Faculdades Integradas de Fernandópolis – FIFE
Fundação Educacional de Fernandópolis – FEF
DISCIPLINA
SEMIPRESENCIAL
DE
POLÍTICAS
AMBIENTAIS
FERNANDÓPOLIS, 2020
AULA 1 – POLÍTICAS AMBIENTAIS
Para começo de conversa:
Você sabe o que é Educação Ambiental? Qual é a sua finalidade?
E o que seria desenvolvimento sustentável? Será possível atingir este tipo de
desenvolvimento?
Se toda a população mundial consumisse no mesmo nível dos Estados Unidos, da Inglaterra
e da França os recursos naturais seriam suficientes?
Quais são os principais problemas ambientais na atualidade?
Por que os problemas ambientais se multiplicaram com grande velocidade a partir do século
XX?
Essas e outras e outras questões serão discutidas ao longo das aulas desta disciplina. Fique
atento!
Olá caro aluno!
Estamos iniciando o Curso da disciplina Educação Ambiental. Espero que possamos,
através da interação, atingir nossos objetivos. Trata-se de uma disciplina de suma importância,
já que a questão ambiental diz respeito a toda a sociedade humana, independentemente da
profissão que cada um abrace.
Dentro desta perspectiva, discutiremos os determinados assuntos numa proposta na qual a
interatividade possa nos conduzir por caminhos que nos levem à adoção da Educação
Ambiental.
Dessa maneira, como formadores de opinião, estaremos contribuindo para a defesa de um
desenvolvimento sustentável do ponto de vista ambiental, o que implica em melhor qualidade
de vida para a nossa sociedade e para as gerações futuras.
Vivemos uma sociedade caracterizada por um modelo socioeconômico cuja essência
estimula, entre outras práticas, o consumismo e, por consequência, o “ter” se torna mais
importante que o “ser”. Assim, a cultura do consumismo produz uma visão economicista e
imediatista em relação ao atendimento de suas necessidades, colocando o meio ambiente a
serviço do homem.
Ignorando as relações entre os diversos fatores naturais, determina-se, de modo
acelerado, a degradação do meio, o que significa aniquilação das possibilidades de
continuidade das condições de sobrevivência da nossa sociedade e, sobretudo, das gerações
futuras.
Há que se destacar ainda as desigualdades regionais e sociais de desenvolvimento.
Aproximadamente 1 bilhão de pessoas vivem com uma renda inferior a 2 dólares diários.
Isso também é um enorme problema ambiental já que inviabiliza a satisfação das necessidades
diárias de sobrevivência, mesmo em condições mínimas.
As desigualdades representam o excesso de consumo por parte de uns e a
impossibilidade de grande parte da população global ter acesso à água tratada, serviço de
saneamento, alimentação adequada, tratamento de saúde, escolaridade e outros itens
necessários ao atendimento das necessidades básicas.
Portanto, é urgente repensar os modos de vida para que ocorra o desenvolvimento com a
garantia da exploração do meio ambiente de forma sustentável. Neste sentido, a adoção de
práticas compatíveis com a Educação Ambiental é fundamental para que possamos dar nossa
contribuição individual e coletiva para um mundo melhor em sentido amplo, nas esferas
econômica, social e ambiental.
Um grande abraço!
Prof. Angelo R. Veiga
VOCÊ É REFLEXO DO SEU AMBIENTE!
Em 1968, o astronauta William Anders, a bordo da nave Apollo 8, em órbita da Lua
fotografou a Terra vista do espaço. Pela primeira vez a humanidade pode ver sua casa
espacial, no todo: finita, pequena e bela.
Assim, vista de longe, podemos perceber como todos estamos igualmente envolvidos na
mesma viagem evolutiva pelo espaço. De longe, parece não haver fronteiras, diferenças raciais,
religiosas, econômicas, políticas e sociais.
Vista assim, suspensa, no espaço, flutuando,
tomamos consciência das nossas limitações e
da grandiosidade do projeto de vida cósmica do
qual fazemos parte.
