0% acharam este documento útil (0 voto)
12 visualizações48 páginas

Tuberculose 2025 1

O documento aborda a tuberculose, detalhando sua etiologia, epidemiologia, patogenia e sinais clínicos em diferentes espécies animais. Destaca a importância do Mycobacterium bovis e M. tuberculosis, além de discutir o controle e erradicação da doença através de programas de saúde pública. O tratamento de animais infectados é desaconselhável, e a profilaxia inclui medidas como pasteurização do leite e vacinação em humanos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
12 visualizações48 páginas

Tuberculose 2025 1

O documento aborda a tuberculose, detalhando sua etiologia, epidemiologia, patogenia e sinais clínicos em diferentes espécies animais. Destaca a importância do Mycobacterium bovis e M. tuberculosis, além de discutir o controle e erradicação da doença através de programas de saúde pública. O tratamento de animais infectados é desaconselhável, e a profilaxia inclui medidas como pasteurização do leite e vacinação em humanos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

TUBERCULOSE

GLÊNIA CAMPOS

[email protected]

CENTRO UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS


JUIZ DE FORA / CAMPUS GRANJAS BETHÂNIA
ETIOLOGIA

• Mycobacterium sp.

• Classe Actinomycetes

• Família Mycobacteriaceae

• Gêneros próximos: Nocardia, Rhodococcus e

Corynebacterium
ETIOLOGIA

Complexo M. tuberculosis:
• M. tuberculosis
• M. bovis
• M. bovis subespécie caprae
• M. africanum
• M. microti
• M. pinnipedii

Micobactérias atípicas: complexo MAIS (M. avium,


M.intracellulare e M. scrofulaceum)
3 espécies contribuem para manutenção
da doença

Bovinos e Domésticos
M. bovis bubalinos e Silvestres
Ser humano

M. Ser humano
Bovinos
Cão e gato
tuberculosis Sem doença

M. avium Várias aves


ETIOLOGIA

• São bacilos curtos, aeróbios, imóveis, não capsulados,


não flagelados, de aspecto granular quando corados.
• Medem 0,5 a 7 μ de comprimento e 0,3 μ de largura.
• São álcool-ácido-resistentes
EPIDEMIOLOGIA

• Fonte de infecção: ANIMAL INFECTADO


• Forma de introdução: AQUISIÇÃO
• Espécies = reservatórios da doença
• Ser humano: eventual fonte de infecção
• Eliminação: ar expirado, fezes, urina, leite, sêmen e
outros fluidos de acordo com o órgão afetado
(A ELIMINAÇÃO OCORRE ANTES DOS SINAIS
CLÍNICOS)
EPIDEMIOLOGIA

Porta de entrada:

• Via respiratória (inalação)

• Via digestiva (ingestão)

• Via Genital (coito e transplacentária)

• Via cutânea (objetos contaminados)


EPIDEMIOLOGIA

• Qualquer idade, sexo e raça


• Manutenção da infecção:
▪ Tipo do rebanho
▪ Tamanho
▪ Densidade
▪ Manejo
▪ Sanidade
EPIDEMIOLOGIA
ANIMAL M. bovis M. tuberculosis M. avium

Bovinos Aerógena, oral, Contato homem


congênita e coito doente

Suínos Oral, aerógena, Contato homem


cutânea doente

Equinos Oral, aerógena, Contato homem


cutânea doente Oral (água e
alimentos
Cães Oral e aerógena Contato homem contaminados
doente/ aerógena com fezes de
Gatos Oral, aerógena, Contato homem aves doentes)
cutânea doente/ aerógena

Ovinos Aerógena Contato homem


doente
Caprinos Aerógena Contato homem
doente
EPIDEMIOLOGIA
ANIMAL M. bovis M. tuberculosis M. avium

Bovinos Aerógena, oral, Contato homem


congênita e coito doente

Suínos Oral, aerógena, Contato homem


cutânea doente

Equinos Oral, aerógena, Contato homem


cutânea doente Oral (água e
alimentos
Cães Oral e aerógena Contato homem contaminados
doente/ aerógena com fezes de
Gatos Oral, aerógena, Contato homem aves doentes)
cutânea doente/ aerógena

Ovinos Aerógena Contato homem


doente
Caprinos Aerógena Contato homem
doente
PATOGENIA

Infecção ocorre em três estágios:

• Infecção (tuberculose primária)

• Latência/ disseminação

• Reativação
PATOGENIA: Via Respiratória
Ingresso no organismo

Multiplicação na porta de entrada

Fagocitose (macrófagos)

