UC2 –
Participar da implementação da
sistematização da
assistência de enfermagem.
Atividade Avaliativa
Assuntos:
1. Regulamentação do
exercício da enfermagem;
2. Órgãos de classe (COREN,
COFEN, ABEN).
Lei do exercício profissional
Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986.
Regulamenta o exercício da enfermagem dispondo sobre quem são os profissionais
de enfermagem e quais são as atividades que desenvolvem.
Lei do exercício profissional
O exercício profissional de enfermagem, conforme descrito na lei do exercício
profissional é privativo de Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem e
Parteiras e só é permitido ao profissional inscrito no Conselho Regional de
Enfermagem.
O caminho de cada profissão
• Deverá ter concluído Curso de • Deverá se habilitar com a conclusão
Graduação de Enf., com a de curso técnico com duração média
emissão de diploma por de 2 anos, em escola com
Universidade autorizada pelo autorização, sendo exigida a
MEC Técnicos de conclusão do ensino médio.
Enfermeiros
Enfermagem
Auxiliares de
Parteiras
Enfermagem
• Deverá se habilitar com a conclusão • Presta assistência ao parto domiciliar
de curso com duração média de 15 após validação e experiência
meses, em escola com autorização, hospitalar comprovada.
sendo exigida a conclusão do ensino
fundamental.
Estrutura hierárquica e organizacional do
Serviço de Enfermagem
Enfermeiro
Antes da profissão
Técnico de ser legalizada
enfermagem existiam os
“ATENDENTES” de
enfermagem
Auxiliar de
enfermagem
Enfermeiros
• Profissional de nível superior na área da saúde;
• Responsável pela promoção, prevenção e recuperação na área da saúde dos
indivíduos e dentro de uma comunidade;
• Pode atuar na área assistencial, administrativa e gerencial;
• Na área educacional exerce a função de professor, preparando e acompanhando
futuros profissionais de nível médio e superior;
• Está apto a prestar assistência direta a pacientes graves e realizar
procedimentos de maior complexidade, supervisionar auxiliares e técnicos e
liderar equipes de atendimento .
Privativamente:
• Direção e chefia do órgão e de serviços de unidade de enfermagem;
• Organização e direção das atividades técnicas e aux. de enfermagem;
• Consultoria, auditoria e emissão de parecer técnico;
• Consultas de enfermagem;
• Prescrição da assistência de enfermagem;
• Planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços de assistência de enfermagem;
• Cuidados diretos a pacientes graves com risco de vida e de maior complexidade técnica.
Como integrante da equipe de saúde:
• Participação em projetos de reformas de unidades de saúde;
• Prescrição de medicamentos estabelecidos por protocolo em saúde pública;
• Participar da elaboração, planejamento e execução e avaliação da programação e dos planos
assistenciais de saúde;
• Prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral.
Técnico de Enfermagem
• É um profissional com formação de nível médio;
• Responsável pela promoção, prevenção e recuperação na área da saúde dos
indivíduos e dentro de uma comunidade;
• Participa de uma equipe de enfermagem composta por enfermeiros e
auxiliares de enfermagem;
• Aprende a lidar com pacientes de média e alta complexidade, fazer curativos
e pequenas intervenções.
Exerce atividades de nível médio, envolvendo orientações e acompanhamento
do trabalho de enfermagem em grau auxiliar e participa do planejamento da
assistência de enfermagem sob supervisão do enfermeiro, cabendo-lhe:
• participar da programação da assistência de enfermagem;
• participar da equipe de saúde;
• executar ações de enfermagem, exceto as privativas do enfermeiro;
• participar da orientação e supervisão do trabalho de enfermagem em grau auxiliar.
Atendente de Enfermagem
• Função extinta pelo COFEN desde 1995;
• Profissional com ensino fundamental que colaborava em
atividades de apoio e assistência aos pacientes.
LEI Nº 7.498, DE 25 DE JUNHO DE 1986
• Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá
outras providências.
http://www.cofen.gov.br/lei-n-749886-de-25-de-junho-de-
1986_4161.html
https://www.cofen.gov.br/
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7498.htm
decreto-n-9440687/
LEI Nº8.967,DE 28 DE DEZEMBRO DE 1994.
• Altera a redação do parágrafo único do art. 23 da Lei nº 7.498, de
25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do
exercício da enfermagem e dá outras providências.
http://www.cofen.gov.br/lei-n-8967-de-281294_4170.html
Art. 23 – O pessoal que se encontra executando tarefas
de Enfermagem, em virtude de carência de recursos
humanos de nível médio nesta área, sem possuir
formação específica regulada em lei, será autorizado,
pelo Conselho Federal de Enfermagem, a exercer
atividades elementares de Enfermagem, observado o
disposto no Art. 15 desta Lei.
LEI Nº 5.905, DE 12 DE JULHO DE 1973
• Dispõe sobre a criação dos Conselhos Federal e Regionais de
Enfermagem e dá outras providências.
http://www.cofen.gov.br/lei-n-590573-de-12-de-julho-de-1973_4162.html
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5905.htm
Atividade – De quem estamos falando ?
