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DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória tratável e prevenível, caracterizada por sintomas como dispneia e tosse, e é frequentemente causada por fatores como tabagismo e poluição. O diagnóstico e a classificação da DPOC são realizados através de espirometria e avaliação de exacerbações, com o tratamento focado em aliviar sintomas, prevenir progressão e reduzir mortalidade. O manejo inclui terapias farmacológicas e não-farmacológicas, adaptadas conforme a gravidade da doença e a resposta do paciente.

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DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória tratável e prevenível, caracterizada por sintomas como dispneia e tosse, e é frequentemente causada por fatores como tabagismo e poluição. O diagnóstico e a classificação da DPOC são realizados através de espirometria e avaliação de exacerbações, com o tratamento focado em aliviar sintomas, prevenir progressão e reduzir mortalidade. O manejo inclui terapias farmacológicas e não-farmacológicas, adaptadas conforme a gravidade da doença e a resposta do paciente.

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DPOC – PNEUMO – HP7 – Estherfanny Nóbrega

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA  Os sintomas respiratórios mais comuns incluem


(DPOC) dispneia, tosse e/ou escarro.
Conceito  Índice de dispneia modificado do MRC: leve 0-
 Doença respiratória frequente, prevenivel e tratável, 1, moderada -2, intensa -3 e muito intensa -4.
heterogênea em sua apresentação clínica e evolução.  0 – falta de ar com exercício intenso;
 Tem persistência dos sintomas respiratórios e  1 – quando apressa o passo ou sobe escadas ou
limitação crônica e persistente ao fluxo aéreo, ladeiras;
devido anormalidades aveolares ou na via aérea.  2 – precisa parar algumas vezes quando anda
Associada à resposta inflamatória anormal dos no seu passo ou anda mais devagar que outras
pulmões frente à exposição à partículas nocivas e pessoas da mesma idade;
gases, sendo mais comum:  3 – precisa parar muitas vezes quando anda
 Fumaça do tabaco (cigarro, cigarrilha, cachimbo e perto de 100m, ou poucos minutos de
charuto); caminhada no plano;
 Exposição ocupacional a gases tóxicos;  4 – falta de ar que lhe impede sair de casa, ou
 Queima de biomassa (ex: fogão à lenha). precisa de ajuda para se vestir ou tomar banho,
 Produz consequências sistêmicas significativas. devido a falta de ar.

Fatores de risco Classificação


 O primeiro passo é classificar a gravidade do
 Fatores extrínsecos: tabagismo; exposição
fluxo de ar e obstrução, através da espirometria,
ocupacional; poluição ambiental; queima de
caso a relação FEV1/FVC for <0,7 ou 70%, o
biomassa.
paciente recebe o diagnóstico funcional de DPOC
 Carga tabágica: número de cigarros fumados por
e deve ser classificado em:
dia ÷ 20, e x número de anos que o indivíduo
 GOLD 1: FEV1 ≥ 80%
fumou.→ cigarros por dia ÷ 20 x anos.
 GOLD 2: FEV1 50-79%
 Queima de biomassa (número de horas – ano de
 GOLD 3: FEV1 30-49%
exposição): número médio de horas cozinhando em
 GOLD 4: FEV1 <30%
fogão de lenha x número de anos que cozinhou à
 O segundo passo é ver o seu histórico de
lenha.
exacerbação (evento agudo na evolução da
 Fatores individuais: envelhecimento e causas
doença, caracterizada por piora da dispneia,
genéticas (deficiência de A1 - Antitripsina):
aumento da tosse e/ou da expectoração – volume
 Adulto jovem, <45 anos, sem fator de risco
e/ou purulência, além da variabilidade diária,
conhecido (extrínseco), enfisema predominante em
suficientes para modificar a terapia; acelera a
região basal do pulmão e com histórico familiar da
perda da função pulmonar):
doença.
 Paciente exacerbador: quando tiver histórico
 Outros: história de tuberculose.
≥2 exacerbações ou ≥1 exacerbação
Quadro clínico necessitando de internação hospitalar;
 Paciente não exacerbador: 0 (nenhuma)
 Assintomáticos: 1/3 dos pacientes.
exacerbação ou 1 sem necessitar de internação
 Fases iniciais: com sintomas intermitentes, que
hospitalar.
podem passar como quadro de IVAS virais ou
 O terceiro passo é classificar o paciente na escala
alérgicas e, caso o paciente fume, pensar na DPOC
de dispneia – mMRC.
em fase inicial.
 OBS: alguns anos atrás, o GOLD incluía a escala
 Dispneia referida quando leva a limitação de
da espirometria para realizar a classificação
exercícios, principal determinante da incapacidade e
ABCD, porém, isso não é mais utilizado a partir
redução da qualidade de vida do paciente.
de alguns erros identificados.
 Subgrupos clínicos mais estudados: enfisema –
 Após realizar os 3 passos, o paciente deve ser
hiperinsuflação; bronquite crônica; paciente
classificado na escala ABCD, utilizada para
exacerbador frequente; associação asma/DPOC.
indicar o manejo adequado do quadro:
DPOC – PNEUMO – HP7 – Estherfanny Nóbrega

