Resumos Pacing
Resumos Pacing
pacing
INDICAÇÕES:
Síncopes recorrentes de etiologia desconhecida (+++)
Palpitações
AVC/AIT criptogénico
Monitorização de FA paroxística (após ablação de FA)
Pacientes com elevado risco de desenvolver arritmias cardíacas malignas
Brugrada tipo 2 e 3
Monitorização do doente
Avaliação/decisão do local de implante
Depilação do local de implante
Desinfeção da pele
Injeção de anestesia local (lidocaína)
Incisão na pele
Inserção do ILR (4 EIC paralelo ao esterno com inclinação e 45°}
Encerramento da incisão
Penso
Ensinamento do doente (dependendo do hospital)
Entrega de equipamento de monitorização remota (dependendo do hospital)
PACEMAKER
Tratamento de bradiarritmias
Por doença congénita ou adquirida (ex. degenerativa) do tecido de condução e/ou
automaticidade
Doença/traumatismo do nó sinusal, nó AV e/ou tecido de condução
É importante que, acima de tudo, o pacemaker deixe entrar o ritmo do doente. Este só trabalha
quando o ritmo do doente falha.
SISTEMA DE PACEMAKER
constituição:
elétrodo(s) – 1 ou 2
gerador
tipos de pacemaker
PACEMAKER EXTERNO
PACEMAKER PROVISÓRIO
Suporte rítmico artificial em doentes com ausência de ritmo ou com ritmo de escape ventricular
muito lento enquanto aguarda implante de pacemaker definitivo
Situações de perda de ritmo transitórias (ex: intoxicação medicamentosa; pós cirurgia
cardíaca...)
Implantado elétrodo de pacemaker provisório via femoral, endocárdico, central
(jugular/subclávia) que depois se conecta ao cabo do PM provisório
Tem uma duração de implante máximo recomendado de 7 dias (risco de infecção)
São geralmente unicamerais, mas podem ser bicamerais
Em termos de programação permite apenas programar o modo de estimulação em assíncrono
ou síncrono, a sensibilidade, o output e a frequência de estimulação
Alimentado a pilhas alcalinas – devem ser substituídas se necessário
PACEMAKER DEFINITIVO
elétrodos
CLASSIFICAÇÃO – LOCALIZAÇÃO
ENDOCÁRDIO
Elétrodo implantado no interior das câmaras cardíacas
EPICÁRDIO
Elétrodo implantado à superfície externa das câmaras cardíacas – “pela parte de fora do
coração”
Crianças 3 anos
CLASSIFICAÇÃO – FIXAÇÃO
PASSIVA
Endocárdicos
possuem “barbas”
fixação através de método de ancoragem (às trabéculas do VD ou ao apêndice auricular direito)
restringem o local de implante (ápex do VD e apêndice auricular direito apenas)
Epicárdicos:
são fixados através de sutura
ATIVA
Endocárdicos:
habitualmente possuem uma hélice retrátil
limiar de estimulação ligeiramente mais elevado durante a fase aguda
Menor risco de deslocação
maior risco de perfuração
Epicárdicos:
tem uma hélice exposta
AURICULAR
Se for fixação passiva: tem forma de “J” e é implantado no apêndice auricular direito
Se for fixação ativa: tem formato reto e pode também ser implantado em outras posições (ex:
septo auricular)
Menor cumprimento do que os elétrodos ventriculares
VENTRICULAR
Sempre com formato reto
Se for fixação passiva: implantado no ápex do ventrículo direito
Se fixação ativa: pode também ser implantado em outras posições (ex: septo ventricular, trato
de saída)
Maior comprimento
CLASSIFICAÇÃO – POLARIDADE
UNIPOLAR:
Maior risco de estimulação peitoral
Possível oversensing a miopotenciais e interferência externa
Elétrodo unipolar apenas pode ser programador como unipolar (não tem na constituição o pólo
adicional)
O pólo positivo (ânodo) é o gerador e o pólo negativo (cátodo) localiza-se na ponta distal do
elétrodo
Potenciais benefícios:
Limiar tendencialmente mais baixo
Ritmo intrínseco detetado tendencialmente com maior amplitude
Mais fácil de detetar o estímulo elétrico de pacing em ECG de superfície – maior artefacto de
pacing
BIPOLAR:
Elétrodos atuais
Permitem programação em modo “bipolar” ou “unipolar” (podemos não usar o pólo adicional)
O pólo positivo e negativo encontram-se na ponta distal do elétrodo (ponta+anel)
Unipolar tem ápice muito maior é mais visível que o doente tem pacemaker
Potenciais benefícios:
Sem estimulação peitoral
Menor risco de oversensing a miopotenciais e a interferências externas
técnica de implante
Acesso pela veia subclávia
Avaliação de parâmetros de pacing
A avaliação de parâmetros de pacing intraoperatória é um indicador do correto posicionamento dos
elétrodos e da integridade do sistema.