• Três equipes cada equipe irá pesquisar sobre os seguintes órgãos:
➢COREN;
➢COFEN;
➢ABEN.
Roteiro
1. Nome;
2. Criação;
3. Função;
4. Endereços;
5. Sites/app’s;
6. Documentos produzidos;
7. Função prática para o dia a dia do profissional da enfermagem;
8. Curiosidade.
Entidades de classe
As entidades de classes são órgãos que são motivados pelo
interesse coletivo de uma categoria profissional.
Coren – Conselho Regional de Enfermagem
O Conselho Regional de Enfermagem (COREN) é uma entidade
autônoma de interesse público na esfera da fiscalização do exercício
profissional.
O objetivo primordial do conselho é zelar pela qualidade dos serviços
de enfermagem, pelo respeito ao código de ética e cumprimento da lei
do exercício profissional.
Principais atividades do Coren:
• Deliberar sobre inscrição no Conselho, bem como o seu cancelamento;
• Disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, observadas as diretrizes gerais do COFEN;
• Executar as resoluções do COFEN;
• Expedir a carteira de identidade profissional, indispensável ao exercício da profissão e válida em todo o
território nacional;
• Fiscalizar o exercício profissional e decidir os assuntos atinentes à Ética Profissional, impondo as penalidades
cabíveis
• Elaborar a sua proposta orçamentária anual e o projeto de seu regimento interno, submetendo-os à aprovação
do COFEN;
• Zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exerçam; propor ao COFEN medidas visando a melhoria do
exercício profissional;
• Eleger sua Diretoria e seus Delegados eleitores ao Conselho Federal;
• Exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas pela Lei 5.905/73 e pelo COFEN.
Principais atividades:
• Deliberar sobre as inscrições e cancelamentos no conselho.
• Disciplinar e fiscalizar o exercício profissional de enfermagem seguindo as
diretrizes do COFEN.
• Tribunal ético – recebe denúncias éticas, que são apreciadas pelo plenário do
COREN e podem resultar em abertura de processo ético e julgamento
• Executar as resoluções do COFEN.
• Expedir identidades profissionais em todo território nacional.
Cofen – Conselho Federal de Enfermagem
• O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e os seus respectivos
Conselhos Regionais (CORENs) foram criados em 12 de julho de 1973,
por meio da Lei 5.905.
• Juntos, eles formam o Sistema COFEN/CORENs
O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) é responsável por
normatizar e fiscalizar o exercício da profissão de enfermeiros,
técnicos e auxiliares de enfermagem, zelando pela qualidade dos
serviços prestados e pelo cumprimento da Lei do Exercício
Profissional de enfermagem.
Principais atividades:
• Normatizar e expedir instruções para uniformidade de
procedimentos e bom funcionamento dos Conselhos Regionais.
• Apreciar em grau de recurso as decisões dos CORENs.
• Aprovar anualmente as contas e a proposta orçamentária da
autarquia, remetendo-as aos órgãos competentes.
• Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional.
• Estão subordinados ao Conselho Federal todos os 27 conselhos
regionais localizados em cada estado brasileiro;
• Filiado ao Conselho Internacional de Enfermeiros em Genebra, o
COFEN existe para normatizar e fiscalizar o exercício da profissão
de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, zelando pela
qualidade dos serviços prestados pelos participantes da classe e
pelo cumprimento da Lei do Exercício Profissional.
Aben – Associação Brasileira de
Enfermagem
• A Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn, fundada em 12 de
agosto de 1926, sob a personalidade jurídica que congrega
enfermeiros, obstetrizes, técnicos e auxiliares de enfermagem e
estudantes dos cursos de graduação e de educação profissional de
nível técnico que a ela se associam, individual e livremente.
Finalidades:
• Congregar enfermeiros (as), técnicos (as) de enfermagem, auxiliares de enfermagem, estudantes dos
cursos de graduação e de educação profissional habilitação técnico de enfermagem;
• Incentivar a solidariedade e a cooperação entre seus associados (as);
• Promover o desenvolvimento técnico, científico, cultural e político dos profissionais de enfermagem no
país, pautado em princípios éticos;
• Defender os interesses das profissões da área de enfermagem, articulando-se com as demais
Entidades e Instituições de saúde em geral e as de enfermagem, em especial;
• Divulgar trabalhos e estudos de interesse da enfermagem, mantendo órgão oficial de publicação
periódica;
• Promover, estimular e divulgar pesquisas da área de enfermagem.
Sindicatos de Enfermagem
Regulada pelo decreto de LEI nº 1.402, de 05 de julho de 1939
e pelo artigo 8º da Constituição Federal de 05 de outubro de
1988, o Sindicato é uma ASSOCIAÇÃO QUE REÚNE
PESSOAS DE UM MESMO SEGMENTO ECONÔMICO OU
TRABALHISTA, neste caso, o grupo de trabalhadores da
Enfermagem.
