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Fisio em Cardiovascular

O documento aborda a fisiologia do sistema circulatório, detalhando a estrutura e funcionamento do coração, incluindo o ciclo cardíaco e a importância da frequência cardíaca na reabilitação cardiovascular. Também discute fatores de risco para coronopatias, como aterosclerose, dislipidemias, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus e sedentarismo, além de descrever classes de medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão. A compreensão desses aspectos é crucial para a prevenção e manejo de doenças cardiovasculares.
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Fisio em Cardiovascular

O documento aborda a fisiologia do sistema circulatório, detalhando a estrutura e funcionamento do coração, incluindo o ciclo cardíaco e a importância da frequência cardíaca na reabilitação cardiovascular. Também discute fatores de risco para coronopatias, como aterosclerose, dislipidemias, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus e sedentarismo, além de descrever classes de medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão. A compreensão desses aspectos é crucial para a prevenção e manejo de doenças cardiovasculares.
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FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR

●​ FISIOLOGIA DO SISTEMA CIRCULATÓRIO (Funções Básicas)

• Levar oxigênio para as células do corpo e recolher CO2;


• Distribuir nutrientes para as células;
• Recolher excretas;
• Distribuir hormônios;

●​ O CORAÇÃO

• O coração é formado por duas bombas

• Coração direito: bombeia sangue para os pulmões

• Coração esquerdo: bombeia sangue para todas as outras


partes do corpo
• Cada uma destas duas bombas é formada por duas câmaras
separadas: o átrio e o ventrículo.
O tecido cardíaco é estriado e forte (como os músculos estriado
esquelético) e contrai involuntariamente (como os músculos liso) mas só
ele possui a características que suas fibras serem interligadas >>
sincício: capacidade de uma célula receber potencial de ação e se
propagar por toda a extensão

●​ Temos no coração o que chamamos de esqueleto cardíaco que é um


tecido mais espesso formando as válvulas para que elas suportam a
pressão no coração
Adentro:
No coração nós temos as valvas cardíacas que são consideradas o espaço que
divide o átrio do ventrículo. Nesse espaço temos as válvulas sendo elas as
-​ atrioventriculares: tricúspide (direita) e bicúspide/mitral (esquerda)
-​ semilunares: Pulmonar e aórtica

- Quando as válvulas ficam frouxas elas ficam prolapsadas (sopro) e quando


ficam endurecidas elas ficam estenosadas
- o recém-nascido possui uma comunicação entre os átrios chamado de
forame oral que deve ser fechado sozinho até os 30 dias após o nascimento
caso não feche deve ser feito um shunt (processo cirúrgico).
●​ CICLO CARDÍACO
Eventos que ocorrem durante um batimento cardíaco
• Duração 0,8 s – 75 bpm
• Sístole: Contração atrial e ventricular
• Diástole: relaxamento atrial e ventricular

Para calcular a Frequência Cardíaca máxima


FCM = 208 - (0,7 x idade)

É importante calcular a frequência cardíaca máxima, pois na reabilitação


cardíaca nós começamos treinando o paciente entre 60 a 70% de sua
frequência cardíaca, ou seja, os exercícios não devem passar essa frequência.

Mecanismo de Frank-Starling: o coração se adapta, quanto maior for o


volume de sangue, maior o estiramento da fibra e maior é a força de
contração
o fluxo sanguíneo é a velocidade com que o sangue é deslocado.
- Resistência está relacionada com três variáveis:

• Comprimento do vaso
• Diâmetro do vaso
• Viscosidade do sangue
- Os barorreceptores são sensores localizados no arco aórtico e nas artérias
carótidas que detectam mudanças na pressão arterial.
Quando a pressão aumenta, eles enviam sinais ao cérebro, que reduz a
frequência cardíaca e promove vasodilatação para diminuir a pressão.
Quando a pressão cai, a resposta é o oposto: aumento da frequência cardíaca
e vasoconstrição para elevar a pressão. Eles são essenciais para o controle
rápido da pressão arterial.

- Pressão arterial pulmonar 10 mmhg

- Pressão arterial aórtica: o Sangue ao ser ejetado do coração (ventrículo


esquerdo) pela artéria aórtica, os primeiros ramos são as artérias coronárias
direita e esquerda (elas nutrem o coração), a seguir temos o arco aórtico,
vem primeiro nesse arco o tronco braquiocefálico que se subdivide em
carótida direita (nutre o cérebro) e artéria subclávia direita. Mais a frente
no arco da aorta temos a carótida esquerda e a artéria subclávia esquerda.
Ambas as carótidas irrigam a parte anterior, tanto inferior, quanto superior
do encéfalo. Já a subclávia se divide em artérias vertebrais (ramos) que ao
se conectar no lado esquerdo e - direito formam artéria basilar que irriga a
parte posterior e inferior do encéfalo.
—------------------------------------------------------------------------------------

FATORES DE RISCO PARA AS CORONOPATIAS

- Aterosclerose: processo que ocorre na parede das artérias (endotélio)


quando em razão aos fatores de risco ocorre uma lesão endotelial, por
consequência, há migração de células de defesa e o início de um processo
inflamatório. Assim, as células do sangue ao passar “agarram” e formam uma
placa de ateroma (colesterol + plaquetas) diminuindo o Lúmen que é o
espaço livre por onde o sangue passa no vaso.
- Quando a placa de ateroma já está com 50% de comprometimento, o
paciente já apresenta sintomas de enfraquecimento cardíaco;
- No entanto quando supera os 70% já é risco alto de um infarto;

- Na região da placa de ateroma artéria fica enrijecida e não faz


vasodilatação, o endotélio não consegue produzir óxido nítrico suficiente;

- Sabemos que num processo inflamatório temos a reparação total do tecido


ou a cicatrização inadequada ou seja desordenada, e a placa de ateroma é
caracterizada com uma cicatrização inadequada.

FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS

1)​ Dislipidemias (Colesterol Alto)

- o colesterol é usado em nosso organismo como fonte energética, além de


estar na estrutura das membranas celulares e na síntese de hormônios, como
o cortisol, aldosterona (absorção de Na nos rins), estrogênio, progesterona e
testosterona. Ele é produzido no fígado e, em excesso, é um grave fator de
risco.
a)​ HDL-Colesterol (BOM) - Colesterol de alta densidade sua função é
coletar o LDL para degradar (lixeiro) no fígado.
- Ação antiaterogênica > anti placa de ateroma.
- Quanto mais HDL menor o risco cardiovascular, pois ele protege a parede
do vaso ao não deixar que os LDL soltos no sangue aderem na placa de
ateroma (no processo inflamatório).
- Ele é garantido através da atividade física e boa alimentação (Ômega 3,
sardinha ao óleo)
- Padrão de referência: HOMEM > 40 mg/dl e MULHER > 50 mg/dl

b)​ LDL-Colesterol (RUIM) - Colesterol de baixa densidade, sai do fígado


para cumprir as suas funções estruturais e de síntese nos tecidos, mas
em excesso promove o acúmulo de colesterol principalmente nas placas
de ateroma (endotélio dos vasos)
- Padrão de referência:
baixo risco: menor que 130 mg/dl
risco intermediário: menor que 100 mg/dl
alto risco: menor que 70 mg/dl
muito alto: menor que 50 mg/dl

c)​ VLDL-Colesterol (PÉSSIMO) - sua metabolização origina o LDL,


caracterizado como o colesterol de menor densidade possível, ele
transporta triglicerídeos endógenos do fígado para os tecidos.

d)​ Triglicerídeos: são ésteres de ácidos graxos e glicerol atuando como


reserva energética. São formados no fígado a partir dos carboidratos
e armazenados no tecido adiposo. Eles circulam no plasma associado a
lipoproteínas principalmente o VLDL, sendo assim, ele alto é associado a
um alto risco cardiovascular.
- Padrão de referência:
normal: colesterol total (HDL + LDL) menor que 150 mg/dl
limítrofe: entre 150-199 mg/dl
alto: entre 200-499 mg/dl
muito alto: maior ou igual a 500 mg/dl

2)​ Tabagismo

- componentes do cigarro:
FASE GASOSA: MONÓXIDO DE CARBONO, AMÔNIA,
DIMETILNITROSAMINA, FORMALDEÍDO, CIANETO DE
HIDROGÊNIO.

FASE PARTICULADA: ALCATRÃO, NICOTINA,BENZENO E


BENZOPIRENO.
- Ao fumar ocorre uma diminuição da acetilcolina deixando o vaso mais rígido,
consequentemente diminuindo o Lúmen do vaso coronário.

- A hemoglobina tem maior afinidade pelo monóxido de carbono, ou seja,


ocorre uma diminuição na oxigenação miocárdica e dos tecidos.

- A nicotina imita o sistema nervoso autônomo simpático, ou seja, fazendo


vasoconstrição, o que aumenta o trabalho cardíaco e maior aderência das
plaquetas no endotélio do vaso.

- O cigarro também abaixa o HDL e aumenta o LDL, deteriorando a


propriedade elástica dos tecidos.

3)​ Hipertensão Arterial


-Força que o sangue faz na parede do vaso >> aumentando o trabalho cardíaco
-a hipertensão arterial pode ser:
a)primária:
b)secundária:

-a menor pressão do ventrículo esquerdo precisa ter para abrir a válvula


semilunar aórtica é 80 mmHg.

-padrão de referência:
Sistólica > 120-129 mmHg
Diastólica > 80-84 mmHg

Ao aferir a pressão, caso a pressão diastólica atinja níveis superiores a 90


mmHg é perigoso, pois significa que o indivíduo tem aumento da resistência
vascular periferica.
resistência vascular periferica > dificuldade do sangue de entrar nos vasos
finos devido a alta pressão com a qual o sangue chega nos vasos.

-​ Fatores de risco para desenvolver Hipertensão: Tabagismo, colesterol


alto, diabetes, idade maior que 60 anos, sexo masculino maior de 45
homens, sexo feminino pós menopausa (queda do estrogênio, ele
protege a parede do vaso) e hereditariedade.
-​ obs. O coração pode ocupar até 50% do espaço do tórax. Se ocupar um
espaço maior, o coração está hipertrofiado;
- A hipertensão arterial aumenta o trabalho do coração, nesse caso pode
acontecer uma hipertrofia CONCÊNTRICA > o músculo do coração cresce e
diminui o espaço das válvulas, causando problemas circulatórios.