Pressupõe a medição:
Avaliação da corrente de lesão (auricular é mais pequena que a ventricular)
Sensing – amplitude do EGM auricular e/ou ventricular (tenho de ter uma boa onda R)
Impedância de pacing – é um indicador do contacto com o miocárdio, de boa conexão do
elétrodo ao gerador (após conexão). Indicador de fratura ou falha do isolamento do elétrodo.
Método indireto do estudo do elétrico.
Limiar de captura auricular e/ou ventricular – estímulo elétrico mínimo necessário para o
miocárdio despolarizar, de forma consistente fora do período refratário.
Teste de estimulação peitoral ou diafragmática: estimular no output máximo e verificar se há
estimulação do músculo peitoral ou do diafragma (soluços)
Manobras de inspiração e expiração profundas, bem como tosse para testar fixação do(s)
elétrodo(s) e o contacto contínuo com o miocárdio
Nota: o “crocodilo” vermelho dos cabos para a medição em modo unipolar deve ser conectado à
pele do doente na zona da loca. Em bipolar o preto fica mais junto à ponta e o vermelho mais
proximal.
Definição: representação gráfica da medida da diferença de potencial entre dois pontos num
determinado período de tempo.
Representa a atividade elétrica detetada no local (cavidade cardíaca onde se encontra). Ex:
Elétrodo implantado na auricular – atividade elétrica auricular
Elétrodo implantado no ventrículo –atividade elétrica ventricular
MARCADORES
Programação permanente:
AAI/AAIR
VVI / VVIR
VDD
DDD / DDDR
Programação temporária:
DOO/VOO – modo magneto e usado em doentes pace dependentes durante períodos onde é
expectável interferência eletromagnética, p.e. cirurgias.
DDI(R) – pacemaker tem a capacidade de se autoprogramar neste modo durante episódios de
arritmias auriculares
Passa de DDD para DDI automaticamente, p.e. na FA, inibe-se e só faz PV na frequência
ventricular programada pelo operador.
Um gerador dupla câmara pode ser programado em modo de pacing câmara única, mas não o
inverso (porque o sistema de pacing não tem os componentes necessários –elétrodo, conector,
software...)
Ex. de programação em câmara única num sistema de pacing dupla câmara: doente desenvolve FA
permanente.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Função de pacing (ou captura)
Função de sensing (ou deteção)
Interação sensing – pacing
Impedância
PACING/CAPTURA
limiar de captura
Captura depende de:
Strengh-duration curve
A curva de strength-durationilustra a relação entre a amplitude e a largura de pulso
Valores acima da curva permitem a despolarização do miocárdio (captura)
Delimita a zona de não captura e a zona de captura (acima da curva)
VALORES IDEIAS
Nota: o limiar na fase aguda de implantação do PM vai ser maior do que na fase crónica.
output
O que vou programar o PM
Embora possa haver limiares muito baixo, habitualmente o valor mínimo de output programado é de
1.5/2V a 0.4ms
Temos também em conta a variação histórica dos limiares para o doente.
CONTROLO DE CAPTURA AUTOMÁTICO
A captura automática corresponde à medição automática do limiar de captura pelo próprio
pacemaker
Pacemaker dá informação/registo acerca dos valores de aferiu
Pode haver ou não ajuste do output de acordo com o modo em que o respetivo algoritmo está
programado (“monitor” ou “ON”)
Cada empresa/marca tem o seu método de medição e programação da forma como o
pacemaker ajusta o output
sensing
Capacidade que o pacemaker tem de detetar atividade intrínseca do doente sem detetar ruído
externo, miopontenciais ou sinais de outras cavidades cardíacas.
