Dedico este livro a todos que choraram à noite sem ninguém
para consolá-los, e àqueles que juravam que ninguém os
entendia. Sintam-se abraçados e pertencentes
“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À
parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”
— Fernando Pessoa
Rosas cravadas no coração machucam, mesmo
que talvez eu queira isso
Vermelho, vermelho é a cor do meu rosário,
Feito especialmente para você,
Derramei um balde de sangue
Sobre flores brancas, tão sem graça,
Transformando-as em um vermelho vivo.
Espremi meu coração,
Deixando seu vermelho carmesim
Escorrer por minhas mãos,
Até pingar em seus lábios.
Poderia ter te oferecido meu coração,
Com uma rosa cravada nele,
Para você devorá-lo como uma fera
Devora sua presa, mas seria um tremendo egoísmo.
O que aconteceria com minha pele?
Meus órgãos? Meu todo resto?
E meus ossos? Ah, meus ossos,
Secos, duros, descoloridos,
Sem graça alguma.
Ainda assim, eles são parte de mim,
São o meu ser inteiro, e devem ser
Igualmente entregues a você.
Meu amor nunca será o suficiente
Para buscar e alcançar uma
Estrela no céu para você,
Pois ela queimaria sua pele,
Enquanto eu me fundiria em seu brilho,
Tornando-nos uma só.
Então, ao invés disso, aceite um
Buquê de rosas vermelhas.
Coloque-o ao lado de sua cama,
E deixe o perfume lhe envolver,
Permita que o puro vermelho
Caia sobre você ao amanhecer,
Com o lindo e agonizante
Canto dos pássaros,
Que imploram por misericórdia.
Você é a dama por quem eu
Morreria e renasceria para ter.
Se eu fosse deus, criaria um mundo
Onde só teria você, apenas você,
Para eu conseguir observá-la
Sem quaisquer distrações.
Descendo à Terra, seríamos amigas
E viveríamos felizes para sempre.
Mas não sou deus, não posso ficar ao teu lado,
Há outras pessoas nos observando,
Outras pessoas tirando-a de mim,
Impossibilitando nosso puro e sujo
Amor de florescer.
Esqueça-me enquanto você devora
E saboreia o meu precioso coração,
Lambuzando-se inteira com seu recheio.
Sinta a maciez, a suavidade
E a doçura do amor que eu tenho por você.
Antes de ir, leve meu coração com você.
Devore-o, saboreie o sabor do amor sujo
E puro que eu sinto por você,
Mastigue com os seus dentes,
Até seus dentes brancos ficarem sujos
Por conta da minha carne podre e nojenta.
Guarde meu coração, guarde as sobras
Do que você vomitou,
Vista e use minha pele e faça de
Você eu mesma,
Faça uma sopa com os meus órgãos
E abrace meus duros ossos
Antes de dormir;
Meus ossos duros, secos,
Sem graça, atrozes e sem cor.
Depois disto,
Esqueça-me.
Não é como se eu odiasse a praia, mas eu gosto
dos pássaros
Na areia da praia, a garota caminhava,
Nos dedos delicados, os grãos faziam cócegas.
Mas logo eram lentamente envolvidos
Pelas conchinhas do mar.
Ela pulava e corria sobre as ondas,
Buscando novas aventuras e
Inspirações para viver,
Desviando dos pássaros que a
Assustavam e bicavam com raiva,
Deixando cicatrizes invisíveis em sua pele.
"Pobre menina doce", pensei,
Sem entender por que ela escapava.
Tão parecida comigo, mas tão diferente;
Eu jamais andaria na praia, sempre odiei.
Fiquei parada na grama que arranhava
Meus pés ásperos, causando coceiras.
Observei as costas tenras da
Garota enquanto ela se afastava,
saltitando e correndo sobre as águas salgadas.
Ela não olhava para trás,
não se importava comigo,
nem parava para ver se eu estava bem
ou para pegar seus sapatos.
Ouvi dizer que andar descalço
No frio dava gripe.
Sentei-me na grama,
Meus dedos feios, a um suspiro
Da areia, sem se atrever a tocá-la.
Pobre menina, tão querida,
Sempre espalhando sorrisos
Por onde passava,
Deixando tudo leve e divertido.
De repente, ela partiu.
Sorri brevemente, sozinha,
Mas estranhamente confusa,
Uma sensação estranha.
Depois de um tempo, a garota
Desapareceu no horizonte.
Silenciosamente desejei que algo
A tivesse levado, mas ao mesmo
Tempo quis que sua partida
Fosse rápida e sem dor.
Não a odiava,
apenas sentia um estranho alívio
Com sua ausência.
Levantei-me, havia impedido
Os meus dedos de tocarem a areia,
limpei minhas roupas,
Peguei meus sapatos e fui para a calçada.
