.
jpg. Acesso em: 17 ago. 2022.
O pássaro encantado – Eliane Potiguara
Eliane Potiguara conta a relação mágica
que possui com sua avó, pessoa muito
importante para os povos indígenas. A vó
conta várias histórias vivas que revelam
costumes e memórias que se
transformam em ensinamentos para a
vida.
Disponível em: https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/
I/8187QmGgd6L.jpg. Acesso em: 17 ago. 2022.
PARA AMPLIAR O OLHAR SOBRE O CONTEÚDO:
Ancestralidade e Ancestralidade e tradição
tradição oral oral - matriz indígena
Disponível em: https://youtu.be/ Disponível em: https://youtu.
QSh2A-9_XPw. Acesso em: be/8eQN8KDn6k4. Acesso em:
17 de ago. 2022. 17 de ago. 2022.
84
O que é tradição oral O que é tradição oral
parte 01 parte 02
Disponível em: https://youtu. Disponível em: https://youtu.be/
be/5biakCOJJV8. Acesso em: zFJ5NtRwAIw. Acesso em:
17 de ago. 2022. 17 de ago. 2022.
De boca a ouvido Griot
A Tradição Oral O conhecimento
transmitido pela
oralidade
Disponível em: https: //youtu.be/-
RBLJwCxYQw. Acesso em: 17 de ago.
2022.
Disponível em: https://youtu.be/
VxM_2332cxg. Acesso em: 17 de ago.
2022.
85
CICLO III
ira a
ge tóri
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n is
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ra H
gu
grafia
Geo
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átic
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Relig
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iência
E
C
te
Ar
Objetivo do Ciclo III
Para o Ciclo III, especificamente para o 6.º ano, definimos
como objetivo geral:
Reconhecer e identificar o fenômeno religioso
na perspectiva da diversidade cultural religiosa,
contemplando as quatro matrizes: indígena, ocidental,
africana e oriental.
Fonte: (CURITIBA, 2020, s/p).
A legislação é clara, quando na Constituição Federal
(BRASIL, 1988), em seu artigo 33, define que “o ensino
religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante
da formação básica do cidadão e constitui disciplina
dos horários normais das escolas públicas de ensino
fundamental”. Orientação que se repete no artigo 210 da
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN).
No entanto, nenhuma das legislações define em quais
anos do Ensino Fundamental este Componente Curricular
deve ser ofertado. Por essa razão, estados e municípios
possuem autonomia na definição dos anos em que
esse ensino será ofertado. No caso de Curitiba, a partir
de diferentes estudos e análises, optou-se por ofertar o
Ensino Religioso para os estudantes de 1.º ao 6.º ano11.
11 Para saber mais sobre essa questão, acesse o Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos
com a BNCC, v. 3, nas páginas 19 e 20, em que há uma breve descrição a respeito desta opção do
município.
6.º ANO
Religião e Direitos Humanos
Se nos Ciclos I e II o estudante teve a oportunidade
de construir e ressignificar seus referenciais acerca da
diversidade étnica, cultural e religiosa, no 6.º ano, é o
momento de refletirmos de forma crítica acerca daquilo
que foi aprendido, analisando as influências da cultura e
da religiosidade no cotidiano das pessoas. Para isso, será
necessário, mesmo que de forma indireta, retomar os
elementos apreendidos em anos anteriores, dando a eles
novos significados.
Critérios de ensino-
Objetivos Conteúdos
aprendizagem
• Observar e • Religião • Percebe a
discutir as e Direitos utilização e
formas de uso Humanos. a influência
das mídias e das mídias e
tecnologias tecnologicas nas
pelas diferentes organizações
organizações religiosas.
religiosas.
Assim como nos Ciclos I e II, no 6.º ano, as metodologias
a serem adotadas devem privilegiar a utilização de
diferentes materiais, como textos, imagens, f ilmes,
vídeos, jogos, além de escolher os ambientes pensando
para além da sala de aula.
88
Disponível em: https://www.revistaplaneta.com.br/deus-algoritmo/. Acesso em: 18 ago. 2022.
PARA SABER MAIS!
As religiões há séculos utilizam-se das mídias e não é de
hoje que elas investem em tecnologia de comunicação
como, por exemplo: o rádio e a televisão para divulgar a
sua filosofia de vida. O que se observa atualmente é um
aumento no investimento por parte das mais diversas
religiões com o advento da internet.
Disponível em: https://bityli.com/tkXDZwO. Acesso em: 18 ago. 2022.
