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Trabalho Malaria

O trabalho aborda a malária, uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, com foco em seus agentes etiológicos, ciclo biológico, patogênese, diagnóstico e tratamento. A malária representa um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais, e o Brasil enfrenta desafios significativos no controle da doença. O documento enfatiza a importância de políticas públicas integradas e a atuação dos profissionais de saúde na erradicação da malária.

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Nathalia Porto
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O trabalho aborda a malária, uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, com foco em seus agentes etiológicos, ciclo biológico, patogênese, diagnóstico e tratamento. A malária representa um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais, e o Brasil enfrenta desafios significativos no controle da doença. O documento enfatiza a importância de políticas públicas integradas e a atuação dos profissionais de saúde na erradicação da malária.

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Alunas:Nathalia da Silva Porto

Pamela Penetra
Curso: Biomedicina
Matrículas: 06010830

Professor:Ricardo Salviano

Trabalho da disciplina de:


ESTUDOS MICROBIOLÓGICOS E PARASITOLÓGICOS
APLICADOS.

Malária

Saquarema
Ano:2025
Sumário
1. 1. Introdução
2. 2. Agente Etiológico
3. 3. Tipos de Malária (Espécies e Características)
4. 4. Ciclo Biológico do Parasita
5. 5. Patogénese e Patologias Desenvolvidas
6. 6. Aspectos Clínicos
7. 7. Diagnóstico Laboratorial
8. 8. Tratamento
9. 9. Prevenção e Controle
10. 10. Malária no Brasil
11. 11. Considerações Finais
12. 12. Referências Bibliográficas
1. Introdução

A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium,


transmitida ao ser humano pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Estima-se que
mais de 240 milhões de casos ocorrem anualmente no mundo, com cerca de 600 mil
mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023). A doença representa um
grave problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais.A
malária também é conhecida como impaludismo,paludismo, febre palustre, febre
intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como
maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou [Link] trabalho visa abordar os aspectos
clínicos, biológicos e patológicos da malária.

2. Agente Etiológico

Os protozoários do gênero Plasmodium são os causadores da malária. As principais


espécies que afetam humanos são: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax,
Plasmodium malariae, Plasmodium ovale e Plasmodium knowlesi. Cada espécie provoca
manifestações clínicas diferentes e possui características biológicas distintas,
especialmente quanto à gravidade e recorrência.

Em uma das fases do ciclo de vida do Plasmodium, observa-se a infecção de células sanguíneas.
3. Tipos de Malária (Espécies e Características)

1. Plasmodium falciparum

Principal região de ocorrência: África subsaariana, sudeste asiático, América do Sul e


partes da Oceania.

Gravidade: É a espécie mais perigosa, responsável pela maioria das mortes por malária.

-Características clínicas:

● Altos níveis de parasitemia (parasitas no sangue).


● Pode causar malária cerebral, anemia grave e insuficiência renal.
● Sintomas aparecem entre 9 e 14 dias após a infecção.
● Não forma hipnozoítos (formas dormentes no fígado).
● Ciclo febril: Irregular ou a cada 48 horas.

2. Plasmodium vivax

Principal região de ocorrência: América do Sul (incluindo o Brasil), Ásia e partes da


África.

Gravidade: Menos letal que o P. falciparum, mas ainda pode causar complicações.

-Características clínicas:

● Pode permanecer dormente no fígado por meses ou anos (hipnozoítos), causando


recidivas.
● Comum em áreas tropicais e subtropicais.
● Sintomas em torno de 12 a 17 dias após a infecção.
● Ciclo febril: A cada 48 horas (febre terçã benigna).

3. Plasmodium malariae

Principal região de ocorrência: Distribuição global, mas menos comum.

Gravidade: Infrequentemente causar complicações graves.

-Características clínicas:

● Infecção crônica pode durar por décadas sem tratamento.


● Não possui hipnozoítos.
● Sintomas surgem em 18 a 40 dias.
● Ciclo febril: A cada 72 horas (febre quartã).

4. Plasmodium ovale
Principal região de ocorrência: África Ocidental e algumas ilhas do Pacífico.

Gravidade: Semelhante ao P. vivax, mas menos prevalente.

Características clínicas:

● Também forma hipnozoítos, podendo causar recidivas.


● Sintomas semelhantes aos do P. vivax.
● Ciclo febril: A cada 48 horas (febre terçã).