Lá, vi uma garota cujo sorriso
Enchia o ambiente com um ar de
Desenho animado infantil,
fazendo com que as árvores
Sorrissem e os pássaros
Cantassem uma melodia suave,
embora aos meus olhos
Parecesse curiosamente bela.
Aproximei-me dela e,
Com um sorriso,
Entreguei os seus sapatos.
Ela os pegou, sem saber
Que, ao fazer isso,
Estava me condenando
A ciclo de falsas melodias.
Como vagalumes, não existo
Ela gritou suas palavras,
Até suas cordas vocais explodirem,
Vomitando lâminas sangrentas.
Caminhou pelo jardim de
Flores murchas e esquecidas,
Pisoteando-as pela mera alegria
De serem elogiadas.
Sentou-se no gramado áspero,
Rodeada por flores espinhosas,
Que a xingavam sem piedade,
Mas ela encontrou conforto entre elas.
Levantou a cabeça para a lua cheia,
Que sorriu com malícia,
O frio noturno apertava seu peito,
Deixando-a sem ar, como mãos invisíveis,
Com estrelas cadentes afiadas
Que perfuravam sua alma.
Caminhei pela passarela desolada,
Enquanto carros me lançavam detritos,
Ouvi palavras sábias e estúpidas,
Até arrancar meus próprios ouvidos.
Andei com pressa em direção ao sol,
Temendo a chegada do pôr do dia,
Sentei-me no chão duro e seco,
Olhei para o sol ardente,
Que queimou meus olhos.
Esperei até a tarde chegar,
Sufocada pela agonia.
Andei pelo árido limbo, onde começava
A existência de um lindo jardim
E um deserto estéril,
Uma garota se aproximou, sem sorriso.
Chorou, e sem razão, eu ri,
Tentei acariciar sua cabeça,
Mas ela fugia de minhas mãos.
Uma barreira invisível existia entre nós,
Até que a explosão a rompesse
E me dilacerasse.
Enquanto meu corpo se despedaça,
Ela observava, os olhos vazios,
Sem esboçar um único sorriso.
As flores bondosas a envolviam
Carinhosamente, enquanto as maldosas
Me pisoteavam, implacáveis.
Com passos dispersos, ela partiu,
Caminhou até o vazio, mil estrelas a fitar,
Mas, no fim, nem eu nem ela
Sequer existíamos.
A melancolia envolveu minha alma em um abraço, rastejando
pela minha garganta como uma larva viscosa.
E eu não pude evitar de sorrir.
Biscoitos com leites são o seu pior pesadelo (e o
meu também)
Caminhei sobre seus ossos,
Rindo das suas lamentações;
Cada choro, cada suspiro,
Soava como música.
Você implorava por perdão,
Ajoelhado e suplicante,
Como se eu fosse um deus.
Mas mesmo se fosse,
Zombaria do seu sofrimento.
Ela trouxe um copo de leite e biscoitos,
Com um sorriso gentil que me derreteu,
Fazendo-me esquecer a dor.
Você comeu os biscoitos,
E eu, em uma brincadeira,
Forcei um deles em sua garganta.
Vi você se engasgar,
Implorar por ajuda,
Mas não ofereci.
Apenas observei,
Rindo com prazer.
Depois, lhe ofereci o leite,
Que você bebeu até a última gota,
Era hora de dormir.
Caminhei sobre sua carne,
Rindo das suas lamentações;
Cada choro e suspiro
Ainda soavam como música.
Vi você se esconder no canto,
Tremendo,
Tentando conter o choro.
O silêncio tomou conta;
Não havia nada de engraçado.
Ela se aproximou,
Com um sorriso triste,
Que tentava esconder a dor.
Seus passos suaves e calmos
Me estremeceram;
Ajoelhou-se
E estendeu a mão lentamente.
Fechei os olhos,
Encolhendo-me.
Deitada na cama,
Olhava para o teto,
Tentando encontrar graça na situação,
Mas não havia.
Um suspiro escapou
E lágrimas rolaram,
Enquanto eu pedia a Deus,
Implorando por uma resposta.
Ria e sorria das minhas lamentações;
Cada choro e suspiro
Soavam como música.
Mas ele apenas zombou da minha doença.
Não havia biscoitos com leite,
Apenas eu.
É irritante pensar no quanto eu choro (por você)
Cães famintos rasgavam minha carne e
Pele com brutalidade — irônico.
Salivavam, implorando por mais,
Só para receberem um chute que
deslocava seus pescoços.
Horrível. Patético. Desprezível.
Essa era a única descrição possível.
Peguei uma adaga e a enfiei
No meu coração, atravessando-o
Sem dó, sem piedade.
Nenhuma lágrima caiu.
O ódio me consumia.
Olhei nos seus olhos e vi o medo
Nítido, o tremor irritante.
Meu olhar frio percorreu você,
Mas não esbocei nenhum sorriso.
Quando levantei minha mão,
Você se encolheu.