“A 258 km da superfície da
Terra podemos observar os
rasgões nas florestas, a
expansão urbana e a
poluição dos oceanos. A
maioria das pessoas não
tem ideia do grau de
destruição ambiental. De lá de cima, a gente olha em redor e vê uma devastação
mundial. (M. Runco, astronauta americano, ônibus espacial, 1993/1999)”.
Na verdade, cada átomo, molécula, tecido do nosso corpo, vem da Terra, por meio da
alimentação e respiração. Nosso corpo é um empréstimo da Terra. Utilizamos esse aglomerado
de matéria para nos comunicarmos. Somos uma extensão do planeta. Uma extensão que
pensa, vibra, evolui. Quando morremos, devolvemos todos os componentes materiais à Terra e
fechamos o ciclo. Começando tudo de novo.
A mistura de certos gases que respiramos da atmosfera, o equilíbrio da temperatura e da
umidade do ar, que nos circunda como uma segunda pele, o solo com a precisa proporção de
nutrientes e as fontes de água potável, são apenas alguns exemplos do complexo e
autorregulado sistema terrestre de manutenção da vida. Essas interações, em equilíbrio,
fornecem-nos alimentos, abrigo, e oportunidades para a evolução. Tais sistemas estão agora
ameaçados.
No entanto, o ser humano parece não ter compreendido isto. Ao desenvolver suas
atividades socioeconômicas, baseou-se numa relação predatória com a Natureza, gerando
inúmeros problemas ambientais. Poluímos o ar que respiramos, degradamos o solo que nos
alimenta, e contaminamos a água que bebemos. O ser humano parece não perceber que
depende de uma base ecológica para a sustentação de sua vida e de seus descendentes. Vive
como se fosse a última geração sobre a Terra.
(DIAS, G. F. Iniciação à temática ambiental. São Paulo: Gaia, 2002, p. 8, 9 e 10)
INTERFERÊNCIAS HUMANAS NOS ECOSSISTEMAS
Desde que os mais distantes antepassados do homo sapiens atual surgiram na Terra, há
mais de 1 milhão de anos, eles vêm transformando a natureza. No início, essa transformação
causava impacto ambiental irrelevante, seja pelo fato de haver uma pequena população
vivendo no planeta, seja por não dispor de técnicas que lhe permitissem fazer grandes
transformações no espaço geográfico. Nessa época, sua ação sobre o meio ambiente
restringia-se à interferência em algumas cadeias alimentares, ao caçar animais e colher
vegetais para seu consumo.
Com o passar do tempo, alguns grupos humanos descobriram como cultivar alimentos e
domesticar animais. Eles se fixaram em determinados lugares, tornando-se sedentários. Com a
revolução agrícola, há aproximadamente 10.000 anos a.C, o impacto sobre a natureza
começou a aumentar gradativamente, devido à derrubada de parte das florestas para permitir a
prática da agricultura e da pecuária. Além disso, a derrubada de matas proporcionava madeira
para a construção de abrigos mais confortáveis e a obtenção de lenha. A partir de então, alguns
impactos sobre o meio ambiente já começaram a se fazer notar: extinção de espécies animais
e vegetais; erosão do solo, resultante de práticas agrícolas impróprias; poluição do ar,
em alguns lugares, pela queima das florestas e da lenha; poluição do solo e da água, em
pontos localizados, por excesso de matéria orgânica.
Outro importante resultado da revolução agrícola e da sedentarização do ser humano foi o
surgimento das primeiras cidades, há mais ou menos 4.500 anos. Nessa época, os impactos
sobre o meio ambiente aumentaram gradativamente, mas sem nenhuma implicação além da
escala local.
Ao longo de séculos, os avanços técnicos foram muito lentos, assim como o crescimento
populacional. Os impactos sobre o meio ambiente eram sempre locais. Basta dizer que as
técnicas agrícolas e manufatureiras e o padrão de consumo de energia permaneceram
praticamente os mesmos desde a Antiguidade até o início dos tempos modernos.
