0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações7 páginas

MDJ Seg

Este documento apresenta a Memória Descritiva e Justificativa do Projeto de Sistemas de Segurança Integrada para o Airport Operations Center no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, abordando o dimensionamento e caracterização das instalações de segurança. O projeto considera regulamentos em vigor e boas práticas de execução, incluindo a instalação de extintores, sistemas de detecção de incêndio e sinalização de segurança. Além disso, detalha as obrigações do empreiteiro e as especificações técnicas para garantir a segurança e eficácia das medidas implementadas.

Enviado por

Lucas Sotero
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações7 páginas

MDJ Seg

Este documento apresenta a Memória Descritiva e Justificativa do Projeto de Sistemas de Segurança Integrada para o Airport Operations Center no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, abordando o dimensionamento e caracterização das instalações de segurança. O projeto considera regulamentos em vigor e boas práticas de execução, incluindo a instalação de extintores, sistemas de detecção de incêndio e sinalização de segurança. Além disso, detalha as obrigações do empreiteiro e as especificações técnicas para garantir a segurança e eficácia das medidas implementadas.

Enviado por

Lucas Sotero
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA

1 ÂMBITO E LOCAL DA INSTALAÇÃO


Apresenta-se neste documento a Memória Descritiva e Justificativa do Projeto de Sistemas de
Segurança Integrada.
O presente Projeto tem por objetivo definir o dimensionamento e a caracterização dos Sistemas de
Segurança Integrada relativo à Sala APOC – Airport Operations Center – no piso 0 do Terminal de
passageiros do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, para Centro de Operações Aeroportuárias (APOC).
Na elaboração do programa base das especialidades foram tidos em consideração os regulamentos
em vigor, as boas normas de execução e as necessidades que as instalações devem satisfazer.
Antes da execução dos trabalhos deverá ser consultado o projeto de segurança contra incêndios do
edifício.

1.1 GENERALIDADES
Para elaboração do presente projeto foram tomados em consideração:
• Projeto de Arquitetura;
• Cadastro de Projetos de Especialidades da instalação existente.
Todas as marcas e referências de equipamentos têm como objetivo garantir a qualidade técnica e
estética que a obra merece. No entanto serão aceites alternativas, desde que submetidas à apreciação
da equipa Projetista / Fiscalização e Dono de Obra.

1.2 REGULAMENTOS
Na elaboração do presente projeto foram tidos em consideração os regulamentos em vigor, as boas
normas de execução e as necessidades que as diversas instalações de segurança devem satisfazer,
nomeadamente:
• Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de Novembro – Regime Jurídico de Segurança Contra
Incêndio em Edifícios (RJ-SCIE);
• Portaria n.º 1532/2008 de 29 de Dezembro – Regulamento Técnico de Segurança Contra
Incêndio em Edifícios (RT-SCIE);
• Despacho n.º 2073/2009 – Critérios Técnicos para Determinação da Carga de Incêndio
Modificada;
• Portaria n.º 949-A/2006, de 11 de Setembro – Regras Técnicas das Instalações Elétricas de
Baixa Tensão (RTIEB);
• Portaria n.º 1456-A/95, de 11 de Dezembro – Prescrições mínimas de colocação e
utilização da sinalização de segurança e de saúde no trabalho;
• Normas Portuguesas;
• Notas Técnicas da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
1.2.1 REQUISITOS LEGAIS DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS
Os produtos a aplicar deverão cumprir as seguintes diretivas comunitárias:
• Diretiva dos produtos da construção – 89/106/CE;
• Diretiva de ascensores – 95/16/CE;
• Diretiva de máquinas – 98/37/CE;
• Diretiva de compatibilidade eletromagnética – 2004/08/CE;
• Diretiva de Baixa Tensão – 2006/65/CE.

