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Micoses

O documento aborda as micoses, classificando-as em superficiais, profundas e sistêmicas, e detalha os fatores internos e externos que contribuem para seu desenvolvimento. Discute também os agentes causadores, métodos de diagnóstico, formas clínicas e tratamentos, enfatizando a importância de fatores como imunossupressão e umidade. Exemplos de micoses incluem tinea capitis, tinea corporis, candidíase e paracoccidioidomicose, com ênfase em suas características e abordagens terapêuticas.
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Micoses

O documento aborda as micoses, classificando-as em superficiais, profundas e sistêmicas, e detalha os fatores internos e externos que contribuem para seu desenvolvimento. Discute também os agentes causadores, métodos de diagnóstico, formas clínicas e tratamentos, enfatizando a importância de fatores como imunossupressão e umidade. Exemplos de micoses incluem tinea capitis, tinea corporis, candidíase e paracoccidioidomicose, com ênfase em suas características e abordagens terapêuticas.
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Mariana Fischer

MEDICINA FURB LIII

Micoses FATORES INTERNOS


Integridade da pele, ressecamento, feridas, medicações,
imunossupressão.
Doenças Fúngicas
FATORES EXTERNOS
FUNGOS Umidade, calor e estação.
São seres vivos que pertencem ao reino Fungi. Encontrados
em praticamente qualquer local do ambiente. Transmissão

São seres eucariotas, com parede e membrana celular. A forma de transmissão mais comum é a transmissão direta,
de pessoa para pessoa ou de animais para pessoas. Mas pode
A identificação dos fungos é baseada na sua morfologia, sendo ocorrer a transmissão indireta, a partir de fômites.
possível fazer sua identificação a olho nu.
Forma de apresentação importantes para dermatologia:
• Leveduriforme: unicelular e reprodução por brotamento.
• Filamentosos: reprodução por esporos; superficiais.
Agentes Causadores
• Microsporum sp.
• Trichophyton sp.
• Epidermophyton sp.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL É possível diferenciar os agentes com o exame micológico


direto, não sendo necessário fazer cultura.
Exame micológico direto: raspado com lâmina de bisturi, pode
ser da pele, de pelo, da unha ou de cabelo. Coloca o rapado em Tínea Capitis
líquido de imersão e analisa a apresentação da alteração. Acomete o couro cabeludo.
Cultura: coloca-se a secreção em uma placa de vidro com meio É mais comum em crianças e homens.
de cultura específico. O mais usado é o ágar-sabourad.
Esse tipo de fungo acomete tanto o folículo piloso, quanto a
MICOSES SUPERFICIAIS pele adjacente.
Se localizam na camada superficial as pele, podendo acometer
anexos cutâneos e mucosas.
O contágio entre pessoas é comum, mas pode ocorrer de
outras formas.
• Dermatofitoses / Tíneas
• Fungos sem poder queratolítico Quebra do pelo próximo à raiz e placa focal de alopecia.
• Candidíase
DERMATOFITOSES
Causadas por fungos dermatófitos, que se alimentam de
queratina.
O desenvolvimento desses fungos depende de fatores
internos e externos. Tínea capitis causada por Microsporum: placa única e grande.
Mais comuns em homens. Tem evolução crônica e os pelos caem aos poucos, formando
cada vez uma lesão maior. Os pelos ficam envolvidos por
uma bainha esbranquiçada.

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Tínea Corporis
Conhecida popularmente como Impingem.
• Lesões em formato anular: borda mais definida.
• Bordas eritematosas
• Com descamação
Exame da lâmpada de Wood da tínea capitis por • Pruriginosa
Microsporum cora de maneira esverdeada. Não sendo • Vesículas nas placas: menos comum.
necessário fazer coleta micológico.
Conforme a lesão vai evoluindo, o centro da lesão vai
esmaecendo.