-​ para via de conhecimento, a hipertrofia pode acontecer de forma


EXCÊNTRICA > cresce e fica frouxo/flácido, sem força para bombear,
comum em pacientes com doença de Chagas.

4)​ Diabetes Mellitus


-Doença metabólica caracterizada pela hiperglicemia (excesso de açúcar no
sangue) resultante de defeitos na secreção ou ação insulina a ou em ambas.
-valor de referência (jejum)
Normal: está entre 60-99 mg/dl
Hipoglicêmico: abaixo de 60 mg/dl
Hiperglicêmico: 100-126 mg/dl (pré diabético)
Diabetes: + 140 mg/dl

●​ o excesso de açúcar degreda os vasos sanguíneos e nervos perifericos


com o tempo. Já a hipoglicemia mata subitamente ou gera lesões
cerebrais e desmaios (célula não recebe energia)
●​ Glicosuria: glicose na urina, já indica que a glicose está acima de 180
mg/dl
●​ Insulina: abre os canais de glicose das células para ela entrar, além de
ser produzida no pâncreas

A)TIPO I ou INSULINO DEPENDENTE: vem de fatores hereditários e


possíveis congênitos, poluiria (faz muito xixi), a pessoa para por severa perda
de peso, desidratação grave e possível perda da visão.
B)TIPO II ou INSULINO NÃO DEPENDENTE: vem de hábitos de vida, não
perde peso, tem polifilia (come muito), poliúria, quadro arrastado.

Aqui está uma explicação detalhada sobre cada classe de medicamentos que
pessoas hipertensas utilizam:

1. Diuréticos

Função: Reduzem o volume sanguíneo e a pressão arterial ao aumentar a


excreção de sódio e água pelos rins.​
Mecanismo de Ação:

●​ Diuréticos de Alça (ex.: furosemida) → inibem o cotransportador


Na⁺/K⁺/2Cl⁻ na alça de Henle, levando à perda intensa de água e
eletrólitos.​

●​ Tiazídicos (ex.: hidroclorotiazida) → inibem o cotransportador Na⁺/Cl⁻


no túbulo distal, promovendo a eliminação de sódio e reduzindo a
reabsorção de água.​

●​ Poupadores de Potássio (ex.: espironolactona) → antagonizam a


aldosterona ou bloqueiam canais de sódio no túbulo coletor, reduzindo a
excreção de potássio.​
2. Simpaticolíticos

Função: Reduzem a atividade do sistema nervoso simpático, diminuindo a


pressão arterial e a frequência cardíaca.​
Mecanismo de Ação:

●​ Bloqueadores α1 (ex.: prazosina) → promovem vasodilatação ao inibir a


ação da noradrenalina nos receptores α1 dos vasos.​

●​ Bloqueadores β (betabloqueadores) (ex.: propranolol) → reduzem a


frequência e a força de contração do coração, diminuindo o débito
cardíaco.​

●​ Agonistas α2 centrais (ex.: clonidina) → reduzem a liberação de


noradrenalina no sistema nervoso central, diminuindo a atividade
simpática periférica.​

3. Bloqueadores de Canais de Cálcio (Ca++)

Função: Diminuem a entrada de cálcio nas células musculares lisas dos vasos
e do coração, causando vasodilatação e redução da contratilidade cardíaca.​
Mecanismo de Ação:

●​ Dihidropiridínicos (ex.: anlodipino) → atuam principalmente nos vasos


sanguíneos, promovendo vasodilatação.​

●​ Não dihidropiridínicos (ex.: verapamil, diltiazem) → reduzem a


contratilidade e a condução cardíaca, além da vasodilatação.​
4. Vasodilatadores Diretos

Função: Promovem a dilatação dos vasos sanguíneos, reduzindo a resistência


vascular e a pressão arterial.​
Mecanismo de Ação:

●​ Hidralazina → relaxa diretamente a musculatura lisa arterial,


reduzindo a pós-carga.​

●​ Nitroprussiato de Sódio → libera óxido nítrico (NO), ativando a


guanilato ciclase e aumentando o GMPc, promovendo vasodilatação
arterial e venosa.​

5. Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA)

Função: Reduzem a formação de angiotensina II, um potente vasoconstritor,


diminuindo a pressão arterial e a retenção de sódio.​
Mecanismo de Ação:

●​ Bloqueiam a enzima conversora de angiotensina (ECA), impedindo a


conversão de angiotensina I em angiotensina II.​

●​ Reduzem a liberação de aldosterona, levando à excreção de sódio e


retenção de potássio.​

●​ Exemplos: enalapril, captopril, ramipril.​

5)​ Sedentarismo
●​ SEDENTÁRIO = AQUELE QUE VIVE ORDINARIAMENTE SENTADO,
QUE É INATIVO, QUE SE CARACTERIZA PELO FATO DE
REQUERER UMA POSIÇÃO SENTADA OU QUE QUASE NÃO ANDA
OU FAZ EXERCÍCIO.

