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Fisio

O documento aborda a relação entre postura corporal e hormônios, destacando como a High Power Pose aumenta a testosterona e diminui o cortisol. Também descreve o sistema renina-angiotensina-aldosterona, enfatizando a importância da aldosterona na regulação da pressão arterial e dos níveis de potássio. Além disso, explora a interação entre os sistemas nervoso e endócrino, a função dos hormônios peptídicos e esteroidais, e os efeitos do cortisol, insulina, glucagon e hormônios da tireoide no metabolismo.
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O documento aborda a relação entre postura corporal e hormônios, destacando como a High Power Pose aumenta a testosterona e diminui o cortisol. Também descreve o sistema renina-angiotensina-aldosterona, enfatizando a importância da aldosterona na regulação da pressão arterial e dos níveis de potássio. Além disso, explora a interação entre os sistemas nervoso e endócrino, a função dos hormônios peptídicos e esteroidais, e os efeitos do cortisol, insulina, glucagon e hormônios da tireoide no metabolismo.
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Sistema Endócrino

A postura corporal altera os hormônios pela alteração da distribuição do


sangue no corpo. Um experimento colocou voluntários em duas posições: High
Power Pose (de liderança) e Low Power Pose (retraída) por 2 minutos, em seguida
coletou hormônios salivares e os resultados demonstraram que a testosterona
aumenta na High Power Pose e diminui na Low Power Pose, e ocorre o contrário
para o cortisol (hormônio relacionado com o estresse). Além disso, em outro
experimento relataram que a noradrenalina aumenta na posição ereta, comparando
com a posição supino.

Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona:
A via inicia quando células granulares justaglomerulares, localizadas nas
arteríolas aferentes dos néfrons, secretam uma enzima, chamada de renina. A
renina converte uma proteína plasmática inativa, o angiotensinogênio (sintetizado no
fígado), em angiotensina I (ANG I). Quando a ANG I presente no sangue encontra
uma enzima, chamada de enzima conversora da angiotensina (ECA), ela é
convertida à ANG II.
Quando a ANG II no sangue alcança a glândula suprarrenal, ela estimula a
síntese e a liberação da aldosterona. Por fim, no néfron distal, a aldosterona
desencadeia as reações intracelulares que estimulam a reabsorção de Na+ dos
túbulos renais para o sangue. Isso aumenta o fluxo osmótico, que eleva o volume
sanguíneo e a pressão arterial.
Os estímulos que ativam a via são todos relacionados direta ou indiretamente
à baixa pressão arterial. Baixa quantidade de sódio também ativa o sistema.
A aldosterona também mantém a concentração de K+ e H+, aumentando a
secreção deles no túbulo renal. A regulação dos níveis de potássio no corpo é
essencial para a manutenção de um estado de bem-estar. Mudanças nos níveis
extracelulares de K+ afetam o potencial de repouso membrana de todas as células.
Se a concentração plasmática (e do LEC) de K diminui (hipocalemia), o gradiente de
concentração entre a célula e o LEC torna-se maior, mais K+ deixa a célula, e o
potencial de repouso da membrana torna-se mais negativo. Se a concentração de
K+ no LEC aumenta (hipercalemia). Devido a seus efeitos em tecidos excitáveis,
como o coração, os médicos estão sempre preocupados em manter a concentração
plasmática de K+ dentro de sua faixa normal.

A angiotensina II também têm respostas próprias, além da ativação de


aldosterona, promove vasoconstrição, aumento da pressão arterial, induz o
hipotálamo a promover a síntese de vasopressina, inibe a diurese, diminui a perda
de água, mantém a pressão arterial.

Sistema nervoso x endócrino


Existe uma interação entre os dois, são os dois grandes sistemas de controle
dos outros sistemas orgânicos.

Características do sistema endócrino:


Uma célula A libera um hormônio que atua em uma célula B gerando uma
resposta.
Os hormônios precisam de um receptor para ter um efeito, os receptores
hormonais podem estar na superfície da célula ou no interior dela. Os segundos
mensageiros associados aos receptores têm papel importante na resposta, em
geral, as células-alvo dos hormônios respondem alterando proteínas existentes ou
produzindo novas proteínas.
Existem duas regulações: Down regulation e Up regulation, a primeira ocorre
quando a concentração extracelular do hormônio está elevada, diminui a expressão
de receptores; já na Up regulation a concentração do hormônio está reduzida e
aumenta a expressão de receptores.
A hipófise é a glândula mestra que comanda as glândulas periféricas, como:
córtex adrenal, tireóide, paratireóide, ilhotas pancreáticas, ovários, testículos,
placenta, pineal, adipócitos. A hipófise anterior produz: ACTH, TSH, FSH, LH, PRL e
GL. Já a hipófise posterior secreta: ADH e ocitocina.
Hormônios da hipófise são regulados por hormônios hipotalâmicos.
Hormônios são produzidos em pequenas quantidades e têm grandes efeitos.
Não existe hormônio perfeito- excesso sempre têm consequências negativas.
O controle endócrino se dá por: feedback negativo que é um dos
mecanismos, mas a alimentação, humor, sono, idade, porcentagem de gordura
corporal também influenciam.

Hormônios peptídicos e esteroidais (lipídicos):


Hormônios peptídicos normalmente têm ação mais rápida, por exemplo:
adrenalina e angiotensina. Já hormônios esteroidais se ligam em receptores para
promover transcrição e tradução de proteínas, sua ação demora mais para ocorrer,
ex: aldosterona e cortisol.

Cortisol:
O cortisol é o principal glicocorticóide secretado pelo córtex da glândula
suprarrenal, a síntese inicia com o colesterol. A via de controle da secreção de
cortisol é conhecida como eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal, o eixo HPA inicia
com o hormônio liberador de corticotrofinas (CRH), que é secretado no sistema
porta hipotalâmico-hipofisário e transportado até a adeno-hipófise. O CRH estimula
a secreção do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) (ou corticotrofina) da
adeno-hipófise. O ACTH, por sua vez, atua no córtex da glândula suprarrenal para
promover a síntese e a liberação de cortisol. O cortisol, então, atua como um sinal
de retroalimentação negativa, inibindo a secreção de ACTH e de CRH. A secreção
de cortisol é contínua e possui um forte ritmo diurno. O pico da secreção geralmente
ocorre pela manhã e diminui durante a noite. A secreção de cortisol também
aumenta com o estresse, em casos de estresse crônico, a quantidade elevada de
cortisol modifica a resposta de outros hormônios.
O cortisol é essencial à vida. Os animais cujas glândulas suprarrenais
tenham sido removidas morrem se expostos a qualquer estresse ambiental
significativo. O efeito metabólico mais importante do cortisol é seu efeito protetor
contra a hipoglicemia. Quando os níveis sanguíneos de glicose diminuem, a
resposta normal é a secreção do glucagon pancreático, que promove a
gliconeogênese e a quebra de glicogênio. Na ausência de cortisol, entretanto, o
glucagon é incapaz de responder adequadamente a um desafio hipoglicêmico.
Os efeitos metabólicos do cortisol são contrários aos da insulina:
1. Anti-inflamatório
2. Lipolítico- disponibilizando ácidos graxos aos tecidos periféricos para a
produção de energia. O glicerol pode ser usado para a gliconeogênese
3. Catabólico (quebra de proteínas)- para fornecer substrato à gliconeogênese
4. Hiperglicemiante- promove gliconeogênese

Insulina
Aproximadamente três quartos das ilhotas de Langerhans são células beta,
as quais produzem insulina. No estado alimentado, quando o corpo está absorvendo
os nutrientes, a insulina é o hormônio dominante, e o organismo entra em estado
anabólico. A ingestão de glicose é utilizada como fonte de energia e todo e qualquer
excesso será estocado como glicogênio e gordura no corpo. Os aminoácidos vão
primeiro para a síntese proteica.
É um típico hormônio peptídico, é sintetizada como um pró-hormônio inativo e
ativada antes da secreção. A glicose é um importante estímulo à secreção da
insulina, porém outros fatores têm influência sobre o aumento, a amplificação ou
mesmo a inibição da secreção, como: aumento da concentração de aminoácidos,
efeitos antecipatórios dos hormônios GI, atividade parassimpática (estimula) e
simpático (inibe).
Efeitos metabólicos da insulina:
1. Pró-inflamatória
2. Lipogênica- inibe a beta-oxidação de ácidos graxos e promove a conversão
do excesso de glicose e aminoácidos em triacilgliceróis (lipogênese). Os
triacilgliceróis em excesso são armazenados como gotículas de lipídeos no
tecido adiposo.
3. Anabólica (síntese de proteínas)
4. Hipoglicemiante
A insulina também é termogênica (produz calor).

