O autor já era cliente da Ré desde o ano de 2019, tendo feito uma renovação do pacote
de epilação a laser nas regiões de costas, ombro e nuca em meados de 2022. O
requerente já havia realizado 24 sessões de epilação a laser junto a requeria tendo
iniciado com o novo pacote a 25ª sessão.
No dia 11/08/2023, durante a 28ª sessão, o Autor sentiu um desconforto e
queimação, e imediatamente informou a profissional responsavél, que conforme
documento de controle de registro de sessão se chamava Júlia, profissional esta que o
autor não conhecia. Lhe foi perguntado se já havia sentido tal desconforto em razão do
procedimento realizado, o requerente informou que naquela intensidade não, e mesmo
assim foi dado sequencia no procedimento.
Durante todo o procedimento o paciente utilizou óculos de proteção, o que o impediu de
enxergar o que estava acontecendo mas estava sentido a todo tempo um forte cheiro de
queimado.
Ao final da sessão, a profissional que realizou o procedimento orientou que fosse
usada uma pomada de nome "nebacetin" para auxiliar na recuperação e o uso de
protetor solar, e que não precisava de se preocupar que tudo se resolveria em no
máximo 14 dias e que não ficaria marcas, o que foi seguido a risca pelo autor.
Após a sessão o autor sentiu muita ardência principalmente na região dos braços e
muita vermelhidão.
No outro dia o autor viu que seus braços estavam muito vermelhos e com bolinhas,
tendo dificuldade em se vestir, pois a manga da camiseta lhe causava mais dor devido
ao atrito com a pele.
Na ocasião o autor foi tomado por total desespero, pois se trata de pessoa muito
vaidosa, tendo contrato os serviços da ré buscando melhorias que se transfomaram em
medo e angustia de ficar com a pele marcada. O que foi agravado por se tratar de
pessoa com deficiência, CID F84.0, Transtorno do Espectro Autista (laudo anexo), o
que lhe faz ter dificuldades em lidar com mudanças inesperadas, principalmente com
questões estéticas/corporais.
Movido pelo desespero, o requerente agendou uma consulta pelo seu plano de saúde
com um médico dermatologista, todavia na agenda do mesmo só havia vaga para
atendimento no dia 23/08/2023.
Durante toda semana o autor seguiu exatamente o que lhe foi orientado pela
profissional que executou o procedimento mas a condição só piorava fato que o fez
entrar em contato com a clínica relatando o que estava ocorrendo e enviado
fotografias do estado em que seus ombros se encontravam.
Foi agendado atendimento para o dia 21/08/2023 para que as lesões fossem
avaliadas. Durante o atendimento foi orientado a não tirar casquinha e permanecer
com o uso do nebacetin para cicatrização e que esta pomada iria agir como antibiotico
local, além disso orientou que "se o autor quisesse" utilizar dexametasona que
segundo a profissional é um antiinflamatório local e cicatrizaria mais rapido junto com
o nebacetin e protetor solar.
O autor relatou que estava sentindo queimar demais, o que estava causando muito
incomodo, inclusive para dormir.
Foi informado ao requerente que seguindo todas as recomendações não haveria
chances de manchar/pigmentar a área, e que com relação a cicatriz a chance seria nula
pois foram queimaduras "superficiais".
A profissonal da ré disse não compreender o que pode ter acontecido, que costuma
acontecer essas queimaduras quando a profissional encosta a ponteira e deixa muito
tempo no local, mas que na clínica da ré são treinadas a passar o laser e não a fazer a
aplicação de forma pontual. Levantou ainda a hipótese da pele do autor estar naquele
dia mais sensível como uma tentativa de justificar o erro cometido.
não deveria ter usado nebacetin.
O autor saiu da clínica sem que a Ré tivesse prestado a devida assistência, nem,
tampouco, tivesse cumprido a sua obrigação de encaminhá-la para um dermatologista,
afim de que fosse medicado e seus braços fossem tratados corretamente.
O autor questionou sobre as despesas que teve para auxiliar no tratamento e nunca
obteve resposta da clinica ré com relação a isso, que demonstrou total descaso.
Diante do medo de ficar com a pele manchada, e por a clinica não ter fornecido um
médico dermatologista para auxilia-lo e medicar corretamente realizou uma consulta
no dia 21/08/2024 com o Dr. , médico dermatologista que atende pelo seu plano de
saúde.