- MELHOR CONTROLE DA ATEROSCLEROSE CORONÁRIA E


CEREBRAL, DE DOENÇAS METABÓLICAS E DA HIPERTENSÃO
ARTERIAL.
6)​ Obesidade

●​ ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA ELEVADA


IMC= PESO (KG) / ALTURA 2 (M)

- PESO NORMAL: 18 A 24,9KG/ M2


- SOBREPESO: 25,0 A 29,9KG/M2
- OBESIDADE LEVE ( I): 30 A 34,9KG/M2
- OBESIDADE MODERADA (II): 35 A 39,9KG/M2
- OBESIDADE MÓRBIDA (III): maior que 40 KG/M2

●​ CIRCUNFERÊNCIA CINTURA/QUADRIL :
- HOMENS < 0,95
- MULHERES < 0,80
- CAUSAS: ALIMENTAÇÃO EXCESSIVA, QUEIMA CALÓRICA
DEFICIENTE, DOENÇAS ENDÓCRINAS, MEDICAÇÕES

7)​ Estresse

- SITUAÇÃO EM QUE O SISTEMA NERVOSO É EXIGIDO MAIS QUE O


NORMAL.
- ATIVA AO SNA SIMPÁTICO → VASOCONSTRIÇÃO E CARDIO
ACELERAÇÃO.
- ↑ LDL
- ↑ PLAQUETAS ( > PREDISPOSIÇÃO A FORMAÇÃO DA PLACA DE
ATEROMA)
●​ TRATAMENTO >> ATIVIDADE FÍSICA E MEDICAÇÃO
Circulação Coronariana
Revisão com Respostas Comentadas

Fisiologia do Sistema Cardiovascular e Fatores de Risco

1. O que é o ciclo cardíaco e quais são suas principais fases?

- ciclo cardíaco é o conjunto de eventos que ocorrem durante um batimento


cardíaco completo. Ele é composto por duas fases principais: a sístole
(fase de contração) e a diástole (fase de relaxamento). Durante a sístole,
o coração ejeta sangue para os pulmões e para o corpo. Já na diástole,
ele se enche novamente de sangue. A duração média de um ciclo
cardíaco em repouso é de 0,8 segundos.

2. Qual a função do nodo sinoatrial e por que ele é considerado o


marcapasso do coração?

- O nodo sinoatrial (SA), localizado na parede do átrio direito, é


responsável por gerar impulsos elétricos espontaneamente, iniciando a
atividade elétrica do coração. Ele determina a frequência com que o
coração bate, normalmente cerca de 72 bpm, por isso é chamado de
marcapasso natural. Sua função é essencial para manter a ritmicidade
cardíaca e coordenar as contrações do coração.

3. Explique a diferença entre circulação pulmonar e circulação sistêmica.

- A circulação pulmonar transporta o sangue do ventrículo direito até os


pulmões para que ocorra a troca gasosa (hematose), retornando ao átrio
esquerdo. Já a circulação sistêmica leva o sangue oxigenado do
ventrículo esquerdo para todos os tecidos do corpo, retornando ao átrio
direito. Ambas são interdependentes e essenciais para a oxigenação dos
tecidos e eliminação do CO2.
4. Qual é a equação que representa o débito cardíaco e o que cada variável
representa?

- O débito cardíaco (DC) é calculado pela fórmula: DC = VS x FC. Onde VS


é o volume sistólico (quantidade de sangue ejetado por batimento) e FC é
a frequência cardíaca (batimentos por minuto). O débito cardíaco
representa o volume total de sangue bombeado pelo coração em um
minuto, sendo crucial para a perfusão tecidual.

5. O que são barorreceptores e qual seu papel no controle da pressão


arterial?

- Barorreceptores são sensores de pressão localizados nas paredes do


arco aórtico e seio carotídeo. Eles detectam mudanças na pressão arterial
e enviam sinais ao sistema nervoso central para ajustar a atividade
autonômica. Quando a pressão aumenta, os barorreceptores estimulam
respostas que reduzem a frequência cardíaca e dilatam os vasos,
ajudando a normalizar a pressão.

6. Cite três funções do sistema cardiovascular relacionadas ao transporte de


substâncias.

- O sistema cardiovascular desempenha funções vitais, como: (1)


transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos e remoção de CO2;
(2) distribuição de nutrientes como glicose e aminoácidos; e (3) transporte
de hormônios entre glândulas e órgãos-alvo. Além disso, ele remove
produtos metabólicos e excretores para órgãos excretores como os rins.
7. O que é aterosclerose e qual o papel do endotélio nesse processo?

- A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela


formação de placas de gordura (ateromas) na parede das artérias. O
endotélio, que normalmente protege os vasos, quando lesado (por
pressão alta, tabagismo ou dislipidemias) perde sua função de barreira e
libera sinais que favorecem a adesão de lipídios e células inflamatórias,
iniciando o processo aterosclerótico.

8. Qual a diferença entre LDL e HDL colesterol em relação ao risco


cardiovascular?