FINALIDADE DOS SINDICATOS
DE CLASSE
• A defesa dos interesses econômicos, sociais e políticos dos trabalhadores da
enfermagem;
• Responsáveis pela organização de greves e manifestações voltadas às
melhorias salariais e das condições de trabalho;
• Dedicados aos estudos da área onde atuam e realizam atividades, como
palestras, reuniões e cursos, voltados para o aperfeiçoamento profissional de
seu pessoal.
Registro profissional
Para o exercício legal da profissão, os profissionais necessitam
solicitar inscrição junto ao conselho regional de enfermagem no
estado que exercerão suas atividades, e estar em dia com as
anuidades.
Inscrição profissional
Inscrição profissional é o ato pelo qual o COREN
confere habilitação legal para o exercício da atividade
de enfermagem na área de sua respectiva jurisdição
ao titular de diploma de colação de grau, certificado
ou equivalente de conclusão de curso expedido por
instituição de ensino nos termos da lei.
Tipos de inscrição
• Definitiva principal
• Remida
Tipos de inscrição
• Definitiva
Habilitação legal para o exercício profissional permanente das atividades
de enfermagem na área de jurisdição do Conselho Regional, e para o
exercício eventual em qualquer parte do Território Nacional.
Tipos de inscrição
• Remida
É o direito concedido ao profissional de estar isento do pagamento das
anuidades. Para isso o profissional deve:
• Possuir inscrição no sistema Cofen/Coren por no mínimo 30 anos
(consecutivos ou não), não sendo exigido que seja na mesma categoria.
• Estar com o pagamento das anuidades em dia.
• Nunca ter sofrido penalidade ética ou administrativa no conselho.
Cancelamento de inscrição
Deve ser realizado nos seguintes casos:
• Mudança de categoria ou inscrição
• Encerramento de atividade profissional.
• Falecimento.
Para cancelamento as anuidades devem estar pagas e o profissional
não pode estar respondendo processo ético ou disciplinar.
Atividade – Estudo de caso
Rita Kadilac, 57 anos, hipertensa e diabética, realiza acompanhamento
mensal com a equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) em sua
comunidade. Durante uma consulta de rotina, a enfermeira nota que
Rita relata dores no peito e cansaço frequente. A enfermeira solicita
exames básicos no próprio posto de saúde e, após análise, é
constatada a necessidade de uma avaliação cardiológica especializada.
Rita é então encaminhada para uma unidade de saúde com estrutura
para atendimento ambulatorial especializado. Após novos exames,
detecta-se uma obstrução coronariana grave, sendo necessária uma
cirurgia cardíaca em um hospital equipado com Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) e equipe médica multidisciplinar de alta complexidade.
1. Quais são os níveis de complexidade da atenção à saúde
representados neste caso? E por que ?
2. Qual o papel do técnico em enfermagem em cada nível de atenção
apresentado?
3. Como o sistema de saúde organiza o fluxo do paciente entre os
diferentes níveis de complexidade?
4. Em que nível de atenção se encaixaria um centro de reabilitação
especializado em neurologia?
5. Descreva e justifique os cuidados a serem dispensados a esta
paciente, sinalizando a de cada profissional (médico, enfermeiro e
técnico de enfermagem).
Atividade – Estudo de caso
Ronaldinho Gaúcho é técnico em enfermagem e começou a trabalhar
em um hospital público estadual. Ele percebe que os profissionais da
enfermagem estão enfrentando jornadas exaustivas, acúmulo de
funções e falta de equipamentos de proteção individual (EPIs). Ao
conversar com colegas, descobre que muitos não conhecem seus
direitos ou nem sabem da existência do sindicato da categoria.
Ronaldinho decide procurar o sindicato dos profissionais de
enfermagem da região e leva as denúncias à entidade, que passa a
orientar os trabalhadores, negocia melhorias com a administração
hospitalar e organiza uma assembleia com os profissionais.
1. De acordo com o artigo 8º da Constituição Federal de 1988, qual é a
função do sindicato na defesa dos trabalhadores?
2. Qual a importância da Lei nº 1.402/1939 para a organização sindical
da enfermagem?
3. Quais ações práticas o sindicato pode tomar para proteger os direitos
dos técnicos em enfermagem nesse caso?
4. O técnico em enfermagem pode se filiar e participar ativamente do
sindicato? Como isso fortalece a categoria?
5. Como o técnico de enfermagem pode contribuir e articular para as
necessidades da profissão ?
SS 28/07: O encontro de hoje ocorreu de maneira síncrona e presencial
na unidade escolar Senac Osasco a proposta para hoje foi
compreender os detalhes e aplicabilidade da lei do exercício
profissional, distinção no fazer profissional, órgãos de classe ,
sindicatos e inscrição profissional. E dois estudos de caso para treino
da atividade avaliativa na sexta-feira.
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Atividade – Quem errou não fui eu!
• Cada grupo dará um exemplo de cada infração NA ENFERMAGEM:
➢Imperícia
➢Imprudência
➢Negligencia
• Apresentação deverá acontecer em forma de dramatização.