0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações10 páginas

Drogas Vasoativas e Inotrópicos

As drogas vasoativas, incluindo simpaticomiméticos, são essenciais para elevar a pressão arterial média em pacientes com hipotensão refratária a fluidos. Elas são classificadas em vasopressores, inodilatadores e vasodilatadores, cada uma com indicações específicas e mecanismos de ação variados. A escolha da droga deve considerar o tipo de choque e os efeitos hemodinâmicos desejados, com a titulação da dose baseada em parâmetros de perfusão e pressão arterial.

Enviado por

lauraellen
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações10 páginas

Drogas Vasoativas e Inotrópicos

As drogas vasoativas, incluindo simpaticomiméticos, são essenciais para elevar a pressão arterial média em pacientes com hipotensão refratária a fluidos. Elas são classificadas em vasopressores, inodilatadores e vasodilatadores, cada uma com indicações específicas e mecanismos de ação variados. A escolha da droga deve considerar o tipo de choque e os efeitos hemodinâmicos desejados, com a titulação da dose baseada em parâmetros de perfusão e pressão arterial.

Enviado por

lauraellen
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Laura Ellen 1

DROGAS VASOATIVAS
CONCEITOS GERAIS
A drogas vasoativas, os simpaticomiméticos, são o padrão para elevar a PAM no paciente
hipotensão que não está respondendo a fluidos.

Cada um desses agentes tem diferentes efeitos sobre a contratilidade cardíaca e a resistência
vascular, que podem levar a profundas alterações na pressão arterial média (PAM), débito
cardíaco (DC), índices de resistência vascular sistêmica (RVS) e pressão de oclusão de
artéria pulmonar.

As drogas vasoativas inotrópicas e vasopressoras são indicadas para restabelecer a perfusão tecidual
em estados de choque ou para otimização hemodinâmica em diversas condições clínicas
(perioperatório, pacientes neurocríticos). A escolha da droga deve levar em conta o tipo de choque e o
efeito hemodinâmico desejado.

Como titular a dose? De acordo com os parâmetros de perfusão e de PA.

PA = DC X RVS VS  pré-carga, pós-


carga, contratilidade.
DC = VS X FC

RECEPTORES

Alfa 1 B1 B2 D1 D2
Atuam por meio do
Ativam fosfolipase C na
aumento da formação Estimulam a adenilato Ação nos vasos, rins e
musculatura lisa Ação nos vasos
de cAMP que aumenta ciclase coração
vascular
as corrente de CA2+
Inibem a liberação
Inotropismo e de noradrenalina e
Vasoconstrição Cronotropismo Vasodilatação Vasodilatação induzem os efeitos
positivo centrais e náuseas
e vômitos

As drogas vasoativas não catecolaminérgicas atuam por meio de outros mecanismos de ação (como
vasopressina, levosimendam e milrinone) e têm como parte do seu racional poupar o uso de catecolaminas, porém
estudos clínicos não mostram diferenças robustas entre o uso mais precoce dessas drogas ou não.

CLASSIFICAÇÃO
Drogas vasoativas podem ser classificadas de acordo com sua ação principal. Os mecanismos de ação
se sobrepõem, apesar da classificação inicial.
Laura Ellen 2

VASOPRESSORES/INOCRONSTRITORES
 Provocam vasoconstrição periférica com ou sem inotropismo cardíaco associado;
 Em pacientes com choque distributivo, podem aumentar o retorno venoso (por venoconstrição)
e otimizar o débito cardíaco, devendo ser usados em associação à expansão volêmica com esse
objetivo;
 Efeito hemodinâmico como: aumento da pressão arterial e da resistência vascular periférica;
 Indicações: choques distributivos; choques de qualquer causa com maior tempo de evolução;
otimização de pressão de perfusão cerebral;
 Os vasopressores mais comumente utilizados são: norepinefrina, vasopressina, adrenalina
(está com maior potência inotrópica) e dopamina.

