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Capitulo 1

A aula introduz os conceitos fundamentais da termodinâmica, incluindo definições de sistemas, propriedades, e leis da conservação de energia. A primeira e segunda leis da termodinâmica são discutidas, enfatizando a importância da energia em suas diversas formas e a distinção entre sistemas abertos e fechados. Além disso, são abordados parâmetros termodinâmicos de estado e a definição de pressão, incluindo suas unidades e relações.

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Capitulo 1

A aula introduz os conceitos fundamentais da termodinâmica, incluindo definições de sistemas, propriedades, e leis da conservação de energia. A primeira e segunda leis da termodinâmica são discutidas, enfatizando a importância da energia em suas diversas formas e a distinção entre sistemas abertos e fechados. Além disso, são abordados parâmetros termodinâmicos de estado e a definição de pressão, incluindo suas unidades e relações.

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Aula 1

Termodinâmica
2024
Noções principais. Primeiro princípio
de termodinâmica
• Objectivos
– Identificar o vocabulário específico associado com a
termodinâmica através de definições precisas dos
conceitos básicos
– Revisitar o sistema métrico SI que será usado ao longo da
aprendizagem da disciplina
– Explicar conceitos básicos da termodinâmica, tais como
sistema, estado, postulado do estado, equilíbrio, processo
e ciclo
– Rever os conceitos de temperatura, escala de
temperaturas, pressão , e pressão absoluta e pressão
manómetros
– Introduzir um método de resolução de problemas intuitivo
sistemático
Fundamentos da Termodinâmica

• Fundamentos da termodinâmica (Introdução);


• Sistemas termodinâmicos;
• Parâmetros termodinâmicos de estado;
• Equação de estado para um gás perfeito;
• Factor de compressibilidade dos gases;
• Equação de estado para um gás real.
Fundamentos da Termodinâmica
• A termodinâmica pode ser definida como a ciência da energia. Embora se
tenha a percepção do que é a energia, é difícil defini-la com precisão. A
energia pode ser definida como a capacidade de provocar alterações.

• A palavra termodinâmica advêm das palavra gregas therme (calor) e


dynamis (potência), sendo a melhor descrição os primeiros esforços em
converter o calor em potência. Hoje em dia, este termo é utilizado para
incluir todos os aspectos relacionados com a energia e suas
transformações, incluindo a sua produção, refrigeração e relações
existentes entre propriedades da matéria.
Fundamentos da Termodinâmica
Fundamentos da Termodinâmica
Uma das principais leis da natureza é o principio de conservação da energia.
Este estabelece que durante uma interacção a energia pode mudar de forma,
mas que a quantidade total permanece constante, ou seja, a energia não pode
ser criada ou destruída.

– Uma pedra a cair ganha velocidade como resultado da conversão da energia


potencial em cinética.

– O principio de conservação da energia serve de base para a indústria alimentar:

um indivíduo que recebe mais energia (alimento) do que gasta (exercício) irá
aumentar o seu peso (armazena energia sob a forma de gordura), e outro que
receba menos energia do que a que gasta irá perder peso.
Fundamentos da Termodinâmica

• A primeira lei da termodinâmica expressa o


principio de conservação da energia e estabelece
que a energia é uma propriedade termodinâmica.
• A segunda lei da termodinâmica estabelece que
a energia tem qualidade e quantidade, e que os
processos reais ocorrem na direcção da qualidade
decrescente da energia.
Fundamentos da Termodinâmica
Por exemplo, uma chávena de
café quente, em repouso
numa mesa, irá eventualmente
arrefecer, mas uma chávena
fria na mesma mesa nunca irá
aquecer por si só. A energia
contida no café a uma
temperatura elevada é
degradada (transformada
numa forma menos útil a uma
baixa temperatura), uma vez
que é transferida para o
ambiente circundante.
Fundamentos da Termodinâmica
• No sistema internacional as unidades de massa,
comprimento e tempo são o quilograma (kg), o
metro (m) e o segundo (s), respectivamente. As
unidades correspondentes ao sistema Inglês são a
libra massa (lbm), o pé (ft) e o segundo (s). As
unidades de massa e de comprimento dos dois
sistemas são relacionadas entre si por:
1lbm  0, 45359 kg
1ft = 0,3048 m
Fundamentos da Termodinâmica
• No sistema inglês a
força é considerada
geralmente como uma
das dimensões
primárias, sendo
atribuída uma unidade
não derivada, isto é
uma fonte de confusão
e erro que necessita de
um factor de conversão
(gc) em diversas
expressões.
Fundamentos da Termodinâmica
De forma a evitar o inconveniente de tratar a força como dimensão primária
trata-se como secundária derivando-a da segunda lei de Newton, ficando:

Força   massa  aceleração 


F  ma
No sistema internacional a unidade de força é o Newton
(N), sendo definido como a força necessária para acelerar
a massa de 1 kg a 1m/s2 .
No sistema Inglês, a unidade de força é a libra força (lbf)
sendo definida como a força necessária para acelerar
uma massa de 32,174 lbm (1 slug) com 1 ft/s2.
Fundamentos da Termodinâmica
• A força de 1 Newton é
aproximadamente igual ao
peso de uma pequena maçã
(m=102 g), enquanto que a
libra força é equivalente ao
peso de 4 maçãs médias
(mtotal=454g). Outra unidade
comum é o quilograma
força (kgf), representando o
peso de 10 maçãs ao nível
do mar.
1.1 Sistemas Termodinâmicos
Um sistema termodinâmico, ou
simplesmente sistema é definido por
uma quantidade de matéria ou região
no espaço, escolhidas para serem
estudadas. A massa ou região exterior
é denominada vizinhança. A
superfície real ou imaginária que
separa o sistema da vizinhança
chama-se fronteira. A vizinhança de
um sistema pode ser fixa ou móvel . A
superfície de contacto entre o sistema
e a vizinhança, em termos
matemáticos, tem uma espessura
nula, não pode ter massa ou conter
qualquer volume.
1.1 Sistemas Termodinâmicos
•As relações termodinâmicas que se utilizam para sistemas
abertos e fechados são diferentes. Portanto é extremamente
importante reconhecer o tipo de sistema, antes de iniciar o seu
estudo.

•Em todas as análises termodinâmicas o sistema em estudo deve


ser definido com cuidado. Na maioria dos casos, o sistema é
simples e bastante óbvio e a sua definição pode parecer
monótona e desnecessária.
1.1 Sistemas Termodinâmicos
Um sistema fechado (também denominado
massa de controlo) consiste numa quantidade
de massa fixa, não existindo trocas desta. Ou
seja a massa não pode atravessar a fronteira. A
energia neste tipo de sistemas pode variar. Nos
casos especiais em que mesmo a energia não
atravessa a fronteira chamam-se sistemas
isolados.
1.1 Sistemas Termodinâmicos
Considere um dispositivo
cilindro êmbolo. O estudo
irá recair sobre o gás
contido no seu interior. As
superfícies interiores do
embolo e do cilindro
constituem a fronteira e
visto que não é possível a
troca de massa, este é um
sistema fechado.
1.1 Sistemas Termodinâmicos
Note-se que pode haver
troca de energia e que
uma parte da fronteira
(superfície interior da
fronteira) pode-se mover.
O exterior ao gás,
incluindo o êmbolo e o
cilindro, constituem a
vizinhança.
1.1 Sistemas Termodinâmicos
Um sistema aberto ou volume de controlo,
consiste numa região do espaço bem definida. Esta, geralmente,
envolve um dispositivo onde existe troca de massa tal como num
compressor, turbina ou difusor. O escoamento através destes é
convenientemente estudado por meio da selecção da região que
envolve o dispositivo, estabelecendo-se o volume de controlo.
Tanto a massa como a energia podem atravessar a fronteira de
um volume de controlo denominado superfície de controlo.
1.1.2 Sistemas Termodinâmicos
abertos
Considere-se um
aquecedor de água.
Pretende-se determinar a
quantidade de calor
necessária fornecer de
forma a obter um caudal
de água quente. Visto que
o sistema admite agua fria
e retira água quente não é
conveniente trata-lo como
sistema fechado.
1.2 Formas de energia
• A energia pode existir sob diversas formas tais como a
térmica, mecânica, cinética, potencial, eléctrica, química,
magnética e nuclear e a soma constitui a energia total E do
sistema. Esta dividida por unidade de massa, denota-se por
e, sendo definida por:

E
e  kJ kg 
m
1.2 Formas de energia
• A termodinâmica não permite obter o valor da
energia total de um sistema. Consegue-se
somente conhecer a variação desta, sendo o
importante em sistemas de engenharia.
• Assim é possível em determinado ponto de
referência atribuir o valor zero a energia total
de um sistema (E=0). A variação da energia
total de um sistema é independente da
escolha do ponto de referência.
1.2 Formas de energia
• Numa análise termodinâmica é conveniente juntar em dois
grupos as diversas formas de energia que compõem a energia
total: macroscópica e microscópica.

