INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
DELEGAÇÃO DE CHIMOIO CURSO: GESTÃO AMBIENTAL E
DESENVOLVIMENTO RURAL (GADR)
2ᵒANO
Cadeira: Geoprocessomento
Uso da técnica de geoprocessamento na agricultura (Distrito de Caia)
Nomes de Discentes:
Amilton Macucule
Constância Madinga
Isaias Bero
Joaquim Nguenha
Nivalda Paunde
Paulo Calavina
Nome de Docente
Ferrão
CHIMOIO MARÇO 2025
1
Índice
Introdução ......................................................................................................................... 3
Objetivos........................................................................................................................... 4
Geral .............................................................................................................................. 4
Específicos .................................................................................................................... 4
Metodologia ...................................................................................................................... 5
Geoprocessamento ............................................................................................................ 6
Principais componentes do geoprocessamento: ............................................................... 6
Informática: ................................................................................................................... 6
Sistemas de informações geográficas (SIG) ................................................................. 6
Sensoriamento remoto .................................................................................................. 7
Sistema de posicionamento global (GPS) ..................................................................... 7
Cartografia digital ......................................................................................................... 7
Topografia e levantamentos de campo ......................................................................... 8
Uso da técnica de Geoprocessamento na Agricultura (Caia) ........................................... 8
As ferramentas usada de geoprocessamento na agricultura de Distrito de Caia........... 8
Sistemas de Informação Geográfica (SIG)................................................................ 8
Localização, superfície e população de Distrito de Caia .................................................. 9
Divisão Administrativa: ................................................................................................ 9
Localização ................................................................................................................... 9
População: ..................................................................................................................... 9
Os tipos de solo de distrito de Caia ................................................................................ 10
Culturas Adaptadas ao Clima do Distrito de Caia .......................................................... 15
Culturas Adaptadas à Bacia Hidrográfica do Zambeze .................................................. 20
Conclusão ....................................................................................................................... 22
Referencia Bibliográfica ................................................................................................. 23
2
Introdução
O uso de técnicas de geoprocessamento na agricultura tem se tornado um pilar essencial
para a modernização e a sustentabilidade do setor agrícola em um mundo que enfrenta
desafios sem precedentes. À medida que a população global cresce, a demanda por
alimentos aumenta, pressionando os agricultores a produzir mais com recursos limitados.
Nesse contexto, as tecnologias de geoprocessamento oferecem soluções inovadoras,
permitindo uma gestão mais eficiente e informada das terras agrícolas. Esse conjunto de
técnicas envolve a coleta, análise e interpretação de dados espaciais, utilizando
ferramentas como Sistemas de Informação Geográfica (SIG), imagens de satélite, drones
e sensores remotos.
Essas tecnologias possibilitam uma visão abrangente das variáveis que afetam a produção
agrícola, desde a qualidade do solo até as condições climáticas. Com a capacidade de
integrar e analisar grandes volumes de dados, os agricultores podem otimizar o uso de
insumos, planejar a irrigação de maneira mais eficaz e monitorar a saúde das culturas em
tempo real. Além disso, o geoprocessamento desempenha um papel crucial na
identificação de áreas com potencial para cultivo, na avaliação de riscos e na
implementação de práticas de manejo sustentável. Este trabalho explorará a relevância e
a aplicação dessas técnicas no contexto atual da agricultura, destacando seus impactos
significativos e benefícios para a produtividade e a sustentabilidade.
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Objetivos
Geral
Abordar e aplicar as técnicas de geoprocessamento na agricultura n, visando
otimizar a produção agrícola e promover práticas sustentáveis.
Específicos
Definir o Geoprocessamento e seus componentes
Identificar as principais ferramentas de geoprocessamento utilizadas na
agricultura
Levantamento de tipo de solo no distrito de Caia e as culturas que se adapta com
os solos
Expor mapa de bacia hidrográfica de distrito de Caia e as culturas que pode se
produzir
Analisar a integração do geoprocessamento com práticas de manejo sustentável
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Metodologia
O presente trabalho foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica, que consiste na
Revisão da literatura relacionada à temática abordada. Para tanto, foram utilizados livros,
Periódicos, artigos, sites da Internet entre outras fontes.
De acordo com Boccato (2006, p. 266), A pesquisa bibliográfica busca a resolução de um
problema (hipótese) por meio de referenciais teóricos publicados, analisando e discutindo
as várias contribuições científicas.
