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Fungos PDF

O documento aborda diversos tipos de fungos, incluindo cutâneos, subcutâneos e sistêmicos, detalhando suas características, modos de transmissão e formas de prevenção. Exemplos de micoses como criptococose, candidíase, histoplasmose e paracoccidioidomicose são discutidos, juntamente com diagnósticos e casos clínicos ilustrativos. O texto enfatiza a importância do diagnóstico laboratorial e a relação entre fungos e o estado imunológico do hospedeiro.

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joao pedo
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O documento aborda diversos tipos de fungos, incluindo cutâneos, subcutâneos e sistêmicos, detalhando suas características, modos de transmissão e formas de prevenção. Exemplos de micoses como criptococose, candidíase, histoplasmose e paracoccidioidomicose são discutidos, juntamente com diagnósticos e casos clínicos ilustrativos. O texto enfatiza a importância do diagnóstico laboratorial e a relação entre fungos e o estado imunológico do hospedeiro.

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FUNGOS

Ana Catarina Ribeiro


Gabriela Macacari
Livia Bittante
Mel Gouveia
Introdução

Tipos de fungos: cutânea; subcutânea; sistêmica e oportunista


Criptococose, Candidíase,
Ptiríase versicolor, Dermatofitoses, Aspergilose,
Candidíase Esporotricose, Criptococose, Pb-micose, Histoplasmose
Cromoblastomicose Histoplasmose e
Aspergilose
Introdução
Habitat dos fungos é o meio ambiente, tirando a Candida albicans
A sistêmica pode contaminar qualquer indivíduo, independente de seu estado
imunológico

Dimorfismo térmico: capacidade devido a temperatura de sofrerem alterações,


Importante para diagnóstico laboratorial

Meio ambiente: forma Na temperatura corporal:


filamentoso (bolor) forma leveduriforme
FUNGO FILAMENTOSO

Reprodução: divisão celular


Fungo com aspecto algodonoso, aveludado
Dimorfismo

Em relação a segmentação:
1- Hifa septada
2- Hifa cenocítica

Em relação à coloração azul lacto-fenol algodão:


1- Hifa hialina
2- Hifa demácea Imagem 1: hifa septada
Imagem 2: hifa cenocítica
FUNGO LEVEDURIFORME

Coloração de Nanquim: empregada para observar capsulas que envolvem leveduras


Levedura encapsulada e sem cápsula
Coloracao de GRAM para identificar se é filamentoso ou levedura

levedura encapsulada
Formas de prevenção:

Micose cutânea
Evitar utilização de roupas molhadas
Evitar exposição excessiva ao sol

1- Pitiríase versicolor
Malassezia furfur
Pode fazer parte da microbiota
normal da pele
Formas leveduriforme e filamentosa
(não é dimórfico) - hifa septada
hialina
Diagnóstico laboratorial:
preparações com KOH Placas escamosas de cor escura,
micológico direto marrom, rosa ou branca em
tronco, pescoço e abdômen
Tíneas
Micose cutânea Onicomicoses

2- Dermatofitoses
Filamentosos
Trichophyton sp.: pouco - hifas septadas hialinas
macronídeos e muito micronídeos (não dimórficos)
Epidermophyton sp.: apenas
macronídeos
Microsporum sp.: muito Transmissão através de
macronídeos e pouco micronídeo pessoas infectadas
Exercíco:

Um paciente de 25 anos de idade se apresentou a um dermatologista


com queixas de uma erupção cutânea pruriginosa e descamativa em seu
couro cabeludo. Ele relatou que notou a erupção pela primeira vez após
visitar uma piscina pública. A erupção consiste em lesões circulares,
vermelhas e descamativas com bordas elevadas. Na coloração de azul
lactofenol algodão são observadas hifas hialinas septadas, com poucos
micronídeos e muito macronídeos. Qual o agente mais provável?
Exercíco:

Um paciente de 25 anos de idade se apresentou a um dermatologista


com queixas de uma erupção cutânea pruriginosa e descamativa em seu
couro cabeludo. Ele relatou que notou a erupção pela primeira vez após
visitar uma piscina pública. A erupção consiste em lesões circulares,
vermelhas e descamativas com bordas elevadas. Na coloração de azul
lactofenol algodão são observadas hifas hialinas septadas, com poucos
micronídeos e muito macronídeos. Qual o agente mais provável?
R: Microsporum
Micose subcutânea
1- Cromoblastomicose
Fungos escuros (demáceos): hifademáceas
septadas
Transmissão: inoculação traumática;
via penetração, implantação,
Lesões nodulares ou papulares, mais
comum nos membros inferiores
Patogenicidade: Produção de melanina Lesões focadas nos membros
inferiores
Micose subcutânea
2- Lobomicose
Lacazia loboi