Parênquima pulmonar

Multiplicação

Linfonodo mediastino

COMPLEXO PRIMÁRIO COMPLETO


PATOGENIA: Via Digestiva

Ingresso no organismo

Multiplicação na mucosa intestinal

Linfonodos mesentéricos

COMPLEXO PRIMÁRIO INCOMPLETO


FISIOPATOLOGIA DA TUBERCULOSE
BOVINA
• Ingresso no organismo
• Fagocitose por macrófagos
• Aporte de macrófagos e linfócitos
• M. bovis transportados impedem a formação
de fagolisossomos
• Multiplicação dentro dos macrófagos
• Transporte pelos macrófagos
• Linfonodos satélites
• Multiplicação nos linfonodos satélites – 7 a 10
dias pós-infecção
• Início da sensibilização dos linfócitos T - 15 dias
pós-infecção
FISIOPATOLOGIA DA TUBERCULOSE
BOVINA
Locais de multiplicação

Predomínio de macrófagos e linfócitos no foco


Células epitelióides Células gigantes de Langhas
(macrófagos modificados) (macrófagos policariontes)

Foco necrótico caseoso no centro da formação celular


Proliferação de fibroblastos
Formação de cápsula da natureza colágena
Tubérculo típico – 4 a 6 semanas pós-infecção
O tubérculo

• Os granulomas são constituídos por uma parte


central (área de necrose de caseificação)
circundada por células gigantes (células
epitelióides; fibroblastos; linfócitos e macrófagos).

• A necrose de caseificação ocorre para conter o


crescimento bacteriano (O animal destrói seus
próprios tecidos)
FISIOPATOLOGIA DA TUBERCULOSE
BOVINA

• Evolução de 6 a 8 semanas pós-infecção


- Sensibilização de linfócitos T CD4 e CD8
- Sensibilização do organismo do hospedeiro
- Resposta a testes de tuberculinização
- Hipersensibilidade tardia tipo IV

• Importância: Podemos nos antecipar a tuberculose


FISIOPATOLOGIA DA TUBERCULOSE
BOVINA
Componentes da parede celular do M bovis

Prejuízo da Sobrevivência no citoplasma de


fagocitose macrófagos

Impedimento da Resistência e Multiplicação no


formação distribuição pelos interior do
macrófagos macrófago
do fagolisossoma

Tuberculose Estabelecida

Bovinos
processo de evolução crônica progressiva
Não há cura clínica e bacteriológica
A infecção pode assumir 2 formas:

• FORMA MILIAR: Ocorre de forma abrupta e maciça com


entrada de um grande número de bacilos na circulação

• FORMA PROTRAÍDA: É a mais comum. Ocorre por via


linfática ou hematogênica, acometendo o próprio pulmão,
linfonodos, fígado, ossos, úbere, SNC e serosas.
TUBERCULOSE BOVINA

• Via aérea
• M.bovis, M.tuberculosis
• Inaparente, pneumonia, emagrecimento, miliar
Tuberculose Suína

• Via digestiva

• M.bovis, M.tuberculosis

• Restos de alimentos, soro de leite

• Inaparente, pneumonia, emagrecimento, lesões em


linfonodos digestivos
Tuberculose em outras espécies

• Via digestiva ou aérea

• M. bovis, M. tuberculosis

• Cão e gato: muito resistentes

indicadores de alta
contaminação
• Macacos: M.tuberculosis
Tuberculose em outras espécies

• As espécies animais (suínos, equinos, cães, gatos,


ovinos e caprinos) não desenvolvem todas as fases da
evolução da tuberculose, sendo que o processo
tuberculoso fica limitado ao período de infecção primária:
- Suínos, eqüinos e carnívoros (amigdalas, mucosa
entérica ou cutânea)
- Em felinos as lesões nas conjuntivas (arranhões)
- Ovinos e caprinos (pulmões)
Sinais clínicos

• De acordo com o grau da lesão tecidual, aparecem


como manifestações reacionais do corpo, processos de
proliferação e de exsudação, prevalecendo uma reação
específica:
1. Temperatura oscilante
2. Estado nutricional ruim (órgãos respiratórios e digestivos)
3. Tosse
4. Respiração acelerada e dificultosa
5. Afecção dos gânglios linfáticos da axila
6. Afecção da laringe tosse dolorosa, convulsiva e
dificuldade de deglutição. Se avançada, apresenta
estertores, roncos e asfixia
Sinais clínicos

7. Mucosas pálidas, olhos fundos e sem brilho


8. Timpanização (linfonodos mediastínicos)
9. Dispnéia intensa: cotovelos p/ fora e cabeça estendida = óbito
10. Pericárdica: ruídos de roçamento; tonos fracamente
perceptível
11. Peritoneal: frigidez e esterilidade
12. Linfonodos hipertrofiados
13. Ulcerações na faringe, palato duro e superfície da língua
(Raros)
Sinais clínicos