Esse tipo de pesquisa trará subsídios para o conhecimento sobre o que foi pesquisado,
como e sob que enfoque e/ou perspectivas foi tratado o assunto apresentado na literatura
científica.
Uso das ferramentas de geoprocessamento para levantamento do dados de agricultura
como tipos de solo, temperatura (clima) e bacia hidrográficas.
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Geoprocessamento
O termo pode ser separado em geo (terra – superfície – espaço) e processamento (de
informações – informática). Desta forma, pode ser definido como um ramo da ciência que
estuda o processamento de informações georreferenciadas utilizando aplicativos
(normalmente SIGs), equipamentos (computadores e periféricos), dados de diversas
fontes e profissionais especializados. Este conjunto deve permitir a manipulação,
avaliação e geração de produtos (geralmente cartográficos), relacionados principalmente
à localização de informações sobre a superfície da terra.
Principais componentes do geoprocessamento:
Informática:
Foi a evolução da informática que permitiu o desenvolvimento das geotecnologias, uma
vez que esta está baseada nos computadores e nos aplicativos neles instalados. Estes
permitem o trabalho com os grandes volumes de dados necessários nos diferentes projetos
desenvolvidos em geoprocessamento. Os computadores trabalham bem com rotinas que
para serem realizadas pelos homens poderiam tomar muito tempo, o que os torna
imprescindíveis nas análises geográficas.
A informática está dividida em Hardware – que corresponde ao computador e aos
periféricos utilizados para que as operações de geoprocessamento sejam efetuadas, e em
Software – que são os aplicativos que fornecem as rotinas e módulos necessários para
adquirir, armazenar, analisar, visualizar e plotar as informações geográficas.
Sistemas de informações geográficas (SIG)
Os SIGs são sistemas de informações destinados a trabalhar com dados referenciados a
coordenadas espaciais. São normalmente constituídos por programas e processos de
análise, que tem como característica principal relacionar uma informação de interesse
com sua localização espacial. Estes aplicativos permitem a manipulação de dados
geograficamente referenciados e seus respectivos atributos e a integração desses dados
em diversas operações de análise geográfica.
Os SIGs normalmente tem três aplicações fundamentais na área geográfica:
1 – Podem ser usados como ferramenta para produção de mapas, e ainda para geração e
visualização de dados espaciais;
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2 – Podem ser usados como suporte para análise espacial de fenômenos e para a
combinação de informações espaciais, e;
3 – Podem ser usados como bancos de dados geográficos, que tem funções de
armazenamento e recuperação de informações espaciais.
Devido a sua importância para o geoprocessamento os SIGs serão melhor discutidos no
item 4 deste material.
Sensoriamento remoto
De acordo com Jensen (2009) sensoriamento remoto pode ser definido como a medição
ou aquisição de informação de alguma propriedade de um objeto ou fenômeno, por um
dispositivo de registro que não esteja em contato físico ou íntimo com o objeto ou
fenômeno em estudo. O sensoriamento remoto pode ser dividido em:
Orbital – quando as informações são coletadas por sensores localizados em órbitas ao
redor do planeta, coletando informações da superfície a determinados intervalos de tempo
e de espaço. Os exemplos mais comuns são as imagens de satélite.
Sub-orbital – quando é realizado por equipamentos aerotransportados não localizados
em órbitas. Entre estes, destacam-se os sensores aerotransportados, que utilizam para
deslocamento aviões, balões, ou veículos aéreos não tripulados (principalmente
aeromodelos). Os produtos mais comuns do sensoriamento remoto sub-orbital são as
fotografias aéreas.
Sistema de posicionamento global (GPS)
O sistema GPS é constituído de uma constelação de pelo menos 24 satélites que orbitam
a terra a 20.200km de altitude, cada um passando sobre o mesmo ponto da superfície
terrestre duas vezes por dia. Estes satélites emitem sinais de rádio que são captados pelo
aparelho de GPS, que em função da localização dos satélites, calcula e informa a
coordenada de qualquer ponto da superfície da terra.
Cartografia digital
Os mapas e cartas topográficas, quando transformados em imagens, fornecem
informações preciosas para o geoprocessamento. Normalmente são usados como fonte de
dados para o mesmo e se beneficiam das informações geradas por este.
Muitos mapas estão disponíveis no formato analógico (em papel). Estes podem ser
convertidos para o formato digital utilizando-se scanners.