O valor de sensing é o valor da amplitude (mV) da onda P/F e/ou R medido pelo pacemaker.
Avisar o doente que vamos fazer o teste, e que pode sentir tontura, mal-estar, má-disposição…
Programar temporariamente o pacemaker de forma a fazer prevalecer ritmo intrínseco (FC
abaixo da intrínseca, aumento do intervalo AV ou programação em modo VVI com baixa FC –
depende da(s) câmara(s) que pretendemos medir)
Se não tiver ritmo próprio – PACEMAKER DEPENDENTE – não se realiza o teste
sensibilidade
valor que vou programar o PM.
Pretendemos ver a atividade intrínseca do doente, sem ver potenciais ruídos, outros sinais cardíacos
ou interferências como:
Onda T -pacemaker pode interpretar como onda R no canal ventricular
Far-field – oversensing da onda R no canal auricular, interpretando como onda P
Miopotenciais – ex: músculo peitoral. Pacemaker pode interpretar como ondas P ou R no
respetivo canal
Crosstalk – oversensing de spikes. Ex: oversensingde spikeventricular no canal auricular
No entanto queremos “ver” ondas mais pequenas como sinais de fibrilação auricular ou
extrassístoles (que podem ter amplitudes mais baixas)
Atenção estas regras e a forma como o DECI faz sensing não se aplicam linearmente a elétrodos
unipolares nem a CDIs. e CRTs!
VALORES IDEIAS
OVERSENSING → underpacing
UNDERSENSING → overpacing
Pacemaker não “sente” o ritmo intrínseco, pelo que vai fazer pacing inadequado - “overpacing”
Acontece quando o valor da sensibilidade programado está demasiado alto.
Quanto maior o valor programado – menor vai ser a sensibilidade
A medição automática e periódica do valor de sensing é uma medição realizada pelo pacemaker
Pacemaker dá informação/registo acerca dos valores de aferiu
Pacemaker ajusta automaticamente o valor de sensing programado
impedância
Resistência à passagem da corrente elétrica.
Soma de todas as resistências ao fluxo de corrente.
É dependente das características do condutor, do elétrodo e do miocárdio.
lower rate
Intervalo de escape máximo do dispositivo – FC mínima, ao final do qual efetua estimulação se não
detetar evento intrínseco (com exceção de sleep rate e histeresis)
Exemplo: VVI a 60bpm(1000ms)
PERÍODO DE BLANKING
Fase inicial do período refratário em que o pacemaker é “cego”, não lê nem segue qualquer
onda/artefacto que acontece após o sensing ou o pacing.
DUPLA CÂMARA
Intervalo AV
Frequência Cardíaca
Blankings e Períodos refratários
Upper rate
AP inicia:
AP inicia:
AS inicia:
Re-inicia o timming para o próximo estímulo auricular
Inicia intervalo AV (SAV)
Intervalo SAV termina sem que haja VS, resultando em VP
AS Inicia:
Re-inicia o timming para o próximo estímulo auricular
Inicia intervalo AV (SAV)
Pacing ventricular é inibido porque surge um VS antes do final deste intervalo.
BLANKING AURICULAR (AB): período após evento auricular em que o sensing auricular é cego
PERÍODO REFRATÁRIO AURICULAR (AV): intervalo AV uma vez que não é fisiológico ter outra onda
P dentro deste intervalo
BLANKING VENTRICULAR (VB): período após evento ventricular em que o sensing ventricular é
cego
PERÍODO REFRATÁRIO VENTRICULAR (VRP): período em que o pacemaker lê mas não segue
qualquer batimento ou artefacto no EMG ventricular
CROSSTALK
POST ATRIAL VENTRICULAR BLANKING: período iniciado após um evento auricular (sensing ou
pacing) em que o sensing ventricular é completamente cego
VENTRICULAR SAFETY PACING: apenas após AP. Se detetar alguma coisa após o pacing
auricular faz logo VP.
FAR-FIELD SENSING
Para prevenir o far-field R sensing (o canal auricular ver o ritmo ventricular intrínseco) → PVAB
POST VENTRICULAR ATRIAL BLANKING: período iniciado após um evento ventricular (sensing ou
pacing) em que o sensing auricular é completamente cego.
