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Tuberculose

O documento aborda a tuberculose, incluindo suas formas pulmonares e extrapulmonares, diagnóstico, tratamento e seguimento. Destaca a importância da identificação precoce dos sintomáticos respiratórios e os métodos de diagnóstico, como baciloscopia e testes rápidos. O tratamento é eficaz e deve ser acompanhado de perto para evitar falências terapêuticas.

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Tuberculose

O documento aborda a tuberculose, incluindo suas formas pulmonares e extrapulmonares, diagnóstico, tratamento e seguimento. Destaca a importância da identificação precoce dos sintomáticos respiratórios e os métodos de diagnóstico, como baciloscopia e testes rápidos. O tratamento é eficaz e deve ser acompanhado de perto para evitar falências terapêuticas.

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DISCUSSÃO DE CASO CLÍNICO

Charles Brito – Clínica Médica


TUBERCULOSE
PULMONAR E FORMAS
EXTRAPULMONARES
INTRODUÇÃO

✓ Agente Etiológico: Mycobacterium tuberculosis,


conhecido como Bacilo de Koch (BK).

✓ Transmissão: Através de exalação de aerossóis


oriundos da fala, tosse e/ou espirro.

✓ Doença com alta infectividade e baixa


patogenicidade.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO

✓ A tuberculose pode acometer vários órgãos e


sistemas → A forma pulmonar é a mais frequente.

✓ Manutenção da cadeia de transmissão da doença.

✓ Busca ativa dos sintomáticos respiratórios para


diagnóstico precoce.

SINTOMÁTICO RESPIRATÓRIO: Pessoa que apresenta tosse por


3 semanas ou mais → Fazer investigação.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
QUADRO CLÍNICO – TB PULMONAR

FORMAS DE APRESENTAÇÃO:
✓ Tuberculose Pulmonar Primária: Geralmente ocorre em
crianças.
- Primeiro contato do indivíduo com o bacilo.

✓ Tuberculose Pulmonar Pós-primária: Geralmente ocorre


em adolescentes e adultos.
- Características da tosse (purulenta, seca, com
hemoptise); emagrecimento e sudorese são comuns;
ausculta pulmonar pode ser normal.

✓ Tuberculose Miliar: Forma grave da doença, que ocorre em


pacientes imunocomprometidos.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TUBERCULOSE PULMONAR

QUADRO CLÍNICO CLÁSSICO: Tosse persistente


seca ou produtiva, febre vespertina, sudorese e
emagrecimento.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR

✓ TUBERCULOSE PLEURAL: Forma mais comum de


TB extrapulmonar em pessoas SEM HIV.
- Quadro Clínico: Dor torácica do tipo pleurítica;
dispneia.
- Estudo do líquido pleural: Exsudato, com
predomínio de linfócitos; níveis elevados de
adenosina deaminase (ADA) – enzima intracelular
presente no linfócito ativado.
- Outros exames: Cultura para TB do escarro
induzido positiva em até 50% dos casos.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR

✓ TUBERCULOSE GANGLIONAR: Forma mais


comum de TB extrapulmonar em pessoas COM HIV.
- Quadro Clínico: Aumento das cadeias
ganglionares cervicais anterior e posterior, bilateral,
indolor e assimétrico.
- Exame Físico: Gânglios endurecidos ou
amolecidos; aderentes entre si ou ao plano; podendo
evoluir para flutuação e ocorrer fistulização com
processo inflamatório na pele adjacente.
- Diagnóstico: Aspirado por agulha ou ressecção
ganglionar para exames.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR

✓ TUBERCULOSE MENÍNGEA: Acomete mais PVHIV.


- Quadro subagudo: Cefaleia holocraniana,
náuseas/vômitos, sonolência, irritabilidade, febre,
rigidez de nuca superior a 2 semanas.
- Quadro Crônico: Paciente com cefaleia, de
evolução de várias semanas. Em até quase 60% dos
casos, ocorre a forma pulmonar concomitante.
- Forma Localizada – Tuberculoma: Manifesta-se
com sinais e sintomas de Hipertensão
Intracraniana.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR

✓ TUBERCULOSE PERICÁRDICA: Apresentação


subaguda e geralmente não se associa à TB pulmonar.
- Principais sintomas: Dor torácica, tosse seca e
dispneia.

✓ TUBERCULOSE ÓSSEA: Atinge mais a coluna


vertebral, articulação coxofemoral e joelhos.
- A TB de coluna (Mal de Pott) → Responsável
por cerca de 50% dos casos de TB óssea – Coluna
torácica baixa e lombar.
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO BACTERIOLÓGICO

✓ BACILOSCOPIA DIRETA: Técnica mais usada no


nosso meio – Pesquisa do Bacilo Álcool-Ácido resistente
(BAAR), pelo método de Ziehl-Nielsen.

✓ Capaz de detectar de 60-80% dos casos de TB


pulmonar.

✓ Deve ser realizada em 02 amostras.

BACILOSCOPIA POSITIVA + QUADRO CLÍNICO


COMPATÍVEL → Iniciar o tratamento para TB.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO BACTERIOLÓGICO

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO BACTERIOLÓGICO

✓ TESTE RÁPIDO MOLECULAR (TRM-TB;


GeneXpert®): Detecta o DNA dos bacilos e faz uma
triagem de cepas com resistência à rifampicina.

✓ Sensibilidade de 90% (para detecção do bacilo);


sensibilidade de 95% (para detecção de resistência à
rifampicina).