Glucagon
É secretado pelas células alfa-pancreáticas. Hiperglicemiante por aumentar a
glicogenólise. A insulina é capaz de inibir a geração de glucagon, na ausência de
insulina, além do aumento por sua ausência, também ocorre o aumento pela falta de
glucagon. Quando há um aumento muito elevado na concentração de glicose, ela é
eliminada na urina porque ocorre saturação dos transportadores, dessa forma,
perde glicose e água, diminuindo o volume de sangue.

Diabetes tipo II
Diabetes tipo II diminui a resposta à insulina. A insulina promove o transporte
de glicose para dentro das células, com alta concentração de insulina, poucos
receptores são expressos, diminui a captação de glicose, a alta concentração de
glicose no sangue promove mais secreção de insulina e o ciclo continua.
Adrenalina
Glicogenolítico, modula a resposta de insulina (diminui) e glucagon
(aumenta).
Adrenalina e noradrenalina são liberados pela medula adrenal.

Serotonina
Faz contração ou relaxamento dos músculos lisos, isso depende da
quantidade de receptores e qual o segundo mensageiro em questão.

ACTH- hormônio adrenocorticotrófico


Atua no córtex da glândula suprarrenal para promover a síntese e a liberação
de cortisol, aldosterona, renina e hormônios androgênicos. Sua liberação é
estimulada pelo CRH.

TSH- tireotrofina ou hormônio estimulador da tireoide


O hormônio liberador de tireotrofinas (TRH) do hipotálamo, controla a
secreção do hormônio da adeno-hipófise, tireotrofina (TSH). O TSH, por sua vez,
atua na glândula tireoide para promover a síntese hormonal de T3 (triiodotironina) e
T4 (tiroxina ou tetraiodotironina). Esses hormônios fazem a regulação do
metabolismo, muito relacionados com o controle da temperatura corporal. Os
hormônios da tireoide são termogênicos e aumentam o consumo de oxigênio na
maioria dos tecidos, em casos de hipertireoidismo pode haver elevação da
temperatura corporal e respiração ofegante.
A glândula tireóide possui dois diferentes tipos celulares: células C (clear),
que secretam um hormônio regulador de cálcio, chamado de calcitonina, e as
células foliculares, que secretam os hormônios da tireoide. A síntese dos hormônios
da tireóide ocorre nos folículos tireoidianos (também chamados de ácinos),
estruturas esféricas cujas paredes são compostas por uma camada única de células
epiteliais. O centro oco de cada folículo é preenchido com uma mistura pegajosa de
glicoproteínas, denominada colóide. O colóide mantém um suprimento de 2 a 3
meses de hormônios da tireoide
A glândula tireoide têm células que produzem e armazenam precursores dos
hormônios tireoidianos, como Tireoglobulina que precisa ser clivada para a
formação de T4 e T3, pode formar na clivagem monoiodotirosina ou diiodotirosina.
Com os estímulos as células dos folículos tireoidianos passam de baixas para
alongadas e ocorre a produção de monoiodotirosina ou diiodotirosina. Se a
tireoglobulina for encontrada fora da tireoide: ou ela vazou ou células anormais
estão produzindo em outros locais. A adição de um iodo à tirosina cria a
monoiodotirosina (MIT). A adição de um segundo iodo cria a diiodotirosina (DIT). T3
é formado a partir de monoiodotirosina mais diiodotirosina e T4 usa duas
diiodotirosinas. A biossíntese envolve várias etapas, uma das enzimas importantes
é a TPO- tireoperoxidase.
O iodo é essencial para junto com a tironina formar os hormônios, no entanto,
seu excesso também inibe a síntese deles.
T4 é precursor de T3, T3 é mais potente que T4, a enzima desiodase faz
parte dessa conversão e o tipo de desiodase determina qual T3 é formada. A T3
têm duas isoformas, T3 e T3 reverso que não têm atividade biológica, o iodo é
removido de partes diferentes da estrutura nas isoformas. A maior parte de T3 é
formada na periferia por T4 por desiodação, formada em pequena quantidade na
tireoide.
T4 é a forma circulante predominante, é a mais produzida pela tireóide (T3=
25% do total), a meia vida de T4 é 7 vezes maior que de T3, a depuração
plasmática renal do T4 é 26 vezes menor que de T3, a afinidade pelos receptores
de T3 é 3 a 4 vezes maior que de T4. A maior parte de T3, 75%, é produzida pelo
fígado, rins e musculatura esquelética. Na circulação sanguínea 70% de T3 e T4
estão ligados a TBG (proteína ligante de iodotironina), TBG faz o tamponamento de
grandes variações sanguíneas, 10-15% estão ligadas a transtirretina/TTR que
chega ao SNC, 15-20% estão ligadas à albumina e 3% às lipoproteínas.
Esses hormônios são produzidos a partir da tirosina, que também é
precursora da adrenalina, os da tireóide são lipofílicos pois as tirosinas são
acopladas de tal forma que os caracterizam dessa forma e têm resposta bem mais
lenta que a adrenalina. A adrenalina é polar e têm efeito imediato pois atua em
proteínas G que através da ativação de várias vias de sinalização aumentam a
produção e concentração de AMPc e Ca++; Quinases A e C: a quinase A é ativada
por AMPc e a quinase C é ativada por Ca++, essas quinases fosforilam e ativam uma
via metabólica que têm resposta imediata. Já os hormônios tireoidianos têm
natureza lipídica, atravessam as membranas biológicas e se ligam a receptores que
modificam transcrição e tradução que provocam alterações metabólicas, ou seja,
seu efeito é bem mais lento.
Além disso, os hormônios tireoidianos sempre são transportados por
transportadores específicos como globulinas e albumina, para entrar na célula e ter
seu efeito o hormônio precisa estar na forma livre. Quanto mais proteínas de
transporte menos efeito biológico dos hormônios, pode até mesmo apresentar um
quadro de hipotireoidismo. Outros hormônios podem regular a quantidade dessas
proteínas, o estradiol, por exemplo, aumenta a quantidade e a testosterona diminui.
A calcitonina também é produzida pela tireoide e junto com o paratormônio
mantêm um nível adequado de cálcio no sangue, condição essencial para o bom
funcionamento das células. Além disso, a vitamina D (calcitriol) aumenta
concentrações plasmáticas de Ca, e também inibe a
renina-angiotensina-aldosterona → aumenta a pressão arterial, a falta de vitamina D
aumenta a pressão. O hormônio da paratireóide (PTH) (também chamado de
paratormônio), um peptídeo que possui função principal de aumentar as
concentrações plasmáticas de Ca2+. O estímulo para a liberação do PTH é a
diminuição das concentrações plasmáticas de Ca2+, monitorada por um receptor
sensível ao Ca2+ localizado na membrana celular. A calcitonina é liberada quando
as concentrações plasmáticas de Ca2+ aumentam. Experimentos realizados em
animais mostram que a calcitonina diminui a reabsorção óssea e aumenta a
excreção renal de cálcio.
No hipotireoidismo a taxa metabólica basal diminui, produz-se menos calor e
a pessoa sente mais frio, além disso têm mais dificuldade para perder peso. Já no
hipertireoidismo a taxa metabólica basal está elevada, produz mais calor e perde
peso mais facilmente. Os hormônios tireoidianos aumentam a fome e também o
aproveitamento do que é ingerido, ciclos fúteis acontecem (síntese e degradação) e
ocorre produção de calor. Tanto no hipertireoidismo quanto no hipotireoidismo, por
mecanismos distintos, ocorre resistência periférica à insulina.
No hipertireoidismo um quadro frequente é a magreza e a projeção do globo
ocular, já no hipotireoidismo: obesidade, lentidão e bolsas nos olhos podem ser
encontradas.
Esses hormônios também têm efeitos importantes no coração, o
hipertireoidismo pode causar, por exemplo, aumento da frequência cardíaca. Já em
relação ao sistema nervoso: a deficiência no útero e no início da infância pode
causar menor desenvolvimento do córtex cerebral e cerebelar, menos proliferação
dos axônios, ramificações dos dendritos e menos sinaptogênese, mielinização,
migração celular; já o excesso pode causar elevado estado de vigília, níveis de
alerta, responsividade a estímulos, sentido da audição, percepção da fome,
memória e capacidade de aprendizagem.
O sistema nervoso autônomo simpático diminui a irrigação da glândula, o frio
aumenta o metabolismo, assim como atividade física, tanto no dia, quanto nos dias
seguintes. Em atletas a resposta é menor para praticamente todos os hormônios.
Os hormônios tireoidianos aumentam as taxas de uréia e a função renal, reduzem a
massa muscular e também o tecido adiposo, aumentam a produção de CO2 e a
ventilação. O Álcool também afeta os hormônios.
Esses, assim como o GH, também são hormônios do crescimento, em casos
de excesso pode estar relacionado com fraturas ósseas. O cretinismo ocorre pela
falta de hormônios tireoidianos durante o crescimento, e causa falhas tanto no
desenvolvimento físico, quanto mental.