• As formas de energia macroscópica são aquelas que um


sistema possui como um todo em relação a um referencial
exterior.

• As formas de energia microscópica estão relacionadas com a


estrutura molecular e o grau de actividade molecular e são
independentes de referenciais exteriores. A soma de todas as
energias microscópicas do sistema é chamada energia interna
de um sistema e a sua notação é U.
1.3 Parâmetros Termodinâmicos de
estado
•Qualquer característica de um sistema é chamada propriedade, e alguns
exemplos desta são a Pressão P, a temperatura T, o volume V e a massa m.
Esta lista pode ser estendida a propriedades menos usuais tais como a
viscosidade, a condutibilidade térmica, resistibilidade eléctrica a até a
velocidade de elevação.

•Nem todas as propriedades são independentes, sendo algumas definidas


em função de outras. Por exemplo a massa volúmica é caracterizada pela
massa por unidade de volume:


m
V
 kg m3 
1.3 Parâmetros Termodinâmicos de
estado
Por vezes a massa volúmica de uma substância é dada em função de
outra substância conhecida. Neste caso denomina-se densidade.
Sendo definida como a relação entre a a massa volúmica de uma
substância em relação a outra padrão, a uma dada temperatura
(geralmente água a 4º C, para a qual ρ = 1000 kg/m3)

s  (adimensional) (1.2)
 H 2O
Uma propriedade comum em termodinâmica é o volume
específico, recíproco da massa volúmica definido como
volume por unidade de massa


V
=
m 
1
m 3
kg  (1.3)
1.3 Parâmetros Termodinâmicos de
estado
As propriedades podem ser
consideradas como intensivas ou
extensivas. As propriedades
intensivas são independentes da
dimensão do sistema, tais como a
temperatura, a pressão, e a
massa volúmica. Nas
propriedades extensivas, o seu
valor depende da dimensão ou
extensão do sistema.
As propriedades extensivas por
unidade de massa chão chamadas
propriedades específicas.
1.4 Estado de um Sistema
Considere-se um sistema em que
não existe nenhuma alteração.
Todas as propriedades podem ser
medidas ou calculadas ao longo
de todo o sistema permitindo
caracterizar um conjunto de
propriedades que descrevem
completamente a condição ou o
estado do sistema. Num dado
estado, todas as propriedades do
sistema têm valores fixos, e se
um destes variar verifica-se uma
mudança de estado.
1.5 Processos e Ciclos
Qualquer alteração que um
sistema sofra desde um estado
de equilíbrio para um outro
denomina-se processo, e a
série de estados pelo qual um
sistema passa durante um
processo chama-se caminho.
Para descrever um processo na
sua totalidade é necessário
especificar os estados inicial e
final e o caminho percorrido e
as interacções com a
vizinhança.
1.5 Processos e Ciclos
Quando um processo evolui de
forma a que o sistema
permaneça infinitesimamente
próximo do estado de
equilíbrio, denomina-se
processo quase-estático ou de
quase-equilíbrio. Este pode
ser visto como um processo
suficientemente lento que
permite ao sistema ajustar-se
internamente de forma que as
propriedades sejam
homogéneas.
1.5 Processos e Ciclos
Os diagramas de processos
traçados com coordenadas de
propriedades termodinâmicas
são muito úteis , pois permitem
a visualização destes. A
temperatura T, a pressão P e o
volume V (ou volume específico
v) são algumas das propriedades
mais usadas como coordenadas
de diagramas. O prefixo iso é
geralmente usado para designar
uma propriedade particular que
permanece constante
1.6 Postulado de Estado
• O estado de um sistema é definido pelas suas propriedades ,
mas sabe-se que não é preciso especificar todas as
propriedades, de forma a definir um estado, tomando as
restantes valores automaticamente, O número de
propriedades necessárias para caracterizar um sistema é dado
pelo postulado de estado:

– O estado de um sistema simples compressível é completamente


definido através de duas propriedades intensivas independentes

• Denomina-se sistema compreensível simples se não


existirem efeitos externos eléctricos, magnéticos, gravíticos,
de movimento e de tensão superficial.
1.7 Pressão
A pressão é a força exercida
por um fluido por unidade de
área. Este termo só se aplica
para gases e líquidos. Para o
caso de sólidos, denomina-se
tensão. Num fluído
estacionário, a pressão num
dado ponto é a mesma em
todas as direcções,
aumentando
proporcionalmente com a
profundidade como resultado
do peso do líquido.
1.7 Pressão
Como a pressão é definida como força por unidade de área, a
sua unidade é Newton por metro quadrado (N/m2) e
denomina-se Pascal (Pa)
1Pa  1 N m 2
Como a unidade, Pascal é muito pequena para as pressões que
se encontram, usam-se geralmente os múltiplos quilopascal (1
kPa= 103 Pa) e megapascal (1 MPa=106 Pa). Existem duas
unidades de pressão também vulgarmente utilizadas que são o
bar e a atmosfera padrão.
1bar  105 Pa  0,1MPa  100kPa
1atm  101325Pa  101,325KPa  1, 01325bar
1.7 Pressão
À pressão real de um dado local, chama-se pressão
absoluta e é medida em relação ao vácuo absoluto, ou
seja, em relação à pressão zero absoluta. A maioria dos
aparelhos de medição de pressão são calibrados de
forma ao zero corresponder à pressão atmosférica,
indicando assim a diferença entre a pressão absoluta e
a pressão atmosférica local. Este valor representa a
pressão manométrica. À pressão inferior a atmosférica
chama-se depressão e é medida com medidores de
vácuo que indicam a diferença entra a pressão
atmosférica e a absoluta.
1.7 Pressão
As pressões absoluta, manométrica e depressão têm sempre valores
positivos e estão relacionadas entre si através de;
Pmanométrica  Pabs  Patm (Para pressões acima de Patm )
Pdepressão  Patm  Pabs (Para pressões abaixo de Patm )
1.8 Temperatura
•A temperatura de um corpo é o grau de
vibração ou agitação das suas moléculas.

•À medida que aumentam sua vibração, as


moléculas:
– ocupam mais espaço;
– emitem mais radiação;
– alteram mais a resistência do corpo que
compõem.
1.8 Temperatura
A baixa temperatura as moléculas vibram a
baixa velocidade, então diz-se que esse corpo
tem pouca energia térmica.
1.8 Temperatura
• A alta temperatura as moléculas vibram a alta
velocidade, então diz-se que esse corpo tem
muita energia térmica.
1.8 Temperatura
212 ºF 100 ºC 373,15 K

32 ºF 0 ºC 273,15 K

-459,6 ºF -273,15 ºC 0K

Farenheit Celcius Kelvin


1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
Qualquer equação que relacione a pressão, a
temperatura e o volume específico de uma substância é
denominada equação de estado. As relações de
propriedades que envolvem outras propriedades de
uma substância em estados de equilíbrio, também são
referidas como equações de estado. A mais simples e
conhecida para substâncias na fase gasosa é a equação
de estado de um gás perfeito. Esta prevê o
comportamento P-v-T de um gás com grande precisão
no interior de uma região seleccionada.
1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
Em 1662, o inglês Robert Boyle observou, durante as
suas experiências com uma câmara de vácuo, que a
pressão nos gases é inversamente proporcional ao seu
volume. Em 1802, J. Charles e J Gay-Lussac, ambos
franceses, determinaram experimentalmente que, a
baixas pressões, o volume de um gás é proporcional a
sua temperatura, isto é: T 
P  R 
 
ou

P  RT (1.4)
1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
Em que a constante de proporcionalidade R é chamada
constante de gás. A Equação 1.4 é chamada equação de
estado de um gás perfeito, ou simplesmente equação de
um gás perfeito, e um gás que obedeça a esta equação
denomina-se gás perfeito. Nesta equação, P representa a
pressão absoluta, T a temperatura absoluta e ν o volume
específico.
A constante R é diferente para cada gás e determina-se
de: R
R  u  kJ/  kg×K  ou kPa  m3 /  kg  K  
 
(1.5)
M
Em que Ru é a constante universal dos gases e M a massa
molar (também conhecido por peso molar)
1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
• A constante Ru é a mesma para todas as substâncias,
sendo o seu valor de:

8,314 kJ/  kmol  K 



8,314 m 3
/  kmol  K 

 0, 08314 bar  m 3
/  kmol  K 
Ru  
1,968 Btu/  lbmol  R 

10, 73 psia  ft 3
/  lbmol  R 
1545 ft  lbf/  lbmol  R 

1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
A massa molar pode ser definida como a massa de um mole
(também chama-se grama-mole, abreviado por gmol) de
uma substância em gramas ou a massa de um kmol (também
chamado quilograma mole, abreviado por kgmol) em
quilogramas. Quando se diz que a massa do azoto é 28,
significa que a massa de 1 kmol de azoto é de 28 kg ou que a
massa de 1 lbmol é de 28 lbm. Isto é, M = 28 kg/kmol = 28
lbm/lbmol. A massa do sistema é igual ao produto da sua
massa molar M pelo número de moles N.

m  MN  kg  (1.6)
1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
A equação dos gases perfeitos pode ser escrita de
diversas formas:
V  m  PV  mRT
mR   MN  R  NRu  PV  NRuT
V  N  P  RuT

Em que v é o volume específico molar, ou seja, o volume


por unidade de mole (em m3/kmol ou ft3/lbmol)
1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
Escrevendo a equação de estado duas vezes para uma
massa fixa e simplificando, podem relacionar-se as
propriedades de um gás perfeito em dois estados diferentes.
PV PV
1 1
 2 2 (1.7)
T1 T2
Um gás perfeito é uma substância imaginária que obedece
à equação Pv=RT. Foi observado experimentalmente que
a equação acima representada é muito próxima do
comportamento P-v-T de gases reais a baixas
temperaturas, a massa volúmica decresce, e o gás
comporta-se nestas condições como perfeito.
1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
• Na região de interesse prático, muitos gases
familiares como o ar, o azoto, o oxigêneo, o
hidrogénio, o hélio, o néon, o crípton e até gases
mais pesados, tal como o dioxido de carbono, podem
ser tratados como gases perfeitos com um erro
desprezível (geralmente inferior a 1%). Gases mais
densos como o vapor, em centrais térmicas e o vapor
de fluído frigorigéneo, em frigoríficos, não devem ser
tratados como gases perfeitos, devendo utilizar-se as
tabelas de propriedades.
1.9 Equação de estado para um gás
perfeito
Na figura encontra-se traçado o
erro associado a tratar-se o vapor
como um gás perfeito. Desta
depreende-se que abaixo de 10
kPa pode-se tratar o vapor de
água como um gás perfeito,
independentemente da sua
temperatura, com um erro
desprezável (inferior a 0,1%) mas
a pressões elevadas, na
vizinhança do ponto crítico e na
linha de vapor saturado, produz
erros inaceitáveis (mais de 100%).
1.10 Factor de compressibilidade dos
gases
A equação dos gases perfeitos é muito simples e conveniente,
mas como se vê da figura anterior, existe um desvio de
comportamento significativo nos estados próximos da região de
saturação e do ponto crítico. Este desvio a uma dada pressão e
temperatura pode ser tido em conta pela introdução de um
factor de correcção, chamado factor de compressibilidade Z que
é definido por:
P
Z
RT
ou (1.8)
P  ZRT
1.10 Factor de compressibilidade dos
gases
Pode também ser expresso por:
 real
Z (1.9)
 ideal
Em que videal = RT/P. Obviamente que, para gases
perfeitos Z=1. Para gases reais, Z pode ser maior ou
menos que a unidade. Quanto mais distante estiver da
unidade, mais o gás se desvia do comportamento de um
gás perfeito.
1.10 Factor de compressibilidade dos
gases

• O factor de
compressibilidade é
igual a unidade para
gases perfeitos.
1.10 Factor de compressibilidade dos
gases
Os gases têm um comportamento diferente a uma dada
temperatura e pressão, mas apresentam o mesmo
comportamento às mesmas temperaturas e pressões
normalizadas com base no ponto crítico. Esta normalização
é efectuada fazendo:
P T
PR  ou TR  (1.10)
Pcr Tcr

