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Autor:
Paulo H M Sousa
30 de Janeiro de 2025
Paulo H M Sousa
Aula 02
Índice
1) Práticas Comerciais
..............................................................................................................................................................................................3
4) Proteção Contratual
..............................................................................................................................................................................................
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Há três definições anteriores de consumidor. A primeira delas, trazida pelo art. 2° do CDC,
fixa que consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.
Lembro ainda que se admite a aplicação das normas do CDC, por se enquadrar determinada pessoa no
conceito de consumidor, mesmo quando ela não seja a destinatária final do produto ou serviço, apesar
de ser consumidora intermediária. É a aplicação da teoria finalista mitigada, adotada pela doutrina
em geral e pela jurisprudência do STJ.
A terceira definição vem quando o CDC trata da responsabilidade civil por fato ou defeito do produto ou
serviço. É a figura contida no art. 17, que cria a figura do consumidor por equiparação – ou bystander
– esse conceito de consumidor, porém, só se aplica à parte do CDC que trata da
responsabilidade por fato do produto ou serviço.
O art. 29 traz uma quarta definição de consumidor. Tal como o art. 17, ela é restrita, e não
ampla como as duas primeiras hipóteses do art. 2º, caput e parágrafo único. Para os fins
do capítulo das práticas comerciais e da proteção contratual, equiparam-se aos
consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele
previstas.
Seção II – Oferta
Prevê o art. 30 que toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por
qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados constitui oferta. A oferta obriga o fornecedor que a fizer veicular ou
dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.
O art. 30 do CDC traz, de maneira mais explícita, a previsão do art. 429 do Código Civil
(“A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao
contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos”).
Contudo, uma vez veiculada proposta suficientemente precisa, ela se torna obrigatória. O
CDC não faz, como o Código Civil – arts. 428 e 429, parágrafo único – menção a exceções,
situações nas quais a oferta deixa de ser obrigatória ou pode ser revogada. Isso se explica pelo
reconhecimento de que o consumidor é vulnerável.
Mesmo que no contrato escrito, celebrado depois, não houver a informação que fora prestada
previamente pelo fornecedor, ela integra o contrato.
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Se a oferta estiver contida em produtos refrigerados, devem ser gravadas de forma indelével, ou
seja, que não pode ser apagada, conforme exige o parágrafo único do art. 31.
Informação-conteúdo
• Características intrínsecas do produto e serviço
Informação-utilização
• Como se usa o produto ou serviço
Informação-preço
• Custo, formas e condições de pagamento
Informação-advertência
• Riscos do produto ou serviço
Estabelece o STJ (REsp 586.316/MG) que, embora toda advertência seja informação, nem toda
informação é advertência; quem informa nem sempre adverte. Por isso, mesmo nos casos citados
anteriores (seção de importados do mercado), a informação advertência tem de vir expressa em língua
portuguesa.
É por isso, que a Lei 10.674/2003 obriga que os produtos alimentícios comercializados informem
sobre a presença de glúten, como medida preventiva e de controle da doença celíaca.
A Súmula 595 do STJ reconhece que informações importantes devem estar adequadamente informadas,
e não apenas genericamente, como no caso de reconhecimento de Curso Superior
O parágrafo único prevê que cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoável de tempo, na forma da lei.
Ocorre que a tal da lei nunca foi feita. O PL 338/2015 da Câmara dos Deputados até tentou,
mas a regulação ainda não vingou. Por isso, o entendimento é de que se deve utilizar o tempo
de vida útil médio do produto.
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Em primeiro lugar, as três opções são alternativas ao consumidor, que pode escolher
livremente quaisquer delas.
Por fim, o CDC ainda regula a oferta à distância. Prevê o art. 33 que em caso de oferta ou venda por
telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem,
publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.
Por sua vez, o parágrafo único estabelece que é proibida a publicidade de bens e serviços por
telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.
O art. 36 estabelece que a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
Por isso, proíbe-se toda e qualquer publicidade enganosa ou abusiva, fixa o art. 37. E
o que é ser enganoso? E abusivo? Os §§1º, 2º e 3º estabelecem o que isso significa:
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Publicidade enganosa
• Qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados
sobre produtos e serviços
• Quando será a publicidade enganosa por omissão? Quando deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço
Publicidade abusiva
• Dentre outras, a discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de
induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança
O art. 38 não deixa margem de dúvida ao prever que o ônus da prova da veracidade
e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina.
A publicidade pode ser enganosa por ação e por omissão; publicidade enganosa
comissiva ou ativa e publicidade enganosa omissiva. Em qualquer caso, o consumidor
não precisa comprovar culpa ou dolo do fornecedor.
Para o STJ, a ausência de informação relativa ao preço, por si só, não caracteriza
publicidade enganosa. Para a caracterização da ilegalidade omissiva, a ocultação deve
ser de qualidade essencial do produto, do serviço ou de suas reais condições de
contratação, considerando, na análise do caso concreto, o público alvo do anúncio
publicitário (REsp 1.705.278/MA).
E quem responde pela publicidade enganosa? Segundo o STJ, as empresas de comunicação não
respondem por publicidade e propostas abusivas ou enganosas, porque essa responsabilidade toca aos
fornecedores-anunciantes, que a patrocinaram (REsp. 604.172/SP).
➢ Fase pré-contratual: práticas abusivas levadas a efeito antes da contratação efetiva. Por
exemplo, os incs. I, II e III do art. 39 (condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao
fornecimento de outro produto ou serviço; recusar atendimento às demandas dos consumidores;
enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto).
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➢ Fase contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois da contratação, mas antes de sua
finalização. Por exemplo, o inc. XII do art. 39 (não fixação do prazo para cumprimento da
obrigação).
➢ Fase pós-contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois de finalizada a relação de
consumo. Por exemplo, o inc. VII do art. 39 (repassar informação depreciativa, referente a ato
praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos).
Por causa do inc. I do art. 39 do CDC é que o STJ editou a Súmula 356: “É legítima a cobrança da tarifa
básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa”. Isso porque se entende que é possível cobrar por pacotes
mínimos de serviços de telecomunicações, para haver adequada retribuição pela infraestrutura.
Por outro lado, a norma também impede que o consumidor exija do fornecedor quantidades
incompatíveis com os usos e costumes. Inclusive, o STJ entende que a limitação de estoque do
fornecedor, justificada, não gera dano moral indenizável (REsp 595.734/RS).
O STJ, na Súmula 532, entende que constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem
prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa.
O parágrafo único do art. 39, inclusive, prevê que os serviços prestados e os produtos remetidos ou
entregues ao consumidor, sem solicitação prévia, equiparam-se às amostras grátis,
inexistindo obrigação de pagamento.
Por outro lado, o STJ (REsp 844.736/DF) entende que “não obstante o inegável incômodo,
o envio de mensagens eletrônicas em massa – spam – por si só” não justifica indenização
por dano moral.
Aqui se vê uma classificação feita pela doutrina a respeito das práticas abusivas. Elas podem ser
classificadas em (I) práticas abusivas produtivas e (II) em práticas abusivas comerciais.
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As práticas abusivas produtivas ocorrem, como o nome diz, na produção, quando o produto está fora
das normas expedidas pelos órgãos oficiais; por sua vez, as práticas abusivas comerciais estão em
momento posterior. Estas são as mais comuns. De toda forma, o fornecedor não pode
se valer da hipervulnerabilidade (vulnerabilidade agravada) de certos grupos de
consumidores, como no caso das crianças ou idosos.
Igualmente, por esse mesmo motivo o STJ editou a Súmula 302: “É abusiva a cláusula
contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado”.
O art. 51,§1º, incisos, do CDC, estabelece que se presume exagerada, entre outros casos, a vantagem que
ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; restringe direitos ou obrigações
fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio
contratual; se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e
conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.
Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga as partes e somente pode ser alterado por nova
negociação. Além disso, o valor orçado tem validade de 10 dias, contado o prazo de seu
recebimento pelo consumidor, salvo estipulação em contrário.
Agora, e se houver mudança no orçamento, o consumidor responde? Se não está previsto, não
responde.
O próprio STJ (REsp 332.869) tem julgado a respeito, estabelecendo de maneira inequívoca
que não pode o fornecedor realizar cobrança de valores se esses valores não estavam
discriminados em orçamento prévio e aprovado pelo consumidor.
Os fornecedores não podem criar um banco de dados de consumidores reclamões, de modo a que o
consumidor seja reconhecido previamente a uma contratação. Exigir o cumprimento de um contrato ou
reclamar de um problema é exercer direitos constitucionalmente previstos e não se pode permitir
que sejam criados meios para obstar esse exercício.
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O fornecedor não pode recusar vender ao consumidor um produto se ele se dispõe a pagar de pronto.
Ele, evidentemente, não é obrigado a aceitar qualquer forma de pagamento, mas deve deixar ostensivo
o tipo de pagamento aceito.
Uma vez aceito o pagamento, o fornecedor deve honrar sua aceitação, seja ela qual for.
O preço de produtos e serviços é regulado pela Lei 10.962/2004. O art. 2º, inc. I, é que
determina a exigência de preços em vitrines.
No comércio eletrônico, deve haver divulgação ostensiva do preço à vista, junto à imagem do
produto ou descrição do serviço, em caracteres facilmente legíveis com tamanho de fonte não inferior a
doze.
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cobrar, por exemplo, R$199 pelo produto, pagando-se no cartão de crédito, e R$179 com pagamento à
vista, em dinheiro.
Para que se possa fazer essa diferenciação, o art. 5º-A da Lei 10.962/2004 exige que o fornecedor
informe, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais descontos oferecidos em função do prazo
ou do instrumento de pagamento utilizado.
Ainda assim, o art. 39, inc. X, do CDC ainda se aplica a vários casos.
➢ XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério
Há uma exceção prevista no art. 43-A da Lei 4.591/1964. Segundo a norma, a entrega
do imóvel em até 180 dias corridos da data estipulada contratualmente como data
prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pactuado, de
forma clara e destacada, não viola os direitos do consumidor. Além disso, o atraso
não dá causa à resolução do contrato por parte do adquirente nem enseja o
pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.
O art. 41 do CDC, trata do tema. Prevê a norma que no caso de fornecimento de produtos
ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços, os
fornecedores devem respeitar os limites oficiais. Se não respeitarem, respondem pela
restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada, podendo o
consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis.
Esse dispositivo pretende evitar a aglomeração perigosa de pessoas, com riscos graves à segurança dos
consumidores, especialmente em locais como baladas, notoriamente conhecidas pelo excesso de
pessoas confinadas em espaços diminutos.
Além de prática abusiva, essa conduta também tipifica o crime previsto no art. 65 do CDC, de executar
serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente.
Por fim, pra arrematar, é possível extrair dessas regras um grupo de princípios a respeito da
publicidade:
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Princípio da identificação
• O consumidoe deve, de maneira fácil e imediata identificar a publicidade, como
determina o art. 36: "A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal".
Princípio da vinculação
• A oferta obriga o fornecedor a cumpri-la, segundo o art. 30: "Toda informação ou
publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados,
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que
vier a ser celebrado".
Princípio da proibição da publicidade ilícita
• Esse princípio abrange os deveres de veracidade e de não abusividade, como se
extrai do art. 37: "É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva".
Princípio da inversão do ônus da prova
• Não é o consumidor quem tem de provar que a publicidade é imprópria, a teor do
art. 38: "O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação
publicitária cabe a quem as patrocina".
Princípio da transparência
• Novamente, é obrigação de quem veicula a publicidade ter as informações a
respeito dela, como prevê o art. 36, parágrafo único: "O fornecedor, na publicidade
de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos
legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação
à mensagem".
Princípio da contrapropaganda
• O infrator tem o dever de veicular contrapropaganda, segundo o art. 60: "A
imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na
prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus
parágrafos, sempre às expensas do infrator".
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Por outro lado, o parágrafo único estabelece que o consumidor cobrado em quantia indevida tem
direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. Cuidado, porque a
aplicação da norma não é tão direta.
Há, assim, a necessidade de se comprovar a ocorrência de três elementos objetivos (i. a cobrança
de dívida; ii. a cobrança extrajudicial da dívida; iii. a dívida é de consumo) e um elemento subjetivo
(má-fé do fornecedor).
Conforme a Súmula 412 do STJ, “a ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se
ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil”, em seu art. 205, de 10 anos. A mesma regra vale
para os serviços de telefonia (EREsp 1.523.744).
Para os demais casos, vale a regra do art. 206, §3º, inc. IV, do Código Civil, havendo prescrição da
pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa no prazo de 3 anos.
O STJ (REsp 1.645.589/MS) entende que a aplicação da pena prevista no parágrafo único do art. 42 do
CDC apenas é possível diante da presença de engano justificável do credor em proceder com a cobrança,
da cobrança extrajudicial de dívida de consumo e de pagamento de quantia indevida pelo consumidor.
Já o art. 940 do Código Civil somente pode ser aplicado quando a cobrança se dá por meio judicial e fica
comprovada a má-fé do demandante, independentemente de prova do prejuízo.
Ademais, segundo o Tribunal Superior, mesmo diante de uma relação de consumo, se inexistentes os
pressupostos de aplicação do art. 42, parágrafo único, do CDC, deve ser aplicado o sistema geral do
Código Civil, no que couber. O art. 940 do Código Civil é norma complementar ao art. 42, parágrafo único,
do CDC e, no caso, sua aplicação está alinhada ao cumprimento do mandamento constitucional de
proteção do consumidor).
Por fim, determina o art. 42-A que em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao
consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição do CPF ou CNPJ do
fornecedor do produto ou serviço correspondente.
O art. 43 prevê que o consumidor pode ter acesso às informações existentes em cadastros, fichas,
registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas
fontes.
Esse acesso deve ser gratuito, bem como deve ser permanentemente atualizado. Se o fornecedor
deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados,
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fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata pode sofrer pena de detenção de um a seis
meses ou multa (art. 73 do CDC).
Esse cadastro e os dados nele contidos não podem conter informações negativas
referentes a período superior a cinco anos. Do §1º do art. 43 do CDC, em conjunto
com o art. 205, §5º, inc. I, do Código Civil.
Assim, uma vez incluído no SERASA, meu nome só pode ficar sujo por no máximo
cinco anos, contado o prazo do dia seguinte ao do vencimento da dívida - e não
da inscrição em si - (§5º do art. 43).
E se o controlador do banco de dados não retirar o nome do consumidor após o prazo ou, efetivado
pagamento, demora demasiadamente para fazê-lo? Cabe indenização por dano moral, entende o STJ
(REsp 480.622/RJ).
A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deve ser comunicada por escrito
ao consumidor, quando não solicitada por ele. A regra do §2º do art. 43 é de seguimento obrigatório.
A doutrina entende que a comunicação pode ser feita por qualquer pessoa, incluindo
o próprio credor. Porém, para o STJ, a notificação tem de ser feita pelo mantenedor
do cadastro (SPC, SERASA etc.).
Por sua vez, incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro
de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito
(Súmula 548 do STJ).
E se o consumidor encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros? Ele pode exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de 5 dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas. Cabível, aqui, inclusive, o Habeas Data, medida constitucional
extrema, se necessário.
Por fim, vale lembrar da Súmula 550 do STJ, que dispõe que "a utilização de escore de crédito, método
estatístico de avaliação de risco que não constitui banco de dados, dispensa o consentimento do
consumidor, que terá o direito de solicitar esclarecimentos sobre as informações pessoais valoradas e
as fontes dos dados considerados no respectivo cálculo."
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Além dos cadastros negativos, há também cadastros positivos, como aquele previsto na
Lei 12.414/2011 que disciplina a formação e consulta a bancos de dados com
informações de adimplemento, de pessoas naturais ou de pessoas jurídicas, para
formação de histórico de crédito.
O art. 3º, §1º, prevê que para a formação do banco de dados, somente poderão
ser armazenadas informações objetivas, claras, verdadeiras e de fácil
compreensão, que sejam necessárias para avaliar a situação econômica do
cadastrado.
Por sua vez, proíbem-se anotações de informações excessivas – aquelas que não
estiverem vinculadas à análise de risco de crédito ao consumidor – ou sensíveis –
aquelas pertinentes à origem social e étnica, à saúde, à informação genética, à
orientação sexual e às convicções políticas, religiosas e filosóficas, determina o art.
3º.
Segundo o art. 4º, o gestor está autorizado a abrir cadastro em banco de dados com
informações de adimplemento de pessoas naturais e jurídicas; fazer anotações no referido cadastro;
compartilhar as informações cadastrais e de adimplemento armazenadas com outros bancos de dados;
e disponibilizar a consulentes a nota ou pontuação de crédito elaborada com base nas informações de
adimplemento armazenadas e o histórico de crédito, mediante prévia autorização específica do
cadastrado.
Determina o §4º do art. 4º que a comunicação deve ocorrer, salvo se o cadastrado já tenha cadastro
aberto em outro banco de dados, em até 30 dias após a abertura do cadastro no banco de dados, sem
custo para o cadastrado. Ela deve ser realizada pelo gestor, diretamente ou por intermédio de fontes e
também informar de maneira clara e objetiva os canais disponíveis para o cancelamento do cadastro no
banco de dados.