TAQUICARDIA MEDIADA POR PACEMAKER - PMT
Para prevenir PMTs (fazer tracking/ seguimento ventricular a ondas P retrógradas) → PVARP
POST VENTRICULAR ATRIAL REFRACTORY PERIOD: período após evento ventricular em que o
PM lê, mas não responde nem segue qualquer evento auricular após um evento ventricular (p.e.
EV, PV, SV).
RESUMO
Ventilação-minuto
Temperatura
Intervalo QT
Resposta evocada
Sistema Closed Loop (CLS)
FC MÁXIMA
UPPER SENSING: sente que está a andar e aumenta a FC até aos x bpm (definidos pelo operador)
PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS
FC de base (lower rate), ADL (activity of daily living) e frequência máxima do sensor
Limiar de atividade – quanto tenho que “mexer” para o PM começar a responder.
Slope (curva de resposta)
Tempo de reação
Tempo de recuperação – como volta à LR
FC MÁXIMA DO SENSOR
FC máxima a que o PM estimulará na carga de exercício máxima.
Cálculo da FC máxima do sensor:
Jovens/saudáveis = 220 – idade
Idosos = (220 - idade) x 90%
Indivíduos com PCV associada: (220 - idade) x 60-80%
LIMIAR DE ATIVIDADE
Corresponde à quantidade de exercício necessário para despoletar uma adaptação em frequência.
CURVA/SLOPE
TEMPO DE REAÇÃO
O tempo de reação determina a maior ou menor rapidez com que a resposta em frequência atinge
a FC determinada para a atividade em causa.
Pode ser programado em rápido, médio ou lento
Deve-se ter em consideração a idade do paciente, as atividades que realiza, o estilo de vida e
a tolerância do doente ao incremento da FC.
Doentes jovens e atléticos precisam de um tempo de reação mais rápido que jovens
sedentários
Doentes jovens à partida precisarão de um tempo de reação mais rápida que doentes
mais idosos
TEMPO DE RECUPERAÇÃO
Determina o tempo que a resposta em frequência demora a retomar à FC basal, após cessar o
exercício.
Idêntico ao tempo de reação
Pode ser programado em rápido, médio ou lento
Recuperações rápidas poem causar frequentemente respostas vagais, particularmente
em pacientes jovens
Recuperações médias são aconselhadas para a maioria dos doentes
Recuperações lentas implicam períodos longos a FCs acima da FC basal
Deve-se ter em consideração:
A idade do paciente
As atividades que realiza
O estilo de vida
A tolerância do doente ao incremento da FC
Intervalo AV (SAV)
Diminuir AV basal
Rate Adaptative AV (diminuição dos intervalos AV mediante aumento da FC)
PVARP
Diminuir PVARP
Auto PVARP (PVARP dinâmico em função da frequência média auricular)
Perante uma PVC o pacemaker aumenta o PVARP devido à grande probabilidade de existirem
P retrogradas após uma EV, p.e.
(Nota: o pacemaker entende como PVC (premature ventricular complex) todo e qualquer evento de
sensing ventricular não precedido por atividade auricular (independentemente de ocorrer devido a
undersensing auricular)
TAQUIARRITMIAS AURICULARES
deteçao
AUTO MODE SWITCH/ MODE SWITCH
Algoritmo concebido para impedir o tracking ventricular de taquiarritmias auriculares ou outros sinais
rápidos que ocorram na aurícula, reduzindo assim as consequências hemodinâmicas e
sintomatologia resultante de frequências ventriculares rápidas.
Este algoritmo permite dissociar a atividade de pacing ventricular da atividade INTRÍNSECA
auricular – durante a arritmia o pacemaker faz pacing ventricular à FC de base/sensor
Existe apenas em pacemaker bicamerais = dupla câmara/biventriculares
É programa a frequência auricular acima da qual é considerada taquiarritmia auricular
Nota: no FLA lento temos que ajustar o AMS e colocá-lo para que o PM faça modo switch mais
cedo, ou seja, com frequências auriculares menores
DDI(R)/VDI(R)
Deve-se dar preferência aos modos com sensor e que permitam acompanhar informação da
aurícula durante arritmia, facilitando a transição de MS para modo normal.