O Componente Curricular Ensino Religioso preza por uma
escolarização laica12 e não confessional, busca valorizar
a diversidade religiosa existente nas quatro matrizes
religiosas e, a partir dessa perspectiva, conforme objetivo
elencado para essa etapa no Currículo de Curitiba (2020,
p. 33), “observar e discutir as formas de uso das mídias e
tecnologias pelas diferentes organizações religiosas”, temos
subsídio pedagógico para apresentar aos estudantes como
as organizações religiosas utilizam as mídias e tecnologias
12 O Brasil é oficialmente um Estado laico desde a publicação do Decreto 119-A, datado de 1890.
Um Estado é considerado laico quando promove oficialmente a separação entre Estado e religião.
A partir da ideia de laicidade, o Estado não permitiria a interferência de correntes religiosas em
assuntos estatais, nem privilegiaria uma ou algumas religiões sobre as demais. Disponível em:
https://bityli.com/RPwKIHJ. Acesso em: 5 set. 2022.
89
de informação em suas diversas atividades e como é essa
relação com os adeptos.
[...] a partir da apresentação de uma determinada tradição religiosa
em seus sites e canais, até orações, curas e rituais online, nos
grupos de WhatsApp, Facebook, redes de informações e mais
recentemente os cultos via Web, Lives e atendimentos virtuais.
(ASSINTEC, Informativo 49, p. 02).
Assim, os estudantes perceberão como as mídias e TDICs
(Tecnologias da Informação e Comunicação) fazem parte
desse contexto religioso.
Uma boa prática é envolver os estudantes do 6.º ano em
pesquisas acerca do objetivo proposto, realizando uma
busca ativa em sua comunidade, ou nos espaços religiosos
próximos à unidade escolar, próximos às suas residências e/
ou lugares os quais frequentam, pensando em um roteiro
de pesquisa para que, em grupos ou individualmente, os
estudantes possam realizar essa verificação nos espaços
sagrados: “Como as organizações religiosas utilizam as
diferentes tecnologias e mídias digitais em seus ambientes
religiosos?”
Após a pesquisa realizada pelos estudantes acerca do
objetivo proposto, realizar, em sala de aula, pequenos
seminários, em que os estudantes podem partilhar com
seus colegas de classe suas pesquisas e descobertas.
90
VÍDEO TUTORIAL
Existem inúmeras formas de construir um jornal com os
estudantes. Ele pode ser impresso, digital, em forma de
podcast, de vídeo, entre outras possibilidades. Deixamos
aqui o link de um vídeo que traz algumas sugestões de
como implementar um projeto de jornal na escola.
Disponível em: https://youtu.be/-xokP6mEmEE. Vídeo (12min 04s).
Outra possibilidade é construir, com os estudantes, um
JORNAL INFORMATIVO, podendo ser nas mídias digitais, e/
ou de forma impressa, com pautas sobre pesquisas e uso
das mídias e tecnologias pelas diferentes organizações
religiosas. Importante que o professor fique atento para que
se contemple as quatro matrizes religiosas nesse processo
investigativo, e que haja mediação para a elaboração das
pesquisas e apresentação final.
Outra possibilidade para a ampliação do conteúdo,
com uma outra abordagem metodológica para os
estudantes do 6.º ano, é o uso de uma metodologia ativa,
a sala de aula invertida. Essa metodologia ativa consiste
em envolver os estudantes na busca por diferentes
materiais, como: reportagens, textos impressos ou
via internet, fazendo com que, após as abordagens
realizadas na escola, eles pesquisem outros materiais,
complementando seu conhecimento e compartilhando
em sala de aula.
91
PARA ASSISTIR COM OS ESTUDANTES:
Religião, mídias e tecnologias
(Ponto 3 - Comunicação Religiosa)
Disponível em: https://youtu.be/hmUUVmTlIpQ. Vídeo (3min 42s).
Religião, mídias e tecnologias
(Ponto 3.1 - Como ocorre a comunicação religiosa?)
Disponível em: https://youtu.be/XYHLo4NXRNk. Vídeo (3min 39s).
Religião, mídias e tecnologias
(Ponto 3.2 - Religião e comunicação Conexões com o
mundo)
Disponível em: https://youtu.be/L9pvEvb_mio. Vídeo (5min 11s).
92
Religião, mídias e tecnologias
(Ponto 1 - Para pensarmos juntos)
Disponível em: https://youtu.be/rK0PApQSzxY. Vídeo (6min 32s).