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O gestor deve proceder automaticamente ao cancelamento de pessoa natural ou jurídica que tenha
manifestado previamente, por meio telefônico, físico ou eletrônico, a vontade de não ter aberto seu
cadastro (§7º). Esse cancelamento implica a impossibilidade de uso das informações do histórico de
crédito pelos gestores, inclusive para a composição de nota ou pontuação de crédito de terceiros
cadastrados.
Por sua vez, quais são as obrigações dos gestores de bancos de dados? O art. 6º determina que ele
estão obrigados, quando solicitados, a fornecer ao cadastrado:
A Lei 12.414/2011 ainda limita a utilização das informações dos bancos de dados
nos arts. 7º e 7º-A, e traz uma série de obrigações das fontes.
É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado,
aplicando-se, no que couber, as mesmas regras enunciadas no dispositivo que trata dos bancos de dados
dos consumidores.
Alguns PROCONs estaduais já têm esse cadastro, mas o CNRF – Cadastro Nacional de Reclamações
Fundamentadas, previsto para operar em 2011, ainda não foi finalizado. Ou seja, o SERASA dos
fornecedores, passados mais de 30 anos do CDC, sequer existe.
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QUESTÕES COMENTADAS
MULTIBANCAS
ACCESS
1. (Instituto ACCESS - Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S.A – Advogado - 2024) Pedro
contratou a empresa Satel para realizar a prestação de serviço de internet via satélite para a
sua residência, com o pagamento realizado por débito em conta. Porém, no mês de janeiro, a
empresa entrou em contato com Pedro informando que os 5 últimos meses não haviam sido
pagos porque o banco não autorizou o débito em conta. Assim, Pedro procedeu ao pagamento
do valor cobrado pela empresa Satel, que posteriormente foi identificado como indevido. Nos
termos do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é correto afirmar que:
B) Pedro terá direito a ser ressarcido pela empresa com valor correspondente ao dobro do valor
cobrado indevidamente mais juros e correção monetária, salvo hipótese de engano justificável.
C) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas aos 3 últimos meses.
E) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas ao último mês.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O fato de Pedro ter feito o pagamento não impede que ele seja restituído.
O CDC protege o consumidor contra cobranças indevidas, independentemente da forma de pagamento.
Portanto, mesmo que ele tenha pago espontaneamente, tem direito à devolução do valor.
A alternativa B está correta. Nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC, o consumidor que for
cobrado indevidamente tem direito à repetição do indébito em dobro do valor pago, acrescido de juros
e correção monetária, salvo se houver um engano justificável da empresa. Como Pedro pagou um valor
indevido, ele tem direito a essa devolução em dobro, exceto se a empresa demonstrar que houve erro
justificável.
A alternativa C está incorreta. Não há no CDC qualquer limitação temporal para a devolução dos valores
pagos indevidamente. A lei prevê a repetição do total pago indevidamente e não apenas uma parte dos
valores cobrados. Portanto, essa alternativa restringe um direito que o consumidor tem integralmente.
A alternativa D está incorreta. Mesmo que Pedro tenha autorizado o débito, isso não significa que a
cobrança indevida seja válida. O CDC protege o consumidor contra cobranças indevidas
independentemente da autorização para débito. Se o pagamento foi indevido, deve ser restituído,
conforme art. 42, parágrafo único, do CDC.
A alternativa E está incorreta. Assim como na alternativa C, não há limitação temporal para a devolução
do valor. O CDC determina que todo o valor cobrado indevidamente deve ser devolvido, e não apenas o
de um único mês.
BANPARÁ
A alternativa C está incorreta. O art. 5º, §2º do Decreto 7.962/2013 traz a seguinte redação:
Art. 5º, §2º O exercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos
acessórios, sem qualquer ônus para o consumidor.
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
CESGRANRIO
Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito
à repetição do indébito, por valor igual ao
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois nesse caso, o consumidor tem direito à repetição do indébito por
valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, nos
termos do art. 42, parágrafo único, do CDC.
A alternativa B está correta, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC, “na cobrança de débitos, o
consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de
constrangimento ou ameaça. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito
à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável."
A alternativa C está incorreta, pois conforme acima exposto, o consumidor tem direito à repetição do
indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC.
A alternativa D está incorreta, pois o art. 42, parágrafo único, do CDC, assegura que o consumidor tem
direito à repetição do indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros legais.
A alternativa E está incorreta, pois nessa circunstância, o consumidor tem direito à repetição do
indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC.
aposentadoria e pensões. Mirando nesse nicho, ela contata os indivíduos e, com sua competência
verbal, consegue realizar inúmeros contratos e bater as metas exigidas. Alguns dos seus clientes,
no entanto, após verificar que o saldo disponível em suas contas não permite o pagamento de
suas despesas básicas, apresentam reclamação à Diretoria do banco. Segundo as regras do
Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, constitui prática abusiva prevalecer-se da
fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua:
a) familiaridade
b) generosidade
c) liberdade
d) amizade
e) idade
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois na fraqueza ou ignorância leva em consideração sua saúde, idade,
conhecimento ou condição social, conforme dispõe o CDC:
Levando em consideração que se trata de pessoa idosa, sua vulnerabilidade estará ligada à sua idade,
portanto.
A alternativa B está incorreta, pois a generosidade da pessoa idosa em nada afeta sua posição de
vulnerabilidade para fins comerciais.
A alternativa C está incorreta, pois a liberdade também não se relaciona com a posição de
vulnerabilidade da pessoa idosa, do ponto de vista comercial.
A alternativa D está incorreta, pois a amizade também não tem relação com a vulnerabilidade.
A alternativa E está correta, conforme disposição do art. 39, inc. IV, do CDC.
a) quebra de sigilo
b) concorrência desleal
c) prática abusiva
d) vício do serviço
e) defeito no produto
Comentários
Gabarito: C
CONSULPAM
a) O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao
dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, inclusive em
hipótese de engano justificável.
b) Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o
nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, mas poderá ser
submetido a constrangimento, que é justificável uma vez ser inadimplente.
d) O consumidor cobrado em quantia indevida não tem direito à repetição do indébito.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição
do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, salvo hipótese de engano justificável, nos termos do art. 42 do CDC.
A alternativa C está incorreta, pois o consumidor não poderá ser submetido a constrangimento, nos
termos do art. 42 do CDC.
A alternativa D está incorreta, pois o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição
do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, nos termos do art. 42 do CDC.
I. O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de quinze dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.
II. A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por
escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.
a) II e III.
b) Apenas I.
c) I e III.
d) Apenas II.
Comentários
Art. 43. § 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e
cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de
cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações
incorretas.
Gabarito: D (II)
a) Elevar os preços dos produtos e serviços, mesmo que sem justa causa, não constitui prática abusiva,
uma vez que o empreendedor e as empresas têm autonomia para arbitrar os preços de seus produtos
e serviços.
b) Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos, constitui prática abusiva.
c) O consumidor responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços
de terceiros não previstos no orçamento prévio.
d) Ao fornecedor de serviço é facultado entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.
Comentários
I. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
II. É enganosa dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
a) Apenas I.
b) I e II.
c) Apenas III.
d) Todas estão corretas.
Comentários
O Item I está correto, por ser a literalidade do CDC:
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.
Gabarito: A (I)
COPEVE
a) IV, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
Comentários
O Item I está incorreto. Repassar ao consumidor, no preço do produto ou serviço, o custo de impostos
ou taxa cobrados do comerciante, não é prática abusiva, pois não há tal vedação no CDC.
O Item II está incorreto. O art. 18, §1° do CDC, proíbe que o fornecedor não substitua o produto, mas
não trata dessa situação como abusiva:
Art. 18, §1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o
consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - a substituição do produto
por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso.
O Item III está incorreto. De acordo com o art. 39 é vedada tal prática, porém, não é prática abusiva, nos
termos do CDC.
Gabarito: A (IV)
CS-UFG
a) é direito do consumidor, caso cobrado em quantia indevida, a repetição do indébito, por valor igual
ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de
engano justificável.
b) é dever do consumidor ajuizar uma ação por vício do produto em até 3 anos a partir do conhecimento
do defeito, conforme previsto no artigo 27 do referido código, sob pena de prescrição.
c) é direito do consumidor reclamar sobre vício aparente de um produto durável em até 30 dias,
conforme previsto no capítulo que trata da decadência e prescrição.
d) é direito do consumidor reclamar sobre vício oculto do produto em até 30 dias a partir do momento
da aquisição do bem.
Comentários
Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à
repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por
fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a
contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.
a) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
b) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso.
c) no valor igual ao que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
d) no valor igual ao que pagou em excesso.
Comentários
Veja CDC:
Gabarito: A
13. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir. O
consumidor L. chegou ao Procon informando que deixou seu carro para arrumar na oficina e lhe
foi entregue um orçamento no valor de R$ 2.500,00. Quando L. voltou para pegar o carro, a
oficina lhe informou que por, não ter mão de obra especializada na área de lanternagem, teve
que pagar um outro profissional, o qual cobrou o valor de R$ 550,00 para fazer o serviço,
portanto o valor atual dos reparos e de R$ 3.050,00.
De acordo com a norma de proteção e defesa do consumidor, estamos diante de uma prática
a) admitida pelo ordenamento jurídico, e a alteração pode ser realizada mediante livre negociação, não
dependendo de prévia anuência.
b) abusiva, pois o valor orçado obriga os contraentes, tendo validade de 7 dias o orçamento
apresentado, contados do seu recebimento pelo consumidor.
c) admitida, portanto o consumidor L. deve pagar pelo acréscimo, uma vez que este tipo de situação
pode ocorrer pois a oficina mecânica não agiu de má-fé.
d) abusiva, pois o consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da
contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.
Comentários
O fornecedor do serviço não pode executar serviços sem previa elaboração de orçamento e
autorização do consumidor, além disso, o consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos
decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio e não
autorizados por ele. Veja CDC:
Gabarito: D
14. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir. O
estabelecimento comercial X realizou um anúncio comercial de uma TV Smart 32 polegadas no
valor de R$ 750,00. Os consumidores, ao chegarem à loja, receberam a informação de que o preço
era R$ 975,00, alegando equívoco na publicidade ofertada.
Comentários
Embora isso:
Veja que toda informação ou publicidade veiculada obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se
utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Portanto, o consumidor deve exigir o cumprimento
forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade
Gabarito: C
a) Cinco dias.
b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.
Comentários
Veja CDC:
Art. 40. § 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de
dez dias, contado de seu recebimento pelo consumidor.
Gabarito: B
FACET CONCURSOS
16. (FACET Concursos - 2020 - Prefeitura de Capim - PB - Assistente Jurídico) Uma loja de
materiais de construção localizada no Município Capim/PB, veiculou na rádio local uma
publicidade na qual informava que nas compras a partir de R$ 200,00 (duzentos reais), a entrega
dos materiais dentro do município seria totalmente grátis, sem que fosse informada qualquer
outra ressalva. Adriles, ao tomar conhecimento do anúncio, dirigiu-se à loja e efetuou uma
compra de R$ 500,00 (quinhentos reais). Após o pagamento, Adriles forneceu seu endereço, para
que fosse entregue os materiais comprados, sendo então informado que teria que pagar o valor
de R$ 30,00 (trinta reais) para que a entrega fosse efetuada, por ser o endereço localizado na
zona rural de Capim/PB. Com base no relato acima, podemos afirmar que a publicidade
praticada pela loja:
Comentários
Veja que se trata de publicidade enganosa, que é vedada por ser publicidade que induziu Adriles a erro,
nos termos do CDC:
Gabarito: B
FAFIPA
Comentários
CORRETO.
Comentários
INCORRETO.
É considerado prática abusiva enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer
produto ou fornecer qualquer serviço.
Comentários
CORRETO.
É considerado prática abusiva enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer
produto ou fornecer qualquer serviço. Veja CDC:
No caso de cobrança indevida, o direito do consumidor é restrito ao de receber o mesmo valor que pagou
acrescido de correção monetária.
Comentários
INCORRETO.
No caso de cobrança indevida, o direito do consumidor é de receber por igual valor ao dobro do que
pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
Veja CDC:
Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à
repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
O fornecedor de serviço é obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio, sendo que o valor
orçado terá validade pelo prazo de 30 (trinta) dias.
Comentários
INCORRETO.
O fornecedor de serviço é obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio, sendo que o valor
orçado terá validade pelo prazo de 10 (dez) dias, salvo estipulação em contrário. Veja CDC:
§ 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias,
contado de seu recebimento pelo consumidor.
Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento para fornecimento de serviço obriga os contraentes
e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.
Comentários
CORRETO.
Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento para fornecimento de serviço obriga os contraentes
e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. Veja CDC:
Art. 40. § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e
somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.
FAUEL
23. (FAUEL - 2023 - Prefeitura de Cambé - PR - Fiscal do Procon) A seção IV da Lei n.º 8.078,
em seu Art. 39 discorre sobre o que é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre
outras práticas abusivas. Assinale a alternativa que representa uma dessas práticas abusivas
descrita no inciso I do referido Art. e Lei.
Comentários
Gabarito: C
24. (FAUEL - 2018 - Prefeitura de São José dos Pinhais - PR - Advogado) Acerca da aplicação
do Código de Defesa do Consumidor, analise as assertivas abaixo.
I. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a
fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.
III. A inversão do ônus da prova é automática em favor do consumidor por ser ope legis.
Comentários
Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova,
a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou
quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Gabarito: A (I)
FEPESE
a) É permitida publicidade abusiva, uma vez que esta incita a violência, explora o medo ou a superstição.
b) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe ao
consumidor final.
c) A publicidade no Código de Defesa do Consumidor orienta-se pelos princípios da enganosidade,
abusividade e ausência de informações ao consumidor.
d) Não está previsto como princípio a ser adotado nas relações de consumo o Princípio da Identificação
da Publicidade.
e) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
Comentários
A alternativa D está incorreta, pois o princípio da identificação da publicidade deve SIM nortear as
relações de consumo, nos seguintes termos:
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.
FUNCAB
26. (FUNCAB - 2016 - ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar) Sobre a cobrança de
dívidas, consoante normatização promovida pelo Código de Defesa do Consumidor, é correto
afirmar que:
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois o constrangimento moral usado na cobrança de dívidas importará
responsabilização civil para a pessoa responsável pela prática, e responsabilização criminal, nos termos
do CDC:
A alternativa B está incorreta, pois na cobrança de débitos, o consumidor não poderá ser exposto a
constrangimento físico ou moral, não sendo admitida a cobrança vexatória, nos termos do CDC:
A alternativa D está correta, pois a cobrança indevida confere ao consumidor o direito à repetição do
indébito, em valor igual ao dobro daquele pago em excesso, acrescido de juros legais e correção
monetária, salvo em caso de engano justificável, nos termos do CDC:
Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à
repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
A alternativa E está incorreta, pois a responsabilização criminal daquele que emprega ameaças na
cobrança de dívidas ocorrerá quando o ato, expuser o consumidor ao ridículo, interferir no seu trabalho,
descanso ou lazer, nos termos do CDC:
27. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade - Direito) O fornecedor que condiciona
o fornecimento de um serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço ou mesmo sem justa
causa estabelece limites quantitativos para aquisição do serviço, caracteriza com essa conduta:
a) direito de arrependimento.
b) cláusula abusiva.
c) prática abusiva.
d) fato do serviço.
e) vício do serviço.
Comentários
Veja CDC:
Gabarito: C
FUNCERN
28. (FUNCERN - Prefeitura de Apodi - RN - 2019) Acerca da oferta de produtos e serviços e sua
publicidade, o Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal nº. 8.078/1990) prescreve que:
A alternativa C está incorreta. Mesmo que cessada a fabricação, deve haver ainda fornecimento de
peças de reposição por prazo razoável. É a previsão do art. 32 do CDC:
A alternativa B está incorreta. Há, aí, evidente violação ao princípio da força obrigatória dos contratos,
expressamente proibida pelo CDC:
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CDC, exige-se orçamento prévio, exceto se houver
relações contratuais prévias entre as partes:
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Não pode o fornecedor elevar preços sem justa
causa, determina o CDC:
FUNDATEC
Comentários
O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro
do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais. A questão é baseada na
literalidade do art. 42 do CDC:
Gabarito: A
A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal, sendo proibida toda publicidade enganosa ou abusiva (1ª parte).
Tem-se por abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira
ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços (2ª parte).
a) Apenas a 1ª parte.
b) Apenas a 3ª parte.
c) Apenas a 1ª e a 2ª partes.
d) Apenas a 2ª e a 3ª partes.
e) Todas as partes.
Comentários
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.
Gabarito: A
32. (FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Esteio - RS - Guarda Municipal - Edital nº 03) Uma pessoa
solicitou a intervenção de um Guarda Municipal da cidade de Esteio, pois, ao tentar comprar um
produto numa loja de equipamentos domésticos, foi-lhe condicionado que deveria fazer um
seguro para o caso de defeito das peças no momento da utilização. Essa situação, de acordo com
o Código de Defesa do Consumidor, é considerada como:
a) Abuso de autoridade.
b) Crime domiciliar.
c) Prática abusiva.
d) Falsidade ideológica.
e) Direito comercial do fornecedor.