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Neste caso, deve-se tomar cuidado com a resolução adotada no processo de conversão,
buscando-se evitar resoluções muito baixas, o que pode comprometer a qualidade das
informações. Também deve-se analisar bem o uso de resoluções muito altas, pois muitas
vezes as mesmas não agregam qualidade ao produto, aumentando somente o tamanho dos
arquivos gerados. Este problema pode ser evitado, calculando-se a resolução em função
da escala dos mapas, cartas ou fotografias aéreas e adotando-se esta para a definição da
resolução do produto digitalizado.
Topografia e levantamentos de campo
Embora a tecnologia esteja bastante evoluída e as fontes de dados hoje disponíveis sejam
diversas, a complementação e a confirmação das informações no campo, ainda são parte
fundamental da maioria dos projetos de geoprocessamento. Além disso, as escalas dos
materiais disponibilizados muitas vezes não permitem o detalhamento exigido para
determinados fins.
A topografia permite o levantamento de informações com a qualidade requerida,
principalmente em pequenas áreas. No caso de áreas urbanas, por exemplo, são os
levantamentos topográficos que fornecem as bases de dados para os projetos de
mapeamento.
Uso da técnica de Geoprocessamento na Agricultura (Caia)
As ferramentas usada de geoprocessamento na agricultura de Distrito de Caia
Sistemas de Informação Geográfica (SIG)
ArcGIS
Plataforma robusta para análise geoespacial.
Permite criar mapas, realizar análises espaciais complexas, modelar dados e
integrar informações de diferentes fontes.
Mapeamento da distribuição de culturas, análise de uso do solo, planejamento de
irrigação e identificação de áreas de risco.
QGIS
Sistema de SIG gratuito e de código aberto.
Oferece ferramentas para edição, análise e visualização de dados geoespaciais.
Uso para monitoramento de safras, análise de solos e integração de dados de
campo.
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Localização, superfície e população de Distrito de Caia
O distrito de Caia, em Moçambique, tem uma superfície de 3.477 km² e uma população
de 158.256 habitantes, de acordo com o Censo de 2017.
Divisão Administrativa:
3 Postos Administrativos (Caia-Sede, Murraça e Sena);
5 Localidades (Caia-Sede, Ndoro, Murraça-Sede, Sena-Sede e Licoma);
23 Povoados;
20 Bairros.
Localização
O distrito de Caia está localizado na província de Sofala
Faz parte da região do Baixo Zambeze
Limita-se com Chemba e a Província de Tete (Mutarara) ao norte
Limita-se com Gorongosa, Cheringoma e Marromeu ao sul
Limita-se com Zambézia (Mopeia) ao leste
Limita-se com o Distrito de Maríngue ao oeste
População:
Homens – 86.818 Habitantes
Mulheres – 93.798 Habitantes
Total : 180.616 Habitantes.
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Os tipos de solo de distrito de Caia
1. Solo Franco-Arenoso, castanho acinzentado, profundos
Descrição
O solo franco-arenoso é uma mistura equilibrada de areia, silte e argila, caracterizado por
uma textura leve que permite excelente drenagem e aeração. A coloração castanho sugere
a presença de matéria orgânica, essencial para a fertilidade, este solo esta localizada na
províncias, distrito de Caia, no sul do distrito ao leste que se limita-se com Zambézia.
Propriedades
Textura: A composição permite a circulação de ar e água, evitando o
encharcamento.
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Fertilidade: A capacidade de retenção de nutrientes é moderada, requerendo
práticas de adubação adequadas.
Importância do Manejo:
Adubação Orgânica: A incorporação de compostos orgânicos, como esterco e
restos de culturas, melhora a fertilidade.
Cobertura do Solo: O uso de plantas de cobertura reduz a erosão e mantém a
umidade.
Culturas:
Milho: Uma cultura de alto rendimento, especialmente em regiões com clima
quente.
Feijão: Aumenta a fertilidade do solo com a fixação de nitrogênio.
Cenoura: O solo leve favorece o crescimento de raízes longas e uniformes.
2. Solo Argiloso Castanho, acinzentado escuro e profundo
Descrição
O solo argiloso castanho, com alta concentração de argila, proporciona excelente retenção
de água e nutrientes. A coloração castanho a acinzentado escuro indica fertilidade, ideal
para o cultivo, este solo esta localizada na províncias, distrito de Caia, no sul e centro do
distrito.
