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Roteiro 5 Visual

O documento aborda a anatomia e histologia do olho humano, detalhando as características das estruturas como a córnea, íris, retina e cristalino, além de descrever a projeção retinofugal e o núcleo geniculado lateral. Ele também discute a função de cada parte, como a proteção e nutrição do olho, a percepção visual e a organização celular na retina. Por fim, menciona a importância das pálpebras e da conjuntiva na proteção e manutenção da integridade ocular.

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O documento aborda a anatomia e histologia do olho humano, detalhando as características das estruturas como a córnea, íris, retina e cristalino, além de descrever a projeção retinofugal e o núcleo geniculado lateral. Ele também discute a função de cada parte, como a proteção e nutrição do olho, a percepção visual e a organização celular na retina. Por fim, menciona a importância das pálpebras e da conjuntiva na proteção e manutenção da integridade ocular.

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Daniel Marinho – Morfofuncional – Módulo 10 1

LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL
MÓDULO 1 – Percepção
PROBLEMA 2
TURMA: 2019/2 DATA: 14/08/2019
PROFESSORES: Alexandre, Luiz e Kazumi MEDICINA - CCBS

Objetivos G1: Estudar com apoio de peças anatômicas e imagens:

1. Descrever as Características histológicas do olho, da retina, cones e bastonetes, células ganglionares, da


projeção retinofugal (nervo óptico, quiasma óptico, tracto óptico e tronco encefálico), do núcleo
geniculado lateral (Camadas magnocelulares, parvocelulares e coniocelulares), além de identificar o córtex
visual primário ou estriado (área de 17 de Brodmann) e das áreas extra-estriatais (lobo parietal e temporal)
ESCLERA➔ Composta de tecido conjuntivo denso não modelado, oferecendo ancoragem para os músculos oculares
extrínsecos. Possui uma coloração levemente amarela, decorrente da deposição de LIPOFUSCINA nas células;
CORIOIDE➔ possui uma grande quantidade de vasos sanguíneos, com inúmeras camadas de capilares e plexos
venosos aderidos à retina, realizando sua nutrição e manutenção;
RETINA➔ a RETINA NEURAL corresponde à camada mais interna, com fotorreceptores e redes neurais
complexas, enquanto o EPITÉLIO PIGMENTAR DA RETINA corresponde a uma camada mais externa, com
células cúbicas que contêm melanina.
➔ Camadas do Olho: a camada ANTERIOR compreende o limite entre a córnea e a íris (forma a pupila); a camada
POSTERIOR compreende o espaço entre a íris e a lente; por fim, a camada VÍTREA vai desde a lente até retina
neural.

1) CÓRNEA:

(1)Epitélio pavimentoso estratificado não-queratinizado➔ conta com a presença de células bastante


compactadas e associadas entre si por meio de desmossomos e junções comunicantes, sendo que as células
mais superficiais perdem as organelas, indicando diminuição de metabolismo, ocorrendo descamação
natural, uma vez que a taxa de reposição dura 7 dias em média. Além disso, a presença de FERRITINA
nessas células faz com que haja proteção contra a radiação UV e, portanto, a córnea não sofre tanto com
alterações em seu DNA. (2) Membrana de Bowman➔ Camada subjacente ao epitélio superficial, com
grande quantidade de colágeno e nenhuma capacidade de regeneração, atua como uma barreira contra
infecções e, comumente, sofre cicatrizações opacas que prejudicam a visão. (3) Estroma da córnea➔
possuem varias lamelas de tecido rico em colágeno, organizadas de forma paralela, em função da presença
de proteoglicanos sulfatados, os quais promovem a organização lamelar paralela; somando-se a isso, a
organização em espaçamentos uniformes e arranjo ortogonal garante transparência. (4) Membrana basal
posterior➔ Corresponde a uma camada de aspecto poroso, similar a um filtro de ar condicionado,
possuindo capacidade de regeneração e consequente espessamento, responsável por garantir a curvatura
normal da córnea, já que penetra no músculo ciliar. (5) Endotélio da córnea➔ camada simples de células
pavimentosas bastante aderidas e com permeabilidade seletiva, realizando endocitose e passagem de
substâncias por transporte ativo, como forma de regular a opacidade da córnea e mesclar sua nutrição, tanto
que lesões no endotélio contribuem para formação rápida de edema.
Daniel Marinho – Morfofuncional – Módulo 10 2