Desde o surgimento do homem, a população mundial demorou milhares de anos para
atingir os 170 milhões de habitantes, no início da era cristã. Depois, precisou de "apenas" 1700
anos para quadruplicar, atingindo os 700 milhões às vésperas da Revolução Industrial. A partir
daí, passou a crescer num ritmo acelerado, atingindo quase 1,2 bilhão de pessoas por volta de
1850. Cem anos depois, em 1950, esse número já tinha dobrado novamente, atingindo
aproximadamente 2,5 bilhões de seres humanos. Desde então o crescimento foi espantoso. Em
1970, já éramos mais de 3,5 bilhões e, em 1990, mais de 5 bilhões de habitantes no planeta,
dobrando em menos de cinquenta anos. No ano 2000, ultrapassamos 6 bilhões de habitantes e
atualmente somos mais 7,8 bilhões.
Os números acima são impressionantes e levaram muitas pessoas a concluir que o
crescente aumento dos impactos ambientais na época contemporânea era resultado apenas do
acelerado crescimento demográfico. É importante perceber que, além do crescimento
demográfico, ocorreram avanços técnicos inimagináveis até então, que aumentaram cada vez
mais a capacidade de transformação da natureza.
Assim, o limiar entre o homem submisso à natureza e o que a controla é marcado pela
Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX. Nunca, até então, o ser humano tinha reunido
tamanha capacidade de transformação da natureza. Os impactos ambientais passaram a
crescer em ritmo acelerado, provocando desequilíbrios em escala regional e global.
É importante lembrar que os ecossistemas têm grande capacidade de regeneração e
recuperação ante eventuais impactos
esporádicos, descontínuos ou
localizados, muitos dos quais
decorrentes da própria natureza.
Contudo a agressão causada pelas
atividades humanas é contínua, não
dando tempo para que o ambiente se
regenere.
Assim, a humanidade coloca em
risco sua própria sobrevivência, em
função dos profundos desequilíbrios provocados por sua contínua interferência na natureza.
Dela dependem a sobrevivência de milhares de espécies dos diversos ecossistemas e a
sobrevivência humana. Daí a necessidade premente de se rediscutir o modelo de
desenvolvimento, o modelo de consumo, a desigual distribuição de riqueza e o padrão
tecnológico existentes no mundo atual.
A IMPORTÂNCIA DA QUESTÃO AMBIENTAL
Ao final da década de 1960, quando o mundo estava polarizado entre os blocos de
influência dos Estados Unidos e da União Soviética, os problemas ambientais começavam a
ser enfrentados no mundo ocidental, sobretudo na Europa, e os países comunistas ainda
buscavam acelerar seu processo de industrialização promovendo grandes agressões
ambientais.
A preocupação com o meio ambiente era vista como uma forma de os países
desenvolvidos impedirem o crescimento econômico dos países em desenvolvimento. Indira
Ghandi, Primeira Ministra da Índia, afirmou que “A pobreza é a pior forma de poluição”, e
acabou desempenhando um importante papel no enfoque da agenda da Conferência das
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em 1972.
No início da década de 1970, as principais correntes de pensamento sobre as causas da
degradação ambiental culpavam a busca incessante do crescimento econômico e a "explosão
demográfica" pelo aumento da exploração dos recursos naturais, pela poluição e pelo
desmatamento. Em 1971 foi publicado um estudo chamado Limites do Crescimento, realizado
por um grupo de cientistas de vários países que se reuniam com a intenção de estudar os
problemas mundiais e ficou conhecido como Clube de Roma. Esse estudo analisou cinco
variáveis: tecnologia, população, nutrição, recursos naturais e meio ambiente, concluindo
que o planeta entraria em colapso até o ano 2000 caso fossem mantidas as tendências de
produção e consumo vigentes. Para evitar o colapso, sugeriam a redução tanto do crescimento
populacional quanto do crescimento econômico, política que ficou conhecida como
"crescimento zero".
Imediatamente, os países em desenvolvimento contestaram essa política acusando-a de
ser muito simplista e considerar que todos os países eram homogêneos quanto ao consumo de
energia e matérias-primas. Embora tenha sido muito criticada, a política do "crescimento zero"
tornou pública a noção de que o desenvolvimento poderia ser limitado pela disponibilidade
finita dos recursos naturais.