Rangendo os dentes, me perguntei:
O que há de errado comigo?
"Escute-me!" Queria gritar.
"Eu não sou assim!"
Mas ao invés disso, te empurrei no abismo — desprezível.
Flores espetavam meus dedos ásperos,
Lambiam e mordiam enquanto o
Sol queimava minha pele e a descascava.
E quando a lua surgiu, zombou de mim.
Suspirei. Tirei meus sapatos —
Não havia sentido em usá-los,
não mais.
Caminhei sobre um cemitério
De dentes, sentindo cada um
Perfurar meus dedos e a
Sola dos meus pés.
Eu merecia isso.
Mereci isso.
Mereço isso.
Sempre precisei disso.
Mas isso tudo é patético.
Concluí que eu sempre perco,
Não importa o que faça.
Olhei para trás e vi um demônio
Branco me observando com
Olhos de cachorro triste.
Perdi. Patético.
Olhei para frente e vi um demônio preto, aparentemente calmo.
Mas, a cada passo que eu dava,
Ele tremia, suplicante.
Irritante.
Completamente irritante.
Socar. Espancar. Matar.
Essas palavras ecoavam na
Minha mente, mas não fiz nada.
Horrível...
Ignorei os demônios, o preto e o branco,
Enquanto dó e raiva — arrependimento
E culpa — me corroíam.
Passei pela passarela.
Nada além de uma neblina escura e
Solidão torturante.
Não havia mais nada a fazer.
Nada.
Nada.
Nada.
Nada iria mudar isso. Nunca.
E percebi que tudo isso era horrível,
patético, desprezível e…
Gravetos, Unhas, Sangue, Ossos e morra.
Piso, com prazer, sobre sua garganta,
Destruo sua alma sem valor,
E rio da dor que você carrega.
Minha garganta se fecha,
Meu coração dispara em desespero,
Minhas mãos viram punhos,
E os ossos tremem, prontos para saltar.
É como se invadissem minha casa,
Roubassem minha alma,
Mas eu pararia de cozinhar
Pequenos felinos e, com um facão,
Arrancaria seus ossos.
Lágrimas se misturam a
Saliva de ódio e desespero,
Um sentimento guardado por tanto tempo,
Que não pode ser expresso
Em palavras ou ações.
Em agonia, rasgo minha pele,
Como se os cortes pudessem
Libertar a dor que me consome.
Arranco minhas unhas com farpas,
Os substituo por olhos de boneca,
Apenas para ter uma visão falsa
Do que eu realmente desejo.
Não consigo rir, nem gargalhar,
Isso me angustia, me desespera.
O mais puro desespero,
Descrito por pássaros sábios,
Que picam meus ouvidos incessantemente.
Arranco meus olhos,
Revirando-os em suas órbitas,
E os atiro em seu rosto.
Fico cega, doente de raiva,
Como um animal enjaulado,
Que luta por liberdade.
Segurei seus corpos frágeis,
Esmaguei os ossos destruídos,
Fragmentando sua origem,
E à meia-noite, repensei sobre isso.
Com o ato na fúria,
Meu cérebro despencou,
Então percebi que nada
Mais me restava, o que perturbou
Minha alma.
Mas nunca tive o seu perdão;
Então, te odeio, desejo sua morte,
E logo a minha.
Sinto agonia, ódio, desprezo,
Indiferença e desespero.
Dê-me uma arma,
Para atirar na cabeça
Da boneca de pano,
Aquela que minha avó falecida me deu.
Boneca inútil e empoeirada,
Carregando todas as minhas dores,
Eu a odeio.
Por um momento, desejei
Que ela fosse real,
Para espancá-la,
Para conseguir escutar os seus gritos,
E acalmar meu coração morto.
Gritei e estapeei sua cabeça,
Logo pedi desculpas,
Mas senti vontade de chutar você,
De segurar e jogar você para longe,
De te bater,
De te empurrar do alto,
E tudo eu fiz,
E logo me arrependi.
Não é como se eu quisesse
Escutar seu choro,
Mesmo que ele fosse necessário
Para minha paz.
Todos azuis sobre o mar são os meus favoritos,
mas eu os odeio
Como a calma do oceano escorrendo
Pelos meus olhos, você repousa em meu coração,
Envolto por um calor que não aquece.
Mastigo a água, amarga e insuportável,
E sinto meu peito se encher de
Algo que não sei nomear.
Talvez seja como um campo de
Flores que murcham lentamente,
Encantadoras à distância,
mas ao toque, espinhos invisíveis
Me cortam sem encostar,
Como uma baleia que afunda sobre mim,
Esmagando meus ossos sem pressa.
Eu preferiria não beber daquele café,
Tão amargo, que nem o doce
Mais doce poderia adocicar.
Como cortar cebolas, com lágrimas
Inevitáveis, mas você nunca quis esse gosto,
Nunca quis o que vem após o primeiro gole.
