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O documento aborda as práticas comerciais e a proteção do consumidor conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), destacando definições de consumidor e obrigações dos fornecedores em relação a ofertas e publicidade. Também discute práticas abusivas e a responsabilidade dos fornecedores, enfatizando a vulnerabilidade do consumidor e a necessidade de informações claras e precisas. Além disso, menciona a importância do orçamento prévio em serviços e as consequências de práticas comerciais inadequadas.

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O documento aborda as práticas comerciais e a proteção do consumidor conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), destacando definições de consumidor e obrigações dos fornecedores em relação a ofertas e publicidade. Também discute práticas abusivas e a responsabilidade dos fornecedores, enfatizando a vulnerabilidade do consumidor e a necessidade de informações claras e precisas. Além disso, menciona a importância do orçamento prévio em serviços e as consequências de práticas comerciais inadequadas.

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Aula 02

Banco do Brasil (Escriturário - Agente


Comercial) Código de Proteção e Defesa
do Consumidor

Autor:
Paulo H M Sousa

30 de Janeiro de 2025
Paulo H M Sousa
Aula 02

Índice
1) Práticas Comerciais
..............................................................................................................................................................................................3

2) Práticas Comerciais - Questões Comentadas - Multibancas


..............................................................................................................................................................................................
17

3) Práticas Comerciais - Lista de Questões - Multibancas


..............................................................................................................................................................................................
78

4) Proteção Contratual
..............................................................................................................................................................................................
103

5) Proteção Contratual - Questões Comentadas - Multibancas


..............................................................................................................................................................................................
125

6) Proteção Contratual - Lista de Questões - Multibancas


..............................................................................................................................................................................................
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Banco do Brasil (Escriturário - Agente Comercial) Código de Proteção e Defesa do Consumidor 2


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Capítulo V – Práticas comerciais

Seção I – Disposições gerais

Há três definições anteriores de consumidor. A primeira delas, trazida pelo art. 2° do CDC,
fixa que consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.

A segunda, contida já no parágrafo único do art. 2º, equipara a consumidor a coletividade


de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

Lembro ainda que se admite a aplicação das normas do CDC, por se enquadrar determinada pessoa no
conceito de consumidor, mesmo quando ela não seja a destinatária final do produto ou serviço, apesar
de ser consumidora intermediária. É a aplicação da teoria finalista mitigada, adotada pela doutrina
em geral e pela jurisprudência do STJ.

A terceira definição vem quando o CDC trata da responsabilidade civil por fato ou defeito do produto ou
serviço. É a figura contida no art. 17, que cria a figura do consumidor por equiparação – ou bystander
– esse conceito de consumidor, porém, só se aplica à parte do CDC que trata da
responsabilidade por fato do produto ou serviço.

O art. 29 traz uma quarta definição de consumidor. Tal como o art. 17, ela é restrita, e não
ampla como as duas primeiras hipóteses do art. 2º, caput e parágrafo único. Para os fins
do capítulo das práticas comerciais e da proteção contratual, equiparam-se aos
consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele
previstas.

Seção II – Oferta

Prevê o art. 30 que toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por
qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados constitui oferta. A oferta obriga o fornecedor que a fizer veicular ou
dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.

O art. 30 do CDC traz, de maneira mais explícita, a previsão do art. 429 do Código Civil
(“A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao
contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos”).

Contudo, uma vez veiculada proposta suficientemente precisa, ela se torna obrigatória. O
CDC não faz, como o Código Civil – arts. 428 e 429, parágrafo único – menção a exceções,
situações nas quais a oferta deixa de ser obrigatória ou pode ser revogada. Isso se explica pelo
reconhecimento de que o consumidor é vulnerável.

Mesmo que no contrato escrito, celebrado depois, não houver a informação que fora prestada
previamente pelo fornecedor, ela integra o contrato.

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Além disso, o art. 31 exige que a oferta e apresentação de produtos ou serviços


assegurem informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua
portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço,
garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos
que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Em resumo, sem omissões,
letras miúdas ou qualquer tipo de malandragem na hora de oferecer o produto
ou serviço.

Se a oferta estiver contida em produtos refrigerados, devem ser gravadas de forma indelével, ou
seja, que não pode ser apagada, conforme exige o parágrafo único do art. 31.

As informações dos produtos e serviços podem ser classificadas em:

Informação-conteúdo
• Características intrínsecas do produto e serviço

Informação-utilização
• Como se usa o produto ou serviço

Informação-preço
• Custo, formas e condições de pagamento

Informação-advertência
• Riscos do produto ou serviço

Estabelece o STJ (REsp 586.316/MG) que, embora toda advertência seja informação, nem toda
informação é advertência; quem informa nem sempre adverte. Por isso, mesmo nos casos citados
anteriores (seção de importados do mercado), a informação advertência tem de vir expressa em língua
portuguesa.

É por isso, que a Lei 10.674/2003 obriga que os produtos alimentícios comercializados informem
sobre a presença de glúten, como medida preventiva e de controle da doença celíaca.

A Súmula 595 do STJ reconhece que informações importantes devem estar adequadamente informadas,
e não apenas genericamente, como no caso de reconhecimento de Curso Superior

O art. 32 regula a seguinte situação: os fabricantes e importadores devem assegurar a oferta de


componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

O parágrafo único prevê que cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoável de tempo, na forma da lei.

Ocorre que a tal da lei nunca foi feita. O PL 338/2015 da Câmara dos Deputados até tentou,
mas a regulação ainda não vingou. Por isso, o entendimento é de que se deve utilizar o tempo
de vida útil médio do produto.

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Uma vez feita a oferta, o fornecedor do produto ou serviço é solidariamente


responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos,
determina o art. 34.

Por isso, se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à


oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor pode, alternativamente e
à sua livre escolha (art. 35):

Exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade

Aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente

Rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente


atualizada, e a perdas e danos

Repare em duas expressões do dispositivo: alternativamente e sua escolha.

Em primeiro lugar, as três opções são alternativas ao consumidor, que pode escolher
livremente quaisquer delas.

Em segundo lugar, a escolha compete ao consumidor.

Por fim, o CDC ainda regula a oferta à distância. Prevê o art. 33 que em caso de oferta ou venda por
telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem,
publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

Por sua vez, o parágrafo único estabelece que é proibida a publicidade de bens e serviços por
telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.

Seção III – Publicidade

O art. 36 estabelece que a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.

Por isso, proíbe-se toda e qualquer publicidade enganosa ou abusiva, fixa o art. 37. E
o que é ser enganoso? E abusivo? Os §§1º, 2º e 3º estabelecem o que isso significa:

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Publicidade enganosa
• Qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados
sobre produtos e serviços
• Quando será a publicidade enganosa por omissão? Quando deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço

Publicidade abusiva
• Dentre outras, a discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de
induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança

O art. 38 não deixa margem de dúvida ao prever que o ônus da prova da veracidade
e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina.

A publicidade pode ser enganosa por ação e por omissão; publicidade enganosa
comissiva ou ativa e publicidade enganosa omissiva. Em qualquer caso, o consumidor
não precisa comprovar culpa ou dolo do fornecedor.

Para o STJ, a ausência de informação relativa ao preço, por si só, não caracteriza
publicidade enganosa. Para a caracterização da ilegalidade omissiva, a ocultação deve
ser de qualidade essencial do produto, do serviço ou de suas reais condições de
contratação, considerando, na análise do caso concreto, o público alvo do anúncio
publicitário (REsp 1.705.278/MA).

E quem responde pela publicidade enganosa? Segundo o STJ, as empresas de comunicação não
respondem por publicidade e propostas abusivas ou enganosas, porque essa responsabilidade toca aos
fornecedores-anunciantes, que a patrocinaram (REsp. 604.172/SP).

Também já entendeu o STJ que é possível o redirecionamento da condenação de veicular


contrapropaganda imposta a matriz à sua filial.

Seção IV – Práticas abusivas

Há presunção absoluta de ilicitude na adoção das práticas elencadas no art. 39 do CDC.

Pode-se dividir as práticas abusivas de acordo com a fase da contratação:

➢ Fase pré-contratual: práticas abusivas levadas a efeito antes da contratação efetiva. Por
exemplo, os incs. I, II e III do art. 39 (condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao
fornecimento de outro produto ou serviço; recusar atendimento às demandas dos consumidores;
enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto).

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➢ Fase contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois da contratação, mas antes de sua
finalização. Por exemplo, o inc. XII do art. 39 (não fixação do prazo para cumprimento da
obrigação).
➢ Fase pós-contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois de finalizada a relação de
consumo. Por exemplo, o inc. VII do art. 39 (repassar informação depreciativa, referente a ato
praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos).

O art. 39 proíbe ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras


práticas abusivas:

➢ Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento


de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites
quantitativos

Aqui entra a vedação à venda casada, muito comum em alguns setores.

Por causa do inc. I do art. 39 do CDC é que o STJ editou a Súmula 356: “É legítima a cobrança da tarifa
básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa”. Isso porque se entende que é possível cobrar por pacotes
mínimos de serviços de telecomunicações, para haver adequada retribuição pela infraestrutura.

➢ II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes

Por outro lado, a norma também impede que o consumidor exija do fornecedor quantidades
incompatíveis com os usos e costumes. Inclusive, o STJ entende que a limitação de estoque do
fornecedor, justificada, não gera dano moral indenizável (REsp 595.734/RS).

➢ III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço

O STJ, na Súmula 532, entende que constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem
prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa.

O parágrafo único do art. 39, inclusive, prevê que os serviços prestados e os produtos remetidos ou
entregues ao consumidor, sem solicitação prévia, equiparam-se às amostras grátis,
inexistindo obrigação de pagamento.

Por outro lado, o STJ (REsp 844.736/DF) entende que “não obstante o inegável incômodo,
o envio de mensagens eletrônicas em massa – spam – por si só” não justifica indenização
por dano moral.

➢ IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade,


saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços

Aqui se vê uma classificação feita pela doutrina a respeito das práticas abusivas. Elas podem ser
classificadas em (I) práticas abusivas produtivas e (II) em práticas abusivas comerciais.

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As práticas abusivas produtivas ocorrem, como o nome diz, na produção, quando o produto está fora
das normas expedidas pelos órgãos oficiais; por sua vez, as práticas abusivas comerciais estão em
momento posterior. Estas são as mais comuns. De toda forma, o fornecedor não pode
se valer da hipervulnerabilidade (vulnerabilidade agravada) de certos grupos de
consumidores, como no caso das crianças ou idosos.

Igualmente, por esse mesmo motivo o STJ editou a Súmula 302: “É abusiva a cláusula
contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado”.

➢ V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva

O art. 51,§1º, incisos, do CDC, estabelece que se presume exagerada, entre outros casos, a vantagem que
ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; restringe direitos ou obrigações
fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio
contratual; se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e
conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.

➢ VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do


consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes

Excetuados casos extremos, o orçamento é obrigatório. Nesse sentido, o art. 40


prevê que o fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor
orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e
equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como
as datas de início e término dos serviços. Ou seja, o orçamento deve ser
detalhado, específico ao máximo, sempre.

Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga as partes e somente pode ser alterado por nova
negociação. Além disso, o valor orçado tem validade de 10 dias, contado o prazo de seu
recebimento pelo consumidor, salvo estipulação em contrário.

Agora, e se houver mudança no orçamento, o consumidor responde? Se não está previsto, não
responde.

Evidentemente que os serviços prestados podem diferir do orçamento na execução, em certas


circunstâncias, mas isso é excepcional. Igualmente, há casos em que a ausência de orçamento prévio é
um benefício ao consumidor.

O próprio STJ (REsp 332.869) tem julgado a respeito, estabelecendo de maneira inequívoca
que não pode o fornecedor realizar cobrança de valores se esses valores não estavam
discriminados em orçamento prévio e aprovado pelo consumidor.

➢ VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor


no exercício de seus direitos

Os fornecedores não podem criar um banco de dados de consumidores reclamões, de modo a que o
consumidor seja reconhecido previamente a uma contratação. Exigir o cumprimento de um contrato ou
reclamar de um problema é exercer direitos constitucionalmente previstos e não se pode permitir
que sejam criados meios para obstar esse exercício.

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Isso não se confunde com a possibilidade de criação de bancos de dados de consumidores


inadimplentes, como o SERASA. Esse tipo de banco de dados não se vincula ao exercício de direitos do
consumidor, mas sim à falta de cumprimento de suas obrigações.

➢ VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as


normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada
pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (CONMETRO)

A Lei 5.966/1973 institui o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade


Industrial – SINMETRO, que é uma das três partes que compõem a estrutura
metrológica do Brasil, junto com o CONMETRO – Conselho Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial – e o INMETRO – Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia. O sistema objetiva “assegurar confiança, precisão
e qualidade em toda a cadeia produtiva nacional, além de trazer mais qualidade e
segurança para o consumidor e alavancar a competitividade das empresas nacionais”.

➢ IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha


a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação
regulados em leis especiais

O fornecedor não pode recusar vender ao consumidor um produto se ele se dispõe a pagar de pronto.
Ele, evidentemente, não é obrigado a aceitar qualquer forma de pagamento, mas deve deixar ostensivo
o tipo de pagamento aceito.

Uma vez aceito o pagamento, o fornecedor deve honrar sua aceitação, seja ela qual for.

A exceção prevista é a exigência legal de intermediação.

➢ X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços

O preço de produtos e serviços é regulado pela Lei 10.962/2004. O art. 2º, inc. I, é que
determina a exigência de preços em vitrines.

No comércio eletrônico, deve haver divulgação ostensiva do preço à vista, junto à imagem do
produto ou descrição do serviço, em caracteres facilmente legíveis com tamanho de fonte não inferior a
doze.

Se o produto for fracionado em pequenas quantidades, o comerciante deve informar,


além do preço do produto à vista, o preço correspondente a uma das seguintes unidades
fundamentais de medida: capacidade, massa, volume, comprimento ou área, de acordo
com a forma habitual de comercialização de cada tipo de produto. A regra não se aplica
à comercialização de medicamentos.

De acordo com o art. 5º da Lei 10.962/2004, no caso de divergência de preços, o


consumidor vai pagar o menor dentre eles.

O art. 1º da Lei 13.455/2017 permite a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao


público em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado. Assim, pode o fornecedor

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cobrar, por exemplo, R$199 pelo produto, pagando-se no cartão de crédito, e R$179 com pagamento à
vista, em dinheiro.

Para que se possa fazer essa diferenciação, o art. 5º-A da Lei 10.962/2004 exige que o fornecedor
informe, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais descontos oferecidos em função do prazo
ou do instrumento de pagamento utilizado.

Ainda assim, o art. 39, inc. X, do CDC ainda se aplica a vários casos.

➢ XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério

Fornecedores têm o péssimo hábito de exigirem o cumprimento das obrigações do consumidor em


prazos bastante rígidos, mas deixar o cumprimento de suas próprias obrigações a seu exclusivo arbítrio.
Essa é uma prática proibida. ==13425b==

Há uma exceção prevista no art. 43-A da Lei 4.591/1964. Segundo a norma, a entrega
do imóvel em até 180 dias corridos da data estipulada contratualmente como data
prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pactuado, de
forma clara e destacada, não viola os direitos do consumidor. Além disso, o atraso
não dá causa à resolução do contrato por parte do adquirente nem enseja o
pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.

➢ XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido

O art. 41 do CDC, trata do tema. Prevê a norma que no caso de fornecimento de produtos
ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços, os
fornecedores devem respeitar os limites oficiais. Se não respeitarem, respondem pela
restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada, podendo o
consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis.

➢ XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número


maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo

Esse dispositivo pretende evitar a aglomeração perigosa de pessoas, com riscos graves à segurança dos
consumidores, especialmente em locais como baladas, notoriamente conhecidas pelo excesso de
pessoas confinadas em espaços diminutos.

Além de prática abusiva, essa conduta também tipifica o crime previsto no art. 65 do CDC, de executar
serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente.

Por fim, pra arrematar, é possível extrair dessas regras um grupo de princípios a respeito da
publicidade:

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Princípio da identificação
• O consumidoe deve, de maneira fácil e imediata identificar a publicidade, como
determina o art. 36: "A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal".
Princípio da vinculação
• A oferta obriga o fornecedor a cumpri-la, segundo o art. 30: "Toda informação ou
publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados,
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que
vier a ser celebrado".
Princípio da proibição da publicidade ilícita
• Esse princípio abrange os deveres de veracidade e de não abusividade, como se
extrai do art. 37: "É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva".
Princípio da inversão do ônus da prova
• Não é o consumidor quem tem de provar que a publicidade é imprópria, a teor do
art. 38: "O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação
publicitária cabe a quem as patrocina".
Princípio da transparência
• Novamente, é obrigação de quem veicula a publicidade ter as informações a
respeito dela, como prevê o art. 36, parágrafo único: "O fornecedor, na publicidade
de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos
legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação
à mensagem".
Princípio da contrapropaganda
• O infrator tem o dever de veicular contrapropaganda, segundo o art. 60: "A
imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na
prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus
parágrafos, sempre às expensas do infrator".

Seção V – Cobrança de dívidas

Prevê o art. 42 que na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não


será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de
constrangimento ou ameaça. Por isso, proibida qualquer prática abusiva ou que
gere vergonha ou desprezo.

Isso não inclui, por exemplo, a inscrição do devedor em instituições de proteção ao


crédito.

Constitui crime contra as relações de consumo, segundo o art. 71 do CDC, a utilização


na cobrança de dívidas de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações
falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o
consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira em seu trabalho, descanso ou
lazer, sob pena de detenção de três meses a um ano e multa.

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Por outro lado, o parágrafo único estabelece que o consumidor cobrado em quantia indevida tem
direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. Cuidado, porque a
aplicação da norma não é tão direta.

Isso porque a repetição em dobro de valores indevidamente cobrados e/ou


descontados exige a demonstração da má-fé do credor, segundo o
entendimento consolidado do STJ (AgRg no AREsp 167.156/RJ). Se não houver
demonstração de má-fé, a devolução é simples (apenas o valor cobrado). A
Corte, apesar das críticas, mantém esse entendimento.

Há, assim, a necessidade de se comprovar a ocorrência de três elementos objetivos (i. a cobrança
de dívida; ii. a cobrança extrajudicial da dívida; iii. a dívida é de consumo) e um elemento subjetivo
(má-fé do fornecedor).

Conforme a Súmula 412 do STJ, “a ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se
ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil”, em seu art. 205, de 10 anos. A mesma regra vale
para os serviços de telefonia (EREsp 1.523.744).

Para os demais casos, vale a regra do art. 206, §3º, inc. IV, do Código Civil, havendo prescrição da
pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa no prazo de 3 anos.

O STJ (REsp 1.645.589/MS) entende que a aplicação da pena prevista no parágrafo único do art. 42 do
CDC apenas é possível diante da presença de engano justificável do credor em proceder com a cobrança,
da cobrança extrajudicial de dívida de consumo e de pagamento de quantia indevida pelo consumidor.
Já o art. 940 do Código Civil somente pode ser aplicado quando a cobrança se dá por meio judicial e fica
comprovada a má-fé do demandante, independentemente de prova do prejuízo.

Ademais, segundo o Tribunal Superior, mesmo diante de uma relação de consumo, se inexistentes os
pressupostos de aplicação do art. 42, parágrafo único, do CDC, deve ser aplicado o sistema geral do
Código Civil, no que couber. O art. 940 do Código Civil é norma complementar ao art. 42, parágrafo único,
do CDC e, no caso, sua aplicação está alinhada ao cumprimento do mandamento constitucional de
proteção do consumidor).

Por fim, determina o art. 42-A que em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao
consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição do CPF ou CNPJ do
fornecedor do produto ou serviço correspondente.

Seção VI – Bancos de dados e cadastros de consumidores

1 – Noções gerais e bancos de dados negativos de consumidores

O art. 43 prevê que o consumidor pode ter acesso às informações existentes em cadastros, fichas,
registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas
fontes.

Esse acesso deve ser gratuito, bem como deve ser permanentemente atualizado. Se o fornecedor
deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados,

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fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata pode sofrer pena de detenção de um a seis
meses ou multa (art. 73 do CDC).

Esse cadastro e os dados nele contidos não podem conter informações negativas
referentes a período superior a cinco anos. Do §1º do art. 43 do CDC, em conjunto
com o art. 205, §5º, inc. I, do Código Civil.

Assim, uma vez incluído no SERASA, meu nome só pode ficar sujo por no máximo
cinco anos, contado o prazo do dia seguinte ao do vencimento da dívida - e não
da inscrição em si - (§5º do art. 43).

E se o controlador do banco de dados não retirar o nome do consumidor após o prazo ou, efetivado
pagamento, demora demasiadamente para fazê-lo? Cabe indenização por dano moral, entende o STJ
(REsp 480.622/RJ).

A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deve ser comunicada por escrito
ao consumidor, quando não solicitada por ele. A regra do §2º do art. 43 é de seguimento obrigatório.

O órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito deve notificar o devedor antes


de proceder à inscrição, determina a Súmula 359 do STJ. Mas, de toda forma, é
dispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor
sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros (Súmula 404 do STJ).

A doutrina entende que a comunicação pode ser feita por qualquer pessoa, incluindo
o próprio credor. Porém, para o STJ, a notificação tem de ser feita pelo mantenedor
do cadastro (SPC, SERASA etc.).

Por sua vez, incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro
de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito
(Súmula 548 do STJ).

E se o consumidor encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros? Ele pode exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de 5 dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas. Cabível, aqui, inclusive, o Habeas Data, medida constitucional
extrema, se necessário.

Tais bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao


crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. Além disso,
essas informações devem ser disponibilizadas em formatos acessíveis, inclusive para a
pessoa com deficiência, mediante solicitação do consumidor, como exige a Lei
13.146/2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Por fim, vale lembrar da Súmula 550 do STJ, que dispõe que "a utilização de escore de crédito, método
estatístico de avaliação de risco que não constitui banco de dados, dispensa o consentimento do
consumidor, que terá o direito de solicitar esclarecimentos sobre as informações pessoais valoradas e
as fontes dos dados considerados no respectivo cálculo."

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2 – Bancos de dados positivos de consumidores

Além dos cadastros negativos, há também cadastros positivos, como aquele previsto na
Lei 12.414/2011 que disciplina a formação e consulta a bancos de dados com
informações de adimplemento, de pessoas naturais ou de pessoas jurídicas, para
formação de histórico de crédito.

O art. 3º, §1º, prevê que para a formação do banco de dados, somente poderão
ser armazenadas informações objetivas, claras, verdadeiras e de fácil
compreensão, que sejam necessárias para avaliar a situação econômica do
cadastrado.

Por sua vez, proíbem-se anotações de informações excessivas – aquelas que não
estiverem vinculadas à análise de risco de crédito ao consumidor – ou sensíveis –
aquelas pertinentes à origem social e étnica, à saúde, à informação genética, à
orientação sexual e às convicções políticas, religiosas e filosóficas, determina o art.
3º.

Segundo o art. 4º, o gestor está autorizado a abrir cadastro em banco de dados com
informações de adimplemento de pessoas naturais e jurídicas; fazer anotações no referido cadastro;
compartilhar as informações cadastrais e de adimplemento armazenadas com outros bancos de dados;
e disponibilizar a consulentes a nota ou pontuação de crédito elaborada com base nas informações de
adimplemento armazenadas e o histórico de crédito, mediante prévia autorização específica do
cadastrado.

Determina o §4º do art. 4º que a comunicação deve ocorrer, salvo se o cadastrado já tenha cadastro
aberto em outro banco de dados, em até 30 dias após a abertura do cadastro no banco de dados, sem
custo para o cadastrado. Ela deve ser realizada pelo gestor, diretamente ou por intermédio de fontes e
também informar de maneira clara e objetiva os canais disponíveis para o cancelamento do cadastro no
banco de dados.

As informações do cadastrado somente podem ser disponibilizadas a consulentes 60 dias


após a abertura do cadastro. O gestor é obrigado a manter procedimentos adequados para
comprovar a autenticidade e a validade da autorização mencionada acima.

E quais são os direitos do cadastrado? O art. 5º assim os fixa:

➢ Obter o cancelamento ou a reabertura do cadastro, quando solicitado;


➢ Acessar gratuitamente, independentemente de justificativa, as informações sobre ele existentes
no banco de dados, inclusive seu histórico e sua nota ou pontuação de crédito, cabendo ao gestor
manter sistemas seguros, por telefone ou por meio eletrônico, de consulta às informações pelo
cadastrado (no prazo de 10 dias)
➢ Solicitar a impugnação de qualquer informação sobre ele erroneamente anotada em banco de
dados e ter, em até 10 dias, sua correção ou seu cancelamento em todos os bancos de dados que
compartilharam a informação
➢ Conhecer os principais elementos e critérios considerados para a análise de risco, resguardado
o segredo empresarial (no prazo de 10 dias)
➢ Ser informado previamente sobre a identidade do gestor e sobre o armazenamento e o objetivo
do tratamento dos dados pessoais

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➢ Solicitar ao consulente a revisão de decisão realizada exclusivamente por meios automatizados


➢ Ter os seus dados pessoais utilizados somente de acordo com a finalidade para a qual eles foram
coletados

O cancelamento e a reabertura de cadastro somente serão processados mediante


solicitação gratuita do cadastrado ao gestor (§4º).

O gestor, então, é obrigado a, no prazo de até 2 dias úteis, encerrar ou reabrir o


cadastro, conforme solicitado e transmitir a solicitação aos demais gestores, que devem
também atender, no mesmo prazo, à solicitação do cadastrado.

O gestor deve proceder automaticamente ao cancelamento de pessoa natural ou jurídica que tenha
manifestado previamente, por meio telefônico, físico ou eletrônico, a vontade de não ter aberto seu
cadastro (§7º). Esse cancelamento implica a impossibilidade de uso das informações do histórico de
crédito pelos gestores, inclusive para a composição de nota ou pontuação de crédito de terceiros
cadastrados.

Por sua vez, quais são as obrigações dos gestores de bancos de dados? O art. 6º determina que ele
estão obrigados, quando solicitados, a fornecer ao cadastrado:

➢ Todas as informações sobre ele constantes de seus arquivos, no momento da solicitação


➢ Indicação das fontes relativas às informações, incluindo endereço e telefone para contato (prazo
de 10 dias)
➢ Indicação dos gestores de bancos de dados com os quais as informações foram compartilhadas
(prazo de 10 dias)
➢ Indicação de todos os consulentes que tiveram acesso a qualquer informação sobre ele nos 6
meses anteriores à solicitação (prazo de 10 dias)
➢ Cópia de texto com o sumário dos seus direitos, definidos em lei ou em normas infralegais
pertinentes à sua relação com gestores, bem como a lista dos órgãos governamentais aos quais
poderá ele recorrer, caso considere que esses direitos foram infringidos (prazo de 10 dias)
➢ Confirmação de cancelamento do cadastro

A Lei 12.414/2011 ainda limita a utilização das informações dos bancos de dados
nos arts. 7º e 7º-A, e traz uma série de obrigações das fontes.

Estabelece o art. 44 que os órgãos públicos de defesa do consumidor devem


manter cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra
fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente.
Essa divulgação deve indicar se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado,
aplicando-se, no que couber, as mesmas regras enunciadas no dispositivo que trata dos bancos de dados
dos consumidores.

Alguns PROCONs estaduais já têm esse cadastro, mas o CNRF – Cadastro Nacional de Reclamações
Fundamentadas, previsto para operar em 2011, ainda não foi finalizado. Ou seja, o SERASA dos
fornecedores, passados mais de 30 anos do CDC, sequer existe.

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QUESTÕES COMENTADAS

Práticas comerciais (arts. 29 a 45)

MULTIBANCAS

ACCESS

1. (Instituto ACCESS - Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S.A – Advogado - 2024) Pedro
contratou a empresa Satel para realizar a prestação de serviço de internet via satélite para a
sua residência, com o pagamento realizado por débito em conta. Porém, no mês de janeiro, a
empresa entrou em contato com Pedro informando que os 5 últimos meses não haviam sido
pagos porque o banco não autorizou o débito em conta. Assim, Pedro procedeu ao pagamento
do valor cobrado pela empresa Satel, que posteriormente foi identificado como indevido. Nos
termos do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é correto afirmar que:

A) Pedro não terá direito ao ressarcimento pois realizou o pagamento espontaneamente.

B) Pedro terá direito a ser ressarcido pela empresa com valor correspondente ao dobro do valor
cobrado indevidamente mais juros e correção monetária, salvo hipótese de engano justificável.

C) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas aos 3 últimos meses.

D) Pedro não terá direito ao ressarcimento, pois autorizou o débito em conta.

E) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas ao último mês.

Comentários
A alternativa A está incorreta. O fato de Pedro ter feito o pagamento não impede que ele seja restituído.
O CDC protege o consumidor contra cobranças indevidas, independentemente da forma de pagamento.
Portanto, mesmo que ele tenha pago espontaneamente, tem direito à devolução do valor.

A alternativa B está correta. Nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC, o consumidor que for
cobrado indevidamente tem direito à repetição do indébito em dobro do valor pago, acrescido de juros
e correção monetária, salvo se houver um engano justificável da empresa. Como Pedro pagou um valor
indevido, ele tem direito a essa devolução em dobro, exceto se a empresa demonstrar que houve erro
justificável.

A alternativa C está incorreta. Não há no CDC qualquer limitação temporal para a devolução dos valores
pagos indevidamente. A lei prevê a repetição do total pago indevidamente e não apenas uma parte dos
valores cobrados. Portanto, essa alternativa restringe um direito que o consumidor tem integralmente.
A alternativa D está incorreta. Mesmo que Pedro tenha autorizado o débito, isso não significa que a
cobrança indevida seja válida. O CDC protege o consumidor contra cobranças indevidas

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independentemente da autorização para débito. Se o pagamento foi indevido, deve ser restituído,
conforme art. 42, parágrafo único, do CDC.
A alternativa E está incorreta. Assim como na alternativa C, não há limitação temporal para a devolução
do valor. O CDC determina que todo o valor cobrado indevidamente deve ser devolvido, e não apenas o
de um único mês.

BANPARÁ

2. (BANPARÁ - BANPARÁ - 2017) Assinale a alternativa CORRETA:

a) É indispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a


negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.
b) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência complementar,
não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.
c) Acerca da contratação no comércio eletrônico, nos termos do Decreto nº 7.962/2013, o fornecedor
deve informar, de forma clara e ostensiva, os meios adequados e eficazes para o exercício do direito
de arrependimento pelo consumidor, sendo que o consumidor poderá exercer esse direito pela
mesma ferramenta utilizada para a contratação, sem prejuízo de outros meios disponibilizados,
contudo implica a rescisão dos contratos acessórios, com ônus para o consumidor.
d) O consumidor poderá desistir do contrato, no prazo de cinco dias a contar de sua assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento
comercial, especialmente por telefone ou a domicílio, e os valores eventualmente pagos, a qualquer
título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato.
Comentários
A alternativa A está incorreta. A Súmula 404 do STJ pacificou o entendimento:

É dispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor


sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.

A alternativa B está correta A Súmula 563 do STJ assim dispõe:

O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência


complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades
fechadas.

A alternativa C está incorreta. O art. 5º, §2º do Decreto 7.962/2013 traz a seguinte redação:

Art. 5º, §2º O exercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos
acessórios, sem qualquer ônus para o consumidor.

A alternativa D está incorreta. O prazo previsto no art. 49 é de 7 dias, nesses casos:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

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CESGRANRIO

3. (CESGRANRIO - 2023 - Banco do Brasil - Agente Comercial) Um empresário entabulou


negócio com instituição financeira no valor de cem mil reais, com pagamento em setenta e duas
prestações mensais e sucessivas. No curso do período de pagamento, sofreu alguns baques
financeiros, o que gerou o atraso no pagamento de algumas prestações. Superadas as
dificuldades, conseguiu quitar os valores pendentes. Após o término da avença, foi surpreendido
com a cobrança de valores relacionados ao mesmo contrato pela instituição financeira que não
tinha dado baixa pela quitação.

Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito
à repetição do indébito, por valor igual ao

a) cobrado em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.


b) dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.
c) triplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.
d) quádruplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.
e) quíntuplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois nesse caso, o consumidor tem direito à repetição do indébito por
valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, nos
termos do art. 42, parágrafo único, do CDC.

A alternativa B está correta, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC, “na cobrança de débitos, o
consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de
constrangimento ou ameaça. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito
à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável."

A alternativa C está incorreta, pois conforme acima exposto, o consumidor tem direito à repetição do
indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC.

A alternativa D está incorreta, pois o art. 42, parágrafo único, do CDC, assegura que o consumidor tem
direito à repetição do indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros legais.

A alternativa E está incorreta, pois nessa circunstância, o consumidor tem direito à repetição do
indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC.

4. (CESGRANRIO - Banco do Brasil – Escriturário – 2021) AN é bancária e recebe,


mensalmente, plano de metas para realizar com a sua clientela ou com novos clientes que venha
a consolidar. Muitos dos seus clientes são idosos que percebem razoável remuneração de

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aposentadoria e pensões. Mirando nesse nicho, ela contata os indivíduos e, com sua competência
verbal, consegue realizar inúmeros contratos e bater as metas exigidas. Alguns dos seus clientes,
no entanto, após verificar que o saldo disponível em suas contas não permite o pagamento de
suas despesas básicas, apresentam reclamação à Diretoria do banco. Segundo as regras do
Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, constitui prática abusiva prevalecer-se da
fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua:

a) familiaridade
b) generosidade
c) liberdade
d) amizade
e) idade

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois na fraqueza ou ignorância leva em consideração sua saúde, idade,
conhecimento ou condição social, conforme dispõe o CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas: IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista
sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou
serviços.

Levando em consideração que se trata de pessoa idosa, sua vulnerabilidade estará ligada à sua idade,
portanto.

A alternativa B está incorreta, pois a generosidade da pessoa idosa em nada afeta sua posição de
vulnerabilidade para fins comerciais.

A alternativa C está incorreta, pois a liberdade também não se relaciona com a posição de
vulnerabilidade da pessoa idosa, do ponto de vista comercial.

A alternativa D está incorreta, pois a amizade também não tem relação com a vulnerabilidade.

A alternativa E está correta, conforme disposição do art. 39, inc. IV, do CDC.

5. (CESGRANRIO - 2021 - Caixa - Técnico Bancário Novo) Um gerente de contas de


determinada instituição financeira atende diversos segmentos de clientes, incluindo pessoas
jurídicas. Sabedor de que vários dos clientes possuem residências em locais cujo acesso é
vinculado a pedágios, resolve enviar, para alguns, um novo produto, corporificado num cartão
que permite o pagamento on-line do pedágio, evitando, dessa forma, as longas filas nos dias de
feriados prolongados. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, enviar ou entregar ao
consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço,
caracteriza:

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a) quebra de sigilo
b) concorrência desleal
c) prática abusiva
d) vício do serviço
e) defeito no produto

Comentários

Se trata de uma prática abusiva, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço;

Gabarito: C

CONSULPAM

6. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Acerca da cobrança de dívidas no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa
CORRETA:

a) O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao
dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, inclusive em
hipótese de engano justificável.
b) Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o
nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, mas poderá ser
submetido a constrangimento, que é justificável uma vez ser inadimplente.
d) O consumidor cobrado em quantia indevida não tem direito à repetição do indébito.

Comentários

Veja o que o CDC dispõe sobre a cobrança de dívidas:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a


ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição


do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

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Art. 42-A. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao


consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição no
Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica –
CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.

A alternativa A está incorreta, pois o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição
do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, salvo hipótese de engano justificável, nos termos do art. 42 do CDC.

A alternativa B está correta, por ser a literalidade do art. 42-A do CDC.

A alternativa C está incorreta, pois o consumidor não poderá ser submetido a constrangimento, nos
termos do art. 42 do CDC.

A alternativa D está incorreta, pois o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição
do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, nos termos do art. 42 do CDC.

7. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Acerca dos bancos de dados e dos cadastros dos consumidores, de acordo com o Código de Defesa
do Consumidor, julgue os itens a seguir:

I. O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de quinze dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.

II. A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por
escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

III. Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e


congêneres são considerados entidades de caráter privado.

É CORRETO o que se diz em:

a) II e III.
b) Apenas I.
c) I e III.
d) Apenas II.

Comentários

O Item I está incorreto, nos termos do CDC:

Art. 43. § 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e
cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de
cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações
incorretas.

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O Item II está correto, nos termos do CDC:

Art. 43. § 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo


deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

O Item III está incorreto, nos termos do CDC:

Art. 43. § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de


proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

Gabarito: D (II)

8. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Relativamente ao que dispõe o Código de Defesa do Consumidor acerca das práticas abusivas,
assinale a alternativa CORRETA:

a) Elevar os preços dos produtos e serviços, mesmo que sem justa causa, não constitui prática abusiva,
uma vez que o empreendedor e as empresas têm autonomia para arbitrar os preços de seus produtos
e serviços.
b) Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos, constitui prática abusiva.
c) O consumidor responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços
de terceiros não previstos no orçamento prévio.
d) Ao fornecedor de serviço é facultado entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.

Comentários

A alternativa A está incorreta, nos termos do CDC;

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

A alternativa B está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC;

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Art. 40. § 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos


decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento
prévio.

A alternativa D está incorreta, nos termos do CDC;

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento


prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos
serviços.

9. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


No que diz respeito à publicidade no Código de Defesa do Consumidor, julgue os itens abaixo:

I. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.

II. É enganosa dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

III. É abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou


parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Está CORRETO o que se afirma em:

a) Apenas I.
b) I e II.
c) Apenas III.
d) Todas estão corretas.
Comentários
O Item I está correto, por ser a literalidade do CDC:

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.

O Item II está incorreto, por ser a literalidade do CDC:

Art. 37. § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer


natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da
deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou
que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança.

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O Item III está incorreto, por ser a literalidade do CDC:

Art. 37. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de


caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo
por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.

Gabarito: A (I)

COPEVE

10. (COPEVE - Prefeitura de Porto Calvo - AL - 2019) O Código de Defesa do Consumidor


estabelece normas voltadas à proteção e defesa do consumidor, entre elas as que vedam práticas
tidas como abusivas. Considera-se uma prática abusiva, segundo o Código de Defesa do
Consumidor:

I. repassar ao consumidor, no preço do produto ou serviço, o custo de impostos ou taxa cobrados do


comerciante;
II. recusar substituição do produto por outro da mesma espécie, por livre escolha do consumidor;
III. recusar atendimento às demandas dos consumidores, por indisponibilidade de estoque;
IV. Enviar ao consumidor produto sem prévia solicitação.

Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s):

a) IV, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.

Comentários

O Item I está incorreto. Repassar ao consumidor, no preço do produto ou serviço, o custo de impostos
ou taxa cobrados do comerciante, não é prática abusiva, pois não há tal vedação no CDC.

O Item II está incorreto. O art. 18, §1° do CDC, proíbe que o fornecedor não substitua o produto, mas
não trata dessa situação como abusiva:

Art. 18, §1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o
consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - a substituição do produto
por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso.

O Item III está incorreto. De acordo com o art. 39 é vedada tal prática, porém, não é prática abusiva, nos
termos do CDC.

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Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

O Item IV está correto. É a literalidade do art. 39 do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço.

Gabarito: A (IV)

CS-UFG

11. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Inhumas - GO - Agente de Fiscalização) O Código de Defesa


do Consumidor prevê que:

a) é direito do consumidor, caso cobrado em quantia indevida, a repetição do indébito, por valor igual
ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de
engano justificável.
b) é dever do consumidor ajuizar uma ação por vício do produto em até 3 anos a partir do conhecimento
do defeito, conforme previsto no artigo 27 do referido código, sob pena de prescrição.
c) é direito do consumidor reclamar sobre vício aparente de um produto durável em até 30 dias,
conforme previsto no capítulo que trata da decadência e prescrição.
d) é direito do consumidor reclamar sobre vício oculto do produto em até 30 dias a partir do momento
da aquisição do bem.

Comentários

A alternativa A está correta, nos termos do CDC:

Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à
repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

A alternativa B está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por
fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a
contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

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Art. 26. II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos


duráveis.

A alternativa D está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 26. § 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em


que ficar evidenciado o defeito.

12. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Inhumas - GO - Agente de Fiscalização de Proteção e Defesa


do Consumidor) O direito à repetição do indébito é garantido nos casos em que o consumidor
pagou quantia indevida e consiste:

a) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
b) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso.
c) no valor igual ao que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
d) no valor igual ao que pagou em excesso.

Comentários

Veja CDC:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a


ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição


do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Gabarito: A

13. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir. O
consumidor L. chegou ao Procon informando que deixou seu carro para arrumar na oficina e lhe
foi entregue um orçamento no valor de R$ 2.500,00. Quando L. voltou para pegar o carro, a
oficina lhe informou que por, não ter mão de obra especializada na área de lanternagem, teve
que pagar um outro profissional, o qual cobrou o valor de R$ 550,00 para fazer o serviço,
portanto o valor atual dos reparos e de R$ 3.050,00.

De acordo com a norma de proteção e defesa do consumidor, estamos diante de uma prática

a) admitida pelo ordenamento jurídico, e a alteração pode ser realizada mediante livre negociação, não
dependendo de prévia anuência.
b) abusiva, pois o valor orçado obriga os contraentes, tendo validade de 7 dias o orçamento
apresentado, contados do seu recebimento pelo consumidor.
c) admitida, portanto o consumidor L. deve pagar pelo acréscimo, uma vez que este tipo de situação
pode ocorrer pois a oficina mecânica não agiu de má-fé.

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d) abusiva, pois o consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da
contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

Comentários

O fornecedor do serviço não pode executar serviços sem previa elaboração de orçamento e
autorização do consumidor, além disso, o consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos
decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio e não
autorizados por ele. Veja CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização


expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as
partes;

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento


prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos
serviços.

§ 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da


contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

Gabarito: D

14. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir. O
estabelecimento comercial X realizou um anúncio comercial de uma TV Smart 32 polegadas no
valor de R$ 750,00. Os consumidores, ao chegarem à loja, receberam a informação de que o preço
era R$ 975,00, alegando equívoco na publicidade ofertada.

No presente caso, o consumidor deve

a) aceitar o novo preço sem questionar.


b) desistir da compra e não tem direitos nessa situação.
c) pagar o preço originalmente anunciado.
d) esperar até que o estabelecimento corrija o preço.

Comentários

Vamos utilizar o CDC para encontrar a resposta:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,

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características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros


dados sobre produtos e serviços.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação


publicitária cabe a quem as patrocina.

Embora isso:

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por


qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e
integra o contrato que vier a ser celebrado.

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,


apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre
escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta,


apresentação ou publicidade;

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente


antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

Veja que toda informação ou publicidade veiculada obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se
utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Portanto, o consumidor deve exigir o cumprimento
forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade

Gabarito: C

15. (CS-UFG - 2018 - SANEAGO - GO - Advogado) L. B. possui um carro da marca X que se


encontra fora da garantia e vem apresentando vários problemas. Sendo assim, L.B se desloca a
uma oficina mecânica e solicita um orçamento para consertar o seu veículo. O dono da oficina
entregou orçamento prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e
equipamentos a serem empregados, como também o pagamento e a duração e término do
serviço. L. B. pegou o orçamento e decidiu pensar. Nos termos do Código de Defesa do
Consumidor (Lei n. 8078/1990), o fornecedor, visto não ter pactuado prazo diferente com o
consumidor, se obriga a manter o preço do orçamento por quantos dias, contados do
recebimento deste orçamento pelo consumidor?

a) Cinco dias.
b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.

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Comentários

Veja CDC:

Art. 40. § 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de
dez dias, contado de seu recebimento pelo consumidor.

Gabarito: B

FACET CONCURSOS

16. (FACET Concursos - 2020 - Prefeitura de Capim - PB - Assistente Jurídico) Uma loja de
materiais de construção localizada no Município Capim/PB, veiculou na rádio local uma
publicidade na qual informava que nas compras a partir de R$ 200,00 (duzentos reais), a entrega
dos materiais dentro do município seria totalmente grátis, sem que fosse informada qualquer
outra ressalva. Adriles, ao tomar conhecimento do anúncio, dirigiu-se à loja e efetuou uma
compra de R$ 500,00 (quinhentos reais). Após o pagamento, Adriles forneceu seu endereço, para
que fosse entregue os materiais comprados, sendo então informado que teria que pagar o valor
de R$ 30,00 (trinta reais) para que a entrega fosse efetuada, por ser o endereço localizado na
zona rural de Capim/PB. Com base no relato acima, podemos afirmar que a publicidade
praticada pela loja:

a) permitida, não configurando qualquer tipo de infração.


b) vedada, sendo considerada enganosa, nos termos do CDC.
c) permitida, pois tem o objetivo de atrair clientes, o que não se contrapõe às práticas aceitáveis de
mercado.
d) vedada, sendo considerada abusiva, nos termos do CDC.
e) permitida, pois a cobrança para a entrega não excedeu o valor máximo de R$ 50,00 (cinquenta reais).

Comentários

Veja que se trata de publicidade enganosa, que é vedada por ser publicidade que induziu Adriles a erro,
nos termos do CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§1°. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.

Gabarito: B

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FAFIPA

17. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no
âmbito do Código de Defesa do Consumidor:

É prática abusiva aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido.

Comentários

CORRETO.

É prática abusiva aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido. Veja CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido.

18. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no
âmbito do Código de Defesa do Consumidor:

É considerado prática abusiva condicionar o fornecimento de produto ao fornecimento de outro


produto, mas não há restrições condicionar o fornecimento de produto a limites quantitativos.

Comentários

INCORRETO.

É considerado prática abusiva condicionar o fornecimento de produto ao fornecimento de outro


produto, havendo restrições condicionar o fornecimento de produto a limites quantitativos, quando não
houver justa causa. Veja CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de


outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

19. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no
âmbito do Código de Defesa do Consumidor:

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É considerado prática abusiva enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer
produto ou fornecer qualquer serviço.

Comentários

CORRETO.

É considerado prática abusiva enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer
produto ou fornecer qualquer serviço. Veja CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço;

20. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Analise a seguinte regra sobre o
Código de Defesa do Consumidor:

No caso de cobrança indevida, o direito do consumidor é restrito ao de receber o mesmo valor que pagou
acrescido de correção monetária.

Comentários

INCORRETO.

No caso de cobrança indevida, o direito do consumidor é de receber por igual valor ao dobro do que
pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
Veja CDC:

Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à
repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

21. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no
âmbito do Código de Defesa do Consumidor:

O fornecedor de serviço é obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio, sendo que o valor
orçado terá validade pelo prazo de 30 (trinta) dias.

Comentários

INCORRETO.

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O fornecedor de serviço é obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio, sendo que o valor
orçado terá validade pelo prazo de 10 (dez) dias, salvo estipulação em contrário. Veja CDC:

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento


prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos
serviços.

§ 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias,
contado de seu recebimento pelo consumidor.

22. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no
âmbito do Código de Defesa do Consumidor:

Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento para fornecimento de serviço obriga os contraentes
e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.

Comentários

CORRETO.

Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento para fornecimento de serviço obriga os contraentes
e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. Veja CDC:

Art. 40. § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e
somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.

FAUEL

23. (FAUEL - 2023 - Prefeitura de Cambé - PR - Fiscal do Procon) A seção IV da Lei n.º 8.078,
em seu Art. 39 discorre sobre o que é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre
outras práticas abusivas. Assinale a alternativa que representa uma dessas práticas abusivas
descrita no inciso I do referido Art. e Lei.

a) Condicionar o fornecimento ou prestação de serviço a condição física aparente do consumidor.


b) Condicionar o fornecimento do produto ou de serviço ao consumidor de forma parcial, aguardando
que o consumidor finalize o pagamento.
c) Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.
d) Condicionar o fornecimento do serviço e ou produto ao consumidor somente após a assinatura do
contrato.
e) Entregar produto similar ao contratado sem a prévia autorização do consumidor afim de auferir lucro
com a substituição.

Comentários

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A resposta desta questão está no CDC, veja:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de


outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Gabarito: C

24. (FAUEL - 2018 - Prefeitura de São José dos Pinhais - PR - Advogado) Acerca da aplicação
do Código de Defesa do Consumidor, analise as assertivas abaixo.

I. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a
fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

II. Apenas a pessoa física é considerada consumidor, quando destinatário final.

III. A inversão do ônus da prova é automática em favor do consumidor por ser ope legis.

Com base nisso, assinale a alternativa correta.

a) Apenas a afirmativa I está correta.


b) Apenas a afirmativa II está correta.
c) Apenas a afirmativa III está correta.
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

Comentários

O Item I está correto, nos termos do CDC:

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por


qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o
contrato que vier a ser celebrado.

O Item II está incorreto, nos termos do CDC:

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.

O Item III está incorreto, nos termos do CDC:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

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VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova,
a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou
quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

Gabarito: A (I)

FEPESE

25. (FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fiscal de Relações de Consumo)


No tocante à publicidade nas relações de consumo, é correto afirmar:

a) É permitida publicidade abusiva, uma vez que esta incita a violência, explora o medo ou a superstição.
b) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe ao
consumidor final.
c) A publicidade no Código de Defesa do Consumidor orienta-se pelos princípios da enganosidade,
abusividade e ausência de informações ao consumidor.
d) Não está previsto como princípio a ser adotado nas relações de consumo o Princípio da Identificação
da Publicidade.
e) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Comentários

A alternativa A está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

A alternativa B está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação


publicitária cabe a quem as patrocina.

A alternativa C está incorreta, pois os princípios da “enganosidade, abusividade e ausência de


informações ao consumidor", além de não existirem, contrariam totalmente a política de proteção do
consumidor.

A alternativa D está incorreta, pois o princípio da identificação da publicidade deve SIM nortear as
relações de consumo, nos seguintes termos:

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.

A alternativa E está correta, nos termos do CDC, veja:

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Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços.

FUNCAB

26. (FUNCAB - 2016 - ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar) Sobre a cobrança de
dívidas, consoante normatização promovida pelo Código de Defesa do Consumidor, é correto
afirmar que:

a) o constrangimento moral usado na cobrança de dívidas importará responsabilização civil para a


pessoa responsável pela prática, mas nunca responsabilização criminal.
b) na cobrança de débitos, o consumidor não poderá ser exposto a constrangimento físico ou moral,
embora se admita a cobrança vexatória, desde que apresentadas fundadas razões que a justifiquem.
c) os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor deverão apresentar o CNPJ ou o
CPF do fornecedor do serviço ou produto correspondente, o que exclui a necessidade de identificação
nominal.
d) a cobrança indevida confere ao consumidor o direito à repetição do indébito, em valor igual ao dobro
daquele pago em excesso, acrescido de juros legais e correção monetária, salvo em caso de engano
justificável.
e) a responsabilização criminal daquele que emprega ameaças na cobrança de dívidas ocorrerá
somente quando o ato, simultaneamente, expuser o consumidor ao ridículo.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois o constrangimento moral usado na cobrança de dívidas importará
responsabilização civil para a pessoa responsável pela prática, e responsabilização criminal, nos termos
do CDC:

Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou


moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento
que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu
trabalho, descanso ou lazer:

Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

A alternativa B está incorreta, pois na cobrança de débitos, o consumidor não poderá ser exposto a
constrangimento físico ou moral, não sendo admitida a cobrança vexatória, nos termos do CDC:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a


ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

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A alternativa C está incorreta, pois os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor


deverão apresentar o CNPJ ou o CPF do fornecedor do serviço ou produto correspondente, o que não
exclui a necessidade de identificação nominal, nos termos do CDC:

Art. 42-A. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao


consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro
de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do
fornecedor do produto ou serviço correspondente.

A alternativa D está correta, pois a cobrança indevida confere ao consumidor o direito à repetição do
indébito, em valor igual ao dobro daquele pago em excesso, acrescido de juros legais e correção
monetária, salvo em caso de engano justificável, nos termos do CDC:

Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à
repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

A alternativa E está incorreta, pois a responsabilização criminal daquele que emprega ameaças na
cobrança de dívidas ocorrerá quando o ato, expuser o consumidor ao ridículo, interferir no seu trabalho,
descanso ou lazer, nos termos do CDC:

Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou


moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento
que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu
trabalho, descanso ou lazer:

Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

27. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade - Direito) O fornecedor que condiciona
o fornecimento de um serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço ou mesmo sem justa
causa estabelece limites quantitativos para aquisição do serviço, caracteriza com essa conduta:

a) direito de arrependimento.
b) cláusula abusiva.
c) prática abusiva.
d) fato do serviço.
e) vício do serviço.

Comentários

Veja CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

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I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Gabarito: C

FUNCERN

28. (FUNCERN - Prefeitura de Apodi - RN - 2019) Acerca da oferta de produtos e serviços e sua
publicidade, o Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal nº. 8.078/1990) prescreve que:

a) o ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem


as patrocina.
b) o fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição até
seis meses após a fabricação ou a importação do produto.
d) O fornecedor, na publicidade de seus produtos, não tem o dever de manter, em seu poder, para
informação de interessados, os dados fáticos que dão sustentação à mensagem.
Comentários
A alternativa A está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação


publicitária cabe a quem as patrocina.

A alternativa B está incorreta. Ao contrário, a responsabilidade é solidária, nos termos do CDC:

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos


de seus prepostos ou representantes autônomos.

seus integrantes (REsp 1.684.132/CE).

A alternativa C está incorreta. Mesmo que cessada a fabricação, deve haver ainda fornecimento de
peças de reposição por prazo razoável. É a previsão do art. 32 do CDC:

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e


peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.
Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoável de tempo, na forma da lei.

A alternativa D está incorreta, por contrariar o CDC:

Art. 36, parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços,


manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos,
técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

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29. (FUNCERN - Prefeitura de Apodi - RN - 2019) O Código de Defesa do Consumidor (Lei


Federal nº. 8.078/1990) trata, entre outras temáticas, das práticas abusivas ao consumidor.
Sobre tais práticas, é correto afirmar que ao fornecedor de produtos ou serviços:

a) é vedado exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva, salvo se apresentar


fundamentação expressa.
b) é permitido aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.
c) é permitido, em todo caso, executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização
expressa do consumidor.
d) é vedado elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O fornecedor não pode exigir vantagem excessiva do consumidor, sob
pena de desvirtuamento do mercado de consumo, como prevê o CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas: V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva.

A alternativa B está incorreta. Há, aí, evidente violação ao princípio da força obrigatória dos contratos,
expressamente proibida pelo CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas: XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou
contratualmente estabelecido.

A alternativa C está incorreta. De acordo com o CDC, exige-se orçamento prévio, exceto se houver
relações contratuais prévias entre as partes:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas: VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização
expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as
partes.

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Não pode o fornecedor elevar preços sem justa
causa, determina o CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas: X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

FUNDATEC

30. (FUNDATEC - 2023 - PROCERGS - ANC - Analista em Computação - Ênfase em Negócios de


Produtos e Serviços de TI) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, em caso de
cobranças indevidas, o consumidor tem direito a receber:

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a) O dobro do valor pago a mais, corrigido monetariamente.


b) O triplo do valor pago a mais, corrigido monetariamente.
c) O dobro do valor pago, corrigido monetariamente.
d) O dobro pago a mais, sem correção monetária.
e) Nenhum valor adicional, apenas a devolução do valor cobrado indevidamente.

Comentários

O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro
do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais. A questão é baseada na
literalidade do art. 42 do CDC:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a


ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição


do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Gabarito: A

31. (FUNDATEC - 2022 - CEASA-RS - Agente Técnico - Técnico em Contabilidade) Considerando


a defesa do consumidor, prevista na Lei nº 8.078/1990, analise a sentença abaixo:

A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal, sendo proibida toda publicidade enganosa ou abusiva (1ª parte).

Tem-se por abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira
ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços (2ª parte).

É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas enganosas, condicionar o


fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem
justa causa, a limites quantitativos (3ª parte).

Quais partes estão corretas?

a) Apenas a 1ª parte.
b) Apenas a 3ª parte.
c) Apenas a 1ª e a 2ª partes.
d) Apenas a 2ª e a 3ª partes.
e) Todas as partes.

Comentários

A primeira parte está correta, nos termos do CDC:

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Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

A segunda parte está incorreta, por contrariar o CDC:

Art. 37. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de


caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo
por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.

A terceira parte está incorreta, por contrariar o CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Gabarito: A

32. (FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Esteio - RS - Guarda Municipal - Edital nº 03) Uma pessoa
solicitou a intervenção de um Guarda Municipal da cidade de Esteio, pois, ao tentar comprar um
produto numa loja de equipamentos domésticos, foi-lhe condicionado que deveria fazer um
seguro para o caso de defeito das peças no momento da utilização. Essa situação, de acordo com
o Código de Defesa do Consumidor, é considerada como:

a) Abuso de autoridade.
b) Crime domiciliar.
c) Prática abusiva.
d) Falsidade ideológica.
e) Direito comercial do fornecedor.

Comentários

Configura prática abusiva chamada venda casada. O termo “venda casada” é utilizado para descrever a
situação na qual o consumidor só consegue adquirir um produto se também adquirir outro. Veja CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de


outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

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Gabarito: C

33. (FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Direito) Acerca da oferta e da


publicidade no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e suas alterações, assinale
a alternativa INCORRETA.

a) Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que
a fizer veicular, ou dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.
b) É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao
consumidor que a origina.
c) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
d) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
e) A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto
ou serviço.

Comentários

A alternativa A está correta, nos termos do CDC:

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por


qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o
contrato que vier a ser celebrado.

A alternativa B está correta, nos termos do CDC:

Art. 33. parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone,
quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.

A alternativa C está incorreta, por contrariar o CDC:

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos


de seus prepostos ou representantes autônomos.

A alternativa D está correta, nos termos do CDC:

Art. 37, §1º. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de


caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo
por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.

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A alternativa E está correta, nos termos do CDC:

Art. 36, §3º. Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando
deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

34. (FUNDATEC - 2019 - Prefeitura de Chuí - RS - Advogado) Determinado comerciante divulga


anúncio publicitário contendo indicação de produto que não comercializa em seu
estabelecimento. Nesse caso, a referida publicidade é:

a) Lícita, pois a publicidade tem caráter meramente indicativo.


b) Lícita, pois não há vedação desta espécie de publicidade.
c) Ilícita, sendo considerada como enganosa.
d) Ilícita, sendo considerada como enganosa e abusiva.
e) Ilícita, sendo considerada abusiva.

Comentários

Veja CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços.

A alternativa A está incorreta, pois é publicidade ilícita, pois é considerada enganosa.

A alternativa B está incorreta, pois é publicidade ilícita, pois há vedação desta espécie de publicidade.

A alternativa C está correta, pois é publicidade ilícita, sendo considerada como enganosa.

A alternativa D está incorreta, pois é publicidade ilícita, sendo considerada publicidade enganosa.

A alternativa E está incorreta, pois é publicidade ilícita, sendo considerada publicidade enganosa.

35. (FUNDATEC - DPE-SC - 2018) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é


considerada enganosa a publicidade:

a) que incite à violência.


b) que desrespeita valores ambientais.
c) discriminatória de qualquer natureza.
d) que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência de crianças.
e) falsa.

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Comentários
As alternativas A, B, C e D estão incorretas. Estabelece o art. 37, §1°: "É enganosa qualquer modalidade
de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer
outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços". Abusivas são as práticas previstas no art. 37, §2° do CDC:

Art. 37, §2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer


natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da
deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais,
ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança.

A alternativa E está correta. Estabelece o art. 37, §1° do CDC:

Art. 37, §1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de


caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo,
mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.

FUNDEP

36. (FUNDEP - 2024 - Prefeitura de Curvelo - MG - Fiscal de Consumo) No que diz respeito às
normas relativas à publicidade previstas na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe
sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, analise as afirmativas a seguir.

I. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação
dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

II. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou


parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

III. É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

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Comentários

O Item I está correto, nos termos do CDC:

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.

Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá,


em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e
científicos que dão sustentação à mensagem.

O Item II está correto, nos termos do CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.


==13425b==

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços.

O Item II está correto, nos termos do CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de
julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz
de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança.

Gabarito: D (I, II e III)

37. (FUNDEP - 2024 - Prefeitura de Curvelo - MG - Fiscal de Consumo) Os cadastros de dados


de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão,
não podendo conter informações negativas referentes a período superior a _______ anos.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna anterior.

a) dois
b) cinco
c) oito
d) dez

Comentários

O prazo é de 5 a nos, nos termos do CDC:

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Art. 43, § 1°. Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros,
verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações
negativas referentes a período superior a cinco anos.

Gabarito: B

38. (FUNDEP - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Defesa do Consumidor) Sobre


as práticas abusivas previstas no Código de Defesa do Consumidor, assinale com V as afirmativas
verdadeiras e com F as falsas.

( ) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços enviar ou entregar ao consumidor qualquer produto


ou fornecer qualquer serviço, se estiver inadimplente perante o poder público municipal.

( ) É autorizado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar, desde que com justa causa, o preço de
produtos ou serviços.

( ) É autorizado ao fornecedor de produtos ou serviços condicionar o fornecimento de produto ou de


serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço se tiver disponibilidade em estoque.

( ) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do


consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus
produtos ou serviços.

Assinale a sequê ncia correta.

a) V F V F
b) F V F V
c) V F F V
d) F V V F

Comentários

O Item I está incorreto, pois contraria o CDC, veja:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto,


ou fornecer qualquer serviço;

O Item II está correto, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

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O Item III está incorreto, pois contraria o CDC, veja:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de


outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

O Item IV está correto, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade,


saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

Gabarito: B (F V F V)

39. (FUNDEP - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Defesa do Consumidor) Um


homem recebeu um catálogo em sua residência com diversas ofertas de vinhos argentinos. No
informativo, constava a existência de um preço promocional para a aquisição de cinco garrafas,
que sairiam todas pela metade do preço. Feliz com a oportunidade, ele se deslocou até o local de
venda das mercadorias, tendo sido informado, no momento da compra, que a informação do
catálogo estaria equivocada.

Diante desses fatos e de que foi divulgada uma publicidade de um produto com determinadas condições
de venda, pode-se afirmar:

a) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se o fornecedor concordar.
b) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se esse homem apresentar duas testemunhas comprovando que ele
acreditou na oferta.
c) As condiçõ es promocionais integrarã o o contrato que vier a ser celebrado, obrigando o fornecedor
que veiculou a propaganda.
d) O contrato a ser celebrado nã o tem que manter as mesmas condiçõ es, podendo o vendedor abrir uma
margem de negociação promocional em caso de pagamento à vista ou mediante boleto bancário.

Comentários

Veja CDC:

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por


qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o
contrato que vier a ser celebrado.

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A alternativa A está incorreta, pois o contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado manterá́ as
mesmas condições promocionais do catálogo, independentemente da concordância do fornecedor.

A alternativa B está incorreta, pois o contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado manterá́ as
mesmas condições promocionais do catálogo, obrigando o fornecedor que veiculou a oferta.

A alternativa C está correta, pois as condições promocionais integrarão o contrato que vier a ser
celebrado, obrigando o fornecedor que veiculou a propaganda.

A alternativa D está incorreta, pois o contrato a ser celebrado tem que manter as mesmas condições
veiculadas na propaganda.

FUMARC

40. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) O fornecedor que
deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço ao veicular publicidade:

a) pratica conduta lícita.


b) incorre em publicidade enganosa por omissão.
c) não pode ser proibido de veiculá-la por força da liberdade de expressão.
d) não se sujeita ao Código de Defesa do Consumidor.

Comentários

Veja CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar
de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

A alternativa A está incorreta, pois pratica conduta ilícita.

A alternativa B está correta, pois incorre em publicidade enganosa por omissão.

A alternativa C está incorreta, pois pode ser proibido de veiculá-la, pois é enganosa por omissão, sendo
vedada por lei.