Caso o doente desenvolver FA permanente pode ser considerada a programação em modo
VVI(R), que habitualmente exclui informação auricular (há DECIs que continuam a colocar
marcadores auriculares).
prevençao
ALGORITMOS DE PREVENÇÃO FA/FLA
RESPOSTA ÀS ESV’s
Algoritmo que visa fazer pacing auricular a uma FC superior à FC de base quando detetadas
ESV’s/PAC’s – premature atrial complex
Sempre que é detetada uma ESV o pacemaker estimula durante um determinado período de
tempo a uma FC ligeiramente superior à de base, voltando posteriormente à FC de base
gradualmente
RITMO INTRINSECO
algoritmos que promovem o ritmo intrínseco
HISTERESIS DA FC
Algoritmo que promove a prevalência do ritmo intrínseco por diminuição da FC basal para o
valor da FC de histeresis
Se não houver período de procura programado este algoritmo é ativado sempre que houver
ritmo intrínseco acima da FC basal
Caso haja um período de procura programado o pacemaker num intervalo de X em X tempo
(programável) diminui a FC basal para a FC de à procura ritmo intrínseco.
Caso haja ritmo intrínseco acima da FC de histeresis o dispositivo deixa-se permanecer à FC
de histeresis. Sempre que não haja pacing à FC de histeresis o pacemaker volta à FC basal
programada.
HISTERESIS
Numa dupla câmara, a histeresis da frequência cardíaca, promove a entrada de ritmo auricular
intrínseco.
Exemplo de histeresis numa dupla câmara (também se pode chamar “sinus preference” ou
preferência sinusal):
FREQUÊNCIA DE DESCANSO – “SLEEP RATE” / “REST RATE”
Patients who have occasional episodes of significant drop in heart rate may become syncopal
from episodes of neuro-cardiogenic and/or mixed forms of carotid sinus syndrome.
These algorithms are intended to provide backup pacing and prevent associated symptoms in
patients who experience occasional episodes of significant drop in heart rate (e.g., syncope
from cardioinhibitory and mixed forms of carotid sinus syndrome).
When a rate drop episode is detected, the pacemaker intervenes with an elevated rate for a brief
period of time.
There are two types of rate drop detection:
Drop Detect occurs when there is a Sudden Rate Drop below the Drop Size and inside
the Detection Window
Low Rate Detect occurs when there is a Sudden Rate Drop to the lower rate
MAGNETO
O efeito de um magneto sobre um PM é diferente do efeito sobre um CDI.
Quando o magneto é colocado por cima da zona do PM este passa a fazer pacing cego (VOO
ou DOO). Quando colocados por cima de um CDI o equipamento deixa de ter a capacidade de
detetar FV e TV.
Nem todos os “pacemakers” são estimuladores cardíacos.
Pedir sempre cartão de identificação ao doente
Não colocar magneto inadvertidamente sobre neuroestimuladores cerebrais
POSSÍVEL USO:
POSSÍVEL USO:
Suspender a deteção de arritmias durante cirurgias não cardíacas,
Suspender a deteção, quando a terapia a ser entregue se confirma ser inapropriada (ex. fratura
de elétrodos ou deteção inapropriada por oversensing ou incorreta discriminação)
NOTA: Se o doente for dependente de pacing o dispositivo terá de ser reprogramado em modo
assíncrono utilizando um programador para realizar cirurgias/procedimentos passíveis de ter EMI.
REMOVER O MAGNETO faz com que o dispositivo volte à programação inicial, ou seja, as deteções
de taquiarritmias vão ficar automaticamente ligadas (exceto num antigo modelo da Boston)
magneto
reprogramaçao
resumo procedimento com EMI
DISFUNÇAO E PSEUDODISFUNÇAO
disfunções
Mau funcionamento de algum elemento do sistema de pacing; funcionamento fora do padrão de
normalidade por programação inadequada ou disfunção de elétrodo(s)/gerador.
UNDERSENSING
Perda total ou intermitente da capacidade de detetar ritmo intrínseco. O undersensing resulta em
overpacing, isto é, realização de pacing quando é desnecessário, por presença de ritmo intrínseco
Fenómeno de R em T: Fenómeno grave que resulta de undersensing ventricular com pacing em cima
da onda T, em período vulnerável, do complexo intrínseco, despoletando arritmias ventriculares
graves tais como torsade de point/TV/FV.