INODILATADORES
 Catecolaminérgicos: aumentam a contratilidade miocárdica e a frequência cardíaca –
receptores β1 – e causam vasodilatação, por ação em receptores β2;
 Não catecolaminérgicos: são representados pelos inibidores de fosfodiesterase e pelos
sensibilizadores ao cálcio. Também aumentam a contratilidade miocárdica e causam
vasodilatação;
 Indicados principalmente no choque cardiogênico, porém podem ser úteis para otimização
hemodinâmica perioperatória e em disfunção miocárdica aguda associada a quadros inflamatórios;
 Seus representantes principais são: dobutamina, levosimendam e milrinone.

VASODILATADORES
 Promovem vasodilatação pelo aumento da liberação de óxido nítrico;
 Efeito hemodinâmico: diminuição da pós-carga e/ou da pré-carga;
 Indicações principais: insuficiência cardíaca aguda; emergências hipertensivas;
 Representantes: nitroprussiato de sódio e nitroglicerina.

VASOPRESSORES

NORADRENALINA

É a primeira escolha como vasopressor em estados de choque!

A noradrenalina é um precursor natural de adrenalina e o neurotransmissor do SNS pós-ganglionar,


sendo também liberada pela glândula adrenal.

Efeito predominante: α-adrenérgico, mas também atua em receptores β-adrenérgicos, ajudando


a manter o débito cardíaco. Produz VASOCONSTRIÇÃO e um fraco agente inotrópico.

Ação hemodinâmica: Também é um potente vasoconstritor sistêmico e há hipóteses versando sobre


 ↑ PAS e PAD piora da perfusão renal, esplâncnica e vascular pulmonar secundária a seu
 ↑ RVP uso, mas sem comprovação.

Indicação: a utilização principal da droga deve ser feita em pacientes com hipotensão e resistência
vascular sistêmica baixa insensíveis à reposição volêmica. É utilizada em uma série de
diferentes condições de choque, incluindo choque séptico, choque neurogênico, choque cardiogênico
grave, insuficiência ventricular direita e hipotensão, e embolia pulmonar maciça.

Efeito paradoxal: bradicardia reflexa.

Dose: a dose pode variar de 0,01 a 3,3 mcg/kg/min, embora poucos benefícios tenham sido
encontrados em doses maiores que 2 mcg/kg/min.

Meia vida: 2 a 3 minutos.

Usar preferencialmente em cateter venoso central. Pode ser infundida por acesso periférico,
NORA E
temporariamente (até 72h), desde que tomados os devidos cuidados (veia calibrosa, longe de
ACESSO
dobras, no braço oposto ao manguito, com atenção para extravasamentos).
VENOSO
Laura Ellen 3

O extravasamento da droga pode produzir dano tecidual grave e deve ser tratado com a
infiltração local de fentolamina.

VASOPRESSINA

É a segunda droga vasoativa para ser iniciada em casos de choque séptico refratário.

Vasopressina, também conhecida como hormônio antidiurético (ADH), é um pequeno hormônio


peptídico liberado pela neuro-hipófise. Ela desempenha um papel importante no equilíbrio de
água e na regulação do sistema cardiovascular, sendo um potente vasoconstritor.

É liberado em resposta à:
1. Diminuição de fluxo sanguíneo;
2. Diminuição do volume intravascular;
3. Aumento da osmolaridade plasmática.

Efeito predominante: seus efeitos são mediados por três tipos de receptores conhecidos como V1,
V2 E V3.

 V1: encontra-se em vários tecidos do corpo, como o músculo liso vascular, a bexiga, o fígado, o
baço, o rim, o sistema nervoso central, os testículos e as plaquetas;
 V2: são encontrados nos dutos coletores renais;
 V3: estão presentes na pituitária anterior e estão envolvidos na secreção de hormônio
adrenocorticotrópico.

Atua na vasoconstrição dos músculos lisos por meio da ação em receptores V1, além de
aumentar a resposta da musculatura às catecolaminas. Também pode aumentar a pressão
arterial por inibir a produção de óxido nítrico.

