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Prova 3 MD2

O documento aborda os sistemas cerâmicos utilizados na odontologia, destacando suas características, vantagens e desvantagens, além das diferenças entre coroas metalocerâmicas e metal free. Também discute a composição das cerâmicas, sua classificação e indicações de uso, além de apresentar informações sobre cimentos odontológicos, suas características e classificações. A longevidade das cerâmicas e a importância da cimentação adequada para a retenção das próteses são enfatizadas.

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Prova 3 MD2

O documento aborda os sistemas cerâmicos utilizados na odontologia, destacando suas características, vantagens e desvantagens, além das diferenças entre coroas metalocerâmicas e metal free. Também discute a composição das cerâmicas, sua classificação e indicações de uso, além de apresentar informações sobre cimentos odontológicos, suas características e classificações. A longevidade das cerâmicas e a importância da cimentação adequada para a retenção das próteses são enfatizadas.

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Vitória Mendes - Odonto UFPE

Materiais Dentários 2 - Prova 3

AULA 8: SISTEMAS CERÂMICOS

● As cerâmicas são materiais antigos, que foram desenvolvidas através da queima de certos materiais
de barro e são utilizadas na confecção de jarros, artigos de decoração, etc.
● A palavra ‘‘cerâmica’’ é originada de ‘‘keramos’’, que significa matéria queimada. Apenas após a
queima da cerâmica, ela adquire suas propriedades ópticas e mecânicas finais, podendo ser moldada
e utilizada para diversos fins.

Cerâmica x Porcelana

● Cerâmica: a cerâmica é um material composto por uma combinação de elementos metálicos (Al, Ca,
Li, Mg, K, Na, Zr) e não metálicos (O, Si, B, F).
● Porcelana: a porcelana é um tipo de cerâmica, mas ela apresenta argila branca (caulium), quartzo
e feldspato na sua composição.
● Nem toda cerâmica é uma porcelana, mas toda porcelana é uma cerâmica.

Características das cerâmicas de uso odontológico

● Biocompatibilidade;
● Boa relação com o periodonto;
● Semelhança aos tecidos dentais (característica ótica próxima à da estrutura do esmalte do dente);
● Radiopacidade semelhante ao dente;
● Estabilidade de cor/ biomimetismo → não tem alteração de cor, não sofre manchamento
relacionado com a ingestão de corantes da alimentação.
● Resistência à compressão;
● Condutibilidade.

As cerâmicas não são utilizadas de forma direta, como os materiais resinosos, são utilizadas na prótese ou
como restauração indireta (sempre vai ser necessária uma etapa laboratorial para queimar esse material,
que depois vai ser cimentado na boca).

SISTEMAS CERÂMICOS

Vantagens:
● Estética;
● Baixa condutibilidade térmica e elétrica;
● Alta resistência à compressão;
● Biocompatibilidade
● Radiopacidade próxima dos dentes.

Desvantagens:
● Friabilidade (por mais que tenham excelente resistência à compressão, não apresentam resistência à
flexão → enquanto esse material ainda não está cimentado na boca do paciente, ele é facilmente
fraturado);
● Desgaste do dente antagonista (por ser mais rígida do que outros materiais ou do que o próprio
dente, como coroas feitas em zircônia);
● Custo elevado.
Coroas Metalocerâmicas

● O uso inicial das cerâmicas na odontologia foi para promover a cobertura inicial de coroas metálicas
→ ou seja, as coroas metalocerâmicas combinam uma estrutura interna em metal com uma
cobertura estética em cerâmica.
● O objetivo dessa associação é aliar a estética da cerâmica ao aumento de resistência e
durabilidade do metal.
● Por muitos anos as metalocerâmicas foram o material de escolha para próteses fixas, unitárias ou
com mais de um elemento, porém, essas coroas apresentavam grandes chances de promover o
manchamento da margem gengival, devido ao metal presente na sua infraestrutura. Por isso, cada
vez mais tem se procurado coroas que sejam totalmente livres de metal.

