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Dispareunia3 C

A dispareunia é uma dor durante a relação sexual, com causas que incluem condições físicas e emocionais. A condição afeta a saúde física e psicológica das mulheres, podendo ser classificada em dispareunia primária e secundária, além de tipos superficiais e profundos. O tratamento envolve abordagens cirúrgicas e fisioterapêuticas, com ênfase na importância de uma equipe multidisciplinar.

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Dispareunia3 C

A dispareunia é uma dor durante a relação sexual, com causas que incluem condições físicas e emocionais. A condição afeta a saúde física e psicológica das mulheres, podendo ser classificada em dispareunia primária e secundária, além de tipos superficiais e profundos. O tratamento envolve abordagens cirúrgicas e fisioterapêuticas, com ênfase na importância de uma equipe multidisciplinar.

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ESTAGIO SUPERVISIONADO

ATENÇÃO BÁSICA

DISPAREUNIA

Discente: Gerson Alves de Andrade


Docente: Jeanne Merlo
Preceptor: Maurício Filho Travain

ARAPONGAS 2025
• CONCEITO

 A dispareunia é uma dor causada durante a relação sexual e suas causas


são variadas, incluindo condições físicas como infecções, endometriose,
alterações hormonais, cicatrizes pós-cirúrgicas e fatores emocionais como
estresse e ansiedade. (Sorensen, 2018)
• EPIDEMIOLOGIA

 De acordo com Matthes (2019), de 30% das mulheres que relatam dor pélvica
durante consultas ginecológicas, 50% delas relatam dispareunia. Estudos
apontam que a condição pode afetar não apenas a saúde física das mulheres,
mas também seu bem-estar psicológico, prejudicando a qualidade de vida e o
relacionamento íntimo.
• CLASSIFICAÇÃO:

 A dispareunia, pode ter duas classificações, dispareunia primária e


dispareunia secundária. A dispareunia primária é quando a mulher sente dor
desde a primeira relação sexual e ela permanece após o primeiro coito.
 secundária é dor que se manifestar depois de sua vida sexual já ativa, isto é, a
mulher não tinha histórico de dor ou desconforto, mas após determinado tempo
ela passa a manifestar os sintomas, diz Sorensen et al. (2018).
• TIPOS:

 Dispareunia superficial: pode estar atrelada a patologias de base como


vaginismo, vestibulodínia, vulvodínia, lubrificação, distrofia vulvares, vaginites de
origem bactericida ou fúngicas e alterações de índices de estrogênio.
 Dispareunia profunda: geralmente sua causa está associada a dor pélvica
crônica, endometriose, tumores pélvicos, infecções, procedimentos cirúrgicos
ginecológicos, aderências pélvicas e congestão pélvica. (Silva, 2018).
 Síndrome da Vagina Curta Relativa (SVCR), foi causa principal da dispareunia
profunda por conta da condição fisiológica dessa patologia que tem por
consequência vagina estreita, curta e com flexibilidade do canal vaginal limitada
De acordo com Brito (2021).
• FATORES DE RISCOS:

 Condições Ginecológicas: Doenças como endometriose e


infecções vaginais estão frequentemente associadas à dor
durante a relação sexual (Marques et al., 2017).
 Fatores Psicológicos: Distúrbios psicológicos, como ansiedade
e depressão, podem aumentar a percepção de dor durante o
intercurso sexual (Reichman et al., 2017).
 Parto Vaginal com Episiotomia: Mulheres que passaram por
episiotomia durante o parto vaginal têm maior risco de
dispareunia no pós-parto (Morrow et al., 2020). https://ge.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/endometriose-
o-que-e-sintomas-e-tres-exercicios-para-aliviar-a-dor.ghtml
• FATORES DE RISCO:
Ainda de acordo com Matthes (2019), algumas patologias de etiologias crônicas
são fatores de risco tais como:
 Diabetes
 Hipertensão
 Depressão
 Doenças cardíacas
 Anticoncepcional oral
 Menopausa
 Cirurgias ginecológicas
 Partos via vaginal e cesariana.
• ANATOMIA MUSCULAR:
Segundo Fraga (2021) os músculos estão interconectados com todas as
estruturas e dão sustentação aos ossos (púbis, ílio e ísquio) são compostos
por uma camada superficial que são os músculos perineais transversos,
profundo e superficial.

Músculos superficial:

 Corpo do períneo
 Bulboesponjoso
 Isquiocavernoso
 Transverso superficial do períneo

https://aendometrioseeeu.com.br
• MÚSCULOS PROFUNDOS:

 Puborretal
 Coccígeo
 Pubococcígeo
 Iliococcígeo
 Isquiococcígeo
• TESTE ESPECIFICOS:

Para Basson (2013):


 Avaliação da dispareunia com exame ginecológico de toque e inspeção visual.
 Dispareunia superficial: avaliação da região perineal e estruturas vulvares.
 Dispareunia profunda: toque ginecológico profundo, dor ao pressionar o colo do
útero é sinal positivo.