5. Plasmodium knowlesi

Principal região de ocorrência: Sudeste Asiático (Malásia, Filipinas, Indonésia).

-Gravidade: Pode causar casos graves, sendo potencialmente fatal se não tratado
rapidamente.

Características clínicas:

● Transmitido originalmente entre macacos, mas também afeta humanos.


● Proliferação rápida no sangue.
● Sintomas aparecem dentro de 9 a 12 dias.
● Ciclo febril: A cada 24 horas (febre cotidiana).

4. Ciclo Biológico:

O ciclo do Plasmodium ocorre entre dois hospedeiros: o mosquito e o ser humano. No


mosquito (ciclo sexuado): gametócitos ingeridos se desenvolvem em oocistos que
liberam esporozoítos.
No humano (ciclo assexuado): os esporozoítos migram para o fígado, multiplicam-se, e
depois infectam hemácias.A cada ciclo eritrocítico, novas hemácias são destruídas,
causando os sintomas cíclicos da doença.

Fase no hospedeiro vertebrado (humano):

● Picada do mosquito: O mosquito infectado pica e injeta esporozoítos na corrente


sanguínea.
● Fase hepática: Os esporozoítos migram para o fígado e infectam os hepatócitos
(células hepáticas).
● Multiplicação no fígado: Os esporozoítos se multiplicam assexuadamente nos
hepatócitos, formando esquizontes teciduais, que liberam merozoítos na corrente
sanguínea.
● Fase eritrocítica: Os merozoítos invadem os glóbulos vermelhos (eritrócitos).
● Multiplicação nos glóbulos vermelhos: Os merozoítos se multiplicam
assexuadamente nos eritrócitos, formando esquizontes eritrocitários que, se
rompem, liberam novos merozoítos.
● Desenvolvimento de gametócitos: Alguns merozoítos se diferenciam em
gametócitos, formas sexuadas do parasita.

Fase no hospedeiro invertebrado (mosquito):

● Ingestão de gametócitos: O mosquito pica um indivíduo infectado e ingere


gametócitos.
● Desenvolvimento no intestino do mosquito: Os gametócitos se desenvolvem em
gametas e ocorre a fecundação, formando o zigoto.
● Desenvolvimento no mosquito: O zigoto se desenvolve em oocisto, que produz
esporozoítos.
● Migração para as glândulas salivares: Os esporozoítos migram para as glândulas
salivares do mosquito.
● Transmissão: O mosquito infectado pica outro indivíduo, transmitindo os
esporozoítos e reiniciando o ciclo.
5. Patogênese e Patologias Desenvolvidas:

A patogênese da malária envolve a invasão e destruição das hemácias pelo parasita, o que
desencadeia uma série de alterações fisiopatológicas que afetam múltiplos sistemas do
organismo.A malária compromete principalmente:
● Sistema Hematológico

A principal consequência da infecção é a destruição maciça de hemácias, levando à


anemia hemolítica. Esse processo também pode causar icterícia devido à liberação de
bilirrubina indireta. A anemia pode ser agravada pela supressão da eritropoiese induzida
pela resposta inflamatória.

● Sistema Nervoso Central

A malária cerebral é uma complicação grave, associada especialmente à infecção por


Plasmodium falciparum. Caracteriza-se por alterações no nível de consciência,
convulsões, coma e, em casos graves, pode levar à morte. Resulta do sequestro de
eritrócitos parasitados nos capilares cerebrais, provocando obstrução microvascular e
hipóxia tecidual.

● Sistema Renal

Em infecções severas, pode ocorrer insuficiência renal aguda,


especialmente em adultos. Esse comprometimento renal decorre
tanto da hipoperfusão renal quanto da necrose tubular aguda
induzida por hemoglobina livre e outros produtos tóxicos liberados
durante a hemólise.

Outras Complicações Sistêmicas:

● Hipoglicemia:particularmente comum em crianças e


gestantes, podendo ser potencializada pelo uso de quinina.
● Acidose metabólica: resultado do metabolismo anaeróbico
e da hipoperfusão tecidual.
● Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD): observada
em casos graves, pode levar a hemorragias e falência múltipla de órgãos.
6. Aspectos Clínicos

A malária apresenta um período de incubação de 7 a 14 dias, porém isso varia de acordo


com o agente causador, podendo chegar a meses. O paciente com malária apresenta
sintomas como calafrios, sudorese e febre, que pode atingir valores superiores a 40 ºC. Os
sintomas geralmente surgem em padrões cíclicos, a depender do agente causador.
Também podem ocorrer dor de cabeça, dor muscular, náusea e vômitos.A gravidade da
doença é variável e depende de fatores como a espécie de protozoário e a quantidade de
parasitas no corpo. Dentre os grupos mais sujeitos às formas graves da malária,
destacam-se gestantes e crianças. Na malária grave, (especialmente com P. falciparum)o
paciente pode apresentar anemia, icterícia, hemorragias e coma. A doença pode levar à
morte se não tratada adequadamente."

