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Tipos de Motores

O documento aborda a história e os tipos de motores de combustão interna, destacando suas características e inovações ao longo do tempo. Explica os ciclos de funcionamento, como o ciclo Otto e Diesel, e as diferenças entre motores de dois e quatro tempos. Também menciona contribuições de diversos inventores e engenheiros para o desenvolvimento desses motores.

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Tipos de Motores

O documento aborda a história e os tipos de motores de combustão interna, destacando suas características e inovações ao longo do tempo. Explica os ciclos de funcionamento, como o ciclo Otto e Diesel, e as diferenças entre motores de dois e quatro tempos. Também menciona contribuições de diversos inventores e engenheiros para o desenvolvimento desses motores.

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CURSO PREPARAÇÃO DE MOTORES

TIPOS DE MOTORES
Motor de combustão interna é uma máquina térmica que transforma
a energia proveniente de uma reação química em energia mecânica. O processo de
conversão dá-se através de ciclos termodinâmicos que envolvem expansão, compressão e
mudança de temperatura dos gases. A sua criação se dá durante o processo da Revolução
Industrial no século XVIII, período em que ocorrem as transições e a introdução dos novos
processos de manufatura. No ano de 1860 que surgiu a ideia de construir uma máquina que
utilizasse o benzeno como combustível se concretizando apenas em 1866, realizada pelo
engenheiro e físico alemão Nicolaus Otto o qual determinou o ciclo teórico sob que trabalha
o motor de explosão, conhecido como ciclo Otto.
São considerados motores de combustão interna aqueles que utilizam os próprios gases de
combustão como fluido de trabalho, ou seja, são estes gases que realizam os processos de
compressão, aumento de temperatura (queima), expansão e finalmente exaustão.
Este tipo de motor distingue-se dos ciclos de combustão externa, nos quais os processos
de combustão ocorrem externamente ao motor (motor a vácuo, Stirling, etc.). Neste caso,
os gases de combustão transferem calor a um segundo fluído que funciona como fluído de
trabalho, como ocorre nos ciclos Rankine.
Motores de combustão interna também são popularmente chamados motores de explosão.
Esta denominação, apesar de frequente, não é tecnicamente correta. De fato, o que ocorre
no interior das câmaras de combustão não é uma explosão de gases. O que impulsiona
os pistões é o aumento da pressão interna da câmara, decorrente da combustão (queima
controlada com frente de chama). O que se pode chamar explosão (queima descontrolada
sem frente de chama definida) é uma detonação dos gases, que deve ser evitada nos
motores de combustão interna, com o objetivo de proporcionar maior durabilidade dos
mesmos e menores taxas de emissão de poluentes atmosféricos provenientes
da dissociação de pinogênio nitrogênio.
Vários cientistas e engenheiros contribuíram para o desenvolvimento de motores de
combustão interna. Em 1791, John Barber desenvolveu a turbina a gás. Em 1794, Thomas
Mead patenteou um motor a gás. Também em 1794, Robert Street patenteou um motor de
combustão interna, que também foi o primeiro a usar combustível líquido, e construiu um
motor nessa época. Em 1798, John Stevens construiu o primeiro motor de combustão
interna americano. Em 1807, os engenheiros franceses Joseph Nicéphore
Niépce (inventor da fotografia) e Claude Niépce acionaram um protótipo de motor de
combustão interna, usando explosões controladas de combustível em pó, o Pyréolophore.
Este motor acionou um barco no rio Saône, na França. No mesmo ano, o engenheiro
suíço François Isaac de Rivaz construiu um motor de combustão interna com ignição por
faísca elétrica. Em 1823, Samuel Brown patenteou o primeiro motor de combustão interna
para aplicações industriais.
Em 1854, no Reino Unido, os inventores italianos Eugenio Barsanti e Felice
Matteucci obtiveram a certificação: "Obtenção de força motriz pela explosão de gases". Em
1857, o Great Seal Patent Office concedeu-lhes a patente Nº1655 pela invenção de um
"aparato aprimorado para obter energia motriz dos gases".
Barsanti e Matteucci obtiveram outras patentes para a mesma invenção
na França, Bélgica e Piemonte entre 1857 e 1859.
Em 1860, o belga Étienne Lenoir produziu um motor de combustão interna a gás. Em
1864, Nikolaus Otto patenteou o primeiro motor a gás atmosférico. Em 1872, o
americano George Brayton inventou o primeiro motor comercial de combustão interna a
combustível líquido. Em 1876, Nikolaus Otto, trabalhando com Gottlieb Daimler e Wilhelm
Maybach, patenteou o motor quatro tempos de carga comprimida. Em 1879, Karl
Benz patenteou um confiável motor a gasolina de dois tempos. Mais tarde, em 1886, Karl
Benz iniciou a primeira produção comercial de veículos com o motor de combustão interna.
Em 1892, Rudolf Diesel desenvolveu o primeiro motor de ignição por compressão de carga
compactada. Em 1926, Robert Goddard lançou o primeiro foguete de combustível líquido.