A alternativa D está incorreta, pois se sujeita ao Código de Defesa do Consumidor, já que é fornecedor
de serviços.

FURB

41. (FURB - 2023 - Prefeitura de Timbó - SC - Fiscal do Procon) Analise a sentença a seguir:

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De acordo com o decreto n.° 2.181, de 20 de março de 1997, sobre as regras "Das Notificações ", a
autoridade competente expedirá notificação ao infrator e fixará prazo de _____________, contado da data
de seu recebimento pelo infrator, para apresentação de defesa, nos termos do disposto legal.

Após análise, marque a alternativa que preenche a lacuna corretamente:

a) dez dias
b) oito dias
c) quinze dias
d) vinte dias
e) trinta dias

Comentários

Veja o Decreto nº 10.887:

Art. 42. A autoridade competente expedirá notificação ao infrator e fixará prazo de


vinte dias, contado da data de seu recebimento pelo infrator, para apresentação de
defesa, nos termos do disposto no art. 44.

Gabarito: D

IADES

42. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Consoante o Código de Defesa do Consumidor, acerca da
proteção contratual em relação às instituições financeiras, da reparação de danos e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.

a) A taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC é utilizada como parâmetro de
limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários.
b) É ilícito o desconto em conta-corrente bancária comum, ainda que usada para recebimento de salário,
das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente pactuado, sem que o correntista,
posteriormente, tenha revogado a ordem.
c) É vedado ao banco mutuante reter, em qualquer extensão, os salários, vencimentos e (ou) proventos
de correntista para adimplir o mútuo (comum) contraído, ainda que haja cláusula contratual
autorizativa, excluído o empréstimo garantido por margem salarial consignável, com desconto em
folha de pagamento, que possui regramento legal específico e admite a retenção de percentual.
d) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
e) Nos contratos bancários, pode o (a) julgador(a) conhecer, de ofício, a abusividade das condições
gerais contratuais.

Comentários

A alternativa A está incorreta, já que a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia
SELIC é utilizada como parâmetro de limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários. Veja
Jurisprudência em Teses nº 48 do STJ:

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É inviável a utilização da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia


SELIC como parâmetro de limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários.
É inviável a utilização da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia
SELIC como parâmetro de limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários.

A alternativa B está incorreta, já que é ilícito o desconto em conta corrente bancária comum, ainda que
usada para recebimento de salário, das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente
pactuado, sem que o correntista, posteriormente, tenha revogado a ordem. Veja entendimento
jurisprudencial nesse sentido:

(...) 4. É lícito o desconto em conta-corrente bancária comum, ainda que usada para
recebimento de salário, das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente
pactuado, sem que o correntista, posteriormente, tenha revogado a ordem.
Precedentes. 5. Não ocorrência, na hipótese, de ato ilícito passível de reparação. 6.
Recurso especial não provido. (REsp 1555722/SP, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 5ª REGIÃO), SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
22/08/2018, DJe 25/09/2018)

A alternativa C está incorreta, já que é vedado ao banco mutuante reter, em qualquer extensão, os
salários, vencimentos e (ou) proventos de correntista para adimplir o mútuo (comum) contraído, ainda
que haja cláusula contratual autorizativa, excluído o empréstimo garantido por margem salarial
consignável, com desconto em folha de pagamento, que possui regramento legal específico e admite a
retenção de percentual. No julgamento do RE 1.555.722/SP, a Segunda Seção do STJ, cancelou a Súmula
603, que possuía a redação exposta na alternativa.

A alternativa D está correta, já que constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem
prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa. Veja Súmula 532 do STJ:

Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa
solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa. Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de
crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito
indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.

A alternativa E está incorreta, já que nos contratos bancários, pode o (a) julgador(a) conhecer, de ofício,
a abusividade das condições gerais contratuais. Veja Súmula nº 381 do STJ:

Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das


cláusulas. Nos contratos bancários, não pode o (a) julgador(a) conhecer, de ofício, a
abusividade das condições gerais contratuais.

43. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Conforme o Código de Defesa do Consumidor, a respeito
da qualidade dos produtos e dos serviços, da reparação nas relações de consumo, da proteção
contratual em relação às instituições financeiras e do entendimento dos tribunais superiores
nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.

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a) Os comprovantes em papel termossensível emitidos em caixas eletrônicos pelas instituições


financeiras, caso tenham baixa durabilidade, caracterizam-se como serviço deficiente, a autorizar o
fornecimento gratuito da segunda via ao consumidor.
b) É obrigatória a restituição simples da cobrança indevida de tarifa de água, esgoto, energia ou
telefonia, salvo na hipótese de erro justificável que não advenha da existência de dolo, culpa ou má-
fé.
c) O prazo prescricional para que o consumidor peça a reparação de danos morais por inscrição
indevida em cadastro de inadimplentes é de cinco anos.
d) Um consumidor que adquire um ingresso para assistir a um filme em uma sala de cinema não pode
consumir, no interior da sala de exibição, produtos iguais ou similares aos vendidos nas lanchonetes
do cinema.
e) Não é abusiva a condição geral contratual que prevê o ressarcimento pelo consumidor da comissão
do correspondente bancário em contratos bancários.

Comentários

A alternativa A está correta, nos termos do Informativo 650 do STJ:

Comprovantes de operações bancárias. Emissão em papel termossensível. Baixa


durabilidade. Vício do serviço. Configuração. Emissão gratuita de segunda via do
comprovante. Obrigação.

A instituição financeira responde por vício na qualidade do produto ao emitir


comprovantes de suas operações por meio de papel termossensível.

O Código de Defesa do Consumidor, para além da responsabilidade decorrente dos


acidentes de consumo (arts. 12 a 17), cuja preocupação primordial é a segurança física
e patrimonial do consumidor, regulamentou também a responsabilidade pelo vício do
produto ou do serviço (arts. 18 a 25), em que a atenção foi voltada à análise da efetiva
adequação à finalidade a que se destina. Diante do conceito legal de "defeito na
prestação do serviço", a instituição financeira, ao emitir comprovantes de suas
operações por meio de papel termossensível, acabou atraindo para si a
responsabilidade pelo vício de qualidade do produto. Isso porque, por sua própria
escolha, em troca do aumento dos lucros - já que a impressão no papel térmico é mais
rápida e bem mais em conta -, passou a ofertar o serviço de forma inadequada, emitindo
comprovantes cuja durabilidade não atendem as exigências e necessidades do
consumidor, vulnerando o princípio da confiança. Outrossim, é da natureza
específica do tipo de serviço prestado emitir documentos de longa vida útil, a
permitir que os consumidores possam, quando lhes for exigido, comprovar as
operações realizadas. Nesse contexto, condicionar a durabilidade de um
comprovante às suas condições de armazenamento, além de incompatível com a
segurança e a qualidade que se exigem da prestação de serviços, torna a relação
excessivamente onerosa para o consumidor, que, além dos custos de emitir um
novo recibo em outra forma de impressão (fotocópia), teria o ônus de arcar, em
caso de perda, com uma nova tarifa pela emissão da segunda via do recibo, o que
se mostra abusivo e desproporcional. Assim, o reconhecimento da falha do serviço
não pode importar, por outro lado, em repasse pelo aumento de tarifa ao consumidor
nem em prejuízos ao meio ambiente.

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Resp 1.414.774-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, por unanimidade,
julgado em 16/05/2019, DJe 05/06/2019.

A alternativa B está incorreta, nos termos da Jurisprudência em Teses Edição nº 74 do STJ:

3) É obrigatória a restituição em dobro da cobrança indevida de tarifa de água, esgoto,


energia ou telefonia, salvo na hipótese de erro justificável (art. 42, parágrafo único, do
CDC), que não decorra da existência de dolo, culpa ou má-fé.

A alternativa C está incorreta, conforme entendimento jurisprudencial:

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL.


DANOS MORAIS. CADASTRO DE INADIMPLENTES. INSCRIÇÃO INDEVIDA.

PRESCRIÇÃO TRIENAL.

1. O prazo prescricional da ação de indenização por danos morais decorrente da


inscrição indevida em cadastro de inadimplentes é de 3 (três) anos, conforme previsto
no art. 206, § 3º, V, do CC/2002.

2. Agravo interno não provido.

(AgInt no AREsp 663.730/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 09/05/2017, DJe 26/05/2017)

A alternativa D está incorreta, pois um consumidor que adquire um ingresso para assistir a um filme
em uma sala de cinema pode consumir, no interior da sala de exibição, produtos iguais ou similares aos
vendidos nas lanchonetes do cinema, conforme entendimento jurisprudencial:

RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. ART. 39, I, DO CDC.


VENDA CASADA. VENDA DE ALIMENTOS. ESTABELECIMENTOS CINEMATOGRÁFICOS.
LIBERDADE DE ESCOLHA. ART. 6º, II, DO CDC. VIOLAÇÃO. AQUISIÇÃO DE PRODUTOS
EM OUTRO LOCAL. VEDAÇÃO. TUTELA COLETIVA. ART. 16 DA LEI Nº 7.347/1985.
SENTENÇA CIVIL. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. EFICÁCIA ERGA OMNES.
LIMITE TERRITORIAL. APLICABILIDADE. 1. A venda casada ocorre em virtude do
condicionamento a uma única escolha, a apenas uma alternativa, já que não é conferido
ao consumidor usufruir de outro produto senão aquele alienado pelo fornecedor. 2. Ao
compelir o consumidor a comprar dentro do próprio cinema todo e qualquer produto
alimentício, o estabelecimento dissimula uma venda casada (art. 39, I, do CDC),
limitando a liberdade de escolha do consumidor (art. 6º, II, do CDC), o que revela
prática abusiva. 3. A restrição do alcance subjetivo da eficácia erga omnes da sentença
proferida em ação civil pública envolvendo direitos individuais homogêneos aos
limites da competência territorial do órgão prolator, constante do art. 16 da Lei nº
7.347/1985, está plenamente em vigor. 4. É possível conceber, pelo caráter divisível
dos direitos individuais homogêneos, decisões distintas, tendo em vista a autonomia
de seus titulares. 5. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, provido.

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(STJ - REsp: 1331948 SP 2012/0132555-6, Relator: Ministro RICARDO VILLAS BÔAS


CUEVA, Data de Julgamento: 14/06/2016, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação:
DJe 05/09/2016)

A alternativa E está incorreta, conforme entendimento jurisprudencial:

É abusiva a cláusula que prevê o ressarcimento pelo consumidor da comissão do


correspondente bancário, em contratos celebrados a partir de 25/02/2011, data de
entrada em vigor da Res. CMN 3.954/2011, sendo válida a cláusula no período anterior
a essa resolução, ressalvado o controle da onerosidade excessiva. REsp 1.578.553-SP,
Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, por unanimidade, julgado em
28/11/2018, DJe 06/12/2018 (Tema 958) Informativo 639 do STJ.

IBFC

44. (IBFC - 2019 - FSA-SP - Advogado I) Assinale a alternativa que apresenta corretamente
uma hipótese de prática abusiva vedada ao fornecedor de produtos ou serviços.

a) Permitir o atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades


de estoque
b) Enviar ao consumidor o produto quando for solicitado
c) Permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de
consumidores que, o fixado pela autoridade administrativa, como máximo
d) Elevar o preço dos produtos e serviços, mesmo que haja justa causa

Comentários

A alternativa A está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

A alternativa B está incorreta, pois a prática abusiva é a ação contrário, ou seja, enviar produtos não
solicitados pelo consumidor, veja CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço;

A alternativa C está correta, por ser a literalidade do CDC, veja:

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Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número


maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.

A alternativa D está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

IDECAN

45. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) Publicidade, a
propaganda de um produto ou serviço, deve ser de fácil entendimento. O Código de Defesa do
Consumidor proíbe publicidade enganosa ou abusiva. É correto afirmar que publicidade:

a) abusiva é aquela em o preço do produto não corresponde ao seu resultado.


b) enganosa contém informações importantes sobre o produto, alertando quanto aos riscos ambientais.
c) abusiva é aquela que pode gerar discriminação, provocar violência e aproveitar‐se da falta de
experiência da criança.
d) enganosa é a que contém informações falsas e também a que esconde ou deixa faltar informação
importante sobre um produto ou serviço, induzindo a um comportamento prejudicial à saúde e à
segurança.

Comentários

Veja CDC:

Art. 37. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de


caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo
por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de
julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz
de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança.

A alternativa A está incorreta, pois enganosa é aquela em o preço do produto não corresponde ao seu
resultado.

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A alternativa B está incorreta, pois é publicidade abusiva, a que não contém informações importantes
sobre o produto, alertando quanto aos riscos ambientais.

A alternativa C está correta, pois publicidade abusiva é aquela que pode gerar discriminação, provocar
violência e aproveitar‐se da falta de experiência da criança.

A alternativa D está incorreta, pois é publicidade enganosa é a que contém informações falsas e
também a que esconde ou deixa faltar informação importante sobre um produto ou serviço, e abusiva
induzindo a um comportamento prejudicial à saúde e à segurança.

46. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) O art. 39, do Código
de Defesa do Consumidor, preconiza as seguintes ações que o fornecedor não pode fazer porque
são proibidas por lei, EXCETO:

a) Esconder um produto e dizer que o produto está em falta.


b) Difamar o consumidor só porque ele praticou um ato no exercício de um direito seu.
c) Prevalecer‐se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde,
conhecimento ou posição social, para impingir‐lhe seus produtos ou serviços.
d) Condicionar a venda de um produto à compra de outro produto. Tal processo denomina‐se “venda
casada”, sendo utilizado para promover um novo produto no mercado.

Comentários

A alternativa A está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de


suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se


disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de
intermediação regulados em leis especiais;

A alternativa B está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo


consumidor no exercício de seus direitos;

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

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IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua


idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos
ou serviços;

A alternativa D está correta, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Atenção!

Condicionar a venda de um produto à compra de outro produto, se configura como


venda casada, sendo considerado prática abusiva pelo CDC.

A alternativa trouxe como justificativa a utilização da venda casada para a promoção


de novo produto no mercado. Ainda assim, é prática vedada pelo CDC.

Da redação do inciso I do art. 39, verifica-se que são duas as afirmações:

1 – é vedado condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de


outro produto ou serviço;

2 – é vedado condicionar o fornecimento de produto ou de serviço, sem justa causas, a


limites quantitativos.

O “sem justa causa” se refere a “limites quantitativos” e não à prática da “venda casada”,
ou seja, condicionar o fornecimento de produto ou serviço a um limite quantitativo,
sem justa causa. De forma que, ainda que se justifique a venda casada para promover
um novo produto no mercado, tal prática é abusiva, portanto, vedada pelo CDC.

No entendimento do professor, não há como considerar essa alternativa como sendo


correta, uma vez que fere disposição expressa do CDC. Porém, vamos manter o gabarito
da banca.

IDIB

47. (IDIB - 2023 - COREN-PI - Técnico Administrativo) A Lei nº 8.078, de 1990, conhecida como
Código de Defesa do Consumidor, dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras
providências. Para exercer os nossos direitos e deveres e saber como reclamar quando nos
sentirmos prejudicados, é importante conhecer a legislação. Sobre esta temática, analise os itens
abaixo:

I. Produtos e serviços devem ser oferecidos com informações corretas e claras, em língua portuguesa,
sobre as suas características, quantidade, qualidade, composição (ingredientes), preço, garantia, prazo

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de validade, fabricante, origem e sobre eventuais riscos decorrentes de sua utilização. A apresentação
dos produtos e serviços deve garantir todas as informações necessárias ao consumidor.

II. Publicidade enganosa é aquela capaz de incentivar a discriminação, estimular a violência, explorar o
medo e a superstição, aproveitar-se da falta de experiência da criança, desrespeitar valores ambientais
ou induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

III. A oferta é toda a informação divulgada pelo fornecedor com a finalidade de apresentar o seu produto
ou serviço ao consumidor, por exemplo, publicidades veiculadas por TV, rádio, Internet, folhetos ou a
simples exposição de um produto numa vitrine, entre outros.

IV. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços, o
exime de responsabilidade.

Após análise, admite-se como correta(s)

a) apenas a afirmativa II.


b) apenas as afirmativas I e III.
c) apenas as afirmativas II, III e IV.
d) as afirmativas I, II, III e IV.

Comentários

O Item I está correto, por ser a literalidade do CDC:

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações


corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características,
qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem,
entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos
consumidores.

O Item II está incorreto, pois contraria o CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a


que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de
julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz
de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança.

O Item III está correto, pois contraria o CDC:

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Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por


qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o
contrato que vier a ser celebrado.

O Item IV está incorreto, pois contraria o CDC:

Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos
produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

Gabarito: B (I e III)

INAZ DO PARÁ

48. (INAZ do Pará - CRF-SC - 2018) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei n°
8.078/1990, pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:

a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
b) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
e) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar sem justa causa o preço de produtos ou
serviços.
Comentários
A alternativa A está correta. Veja o que diz o art. 36 do CDC:

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal.

A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. Ao contrário, a responsabilidade é solidária:

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos


de seus prepostos ou representantes autônomos.

A alternativa C está correta. É a literalidade do caput do art. 37 do CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

A alternativa D está correta. Quem tem mais facilidade para provar que a publicidade é (in)correta ou
(in)verídica? Quem a produziu, claro, e não o consumidor. Esse é o sentido do art. 38 do CDC:

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Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação


publicitária cabe a quem as patrocina.

A alternativa E está correta. Não pode o fornecedor elevar preços sem justa causa, determina o art. 39
do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas: X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

49. (INAZ do Pará - 2018 - CRF-SC - Advogado) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei
n° 8.078/1990, pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:

a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
b) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
e) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar sem justa causa o preço de produtos ou
serviços.

Comentários

A alternativa A está correta, nos termos do CDC:

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e
imediatamente, a identifique como tal. A publicidade deve ser veiculada de tal forma
que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.

A alternativa B está incorreta, pois contraria o do CDC:

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos


de seus prepostos ou representantes autônomos. O fornecedor do produto ou serviço
é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes
autônomos. Incorreta letra “B". Gabarito da questão.

A alternativa C está correta, nos termos do CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. É proibida toda publicidade
enganosa ou abusiva.

A alternativa D está correta, nos termos do CDC:

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Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação


publicitária cabe a quem as patrocina. O ônus da prova da veracidade e correção da
informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.

A alternativa E está correta, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

INDEPAC

50. (INDEPAC - 2018 - Câmara de Guarujá - SP - Procurador Legislativo) Assinale a alternativa


que contempla prática que NÃO é vedada ao fornecedor de produtos ou serviços, de acordo com
o disposto no Código de Defesa do Consumidor.

a) Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer
serviço.
b) Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo
inicial a seu exclusivo critério.
c) Impedir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de
consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.
d) Executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor,
ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.
e) Recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de
estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço;

A alternativa B está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

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XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério.

A alternativa C está correta, pois não é prática vedada, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número


maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.

A alternativa D está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa


do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;

A alternativa E está incorreta, pois é prática vedada ao fornecedor de produtos e serviços, nos termos
do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

INSTITUTO AOCP

51. (INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Betim - MG - Analista Jurídico) Assinale a


alternativa correta segundo o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).

a) O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, desde que


comprovada a existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos
decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou
acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre
sua utilização e riscos.
b) No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o fornecedor
imediato, ainda que identificado claramente seu produtor.
c) O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 90 (noventa) dias,
tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.
d) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de 05 (cinco) dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.

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e) Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de 30 (trinta) dias, contado
de seu recebimento pelo consumidor.

Comentários

A alternativa A está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador


respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos
causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação,
construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de
seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua
utilização e riscos.

A alternativa B está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 18. § 5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante


o consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu
produtor.

A alternativa C está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;

A alternativa D está correta, por ser a literalidade do CDC, veja:

Art. 43. § 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e
cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco
dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações
incorretas.

A alternativa E está incorreta, por contrariar o CDC, veja:

Art. 40. § 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de
dez dias, contado de seu recebimento pelo consumidor.

INSTITUTO ÂNIMA SOCIESC

52. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Sobre os bancos de
dados e cadastros de consumidores, previstos no artigo 43 e parágrafos do Código de Defesa do
Consumidor, analise as afirmativas:

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I. Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de


fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a três
anos.
II. O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de quinze dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.
III. Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres são considerados entidades de caráter público.
IV. Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos
respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou
dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

Está correto o que se afirma em:

a) Apenas II; III e IV.


b) Apenas I e IV.
c) Apenas III e IV.
d) Apenas II e III.
e) Apenas I; III e IV.

Comentários
O Item I está incorreto. O período máximo de veiculação do nome no consumidor no cadastro negativo
é de 5 anos, como prevê o CDC:

Art. 43, §1º Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros,
verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações
negativas referentes a período superior a cinco anos.

A afirmativa II está incorreta. O prazo para correção de dados errados é de 5 dias úteis, conforme o
CDC:

Art. 43, §3º O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e
cadastros, poderá exigir a sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de
cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações
incorretas.

A afirmativa III está correta. Apesar de serem pessoas jurídicas de direito privado, têm caráter público.
É o que prevê o CDC:

Art. 43. §4º Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de


proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

A afirmativa IV está correta. Mesmo que o prazo máximo do cadastro seja de 5 anos, como determina
o art. 43, §1º, o §5º limita a inserção ao prazo de prescrição da dívida, se este for menor:

Art. 43. §5º Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não
serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer

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informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos
fornecedores.

Gabarito: C (III e IV)

53. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Estabelece o artigo 30
do Código de Defesa do Consumidor que “Toda informação ou publicidade, __________, veiculada
por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato
que vier a ser celebrado.” Assinale a alternativa que completa corretamente o espaço acima:

a) Objetiva e clara.
b) Necessária e objetiva.
c) Objetiva o suficiente.
d) Suficientemente clara e objetiva.
e) Suficientemente precisa.
Comentários
Vamos ver o artigo 30 do CDC, transcrito na questão, para averiguar qual é o termo que falta:

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por


qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o
contrato que vier a ser celebrado.

Gabarito: E

INSTITUTO VERBENA

54. (Instituto Verbena UFG - Ministério Público do Estado do Acre - Analista Ministerial -
Comunicação Social – 2023) Em relação à publicidade, o Código de Defesa do Consumidor
proíbe a publicidade

A) enganosa, mas tolera a abusiva, ou seja, veiculada insistentemente em diversos canais e veículos.

B) abusiva, mas aceita a enganosa, pois o consumidor detém o livre arbítrio ao escolher produtos.

C) discriminatória, mas tolera a violenta, já que esse é um apelo válido na propagação de ideias ou
produtos.

D) enganosa e proíbe a abusiva, sendo que o ônus da prova da veracidade das informações cabe a quem
as patrocina.

Comentários

A alternativa D está correta. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), em seus artigos 36 a 38,
disciplina a publicidade, vedando expressamente aquelas que sejam enganosas ou abusivas.

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Publicidade enganosa (art. 37, §1º do CDC): é aquela que contém informações falsas ou que, por
qualquer motivo, leva o consumidor ao erro sobre a natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem ou preço do produto ou serviço.

Publicidade abusiva (art. 37, §2º do CDC): é aquela que explora a falta de experiência ou o temor do
consumidor, incite comportamentos discriminatórios, estimule a violência ou desrespeite valores
ambientais.

Além disso, o ônus da prova da veracidade das informações publicitárias cabe a quem as patrocina (art.
38 do CDC), ou seja, o fornecedor do produto ou serviço deve comprovar a veracidade do que anuncia.

NC-UFPR

55. (NC-UFPR - 2018 - Câmara de Quitandinha - PR - Advogado) Em relação ao Direito do


Consumidor, é correto afirmar:

a) A constatação de defeito em veículo zero-quilômetro revela hipótese de vício do produto e impõe a


responsabilização subsidiária da concessionária e do fabricante.
b) É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a
negativação de seu nome em banco de dados e cadastros.
c) A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção
ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, não enseja o direito à
compensação por danos morais.
d) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, cabe indenização por dano moral, mesmo
quando preexistente legítima inscrição.
e) A empresa não responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em
seu estacionamento.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois a responsabilidade é solidária, em base a entendimento


jurisprudencial consolidado, veja:

DIREITO CIVIL. VÍCIO DO PRODUTO. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO ZERO QUILÔMETRO


PARA USO PROFISSIONAL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.

Há responsabilidade solidária da concessionária (fornecedor) e do fabricante


por vício em veículo zero quilômetro. A aquisição de veículo zero quilômetro para
uso profissional como táxi, por si só, não afasta a possibilidade de aplicação das normas
protetivas do CDC. Todos os que participam da introdução do produto ou serviço no
mercado respondem solidariamente por eventual vício do produto ou de adequação,
ou seja, imputa-se a toda a cadeia de fornecimento a responsabilidade pela garantia de
qualidade e adequação do referido produto ou serviço (arts. 14 e 18 do CDC). Ao
contrário do que ocorre na responsabilidade pelo fato do produto, no vício do produto
a responsabilidade é solidária entre todos os fornecedores, inclusive o comerciante, a
teor do que preconiza o art. 18 do mencionado codex. REsp 611.872-RJ, Rel. Min.
Antonio Carlos Ferreira, julgado em 2/10/2012. Informativo 505 do STJ.

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A alternativa B está correta, nos termos da Súmula 404 do STJ:

É dispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor


sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 43. § 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo


deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

Súmula 359 do STJ:

Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do


devedor antes de proceder à inscrição.

A alternativa D está incorreta, nos termos da Súmula 385 do STJ:

Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por


dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao
cancelamento.

A alternativa E está incorreta, nos termos da Súmula 130 do STJ:

A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo


ocorridos em seu estacionamento.

56. (NC-UFPR - 2015 - COPEL - Advogado Júnior) Acerca das práticas comerciais, conforme
disciplinadas no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.

a) qualificada como enganosa a publicidade que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança ou desrespeite valores ambientais.
b) O fornecedor do produto ou serviço não é responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, sendo tolerado
apenas o constrangimento comumente aceito nas relações comerciais.
d) Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade,
o consumidor somente poderá aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente.
e) vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, recusar atendimento
às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de
conformidade com os usos e costumes.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois é qualificada como abusiva a publicidade que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança ou
desrespeite valores ambientais, nos termos do CDC:

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Art. 37. § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer


natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da
deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou
que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança.

A alternativa B está incorreta, pois o fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável


pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos, nos termos do CDC:

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos


de seus prepostos ou representantes autônomos.

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a


ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

A alternativa D está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,


apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre
escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou


publicidade;

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente


antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

A alternativa E está correta, nos termos do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

QUADRIX

57. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de
dados e dos cadastros de consumidores, julgue o item.

Quanto à forma de coleta de dados, o banco de dados e o cadastro de consumidores se distinguem pelo
fato de aquele possuir caráter aleatório voltado à máxima quantidade de dados e de este possuir um
interesse particularizado.

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Comentários

CORRETO.

A assertiva está correta, conforme entendimento jurisprudencial:

As distinções entre banco de dados e cadastro de consumidores, na lição de Herman


Benjamin, podem e devem ser classificadas, em razão da origem da informação e seu
destino: (i.) os bancos de dados têm caráter aleatório e os cadastros de consumo
pressupõem uma relação jurídica dos fornecedores com os consumidores; (ii.)
os bancos de dados organizam os dados para uma utilização futura (mediata) e
os cadastros de consumidores se utilizam dos dados imediatamente; (iii.) nos
bancos de dados a guarda dos dados prescinde de autorização dos consumidores
e os cadastros de consumidores dependem de autorização prévia do
consumidor; (iv.) os bancos de dados têm por objetivo a transmissão de
informação a terceiro e os cadastros de consumidores utilizam os dados de
forma pontual. (MPSP, 2019, p. 186).

58. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de
dados e dos cadastros de consumidores, julgue o item.

No que se refere à organização dos dados armazenados, o banco de dados e o cadastro de consumidores
se distinguem pelo fato de, naquele, a organização das informações partir de uma relação jurídica
estabelecida entre o arquivista e o consumidor e de, neste, a organização visar a uma utilização futura
ainda não concretizada.

Comentários

INCORRETO.

A assertiva está incorreta, conforme entendimento jurisprudencial:

Sabe-se que a atividade de coleta e arquivamento de informações de consumidores


inadimplentes confunde-se com a expressão “arquivo de consumo" e foi tratada
indistintamente pelo art. 43 do CDC como Banco de Dados e Cadastro de Consumidores.
[...] As distinções entre banco de dados e cadastro de consumidores, na lição de
Herman Benjamin, podem e devem ser classificadas, em razão da origem da
informação e seu destino: (i.) os bancos de dados têm caráter aleatório e os
cadastros de consumo pressupõem uma relação jurídica dos fornecedores com
os consumidores; (ii.) os bancos de dados organizam os dados para uma
utilização futura (mediata) e os cadastros de consumidores se utilizam dos dados
imediatamente; (iii.) nos bancos de dados a guarda dos dados prescinde de
autorização dos consumidores e os cadastros de consumidores dependem de
autorização prévia do consumidor; (iv.) os bancos de dados têm por objetivo a
transmissão de informação a terceiro e os cadastros de consumidores utilizam
os dados de forma pontual. (MPSP, 2019, p. 185-186).

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59. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de
dados e dos cadastros de consumidores, julgue o item.

Em relação à existência do requerimento do cadastramento, o banco de dados e o cadastro de


consumidores distinguem-se pelo fato de aquele prescindir do consentimento do consumidor e de este
demandar consentimento.

Comentários

CORRETO.

A assertiva está correta, conforme entendimento jurisprudencial:

As distinções entre banco de dados e cadastro de consumidores, na lição de Herman


Benjamin, podem e devem ser classificadas, em razão da origem da informação e seu
destino: (i.) os bancos de dados têm caráter aleatório e os cadastros de consumo
pressupõem uma relação jurídica dos fornecedores com os consumidores; (ii.) os
bancos de dados organizam os dados para uma utilização futura (mediata) e os
cadastros de consumidores se utilizam dos dados imediatamente; (iii.) nos bancos de
dados a guarda dos dados prescinde de autorização dos consumidores e os cadastros
de consumidores dependem de autorização prévia do consumidor; (iv.) os bancos de
dados têm por objetivo a transmissão de informação a terceiro e os cadastros de
consumidores utilizam os dados de forma pontual. (MPSP, 2019, p. 185-186).

60. (Quadrix - 2021 - CORE-PR - Assessor Jurídico) Conforme a jurisprudência dos tribunais
superiores acerca do Código de Defesa do Consumidor, julgue o item.

A simples cobrança indevida do consumidor pelo fornecedor, sem que haja inscrição em cadastro
restritivo de crédito, já produz dano moral presumido e indenizável.

Comentários

INCORRETO.

A assertiva está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a


ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição


do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção
monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Aproveitando a questão para lembrar que:

Em regra, a anotação irregular não enseja indenização por dano moral quando preexistente legítima
inscrição, nos termos da súmula 385/STJ:

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Súmula 385/STJ: Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe


indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o
direito ao cancelamento.

61. (Quadrix - 2019 - CRF-BA - Farmacêutico Fiscal) Quanto ao Código de Defesa do


Consumidor, à Lei n.º 8.078/1990, à Lei n.º 9.294/1996 e ao Código Civil, julgue o item.

É considerada como abusiva a publicidade falsa ou capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da
natureza, das características, das propriedades e de outros dados sobre os produtos.

Comentários

INCORRETO.

A assertiva contraria o CDC, pois é considerada publicidade enganosa e não abusiva, veja:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo
por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a


que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de
julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz
de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança.

62. (Quadrix - 2019 - CRF - SE - Farmacêutico Fiscal Júnior) Quanto ao Código de Defesa do
Consumidor, à Lei n.º 8.078/1990, à Lei n.º 9.294/1996 e ao Código Civil, julgue o item.

São consideradas como enganosas a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que explore o
medo ou a superstição e a que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial
ou perigosa à sua saúde.

Comentários

INCORRETO.

A assertiva está incorreta, porque se trata de publicidade abusiva, veja CDC:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a


que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de

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julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz


de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança.

63. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Segundo o CDC, é enganosa a publicidade:

a) capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial à sua saúde.


b) que incite à violência.
c) que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.
d) que desrespeite valores ambientais.
e) capaz de induzir ao erro o consumidor a respeito das características, da qualidade e da quantidade
de um produto.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois é considerada publicidade abusiva, nos termos do CDC:

Art. 37, §2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer


natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da
deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou
que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança.