Atinge pessoas com atividades na


floresta
Inoculação traumática do fungo
Lesões nodulares isoladas e
coalescentes (queloide) --> localiza-se na Lesões no pavilhão auricular
orelha e nos membros
OBS: endêmico na região da Amazônica
Prevenção: zoonoses; tratar os

Micose subcutânea animais acometidos; uso de roupas


adequadas para manusear jardins

3- Esporotricose
Sporothrix schenckii ou Sporothrix brasiliensis
Fungo Dimórfico (ambiente filamentoso
e no animal/humano levedura)
Transmissão: Espinhos/Felinos -->
gatos afiam garras em árvores --> fungo
coloniza o animal --> arranhão ou
mordida no humano/outro animal
Clínica: forma cutâneo linfática (pápula
surge no local de inoculação e segue via Diagnóstico: exame direto; cultura;
vasos linfáticos) histopatológico (biópsia) e sorologia
Exercíco:

Paciente do sexo feminino, 33 anos, procurou Unidade de saúde da família


queixando-se de lesão ulcerada dolorosa e pruriginosa em dedo da mão
direita há 1 mês, sem melhora após uso de antibiótico. Refere que havia
passado a apresentar "caroços"em antebraço direito. Associava surgimento
da lesão à perfuração com pedaço de madeira no quintal de casa. Qual é a
doença e seu agente?
Exercíco:

Paciente do sexo feminino, 33 anos, procurou Unidade de saúde da família


queixando-se de lesão ulcerada dolorosa e pruriginosa em dedo da mão
direita há 1 mês, sem melhora após uso de antibiótico. Refere que havia
passado a apresentar "caroços"em antebraço direito. Associava surgimento
da lesão à perfuração com pedaço de madeira no quintal de casa. Qual é a
doença e seu agente?

R. Esporotricose
Histoplasmose
Histoplasma capsulatum

Fungo dimórfico

Levedura dentro do macrófago

Pontos epidêmicos: galinheiros, grutas

Modo de transmissão: inalação do fungo

Hifas hialinas septadas c/ macronídeos tuberculados e


micronídeos
Histoplasmose
Histoplasmose em
Imunocompetente
Histplasmose pulmonar crônica
Primo-infecção assintomática Infecção pulmonar aguda
cavitária

Corresponde a primo-infecção
sintomática
Homens acima de 50 anos
Não determina alterações Em geral, apresenta regressão
clínicas no hospedeiro espontânea Antecedentes de DPOC ou outras
doenças pulmonares crônicas
Em imunocomprometidos graves, pode
evoluir para a forma disseminada aguda
Histoplasmose em
Imunocomprometido
Histoplasmose Disseminada Histoplasmose Disseminada
Histoplasmose Disseminada Subaguda
Aguda Crônica

Ocorre em pacientes com


Pode ocorrer na primeira
imunodeficiência leve
infância, neoplasias e SIDA
Semelhante a histoplasmose (alcoolismo, diabetes, linfomas,
disseminada aguda, porém com evolução corticoterapias)
Quadro clínico: febre elevada,
mais prolongada e deterioração mais
hepatoesplenomegalia,
lenta do estado geral Lesões mucosas são observadas
adenomegalia, pancitopenia
em 90% dos casos
Exercício
Sexo masculino, natural e procedente de Jacobina-BA,engenheiro civil.
Paciente asmático, procurou o serviço de saúde do seu município com
queixa de tosse compulsiva há duas semanas. Refere evolução do
quadro de tosse, progredindo de seca para com expectoração mucosa
na última semana. Relata que há uma semana cursa com febre de 37,5
graus. Relata viagem à Chapada Diamantina, há 40 dias, com duração de
2 semanas e relata passeios a cavernas e grutas

A) Qual o agente causador da doença?