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CURSO PREPARAÇÃO DE MOTORES

Em 1939, o Heinkel He 178 se tornou o primeiro avião a jato do mundo. Em 1954 o


engenheiro alemão Felix Wankel patenteou um motor "sem pistão" (motor rotativo) usando
um design rotativo excêntrico.

Ciclo motor de Otto

O motor baseado no ciclo ideal Otto caracteriza-se pela ignição por faísca.
Este tipo é o mais comumente utilizado em automóveis de passeio e motocicletas. Existem
processos alternativos em motores experimentais para iniciar a queima como micro-
ondas ou uma injeção piloto.

Ciclo motor de Diesel

Motor diesel

Os motores Diesel caracterizam-se pela ignição por compressão. O fluido de trabalho


(normalmente ar) é comprimido sem ser misturado ao combustível e quando o combustível
é injetado no fluido comprimido e quente esse se inflama.
As máquinas que impulsionam veículos pesados como caminhões, trens e navios,
usualmente são baseadas no ciclo ideal de Diesel (propulsão diesel-elétrica), o que não se
refere ao combustível utilizado e sim ao ciclo termodinâmico em que operam. O Motor de
ciclo diesel é usado em veículos menores, como automóveis e motocicletas também são
equipadas com este tipo de motor.
Motor dois tempos

Motor a dois tempos

Num motor a dois tempos, um ciclo termodinâmico se completa a cada volta do eixo,
compreendendo as etapas de admissão, compressão, transferência de calor e exaustão.
Esta característica permite que o próprio pistão atue também como válvula, abrindo e
fechando as janelas (aberturas) na parede da câmara de combustão. Esta opção simplifica
a máquina, também dispensando comando de válvula e é muito utilizada em motores de
pequeno porte.
Mas, para motores de grande porte, isto não é uma alternativa adequada por reduzir o curso
para compressão e permitir a comunicação direta entre a admissão de combustível e os

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CURSO PREPARAÇÃO DE MOTORES

dutos de exaustão. Os maiores motores de propulsão naval, a Diesel, operam em dois


tempos, mas, com o emprego de apenas uma janela e uma válvula no cabeçote.
Motor quatro tempos

Motor de ignição por faísca de quatro tempos

Já nos motores de quatro tempos, os gases completam um ciclo termodinâmico a cada duas
voltas do eixo. Neste caso, para um pistão, ocorre admissão e compressão numa volta
e transferência de calor na consecutiva.
Esta alternância requer necessariamente o emprego de um (ou mais) comando de válvulas,
engrenado à árvore de manivelas de tal forma que tenha metade da velocidade de rotação
da mesma, permitindo que o ciclo de abertura de válvulas dure os quatro tempos.
Elementos
O motor pode ser dividido em partes fixas e móveis. Partes fixas são as partes que não
entram em movimento, quando o motor entra em funcionamento, em relação aos outros
componentes do motor, por exemplo: bloco, cárter e cabeçote. Partes móveis são
caracterizadas pelas partes que se movimentam quando o motor entra em funcionamento,
tais como, árvore de manivelas, pistão, biela e comando de válvulas.

Motor rotativo

Um motor rotativo é um motor de combustão interna que não utiliza pistões como um motor
convencional, mas pode fazer uso de rotores, às vezes chamados de pistões rotativos.

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