Todos os seres humanos precisam satisfazer suas necessidades básicas de moradia,
alimentação, saúde, vestimentas e educação. Qualquer modelo de desenvolvimento que
impeça sua realização é insustentável tanto do ponto de vista social quanto ambiental, uma vez
que a manutenção da pobreza impede avanços no enfrentamento das questões ambientais. É
necessário redefinir os objetivos e estratégias de desenvolvimento, o que pressupõe um padrão
mais modesto de consumo entre a parcela mais rica da população mundial e novos paradigmas
para a sociedade como um todo.
CONCEITOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Durante toda a sua existência, o homem sempre provocou modificações junto ao meio
ambiente.
Entretanto, essas transformações eram pouco significativas se comparadas aos níveis
atuais. A partir do desenvolvimento do capitalismo, e, sobretudo, da Revolução Industrial, a
degradação se acelerou e tomou proporções alarmantes, o que vem gerando a expansão dos
problemas ambientais e a degradação da qualidade de vida.
Dessa forma, faz-se necessário a conscientização das autoridades competentes e de toda
a sociedade no sentido de adotar formas de desenvolvimento pautadas na procura da
sustentabilidade ambiental, o que justifica a difusão da Educação Ambiental.
Educação Ambiental é conceituada como um processo que visa desenvolver uma
população que seja consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que
lhe são associados, e que tenha conhecimentos, habilidades, atitudes, motivações e
compromissos para trabalhar individual e coletivamente na busca de soluções para os
problemas existentes e para a prevenção dos novos.
É a preparação de pessoas para a vida enquanto membros da biosfera (conjunto dos seres
vivos).
É o aprendizado para compreender, apreciar, saber lidar e manter os sistemas ambientais
na sua totalidade.
É aprender a ver o quadro global que cerca um problema específico, sua história, seus
valores, percepções, fatores econômicos e tecnológicos, e os processos naturais que o causam
e que sugerem ações para saná-lo.
Esses princípios levam à adoção de procedimentos compatíveis com a sustentabilidade
ambiental.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Conceituação de Desenvolvimento Sustentável de acordo com a Comissão Mundial sobre
Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), no Relatório Brundtland (1987):
“desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem
comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”
De acordo com o Relatório Brundtland, para que haja desenvolvimento sustentável faz-se
necessário atingir os seguintes objetivos: eliminar a pobreza com a retomada do crescimento,
sobretudo nos países subdesenvolvidos, mas também nos países ricos, em função da
interdependência econômica internacional; a mudança na qualidade do crescimento, a fim de
torná-lo menos intensivo no uso de matérias-primas e energia e mais equitativo em seus
impactos, mudança essa que precisa ocorrer em todos os países.
Para isso deve-se implementar as seguintes políticas de desenvolvimento:
Atender às necessidades essenciais de emprego, alimentação, energia, água e saneamento;
Manter um nível populacional sustentável;
Conservar e melhorar a base de recursos disponíveis;
Reorientar a tecnologia e administrar os riscos ambientais;
Incluir o meio ambiente no processo de tomada de decisões econômicas.
DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE
Sustentabilidade social: uma civilização com maior igualdade na distribuição de
renda e bens, reduzindo a distância entre ricos e pobres;
Sustentabilidade econômica: a eficiência econômica deve ser medida em termos
macros social e não através de critérios microeconômicos de rentabilidade
empresarial;
Sustentabilidade ecológica: obtida através da melhoria do uso dos recursos, com
a limitação do uso daqueles esgotáveis ou danosos ao meio ambiente; redução do
volume de resíduos e de poluição, por meio de conservação de energia e recursos e
da reciclagem; auto limitação do consumo por parte dos países ricos e dos
indivíduos; pesquisa em tecnologias ambientalmente mais adequadas e normas de
proteção ambiental;
Sustentabilidade espacial ou geográfica: configuração rural-urbana mais
equilibrada, com: redução de concentrações urbanas e industriais; proteção de
ecossistemas frágeis e criação de reservas para proteção da biodiversidade;
agricultura e agro silvicultura com técnicas modernas, regenerativas e em escalas
menores;
EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL
PRINCIPAIS PONTOS DA LEI N° 9.795/99 - POLITICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
“A Educação Ambiental é um componente essencial e permanente da educação:
nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis do processo
educativo, em caráter formal e não formal”.
