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JEJUM

O documento aborda o conceito de jejum, sua prática ao longo da história e seu significado bíblico, destacando a importância de jejuar com a intenção correta. Ele também explora diferentes tipos de jejum, seus propósitos e desafios enfrentados durante essa prática espiritual. O objetivo é esclarecer e ensinar sobre o jejum de acordo com a perspectiva bíblica, desmistificando crenças errôneas.

Enviado por

Ketellin Brenda
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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JEJUM

O documento aborda o conceito de jejum, sua prática ao longo da história e seu significado bíblico, destacando a importância de jejuar com a intenção correta. Ele também explora diferentes tipos de jejum, seus propósitos e desafios enfrentados durante essa prática espiritual. O objetivo é esclarecer e ensinar sobre o jejum de acordo com a perspectiva bíblica, desmistificando crenças errôneas.

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TED – TEMPO DE EDIFICAÇÃO

AULA - SOBRE JEJUM

VOCÊ SABE O ǪUE É JEJUM


O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e por um propósito
específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas
e religiões.

Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino
distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.

NOSSO OBJETIVO
O TED quer trazer a luz da bíblia, o que é o JEJUM, quando e como se faz, e quebrar aqui com alguns
paradigmas criado ao longo do ano a respeito do JEJUM.

E fica tranquilo, caso você veja por aqui, que a forma que você está jejuando está errada. Deus recebeu
seu JEJUM e hoje você tem a oportunidade de aprender e fazer o JEJUM de forma bíblica.

HÁ ALGUMA ORDENANÇA BIBLICA SOBRE O JEJUM?


Há apenas uma menção sobre um dia específico de jejum e separação do povo de Israel na velha
aliança, que é conhecido como o dia da expiação, que está em (Levítico 23.27) “Mas aos dez dias
desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e
oferecereis oferta queimada ao Senhor.".

Em (Jeremias 36:6) Chama esse dia como dia do jejum, mas não é uma ordenança a respeito do Jejum.
E sim um dia de separação e consagração ao Senhor, e o povo de Israel adotou nesse dia a prática de
jejuar.

"Entra, pois, tu, e pelo rolo que escreveste da minha boca, lê as palavras do Senhor aos ouvidos do
povo, na casa do Senhor, no dia de jejum; e, aos ouvidos de todos os de Judá, que vêm das suas
cidades, as lerás."

Em (Mateus 6: 16 ao 18) também mostra Jesus falando acerca do Jejum. “Ǫuando jejuardes, não vos
mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens
que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando
jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu
Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

Em (Mateus 4:2) “E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;” vemos o próprio
Jesus jejuando, em (Marcos 6:31) Jesus e Seus discípulos ficavam em jejum por conta de faltar tempo
de se alimentar por conta da demanda do trabalho ministerial. "Havia muita gente indo e vindo, ao
ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: "Venham comigo para um lugar deserto
e descansem um pouco".

No livro de (Lucas 18:12) a gente vê que era da tradição dos Fariseus “uma seita muito rígida” de jejuar
duas vezes na semana. "Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.'

Os discípulos de João Batista também jejuavam (Lucas 5:33-35) “E eles lhe disseram: "Os discípulos
de João jejuam e oram frequentemente, bem como os discípulos dos fariseus; mas os teus vivem
comendo e bebendo" 34 Jesus respondeu: "Podem vocês fazer os convidados do noivo jejuar enquanto
o noivo está com eles? 35 Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; naqueles dias jejuarão".

ǪUAL O PROPÓSITO DO JEJUM?


O jejum não pode ser usado de maneira nenhuma como uma moeda de troca com Deus, “Jesus Cristo
é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.” (Hebreus 13:8) Deus não vai mudar o Seu proposito por conta
do Jejum, mas irá mudar quem somos, e nos ajudará no grande desafio da mortificação da carne e o
renascimento para as coisas do espírito.

Deus reprovou a prática do jejum com intenção errada, veja só o questionamento de Isaias: “Por que
jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?”
(Isaias 58.3a). E olha a resposta de Deus: “Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios
interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para
ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.” (Isaias
58.3b,4).

O propósito do jejum não pode ser visto como uma maneira de “encurtar caminho” para receber
alguma benção, e sim uma forma de se aproximarmos mais de Deus e da Sua Santa Vontade sobre
nós.

VEJAMOS A SEGUIR ALGUMAS PRÁTICAS DE JEJUM E A SUA


INTENÇÃO ǪUE ALGUNS PERSONAGENS BÍBLICOS
FIZERAM:
CONSAGRAÇÃO - O voto de Nazireu envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos
(Números 6:3 e 4) "De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho, nem vinagre de bebida
forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá. Todos
os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma, que se faz da vinha, desde os caroços até as
cascas."