OVERSENSING
Deteção errónea de ruído/interferências externas/trémulo muscular como sendo ritmo próprio,
levando a uma ação do pacemaker, geralmente inibição. O oversensing resulta em underpacing, isto
é, falha da realização de pacing quando é necessário.
FALHA DE CAPTURA
Quando a energia emitida não é suficiente para levar à despolarização eficaz e sustentada do
miocárdio. O que se verifica no ECG é um spike auricular/ventricular sem potencial evocado a seguir
(linha isoelétrica)
PMT
Principais causas:
Perda de captura ou falhas de sensing
Intervalos PAV/SAV muito longos
Wenckback ou bloqueio 2:1 com aumento da FC auricular intrínseca
Pacing em modo VVI(R) ou perda de sincronia AV em doentes com ritmo sinusal
RUNAWAY PACEMAKER
Situação clínica muito rara e muito grave caracterizado por um acelerar rápido e não fisiológico do
pacemaker, sem causa aparente (emissão de estímulos de pacing a FC’s muito superiores à FC
máxima do sensor ou tradicionais FC’s de PMT’s). A colocação de magneto em cima do
pacemaker não interrompe o fenómeno podendo a FC oscilar entre 130 a 400bpm.
Pode ser devido ao uso do pacemaker em exaustão de bateria (comportamentos erráticos no final
de vida, após período de substituição recomendado).
pseudodisfunção
Aparentes anomalias de funcionamento de pacemaker detetados habitualmente nos traçados
eletrocardiográficos resultantes do funcionamento dos diferentes algoritmos de pacing
(programáveis/segurança).
FUSÕES E PSEUDOFUSÕES
OUTRAS
Resposta ao magneto
Comportamento ao atingir o upper tracking behavious (Wenckebach e/ou bloqueio 2:1)
Depleção da bateria (modo de substituição de gerador ERI ➔ pacemaker passa a funcionar em
VVI)
Algoritmo de PMT
Resposta em frequência
Algoritmos tais como histeresis da FC; MS/AMS; Rate Drop Response (algoritmos para as
síncopes vasovagais); sleep/rest rate
Encurtamento do PAV/SAV com o aumento da FC
Ventricular Safety pacing (para minimizar impacto do crosstalk – emissão de um estímulo de
pacing ventricular de segurança sempre que há um sensing de um evento ventricular precoce
pós estímulo de pacing auricular)
Algoritmos de minimização de pacing ventricular (AAI-DDD)
CONSULTA DE FOLLOW UP
Anamnese clínica
Educação do doente sempre que necessário
Avaliação visual da loca
Avaliação do DECI
Re-programação para otimização em caso de necessidade
Exportação de dados clínicos para o processo do doente
Elaboração do relatório
Agendamento do próximo follow-up/procedimento, tendo por base a bateria do DECI e
eventuais achados ou complicações que requerem vigilância, ex:
For necessário monitorizar o estado da bateria
For necessário monitorizar o efeito de parâmetros alterados ou otimizados
For necessário vigiar algum parâmetro de pacing fora dos limites da normalidade
Doente realizar radioterapia
Follow-up deverá ser feito com o doente deitado ou sentado (marquesa, cadeira
ou cadeirão), com monitorização eletrocardiográfica acessória, dependendo do hospital.
Antes de iniciar a análise eletrónica do dispositivo deve-se realizar um exame visual à loca para
excluir quaisquer complicações com a mesma.
A telemetria (dispositivo que permite comunicar com o pacemaker) deve ser colocada sempre por
cima da roupa de modo a evitar transporte de bactérias e vírus de paciente para paciente.
BATTERY STATUS
Estado da bateria
Podemos avaliar o valor estimado (min e máx)
Apresenta também valores em voltagem e impedância da bateria, que podem ser usados para
determinar o período de substituição
RRT – Recommended Replacement Time
ERI – Elective Replacement Indicator
Pacemaker muda o modo de pacing quando entra na fase de ERI (ex: passa de DDD para modo
VVI a 65bpm, para poupar bateria)
LEAD IMPEDANCE
Avaliar valor e estabilidade ao longo do tempo – variações do valor da impedância são um mau
indicado
SENSING
THRESHOLD
Implante de CDI em pacientes que, embora nunca tenham experienciado nenhum episódio de morte
súbita cardíaca abortada, reúnam condições consideradas de risco mais elevado de a manifestar
relativamente à população em geral.