Bócio
Aumento da glândula tireóide, pode ocorrer por excesso de TRH e TSH,
normalmente está relacionado com problemas na pituitária, níveis de tiroxina e TSH
elevados. Cada grupo de células produz determinados hormônios, como é uma
célula tumoral na pituitária que causa a produção alterada, deve-se tratar como se
trataria outras células tumorais; hipotálamo e tireóide não estão com problemas.
O bócio pode ser causado por células tumorais na pituitária, carência de iodo
e consequentemente baixa produção de T4. Além disso, pode estar com doenças
autoimunes como a tireoidite de Hashimoto (hipotireoidismo) e a doença de Graves
(hipertireoidismo), nessa condição, o corpo produz anticorpos, chamados de
imunoglobulinas estimuladoras da tireoide (TSI). Esses anticorpos mimetizam a
ação do TSH por se ligarem aos receptores de TSH na glândula tireoide e os
ativarem. O resultado é a formação de bócio, hipersecreção de T3 e T4 e sintoma
do excesso desses hormônios.
Mixedema: Em sujeitos hipotireóideos, o depósito de mucopolissacarídeos
sob a pele pode levar à formação de bolsas abaixo dos olhos. Exoftalmia: Em
estados de hipertireoidismo, a deposição excessiva de mucopolissacarídeos na
cavidade orbital pode tornar os bulbos dos olhos salientes, o que é chamado de
exoftalmia.
A baixa quantidade de T4 desinibe a alça longa e estimula a pituitária a
produzir mais hormônios, como consequência, aumenta de tamanho.

FSH e LH
O hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) liberado pelo hipotálamo
controla a secreção de duas gonadotrofinas da adeno-hipófise: hormônio
folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH). Por sua vez, FSH e LH
atuam nas gônadas. O FSH, junto com os hormônios esteróides gonadais, é
necessário para iniciar e manter a gametogênese. O LH atua principalmente sobre
células endócrinas, estimulando a produção dos hormônios esteróides gonadais.

PRL- Prolactina
A produção de leite é estimulada pela prolactina liberada pela adeno-hipófise
e regula hormônios sexuais no homem. A prolactina é um hormônio incomum da
hipófise, uma vez que sua secreção é primariamente controlada pelo hormônio
inibidor da prolactina (PIH) secretado pelo hipotálamo, a ausência do inibidor
estimula a prolactina.
A prolactina inibe GnRH (produzido no hipotálamo, estimula as
gonadotrofinas).
A prolactina é estimulada pelo estrogênio, TRH, sono, estresse, antagonistas
dopaminérgicos. E é inibida pela dopamina e agonistas dopaminérgicos, por
somatostatina, por ela mesma e GABA.

GH
Hormônio de crescimento e também é hiperglicemiante, é um anabolizante
não esteroidal.
Metabolicamente, o hormônio do crescimento é anabólico para as proteínas e
promove a síntese proteica, uma parte essencial do crescimento dos tecidos. O
hormônio do crescimento também atua para estimular o crescimento ósseo. O GH
aumenta as concentrações plasmáticas de ácidos graxos e de glicose por promover
a degradação dos lipídeos e a produção de glicose hepática.
Principais características:
● Hiperglicemiante- também aumenta a insulina
● Anabolizante
● Lipolítico
● Aumenta a síntese de colágeno
● Aumenta massa muscular e diminui a quantidade de tecido adiposo
● Chamado de hormônio do rejuvenescimento pois promove melhora na textura
da pele
● No entanto, é relacionado com o envelhecimento
● Em doses excessivas pode:
○ Aumentar a massa do coração
○ Acromegalia
○ Levar ao câncer por aumentar as mitoses
● É um hormônio diabetogênico
● Aumenta com o exercício físico, dieta também afeta a produção, hipoglicemia
estimula a produção de GH; por ser anabolizante, aminoácidos também
estimulam a produção.
● Testosterona estimula a secreção de GH
○ A testosterona exerce o efeito anabólico em parte estimulando o
sistema GH-IGF1
○ Em homens, com hipogonadismo, a reposição de testosterona
estimula a secreção de GH, mas os andrógenos não aromatizáveis
(que não são convertidos) não estimulam a secreção de GH
○ Estrogênios locais desempenham um papel fundamental na regulação
da secreção de GH em homens. Portanto, a testosterona em homens
requer conversão em estradiol para estimular a secreção de GH.
*Muitos efeitos atribuídos a testosterona são na verdade do estradiol
● Cortisol inibe secreção de GH pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal
● Obesidade- leva a hiperatividade da adrenal (cortisol em altos níveis) GH é
diminuída nesses casos, têm mais tendencia a ser obeso.
● O fígado produz IGF (Insulin like growth factor), esse fator pode se ligar no
receptor do GH. GH é muito similar a insulina.
● GHIH ou somatostatina inibe a secreção de GH
● GHRH (hormônio liberador do hormônio do crescimento) estimula a secreção
● Eixo GHRH → GH → IGF
A grelina (produzida quando há fome física) estimula a secreção de GH, a
pessoa come e ingere proteínas e ocorre então o anabolismo.

GH, IGF1 e longevidade


● Grande elevação dos níveis de GH acelera o envelhecimento e encurta a
vida
● Ações estimuladoras de níveis normais (fisiológicos) de GH sobre o
crescimento, maturação e fecundidade envolvem custos em termos de taxa
de envelhecimento e longevidade média e máxima
● A supressão da sinalização do GH retarda o processo de envelhecimento,
aumenta a longevidade às custas do crescimento reduzido, puberdade tardia,
tamanho corporal adulto diminuto e fecundidade reduzida

Restrição calórica
A restrição calórica, sem má nutrição, suprime os níveis de IGF1 e insulina
circulantes. Aumenta a longevidade, mas depende da qualidade da alimentação.

GH e crescimento
GH faz parte do estirão de crescimento. O nanismo ocorre na falta ou
deficiência de GH na infância, o desenvolvimento mental não é afetado. Já o
gigantismo ocorre pelo excesso de GH na infância. Quando as epífises já estão
fechadas (após a puberdade) o excesso de GH está relacionado com acromegalia.

ADH- hormônio antidiurético ou vasopressina


Provoca a retenção de água no corpo, além de vasoconstrição.

Ocitocina
Promove ejeção de leite (contração das células mioepiteliais) e contração da
musculatura lisa durante o parto. Também é conhecido como hormônio do amor, das
relações, do prazer, da confiança, dos vínculos, reconhecimento das faces
(empatia). Em doses muito altas pode estar relacionada com apego exagerado,
também é um hormônio anorexígeno (perda de vontade de comer).

Pâncreas
Não há uma regulação hipófise-pâncreas, mas todos os órgãos glicemiantes
aumentam a secreção de insulina.

Ciclo circadiano
Hormônios regulam, têm relação com inflamação, estresse. Melatonina é
produzida quando diminui a luz (inibe GNRH→ importante regulador dos hormônios
sexuais).

Feedback negativo
Hipotálamo, estrutura que regula fome, sede, metabolismo, hormônios.

Via hipotálamo- pituitária- glândula periférica


Ex: GNRH (Hipotálamo) → LH (Pituitária) → Testosterona (Glândula
periférica).
Alta concentração de testosterona manda estímulo para inibir a pituitária e o
hipotálamo.
Alça longa de regulação de feedback negativo: altos níveis de testosterona
inibe LH e GNRH.
Alça curta de regulação de feedback negativo: altos níveis de LH inibe
GNRH.
Alça ultra-curta de regulação de feedback negativo: altos níveis de GNRH
inibe o próprio GNRH.

Tamanho das glândulas


Glândulas estimuladas aumentam de tamanho e não estimuladas diminuem.
Tomar anabolizantes aumenta a concentração de testosterona, inibe GNRH e
LH, diminui os testículos. O mesmo ocorre com hormônios tireoidianos, a glândula
tireóide diminui. O uso de glicocorticóides diminui a supra renal.
Com o uso de anticoncepcional a ovulação é inibida pelo feedback negativo,
o alto nível de hormônio, inibe LH.

Experimento com os ratos:


Testículos produzem gametas e testosterona. Próstata e vesícula seminal
(glândulas periféricas) contribuem para a secreção do semem. Próstata têm fatores
de liquefação e vesícula seminal fatores de coagulação. Isso permite a formação de
coágulos no ovário, importantes para a fecundação.
Sem vesícula seminal, o semem fica liquefeito, aumenta a chance dos
espermatozóides morrerem.