93
CONSIDERAÇÕES
O Ensino Religioso vem se modificando ao longo do tempo.
Desde mudanças significativas na legislação, mudança
de objeto de estudo e, até mesmo, a possibilidade de
um diálogo inter e transdisciplinar. Como a Constituição
Federal (BRASIL, 1998) descreve, “o ensino religioso faz
parte da formação básica do cidadão”, isso ocorre porque,
independente de professar ou não uma crença religiosa,
elementos das mais diversas tradições compõem a nossa
ancestralidade e o nosso cotidiano. Do consumo de
determinados alimentos como o milho, a mandioca e o
acarajé, até no uso de expressões como “minha nossa”, as
quatro matrizes estão presentes no nosso dia a dia.
O Ensino Religioso, enquanto componente curricular, vem
sistematizar o conhecimento acerca da diversidade religiosa,
mostrando aos estudantes que é necessário
Somente com o conhecimento e o respeito às diferenças,
poderemos construir uma sociedade justa e equânime.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil
(1988). Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.
Acesso em: 10 out. 2022.
BRASIL. Lei n.º 9.394, 20 de dezembro de 1996. Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Portal da Legislação,
Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 17 out. 2022.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação
Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, SEB,
2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.
Acesso em: 10 out. 2022.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da
Educação. Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com
a BNCC da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba – 1.º
ao 9.º ano – Ciências Humanas – Ensino Religioso, v. 3. Curitiba:
SME, 2020.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da
Educação. Ensino Religioso no Estado Laico – Um desafio
para o Ensino Fundamental. Curitiba: SME, 2018. Disponível em:
https://mid-educacao.curitiba.pr.gov.br/2018/11/pdf/00197455.
pdf. Acesso em: 11 nov. 2022.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática
em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre:
Mediação, 2009.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do
caminho. Porto Alegre: Mediação, 2013.
MASETTO, Marcos Tarciso. Mediação Pedagógica e o uso
da tecnologia. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos
Tarciso; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e
mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus. 2000, p. 133-
173.
RODRIGUES, Elisa. O Ensino Religioso na Base Nacional
Comum Curricular: um novo horizonte para uma antiga
disciplina. In: Coletiva, n. 16, s/p., agosto 2015. Disponível em:
http://coletiva.labjor.unicamp.br/index.php/artigo/o-ensino-
religioso-na-base-nacional-comum-curricular-um-novo-
horizonte-para-uma-antiga-disciplina/. Acesso em: 10 out.
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SOUZA, Ana Martins de; DEPRESBITERIS, Léa; MACHADO,
Osny Telles Marcondes. A mediação como princípio
educacional – Bases Teóricas das abordagens de Reuven
Feuerstein. Editora Senac: São Paulo. 2004.
VASCONCELLOS, Celso. Metodologia dialética em sala de
aula. In: Revista Educação, n. 83. AEC. Brasília: abril de 1992.
98
ANEXOS
ANEXO 1
LINHA DO TEMPO: O ENSINO RELIGIOSO NO BRASIL
ANEXO 2
VIDEOAULAS INDICADAS
ANO Nº LINK
1.º 19 https://www.youtube.com/watch?v=JxAhqgRDAJ8&t=331s
1.º 20 https://www.youtube.com/watch?v=Oj89soDHFGU&t=364s
1.º 21 https://www.youtube.com/watch?v=scYa7__3p3g&t=2147s
1.º 22 https://www.youtube.com/watch?v=zdsC7U3ehS0
1.º 23 https://www.youtube.com/watch?v=_HbBDS8MCQU
2.º 03 https://www.youtube.com/watch?v=ZpyJJr7daEc
2.º 04 https://www.youtube.com/watch?v=3z7kdQ7w31g