Os efeitos vasoconstritores, que requerem concentrações de vasopressina mais elevadas do que para
ações antidiuréticas. Administrada em doses suprafisiológicas, a vasopressina provoca poderosos
efeitos vasoconstritores e é mais potente que a angiotensina II ou a noradrenalina. Diferentemente das
catecolaminas, como a adrenalina, os efeitos da vasopressina não são reduzidos pela acidose.

Efeitos hemodinâmicos:
 ↑ PAM
 ↑ RVP

Indicação: não é recomendada como agente único no tratamento do choque, porém pode ser usada,
em doses baixas, como segundo vasopressor em pacientes em uso de doses moderadas de
noradrenalina (0,25 a 0,5 mcg/kg/min), com intuito de redução de dose de NE ou aumento de PAM.

Efeitos colaterais: isquemia mesentérica, diminuição do débito cardíaco, necrose de pele e isquemia
digital. A vasopressina também pode causar hiponatremia.

Infundir preferencialmente em veia central.

Dose: 0,01 a 0,04 U/min.


 Evitar doses maiores do que 0,04 U/min, pois estão associadas a mais eventos isquêmicos.

Meia vida: 10 a 20 minutos.

Efeitos adversos: constrição do músculo liso vascular gastrointestinal, do útero e do músculo liso
brônquico. Em níveis suprafisiológicos (> 0,04 U/min), constrição potente de musculatura lisa vascular
pode causar espasmo de artéria coronária, resultando em isquemia cardíaca. Portanto, seu uso em
pacientes sob suspeita de doença arterial coronariana é desaconselhável (afirmação fisiológica que
carece de evidência clínica).

A vasopressina também pode causar a agregação plaquetária e aumentar o potencial de oclusão da


microcirculação. Já sua meia-vida é mais longa do que a da adrenalina (cerca de 10 a 20 minutos) e
teoricamente pode haver maior intervalo de tempo entre suas administrações.
Laura Ellen 4

ADRENALINA

A adrenalina é uma catecolamina natural, produzida pela n-metilação da noradrenalina na medula


adrenal, sua produção e liberação são reguladas pela inervação simpática da glândula adrenal.

Efeito predominante: liga-se a receptores beta-1, beta-2 e alfa de forma dose-dependente.

 Dose baixas: efeito predominante BETA  vasodilatação


 Doses altas: efeito predominante ALFA  vasoconstrição

A adrenalina é um dos mais potentes vasoconstritores disponíveis e provoca melhora da


contração miocárdica aumentando a condutância elétrica, automaticidade e necessidades celulares de
oxigênio. Outras características importantes da adrenalina são sua capacidade de causar
broncodilatação e inibir a liberação de antígenos induzida por mediadores inflamatórios dos
mastócitos.

Efeito hemodinâmico:
 ↑ IC
 ↑ RVS (em menor grau)
 ↑ PA

Indicações: choque circulatório refratário, na anafilaxia com ou sem choque, nas reações alérgicas
graves, na bradicardia sintomática sem resposta a atropina, dopamina e marca-passo transcutâneo.
Também é indicada em parada cardiorrespiratória resultante de fibrilação ventricular, taquicardia
ventricular sem pulso, assistolia e atividade elétrica sem pulso, pois pode aumentar o fluxo sanguíneo
coronariano e cerebral.

Recomenda-se o uso de adrenalina como droga adicional ao choque refratário em pacientes em uso de
noradrenalina + vasopressina ou em substituição de noradrenalina + dobutamina em pacientes com
disfunção ventricular.

Efeitos colaterais: hiperlactatemia com acidose metabólica, além de taquiarritmias, isquemia e


hipoglicemias. Além disso, há preocupação em relação à diminuição do fluxo sanguíneo regional
esplâncnico. Outros potenciais efeitos adversos da adrenalina incluem ansiedade, dor de cabeça,
tremor e agitação.

Dose: 2 a 20 mcg/min (variável na literatura).

Meia-vida: 2 a 3 minutos.