Coroas Metal Free

● Coroas livres de metais, a base de zircônia → possuem resistência, tanto flexural quanto mecânica,
bem superiores em relação às cerâmicas convencionais.
● Eliminam a possibilidade de provocar manchamento e falta de estética.

Diferença entre coroa metalocerâmica e coroa metal free

● A diferença entre elas está relacionada à passagem da luz sobre o elemento dentário.
● A coroa total de cerâmica (metal free) apresenta maior capacidade estética, pois possui propriedade
ótica mais próxima à da estrutura dentária.
● Já na coroa metalocerâmica, pela forma de propagação da luz (a coroa absorve toda a luz), existe
maior chance dela ficar opacificada, já que há necessidade de “esconder” o metal que está atrás da
cerâmica, colocando um opacificador entre a cerâmica e o metal → perda de estética.
● A taxa de sucesso clínico não difere entre os dois materiais → estudos mostram 98,8% de sucesso
após 11 anos, independente do material. O sucesso é alcançado com ambos, então a escolha entre um
e outro está mais relacionada à estética do que a longevidade.
Falhas na longevidade das cerâmicas:

● Fratura catastrófica (fratura da coroa com perda total da capacidade de reabilitação, deve ser
substituída);
● Lascamento (“shiping” - cerâmicas de cobertura se desprendem do material da infraestrutura devido
a falhas na cimentação);
● Presença de cáries secundárias.

COMPOSIÇÃO DAS CERÂMICAS

● Fase cristalina: promove a resistência do material.


● Fase vítrea: relacionada à estética do material.

CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A COMPOSIÇÃO

1. VÍTREAS

● Dentro das cerâmicas vítreas, a que mais se destaca é a FELDSPÁTICA.


● Apresenta uma excelente estética, porém, possui baixa resistência mecânica (apresenta mais fase
vítrea do que fase cristalina).
● Essas cerâmicas são frágeis pois há nelas uma concentração de tensões que vai promover uma
baixa resistência à tração, conferindo a característica de friabilidade.
● Indicação: na região de DENTES ANTERIORES e como cerâmicas de cobertura.
● Contraindicação: pacientes que tenham alguma parafunção (como bruxismo) e na região de dentes
posteriores.
● Confeccionada através da técnica de pó + líquido (é muito artesanal e demora mais pra ser
confeccionada, por isso, tem custo mais elevado).
● Estudo: foi observada boa taxa de sobrevivência das cerâmicas feldspáticas quando bem indicadas.

2. VÍTREAS REFORÇADAS POR PARTÍCULAS

● As cerâmicas vítreas são reforçadas por partículas para promover um aumento na sua resistência,
apresentando mais equilíbrio entre a estética e a resistência.
● Cerâmicas reforçadas por LEUCITA: primeira a ser desenvolvida.
● Cerâmicas reforçadas por DISSILICATO DE LÍTIO:
➢ São as mais indicadas atualmente, com resistência 3x maior que as reforçadas por leucita.
➢ Podem ser confeccionadas através de fresamento no CAD/CAM (há uma tendência de
utilização desse tipo de confecção, pois a dinamicidade é maior, ou seja, maior economia de
tempo, porém, apresenta a desvantagem do bloco ser de uma única cor, mas é possível
acrescentar pigmentos ao final para “maquiar” a cerâmica e conferir maior estética);
➢ Podem ser confeccionadas através de uma mistura de pó e líquido;
➢ Também são produzidas através de cerâmicas que são injetadas: sistema de injeção sob
pressão combinado com a técnica de cera perdida.
● Essas cerâmicas apresentam boas características estéticas e boa resistência mecânica, por isso, são
materiais indicados tanto para região anterior quanto para região posterior. Na região posterior,
são mais indicadas para coroas unitárias ou pontes de até 3 elementos (principalmente as reforçadas
por dissilicato de lítio).
3. POLICRISTALINAS

● As cerâmicas policristalinas apresentam uma RESISTÊNCIA MUITO MAIS ELEVADA, porém


não apresentam estética favorável.
● Cerâmicas policristalinas: ALUMINA e ZIRCÔNIA.
● São muito indicadas para a confecção de infraestruturas de próteses, como pontes fixas. Quando é
necessário substituir um número grande de dentes (mais de três), as cerâmicas indicadas para dar a
estrutura dessa ponte são as de alumina ou zircônia, pois são mais resistentes. Por cima, coloca-se
uma cerâmica de cobertura mais estética (principalmente na região anterior).
● São produzidas exclusivamente pela tecnologia CAD/CAM.
● São muito opacas, também sendo possível acrescentar pigmentos ao final para maquiar a cerâmica.