2.º 05 https://www.youtube.com/watch?v=BeoU5s41cBQ
2.º 06 https://www.youtube.com/watch?v=DYvQF35YQVg
3.º 20 https://www.youtube.com/watch?v=ZpyJJr7daEc
3.º 21 https://www.youtube.com/watch?v=3z7kdQ7w31g
3.º 22 https://www.youtube.com/watch?v=BeoU5s41cBQ
3.º 23 https://www.youtube.com/watch?v=DYvQF35YQVg
3.º 24 https://www.youtube.com/watch?v=nT4DnGnK0nQ
4.º 03 https://www.youtube.com/watch?v=tzwIRhLwL6E
4.º 04 https://www.youtube.com/watch?v=sX1A8p8YxX8
5.º 13 https://www.youtube.com/watch?v=A8Iec9haMic
5.º 14 https://www.youtube.com/watch?v=RjP-jaHmFoQ
5.º 15 https://www.youtube.com/watch?v=rWyAGaawfQQ
5.º 16 https://www.youtube.com/watch?v=mQ-5VRr6Nl4
5.º 17 https://www.youtube.com/watch?v=KP5Mu7I6B7s
5.º 18 https://www.youtube.com/watch?v=uwm9XFDCYRU
5.º 19 https://www.youtube.com/watch?v=szcmFT4Cr9o
5.º 20 https://www.youtube.com/watch?v=vUu1z4CfCvs
5.º 21 https://www.youtube.com/watch?v=YMCMSyI2-rE
102
ANEXO 3
SUGESTÕES DE JOGOS, DA PLATAFORMA WORDWALL,
COM TEMÁTICAS DO ENSINO RELIGIOSO
TEMÁTICA LINK
Espaços de https://wordwall.net/pt/resource/13354347/diferentes-
convivência espa%C3%A7os-de-conviv%C3%AAncia
Ritos religiosos https://wordwall.net/pt/resource/13430433/ritos-religiosos
Emoções https://wordwall.net/pt/resource/20917466/sociology/
emo%C3%A7%C3%B5es
Textos https://wordwall.net/pt/resource/19124409/ensino-religioso/
sagrados textos-sagrados
Lideranças https://wordwall.net/pt/resource/17966696/
religiosas hist%c3%b3ria/relacione-os-l%c3%adderes-com-suas-
organiza%c3%a7%c3%b5es-religiosas
Diversidade https://wordwall.net/pt/resource/18972909/ensino-religioso/o-
religiosa que-%c3%a9-a-diversidade-religiosa-para-o-8%c2%ba-e
Símbolos https://wordwall.net/pt/resource/21845889/ensino-religioso/
religiosos s%c3%admbolos-religiosos
Alimentos https://wordwall.net/pt/resource/16552163/ensino-religioso/er-
sagrados alimentos
Lugares https://wordwall.net/pt/resource/36319560
sagrados
Alimentos https://wordwall.net/pt/resource/20675876
sagrados
Festas https://wordwall.net/pt/resource/35264825
religiosas
Animais https://wordwall.net/pt/resource/36316415
sagrados
Festas https://wordwall.net/pt/resource/36315851
religiosas
Indumentárias https://wordwall.net/pt/resource/36317647
religiosas
Festas https://wordwall.net/pt/resource/36506923
religiosas
103
FICHA TÉCNICA
DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL
Simone Zampier da Silva
Gerência de Currículo
Luciana Zaidan Pereira
Equipe Pedagógica da Gerência de Currículo
Franciele Sant Ana Loboda
Pamela Zibe Manosso Perussi
Viviane da Cruz Leal Nunes
Equipe da Gerência de Currículo
Ana Carolina Furis
Ana Paula Ribeiro
Andrea Borowski Gomes
Angela Cristina Cavichiolo Bussmann
Cristiane Lopuch Nogueira
Déa Maria de Oliveira Aguiar
Dircélia Maria Soares de Oliveira Cassins
Fabiola Berwanger
Fernanda Fernandes
Fernanda Setenareski Magrin
Franciane Cristina da Silva Souza
Giselia dos Santos de Melo
Janaina Aparecida Rabelo de Almeida
Janaína Frantz Boschilia
Justina Inês Carbonera Motter Maccarini
Karin Willms
Kelly Cristhine Wisniewski de Almeida Colleti
Lígia Marcelino Krelling
Lucimara Fabricio
Marcos Roberto dos Santos
Paula Francielle Domingues
Rosângela Maria Baiardi de Deus
Rosimeri de Souza Lima
Taís Grein
Taniele Loss
Thiago Luiz Ferreira
Vagner Ferreira de Oliveira
Vanessa Marfut de Assis
Elaboração
Andrea Borowski Gomes
Karin Willms
Rosângela Maria Baiardi de Deus
SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL
Andressa Woellner Duarte Pereira
NÚCLEO DE MÍDIAS EDUCACIONAIS
Haudrey Fernanda Bronner Foltran Cordeiro
Projeto Gráfico e Diagramação
Ivanete Isidio de Souza
Revisão de Língua Portuguesa
Rita Fonseca
Curitiba
CIDADE
2021 EDUCADORA