DOPAMINA

A dopamina é uma catecolamina precursora da noradrenalina endógena, sendo um neurotransmissor


importante central e periférico, estando presente nas terminações nervosas simpáticas e na medula
adrenal.

Em concentrações farmacológicas, ela tem efeitos diretos sobre 3 tipos de receptores, a depender da
dose:

 Menor que 5 mcg/kg/min: ação em RECEPTORES DOPAMINÉRGICOS, levando a


vasodilatação renal e mesentérica.
 Entre 5 e 10 mcg/kg/min: ação em RECEPTORES Β1, com consequente aumento de
débito cardíaco e frequência cardíaca.
 Doses acima de 10 mcg/kg/min: ação em Α-RECEPTORES, causando vasoconstrição e
aumento de pressão arterial média.

Os efeitos se sobrepõem e são difíceis de determinar em pacientes graves e seu efeito α-adrenérgico é
relativamente fraco.
Laura Ellen 5

A dopamina aumenta a PAS sem afetar a PAD, em doses mais elevadas 10 a 20 mcg/kg/min, a
dopamina produz uma vasodilatação receptor mediada, aumentando a PAM, RVS e RVP. Além
disso, a capacidade venosa é reduzida por vasoconstrição e a pressão de oclusão da artéria pulmonar
tende a aumentar.

Efeitos cardíacos da dopamina são antagonizados por betabloqueadores e os efeitos vasoconstritores


da dopamina são antagonizados pelos alfabloqueadores.

Indicações: não é mais recomendada para uso em pacientes com choque. Atualmente, sua indicação
se restringe ao tratamento emergencial de bradicardias instáveis.

Dose: 5 a 20 mcg/kg/min.

Meia vida: 1,7 a 2 minutos.

INODILATADORES

DOBUTAMINA

Inotrópico inicial de escolha no choque cardiogênico!

A dobutamina é um derivado de catecolamina, sintetizado para ter atividade inotrópica potente


sem efeito vascular periférico.

Efeito predominante: atua principalmente em receptores β1 e α1 no miocárdio, produzindo uma


ação inotrópica potente. Atua também em receptores β2 dos músculos lisos, com consequente
vasodilatação discreta.

Efeitos hemodinâmicos:
 ↓ RVP
 ↑ automaticidade do nódulo sinusal

Indicações: pacientes com enchimento ventricular esquerdo elevado e um estado pressórico que
resulte em DC baixo. Droga de escolha no choque cardiogênico com pressão arterial adequada.
Também é indicada como adjuvante a discreta e criteriosa infusão de volume em pacientes sob infarto
de ventrículo direito com repercussão hemodinâmica.

 Atenção: o seu uso no paciente com choque séptico, pode piorar a hipotensão!

Dose: 2 a 20 µg/kg/min.

 Deve ser titulada de acordo com a resposta desejada, sem aumentar a frequência cardíaca em
10% acima do basal;
 Com doses entre 5 e 15 μg/kg/min, há um efeito inotrópico maior do que o efeito cronotrópico.
Caracteristicamente diminuem PAPO e PVC com apenas um efeito leve sobre a resistência
vascular.

Atenção: evita-se a administração de dobutamina se a PA sistólica for < 100 mmHg e quando não há
evidência de choque.

Contraindicação: cardiomiopatias obstrutivas (cardiomiopatia hipertrófica etc.), fibrilação atrial ou


flutter e na estenose aórtica grave, podendo causar ou agravar isquemia cardíaca sem aumento no DC.

Efeitos adversos: eventos cardiovasculares e arritmias que podem produzir isquemia miocárdica pelo
aumento das necessidades celulares de oxigênio. Outros efeitos adversos incluem tremores, dor de
cabeça, náuseas e hipocalemia.

MILRINONA
Laura Ellen 6

Compreende a um inibidor sintético da fosfodiesterase, causando aumento nas concentrações de


AMPc, com efeitos inotrópico e vasodilatador significativos.

Atenção: betabloqueadores não revertem suas manifestações inotrópicas.