B) Descreva as possíveis complicações em


imunocomprometidos
Exercício
Sexo masculino, natural e procedente de Jacobina-BA,engenheiro civil.
Paciente asmático, procurou o serviço de saúde do seu município com
queixa de tosse compulsiva há duas semanas. Refere evolução do
quadro de tosse, progredindo de seca para com expectoração mucosa
na última semana. Relata que há uma semana cursa com febre de 37,5
graus. Relata viagem à Chapara Diamantina, há 40 dias, com duração de
2 semanas e relata passeios a cavernas e grutas
A) Qual o agente causador da doença?
Histoplasma capsulatum

B) Descreva as possíveis complicações em imunocomprometidos


Pancitopenia, hepatoesplenomegalia, adenomegalia
Paracoccidioidomicose
Paracoccidioides brasiliensis
Fungo dimórfico; micose sistêmica
Mais comum em homens (de 30 aos 50 anos)
Associada ao ambiente rural --> lavoura de café e tatu
Fisiopatologia: inalação de conídios --> alvéolo pulmonar --> disseminação
linfática e hematogênica

Forma aguda Forma crônica


Crianças e adolescentes Adultos com +30 anos
Rápida evolução (1 a 2 meses) Maioria dos casos
Dissemina para corpo todo Progressão lenta (6 meses)
Febre, adenomegalia e Acomete pulmão, laringe (fibrose), pele,
hepatoesplenomegalia mucosas oral e nasal; lesões moriformes
Acomete órgãos ricos em na cavidade oral (localizadas)
macrófagos Casos graves: adrenais; ossos; SNC
Padrao Th2 Padrao Th1
Paracoccidioidomicose
Diagnóstico
Radiológico: padrão em “asa de borboleta”

Sorologia Sequelas:
1- Fibrose Pulmonar

Micologia: biópsia das lesões (encontra levedura) “mickey”


2-Microstomia

3-Insuficiência Adrenal
Exercício

CM, 53 anos, sexo masculino, negro, trabalhador rural, reside no sul de MG,
procurou pneumologista devido a tosse seca há 3 meses. Paciente refere tosse
não produtiva associada a febre baixa diária há 3 meses, aferida com termômetro
axilar chegando ao máximo de 38 graus. Além disso, apresentou prostação e
inapetência. Relatou também aparecimento de lesões nasais e orais com aspecto
moriforme

A)Qual o possível agente causador da doença

B) Qual a forma clínica o paciente apresenta


Exercício

CM, 53 anos, sexo masculino, negro, trabalhador rural, reside no sul de MG,
procurou pneumologista devido a tosse seca há 3 meses. Paciente refere tosse
não produtiva associada a febre baixa diária há 3 meses, aferida com termômetro
axilar chegando ao máximo de 38 graus. Além disso, apresentou prostação e
inapetência. Relatou também aparecimento de lesões nasais e orais com aspecto
moriforme

A)Qual o possível agente causador da doença

B) Qual a forma clínica o paciente apresenta


A)Qual o possível agente causador da doença?
Paracoccidiodes brasiliensis

B) Qual a forma clínica o paciente apresenta?


Forma crônica
Criptococose
Criptococcus neoformans: imunossuprimidos
Criptococcus gatti: imunocompetentes
Mais comum em homens (de 30 aos 50 anos)
Micose sistêmica e oportunista
Forma infectante: Levedura com brotamento e cápsula

Neoformans: Gatti:
Zona urbana e rural (Sul e Sudeste) Região da Amazônia --> restos vegetais
Oportunista de eucalipto
Habitat: fezes de pombos Sistêmica (imunocompetente)
Levedura envolta por cápsula -->
visível com tinta nanquim
Criptococose
Patogenicidade: contato com pombo ou eucalipto; há inalação de
conídios; disseminação linfática ou hematogênica no corpo
Virulência: termo tolerância; cápsula espessa; produção de melanina
(fator antifagocítico)
Pode haver reativação secundária de uma infecção latente
Formas clínicas:
Pulmonar: Neurotropismo: Disseminada:
Nódulo solitário Forma + comum Comprometimento
Tosse; febre; dispneia Meningite em do SNC envolvendo
Hemoptise; perda ponderal imunossuprimidos 2 ou mais órgãos
(pulmão e pele, por
exemplo)
Diagnóstico: exame micológico; líquor
com tinta nanquim; teste sorológico;
suspeita clínica;
Exercício

Paciente sexo masculino, 36 anos, portador de HIV mas nunca aderiu ao


tratamento, chega ao prontoatendimento relatando febre, cefaleia intensa e
vômitos em jato há 1 dia. Sobre o caso clínico, responda:

A)Qual o agente causador da doença?