Tínea capitis tricofítica por Trichophyton: pequenas e


múltiplas áreas de alopecia. Nesse caso a lâmpada de Wood Placa eritematosa e descamativa.
não floresce. Tratamento: antifúngico sistêmico ou tópico; depende da
extensão do quadro.

Tínea capitis favosa por Trichophyton: forma mais rara e


grave. Quadro inflamatório com crostas amareladas ao redor
do óstio folicular. A alopecia é definitiva. Nesse caso a
lâmpada de Wood causa fluorescência amarelo-palha. As regiões mais comumente acometidas são as regiões com
maior quantidade de sebo: face, pescoço, parte superior de
tronco e braços.
Tínea Cruris
Acomete a região inguinocrural.
• Lesões eritematosas
Tínea capitis kerium por Trichophyton ou Microsporum: • Bordas nítidas
quadro súbito de reação inflamatória intensa, a placa é mais • Geralmente bilateral
infiltrada, única, com pústulas, crostas espessas e dolorosa.
Região de muito atrito e suor, podendo ser uma lesão mais
Diagnóstico da Tínea Capitis
úmida com menos descamação e coceira.
• Clínica + Micológico Direto + Cultura Conforme a doença evolui, ela perde a coloração eritematosa
• As vezes é possível fechar o diagnóstico só com a clínica. e se torna mais escurecida, com Liquenificação.
Tratamento da Tínea Capitis Pode ocorrer por auto contágio a partir de fômites.
Antifúngico sistêmico: griseofulvina ou terbinafina, para atingir Tratamento: antifúngico sistêmico ou tópico; depende da
o folículo piloso inteiro. extensão do quadro.

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LIQUENIFICAÇÃO Agentes Causadores


Indicativo de doença que coça muito, é o espessamento • Ptiríase versicolor
da pele com acentuação dos sulcos naturais. • Piedras
• Tinha negra
Diagnóstico diferencial: candidíase. Na candidíase há lesões
satélites com pápulas na borda. Ptiríase Versicolor

Tínea Pedis É denominado pano branco.

Pode acometer toda a planta do pé ou a região interdigital. Gênero: Malassezia.


• Malassezia furfur: descamação igual pó de borboleta.
Tratamento: antifúngicos tópicos.
Essa levedura se alimenta principalmente de gordura, sendo
lipodependente e encontrada principalmente na parte
superior do corpo.
Há vários fatores que interferem no equilíbrio entre a
Malassezia e o hospedeiro.
Acomete principalmente adultos, pela formação de sebo e
Tínea Ungueum acontece mais em regiões com clima tropical e subtropical.
Onicomicose que acomete a lâmina ungueal e inicia pelas Clínica:
bordas livres ou periungueais, progredindo para a matriz. • Múltiplas máculas confluentes
Quanto mais o paciente espera para tratar ou cutuca com • Cor variável: versicolor.
um palito, mais a lâmina descola e o fungo penetra. • Áreas sebáceas
• Descamação furfurácea
• Unha de coloração amarelada
• Borda distal descolada: Onicólise
• Queratose subungueal

Mancha hipotrófica e Sinal de Zileri positivo.

Tratamento: mais de um terço da unha acometido,


independente da quantidade de unhas afetadas, requer
tratamento sistêmico por longo período; caso o acometimento
seja menor é possível utilizar antifúngicos tópicos. Mancha hipertrófica.

FUNGOS SEM PODER QUERATOLÍTICO


São fungos comensais, que vivem as custas do hospedeiro,
sem causar prejuízo.
Vivem normalmente na camada córnea, ao redor dos óstios Mancha eritematosa.
foliculares.
Diagnóstico da Ptiríase Versicolor
Como são fungos comensais, a resposta celular do hospedeiro
é mínima ou ausente; por isso, raramente as lesões são • Clínica + Micológico Direto + Lâmpada de Wood
sintomáticas. • Zileri positivo

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Tratamento da Ptiríase Versicolor Piedra Branca