Quando indicar cada cerâmica?

→ Cerâmicas vítreas (feldspática, leucita, dissilicato de lítio): + ESTÉTICA - RESISTÊNCIA

● As cerâmicas serão cimentadas na boca do paciente, para isso, é necessário um agente de união entre
a cerâmica e o dente (cimento odontológico).
● As cerâmicas vítreas são ÁCIDO SENSÍVEIS, ou seja, a aplicação de ácido fluorídrico a 10%
nessas cerâmicas altera a sua estrutura, formando microporos, por onde o cimento odontológico vai
penetrar, permitindo a união da cerâmica ao dente.
● Indicações: são utilizadas para lentes de contato, fragmentos, facetas, inlay, onlay, coroas anteriores
e, especificamente a dissilicato de lítio, ainda pode ser utilizada para dentes posteriores (até 3
elementos).
● Resistência:
➢ Feldspática: 110 Mpa;
➢ Leucita: 180 Mpa;
➢ Dissilicato de lítio: 400 Mpa.

→ Cerâmicas cristalinas (alumina e zircônia): - ESTÉTICA + RESISTÊNCIA

● As cerâmicas cristalinas são ÁCIDO RESISTENTES, ou seja, a aplicação de ácido sobre elas não
altera em nada a sua estrutura (não usa-se ácido nelas). A retenção dessas cerâmicas não está
relacionada com o agente de cimentação, mas sim com a configuração do preparo (formato
específico no dente para ficarem retidas a ele).
● Não são cimentadas pela tecnologia adesiva, mas conferem grande resistência.
● Indicação: são utilizadas para COROAS anteriores ou posteriores (recobrimento total do dente).
Não são indicadas para facetas pois a configuração do preparo nesse caso é mínima.
● Resistência:
➢ Alumina: 600 Mpa;
➢ Zircônia: 900 Mpa;

Retenção: as cerâmicas vítreas (ácido sensíveis) apresentam retenção através do uso do ácido fluorídrico +
cimento odontológico, já nas cerâmicas cristalinas (ácido resistentes) a retenção não depende do cimento,
elas retém à estrutura dentária através da configuração do preparo.

DICA - CIMENTAÇÃO

FELDSPÁTICA LEUCITA DISSILICATO DE LÍTIO ZIRCÔNIA


HF 10% - 60seg HF 10% - 60seg HF 10% - 20seg Sem HF

Limpeza (ác. fosfórico) Limpeza (ác. fosfórico) Limpeza (ác. fosfórico) Jateamento (silica)

SILANO SILANO SILANO SILANO

ADESIVO ADESIVO ADESIVO ADESIVO

Depois da limpeza, toda cerâmica precisa da etapa de aplicação do silano (atua na partícula de vidro,
deixando ela mais ávida para interagir com o cimento).

OBS.:

● Copins - nome dado para estrutura interna em cerâmica.


● In Lab e Chairside: Chairside, ou “ao lado da cadeira” é o escaneamento intraoral e a fresagem
realizados dentro do consultório e InLab é o escaneamento intraoral realizado em consultório, mas
com o envio do arquivo em STL para fresagem e/ou prototipagem do modelo em laboratório.
● O escaneamento pode ser feito diretamente em boca ou em modelo (aparelho de bancada)

A longevidade das cerâmicas depende da manutenção que o paciente executa.