Recebo rosas azuis, não vermelhas,
E o mar azul inunda o vazio no meu peito,
Espinhos que crescem até minha garganta,
Lentos e sufocantes.
Calço meus sapatos de morango,
Abraço meu ursinho de pelúcia
Como se fosse consolo,
Enquanto a lua chora,
Aguardando um eclipse
Que jamais acontecerá.
Conto estrelas até que o tempo passe por mim,
E as rugas surjam sem que eu as perceba.
Deveria ter escutado o silêncio das estrelas.
De braços abertos, caminho lentamente
Até a borda, e um pirata segura a
Espada nas minhas costas,
Mas, em vez de cair, flutuo.
Os tubarões me ignoram,
Uma valsa ao meu redor, enquanto a água,
Tão serena, tira meu ar.
Quando o tubarão finalmente
Me engole, não mastiga,
E eu fico esperando um fim que nunca chegará.
Com os olhos abertos, observo a lua
Ser engolida pelo sol, sem resistir,
Como meu próprio reflexo.
Um eclipse que prometeu tanto,
Mas jamais existiu.
A invasão pessoal é um crime contra mim
"Invasão pensamental!" eu gritei,
"Pegue esse invasor!"
Gritei mais alto, mas nada adiantou.
Pisei forte e arranquei as cabeças
Dos seus eletrônicos.
Não era raiva,
Mas uma frustração cansada,
Um cansaço que só aumentava.
Sentei na escrivaninha, batendo
O lápis na mesa, o pé no chão,
Repetidamente.
"Estou com sono", disse,
Com um bocejo a seguir.
A frustração se foi,
E o medo tomou seu lugar.
"Como dormir com o invasor?"
Perguntei, e a resposta surgiu:
"Ele conhece sua combinação a sete mares?"
E então fiquei em silêncio,
Talvez soubesse, talvez não.
Olhei para o pássaro sábio de cartola e gravata.
"Onde você vai?" questionei.
"Atrás dos invasores", ele respondeu.
Arregalei os olhos e pisquei duas vezes,
Encarando o pássaro engraçado de cartola e gravata.
"Invasores? São dois?" perguntei.
"Não era apenas um?"
O pássaro azul ajeitou sua gravata e bufou:
"Não duvide de mim."
"O primeiro era exposto,
O segundo estava às espreitas.
Pergunte à Subconsciência."
Virei-me para a mesma,
Que estava sentada lendo um livro
De ponta cabeça.
"E a Consciência?" questionei, confusa.
"Entende o que eu digo?"
"Eu acho que sim."
Com um suspiro, o pássaro
Ajeitou novamente sua gravata,
Me senti triste pela cartola deixada de lado.
"Ótimo, tenha uma boa vida."
E o pássaro chato saiu voando.
Suspirei e fui para o mar,
Lembrei que o odeio e fui para o jardim,
Mas como ele não era meu,
Fui expulsa por um cachorro selvagem.
Voltei e me sentei ao lado da Subconsciência.
"Que pena", ela disse de repente,
Enquanto tinha a cabeça da Consciência seu colo.
Às vezes, eu chorava quando era pequena, me perguntando o
que aconteceria quando eu morresse
Me pergunto se estou sendo uma boa pessoa na maioria das
vezes
Mares do meu coração
Com um par de luvas frescas,
Sinto o gelo invadir meu peito.
Um calor falso, suave,
Derrete minhas mãos,
E o espelho, zombando de mim,
Desiste do reflexo quebrado que sou.
De mãos dadas com você,
Caminho sobre as águas turbulentas,
As ondas agitam um navio sem rumo,
Olho para as estrelas,
Sem querer.
O sol queima, fere minha pele,
Enquanto as estrelas, com seu toque sutil,
Perfuram lentamente,
Não por mal, nem por escolha,
Mas seu brilho me sufoca,
E me deixa sem ar.
Não há fim,
Nem futuro que resista,
E assim, minha alma,
Aos poucos, morrerá.
Palhaços podem gargalhar até eu disser não
O palhaço poderia tirar sua maquiagem,
Tentar se sentir menos estúpido,
Mas, ainda assim, nada adiantaria.
Ele continuaria sendo um palhaço,
Sem sonhos, sem futuro,
Caminharia sobre uma terra seca,
Pisoteando flores mortas,
Que um dia floresceram, cheias de luz e beleza,
Mas o sol sumiu, e a chuva se foi;
Abandonadas, elas permaneceriam.
Não importava o quanto o coelho saltitasse,
Correndo do lobo, inevitavelmente seria pego,
Morto, um dia.
Mesmo que demorasse, o fim sempre chegaria —
Era inevitável.
Vasos caem da pequena mesa,
Em agonia por não carregarem uma flor.
Eles se quebram em pedaços,
Ferindo os pés de quem se aproxima,
Fazendo-os chorar, culpando os vasos,
Mesmo que esses já estivessem quebrados.