Segundo Silva (2018):


 Avaliação da força muscular perineal utilizando a escala Oxford Modificada.
Escala varia de 0 (ausência de resposta) a 5 (contração forte e eficaz).
 Fornece um entendimento detalhado da função muscular perineal.
TRATAMENTO CIRÚRGICO:

https://aendometrioseeeu.com.br/

 Cirurgia para Endometriose


O tratamento da endometriose pode ser cirúrgico ou medicamentoso, com a medicação
reduzindo os focos e a dor. (Nogueira, 2018).
 Cirurgia de Reparação do Assoalho Pélvico
Mulheres com prolapsos vaginais, útero ou bexiga podem se beneficiar da cirurgia de
reparação para restaurar o suporte dos órgãos pélvicos e aliviar a dor durante o sexo. (Bø
et al., 2019)
 Histerectomia pode ser uma opção cirúrgica para mulheres com dispareunia causada por
condições como endometriose ou fibromas uterinos. Esse procedimento pode aliviar a dor
sexual em alguns casos, mas os resultados variam conforme a causa da dor. A decisão de
realizar a cirurgia deve ser bem avaliada, considerando os riscos e benefícios. (Perry et al.,
2019)
• TRATAMENTOS FISIOTERAPÊUTICO:

A maioria dos artigos usa terapias manuais e eletroestimulação como


condutas fisioterapêuticas. Outras técnicas incluídas são: cinesioterapia,
biofeedback, cones vaginais. Resultados indicam melhora com
eletroestimulação e terapias manuais.
 Segundo Ferraz (2021) aponta a importância da equipe multidisciplinar
junto ao tratamento fisioterapêutico para a melhora geral do quadro, ela
enfatizou a importância do acompanhamento psicológico, visto que um
dos fatores principais de causa da dispareunia foi questões
biopsicossociais.
 Delgado et al. (2015) destaca a eletroestimulação com eletrodo
intravaginal (10Hz e 50Hz) para analgesia e fortalecimento muscular,
ajustada à sensibilidade da mulher. Também enfatiza a eficácia da terapia
manual no tratamento do assoalho pélvico, reduzindo a dor através do
relaxamento de pontos gatilhos.
https://hbfisio.commercesuite.com.br/dualpex-961
• OBJETIVOS:

 Reduzir algia pélvicas para relações sexuais


 Fortalecer a musculatura do assoalho pélvico
 Melhorar o controle voluntario músculo do assoalho pélvico
(MAP)
• ARTIGO:

 OBJETIVO: Investigar quais recursos fisioterapêuticos são utilizados nos tratamentos das
disfunções sexuais femininas.
 METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados da Scielo, Pubmed
e Bireme com as palavras chaves: fisioterapia, disfunções sexuais femininas, dispareunia,
vaginismo, anorgasmia, cinesioterapia, ginástica hipopressiva, eletroestimulação, biofeedback,
terapia manual e cones vaginais. Os artigos utilizados foram no período de 2015 a 2020.
 CONCLUSÃO: Nesta revisão, pode-se constatar que a fisioterapia dispõe de diversos recursos
para tratar as disfunções sexuais femininas. Dentre eles, destacam-se a cinesioterapia,
eletroestimulação, biofeedback, cones vaginais e terapias manuais
• REFERENCIAS

 BASSON, R. Dispareunia. In: MERCK. Manual MSD: versão para profissionais de saúde.
2013. Disponível em: https://encr.pw/jHBW5 . Acesso em: 29 mar. 2025.
 Barbosa AMP, Carvalho LR, Martins AMVC, Caldero, IMP, Rudge MVC. Efeito da via de
parto sobre a força muscular do assoalho pélvico. Rev Bras Ginecol Obstet.
2005;27(11):677-82. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032005001100008. Acesso em:
20 mar. 2025.
 Bø, Kari; Berghmans, Bary; Mørkved, Siv; et al (Orgs.). Front Matter. In: Evidence-Based
Physical Therapy for the Pelvic Floor (Second Edition). [s.l.]: Churchill Livingstone,
2015, p. i–iii. Disponível em:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B978070204443409988X. Acesso em:
20 mar. 2025.
 DELGADO, M. A.; FERREIRA, I.S.F.; SOUSA, M.A. De. Recursos fisioterapêuticos
utilizados no tratamento das disfunções sexuais femininas. Revista Cientificada Escola da
Saúde. Disponível em: https://encr.pw/VDyVa. Acesso em: 29 mar. 2025.
• REFERENCIAS
 FERRAZ, V. R. et al. Utilização de estratégias de alívio da dor durante trabalho de parto e parto pela
enfermagem. Ciência, Cuidado e Saúde, v. 22, 7 dez. 2023. Disponivel: https://encr.pw/FJutS . Acesso em: 29
mar. 2025
 Fraga, Mirian Vieira. Disfunções pélvicas em mulheres com endometrioseprofunda= Pelvic dysfunctions
in women with deep infiltrative endometriosis. 2021. Tese de Doutorado. Disponivel em:
http://repositorio.undb.edu.br/bitstream/areas/1250/1/LUANNY%20TAVARES%20SILVA.pdf . Acesso em: 29
de mar. de 2025
 MATTHES, A. Do. C. Abordagem Atual Da Dor Na Relação Sexual (Dispareunia). Revista Brasileira de
Sexualidade Humana. Disponível em: https://l1nq.com/QSmV4. Acesso em: 23 mar. 2025.
 Nogueira, Ariane Costa Rivelli et al. Tratamento da endometriose pélvica: uma revisão sistemática. Revista
Científica UNIFAGOC-Saúde, v. 3, n. 2, p. 38-43, 2018
 SILVA, A. Abordagem fisioterapêutica da dispareunia na mulher com Dor Pélvica Crônica: comparação entre
duas técnicas. Trial clínico, randomizado. Disponível em: https://l1nq.com/XqBer. Acesso em: 23 mar. 2025.
 SORENSEN, J. et al. Evaluation and treatment of female sexual pain: A clinical review. Cureus, v. 10, n. 3,
2018. Disponível em: https://l1nq.com/rNRT0. Acesso em: 23 mar. 2025.
Obrigado

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