Em que PR é a pressão reduzida e TR a temperatura


reduzida. Para a mesma pressão e temperatura reduzida,
o factor Z é idêntico para todos os gases
1.11 Equação de estado para um gás
real
• A equação dos gases perfeitos é muito simples
mas de aplicação limitada. É desejável possuir
equações de estado que representem
correctamente o comportamento P-v-T numa
região maior, sem limitações. Obviamente que
tais equações são mais complicadas. Existem
várias equações que se utilizam para este fim,
algumas das quais se abordam em seguida:
1.11.1 Equação de estado de van der
Waals
A equação de estado de van der Waals foi proposta em
1873 e contém duas constantes que são determinadas
com base no comportamento de uma substância no
ponto crítico, sendo dada por:
 a 
 p  2    b   RT (1.11)
  

van der Waals melhorou a equação dos gases perfeitos ao


incluir dois efeitos não considerados até então: as forças
de atracção intermoleculares e o volume ocupado pelas
próprias moléculas. O termo a/v2 toma em conta o primeiro
factor e b o segundo.
1.11.1 Equação de estado de van der
Waals
A determinação das duas
constantes é baseada na
observação da isotérmica
crítica de um diagrama P-v.
Esta apresenta uma inflexão
horizontal no ponto crítico.
Assim as primeiras e segundas
derivadas de P em ordem a v
no ponto crítico são nulas

 P   2 P 
  0 e  2  0
  T Tcr const   T Tcr const
1.11.1 Equação de estado de van der
Waals
Calculando os diferencias e eliminando vcr, as constantes a
e b são:
27 R 2T 2 RTcr
a ou b 
64 Pcr 8Pcr

As constantes a e b podem ser determinadas para


qualquer substância apenas pela análise dos dados do
ponto crítico.
A precisão da equação de estado de van der Waals é por
vezes inadequada mas pode ser melhorada com o uso de
valores a e b baseados no comportamento real de um gás
numa região mais vasta em vez de um único ponto.
1.11.2 Equação de estado de Beattie-
Bridgeman
Esta equação foi proposta em 1928 e é baseada em cinco
constantes determinadas experimentalmente. Foi
proposta na seguinte forma:
RuT  c  A
3   2
P 2 
1    B  (1.12)
  T  
Em que:
 a  b
A  Ao 1   e B  Bo 1  
     
Esta relação é conhecida por ser razoavelmente precisa
para massas volúmicas até cerca de 0,8 ρcr em que ρcr
representa a massa volúmica da substância no ponto
crítico.
Técnica de Resolução de Problemas
• A primeira etapa na aprendizagem de uma ciência eh entender bem os
fundamentos e ganhar um bom conhecimento desses fundamento

• A etapa seguinte eh consolidar os fundamento testando o conhecimento


adquirido, através de resolução de exercícios reais

• Resolver estes problemas, especialmente os mais complexos requer uma


metodologia sistemática.

• Usando uma metodologia passo-a-passo o engenheiro pode reduzir a


solução de exercício complexo numa serie de soluções de problemas
simples

• Durante a solução de problemas eh recomendável as seguintes etapas:


Técnica de Resolução de Problemas
• Etapa 1 Enunciado do Problema
– Nas suas próprias palavras reformula o problema,
a informação básica dada e as quantidades por
determinara. Isto permite entender o problema e
os objectivos antes de tentar resolve-lo
• Etapa : Esquema
– Desenhar um esquema realistico do sistema fisico
envolvido e lista a informacao relevante na figura
Técnica de Resolução de Problemas
• Etapa 3: Pressupostos e aproximações
– Indicar os pressupostos e aproximações feitas para
simplificar o problema de modo a se conseguir uma
solução.
– Justificar os pressupostos questionáveis
– Assumir valores razoáveis para valores ou dados omissos
caso seja necessário.
• Por exemplo se a pressão atmosférica não estiver especificada,
pode se assumir 1 atmosfera, no entanto deve se clarificar que
este valor decresce com a altitude,

• Etapa 4: Leis da física


– Aplicar as leis e princípios (exemplo, conservação da
Técnica de Resolução de Problemas
• Etapa 5: Propriedades
– Determinar as propriedades não conhecidas no estado conhecido, necessárias
para a solução do problema. Isto pode ser feito através das relações entre
propriedades ou tabelas. Listar as propriedades separadamente e indicar as
fontes if aplicável.
• Etapa 6: Cálculos
– Substituir as quantidades conhecidas nas relações matemáticas simplificadas e
fazer os cálculos de modo a terminar as incógnitas.
– Lembre-se que as quantidades dimensionais sem as devidas unidades não teh
significado
– Evitar falsas implicações de alta precisão, copiando todos os dígitos do visor da
sua calculadora — arredondar os resultados ate um numero apropriado de
algarismos significativos .
• Etapa 7: Apreciação Verificação e Discussão
– Verifica se os resultados obtidos são razoáveis e intuitivos
– Verificar a validade dos pressupostos questionáveis
– Fala das conclusões que se podem tirar dos resultados

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