O TRM está indicado prioritariamente para diagnóstico de TB


pulmonar em adultos e adolescentes.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO BACTERIOLÓGICO

O TRM-TB não deve ser usado para diagnóstico nos


casos de retratamento (reingresso após abandono
e recidivas). Nesses casos: fazer baciloscopia de
escarro; cultura para micobactérias; teste de
sensibilidade antimicrobiano (TS).

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO BACTERIOLÓGICO

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
ALGORITMO DIAGNÓSTICO

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
ALGORITMO DIAGNÓSTICO

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO BACTERIOLÓGICO

✓ CULTURA PARA MICOBACTÉRIA E TESTE DE


SENSIBILIDADE: Elevada sensibilidade e especificidade
para o diagnóstico de TB.

✓ Recomendações para realização de cultura e TS


em locais com TRM-TB:
- Todo caso de TB diagnosticado por meio do TRM;
- Todo caso com suspeita de TB com TRM negativo e
persistência do quadro clínico.
Coleta de escarro induzido → Uso de Solução salina hipertônica.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO DE TB EM PVHIV

✓ Todo paciente com diagnóstico de Tuberculose


deve ser testado para HIV.

✓ O MS recomenda a realização do Teste rápido para o


diagnóstico de HIV em pessoas com TB.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
MÉTODOS DE IMAGEM – RX DE TÓRAX

✓ Método de escolha na avaliação inicial e no


acompanhamento de pacientes com TB pulmonar.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
MÉTODOS DE IMAGEM – TC DE TÓRAX

✓ Método mais sensível que o RX, sendo indicada em


pacientes com suspeita de TB pulmonar com RX normal.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
INFECÇÃO LATENTE PELO
MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS (ILTB)

✓ Ao entrar em contato com o bacilo, a pessoa saudável


tem 30% de chance de se infectar → Grau de exposição;
imunidade individual; infectividade do caso índice.

✓ Definição: Pessoa infectada que vive saudável por muitos


anos.

✓ A investigação deve ser realizada em pacientes que


terá benefício com o tratamento.

SEMPRE: Excluir TB ativa, antes de confirmar ILTB.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
DIAGNÓSTICO DE ILTB PELO PPD

✓ PROVA TUBERCULÍNICA: Consiste na inoculação de um


derivado proteico do M. tuberculosis para medir a resposta
imune celular.

✓ Técnica: Aplicação da tuberculina no antebraço esquerdo, via


intradérmica. A leitura deverá ser realizada de 48 a 72 horas
após aplicação; deve-se medir o endurado palpável formado.

✓ Especificidade de 97%; sensibilidade de 77%.

PROVA TUBERCULÍNICA: Indicada para diagnóstico de ILTB.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TRATAMENTO

✓ A tuberculose é uma doença curável em


praticamente todos os casos.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TRATAMENTO

✓ Características dos fármacos: Atividade bactericida


precoce; prevenção de seleção de bacilos resistentes;
atividade esterilizante.

✓ O tratamento consiste em duas fases: Fase de


ataque e Fase de manutenção.

✓ ESQUEMA BÁSICO: 2 RHZE + 4 RI.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TRATAMENTO
✓ Esquema básico para tratamento de adultos e
adolescentes (≥ 10 anos): 2 RHZE + 4 RI – Caso novo
de TB ou retratamento (abandono ou recidiva).

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TRATAMENTO
✓ Esquema básico para tratamento de adultos e
adolescentes (≥ 10 anos): 2 RHZE + 10 RI – Caso
novo de TB ou retratamento (abandono ou recidiva).

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TRATAMENTO DIANTE DE
HEPATOPATIA

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
REAÇÕES ADVERSAS DOS MEDICAMENTOS

✓ RIFAMPICINA: Suor/urina de cor avermelhada;


Trombocitopenia, agranulocitose; NIA.

✓ ISONIAZIDA: Neuropatia periférica.

✓ PIRAZINAMIDA: Hiperuricemia; Gota; Rabdomiólise.

✓ ETAMBUTOL: Neurite óptica.

✓ RIP: HEPATOTOXICIDADE.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
SEGUIMENTO DO TRATAMENTO

✓ Acompanhamento clínico: Deve ser realizado


mensalmente – avaliar sinais/sintomas, efeitos adversos de
medicamentos.

✓ Controle Bacteriológico: Realizar baciloscopia mensal nos


casos de TB pulmonar; espera-se negativação da baciloscopia
ao final da segunda semana.
- Para comprovar a cura: Pelo menos duas
amostras de baciloscopias negativas.

✓ Controle Radiológico: Avaliar regressão ou ampliação de


lesões.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
SEGUIMENTO DO TRATAMENTO

✓ Critérios de Falência Terapêutica:


- BAAR positiva ao final do tratamento (aos 6
meses);
- BAAR (2+/3+) até o 4º mês de tratamento;
- BAAR negativa que volta a ser positiva a
partir do 4º mês.

Em todos os casos anteriores, fazer Cultura +
Tratamento por Sensibilidade.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
SEGUIMENTO DO TRATAMENTO

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TRATAMENTO DA ILTB
✓ Objetivo: Evitar o adoecimento em populações com
risco de desenvolver a doença (reduz o risco em 60-90%).

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
TRATAMENTO DA ILTB

✓ ISONIAZIDA: Deve ser o esquema preferencial


- Adultos e adolescentes (≥ 10 anos): 5 a
10mg/Kg/dia, no máximo 300mg/dia (270 doses – 9
meses de tratamento).

✓ RIFAMPICINA: Preferencial em indivíduos maiores de


50 anos, crianças, hepatopatas.
- Adultos e adolescentes (≥ 10 anos):
10mg/Kg/dia, no máximo 600mg/dia (120 doses – 4
meses de tratamento).

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o


controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, 2019.

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