Efeitos hemodinâmicos:
 ↑ DC
 ↓ pré-carga
 ↓ RVS
 ↓ PAM

Em doses baixas, a PAM pode não diminuir, em razão de um equilíbrio entre o aumento do VS e a
diminuição da RVS. Já doses elevadas podem provocar taquicardia.

Essas drogas diminuem a pressão do átrio direito, as pressões arteriais médias, as resistências
vasculares e vasodilatam as artérias coronárias. O efeito vasodilatador pulmonar pode ajudar a
melhorar a função do ventrículo direito.

Indicações: insuficiência cardíaca grave não responsiva ao tratamento com diuréticos e


vasodilatadores, em pacientes em uso de betabloqueadores. Opção em pacientes com disfunção aguda
ou crônica de ventrículo direito associada à hipertensão pulmonar, por ter efeito de vasodilatação dos
vasos pulmonares e, portanto, diminuindo a pressão pulmonar. Neste contexto, pode ser usada em
pós-operatório de cirurgia cardíaca, hipertensão pulmonar descompensada ou outras situações clínicas.

Dose:
 Ataque: 50 mcg/kg em 10 minutos.
 Manutenção: 0,375 a 0,750 mcg/kg/min.

Por apresentar depuração renal deve ter a dose corrigida em pacientes com disfunção renal:
 ClCr < 5 mL/min: 0,2 mcg/kg/min.
 5-30 mL/min: 0,33 mcg/kg/min.
 30-50 mL/min: 0,43 mcg/kg/min.

Meia vida: 4 a 6 horas.

Contraindicação: pacientes com cardiomiopatia hipertrófica e em estenoses valvares graves. Não


recomendados em infarto agudo do miocárdio.

Efeitos adversos: distúrbios gastrointestinais, disfunção hepática (elevação de enzimas


parenquimatosas), dores musculares no uso prolongado, fibrilação ventricular e arritmias atriais.

Trombocitopenia com milrinona é rara (< 1%), mas esses agentes devem ser utilizados com cautela em pacientes
com trombocitopenia, hipotensão e cardiomiopatias restritivas. A trombocitopenia ocorre dentro de 2 a 3 dias em
pequeno número de pacientes e é tipicamente reversível (após a descontinuação da droga), dependente da dose e
raramente associada com sangramento.

LEVOSIMENDANA

Levosimendana é uma classe de inotrópicos sensibilizadores dos canais de cálcio. Age


aumentando a responsividade do cardiomiócito ao cálcio (efeito inotrópico) e abrindo os canais de
potássio ATP-dependentes (efeito vasodilatador). Aumenta a contratilidade sem aumentar o consumo
de VO2.

Esse agente tem se mostrado estabilizador da ligação de cálcio à troponina C, aumentando assim a
eficiência do complexo actina-miosina e elevando a força contrátil. Já a inibição da fosfodiesterase é
mais pronunciada em doses mais elevadas e desempenha um papel menor nos efeitos inotrópicos da
droga.

Efeitos hemodinâmicos:
 ↑ DC
Laura Ellen 7

 ↑ PAPO
 ↑VS
 ↓RVS

A vasodilatação ocorre em razão de sua ação na abertura de canais de potássio ATP-sensíveis.


Também provoca vasodilatação coronariana, melhorando o fluxo sanguíneo nesse leito.

Indicação: insuficiência cardíaca após infarto agudo do miocárdio e pós-operatório de cirurgia


cardíaca.

Contraindicações: clearance de creatinina menor que 30 mL/min, disfunção hepática grave,


hipotensão grave e histórico de torsades de pointes.

Dose:
 Ataque: 12 a 24 mcg/kg em 10 minutos;
 Manutenção: 0,05 a 0,2 mcg/kg/min.

Meia vida: 40 a 60 minutos.

Tem metabolização hepática e produz metabólitos ativos de meia-vida longa, motivo pelo qual os
efeitos hemodinâmicos podem permanecer por dias após sua suspensão.