TRH TSH ACTH Cortisol Testosterona Testosterona LH LH


intacto castrato Intacto Castrado

Pituitária ↑ ↓ ↓ ↓ ↓ ↓ ↓ ↓
Tireóide ↑ ↑ -- -- -- -- -- --
Adrenal -- -- ↑ ↓ -- -- -- --
Timo -- -- ↓ ↓ -- -- -- --
Testículo -- -- -- -- ↓ X ↑ X
Próstata -- -- -- -- ↑ ↑ ↑ --
Vesículas -- -- -- -- ↑ ↑ ↑ --
seminais

Peso ↓ ↓ ↓ ↓ ↑ ↑ ↑ --
corporal

Hormônios do experimento:
1. ACTH- olha aumento da adrenal
2. LH- olhar aumento do testículo
3. Testosterona- olhar diminuição do testículo
4. TRH- olhar aumento da pituitária
5. Cortisol- inibe respostas imunológicas ou inflamatórias
6. TSH

Feedback positivo: também ocorre mas somente em situações específicas, por


exemplo, o aumento de estradiol estimula LH que promove a ovulação.

Hormônios secretados pelas suprarrenais ou adrenais


As glândulas suprarrenais localizam-se acima dos rins como pequenos
chapéus, são vitais e se encontram aos pares. Cada glândula suprarrenal, assim
como a hipófise, é constituída de dois tecidos embriologicamente distintos que se
juntam durante o desenvolvimento. Esse órgão complexo secreta múltiplos
hormônios, tanto neuro-hormônios quanto hormônios clássicos. A medula da
glândula suprarrenal ocupa um pouco mais de um quarto da massa interna e é
composta por um gânglio simpático modificado que secreta catecolaminas
(principalmente adrenalina) para mediar respostas rápidas em situações de luta ou
fuga. O córtex da glândula suprarrenal forma os três-quartos exteriores da glândula
e secreta uma variedade de hormônios esteróides.
Medula adrenal: adrenalina e noradrenalina, aumentam pressão arterial,
frequência cardíaca e são hiperglicemiantes. O sistema nervoso e o endócrino têm
ações conjuntas, uma alteração simpática acompanha a estimulação da glândula
adrenal.
O estresse é o estímulo, mas a resposta ao estresse pode ser modulada
através de pensamento, respiração, técnicas…
O córtex da glândula suprarrenal secreta três tipos principais de hormônios
esteróides: aldosterona (às vezes denominada mineralocorticoide, devido ao seu
efeito nos minerais sódio e potássio), glicocorticóides e hormônios sexuais. O eixo
hipotálamo-pituitária-adrenal tem efeitos a longo prazo determinados por esses
hormônios. Histologicamente, o córtex da glândula suprarrenal é dividido em três
camadas, ou zonas. A camada externa, zona glomerulosa, secreta somente
aldosterona. A camada mais interna, zona reticulada, secreta principalmente
androgênios, os hormônios sexuais dominantes nos homens. A camada
intermediária, zona fasciculada, secreta principalmente glicocorticóides, assim
denominados devido à sua habilidade em aumentar as concentrações plasmáticas
de glicose. O cortisol é o principal glicocorticóide secretado pelo córtex da glândula
suprarrenal, ele têm efeitos metabólicos e comportamentais importantes, também é
relevante para a memória e a cognição; o cortisol aumenta a síntese de adrenalina e
também a quantidade de receptores para ela, gerando hiper-resposta ao estímulo
de estresse.
A síntese de todos os hormônios esteróides inicia com o colesterol, que é
modificado por diversas enzimas para formar aldosterona, glicocorticóides ou
hormônios sexuais (andrógenos ou ainda estrogênios ou progesterona, os
hormônios sexuais dominantes nas mulheres). As vias são as mesmas no córtex da
glândula suprarrenal, nas gônadas e na placenta; o que difere de tecido para tecido
é a distribuição das enzimas que catalisam as diferentes reações. Por exemplo, a
enzima que sintetiza a aldosterona é encontrada em apenas uma das três zonas do
córtex da glândula suprarrenal.
A grande semelhança estrutural entre os hormônios esteróides faz os sítios
de ligação nos seus receptores também serem similares, levando a efeitos cruzados
quando um esteróide se liga ao receptor de uma molécula similar. Por exemplo, os
receptores de mineralocorticoides (MRs) para a aldosterona são encontrados no
néfron distal. Os MRs também se ligam e respondem ao cortisol, que pode ser cem
vezes mais concentrado no sangue que a aldosterona. As células do túbulo renal
que apre-sentam MRs possuem uma enzima (11β-hidroxiesteroide desidrogenase)
que converte o cortisol em uma forma menos ativa com menor especificidade ao
MR. Pela inativação do cortisol, as células renais normalmente previnem os efeitos
cruzados do cortisol.
A via de controle da secreção de cortisol é conhecida como eixo
hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HPA). O eixo HPA inicia com o hormônio liberador
de corticotrofinas (CRH), que é secretado no sistema porta hipotalâmico-hipofisário
e transportado até a adeno-hipófise. O CRH estimula a secreção do hormônio
adrenocorticotrófico (ACTH) (ou corticotrofina) da adeno-hipófise. O ACTH, por sua
vez, atua no córtex da glândula suprarrenal para promover a síntese e a liberação
de cortisol. O cortisol, então, atua como um sinal de retroalimentação negativa,
inibindo a secreção de ACTH e de CRH. A secreção de cortisol é contínua e possui
um forte ritmo diurno. O pico da secreção geralmente ocorre pela manhã e diminui
durante a noite. A secreção de cortisol também aumenta com o estresse.
O cortisol é um hormônio esteroide típico e é sintetizado conforme a
demanda, não é armazenado. Uma vez sintetizado, ele difunde-se das células
suprarrenais para o plasma, onde grande parte desse hormônio é transportada por
uma proteína de transporte, a globulina ligadora de corticosteróides (CBG, também
conhecida como transcortina) e ainda uma pequena parte é transportada pela
albumina. O hormônio não ligado está livre para se difundir para dentro das
células-alvo.
Dentro da célula ele pode ser inativado em cortisona na presença da enzima
11-b-hidroxiesteroide desidrogenase tipo 2 (11-beta-HSD2), e a cortisona também
pode ser convertido para cortisol através da enzima 11-b-hidroxiesteroide
desidrogenase tipo 1 (11-beta-HSD1). Alcaçuz inibe a 11-beta-HSD2 e aumenta a
ação do cortisol no MR, elevando a pressão arterial, reabsorção de sódio e
excreção de K+ e H+.
Todas as células nucleadas do corpo possuem receptores glicocorticóides
citoplasmáticos. O complexo hormônio-receptor entra no núcleo, liga-se ao DNA e
altera a expressão gênica, a transcrição e a tradução. Em geral, uma resposta do
tecido aos hormônios glicocorticóides não é evidente antes de 60 a 90 minutos.
Contudo, o efeito da retroalimentação negativa do cortisol na secreção do ACTH
ocorre em alguns minutos.
Papéis do cortisol
Os glicocorticóides suprarrenais são, às vezes, chamados de hormônios do
estresse devido ao seu papel como mediador do estresse a longo prazo. As
catecolaminas suprarrenais, particularmente a adrenalina, são responsáveis por
respostas metabólicas rápidas necessárias em situações de luta ou fuga. O cortisol
é essencial à vida. Os animais cujas glândulas suprarrenais tenham sido removidas
morrem se expostos a qualquer estresse ambiental significativo. O efeito metabólico
mais importante do cortisol é seu efeito protetor contra a hipoglicemia. Quando os
níveis sanguíneos de glicose diminuem, a resposta normal é a secreção do
glucagon pancreático, que promove a gliconeogênese e a quebra de glicogênio. Na
ausência de cortisol, entretanto, o glucagon é incapaz de responder adequadamente
a um desafio hipoglicêmico. Como o cortisol é necessário para a plena atividade do
glucagon e das catecolaminas, diz-se que ele tem um efeito permissivo em relação
a estes hormônios.
1. O cortisol promove gliconeogênese hepática. Uma parte da glicose produzida
no fígado é liberada para o sangue, e o restante é estocado como glicogênio.
Como resultado, o cortisol aumenta a concentração de glicose no sangue.
2. O cortisol causa a degradação de proteínas do músculo esquelético para
fornecer substrato à gliconeogênese.
3. O cortisol aumenta a lipólise, disponibilizando ácidos graxos aos tecidos
periféricos para a produção de energia. O glicerol pode ser usado para a
gliconeogênese.
4. O cortisol inibe o sistema imune por meio de múltiplas vias.
5. O cortisol causa equilíbrio negativo do cálcio. O cortisol diminui a absorção
intestinal de Ca2+ e aumenta a excreção renal de Ca2+, resultando na perda
de Ca2+ pelo corpo. Além disso, o cortisol é catabólico no tecido ósseo,
causando a degradação da matriz óssea calcificada. Como consequência, as
pessoas que tomam cortisol para tratamento por longos períodos têm uma
incidência mais alta de fratura dos ossos.
6. O cortisol influencia a função cerebral. Estados de excesso de cortisol ou de
deficiência causam alterações no humor, assim como alterações de memória
e de aprendizagem. Alguns desses efeitos podem ser mediados por
hormônios da via de liberação do cortisol, como o CRH.
7. Aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca
8. Aumenta o risco de obesidade
9. Diminui a produção de hormônios sexuais, diminuindo a libido
10. Faz a maturação do pulmão em fetos, por produzir substâncias surfactantes

Cortisol como fármaco


O cortisol suprime o sistema imune, evitando a liberação de citocinas e a
produção de anticorpos pelos leucócitos. Ele também inibe a resposta inflamatória
pela diminuição da mobilidade e migração dos leucócitos. Estes efeitos
imunossupressores do cortisol fazem dele um fármaco útil no tratamento de várias
condições. O cortisol também ajuda a evitar a rejeição de órgãos transplantados.
Entretanto, os glicocorticóides também têm efeitos colaterais potencialmente graves
devido às suas ações metabólicas.