A alternativa B está incorreta, pois é considerada publicidade abusiva, nos termos do CDC:

Art. 37, §2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer


natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da
deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou
que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança.

A alternativa C está incorreta pois é considerada publicidade abusiva, nos termos do CDC:

Art. 37, §2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer


natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da
deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais,
ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança.

A alternativa D está incorreta, pois é considerada publicidade abusiva, nos termos do CDC:

Art. 37, §2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer


natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da
deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais,
ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, por ser a literalidade do CDC:

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Art. 37, §1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de


caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo
por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer
outros dados sobre produtos e serviços.

64. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Conforme o CDC, toda informação ou publicidade


suficientemente precisa vincula o fornecedor. Assim, na hipótese de recusa no cumprimento
da oferta ou publicidade, o consumidor poderá:

a) aceitar outro produto ou prestação de serviço, ainda que não equivalente.


b) rescindir o contrato, com direito à restituição da quantia paga, monetariamente atualizada, mas sem
direito a perdas e danos.
c) rescindir o contrato, sem direito à restituição da quantia paga.
d) exigir o cumprimento forçado da obrigação, com direito a produto ou serviço com qualidade superior
aos termos da oferta ou publicidade.
e) exigir o cumprimento forçado da obrigação nos termos da oferta ou publicidade.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Caso o fornecedor se recuse no cumprimento da oferta ou publicidade,
o consumidor pode escolher, alternativamente, o cumprimento da obrigação, aceitar outro produto ou
rescindir o contrato. Veja CDC:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,


apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre
escolha:

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente.

A alternativa B está incorreta. Caso o fornecedor se recuse no cumprimento da oferta ou publicidade,


o consumidor pode escolher, alternativamente, o cumprimento da obrigação, aceitar outro produto ou
rescindir o contrato. Veja CDC:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,


apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre
escolha:

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente


antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

A alternativa C está incorreta. Caso o fornecedor se recuse no cumprimento da oferta ou publicidade,


o consumidor pode escolher, alternativamente, o cumprimento da obrigação, aceitar outro produto ou
rescindir o contrato. Veja CDC:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,


apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre
escolha:

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III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente


antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

A alternativa D está incorreta. Veja CDC:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,


apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre
escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou


publicidade.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Caso o fornecedor se recuse no cumprimento da


oferta ou publicidade, o consumidor pode escolher, alternativamente, o cumprimento da obrigação,
aceitar outro produto ou rescindir o contrato. Veja CDC:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta,


apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre
escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou


publicidade.

65. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Conforme o CDC, é permitido ao fornecedor de produtos ou


serviços, sem que sua conduta seja considerada como prática abusiva:

a) enviar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto.


b) recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de
estoque e, ainda, em conformidade com os usos e costumes.
c) condicionar o fornecimento de um produto ao fornecimento de outro produto ou serviço.
d) proibir o ingresso, em estabelecimentos comerciais, de um número maior de consumidores que o
fixado pela autoridade administrativa como máximo.
e) executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e a autorização expressa do consumidor,
ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.
Comentários
A alternativa A está incorreta. É prática abusiva, conforme CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço.

A alternativa B está incorreta. De acordo com o CDC é vedada tal prática:

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Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

A alternativa C está incorreta. É a regra do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.

A alternativa D está correta. Não se permite que um número maior de pessoas adentre nos
estabelecimentos comerciais, conforme CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um


número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como
máximo.

A alternativa E está incorreta. De acordo com o CDC, exige-se orçamento prévio, exceto se houver
relações contratuais prévias entre as partes:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas


abusivas:

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do


consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.

66. (Quadrix - 2016 - CRO - PR - Fiscal) Assinale a alternativa que contraria o disposto no Código
de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).

a) Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, o poder público conta, entre outros
instrumentos, com a manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor
carente.
b) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres não são considerados entidades de caráter público.
c) É um direito básico do consumidor: a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos e difusos.
d) A adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral é um direito básico do consumidor.
e) Cabe ao Departamento Nacional de Defesa do Consumidor informar, conscientizar e motivar o
consumidor através dos diferentes meios de comunicação.

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Comentários

A alternativa A está correta, pois embora haja diferença no tempo verbal da alternativa (conta o poder
público), e da literalidade da letra da Lei (contará o poder público), nos termos do CDC:

Art. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder
público com os seguintes instrumentos, entre outros:

I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente;

A alternativa B está incorreta, pois os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os


serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público, por
expressa disposição legal, nos termos do CDC:

Art. 43. § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de


proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

A alternativa C está correta, pois é a literalidade do CDC:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais,


coletivos e difusos;

A alternativa D está correta, pois é a literalidade do CDC:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

A alternativa E está correta, pois é a literalidade do CDC:

Art. 106. O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor, da Secretaria Nacional


de Direito Econômico (MJ), ou órgão federal que venha substituí-lo, é organismo de
coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, cabendo-lhe:

IV - informar, conscientizar e motivar o consumidor através dos diferentes meios de


comunicação;

UERR

67. (UERR - 2017 - CODESAIMA - Advogado) A pretensão de ressarcimento de enriquecimento


sem causa, ação in rem verso, possui como requisitos:

I. Enriquecimento de alguém.

II. Empobrecimento correspondente de outrem.

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III. Relação de causalidade entre ambos.

IV. Presença de causa jurídica.

Considerando os enunciados acima, assinale a alternativa correta.

a) Apenas o enunciado I é correto.


b) Apenas os enunciados II e IV são incorretos.
c) Apenas os enunciados I e III são corretos.
d) Apenas os enunciados I e IV são corretos.
e) Apenas os enunciados I, II, e III são corretos.

Comentários

Veja jurisprudência:

(...) A pretensão de enriquecimento sem causa (ação in rem verso) possui como
requisitos: enriquecimento de alguém; empobrecimento correspondente de outrem;
relação de causalidade entre ambos; ausência de causa jurídica; inexistência de ação
específica. Trata-se, portanto, de ação subsidiária que depende da inexistência de causa
jurídica. A discussão acerca da cobrança indevida de valores constantes de relação
contratual e eventual repetição de indébito não se enquadra na hipótese do art. 206, §
3º, IV, do Código Civil/2002, seja porque a causa jurídica, em princípio, existe (relação
contratual prévia em que se debate a legitimidade da cobrança), seja porque a ação de
repetição de indébito é ação específica.

(EREsp 1.523.744/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, CORTE ESPECIAL, julgado em


20/02/2019, DJe 13/03/2019)

Para que haja a pretensão de enriquecimento sem causa, é necessário que uma das partes se enriqueça
às custas do empobrecimento da outra parte, havendo relação de causalidade entre o enriquecimento
de uma e o empobrecimento de outra parte.

Também é preciso haver a ausência de causa jurídica que fundamente tal enriquecimento, uma vez que,
se houver causa jurídica para o enriquecimento de uma parte e o consequente empobrecimento da
outra, o enriquecimento não será sem causa, de tal forma que a ausência de causa jurídica é outro
fundamento da pretensão de enriquecimento sem causa.

Corretos itens I, III e III ao disporem como requisitos para a pretensão de enriquecimento sem causa
(ação in rem verso) respectivamente: I. Enriquecimento de alguém; II. Empobrecimento
correspondente de outrem; III. Relação de causalidade entre ambos.

Gabarito: E (I, II, e III)

UFG

68. (UFG - SANEAGO - GO - 2018) L. B. possui um carro da marca X que se encontra fora da garantia
e vem apresentando vários problemas. Sendo assim, L.B se desloca a uma oficina mecânica e

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solicita um orçamento para consertar o seu veículo. O dono da oficina entregou orçamento
prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, como também o pagamento e a duração e término do serviço. L. B. pegou o
orçamento e decidiu pensar. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor (Lei n.
8078/1990), o fornecedor, visto não ter pactuado prazo diferente com o consumidor , se
obriga a manter o preço do orçamento por quantos dias, contados do recebimento deste
orçamento pelo consumidor?

a) Cinco dias.
b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.
Comentários
O prazo de validade do orçamento previsto pelo art. 40, §1º do CDC, é de 10 dias:

Art. 40, §1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de
10 dias, contado de seu recebimento pelo consumidor.

Gabarito: B

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LISTA DE QUESTÕES

Práticas comerciais (arts. 29 a 45)

MULTIBANCAS

ACCESS

1. (Instituto ACCESS - Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S.A – Advogado - 2024) Pedro
contratou a empresa Satel para realizar a prestação de serviço de internet via satélite para a
sua residência, com o pagamento realizado por débito em conta. Porém, no mês de janeiro, a
empresa entrou em contato com Pedro informando que os 5 últimos meses não haviam sido
pagos porque o banco não autorizou o débito em conta. Assim, Pedro procedeu ao pagamento
do valor cobrado pela empresa Satel, que posteriormente foi identificado como indevido. Nos
termos do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é correto afirmar que:

A) Pedro não terá direito ao ressarcimento pois realizou o pagamento espontaneamente.

B) Pedro terá direito a ser ressarcido pela empresa com valor correspondente ao dobro do valor
cobrado indevidamente mais juros e correção monetária, salvo hipótese de engano justificável.

C) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas aos 3 últimos meses.

D) Pedro não terá direito ao ressarcimento, pois autorizou o débito em conta.

E) Pedro terá direito a ser ressarcido do valor pago referente apenas ao último mês.

BANPARÁ

2. (BANPARÁ - BANPARÁ - 2017) Assinale a alternativa CORRETA:

a) É indispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a


negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.
b) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência complementar,
não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.
c) Acerca da contratação no comércio eletrônico, nos termos do Decreto nº 7.962/2013, o fornecedor
deve informar, de forma clara e ostensiva, os meios adequados e eficazes para o exercício do direito
de arrependimento pelo consumidor, sendo que o consumidor poderá exercer esse direito pela
mesma ferramenta utilizada para a contratação, sem prejuízo de outros meios disponibilizados,
contudo implica a rescisão dos contratos acessórios, com ônus para o consumidor.
d) O consumidor poderá desistir do contrato, no prazo de cinco dias a contar de sua assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento
comercial, especialmente por telefone ou a domicílio, e os valores eventualmente pagos, a qualquer
título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato.

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CESGRANRIO

3. (CESGRANRIO - 2023 - Banco do Brasil - Agente Comercial) Um empresário entabulou negócio


com instituição financeira no valor de cem mil reais, com pagamento em setenta e duas
prestações mensais e sucessivas. No curso do período de pagamento, sofreu alguns baques
financeiros, o que gerou o atraso no pagamento de algumas prestações. Superadas as
dificuldades, conseguiu quitar os valores pendentes. Após o término da avença, foi
surpreendido com a cobrança de valores relacionados ao mesmo contrato pela instituição
financeira que não tinha dado baixa pela quitação.

Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito
à repetição do indébito, por valor igual ao

a) cobrado em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.


b) dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.
c) triplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.
d) quádruplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.
e) quíntuplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais.

4. (CESGRANRIO - Banco do Brasil – Escriturário – 2021) AN é bancária e recebe, mensalmente,


plano de metas para realizar com a sua clientela ou com novos clientes que venha a
consolidar. Muitos dos seus clientes são idosos que percebem razoável remuneração de
aposentadoria e pensões. Mirando nesse nicho, ela contata os indivíduos e, com sua
competência verbal, consegue realizar inúmeros contratos e bater as metas exigidas. Alguns
dos seus clientes, no entanto, após verificar que o saldo disponível em suas contas não
permite o pagamento de suas despesas básicas, apresentam reclamação à Diretoria do banco.
Segundo as regras do Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, constitui prática
abusiva prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua:

a) familiaridade
b) generosidade
c) liberdade
d) amizade
e) idade

5. (CESGRANRIO - 2021 - Caixa - Técnico Bancário Novo) Um gerente de contas de determinada


instituição financeira atende diversos segmentos de clientes, incluindo pessoas jurídicas.
Sabedor de que vários dos clientes possuem residências em locais cujo acesso é vinculado a
pedágios, resolve enviar, para alguns, um novo produto, corporificado num cartão que
permite o pagamento on-line do pedágio, evitando, dessa forma, as longas filas nos dias de
feriados prolongados. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, enviar ou entregar

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ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço,


caracteriza:

a) quebra de sigilo
b) concorrência desleal
c) prática abusiva
d) vício do serviço
e) defeito no produto

CONSULPAM

6. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Acerca da cobrança de dívidas no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa
CORRETA:

a) O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao
dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, inclusive em
hipótese de engano justificável.
b) Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o
nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, mas poderá ser
submetido a constrangimento, que é justificável uma vez ser inadimplente.
d) O consumidor cobrado em quantia indevida não tem direito à repetição do indébito.

7. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Acerca dos bancos de dados e dos cadastros dos consumidores, de acordo com o Código de
Defesa do Consumidor, julgue os itens a seguir:

I. O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de quinze dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.

II. A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por
escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

III. Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e


congêneres são considerados entidades de caráter privado.

É CORRETO o que se diz em:

a) II e III.
b) Apenas I.

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c) I e III.
d) Apenas II.

8. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Relativamente ao que dispõe o Código de Defesa do Consumidor acerca das práticas abusivas,
assinale a alternativa CORRETA:

a) Elevar os preços dos produtos e serviços, mesmo que sem justa causa, não constitui prática abusiva,
uma vez que o empreendedor e as empresas têm autonomia para arbitrar os preços de seus produtos
e serviços.
b) Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos, constitui prática abusiva.
c) O consumidor responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços
de terceiros não previstos no orçamento prévio.
d) Ao fornecedor de serviço é facultado entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.

9. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor) No


que diz respeito à publicidade no Código de Defesa do Consumidor, julgue os itens abaixo:

I. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.

II. É enganosa dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

III. É abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou


parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Está CORRETO o que se afirma em:

a) Apenas I.
b) I e II.
c) Apenas III.
d) Todas estão corretas.

COPEVE

10. (COPEVE - Prefeitura de Porto Calvo - AL - 2019) O Código de Defesa do Consumidor


estabelece normas voltadas à proteção e defesa do consumidor, entre elas as que vedam

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práticas tidas como abusivas. Considera-se uma prática abusiva, segundo o Código de Defesa
do Consumidor:

I. repassar ao consumidor, no preço do produto ou serviço, o custo de impostos ou taxa cobrados do


comerciante;
II. recusar substituição do produto por outro da mesma espécie, por livre escolha do consumidor;
III. recusar atendimento às demandas dos consumidores, por indisponibilidade de estoque;
IV. Enviar ao consumidor produto sem prévia solicitação.

Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s):

a) IV, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.

CS-UFG

11. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Inhumas - GO - Agente de Fiscalização) O Código de Defesa do


Consumidor prevê que:

a) é direito do consumidor, caso cobrado em quantia indevida, a repetição do indébito, por valor igual
ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de
engano justificável.
b) é dever do consumidor ajuizar uma ação por vício do produto em até 3 anos a partir do conhecimento
do defeito, conforme previsto no artigo 27 do referido código, sob pena de prescrição.
c) é direito do consumidor reclamar sobre vício aparente de um produto durável em até 30 dias,
conforme previsto no capítulo que trata da decadência e prescrição.
d) é direito do consumidor reclamar sobre vício oculto do produto em até 30 dias a partir do momento
da aquisição do bem.

12. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Inhumas - GO - Agente de Fiscalização de Proteção e Defesa do


Consumidor) O direito à repetição do indébito é garantido nos casos em que o consumidor
pagou quantia indevida e consiste:

a) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
b) no valor igual ao dobro do que pagou em excesso.
c) no valor igual ao que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.
d) no valor igual ao que pagou em excesso.

13. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir.

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O consumidor L. chegou ao Procon informando que deixou seu carro para arrumar na oficina e lhe foi
entregue um orçamento no valor de R$ 2.500,00. Quando L. voltou para pegar o carro, a oficina lhe
informou que por, não ter mão de obra especializada na área de lanternagem, teve que pagar um outro
profissional, o qual cobrou o valor de R$ 550,00 para fazer o serviço, portanto o valor atual dos reparos
e de R$ 3.050,00.

De acordo com a norma de proteção e defesa do consumidor, estamos diante de uma prática

a) admitida pelo ordenamento jurídico, e a alteração pode ser realizada mediante livre negociação, não
dependendo de prévia anuência.
b) abusiva, pois o valor orçado obriga os contraentes, tendo validade de 7 dias o orçamento
apresentado, contados do seu recebimento pelo consumidor.
c) admitida, portanto o consumidor L. deve pagar pelo acréscimo, uma vez que este tipo de situação
pode ocorrer pois a oficina mecânica não agiu de má-fé.
d) abusiva, pois o consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da
contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

14. (CS-UFG - 2024 - Prefeitura de Itumbiara - GO - Fiscal do Procon) Leia o caso a seguir.

O estabelecimento comercial X realizou um anúncio comercial de uma TV Smart 32 polegadas no valor


de R$ 750,00. Os consumidores, ao chegarem à loja, receberam a informação de que o preço era R$
975,00, alegando equívoco na publicidade ofertada.

No presente caso, o consumidor deve

a) aceitar o novo preço sem questionar.


b) desistir da compra e não tem direitos nessa situação.
c) pagar o preço originalmente anunciado.
d) esperar até que o estabelecimento corrija o preço.

15. (CS-UFG - 2018 - SANEAGO - GO - Advogado) L. B. possui um carro da marca X que se encontra
fora da garantia e vem apresentando vários problemas. Sendo assim, L.B se desloca a uma
oficina mecânica e solicita um orçamento para consertar o seu veículo. O dono da oficina
entregou orçamento prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e
equipamentos a serem empregados, como também o pagamento e a duração e término do
serviço. L. B. pegou o orçamento e decidiu pensar. Nos termos do Código de Defesa do
Consumidor (Lei n. 8078/1990), o fornecedor, visto não ter pactuado prazo diferente com o
consumidor, se obriga a manter o preço do orçamento por quantos dias, contados do
recebimento deste orçamento pelo consumidor?
a) Cinco dias.
b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.

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FACET CONCURSOS

16. (FACET Concursos - 2020 - Prefeitura de Capim - PB - Assistente Jurídico) Uma loja de
materiais de construção localizada no Município Capim/PB, veiculou na rádio local uma
publicidade na qual informava que nas compras a partir de R$ 200,00 (duzentos reais), a
entrega dos materiais dentro do município seria totalmente grátis, sem que fosse informada
qualquer outra ressalva. Adriles, ao tomar conhecimento do anúncio, dirigiuse à loja e
efetuou uma compra de R$ 500,00 (quinhentos reais). Após o pagamento, Adriles forneceu
seu endereço, para que fosse entregue os materiais comprados, sendo então informado que
teria que pagar o valor de R$ 30,00 (trinta reais) para que a entrega fosse efetuada, por ser o
endereço localizado na zona rural de Capim/PB. Com base no relato acima, podemos afirmar
que a publicidade praticada pela loja:

a) permitida, não configurando qualquer tipo de infração.


b) vedada, sendo considerada enganosa, nos termos do CDC.
c) permitida, pois tem o objetivo de atrair clientes, o que não se contrapõe às práticas aceitáveis de
mercado.
d) vedada, sendo considerada abusiva, nos termos do CDC.
e) permitida, pois a cobrança para a entrega não excedeu o valor máximo de R$ 50,00 (cinquenta reais).

FAFIPA

17. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do Consumidor


- Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no âmbito do
Código de Defesa do Consumidor:

É prática abusiva aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido.

18. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do Consumidor


- Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no âmbito do
Código de Defesa do Consumidor:

É considerado prática abusiva condicionar o fornecimento de produto ao fornecimento de outro


produto, mas não há restrições condicionar o fornecimento de produto a limites quantitativos.

19. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do Consumidor


- Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no âmbito do
Código de Defesa do Consumidor:

É considerado prática abusiva enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer
produto ou fornecer qualquer serviço.

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20. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do Consumidor


- Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Analise a seguinte regra sobre o Código de
Defesa do Consumidor:

No caso de cobrança indevida, o direito do consumidor é restrito ao de receber o mesmo valor que pagou
acrescido de correção monetária.

21. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do Consumidor


- Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no âmbito do
Código de Defesa do Consumidor:

O fornecedor de serviço é obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio, sendo que o valor
orçado terá validade pelo prazo de 30 (trinta) dias.

22. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do Consumidor


- Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Sobre as práticas abusivas no âmbito do
Código de Defesa do Consumidor:

Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento para fornecimento de serviço obriga os contraentes
e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.

FAUEL

23. (FAUEL - 2023 - Prefeitura de Cambé - PR - Fiscal do Procon) A seção IV da Lei n.º 8.078, em
seu Art. 39 discorre sobre o que é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre
outras práticas abusivas. Assinale a alternativa que representa uma dessas práticas abusivas
descrita no inciso I do referido Art. e Lei.
a) Condicionar o fornecimento ou prestação de serviço a condição física aparente do consumidor.
b) Condicionar o fornecimento do produto ou de serviço ao consumidor de forma parcial, aguardando
que o consumidor finalize o pagamento.
c) Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.
d) Condicionar o fornecimento do serviço e ou produto ao consumidor somente após a assinatura do
contrato.
e) Entregar produto similar ao contratado sem a prévia autorização do consumidor afim de auferir lucro
com a substituição.

24. (FAUEL - 2018 - Prefeitura de São José dos Pinhais - PR - Advogado) Acerca da aplicação do
Código de Defesa do Consumidor, analise as assertivas abaixo.

I. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a
fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

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II. Apenas a pessoa física é considerada consumidor, quando destinatário final.

III. A inversão do ônus da prova é automática em favor do consumidor por ser ope legis.

Com base nisso, assinale a alternativa correta.

a) Apenas a afirmativa I está correta.


b) Apenas a afirmativa II está correta.
c) Apenas a afirmativa III está correta.
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

FEPESE

25. (FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fiscal de Relações de Consumo) No


tocante à publicidade nas relações de consumo, é correto afirmar:

a) É permitida publicidade abusiva, uma vez que esta incita a violência, explora o medo ou a superstição.
b) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe ao
consumidor final.
c) A publicidade no Código de Defesa do Consumidor orienta-se pelos princípios da enganosidade,
abusividade e ausência de informações ao consumidor.
d) Não está previsto como princípio a ser adotado nas relações de consumo o Princípio da Identificação
da Publicidade.
e) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

FUNCAB

26. (FUNCAB - 2016 - ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar) Sobre a cobrança de
dívidas, consoante normatização promovida pelo Código de Defesa do Consumidor, é correto
afirmar que:

a) o constrangimento moral usado na cobrança de dívidas importará responsabilização civil para a


pessoa responsável pela prática, mas nunca responsabilização criminal.
b) na cobrança de débitos, o consumidor não poderá ser exposto a constrangimento físico ou moral,
embora se admita a cobrança vexatória, desde que apresentadas fundadas razões que a justifiquem.
c) os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor deverão apresentar o CNPJ ou o
CPF do fornecedor do serviço ou produto correspondente, o que exclui a necessidade de identificação
nominal.
d) a cobrança indevida confere ao consumidor o direito à repetição do indébito, em valor igual ao dobro
daquele pago em excesso, acrescido de juros legais e correção monetária, salvo em caso de engano
justificável.

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e) a responsabilização criminal daquele que emprega ameaças na cobrança de dívidas ocorrerá


somente quando o ato, simultaneamente, expuser o consumidor ao ridículo.

27. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade - Direito) O fornecedor que condiciona o
fornecimento de um serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço ou mesmo sem
justa causa estabelece limites quantitativos para aquisição do serviço, caracteriza com essa
conduta:

a) direito de arrependimento.
b) cláusula abusiva.
c) prática abusiva.
d) fato do serviço.
e) vício do serviço.

FUNCERN

28. (FUNCERN - Prefeitura de Apodi - RN - 2019) Acerca da oferta de produtos e serviços e sua
publicidade, o Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal nº. 8.078/1990) prescreve que:

a) o ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem


as patrocina.
b) o fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição até
seis meses após a fabricação ou a importação do produto.
d) O fornecedor, na publicidade de seus produtos, não tem o dever de manter, em seu poder, para
informação de interessados, os dados fáticos que dão sustentação à mensagem.

29. (FUNCERN - Prefeitura de Apodi - RN - 2019) O Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal
nº. 8.078/1990) trata, entre outras temáticas, das práticas abusivas ao consumidor. Sobre
tais práticas, é correto afirmar que ao fornecedor de produtos ou serviços:

a) é vedado exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva, salvo se apresentar


fundamentação expressa.
b) é permitido aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.
c) é permitido, em todo caso, executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização
expressa do consumidor.
d) é vedado elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

FUNDATEC

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30. (FUNDATEC - 2023 - PROCERGS - ANC - Analista em Computação - Ênfase em Negócios de


Produtos e Serviços de TI) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, em caso de
cobranças indevidas, o consumidor tem direito a receber:

a) O dobro do valor pago a mais, corrigido monetariamente.


b) O triplo do valor pago a mais, corrigido monetariamente.
c) O dobro do valor pago, corrigido monetariamente.
d) O dobro pago a mais, sem correção monetária.
e) Nenhum valor adicional, apenas a devolução do valor cobrado indevidamente.

31. (FUNDATEC - 2022 - CEASA-RS - Agente Técnico - Técnico em Contabilidade) Considerando a


defesa do consumidor, prevista na Lei nº 8.078/1990, analise a sentença abaixo:

A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal, sendo proibida toda publicidade enganosa ou abusiva (1ª parte).

Tem-se por abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira
ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços (2ª parte).

É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas enganosas, condicionar o


fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem
justa causa, a limites quantitativos (3ª parte).

Quais partes estão corretas?

a) Apenas a 1ª parte.
b) Apenas a 3ª parte.
c) Apenas a 1ª e a 2ª partes.
d) Apenas a 2ª e a 3ª partes.
e) Todas as partes.

32. (FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Esteio - RS - Guarda Municipal - Edital nº 03) Uma pessoa
solicitou a intervenção de um Guarda Municipal da cidade de Esteio, pois, ao tentar comprar
um produto numa loja de equipamentos domésticos, foi-lhe condicionado que deveria fazer
um seguro para o caso de defeito das peças no momento da utilização. Essa situação, de
acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é considerada como:

a) Abuso de autoridade.
b) Crime domiciliar.
c) Prática abusiva.
d) Falsidade ideológica.

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e) Direito comercial do fornecedor.

33. (FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Direito) Acerca da oferta e da


publicidade no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e suas alterações,
assinale a alternativa INCORRETA.

a) Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que
a fizer veicular, ou dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.
b) É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao
consumidor que a origina.
c) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
d) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
e) A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto
ou serviço.

34. (FUNDATEC - 2019 - Prefeitura de Chuí - RS - Advogado) Determinado comerciante divulga


anúncio publicitário contendo indicação de produto que não comercializa em seu
estabelecimento. Nesse caso, a referida publicidade é:

a) Lícita, pois a publicidade tem caráter meramente indicativo.


b) Lícita, pois não há vedação desta espécie de publicidade.
c) Ilícita, sendo considerada como enganosa.
d) Ilícita, sendo considerada como enganosa e abusiva.
e) Ilícita, sendo considerada abusiva.

35. (FUNDATEC - DPE-SC - 2018) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é considerada
enganosa a publicidade:

a) que incite à violência.


b) que desrespeita valores ambientais.
c) discriminatória de qualquer natureza.
d) que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência de crianças.
e) falsa.

FUNDEP

36. (FUNDEP - 2024 - Prefeitura de Curvelo - MG - Fiscal de Consumo) No que diz respeito às
normas relativas à publicidade previstas na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que

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dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, analise as afirmativas a


seguir.

I. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação
dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

II. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou


parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço
e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

III. É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

37. (FUNDEP - 2024 - Prefeitura de Curvelo - MG - Fiscal de Consumo) Os cadastros de dados de


consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a
_______ anos.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna anterior.

a) dois
b) cinco
c) oito
d) dez

38. (FUNDEP - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Defesa do Consumidor) Sobre as


práticas abusivas previstas no Código de Defesa do Consumidor, assinale com V as
afirmativas verdadeiras e com F as falsas.

( ) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços enviar ou entregar ao consumidor qualquer produto


ou fornecer qualquer serviço, se estiver inadimplente perante o poder público municipal.

( ) É autorizado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar, desde que com justa causa, o preço de
produtos ou serviços.

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( ) É autorizado ao fornecedor de produtos ou serviços condicionar o fornecimento de produto ou de


serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço se tiver disponibilidade em estoque.

( ) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do


consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus
produtos ou serviços.

Assinale a sequê ncia correta.

a) V F V F
b) F V F V
c) V F F V
d) F V V F

39. (FUNDEP - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Defesa do Consumidor) Um homem


recebeu um catálogo em sua residência com diversas ofertas de vinhos argentinos. No
informativo, constava a existência de um preço promocional para a aquisição de cinco
garrafas, que sairiam todas pela metade do preço. Feliz com a oportunidade, ele se deslocou
até o local de venda das mercadorias, tendo sido informado, no momento da compra, que a
informação do catálogo estaria equivocada.

Diante desses fatos e de que foi divulgada uma publicidade de um produto com determinadas condições
de venda, pode-se afirmar:

a) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se o fornecedor concordar.
b) O contrato de compra e venda de vinhos a ser celebrado somente manterá as mesmas condiçõ es
promocionais do catálogo se esse homem apresentar duas testemunhas comprovando que ele
acreditou na oferta.
c) As condiçõ es promocionais integrarã o o contrato que vier a ser celebrado, obrigando o fornecedor
que veiculou a propaganda.
d) O contrato a ser celebrado nã o tem que manter as mesmas condiçõ es, podendo o vendedor abrir uma
margem de negociação promocional em caso de pagamento à vista ou mediante boleto bancário.

FUMARC

40. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) O fornecedor que deixar
de informar sobre dado essencial do produto ou serviço ao veicular publicidade:

a) pratica conduta lícita.


b) incorre em publicidade enganosa por omissão.
c) não pode ser proibido de veiculá-la por força da liberdade de expressão.
d) não se sujeita ao Código de Defesa do Consumidor.

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FURB

41. (FURB - 2023 - Prefeitura de Timbó - SC - Fiscal do Procon) Analise a sentença a seguir:

De acordo com o decreto n.° 2.181, de 20 de março de 1997, sobre as regras "Das Notificações ", a
autoridade competente expedirá notificação ao infrator e fixará prazo de _____________, contado da data
de seu recebimento pelo infrator, para apresentação de defesa, nos termos do disposto legal.

Após análise, marque a alternativa que preenche a lacuna corretamente:

a) dez dias
b) oito dias
c) quinze dias
d) vinte dias
e) trinta dias

IADES

42. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Consoante o Código de Defesa do Consumidor, acerca da
proteção contratual em relação às instituições financeiras, da reparação de danos e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa
correta.

a) A taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC é utilizada como parâmetro de
limitação de juros remuneratórios dos contratos bancários.
b) É ilícito o desconto em conta-corrente bancária comum, ainda que usada para recebimento de salário,
das prestações de contrato de empréstimo bancário livremente pactuado, sem que o correntista,
posteriormente, tenha revogado a ordem.
c) É vedado ao banco mutuante reter, em qualquer extensão, os salários, vencimentos e (ou) proventos
de correntista para adimplir o mútuo (comum) contraído, ainda que haja cláusula contratual
autorizativa, excluído o empréstimo garantido por margem salarial consignável, com desconto em
folha de pagamento, que possui regramento legal específico e admite a retenção de percentual.
d) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
e) Nos contratos bancários, pode o (a) julgador(a) conhecer, de ofício, a abusividade das condições
gerais contratuais.

43. (IADES - 2019 - BRB - Advogado) Conforme o Código de Defesa do Consumidor, a respeito da
qualidade dos produtos e dos serviços, da reparação nas relações de consumo, da proteção
contratual em relação às instituições financeiras e do entendimento dos tribunais superiores
nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.