- O LDL (lipoproteína de baixa densidade) transporta colesterol do fígado


para os tecidos e pode se acumular nas paredes arteriais, promovendo
aterosclerose. Já o HDL (lipoproteína de alta densidade) remove o
excesso de colesterol dos tecidos e leva de volta ao fígado para
excreção. Assim, o LDL é aterogênico, enquanto o HDL é cardioprotetor.

9. Por que o tabagismo é um fator de risco para as doenças


cardiovasculares?

- O tabagismo expõe o organismo a substâncias tóxicas que causam lesão


endotelial, aumentam a viscosidade sanguínea, reduzem os níveis de
HDL e elevam os de LDL. Além disso, promove vasoconstrição, aumenta
a frequência cardíaca e favorece a formação de coágulos, elevando
significativamente o risco de infarto e AVC.

[Link] são os principais efeitos do exercício físico sobre o sistema


cardiovascular?

- O exercício físico regular promove melhora do débito cardíaco, redução


da pressão arterial, aumento do HDL e redução do LDL, além de melhorar
a sensibilidade à insulina e reduzir o estresse. Ele também contribui para
a função endotelial, o controle do peso e a redução da inflamação
sistêmica, sendo essencial na prevenção e reabilitação cardiovascular.

[Link] hipertensão arterial e cite dois fatores de risco modificáveis


associados a ela.

- A hipertensão arterial é uma condição clínica caracterizada pela elevação


sustentada da pressão arterial acima de 140/90 mmHg. Os principais
fatores de risco modificáveis incluem sedentarismo, consumo excessivo
de sal, obesidade, estresse crônico e tabagismo. O controle desses
fatores é essencial para reduzir a carga cardiovascular e prevenir
complicações como infarto e AVC.

[Link] que a hiperglicemia crônica contribui para o risco de doenças


cardiovasculares?

- A hiperglicemia crônica, presente no diabetes mellitus, causa danos ao


endotélio vascular e promove um estado inflamatório. Isso facilita o
acúmulo de lipídios nas artérias, aumenta a rigidez vascular e favorece a
formação de placas ateroscleróticas. Além disso, contribui para
disfunções autonômicas e aumenta a suscetibilidade a eventos cardíacos.

13.O que é resistência vascular periférica e como a obesidade pode


influenciar esse fator?

- A resistência vascular periférica é a força que se opõe ao fluxo sanguíneo


nos vasos periféricos. Na obesidade, ocorre aumento da secreção de
substâncias inflamatórias e vasoconstritoras, além de maior volume
sanguíneo, o que eleva essa resistência. Como consequência, o coração
precisa trabalhar mais, favorecendo hipertrofia cardíaca e hipertensão.

[Link] os benefícios do HDL-colesterol no sistema cardiovascular?

- O HDL-colesterol atua no transporte reverso de colesterol, removendo o


excesso das artérias e levando-o de volta ao fígado para excreção. Ele
também possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, ajudando
a proteger o endotélio e prevenir a formação de placas ateroscleróticas,
sendo considerado um fator de proteção cardiovascular.

[Link] o estresse atua sobre o sistema nervoso autônomo e afeta o


sistema cardiovascular?

- O estresse ativa o sistema nervoso simpático, aumentando a liberação de


adrenalina e noradrenalina. Isso leva à elevação da frequência cardíaca,
da pressão arterial e da resistência vascular periférica. A exposição
crônica ao estresse contribui para o desenvolvimento de hipertensão,
disfunções endoteliais e maior risco de doenças cardiovasculares.

EXERCICIO 2

1. Durante a triagem inicial de um paciente para um programa de


reabilitação cardiovascular, um fisioterapeuta observa que o indivíduo
apresenta hipertensão arterial controlada, histórico familiar de infarto
agudo do miocárdio e sedentarismo. Com base nesses dados, explique a
importância da estratificação de risco cardiovascular e relacione os
fatores presentes no caso com a aterosclerose.

• A estratificação de risco cardiovascular é essencial para definir a conduta


clínica mais adequada e segura para cada paciente, especialmente
quando se pensa em prescrição de exercícios físicos. No caso
apresentado, o paciente tem três fatores importantes: hipertensão arterial
(mesmo controlada), histórico familiar de infarto (fator fixo) e
sedentarismo. Todos esses contribuem para o desenvolvimento de
aterosclerose, que é a formação progressiva de placas de gordura nas
artérias, especialmente coronárias. Esses fatores aumentam o estresse
sobre o endotélio vascular, favorecendo processos inflamatórios,
deposição de lipídios e, com o tempo, obstrução arterial. Identificar e
atuar sobre esses riscos permite prevenir eventos como infarto e AVC.

2. Um paciente apresenta alterações significativas nos níveis séricos de


lipoproteínas: LDL elevado, HDL reduzido e triglicérides acima do limite
desejável. Descreva os mecanismos fisiopatológicos pelos quais esse
perfil lipídico pode contribuir para a formação da placa de ateroma,
destacando o papel do endotélio e das lipoproteínas.