Propriedades:
Retenção de Umidade: Ideal para plantas que requerem uma umidade constante.
Nutrientes: Alta capacidade de troca catiônica (CTC), retendo nutrientes
essenciais.
Importância do Manejo:
Incorporação de Matéria Orgânica: Aumenta a fertilidade e a estrutura do solo,
prevenindo a compactação.
Rotação de Culturas: Mantém a saúde do solo e a biodiversidade, evitando pragas e
doenças.
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Culturas:
Arroz: Adaptado a solos que retêm umidade, é uma cultura de base em muitas regiões.
Batata: A boa retenção de nutrientes favorece o desenvolvimento das raízes tuberosas.
Soja: A fixação de nitrogênio pela planta melhora a fertilidade do solo.
3. Solo Argiloso Vermelho de rochas cala
Descrição:
Derivado de rochas calcárias, o solo argiloso vermelho é rico em óxidos de ferro,
conferindo-lhe uma coloração vibrante. É profundo e fértil, ideal para culturas exigentes,
este solo esta localizada na províncias, distrito de Caia, no norte do distrito ao oeste que
se limita-se com Chemba.
Propriedades:
Fertilidade: Alto teor de nutrientes, especialmente fósforo e potássio.
Drenagem: Geralmente possui boa drenagem, evitando problemas de
encharcamento.
Importância do Manejo:
Cultivo Sustentável: A adoção de práticas de manejo sustentável ajuda a manter
a fertilidade do solo.
Adubação Verde: Plantas de cobertura podem prevenir a erosão e aumentar a
matéria orgânica.
Culturas
Café: Cultivado em regiões tropicais, essa planta se beneficia da fertilidade do
solo.
Cana-de-açúcar: Se adapta bem e aproveita a riqueza do solo para um
crescimento robusto.
Tomate: O solo argiloso mantém a umidade necessária, favorecendo o
crescimento e a formação dos frutos.
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4. Solo Franco Argiloso Castanho Avermelhado
Descrição:
Este solo combina características de argila e areia, oferecendo boa drenagem e retenção
de umidade. A coloração castanho avermelhado indica a presença de ferro e matéria
orgânica, este solo esta localizada na províncias, distrito de Caia, no centro do distrito.
Propriedades:
Versatilidade: Adequado para uma ampla gama de culturas, devido à sua boa
estrutura.
Aeração: A boa aeração permite o desenvolvimento saudável das raízes.
Importância do Manejo:
Práticas de Conservação: O uso de plantio direto e coberturas vegetais ajuda a
evitar a erosão.
Suplementação Nutriente: A adição de insumos orgânicos, como composto,
pode aumentar a produtividade.
Culturas
Milho: A cultura se adapta bem e pode resultar em altas produtividades.
Feijão: Aumenta a fertilidade do solo e é uma fonte de proteína.
Alface: O solo bem drenado favorece o crescimento de hortaliças, permitindo
colheitas sucessivas.
5. Solo de Areia Grossa, castanho-avermelhado-escura, profunda
Descrição:
Com partículas maiores, o solo de areia grossa apresenta excelente drenagem, mas pode
não reter nutrientes e umidade adequadamente. A coloração castanho avermelhado-escura
sugere uma boa quantidade de matéria orgânica, este solo esta localizada na províncias,
distrito de Caia, no sul e centro do distrito.
Propriedades:
Drenagem: Essencial para evitar encharcamento, mas pode levar à secagem
rápida.
Nutrientes: A lixiviação é comum, exigindo maior adubação.
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Importância do Manejo:
Cobertura do Solo: O uso de coberturas vegetais melhora a retenção de umidade
e nutrientes.
Adubação Frequente: Fertilizantes orgânicos e inorgânicos devem ser aplicados
regularmente para manter a fertilidade.
Culturas:
Abóbora: A planta se adapta bem e produz frutos grandes e saudáveis.
Melancia: Prefere solos com boa drenagem e se beneficia do calor do solo.
Pimentão: O solo solto permite um bom desenvolvimento das raízes e uma
colheita saudável.
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Culturas Adaptadas ao Clima do Distrito de Caia
1. Milho
Características:
O milho é uma cultura de alto rendimento e uma das principais fontes de alimento
na dieta moçambicana.
É uma planta que se adapta bem a temperaturas quentes e solos bem drenados.
Época de Plantio:
O plantio ocorre entre outubro e dezembro, geralmente após as primeiras chuvas.