AULA 9: CIMENTOS ODONTOLÓGICOS

● O cimento odontológico é um agente de união usado com a finalidade de promover a retenção de


uma peça protética ao dente, de forma fixa.
● A cimentação compreende um dos passos finais, na sequência de procedimentos para restaurações
indiretas.
● Usado para cimentação de coroas protéticas, por exemplo.
● Objetivos da cimentação de prótese fixa: ajudar a reter a restauração no dente e manter a
integridade do remanescente. Também atua promovendo um selamento do espaço entre a prótese e
o dente, impedindo a entrada de microrganismos.

CARACTERÍSTICAS

→ Biocompatibilidade:

● Não ser agressivo à polpa dentária;


● A maioria dos cimentos apresentam citotoxicidade in vitro;
● Podem promover reação inflamatória inicial quando colocados sobre o tecido conjuntivo (baixo pH).

→ Selamento interfacial e atividade anticariogênica: o perfeito selamento da interface é importante para


prevenir a penetração bacteriana e também a hipersensibilidade dentinária, quando a dentina estiver
envolvida.

→ Adesão:

● É importante que os cimentos tenham uma boa adesão à estrutura dentária → união química ou física
e embricamento mecânico → maior retenção da coroa.
● Redução do risco de deslocamento e fraturas da restauração

→ Propriedades mecânicas:

● Resistência a compressão ou flexão;


● Módulo de elasticidade;
● Resistência à fadiga;
● Resistência à fratura;
● Resistência ao desgaste.

OBS.: cimentos provisórios = baixa resistência e cimentos definitivos = alta resistência.

→ Fácil manipulação e radiopacidade: ser possível entender, com base num exame radiográfico, que entre a
prótese e o elemento há o cimento (não confundir com gap, microinfiltração, falha na adesão)..

→ Espessura de película e viscosidade: deve possuir pequena espessura de película e baixa viscosidade
(para permitir maior escoamento e fluidez).

→ Solubilidade: quanto menos solúvel, menos chances de afetar a integridade marginal. Os provisórios são
mais solúveis enquanto os definitivos têm baixa solubilidade.
→ Estética:

● Resinosos (maior estética);


● Ionômero de vidro, compômeros, cimentos resinosos autoadesivos (média estética);
● Poliacrilato de zinco, óxido de zinco e eugenol e fosfato de zinco (baixa estética).

CLASSIFICAÇÃO

→ De acordo com o período de tempo:

1. Provisórios (temporários) = baixa resistência (pois precisam ser removidos mais facilmente) e
facilmente manipulados. Usados para cimentação de coroas provisórias.
2. Definitivos = melhores propriedades (melhor resistência mecânica, melhor estética, maior
variedade de cores, melhor selamento etc).

→ De acordo com o mecanismo de presa:

1. Reação ácido-base: cimentos que, normalmente, serão manipulados.

● Óxido de zinco com ou sem eugenol;


● Ionômero de vidro (pode ser definitivo ou provisório);
● Fosfato de zinco (definitivo);
● Policarboxilato de zinco (não é mais usado);
● Hidróxido de cálcio.

2. Polimerização: resinosos.

OBS.: os cimentos provisórios são de reação ácido-base, enquanto os definitivos podem ser de reação
ácido-base ou de polimerização.

Apresentação comercial

● Pó + líquido;
● Cápsulas;
● Pasta + pasta.

CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.

● Pó: óxido de zinco 90% e magnésio 10%.


● Líquido: ácido fosfórico, água, fosfato de alumínio e zinco.
● Foi considerado, por muito tempo, como padrão ouro para cimentação definitiva de coroas
(principalmente coroas metálicas ou metalocerâmicas), mas ele não tem adesão a estrutura dentária
e é mais solúvel, então, cada vez mais, vem entrando em DESUSO pois há melhores opções
disponíveis.
● Vantagens: baixo custo, excelentes propriedades mecânicas, bom escoamento e facilidade de
trabalho.
● Desvantagens: solubilidade, não é adesivo e pH baixo, principalmente nas primeiras 2 horas. Como
não é adesivo, não pode ser cimentado sobre um preparo expulsivo, pois a peça vai se soltar
facilmente.
● Indicação: cimentação definitiva de PRÓTESES UNITÁRIAS OU PARCIAIS FIXAS COM
METAIS E NÚCLEOS METÁLICOS e para cimentação de bandas ortodônticas.
● Tempo de trabalho: bom. Vai desde o início da mistura até o tempo em que a mistura ainda tem baixa
viscosidade, para de escoar.
● Tempo de presa: considerado rápido. Início da mistura até o ponto em que não haverá alterações
dimensionais permanentes no cimento (quando o excesso deve ser removido das margens da
restauração).