• perfil lipídico descrito é típico de risco aumentado para doença


cardiovascular. O LDL, quando elevado, penetra na parede dos vasos e
sofre oxidação, o que desencadeia uma resposta inflamatória. Já o HDL é
considerado “protetor” porque remove o excesso de colesterol das
artérias, levando-o ao fígado. Se ele estiver baixo, essa proteção diminui.
Os triglicérides, por sua vez, quando em excesso, também estão
associados a inflamação e disfunção endotelial. O endotélio, que deveria
secretar substâncias vasodilatadoras e antiagregantes, passa a funcionar
mal, favorecendo a adesão de plaquetas e a formação de ateromas. Isso
compromete o fluxo sanguíneo e pode culminar em eventos isquêmicos.

3. Durante uma aula prática, um estudante de fisioterapia descreveu o


coração como duas bombas sincronizadas. Explique como o sistema de
condução cardíaco garante a sincronia da contração das câmaras
cardíacas, destacando a função do nodo sinoatrial, do nodo
atrioventricular e do sistema de Purkinje.
• coração funciona de maneira coordenada graças ao seu sistema de
condução elétrica. Tudo começa no nodo sinoatrial (SA), conhecido como
o marcapasso natural do coração, que gera impulsos rítmicos em torno de
70 a 80 bpm. Esse impulso se propaga pelas vias internodais até o nodo
atrioventricular (AV), que dá uma pequena pausa para permitir o
enchimento dos ventrículos. Depois, o estímulo segue pelos ramos direito
e esquerdo do feixe de His e atinge o sistema de Purkinje, que conduz o
impulso rapidamente por todo o miocárdio ventricular. Essa sincronia
garante contrações eficientes e coordenadas entre átrios e ventrículos,
otimizando o débito cardíaco.

4. Um paciente diabético tipo II relata sentir cansaço aos mínimos esforços


e histórico de hipertensão. A equipe multidisciplinar decide encaminhá-lo
para acompanhamento com fisioterapia cardiovascular. Explique como as
alterações vasculares induzidas pela hiperglicemia e a hipertensão
contribuem para a sobrecarga cardíaca e cite estratégias fisioterapêuticas
não farmacológicas indicadas nesse caso.

• A hiperglicemia crônica leva à formação de produtos finais da glicação


(AGEs), que se acumulam nas paredes dos vasos e os tornam mais
rígidos. Além disso, aumenta a produção de colágeno e fibronectina,
piorando a vasomotricidade. Já a hipertensão impõe um trabalho extra ao
coração para vencer a resistência vascular aumentada. Esse conjunto de
alterações leva a uma sobrecarga cardíaca, favorecendo hipertrofia
ventricular e aumentando o risco de eventos cardiovasculares. A
fisioterapia pode atuar com exercícios aeróbicos leves a moderados,
progressivamente adaptados, para melhorar a função cardiovascular,
além de educação em saúde e incentivo à mudança de hábitos (como
dieta equilibrada e cessação do sedentarismo).
5. Durante uma avaliação clínica, um fisioterapeuta identifica aumento da
resistência vascular periférica em um paciente obeso. Com base nos
conceitos de fluxo sanguíneo e débito cardíaco, explique a relação entre
obesidade, resistência vascular, hipertrofia ventricular esquerda e risco
cardiovascular.

• Na obesidade, há aumento da quantidade de tecido adiposo, o que exige


maior aporte sanguíneo. Isso leva ao aumento da resistência vascular
periférica. Como o coração precisa vencer essa resistência para manter o
fluxo sanguíneo adequado, ocorre um aumento do trabalho cardíaco.
Com o tempo, o ventrículo esquerdo pode sofrer hipertrofia para
compensar esse esforço, o que inicialmente é adaptativo, mas depois
pode comprometer a função cardíaca. O débito cardíaco, que é o produto
do volume sistólico pela frequência cardíaca, também pode se alterar

nesse processo. Por isso, a obesidade está fortemente associada ao risco


cardiovascular, e sua redução é uma das metas principais na reabilitação
cardiometabólica.

CIRCULAÇÃO CORONARIANA

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)

●​ O infarto agudo do miocárdio (IAM) é um foco de necrose resultante


da perfusão (fluxo sanguíneo) inadequada do tecido. Ele é uma das
consequências de uma coronariopatia ou uma insuficiência coronariana aguda.

●​ ISQUEMIA NAS SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS (causas)


- Trombo sobre placa aterosclerótica vulnerável (já possui a placa mas forma
coágulos sanguíneos, podendo obstruir a artéria)

- Espasmo coronário ou vasoconstrição (anginas causadas por estresse)

- Progressão da placa aterosclerótica

- Desequilíbrio oferta/consumo de O2

●​ ETIOLOGIA (TIPOS DE INFARTO)

- Infarto Transmural: tipo mais comum , no qual a necrose isquêmica envolve


a totalidade ou quase-totalidade da espessura da parede ventricular no
trajeto de uma única parede coronária. Este padrão de infarto está
usualmente associado à aterosclerose coronária, ruptura de placa e
trombose.
- Infarto Subendocárdio (não transmural): consiste em um área de necrose
isquêmica limitada ao terço interno, ou, no máximo, metade da parede
ventricular, estendendo-se com frequência, lateralmente, além do território
de perfusão de uma artéria coronária.