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a) Os comprovantes em papel termossensível emitidos em caixas eletrônicos pelas instituições


financeiras, caso tenham baixa durabilidade, caracterizam-se como serviço deficiente, a autorizar o
fornecimento gratuito da segunda via ao consumidor.
b) É obrigatória a restituição simples da cobrança indevida de tarifa de água, esgoto, energia ou
telefonia, salvo na hipótese de erro justificável que não advenha da existência de dolo, culpa ou má-
fé.
c) O prazo prescricional para que o consumidor peça a reparação de danos morais por inscrição
indevida em cadastro de inadimplentes é de cinco anos.
d) Um consumidor que adquire um ingresso para assistir a um filme em uma sala de cinema não pode
consumir, no interior da sala de exibição, produtos iguais ou similares aos vendidos nas lanchonetes
do cinema.
e) Não é abusiva a condição geral contratual que prevê o ressarcimento pelo consumidor da comissão
do correspondente bancário em contratos bancários.

IBFC

44. (IBFC - 2019 - FSA-SP - Advogado I) Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma
hipótese de prática abusiva vedada ao fornecedor de produtos ou serviços.

a) Permitir o atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades


de estoque
b) Enviar ao consumidor o produto quando for solicitado
c) Permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de
consumidores que, o fixado pela autoridade administrativa, como máximo
d) Elevar o preço dos produtos e serviços, mesmo que haja justa causa

IDECAN

45. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) Publicidade, a
propaganda de um produto ou serviço, deve ser de fácil entendimento. O Código de Defesa do
Consumidor proíbe publicidade enganosa ou abusiva. É correto afirmar que publicidade:

a) abusiva é aquela em o preço do produto não corresponde ao seu resultado.


b) enganosa contém informações importantes sobre o produto, alertando quanto aos riscos ambientais.
c) abusiva é aquela que pode gerar discriminação, provocar violência e aproveitar‐se da falta de
experiência da criança.
d) enganosa é a que contém informações falsas e também a que esconde ou deixa faltar informação
importante sobre um produto ou serviço, induzindo a um comportamento prejudicial à saúde e à
segurança.

46. (IDECAN - 2015 - Prefeitura de Rio Novo do Sul - ES - Fiscal Sanitário) O art. 39, do Código de
Defesa do Consumidor, preconiza as seguintes ações que o fornecedor não pode fazer porque
são proibidas por lei, EXCETO:

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a) Esconder um produto e dizer que o produto está em falta.


b) Difamar o consumidor só porque ele praticou um ato no exercício de um direito seu.
c) Prevalecer‐se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde,
conhecimento ou posição social, para impingir‐lhe seus produtos ou serviços.
d) Condicionar a venda de um produto à compra de outro produto. Tal processo denomina‐se “venda
casada”, sendo utilizado para promover um novo produto no mercado.

IDIB

47. (IDIB - 2023 - COREN-PI - Técnico Administrativo) A Lei nº 8.078, de 1990, conhecida como
Código de Defesa do Consumidor, dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras
providências. Para exercer os nossos direitos e deveres e saber como reclamar quando nos
sentirmos prejudicados, é importante conhecer a legislação. Sobre esta temática, analise os
itens abaixo:

I. Produtos e serviços devem ser oferecidos com informações corretas e claras, em língua portuguesa,
sobre as suas características, quantidade, qualidade, composição (ingredientes), preço, garantia, prazo
de validade, fabricante, origem e sobre eventuais riscos decorrentes de sua utilização. A apresentação
dos produtos e serviços deve garantir todas as informações necessárias ao consumidor.

II. Publicidade enganosa é aquela capaz de incentivar a discriminação, estimular a violência, explorar o
medo e a superstição, aproveitar-se da falta de experiência da criança, desrespeitar valores ambientais
ou induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

III. A oferta é toda a informação divulgada pelo fornecedor com a finalidade de apresentar o seu produto
ou serviço ao consumidor, por exemplo, publicidades veiculadas por TV, rádio, Internet, folhetos ou a
simples exposição de um produto numa vitrine, entre outros.

IV. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços, o
exime de responsabilidade.

Após análise, admite-se como correta(s)

a) apenas a afirmativa II.


b) apenas as afirmativas I e III.
c) apenas as afirmativas II, III e IV.
d) as afirmativas I, II, III e IV.

INAZ DO PARÁ

48. (INAZ do Pará - CRF-SC - 2018) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei n° 8.078/1990,
pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:

a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.

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b) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou


representantes autônomos.
c) É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
e) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar sem justa causa o preço de produtos ou
serviços.

49. (INAZ do Pará - 2018 - CRF-SC - Advogado) À luz do Código de Defesa do Consumidor, Lei n°
8.078/1990, pode-se afirmar que está incorreta a alternativa:

a) A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique
como tal.
b) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
e) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços elevar sem justa causa o preço de produtos ou
serviços.

INDEPAC

50. (INDEPAC - 2018 - Câmara de Guarujá - SP - Procurador Legislativo) Assinale a alternativa


que contempla prática que NÃO é vedada ao fornecedor de produtos ou serviços, de acordo
com o disposto no Código de Defesa do Consumidor.

a) Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer
serviço.
b) Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo
inicial a seu exclusivo critério.
c) Impedir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de
consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.
d) Executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor,
ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.
e) Recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de
estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

INSTITUTO AOCP

51. (INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Betim - MG - Analista Jurídico) Assinale a alternativa
correta segundo o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).

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a) O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, desde que


comprovada a existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos
decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou
acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre
sua utilização e riscos.
b) No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o fornecedor
imediato, ainda que identificado claramente seu produtor.
c) O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 90 (noventa) dias,
tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.
d) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de 05 (cinco) dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.
e) Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de 30 (trinta) dias, contado
de seu recebimento pelo consumidor.

INSTITUTO ÂNIMA SOCIESC

52. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Sobre os bancos de dados
e cadastros de consumidores, previstos no artigo 43 e parágrafos do Código de Defesa do
Consumidor, analise as afirmativas:

I. Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de


fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a três
anos.
II. O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua
imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de quinze dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.
III. Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres são considerados entidades de caráter público.
IV. Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos
respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou
dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

Está correto o que se afirma em:

a) Apenas II; III e IV.


b) Apenas I e IV.
c) Apenas III e IV.
d) Apenas II e III.
e) Apenas I; III e IV.

53. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul - SC - 2020) Estabelece o artigo 30 do
Código de Defesa do Consumidor que “Toda informação ou publicidade, __________, veiculada
por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o

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contrato que vier a ser celebrado.” Assinale a alternativa que completa corretamente o
espaço acima:

a) Objetiva e clara.
b) Necessária e objetiva.
c) Objetiva o suficiente.
d) Suficientemente clara e objetiva.
e) Suficientemente precisa.

INSTITUTO VERBENA

54. (Instituto Verbena UFG - Ministério Público do Estado do Acre - Analista Ministerial -
Comunicação Social – 2023) Em relação à publicidade, o Código de Defesa do Consumidor
proíbe a publicidade

A) enganosa, mas tolera a abusiva, ou seja, veiculada insistentemente em diversos canais e veículos.

B) abusiva, mas aceita a enganosa, pois o consumidor detém o livre arbítrio ao escolher produtos.

C) discriminatória, mas tolera a violenta, já que esse é um apelo válido na propagação de ideias ou
produtos.

D) enganosa e proíbe a abusiva, sendo que o ônus da prova da veracidade das informações cabe a quem
as patrocina.

NC-UFPR

55. (NC-UFPR - 2018 - Câmara de Quitandinha - PR - Advogado) Em relação ao Direito do


Consumidor, é correto afirmar:

a) A constatação de defeito em veículo zero-quilômetro revela hipótese de vício do produto e impõe a


responsabilização subsidiária da concessionária e do fabricante.
b) É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a
negativação de seu nome em banco de dados e cadastros.
c) A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção
ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, não enseja o direito à
compensação por danos morais.
d) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, cabe indenização por dano moral, mesmo
quando preexistente legítima inscrição.
e) A empresa não responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em
seu estacionamento.

56. (NC-UFPR - 2015 - COPEL - Advogado Júnior) Acerca das práticas comerciais, conforme
disciplinadas no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.

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a) qualificada como enganosa a publicidade que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança ou desrespeite valores ambientais.
b) O fornecedor do produto ou serviço não é responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
c) Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, sendo tolerado
apenas o constrangimento comumente aceito nas relações comerciais.
d) Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade,
o consumidor somente poderá aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente.
e) vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, recusar atendimento
às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de
conformidade com os usos e costumes.

QUADRIX

57. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de dados
e dos cadastros de consumidores, julgue o item.

Quanto à forma de coleta de dados, o banco de dados e o cadastro de consumidores se distinguem pelo
fato de aquele possuir caráter aleatório voltado à máxima quantidade de dados e de este possuir um
interesse particularizado.

58. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de dados
e dos cadastros de consumidores, julgue o item.

No que se refere à organização dos dados armazenados, o banco de dados e o cadastro de consumidores
se distinguem pelo fato de, naquele, a organização das informações partir de uma relação jurídica
estabelecida entre o arquivista e o consumidor e de, neste, a organização visar a uma utilização futura
ainda não concretizada.

59. (Quadrix - 2023 - PROCON-DF - Fiscal De Defesa Do Consumidor) Acerca dos bancos de dados
e dos cadastros de consumidores, julgue o item.

Em relação à existência do requerimento do cadastramento, o banco de dados e o cadastro de


consumidores distinguem-se pelo fato de aquele prescindir do consentimento do consumidor e de este
demandar consentimento.

60. (Quadrix - 2021 - CORE-PR - Assessor Jurídico) Conforme a jurisprudência dos tribunais
superiores acerca do Código de Defesa do Consumidor, julgue o item.

A simples cobrança indevida do consumidor pelo fornecedor, sem que haja inscrição em cadastro
restritivo de crédito, já produz dano moral presumido e indenizável.

61. (Quadrix - 2019 - CRF-BA - Farmacêutico Fiscal) Quanto ao Código de Defesa do Consumidor,
à Lei n.º 8.078/1990, à Lei n.º 9.294/1996 e ao Código Civil, julgue o item.

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É considerada como abusiva a publicidade falsa ou capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da
natureza, das características, das propriedades e de outros dados sobre os produtos.

62. (Quadrix - 2019 - CRF - SE - Farmacêutico Fiscal Júnior) Quanto ao Código de Defesa do
Consumidor, à Lei n.º 8.078/1990, à Lei n.º 9.294/1996 e ao Código Civil, julgue o item.

São consideradas como enganosas a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que explore o
medo ou a superstição e a que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial
ou perigosa à sua saúde.

63. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Segundo o CDC, é enganosa a publicidade:

a) capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial à sua saúde.


b) que incite à violência. ==13425b==

c) que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.


d) que desrespeite valores ambientais.
e) capaz de induzir ao erro o consumidor a respeito das características, da qualidade e da quantidade
de um produto.

64. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Conforme o CDC, toda informação ou publicidade


suficientemente precisa vincula o fornecedor. Assim, na hipótese de recusa no cumprimento
da oferta ou publicidade, o consumidor poderá:

a) aceitar outro produto ou prestação de serviço, ainda que não equivalente.


b) rescindir o contrato, com direito à restituição da quantia paga, monetariamente atualizada, mas sem
direito a perdas e danos.
c) rescindir o contrato, sem direito à restituição da quantia paga.
d) exigir o cumprimento forçado da obrigação, com direito a produto ou serviço com qualidade superior
aos termos da oferta ou publicidade.
e) exigir o cumprimento forçado da obrigação nos termos da oferta ou publicidade.

65. (Quadrix - Procon - GO - 2017) Conforme o CDC, é permitido ao fornecedor de produtos ou


serviços, sem que sua conduta seja considerada como prática abusiva:

a) enviar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto.


b) recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de
estoque e, ainda, em conformidade com os usos e costumes.
c) condicionar o fornecimento de um produto ao fornecimento de outro produto ou serviço.
d) proibir o ingresso, em estabelecimentos comerciais, de um número maior de consumidores que o
fixado pela autoridade administrativa como máximo.
e) executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e a autorização expressa do consumidor,
ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.

66. (Quadrix - 2016 - CRO - PR - Fiscal) Assinale a alternativa que contraria o disposto no Código
de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).

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a) Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, o poder público conta, entre outros
instrumentos, com a manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor
carente.
b) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres não são considerados entidades de caráter público.
c) É um direito básico do consumidor: a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos e difusos.
d) A adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral é um direito básico do consumidor.
e) Cabe ao Departamento Nacional de Defesa do Consumidor informar, conscientizar e motivar o
consumidor através dos diferentes meios de comunicação.

UERR

67. (UERR - 2017 - CODESAIMA - Advogado) A pretensão de ressarcimento de enriquecimento


sem causa, ação in rem verso, possui como requisitos:

I. Enriquecimento de alguém.

II. Empobrecimento correspondente de outrem.

III. Relação de causalidade entre ambos.

IV. Presença de causa jurídica.

Considerando os enunciados acima, assinale a alternativa correta.

a) Apenas o enunciado I é correto.


b) Apenas os enunciados II e IV são incorretos.
c) Apenas os enunciados I e III são corretos.
d) Apenas os enunciados I e IV são corretos.
e) Apenas os enunciados I, II, e III são corretos.

UFG

68. (UFG - SANEAGO - GO - 2018) L. B. possui um carro da marca X que se encontra fora da garantia
e vem apresentando vários problemas. Sendo assim, L.B se desloca a uma oficina mecânica e
solicita um orçamento para consertar o seu veículo. O dono da oficina entregou orçamento
prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, como também o pagamento e a duração e término do serviço. L. B. pegou o
orçamento e decidiu pensar. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor (Lei n.
8078/1990), o fornecedor, visto não ter pactuado prazo diferente com o consumidor , se
obriga a manter o preço do orçamento por quantos dias, contados do recebimento deste
orçamento pelo consumidor?

a) Cinco dias.

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b) Dez dias.
c) Quinze dias.
d) Trinta dias.

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GABARITO
1. B 47. B
2. B 48. B
3. B 49. B
4. E 50. C
5. C 51. D
6. B 52. C
7. D 53. E
8. B 54. D
9. A 55. B
10. A 56. E
11. A 57. CORRETO
12. A 58. INCORRETO
13. D 59. CORRETO
14. C 60. INCORRETO
15. B 61. INCORRETO
16. B 62. INCORRETO
17. CORRETO 63. E
18. INCORRETO 64. E
19. CORRETO 65. D
20. INCORRETO 66. B
21. INCORRETO 67. A
22. CORRETO 68. B
23. C
24. A
25. E
26. D
27. C
28. A
29. D
30. A
31. A
32. C
33. C
34. C
35. E
36. D
37. B
38. B
39. C
40. B
41. D
42. D
43. A
44. C
45. C
46. D

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Capítulo V – Práticas comerciais

Seção I – Disposições gerais

Há três definições anteriores de consumidor. A primeira delas, trazida pelo art. 2° do CDC,
fixa que consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.

A segunda, contida já no parágrafo único do art. 2º, equipara a consumidor a coletividade


de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

Lembro ainda que se admite a aplicação das normas do CDC, por se enquadrar determinada pessoa no
conceito de consumidor, mesmo quando ela não seja a destinatária final do produto ou serviço, apesar
de ser consumidora intermediária. É a aplicação da teoria finalista mitigada, adotada pela doutrina
em geral e pela jurisprudência do STJ.

A terceira definição vem quando o CDC trata da responsabilidade civil por fato ou defeito do produto ou
serviço. É a figura contida no art. 17, que cria a figura do consumidor por equiparação – ou bystander
– esse conceito de consumidor, porém, só se aplica à parte do CDC que trata da
responsabilidade por fato do produto ou serviço.

O art. 29 traz uma quarta definição de consumidor. Tal como o art. 17, ela é restrita, e não
ampla como as duas primeiras hipóteses do art. 2º, caput e parágrafo único. Para os fins
do capítulo das práticas comerciais e da proteção contratual, equiparam-se aos
consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele
previstas.

Seção II – Oferta

Prevê o art. 30 que toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por
qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados constitui oferta. A oferta obriga o fornecedor que a fizer veicular ou
dela se utilizar, e integra o contrato que vier a ser celebrado.

O art. 30 do CDC traz, de maneira mais explícita, a previsão do art. 429 do Código Civil
(“A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao
contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos”).

Contudo, uma vez veiculada proposta suficientemente precisa, ela se torna obrigatória. O
CDC não faz, como o Código Civil – arts. 428 e 429, parágrafo único – menção a exceções,
situações nas quais a oferta deixa de ser obrigatória ou pode ser revogada. Isso se explica pelo
reconhecimento de que o consumidor é vulnerável.

Mesmo que no contrato escrito, celebrado depois, não houver a informação que fora prestada
previamente pelo fornecedor, ela integra o contrato.

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Além disso, o art. 31 exige que a oferta e apresentação de produtos ou serviços


assegurem informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua
portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço,
garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos
que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Em resumo, sem omissões,
letras miúdas ou qualquer tipo de malandragem na hora de oferecer o produto
ou serviço.

Se a oferta estiver contida em produtos refrigerados, devem ser gravadas de forma indelével, ou
seja, que não pode ser apagada, conforme exige o parágrafo único do art. 31.

As informações dos produtos e serviços podem ser classificadas em:

Informação-conteúdo
• Características intrínsecas do produto e serviço

Informação-utilização
• Como se usa o produto ou serviço

Informação-preço
• Custo, formas e condições de pagamento

Informação-advertência
• Riscos do produto ou serviço

Estabelece o STJ (REsp 586.316/MG) que, embora toda advertência seja informação, nem toda
informação é advertência; quem informa nem sempre adverte. Por isso, mesmo nos casos citados
anteriores (seção de importados do mercado), a informação advertência tem de vir expressa em língua
portuguesa.

É por isso, que a Lei 10.674/2003 obriga que os produtos alimentícios comercializados informem
sobre a presença de glúten, como medida preventiva e de controle da doença celíaca.

A Súmula 595 do STJ reconhece que informações importantes devem estar adequadamente informadas,
e não apenas genericamente, como no caso de reconhecimento de Curso Superior

O art. 32 regula a seguinte situação: os fabricantes e importadores devem assegurar a oferta de


componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

O parágrafo único prevê que cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoável de tempo, na forma da lei.

Ocorre que a tal da lei nunca foi feita. O PL 338/2015 da Câmara dos Deputados até tentou,
mas a regulação ainda não vingou. Por isso, o entendimento é de que se deve utilizar o tempo
de vida útil médio do produto.

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Uma vez feita a oferta, o fornecedor do produto ou serviço é solidariamente


responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos,
determina o art. 34.

Por isso, se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à


oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor pode, alternativamente e
à sua livre escolha (art. 35):

Exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade

Aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente

Rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente


atualizada, e a perdas e danos

Repare em duas expressões do dispositivo: alternativamente e sua escolha.

Em primeiro lugar, as três opções são alternativas ao consumidor, que pode escolher
livremente quaisquer delas.

Em segundo lugar, a escolha compete ao consumidor.

Por fim, o CDC ainda regula a oferta à distância. Prevê o art. 33 que em caso de oferta ou venda por
telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem,
publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

Por sua vez, o parágrafo único estabelece que é proibida a publicidade de bens e serviços por
telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.

Seção III – Publicidade

O art. 36 estabelece que a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.

Por isso, proíbe-se toda e qualquer publicidade enganosa ou abusiva, fixa o art. 37. E
o que é ser enganoso? E abusivo? Os §§1º, 2º e 3º estabelecem o que isso significa:

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Publicidade enganosa
• Qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados
sobre produtos e serviços
• Quando será a publicidade enganosa por omissão? Quando deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço

Publicidade abusiva
• Dentre outras, a discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de
induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança

O art. 38 não deixa margem de dúvida ao prever que o ônus da prova da veracidade
e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina.

A publicidade pode ser enganosa por ação e por omissão; publicidade enganosa
comissiva ou ativa e publicidade enganosa omissiva. Em qualquer caso, o consumidor
não precisa comprovar culpa ou dolo do fornecedor.

Para o STJ, a ausência de informação relativa ao preço, por si só, não caracteriza
publicidade enganosa. Para a caracterização da ilegalidade omissiva, a ocultação deve
ser de qualidade essencial do produto, do serviço ou de suas reais condições de
contratação, considerando, na análise do caso concreto, o público alvo do anúncio
publicitário (REsp 1.705.278/MA).

E quem responde pela publicidade enganosa? Segundo o STJ, as empresas de comunicação não
respondem por publicidade e propostas abusivas ou enganosas, porque essa responsabilidade toca aos
fornecedores-anunciantes, que a patrocinaram (REsp. 604.172/SP).

Também já entendeu o STJ que é possível o redirecionamento da condenação de veicular


contrapropaganda imposta a matriz à sua filial.

Seção IV – Práticas abusivas

Há presunção absoluta de ilicitude na adoção das práticas elencadas no art. 39 do CDC.

Pode-se dividir as práticas abusivas de acordo com a fase da contratação:

➢ Fase pré-contratual: práticas abusivas levadas a efeito antes da contratação efetiva. Por
exemplo, os incs. I, II e III do art. 39 (condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao
fornecimento de outro produto ou serviço; recusar atendimento às demandas dos consumidores;
enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto).

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➢ Fase contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois da contratação, mas antes de sua
finalização. Por exemplo, o inc. XII do art. 39 (não fixação do prazo para cumprimento da
obrigação).
➢ Fase pós-contratual: práticas abusivas levadas a efeito depois de finalizada a relação de
consumo. Por exemplo, o inc. VII do art. 39 (repassar informação depreciativa, referente a ato
praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos).

O art. 39 proíbe ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras


práticas abusivas:

➢ Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento


de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites
quantitativos

Aqui entra a vedação à venda casada, muito comum em alguns setores.

Por causa do inc. I do art. 39 do CDC é que o STJ editou a Súmula 356: “É legítima a cobrança da tarifa
básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa”. Isso porque se entende que é possível cobrar por pacotes
mínimos de serviços de telecomunicações, para haver adequada retribuição pela infraestrutura.

➢ II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes

Por outro lado, a norma também impede que o consumidor exija do fornecedor quantidades
incompatíveis com os usos e costumes. Inclusive, o STJ entende que a limitação de estoque do
fornecedor, justificada, não gera dano moral indenizável (REsp 595.734/RS).

➢ III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou


fornecer qualquer serviço

O STJ, na Súmula 532, entende que constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem
prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa.

O parágrafo único do art. 39, inclusive, prevê que os serviços prestados e os produtos remetidos ou
entregues ao consumidor, sem solicitação prévia, equiparam-se às amostras grátis,
inexistindo obrigação de pagamento.

Por outro lado, o STJ (REsp 844.736/DF) entende que “não obstante o inegável incômodo,
o envio de mensagens eletrônicas em massa – spam – por si só” não justifica indenização
por dano moral.

➢ IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade,


saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços

Aqui se vê uma classificação feita pela doutrina a respeito das práticas abusivas. Elas podem ser
classificadas em (I) práticas abusivas produtivas e (II) em práticas abusivas comerciais.

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As práticas abusivas produtivas ocorrem, como o nome diz, na produção, quando o produto está fora
das normas expedidas pelos órgãos oficiais; por sua vez, as práticas abusivas comerciais estão em
momento posterior. Estas são as mais comuns. De toda forma, o fornecedor não pode
se valer da hipervulnerabilidade (vulnerabilidade agravada) de certos grupos de
consumidores, como no caso das crianças ou idosos.

Igualmente, por esse mesmo motivo o STJ editou a Súmula 302: “É abusiva a cláusula
contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado”.

➢ V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva

O art. 51,§1º, incisos, do CDC, estabelece que se presume exagerada, entre outros casos, a vantagem que
ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; restringe direitos ou obrigações
fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio
contratual; se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e
conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.

➢ VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do


consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes

Excetuados casos extremos, o orçamento é obrigatório. Nesse sentido, o art. 40


prevê que o fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor
orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e
equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como
as datas de início e término dos serviços. Ou seja, o orçamento deve ser
detalhado, específico ao máximo, sempre.

Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga as partes e somente pode ser alterado por nova
negociação. Além disso, o valor orçado tem validade de 10 dias, contado o prazo de seu
recebimento pelo consumidor, salvo estipulação em contrário.

Agora, e se houver mudança no orçamento, o consumidor responde? Se não está previsto, não
responde.

Evidentemente que os serviços prestados podem diferir do orçamento na execução, em certas


circunstâncias, mas isso é excepcional. Igualmente, há casos em que a ausência de orçamento prévio é
um benefício ao consumidor.

O próprio STJ (REsp 332.869) tem julgado a respeito, estabelecendo de maneira inequívoca
que não pode o fornecedor realizar cobrança de valores se esses valores não estavam
discriminados em orçamento prévio e aprovado pelo consumidor.

➢ VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor


no exercício de seus direitos

Os fornecedores não podem criar um banco de dados de consumidores reclamões, de modo a que o
consumidor seja reconhecido previamente a uma contratação. Exigir o cumprimento de um contrato ou
reclamar de um problema é exercer direitos constitucionalmente previstos e não se pode permitir
que sejam criados meios para obstar esse exercício.

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Isso não se confunde com a possibilidade de criação de bancos de dados de consumidores


inadimplentes, como o SERASA. Esse tipo de banco de dados não se vincula ao exercício de direitos do
consumidor, mas sim à falta de cumprimento de suas obrigações.

➢ VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as


normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada
pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (CONMETRO)

A Lei 5.966/1973 institui o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade


Industrial – SINMETRO, que é uma das três partes que compõem a estrutura
metrológica do Brasil, junto com o CONMETRO – Conselho Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial – e o INMETRO – Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia. O sistema objetiva “assegurar confiança, precisão
e qualidade em toda a cadeia produtiva nacional, além de trazer mais qualidade e
segurança para o consumidor e alavancar a competitividade das empresas nacionais”.

➢ IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha


a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação
regulados em leis especiais

O fornecedor não pode recusar vender ao consumidor um produto se ele se dispõe a pagar de pronto.
Ele, evidentemente, não é obrigado a aceitar qualquer forma de pagamento, mas deve deixar ostensivo
o tipo de pagamento aceito.

Uma vez aceito o pagamento, o fornecedor deve honrar sua aceitação, seja ela qual for.

A exceção prevista é a exigência legal de intermediação.

➢ X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços

O preço de produtos e serviços é regulado pela Lei 10.962/2004. O art. 2º, inc. I, é que
determina a exigência de preços em vitrines.

No comércio eletrônico, deve haver divulgação ostensiva do preço à vista, junto à imagem do
produto ou descrição do serviço, em caracteres facilmente legíveis com tamanho de fonte não inferior a
doze.

Se o produto for fracionado em pequenas quantidades, o comerciante deve informar,


além do preço do produto à vista, o preço correspondente a uma das seguintes unidades
fundamentais de medida: capacidade, massa, volume, comprimento ou área, de acordo
com a forma habitual de comercialização de cada tipo de produto. A regra não se aplica
à comercialização de medicamentos.

De acordo com o art. 5º da Lei 10.962/2004, no caso de divergência de preços, o


consumidor vai pagar o menor dentre eles.

O art. 1º da Lei 13.455/2017 permite a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao


público em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado. Assim, pode o fornecedor

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cobrar, por exemplo, R$199 pelo produto, pagando-se no cartão de crédito, e R$179 com pagamento à
vista, em dinheiro.

Para que se possa fazer essa diferenciação, o art. 5º-A da Lei 10.962/2004 exige que o fornecedor
informe, em local e formato visíveis ao consumidor, eventuais descontos oferecidos em função do prazo
ou do instrumento de pagamento utilizado.

Ainda assim, o art. 39, inc. X, do CDC ainda se aplica a vários casos.

➢ XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério

Fornecedores têm o péssimo hábito de exigirem o cumprimento das obrigações do consumidor em


prazos bastante rígidos, mas deixar o cumprimento de suas próprias obrigações a seu exclusivo arbítrio.
Essa é uma prática proibida.

Há uma exceção prevista no art. 43-A da Lei 4.591/1964. Segundo a norma, a entrega
do imóvel em até 180 dias corridos da data estipulada contratualmente como data
prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pactuado, de
forma clara e destacada, não viola os direitos do consumidor. Além disso, o atraso
não dá causa à resolução do contrato por parte do adquirente nem enseja o
pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.

➢ XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido

O art. 41 do CDC, trata do tema. Prevê a norma que no caso de fornecimento de produtos
ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços, os
fornecedores devem respeitar os limites oficiais. Se não respeitarem, respondem pela
restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada, podendo o
consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis.

➢ XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número


maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo

Esse dispositivo pretende evitar a aglomeração perigosa de pessoas, com riscos graves à segurança dos
consumidores, especialmente em locais como baladas, notoriamente conhecidas pelo excesso de
pessoas confinadas em espaços diminutos.

Além de prática abusiva, essa conduta também tipifica o crime previsto no art. 65 do CDC, de executar
serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente.

Por fim, pra arrematar, é possível extrair dessas regras um grupo de princípios a respeito da
publicidade:

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Princípio da identificação
• O consumidoe deve, de maneira fácil e imediata identificar a publicidade, como
determina o art. 36: "A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal".
Princípio da vinculação
• A oferta obriga o fornecedor a cumpri-la, segundo o art. 30: "Toda informação ou
publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados,
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que
vier a ser celebrado".
Princípio da proibição da publicidade ilícita
• Esse princípio abrange os deveres de veracidade e de não abusividade, como se
extrai do art. 37: "É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva".
Princípio da inversão do ônus da prova
• Não é o consumidor quem tem de provar que a publicidade é imprópria, a teor do
art. 38: "O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação
publicitária cabe a quem as patrocina".
Princípio da transparência
• Novamente, é obrigação de quem veicula a publicidade ter as informações a
respeito dela, como prevê o art. 36, parágrafo único: "O fornecedor, na publicidade
de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos
legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação
à mensagem".
Princípio da contrapropaganda
• O infrator tem o dever de veicular contrapropaganda, segundo o art. 60: "A
imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na
prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus
parágrafos, sempre às expensas do infrator".

Seção V – Cobrança de dívidas

Prevê o art. 42 que na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não


será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de
constrangimento ou ameaça. Por isso, proibida qualquer prática abusiva ou que
gere vergonha ou desprezo.

Isso não inclui, por exemplo, a inscrição do devedor em instituições de proteção ao


crédito.

Constitui crime contra as relações de consumo, segundo o art. 71 do CDC, a utilização


na cobrança de dívidas de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações
falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o
consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira em seu trabalho, descanso ou
lazer, sob pena de detenção de três meses a um ano e multa.

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Por outro lado, o parágrafo único estabelece que o consumidor cobrado em quantia indevida tem
direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. Cuidado, porque a
aplicação da norma não é tão direta.

Isso porque a repetição em dobro de valores indevidamente cobrados e/ou


descontados exige a demonstração da má-fé do credor, segundo o
entendimento consolidado do STJ (AgRg no AREsp 167.156/RJ). Se não houver
demonstração de má-fé, a devolução é simples (apenas o valor cobrado). A
Corte, apesar das críticas, mantém esse entendimento.

Há, assim, a necessidade de se comprovar a ocorrência de três elementos objetivos (i. a cobrança
de dívida; ii. a cobrança extrajudicial da dívida; iii. a dívida é de consumo) e um elemento subjetivo
(má-fé do fornecedor).

Conforme a Súmula 412 do STJ, “a ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se
ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil”, em seu art. 205, de 10 anos. A mesma regra vale
para os serviços de telefonia (EREsp 1.523.744).

Para os demais casos, vale a regra do art. 206, §3º, inc. IV, do Código Civil, havendo prescrição da
pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa no prazo de 3 anos.

O STJ (REsp 1.645.589/MS) entende que a aplicação da pena prevista no parágrafo único do art. 42 do
CDC apenas é possível diante da presença de engano justificável do credor em proceder com a cobrança,
da cobrança extrajudicial de dívida de consumo e de pagamento de quantia indevida pelo consumidor.
Já o art. 940 do Código Civil somente pode ser aplicado quando a cobrança se dá por meio judicial e fica
comprovada a má-fé do demandante, independentemente de prova do prejuízo.