ARREPENDIMENTO DE PECADOS - Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de


arrependimento de seus pecados (1 Samuel 7.6). E congregaram-se em Mizpá, e tiraram água, e a
derramaram perante o Senhor, e jejuaram aquele dia, e disseram ali: Pecamos contra o Senhor. E
julgava Samuel os filhos de Israel em Mizpá.
LUTO - Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas. (2 Samuel 1:12). "E prantearam,
e choraram, e jejuaram até à tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa
de Israel, porque tinham caído à espada."

POR CONTA DAS AFLIÇÕES - Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de
ser vencido pelos Moabitas e Amonitas (2 Crônicas 20:3). "Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o
Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá."

BUSCANDO PROTEÇÃO - Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de
Deus sobre sua viagem. (Esdras 8.21 ao 23) "Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos
humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos
filhos e para todos os nossos bens. Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos
defenderem do inimigo pelo caminho; porquanto tínhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso
Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira contra todos os
que o deixam. Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações."

EM SITUAÇÕES DE ENFERMIDADE - Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Salmos
35:13) Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, as minhas vestes eram o saco; humilhava a
minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio.

INTERCESSÃO - Daniel orando por Jerusalém e seu povo. E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para
o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. (Daniel 9:3) "Naqueles dias eu, Daniel,
estive triste por três semanas. Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha
boca, nem me ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas." (Daniel 10:2 e 3).

PREPARAÇÃO PARA A BATALHA ESPIRITUAL - Jesus mencionou que determinadas castas só sairão
por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mateus 17:21). Mas
esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.

ESTAR COM O SENHOR - A Profetiza Ana não saía do templo, orando e jejuando frequentemente
(Lucas 2:36, 37 e 38). 36 E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já
avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade; 37 E era viúva, de
quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite
e de dia. 38 E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os que
esperavam a redenção em Jerusalém.
PREPARAR-SE PARA O MINISTÉRIO - Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do
Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lucas 4:1 e 2). E Jesus, cheio do
Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto; E quarenta dias foi tentado pelo
diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.

MINISTRAR AO SENHOR - Os líderes da igreja em Antióquia jejuando apenas para adorar ao Senhor.
(Atos 13:2). E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a
Saulo para a obra a que os tenho chamado.

PARA O ENVIO MINISTERIAL - Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (Atos 13:
2 ao 4). E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo
para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os
despediram. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para
Chipre.

PARA UNGIR ALGUÉM PARA UM CARGO MINISTERIAL - Além de impor as mãos em jejum sobre os
enviados, faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela
que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (Atos 14:23). E, havendo-lhes, por
comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao
Senhor em quem haviam crido.

FORMAS DE JEJUAR
JEJUM PARCIAL - Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa
não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos
sobre esta forma de jejum no livro de Daniel: “Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três
semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi
com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Daniel 10: 2 e 3).

O profeta Daniel diz exatamente o que ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável.
Provavelmente se restringiu a uma dieta de frutas e legumes. E embora tenha escolhido o que
aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se a ela por três semanas. Em outras
situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Daniel 9:3), E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus,
para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.

o que mostra que ele praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor
veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o
profeta já fora ouvido. (Daniel 10: 12). Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia
em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas
palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.

JEJUM NORMAL - É a abstinência de alimentos, mas com a ingestão de água. Embora a Bíblia não
mencione diretamente se Jesus consumiu água durante Seu jejum no deserto, alguns estudioso
interpretam que Ele praticou essa forma de jejum. “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e
foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada
comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.” (Mateus 4:2). Denominamos esta forma de jejum
como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um
dia).

JEJUM TOTAL - É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de
ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e
nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se
acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo
Testamento:

1) Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um
decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: “Vai, ajunta a todos os judeus que se
acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia;
eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se
perecer, pereci.” (Ester 4:16).

2) Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que
recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.” (Atos 9:9).

DESAFIOS DO JEJUM
O jejum é uma prática espiritual poderosa, mas não está isento de desafios. Esses obstáculos podem
dificultar a experiência e a eficácia do jejum, especialmente para aqueles que estão começando ou
que não estão acostumados a essa prática. Abaixo estão alguns dos principais desafios que os
praticantes podem enfrentar durante o jejum.

1 FOME E DESCONFORTO - Durante o jejum, a fome é um dos sentimentos mais prevalentes. No


início, a sensação de vazio no estômago pode ser intensa e desconfortável. Essa experiência
pode ser especialmente desafiadora para aqueles que têm um padrão alimentar regular e que,
de repente, interrompem esse hábito. Para superar esse desafio, é importante preparar-se
mental e espiritualmente, reconhecendo que o desconforto é temporário e pode levar a uma
maior profundidade na busca espiritual.

