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Resumo

O documento explora as filosofias de Descartes e Hume, destacando o racionalismo cartesiano e o empirismo humeano. Descartes defende que o conhecimento deve ser baseado na razão e na dúvida metódica, enquanto Hume argumenta que a experiência sensorial é a única fonte de conhecimento. A comparação entre os dois filósofos revela suas visões opostas sobre a origem do conhecimento e a natureza da verdade.

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Resumo

O documento explora as filosofias de Descartes e Hume, destacando o racionalismo cartesiano e o empirismo humeano. Descartes defende que o conhecimento deve ser baseado na razão e na dúvida metódica, enquanto Hume argumenta que a experiência sensorial é a única fonte de conhecimento. A comparação entre os dois filósofos revela suas visões opostas sobre a origem do conhecimento e a natureza da verdade.

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Resumo: Filosofia 11º Ano

Descartes: Racionalismo

Método Cartesiano

 Inspirado na matemática, visa garantir um conhecimento seguro e indubitável.


 Baseia-se na ideia de que o conhecimento deve ter origem exclusivamente
racional (a priori), afastando as incertezas dos sentidos.
 Regras do Método:
1. Evidência: Aceitar apenas o que é claro e distinto, ou seja, evidente para
a razão.
2. Análise: Dividir os problemas em partes menores para facilitar sua
compreensão.
3. Síntese: Reconstruir o todo a partir das partes, avançando do mais
simples ao mais complexo.
4. Enumeração: Fazer revisões completas para garantir que nada foi
omitido.

Dúvida Cartesiana

 Dúvida Metódica: Ferramenta para alcançar um conhecimento absolutamente


seguro, eliminando tudo o que pode ser questionado.
 Coloca tudo em causa (incluindo os sentidos e o mundo exterior) para encontrar
princípios sólidos.
 Razões para Duvidar:
1. Os sentidos podem enganar (ilusão sensorial).
2. Podemos estar a sonhar e confundir o sonho com a realidade.
3. Um Génio Maligno pode estar a enganar-nos constantemente.
 Características da dúvida:
1. Metódica: É um meio para atingir a verdade.
2. Hiperbólica: Exagerada, duvida de tudo.
3. Provisória: Usada temporariamente até encontrar algo indubitável.

Dúvida Voluntária

 Descartes fala de uma dúvida que é escolhida deliberadamente, como parte do


processo de questionamento.
 A dúvida voluntária permite que o sujeito escolha duvidar de algo com o
propósito de testar suas crenças e alcançar uma base segura e fundamentada de
conhecimento.
 A dúvida não é forçada, mas sim uma ação consciente para realizar uma busca
mais rigorosa e lógica.

Do Cogito ao Fundamento do Conhecimento

 Cogito, ergo sum (Penso, logo existo):


o A única verdade indubitável; mesmo que duvide, não posso duvidar de
que estou a pensar.
 Base para estabelecer um fundamento sólido para o conhecimento.
 Critérios da verdade: clareza e distinção das ideias.

Tipos de Ideias

1. Ideias Inatas: Originam-se na razão; são ideias naturais (ex.: Deus, infinito).
2. Ideias Adventícias: Vêm da experiência sensorial (ex.: o som de um pássaro).
3. Ideias Factícias: Criadas pela imaginação (ex.: um unicórnio).

Provas para a Existência de Deus

1. Prova Ontológica:
o Deus é perfeito, e a perfeição implica existência. Logo, Deus existe.
2. Prova da Causa Infinita:
o Tenho a ideia de um ser perfeito (Deus), mas um ser imperfeito (eu) não
poderia tê-la criado. Logo, Deus existe.

Tipos de Substâncias

1. Substância Pensante (Res Cogitans): Alma; pensamento.


2. Substância Extensa (Res Extensa): Corpo; matéria.
3. Substância Divina: Deus, infinito, garante a ordem do universo.

Dualismo Cartesiano

 Dualismo: Descartes defende que existem duas substâncias distintas:


1. Alma (ou Mente): Substância pensante, imaterial, que está relacionada
com o pensamento, a razão e a consciência.
2. Corpo: Substância extensa, material, regida por leis físicas.
 Descartes sustenta que a mente (alma) e o corpo são entidades separadas, mas
interagem entre si (por exemplo, a mente controla as ações do corpo).
 A interação entre a alma e o corpo acontece na glândula pineal, segundo
Descartes.

Fundacionalismo de Descartes

 Busca construir o conhecimento sobre bases sólidas, começando com uma


verdade indubitável (o cogito).

Críticas a Descartes

 Excesso de confiança na razão e desprezo pelos sentidos.


 Dúvida absoluta pode ser paralisante.
 Provas da existência de Deus são vistas como insuficientes por filósofos
posteriores.

Hume: Empirismo
Conhecimento e Experiência

 A experiência é a única fonte de conhecimento (a posteriori).


 O entendimento humano é limitado e dependente dos sentidos.
 Não existem ideias inatas; todas as ideias devem derivar de impressões
sensoriais.

Percepções em Hume

1. Impressões:
o Percepções imediatas e vívidas (ex.: dor, som).
2. Ideias:
o Cópias menos vivas das impressões (ex.: lembrança de um som).
o Se uma ideia não tem origem numa impressão, deve ser descartada.

Relação Causa e Efeito e o Problema da Indução

 A relação causa-efeito não é lógica, mas fruto do hábito e da experiência.


 Problema da Indução:
o Não podemos garantir que o futuro será como o passado.
o Exemplo: O facto de o sol ter nascido todos os dias não garante que
nascerá amanhã.
 Princípio da Uniformidade da Natureza:
o Baseamos a indução na ideia de que a natureza é regular, mas isso não é
logicamente necessário.

Ceticismo Moderado

 Hume não rejeita o conhecimento, mas aceita que ele é limitado e incerto.

Fundacionalismo de Hume

 Baseia o conhecimento nas impressões, mas reconhece que não há fundamentos


absolutos.

Críticas a Hume

 O ceticismo pode levar à inação, já que rejeita certezas absolutas.


 Depender apenas da experiência ignora a possibilidade de conhecimento a priori.

Comparação: Descartes vs. Hume

Descartes (Racionalismo) Hume (Empirismo)


A experiência é a fonte do
A razão é a base do conhecimento.
conhecimento.
Conhecimento a priori. Conhecimento a posteriori.
Ideias inatas existem (ex.: Deus). Todas as ideias derivam de impressões.
Descartes (Racionalismo) Hume (Empirismo)
A verdade é garantida pela razão. O conhecimento é limitado pelo hábito.
Fundacionalismo racional: busca uma base Fundacionalismo empírico: baseado nas
sólida no cogito. impressões.

Teoria do Conhecimento

Relação entre Sujeito e Objeto

 O conhecimento resulta da relação entre sujeito (quem conhece) e objeto (o que


é conhecido).

Tipos de Conhecimento

1. Proposicional: Saber que algo é verdadeiro.


2. Prático: Saber como fazer algo.
3. Por Familiaridade: Reconhecer algo diretamente.

Definição Clássica do Conhecimento

 Conhecimento = Crença Verdadeira Justificada.

Problema de Gettier

 Questiona se a justificação é suficiente para garantir o conhecimento.

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