Co-transcritos
A atuação do CRH sob a adeno-hipófise estimula a secreção de ACTH. O
ACTH é sintetizado a partir de uma grande glicoproteína, chamada de
pró-opiomelanocortina (POMC). A POMC sofre processamento pós-transcricional
para produzir uma variedade de peptídeos biologicamente ativos em adição ao
ACTH. Na hipófise, os produtos da POMC incluem a β-endorfina, um opióide
endógeno que se liga a receptores que bloqueiam a percepção da dor. O
processamento da POMC em tecidos não hipofisários cria peptídeos adicionais,
como o hormônio estimulador de melanócitos (MSH). O α-MSH é produzido no
encéfalo, onde inibe a ingestão alimentar, e na pele, onde atua sobre os
melanócitos. Os melanócitos contêm pigmentos, chamados de melaninas, que
influenciam a cor da pele nos seres humanos, é comum, então, a presença de
manchas em situações de estresse.
O MSH, como citado, é anorexígeno (inibe o apetite), enquanto o cortisol é
orexígeno (estimula o apetite). A lectina e a insulina também são anorexígenos, mas
no caso de obesos ocorre uma resistência central a eles dois.

Hipercortisolismo
O excesso de cortisol no corpo é chamado de hipercortisolismo. Ele pode
ocorrer devido a hormônios secretados por tumores ou pela administração exógena
do hormônio. O tratamento com altas doses de cortisol por mais de uma semana
tem o potencial de causar hipercortisolismo, também conhecido como síndrome de
Cushing.
Muitos sinais de hipercortisolismo podem ser previstos a partir das ações
normais do hormônio. O excesso de gliconeogênese causa hiperglicemia, que imita
o diabetes. A degradação de proteínas musculares e a lipólise causam perda de
tecido. Paradoxalmente, o excesso de cortisol deposita gordura extra no tronco e na
face, talvez em parte devido ao aumento do apetite e da ingestão alimentar. A
aparência clássica dos pacientes com hipercortisolismo é braços e pernas finos,
obesidade no tronco e uma “face de lua cheia” com bochechas rechonchudas. Os
efeitos no SNC do excesso de cortisol incluem euforia inicial, seguida de depressão,
bem como comprometimento da aprendizagem e da memória. O hipercortisolismo
tem três causas comuns:
1. Um tumor suprarrenal que secreta cortisol de modo autônomo. Esses
tumores não estão sob controle do ACTH hipofisário. Essa condição é um
exemplo do hipercortisolismo primário.
2. Um tumor na hipófise que secreta ACTH de modo autônomo. O excesso de
ACTH leva à supersecreção de cortisol pela glândula suprarrenal
(hipercortisolismo secundário). O tumor não responde à retroalimentação
negativa.
3. O hipercortisolismo iatrogênico (“causado pelo médi-co”) ocorre
secundariamente ao tratamento com cortisol para alguma outra condição
clínica.

Fisiologia do trato gastrointestinal

Segmentos funcionais:
● Boca
● Orofaringe
● Esôfago
● Estômago
● Intestino delgado
○ Duodeno
○ Jejuno
○ Íleo
● Intestino grosso
○ Cólon
● Reto
● Anus
Intestino delgado têm maior capacidade de absorção (de líquidos e
nutrientes) que o intestino grosso pois é mais longo e apresenta microvilosidades e
vilosidades.
O intestino grosso tem uma microbiota formada por trilhões de bactérias que
têm funções bem importantes, a ação das bactérias repercute sistemicamente.
Linfonodos: o tubo digestório é repleto de órgãos linfóides, que são
aglomerados de células de deseja, o sistema imune é muito presente,
principalmente no intestino grosso onde interage com a microbiota, quando se
melhora a microbiota, melhora-se a imunidade. Probióticos são as bactérias
benéficas do organismo e os prebióticos são as fibras utilizadas por essas bactérias.
Plexos nervosos: aglomerados de neurônios, presentes na parede do trato
gastrointestinal como um todo:
● Mioentérico de Auerbach- ficam entre as camadas musculares
● Submucoso de Meissner- na submucosa
Fazem parte do sistema nervoso entérico que é tanto aferente quanto
eferente, formado por milhares de neurônios. Atua coordenadamente com o Sistema
Nervoso Central.

Principais funções dos segmentos do tubo digestório


● Cavidade oral: Mastigação, início da digestão de polissacarídeos, deglutição.
● Faringe: Participa da deglutição
● Esôfago: Condução do bolo alimentar até o estômago
● Estômago: Armazena alimentos, mistura alimentos às secreções gástricas,
início da digestão de proteínas
● Intestino delgado: Mistura conteúdo luminal com sucos digestivos,
propulsiona quimo, digestão e absorção de nutrientes, reabsorção de líquidos
● Intestino grosso: Reabsorção de líquidos, armazena e elimina resíduos

Glândulas anexas:
● Glândulas salivares
● Pâncreas- o pâncreas exócrino produz e secreta enzimas digestivas e
bicarbonato, as enzimas degradam carboidratos, proteínas, lipídios e ácidos
nucléicos
● Fígado- produz a bile a partir de colesterol
● Vesícula biliar- armazena a bile
O bicarbonato faz a bile e o suco pancreático serem mais alcalinos, pois o
bicarbonato têm capacidade tamponante (capta H+ diminuindo a acidez), isso é
importante pois o estômago é extremamente ácido, o bolo alimentar precisa ser
neutralizado no duodeno pois ele não têm uma camada muco-protetora, além disso,
as enzimas do duodeno tem um pH ótimo diferente das do estômago (mais
alcalino).

Funções:
● Glândulas salivares: Produzem e secretam saliva (lubrificante, umedecedora
e enzimática)
● Pâncreas: Produz e secreta suco pancreático alcalino, que digere CD, PT, LP,
AN.
● Fígado: Produz bile – alcalina e emulsificante
● Vesícula biliar: Concentra e secreta a bile

Esfíncteres
➔ Estruturas musculares especializadas
➔ Isolam uma região da seguinte
➔ Retenção seletiva de conteúdo
➔ Impedimento de refluxo
● Esfíncteres esofágicos superior e inferior (antes e depois do esôfago)
● Esfíncter pilórico ou piloro- coordena o esvaziamento gástrico (do estômago
para o duodeno), têm abertura paulatina, de tempos em tempos
● Esfíncter de Oddi- no duodeno, recebe as enzimas pancreáticas e a bile
● Válvula ileocecal
● Esfíncteres anais interno (musculatura lisa, involuntária) e externo
(musculatura estriada esquelética, único esfíncter de controle voluntário)

Estrutura histológica

Exemplo do intestino delgado:


● Lúmen ou luz do órgão: faz parte do meio externo do corpo
● Mucosa
○ Camada epitelial- enterócitos
○ Lâmina própria
○ Muscular da mucosa
● Submucosa
● Muscular
○ Muscular circular- importante para o peristaltismo
○ Muscular longitudinal
Cada porção tem um epitélio diferente dependendo da função:
➔ Boca, orofaringe, esofâgo- epitélio estratificado- proteção
➔ Estômago, intestino delgado, cólon, reto- epitélio simples- permitir a absorção
➔ Ânus- epitélio estratificado- proteção

Processos fisiológicos
➔ Motilidade (movimentação)
➔ Digestão: ingerimos carboidratos (polissacarídeos), proteínas (aminoácidos),
gorduras, a digestão representa a quebra de ligações covalentes dessas
macromoléculas, pois só micromoléculas conseguem ser absorvidas
➔ Absorção: passagem do meio externo para o meio intracelular e depois para
a circulação nos vasos que estão na lâmina própria. Existem várias proteínas
transportadoras, uma para cada tipo de molécula
➔ Secreção: moléculas são secretadas para o lúmen, íons são secretados e a
água é levada junto, no lúmen as moléculas são a resultante entre o que é
absorvido e o que é secretado, no trato gastrointestinal ocorre mais absorção
que secreção
*Fibrose cística é uma doença na qual um canal de Cl- não funciona corretamente,
ocorre obstrução intestinal por ressecamento, o que demonstra a importância da
secreção

Mecanismos reguladores
O TGI precisa detectar diferentes situações (estado após a alimentação, ou
sem alimentação -quiescência relativa-) e para isso têm três mecanismos:
● Endócrino
● Neural
● Parácrina
Endócrino:
Têm células sensoras, também chamadas de enteroendócrinas, que fazem
duas ações: percepção do ambiente e secreção de hormônios que vão para a
corrente sanguínea e atuam em uma célula alvo.
Ex: no duodeno célula I (sensora) percebe a chegada do quimo (que vem do
estômago após a abertura do piloro) e secreta colecistoquinina (CCK) que vai para o
sangue e chega ao estômago, pâncreas, vesícula biliar e SNC. No estômago se liga
em receptores e inibe o esvaziamento gástrico temporariamente, pois atua em
células musculares e secretoras. No pâncreas e na vesícula biliar atua estimulando
as secreções. No SNC promove a sensação de saciedade, insulina e vários outros
hormônios estão envolvidos na sensação de saciedade. O CCK é mais liberado com
gordura, demora mais tempo para ser degradada.
Ex: no estômago, outra célula sensora produz grelina quando está vazio, que
vai ao SNC e estimula a fome.