●​ DIAGNÓSTICO
Classicamente, considera-se infartado o paciente que apresenta pelo menos
dois dos três critérios clássicos :
1)​ quadro clínico sugestivo
2)​ alterações eletrocardiográficas compatíveis
3)​ elevação enzimática de pelo menos duas vezes em relação aos valores
normais.
A CK é o marcador oficial para a lesão da fibra cardíaca. Quando há a morte
celular ocorre a liberação da troponina que é a enzima que tampa o sítio de
fixação da actina.
ANGINAS

É uma síndrome isquêmica caracterizada por dor torácica (dor no músculo


cardíaco em si) em razão do DESEQUILÍBRIO OFERTA/DEMANDA
DE SANGUE (OXIGÊNIO) PARA O MIOCÁRDIO, desencadeada por:

- esforço físico, refeições copiosas ou estresse emocional;


- com duração de 30 segundos a 15 minutos, aliviada pelo repouso ou uso de
nitrato sublingual
- não muda suas características por pelo menos 2 meses.
●​ CAUSAS DE ANGINA
- Aterosclerose coronária (90% dos casos) angina pré infarto
- Anomalias congênitas
- Embolia coronária (obstrui a artéria por coágulos sanguíneos de uma vez)
- Espasmo coronário (vasoconstrição) angina pura
- Estenose (válvulas fica enrijecida) e insuficiência valvar aórtica
- Cardiomiopatia hipertrófica
- Pericardite (inflamação do pericárdio, comprime o coração)
- Prolapso (afrouxamento) de valva mitral

●​ FISIOPATOLOGIA

- Diminuição da oferta de oxigênio de oxigênio seja pela Obstrução


coronária, Conteúdo de oxigênio, Relaxamento VE

- Aumento do consumo de oxigênio seja pela Taquicardia, Hipertrofia,


Estresse de parede, Força contrátil
prandial >> alimentação

TRATAMENTO CLÍNICO DA ANGINA ESTÁVEL

Objetivos >> Prevenir o Infarto do Miocárdio; Reduzir a Mortalidade –


aumentar a expectativa de vida e Reduzir os sintomas e a ocorrência de
isquemia miocárdica – melhorar a qualidade de vida (nitratos,
betabloqueadores, antagonistas dos canais de cálcio)
- função da aspirina: ajuda na inflamação, mas “raleia” o sangue (diminui a
viscosidade sanguínea), ajuda a fluir o sangue melhor ao passar pela artéria
com a placa e ela é antiagregante de plaquetas na placa.
- Receptores BETA : receptores do sistema simpático no coração, bloqueando
eles, acabam diminuindo a frequência cardíaca.
VALVULOPATIAS
Prolapso de válvulas >> frouxa, bamba
Estenose de válvulas >> rígida, enrijecida

> Insuficiência Mitral


> Estenose Mitral

1)​ Insuficiência Tricúspide:


Fechamento incompleto da valva, que leva a uma regurgitação
(retornar/refluxo) de sangue do VD para o AD.
exame físico: sopro sistólico, alargamento das veias cavas, dilatação do átrio
direito e hipertrofia do ventrículo direito;
2)​ Estenose Tricúspide
Abertura incompleta da valva que leva a um aumento da resistência à
passagem de sangue do átrio para o ventrículo direito.

3)​ Insuficiência Aórtica


Fechamento incompleto da valva aórtica, levando à regurgitação de sangue da
aorta para o VE.
4)​ Estenose Aórtica
Abertura incompleta da valva, levando a um aumento da resistência à saída de
sangue do VE para a Aorta.

5)​ Insuficiência Pulmonar


É o fechamento incompleto da valva pulmonar, levando a uma passagem
retrógrada de sangue da artéria pulmonar para o ventrículo direito.

ascite: aumento
do abdômen
6)​ Estenose Pulmonar
Abertura incompleta da valva pulmonar, levando a um aumento da resistência
à passagem de sangue do VD para a artéria pulmonar.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC)

●​ A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) é uma síndrome clínica


complexa, caracterizada pela incapacidade do coração de manter débito
cardíaco suficiente para suprir adequadamente as demandas metabólicas dos
tecidos e/ou para acomodar o retorno venoso, sem elevação anormal das
pressões de enchimento.
●​ O coração perde sua eficiência como bomba, resultando em baixo fluxo
sanguíneo periférico e acúmulo de sangue no pulmão ou nos tecidos
periféricos, levando à congestão.
●​ CAUSAS
- Problemas primários – miocardiopatias
- Aterosclerose
- Cardiopatia valvar (aumenta a resistência das válvulas ESTENOSE)
- HAS
- Eventos agudos

●​ Fisiopatologia

a) Inotrópica (resposta Mecânica de contração) : Foca na redução da


contratilidade cardíaca (função inotrópica), principalmente no contexto
da insuficiência cardíaca sistólica.
O que ocorre:

> O miocárdio danificado (por infarto, cardiomiopatia etc.) perde sua


capacidade de contrair eficientemente.
> Isso reduz a fração de ejeção ventricular esquerda → menor débito
cardíaco.
> O organismo tenta compensar com o mecanismo de Frank-Starling: quanto
mais o ventrículo se enche, mais ele tenta se contrair (pré-carga aumentada).
> A sobrecarga persistente leva à dilatação ventricular e, posteriormente, à
descompensação.
“O coração falha como bomba → diminuição da contratilidade → queda no
débito

b) Neurocardio-Humoral : Considera a ativação de sistemas reguladores


sistêmicos, como tentativa do corpo de compensar o baixo débito
cardíaco. A princípio esses mecanismos são úteis, mas a
longo prazo agravam a disfunção cardíaca.