2) ÍRIS:

Possui um EPITÉLIO PIGMENTAR POSTERIOR, com células muito pigmentadas, tanto que as
características nucleares e citoplasmáticas não podem ser vistas; o MIOEPITÉLIO PIGMENTAR
ANTERIOR está subjacente, contando com grânulos apicais de melanina, sendo que as porções basais
possuem prolongamentos radiais que se unem e formam o músculo intrínseco responsável pela dilatação
pupilar. O corpo ciliar surge como um espessamento da túnica vascular e separa a íris do corioide, contando
com a presença dos processos ciliares, que são porções especializadas na produção de HUMOR AQUOSO,
BARREIRA HEMATOAQUOSA e FIXAÇÃO DO LIGAMENTO SUPERIOR DO CRISTALINO,
em função da presença de macrófagos e epitélio ciliar.
3) RETINA:

É a camada mais interna do bulbo do olho, com uma porção neural e outra com epitélio pigmentar da retina.
A parte fotossensível da retina irradia por toda sua extensão desde o disco do nervo óptico até a ora serrata
(região final da retina e início da parte ciliar), havendo exceção quanto ao disco do nervo óptico, onde não
há fotorrecepção. Além disso, é importante enfatizar que a camada de fotorreceptores é a mais interna, uma
vez que as células localizadas acima dela realizam filtragem da luz e, por serem quase transparentes, não
prejudicam a captação luminosa. Portanto, seguiremos o raciocínio histológico de fora para dentro, citando,
por último, a camada de células ganglionares, as quais estão localizadas na porção mais interna do bulbo do
olho e, especificamente, na membrana interna da retina.
(1) Epitélio pigmentar da retina➔ corresponde à camada mais externa da retina, recobrindo os fotorreceptores,
havendo a formação de um complexo juncional, o que permite a presença da BARREIRA
HEMATORRETINIANA. Logo, essa camada atua na absorção da luz, evitando reflexão e ofuscamento, formam
zonulas de oclusão para filtrar os componentes que irradiam dos capilares, atuam na restauração da fotossensibilidade,
em função da ressíntese de pigmentos visuais e, por fim, atua na eliminação de discos membranosos dos cones e
bastonetes.
(2) Cones e bastonetes➔ estão localizados logo acima da camada de células pigmentares, contando com a presença de
cones (possuem 3 receptores para cores) e bastonetes (possuem 1 receptor fotossensível), sendo que os cones estão
concentrados na fóvea central da mácula lútea, onde há maior acuidade visual e melhor visão das cores, enquanto os
bastonetes ficam espalhados pela retina, fora da fóvea central. Os cones possuem uma disposição menor, ou seja, são
mais curtos e um pouco mais largos, comportando uma menor quantidade de fotorreceptores, enquanto os bastonetes
são mais longos e afilados, com diversos discos interpostos com fotorreceptores, aumentando sua fotossensibilidade.
(3) Camada nuclear externa➔ contém os corpos celulares dos cones e bastonetes, o que garante o aspecto basofílico
observado, uma vez que o estoque proteico garante coloração basofílica e mais escura.
(4) Camada plexiforme externa➔ formada por prolongamentos citoplasmáticos dos cones e bastonetes, os quais se
associam a prolongamentos de células horizontais, interplexiformes, amácrinas e bipolares, no intuito de realizar a
intercomunicação entre elas, tanto que os dendritos das células horizontais fazem sinapses com os fotorreceptores de
toda a retina, realizando complexas conexões neuronais nessa camada
(5) Camada nuclear interna➔ Conta com a presença do núcleo de células horizontais, amácrinas, bipolares,
interplexiformes e de muller, sendo que as CÉLULAS DE MULLER compõem os espaços extracelulares de toda a
retina, atuando como um tecido de preenchimento de espaços virtuais. Nesse sentido, as CÉLULAS BIPOLARES se
estendem da camada plexiforme interna até a externa, realizando comunicação com as células ganglionares, a partir de
informações dos fotorreceptores; as CÉLULAS HORIZONTAIS se
misturam às bipolares, atuando como potencializadoras do processo de
comunicação neural e transmissão de informação; as CÉLULAS
AMÁCRINAS fazem sinapse com outras amácrinas e células
interplexiformes, com irradiação pela camada plexiforme interna; as
CÉLULAS INTERPLEXIFORMES realizam comunicação entre as
camadas plexiformes, ou seja, conduzem estímulos da interna para a
externa.
(6) Camada plexiforme interna➔ Essa região acopla as sinapses entre os
fotorreceptores e neurônios ganglionares, juntamente com os
prolongamentos celulares de células bipolares e amácrinas e
interplexiformes. Visualmente, essa camada apresenta estriações
horizontais.
(7) Camada de células ganglionares➔ Conta com grandes neurônios
multipolares, os quais possuem núcleos redondos de coloração pálida e
Daniel Marinho – Morfofuncional – Módulo 10 3