Comentários
Configura prática abusiva chamada venda casada. O termo “venda casada” é utilizado para descrever a
situação na qual o consumidor só consegue adquirir um produto se também adquirir outro. Veja CDC:
Gabarito: C
a) Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que
a fizer veicular, ou dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.
b) É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao
consumidor que a origina.
c) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
d) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
e) A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto
ou serviço.
Comentários
Art. 33. parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone,
quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.
Art. 36, §3º. Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando
deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
Comentários
Veja CDC:
A alternativa B está incorreta, pois é publicidade ilícita, pois há vedação desta espécie de publicidade.
A alternativa C está correta, pois é publicidade ilícita, sendo considerada como enganosa.
A alternativa D está incorreta, pois é publicidade ilícita, sendo considerada publicidade enganosa.
A alternativa E está incorreta, pois é publicidade ilícita, sendo considerada publicidade enganosa.
Comentários
As alternativas A, B, C e D estão incorretas. Estabelece o art. 37, §1°: "É enganosa qualquer modalidade
de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer
outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços". Abusivas são as práticas previstas no art. 37, §2° do CDC:
FUNDEP
36. (FUNDEP - 2024 - Prefeitura de Curvelo - MG - Fiscal de Consumo) No que diz respeito às
normas relativas à publicidade previstas na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe
sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, analise as afirmativas a seguir.
I. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação
dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.
III. É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.
Comentários
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.
a) dois
b) cinco
c) oito
d) dez
Comentários
Art. 43, § 1°. Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros,
verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações
negativas referentes a período superior a cinco anos.
Gabarito: B
( ) É autorizado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar, desde que com justa causa, o preço de
produtos ou serviços.
a) V F V F
b) F V F V
c) V F F V
d) F V V F
Comentários
Gabarito: B (F V F V)
Diante desses fatos e de que foi divulgada uma publicidade de um produto com determinadas condições
de venda, pode-se afirmar:
a) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se o fornecedor concordar.
b) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se esse homem apresentar duas testemunhas comprovando que ele
acreditou na oferta.
c) As condiçõ es promocionais integrarã o o contrato que vier a ser celebrado, obrigando o fornecedor
que veiculou a propaganda.
d) O contrato a ser celebrado nã o tem que manter as mesmas condiçõ es, podendo o vendedor abrir uma
margem de negociação promocional em caso de pagamento à vista ou mediante boleto bancário.
Comentários
Veja CDC:
A alternativa A está incorreta, pois o contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado manterá́ as
mesmas condições promocionais do catálogo, independentemente da concordância do fornecedor.
A alternativa B está incorreta, pois o contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado manterá́ as
mesmas condições promocionais do catálogo, obrigando o fornecedor que veiculou a oferta.
A alternativa C está correta, pois as condições promocionais integrarão o contrato que vier a ser
celebrado, obrigando o fornecedor que veiculou a propaganda.
A alternativa D está incorreta, pois o contrato a ser celebrado tem que manter as mesmas condições
veiculadas na propaganda.
FUMARC
40. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) O fornecedor que
deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço ao veicular publicidade:
Comentários
Veja CDC:
§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar
de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
A alternativa C está incorreta, pois pode ser proibido de veiculá-la, pois é enganosa por omissão, sendo
vedada por lei.
A alternativa D está incorreta, pois se sujeita ao Código de Defesa do Consumidor, já que é fornecedor
de serviços.
FURB
41. (FURB - 2023 - Prefeitura de Timbó - SC - Fiscal do Procon) Analise a sentença a seguir:
De acordo com o decreto n.° 2.181, de 20 de março de 1997, sobre as regras "Das Notificações ", a
autoridade competente expedirá notificação ao infrator e fixará prazo de _____________, contado da data
de seu recebimento pelo infrator, para apresentação de defesa, nos termos do disposto legal.
a) dez dias
b) oito dias
c) quinze dias
d) vinte dias
e) trinta dias
Comentários
Gabarito: D
IADES
42. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Consoante o Código de Defesa do Consumidor, acerca da
proteção contratual em relação às instituições financeiras, da reparação de danos e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.
a) A taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC é utilizada como parâmetro de
limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários.
b) É ilícito o desconto em conta-corrente bancária comum, ainda que usada para recebimento de salário,
das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente pactuado, sem que o correntista,
posteriormente, tenha revogado a ordem.
c) É vedado ao banco mutuante reter, em qualquer extensão, os salários, vencimentos e (ou) proventos
de correntista para adimplir o mútuo (comum) contraído, ainda que haja cláusula contratual
autorizativa, excluído o empréstimo garantido por margem salarial consignável, com desconto em
folha de pagamento, que possui regramento legal específico e admite a retenção de percentual.
d) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
e) Nos contratos bancários, pode o (a) julgador(a) conhecer, de ofício, a abusividade das condições
gerais contratuais.
Comentários
A alternativa A está incorreta, já que a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia
SELIC é utilizada como parâmetro de limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários. Veja
Jurisprudência em Teses nº 48 do STJ:
A alternativa B está incorreta, já que é ilícito o desconto em conta corrente bancária comum, ainda que
usada para recebimento de salário, das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente
pactuado, sem que o correntista, posteriormente, tenha revogado a ordem. Veja entendimento
jurisprudencial nesse sentido:
(...) 4. É lícito o desconto em conta-corrente bancária comum, ainda que usada para
recebimento de salário, das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente
pactuado, sem que o correntista, posteriormente, tenha revogado a ordem.
Precedentes. 5. Não ocorrência, na hipótese, de ato ilícito passível de reparação. 6.
Recurso especial não provido. (REsp 1555722/SP, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 5ª REGIÃO), SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
22/08/2018, DJe 25/09/2018)
A alternativa C está incorreta, já que é vedado ao banco mutuante reter, em qualquer extensão, os
salários, vencimentos e (ou) proventos de correntista para adimplir o mútuo (comum) contraído, ainda
que haja cláusula contratual autorizativa, excluído o empréstimo garantido por margem salarial
consignável, com desconto em folha de pagamento, que possui regramento legal específico e admite a
retenção de percentual. No julgamento do RE 1.555.722/SP, a Segunda Seção do STJ, cancelou a Súmula
603, que possuía a redação exposta na alternativa.
A alternativa D está correta, já que constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem
prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa. Veja Súmula 532 do STJ:
Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa
solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa. Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de
crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito
indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
A alternativa E está incorreta, já que nos contratos bancários, pode o (a) julgador(a) conhecer, de ofício,
a abusividade das condições gerais contratuais. Veja Súmula nº 381 do STJ:
43. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Conforme o Código de Defesa do Consumidor, a respeito
da qualidade dos produtos e dos serviços, da reparação nas relações de consumo, da proteção
contratual em relação às instituições financeiras e do entendimento dos tribunais superiores
nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.
Comentários
Resp 1.414.774-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, por unanimidade,
julgado em 16/05/2019, DJe 05/06/2019.
PRESCRIÇÃO TRIENAL.
(AgInt no AREsp 663.730/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 09/05/2017, DJe 26/05/2017)
A alternativa D está incorreta, pois um consumidor que adquire um ingresso para assistir a um filme
em uma sala de cinema pode consumir, no interior da sala de exibição, produtos iguais ou similares aos
vendidos nas lanchonetes do cinema, conforme entendimento jurisprudencial:
IBFC
44. (IBFC - 2019 - FSA-SP - Advogado I) Assinale a alternativa que apresenta corretamente
uma hipótese de prática abusiva vedada ao fornecedor de produtos ou serviços.
Comentários
A alternativa B está incorreta, pois a prática abusiva é a ação contrário, ou seja, enviar produtos não
solicitados pelo consumidor, veja CDC:
IDECAN
45. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) Publicidade, a
propaganda de um produto ou serviço, deve ser de fácil entendimento. O Código de Defesa do
Consumidor proíbe publicidade enganosa ou abusiva. É correto afirmar que publicidade:
Comentários
Veja CDC:
A alternativa A está incorreta, pois enganosa é aquela em o preço do produto não corresponde ao seu
resultado.
A alternativa B está incorreta, pois é publicidade abusiva, a que não contém informações importantes
sobre o produto, alertando quanto aos riscos ambientais.
A alternativa C está correta, pois publicidade abusiva é aquela que pode gerar discriminação, provocar
violência e aproveitar‐se da falta de experiência da criança.
A alternativa D está incorreta, pois é publicidade enganosa é a que contém informações falsas e
também a que esconde ou deixa faltar informação importante sobre um produto ou serviço, e abusiva
induzindo a um comportamento prejudicial à saúde e à segurança.
46. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) O art. 39, do Código
de Defesa do Consumidor, preconiza as seguintes ações que o fornecedor não pode fazer porque
são proibidas por lei, EXCETO:
Comentários
Atenção!
O “sem justa causa” se refere a “limites quantitativos” e não à prática da “venda casada”,
ou seja, condicionar o fornecimento de produto ou serviço a um limite quantitativo,
sem justa causa. De forma que, ainda que se justifique a venda casada para promover
um novo produto no mercado, tal prática é abusiva, portanto, vedada pelo CDC.
IDIB
47. (IDIB - 2023 - COREN-PI - Técnico Administrativo) A Lei nº 8.078, de 1990, conhecida como
Código de Defesa do Consumidor, dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras
providências. Para exercer os nossos direitos e deveres e saber como reclamar quando nos
sentirmos prejudicados, é importante conhecer a legislação. Sobre esta temática, analise os itens
abaixo:
I. Produtos e serviços devem ser oferecidos com informações corretas e claras, em língua portuguesa,
sobre as suas características, quantidade, qualidade, composição (ingredientes), preço, garantia, prazo
de validade, fabricante, origem e sobre eventuais riscos decorrentes de sua utilização. A apresentação
dos produtos e serviços deve garantir todas as informações necessárias ao consumidor.
II. Publicidade enganosa é aquela capaz de incentivar a discriminação, estimular a violência, explorar o
medo e a superstição, aproveitar-se da falta de experiência da criança, desrespeitar valores ambientais
ou induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
III. A oferta é toda a informação divulgada pelo fornecedor com a finalidade de apresentar o seu produto
ou serviço ao consumidor, por exemplo, publicidades veiculadas por TV, rádio, Internet, folhetos ou a
simples exposição de um produto numa vitrine, entre outros.
IV. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços, o
exime de responsabilidade.
Comentários
Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos
produtos e serviços não o exime de responsabilidade.
Gabarito: B (I e III)
INAZ DO PARÁ
48. (INAZ do Pará - CRF-SC - 2018) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei n°
8.078/1990, pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:
a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
b) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
e) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar sem justa causa o preço de produtos ou
serviços.
Comentários
A alternativa A está correta. Veja o que diz o art. 36 do CDC:
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.
A alternativa D está correta. Quem tem mais facilidade para provar que a publicidade é (in)correta ou
(in)verídica? Quem a produziu, claro, e não o consumidor. Esse é o sentido do art. 38 do CDC:
A alternativa E está correta. Não pode o fornecedor elevar preços sem justa causa, determina o art. 39
do CDC:
49. (INAZ do Pará - 2018 - CRF-SC - Advogado) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei
n° 8.078/1990, pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:
a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
b) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
e) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar sem justa causa o preço de produtos ou
serviços.
Comentários
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal. A publicidade deve ser veiculada de tal forma
que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. É proibida toda publicidade
enganosa ou abusiva.
INDEPAC
a) Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer
serviço.
b) Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo
inicial a seu exclusivo critério.
c) Impedir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de
consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.
d) Executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor,
ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.
e) Recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de
estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:
A alternativa B está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:
XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério.
A alternativa C está correta, pois não é prática vedada, nos termos do CDC:
A alternativa D está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:
A alternativa E está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:
INSTITUTO AOCP
e) Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de 30 (trinta) dias, contado
de seu recebimento pelo consumidor.
Comentários
Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:
Art. 43. § 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e
cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco
dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações
incorretas.
Art. 40. § 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de
dez dias, contado de seu recebimento pelo consumidor.
52. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Sobre os bancos de
dados e cadastros de consumidores, previstos no artigo 43 e parágrafos do Código de Defesa do
Consumidor, analise as afirmativas:
Comentários
O Item I está incorreto. O período máximo de veiculação do nome no consumidor no cadastro negativo
é de 5 anos, como prevê o CDC:
Art. 43, §1º Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros,
verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações
negativas referentes a período superior a cinco anos.
A afirmativa II está incorreta. O prazo para correção de dados errados é de 5 dias úteis, conforme o
CDC:
Art. 43, §3º O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e
cadastros, poderá exigir a sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de
cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações
incorretas.
A afirmativa III está correta. Apesar de serem pessoas jurídicas de direito privado, têm caráter público.
É o que prevê o CDC:
A afirmativa IV está correta. Mesmo que o prazo máximo do cadastro seja de 5 anos, como determina
o art. 43, §1º, o §5º limita a inserção ao prazo de prescrição da dívida, se este for menor:
Art. 43. §5º Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não
serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer
informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos
fornecedores.
53. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Estabelece o artigo 30
do Código de Defesa do Consumidor que “Toda informação ou publicidade, __________, veiculada
por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato
que vier a ser celebrado.” Assinale a alternativa que completa corretamente o espaço acima:
a) Objetiva e clara.
b) Necessária e objetiva.
c) Objetiva o suficiente.
d) Suficientemente clara e objetiva.
e) Suficientemente precisa.
Comentários
Vamos ver o artigo 30 do CDC, transcrito na questão, para averiguar qual é o termo que falta:
Gabarito: E
INSTITUTO VERBENA
54. (Instituto Verbena UFG - Ministério Público do Estado do Acre - Analista Ministerial -
Comunicação Social – 2023) Em relação à publicidade, o Código de Defesa do Consumidor
proíbe a publicidade
A) enganosa, mas tolera a abusiva, ou seja, veiculada insistentemente em diversos canais e veículos.
B) abusiva, mas aceita a enganosa, pois o consumidor detém o livre arbítrio ao escolher produtos.
C) discriminatória, mas tolera a violenta, já que esse é um apelo válido na propagação de ideias ou
produtos.
D) enganosa e proíbe a abusiva, sendo que o ônus da prova da veracidade das informações cabe a quem
as patrocina.
Comentários
A alternativa D está correta. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), em seus artigos 36 a 38,
disciplina a publicidade, vedando expressamente aquelas que sejam enganosas ou abusivas.
Publicidade enganosa (art. 37, §1º do CDC): é aquela que contém informações falsas ou que, por
qualquer motivo, leva o consumidor ao erro sobre a natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem ou preço do produto ou serviço.
Publicidade abusiva (art. 37, §2º do CDC): é aquela que explora a falta de experiência ou o temor do
consumidor, incite comportamentos discriminatórios, estimule a violência ou desrespeite valores
ambientais.
Além disso, o ônus da prova da veracidade das informações publicitárias cabe a quem as patrocina (art.
38 do CDC), ou seja, o fornecedor do produto ou serviço deve comprovar a veracidade do que anuncia.
NC-UFPR
Comentários
56. (NC-UFPR - 2015 - COPEL - Advogado Júnior) Acerca das práticas comerciais, conforme
disciplinadas no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.
a) qualificada como enganosa a publicidade que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança ou desrespeite valores ambientais.
b) O fornecedor do produto ou serviço não é responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, sendo tolerado
apenas o constrangimento comumente aceito nas relações comerciais.
d) Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade,
o consumidor somente poderá aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente.
e) vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, recusar atendimento
às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de
conformidade com os usos e costumes.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois é qualificada como abusiva a publicidade que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança ou
desrespeite valores ambientais, nos termos do CDC:
QUADRIX
57. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de
dados e dos cadastros de consumidores, julgue o item.
Quanto à forma de coleta de dados, o banco de dados e o cadastro de consumidores se distinguem pelo
fato de aquele possuir caráter aleatório voltado à máxima quantidade de dados e de este possuir um
interesse particularizado.
Comentários
CORRETO.
58. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de
dados e dos cadastros de consumidores, julgue o item.
No que se refere à organização dos dados armazenados, o banco de dados e o cadastro de consumidores
se distinguem pelo fato de, naquele, a organização das informações partir de uma relação jurídica
estabelecida entre o arquivista e o consumidor e de, neste, a organização visar a uma utilização futura
ainda não concretizada.
Comentários
INCORRETO.
59. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de
dados e dos cadastros de consumidores, julgue o item.
Comentários
CORRETO.
60. (Quadrix - 2021 - CORE-PR - Assessor Jurídico) Conforme a jurisprudência dos tribunais
superiores acerca do Código de Defesa do Consumidor, julgue o item.
A simples cobrança indevida do consumidor pelo fornecedor, sem que haja inscrição em cadastro
restritivo de crédito, já produz dano moral presumido e indenizável.
Comentários
INCORRETO.
Em regra, a anotação irregular não enseja indenização por dano moral quando preexistente legítima
inscrição, nos termos da súmula 385/STJ:
É considerada como abusiva a publicidade falsa ou capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da
natureza, das características, das propriedades e de outros dados sobre os produtos.
Comentários
INCORRETO.
A assertiva contraria o CDC, pois é considerada publicidade enganosa e não abusiva, veja:
62. (Quadrix - 2019 - CRF - SE - Farmacêutico Fiscal Júnior) Quanto ao Código de Defesa do
Consumidor, à Lei n.º 8.078/1990, à Lei n.º 9.294/1996 e ao Código Civil, julgue o item.