Época de Colheita:
A colheita acontece de março a abril, quando os grãos atingem a maturidade.
Manejo:
É importante realizar a rotação de culturas e usar práticas de conservação do solo
para manter a fertilidade e reduzir pragas.
2. Feijão
Características:
O feijão é uma leguminosa que também contribui para a fixação de nitrogênio no
solo, melhorando sua fertilidade.
Tolerante a temperaturas elevadas, é uma excelente opção para a diversificação
de cultivos.
Época de Plantio:
O plantio pode ser realizado entre outubro e janeiro, aproveitando as chuvas.
Época de Colheita:
A colheita ocorre entre março e junho, dependendo da variedade.
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Manejo:
É recomendável utilizar adubação orgânica e práticas de plantio em consórcio
para maximizar a produção.
3. Cana-de-açúcar
Características:
A cana-de-açúcar é uma cultura perene que se adapta bem a climas quentes e
úmidos.
É uma das principais culturas para a produção de açúcar e etanol.
Época de Plantio:
Pode ser plantada em qualquer época do ano, mas o ideal é no início da estação
chuvosa.
Época de Colheita:
O ciclo de colheita é de 12 a 18 meses após o plantio.
Manejo:
A irrigação é importante, especialmente em períodos secos, e práticas de manejo
de solo ajudam a controlar pragas.
4. Tomate
Características:
O tomate é uma hortaliça popular e muito consumida, sensível ao frio, mas que
prospera em temperaturas quentes.
Necessita de boa luminosidade e solo fértil.
Época de Plantio:
Plantio entre setembro e dezembro para aproveitar as chuvas e temperaturas
amenas.
Época de Colheita:
A colheita ocorre de janeiro a março, quando os frutos estão maduros.
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Manejo:
A irrigação e a adubação regular são essenciais para garantir o crescimento
saudável e a produção.
5. Batata-doce
Características:
A batata-doce é uma raiz nutritiva, rica em carboidratos e vitaminas, que se adapta
bem a climas quentes.
É resistente a várias condições de solo, mas prefere solos bem drenados.
Época de Plantio:
O plantio deve ocorrer em períodos quentes, de setembro a dezembro.
Época de Colheita:
A colheita geralmente é feita entre 4 a 6 meses após o plantio.
Manejo:
A prática de adubação orgânica e a irrigação em períodos secos são recomendadas
para aumentar a produtividade.
6. Mandioca
Características:
A mandioca é uma raiz rica em carboidratos e é um alimento básico em muitas
regiões de Moçambique. É altamente resistente à seca e se adapta bem a diversos
tipos de solo.
Época de Plantio:
O plantio é geralmente feito entre outubro e dezembro.
Época de Colheita:
A colheita ocorre entre 8 a 12 meses após o plantio.
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Manejo:
A mandioca se beneficia de solo bem drenado e, embora seja tolerante à seca, a
irrigação pode aumentar o rendimento.
7. Abóbora
Características:
A abóbora é uma cultura de clima quente que se adapta bem a solos ricos em
matéria orgânica. É versátil e pode ser utilizada em diversas preparações
culinárias.
Época de Plantio:
O plantio pode ser realizado de setembro a dezembro.
Época de Colheita:
A colheita ocorre entre 3 a 4 meses após o plantio.
Manejo:
A abóbora se beneficia de adubação orgânica e irrigação regular, especialmente
em períodos secos.
8. Pimentão
Características:
O pimentão é uma hortaliça popular e requer temperaturas quentes para um bom
desenvolvimento. É rico em vitaminas e pode ser cultivado em diferentes
variedades.
Época de Plantio:
O plantio deve ser feito entre setembro e novembro.
Época de Colheita:
A colheita ocorre de janeiro a março, dependendo do ciclo de crescimento.
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Manejo:
A irrigação regular e a adubação com fertilizantes ricos em potássio são
recomendadas para melhorar a qualidade dos frutos.
9. Cebola
Características:
A cebola é uma hortaliça que se adapta a climas quentes e é uma importante fonte
de sabor na culinária. É cultivada em diversas variedades.
Época de Plantio:
O plantio ocorre de setembro a dezembro.
Época de Colheita:
A colheita é feita de março a junho, quando as cebolas atingem o tamanho
desejado.
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Culturas Adaptadas à Bacia Hidrográfica do Zambeze
1. Arroz
Características: O arroz é uma cultura que prospera em áreas alagadas e depende de
água em abundância.