Todos têm direito à Educação Ambiental. Os atores deste processo educativo
correspondem: ao Poder Público, às instituições educativas, aos órgãos integrantes do
SISNAMA, aos meios de comunicação de massa, às empresas e instituições públicas e
privadas através da capacitação dos trabalhadores visando à melhoria sobre o meio ambiente e
à sociedade como um todo.
Estes dispositivos da Lei são os responsáveis pela difusão das ideias de proteção do meio
ambiente.
SÃO OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
O desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e
complexas relações envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais,
econômicos, científicos, culturais e éticos;
A garantia de democratização das informações ambientais;
O estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e
social;
O incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do
equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor
inseparável do exercício da cidadania;
O estímulo à cooperação entre as diversas regiões do país, em níveis micro e
macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada,
fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social,
responsabilidade e sustentabilidade;
O fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
O fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como
fundamentos para ao futuro da humanidade.
CONCEITO DE
SUSTENTABILIDADE
Sustentabilidade é um termo usado
para definir ações e atividades humanas
que visam suprir as necessidades atuais
dos seres humanos, sem comprometer o
futuro das próximas gerações. Ou seja, a
sustentabilidade está diretamente
relacionada ao desenvolvimento econômico
e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para
que eles se mantenham no futuro. Seguindo
estes parâmetros, a humanidade pode garantir o
desenvolvimento sustentável.
Ações relacionadas à sustentabilidade
Exploração dos recursos vegetais de florestas
e matas de forma controlada, garantindo o
replantio sempre que necessário.
Preservação total de áreas verdes não
destinadas a exploração econômica.
Ações que visem o incentivo à produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não
agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;
Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada,
racionalizada e com planejamento.
Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o
consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos
minerais, visa diminuir a poluição do ar.
Criação de atitudes pessoais e empresariais voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos.
Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo descartado muitas vezes de forma
incorreta, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.
Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-
prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.
Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício.
Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição
daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.
Benefícios
A adoção de ações de sustentabilidade garantem a médio e longo prazo um planeta em
boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana.
Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a
manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa
qualidade de vida para as futuras gerações.
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DESENVOLVIMENTO E A SUSTENTABILIDADE DO MEIO AMBIENTE
Na vigésima nona conferência da FAO (órgão das Nações Unidas para a agricultura e
alimentação), levantou-se a importância do fato de que o desenvolvimento tecnológico e de
práticas de plantio e criação animal para as zonas rurais ao redor do mundo; devem, antes de
tudo, terem a preocupação primordial com a sustentabilidade do meio ambiente. Estabelecer
parâmetros, normas e procedimentos para que os agricultores e qualquer outra empresa que se
dedique a esse tipo de atividade tenha a consciência de que o uso sustentável dos recursos
naturais disponíveis no ambiente em que atuam, tem de ser encarado como a única forma de
progresso possível. E por razões muito simples. Os problemas advindos da exploração
indiscriminada dos recursos naturais e das práticas predatórias em determinadas culturas; pode
em muito pouco tempo, inviabilizar o uso de terras e a extração desses recursos naturais.
As conseqüências disso para o planeta seriam previsíveis e dramáticas: fome, guerras,
devastações e o genocídio de populações inteiras. A sustentabilidade do meio ambiente deve
sempre ser a meta buscada por qualquer indivíduo ou grupo que necessite de recursos naturais
para sobreviver. E isso é um fato que não admite contestação.
Incorporar a premissa de respeito à natureza e do uso sustentável dos recursos naturais,
deve ser um trabalho constante e doutrinário frente às populações que habitam ou que trabalham
nos campos e áreas rurais. Trabalhar para manter a biodiversidade local e evitar a erosão que
destrói as áreas cultiváveis, além de ser economicamente viável, representa manter, por muito
mais tempo, a terra em condições de gerar riquezas e de prover o sustento das populações que
dela dependem.