O tempo de trabalho e o tempo de presa podem ser alterados:

● Fabricante: composição do pó, composição do líquido e temperatura de sinterização.


● Dentista: temperatura da placa, proporção, tempo de espatulação, velocidade de incorporação do pó.
● Aumentar o tempo de trabalho e o tempo de presa: manipulação em pequenos incrementos;
prolongar o tempo de espatulação (espatulação mais lenta) e manipulação em placa resfriada.

CIMENTOS RESINOSOS mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm….mmm

● O uso desses cimentos tem sido crescente, pois tem uma versatilidade de cores. Tem alta
capacidade estética e maior capacidade de mimetizar a estrutura dentária, altas propriedades
mecânicas, baixa solubilidade, menor espessura de película, custo relativamente bom etc. Preenche
muitos requisitos das características ideais dos cimentos, promovendo maior longevidade das
restaurações.
● São os mais utilizados atualmente na cimentação de peças protéticas, coroas e pontes.
● Especialmente resinas compostas fluidas de baixa viscosidade.
● Compósito formado de:
➢ Matriz orgânica (monômeros): HEMA, 4-META, MDP.
➢ Matriz inorgânica (partículas de carga).
➢ Agentes de união (silano).
● Reação de POLIMERIZAÇÃO → todo cimento resinoso sofre uma contração de polimerização.

Características

● Pouco solúveis;
● Monômeros irritantes a polpa;
● Tempos de trabalho e presa: versátil (mais possibilidades de variar a forma de presa);
● Baixa espessura de película;
● Vasta indicação.

Indicações:

● Cimentação de inlays e onlays: restaurações feitas fora da boca e cimentadas dentro dela;
● Cimentação de pinos retentores intrarradiculares;
● Cimentação de braquetes.

Classificação:

1. Quimicamente ativado;
2. Fotoativado: indicado para cimentação de lentes de contato, por exemplo, onde a luz passa com
maior facilidade;
3. Duplamente ativado (dual): tem as duas formas de presa (química e fotoativada).
→ Para cimentação de peças protéticas mais espessas (1,5 a 2mm) ou de pinos intrarradiculares, são
indicados os cimentos resinosos quimicamente ativados ou duplamente ativados. Nesses casos, o uso do
cimento fotoativado não é recomendado, pois a luz tem mais dificuldade de passar/chegar.

→ Para a cimentação de peças mais finas, como lentes de contato, são indicados os cimentos resinosos
fotoativados. O cimento quimicamente ativado e o dual são CONTRAINDICADOS, pois existe uma amina
terciária na sua composição, que com o passar do tempo, deixa o cimento mais amarelado, interferindo na
estética, então não são indicados em peças mais finas (menor que 1,5mm).

→ O tempo de trabalho do cimento fotoativado é maior, pois só vai pegar presa quando for colocada a luz,
enquanto o tempo de trabalho do quimicamente ativado ou dual é em torno de 3 a 4 minutos (sendo o tempo
de presa final em torno de 8 minutos).

Iniciadores e ativadores (professora não falou direito)

● Estimuladores da reação (adição) de polimerização, que libera radicais livres. Os quais podem ser
gerados por agentes químicos ou físicos.
● Quimicamente ativados:
➢ Pasta base (iniciador): peróxido de benzoíla, entra em contato com a amina terciária da
pasta catalisadora, gerando radicais livres que ativam a reação de adição.
➢ Pasta catalisadora: ativador
● Fotoativados:
➢ Fotoativadores: dicetona (canforoquinona) e uma amina alifática.
➢ A canforoquinona é excitada, na presença de luz azul, com comprimento de onda que varia
de 400 a 500nm (468mn).
➢ PPD (fenil propadiona), cuja absorção é de 420nm.