Época de Plantio: Geralmente plantado entre outubro e dezembro, aproveitando a
estação chuvosa.
Manejo: É importante garantir a irrigação adequada, especialmente em períodos secos.
2. Milho
Características: O milho é uma das principais culturas alimentares e se adapta bem a
solos irrigados.
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Época de Plantio: Plantado entre outubro e dezembro, com colheita prevista para março
e abril.
Manejo: A irrigação suplementar pode aumentar a produtividade.
3. Cana-de-açúcar
Características: A cana-de-açúcar se beneficia da umidade constante e do solo fértil da
bacia.
Época de Plantio: Pode ser plantada em qualquer época do ano, mas é ideal no início da
estação chuvosa.
Manejo: A irrigação é crucial, especialmente durante a fase inicial de crescimento.
4. Leguminosas (como Feijão e Grão-de-bico)
Características: Essas culturas são importantes para a fixação de nitrogênio no solo e
complementam a dieta.
Época de Plantio: Plantio entre outubro e janeiro, colhendo entre março e junho.
Manejo: Boas práticas de rotação ajudaram a melhorar a fertilidade do solo.
5. Hortalças (como Tomate e Pimentão)
Características: Hortalças como tomate e pimentão se beneficiam da irrigação e do solo
fértil.
Época de Plantio: Plantio de setembro a dezembro, com colheita de janeiro a março.
Manejo: A irrigação regular e a adubação com fertilizantes são recomendadas.
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Conclusão
Em suma, as técnicas de geoprocessamento emergem como uma ferramenta
transformadora na agricultura contemporânea, oferecendo uma abordagem baseada em
dados que aprimora a eficiência e a sustentabilidade das práticas agrícolas. Ao permitir
uma análise precisa e o monitoramento contínuo das condições das culturas e dos
recursos, o geoprocessamento capacita os agricultores a tomar decisões mais informadas,
reduzindo desperdícios e maximizando a produtividade. Através da implementação de
sistemas de irrigação de precisão, a identificação de problemas de solo e a previsão de
pragas, essa tecnologia não apenas melhora os resultados econômicos, mas também
promove a conservação dos recursos naturais.
Além disso, o geoprocessamento é fundamental para enfrentar desafios globais, como as
mudanças climáticas e a escassez de água. Ele proporciona insights valiosos que ajudam
os agricultores a se adaptarem a condições adversas, garantindo a resiliência das culturas
e a segurança alimentar. À medida que as práticas agrícolas se tornam mais integradas e
orientadas por dados, a adoção crescente dessas técnicas será crucial para garantir que o
setor agrícola não apenas atenda às crescentes demandas por alimentos, mas também o
faça de maneira responsável e sustentável.
Portanto, é imperativo que o setor agrícola continue a investir em pesquisa, inovação e
capacitação para integrar plenamente o geoprocessamento em suas práticas. O futuro da
agricultura depende da capacidade de adotar tecnologias que promovam um
desenvolvimento harmonioso entre produção e conservação ambiental, assegurando um
legado sustentável para as próximas gerações. A integração do geoprocessamento na
agricultura não é apenas uma oportunidade, mas uma necessidade para garantir um futuro
agrícola resiliente, produtivo e sustentável em face dos desafios globais que se avizinham.
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Referencia Bibliográfica
MONICO, J. F. G. Posicionamento pelo NAVSTAR-GPS: Descrição, Fundamentos e
Aplicações. São Paulo: Ed. UNESP, 2000.
NOVO, E.M.L. Sensoriamento Remoto, princípios e aplicações. São Paulo: Blucher,
1992. 308p.
ROCHA, C.H.B. Geoprocessamento: tecnologia transdisciplinar. Juiz de Fora: Ed. do
Autor, 2000.
RODRIGUES, J.B.T. Variabilidade espacial e correlações entre fatores de produção e
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Dissertação (Mestrado em Agronomia/Energia na Agricultura) - Faculdade de Ciências
Agronômicas, Universidade Estadual Paulista. ROSA, R. Introdução ao sensoriamento
remoto. Uberlândia: Edufu, 1995. 117p.
SENDRA, J.B., MARTÍNEZ, F.J.E., HERNÁNDEZ,E.G., GARCÍA M.J.S. Sistemas de
Información Geográfica: prácticas con PC ARC/INFO e Idrisi. Madrid: RA-MA, 1994.
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