São consideradas como enganosas a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que explore o
medo ou a superstição e a que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial
ou perigosa à sua saúde.
Comentários
INCORRETO.
A alternativa B está incorreta, pois é considerada publicidade abusiva, nos termos do CDC:
A alternativa C está incorreta pois é considerada publicidade abusiva, nos termos do CDC:
A alternativa D está incorreta, pois é considerada publicidade abusiva, nos termos do CDC:
A alternativa D está correta. Não se permite que um número maior de pessoas adentre nos
estabelecimentos comerciais, conforme CDC:
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CDC, exige-se orçamento prévio, exceto se houver
relações contratuais prévias entre as partes:
66. (Quadrix - 2016 - CRO - PR - Fiscal) Assinale a alternativa que contraria o disposto no Código
de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).
a) Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, o poder público conta, entre outros
instrumentos, com a manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor
carente.
b) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres não são considerados entidades de caráter público.
c) É um direito básico do consumidor: a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos e difusos.
d) A adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral é um direito básico do consumidor.
e) Cabe ao Departamento Nacional de Defesa do Consumidor informar, conscientizar e motivar o
consumidor através dos diferentes meios de comunicação.
Comentários
A alternativa A está correta, pois embora haja diferença no tempo verbal da alternativa (conta o poder
público), e da literalidade da letra da Lei (contará o poder público), nos termos do CDC:
Art. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder
público com os seguintes instrumentos, entre outros:
UERR
I. Enriquecimento de alguém.
Comentários
Veja jurisprudência:
(...) A pretensão de enriquecimento sem causa (ação in rem verso) possui como
requisitos: enriquecimento de alguém; empobrecimento correspondente de outrem;
relação de causalidade entre ambos; ausência de causa jurídica; inexistência de ação
específica. Trata-se, portanto, de ação subsidiária que depende da inexistência de causa
jurídica. A discussão acerca da cobrança indevida de valores constantes de relação
contratual e eventual repetição de indébito não se enquadra na hipótese do art. 206, §
3º, IV, do Código Civil/2002, seja porque a causa jurídica, em princípio, existe (relação
contratual prévia em que se debate a legitimidade da cobrança), seja porque a ação de
repetição de indébito é ação específica.
Para que haja a pretensão de enriquecimento sem causa, é necessário que uma das partes se enriqueça
às custas do empobrecimento da outra parte, havendo relação de causalidade entre o enriquecimento
de uma e o empobrecimento de outra parte.
Também é preciso haver a ausência de causa jurídica que fundamente tal enriquecimento, uma vez que,
se houver causa jurídica para o enriquecimento de uma parte e o consequente empobrecimento da
outra, o enriquecimento não será sem causa, de tal forma que a ausência de causa jurídica é outro
fundamento da pretensão de enriquecimento sem causa.
Corretos itens I, III e III ao disporem como requisitos para a pretensão de enriquecimento sem causa
(ação in rem verso) respectivamente: I. Enriquecimento de alguém; II. Empobrecimento
correspondente de outrem; III. Relação de causalidade entre ambos.
UFG
68. (UFG - SANEAGO - GO - 2018) L. B. possui um carro da marca X que se encontra fora da garantia
e vem apresentando vários problemas. Sendo assim, L.B se desloca a uma oficina mecânica e
solicita um orçamento para consertar o seu veículo. O dono da oficina entregou orçamento
prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, como também o pagamento e a duração e término do serviço. L. B. pegou o
orçamento e decidiu pensar. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor (Lei n.
8078/1990), o fornecedor, visto não ter pactuado prazo diferente com o consumidor , se
obriga a manter o preço do orçamento por quantos dias, contados do recebimento deste
orçamento pelo consumidor?
a) Cinco dias.
b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.
Comentários
O prazo de validade do orçamento previsto pelo art. 40, §1º do CDC, é de 10 dias:
Art. 40, §1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de
10 dias, contado de seu recebimento pelo consumidor.
Gabarito: B
LISTA DE QUESTÕES
MULTIBANCAS
ACCESS
1. (Instituto ACCESS - Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S.A – Advogado - 2024) Pedro
contratou a empresa Satel para realizar a prestação de serviço de internet via satélite para a
sua residência, com o pagamento realizado por débito em conta. Porém, no mês de janeiro, a
empresa entrou em contato com Pedro informando que os 5 últimos meses não haviam sido
pagos porque o banco não autorizou o débito em conta. Assim, Pedro procedeu ao pagamento
do valor cobrado pela empresa Satel, que posteriormente foi identificado como indevido. Nos
termos do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é correto afirmar que:
B) Pedro terá direito a ser ressarcido pela empresa com valor correspondente ao dobro do valor
cobrado indevidamente mais juros e correção monetária, salvo hipótese de engano justificável.
C) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas aos 3 últimos meses.
E) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas ao último mês.
BANPARÁ
CESGRANRIO
Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito
à repetição do indébito, por valor igual ao
a) familiaridade
b) generosidade
c) liberdade
d) amizade
e) idade
a) quebra de sigilo
b) concorrência desleal
c) prática abusiva
d) vício do serviço
e) defeito no produto
CONSULPAM
a) O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao
dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, inclusive em
hipótese de engano justificável.
b) Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o
nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, mas poderá ser
submetido a constrangimento, que é justificável uma vez ser inadimplente.
d) O consumidor cobrado em quantia indevida não tem direito à repetição do indébito.
I. O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de quinze dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.
II. A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por
escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.
a) II e III.
b) Apenas I.
c) I e III.
d) Apenas II.
a) Elevar os preços dos produtos e serviços, mesmo que sem justa causa, não constitui prática abusiva,
uma vez que o empreendedor e as empresas têm autonomia para arbitrar os preços de seus produtos
e serviços.
b) Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos, constitui prática abusiva.
c) O consumidor responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços
de terceiros não previstos no orçamento prévio.
d) Ao fornecedor de serviço é facultado entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.
I. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
II. É enganosa dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
a) Apenas I.
b) I e II.
c) Apenas III.
d) Todas estão corretas.
COPEVE
práticas tidas como abusivas. Considera-se uma prática abusiva, segundo o Código de Defesa
do Consumidor:
a) IV, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
CS-UFG
a) é direito do consumidor, caso cobrado em quantia indevida, a repetição do indébito, por valor igual
ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de
engano justificável.
b) é dever do consumidor ajuizar uma ação por vício do produto em até 3 anos a partir do conhecimento
do defeito, conforme previsto no artigo 27 do referido código, sob pena de prescrição.
c) é direito do consumidor reclamar sobre vício aparente de um produto durável em até 30 dias,
conforme previsto no capítulo que trata da decadência e prescrição.
d) é direito do consumidor reclamar sobre vício oculto do produto em até 30 dias a partir do momento
da aquisição do bem.
a) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
b) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso.
c) no valor igual ao que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
d) no valor igual ao que pagou em excesso.
13. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir.
O consumidor L. chegou ao Procon informando que deixou seu carro para arrumar na oficina e lhe foi
entregue um orçamento no valor de R$ 2.500,00. Quando L. voltou para pegar o carro, a oficina lhe
informou que por, não ter mão de obra especializada na área de lanternagem, teve que pagar um outro
profissional, o qual cobrou o valor de R$ 550,00 para fazer o serviço, portanto o valor atual dos reparos
e de R$ 3.050,00.
De acordo com a norma de proteção e defesa do consumidor, estamos diante de uma prática
a) admitida pelo ordenamento jurídico, e a alteração pode ser realizada mediante livre negociação, não
dependendo de prévia anuência.
b) abusiva, pois o valor orçado obriga os contraentes, tendo validade de 7 dias o orçamento
apresentado, contados do seu recebimento pelo consumidor.
c) admitida, portanto o consumidor L. deve pagar pelo acréscimo, uma vez que este tipo de situação
pode ocorrer pois a oficina mecânica não agiu de má-fé.
d) abusiva, pois o consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da
contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.
14. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir.
15. (CS-UFG - 2018 - SANEAGO - GO - Advogado) L. B. possui um carro da marca X que se encontra
fora da garantia e vem apresentando vários problemas. Sendo assim, L.B se desloca a uma
oficina mecânica e solicita um orçamento para consertar o seu veículo. O dono da oficina
entregou orçamento prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e
equipamentos a serem empregados, como também o pagamento e a duração e término do
serviço. L. B. pegou o orçamento e decidiu pensar. Nos termos do Código de Defesa do
Consumidor (Lei n. 8078/1990), o fornecedor, visto não ter pactuado prazo diferente com o
consumidor, se obriga a manter o preço do orçamento por quantos dias, contados do
recebimento deste orçamento pelo consumidor?
a) Cinco dias.
b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.
FACET CONCURSOS
16. (FACET Concursos - 2020 - Prefeitura de Capim - PB - Assistente Jurídico) Uma loja de
materiais de construção localizada no Município Capim/PB, veiculou na rádio local uma
publicidade na qual informava que nas compras a partir de R$ 200,00 (duzentos reais), a
entrega dos materiais dentro do município seria totalmente grátis, sem que fosse informada
qualquer outra ressalva. Adriles, ao tomar conhecimento do anúncio, dirigiuse à loja e
efetuou uma compra de R$ 500,00 (quinhentos reais). Após o pagamento, Adriles forneceu
seu endereço, para que fosse entregue os materiais comprados, sendo então informado que
teria que pagar o valor de R$ 30,00 (trinta reais) para que a entrega fosse efetuada, por ser o
endereço localizado na zona rural de Capim/PB. Com base no relato acima, podemos afirmar
que a publicidade praticada pela loja:
FAFIPA
É considerado prática abusiva enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer
produto ou fornecer qualquer serviço.
No caso de cobrança indevida, o direito do consumidor é restrito ao de receber o mesmo valor que pagou
acrescido de correção monetária.
O fornecedor de serviço é obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio, sendo que o valor
orçado terá validade pelo prazo de 30 (trinta) dias.
Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento para fornecimento de serviço obriga os contraentes
e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.
FAUEL
23. (FAUEL - 2023 - Prefeitura de Cambé - PR - Fiscal do Procon) A seção IV da Lei n.º 8.078, em
seu Art. 39 discorre sobre o que é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre
outras práticas abusivas. Assinale a alternativa que representa uma dessas práticas abusivas
descrita no inciso I do referido Art. e Lei.
a) Condicionar o fornecimento ou prestação de serviço a condição física aparente do consumidor.
b) Condicionar o fornecimento do produto ou de serviço ao consumidor de forma parcial, aguardando
que o consumidor finalize o pagamento.
c) Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.
d) Condicionar o fornecimento do serviço e ou produto ao consumidor somente após a assinatura do
contrato.
e) Entregar produto similar ao contratado sem a prévia autorização do consumidor afim de auferir lucro
com a substituição.
24. (FAUEL - 2018 - Prefeitura de São José dos Pinhais - PR - Advogado) Acerca da aplicação do
Código de Defesa do Consumidor, analise as assertivas abaixo.
I. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a
fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.
III. A inversão do ônus da prova é automática em favor do consumidor por ser ope legis.
FEPESE
a) É permitida publicidade abusiva, uma vez que esta incita a violência, explora o medo ou a superstição.
b) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe ao
consumidor final.
c) A publicidade no Código de Defesa do Consumidor orienta-se pelos princípios da enganosidade,
abusividade e ausência de informações ao consumidor.
d) Não está previsto como princípio a ser adotado nas relações de consumo o Princípio da Identificação
da Publicidade.
e) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
FUNCAB
26. (FUNCAB - 2016 - ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar) Sobre a cobrança de
dívidas, consoante normatização promovida pelo Código de Defesa do Consumidor, é correto
afirmar que:
27. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade - Direito) O fornecedor que condiciona o
fornecimento de um serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço ou mesmo sem
justa causa estabelece limites quantitativos para aquisição do serviço, caracteriza com essa
conduta:
a) direito de arrependimento.
b) cláusula abusiva.
c) prática abusiva.
d) fato do serviço.
e) vício do serviço.
FUNCERN
28. (FUNCERN - Prefeitura de Apodi - RN - 2019) Acerca da oferta de produtos e serviços e sua
publicidade, o Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal nº. 8.078/1990) prescreve que:
29. (FUNCERN - Prefeitura de Apodi - RN - 2019) O Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal
nº. 8.078/1990) trata, entre outras temáticas, das práticas abusivas ao consumidor. Sobre
tais práticas, é correto afirmar que ao fornecedor de produtos ou serviços:
FUNDATEC
A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal, sendo proibida toda publicidade enganosa ou abusiva (1ª parte).
Tem-se por abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira
ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços (2ª parte).
a) Apenas a 1ª parte.
b) Apenas a 3ª parte.
c) Apenas a 1ª e a 2ª partes.
d) Apenas a 2ª e a 3ª partes.
e) Todas as partes.
32. (FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Esteio - RS - Guarda Municipal - Edital nº 03) Uma pessoa
solicitou a intervenção de um Guarda Municipal da cidade de Esteio, pois, ao tentar comprar
um produto numa loja de equipamentos domésticos, foi-lhe condicionado que deveria fazer
um seguro para o caso de defeito das peças no momento da utilização. Essa situação, de
acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é considerada como:
a) Abuso de autoridade.
b) Crime domiciliar.
c) Prática abusiva.
d) Falsidade ideológica.
a) Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que
a fizer veicular, ou dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.
b) É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao
consumidor que a origina.
c) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
d) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
e) A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto
ou serviço.
35. (FUNDATEC - DPE-SC - 2018) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é considerada
enganosa a publicidade:
FUNDEP
36. (FUNDEP - 2024 - Prefeitura de Curvelo - MG - Fiscal de Consumo) No que diz respeito às
normas relativas à publicidade previstas na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que
I. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação
dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.
III. É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.
a) dois
b) cinco
c) oito
d) dez
( ) É autorizado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar, desde que com justa causa, o preço de
produtos ou serviços.
a) V F V F
b) F V F V
c) V F F V
d) F V V F
Diante desses fatos e de que foi divulgada uma publicidade de um produto com determinadas condições
de venda, pode-se afirmar:
a) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se o fornecedor concordar.
b) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se esse homem apresentar duas testemunhas comprovando que ele
acreditou na oferta.
c) As condiçõ es promocionais integrarã o o contrato que vier a ser celebrado, obrigando o fornecedor
que veiculou a propaganda.
d) O contrato a ser celebrado nã o tem que manter as mesmas condiçõ es, podendo o vendedor abrir uma
margem de negociação promocional em caso de pagamento à vista ou mediante boleto bancário.
FUMARC
40. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) O fornecedor que deixar
de informar sobre dado essencial do produto ou serviço ao veicular publicidade:
FURB
41. (FURB - 2023 - Prefeitura de Timbó - SC - Fiscal do Procon) Analise a sentença a seguir:
De acordo com o decreto n.° 2.181, de 20 de março de 1997, sobre as regras "Das Notificações ", a
autoridade competente expedirá notificação ao infrator e fixará prazo de _____________, contado da data
de seu recebimento pelo infrator, para apresentação de defesa, nos termos do disposto legal.
a) dez dias
b) oito dias
c) quinze dias
d) vinte dias
e) trinta dias
IADES
42. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Consoante o Código de Defesa do Consumidor, acerca da
proteção contratual em relação às instituições financeiras, da reparação de danos e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa
correta.
a) A taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC é utilizada como parâmetro de
limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários.
b) É ilícito o desconto em conta-corrente bancária comum, ainda que usada para recebimento de salário,
das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente pactuado, sem que o correntista,
posteriormente, tenha revogado a ordem.
c) É vedado ao banco mutuante reter, em qualquer extensão, os salários, vencimentos e (ou) proventos
de correntista para adimplir o mútuo (comum) contraído, ainda que haja cláusula contratual
autorizativa, excluído o empréstimo garantido por margem salarial consignável, com desconto em
folha de pagamento, que possui regramento legal específico e admite a retenção de percentual.
d) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
e) Nos contratos bancários, pode o (a) julgador(a) conhecer, de ofício, a abusividade das condições
gerais contratuais.
43. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Conforme o Código de Defesa do Consumidor, a respeito da
qualidade dos produtos e dos serviços, da reparação nas relações de consumo, da proteção
contratual em relação às instituições financeiras e do entendimento dos tribunais superiores
nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.
IBFC
44. (IBFC - 2019 - FSA-SP - Advogado I) Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma
hipótese de prática abusiva vedada ao fornecedor de produtos ou serviços.
IDECAN
45. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) Publicidade, a
propaganda de um produto ou serviço, deve ser de fácil entendimento. O Código de Defesa do
Consumidor proíbe publicidade enganosa ou abusiva. É correto afirmar que publicidade:
46. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) O art. 39, do Código de
Defesa do Consumidor, preconiza as seguintes ações que o fornecedor não pode fazer porque
são proibidas por lei, EXCETO:
IDIB
47. (IDIB - 2023 - COREN-PI - Técnico Administrativo) A Lei nº 8.078, de 1990, conhecida como
Código de Defesa do Consumidor, dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras
providências. Para exercer os nossos direitos e deveres e saber como reclamar quando nos
sentirmos prejudicados, é importante conhecer a legislação. Sobre esta temática, analise os
itens abaixo:
I. Produtos e serviços devem ser oferecidos com informações corretas e claras, em língua portuguesa,
sobre as suas características, quantidade, qualidade, composição (ingredientes), preço, garantia, prazo
de validade, fabricante, origem e sobre eventuais riscos decorrentes de sua utilização. A apresentação
dos produtos e serviços deve garantir todas as informações necessárias ao consumidor.