corpúsculos de Nissl em seu citoplasma, sendo que seus dendritos estão espalhados na camada plexiforme interna,
realizando inúmeras sinapses com as células bipolares na retina periférica, contudo, na região da fóvea, as células
ganglionares geralmente realizam apenas uma sinapse com a célula bipolar, em decorrência do seu tamanho
diminuído. Epitélio pigmentar da retina➔ parte
Camada de cones e bastonetes➔ mais externa e com grande quantidade
atuam como fotorreceptores, sendo a de melanina, no intuito de filtrar a
penúltima camada de células, estando radiação UV e evitar reflexão
logo acima da camada nuclear externa,
que é vista como mais espessa e Camada nuclear externa➔ comporta os
basofílica núcleos dos cones e bastonetes,
Camada plexiforme externa➔comporta explicando a intensa basofilia e maior
prolongamentos dos cones e bastonetes, extensão dessa camada, decorrente do
os quais se associam a prolongamentos número dessas células
das células bipolares, horizontais,
amácrinas e interplexiformes Camada nuclear interna➔ conta com o
núcleo das células bipolares, amácrinas,
horizontais e interplexiformes, sendo que
Camada plexiforme interna➔comporta elas irradiam por diferentes camadas,
as sinapses entre os fotorreceptores e mediando sinapses em diferentes
células ganglionares, juntamente com as extensões e direções
sinapses das células bipolares, amácrinas
e interplexiformes Camada de células ganglionares➔
Neurônios multipolares que realizam
sinapses com diversas células,
irradiando seus prolongamentos
celulares pelos tratos do nervo óptico

4) CRISTALINO:

Consiste em uma estrutura biconvexa, responsável por causar concentração dos feixes luminosos,
associando-se aos processos ciliados, os quais permitem a regulação da convexidade do cristalino,
decorrente da presença dos músculos ciliados. Como o cristalino tende a ficar concentrado e mais oval, o
tensionamento das fibras zonulares faz com que ele permaneça esticado e menos convexo, contudo, o
processo de acomodação permite que os músculos ciliares se contraiam e comprimam as fibras zonulares,
permitindo que a espessura do cristalino aumente e ele se torne mais concentrado. Logo, o cristalino possui
uma MEMBRANA CAPSULAR, a qual corresponde a uma lâmina basal espessa, logo abaixo, há a
presença do EPITÉLIO SUBCAPSULAR, composto por uma camada de CÉLULAS EPITELIAIS DO
CRISTALINO em sua face anterior, com aspecto quiescente no centro e proliferativas nas extremidades,
tanto que atuam em diferenciação para fibras maduras do cristalino. As FIBRAS DO CRISTALINO são
derivadas das células epiteliais, as quais sofrem alongamento substancial e perdem suas organelas de forma
gradativa, tanto que o núcleo do cristalino é chamado de ZONA SEM ORGANELAS, de modo que o seu
citoplasmas passa a ser inundado por uma proteína chamada CRISTALINA, a qual garante aspecto elástico,
organizacional e transparente, havendo uma alta densidade e sobreposição dela.
Daniel Marinho – Morfofuncional – Módulo 10 4

O núcleo geniculado lateral possui 6 camadas diferentes de células, sendo


que as camadas 1, 2 e 4 se relacionam com a visão contralateral, enquanto
as camadas 2,3 e 5 se relacionam com a visão ipsilateral. Além disso, há 6
camadas complementares, as quais estão alojadas embaixo de cada um dos
níveis de células das camadas clássicas, denominadas coniocelulares (de k1
a k6). Somado a isso, as camadas 1 e 2 são MAGNOCELULARES,
enquanto 3, 4, 5 e 6 são PARVOCELULARES, de modo que as camadas
de k1 a k6 são CONIOCELULARES