Reciclar os dejetos oriundos das criações animais e dos refugos das plantações, deve ser
encarado não como custo ou gasto “a mais”; mas sim como uma excelente oportunidade de gerar
toda ou parte da energia necessária para executar as atividades econômicas a que se propõem e
também como fonte de fertilizantes baratos e totalmente gratuitos o que sem dúvida alguma,
representará um salto na lucratividade de qualquer propriedade rural.
Garantir a sustentabilidade do meio
ambiente é garantir, antes de qualquer coisa,
que a fome, a pobreza e a miséria estarão
afastadas definitivamente e, com isso,
terminará a dura realidade que força as
pessoas a praticar a exploração predatória dos
recursos disponíveis em determinadas áreas.
Pois só com uma situação de vida regular, os
habitantes de uma determinada região poderão
tornar-se permeáveis as “novas idéias”.
Levantar a bandeira da sustentabilidade do meio ambiente e promover nas comunidades
rurais o pensamento de que essa é a única forma viável de manter suas atividades econômicas
em condições de gerar riquezas por muito mais tempo e de forma continuada. São os desafios
mais pungentes dos governos e das organizações ambientais dos tempos atuais. O aquecimento
global e o desequilíbrio que provocam a aparição de pragas e de catástrofes climáticas passam
com toda certeza pelo desrespeito e por más práticas em relação ao meio ambiente e aos
processos adotados em nossas lavouras e criações.
(http://biomania.com.br/artigo/desenvolvimento-e-a-sustentabilidade-do-meio-ambiente)
CONSUMO, CONSUMISMO E SEUS IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE
O ato de consumo em si não é um problema. O consumo é necessário à vida e à
sobrevivência de toda e qualquer espécie. Para respirar precisamos consumir o ar; para nos
mantermos hidratados, temos que consumir água; para crescermos e nos mantermos saudáveis,
necessitamos de alimentos. O mesmo acontece com outras espécies que compartilham este
planeta conosco. São atos naturais que sempre existiram e que precisamos para nos mantermos
vivos. O problema é quando o consumo de bens e serviços acontece de forma exagerada,
levando à exploração excessiva dos recursos naturais e interferindo no equilíbrio estabelecido do
planeta.
Relatórios de respeitadas organizações ambientais defendem que nós, seres humanos, já
estamos consumindo mais do que a capacidade do planeta de se regenerar, alterando o equilíbrio
da Terra. Segundo o relatório Planeta Vivo (WWF, 2008), a população mundial já consome 30% a
mais do que o planeta consegue repor. Outro relatório, o Estado do Mundo 2010, do World Watch
Institute(WWI) coloca que extraímos anualmente 60 bilhões de toneladas de recursos naturais.
Isto representa 50% a mais do que extraíamos 30 anos atrás.
É verdade que a população mundial cresceu muito, principalmente no último século. Isso
naturalmente proporciona um aumento no consumo dos recursos do planeta. No entanto, esse
consumo é extremamente desigual. Enquanto uns consomem muito mais do que suas
necessidades básicas, outros sofrem com a falta de recursos.
De acordo com o mesmo relatório do WWI (2010), um estudo do ecologista Stephen
Pacala, da Universidade de Princeton, sobre a emissão de gás carbônico na atmosfera, revela
que as 500 milhões de pessoas mais ricas do planeta (7% da população mundial) são
responsáveis pela emissão de 50% do gás carbônico, enquanto três bilhões de pessoas mais
pobres são responsáveis por apenas 6% das emissões deste gás.
Neste caso, o gás carbônico pode ser usado como referência para expressar a produção e
o consumo de bens e serviços. Assim, os números mostram que, embora a população mundial
tenha crescido muito, a desigualdade social e o consumo excessivo de uma pequena parcela da
população são os principais agravantes.
CONSUMO, LIXO E EXPLORAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS
Um outro problema, além da exploração do planeta, é a produção de lixo, os restos
gerados diariamente pela sociedade. Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE – 2000), anualmente, o Brasil produzia cerca de 46 milhões de toneladas de lixo
domiciliar. Em um grande município como o Rio de Janeiro, por exemplo, cada habitante gera em
média 1,5kg de lixo por dia. O que significa, na verdade, uma produção diária de
aproximadamente nove mil toneladas de resíduos.