Ademais, segundo o Tribunal Superior, mesmo diante de uma relação de consumo, se inexistentes os
pressupostos de aplicação do art. 42, parágrafo único, do CDC, deve ser aplicado o sistema geral do
Código Civil, no que couber. O art. 940 do Código Civil é norma complementar ao art. 42, parágrafo único,
do CDC e, no caso, sua aplicação está alinhada ao cumprimento do mandamento constitucional de
proteção do consumidor).

Por fim, determina o art. 42-A que em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao
consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição do CPF ou CNPJ do
fornecedor do produto ou serviço correspondente.

Seção VI – Bancos de dados e cadastros de consumidores

1 – Noções gerais e bancos de dados negativos de consumidores

O art. 43 prevê que o consumidor pode ter acesso às informações existentes em cadastros, fichas,
registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas
fontes.

Esse acesso deve ser gratuito, bem como deve ser permanentemente atualizado. Se o fornecedor
deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados,

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fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata pode sofrer pena de detenção de um a seis
meses ou multa (art. 73 do CDC).

Esse cadastro e os dados nele contidos não podem conter informações negativas
referentes a período superior a cinco anos. Do §1º do art. 43 do CDC, em conjunto
com o art. 205, §5º, inc. I, do Código Civil.

Assim, uma vez incluído no SERASA, meu nome só pode ficar sujo por no máximo
cinco anos, contado o prazo do dia seguinte ao do vencimento da dívida - e não
da inscrição em si - (§5º do art. 43).

E se o controlador do banco de dados não retirar o nome do consumidor após o prazo ou, efetivado
pagamento, demora demasiadamente para fazê-lo? Cabe indenização por dano moral, entende o STJ
(REsp 480.622/RJ).

A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deve ser comunicada por escrito
ao consumidor, quando não solicitada por ele. A regra do §2º do art. 43 é de seguimento obrigatório.

O órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito deve notificar o devedor antes


de proceder à inscrição, determina a Súmula 359 do STJ. Mas, de toda forma, é
dispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor
sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros (Súmula 404 do STJ).

A doutrina entende que a comunicação pode ser feita por qualquer pessoa, incluindo
o próprio credor. Porém, para o STJ, a notificação tem de ser feita pelo mantenedor
do cadastro (SPC, SERASA etc.).

Por sua vez, incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro
de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito
(Súmula 548 do STJ).

E se o consumidor encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros? Ele pode exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de 5 dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas. Cabível, aqui, inclusive, o Habeas Data, medida constitucional
extrema, se necessário.

Tais bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao


crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. Além disso,
essas informações devem ser disponibilizadas em formatos acessíveis, inclusive para a
pessoa com deficiência, mediante solicitação do consumidor, como exige a Lei
13.146/2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Por fim, vale lembrar da Súmula 550 do STJ, que dispõe que "a utilização de escore de crédito, método
estatístico de avaliação de risco que não constitui banco de dados, dispensa o consentimento do
consumidor, que terá o direito de solicitar esclarecimentos sobre as informações pessoais valoradas e
as fontes dos dados considerados no respectivo cálculo."

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2 – Bancos de dados positivos de consumidores

Além dos cadastros negativos, há também cadastros positivos, como aquele previsto na
Lei 12.414/2011 que disciplina a formação e consulta a bancos de dados com
informações de adimplemento, de pessoas naturais ou de pessoas jurídicas, para
formação de histórico de crédito.

O art. 3º, §1º, prevê que para a formação do banco de dados, somente poderão
ser armazenadas informações objetivas, claras, verdadeiras e de fácil
compreensão, que sejam necessárias para avaliar a situação econômica do
cadastrado.

Por sua vez, proíbem-se anotações de informações excessivas – aquelas que não
estiverem vinculadas à análise de risco de crédito ao consumidor – ou sensíveis –
aquelas pertinentes à origem social e étnica, à saúde, à informação genética, à
orientação sexual e às convicções políticas, religiosas e filosóficas, determina o art.
3º.

Segundo o art. 4º, o gestor está autorizado a abrir cadastro em banco de dados com
informações de adimplemento de pessoas naturais e jurídicas; fazer anotações no referido cadastro;
compartilhar as informações cadastrais e de adimplemento armazenadas com outros bancos de dados;
e disponibilizar a consulentes a nota ou pontuação de crédito elaborada com base nas informações de
adimplemento armazenadas e o histórico de crédito, mediante prévia autorização específica do
cadastrado.

Determina o §4º do art. 4º que a comunicação deve ocorrer, salvo se o cadastrado já tenha cadastro
aberto em outro banco de dados, em até 30 dias após a abertura do cadastro no banco de dados, sem
custo para o cadastrado. Ela deve ser realizada pelo gestor, diretamente ou por intermédio de fontes e
também informar de maneira clara e objetiva os canais disponíveis para o cancelamento do cadastro no
banco de dados.

As informações do cadastrado somente podem ser disponibilizadas a consulentes 60 dias


após a abertura do cadastro. O gestor é obrigado a manter procedimentos adequados para
comprovar a autenticidade e a validade da autorização mencionada acima.

E quais são os direitos do cadastrado? O art. 5º assim os fixa:

➢ Obter o cancelamento ou a reabertura do cadastro, quando solicitado;


➢ Acessar gratuitamente, independentemente de justificativa, as informações sobre ele existentes
no banco de dados, inclusive seu histórico e sua nota ou pontuação de crédito, cabendo ao gestor
manter sistemas seguros, por telefone ou por meio eletrônico, de consulta às informações pelo
cadastrado (no prazo de 10 dias)
➢ Solicitar a impugnação de qualquer informação sobre ele erroneamente anotada em banco de
dados e ter, em até 10 dias, sua correção ou seu cancelamento em todos os bancos de dados que
compartilharam a informação
➢ Conhecer os principais elementos e critérios considerados para a análise de risco, resguardado
o segredo empresarial (no prazo de 10 dias)
➢ Ser informado previamente sobre a identidade do gestor e sobre o armazenamento e o objetivo
do tratamento dos dados pessoais

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➢ Solicitar ao consulente a revisão de decisão realizada exclusivamente por meios automatizados


➢ Ter os seus dados pessoais utilizados somente de acordo com a finalidade para a qual eles foram
coletados

O cancelamento e a reabertura de cadastro somente serão processados mediante


solicitação gratuita do cadastrado ao gestor (§4º).

O gestor, então, é obrigado a, no prazo de até 2 dias úteis, encerrar ou reabrir o


cadastro, conforme solicitado e transmitir a solicitação aos demais gestores, que devem
também atender, no mesmo prazo, à solicitação do cadastrado.

O gestor deve proceder automaticamente ao cancelamento de pessoa natural ou jurídica que tenha
manifestado previamente, por meio telefônico, físico ou eletrônico, a vontade de não ter aberto seu
cadastro (§7º). Esse cancelamento implica a impossibilidade de uso das informações do histórico de
crédito pelos gestores, inclusive para a composição de nota ou pontuação de crédito de terceiros
cadastrados.

Por sua vez, quais são as obrigações dos gestores de bancos de dados? O art. 6º determina que ele
estão obrigados, quando solicitados, a fornecer ao cadastrado:

➢ Todas as informações sobre ele constantes de seus arquivos, no momento da solicitação


➢ Indicação das fontes relativas às informações, incluindo endereço e telefone para contato (prazo
de 10 dias)
➢ Indicação dos gestores de bancos de dados com os quais as informações foram compartilhadas
(prazo de 10 dias)
➢ Indicação de todos os consulentes que tiveram acesso a qualquer informação sobre ele nos 6
meses anteriores à solicitação (prazo de 10 dias)
➢ Cópia de texto com o sumário dos seus direitos, definidos em lei ou em normas infralegais
pertinentes à sua relação com gestores, bem como a lista dos órgãos governamentais aos quais
poderá ele recorrer, caso considere que esses direitos foram infringidos (prazo de 10 dias)
➢ Confirmação de cancelamento do cadastro

A Lei 12.414/2011 ainda limita a utilização das informações dos bancos de dados
nos arts. 7º e 7º-A, e traz uma série de obrigações das fontes.

Estabelece o art. 44 que os órgãos públicos de defesa do consumidor devem


manter cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra
fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente.
Essa divulgação deve indicar se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado,
aplicando-se, no que couber, as mesmas regras enunciadas no dispositivo que trata dos bancos de dados
dos consumidores.

Alguns PROCONs estaduais já têm esse cadastro, mas o CNRF – Cadastro Nacional de Reclamações
Fundamentadas, previsto para operar em 2011, ainda não foi finalizado. Ou seja, o SERASA dos
fornecedores, passados mais de 30 anos do CDC, sequer existe.

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Capítulo VI – Proteção contratual

Dois são os núcleos das relações de consumo, tradicionalmente: os contratos e a responsabilidade


civil. Basicamente, a relação consumidor-fornecedor se dá por contato ou por contrato.

A responsabilidade por contato se dá, em geral, quando o consumidor, apesar de não


contratar, participa das relações consumeristas de outras formas.

A responsabilidade por contrato, por sua vez, se vincula à perspectiva mais tradicional das
relações consumeristas. Aqui, o consumidor compra um produto ou serviço e participa de
uma relação jurídica mais próxima daquela existente na teoria contratual clássica.

Seção I – Disposições gerais

1 – Obrigatoriedade contratual

Um dos pilares da teoria contratual é o princípio do pacta sunt servanda. Os contratos têm força
obrigatória.

Por conta da vulnerabilidade do consumidor, o instrumento contratual não pode ser escrito
de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. O próprio contrato não
obrigará o consumidor se não for dada a ele a oportunidade de tomar conhecimento
prévio de seu conteúdo, prefixa o art. 46.

Os meios de prova estão descritos nos arts. 212 e ss. do Código Civil.

As cinco formas tradicionais de prova são a confissão, o documento, a testemunha, a presunção e a


perícia. O CDC vai além.

O art. 48 prescreve que as declarações de vontade constantes de escritos


particulares, recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo
vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execução específica, nos termos
do art. 84 e parágrafos. O que isso significa?

A teoria contratual tradicional afasta qualquer valor nas chamadas tratativas


preliminares.

Apenas mais recentemente passa a haver o reconhecimento de maior vinculatividade também na fase
pré-contratual, quando do desenvolvimento mais intenso do princípio da boa-fé objetiva nas relações
interprivadas. A quebra da confiança e a justa criação de expectativas é a base dessa mudança.

Apesar de não ter havido contrato, houve contato entre as partes, de modo que uma delas – o
consumidor – cria expectativas e confia na outra – o fornecedor –; confia que aquilo que foi orçado,
aquilo que foi prometido, aquilo que foi dito será cumprido.

Se tradicionalmente a execução específica das obrigações só era permitida durante a fase contratual, o
CDC passa a permitir a execução específica das justas expectativas criadas durante a fase pré-contratual.

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2 – Interpretação contratual

A teoria contratual estabelece variadas formas de interpretação para um contrato. Pode a


interpretação ser gramatical (entender na literalidade linguística), sistemática (entender aquela
cláusula em conjunto com outra daquele mesmo contrato), restritiva (limitar o alcance daquela
cláusula) etc.

O art. 423 do Código Civil prevê que quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou
contraditórias, deve-se adotar a interpretação mais favorável ao aderente.

O art. 47 do CDC vai ainda mais longe. Segundo a norma, as cláusulas contratuais
serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.

O CDC traz, como regra geral, a interpretação mais favorável ao consumidor.

3 – Direito de arrependimento

O art. 49 estabelece que o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de
sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de
fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial.
Sempre que o produto ou serviço forem contratados fora da loja, o direito de
arrependimento pode ser utilizado.

Esse é um direito potestativo, ou seja, não pode ser impedido ou obstado de


qualquer forma pelo fornecedor. É também um direito incondicionado, ou seja,
não se exige que o consumidor apresente qualquer justificativa, razão ou motivo,
ou que o fornecedor exija algum tipo de preenchimento de condições para ser exercido.
O consumidor exerce e ponto. É ainda um direito ilimitado, porque o consumidor
pode adquirir e devolver todo e qualquer produto ou serviço que adquire.

O parágrafo único estabelece que se o consumidor exercitar o direito de


arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer
título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente
atualizados.

A devolução dos valores tem de ser imediata, pelo que o fornecedor não pode exigir
prazos para devolução. O STJ (REsp 1.340.604/RJ) entende que a devolução deve
abranger todas as despesas, incluindo o frete.

4 – Garantia contratual

O art. 26 prevê os prazos de garantia para reclamar de vícios em produtos ou serviços. O direito de
reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias, tratando-se de
fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; e de 90 dias, tratando-se de fornecimento
de serviço e de produtos duráveis.

O prazo se conta a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços, exceto
no caso de vício oculto, no qual o prazo inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.

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Sempre que ofertada, a garantia contratual será considerada complementar à legal e será
conferida mediante termo escrito, leciona o art. 50.

O parágrafo único do art. 50 estabelece que o termo de garantia ou equivalente deve


ser padronizado e esclarecer, de maneira adequada em que consiste a mesma
garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os
ônus a cargo do consumidor. O termo deve ser entregue ao consumidor, devidamente
preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento, acompanhado de manual de
instrução, de instalação e uso do produto em linguagem didática, com ilustrações.

Seção II – Cláusulas abusivas

1 – Noções gerais

O art. 51 do CDC traz um extenso rol de cláusulas contratuais consideradas abusivas. Entretanto, o rol
é meramente exemplificativo, ou seja, outras cláusulas podem ser consideradas abusivas, a
depender das circunstâncias concretas.

Essa análise, por aplicação do princípio da boa-fé objetiva, independe de análise subjetiva, vale dizer,
não importa a intenção do fornecedor em inserir esta ou aquela cláusula, mas sim da ação, de seu
comportamento.

Prevista cláusula abusiva, ela é considerada nula de pleno direito.

Prevê o §2° que a nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o
contrato, em regra. Substitui-se o índice inválido e o contrato segue adiante.

No entanto, quando da ausência da cláusula abusiva, apesar dos esforços de


integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes, o contrato é
reputado nulo integralmente.

Segundo o §4º, pode qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério
Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que
contrarie o CDC ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das
partes.

Ou seja, mesmo que a violação não decorra do CDC, ainda assim o consumidor pode requerer a
declaração de nulidade de cláusula abusiva, por si, por entidade representativa ou pelo MP, conforme o
caso.

2 – Espécies de cláusulas

São consideradas abusivas, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de


produtos e serviços que:

➢ Impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de


qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de
direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a
indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis

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O inc. I estabelece a chamada cláusula de não indenizar.

A Súmula 130 do STJ prevê que “a empresa responde, perante o cliente, pela reparação
de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento”.

A segunda parte do inc. I traz uma segunda disposição abusiva, a chamada cláusula de
limitação de indenização, igualmente proibida.

A Súmula 638 do STJ prevê que "é abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade de
instituição financeira pelos danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem entregue em garantia
no âmbito de contrato de penhor civil”.

Relativamente às pessoas físicas, porém, é nula a cláusula. Cuidado, porém, porque a regra não é
absoluta.

Ou seja, em caso de transporte aéreo internacional de passageiros, a indenização por dano


material pode ser limitada, nos termos das Convenções de Varsóvia e Montreal.

Por outro lado, a Súmula 479 do STJ estabelece que as instituições financeiras respondem
objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados
por terceiros no âmbito de operações bancárias.

Cuidado, porque a Súmula 381 do STJ impede que o juiz conheça de ofício da abusividade de cláusulas
contratuais em contratos bancários.

➢ Subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos


neste código

O inc. II estabelece a chamada subtração de opção de reembolso.

O STJ (REsp 1.300.418/SC) entende que a devolução dos valores somente após o término da obra
retarda o direito do consumidor à restituição da quantia paga.

Esse tipo de cláusula é abusiva, mas comporta exceções. Os casos mais emblemáticos são aqueles nos
quais há cláusula de fidelidade. O STJ (REsp 1.445.560 e REsp 1.097.582) entende que a cláusula de
fidelidade de telefonia é considerada legal quando há concessão de benefícios ao cliente.

➢ Transfiram responsabilidades a terceiros

O inc. III estabelece a chamada transferência de responsabilidade. Vedada a prática porque viola a
solidariedade que existe na cadeia de consumo.

➢ Estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em


desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade

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O inc. IV trata da chamada boa-fé objetiva e do equilíbrio contratual.

O §1º do art. 51 prevê que se presume exagerada, entre outros casos, a vantagem
que:

I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;

II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo


a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;

III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e


conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.

Assim, dizer o que se considera vantagem excessiva depende do caso concreto, da situação
específica em jogo.

➢ Estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor

O inc. VI estabelece um impedimento à alteração da inversão do ônus da prova. A regra


do art. 6º, inc. VII (“São direitos básicos do consumidor a facilitação da defesa de seus
direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando,
a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as
regras ordinárias de experiências”), não permite pactuação, portanto.

➢ Determinem a utilização compulsória de arbitragem

O inc. VII estabelece a vedação à chamada cláusula compulsória de arbitragem.

➢ Imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo


consumidor

O inc. VIII estabelece a vedação à chamada cláusula-mandato. Esse tipo de cláusula costumava ser
comum nos contratos bancários. O STJ (REsp 504.036/RS e AgRg Ag 562.705/RS) tem extensa
jurisprudência afirmando ser nula a cláusula contratual em que o consumidor.

No mesmo sentido, a Súmula 60 do STJ: “É nula a obrigação cambial assumida por procurador
mandatário vinculado ao mutuante, no exclusivo interesse”.

➢ Deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o


consumidor

O inc. IX estabelece a cláusula de opção exclusiva do fornecedor em concluir o contrato.

➢ Permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira


unilateral

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O inc. X estabelece a cláusula de variação unilateral do preço. A regra, em larga


medida, repete a do art. 489 do Código Civil: “Nulo é o contrato de compra e venda,
quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço”.

Não confunda essa limitação com a possibilidade de fixação contratual de


encargos flutuantes, variáveis, o que é comum nos contratos bancários (adoção,
por exemplo, da taxa SELIC ou de comissão de permanência).

➢ Autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja
conferido ao consumidor

O inc. XI estabelece a cláusula de opção exclusiva do fornecedor em resilir o contrato. A


resilição (=cancelar) decorre do puro arbítrio de uma das partes e é comum em certos
contratos.

A rigor, válida a cláusula de resilição unilateral, se permitida para ambas as partes. No


entanto, se se verificar que a cláusula foi usada pelo fornecedor para que houvesse o
cancelamento do contrato a fim de que ele pudesse, logo em seguida, propor novo contrato,
com valores mais altos, há violação não apenas do inc. XI como também do inc. X, mencionado antes.

➢ Obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual
direito lhe seja conferido contra o fornecedor

O inc. XII estabelece a cláusula de ressarcimento unilateral dos custos da


cobrança.

➢ Autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a


qualidade do contrato, após sua celebração

O inc. XIII estabelece a cláusula de alteração unilateral do contrato.

O fornecedor não pode simplesmente ignorar os prazos e entregar o produto ou


finalizar o serviço quando lhe for mais conveniente.

➢ Infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais

O inc. XIV estabelece a cláusula de violação de norma ambiental. Há, aqui, proteção
de bens jurídicos coletivos, em detrimento de valores individuais. A fruição de
produtos e serviços para um não pode acarretar danos para todos. Vale rememorar que o princípio da
função social do contrato, previsto no art. 421 do Código Civil, é também ambiental, verdadeira função
socioambiental do contrato.

➢ Estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor

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O inc. XV estabelece a cláusula negativa de proteção consumerista. Essa é verdadeira


cláusula geral das cláusulas abusivas, já que permite que inúmeras condutas dos
fornecedores sejam enquadradas como violadoras à norma de consumo.

Qualquer cláusula contratual que viole as normas consumeristas, que são de ordem
pública, deve ser afastada de pronto.

Os direitos dos consumidores, individual ou coletivamente, são indisponíveis e não permitem mitigação
por força de pacto interprivado. Inclusive, o sistema de proteção do consumidor não se resume ao
CDC, mas apenas é centralizado nele.

➢ Possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias

O inc. XVI estabelece a cláusula negativa de indenização por benfeitorias necessárias. Não só,
entende o STJ (REsp 1.643.771/PR) que também as acessões devem ser objeto de indenização.

➢ Condicionem ou limitem de qualquer forma o acesso aos órgãos do Poder Judiciário

O inc. XVII estabelece a cláusula negativa de condicionamento ou limitação de


acesso ao Poder Judiciário. Em realidade, aqui se sublinha o art. 5º, inc. XXXV, da
Constituição Federal. A norma determina que a lei não excluirá da apreciação do Poder
Judiciário lesão ou ameaça a direito.

Trata-se do princípio constitucional do acesso à justiça.

➢ Estabeleçam prazos de carência em caso de impontualidade das prestações mensais ou


impeçam o restabelecimento integral dos direitos do consumidor e de seus meios de
pagamento a partir da purgação da mora ou do acordo com os credores

O inc. XVIII estabelece a cláusula de carência por inadimplemento. Trata-se de situação dificulta o
restabelecimento da saúde financeira do consumidor. Em síntese, em caso de atraso no pagamento de
débitos, o consumidor encontra maiores dificuldades em conseguir reerguer as finanças, o que contraria
o objetivo da Lei 14.181/2021, a Lei do Superendividamento.

3 – Regras de financiamento

Prevê o art. 52 que no fornecimento de produtos ou serviços que envolva crédito ou financiamento ao
consumidor, o fornecedor deve fornecer prévia e adequadamente uma série de informações
mínimas. Ou seja, pode haver outras informações, mas estas, abaixo, são as mínimas:

I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional;

II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros;

III - acréscimos legalmente previstos;

IV - número e periodicidade das prestações;

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V - soma total a pagar, com e sem financiamento.

E aí vem uma das maiores inovações do CDC. O §1° estabelece que as multas de mora pelo
inadimplemento não podem ser superiores a 2% do valor da prestação. Em resumo, se atrasou o
pagamento, a multa por não pagar não pode ser maior que 2% do valor devido.

O STJ (Súmula 285) afirma que nos contratos bancários posteriores ao CDC incide a multa moratória
nele prevista, limitada a 2%.

Por isso, se admite a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações


excepcionais, desde que caracterizada a relação de consumo e que a abusividade
(capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada) fique cabalmente
demonstrada (REsp 1.061.530/RS).

O STJ (REsp 655.267/SP) diz que não se aplica o CDC às relações jurídicas existentes entre
condomínio e condôminos. Porque nesse caso se aplica o art. 1.336, §1° do Código Civil e
==13425b==

a multa pelo inadimplemento de contribuição condominial continua sendo de 2% (REsp


722.904/RS).

Além disso, estabelece o §2º do art. 52 uma garantia ao consumidor. Segundo a norma, a liquidação
antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais
acréscimos é obrigatória.

4 – Cláusula de perdimento

O art. 53 estabelece que não. Nos contratos de compra e venda de móveis ou


imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações
fiduciárias em garantia, consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas
que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor
que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a
retomada do produto alienado.

Seção III – Contratos de adesão

Assim é o contrato de adesão: uma das partes (o aderente, o consumidor) tem duas opções:
concordar ou não com o contrato já previamente estabelecido pelo fornecedor.

O art. 54 define o contrato de adesão: Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido
aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.

O §1° prevê que a inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.
Ou seja, colocar um formulário para o consumidor preencher, como habitualmente se faz nos contratos
eletrônicos, não desfigura a adesão e nem a aplicação do CDC.

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Como o consumidor não tem muita opção, os contratos devem ser escritos em
termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. O §3º exige que o tamanho
da fonte seja de, no mínimo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo
consumidor.

Inclusive, as cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor


deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil
compreensão. O §4º pretende evitar que o consumidor se canse de ler um longo contrato e deixe de
visualizar justamente aquela cláusula 85 das 347 existentes, cláusula essa que prevê uma limitação ao
direito.

E se houver uma cláusula limitadora de direito no meio do contrato, sem destaque? Houve violação ao
art. 54, §4º, do CDC, sendo ela, portanto, nula de pleno direito, já que as normas consumeristas são de
ordem pública e inafastáveis pela vontade das partes.

Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, cabendo a
escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no §2° do art. 53.

Em outras palavras, é possível inserir no contrato de adesão uma cláusula para resolver (=terminar) o
contrato, em caso de inadimplemento (=descumprimento). Porém, essa resolução depende de uma
opção do consumidor; não pode o fornecedor optar pela resolução. Ao fornecedor resta a opção de exigir
o cumprimento da prestação, incluindo perdas e danos (=indenização).

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Aula 02

QUESTÕES COMENTADAS

Proteção contratual (arts. 46 a 53)

MULTIBANCAS

IMPARH

1. (IMPARH - CGM de Fortaleza - CE - Auditor de Controle Interno – 2025) Em um contrato de


compra e venda de imóvel mediante pagamento em prestações, foi estabelecida cláusula de
perda total das prestações pagas em favor do vendedor no caso de, em razão do inadimplemento
do comprador, o vendedor pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto negociado.
Considerando-se essa situação hipotética e as disposições do Código de Defesa do Consumidor
(CDC), é correto afirmar que a referida cláusula:

A) é válida, plena e eficaz.

B) por ser abusiva, é nula de pleno direito.

C) é meramente anulável.

D) pode ser livremente estabelecida, por força da tônica da autonomia da vontade.

Comentários

A alternativa A está incorreta. Esta alternativa desconsidera o que preceitua o art. 53 do CDC. A cláusula
que prevê a perda total das prestações pagas em favor do vendedor, em caso de inadimplemento do
comprador, é considerada abusiva porque viola os princípios da boa-fé e da proporcionalidade. Além
disso, essa prática configura enriquecimento sem causa do vendedor, o que o CDC busca evitar. Tal
cláusula não é válida e não pode ser eficaz, pois o art. 53 a considera nula de pleno direito.

A alternativa B está incorreta, conforme gabarito da Banca. Contudo, esta é a alternativa correta, pois
o art. 53 do CDC declara nulas de pleno direito cláusulas que imponham a perda total das prestações
pagas pelo consumidor inadimplente. Essa nulidade ocorre automaticamente, sem a necessidade de
ação judicial, pois a abusividade da cláusula está presumida pela lei. Além disso, o princípio da proteção
ao consumidor, que é vulnerável na relação, reforça a interpretação de que tais cláusulas não devem
prevalecer, buscando-se o equilíbrio contratual e impedindo o desequilíbrio em favor do fornecedor.

A alternativa C está correta, conforme gabarito da Banca. Porém, não concordamos com o gabarito. A
questão deveria mudar o gabarito para a C ou ser anulada. Mas isso não impede a nossa análise da
questão. A alternativa contraria a natureza jurídica da nulidade prevista no art. 53 do CDC. Uma cláusula
abusiva não é "anulável", mas sim nula de pleno direito. A anulabilidade exige ação judicial para ser
reconhecida, enquanto a nulidade é declarada automaticamente. Assim, cláusulas como a descrita na
questão não possuem qualquer efeito jurídico, independentemente de pronunciamento judicial, embora
a declaração de nulidade possa ser pleiteada em juízo para formalizar sua aplicação.

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A alternativa C está incorreta. A autonomia da vontade no âmbito contratual encontra limites claros
nas normas de ordem pública e no próprio CDC, que tutela o equilíbrio e a boa-fé nas relações de
consumo. O art. 53 do CDC impede que cláusulas como a descrita sejam livremente pactuadas, pois
configuram desequilíbrio contratual e abuso contra o consumidor, parte hipossuficiente. Portanto, a
cláusula em questão não pode ser validamente estabelecida, ainda que acordada pelas partes, já que a
proteção ao consumidor prevalece sobre a autonomia contratual.

BANPARÁ

2. (BANPARÁ - BANPARÁ - 2017) Assinale a alternativa CORRETA:

a) Os contratos de adesão escritos, no âmbito das relações de consumo, serão redigidos em termos
claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo onze,
de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
b) O CDC veda a denominada cláusula de decaimento que se refere, nos contratos de compra e venda de
móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações e nas alienações fiduciárias em garantia, à
perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear
a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.
c) É assegurada ao consumidor na liquidação antecipada do débito e quando feito totalmente, mediante
a redução proporcional dos juros, salvo dos demais acréscimos.
d) De acordo com o CDC, nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação
ou a restituição das parcelas quitadas, terá descontada somente a vantagem econômica auferida com
a fruição, sendo vedado o desconto referente aos prejuízos que o desistente ou inadimplente causar
ao grupo.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O art. 54, §3º traz as regras a respeito da redação do contrato de adesão:

Art. 54, §3º Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com
caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo
doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O art. 53 traz a vedação à chamada cláusula de
decaimento:

Art. 53. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento
em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas
de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em
benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato
e a retomada do produto alienado.

A alternativa C está incorreta. Na liquidação antecipa, deve haver redução proporcional à integralidade
dos valores pagos, como exige o art. 52, §2º:

Art. 52, §2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou


parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

A alternativa D está incorreta. Consórcio tem regra peculiar no art. 53, §2º:

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Art. 52, §2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a


compensação ou a restituição das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá
descontada, além da vantagem econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o
desistente ou inadimplente causar ao grupo.

Se o consumidor não realizar as prestações relativas à compra de um imóvel, o valor que já foi pago não
será perdido, por conseguinte, são nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam o contrário.
Contudo, no caso dos consórcios, não é estabelecido um contrato de compra e venda por meio de
prestações, mas sim um grupo que se reúne para adquirir determinado bem. Por isso, nesse caso a
compensação ou restituição das parcelas já pagas, terá descontada os prejuízos causados aos
integrantes do grupo.

O caso do consórcio tem outra natureza jurídica, pelo que a saída de um dos
participantes não justifica a devolução ou a redução daquelas parcelas que são
contratadas no interesse de todo o grupo (REsp 688.794/RJ).

CESGRANRIO

3. (CESGRANRIO - 2023 - Banco do Brasil - Agente Comercial) Um profissional liberal


procura agência bancária para postular empréstimo necessário para as suas atividades laborais.
O gerente responsável lhe apresenta várias simulações contratuais, contendo valores, período
de pagamento e número de parcelas. Em letras miúdas, constam várias cobranças a incidir no
curso do contrato e não esclarecidas ao cliente.

Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, quando as cláusulas contratuais forem estabelecidas
unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou
modificar substancialmente seu conteúdo, será realizado o denominado

a) acordo bilateral
b) contrato de adesão
c) empréstimo consignado
d) mútuo corrente
e) convencionado recíproco

Comentários

A situação narrada no enunciado, é a celebração de um contrato de adesão. Nesse sentido, dispõe o art.
54 do CDC:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar
substancialmente seu conteúdo.

§ 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do


contrato.

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§ 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa,


cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.

§ 3 Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres


ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo
a facilitar sua compreensão pelo consumidor.

§ 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser


redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

Gabarito: B

4. (CESGRANRIO - Banco do Brasil – Escriturário – 2021) MEK é correntista do Banco L,


mantendo relações negociais frequentes, bem como sua família. Por força desse relacionamento,
possui dois contratos de cartão de crédito que utiliza nas suas compras cotidianas. Em determina
do dia, é surpreendido pela entrega de mais um cartão de crédito que não havia solicitado. No
dia seguinte, dirige-se à agência bancária onde movimenta sua conta corrente e apresenta o
cartão, com pedido de devolução, por não ter interesse no adicional. Segundo as regras do Código
de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, o(a):

a) recebimento pelo consumidor leva à cobrança de anuidade pelo emissor.


b) pagamento não efetuado da anuidade cobrada permite a inscrição do consumidor no cadastro de
inadimplentes.
c) fornecimento de cartões de créditos a clientes habituais independe de formalização de contrato.
d) banco tem direito a ressarcimento pelas despesas de remessa do cartão.
e) entrega sem solicitação caracteriza prática abusiva do fornecedor.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois a entrega de cartão de crédito, sem a solicitação da consumidora
caracteriza prática abusiva, conforme o entendimento do STJ expresso pela Súmula 532:

Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa
solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa.

A alternativa B está incorreta, pois uma vez que não é devida a entrega de cartão sem autorização, não
há o que se falar em pagamento de anuidade.

A alterativa C está incorreta, pois o fornecimento de cartões depende de formalização e concordância


expressa do consumidor.

A alternativa D está incorreta, o banco não tem direito algum, dada a prática abusiva.