O córtex visual primário também é chamado de córtex


estriado, tendo em vista a disposição dos axônios, os quais
formam aspecto visual similar a estrias. Nesse sentido, a
camada IVC-alfa possui recebimento de informações das
camadas 1 e 2, visto que são magnocelulares; a camada IVC-
beta recebe de 3, 4, 5 e 6, visto que são parvocelulares; e as
camadas II e III recebem informação das coniocelulares
2. Identificar nas peças anatômicas a anatomia e topográfica
dos olhos, além dos Componentes do olho, Anatomo-histologia da retina, Posição anatômica da projeção
retinofugal (nervo óptico, quiasma óptico, tracto óptico e tronco encefálico); Posição anatômica do colículo
superior (projeção retinotectal), núcleo geniculado lateral talâmico.
Os olhos estão localizados nas órbitas oculares, que são espaços
formados pela união dos ossos cranianos, comportando o BULBO
OCULAR (popularmente conhecido como globo ocular). Dessa
forma, as paredes mediais da órbita são delimitadas pelos SEIOS
ETIMOIDAIS e PARTES SUPERIORES DA CAVIDADE
NASAL, sendo que as paredes mediais se projetam mais
anteriormente em relação às laterais, em função da conformação
do rosto
A TUNICA MUCOSA (CONJUNTIVA) corresponde ao tecido
de revestimento da pálpebra que recobre o bulbo ocular, no intuito
de manter a integridade e umidade deste componente
➔ PALPEBRAS:

Correspondem a duas pregas móveis que possuem função de proteger o olho de luz excessiva e espalhar o
líquido lacrimal sobre a córnea, mantendo sua integridade. Nesse sentido, a pálpebra é feita de uma pequena
lamina de pele com uma conjuntiva lacrimal logo abaixo, a qual corresponde a uma continuação da túnica
conjuntiva do bulbo, que se adere fixamente às partes periféricas da córnea do bulbo ocular, dobrando-se
sobre si mesma no momento em que fechamos o olho, o que forma os FÓRNICES SUPERIORES E
INFERIORES DA PÁLPEBRA. Um detalhe curioso é o fato de que os cílios estão associados às
GLÂNDULAS CILIARES (sebáceas), formando a comissura medial e lateral da pálpebra.
➔ APARELHO LACRIMAL:

GLÂNDULA LACRIMAL: Localizada acima do fórnice superior da pálpebra, atuando na produção de


uma solução salina, com a presença de lisozima, no intuito de que haja ação bactericida. Dessa forma, os
ductos excretores da glândula conduzem até o saco da conjuntiva, enquanto o ducto lacrimonasal conduz o
líquido lacrimal até o meato nasal inferior.
➔ BULBO DO OLHO:

Corresponde ao aparelho óptico do sistema visual, ou seja, o que conhecemos como globo ocular, associado
a 6 músculos extrínsecos que auxiliam na movimentação, além de contar com a presença de 3 tipos de
túnicas, as quais se organizam em níveis para compor estruturalmente e auxiliar na dinâmica do bulbo
ocular. Portanto, as túnicas são dispostas na seguinte organização:
1) TÚNICA FIBROSA (ESCLERA E CÓRNEA):
➔ ESCLERA: corresponde à parte branca do olho, sendo uma camada fibrosa que compõe a parte externa do bulbo
ocular, onde há fixação dos 6 músculos extrínsecos dele, para que haja mobilização do movimento do órgão. Há
um espaço virtual, formado entre a esclera e a córnea, denominado de LIMBO DA CÓRNEA, onde há a
Daniel Marinho – Morfofuncional – Módulo 10 5