B) Qual a forma clínica do agente é encontrada no ambiente?


Exercício

Paciente sexo masculino, 36 anos, portador de HIV mas nunca aderiu ao


tratamento, chega ao prontoatendimento relatando febre, cefaleia intensa e
vômitos em jato há 1 dia. Sobre o caso clínico, responda:

A)Qual o agente causador da doença?


Cryptococcus neoformans

B) Qual a forma clínica do agente é encontrada no ambiente?


Levedura encapsulada (não há dimorfismo térmico)
Aspergilose
Aspergillus fumigatus

Fungo filamentoso com hifas septadas hialinas

Macroscopia: aspecto aveludado de cor esverdeada

Coloração lactofenol azul-algodão - hifas septadas hialinas

Transmissão: inalação de conídeos em construcões, sistemas de


ventilação contaminados, sistema de água contaminado
Aspergilose
Aspergilose Broncopulmonar
Aspergilose Angioinvasiva Aspergilose Pulmonar Crônica
Alérgica

Pacientes transplantados de
Infecção focal localizada
medula óssea e em esquemas de
Associada a destruição das vias
quimioterapia (imunodeprimidos)
Aspergilose esta presente em lesões aéreas
pulmonares prévias, comum em
Pulmões e seios da face são os
pacientes com Tuberculose Imunoglobulina E
principais acometidos

Massa arredondada dentro de uma Se tratada inadequadamente, o


Imagens do tórax aparecem sinal
cavidade dano pulmonar permanente
do halo crescente
progride para fibrose
Bola fúngica
Parede de galactomanana
Exercício

Paciente sexo feminino, 34 anos, em sua quarta semana de


quimioterapia para tratamento de um câncer de mama, começa
a apresentar cefaleia, dores na região dos seios da face, coriza
e febre. Sobre o caso clínico, responda:

A) Qual o agente causador da doença?


B) Qual a forma da doença é encontrada na paciente?
C) Qual forma do fungo é encontrada no ambiente?
Exercício
Exercício
Paciente sexo feminino, 34 anos, em sua quarta semana de
quimioterapia para tratamento de um câncer de mama, começa
a apresentar cefaleia, dores na região dos seios da face, coriza
e febre. Sobre o caso clínico, responda:

A) Qual o agente causador da doença?


Aspergillus fumigatos
B) Qual a forma da doença é encontrada na paciente?
Aspergillus é Angioinvasiva
C) Qual forma do fungo é encontrada no ambiente?
Exercício
Filamentosa (não é termodimorfico)
Candidíase
Levedura com pseudo - hifas // levedura oval com broto simples
Candida albicans
Oportunista e sistêmica
Colonização: microbiota normal; trato intestinal; genital feminino e
respiratório
Fatores predisponente: idade; gestação; imunodepressão
Manifestações clínicas:

Cutâneo mucosa: Disseminada: Esofágica:


Vagina; unhas Fungo na corrente Acomete pacientes
sanguínea com HIV / AIDS
Orofaringe
Imunossupressão
Regiões de dobras cutâneas
Febre, calafrios,
Vulvovaginite choque séptico
Quelite angular Diagnóstico: presença de leveduras e
Via endógena pseudo - hifas; avaliação clínica; fatores
de risco; cultura das lesões
Exercício

Paciente sexo masculino, 34 anos, HIV positivo que se recusou a fazer


tratamento, chega ao pronto atendimento queixando-se de disfagia. No
exame endoscópico digestivo, foi encontrado placas esbranquiçadas ao
longo do esôfago. Sabendo que o agente é um fungo, responde:

A)Nome do agente mais provável.

B) Qual a forma encontrada no paciente?


Exercício

Paciente sexo masculino, 34 anos, HIV positivo que se recusou a fazer


tratamento, chega ao pronto atendimento queixando-se de disfagia. No
exame endoscópico digestivo, foi encontrado placas esbranquiçadas ao
longo do esôfago. Sabendo que o agente é um fungo, responde:

A)Nome do agente mais provável.


Candida albicans

B) Qual a forma encontrada no paciente?


Fungo leveduriforme com pseudo - hifas
Bons estudos!

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