Vantagens Desvantagens Indicações

Cimento resinoso Alto grau de conversão. Estética e menor tempo de 1. Peças muito espessas
quimicamente ativado trabalho. 2. Metalocerâmicas

Cimento resinoso Estética e maior tempo de Indicação limitada (não 1. Facetas


fotoativado trabalho. indicados em áreas onde a 2. Restaurações indiretas
luz não chega). que permitam a passagem
da luz
3. Braquetes ortodônticos
metálicos ou cerâmicas

Cimento resinoso dual Estética (diferentes cores, Tempo de trabalho e 1. Peças espessas
mas pode amarelar) e estética. 2. Núcleos e pinos
versatilidade. 3. Peças opacas

Características dos cimentos resinosos

● Adesão: tem uma boa adesão à estrutura dentária → união química ou física e embricamento
mecânico → maior retenção da coroa. Redução do risco de deslocamento e fraturas da restauração.
● Excelentes propriedades mecânicas: resistência à compressão ou flexão; módulo de elasticidade;
resistência à fadiga; resistência à fratura; resistência ao desgaste. ALTA RESISTÊNCIA.
● Pequena espessura de película e baixa viscosidade (para permitir maior escoamento e fluidez).
● Pouco solúveis: quanto menos solúvel, menos chances de afetar a integridade marginal.
● Maior estética.

OBS.: os cimentos resinosos se aderem melhor às cerâmicas vítreas (feldspática, leucita e dissilicato de lítio),
que são ÁCIDO SENSÍVEIS, pois o uso do ácido fluorídrico leva a formação de microporosidades onde o
cimento vai se aderir, permitindo uma maior retenção da peça protética. Diferente das policristalinas, que não
dependem do cimento para se aderir ao dente e sim da configuração do preparo.

CIMENTO DE ÓXIDO DE ZINCO COM OU SEM EUGENOL mmmmmmmmmmmmmmmmmm.m

● Muito utilizado como base de restaurações na década de 60 (agente de forramento para cavidades);
● Muito estudado, por conta do efeito sedativo do eugenol;
● Utilizado em endodontia como material obturador de canal radicular;
● Atualmente são mais utilizados para restauração e cimentação PROVISÓRIAS.
● Depois de remover-se a provisória, normalmente, a peça será cimentada com um cimento resinoso.
Porém, o eugenol interfere na presa da resina, então o cimento de óxido de zinco COM eugenol não
deve ser usado como agente de cimentação provisória em próteses fixas para não interferir na presa
do cimento resinoso que vai ser usada na cimentação definitiva. Nesses casos, deve ser utilizado o
CIMENTO DE ÓXIDO DE ZINCO SEM EUGENOL, pois ele não vai interferir na cimentação
da peça definitiva.

Composição: varia de acordo com o tipo e indicação

● Tipo I: cimentação provisória → apenas esse ainda tem indicação atualmente!


● Tipo II: cimentação definitiva.
● Tipo III: bases/restaurações provisórias de longa duração.
● Tipo IV: forramento.

Reação:

Eugenol (líquido) + óxido de zinco (pó) → em contato com a umidade (água) presente na cavidade, forma o
eugenolato de zinco, que apresenta BAIXA RESISTÊNCIA.

Composição (não vai cobrar)

● Terebentina: diminui a fragilidade do material.


● Acetato de zinco: melhora a resistência do cimento.
● Óleo de oliva: melhora o gosto de cravo do eugenol.
● Ácido orto-etóxi-benzóico (EBA) e polimetacrilato de metila: melhores propriedades mecânicas.

Propriedades

● Baixas propriedades mecânicas.


● Selamento marginal: satisfatório (pouco).
● Espessura de película: óxido de zinco com eugenol < óxido de zinco sem eugenol.
● Solubilidade: mais solúveis que outros cimentos.
● Biocompatibilidade: contra indicados em cavidades profundas.
CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO mmmmmmmmmmmmm...mmmmmmmmmmmmmmmmm

● Muito popular;
● Química semelhante aos cimentos usados em restaurações com alterações em seu tempo de trabalho
e presa (só vai ter maior fluidez);
● Aderem a metais, ao dente, liberam fluor e possuem boas propriedades físicas.