 C: uso de LAMA, pois é um anticolinérgico de


Paciente ação prolongada que diminui as exacerbações,
C D
exacerbador
típicas desse grupo.
 D: pode usar um LAMA, ou LAMA + LABA, ou
Paciente não corticoide inalatório em baixa dose + LABA.
A B
exacerbador
D – lama ou
mMRC 0-1 mMRC ≥2 Paciente
C – LAMA laba + lama ou
exacerbador
ci + laba
Tratamento
Paciente não A– B – LAMA ou
 Tem como objetivo aliviar os sintomas, aumentar a exacerbador Broncodilatador LABA
capacidade de exercícios e melhorar o estado de
saúde. Além de prevenir a progressão da doença, mMRC 0-1 mMRC ≥2
prevenir e tratar exacerbações e reduzir a
mortalidade, assim, reduzindo os riscos.  Tratamento de manutenção:
 Medidas não-farmacológicas:  O acréscimo do corticoide inalatório (CI),
 Cessação do tabagismo: terapia de apoio, com ou associado com o LABA, deve ser feito em
não medicamentos; pacientes com eosinofilia ≥300, ou ≥100 com 2
 Vacinação: anti-pneumocócica e influenza diminui exacerbações ou 1 com internação hospitalar
as taxas de IVAS (diminui exacerbações); no ano anterior.
 Reabilitação pulmonar: apenas exercício físico  Sempre considerar redução progressiva do uso
para pacientes GOLD A e reabilitação para B-D; do corticoide inalatório em pacientes com
 Oxigenoterapia suplementar domiciliar contínua: episódio de pneumonia, baixa resposta ou
indicada para pacientes GOLD D, com hipoxemia indicação inadequada.
documentada;  Caso o acréscimo de um segundo
 Ventilação mecânica não invasiva domiciliar: broncodilatador, como LAMA + LABA, não
indicada em pacientes com hipercapnia persistente. apresentar melhora dos sintomas, sugere-se
 Gasometria arterial: indicada para pacientes com voltar com a monoterapia (LAMA somente) e
DPOC grave e não grave ou com saturação de O2 considerar a mudança do dispositivo inalatório
<90% no oxímetro de pulso. e/ou da medicação.
 Anticolinérgicos: drogas de escolha no tratamento  A mudança de LABA + CI para LABA + LAMA
da fase de manutenção. Sendo que até o ipratrópio está indicada caso o uso do corticoide não
mostra benefícios documentados quando comparado esteja bem indicado (primeiro tópico).
aos beta-adrenérgicos, em qualidade de vida e
Exacerbação
função pulmonar. Porém, o mais adequado é iniciar
 Causas de exacerbação:
o tratamento com LAMA (anticolinérgico de ação
 Fatores extra-pulmonares: IC, IAM, arritmias.
prolongada), já que melhoram a qualidade de vida,
 Fatores pulmonares: pneumonia, TEP,
melhoram a função pulmonar, melhora na
pneumotórax, derrame pleural, obstrução da via
efetividade da reabilitação, reduzindo exacerbações
aérea alta, aspiração recorrente de conteúdo
e internações, porém, tem alto custo.
gástrico (por uma DRGE), etc.
 Tratamento de acordo com a classificação ABCD:
 Outros: uso de betabloqueadores beta-
 A: pode ser usado um broncodilatador de longa
adrenérgicos não seletivos (atenolol e
anticolinérgico, porém, não é obrigatório, sendo
propanolol) e sedativos.
definido melhor pela escala de dispneia, caso seja
 Classificação da exacerbação:
0 (uso somente para resgate) ou 1 (uso para
 Leve: piora dos sintomas que requer aumento
manutenção).
do uso de broncodilatadores de curta ação em
 B: devem fazer uso de um broncodilatador de ação
relação as doses habituais, passa a usar mais
prolongada, como o LABA ou LAMA
vezes, um tratamento ambulatorial.
(preferencial).
DPOC – PNEUMO – HP7 – Estherfanny Nóbrega

 Moderada: piora dos sintomas que requer o uso de


corticoesteroides e/ou antibióticos (na suspeita de
infecção, como pneumonia bacteriana) por VO.
Ambulatorial ou breve na emergência.
 Grave: mesmo da moderada, porém, os
medicamentos podem ser VO ou IV. Tratamento
hospitalizado ou enfermaria.
 Muito grave: piora dos sintomas que coloca em
risco a vida do paciente que requer os mesmos
medicamentos e vias do quadro grave, além de,
por vezes, ventilação mecânica. Tratamento
hospitalizado na UTI.
 Tratamento das exacerbações leve:
 Primeiro deve identificar a causa e, caso seja
infecciosa, considerar o uso de cursos curtos de
antibióticos 5-7 dias.
 Avaliar o risco de infecção por pseudômonas
aeruginosa (antibióticos específicos): tem maior
risco quem já tem uma grave função pulmonar –
FEV1 <30%; ou quem tem bonquiectasia
associada; ou quem já teve pseudômonas numa
exacerbação anterior; ou quem fez uso de
antibióticos 3 meses antes; ou quem fez uso de
antibióticos por pelo menos 4x no ano; ou quem
utiliza corticoide oral prolongado; ou quem foi
hospitalizado recentemente.
 Critérios de hospitalização na exacerbação:
 Paciente sem capacidade de autocuidado;
 Dispneia intensa (mMRC 4);
 Dispneia grave que não melhora com tratamento
otimizado;
 Fracasso do tratamento ambulatorial;
 Comorbidades significativas (diabetes, HAS...);
 Histórico ≥3 exacerbações/hospitalizações no
último ano;
 Taquipneia (FR>30rpm);
 Estado de consciência alterado;
 Uso da musculatura respiratória acessória;
 Instabilidade hemodinâmica;
 Piora do edema periférico;
 Hipoxemia grave (SPO2 <90%);
 Hipercapnia com acidose respiratória.

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