II. Publicidade enganosa é aquela capaz de incentivar a discriminação, estimular a violência, explorar o
medo e a superstição, aproveitar-se da falta de experiência da criança, desrespeitar valores ambientais
ou induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
III. A oferta é toda a informação divulgada pelo fornecedor com a finalidade de apresentar o seu produto
ou serviço ao consumidor, por exemplo, publicidades veiculadas por TV, rádio, Internet, folhetos ou a
simples exposição de um produto numa vitrine, entre outros.
IV. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços, o
exime de responsabilidade.
INAZ DO PARÁ
48. (INAZ do Pará - CRF-SC - 2018) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei n° 8.078/1990,
pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:
a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
49. (INAZ do Pará - 2018 - CRF-SC - Advogado) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei n°
8.078/1990, pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:
a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
b) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
e) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar sem justa causa o preço de produtos ou
serviços.
INDEPAC
a) Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer
serviço.
b) Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo
inicial a seu exclusivo critério.
c) Impedir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de
consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.
d) Executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor,
ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.
e) Recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de
estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.
INSTITUTO AOCP
51. (INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Betim - MG - Analista Jurídico) Assinale a alternativa
correta segundo o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).
52. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Sobre os bancos de dados
e cadastros de consumidores, previstos no artigo 43 e parágrafos do Código de Defesa do
Consumidor, analise as afirmativas:
53. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Estabelece o artigo 30 do
Código de Defesa do Consumidor que “Toda informação ou publicidade, __________, veiculada
por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o
contrato que vier a ser celebrado.” Assinale a alternativa que completa corretamente o
espaço acima:
a) Objetiva e clara.
b) Necessária e objetiva.
c) Objetiva o suficiente.
d) Suficientemente clara e objetiva.
e) Suficientemente precisa.
INSTITUTO VERBENA
54. (Instituto Verbena UFG - Ministério Público do Estado do Acre - Analista Ministerial -
Comunicação Social – 2023) Em relação à publicidade, o Código de Defesa do Consumidor
proíbe a publicidade
A) enganosa, mas tolera a abusiva, ou seja, veiculada insistentemente em diversos canais e veículos.
B) abusiva, mas aceita a enganosa, pois o consumidor detém o livre arbítrio ao escolher produtos.
C) discriminatória, mas tolera a violenta, já que esse é um apelo válido na propagação de ideias ou
produtos.
D) enganosa e proíbe a abusiva, sendo que o ônus da prova da veracidade das informações cabe a quem
as patrocina.
NC-UFPR
56. (NC-UFPR - 2015 - COPEL - Advogado Júnior) Acerca das práticas comerciais, conforme
disciplinadas no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.
a) qualificada como enganosa a publicidade que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança ou desrespeite valores ambientais.
b) O fornecedor do produto ou serviço não é responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, sendo tolerado
apenas o constrangimento comumente aceito nas relações comerciais.
d) Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade,
o consumidor somente poderá aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente.
e) vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, recusar atendimento
às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de
conformidade com os usos e costumes.
QUADRIX
57. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de dados
e dos cadastros de consumidores, julgue o item.
Quanto à forma de coleta de dados, o banco de dados e o cadastro de consumidores se distinguem pelo
fato de aquele possuir caráter aleatório voltado à máxima quantidade de dados e de este possuir um
interesse particularizado.
58. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de dados
e dos cadastros de consumidores, julgue o item.
No que se refere à organização dos dados armazenados, o banco de dados e o cadastro de consumidores
se distinguem pelo fato de, naquele, a organização das informações partir de uma relação jurídica
estabelecida entre o arquivista e o consumidor e de, neste, a organização visar a uma utilização futura
ainda não concretizada.
59. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de dados
e dos cadastros de consumidores, julgue o item.
60. (Quadrix - 2021 - CORE-PR - Assessor Jurídico) Conforme a jurisprudência dos tribunais
superiores acerca do Código de Defesa do Consumidor, julgue o item.
A simples cobrança indevida do consumidor pelo fornecedor, sem que haja inscrição em cadastro
restritivo de crédito, já produz dano moral presumido e indenizável.
61. (Quadrix - 2019 - CRF-BA - Farmacêutico Fiscal) Quanto ao Código de Defesa do Consumidor,
à Lei n.º 8.078/1990, à Lei n.º 9.294/1996 e ao Código Civil, julgue o item.
É considerada como abusiva a publicidade falsa ou capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da
natureza, das características, das propriedades e de outros dados sobre os produtos.
62. (Quadrix - 2019 - CRF - SE - Farmacêutico Fiscal Júnior) Quanto ao Código de Defesa do
Consumidor, à Lei n.º 8.078/1990, à Lei n.º 9.294/1996 e ao Código Civil, julgue o item.
São consideradas como enganosas a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que explore o
medo ou a superstição e a que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial
ou perigosa à sua saúde.
66. (Quadrix - 2016 - CRO - PR - Fiscal) Assinale a alternativa que contraria o disposto no Código
de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).
a) Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, o poder público conta, entre outros
instrumentos, com a manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor
carente.
b) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres não são considerados entidades de caráter público.
c) É um direito básico do consumidor: a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos e difusos.
d) A adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral é um direito básico do consumidor.
e) Cabe ao Departamento Nacional de Defesa do Consumidor informar, conscientizar e motivar o
consumidor através dos diferentes meios de comunicação.
UERR
I. Enriquecimento de alguém.
UFG
68. (UFG - SANEAGO - GO - 2018) L. B. possui um carro da marca X que se encontra fora da garantia
e vem apresentando vários problemas. Sendo assim, L.B se desloca a uma oficina mecânica e
solicita um orçamento para consertar o seu veículo. O dono da oficina entregou orçamento
prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, como também o pagamento e a duração e término do serviço. L. B. pegou o
orçamento e decidiu pensar. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor (Lei n.
8078/1990), o fornecedor, visto não ter pactuado prazo diferente com o consumidor , se
obriga a manter o preço do orçamento por quantos dias, contados do recebimento deste
orçamento pelo consumidor?
a) Cinco dias.
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Aula 02
b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.
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Aula 02
GABARITO
1. B 47. B
2. B 48. B
3. B 49. B
4. E 50. C
5. C 51. D
6. B 52. C
7. D 53. E
8. B 54. D
9. A 55. B
10. A 56. E
11. A 57. CORRETO
12. A 58. INCORRETO
13. D 59. CORRETO
14. C 60. INCORRETO
15. B 61. INCORRETO
16. B 62. INCORRETO
17. CORRETO 63. E
18. INCORRETO 64. E
19. CORRETO 65. D
20. INCORRETO 66. B
21. INCORRETO 67. A
22. CORRETO 68. B
23. C
24. A
25. E
26. D
27. C
28. A
29. D
30. A
31. A
32. C
33. C
34. C
35. E
36. D
37. B
38. B
39. C
40. B
41. D
42. D
43. A
44. C
45. C
46. D
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Aula 02
Há três definições anteriores de consumidor. A primeira delas, trazida pelo art. 2° do CDC,
fixa que consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.
Lembro ainda que se admite a aplicação das normas do CDC, por se enquadrar determinada pessoa no
conceito de consumidor, mesmo quando ela não seja a destinatária final do produto ou serviço, apesar
de ser consumidora intermediária. É a aplicação da teoria finalista mitigada, adotada pela doutrina
em geral e pela jurisprudência do STJ.
A terceira definição vem quando o CDC trata da responsabilidade civil por fato ou defeito do produto ou
serviço. É a figura contida no art. 17, que cria a figura do consumidor por equiparação – ou bystander
– esse conceito de consumidor, porém, só se aplica à parte do CDC que trata da
responsabilidade por fato do produto ou serviço.
O art. 29 traz uma quarta definição de consumidor. Tal como o art. 17, ela é restrita, e não
ampla como as duas primeiras hipóteses do art. 2º, caput e parágrafo único. Para os fins
do capítulo das práticas comerciais e da proteção contratual, equiparam-se aos
consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele
previstas.
Seção II – Oferta
Prevê o art. 30 que toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por
qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados constitui oferta. A oferta obriga o fornecedor que a fizer veicular ou
dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.
O art. 30 do CDC traz, de maneira mais explícita, a previsão do art. 429 do Código Civil
(“A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao
contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos”).
Contudo, uma vez veiculada proposta suficientemente precisa, ela se torna obrigatória. O
CDC não faz, como o Código Civil – arts. 428 e 429, parágrafo único – menção a exceções,
situações nas quais a oferta deixa de ser obrigatória ou pode ser revogada. Isso se explica pelo
reconhecimento de que o consumidor é vulnerável.
Mesmo que no contrato escrito, celebrado depois, não houver a informação que fora prestada
previamente pelo fornecedor, ela integra o contrato.
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Aula 02
Se a oferta estiver contida em produtos refrigerados, devem ser gravadas de forma indelével, ou
seja, que não pode ser apagada, conforme exige o parágrafo único do art. 31.
Informação-conteúdo
• Características intrínsecas do produto e serviço
Informação-utilização
• Como se usa o produto ou serviço
Informação-preço
• Custo, formas e condições de pagamento
Informação-advertência
• Riscos do produto ou serviço
Estabelece o STJ (REsp 586.316/MG) que, embora toda advertência seja informação, nem toda
informação é advertência; quem informa nem sempre adverte. Por isso, mesmo nos casos citados
anteriores (seção de importados do mercado), a informação advertência tem de vir expressa em língua
portuguesa.
É por isso, que a Lei 10.674/2003 obriga que os produtos alimentícios comercializados informem
sobre a presença de glúten, como medida preventiva e de controle da doença celíaca.
A Súmula 595 do STJ reconhece que informações importantes devem estar adequadamente informadas,
e não apenas genericamente, como no caso de reconhecimento de Curso Superior
O parágrafo único prevê que cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoável de tempo, na forma da lei.
Ocorre que a tal da lei nunca foi feita. O PL 338/2015 da Câmara dos Deputados até tentou,
mas a regulação ainda não vingou. Por isso, o entendimento é de que se deve utilizar o tempo
de vida útil médio do produto.
2
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Aula 02
Em primeiro lugar, as três opções são alternativas ao consumidor, que pode escolher
livremente quaisquer delas.
Por fim, o CDC ainda regula a oferta à distância. Prevê o art. 33 que em caso de oferta ou venda por
telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem,
publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.
Por sua vez, o parágrafo único estabelece que é proibida a publicidade de bens e serviços por
telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.
O art. 36 estabelece que a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
Por isso, proíbe-se toda e qualquer publicidade enganosa ou abusiva, fixa o art. 37. E
o que é ser enganoso? E abusivo? Os §§1º, 2º e 3º estabelecem o que isso significa:
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Aula 02
Publicidade enganosa
• Qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados
sobre produtos e serviços
• Quando será a publicidade enganosa por omissão? Quando deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço
Publicidade abusiva
• Dentre outras, a discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de
induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança
O art. 38 não deixa margem de dúvida ao prever que o ônus da prova da veracidade
e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina.
A publicidade pode ser enganosa por ação e por omissão; publicidade enganosa
comissiva ou ativa e publicidade enganosa omissiva. Em qualquer caso, o consumidor
não precisa comprovar culpa ou dolo do fornecedor.
Para o STJ, a ausência de informação relativa ao preço, por si só, não caracteriza
publicidade enganosa. Para a caracterização da ilegalidade omissiva, a ocultação deve
ser de qualidade essencial do produto, do serviço ou de suas reais condições de
contratação, considerando, na análise do caso concreto, o público alvo do anúncio
publicitário (REsp 1.705.278/MA).
E quem responde pela publicidade enganosa? Segundo o STJ, as empresas de comunicação não
respondem por publicidade e propostas abusivas ou enganosas, porque essa responsabilidade toca aos
fornecedores-anunciantes, que a patrocinaram (REsp. 604.172/SP).
➢ Fase pré-contratual: práticas abusivas levadas a efeito antes da contratação efetiva. Por
exemplo, os incs. I, II e III do art. 39 (condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao
fornecimento de outro produto ou serviço; recusar atendimento às demandas dos consumidores;
enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto).
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➢ Fase contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois da contratação, mas antes de sua
finalização. Por exemplo, o inc. XII do art. 39 (não fixação do prazo para cumprimento da
obrigação).
➢ Fase pós-contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois de finalizada a relação de
consumo. Por exemplo, o inc. VII do art. 39 (repassar informação depreciativa, referente a ato
praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos).
Por causa do inc. I do art. 39 do CDC é que o STJ editou a Súmula 356: “É legítima a cobrança da tarifa
básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa”. Isso porque se entende que é possível cobrar por pacotes
mínimos de serviços de telecomunicações, para haver adequada retribuição pela infraestrutura.
Por outro lado, a norma também impede que o consumidor exija do fornecedor quantidades
incompatíveis com os usos e costumes. Inclusive, o STJ entende que a limitação de estoque do
fornecedor, justificada, não gera dano moral indenizável (REsp 595.734/RS).
O STJ, na Súmula 532, entende que constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem
prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa.
O parágrafo único do art. 39, inclusive, prevê que os serviços prestados e os produtos remetidos ou
entregues ao consumidor, sem solicitação prévia, equiparam-se às amostras grátis,
inexistindo obrigação de pagamento.
Por outro lado, o STJ (REsp 844.736/DF) entende que “não obstante o inegável incômodo,
o envio de mensagens eletrônicas em massa – spam – por si só” não justifica indenização
por dano moral.
Aqui se vê uma classificação feita pela doutrina a respeito das práticas abusivas. Elas podem ser
classificadas em (I) práticas abusivas produtivas e (II) em práticas abusivas comerciais.
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As práticas abusivas produtivas ocorrem, como o nome diz, na produção, quando o produto está fora
das normas expedidas pelos órgãos oficiais; por sua vez, as práticas abusivas comerciais estão em
momento posterior. Estas são as mais comuns. De toda forma, o fornecedor não pode
se valer da hipervulnerabilidade (vulnerabilidade agravada) de certos grupos de
consumidores, como no caso das crianças ou idosos.
Igualmente, por esse mesmo motivo o STJ editou a Súmula 302: “É abusiva a cláusula
contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado”.
O art. 51,§1º, incisos, do CDC, estabelece que se presume exagerada, entre outros casos, a vantagem que
ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; restringe direitos ou obrigações
fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio
contratual; se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e
conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.
Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga as partes e somente pode ser alterado por nova
negociação. Além disso, o valor orçado tem validade de 10 dias, contado o prazo de seu
recebimento pelo consumidor, salvo estipulação em contrário.
Agora, e se houver mudança no orçamento, o consumidor responde? Se não está previsto, não
responde.
O próprio STJ (REsp 332.869) tem julgado a respeito, estabelecendo de maneira inequívoca
que não pode o fornecedor realizar cobrança de valores se esses valores não estavam
discriminados em orçamento prévio e aprovado pelo consumidor.
Os fornecedores não podem criar um banco de dados de consumidores reclamões, de modo a que o
consumidor seja reconhecido previamente a uma contratação. Exigir o cumprimento de um contrato ou
reclamar de um problema é exercer direitos constitucionalmente previstos e não se pode permitir
que sejam criados meios para obstar esse exercício.
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O fornecedor não pode recusar vender ao consumidor um produto se ele se dispõe a pagar de pronto.
Ele, evidentemente, não é obrigado a aceitar qualquer forma de pagamento, mas deve deixar ostensivo
o tipo de pagamento aceito.
Uma vez aceito o pagamento, o fornecedor deve honrar sua aceitação, seja ela qual for.
O preço de produtos e serviços é regulado pela Lei 10.962/2004. O art. 2º, inc. I, é que
determina a exigência de preços em vitrines.
No comércio eletrônico, deve haver divulgação ostensiva do preço à vista, junto à imagem do
produto ou descrição do serviço, em caracteres facilmente legíveis com tamanho de fonte não inferior a
doze.
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cobrar, por exemplo, R$199 pelo produto, pagando-se no cartão de crédito, e R$179 com pagamento à
vista, em dinheiro.
Para que se possa fazer essa diferenciação, o art. 5º-A da Lei 10.962/2004 exige que o fornecedor
informe, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais descontos oferecidos em função do prazo
ou do instrumento de pagamento utilizado.
Ainda assim, o art. 39, inc. X, do CDC ainda se aplica a vários casos.
➢ XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério
Há uma exceção prevista no art. 43-A da Lei 4.591/1964. Segundo a norma, a entrega
do imóvel em até 180 dias corridos da data estipulada contratualmente como data
prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pactuado, de
forma clara e destacada, não viola os direitos do consumidor. Além disso, o atraso
não dá causa à resolução do contrato por parte do adquirente nem enseja o
pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.
O art. 41 do CDC, trata do tema. Prevê a norma que no caso de fornecimento de produtos
ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços, os
fornecedores devem respeitar os limites oficiais. Se não respeitarem, respondem pela
restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada, podendo o
consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis.