1.3 LINHAS GERAIS DO PROJETO DE SEGURANÇA


A aplicação prática dos conceitos de segurança inerentes a um edifício desta natureza implica o
respeito das seguintes disposições:
• Providenciar caminhos de evacuação facilmente acessíveis, bem dimensionados e seguros;
• Isolar os locais com riscos particulares por elementos de compartimentação que permitam
reduzir o risco de propagação de um incêndio;
• Dimensionar os elementos estruturais do edifício de modo a apresentar uma qualidade de
Estabilidade ao Fogo compatível com as operações de evacuação e de combate ao
incêndio;
• Utilizar revestimentos e elementos decorativos não propagadores da chama;
• Dispor de equipamentos técnicos (instalação elétrica, de ventilação, etc.) que funcionem
em boas condições de segurança;
• Possuir sistemas de deteção e alarme de incêndio;
• Instalar um sistema de Iluminação e sinalização de segurança que cubra a totalidade do
edifício;
• Dispor de meios de combate ao incêndio, apropriados aos riscos e convenientemente
localizados, nomeadamente extintores portáteis e bocas-de-incêndio equipadas;
Neste contexto convém salientar que, para além das medidas acima referidas, que serão integradas
na fase construtiva do edifício, deverão ainda ser implementadas as seguintes disposições
complementares:
• Adotar Instruções de Segurança e vigiar a sua boa aplicação;
• Assegurar a conservação e manutenção de todos os equipamentos das instalações técnicas
e de segurança.

1.4 EXTINTORES MÓVEIS E PORTÁTEIS (REP)


Os extintores a instalar no edifício serão de vários tipos e capacidades, consoante os riscos em
presença, tendo-se considerado na definição do seu número e localização os seguintes princípios
orientadores:
• Implantação dos extintores em locais estratégicos, bem visíveis e devidamente sinalizados,
na proximidade imediata dos compartimentos onde é mais provável a eclosão de um
incêndio, preferencialmente nos acessos e caminhos de evacuação;
• Definição do seu número em função da respetiva eficácia e da distância máxima a
percorrer até cada um deles, em conformidade com as Normas Portuguesas em vigor;
• Seleção dos agentes extintores mais adequados para as várias classes de fogos, em
conformidade com as Normas Portuguesas em vigor;
1.5 SELAGEM CORTA-FOGO

1.5.1 CALAFETAGEM DOS ATRAVESSAMENTOS DE PAREDES POR CANALIZAÇÕES


No atravessamento das paredes corta-fogo, pelas canalizações de água, eletricidade e mecânicas, são
previstas medidas para obturar os espaços existentes entre estas canalizações e a alvenaria da parede
que atravessam.
No caso das canalizações elétricas de potência e de comando, o espaço livre entre os cabos e a parede
de alvenaria, deverá igualmente ser preenchido com massa de produto intumescente com a espessura
suficiente para assegurar um grau corta-fogo indicado.

1.6 PLANTAS DE EMERGÊNCIA


Nas entradas do edifício e nas vias de evacuação deverão ser afixadas Planta de emergência, conforme
regulamentarmente prescrito e preconizado na NP 4386/99, plantas do piso, redigidas de forma
concisa, em suportes fixos e inalteráveis, do tipo fotoluminescente, com a seguinte informação:
• Escadas e Caminhos de Evacuação;
• Meios de Intervenção disponíveis;
• Dispositivos de Corte das Instalações de Distribuição de Energia Elétrica;
• Dispositivos de Corte dos Sistemas de Ventilação;
• Central de Comando e Controlo e Botoneiras Manuais do SADI;
• Instalações e Locais de Risco Médio e Agravado de Incêndio.

1.7 SINALIZAÇÃO FOTOLUMINESCENTE


O sistema de sinalização de segurança pretende de uma forma tão rápida e direta quanto possível,
utilizando uma linguagem universal, por isso de simbologia, alertar para os perigos existentes ou
prováveis, identificar a localização dos meios e equipamentos de alarme e luta contra incêndio, proibir
comportamentos perigosos e obrigar o uso de equipamentos ou procedimentos que contribuam para
a segurança em geral.
Para que tal aconteça em todas as situações, mesmo quando não existe luz, o sistema de sinalização
de segurança tem obrigatoriamente de ser executado com sinais fotoluminescentes.
O sistema será constituído por vários tipos de sinais, variando estes na forma, na cor, na composição
e nas dimensões em função das noções a exprimir dos acontecimentos ou riscos que pretendam
assinalar, bem como dos locais de fixação e distâncias de observação a que serão visualizados.