●​ SINAIS E SINTOMAS
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)

A hipertensão arterial é a elevação da pressão arterial para números iguais


ou maiores que 140/90 mmHg. Esta elevação anormal pode causar lesões em
diferentes órgãos do corpo humano, tais como cérebro, coração, olhos e rins.
Quanto ao aumento da pressão, é mais grave quando a pressão diastólica é
superior a 90 mmHg, pois significa um aumento da resistência vascular
periférica.

- os betabloqueadores : Bloqueiam os receptores adrenérgicos, impedindo a


ligação do neurotransmissor, a norepinefrina, reduzindo
os efeitos da estimulação do S.N. simpático;
- antagonistas do cálcio : Interferem nas correntes lentas de cálcio durante
a despolarização no músculo liso vascular;
- Diuréticos :
-Inibidores da enzima conversora de angiotensina : Previnem a conversão na
angiotensina I (vasoinativa) em angiotensina II (vasoativa); Atuam como
vasodilatadores.

CIA e CIV

- A Comunicação Interatrial (CIA) e a Comunicação Interventricular (CIV),


são malformações congênitas do coração;

- Caracterizam-se por aberturas anormais nos septos interatrial e


interventricular;

- Permitem a passagem anormal de sangue entre as câmaras do coração.

- Como o lado esquerdo do coração possui maior pressão, ocorre um


shunt esquerda-direita (desvio do sangue);
- O sangue oxigenado passa do átrio esquerdo para o direito (na CIA) ou
do ventrículo esquerdo para o direito (na CIV), aumentando o fluxo
sanguíneo pulmonar e sobrecarregando as câmaras direitas do
coração.
●​ Consequências da CIA e CIV
- Shunt esquerda-direita;
- Sobrecarga das cavidades direitas do coração;
- Aumento do fluxo pulmonar pode levar à hipertensão pulmonar;
- Hipertrofia do ventrículo direito;
- Insuficiência cardíaca direita/congestiva.

REABILITAÇÃO CARDÍACA

●​ Fase I

Objetiva a manutenção da CF e performance respiratória do paciente,


procurando recuperar a função muscular c/ segurança e menor gasto
energético, diminuindo os efeitos psicológicos e fisiológicos da inatividade no
leito.

Dentro da UTI:
- Atividades físicas leves, como: exercícios respiratórios passivos e
ativos livres de MMII/ MMSS
- Iniciar sempre por MMII
- Contra-Indicação: isometria (maior demanda de O2 pelo miocárdio)
- Progredir sempre de deitado, sentado e em pé e também passivos, auto
assistidos, assistidos, podendo ser intervalado ou contínuo

METS > equivalentes metabólicos


Repouso: Homem de 70 kg 1,70 m gasta 1 mets = 3,5 ml/kg por minuto de O2
60% da frequência cardíaca máxima >> exercícios de baixa intensidade

-​ para ter certeza trabalhe apenas + 20 bpm da FCR (frequência


cardíaca em repouso)

●​ Fase II

OBJETIVOS: Melhorar a função cardiovascular , a capacidade física de


trabalho, força, endurance e flexibilidade. Trabalhar com o paciente e seus
familiares em um programa de manuseio e modificações do estilo de vida.
Melhora o perfil psicológico dos pacientes.
KARNOVEN:

Fcmáx: 208 - (0.7 x idade) MAIS UTILIZADA E MELHOR

FCM = 208 – (0.7 x IDADE)


FCM = 208 – (0.7 X 20)
FCMAX = 194 BPM

FCTmáx : FCR + X% (FCmáx - FCR) , sendo:

FCTmáx : frequência cardíaca máxima de treinamento


FCR : frequência cardíaca em repouso
X% : percentual FC desejada durante o treinamento

60 - 70% da frequência cardíaca máxima > tratamento inicial (leve)


limite >> 90%

Em caso de medicamentos como betabloqueadores, o valor do X deve ser


calculado:

X% = Y + 95,48/9,74
sendo Y: a dose do medicamento por dia
o resultado da conta é a nova Frequência cardíaca máxima

Seleção dos Pacientes:


- IAM (infartos)
- CRVM (cirurgia de revascularização do miocárdio >> pontes que podem ser
da veia safena ou artérias mamárias) ou angioplastia (desobstrução das
coronárias)
- Angina estável

A sessão de tratamento deve constar : aquecimento, condicionamento e


resfriamento
●​ Fase III e IV
Em reabilitação cardíaca não existe exercício isométrico pois ele aumenta o
esforço cardíaco.

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