O cachorro mordeu, despedaçou o
Filhote de gato de rua,
Enquanto ele miava, em dor.
Depois de cuspir o filhote,
O cachorro se afastou.
Mais tarde, arrependeu-se,
Sem entender a raiva e agonia que o consumiram,
Sem saber o que os filhotes
Tinham a ver com tudo isso.
Observando a vida alheia, me senti perdida.
Eu era todos e todos eram eu,
Mas não era você, não era ela,
Nunca seria como eles,
E não sabia se suspirava de alívio
Ou chorava de raiva e agonia.
Tentei passear pela cidade,
Mas me sentia dispersa,
Eu não a conhecia, e ninguém me conhecia.
Senti a agonia e o desespero inundarem meu peito,
Meu estômago se fechava com o sol cruel,
Que me queimava, sem dó ou piedade.
Logo, meu coração se encheu de ira,
E me debati, sem saber como agir.
Mesmo que eu pisasse em formigas,
Cortasse minhocas,
Ou comesse doces e morresse doente,
Tudo sempre retornaria,
Como meu cachorro, que corria
E pulava ao meu redor,
Com a alegria que trazia miragem à minha vida.
Flores mortas já foram um dia vivas,
Flores murchas poderiam reviver,
Mas se se sentem mortas,
Apenas as pisoteie.
A luz do luar me guia de forma cômica
Já não calvo mais com meu cavalo,
Sob a luz do luar que me guiava
Até um destino escolhido,
Feito sob medida para mim.
Mas o cavalo quebrou
A pata e não conseguiu mais me guiar.
Pulei de galho em galho pela floresta,
Guiada por macacos, seguimos a lua
Com convicção e persistência,
Eu nunca desisti fácil.
Mas os macacos, cansados, pararam
Para comer bananas.
Com um suspiro, me sentei,
E juntei-me à sua multidão.
Tentei seguir as formigas,
Mas pisei nelas, falhei.
Fugi das minhocas,
Com nojo, as odiava.
Esperava que elas sentissem
O mesmo de mim — ou eu mergulharia
No oceano profundo e espirraria
O ar faltante em seus sapatos sujos.
Olhei para o céu que nunca amanhecia,
Uma vez anoiteceu e o sol nunca
Mais apareceu, talvez ele tenha se
Cansado de mim, ou talvez eu nunca
Tivesse me esforçado o suficiente
Para alcançá-lo,
Eu não era digna.
A lua havia sumido,
A única luz que me guiava até
O meu destino havia se perdido.
De qualquer forma, eu não me importei,
Ela sempre voltava, mesmo que demorasse,
Então eu sentei e comi
Banana com os macacos,
Enquanto o pássaro chato e sábio
De cartola e gravata
Tentava tirar a rosa encravada da
Pata do meu cavalo inútil.
Tomava banho no rio
Quando a lua voltou.
Gritei, sua luz me permitiu
Ver os peixes ao redor,
Corri para fora do rio
E me joguei na lama.
Continuei seguindo a lua,
Continuei seguindo a lua,
Corria em "quatro patas",
Enquanto meu cavalo estava
Sentado sobre mim,
Sendo guiado até a luz.
Minha "pata" quebrou,
A maldita rosa cravou no meu pé,
E então, vi os macacos e o pássaro
Assustador de cartola e gravata
Aparecerem à nossa frente.
Resisti e persisti,
Corri deles,
Calvagando como um cavalo,
Rosnando como um lobo,
Fugindo como um cachorro
Com o rabo entre as pernas.
Não mergulhei no oceano, nem tive falta de ar,
Muito menos comi banana com
Os macacos estúpidos.
Mas era gêmea do meu cavalo manco.
A luz da lua estava tão distante,
Quase nula, mas cheguei à
Conclusão de que ela voltaria,
Ela sempre voltava, mesmo que demorasse.
Deitei-me com meu cavalo doce
E dormimos no pedaço de chão rasgado.
“A mancha preta
A mancha preta não me deixa viver,
A mancha preta não me deixa morrer.
A mancha preta não me deixa falar, nem ouvir.
A mancha preta não me deixa se movimentar.
A mancha preta só causa dor e tristeza.
A mancha preta me impede.
A mancha preta está guardada em mim.
A mancha preta sou eu.”
— Eu, 10 anos
Coelhos (não) usam máscaras de lobos
Um coelho tentar entrar numa alcatéia de lobos
É como colocar mel entre pimentas,
Não fazia sentido.
Mas o coelho ainda queria fazer parte da alcatéia.
Sentia vergonha de andar com os seus,
Perto dos lobos,
Desprezava-se por pensar assim,
Mas seu desejo de ser forte, ameaçador,
Bonito e popular
Superava qualquer coisa.
Um dia, o lobo vaidoso perguntou:
“Por que quer tanto entrar?”