Esse dispositivo pretende evitar a aglomeração perigosa de pessoas, com riscos graves à segurança dos
consumidores, especialmente em locais como baladas, notoriamente conhecidas pelo excesso de
pessoas confinadas em espaços diminutos.
Além de prática abusiva, essa conduta também tipifica o crime previsto no art. 65 do CDC, de executar
serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente.
Por fim, pra arrematar, é possível extrair dessas regras um grupo de princípios a respeito da
publicidade:
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Princípio da identificação
• O consumidoe deve, de maneira fácil e imediata identificar a publicidade, como
determina o art. 36: "A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal".
Princípio da vinculação
• A oferta obriga o fornecedor a cumpri-la, segundo o art. 30: "Toda informação ou
publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados,
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que
vier a ser celebrado".
Princípio da proibição da publicidade ilícita
• Esse princípio abrange os deveres de veracidade e de não abusividade, como se
extrai do art. 37: "É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva".
Princípio da inversão do ônus da prova
• Não é o consumidor quem tem de provar que a publicidade é imprópria, a teor do
art. 38: "O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação
publicitária cabe a quem as patrocina".
Princípio da transparência
• Novamente, é obrigação de quem veicula a publicidade ter as informações a
respeito dela, como prevê o art. 36, parágrafo único: "O fornecedor, na publicidade
de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos
legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação
à mensagem".
Princípio da contrapropaganda
• O infrator tem o dever de veicular contrapropaganda, segundo o art. 60: "A
imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na
prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus
parágrafos, sempre às expensas do infrator".
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Por outro lado, o parágrafo único estabelece que o consumidor cobrado em quantia indevida tem
direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. Cuidado, porque a
aplicação da norma não é tão direta.
Há, assim, a necessidade de se comprovar a ocorrência de três elementos objetivos (i. a cobrança
de dívida; ii. a cobrança extrajudicial da dívida; iii. a dívida é de consumo) e um elemento subjetivo
(má-fé do fornecedor).
Conforme a Súmula 412 do STJ, “a ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se
ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil”, em seu art. 205, de 10 anos. A mesma regra vale
para os serviços de telefonia (EREsp 1.523.744).
Para os demais casos, vale a regra do art. 206, §3º, inc. IV, do Código Civil, havendo prescrição da
pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa no prazo de 3 anos.
O STJ (REsp 1.645.589/MS) entende que a aplicação da pena prevista no parágrafo único do art. 42 do
CDC apenas é possível diante da presença de engano justificável do credor em proceder com a cobrança,
da cobrança extrajudicial de dívida de consumo e de pagamento de quantia indevida pelo consumidor.
Já o art. 940 do Código Civil somente pode ser aplicado quando a cobrança se dá por meio judicial e fica
comprovada a má-fé do demandante, independentemente de prova do prejuízo.
Ademais, segundo o Tribunal Superior, mesmo diante de uma relação de consumo, se inexistentes os
pressupostos de aplicação do art. 42, parágrafo único, do CDC, deve ser aplicado o sistema geral do
Código Civil, no que couber. O art. 940 do Código Civil é norma complementar ao art. 42, parágrafo único,
do CDC e, no caso, sua aplicação está alinhada ao cumprimento do mandamento constitucional de
proteção do consumidor).
Por fim, determina o art. 42-A que em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao
consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição do CPF ou CNPJ do
fornecedor do produto ou serviço correspondente.
O art. 43 prevê que o consumidor pode ter acesso às informações existentes em cadastros, fichas,
registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas
fontes.
Esse acesso deve ser gratuito, bem como deve ser permanentemente atualizado. Se o fornecedor
deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados,
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fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata pode sofrer pena de detenção de um a seis
meses ou multa (art. 73 do CDC).
Esse cadastro e os dados nele contidos não podem conter informações negativas
referentes a período superior a cinco anos. Do §1º do art. 43 do CDC, em conjunto
com o art. 205, §5º, inc. I, do Código Civil.
Assim, uma vez incluído no SERASA, meu nome só pode ficar sujo por no máximo
cinco anos, contado o prazo do dia seguinte ao do vencimento da dívida - e não
da inscrição em si - (§5º do art. 43).
E se o controlador do banco de dados não retirar o nome do consumidor após o prazo ou, efetivado
pagamento, demora demasiadamente para fazê-lo? Cabe indenização por dano moral, entende o STJ
(REsp 480.622/RJ).
A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deve ser comunicada por escrito
ao consumidor, quando não solicitada por ele. A regra do §2º do art. 43 é de seguimento obrigatório.
A doutrina entende que a comunicação pode ser feita por qualquer pessoa, incluindo
o próprio credor. Porém, para o STJ, a notificação tem de ser feita pelo mantenedor
do cadastro (SPC, SERASA etc.).
Por sua vez, incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro
de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito
(Súmula 548 do STJ).
E se o consumidor encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros? Ele pode exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de 5 dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas. Cabível, aqui, inclusive, o Habeas Data, medida constitucional
extrema, se necessário.
Por fim, vale lembrar da Súmula 550 do STJ, que dispõe que "a utilização de escore de crédito, método
estatístico de avaliação de risco que não constitui banco de dados, dispensa o consentimento do
consumidor, que terá o direito de solicitar esclarecimentos sobre as informações pessoais valoradas e
as fontes dos dados considerados no respectivo cálculo."
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Além dos cadastros negativos, há também cadastros positivos, como aquele previsto na
Lei 12.414/2011 que disciplina a formação e consulta a bancos de dados com
informações de adimplemento, de pessoas naturais ou de pessoas jurídicas, para
formação de histórico de crédito.
O art. 3º, §1º, prevê que para a formação do banco de dados, somente poderão
ser armazenadas informações objetivas, claras, verdadeiras e de fácil
compreensão, que sejam necessárias para avaliar a situação econômica do
cadastrado.
Por sua vez, proíbem-se anotações de informações excessivas – aquelas que não
estiverem vinculadas à análise de risco de crédito ao consumidor – ou sensíveis –
aquelas pertinentes à origem social e étnica, à saúde, à informação genética, à
orientação sexual e às convicções políticas, religiosas e filosóficas, determina o art.
3º.
Segundo o art. 4º, o gestor está autorizado a abrir cadastro em banco de dados com
informações de adimplemento de pessoas naturais e jurídicas; fazer anotações no referido cadastro;
compartilhar as informações cadastrais e de adimplemento armazenadas com outros bancos de dados;
e disponibilizar a consulentes a nota ou pontuação de crédito elaborada com base nas informações de
adimplemento armazenadas e o histórico de crédito, mediante prévia autorização específica do
cadastrado.
Determina o §4º do art. 4º que a comunicação deve ocorrer, salvo se o cadastrado já tenha cadastro
aberto em outro banco de dados, em até 30 dias após a abertura do cadastro no banco de dados, sem
custo para o cadastrado. Ela deve ser realizada pelo gestor, diretamente ou por intermédio de fontes e
também informar de maneira clara e objetiva os canais disponíveis para o cancelamento do cadastro no
banco de dados.
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O gestor deve proceder automaticamente ao cancelamento de pessoa natural ou jurídica que tenha
manifestado previamente, por meio telefônico, físico ou eletrônico, a vontade de não ter aberto seu
cadastro (§7º). Esse cancelamento implica a impossibilidade de uso das informações do histórico de
crédito pelos gestores, inclusive para a composição de nota ou pontuação de crédito de terceiros
cadastrados.
Por sua vez, quais são as obrigações dos gestores de bancos de dados? O art. 6º determina que ele
estão obrigados, quando solicitados, a fornecer ao cadastrado:
A Lei 12.414/2011 ainda limita a utilização das informações dos bancos de dados
nos arts. 7º e 7º-A, e traz uma série de obrigações das fontes.
É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado,
aplicando-se, no que couber, as mesmas regras enunciadas no dispositivo que trata dos bancos de dados
dos consumidores.
Alguns PROCONs estaduais já têm esse cadastro, mas o CNRF – Cadastro Nacional de Reclamações
Fundamentadas, previsto para operar em 2011, ainda não foi finalizado. Ou seja, o SERASA dos
fornecedores, passados mais de 30 anos do CDC, sequer existe.
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A responsabilidade por contrato, por sua vez, se vincula à perspectiva mais tradicional das
relações consumeristas. Aqui, o consumidor compra um produto ou serviço e participa de
uma relação jurídica mais próxima daquela existente na teoria contratual clássica.
1 – Obrigatoriedade contratual
Um dos pilares da teoria contratual é o princípio do pacta sunt servanda. Os contratos têm força
obrigatória.
Por conta da vulnerabilidade do consumidor, o instrumento contratual não pode ser escrito
de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. O próprio contrato não
obrigará o consumidor se não for dada a ele a oportunidade de tomar conhecimento
prévio de seu conteúdo, prefixa o art. 46.
Os meios de prova estão descritos nos arts. 212 e ss. do Código Civil.
Apenas mais recentemente passa a haver o reconhecimento de maior vinculatividade também na fase
pré-contratual, quando do desenvolvimento mais intenso do princípio da boa-fé objetiva nas relações
interprivadas. A quebra da confiança e a justa criação de expectativas é a base dessa mudança.
Apesar de não ter havido contrato, houve contato entre as partes, de modo que uma delas – o
consumidor – cria expectativas e confia na outra – o fornecedor –; confia que aquilo que foi orçado,
aquilo que foi prometido, aquilo que foi dito será cumprido.
Se tradicionalmente a execução específica das obrigações só era permitida durante a fase contratual, o
CDC passa a permitir a execução específica das justas expectativas criadas durante a fase pré-contratual.
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2 – Interpretação contratual
O art. 423 do Código Civil prevê que quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou
contraditórias, deve-se adotar a interpretação mais favorável ao aderente.
O art. 47 do CDC vai ainda mais longe. Segundo a norma, as cláusulas contratuais
serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.
3 – Direito de arrependimento
O art. 49 estabelece que o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de
sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de
fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial.
Sempre que o produto ou serviço forem contratados fora da loja, o direito de
arrependimento pode ser utilizado.
A devolução dos valores tem de ser imediata, pelo que o fornecedor não pode exigir
prazos para devolução. O STJ (REsp 1.340.604/RJ) entende que a devolução deve
abranger todas as despesas, incluindo o frete.
4 – Garantia contratual
O art. 26 prevê os prazos de garantia para reclamar de vícios em produtos ou serviços. O direito de
reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias, tratando-se de
fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; e de 90 dias, tratando-se de fornecimento
de serviço e de produtos duráveis.
O prazo se conta a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços, exceto
no caso de vício oculto, no qual o prazo inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.
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Sempre que ofertada, a garantia contratual será considerada complementar à legal e será
conferida mediante termo escrito, leciona o art. 50.
1 – Noções gerais
O art. 51 do CDC traz um extenso rol de cláusulas contratuais consideradas abusivas. Entretanto, o rol
é meramente exemplificativo, ou seja, outras cláusulas podem ser consideradas abusivas, a
depender das circunstâncias concretas.
Essa análise, por aplicação do princípio da boa-fé objetiva, independe de análise subjetiva, vale dizer,
não importa a intenção do fornecedor em inserir esta ou aquela cláusula, mas sim da ação, de seu
comportamento.
Prevê o §2° que a nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o
contrato, em regra. Substitui-se o índice inválido e o contrato segue adiante.
Segundo o §4º, pode qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério
Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que
contrarie o CDC ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das
partes.
Ou seja, mesmo que a violação não decorra do CDC, ainda assim o consumidor pode requerer a
declaração de nulidade de cláusula abusiva, por si, por entidade representativa ou pelo MP, conforme o
caso.
2 – Espécies de cláusulas
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A Súmula 130 do STJ prevê que “a empresa responde, perante o cliente, pela reparação
de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento”.
A segunda parte do inc. I traz uma segunda disposição abusiva, a chamada cláusula de
limitação de indenização, igualmente proibida.
A Súmula 638 do STJ prevê que "é abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade de
instituição financeira pelos danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem entregue em garantia
no âmbito de contrato de penhor civil”.
Relativamente às pessoas físicas, porém, é nula a cláusula. Cuidado, porém, porque a regra não é
absoluta.
Por outro lado, a Súmula 479 do STJ estabelece que as instituições financeiras respondem
objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados
por terceiros no âmbito de operações bancárias.
Cuidado, porque a Súmula 381 do STJ impede que o juiz conheça de ofício da abusividade de cláusulas
contratuais em contratos bancários.
O STJ (REsp 1.300.418/SC) entende que a devolução dos valores somente após o término da obra
retarda o direito do consumidor à restituição da quantia paga.
Esse tipo de cláusula é abusiva, mas comporta exceções. Os casos mais emblemáticos são aqueles nos
quais há cláusula de fidelidade. O STJ (REsp 1.445.560 e REsp 1.097.582) entende que a cláusula de
fidelidade de telefonia é considerada legal quando há concessão de benefícios ao cliente.
O inc. III estabelece a chamada transferência de responsabilidade. Vedada a prática porque viola a
solidariedade que existe na cadeia de consumo.
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O §1º do art. 51 prevê que se presume exagerada, entre outros casos, a vantagem
que:
Assim, dizer o que se considera vantagem excessiva depende do caso concreto, da situação
específica em jogo.
O inc. VIII estabelece a vedação à chamada cláusula-mandato. Esse tipo de cláusula costumava ser
comum nos contratos bancários. O STJ (REsp 504.036/RS e AgRg Ag 562.705/RS) tem extensa
jurisprudência afirmando ser nula a cláusula contratual em que o consumidor.
No mesmo sentido, a Súmula 60 do STJ: “É nula a obrigação cambial assumida por procurador
mandatário vinculado ao mutuante, no exclusivo interesse”.
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➢ Autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja
conferido ao consumidor
➢ Obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual
direito lhe seja conferido contra o fornecedor
O inc. XIV estabelece a cláusula de violação de norma ambiental. Há, aqui, proteção
de bens jurídicos coletivos, em detrimento de valores individuais. A fruição de
produtos e serviços para um não pode acarretar danos para todos. Vale rememorar que o princípio da
função social do contrato, previsto no art. 421 do Código Civil, é também ambiental, verdadeira função
socioambiental do contrato.
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Qualquer cláusula contratual que viole as normas consumeristas, que são de ordem
pública, deve ser afastada de pronto.
Os direitos dos consumidores, individual ou coletivamente, são indisponíveis e não permitem mitigação
por força de pacto interprivado. Inclusive, o sistema de proteção do consumidor não se resume ao
CDC, mas apenas é centralizado nele.
O inc. XVI estabelece a cláusula negativa de indenização por benfeitorias necessárias. Não só,
entende o STJ (REsp 1.643.771/PR) que também as acessões devem ser objeto de indenização.
O inc. XVIII estabelece a cláusula de carência por inadimplemento. Trata-se de situação dificulta o
restabelecimento da saúde financeira do consumidor. Em síntese, em caso de atraso no pagamento de
débitos, o consumidor encontra maiores dificuldades em conseguir reerguer as finanças, o que contraria
o objetivo da Lei 14.181/2021, a Lei do Superendividamento.
3 – Regras de financiamento
Prevê o art. 52 que no fornecimento de produtos ou serviços que envolva crédito ou financiamento ao
consumidor, o fornecedor deve fornecer prévia e adequadamente uma série de informações
mínimas. Ou seja, pode haver outras informações, mas estas, abaixo, são as mínimas:
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E aí vem uma das maiores inovações do CDC. O §1° estabelece que as multas de mora pelo
inadimplemento não podem ser superiores a 2% do valor da prestação. Em resumo, se atrasou o
pagamento, a multa por não pagar não pode ser maior que 2% do valor devido.
O STJ (Súmula 285) afirma que nos contratos bancários posteriores ao CDC incide a multa moratória
nele prevista, limitada a 2%.
O STJ (REsp 655.267/SP) diz que não se aplica o CDC às relações jurídicas existentes entre
condomínio e condôminos. Porque nesse caso se aplica o art. 1.336, §1° do Código Civil e
==13425b==
Além disso, estabelece o §2º do art. 52 uma garantia ao consumidor. Segundo a norma, a liquidação
antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais
acréscimos é obrigatória.
4 – Cláusula de perdimento
Assim é o contrato de adesão: uma das partes (o aderente, o consumidor) tem duas opções:
concordar ou não com o contrato já previamente estabelecido pelo fornecedor.
O art. 54 define o contrato de adesão: Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido
aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.
O §1° prevê que a inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.
Ou seja, colocar um formulário para o consumidor preencher, como habitualmente se faz nos contratos
eletrônicos, não desfigura a adesão e nem a aplicação do CDC.
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Como o consumidor não tem muita opção, os contratos devem ser escritos em
termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. O §3º exige que o tamanho
da fonte seja de, no mínimo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo
consumidor.
E se houver uma cláusula limitadora de direito no meio do contrato, sem destaque? Houve violação ao
art. 54, §4º, do CDC, sendo ela, portanto, nula de pleno direito, já que as normas consumeristas são de
ordem pública e inafastáveis pela vontade das partes.
Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, cabendo a
escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no §2° do art. 53.
Em outras palavras, é possível inserir no contrato de adesão uma cláusula para resolver (=terminar) o
contrato, em caso de inadimplemento (=descumprimento). Porém, essa resolução depende de uma
opção do consumidor; não pode o fornecedor optar pela resolução. Ao fornecedor resta a opção de exigir
o cumprimento da prestação, incluindo perdas e danos (=indenização).