7. Diagnóstico Laboratorial
Os métodos de diagnóstico incluem:
- Exame de gota espessa (padrão ouro no Brasil) visualização direta do parasita.
- Teste rápido imunocromatográfico
- Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), utilizado em pesquisas
- Hemograma, que pode mostrar anemia e plaquetopenia
-Esfregaço delgado: identifica a espécie.
-Testes rápidos: detectam antígenos.
-Sorologia: em casos específicos, pesquisa científica.

8. Tratamento

O tratamento da malária é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e


inclui uma série de medicamentos, que visam, por exemplo, interromper a esquizogonia
sanguínea (fase do ciclo em que os sintomas aparecem) e o desenvolvimento das formas
sexuadas. Os medicamentos e respectivas doses para o tratamento são recomendados pelo
médico e dependem do tipo de parasita que infectou o indivíduo, idade do paciente,
gravidade da doença e se o paciente apresenta problemas de saúde ou é uma mulher
grávida.

Depende da espécie e gravidade é usado:


- P. vivax e ovale: cloroquina + primaquina (eliminar hipnozoítos)
- P. falciparum: artesunato, artemether-lumefantrine
- Importante: Teste de G6PD antes da primaquina
9. Prevenção e Controle
Uso de mosquiteiros impregnados, repelentes. Controle do vetor com inseticidas e
eliminação de criadouros. Vacinação: RTS,S (Mosquirix), eficácia parcial. Educação em
saúde e diagnóstico precoce.

10. Malária no Brasil

● Agente causador: Protozoários do gênero Plasmodium, principalmente P. vivax e


P. falciparum.
● Transmissão: Picada da fêmea do mosquito Anopheles darlingi.
● Regiões mais afetadas: Amazônia Legal (99% dos casos), especialmente estados
como Amazonas, Pará e Acre.
● Casos anuais: Varia entre 100 mil e 200 mil (com tendência de queda nos
últimos anos).
● Perfil dos casos: Mais comum em homens jovens, trabalhadores rurais e
populações ribeirinhas.
● Controle: Ações do SUS incluem diagnóstico precoce, tratamento gratuito com
antimaláricos e controle vetorial.
● Desafios: Acesso remoto, resistência do vetor e vigilância em áreas de fronteira.

Políticas do Ministério da Saúde (SIVEP-Malária).


11. Considerações Finais

Embora o país tenha avançado significativamente nas estratégias de diagnóstico,


tratamento e controle vetorial, a persistência da doença revela a necessidade de políticas
públicas integradas e contínuas.A malária é uma doença multifacetada que exige atenção
constante dos profissionais de saúde. No contexto da Biomedicina, a abordagem da
malária exige um olhar atento e integrado, que compreenda o ciclo parasitário, os
mecanismos patológicos, os aspectos clínicos e a dinâmica de transmissão. A atuação do
biomédico é essencial desde a detecção laboratorial precoce até o desenvolvimento de
pesquisas voltadas para novos antimaláricos e possíveis vacinas.

"A erradicação da malária não será alcançada apenas com medicamentos ou


mosquiteiros, mas com um compromisso duradouro com equidade, ciência e saúde
pública."

— World Health Organization (WHO, 2023)

12. Referências Bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde – volume único. 4. ed.


Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Diagnóstico Laboratorial da Malária. 2. ed.
Brasília: MS, 2010.
WHO – WORLD HEALTH ORGANIZATION. World Malaria Report 2023. Geneva,
2023.
FUNASA. Malária: aspectos epidemiológicos e controle. Brasília: Ministério da Saúde,
2001.
FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz. Malária: perguntas e respostas. Rio de Janeiro:
Fiocruz, 2023.
GARNHAM, P. C. C. Malaria Parasites and Other Haemosporidia. Oxford: Blackwell
Scientific, 1966.

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