1.8 SISTEMAS DE SEGURANÇA ATIVA

1.8.1 SISTEMA AUTOMÁTICO DE DETEÇÃO DE INCÊNDIOS (SADI)


A finalidade dum Sistema Automático de Deteção de Incêndio (SADI) é a de identificar e assinalar,
precocemente, o eclodir de um incêndio de forma a permitir uma intervenção atempada, que evite
danos e perdas humanas e materiais importantes.
Atendendo às características do imóvel e à regulamentação vigente preconizamos ele será protegido
na sua totalidade por um SADI, permitindo assegurar:
• A vigilância automática e permanente de todos os locais;
• Uma evacuação rápida do edifício, caso tal se revele necessário, em condições se
segurança adequadas;
• A intervenção rápida do pessoal do edifício e/ou de vigilantes contratados, com os meios
de combate a incêndio previstos, minimizando os prejuízos;
• Um alerta tão rápido quanto possível aos bombeiros.
O sistema será do tipo endereçável analógico, o qual além de permitir a atribuição de um endereço
individual aos vários equipamentos que o integram (detetores, botões de alarme e módulos de
comando) baseia o seu funcionamento em detetores analógicos, que dão informações sobre os valores
das grandezas características de incêndio por eles analisadas, ligados por meio de circuitos em anel
("Loop"), a uma unidade de controlo (central de deteção) microprocessada, permitindo uma
identificação permanente do estado de cada detetor.
Será reconfigurado o sistema automático de deteção de incêndios existente com requalificação e
reposicionamento de detetores e botões manuais de alarme de modo a garantir a adequada
funcionalidade do sistema perante o novo layout de arquitetura.

2 CONDIÇÕES TÉCNICAS ESPECIAIS

2.1 OBRIGAÇÕES COMPLEMENTARES DO EMPREITEIRO


Os dísticos de sinalização de segurança a fornecer e instalar destinam-se a orientar os ocupantes do
edifício, no caso duma situação de emergência.
Os dísticos de sinalização de segurança permitem identificar os caminhos de evacuação, as saídas e os
meios e equipamentos de combate a incêndios.
Os dísticos devem estar de acordo com as normas e legislação em vigor, particularmente no que
respeita às cores de segurança e aos formatos, bem como às cores de contraste e cor dos pictogramas.
Deverão estar em conformidade, nomeadamente, com a Portaria 1496-A/95, Diretiva CEE 92/58/CEE,
Norma DIN 67510 no que respeita a autonomia e intensidade luminosa.
O material de base dos dísticos de sinalização de segurança deverá ser do tipo termolaminante semi-
rígida, impregnada de material fotoluminescente, de alta intensidade ou PVC com qualidade de reação
ao fogo da classe M1. Não serão aceites sinais com bases em material auto-aderente e/ou acrílico.
A impressão dos sinais deverá ser feita pelo processo de serigrafia, com tintas sem brilho, de elevada
qualidade e resistentes às radiações UV.
Para sinalização das bocas-de-incêndio e extintores utilizar-se-ão sinais termolaminados
fotoluminescentes semi-rígidos com 150x150 mm e nas restantes sinalizações serão em PVC semi-
rígido com 150x150 mm de dimensão.
A forma, aspeto, significado e localização aproximada dos sinais são os que constam nas peças
desenhadas.
As plantas esquemáticas que traduzem o plano de Emergência deverão ser elaboradas numa escala
adequada a uma boa visibilidade e não conterem elementos desnecessários ao fim em vista e que
possam causar confusão na sua leitura;
As plantas deverão ser executadas a traço cheio de 3 mm, para o seu contorno, de 2mm para definição
dos caminhos de evacuação e de 1 mm para representação de divisórias estruturais;
Nas plantas deverão ser assinaladas as posições relativas do observador, a localização dos
equipamentos de primeira e segunda intervenção em caso de incêndio, e a indicação dos percursos de
evacuação - itinerários normais e alternativos de fuga;
Todo o painel deverá ser apresentado em cartolina plastificada, montada sobre uma base rígida de
material fotoluminescente e encaixilhados em baqueta de alumínio lacado e vidro anti-reflexo
serigrafado a 4 cores;
As dimensões dos Quadros de Evacuação/Planos de Emergência, deverão ser as correspondentes ao
formato DIN A3;
Os painéis deverão ser suspensos ou fixados às paredes nos locais assinalados nas peças desenhadas;
Os Planos de Emergência que contêm os planos de intervenção do Complexo, para uso dos bombeiros
deverão apresentar as mesmas características acima enunciadas para os Quadros de Evacuação,
contendo ainda a localização dos acessos, a indicação dos locais perigosos, críticos e vitais e a
localização dos cortes gerais de energia, gás, água, etc.;
O local exato de montagem dos sinais e quadros de evacuação/planos de emergência e a sua forma de
fixação serão ajustados.
Marca de referência: Sinalux ou equivalente.