Prevenção de recidivas de morte súbita cardíaca, em pacientes que já tinham sido reanimados de
pelo menos um episódio de morte súbita cardíaca.
choque
Eletrocateter com 1 (+ utilizado) ou 2 coils (permite que o choque seja administrado em mais direções
– cria mais vetores)
valores normais
sensing
Ter a capacidade de deteção de FV é essencial num CDI (ondas de fibrilhação ventricular de muito
baixa amplitude), mas também é necessário evitar oversensing de forma a evitar ATPs e choques
inapropriados
No detection ➔ no party
SENSIBILIDADE AUTO-AJUSTÁVEL
Ajusta o valor do sensing ao longo do ciclo cardíaco de forma a permitir o sensing de ondas de
fibrilhação enquanto evita oversensing da onda T, a artefactos de pacing (cross talk) e far field
O valor que é programado representa o valor mínimo de sensibilidade alcançado (habitualmente
0.3mv)
arritmias
DETEÇÃO: capacidade que um CDI tem de diagnosticar taquiarritmias ventriculares. A deteção
inicial é feita por zonas de FC sendo aplicado posteriormente um conjunto de discriminadores que
auxiliam a discriminação em TV/FV versus taquicardia supraventricular.
DISCRIMINADORES: algoritmos que visam auxiliar o diagnóstico de taquiarritmia ventricular versus
supraventricular diminuindo a probabilidade de terapias inapropriadas.
TERAPIA APROPRIADA: toda e qualquer terapia aplicada pelo CDI que visa o término de uma
arritmia ventricular/auricular real, de acordo com os critérios de programação.
TERAPIA INAPROPRIADA: toda e qualquer terapia aplicada inadequadamente na tentativa de
reverter arritmias ventriculares/auriculares não reais (Ex: ATP/choque aplicado na câmara ventricular
para reverter FA).
TERAPIA DESNECESSÁRIA: quando a arritmia do doente poderia ser revertida com uma terapia
menos agressiva. Ex: entrega de choque numa TV, em vez de ATP ventricular.
programação
FATORES PARA DETEÇÃO E TRATAMENTO DE ARRITMIA VENTRICULAR
ZONAS DE DETEÇÃO
As zonas de deteção constituem uma ou várias zonas de atuação do CDI baseado no critério de FC
como limite.
FV – Fibrilhação ventricular
VT – Taquicardia ventricular
FVT – Taquicardia ventricular rápida (via FV ou via TV)
VT monitor – zona de monitorização (apenas diagnóstico, sem qualquer tratamento)
TEMPO DE DETEÇÃO
O tempo de deteção consiste num determinado período de tempo ou de número de complexos de
QRS, consecutivas ou não, que terão que ocorrer numa zona de arritmia predefinida para que se
inicie o fenómeno de deteção.
Este tempo ou número de complexos habitualmente é menor numa “redeteção” da mesma arritmia.
DETEÇÃO DE TV
DETEÇÃO DE FV
discriminadores
ONSET
Avalia se a arritmia tem início abrupto ou não, partindo do princípio que as arritmias ventriculares
têm início abrupto
PONTO FORTE: discrimina bem taquicardias sinusais
PONTO FRACO: menos eficiente para TVs iniciadas em esforço (adrenérgicas)
ESTABILIDADE
Avalia se a arritmia tem um intervalo RR regular ou não partindo do princípio que as TVs têm um
intervalo RR regular ao contrário das FA cujo o intervalo RR é irregular.
PONTO FORTE: bom discriminador para FA (irregular)
PONTO FRACO: menos eficiente para TVs polimórficas e FV (irregulares)
MORFOLOGIA
Compara a morfologia do QRS da arritmia com a morfologia do QRS de base, caso haja uma grande
compatibilidade a arritmia é a favor de TSV, caso contrário, o CDI
atuará como se estivesse perante um TV/FV.