Parácrina:
Também têm células sensoras ou enteroendócrinas (apesar de não ser
hormonal) que secretam substâncias que atuam nas células vizinhas.
Ex: quando o alimento chega ao estômago a célula G secreta gastrina que
atua no próprio estômago, em outra célula enteroendócrina (célula ECL) que produz
histamina, além de atuar em células parietais que aumentam a secreção ácida. A
histamina também estimula as células parietais.
A célula D produz somatostatina que têm ação parácrina inibindo a célula G
(quando já têm ácido suficiente). Somatostatina também é um inibidor de GH,
produzidos em locais diferentes, atuam em locais diferentes, têm ações bem
diferentes. A histamina também é produzida pelos mastócitos e nesse caso está
relacionada com alergias.
Neural:
Tem 3 personagens: neurônio sensitivo (aferente), interneurônio e neurônio
secretomotor (eferente). Pode ser um reflexo curto quando esses personagens
estão na parede do trato gastrointestinal, mas se o neurônio sensitivo se dirige para
o SNC e lá está o interneurônio e o neurônio secretomotor que pode ir para
qualquer local, esse é o reflexo longo.
A presença física de uma comida ou líquido ativa neurônios sensitivos que
vão para o SNC onde há o neurônio secretomotor que estimula os movimentos
peristálticos → Reflexo gastrocólico.
Toda ação neuronal tem ação conjunta entre o SNC e o sistema nervoso
entérico. E sempre é o sistema nervoso autônomo parassimpático que estimula
secreções e contrações musculares, o simpático inibe essas ações, menos a
contração dos esfíncteres.
● Sistema nervoso extrínseco (fazem parte do SNA)
○ Neurônios com corpos celulares fora do TGI
● Sistema nervoso intrínseco (ou sistema nervoso entérico)
○ Neurônios com corpos celulares na parede do TGI
○ Formam os plexos submucoso e mioentérico
Parassimpático
Os corpos celulares ficam no tronco encefálico e medula sacral, uma das
partes que ele inerva é o trato gastrointestinal. O nervo vago tem várias
ramificações:
● Esôfago
● Estômago
● Vesícula biliar
● Pâncreas
● Primeira parte do intestino
● Parte proximal do cólon
● Ceco
Existem reflexos vago-vagais, por exemplo o reflexo gastrocólico, a
informação aferente vai pelo nervo vago e a informação eferente também volta pelo
vago.
Nervo pélvico:
● Parte distal do cólon
● Região anorretal

Simpático
Seus corpos celulares ficam na toracolombar, também inerva uma série de
estruturas. Em situações de estresse o simpático atua no estômago e promove
menor produção de muco, causando agressão da mucosa e dor de estômago.
● Fibras simpáticas vasoconstritoras:
○ Vasos sanguíneos do TGI
● Outras fibras simpáticas
○ Estruturas glandulares da parede do TGI

Resposta integrada a refeição

Fase cefálica
● Função: preparar TGI para chegada de alimento
● Estímulos: cheiro, som, pensamento...
● Duração: curta (minutos)
● Mecanismo: neural
○ nervo vago (parassimpático) e sinapses no plexo submucoso do TGI
● Ações:
○ estômago, intestino e órgãos glandulares acessórios iniciam secreção
e aumentam motilidade

Fase oral
Ocorre quando o alimento chega à boca.
● Estímulo da secreção salivar
● Estímulo da secreção gástrica
● Estímulo da secreção pancreática
● Estímulo da contração da vesícula biliar
O dente tritura o alimento para aumentar a superfície de contato para a ação
da enzima.

Secreções do TGI e das glândulas associadas


● Água → ação enzimática
● Eletrólitos → gradientes osmóticos
● Proteína → digestão, lubrificação, defesa
● Agentes humorais → anticorpos

Secreção salivar
● Estimulada nas fases cefálica e oral
● Funções:
○ Formação do bolo alimentar para deglutição;
○ Início da digestão de carboidratos e lipídeos;
○ Neutralização do refluxo gástrico no esôfago;
○ Ação antibacteriana, ex: proteína lisozima → neutralizante de bactérias

Glândulas salivares
● Maiores: parótida (Secreção serosa), sublingual (Secreção mucosa) e
submandibular (Secreção mista)
● Menores: em língua, lábios e palato
Composição inorgânica da saliva
● Secreção primária:
○ ácinos e ductos intercalares
○ saliva isotônica
○ [íons] similar à do plasma
● Secreção secundária:
○ após secreção dos ductos estriado e excretor
○ saliva hipotônica e levemente alcalina
■ ** Restrição do crescimento de microorganismos
■ ** neutralização de refluxo gástrico

Composição orgânica da saliva


● Amilase (ptialina)- pH neutro- age no amido (um tipo de carboidrato), a
digestão dos carboidratos se inicia na boca, grande parte é quebrada em
maltose (dissacarídeo) e continua em outros locais
● Lipase
● Mucina (glicoproteína)
● Lisozima

Controle neural da secreção salivar


➔ Estimulação simpática noradrenérgica
◆ Bifásica
● 1) eleva fluxo
● 2) reduz fluxo (vasoconstrição)- menos passagem de água para
a glândula salivar
◆ Secreção de pequeno volume, viscosa (↑mucina)
◆ Estresse, ansiedade “boca seca”
➔ Estimulação parassimpática colinérgica (controle fisiológico primário)
◆ Inicia e mantém a secreção salivar

Fatores que interferem na secreção salivar


No tronco encefálico onde estão os corpos celulares do parassimpáticos têm
aglomerados de neurônios para regular a salivação → núcleos salivatórios.
Nos casos de inibição ocorre maior ação do simpático e inibição do
parassimpático.
Xerostomia (falta de salivação) x Sialorréia (excesso de salivação)

Deglutição
Também têm núcleos no tronco encefálico que controlam a deglutição.
Ocorre até o alimento chegar ao estômago.
● Pode ser iniciada voluntariamente
● Em seguida: controle reflexo- a língua empurra o bolo alimentar contra o
palato mole e a parte posterior da cavidade oral, disparando o reflexo da
deglutição
● Reflexo da deglutição – sequência rígida de eventos → alimento da boca
para a faringe e da faringe para o estômago
● Controle reflexo:
○ Estímulo para deglutição: pressão criada quando a língua empurra o
bolo contra palato mole e parte posterior da boca → Receptores de
estiramento na faringe → Impulso sensorial → Centro da deglutição
(bulbo e ponte) → Impulso motor → Nervos cranianos (Musculatura
faringe e esôfago superior) e Neurônios motores vagais (Restante do
esôfago)

EES- esfíncter esofágico superior


Quando o alimento ou líquido entra na traquéia → tosse para eliminar o que
não deveria estar ali.
Onda peristáltica: O parassimpático libera Ach, acima do local onde o bolo
alimentar está, promove a contração e em baixo do bolo alimentar a Ach é liberada
em outro neurônio do sistema nervoso entérico, que libera NO ou outros
neurotransmissores que promovem relaxamento da musculatura. Essa onda dura 9
segundos.

Deglutição infantil
Na amamentação, o mamilo fica entre a língua e o palato, o aleitamento
materno é importante para o correto desenvolvimento muscular, se for bem
desenvolvido com o desmame a criança vai passando para a deglutição típica.
A deglutição típica ocorre quando a língua vai para o céu da boca durante a
deglutição e a deglutição atípica a língua fica entre os dentes e pode causar vários
problemas de fonação, respiração…

Fase esofágica

Estímulos que iniciam atividade muscular do esôfago:


● estímulo mecânico na faringe durante deglutição
● estímulo mecânico – distensão da parede esofágica

Onda peristáltica
● Peristaltismo primário (contração alternando com relaxamento muscular)
● Peristaltismo secundário (na ausência de deglutição) – movimento do bolo
desencadeia segunda onda peristáltica.