Cerca de 51% deste resíduo é matéria orgânica, isto é comida, alimento. Os outros 49% é
composta por materiais de todo tipo, como plástico, vidro, alumínio, papel, tecidos (como roupas
velhas), borracha etc.. Essa quantidade monumental de lixo provoca um grande impacto
socioambiental, especialmente se considerarmos que a maioria das cidades brasileiras não
possui um depósito adequado para o mesmo.
A questão que temos que colocar aqui é: de quem é a responsabilidade pelo descarte
desta quantidade monumental de resíduos, em especial as embalagens? A resposta mais simples
seria dizer que todos nós – Sociedade, Governo e Empresas – somos responsáveis. Mas, cada
uma destes atores possuem responsabilidades diferentes neste processo.
(http://www.recicloteca.org.br/consumo/consumo-e-meio-ambiente/)
POLÍTICA AMBIENTAL NO BRASIL
A política ambiental no Brasil é debatida desde a primeira metade do século XX e até hoje rende
profundas e acaloradas discussões.
Entende-se por política ambiental o conjunto de normas, leis e ações públicas visando à
preservação do meio ambiente em um dado território. No Brasil, essa prática só veio a ser
adotada a partir da década de 1930.
As primeiras ações governamentais em prol da preservação ambiental no país pautaram-se na
criação de parques nacionais, localizados em pontos onde ocorriam as expansões agrícolas e os
consequentes processos de desmatamento. Destacou-se, nesse entremeio, a criação do Parque
Nacional de Itatiaia (na divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro), do Parque de Iguaçu (entre o
Paraná e a Argentina) e da Serra dos Órgãos (também no estado do Rio de Janeiro). Além disso,
foi elaborado, em 1934, o primeiro Código Florestal Brasileiro para regulamentar o uso da terra no
sentido de preservar o meio natural.
No entanto, graças ao processo de expansão industrial que se intensificou no país a partir da
década de 1950 – quando o objetivo era atrair indústrias estrangeiras e impulsionar o
desenvolvimento econômico financeiro do país –, as políticas ambientais foram deixadas de lado
e, consequentemente, seus avanços estagnaram.
Na década de 1960, algumas ações ainda foram realizadas, com destaque para a promulgação
do Novo Código Florestal Brasileiro, que estabelecia alguns novos parâmetros, como a criação
das APPs (Áreas de Proteção Permanente) e a responsabilização dos produtores rurais sobre a
criação de reservas florestais em seus terrenos.
Nos anos seguintes, graças às pressões realizadas pelos movimentos ambientalistas, além da
realização da Conferência de Estocolmo de 1972, o Brasil retomou o emprego de ações
direcionadas a ampliar a política ambiental no país. A primeira grande atitude foi a criação, no ano
de 1973, da Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), cuja orientação girava em torno da
preservação do meio ambiente e da manutenção dos recursos naturais no país.
Na década de 1980, outros órgãos foram criados, como o Sistema Nacional de Meio Ambiente
(SISNAMA), o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e um órgão voltado para a
fiscalização, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(IBAMA)
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a política ambiental no Brasil conheceu os
seus maiores avanços quando foi elaborada aquela que é considerada uma das leis ambientais
mais avançadas em todo o mundo. Tal referência deve-se, principalmente, ao fato de a legislação
abarcar tanto os deveres dos cidadãos quanto das empresas, instituições e o próprio governo. A
crítica, a partir de então, deixou de ser direcionada sobre a legislação, passando a questionar
acerca de sua aplicação, uma vez que inúmeros crimes ambientais – sobretudo aqueles
cometidos por grandes empresas – geralmente acabam sem punição.
Em 2010, no entanto, houve uma nova polêmica envolvendo a política ambiental, com a
elaboração de um Novo Código Florestal, que é considerado pelos grupos ambientalistas um
retrocesso na legislação brasileira em relação ao meio ambiente. Entre os pontos polêmicos, está
a redução das áreas das APPs e a anistia a crimes ambientais.