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QUESTÕES COMENTADAS
MULTIBANCAS
IMPARH
C) é meramente anulável.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Esta alternativa desconsidera o que preceitua o art. 53 do CDC. A cláusula
que prevê a perda total das prestações pagas em favor do vendedor, em caso de inadimplemento do
comprador, é considerada abusiva porque viola os princípios da boa-fé e da proporcionalidade. Além
disso, essa prática configura enriquecimento sem causa do vendedor, o que o CDC busca evitar. Tal
cláusula não é válida e não pode ser eficaz, pois o art. 53 a considera nula de pleno direito.
A alternativa B está incorreta, conforme gabarito da Banca. Contudo, esta é a alternativa correta, pois
o art. 53 do CDC declara nulas de pleno direito cláusulas que imponham a perda total das prestações
pagas pelo consumidor inadimplente. Essa nulidade ocorre automaticamente, sem a necessidade de
ação judicial, pois a abusividade da cláusula está presumida pela lei. Além disso, o princípio da proteção
ao consumidor, que é vulnerável na relação, reforça a interpretação de que tais cláusulas não devem
prevalecer, buscando-se o equilíbrio contratual e impedindo o desequilíbrio em favor do fornecedor.
A alternativa C está correta, conforme gabarito da Banca. Porém, não concordamos com o gabarito. A
questão deveria mudar o gabarito para a C ou ser anulada. Mas isso não impede a nossa análise da
questão. A alternativa contraria a natureza jurídica da nulidade prevista no art. 53 do CDC. Uma cláusula
abusiva não é "anulável", mas sim nula de pleno direito. A anulabilidade exige ação judicial para ser
reconhecida, enquanto a nulidade é declarada automaticamente. Assim, cláusulas como a descrita na
questão não possuem qualquer efeito jurídico, independentemente de pronunciamento judicial, embora
a declaração de nulidade possa ser pleiteada em juízo para formalizar sua aplicação.
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A alternativa C está incorreta. A autonomia da vontade no âmbito contratual encontra limites claros
nas normas de ordem pública e no próprio CDC, que tutela o equilíbrio e a boa-fé nas relações de
consumo. O art. 53 do CDC impede que cláusulas como a descrita sejam livremente pactuadas, pois
configuram desequilíbrio contratual e abuso contra o consumidor, parte hipossuficiente. Portanto, a
cláusula em questão não pode ser validamente estabelecida, ainda que acordada pelas partes, já que a
proteção ao consumidor prevalece sobre a autonomia contratual.
BANPARÁ
a) Os contratos de adesão escritos, no âmbito das relações de consumo, serão redigidos em termos
claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo onze,
de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
b) O CDC veda a denominada cláusula de decaimento que se refere, nos contratos de compra e venda de
móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações e nas alienações fiduciárias em garantia, à
perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear
a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.
c) É assegurada ao consumidor na liquidação antecipada do débito e quando feito totalmente, mediante
a redução proporcional dos juros, salvo dos demais acréscimos.
d) De acordo com o CDC, nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação
ou a restituição das parcelas quitadas, terá descontada somente a vantagem econômica auferida com
a fruição, sendo vedado o desconto referente aos prejuízos que o desistente ou inadimplente causar
ao grupo.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O art. 54, §3º traz as regras a respeito da redação do contrato de adesão:
Art. 54, §3º Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com
caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo
doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O art. 53 traz a vedação à chamada cláusula de
decaimento:
Art. 53. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento
em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas
de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em
benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato
e a retomada do produto alienado.
A alternativa C está incorreta. Na liquidação antecipa, deve haver redução proporcional à integralidade
dos valores pagos, como exige o art. 52, §2º:
A alternativa D está incorreta. Consórcio tem regra peculiar no art. 53, §2º:
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Se o consumidor não realizar as prestações relativas à compra de um imóvel, o valor que já foi pago não
será perdido, por conseguinte, são nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam o contrário.
Contudo, no caso dos consórcios, não é estabelecido um contrato de compra e venda por meio de
prestações, mas sim um grupo que se reúne para adquirir determinado bem. Por isso, nesse caso a
compensação ou restituição das parcelas já pagas, terá descontada os prejuízos causados aos
integrantes do grupo.
O caso do consórcio tem outra natureza jurídica, pelo que a saída de um dos
participantes não justifica a devolução ou a redução daquelas parcelas que são
contratadas no interesse de todo o grupo (REsp 688.794/RJ).
CESGRANRIO
Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, quando as cláusulas contratuais forem estabelecidas
unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou
modificar substancialmente seu conteúdo, será realizado o denominado
a) acordo bilateral
b) contrato de adesão
c) empréstimo consignado
d) mútuo corrente
e) convencionado recíproco
Comentários
A situação narrada no enunciado, é a celebração de um contrato de adesão. Nesse sentido, dispõe o art.
54 do CDC:
Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar
substancialmente seu conteúdo.
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Gabarito: B
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois a entrega de cartão de crédito, sem a solicitação da consumidora
caracteriza prática abusiva, conforme o entendimento do STJ expresso pela Súmula 532:
Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa
solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa.
A alternativa B está incorreta, pois uma vez que não é devida a entrega de cartão sem autorização, não
há o que se falar em pagamento de anuidade.
A alternativa D está incorreta, o banco não tem direito algum, dada a prática abusiva.
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Comentários
A alternativa A está incorreta, pois o STJ entendeu que tal cláusula não esbarra nos requisitos de
abusividade previstos no CDC.
A alternativa B está correta, conforme entende o STJ, não é abusiva a cláusula de contrato de cartão de
crédito que autoriza a operadora/financeira a debitar da conta-corrente do titular do cartão o
pagamento do valor mínimo da fatura em caso de inadimplemento, ainda que contestadas as despesas
lançadas:
A alternativa C está incorreta, conforme se depreende da decisão proferida pelo STJ, não há o que se
questionar, quando não verificada a abusividade da cláusula.
A alternativa D está incorreta, uma vez que não há o que se contestar, tendo em vista que não houve
abusividade.
A alternativa E está incorreta, pois não há amplitude de interpretação da cláusula, uma vez que sequer
há margem para diferente intepretação se não o que está previsto, ou seja, será debitado da conta do
correntista, o valor mínimo do cartão de crédito, valor este que já é de conhecimento do devedor.
CONSULPAM
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Comentários
II. As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque,
permitindo sua imediata e fácil compreensão.
III. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
a) II e III.
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b) III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e III.
Comentários
Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.
Comentários
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A alternativa A está incorreta, conforme gabarito da banca, mas ao meu ver, está correta por ser a
literalidade do CDC:
Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo
escrito.
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
CS-UFG
Comentários
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Art. 52. II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros;
10. (CS-UFG - 2017 - TJ-GO - Juiz Leigo) Nos contratos de consumo deve ser estabelecida:
Comentários
Para encontrar a resposta correta à esta questão, precisamos apenas da literalidade do CDC, veja:
Gabarito: A
FAFIPA
É considerada cláusula abusiva, sendo nula de pleno direito, aquela que deixe ao fornecedor a opção de
concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.
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Comentários
CORRETO.
Para encontrar a resposta correta à esta questão, precisamos apenas da literalidade do CDC, veja:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
É considerada cláusula abusiva, sendo nula de pleno direito, aquela que deixe ao fornecedor a opção de
concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.
Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
Comentários
CORRETO.
Para encontrar a resposta correta à esta questão, precisamos apenas da literalidade do CDC, veja:
Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.
Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
FEPESE
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c) A oferta de peças, componentes e produtos importados deverá ser assegurada pelos fabricantes
enquanto perdurar a importação ou fabricação.
d) O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica de uma sociedade comercial quando ficar
comprovado o desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial entre a pessoa jurídica e a pessoa
física dos administradores.
e) São nulas de pleno direito as cláusulas contratuais que transfiram responsabilidade a terceiros.
Comentários
Art. 51. § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,
exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
14. (FEPESE - CELESC - 2018) Assinale a alternativa correta de acordo com o Código de Defesa
do Consumidor.
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Art. 54, §1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão
do contrato.
A alternativa B está incorreta. O CDC permite a cláusula resolutória, desde que a opção seja de
competência do consumidor, prevê o CDC:
Art. 54, §2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a
alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do
artigo anterior.
Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar
substancialmente seu conteúdo.
A alternativa E está incorreta. Se houver limitação que não seja impedida pela proteção do consumidor,
ela deve sempre vir em destaque, como exige o art. 54, §4°:
FUNCAB
15. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade – Direito) O Superior Tribunal de
Justiça entende que as operadoras de planos de assistência à saúde não podem limitar o valor
do tratamento do associado, ainda que tal limitação conste de cláusula contratual expressa. Tal
cláusula, segundo o Código de Defesa do Consumidor, é abusiva porque:
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Comentários
Tal cláusula é abusiva porque estabelece obrigação que coloca o consumidor em desvantagem
exagerada. Veja CDC:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
Gabarito: E
FUNDATEC
Comentários
Veja o CDC:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
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Gabarito: C
17. (FUNDATEC - 2018 - DPE-SC - Analista Técnico) De acordo com as regras consumeristas,
na contratação de fornecimento de produtos e serviços fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio, o consumidor poderá exercer o direito de
arrependimento no prazo de quantos dias?
a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.
d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.
Comentários
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
Gabarito: B
a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.
d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.
Comentários
O prazo previsto no art. 49 é de 7 dias, nesses casos:
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento
comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
Gabarito: B
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FUNDEP
a) São vedadas, na oferta de crédito ao consumidor, mensagens publicitárias ou propagandas com o uso
de termos como “sem juros”, “sem acréscimo” ou “juros zero”.
b) Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou à
segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua
natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações
necessárias e adequadas a seu respeito.
c) No âmbito da prevenção, do tratamento e da conciliação administrativa ou judicial das situações de
superendividamento, para efeitos do CDC, o custo efetivo total da operação de crédito ao consumidor
consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores cobrados do consumidor, sem
prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade reguladora do sistema financeiro.
d) Em relação à responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço, o serviço não será considerado
defeituoso pela adoção de novas técnicas.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois a lei 14.181/21, que alterou o CDC, estabeleceu, em seu projeto
original, a vedação de que trata a alternativa em questão (art. 54 – C, I), ocorre que referido dispositivo
foi vetado pelo Presidente da República.
Art. 54-B, §2º Para efeitos deste Código, o custo efetivo total da operação de crédito ao
consumidor consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores
cobrados do consumidor, sem prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade
reguladora do sistema financeiro.
Art. 14. §2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.
20. (FUNDEP - SAAE de Itabira - MG - 2019) Sobre a proteção do consumidor nas relações
jurídicas, assinale a afirmativa incorreta.
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a) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, sendo que as
declarações de vontade constantes de escritos particulares relativos às relações de consumo
vinculam o fornecedor.
b) São anuláveis as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, ou que sejam incompatíveis com a boa-fé ou
a equidade.
c) A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, salvo quando de sua ausência
decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.
d) O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.
Comentários
A alternativa A está correta, nos termos do CDC:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
A alternativa C está correta. Não há nulidade de per si de uma cláusula, mas apenas se não houver como
salvar o contrato como um todo. É o que prevê o CDC:
Art. 51, §2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,
exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.
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a) 2 dias ú teis.
b) 5 dias ú teis.
c) 7 dias ú teis.
d) 15 dias ú teis.
Comentários
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
Gabarito: C
FUMARC
22. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) Acerca da proteção
contratual do consumidor, NÃO é correto afirmar:
Comentários
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IADES
B) somente nas compras pela internet, em até sete dias após a compra.
C) somente nas compras pela internet, em até sete dias após o recebimento do produto.
D) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após a compra.
E) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após o recebimento
do produto.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O direito de arrependimento não se aplica a qualquer situação, mas
apenas às compras realizadas fora do estabelecimento comercial, como as realizadas pela internet, por
telefone ou em domicílio. A previsão está no art. 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que
limita o direito de arrependimento a essas condições.
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A alternativa B está incorreta. O direito de arrependimento não se limita às compras pela internet, mas
sim a toda compra feita fora do estabelecimento comercial, incluindo vendas em domicílio ou por
telefone, conforme o art. 49 do CDC.
A alternativa C está incorreta. Embora esteja correto afirmar que o prazo de arrependimento começa
a contar a partir do recebimento do produto, a limitação às compras pela internet está incorreta, pois o
direito de arrependimento também abrange outras modalidades de compras fora do estabelecimento
comercial.
A alternativa D está incorreta. O prazo de sete dias não é contado a partir da data da compra, mas sim
a partir do recebimento do produto ou da assinatura do contrato, conforme o art. 49 do CDC.
A alternativa E está correta. Essa alternativa está de acordo com o art. 49 do CDC, que assegura ao
consumidor o direito de desistir da compra em até sete dias contados a partir do recebimento do
produto ou da assinatura do contrato, no caso de compras realizadas fora do estabelecimento comercial.
24. (IADES - 2019 - BRB – Advogado) Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), acerca
das características e dos princípios, da qualidade de produtos e serviços, da prevenção e
reparação de danos, da proteção contratual, da defesa do consumidor em juízo e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.
a) O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e
individuais homogêneos dos consumidores, salvo os advindos da prestação de serviço público.
b) A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é lícita, mesmo que não
tenha havido a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de má-fé do
segurado.
c) A inversão do ônus da prova do CDC não se aplica aos casos de degradação ambiental.
d) A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização prevista em
contrato de seguro de vida.
e) É subjetiva a responsabilidade civil das instituições financeiras pelos crimes ocorridos no interior do
estabelecimento bancário por ela agir com culpa no exercício da atividade econômica.
Comentários
O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos,
coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da
prestação de serviço público.
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25. (IADES - 2019 - BRB – Escrituário) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, no
==13425b==
Comentários
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2.3. Validade da tarifa de avaliação do bem dado em garantia, bem como da cláusula
que prevê o ressarcimento de despesa com o registro do contrato, ressalvadas a:
A alternativa E está incorreta, nos termos do Tema 972 – STJ: 2.3 - A abusividade de encargos
acessórios do contrato não descaracteriza a mora.
O Tribunal, quando declara, por decisão interlocutória, por sentença, por decisão
monocrática ou por acórdão, a abusividade da condição geral contratual que impute ao
consumidor o dever de adimplir os encargos acessórios, não impede a caracterização
da mora do consumidor.
IESES
26. (IESES - Prefeitura de São José - SC - 2019) Assinale a alternativa correta no que diz
respeito à proteção contratual de acordo com o Código de Defesa do Consumidor:
a) A garantia contratual não é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.
b) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 15 (quinze) dias a contar da assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
c) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao fornecedor de serviços.
d) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.
Comentários
A alternativa A está incorreta. A garantia contratual é SEMPRE complementar e SEMPRE deve ser feita
por escrito, conforme CDC:
Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo
escrito.
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Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
A alternativa C está incorreta. O CDC não restringe, no art. 47, a interpretação mais favorável ao
consumidor, nem a faculta ao fornecedor:
IF-MT
27. (IF-MT - 2018 - IF-MT – Direito) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site
da loja Só Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material
publicizado no site não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos
Anzóis poderá desistir da compra?
Comentários
Veja CDC:
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
Gabarito: D
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28. (IF-MT - Direito – 2018) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site da loja Só
Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material publicizado no site
não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos Anzóis poderá desistir
da compra?
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
INAZ DO PARÁ
Comentários
Veja o CDC:
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
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Gabarito: E
30. (INAZ do Pará - CRF-PE - 2018) O Código de defesa do consumidor conceitua contrato de
adesão como “aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor
possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo”; deste conceito, nota-se
desigualdade material entre as partes. Apesar da postura do Estado não ser de ampla
intervenção nas atividades econômicas e nas relações entre particulares, ele atua no sentido de
buscar equilíbrio entre os diversos interesses existentes na sociedade, promovendo
intervenções e controles onde a linearidade seja substituída pela vulnerabilidade. Nos contratos
de adesão, onde tal desigualdade é mais percebida, a equivalência material depende da atuação
do legislador.
À luz deste tema, qual a alternativa que melhor traduz a restauração da linearidade das partes nos
contratos?
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que: XI - autorizem o fornecedor a cancelar o
contrato unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao consumidor.
O dispositivo estabelece que a cláusula contratual que autoriza o fornecedor, exclusivamente, a resilir o
contrato, é nula de pleno direito. A resilição é uma das espécies de rescisão, usada para dar cabo,
terminar, um contrato, de maneira unilateral ou bilateral. O inciso XI visa destacar que o consumidor
pode igualmente, cancelar o contrato, considerando a boa-fé, a fim de evitar o abuso de direito do
fornecedor.
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Aula 02
A alternativa B está correta. Segundo o entendimento do STJ, o Ministério Público tem legitimidade
para promover ação civil pública para verificar a validade das cláusulas abusivas de contrato de
arrendamento mercantil. Logo, a fim de se possibilitar o equilíbrio contratual, o MP pode ajuizar ação
para o reconhecimento das cláusulas abusivas no contrato de adesão, para se reestabelecer os critérios
de reajuste das obrigações das partes do contrato. Nesse sentido:
O mesmo julgado permite inferir que o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil
pública objetivando a análise da validade de cláusulas abusivas de contrato de arrendamento mercantil
celebrado pelos consumidores do Estado de Pernambuco, a fim de se restaurar a linearidade entre as
partes.