Fase gástrica da resposta integrada à refeição


Estômago
Enzimas digestivas aceleram as reações químicas (catalisadoras), a hidrólise
da água é responsável por todas as reações de digestão. A hidrólise é o processo
básico da digestão. Para cada reação à uma enzima diferente, cada uma têm um
pH ótimo de ação. Ex: pepsina têm ph ótimo de 2, nesse pH têm sua atividade
máxima.
Carboidratos se quebram em monossacarídeos, triglicerídeos em ácidos
graxos e glicerol, e proteínas em aminoácidos.

Regiões

Outra subdivisão:
- Parte proximal (mais perto da boca)- fundo e corpo
- Parte distal (mais distante da boca)- antro e piloro
* Funções diferentes- em cada parte ocorre algum processo. Esfíncteres
regulam a passagem do alimento. Fundo e corpo são reservatórios para armazenar
o alimento, no antro e no piloro é misturado, triturado.

Especializações anatômicas
● Fundo: parede fina, expansão para acomodar alimentos
● Corpo: pregas longitudinais, distensão para acomodar alimentos
● Essas duas características permitem a expansão de 20x do volume quando
vazio. Volume vazio: 50 ml e cheio: 1000ml

Revestimento interno do estômago


● Epitélio simples colunar- forma as criptas gástricas ou fossetas
Estômago produz ácido clorídrico, enzimas digestivas, muco, hormônios.
Cada célula produz essas diferentes moléculas: células da superfície ou do colo
(produzem muco), célula parietal (produz ácido clorídrico), célula principal
(responsável pela produção de enzimas digestivas), células pilóricas ou G na região
do antro (produzem o hormônio gastrina).

● Mucosa gástrica pode ser dividida de acordo com as glândulas:


○ Região da cárdia
○ Região glandular oxíntica ou parietal (fundo e corpo)

■ secretora de ácido
■ acima da incisura gástrica
○ Região glandular pilórica
■ abaixo da incisura

Secreção gástrica
● Suco gástrico – mistura das secreções das células mucosas de superfície e
das glândulas
● 1 a 2L de suco gástrico/dia é produzido
● HCl → pH 1 a 2 (é produzido durante a estimulação- quando o alimento está
na boca)
→ células parietais - (H+/K+ ATPase)
→ conversão de pepsinogênio em pepsina- principal enzima do estômago,
pepsinogênio é a forma inativa, como forma de proteção, o HCl é responsável pela
conversão na forma ativa. Têm duas funções: deixar o pH ácido e converter o
pepsinogênio em pepsina.
→ ação bactericida- é uma via de entrada, microrganismos chegam, o pH
ácido serve como uma barreira química
*[K+] é sempre maior no suco gástrico ** vômitos persistentes - hipocalemia
● Pepsinogênio
○ células principais
○ Têm uma sequência de bloqueio, o pH baixo tira essa sequência,
expondo o sítio ativo para que a enzima possa agir
○ pepsina (digestão de proteínas)
○ função pode ser substituída pelas proteases pancreáticas
● Muco: secretado por células mucosas superficiais → Muco que retém HCO3-
→ Proteção contra H+ e pepsina- barreira física, o pH é próximo de 7 perto
das células secretoras de muco
● HCO3-: secretado por células mucosas superficiais
*Ingestão de alimento → aumenta secreção de muco e de HCO3-
● Fator intrínseco
○ glicoproteína produzida pelas células parietais
○ Auxilia na absorção da vitamina B12 no íleo (anemia perniciosa)
● Gastrina
○ células G (célula enteroendócrina) das glândulas do antro
○ estimula secreção de HCl- hormônio que prepara o estômago para
receber o alimento
○ efeito trófico sobre a mucosa gástrica- estimula a secreção de muco e
HCl
Hormônios podem ter ação endócrina (vão pela corrente sanguínea), ação
parácrina (agem nas células vizinhas, como a histamina e somatostatina), ação
autócrina (age na própria célula)

Somatostatina
→ células D do corpo do estômago – ação endócrina
→ células D do antro do estômago – ação parácrina
→ inibe secreção de HCl

Histamina
→ células enterocromafins da LP do corpo do estômago
→ estimula diretamente as células parietais

Regulação da secreção gástrica


● HCl
○ Acetilcolina (SNA extrínseco – parassimpático)
○ Histamina
○ Gastrina
● Pepsinogênio
○ Acetilcolina
○ Histamina
○ Gastrina
○ CCK
○ Secretina
● Muco
○ Acetilcolina (principalmente)
● HCO3- e fator intrínseco
○ Acetilcolina (principalmente)

Controle neural, além do controle hormonal, é um controle neuro-humoral. O


sistema nervoso entérico fica na parede do trato gastrointestinal, importante para o
controle involuntário da digestão, controle das respostas digestivas; é controlado
pelo SNC, principalmente pelo sistema nervoso autônomo parassimpático, esses
neurônios se encontram principalmente no tronco encefálico. O alimento no
estômago gera distensão e estiramento que serve de estímulo para
quimiorreceptores das terminações vagais aferentes que comunicam ao tronco
encefálico, gerando a ativação eferente do nervo vago que estimula a secreção.

Digestão no estômago
● Carboidratos – amilase (protegida do pH baixo pela ligação ao substrato)
○ Ao chegar no estômago, a amilase proveniente da cavidade bucal
pode continuar digerindo por até 1 hora, depois o próprio pH
neutraliza.
● Lipídeos – lipase gástrica (TAG monoglicerídeos e AG livres)
○ ~ 10 % da digestão dos lipídeos
○ A lipase gástrica é produzida pelas células principais, mas é pouco
produzida.
● Proteínas – pepsina
○ Proteínas são quebradas em oligopeptídeos no estômago, o restante
da digestão ocorre no intestino delgado
○ Ocorre o início da digestão das proteínas. A principal enzima do
estômago é a pepsina.

Barreira mucosa gástrica


● Muco + HCO3 → proteção contra H+ e pepsina

Motilidade gastrointestinal
● Musculatura lisa gastrointestinal
○ células fusiformes com junções comunicantes (contrações
sincronizadas)
● Células intersticiais de Cajal
○ Passam informação dos neurônios entéricos para as células
musculares lisas
○ “Marcapasso” – geram ritmo elétrico básico ou atividade de ondas
lentas (característica do TGI)
○ Contrações que ocorrem no estômago: peristaltismo (contrações
rítmicas) e também outras motilidades. As células de Cajal levam a
contração da musculatura lisa, tem o próprio ritmo que é controlado
pelo sistema nervoso entérico

Funções do estômago
1. Armazenamento de alimentos: região do fundo e porção proximal do corpo
gástrico
2. Mistura de alimentos: região média e distal do corpo gástrico
3. Trituração de alimentos: região antral
4. Propulsão peristáltica: porção proximal do corpo
5. Regulação da velocidade de esvaziamento gástrico: controlada por
mecanismos neurohumorais

Padrões motores do estômago


1. Relaxamento receptivo: simultaneamente ao relaxamento do EEI, a porção
proximal também relaxa, permitindo que o bolo alimentar penetre no
estômago. Relaxa para receber o alimento- Fase de armazenamento
gástrico
2. Peristalses gástricas: as peristalses gástricas se iniciam na região
marcapasso situada na região proximal do estômago
a. Essas ondas aumentam a sua intensidade e velocidade em direção à
região antro-pilórica- Mistura de alimento com as secreções
gástricas
b. O alimento passa a se chamar quimo
3. Sístole antral:
a. O piloro contrai-se rápida e abruptamente
b. A onda peristáltica antral encontra-se o piloro fechado e ocorre a
retropropulsão do quimo. O piloro manda de volta para o antro para
que ocorra a Trituração do alimento
Obs: O quimo permanece no estômago entre 2 e 3 horas, dependendo da natureza
química da ingesta
4. Esvaziamento gástrico
a. O quimo é esguichado em pequenos volumes, através do piloro, sendo
a velocidade de esvaziamento gástrico altamente coordenada por
mecanismos neurohumorais duodenogástricos
b. O piloro previne o esvaziamento gástrico rápido e o refluxo do
conteúdo duodenal para o estômago

Quanto maior o volume do quimo → Maior a força de contrações → Maior a


taxa de esvaziamento
Substâncias líquidas são esvaziadas mais rapidamente

Curiosidades:
Quando o estômago fica vazio por muitas horas, ocorrem as contrações
conhecidas como contrações da fome, que resultam nas conhecidas pontadas de
fome.