POLÍTICAS PÚBLICAS AMBIENTAIS
Políticas Públicas são diretrizes e princípios norteadores da ação do poder público.
No tocante às questões ambientais, Esquivel afirma que, a proposta para uma política para o
ambiente, em um país, é motivada por fatores como a conscientização dos governantes sobre o
tema e influências externas a que seu governo está atrelado. A Política Pública Ambiental é o
documento estratégico da gestão ambiental e transcende o debate sobre os problemas de
preservação ambiental, ou seja, dar-se-á pleno enfoque à gestão ambiental.
A gestão ambiental é regida por princípios e direcionamentos gerais, de onde partem todas as
ações secundárias, formulados para resolver problemas ambientais que afetam a sociedade.
Esquivel comenta que o poder público representa, por meio dos seus níveis federal, estadual e
municipal, o principal agente do meio ambiente.
Órgãos de Gestão Ambiental:
Esfera Federal
Órgão Superior: O Conselho de Governo, formado pela Casa Civil e todos os Ministros; tem a
função de assessorar o Presidente da República na formulação da Política Nacional do Meio
Ambiente.
Órgão Consultivo e Deliberativo: O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) reúne os
diferentes setores da sociedade e tem caráter normatizador dos instrumentos da Política
Ambiental. O CONAMA é a entidade que estabelece padrões e normas federais.
O CONAMA é um colegiado representativo dos setores federais, estaduais e municipais,
empresarial e sociedade civil. É presidido pelo Ministro do Meio Ambiente e composto pelas
seguintes instâncias: Plenário, Câmaras Técnicas e Grupos de Trabalho.
Órgão Central: Ministério do Meio Ambiente (MMA), agente formulador de Políticas Públicas
Ambientais.
Órgão Executor: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(IBAMA), tem a tarefa de executar e fazer executar as Políticas Ambientais.
Esfera Estadual
Em geral, Secretarias e Fundações Estaduais do Meio Ambiente com a função de executar a
Política Ambiental, monitorar o meio ambiente e realizar educação ambiental.
Esfera Municipal
Em geral, Secretarias e Fundações Municipais do Meio Ambiente, responsáveis pelo controle e
fiscalização das atividades de proteção e melhoria da qualidade ambiental.
Considerações Finais
Os Órgãos Gestores e as Políticas Ambientais servem como mediadoras para a solução dos
conflitos ambientais, visto que estão inseridas em um contexto definido por processos
participativos no tocante às demandas socioambientais.
Cabe-nos, portanto, tornarmo-nos mais participativos e ativos quanto às questões ambientais,
haja vista, à luz da lei, o Meio Ambiente está assegurado como um bem comum. As
externalidades devem ser revisadas e discutidas severamente.
Vídeo de apoio: “A História das coisas”
“A história das coisas” (The Story of Stuff), é um documentário (21minutos) que
aborda de forma didática e bem humorada, a relação entre o consumo exagerado de
bens materiais, e os impactos negativos que esse consumo vem causando no meio
ambiente e à vida das pessoas em vários aspectos, desde os problemas de saúde
causados pelas diversas formas de poluição, até à exploração insana da força de
trabalho, inclusive de crianças, na cadeia produtiva.
Não deixe de assistir, pois facilitará muito o entendimento dos
assuntos abordados nesta aula.
https://www.youtube.com/watch?v=Q3YqeDSfdfk. (sugestão de endereço do vídeo no yotube).
Referências
DIAS, G. F. Iniciação à temática ambiental. São Paulo: Gaia, 2002, p. 8, 9 e 10
JUNIOR, A. P.; PELICIONI, M. C. F. Educação Ambiental e sustentabilidade. Barueri: Manole,
2005 (Coleção Ambiental).
SATO, M.; CARVALHO, I. Educação Ambiental: pesquisa e desafios. Porto Alegre: Artmed,
2005.
http://biomania.com.br/artigo/desenvolvimento-e-a-sustentabilidade-do-meio-ambiente, acessado
em 16/08/2020.
http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/sustentabilidade.htm, acessado em 16/08/2020.
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em 10/09/2021.