2.2 EXTINTORES PORTÁTEIS

2.2.1 EXTINTORES DE PÓ QUÍMICO (ABC)


Os extintores a utilizar, na maior parte dos locais, serão de pó químico seco ABC do tipo pressurizado
e com capacidade para 6 kg.
O agente de extinção possuirá no mínimo 40% de amónia na sua composição, e serão aprovados para
fogos do tipo 34A, 183B, C por Instituto de ensaios reconhecido internacionalmente.
O extintor será equipado com manómetro de boa qualidade de origem alemã da marca Ebur ou Wika.
O extintor possuirá rótulo em Português.
Marca de referência: Gloria (PD6GA) ou equivalente.

2.2.2 EXTINTORES DE ANIDRIDO CARBÓNICO (CO2)


Os extintores a utilizar serão de 5kg de CO2.
O agente de extinção é aprovado para fogos do tipo 55B, C por Instituto de ensaios reconhecido
internacionalmente.
Estarão munidos de mangueira com o respetivo difusor e suporte para fixação mural.
Possuirão rótulo com instruções em Português e serão de cor vermelha.
Marca de referência: Gloria (KS5SE) ou equivalente.

2.2.3 EXTINTORES DE AGUA


Os extintores a utilizar serão de 6kg de Agua+Espuma AFF.
As espumas, sejam químicas, sejam físicas, sendo estas as mais utilizadas no presente momento, em
índices de expansão de baixa, média ou alta em que o elemento misturado com a água (o espumífero)
pode ser proteico, flúor proteico ou sintético, pelo que o mecanismo de extinção é, sobretudo, o de
abafamento, apresentando alguns inconvenientes pela presença da água;
Estarão munidos de mangueira com o respetivo difusor e suporte para fixação mural.
Possuirão rótulo com instruções em Português e serão de cor vermelha.
Marca de referência: Gloria (S6DLWB) ou equivalente.

2.3 SELAGENS CORTA-FOGO

2.3.1 ATRAVESSAMENTO DE PAREDES E LAJES POR TUBOS


Estes ductos deverão ser obturados com bst/BWK, sistema leve e versátil, certificado para obturação
corta-fogo de ductos técnicos horizontais e verticais, constituído por painéis de lã mineral de alta
densidade, 120 a 140 Kg/m3 com espessura adequada ao grau corta fogo solicitado (ver
desenho/projeto de compartimentação), revestidos em ambas as faces com DMA coating (bst tipo A)
resina termoplástica intumescente e interligados com DMK mastic (bst tipo K). Em caso de incêndio,
desenvolve um isolamento térmico ativo que a partir dos 190ºC (+/- 15 %) expande criando uma
barreira termo-isolante com uma espessura até 50 vezes a espessura inicial, permitindo o
preenchimento de vazios.
Os cabos e caminhos de cabos deverão ser revestidos em ambos os lados da obturação com DMA
coating num comprimento igual ao referido no modelo construtivo do sistema de obturação corta-
fogo utilizado.
Só faz parte destas condições técnicas as selagens corta-fogo das especialidades de instalações e
equipamentos elétrico e telecomunicação, devem ser consultadas e aferidas com restantes
especialidades a definição das selagens necessárias.
Marca de referência: Tria ou equivalente.
3 ENSAIOS
Durante e após a conclusão da execução das instalações, devem realizar-se uma série de ensaios e
verificações, a levar a cabo pelo próprio instalador, cujos resultados devem constar de um relatório
final.
Os ensaios destinam-se à verificação do funcionamento integral dos diversos sistemas

4 DIVERSOS
Deverão ser cumpridas as indicações dadas na memória descritiva que consta do presente projeto,
nomeadamente as normas e outras disposições regulamentares que aí são indicadas.
Em todos os casos omissos e sempre que surjam dúvidas sobre a sua execução, é de competência da
Fiscalização da Obra a sua resolução.
O adjudicatário deverá apresentar um desenho de preparação com a disposição dos equipamentos
das zonas técnicas do edifício. A aquisição dos equipamentos a instalar nessas zonas técnicas só deverá
ser efetuada após apresentação destes elementos para validação junto da fiscalização e dono de obra.

Porto, 20 de junho de 2025

Equipa de projeto
Representada pelo Engenheiro:

José Carlos Rodrigues Gonçalves – OE n.º 59228

Você também pode gostar