Contrações:
● Motilina e outros hormônios estimula
● O que inibe: sistema nervoso autônomo simpático, CCK, secretina, GIP
(peptídeo inibitório gástrico)

Vômito
● Salivação e náusea
● Peristaltismo invertido esvazia parte superior do
● ID para dentro do estômago
● Glote se fecha (evita aspiração para traquéia)
● Músculos da parede abdominal se contraem – aumenta pressão
intra-abdominal
● EEI e esôfago relaxam
● Conteúdo gástrico é ejetado

Estímulos
● Irritação da mucosa do TGI superior
● Movimento (origem central)
● Cheiros, visões (origem central – sistema límbico)
● Agentes químicos (origem central – 4º. Ventrículo)

Intestino delgado
● Digestão e absorção de nutrientes
● Tem 3 partes: duodeno, jejuno e íleo
● Especializações que aumentam superfície de contato com o quimo
○ Longo tubo- 7 a 9 metros de comprimento
○ Pregas em mucosa e submucosa
○ Vilosidades da mucosa
○ Microvilosidades dos enterócitos
● Quando o quimo sai do estômago leva um pouco de H+, o pH do intestino
delgado é básico, o bicarbonato de sódio produzido pelo pâncreas neutraliza
o pH e é importante para a atividade enzimática

Glândulas anexas:
● Pâncreas: produz enzimas digestivas (suco pancreático) e bicarbonato de
sódio
● Fígado: produz a bile, que é um conjunto de sais biliares, prepara a gordura
para que possa ser digerida

Estímulos no intestino delgado


● Mecânicos: distensão da parede intestinal
● Químicos: presença de H+ e nutrientes no lúmen intestinal
Levam a:
● Aumento da secreção pancreática
● Aumento da contração da vesícula biliar
● Relaxamento do esfíncter de Oddi
● Regulação do esvaziamento gástrico
● Inibição da secreção de ácido pelo estômago
*Vários estímulos preparam o intestino delgado e inibem o estômago

Regulação do esvaziamento gástrico por vias neurais e hormonais


Quando a refeição chega no intestino delgado neurônios aferentes vagais
são ativados e ocorre a ativação reflexa dos eferentes vagais que leva a: redução
da força das contrações antrais, contração do piloro, redução da motilidade gástrica
proximal, inibição do esvaziamento gástrico e inibição da secreção gástrica.
Já a via hormonal: a colecistocinina (CCK) liberada pela mucosa duodenal
em resposta aos nutrientes promove inibição do esvaziamento gástrico, contração
da vesícula biliar, relaxamento do esfíncter de Oddi e estímulo da secreção
pancreática. A liberação de CCK também aumenta na presença de lipídeos.

Pâncreas:
● Fica abaixo do estômago
● É uma glândula mista:
○ Pâncreas endócrino: secreta hormônios na porção das ilhotas
pancreáticas também chamadas de ilhotas de Langerhans. Produz
insulina e glucagon
○ Pâncreas exócrino: enzimas digestivas nos ácinos

Secreção pancreática
● Maior contribuinte da digestão enzimática da refeição (quantitativamente)
● Composição:
○ Enzimas
○ Água
○ Íons bicarbonato
■ Neutralização do ácido gástrico
■ Neutralização da ação da pepsina
● Estimulada nas fases:
○ Cefálica: iniciada pelo cheiro, gosto e condicionamento
○ Gástrica: iniciada pela distensão do estômago
○ Intestinal:
■ 80% da secreção intestinal corresponde a secreção
pancreática, o restante é o suco entérico, produzido pelo próprio
intestino delgado e atua no fim da digestão
■ Secreção enzimática e aquosa
■ Regulação neural e hormonal

Secreção primária do pâncreas


Enzimas
● Tripsinogênio - Tripsina (forma ativa)
● Quimiotripsinogênio- Quimiotripsina (forma ativa)
● Proelastase- Elastase (forma ativa)
● Procarboxipeptidase- carboxipeptidase (forma ativa)
*São zimogênios → proteção para as células secretoras, fazem a quebra de
proteínas
● Amilase pancreática- atua em carboidratos
● Lipase- atua em lipídeos
● Desoxirribonuclease
● Ribonuclease
*Atua em ácidos nucleicos
Essas enzimas agem na quebra inicial, o que não passou pela quebra inicial.

Fibrose cística
Tem menos bicarbonato e enzimas, o intestino fica menos alcalino e isso
prejudica a digestão.

Controle da liberação da bicarbonato


● Células endócrinas especializadas no epitélio do intestino delgado (Células
S) quando diminui o pH no lúmen secretam secretina que estimula a
secreção de bicarbonato pelas células dos ductos pancreáticos tornando o
suco pancreático mais alcalino

Controle da liberação de enzimas digestivas


● Células endócrinas especializadas no epitélio no intestino delgado (Células I)
secretam CCK que são estimuladas por:
○ Ácidos graxos e aminoácidos da refeição
○ Peptídeo liberador de CCK (ação parácrina)
○ Peptídeo monitor (liberado pelo pâncreas)
○ Controle neural
● A CCK estimula as células acinares a produzir as enzimas

Pancreatites
➔ Agudas: glândula é capaz de retornar ao normal se a causa for removida
◆ Uma das causas pode ser a doença do trato biliar; alcoolismo (o
motivo ainda é desconhecido)- a ingestão crônica de álcool torna o
suco pancreático rico em proteína, formação de tampões de proteína e
obstrução de ductos pancreáticos pequenos, além de lesão de células
acinosas
➔ Crônica: presença de destruição irreversível do parênquima pancreático
exócrino
◆ Abuso de álcool de longa duração e obstrução de longa duração do
ducto pancreático (cistos, cálculos, trauma, neoplasma) causam

Secreção biliar
● Digestão e absorção de lipídeos
● Produzida pelo fígado
● Armazenada e concentrada na vesícula biliar
● Secretada pela vesícula biliar em resposta à refeição
● CCK- promove a contração da vesícula biliar e o relaxamento do esfíncter de
Oddi

Bile:
● Composta por sais biliares, pigmentos biliares, colesterol, íons e água
● Sais biliares são detergentes biológicos, reciclados via circulação
entero-hepática, produzidos a partir do colesterol
● Promove a emulsificação da gordura→ uma gota de gordura é quebrada em
gotículas menores, aumenta a área de ação enzimática
● Promove a formação de micelas que:
○ Mantêm os lipídeos em solução
○ Facilitam transporte de lipídeos para os enterócitos, sem as micelas
quase nada consegue ser absorvido
● Sal biliar têm uma parte hidrofóbica (volta-se para dentro) e outra hidrofílica
(fica para fora)

Digestão de lipídeos
● Lipase lingual e gástrica contribuem pouco para a digestão de lipídeos
● Maior parte da digestão do triacilgliceróis começa no duodeno → lipase
pancreática
● Digestão de ésteres de colesterol, ésteres de colesterol, ésteres de vitaminas
lipossolúveis e fosfolipídeos → colesterol esterase (pancreática)
● Os lipídeos são absorvidos → as micelas transportam e se abrem, os
monoglicerídeos entram na célula por difusão, são ressintetizados (voltam a
ser triglicerídeos) no retículo endoplasmático liso, formando quilomícrons
(semelhante as micelas) no complexo de Golgi, que deixam as células para o
espaço intersticial e dali para o lacteal central (vaso linfático) e depois são
transportado pelo canal torácico (principal canal linfático do corpo) para
serem lançados na circulação

O suco pancreático forma dissacarídeos (carboidratos) e oligopeptídeos


(proteínas) que precisam passar pela ação do suco entérico. Que têm enzimas
sucrase, isomaltase, lactase (converte a lactose em galactose e glicose), sacarase
(converte sacarose em frutose e glicose) e maltase (converte maltose em glicose e
glicose); digerem oligômeros de glicose gerando glicose livre para a absorção.
A lactase diminui após o desmame e a digestão da lactose fica limitada, a
redução excessiva ou ausência da lactase → intolerância a lactose, que é uma das
síndromes de má-absorção, pode ser congênita ou adquirida, com a ausência os
microrganismos formam ácido lático que promove diarréia osmótica e distensão
intestinal.
A intolerância congênita causa fezes explosivas, aquosas, espumosas e
distensão abdominal, é prontamente corrigida com retirada do leite. A intolerância
adquirida pode estar associada com infecções intestinais bacterianas ou virais e
com outras doenças do intestino; não afeta muitas crianças.
A doença celíaca é a sensibilidade ao glúten, perda de tolerância ao glúten.
As manifestações ocorrem na infância ou na maturidade (geralmente na quinta
década de vida) e incluem atrofia ou perda total de vilosidades, diarréia, flatulência,
perda de peso, fadiga e lesões cutâneas.

Digestão de proteínas: oligopeptídeos são quebrados por enzimas peptidases.

Lipídeos: o intestino digere a maior parte


Carboidratos e Proteínas: continua a digestão no intestino

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