A alternativa E está correta, conforme previsão da Súmula 532 do STJ.

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5. (CESGRANRIO - Banco do Brasil – Escriturário – 2021) K é correntista do Banco S e possui


cartões de crédito e de débito expedidos pela instituição financeira. Diante de dificuldades
momentâneas, não conseguiu cobrir o total das despesas realizadas com o seu cartão de crédito.
No dia do vencimento, o banco, mediante autorização contratual, retirou da conta corrente de K
o valor mínimo para efeito de pagamento parcial da dívida. Houve contestação, que foi
indeferida pelo órgão interno do banco. Segundo as regras do Código de Defesa do Consumidor,
Lei nº 8.078/1990, essa norma contratual deve ser considerada:

a) abusiva, por retirar o poder de controle das finanças do correntista.


b) regular, pois não se fundamenta em poder superior do banco.
c) questionável, pois quebra a isonomia entre os contratantes.
d) passível de impugnação administrativa.
e) ampla demais, por não conter previsão de valor a ser debitado.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois o STJ entendeu que tal cláusula não esbarra nos requisitos de
abusividade previstos no CDC.

A alternativa B está correta, conforme entende o STJ, não é abusiva a cláusula de contrato de cartão de
crédito que autoriza a operadora/financeira a debitar da conta-corrente do titular do cartão o
pagamento do valor mínimo da fatura em caso de inadimplemento, ainda que contestadas as despesas
lançadas:

3. Não é abusiva a cláusula inserta em contrato de cartão de crédito que autoriza a


operadora/financeira a debitar na conta corrente do respectivo titular o pagamento do
valor mínimo da fatura em caso de inadimplemento, ainda que contestadas as despesas
lançadas” (RECURSO ESPECIAL Nº 1.626.997 - RJ (2011/0268602-9) RELATOR:
MINISTRO MARCO BUZZI).

A alternativa C está incorreta, conforme se depreende da decisão proferida pelo STJ, não há o que se
questionar, quando não verificada a abusividade da cláusula.

A alternativa D está incorreta, uma vez que não há o que se contestar, tendo em vista que não houve
abusividade.

A alternativa E está incorreta, pois não há amplitude de interpretação da cláusula, uma vez que sequer
há margem para diferente intepretação se não o que está previsto, ou seja, será debitado da conta do
correntista, o valor mínimo do cartão de crédito, valor este que já é de conhecimento do devedor.

CONSULPAM

6. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Acerca da proteção contratual, mais especificamente quanto as cláusulas abusivas, assinale a
alternativa INCORRETA:

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a) A nulidade de uma cláusula contratual abusiva sempre invalidará o contrato.


b) As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser
superiores a dois por cento do valor da prestação.
c) É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante
redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
d) As cláusulas contratuais que estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor, são
nulas de pleno direito.

Comentários

A alternativa A está incorreta, por contrariar o CDC:

Art.51. § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,


exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.

A alternativa B está correta, por contrariar o CDC:

Art. 52. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu


termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação.

A alternativa C está correta, por contrariar o CDC:

Art. 52. § 2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou


parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

A alternativa D está correta, por contrariar o CDC:

Art. 51. VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

7. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Relativamente aos contratos de adesão no CDC, julgue os itens abaixo:

I. A inserção de cláusula no formulário desfigura a natureza de adesão do contrato.

II. As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque,
permitindo sua imediata e fácil compreensão.

III. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

Está CORRETO o que se afirma em:

a) II e III.

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b) III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e III.

Comentários

O Item I está incorreto, nos termos do CDC:

Art. 54. § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão


do contrato.

O Item II está correto, nos termos do CDC:

Art. 54. § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão


ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

O Item III está correto, nos termos do CDC:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.

Gabarito: A (II e III)

8. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


“Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes
for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos
instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.” A
respeito dos contratos nas relações de consumo, de acordo com o CDC, assinale a alternativa
CORRETA:

a) A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.


b) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 10 dias a contar de sua assinatura ou do ato de
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
c) As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às
relações de consumo não vinculam o fornecedor.
d) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, a depender
da situação.

Comentários

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A alternativa A está incorreta, conforme gabarito da banca, mas ao meu ver, está correta por ser a
literalidade do CDC:

Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo
escrito.

A alternativa B está correta, nos termos do CDC:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-


contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando
inclusive execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

A alternativa D está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

CS-UFG

9. (CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Morrinhos - GO - Fiscal Consumerista) No fornecimento de


produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao
consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-lo de forma prévia e
adequada sobre:

a) o preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional.


b) o montante dos juros de mora e da taxa efetiva mensal de juros.
c) os acréscimos de honorários advocatícios contratuais e legalmente previstos.
d) a soma total a pagar apenas com financiamento.

Comentários

A alternativa A está correta, nos termos do CDC:

Art. 52. No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou


concessão de financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros
requisitos, informá-lo prévia e adequadamente sobre:

I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional;

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A alternativa B está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 52. II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros;

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 52. III - acréscimos legalmente previstos;

A alternativa D está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 52. V - soma total a pagar, com e sem financiamento

10. (CS-UFG - 2017 - TJ-GO - Juiz Leigo) Nos contratos de consumo deve ser estabelecida:

a) a garantia contratual complementar à legal.


b) a garantia contratual independente de termo expresso.
c) a garantia contratual, desconsiderando-se a garantia legal.
d) a garantia legal de 90 (noventa) dias para todos os produtos e serviços.
e) a garantia legal total ou parcial, dependendo da manifestação de vontade do fornecedor.

Comentários

Para encontrar a resposta correta à esta questão, precisamos apenas da literalidade do CDC, veja:

Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante


termo escrito.

Parágrafo único. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer,


de maneira adequada em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e
o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe
entregue, devidamente preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento,
acompanhado de manual de instrução, de instalação e uso do produto em linguagem
didática, com ilustrações.

Gabarito: A

FAFIPA

11. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Analise a seguinte regra sobre o
Código de Defesa do Consumidor:

É considerada cláusula abusiva, sendo nula de pleno direito, aquela que deixe ao fornecedor a opção de
concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.

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Comentários

CORRETO.

Para encontrar a resposta correta à esta questão, precisamos apenas da literalidade do CDC, veja:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o


consumidor;

É considerada cláusula abusiva, sendo nula de pleno direito, aquela que deixe ao fornecedor a opção de
concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.

12. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Analise a seguinte regra sobre o
Código de Defesa do Consumidor:

Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

Comentários

CORRETO.

Para encontrar a resposta correta à esta questão, precisamos apenas da literalidade do CDC, veja:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.

Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

FEPESE

13. (FEPESE - 2019 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Assistente Jurídico) Assinale a


alternativa correta de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

a) A nulidade de uma cláusula abusiva invalidará o contrato de consumo.


b) É subsidiária a responsabilidade do fornecedor do produto ou serviço pelos atos praticados por
representantes autônomos.

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c) A oferta de peças, componentes e produtos importados deverá ser assegurada pelos fabricantes
enquanto perdurar a importação ou fabricação.
d) O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica de uma sociedade comercial quando ficar
comprovado o desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial entre a pessoa jurídica e a pessoa
física dos administradores.
e) São nulas de pleno direito as cláusulas contratuais que transfiram responsabilidade a terceiros.

Comentários

A alternativa A está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 51. § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,
exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.

A alternativa B está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos


de seus prepostos ou representantes autônomos.

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e


peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida


por período razoável de tempo, na forma da lei.

A alternativa D está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em


detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da
lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A
desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de
insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má
administração.

A alternativa E está correta, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

14. (FEPESE - CELESC - 2018) Assinale a alternativa correta de acordo com o Código de Defesa
do Consumidor.

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a) A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.


b) É vedada a inserção de cláusula resolutória nos contratos de adesão.
c) Uma vez aceito e assinado, o contrato de adesão deve ser publicado para ter início sua vigência.
d) Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido estabelecidas pelo fornecedor de produtos
ou serviços em conjunto com o consumidor.
e) É característico do contrato de adesão conter cláusulas que implicarem limitação de direito da parte
contratante.
Comentários
A alternativa A está correta. Mero preenchimento de itens num formulário não consegue
descaracterizar a natura de um contrato de adesão, que é justamente o fato de não poder discutir os
elementos essenciais com o fornecedor. Não se questiona mais isso, como faziam os contratualistas
antigos. Veja o CDC:

Art. 54, §1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão
do contrato.

A alternativa B está incorreta. O CDC permite a cláusula resolutória, desde que a opção seja de
competência do consumidor, prevê o CDC:

Art. 54, §2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a
alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do
artigo anterior.

A alternativa C está incorreta. Alternativa sem previsão legal.


A alternativa D está incorreta. Veja o conceito de contrato de adesão para o CDC:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar
substancialmente seu conteúdo.

A alternativa E está incorreta. Se houver limitação que não seja impedida pela proteção do consumidor,
ela deve sempre vir em destaque, como exige o art. 54, §4°:

Art. 54, §4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor


deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

FUNCAB

15. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade – Direito) O Superior Tribunal de
Justiça entende que as operadoras de planos de assistência à saúde não podem limitar o valor
do tratamento do associado, ainda que tal limitação conste de cláusula contratual expressa. Tal
cláusula, segundo o Código de Defesa do Consumidor, é abusiva porque:

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a) deixa ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.


b) autoriza do fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente.
c) autoriza o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.
d) permite ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de forma unilateral.
e) estabelece obrigação que coloca o consumidor em desvantagem exagerada.

Comentários

Tal cláusula é abusiva porque estabelece obrigação que coloca o consumidor em desvantagem
exagerada. Veja CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o


consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a
eqüidade;

Gabarito: E

FUNDATEC

16. (FUNDATEC - 2023 - PROCERGS - ANC - Analista em Computação - Ênfase em Negócios de


Produtos e Serviços de TI) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor brasileiro, qual das
opções a seguir é considerada uma cláusula contratual nula de pleno direito no fornecimento de
produtos e serviços?

a) Estabelecer prazos razoáveis para a troca de produtos com defeito.


b) Permitir que o consumidor possa cancelar o contrato unilateralmente em caso de insatisfação com o
serviço.
c) Estabelecer inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.
d) Conferir ao consumidor o direito de ressarcimento por benfeitorias necessárias.
e) Estabelecer prazos de carência adequados em caso de impontualidade das prestações mensais.

Comentários

Veja o CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

As demais alternativas não são mencionadas na lei.

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Gabarito: C

17. (FUNDATEC - 2018 - DPE-SC - Analista Técnico) De acordo com as regras consumeristas,
na contratação de fornecimento de produtos e serviços fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio, o consumidor poderá exercer o direito de
arrependimento no prazo de quantos dias?

a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.
d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.

Comentários

A questão trata do direito de arrependimento. Veja CDC:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

Gabarito: B

18. (FUNDATEC - DPE-SC - 2018) De acordo com as regras consumeristas, na contratação de


fornecimento de produtos e serviços fora do estabelecimento comercial, especialmente por
telefone ou a domicílio, o consumidor poderá exercer o direito de arrependimento no prazo de
quantos dias?

a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.
d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.
Comentários
O prazo previsto no art. 49 é de 7 dias, nesses casos:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento
comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.

Gabarito: B

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FUNDEP

19. (FUNDEP - 2022 - MPE-MG) Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei nº


8.078/90), é INCORRETO afirmar:

a) São vedadas, na oferta de crédito ao consumidor, mensagens publicitárias ou propagandas com o uso
de termos como “sem juros”, “sem acréscimo” ou “juros zero”.
b) Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou à
segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua
natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações
necessárias e adequadas a seu respeito.
c) No âmbito da prevenção, do tratamento e da conciliação administrativa ou judicial das situações de
superendividamento, para efeitos do CDC, o custo efetivo total da operação de crédito ao consumidor
consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores cobrados do consumidor, sem
prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade reguladora do sistema financeiro.
d) Em relação à responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço, o serviço não será considerado
defeituoso pela adoção de novas técnicas.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois a lei 14.181/21, que alterou o CDC, estabeleceu, em seu projeto
original, a vedação de que trata a alternativa em questão (art. 54 – C, I), ocorre que referido dispositivo
foi vetado pelo Presidente da República.

A alternativa B está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 8. Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos


à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis
em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer
hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.

A alternativa C está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 54-B, §2º Para efeitos deste Código, o custo efetivo total da operação de crédito ao
consumidor consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores
cobrados do consumidor, sem prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade
reguladora do sistema financeiro.

A alternativa D está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 14. §2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.

20. (FUNDEP - SAAE de Itabira - MG - 2019) Sobre a proteção do consumidor nas relações
jurídicas, assinale a afirmativa incorreta.

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a) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, sendo que as
declarações de vontade constantes de escritos particulares relativos às relações de consumo
vinculam o fornecedor.
b) São anuláveis as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, ou que sejam incompatíveis com a boa-fé ou
a equidade.
c) A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, salvo quando de sua ausência
decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.
d) O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.
Comentários
A alternativa A está correta, nos termos do CDC:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-


contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive
execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. Veja a regra do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o


consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a
equidade.

A alternativa C está correta. Não há nulidade de per si de uma cláusula, mas apenas se não houver como
salvar o contrato como um todo. É o que prevê o CDC:

Art. 51, §2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,
exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.

A alternativa D está correta. O art. 40 exige orçamento prévio e completo:

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento


prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos
serviços.

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21. (FUNDEP - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Defesa do Consumidor) De


acordo com o Código de Defesa do Consumidor, considerando que um homem contratou, pela
internet, o fornecimento de produto – um televisor de 50 polegadas – fora do estabelecimento
comercial, para entrega em seu domicílio, ele poderá desistir do contrato de aquisição no prazo
de ________________, a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna anterior.

a) 2 dias ú teis.
b) 5 dias ú teis.
c) 7 dias ú teis.
d) 15 dias ú teis.

Comentários

A questão trata do direito de arrependimento. Veja CDC:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

Gabarito: C

FUMARC

22. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) Acerca da proteção
contratual do consumidor, NÃO é correto afirmar:

a) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor;


b) As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às
relações de consumo não vinculam o fornecedor.
c) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.
d) Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto no Código de Defesa do Consumidor,
os valores eventualmente pagos serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

Comentários

A alternativa A está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

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As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

A alternativa B está incorreta, por contrariar o CDC:

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-


contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive
execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

A alternativa C está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os


consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de
seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar
a compreensão de seu sentido e alcance.

A alternativa D está correta, por ser a literalidade do CDC:

Art. 49. Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento


previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o
prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

IADES

23. (IADES - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal -


Extensionista Rural - Economia Doméstica – 2024) O direito de arrependimento é a
possibilidade de desistência da compra após sua ocorrência. Com base nesse direito do
consumidor, o direito de arrependimento pode ocorrer:

A) em qualquer situação, em até sete dias após a compra.

B) somente nas compras pela internet, em até sete dias após a compra.

C) somente nas compras pela internet, em até sete dias após o recebimento do produto.

D) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após a compra.

E) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após o recebimento
do produto.

Comentários

A alternativa A está incorreta. O direito de arrependimento não se aplica a qualquer situação, mas
apenas às compras realizadas fora do estabelecimento comercial, como as realizadas pela internet, por
telefone ou em domicílio. A previsão está no art. 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que
limita o direito de arrependimento a essas condições.

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A alternativa B está incorreta. O direito de arrependimento não se limita às compras pela internet, mas
sim a toda compra feita fora do estabelecimento comercial, incluindo vendas em domicílio ou por
telefone, conforme o art. 49 do CDC.

A alternativa C está incorreta. Embora esteja correto afirmar que o prazo de arrependimento começa
a contar a partir do recebimento do produto, a limitação às compras pela internet está incorreta, pois o
direito de arrependimento também abrange outras modalidades de compras fora do estabelecimento
comercial.

A alternativa D está incorreta. O prazo de sete dias não é contado a partir da data da compra, mas sim
a partir do recebimento do produto ou da assinatura do contrato, conforme o art. 49 do CDC.

A alternativa E está correta. Essa alternativa está de acordo com o art. 49 do CDC, que assegura ao
consumidor o direito de desistir da compra em até sete dias contados a partir do recebimento do
produto ou da assinatura do contrato, no caso de compras realizadas fora do estabelecimento comercial.

24. (IADES - 2019 - BRB – Advogado) Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), acerca
das características e dos princípios, da qualidade de produtos e serviços, da prevenção e
reparação de danos, da proteção contratual, da defesa do consumidor em juízo e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.
a) O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e
individuais homogêneos dos consumidores, salvo os advindos da prestação de serviço público.
b) A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é lícita, mesmo que não
tenha havido a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de má-fé do
segurado.
c) A inversão do ônus da prova do CDC não se aplica aos casos de degradação ambiental.
d) A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização prevista em
contrato de seguro de vida.
e) É subjetiva a responsabilidade civil das instituições financeiras pelos crimes ocorridos no interior do
estabelecimento bancário por ela agir com culpa no exercício da atividade econômica.

Comentários

A alternativa A está incorreta, nos termos da Súmula 601 do STJ:

O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos,
coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da
prestação de serviço público.

A alternativa B está incorreta, nos termos da Súmula 609 do STJ:

A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é ilícita se


não houve a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de
má-fé do segurado.

A alternativa C está incorreta, nos termos da Súmula 618 do STJ:

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A inversão do ônus da prova aplica-se às ações de degradação ambiental.

A alternativa D está correta, nos termos da Súmula 620 do STJ:

A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização


prevista em contrato de seguro de vida.

A alternativa E está incorreta, nos termos da Súmula 479 do STJ:

As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito


interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações
bancárias.

25. (IADES - 2019 - BRB – Escrituário) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, no
==13425b==

que se refere aos serviços bancários, assinale a alternativa correta.

a) É abusiva a cláusula que prevê o ressarcimento pelo consumidor da comissão do correspondente


bancário, em contratos celebrados a partir de 25/2/2011, data de entrada em vigor da Resolução
CMN nº 3.954/2011, sendo válida a cláusula no período anterior a essa resolução, ressalvado o
controle da onerosidade excessiva.
b) Não existe abusividade da cláusula que prevê a cobrança de ressarcimento de serviços prestados por
terceiros, sem a especificação do serviço a ser efetivamente prestado.
c) Há invalidade da tarifa de avaliação do bem dado em garantia, bem como da cláusula que prevê o
ressarcimento de despesa com o registro do contrato, ressalvadas a abusividade da cobrança por
serviço não efetivamente prestado e a possibilidade de controle da onerosidade excessiva, em cada
caso concreto.
d) São inválidas as tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), conforme o período
em que tais tarifas estiveram autorizadas ou vedadas pela regulação bancária.
e) O Tribunal, quando declara, por decisão interlocutória, por sentença, por decisão monocrática ou por
acórdão, a abusividade da condição geral contratual que impute ao consumidor o dever de adimplir
os encargos acessórios, impede a caracterização da mora do consumidor.

Comentários

A alternativa A está correta, nos termos do Tema 958 – STJ:

2.2. Abusividade da cláusula que prevê o ressarcimento pelo consumidor da comissão


do correspondente bancário, em contratos celebrados a partir de 25/02/2011, data de
entrada em vigor da Res.-CMN 3.954/2011, sendo válida a cláusula no período anterior
a essa resolução, ressalvado o controle da onerosidade excessiva;

A alternativa B está incorreta, nos termos do Tema 958 – STJ:

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2.1. Abusividade da cláusula que prevê a cobrança de ressarcimento de serviços


prestados por terceiros, sem a especificação do serviço a ser efetivamente prestado;

A alternativa B está incorreta, nos termos do Tema 958 – STJ:

2.3. Validade da tarifa de avaliação do bem dado em garantia, bem como da cláusula
que prevê o ressarcimento de despesa com o registro do contrato, ressalvadas a:

2.3.1. abusividade da cobrança por serviço não efetivamente prestado; e a

2.3.2. possibilidade de controle da onerosidade excessiva, em cada caso concreto.

A alternativa D está incorreta, nos termos do Tema 618 – STJ:

Nos contratos bancários celebrados até 30/04/2008 (fim da vigência da Resolução


CMN 2.303/96) era válida a pactuação das Tarifas de Abertura de Crédito (TAC) e de
Emissão de Carnê (TEC), ou outra denominação para o mesmo fato gerador, ressalvado
o exame de abusividade em cada caso concreto

A alternativa E está incorreta, nos termos do Tema 972 – STJ: 2.3 - A abusividade de encargos
acessórios do contrato não descaracteriza a mora.

O Tribunal, quando declara, por decisão interlocutória, por sentença, por decisão
monocrática ou por acórdão, a abusividade da condição geral contratual que impute ao
consumidor o dever de adimplir os encargos acessórios, não impede a caracterização
da mora do consumidor.

IESES

26. (IESES - Prefeitura de São José - SC - 2019) Assinale a alternativa correta no que diz
respeito à proteção contratual de acordo com o Código de Defesa do Consumidor:

a) A garantia contratual não é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.
b) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 15 (quinze) dias a contar da assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
c) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao fornecedor de serviços.
d) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.
Comentários
A alternativa A está incorreta. A garantia contratual é SEMPRE complementar e SEMPRE deve ser feita
por escrito, conforme CDC:

Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo
escrito.

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A alternativa B está incorreta. O prazo previsto no art. 49 é de 7 dias, nesses casos:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

A alternativa C está incorreta. O CDC não restringe, no art. 47, a interpretação mais favorável ao
consumidor, nem a faculta ao fornecedor:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Trata-se de aprofundamento do princípio da


força obrigatória dos contratos. Se o consumidor não pôde conhecer o conteúdo do contrato, não pode
ser obrigado a cumpri-lo: É o que prevê o art. 46:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os


consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de
seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar
a compreensão de seu sentido e alcance.

IF-MT

27. (IF-MT - 2018 - IF-MT – Direito) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site
da loja Só Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material
publicizado no site não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos
Anzóis poderá desistir da compra?

a) Até 7 dias a partir do pedido.


b) Até 5 dias após o recebimento.
c) Não poderá desistir.
d) Até 7 dias após o recebimento do produto.
e) Até 5 dias após o pedido.

Comentários

Veja CDC:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

Gabarito: D

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28. (IF-MT - Direito – 2018) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site da loja Só
Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material publicizado no site
não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos Anzóis poderá desistir
da compra?

a) Até 7 dias a partir do pedido.


b) Até 5 dias após o recebimento.
c) Não poderá desistir.
d) Até 7 dias após o recebimento do produto.
e) Até 5 dias após o pedido.
Comentários
A alternativa D está correta. O prazo previsto no art. 49 é de 7 dias, nesses casos:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

O consumidor tem direito de desistir do contrato no prazo de 7 dias quando a contratação do


fornecimento do produto ou serviço ocorrer fora do estabelecimento. Sempre que o produto ou serviço
forem contratados fora da loja, o direito de arrependimento pode ser utilizado.

INAZ DO PARÁ

29. (INAZ do Pará - 2019 - CORE-SP – Telefonista) No Código de Proteção e Defesa do


Consumidor, referente à Proteção Contratual, o consumidor pode desistir do contrato, no prazo
de sete dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. Qual a
condição em que a contratação de fornecimento de produtos e serviços deve correr?

a) Se for produto eletrônico.


b) Somente se for prestação de serviço.
c) Se o produto for importado.
d) No falecimento do contratante.
e) Quando for por telefone.

Comentários

Veja o CDC:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

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Gabarito: E

30. (INAZ do Pará - CRF-PE - 2018) O Código de defesa do consumidor conceitua contrato de
adesão como “aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor
possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo”; deste conceito, nota-se
desigualdade material entre as partes. Apesar da postura do Estado não ser de ampla
intervenção nas atividades econômicas e nas relações entre particulares, ele atua no sentido de
buscar equilíbrio entre os diversos interesses existentes na sociedade, promovendo
intervenções e controles onde a linearidade seja substituída pela vulnerabilidade. Nos contratos
de adesão, onde tal desigualdade é mais percebida, a equivalência material depende da atuação
do legislador.

À luz deste tema, qual a alternativa que melhor traduz a restauração da linearidade das partes nos
contratos?

a) Cláusula constante em contrato de prestação de serviços de telefonia que permita à operadora do


serviço, a seu critério, a interrupção do serviço, independentemente da previsão de motivos
taxativos, mesmo que o outro contratante não tenha igual direito, não configura desequilíbrio na
relação contratual.
b) Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública objetivando a análise da validade
de cláusulas abusivas de contrato de arrendamento mercantil celebrado pelos consumidores do
Estado de Pernambuco.
c) Em contrato de prestação de serviços que tenha cláusula apontando a taxa SELIC como parâmetro
para o reajuste e, no mesmo contrato, haja outra cláusula definindo índice da poupança como
parâmetro para o mesmo fim, dada a contradição, deve ser utilizado aquele mais atualizado.
d) Nos contratos de adesão, são anuláveis as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente
a direito resultante da natureza do negócio.
e) Nos contratos de adesão, como a sua elaboração tem predominância da vontade de uma das partes
sobre os demais, havendo dubiedade de entendimento acerca de uma das cláusulas, sendo necessária
a intervenção judicial, deve o juiz solicitar da parte que elaborou referida norma arrazoado
circunstanciado acerca dos seus fundamentos, para o fim de formar sua livre convicção sobre a
demanda.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Veja o enunciado o art. 51:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que: XI - autorizem o fornecedor a cancelar o
contrato unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao consumidor.

O dispositivo estabelece que a cláusula contratual que autoriza o fornecedor, exclusivamente, a resilir o
contrato, é nula de pleno direito. A resilição é uma das espécies de rescisão, usada para dar cabo,
terminar, um contrato, de maneira unilateral ou bilateral. O inciso XI visa destacar que o consumidor
pode igualmente, cancelar o contrato, considerando a boa-fé, a fim de evitar o abuso de direito do
fornecedor.

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A alternativa B está correta. Segundo o entendimento do STJ, o Ministério Público tem legitimidade
para promover ação civil pública para verificar a validade das cláusulas abusivas de contrato de
arrendamento mercantil. Logo, a fim de se possibilitar o equilíbrio contratual, o MP pode ajuizar ação
para o reconhecimento das cláusulas abusivas no contrato de adesão, para se reestabelecer os critérios
de reajuste das obrigações das partes do contrato. Nesse sentido:

O Ministério Público tem legitimidade ad causam para a propositura de ação civil


pública para tutelar interesses de consumidores envolvidos na celebração de contrato
de adesão para a aquisição de bem imóvel. (REsp. 440.617, Rel. Min. Ruy Rosado de
Aguiar, 4a T., p. 17/03/03).

O mesmo julgado permite inferir que o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil
pública objetivando a análise da validade de cláusulas abusivas de contrato de arrendamento mercantil
celebrado pelos consumidores do Estado de Pernambuco, a fim de se restaurar a linearidade entre as
partes.

A alternativa C está incorreta. O art. 47 prevê a interpretação mais favorável ao consumidor:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor". Não importa o índice, importa qual é mais favorável ao consumidor.

Enquanto o CC/2002 estabelece a interpretação mais favorável apenas aos contratos de adesão, quando
nestes, existirem casos de ambiguidade ou contraditoriedade (art. 423 do CC). O CDC traz, como regra
geral, a interpretação mais favorável ao consumidor. Assim, o art. 47 destaca que, não importa a
cláusula, não importa a razão, não importa o alcance, não importa a previsão, se houver uma cláusula
contratual, ela deve sempre ser interpretada mais favoravelmente ao consumidor.

A alternativa D está incorreta. Veja a redação do art. 424 do CC/2002:

Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia
antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.

As cláusulas nulas de pleno direito são consideradas invalidas, uma vez que são de interesse público,
podem ser alegadas por todos os interessados no ato, pelo Ministério, a fim de que seja declarada nula
pelo juiz, enquanto um ato anulável precisa ser provocado, ou seja, deve haver pedido para sua anulação.
Desse modo, o CDC visa tutelar os direitos consumeristas, sendo que a nulidade pressupõe que o ato
viciado vai na contramão dos interesses consumeristas defendidos pelo Código.

A alternativa E está incorreta. O art. 47 prevê a interpretação mais favorável ao consumidor:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor". Não importam as razões do fornecedor, importa o consumidor.

O contrato de adesão é aquele no qual uma das partes (o aderente, o consumidor) tem a opção de
concordar ou não com o contrato, que já foi previamente estabelecido pelo fornecedor. Ou seja, não tem
discussão. O consumidor não pode discordar de parte do contrato ou querer modificar seu conteúdo,
pois apenas pode aceitar ou não inteiramente como ele é. Contudo, havendo dubiedade, ambiguidade,

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confusão de entendimento acerca de uma das cláusulas, a mesma sempre será interpretada de maneira
mais benéfica para o consumidor, inclusive nos contratos de adesão.

ITAME

31. (Itame - 2020 - Câmara de Caldazinha - GO – Advogado) Considera-se cláusula abusiva


segundo o CDC, exceto aquelas que:

a) infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais.


b) transfiram responsabilidades a terceiros.
c) autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, antes de
sua celebração.
d) estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois é considerada clausula abusiva, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

A alternativa B está incorreta, pois é considerada clausula abusiva, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade


do contrato, após sua celebração;

A alternativa D está incorreta, pois é considerada clausula abusiva, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

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MÉTODO SOLUÇÕES EDUCACIONAIS

32. (Método Soluções Educacionais - 2019 - Prefeitura de Planalto da Serra - MT - Procurador


Jurídico) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.

a) A garantia contratual é substitutiva á legal e será conferida mediante termo escrito;


b) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, desde que
não onerem excessiva mente a parte contrária;
c) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 10 dias a contar de sua assinatura ou do ato de
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio;
d) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos
instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.

Comentários

A alternativa A está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo
escrito.

A alternativa B está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

A alternativa D está correta, nos termos do CDC:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os


consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de
seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar
a compreensão de seu sentido e alcance.

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QUADRIX

33. (Quadrix - Procon - GO - 2017) No que se refere às cláusulas abusivas segundo o CDC,
assinale a alternativa correta.

a) É válida a cláusula contratual relativa ao fornecimento de serviços que determine a utilização


compulsória de arbitragem.
b) São anuláveis, entre outras, as cláusulas contratuais, relativas ao fornecimento de produtos, que
possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
c) Na venda a crédito, é assegurada ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou
parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
d) Em regra, a nulidade de uma cláusula contratual abusiva invalida todo o contrato.
e) O consumidor é o único legitimado a requerer ao Ministério Público o ajuizamento da competente
ação para que seja declarada a nulidade de cláusula contratual que não assegure o justo equilíbrio
entre direitos e obrigações das partes.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Não pode o fornecedor obrigar o consumidor a recorrer à arbitragem,
exige o art. 51:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem.

A alternativa B está incorreta. A renúncia pelas benfeitorias necessárias, e apenas por elas, é proibida
pelo art. 51:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Na liquidação antecipa, deve haver redução
proporcional à integralidade dos valores pagos, como exige o art. 52, §2º:

Art. 52, §2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou


parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

A alternativa D está incorreta. Não há nulidade de per si de uma cláusula, mas apenas se não houver
como salvar o contrato como um todo. É o que prevê o art. 51, §2°:

Art. 52, §2º A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,
exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.

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A alternativa E está incorreta. O consumidor pode acionar o MP para que ele ajuíze a ação, prevê o art.
51, §4°:

Art. 52§ 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer


ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de
cláusula contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não
assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes.

34. (Quadrix - Procon - GO - 2017) No que se refere à proteção contratual, assinale a


alternativa correta conforme o CDC.

a) O consumidor pode arrepender-se e desistir do contrato, no prazo de cinco dias, a contar do


recebimento do produto, se o contrato de consumo for concluído fora do estabelecimento comercial.
b) No caso de contratação por telefone, se o consumidor exercer o direito de arrependimento, não terá
direito ao reembolso das quantias pagas.
c) A redação das cláusulas contratuais deve ser feita de modo a facilitar sua compreensão pelo
consumidor para que a obrigação por ele assumida para com o fornecedor possa ser exigível.
d) Apenas as cláusulas contratuais cuja redação seja ambígua ou obscura serão interpretadas de
maneira mais favorável ao consumidor.
e) As declarações de vontade constantes de pré-contratos relativos às relações de consumo não
vinculam o fornecedor.