O coelho achou a pergunta óbvia,
Mas não ousou rir.
“Por que eu não desejaria?”
Respondeu, tentando esconder o nervosismo.
O lobo virou-se, arrogante,
E seu rabo bateu na cara do coelho,
Fazendo-o cair.
Todos riram.
Todos brincaram.
Mas o coelho quebrou a pata.
Ele quebrou. Quebrou e riu,
Mas não foi ele quem quebrou.
Foi o lobo.
Com ele estava o coelho tímido,
Leal, mas silencioso.
"Eu não gosto deles,"
Disse, com desprezo na voz.
“Quem?”
Perguntou o coelho deformado,
Mesmo já sabendo a resposta.
"São falsos, arrogantes, chatos..."
Mas o coelho bobo não ouviu mais,
Apenas se despediu e foi em direção à alcatéia.
"Você está como eles."
Comentou o coelho tímido,
Com tristeza na voz.
O coelho estúpido nunca estava
Totalmente deformado.
Ao chegar em casa, nunca era um lobo por inteiro.
Sua transformação sumia
Ele voltava à sua aparência de coelho,
Apenas com fragmentos de lobos arrogantes.
Ser o único coelho em uma alcatéia
De lobos era solitário,
mesmo que não totalmente.
Conheceu uma lebre,
Ela não era como lobos,
Não era como eles,
Não se esforçava tanto para parecer,
Mesmo que tentasse,
Era ignorada.
O coelho arrogante conheceu outro coelho,
Mas num dia qualquer,
Ele tirou a pele de coelho
E se mostrou um lobo experiente.
O coelho queria ser como ele.
Mesmo que a lebre não fosse como os lobos,
Ela não era como o coelho,
Então ele preferiu ficar com os lobos,
Deixando a lebre fazer seu trabalho invisível.
Cansado de ser coelho,
Comprou uma máscara de lobo
E a colocou, vestiu, nunca tirou.
Agora, o lobo bobo era finalmente um lobo
Arrogante, engraçado, forte, ameaçador e popular.
Mas a máscara não durou o esperado,
Ela quebrou ao perceber
Que cenouras foram trocadas por carnes.
O coelho tímido e nada leal se afastou,
E o coelho entendeu,
Ele não era um lobo,
Mas um lobo arrogante, sem vaidade.
A frustração o tomou,
Colou sua máscara e a colocou novamente,
Achando que seria suficiente.
De vez em quando, a máscara caía,
Mas ele distraía os outros e colocava-a de novo.
O coelho tímido voltou,
Entendeu, mesmo odiando a ideia.
No fim, o coelho entendeu
Que um coelho sempre será um coelho
Em uma alcatéia de lobos.
Açúcar sempre será açúcar no pote de sal.
A faca será uma faca no meio de colheres.
Mas isso nunca impediria o coelho de
Tentar ser um lobo
E se encaixar no meio deles.
"Fim."
O coelho disse fazendo uma reverência.
Esperava aplausos e tulipas,
Mas recebeu cenouras mordidas,
Carnes podres e risadas.
Então riu junto e comeu a comida ruim.
E assim, eu direi fim,
Um coelho nunca será humano como eu,
Mesmo que eu seja um coelho como ele.
O museu humano choroso
Sou um eco em um museu de memórias,
Espinhos que me ferem como lembranças amargas.
As nuvens que já flutuam sem o céu,
Um mar que já não abraça.
Atravessando o abismo, percebo que
A estrada se desvanece,
Bloqueios erguem-se como muros,
E se eu fosse deus, mas não sou,
Seria apenas um espectador do vazio.
O zumbido do vento ressoa em meus ouvidos,
Fazendo cócegas como facas cegas.
Eu acordo todos os dias me perguntando
Sobre qual flor eu deixei passar,
Em qual máquina do tempo eu passei
Para diminuir minha jornada;
Me agonia por algo sem solução,
Enquanto o pássaro sábio de cartola e gravata
Decide o que eu devo fazer:
Lavar o meu cabelo e continuar a navegar,
Mas avisei-lhe que odeio o mar,
E ele apenas me respondeu:
"não há jeito, ou se mova no mar,
ou continue se afogando na sua baba."
E saiu voando, me deixando com
Elementos similares que doem
E estão à minha volta.
Um dia, eu perdi os meus gatos,
Um era laranja, o outro preto,
Um branco e o outro tricolor.
Nunca os achei,
Mas um dia encontrei quatro gatos idênticos,
Mas não eram eles,
Tentei adotá-los, mas me arranharam
E eu fugi, deixando minha casa para eles.
Nunca os achei.
Passei de mão em mão,
Tocando-as e cumprimentando-as,
Como uma versão melhor de mim mesma.
Hoje, sinto-me como fulana,
Falo como ciclana,
Ando como beltrano
E sorrio como um falso pássaro voador.