Antifúngicos tópicos ou sistêmicos e evitar as situações Causado por várias espécies do gênero Trichosporum.
propícias para o crescimento fúngico.
Encontrado em regiões tropicais, no Brasil é mais comum na
Tinha Negra região Norte.
Fungo: Hortaea werneckii É uma infecção da cutícula do pelo.
É um fungo demáceo, que possui capacidade de produzir
melanina e fica enegrecido.
É um tipo de infecção crônica e assintomática da camada
córnea.
É mais comum em mulheres, por volta dos 20 anos, com
hiperidrose de mãos. Nódulos brancos de consistência amolecida na parte
extrafolicular.
Diagnóstico diferencial: pediculose/piolho.

A piedra branca fica ao redor da haste inteira do pelo,


enquanto o piolho fica apenas apoiado em cima.
Mácula acastanhada ou enegrecida, com bordas bem
definidas, principalmente na região de palmas e plantas. A pediculose saí facilmente com os dedos, enquanto a piedra
fica aderida ao fio.
Diagnóstico: clínica + micológico + cultura.
Diagnóstico: clínica + micológico + cultura.
Tratamento: antifúngico tópico.
Tratamento: corte de cabelo e antifúngicos tópicos.
Piedra Preta
Candidíase
Fungo: Piedra hortae
Causado por espécies do gênero Cândida, sendo mais
É um fungo demáceo, que possui capacidade de produzir frequente a Candida albicans.
melanina e fica enegrecido.
Fungo comensal da pele, que devido a desiquilíbrios e fatores
predisponentes se torna uma infecção.
Fatores:
• Quebra da barreira cutânea
• Imunossupressão
• Uso de antibiótico prolongado
Pequenos nódulos pretos aderentes ao redor da haste dos
Formas Clínicas
pelos.

Comum em regiões tropicais, como a Amazônia. Sapinho: cândida oral forma placas esbranquiçadas,
facilmente removíveis que deixam um fundo eritematoso ou
É uma infecção da cutícula do pelo, a parte mais externa. erosão.

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O desenvolvimento da doença depende do sistema imune do


paciente, podendo não desenvolver nada ou fazer um foco
pulmonar primário.

Intertriginosa: lesões eritematosas em região de axilas,


inframamária, inguinal e interdigital.

Formas Clínicas
Aguda e Subaguda: forma juvenil.
• Ganglionar: fica alojado nos gânglios do paciente.
Genital: placas erodidas e esbranquiçadas na mucosa vaginal • Linfadenomegalias: principalmente cervical.
e em glande e prepúcio. • Acometimento do trato gastrointestinal
• Mialgia / Mal-estar
Diagnóstico: clínica + micológico + cultura.
• Acometimento sistêmico: quadro mais grave.
Tratamento: antifúngicos tópicos ou sistêmicos com correção
Crônica: adultos após os 20 anos.
dos fatores predisponentes.
• Maioria dos casos
MICOSES PROFUNDAS
• Reativação de um foco latente
Podem acometer camadas mais profundas da pele ou se • Lesão pulmonar + Lesão cutânea e de mucosa.
disseminar para outros órgãos. • Mal-estar geral
Subcutâneas: esporotricose, cromomicose, eumicetoma e
lobomicose.

Sistêmicas: esporotricose e paracoccidioidomicose. Escamatite moriforme: em formato de amora com pontinhos


avermelhados + Erosão.

PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Micose endêmica mais importante da América Latina, ocorre
no México, América Central e América do Sul.
Espécie: Paracoccidioides brasiliensis. Essa lesão pode evoluir para úlcera e necrose.