A levosimendana permanece sem evidências robustas para seu uso clínico nas situações de choque.
Entusiastas dessa droga acreditam que mais estudos devem ser feitos focados nos seguintes cenários
clínicos:
 Choque cardiogênico e séptico.
 Desmame difícil de ventilação mecânica (ação sobre contratilidade da musculatura ventilatória).
 Desmame de ECMO.
 Hipertensão pulmonar e disfunção VD (efeito vasodilatador na circulação pulmonar e inotrópico
positivo no miocárdio).
 Insuficiência cardíaca e disfunção renal.

VASODILATADORES

NITROPRUSSIATO DE SÓDIO

VASODILATADOR ARTERIAL >>> Venoso

Provoca vasodilatação periférica por ação direta na musculatura arteriolar. Diminui a resistência
vascular periférica. Sua ação se inicia de 60 a 90 segundos após o início da infusão.

Efeito hemodinâmico: redução da pós-carga, diminuindo a pressão arterial sistêmica, pressão de


átrio direito, pressão pulmonar e resistência vascular periférica e pulmonar, e aumentando o débito
cardíaco em pacientes com disfunção miocárdica.

Provoca vasodilatação coronariana e pode causar roubo coronariano ao vasodilatar as artérias não
obstruídas. Por esse motivo, o uso em pacientes com isquemia aguda é desencorajado, embora
isso seja baseado em estudos experimentais em cães.

Indicações: usado nas situações de urgências hipertensivas ou em insuficiência cardíaca aguda.

Complicação do uso: intoxicação por cianeto e tiocianato. Ocorre raramente em pacientes que fazem
uso de doses altas por tempo prolongado. O acúmulo de cianeto pode levar a acidose metabólica com
aumento dos níveis de lactato, convulsões e coma. Deve ser tratado com nitrato de sódio ou tiossulfato
de sódio.

Efeitos colaterais: principal efeito colateral é a hipotensão. Pode causar cefaleia e taquicardia
reflexa.

Dose: 0,3 a 10 mcg/kg/min.


Laura Ellen 8

É fotossensível, devendo ser infundido com equipo fotoprotegido.

NITROGLICERINA

VASODILATADOR VENOSO >>> Arterial

Aumenta o óxido nítrico, que ativa o GMP cíclico e causa perda da capacidade contrátil da musculatura
lisa. Provoca vasodilatação, principalmente venosa.

Semelhante ao nitroprussiato, reduz a pós-carga, aumentando o débito cardíaco, porém apresenta


evento venodilatador mais potente do que arterial, resultando em redução de pré-carga.

Também promove vasodilatação coronariana, podendo ser usada em pacientes com síndrome
coronariana aguda para controle de dor.

Também indicada em insuficiência cardíaca aguda com congestão pulmonar associada.

A dose deve ser titulada de acordo com os efeitos desejados, como melhora dos sintomas,
aparecimento de efeitos colaterais, alteração na pressão arterial ou até dose máxima permitida (200
mcg/min).

Efeitos colaterais: cefaleia, hipotensão e taquicardia. Raramente pode promover meta-


hemoglobinemia.

Dose: 5 a 20 mcg/min. Podem ser usados até 200 mcg/min.

Após 24 horas de uso, frequentemente ocorre taquifilaxia com o uso de nitroglicerina, necessitando de
doses crescentes para atingir o mesmo efeito desejado.

HIDRALAZINA

Atua sobre as artérias e arteríolas, causando redução da pressão arterial. Causa taquicardia reflexa.
Pode apresentar efeito hipotensivo retardado após o uso.

Usada em gestantes com pré-eclâmpsia/eclâmpsia para controle da pressão arterial (objetivo: PAS
entre 140 e 155 mmHg e PAD entre 90 e 105 mmHg).

Dose: 5 mg a cada 10 minutos até dose máxima de 20 mg.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES

USO PRÁTICO
Laura Ellen 9
Laura Ellen 10

DOSAGENS

CÁLCULO DE DOSE

ml/h = mcg/min
1 ml = 20 gotas
1 gota = 3 microgotas
1 ml = 60 microgotas

Você também pode gostar