Caminham ao meu redor e me observam,
Dão notas, se impressionam, visitam,
Depois me indicam para os seus amigos:
"Aquele é um ótimo museu!"
Olho para a pequena flor rodeada
De outras flores, cantando e dançando.
Eu a pisoteio em agonia e deprimência,
Olho para a minha própria flor do futuro,
Uma flor rasgada e cheia de curativos,
Rodeada de…
Não zombe da minha doença, apenas chore por ela
Como uma casca dura, rasgo meu peito,
Preencho meu coração com
Fragmentos de cérebro,
Desgastado pela zombaria da casa maldosa.
Em meu diário, anoto segredos profundos,
Prometendo a mim mesma não contar a ninguém,
Posso ou não falhar.
Quanto mais fundo estamos no oceano,
Mais ficamos surdos e cegos.
A densidade cresce, e a pressão nos empurra
Para o fundo do mar, onde nunca gostei de nadar.
Me pergunto, toda vez, por que insisto,
Se nem nadar eu sei.
Ouvir suas zombarias e cusparadas
Em meus ouvidos me faz chorar
Até perder minhas narinas sujas.
Não é minha culpa estar doente,
Ou talvez seja, eu acho.
Eu poderia vestir minha melhor roupa,
Envolver minhas pernas em sua cintura,
Cuidar de mim, passar a melhor maquiagem,
Finalizar meu cabelo, beijar seus lábios...
Mas no fim, vomitaria como uma bêbada,
E choraria como um recém-nascido.
Plantar tomates e saber que colherá tomates,
É um resultado merecido,
Mesmo que eu odiasse tomates
Desde minha infância.
Garotas são como fadas e princesas,
Mas eu? Eu não sou uma garota.
Talvez um ogro, ou um javali,
E se não fosse um animal,
Seria uma .
"Você se arrepende?" meu reflexo pergunta.
Não respondo. Minha garganta dói
O suficiente para me calar,
Mas nunca o bastante para fazer chover.
Minha doença é incurável, sem tratamento.
Mesmo que eu ore — para um deus
Que nem sei se existe
Ou se realmente gosta de mim —
Nada mudará.
Você se arrependeria de tratar
Sua doença incurável?
Ela não te afeta, mas afeta os que
Estão ao redor:
O rei, a rainha, o mago, a bruxa.
Eu poderia limpar meus ouvidos e esperar
Por outro doente, que talvez me salvaria.
Quem sabe, ela me mostraria
O quão saudável eu realmente sou?
Peixes que sonham estão desconfortáveis no sal
Estou tão cansada e imploro por descanso,
Um descanso que nunca chegará.
Sinto minhas pálpebras pesadas como
Pedras e o corpo mole como folhas ao vento,
Será que posso relaxar?
Minha alma implora por um descanso,
Uma libertação que eu nunca
Conseguirei alcançar.
Se todos que falassem me
Deixassem em paz,
Talvez eu pudesse pensar.
Será você quem me deixará em paz?
Sem forças para chorar ou falar,
Eu me deito para sonhar.
Eu apenas imploro,
Deixe-me descansar,
Deixe-me sonhar,
Permita-me me libertar
E enfim, eu sorrirei.
Sorrirei aliviada,
Aliviada por estar em paz,
Mas também suspirarei
Um alento longo e profundo
Por estar completamente em paz.
Mas nada disso aconteceu
Então, por enquanto,
Só me deixe descansar.
Eu e eu mesma não somos iguais
Me levaram para a guilhotina,
Para eu pagar pelos meus pecados.
Quais pecados eu cometi?
Lembro-me de estar caminhando pelo parque.
As árvores cantavam suavemente,
Eu sorria a cada suspiro audível.
Com passos leves, eu levitava,
Até os pássaros me olharem.
Seus olhos eram feios e enrugados.
Meu coração se confundiu
E as árvores cessaram o seu canto.
A harmonia despencou, e a fúria me agarrou.
Com um machado, eu cortei as suas asas.
Com passos pesados, eu afundava.
Em vingança, os pássaros atearam
Fogo no meu cabelo.
Tremia; minha respiração estava errada,
Totalmente errada.
Meu coração se enchia de ansiedade,
E minha perna balançava.
Joguei o machado e me ajoelhei no chão,
Esmurrei meu próprio coração
Em busca de acalmá-lo,
Mas era inútil; nada adiantava.
Na cidade eu estava,
Mas como poderia explicar a agonia da minha alma?
Fiquei cega por um momento.
Com os olhos abertos, vi-me em uma guilhotina.
Uma plateia repleta de espelhos,
Pássaros que me refletiam,
Árvores que zombavam de mim
E a mão da minha desgraça.
Com a alavanca pressionada,
Minha cabeça voou,
Voou com asas,
Junto dos pássaros ela levitou
E as árvores abandonou.