Composição

● Pó: óxido de silicato (30%), óxido de alumínio (15%), fluoreto de cálcio (34,3%), fluoreto de sódio
(3%) e fosfato de alumínio (9,8%).
● Líquido: água (40%), ácido poliacrílico (30%), ácido tartárico (10%) e ácido itacônico (15%).

Indicação

● Tipo I: cimentação de pinos, coroas, bandas e RMFS.


● Tipo II: restauração.
● Tipo III: proteção e selamento.

Desvantagem: é mais opaco e não tem muita variação de cor, então não é indicado para áreas estéticas.

CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO mmmM…mmmmmmmm...mmmmmmmmmmmmm..mm

● Usado principalmente como material de proteção pulpar.


● Pode ser usado como agente de cimentação provisória (indicação secundária, não foi feito para isso).
● Baixas propriedades mecânicas, baixa variabilidade de cor, baixa estética e muito solúvel.
● Propriedades biológicas excelentes, mas mecânicas ruins.
● Desvantagem: odor desagradável quando a coroa provisória cimentada com HC passa muito tempo
na boca.
AULA 10: LIGAS DE USO ODONTOLÓGICO

Ligas metálicas de uso odontológico

● As ligas metálicas resultam da combinação de dois ou mais metais.


● Requisitos:
➢ Biocompatibilidade;
➢ Resistência à corrosão;
➢ Condutibilidade térmica;
➢ Fácil execução;
➢ Baixo custo;
➢ Resistência mecânica.
● Usadas em algumas áreas da odontologia, como na prótese dentária (PPR e próteses fixas, como
metalocerâmicas).

CLASSIFICAÇÃO DAS LIGAS

A) Quanto ao número de componentes:

1. Binária: dois elementos se combinam nas diversas proporções.


2. Ternária: três elementos se combinam nas diversas proporções.

B) Quanto ao tipo componentes:

1. LIGA ALTAMENTE NOBRE

● 40% ou mais de ouro na sua composição;


● 60% ou mais de metais nobres (índio, paládio, platina, ródio e rufânio).
● Maior custo.
● O ouro é um metal mais maleável, não é tão rígido, então ele absorve melhor os impactos,
transmitindo menos impacto para o dente.
● Indicada para utilização como retentor intrarradicular (núcleo metálico fundido) em dentes com
raízes fragilizadas. Porém, como essa liga é mais cara, atualmente também recomenda-se o uso de
pinos de fibra de vidro para essa finalidade.

→ Liga que contém ouro

● São o ideal para restaurações metálicas fundidas.


● O conteúdo de ouro de uma liga para uso odontológico é calculado de acordo com o quilate da liga.
Assim, o quilate é o número de partes de ouro em 24 partes da liga.
● Ouro de 18 quilates = 18 partes de ouro puro e 4 partes de outros metais.

→ Composição da liga que contém ouro

● Ouro: confere resistência a oxidação e aumenta a durabilidade e maleabilidade da liga.


● Cobre: aumenta a resistência em até 20%, aumenta a dureza e possibilita uma maior homogeneidade.
● Prata: melhora a ductibilidade da liga e neutraliza a cor avermelhada do cobre.
● Platina ou paládio: aumenta a resistência e a dureza da liga.
● Zinco: agente anti-oxidante.
2. LIGA NOBRE:

● 25% ou mais de elementos nobres.

3. LIGA PREDOMINANTEMENTE DE METAIS BÁSICOS (ligas básicas):

● Mais de 75% de metais básicos e menos de 25% de elementos nobres.


● Exemplos: ligas cobalto-cromo e níquel-cromo.
● De acordo com a especificação n. 14 ANSI/ADA, o peso do cromo não deve ser menor que 20% e o
peso total do cromo, cobalto e níquel não deve ser menor que 85%.
● Indicações: estrutura metálica de PPR e restaurações metalocerâmicas.

OBS.: atualmente, as coroas totalmente metálicas são indicadas apenas para terceiros molares.

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