Comentários
A alternativa A está incorreta. O prazo previsto no art. 49 é de 7 dias, nesses casos:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.

A alternativa B está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 49. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo,


os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão,
serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Trata-se de aprofundamento do princípio da


força obrigatória dos contratos. Se o consumidor não pôde conhecer o conteúdo do contrato, não pode
ser obrigado a cumpri-lo: É o que prevê o art. 46:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os


consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de
seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar
a compreensão de seu sentido e alcance.

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A alternativa D está incorreta. O CDC não restringe, no art. 47, a interpretação mais favorável ao
consumidor:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

A alternativa E está incorreta. O art. 48 fixa que tudo o que vier antes do contrato vincula também o
fornecedor:

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-


contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive
execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

35. (Quadrix - Procon - GO - 2017) À luz da doutrina e do CDC, assinale a alternativa correta
acerca de contrato de adesão.

a) Os contratos celebrados verbalmente não poderão ser considerados como de adesão.


b) As estipulações unilaterais do Poder Público estão excluídas do conceito legal de contrato de adesão.
c) A inserção de cláusula no formulário descaracteriza a natureza de adesão do contrato.
d) É inadmissível cláusula resolutória nesse tipo de contrato.
e) Toda estipulação contratual que implicar qualquer limitação de direito do consumidor deverá ser
redigida com destaque, de modo a permitir sua imediata e fácil compreensão.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Contrato independe de forma, mesmo o de adesão. Contrato é o vínculo,
a forma (verbal ou escrita) é apenas o modo de exteriorização e de prova.
A alternativa B está incorreta. Veja o conceito de contrato de adesão para o CDC no art. 54:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu
conteúdo.

A alternativa C está incorreta. Mero preenchimento de itens num formulário não consegue
descaracterizar a natura de um contrato de adesão, que é justamente o fato de não poder discutir os
elementos essenciais com o fornecedor. Não se questiona mais isso, como faziam os contratualistas
antigos. Nesse sentido, o art. 54, §1°:

Art. 54, §1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão
do contrato.

A alternativa D está incorreta. O CDC permite a cláusula resolutória, desde que a opção seja de
competência do consumidor, prevê o art. 54, §2°:

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Art. 54, §2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a
alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do
artigo anterior.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Se houver limitação que não seja impedida pela
proteção do consumidor, ela deve sempre vir em destaque, como exige o art. 54, §4°:

Art. 54, §4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão
ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

TJ-MS

36. (TJ-MS - 2018 - TJ-MS - Comarca de Bonito - Juiz Leigo) No tocante as cláusulas abusivas
nas relações de consumo
a) são tidas por inexistentes.
b) dependem de provocação do consumidor para serem reconhecidas, pois são anuláveis.
c) podem ser declaradas, em regra, de ofício pelo juiz, pois são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.

Comentários

Veja CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

CPC:

Art. 278. Parágrafo único. Não se aplica o disposto no caput às nulidades que o juiz deva
decretar de ofício, nem prevalece a preclusão provando a parte legítimo impedimento.

As cláusulas abusivas, nas relações de consumo, são nulas de pleno direito, não dependendo de
provocação do consumidor para serem reconhecidas, podendo o juiz, fazer o reconhecimento da
nulidade, de ofício.

A alternativa A está incorreta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo existem, porém, são
nulas de pleno direito.

A alternativa B está incorreta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo não dependem de
provocação do consumidor para serem reconhecidas, pois são nulas de pleno direito. Incorreta letra
“B".

A alternativa C está correta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo podem ser declaradas,
em regra, de ofício pelo juiz, pois são nulas de pleno direito, conforme expressa disposição legal.

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A alternativa D está incorreta, pois as cláusulas abusivas nas relações de consumo não dependem de
provocação do Ministério Público para a declaração de sua nulidade, ainda que a declaração de sua
ocorrência interesse à coletividade, podendo serem declaradas de ofício pelo juiz, pois são nulas de
pleno direito. Incorreta letra “D".

TJ-PR

37. (TJ-PR - 2018 - Juiz Leigo) Após ter os documentos pessoais furtados, José é surpreendido
com a inclusão de seus dados pessoais em órgão de proteção ao crédito, em razão do
inadimplemento de contrato bancário de financiamento de automóvel celebrado por terceiro
em seu nome. Ostentando prévia e legítima negativação anterior à acima referida, José propõe
ação contra a instituição financeira com a qual foi celebrado o contrato de financiamento de
automóvel. Pleiteia a declaração de inexistência de relação jurídica e o recebimento de
indenização por danos morais. A petição inicial é instruída com documento comprobatório da
inclusão feita a requerimento do réu. Em contestação, o banco alega que tomou todas as
providências que estavam ao seu alcance no momento da contratação e que não pode ser
responsabilizado por fraude praticada por terceiro. Por sua vez, José informa que não tem
provas a produzir, além dos documentos que já apresentou.

De acordo com a orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.

a) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois a instituição financeira responde objetivamente
pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando
demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a simples inscrição indevida do nome
do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para a caracterização do dano moral,
reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.
b) O pedido de indenização deve ser julgado improcedente, pois o banco agiu no exercício regular de
direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a José se voltar contra o terceiro que utilizou
seus dados para celebrar o contrato; o pedido declaratório deve ser julgado procedente,
considerando que Arlindo não deu causa ao fato.
c) O pedido declaratório deve ser acolhido, pois a instituição financeira responde objetivamente pelos
danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando demonstrada
a inexistência de relação jurídica entre as partes; o pedido de indenização por danos morais deve ser
julgado improcedente em razão da prévia existência de legítima inscrição do nome de José em órgão
de proteção ao crédito.
d) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois, embora a instituição financeira responda
subjetivamente, foi comprovada sua culpa pela ineficiência na verificação da documentação
apresentada por terceiro, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a
simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para
a caracterização do dano moral, reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.

Comentários

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Para resolver esta questão, vamos utilizar algumas sumulas. Veja:

Súmula 385 do STJ:

A anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por


dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao
cancelamento.

Súmula 479 do STJ:

As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito


interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações
bancárias.

O pedido declaratório deve ser julgado procedente, pois a instituição financeira responde objetivamente
pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando
demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; o pedido de indenização por danos
morais deve ser julgado improcedente em razão da prévia existência de legítima inscrição do nome de
José em órgão de proteção ao crédito.

Gabarito: C

38. (TJ-PR - 2018 - Comarca de Apucarana) As cláusulas abusivas nas relações de consumo
previstas no art. 51 do CDC:

a) são ineficazes, mas por sua natureza especial dependem da provocação do consumidor para seu
reconhecimento.
b) são tidas por inexistentes.
c) são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.

Comentários

Veja o CDC;

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

Gabarito: C

39. (TJ-PR - 2018 - Comarca de Curitiba) A propósito da disciplina do Código de Defesa do


Consumidor sobre as cláusulas abusivas, é correto afirmar que são nulas de pleno direito, entre
outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

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a) limitem a responsabilidade do fornecedor em situações justificáveis e sendo o consumidor pessoa


jurídica.
b) estabeleçam a utilização facultativa de arbitragem.
c) autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, ainda que igual direito seja conferido
ao consumidor.
d) obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, ainda que igual direito
lhe seja conferido contra o fornecedor.
e) possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

Comentários

A alternativa A está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios


de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de
direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica,
a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis;

A alternativa B está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

A alternativa C está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual


direito seja conferido ao consumidor;

A alternativa D está incorreta, nos termos do CDC:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem


que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

A alternativa E está correta, nos termos do CDC:

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Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

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LISTA DE QUESTÕES

Proteção contratual (arts. 46 a 53)

MULTIBANCAS

IMPARH

1. (IMPARH - CGM de Fortaleza - CE - Auditor de Controle Interno – 2025) Em um contrato de


compra e venda de imóvel mediante pagamento em prestações, foi estabelecida cláusula de
perda total das prestações pagas em favor do vendedor no caso de, em razão do
inadimplemento do comprador, o vendedor pleitear a resolução do contrato e a retomada do
produto negociado. Considerando-se essa situação hipotética e as disposições do Código de
Defesa do Consumidor (CDC), é correto afirmar que a referida cláusula:

A) é válida, plena e eficaz.

B) por ser abusiva, é nula de pleno direito.

C) é meramente anulável.

D) pode ser livremente estabelecida, por força da tônica da autonomia da vontade.

BANPARÁ

2. (BANPARÁ - BANPARÁ - 2017) Assinale a alternativa CORRETA:

a) Os contratos de adesão escritos, no âmbito das relações de consumo, serão redigidos em termos
claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo onze,
de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
b) O CDC veda a denominada cláusula de decaimento que se refere, nos contratos de compra e venda de
móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações e nas alienações fiduciárias em garantia, à
perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear
a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.
c) É assegurada ao consumidor na liquidação antecipada do débito e quando feito totalmente, mediante
a redução proporcional dos juros, salvo dos demais acréscimos.
d) De acordo com o CDC, nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação
ou a restituição das parcelas quitadas, terá descontada somente a vantagem econômica auferida com
a fruição, sendo vedado o desconto referente aos prejuízos que o desistente ou inadimplente causar
ao grupo.

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CESGRANRIO

3. (CESGRANRIO - 2023 - Banco do Brasil - Agente Comercial) Um profissional liberal


procura agência bancária para postular empréstimo necessário para as suas atividades laborais.
O gerente responsável lhe apresenta várias simulações contratuais, contendo valores, período
de pagamento e número de parcelas. Em letras miúdas, constam várias cobranças a incidir no
curso do contrato e não esclarecidas ao cliente.

Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, quando as cláusulas contratuais forem estabelecidas
unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou
modificar substancialmente seu conteúdo, será realizado o denominado

a) acordo bilateral
b) contrato de adesão
c) empréstimo consignado
d) mútuo corrente
e) convencionado recíproco

4. (CESGRANRIO - Banco do Brasil – Escriturário – 2021) MEK é correntista do Banco L,


mantendo relações negociais frequentes, bem como sua família. Por força desse relacionamento,
possui dois contratos de cartão de crédito que utiliza nas suas compras cotidianas. Em determina
do dia, é surpreendido pela entrega de mais um cartão de crédito que não havia solicitado. No
dia seguinte, dirige-se à agência bancária onde movimenta sua conta corrente e apresenta o
cartão, com pedido de devolução, por não ter interesse no adicional. Segundo as regras do Código
de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, o(a):

a) recebimento pelo consumidor leva à cobrança de anuidade pelo emissor.


b) pagamento não efetuado da anuidade cobrada permite a inscrição do consumidor no cadastro de
inadimplentes.
c) fornecimento de cartões de créditos a clientes habituais independe de formalização de contrato.
d) banco tem direito a ressarcimento pelas despesas de remessa do cartão.
e) entrega sem solicitação caracteriza prática abusiva do fornecedor.

5. (CESGRANRIO - Banco do Brasil – Escriturário – 2021) K é correntista do Banco S e possui


cartões de crédito e de débito expedidos pela instituição financeira. Diante de dificuldades
momentâneas, não conseguiu cobrir o total das despesas realizadas com o seu cartão de crédito.
No dia do vencimento, o banco, mediante autorização contratual, retirou da conta corrente de K
o valor mínimo para efeito de pagamento parcial da dívida. Houve contestação, que foi
indeferida pelo órgão interno do banco. Segundo as regras do Código de Defesa do Consumidor,
Lei nº 8.078/1990, essa norma contratual deve ser considerada:

a) abusiva, por retirar o poder de controle das finanças do correntista.

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b) regular, pois não se fundamenta em poder superior do banco.


c) questionável, pois quebra a isonomia entre os contratantes.
d) passível de impugnação administrativa.
e) ampla demais, por não conter previsão de valor a ser debitado.

CONSULPAM

6. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Acerca da proteção contratual, mais especificamente quanto as cláusulas abusivas, assinale a
alternativa INCORRETA:

a) A nulidade de uma cláusula contratual abusiva sempre invalidará o contrato.


b) As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser
superiores a dois por cento do valor da prestação.
c) É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante
redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
d) As cláusulas contratuais que estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor, são
nulas de pleno direito.

7. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


Relativamente aos contratos de adesão no CDC, julgue os itens abaixo:

I. A inserção de cláusula no formulário desfigura a natureza de adesão do contrato.

II. As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque,
permitindo sua imediata e fácil compreensão.

III. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

Está CORRETO o que se afirma em:

a) II e III.
b) III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e III.

8. (CONSULPAM - 2019 - Prefeitura de Viana - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor)


“Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes
for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos
instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.” A

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respeito dos contratos nas relações de consumo, de acordo com o CDC, assinale a alternativa
CORRETA:

a) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 10 dias a contar de sua assinatura ou do ato de
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
b) A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.
c) As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às
relações de consumo não vinculam o fornecedor.
d) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, a depender
da situação.

CS-UFG

9. (CS-UFG - 2023 - Prefeitura de Morrinhos - GO - Fiscal Consumerista) No fornecimento de


produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao
consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-lo de forma prévia e
adequada sobre:

a) o preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional.


b) o montante dos juros de mora e da taxa efetiva mensal de juros.
c) os acréscimos de honorários advocatícios contratuais e legalmente previstos.
d) a soma total a pagar apenas com financiamento.

10. (CS-UFG - 2017 - TJ-GO - Juiz Leigo) Nos contratos de consumo deve ser estabelecida:

a) a garantia contratual complementar à legal.


b) a garantia contratual independente de termo expresso.
c) a garantia contratual, desconsiderando-se a garantia legal.
d) a garantia legal de 90 (noventa) dias para todos os produtos e serviços.
e) a garantia legal total ou parcial, dependendo da manifestação de vontade do fornecedor.

FAFIPA

11. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Analise a seguinte regra sobre o
Código de Defesa do Consumidor:

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É considerada cláusula abusiva, sendo nula de pleno direito, aquela que deixe ao fornecedor a opção de
concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.

12. (FAFIPA - 2015 - Prefeitura de Londrina - PR - Analista de Proteção de Defesa do


Consumidor - Serviços de Proteção e Defesa do Consumidor) Analise a seguinte regra sobre o
Código de Defesa do Consumidor:

Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

FEPESE

13. (FEPESE - 2019 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Assistente Jurídico) Assinale a


alternativa correta de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

a) A nulidade de uma cláusula abusiva invalidará o contrato de consumo.


b) É subsidiária a responsabilidade do fornecedor do produto ou serviço pelos atos praticados por
representantes autônomos.
c) A oferta de peças, componentes e produtos importados deverá ser assegurada pelos fabricantes
enquanto perdurar a importação ou fabricação.
d) O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica de uma sociedade comercial quando ficar
comprovado o desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial entre a pessoa jurídica e a pessoa
física dos administradores.
e) São nulas de pleno direito as cláusulas contratuais que transfiram responsabilidade a terceiros.

14. (FEPESE - CELESC - 2018) Assinale a alternativa correta de acordo com o Código de Defesa
do Consumidor.

a) A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.


b) É vedada a inserção de cláusula resolutória nos contratos de adesão.
c) Uma vez aceito e assinado, o contrato de adesão deve ser publicado para ter início sua vigência.
d) Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido estabelecidas pelo fornecedor de produtos
ou serviços em conjunto com o consumidor.
e) É característico do contrato de adesão conter cláusulas que implicarem limitação de direito da parte
contratante.

FUNCAB

15. (FUNCAB - 2015 - ANS - Ativ. Tec. de Complexidade – Direito) O Superior Tribunal de
Justiça entende que as operadoras de planos de assistência à saúde não podem limitar o valor
do tratamento do associado, ainda que tal limitação conste de cláusula contratual expressa. Tal
cláusula, segundo o Código de Defesa do Consumidor, é abusiva porque:

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a) deixa ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor.


b) autoriza do fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente.
c) autoriza o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.
d) permite ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de forma unilateral.
e) estabelece obrigação que coloca o consumidor em desvantagem exagerada.

FUNDATEC

16. (FUNDATEC - 2023 - PROCERGS - ANC - Analista em Computação - Ênfase em Negócios de


Produtos e Serviços de TI) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor brasileiro, qual das
opções a seguir é considerada uma cláusula contratual nula de pleno direito no fornecimento de
produtos e serviços?

a) Estabelecer prazos razoáveis para a troca de produtos com defeito.


b) Permitir que o consumidor possa cancelar o contrato unilateralmente em caso de insatisfação com o
serviço.
c) Estabelecer inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.
d) Conferir ao consumidor o direito de ressarcimento por benfeitorias necessárias.
e) Estabelecer prazos de carência adequados em caso de impontualidade das prestações mensais.

17. (FUNDATEC - 2018 - DPE-SC - Analista Técnico) De acordo com as regras consumeristas,
na contratação de fornecimento de produtos e serviços fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio, o consumidor poderá exercer o direito de
arrependimento no prazo de quantos dias?

a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.
d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.

18. (FUNDATEC - DPE-SC - 2018) De acordo com as regras consumeristas, na contratação de


fornecimento de produtos e serviços fora do estabelecimento comercial, especialmente por
telefone ou a domicílio, o consumidor poderá exercer o direito de arrependimento no prazo de
quantos dias?

a) Cinco.
b) Sete.
c) Quinze.

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d) Trinta.
e) Quarenta e cinco.

FUNDEP

19. (FUNDEP - 2022 - MPE-MG) Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei nº


8.078/90), é INCORRETO afirmar:

a) São vedadas, na oferta de crédito ao consumidor, mensagens publicitárias ou propagandas com o uso
de termos como “sem juros”, “sem acréscimo” ou “juros zero”.
b) Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou à
segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua
natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações
necessárias e adequadas a seu respeito.
c) No âmbito da prevenção, do tratamento e da conciliação administrativa ou judicial das situações de
superendividamento, para efeitos do CDC, o custo efetivo total da operação de crédito ao consumidor
consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores cobrados do consumidor, sem
prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade reguladora do sistema financeiro.
d) Em relação à responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço, o serviço não será considerado
defeituoso pela adoção de novas técnicas.

20. (FUNDEP - SAAE de Itabira - MG - 2019) Sobre a proteção do consumidor nas relações
jurídicas, assinale a afirmativa incorreta.

a) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, sendo que as
declarações de vontade constantes de escritos particulares relativos às relações de consumo
vinculam o fornecedor.
b) São anuláveis as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, ou que sejam incompatíveis com a boa-fé ou
a equidade.
c) A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, salvo quando de sua ausência
decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.
d) O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.

21. (FUNDEP - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Defesa do Consumidor) De


acordo com o Código de Defesa do Consumidor, considerando que um homem contratou, pela
internet, o fornecimento de produto – um televisor de 50 polegadas – fora do estabelecimento
comercial, para entrega em seu domicílio, ele poderá desistir do contrato de aquisição no prazo
de ________________, a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto.

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Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna anterior.

a) 2 dias ú teis.
b) 5 dias ú teis.
c) 7 dias ú teis.
d) 15 dias ú teis.

FUMARC

22. (FUMARC - 2017 - Câmara de Santa Luzia - MG - Advogado do Procon) Acerca da proteção
contratual do consumidor, NÃO é correto afirmar:

a) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor;


==13425b==

b) As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às


relações de consumo não vinculam o fornecedor.
c) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.
d) Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto no Código de Defesa do Consumidor,
os valores eventualmente pagos serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

IADES

23. (IADES - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal -


Extensionista Rural - Economia Doméstica – 2024) O direito de arrependimento é a
possibilidade de desistência da compra após sua ocorrência. Com base nesse direito do
consumidor, o direito de arrependimento pode ocorrer:

A) em qualquer situação, em até sete dias após a compra.

B) somente nas compras pela internet, em até sete dias após a compra.

C) somente nas compras pela internet, em até sete dias após o recebimento do produto.

D) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após a compra.

E) sempre que a compra ocorrer fora do estabelecimento comercial, em até sete dias após o recebimento
do produto.

24. (IADES - 2019 - BRB – Advogado) Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), acerca
das características e dos princípios, da qualidade de produtos e serviços, da prevenção e
reparação de danos, da proteção contratual, da defesa do consumidor em juízo e do
entendimento dos tribunais superiores nas relações de consumo, assinale a alternativa correta.

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a) O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e
individuais homogêneos dos consumidores, salvo os advindos da prestação de serviço público.
b) A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é lícita, mesmo que não
tenha havido a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de má-fé do
segurado.
c) A inversão do ônus da prova do CDC não se aplica aos casos de degradação ambiental.
d) A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização prevista em
contrato de seguro de vida.
e) É subjetiva a responsabilidade civil das instituições financeiras pelos crimes ocorridos no interior do
estabelecimento bancário por ela agir com culpa no exercício da atividade econômica.

25. (IADES - 2019 - BRB – Escrituário) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, no
que se refere aos serviços bancários, assinale a alternativa correta.

a) É abusiva a cláusula que prevê o ressarcimento pelo consumidor da comissão do correspondente


bancário, em contratos celebrados a partir de 25/2/2011, data de entrada em vigor da Resolução
CMN nº 3.954/2011, sendo válida a cláusula no período anterior a essa resolução, ressalvado o
controle da onerosidade excessiva.
b) Não existe abusividade da cláusula que prevê a cobrança de ressarcimento de serviços prestados por
terceiros, sem a especificação do serviço a ser efetivamente prestado.
c) Há invalidade da tarifa de avaliação do bem dado em garantia, bem como da cláusula que prevê o
ressarcimento de despesa com o registro do contrato, ressalvadas a abusividade da cobrança por
serviço não efetivamente prestado e a possibilidade de controle da onerosidade excessiva, em cada
caso concreto.
d) São inválidas as tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), conforme o período
em que tais tarifas estiveram autorizadas ou vedadas pela regulação bancária.
e) O Tribunal, quando declara, por decisão interlocutória, por sentença, por decisão monocrática ou por
acórdão, a abusividade da condição geral contratual que impute ao consumidor o dever de adimplir
os encargos acessórios, impede a caracterização da mora do consumidor.

IESES

26. (IESES - Prefeitura de São José - SC - 2019) Assinale a alternativa correta no que diz
respeito à proteção contratual de acordo com o Código de Defesa do Consumidor:

a) A garantia contratual não é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.
b) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 15 (quinze) dias a contar da assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
c) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao fornecedor de serviços.
d) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.

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IF-MT

27. (IF-MT - 2018 - IF-MT – Direito) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site
da loja Só Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material
publicizado no site não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos
Anzóis poderá desistir da compra?

a) Até 7 dias a partir do pedido.


b) Até 5 dias após o recebimento.
c) Não poderá desistir.
d) Até 7 dias após o recebimento do produto.
e) Até 5 dias após o pedido.

28. (IF-MT - Direito – 2018) Zé dos Anzóis adquiriu uma camisa, comprada pelo site da loja Só
Alegria Confecções. Após o recebimento do produto, Zé notou que o material publicizado no site
não correspondia ao que foi entregue na sua residência. Quando Zé dos Anzóis poderá desistir
da compra?

a) Até 7 dias a partir do pedido.


b) Até 5 dias após o recebimento.
c) Não poderá desistir.
d) Até 7 dias após o recebimento do produto.
e) Até 5 dias após o pedido.

INAZ DO PARÁ

29. (INAZ do Pará - 2019 - CORE-SP – Telefonista) No Código de Proteção e Defesa do


Consumidor, referente à Proteção Contratual, o consumidor pode desistir do contrato, no prazo
de sete dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. Qual a
condição em que a contratação de fornecimento de produtos e serviços deve correr?

a) Se for produto eletrônico.


b) Somente se for prestação de serviço.
c) Se o produto for importado.
d) No falecimento do contratante.
e) Quando for por telefone.

30. (INAZ do Pará - CRF-PE - 2018) O Código de defesa do consumidor conceitua contrato de
adesão como “aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor

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possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo”; deste conceito, nota-se


desigualdade material entre as partes. Apesar da postura do Estado não ser de ampla
intervenção nas atividades econômicas e nas relações entre particulares, ele atua no sentido de
buscar equilíbrio entre os diversos interesses existentes na sociedade, promovendo
intervenções e controles onde a linearidade seja substituída pela vulnerabilidade. Nos contratos
de adesão, onde tal desigualdade é mais percebida, a equivalência material depende da atuação
do legislador.

À luz deste tema, qual a alternativa que melhor traduz a restauração da linearidade das partes nos
contratos?

a) Cláusula constante em contrato de prestação de serviços de telefonia que permita à operadora do


serviço, a seu critério, a interrupção do serviço, independentemente da previsão de motivos
taxativos, mesmo que o outro contratante não tenha igual direito, não configura desequilíbrio na
relação contratual.
b) Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública objetivando a análise da validade
de cláusulas abusivas de contrato de arrendamento mercantil celebrado pelos consumidores do
Estado de Pernambuco.
c) Em contrato de prestação de serviços que tenha cláusula apontando a taxa SELIC como parâmetro
para o reajuste e, no mesmo contrato, haja outra cláusula definindo índice da poupança como
parâmetro para o mesmo fim, dada a contradição, deve ser utilizado aquele mais atualizado.
d) Nos contratos de adesão, são anuláveis as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente
a direito resultante da natureza do negócio.
e) Nos contratos de adesão, como a sua elaboração tem predominância da vontade de uma das partes
sobre os demais, havendo dubiedade de entendimento acerca de uma das cláusulas, sendo necessária
a intervenção judicial, deve o juiz solicitar da parte que elaborou referida norma arrazoado
circunstanciado acerca dos seus fundamentos, para o fim de formar sua livre convicção sobre a
demanda.

ITAME

31. (Itame - 2020 - Câmara de Caldazinha - GO – Advogado) Considera-se cláusula abusiva


segundo o CDC, exceto aquelas que:

a) infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais.


b) transfiram responsabilidades a terceiros.
c) autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, antes de
sua celebração.
d) estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.

MÉTODO SOLUÇÕES EDUCACIONAIS

32. (Método Soluções Educacionais - 2019 - Prefeitura de Planalto da Serra - MT - Procurador


Jurídico) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.

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a) A garantia contratual é substitutiva á legal e será conferida mediante termo escrito;


b) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, desde que
não onerem excessiva mente a parte contrária;
c) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 10 dias a contar de sua assinatura ou do ato de
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio;
d) Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos
instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.

QUADRIX

33. (Quadrix - Procon - GO - 2017) No que se refere às cláusulas abusivas segundo o CDC,
assinale a alternativa correta.

a) É válida a cláusula contratual relativa ao fornecimento de serviços que determine a utilização


compulsória de arbitragem.
b) São anuláveis, entre outras, as cláusulas contratuais, relativas ao fornecimento de produtos, que
possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
c) Na venda a crédito, é assegurada ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou
parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
d) Em regra, a nulidade de uma cláusula contratual abusiva invalida todo o contrato.
e) O consumidor é o único legitimado a requerer ao Ministério Público o ajuizamento da competente
ação para que seja declarada a nulidade de cláusula contratual que não assegure o justo equilíbrio
entre direitos e obrigações das partes.

34. (Quadrix - Procon - GO - 2017) No que se refere à proteção contratual, assinale a


alternativa correta conforme o CDC.

a) O consumidor pode arrepender-se e desistir do contrato, no prazo de cinco dias, a contar do


recebimento do produto, se o contrato de consumo for concluído fora do estabelecimento comercial.
b) No caso de contratação por telefone, se o consumidor exercer o direito de arrependimento, não terá
direito ao reembolso das quantias pagas.
c) A redação das cláusulas contratuais deve ser feita de modo a facilitar sua compreensão pelo
consumidor para que a obrigação por ele assumida para com o fornecedor possa ser exigível.
d) Apenas as cláusulas contratuais cuja redação seja ambígua ou obscura serão interpretadas de
maneira mais favorável ao consumidor.
e) As declarações de vontade constantes de pré-contratos relativos às relações de consumo não
vinculam o fornecedor.

35. (Qadrix - Procon - GO - 2017) À luz da doutrina e do CDC, assinale a alternativa correta
acerca de contrato de adesão.

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a) Os contratos celebrados verbalmente não poderão ser considerados como de adesão.


b) As estipulações unilaterais do Poder Público estão excluídas do conceito legal de contrato de adesão.
c) A inserção de cláusula no formulário descaracteriza a natureza de adesão do contrato.
d) É inadmissível cláusula resolutória nesse tipo de contrato.
e) Toda estipulação contratual que implicar qualquer limitação de direito do consumidor deverá ser
redigida com destaque, de modo a permitir sua imediata e fácil compreensão.

TJ-MS

36. (TJ-MS - 2018 - TJ-MS - Comarca de Bonito - Juiz Leigo) No tocante as cláusulas abusivas
nas relações de consumo
a) são tidas por inexistentes.
b) dependem de provocação do consumidor para serem reconhecidas, pois são anuláveis.
c) podem ser declaradas, em regra, de ofício pelo juiz, pois são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.

TJ-PR

37. (TJ-PR - 2018 - Juiz Leigo) Após ter os documentos pessoais furtados, José é surpreendido
com a inclusão de seus dados pessoais em órgão de proteção ao crédito, em razão do
inadimplemento de contrato bancário de financiamento de automóvel celebrado por terceiro
em seu nome. Ostentando prévia e legítima negativação anterior à acima referida, José propõe
ação contra a instituição financeira com a qual foi celebrado o contrato de financiamento de
automóvel. Pleiteia a declaração de inexistência de relação jurídica e o recebimento de
indenização por danos morais. A petição inicial é instruída com documento comprobatório da
inclusão feita a requerimento do réu. Em contestação, o banco alega que tomou todas as
providências que estavam ao seu alcance no momento da contratação e que não pode ser
responsabilizado por fraude praticada por terceiro. Por sua vez, José informa que não tem
provas a produzir, além dos documentos que já apresentou.

De acordo com a orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.

a) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois a instituição financeira responde objetivamente
pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando
demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a simples inscrição indevida do nome
do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para a caracterização do dano moral,
reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.
b) O pedido de indenização deve ser julgado improcedente, pois o banco agiu no exercício regular de
direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a José se voltar contra o terceiro que utilizou
seus dados para celebrar o contrato; o pedido declaratório deve ser julgado procedente,
considerando que Arlindo não deu causa ao fato.

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c) O pedido declaratório deve ser acolhido, pois a instituição financeira responde objetivamente pelos
danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por terceiros, estando demonstrada
a inexistência de relação jurídica entre as partes; o pedido de indenização por danos morais deve ser
julgado improcedente em razão da prévia existência de legítima inscrição do nome de José em órgão
de proteção ao crédito.
d) Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois, embora a instituição financeira responda
subjetivamente, foi comprovada sua culpa pela ineficiência na verificação da documentação
apresentada por terceiro, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a
simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão de proteção ao crédito é suficiente para
a caracterização do dano moral, reconhecido na jurisprudência como in re ipsa.

38. (TJ-PR - 2018 - Comarca de Apucarana) As cláusulas abusivas nas relações de consumo
previstas no art. 51 do CDC:

a) são ineficazes, mas por sua natureza especial dependem da provocação do consumidor para seu
reconhecimento.
b) são tidas por inexistentes.
c) são nulas de pleno direito.
d) dependem de provocação do Ministério Público, já que a declaração de sua ocorrência interessa à
coletividade.

39. (TJ-PR - 2018 - Comarca de Curitiba) A propósito da disciplina do Código de Defesa do


Consumidor sobre as cláusulas abusivas, é correto afirmar que são nulas de pleno direito, entre
outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

a) limitem a responsabilidade do fornecedor em situações justificáveis e sendo o consumidor pessoa


jurídica.
b) estabeleçam a utilização facultativa de arbitragem.
c) autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, ainda que igual direito seja conferido
ao consumidor.
d) obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, ainda que igual direito
lhe seja conferido contra o fornecedor.
e) possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

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GABARITO
1. C (Discordamos da Banca, vide comentários)
2. B
3. B
4. E
5. B
6. A
7. A
8. B
9. A
10. A
11. CORRETO
12. CORRETO
13. E
14. A
15. E
16. C
17. B
18. B
19. A
20. B
21. C
22. B
23. E
24. D
25. A
26. D
27. D
28. D
29. E
30. B
31. C
32. D
33. C
34. C
35. E
36. C
37. C
38. C
39. E

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