Luas que navegam sobre o mar
Luas profundas viviam sob olhos,
cantalorando em meus ouvidos,
enquanto eu ansiava por uma maneira
de mudar a minha forma divina,
carregada do inferno.
Sentada no mar sombrio, eu afundava,
respirando o áspero ar que os peixes sentiam,
por mais que eles não tivessem nariz.
Eu não gostava de tricô ou baralho,
então por que eu deveria jogar?
Mesmo assim, esse era o passatempo dos piratas,
que navegavam sobre meu estômago,
embrulhando-o.
Por mais que desejassem o sangue das minhas vítimas,
que torturei em minhas costas,
eles escorreram e grudaram na minha pele,
queimando-me com seu ácido.
Entre as águas-vivas,
eu era a que mais precisava de oxigênio para sobreviver.
Mesmo com a água poluída,
eu sobrevivia com a mínima esperança
de que a limpariam
e, enfim, eu dançaria graciosamente
com meus tentáculos invisíveis.
Mesmo que eu nunca tenha existido,
algum dia estive lá.
Agora, não estou mais.
Mas ninguém sentia a minha falta,
ninguém sabia do meu desaparecimento,
apenas eu.
E eu sentia a minha falta.
Mesmo que o aperto no peito
fosse causado por mim mesma.
Herbert e o pescador
Como uma forma infernal,
Meu estômago se aperta em reclusão,
Procurando a melhora de sua dor.
Meus olhos desfocam, a luz do sol os agride,
Sua força avassaladora me reprime.
Da janela, espiam-me,
Seus grandes olhos humanóides vendo-me Adormecer.
Movendo-se de um lado para o outro,
buscam abrigam, choramingando como porcos,
A lama se acumulava aos seus pés.
Herbert sabe de tudo isso,
Mesmo assim, seu cochilo começou após a tragédia,
Cochilando eternamente,
Contando e despistando as ovelhas.
Herbet esconde a verdade de todos nós,
Sua voz, como uma melodia suave de anjos,
Se o seu peito não estivesse aberto,
Deixando milhares de pequenos seres desabrigados,
Eles viviam ali,
"O quão cruel você era para destrui-los, Herbert?"
Um dia perguntei.
Meu olhar tomado pela culpa e ressentimento,
Sua resposta era esperada:
"A bondade que me habita não me permite tal ato."
A sua bondade era avassaladora,
Mas reprimia suas maldades?
Todos ficariam surpresos com os órgãos de Herbert,
Por isso, não os mostrava.
A calda peixosa balançou e bateu na pedra quente,
Virando peixe assado, onde os pescadores a Comeram,
saboreando sua carne suculenta.
Um deles disse, "o quão cruéis somos para fazer isso?"
E os pescadores apenas zombaram, e eu também.
"O quão estúpido você era?" quis perguntar,
Mas não fui permitida, o que Herbert fazia?
Iludindo todos com seus órgãos de borracha.
Nem mesmo o pássaro de cartola e gravata
Dava mais os seus monólogos que faziam-me Adormecer,
Até ele me dar chicotadas no rosto e eu abrir meus Olhos ávidos.
Seus dedos entrelaçados com o pescador era Adorável de se ver.
Ainda assim, a nostalgia me agarrou fortemente,
E eu, sem ar, concluí que não servia de nada mais.
"Acorde, Herbert!"
"Herbert! O quão cruel você é?!"
O ar saía de meus pulmões, rasgando minhas tripas,
Mas não era alto o suficiente,
Eu sentia meu corpo Tremer.
Nunca foi alto o suficiente.
Herbert tinha bondade demais para me escutar.
E eu? Ah, eu era maldosa demais para agraciá-la,
Mas piedosa em excesso para reprimir a situação.
Com os órgãos de Herbert em minha mão,
Eu os engoli, esperando conquistar um pouco de sua Bondade.
Agradecimentos
Agradeço à minha tia, que me ajudou com dicas para escrever este livro. E
também ao meu professor de Matemática do 7º (atualmente 8º) ano e à
minha professora de Artes do 6º ano, que liam meus poemas e sempre
falavam sobre meu potencial e talento.
Sobre a autora
Realuniti, com o nome verdadeiro de Luna Fernanda, nasceu em
Maceió, AL, no ano de 2011. Atualmente com 14 anos, ela já
carrega uma jornada literária que começou aos 10, quando
ganhou seu primeiro caderninho e descobriu o poder de
transformar sentimentos em palavras. Desde pequena, sempre
teve uma mente fantasiosa e um coração melancólico, buscando
significado nas menores coisas e transformando sentimentos e
emoções variadas em poesia.
Aos 11 anos, decidiu que seria escritora, e aos 14, após três anos,
resolveu dar o primeiro passo publicando seu primeiro livro. Este
livro é uma forma de compartilhar seus sentimentos e
experiências, esperando que cada palavra alcance quem precise
delas, independentemente da idade ou momento da vida através
dos seus poemas.
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