JUNÇÃO CORNEOESCLERAL. Além disso, a esclera é relativamente irrigada e nutrida pelo líquido lacrimal
também;
➔ CÓRNEA: possui uma convexidade maior em relação a esclera, como se destacasse em relação a ela,
correspondendo a um tecido totalmente avascular, contudo há uma alta taxa de inervação, tanto que pequenos
corpos estranhos induzem reações e muita dor. Além disso, um detalhe curioso é o fato de que a oxigenação da
córnea ocorre pelo oxigênio absorvido pelo líquido lacrimal.
2) TÚNICA VASCULAR (CORIOIDE, CORPO CILIAR E ÍRIS):
➔ CORIOIDE: relaciona-se à parte mais vascularizada do bulbo ocular, revestindo internamente a esclera e também
atuando em sua irrigação, sendo que os vasos de maior calibre estão localizados mais externamente, enquanto que
os de menor calibre, que compõem a LÂMINA CAPILAR CORIOIDE, são mais internos e aderidos à
CAMADA FOTOSSENSÍVEL AVASCULAR DA RETINA, onde há a maior taxa de perfusão do corpo
todinho, tanto que isso que produz o reflexo de olho vermelho observado em fotografias.
➔ CORPO CILIAR: corresponde a uma camada muscular formada na parte posterior do limbo da córnea (formado
pela junção corneoescleral), sendo um local de fixação de outra estrutura, denominada LENTE, de modo que os
CORPOS CILIARES secretam HUMOR AQUOSO, responsável por ocupar o segmento anterior do bulbo
ocular. Desse modo, o relaxamento e contração do músculo circular do corpo circular atua na regulação do foco
dessa lente
➔ ÍRIS: consiste em um diafragma contrátil, ocupando a parte anterior da lente e atuando na filtração de entrada de
luz, sendo que a abertura central da íris forma a PUPILA. A regulação da contratilidade ocorre por associação com
2 músculos: o MÚSCULO ESFÍNCTER DA PUPILA (circular), que possui inervação PARASSIMPÁTICA e
rápida resposta ao estímulo luminoso, fechando-se quando há excesso de luz, o que caracteriza a MIOSE,
enquanto o MÚSCULO DILATADOR DA PUPILA (radial) possui inervação SIMPÁTICA e baixa
responsividade à ausência de luz, tanto que a dilatação pupilar pode levar até 20 minutos para se adaptar ao
ambiente, caracterizando a MIDRÍASE;
3) TÚNICA INTERNA (RETINA ÓPTICA E NÃO VISUAL):
➔ RETINA: a túnica interna como um todo é denominada retina, sendo que a parte não visual corresponde ao
DISCO DO NERVO ÓPTICO, isto é, uma região posterior onde há o foco e convergência da luz que entra no
bulbo ocular, contudo, por ser uma área sem fotorreceptores, não há sensibilidade à luz e, por isso, trata-se de uma
parte não visual. Além disso, a MÁCULA LÚTEA corresponde a uma área oval com cones fotorreceptores
visuais, que são especializados em acuidade visual, logo, corresponde a uma área onde há a maior acuidade visual.
Por fim, a parte óptica da retina se estende desde a mácula lútea até a ORA SERRATA, isto é, a delimitação final
do corpo papilar, onde há um aumento da irregularidade tecidual e consequente fim da retina óptica propriamente
dita. Portanto, conclui-se que o fundo de olho não atua na formação de imagem, por se tratar de uma região não
visual, enquanto o espaço existente desde a mácula lútea até a ora serrata é, de fato, a parte visual do bulbo ocular.

OBS→ o HUMOR
AQUOSO está localizado
no espaço existente entre a
córnea e a lente do bulbo
ocular, enquanto o humor
vítreo compõe o corpo
vítreo, ou seja, todo líquido
alojado após a lente do olho
até o contato com o disco
do nervo óptico.

➔ MÚSCULOS INTRÍNSECOS:

(1)Músculo esfíncter da pupila➔ consiste em um músculo com disposição circular, o qual atua na
diminuição do diâmetro da íris, em função da entrada de luz, mediante uma inervação parassimpática, como
forma de filtrar a quantidade de luz que passa pela lente, evitando lesões. (2)Músculo dilatador da
pupila➔ corresponde a um músculo com disposição radial (lateral), atuando no aumento do diâmetro
pupilar, como no caso de ambientes com pouca iluminação, no intuito de aumentar a fotopercepção e, assim,
a visão em lugares mais escuros. (3)Músculo ciliar➔ está associado ao corpo ciliar, atuando na regulação
de tensão sobre a lente, composta por uma capsula bastante elástica e com tendência a se tornar esférica,
Daniel Marinho – Morfofuncional – Módulo 10 6

logo, a ACOMODAÇÃO corresponde ao processo de adaptação da lente para focalização visual. Portanto o
relaxamento do musculo ciliar faz com que a lente fique esticada e objetos distantes possam ser vistos, uma
vez que ele força o tensionamento das fibras zonulares (regiões de ancoramento da lente), enquanto que a
contração do músculo permite aumento na espessura da lente e focalização de objetos próximos, por
diminuir a tensão sobre as fibras zonulares.
➔ MÚSCULOS EXTRÍNSECOS:

Inervado pelo oculomotor (III)