PONTO FORTE: discrimina bem TSVs no geral
PONTO FRACO: menos eficiente na deteção de arritmias supra com bloqueio de ramo
intermitente/aberrância ou em doentes que conduzem com aberrância em ritmo sinusal quando a
FC aumenta.
DISCRIMINAÇÃO DA ONDA T
Algoritmo que otimiza os filtros de sensibilidade permitindo diagnosticar fenómenos de oversensing
à onda T e suspendendo terapias inapropriadas por dupla contagem (R e T)
PONTO FORTE: hipercaliémia; jovens; hipertrofia ventricular, QT longo
AURICULOVENTRICULARES (RELAÇÃO AV)
Discrimina taquicardias sinusais, FA/Flutter e outras TSVs com condução 1:1 utilizando informação
dos canais auricular e ventricular analisando padrões de condução (morfologia), regularidade VV e
AA, intervalos e frequências, e condução AV.
Dos que funciona melhor, tem de ter CDI dupla câmara.
Podemos definir até que FC queremos que os discriminadores atuem. Acima dessa FC, a arritmia
basta cumprir critérios de frequência de duração para que o CDI inicie tratamento.
tipos de terapias
ATP – ANTITAQUICARDIA PACING
Impulsos de pacing emitidos a uma frequência cardíaca maior que a da arritmia detetada –
sobrestimulação
Reverte eficazmente taquicardias de reentrada
Output do ATP é superior ao do pacing para estimulação por bradicardia
Pain free/indolor
PROGRAMAÇÃO
SEQUÊNCIAS: o número de vezes que o ATP será aplicado após nova deteção
IMPULSOS: o número de impulsos por sequência
FREQUÊNCIA DE IMPULSOS FORNECIDOS: percentagem adaptativa (%)
CHOQUE
A terapia de choque não é, na maioria das vezes, a terapia de primeira linha a ser aplicada,
primeiro pelo desconforto causado ao doente e segundo pelos efeitos deletérios que têm no
miocárdio
A terapia de choque surge como primeira linha de terapia nas arritmias ventriculares muito
rápidas, como FV ou TV polimórficas que caiem diretamente na zona de FV
O choque pode ser de cardioversão ou desfibrilhação
CHOQUE DE CARDIOVERSÃO
Terapia aplicada sempre em sincronização com uma onda R, ou seja, em cima de um complexo de
QRS.
CHOQUE DE DESFIBRILHAÇÃO
Tenta aplicar choque síncrono à onda R, não conseguindo aplica na mesma o choque de modo
assíncrono.
MARCADORES NA TERAPIAS
PROGRAMAÇÃO ANTIBRADICARDIA
Estimula (faz pacing) em ambos os ventrículos em simultâneo fazendo com que contraiam
simultaneamente
Apenas faz pacing na aurícula, se necessário
Objetivo:
100% pacing ventricular
0% pacing auricular (exceto se doente tiver doença do nó sinusal)
Redução da mortalidade
Melhoria da qualidade de vida
Diminuição dos sintomas de insuficiência cardíaca (IC)
Melhoria da classe de IC
Maior tolerância ao exercício físico/atividades de vida diária
INDICAÇÕES
Implante
1. Implante de elétrodo ventricular direito (para estar pronto a estimular caso doente perca do
ritmo próprio durante o procedimento ou tenha uma arritmia rápida –podemos tentar ATP)
2. Implante elétrodo auricular direito (caso não tenha FA permanente)
4. Após escolha da melhor veia, faz-se progredir o elétrodo, conduzido por um fio guia no seu
interior até local pretendido e até ficar fixo
DX:
Síncope
Palpitações
Suspeita de taquicardia
Padrão de Brugada
Taquicardias não esclarecidas por métodos não invasivos
Suspeita de doença do nó sinusal ou nó auriculoventricular
Avaliação do risco de more súbita cardíaca (MSC)
Para avaliar terapêutica (ablação)
ABLAÇÃO:
Taquicardia documentada (ventricular ou supraventricular)
Fibrilhação auricular
Flutter auricular
Wolff-Parkinson-White WPW)
Extrassístoles
Ablação do nó AV
ESTUDO ELETROFISIOLÓGICO – DX
VIAS DE ACESSO:
Venoso (habitualmente pela veia femoral)
Subxifóide (para abordagem epicárdica)
Arterial