Enquanto o CC/2002 estabelece a interpretação mais favorável apenas aos contratos de adesão, quando
nestes, existirem casos de ambiguidade ou contraditoriedade (art. 423 do CC). O CDC traz, como regra
geral, a interpretação mais favorável ao consumidor. Assim, o art. 47 destaca que, não importa a
cláusula, não importa a razão, não importa o alcance, não importa a previsão, se houver uma cláusula
contratual, ela deve sempre ser interpretada mais favoravelmente ao consumidor.
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia
antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.
As cláusulas nulas de pleno direito são consideradas invalidas, uma vez que são de interesse público,
podem ser alegadas por todos os interessados no ato, pelo Ministério, a fim de que seja declarada nula
pelo juiz, enquanto um ato anulável precisa ser provocado, ou seja, deve haver pedido para sua anulação.
Desse modo, o CDC visa tutelar os direitos consumeristas, sendo que a nulidade pressupõe que o ato
viciado vai na contramão dos interesses consumeristas defendidos pelo Código.
O contrato de adesão é aquele no qual uma das partes (o aderente, o consumidor) tem a opção de
concordar ou não com o contrato, que já foi previamente estabelecido pelo fornecedor. Ou seja, não tem
discussão. O consumidor não pode discordar de parte do contrato ou querer modificar seu conteúdo,
pois apenas pode aceitar ou não inteiramente como ele é. Contudo, havendo dubiedade, ambiguidade,
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confusão de entendimento acerca de uma das cláusulas, a mesma sempre será interpretada de maneira
mais benéfica para o consumidor, inclusive nos contratos de adesão.
ITAME
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois é considerada clausula abusiva, nos termos do CDC:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
A alternativa B está incorreta, pois é considerada clausula abusiva, nos termos do CDC:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
A alternativa D está incorreta, pois é considerada clausula abusiva, nos termos do CDC:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
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Comentários
Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo
escrito.
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
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QUADRIX
33. (Quadrix - Procon - GO - 2017) No que se refere às cláusulas abusivas segundo o CDC,
assinale a alternativa correta.
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
A alternativa B está incorreta. A renúncia pelas benfeitorias necessárias, e apenas por elas, é proibida
pelo art. 51:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Na liquidação antecipa, deve haver redução
proporcional à integralidade dos valores pagos, como exige o art. 52, §2º:
A alternativa D está incorreta. Não há nulidade de per si de uma cláusula, mas apenas se não houver
como salvar o contrato como um todo. É o que prevê o art. 51, §2°:
Art. 52, §2º A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,
exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.
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A alternativa E está incorreta. O consumidor pode acionar o MP para que ele ajuíze a ação, prevê o art.
51, §4°:
Comentários
A alternativa A está incorreta. O prazo previsto no art. 49 é de 7 dias, nesses casos:
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
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A alternativa D está incorreta. O CDC não restringe, no art. 47, a interpretação mais favorável ao
consumidor:
A alternativa E está incorreta. O art. 48 fixa que tudo o que vier antes do contrato vincula também o
fornecedor:
35. (Quadrix - Procon - GO - 2017) À luz da doutrina e do CDC, assinale a alternativa correta
acerca de contrato de adesão.
Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.
A alternativa C está incorreta. Mero preenchimento de itens num formulário não consegue
descaracterizar a natura de um contrato de adesão, que é justamente o fato de não poder discutir os
elementos essenciais com o fornecedor. Não se questiona mais isso, como faziam os contratualistas
antigos. Nesse sentido, o art. 54, §1°:
Art. 54, §1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão
do contrato.
A alternativa D está incorreta. O CDC permite a cláusula resolutória, desde que a opção seja de
competência do consumidor, prevê o art. 54, §2°:
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Art. 54, §2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a
alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do
artigo anterior.
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Se houver limitação que não seja impedida pela
proteção do consumidor, ela deve sempre vir em destaque, como exige o art. 54, §4°:
Art. 54, §4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão
ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.
TJ-MS
36. (TJ-MS - 2018 - TJ-MS - Comarca de Bonito - Juiz Leigo) No tocante as cláusulas abusivas
nas relações de consumo
a) são tidas por inexistentes.
b) dependem de provocação do consumidor para serem reconhecidas, pois são anuláveis.
c) podem ser declaradas, em regra, de ofício pelo juiz, pois são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.
Comentários
Veja CDC:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
CPC:
Art. 278. Parágrafo único. Não se aplica o disposto no caput às nulidades que o juiz deva
decretar de ofício, nem prevalece a preclusão provando a parte legítimo impedimento.
As cláusulas abusivas, nas relações de consumo, são nulas de pleno direito, não dependendo de
provocação do consumidor para serem reconhecidas, podendo o juiz, fazer o reconhecimento da
nulidade, de ofício.
A alternativa A está incorreta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo existem, porém, são
nulas de pleno direito.
A alternativa B está incorreta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo não dependem de
provocação do consumidor para serem reconhecidas, pois são nulas de pleno direito. Incorreta letra
“B".
A alternativa C está correta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo podem ser declaradas,
em regra, de ofício pelo juiz, pois são nulas de pleno direito, conforme expressa disposição legal.
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A alternativa D está incorreta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo não dependem de
provocação do Ministério Público para a declaração de sua nulidade, ainda que a declaração de sua
ocorrência interesse à coletividade, podendo serem declaradas de ofício pelo juiz, pois são nulas de
pleno direito. Incorreta letra “D".
TJ-PR
37. (TJ-PR - 2018 - Juiz Leigo) Após ter os documentos pessoais furtados, José é surpreendido
com a inclusão de seus dados pessoais em órgão de proteção ao crédito, em razão do
inadimplemento de contrato bancário de financiamento de automóvel celebrado por terceiro
em seu nome. Ostentando prévia e legítima negativação anterior à acima referida, José propõe
ação contra a instituição financeira com a qual foi celebrado o contrato de financiamento de
automóvel. Pleiteia a declaração de inexistência de relação jurídica e o recebimento de
indenização por danos morais. A petição inicial é instruída com documento comprobatório da
inclusão feita a requerimento do réu. Em contestação, o banco alega que tomou todas as
providências que estavam ao seu alcance no momento da contratação e que não pode ser
responsabilizado por fraude praticada por terceiro. Por sua vez, José informa que não tem
provas a produzir, além dos documentos que já apresentou.
De acordo com a orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.
a) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois a instituição financeira responde objetivamente
pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando
demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a simples inscrição indevida do nome
do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para a caracterização do dano moral,
reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.
b) O pedido de indenização deve ser julgado improcedente, pois o banco agiu no exercício regular de
direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a José se voltar contra o terceiro que utilizou
seus dados para celebrar o contrato; o pedido declaratório deve ser julgado procedente,
considerando que Arlindo não deu causa ao fato.
c) O pedido declaratório deve ser acolhido, pois a instituição financeira responde objetivamente pelos
danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando demonstrada
a inexistência de relação jurídica entre as partes; o pedido de indenização por danos morais deve ser
julgado improcedente em razão da prévia existência de legítima inscrição do nome de José em órgão
de proteção ao crédito.
d) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois, embora a instituição financeira responda
subjetivamente, foi comprovada sua culpa pela ineficiência na verificação da documentação
apresentada por terceiro, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a
simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para
a caracterização do dano moral, reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.
Comentários
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O pedido declaratório deve ser julgado procedente, pois a instituição financeira responde objetivamente
pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando
demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; o pedido de indenização por danos
morais deve ser julgado improcedente em razão da prévia existência de legítima inscrição do nome de
José em órgão de proteção ao crédito.
Gabarito: C
38. (TJ-PR - 2018 - Comarca de Apucarana) As cláusulas abusivas nas relações de consumo
previstas no art. 51 do CDC:
a) são ineficazes, mas por sua natureza especial dependem da provocação do consumidor para seu
reconhecimento.
b) são tidas por inexistentes.
c) são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.
Comentários
Veja o CDC;
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
Gabarito: C
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Comentários
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
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Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
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LISTA DE QUESTÕES
MULTIBANCAS
IMPARH
C) é meramente anulável.
BANPARÁ
a) Os contratos de adesão escritos, no âmbito das relações de consumo, serão redigidos em termos
claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo onze,
de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
b) O CDC veda a denominada cláusula de decaimento que se refere, nos contratos de compra e venda de
móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações e nas alienações fiduciárias em garantia, à
perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear
a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.
c) É assegurada ao consumidor na liquidação antecipada do débito e quando feito totalmente, mediante
a redução proporcional dos juros, salvo dos demais acréscimos.
d) De acordo com o CDC, nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação
ou a restituição das parcelas quitadas, terá descontada somente a vantagem econômica auferida com
a fruição, sendo vedado o desconto referente aos prejuízos que o desistente ou inadimplente causar
ao grupo.
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Aula 02
CESGRANRIO
Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, quando as cláusulas contratuais forem estabelecidas
unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou
modificar substancialmente seu conteúdo, será realizado o denominado
a) acordo bilateral
b) contrato de adesão
c) empréstimo consignado
d) mútuo corrente
e) convencionado recíproco
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CONSULPAM
II. As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque,
permitindo sua imediata e fácil compreensão.
III. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
a) II e III.
b) III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e III.
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respeito dos contratos nas relações de consumo, de acordo com o CDC, assinale a alternativa
CORRETA:
a) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 10 dias a contar de sua assinatura ou do ato de
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
b) A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.
c) As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às
relações de consumo não vinculam o fornecedor.
d) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, a depender
da situação.
CS-UFG
10. (CS-UFG - 2017 - TJ-GO - Juiz Leigo) Nos contratos de consumo deve ser estabelecida:
FAFIPA
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É considerada cláusula abusiva, sendo nula de pleno direito, aquela que deixe ao fornecedor a opção de
concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.
Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
FEPESE
14. (FEPESE - CELESC - 2018) Assinale a alternativa correta de acordo com o Código de Defesa
do Consumidor.
FUNCAB
15. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade – Direito) O Superior Tribunal de
Justiça entende que as operadoras de planos de assistência à saúde não podem limitar o valor
do tratamento do associado, ainda que tal limitação conste de cláusula contratual expressa. Tal
cláusula, segundo o Código de Defesa do Consumidor, é abusiva porque:
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FUNDATEC
17. (FUNDATEC - 2018 - DPE-SC - Analista Técnico) De acordo com as regras consumeristas,
na contratação de fornecimento de produtos e serviços fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio, o consumidor poderá exercer o direito de
arrependimento no prazo de quantos dias?
a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.
d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.
a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.
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d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.
FUNDEP
a) São vedadas, na oferta de crédito ao consumidor, mensagens publicitárias ou propagandas com o uso
de termos como “sem juros”, “sem acréscimo” ou “juros zero”.
b) Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou à
segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua
natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações
necessárias e adequadas a seu respeito.
c) No âmbito da prevenção, do tratamento e da conciliação administrativa ou judicial das situações de
superendividamento, para efeitos do CDC, o custo efetivo total da operação de crédito ao consumidor
consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores cobrados do consumidor, sem
prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade reguladora do sistema financeiro.
d) Em relação à responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço, o serviço não será considerado
defeituoso pela adoção de novas técnicas.
20. (FUNDEP - SAAE de Itabira - MG - 2019) Sobre a proteção do consumidor nas relações
jurídicas, assinale a afirmativa incorreta.
a) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, sendo que as
declarações de vontade constantes de escritos particulares relativos às relações de consumo
vinculam o fornecedor.
b) São anuláveis as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, ou que sejam incompatíveis com a boa-fé ou
a equidade.
c) A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, salvo quando de sua ausência
decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.
d) O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.
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a) 2 dias ú teis.
b) 5 dias ú teis.
c) 7 dias ú teis.
d) 15 dias ú teis.
FUMARC
22. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) Acerca da proteção
contratual do consumidor, NÃO é correto afirmar:
IADES
B) somente nas compras pela internet, em até sete dias após a compra.
C) somente nas compras pela internet, em até sete dias após o recebimento do produto.
D) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após a compra.
E) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após o recebimento
do produto.
24. (IADES - 2019 - BRB – Advogado) Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), acerca
das características e dos princípios, da qualidade de produtos e serviços, da prevenção e
reparação de danos, da proteção contratual, da defesa do consumidor em juízo e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.
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a) O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e
individuais homogêneos dos consumidores, salvo os advindos da prestação de serviço público.
b) A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é lícita, mesmo que não
tenha havido a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de má-fé do
segurado.
c) A inversão do ônus da prova do CDC não se aplica aos casos de degradação ambiental.
d) A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização prevista em
contrato de seguro de vida.
e) É subjetiva a responsabilidade civil das instituições financeiras pelos crimes ocorridos no interior do
estabelecimento bancário por ela agir com culpa no exercício da atividade econômica.
25. (IADES - 2019 - BRB – Escrituário) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, no
que se refere aos serviços bancários, assinale a alternativa correta.
IESES
26. (IESES - Prefeitura de São José - SC - 2019) Assinale a alternativa correta no que diz
respeito à proteção contratual de acordo com o Código de Defesa do Consumidor:
a) A garantia contratual não é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.
b) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 15 (quinze) dias a contar da assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
c) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao fornecedor de serviços.
d) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.
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IF-MT
27. (IF-MT - 2018 - IF-MT – Direito) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site
da loja Só Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material
publicizado no site não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos
Anzóis poderá desistir da compra?
28. (IF-MT - Direito – 2018) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site da loja Só
Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material publicizado no site
não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos Anzóis poderá desistir
da compra?
INAZ DO PARÁ
30. (INAZ do Pará - CRF-PE - 2018) O Código de defesa do consumidor conceitua contrato de
adesão como “aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor
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À luz deste tema, qual a alternativa que melhor traduz a restauração da linearidade das partes nos
contratos?
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QUADRIX
33. (Quadrix - Procon - GO - 2017) No que se refere às cláusulas abusivas segundo o CDC,
assinale a alternativa correta.
35. (Qadrix - Procon - GO - 2017) À luz da doutrina e do CDC, assinale a alternativa correta
acerca de contrato de adesão.
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Aula 02
TJ-MS
36. (TJ-MS - 2018 - TJ-MS - Comarca de Bonito - Juiz Leigo) No tocante as cláusulas abusivas
nas relações de consumo
a) são tidas por inexistentes.
b) dependem de provocação do consumidor para serem reconhecidas, pois são anuláveis.
c) podem ser declaradas, em regra, de ofício pelo juiz, pois são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.
TJ-PR
37. (TJ-PR - 2018 - Juiz Leigo) Após ter os documentos pessoais furtados, José é surpreendido
com a inclusão de seus dados pessoais em órgão de proteção ao crédito, em razão do
inadimplemento de contrato bancário de financiamento de automóvel celebrado por terceiro
em seu nome. Ostentando prévia e legítima negativação anterior à acima referida, José propõe
ação contra a instituição financeira com a qual foi celebrado o contrato de financiamento de
automóvel. Pleiteia a declaração de inexistência de relação jurídica e o recebimento de
indenização por danos morais. A petição inicial é instruída com documento comprobatório da
inclusão feita a requerimento do réu. Em contestação, o banco alega que tomou todas as
providências que estavam ao seu alcance no momento da contratação e que não pode ser
responsabilizado por fraude praticada por terceiro. Por sua vez, José informa que não tem
provas a produzir, além dos documentos que já apresentou.
De acordo com a orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.
a) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois a instituição financeira responde objetivamente
pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando
demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a simples inscrição indevida do nome
do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para a caracterização do dano moral,
reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.
b) O pedido de indenização deve ser julgado improcedente, pois o banco agiu no exercício regular de
direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a José se voltar contra o terceiro que utilizou
seus dados para celebrar o contrato; o pedido declaratório deve ser julgado procedente,
considerando que Arlindo não deu causa ao fato.
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c) O pedido declaratório deve ser acolhido, pois a instituição financeira responde objetivamente pelos
danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando demonstrada
a inexistência de relação jurídica entre as partes; o pedido de indenização por danos morais deve ser
julgado improcedente em razão da prévia existência de legítima inscrição do nome de José em órgão
de proteção ao crédito.
d) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois, embora a instituição financeira responda
subjetivamente, foi comprovada sua culpa pela ineficiência na verificação da documentação
apresentada por terceiro, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a
simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para
a caracterização do dano moral, reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.
38. (TJ-PR - 2018 - Comarca de Apucarana) As cláusulas abusivas nas relações de consumo
previstas no art. 51 do CDC:
a) são ineficazes, mas por sua natureza especial dependem da provocação do consumidor para seu
reconhecimento.
b) são tidas por inexistentes.
c) são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.
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GABARITO
1. C (Discordamos da Banca, vide comentários)
2. B
3. B
4. E
5. B
6. A
7. A
8. B
9. A
10. A
11. CORRETO
12. CORRETO
13. E
14. A
15. E
16. C
17. B
18. B
19. A
20. B
21. C
22. B
23. E
24. D
25. A
26. D
27. D
28. D
29. E
30. B
31. C
32. D
33. C
34. C
35. E
36. C
37. C
38. C
39. E
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