14. Intestinal: cólicas; diarréia e constipação alternantes


15. Fígado e baço: hipertrofiados
16. Gânglios linfáticos da pele e tecido subcutâneo
(bilateral) – indolores de aspecto tumoral sem estarem
aderidos à pele.
17. Epidídimo: tubérculo indolor – corpo comum
18. Vulvar: nódulos moles (ervilha)
Sinais clínicos

19. Uterina: aborto, esterilidade, falhas no cio (fluxo vaginal


turvo e mucopurulento com flóculos brancos ou amarelados)
20. Mamária: mastite (casos avançados)
21. Cerebrais: espanto, marcha insegura, rigidez de membros,
convulsões e perda de sensibilidade.
22. Medula espinhal: rigidez de cauda, paraplegia ou
paraparesia
23. Olhos: nódulos na íris e corpo ciliar – turvação e aderância
– Massa caseosa
24. Óssea: costelas hipertrofiadas com fístulas – inflamações
dolorosas com transtorno funcional
Tratamento DE ANIMAIS

• É NECESSÁRIO O SACRIFÍCIO DOS ANIMAIS


Tratamento de animais

• Desaconselhável do ponto de vista de Saúde Pública -


alta frequência de mutações das micobactérias

• Trabalhos propondo tratamento em bovinos com


Isoniazida: Seleção de cepas resistentes

• Resistência de M.bovis à Pirazinamida

• Resíduos no leite
Programa Nacional de Controle e
Erradicação da Brucelose e Tuberculose
PNCEBT

• Adesão voluntária

• Exame clínico

• Tuberculina (aviária e bovina)

• Abate dos positivos


Tuberculina

• Reação alérgica

• Infecção por micobactérias

• Inoculação de proteínas de micobactérias,

• BCG ou micobactérias inativadas

• Não indica imunidade, nem tem relação com a extensão


da infecção
Tuberculina

• PPD bovino ou PPD aviário - 0,1 mL intradérmico

• Cervical mais sensível que a caudal

• Leitura após 72 horas (+/- 6 h)

• Dupla comparativa - aplicação dos dois PPDs, diferenciar


reações inespecíficas (AVIÁRIA E BOVINA)
Prova Cérvico-escapular simples
Interpretação
• Medida da dobra da pele no dia da leitura menos a
medida no dia da aplicação
Prova Cérvico-escapular comparada
Interpretação
•Diferença da medida no local do PPD
mamífero e aviário
Tuberculina

• PNCEBT: Prova Caudal

• Apenas para propriedades de corte, monitoramento

• Comparação da prega inoculada com a prega

oposta

• Qualquer aumento = REAGENTE


Profilaxia

• Zoonose: controle/erradicação M.bovis


• Pasteurização do leite
• Vacina BCG em humanos
• Educação e controle em populações de
risco: HIV, etílicos, baixa renda.
Profilaxia
Micobactérias atípicas

• Complexo M.avium
• Zoonose?
• Importância: infecções HIV positivos
• Veterinária: condenações de suínos por linfadenites
• Reações inespecíficas à tuberculina
Paratuberculose

• M.avium paratuberculosis
• Zoonose?
• Veterinária: Doença de Johne
• Humanos: Doença de Crohn?
• Leite como veículo?
IMAGENS PPD
IMAGENS PPD
PPD em suínos

Reação positiva (grumos de cor marrom)


ao teste de imunoperoxidase em linfonodo
de suíno com linfadenite.
PPD em suínos

Suíno infectado com MAC. Reação


positiva às tuberculina aviária (orelha
direita) e bovina (orelha esquerda). Note
que a reação à tuberculina aviária é maior
e mais grave (necrose).
PPD em suíno
Diagnóstico em suíno
Controle

• Conhecimento da situação sanitária do rebanho


• Identificação das fontes de infecção (tuberculina)
• Abate dos animais reagentes
• Exame clínico para identificar anérgicos
• Aquisição (Testar na origem e retestar após 60 d)
• Adquirir animais de propriedades LIVRES. Obs: Em rebanhos
fechados o risco de infecção é menor
• Monitorar a saúde dos trabalhadores
Controle

• Controle de reservatórios (domésticos, sinantrópicos e

silvestres)

• Instalações adequadas (ventilação e luz solar direta)

• Desinfecção periódica (bebedouros e cochos) com cloro,


fenol, formol ou cresol.

• Abolir o uso do leite de vacas reagentes.


Controle

• Monitoramento do rebanho:
- Abate e inspeção de carne;
- Controle de trânsito e participação em exposições e feiras

• Inspeção de produtos de origem animal para consumo


humano (pasteurização ou esterilização de leite e derivados)
TRADIÇÃO E QUALIDADE EM EDUCAÇÃO

Você também pode gostar