Em consulta médica foi informado ao autor que não deveria estar usando a pomada
indicada pela profissional da clínica
IndubitavelmenteaAutorasofreuumgrandeabalofísicoepsicológico.
Não é difícil imaginar o sofrimento pelo qual a Autora passou, posto que, se
umapequenaqueimadurageramuitador,imaginaasduaspernasinteiras!!
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Desde o ocorrido, a Autora manteve contanto com Dra. Gabrielle Pereira,
informandotodo o processo que passou, posto que em decorrência das queimaduras,
formaram-
se“casquinhas”que,aosair,deixaram“manchasbrancas”uniformesquetomaramtodaaext
ensãodaspernas.
A Ré informava a Autora que estava em contato o “médico” e detalhava o que a
Autoradeveriafazer,inclusiveprescrevendoomedicamentoque ela deveria
usar,intermediando o atendimento que, segundo ela, era prestado por um dermatologista
etudoerapassadoatravésdefotosdaspernasqueeramsempresolicitadas.
Ocorre que todas as orientações eram de fato prestadas pela Ré, que é profissional
naáreadefisioterapiaenãopossuiaqualificaçãotécnicaparaotratamentodequeimaduras e
manchas na pele, sendo certo que a profissional Dra. Gabrielle Pereiraultrapassou as
esferas de seu conhecimento técnico, expondo a saúde da Autora arisco.
Não é difícil imaginar o abalo psicológico e dores pelas quais a Autora passou e
aindaestápassando,vendosuaspernasinteiramentemanchadas,conformedemonstram
asfotosemanexo.
A Autora é uma mulher vaidosa e a partir do ocorrido, não consegue usar
qualquerroupaquedeixesuaspernasàmostra:deixoudeiràpraia,deusarshortesaia,anãose
rlonga.
Vale dizer: neste calor natural da região dos Lagos, ao invés de usar roupas leves,
aAutora utiliza vestuário que cubra suas pernas inteiras por vergonha que as
pessoasvejamasmanchas.
Não obstante a Autora tenha usado a pomada que a Ré inicialmente indicou, não
hácomo precisar a eficácia do tratamento especificamente com relação às manchas
napele.
Comopsicológicoextremamenteabalado,aAutora buscou
aajudadetratamentodopsicólogoDr.FelipeClaroGonçalves,CRP05/54390,conformeseverific
anolaudoem
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anexo.
Em13/11/2019,comonãoviumelhoranasmanchasdesuaspernas,aAutoraf
oiporconta própria ao dermatologista Dr. Anderson de Melo Peixoto, CRM
52.95342-9, queinfelizmente,deuo mesmodiagnóstico denão saber
precisar a eficácia do
tratamentonoquetangeasmanchasnapele,umavezqueaAutoraapresenta“h
ipocrônicapósinflamatóriaemmembrosinferiores associada a
queimaduras de 2º
grau”,prescrevendoamedicaçãoFluoxetimeTarfic0,3mg(genéricoTacrolim
o),a qual aAutoraatualmenteestáfazendouso.
A título de informação, segundo informações extraídas do sitio
eletrônico do HospitalAlbert Einstein,
(https://www.einstein.br/doencas-sintomas/queimaduras), quanto
àprofundidade, as queimaduras de 2º grau atingem a epiderme e
parte da derme
(2ªcamadadapele).Hápresençadebolhaseadoréacentuada,oquedefatoo
correucomaAutora.
Convém esclarecer que na nota fiscal, referente à sessão de depilação à
laser na qualocasionou as lesões, consta serviço diverso do contratado,
uma vez que a descrição serefere à serviço de Tratamento
Fisioterapêutico Traumato-ortopético e não serviço
dedepilaçãoàlaser,denotandoamá-fécomaconsumidora.
Destacaseaindaque,atépresentedada,ouseja,QUASE04MESESAPÓ
SOEPISÓDIO,aAutoraaindaestácomasPERNASMARCADAS.
Infelizmente é evidente que o bem maior tutelado não será devolvido e
talvez a
Autoratenhaqueconvivercomsuaspernasmanchadasparaorestodavida,
no entanto,
aAutorarecorrecomoultimaratioaoPoderJudiciárioparaquesejafeitajustiça
!