Inervado pelo oculomotor (III), eleva,


aduz e gira medialmente o bulbo ocular

Inervado pelo oculomotor


(III), aduz o bulbo ocular

Inervado pelo abducente


(VI), abduz o bulbo do olho
Inervados pelo
oculomotor (III)

➔ IRRIGAÇÃO E DRENAGEM:

Aorta➔ carótida comum➔ carótida interna➔ artéria oftálmica➔ artéria central da retina
Aorta➔ carótida comum➔ carótida externa➔artéria infraorbital
Veia oftálmica superior e inferior + veia central da retina➔ seio cavernoso
Seio venoso da esclera➔ atua na drenagem do humor aquoso, retornando para a corrente sanguínea.
➔ PROJEÇÃO RETINOFUGAL:

Fotorreceptores➔ células bipolares➔ células


ganglionares➔ nervo óptico➔ quiasma
óptico➔ trato óptico➔ núcleo geniculado
lateral➔ radiação óptica➔ córtex visual
primário (córtex estriado)➔ regiões
secundárias adicionais
No quiasma óptico ocorre a decussação das
fibras nervosas oriundas da retina nasal, as quais
irradiam para a porção contralateral, unindo-se às fibras da retina temporal do mesmo lado do destino; o
núcleo geniculado é organizado em 6 camadas, as quais recebem fibras de diferentes origens, logo, as
camadas 1, 4 e 6 recebem do lado contralateral, enquanto as fibras 2, 3 e 5 recebem do lado ipsilateral. Além
disso, há o córtex estriado, o qual, especificamente, possui 9 camadas, uma vez que há subdivisões, de modo
que a camada IV se mostra como a mais importante, responsável pelo recebimento descriminado de
neurônios pertencentes a um bulbo ou outro, contudo, conforme irradiam para as camadas II e III, ocorre
uma interseção entre essas camadas, criando imagens mescladas, contudo, algumas regiões possuem áreas
de dominância ocular, apesar da maior parte ser do tipo binocular.
➔ PROJEÇÃO RETINOTECTAL:

Corresponde à via de inervação de cerca de 10% das células ganglionares.


Essa via recebe o nome de retinotectal uma vez que a área de recebimento
da informação está alojada no teto do mesencéfalo, como mostrado na
figura. Logo, essa via é responsável pela percepção de figuras da região
periférica da visão, atuando na transmissão desse tipo de imagem da retina
periférica para a fóvea do disco óptico, uma vez que a fóvea possui uma
acuidade visual muito grande. Isso sinaliza que a projeção retinotectal
permite que objetos inesperados avistados na região periférica adquiram
relevância na projeção focal da visão .
Daniel Marinho – Morfofuncional – Módulo 10 7

3. Paciente A.L.T., 50 anos, sexo feminino, chega ao consultório de oftalmologia referindo estar com
dificuldade de enxergar em seu campo visual periférico bilateralmente. Após realizar uma ressonância
magnética, o paciente obteve o diagnóstico sugestivo de tumor de hipófise.
a) Descreva o trajeto da via visual.

Fotorreceptores➔ células bipolares➔ células ganglionares➔ fibras do nervo óptico➔ disco do nervo óptico➔ nervo
óptico➔ quiasma óptico➔ trato óptico➔ núcleo geniculado alteral➔ radiação óptica➔ córtex visual primário (área
17 de brodmann) no lobo occiptal→ pode ter uma rota ventral ou dorsal
b) Na via visual, em que ponto provavelmente está a lesão?

Provavelmente está no quiasma óptico, uma vez que as fibras da retina nasal não estão podendo sofrer decussação,
logo, como elas captam a luz da visão periférica dos hemicampos visuais contralaterais, o corte na linha média do
quiasma óptico impede a transmissão da informação e consequente decussação, havendo perda da visão periférica.
c) Qual o nome dado ao quadro clínico oftalmológico do paciente?

O diagnóstico é caracterizado como ADENOMA, que consiste em um tumor ptituitário, logo, como a hipófise está
localizada na sela turca, logo acima há a disposição do quiasma óptico. Logo, conforme o tumor aumenta de volume,
isso causa compressão da porção superior da sela turca (hipófise) sobre a parte inferior do quiasma óptico,
consequentemente, pode haver dificuldade na decussação das fibras da retina nasal, portanto, observa-se perda de
visão periférica por compressão do quiasma óptico

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