O paciente típico é o homem adulto que vive na região rural. A face o local mais acometido, com diversas formas:

A principal fonte de contaminação desse gênero é pela via • Pápulas eritematosas


inalatória. • Placas
• Úlceras
• Pústulas

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Linfonodos tumefeitos ou fistulizados podem estar associados CROMOBLASTOMICOSE


às lesões.
Micose subcutânea.
As úlceras têm formato irregular, com pontos amarelados e
Espécie: Fonsecae pedrosoi é o fungo mais comum, mas pode
granulação moriforme.
ser causada por um grupo de fungos.
Diagnóstico: clínica + micológico direto + cultura. Sempre é feito
biópsia para confirmar o diagnóstico por ser uma micose O Fonsecae pedrosoi é um fungo demáceo, com
profunda. capacidade de produzir melanina, deixando a lâmina
acastanhada quando é feita a cultura.
Tratamento: antifúngicos sistêmicos.
ESPOROTRICOSE O Brasil é o país mais acometido do mundo.
Micose subcutânea, mas possui forma sistêmica. Acomete principalmente homens trabalhadores do meio rural.
Espécie: Sporotrix schenckii. Ocorre por inoculação traumática direta.
Micose de maior prevalência no mundo. Clínica
Acomete principalmente homens da área rural, mas é inserida
no meio urbano por conta de gatos, que são vetores.
Formas Clínicas
Cutâneo linfática: forma mais comum.
• Forma crônica
• Inoculação na pele por ferimento
• Lesão inicial: nódulo subcutâneo indolor.
• Bom estado geral Placas vegetantes e verrucosas com pontos negros na
• Acomete a pele e linfonodos superfície, indolor e em áreas expostas. Normalmente
• Lesão clássica: goma unilateral.

Lesões vegetantes.
No local do trauma aparece uma pápula eritematosa, que
vira um nódulo e úlcera, drenando secreção central. Diagnóstico: clínica + micológico + cultura + biópsia.
Através da via linfática vai fazendo novas lesões ascendentes Tratamento: antifúngicos sistêmicos + cirurgia.
nodulares, tendo um quadro de linfangite em mosaico.
LOBOMICOSE
Aspiração/Ingestão: imunossuprimidos.
Doença de Jorge Lobo.
• Sistêmica
Espécie: Loboa loboi
• Acomete ossos e pulmões
O Brasil é o país mais acometido do mundo, especialmente a
Diagnóstico: clínica + micológico + cultura + biópsia.
Amazônia.
Tratamento: antifúngicos sistêmicos.

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Acomete principalmente homens do meio rural, com atividade Clínica


em florestas.
• Lesão indolor
Ocorre por inoculação traumática direta. • Aumento de volume
Clínica • Fístulas
• Eliminação de secreção purulenta e grãos
É restrita à pele e ao subcutâneo do paciente, sem
disseminação sistêmica.
• Polimorfismo: vários tipos de lesões.
• Prurido e anestesia locais
• Bom estado geral
Onde há infecção do fungo é formada uma pápula, que evolui
para lesão nodular, amolece e fistuliza para a superfície.
Actinomicetoma: essa clínica causada por bactérias.
Eumicetoma: causada por fungos.

Nódulos queloidianos, que acometem principalmente


extremidades inferiores e pavilhão auricular.

Diagnóstico: clínica + micológico + cultura + biópsia. Dependendo


da cor do grão é possível suspeitar do agente.
Tratamento:
• Bactérias: antibiótico sistêmico.
• Fungos: antifúngico sistêmico + cirúrgico.
Diagnóstico: cínica + micológico + biópsia. A cultura desse fungo
não é realizada porque não se conhece um meio de
proliferação ideal.
Tratamento: cirurgia até a camada mais profunda da pele.
MICETOMA
Tipo de doença fúngica que ocorre nas regiões mais quentes
do globo: zonas tropicais e subtropicais.
Acomete principalmente homens adultos do meio rural.
Ocorre por inoculação traumática direta na pele.
Ocorrem processos infecciosos crônicos: lesões que
permanecem por meses e até anos, proliferando por lesões
prévias.
Conforme o tempo passa, o fungo acomete as camadas mais
profundas: derme > subcutâneo > fáscia > tendões > músculos
> ossos.

Dermatologia | 7

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