2 DISTRAÇÕES E TENTAÇÃO - O mundo moderno está repleto de distrações, e o jejum pode ser
um desafio adicional em um ambiente onde a comida está sempre presente. Reuniões sociais,
eventos familiares e até mesmo o simples ato de passar por uma cozinha podem se tornar
tentações. Para enfrentar essa situação, é essencial criar um ambiente favorável ao jejum,
evitando situações em que a comida seja o foco e buscando atividades que alimentem o
espírito.
3 MUDANÇAS DE HUMOR - A falta de alimentos pode provocar alterações de humor, incluindo
irritabilidade e fadiga. Essas mudanças são normais, mas podem dificultar a concentração nas
atividades do dia a dia. É vital lembrar-se de que o jejum não apenas envolve a abstinência de
alimentos, mas também requer paciência e autocontrole. Praticar a meditação e a oração
durante esses períodos de mudança emocional pode ajudar a manter o foco no propósito do
jejum.

4 CONFLITOS COM A ROTINA DIÁRIA - Jejuar pode exigir ajustes significativos na rotina diária.
Isso pode incluir a necessidade de planejar cuidadosamente refeições em grupo ou evitar
determinadas situações sociais que envolvam comida. Ter um plano claro e comunicar seus
objetivos com amigos e familiares pode ajudar a minimizar os conflitos e permitir que você se
mantenha firme em seu compromisso.

DURAÇÃO DO JEJUM?
1 DIA - O jejum do Dia da Expiação (Levítico 23.27).
3 DIAS - O jejum de Ester (Ester 4:16) e o de Paulo (Atos 9:9).
7 DIAS – Jejum por luto pela morte de Saul (I Samuel 31:13).
14 DIAS – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (Atos 27:33).
21 DIAS – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Daniel 10:3).
40 DIAS – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lucas 4:1 e 2).
OBS: A Bíblia fala de Moisés (Êxodo 34:28 ao 35) e Elias (1 Reis 19:8) jejuando períodos de
quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de
Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi
envolvido pela Glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento
que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida
celestial.

PODEMOS FALAR ǪUE ESTAMOS JEJUANDO?


Sim, é correto falar que estamos jejuando, desde que o conceito de jejum esteja de acordo com o
entendimento bíblico e espiritual da prática. O jejum, nas Escrituras, não é apenas a abstinência de
comida ou bebida, mas também envolve uma atitude de humilhação, oração e busca de maior
intimidade com Deus. Portanto, ao jejuar, é importante que a intenção não seja apenas a privação
física, mas também um tempo de maior dedicação à comunhão com Deus.

Jesus ensinou sobre o jejum em Mateus 6:16-18, onde Ele destacou a necessidade de jejuar com
sinceridade e discrição, sem o objetivo de receber reconhecimento humano, mas sim como uma
prática de devoção genuína: "Ǫuando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas,
pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que estão jejuando. Eu lhes digo
verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça
e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê
em secreto. E seu Pai, que vê o que é feito em secreto, o recompensará."

Assim, podemos sim falar que estamos jejuando, desde que nossa motivação seja correta, voltada
para buscar a Deus e não para autopromoção ou ritualismo vazio. O jejum é uma prática poderosa,
mas seu valor está na atitude do coração, e não apenas na ação externa.

O ǪUE NÃO É JEJUM?


VOTO - Ǫuando uma pessoa decide deixar de fazer algo que normalmente faria, como assistir TV, usar
a internet, praticar um hobby, ou qualquer outra atividade que não seja comida, isso não é jejum, mas
sim um voto ou uma renúncia temporária. Um voto, na Bíblia, é um compromisso que a pessoa faz com
Deus, oferecendo algo ou abrindo mão de algo como um ato de devoção. O exemplo clássico é o voto
de Nazireu, como o de Sansão, onde ele se absteve de cortar o cabelo, beber vinho, ou se aproximar
de coisas impuras (Números 6:1-21).

DIETA - O jejum bíblico não é simplesmente abster-se de alimentos. Se a pessoa apenas deixa de
comer sem buscar a Deus, sem orar ou sem ter um propósito espiritual, isso não pode ser chamado
de jejum. O jejum é sempre ligado a uma busca mais profunda de intimidade com Deus. Abster-se de
alimentos por razões de saúde ou dieta, embora possa ter benefícios físicos, não é considerado jejum.

ASPECTOS DE SAÚDE RELACIONADOS AO JEJUM


O jejum é uma prática que pode trazer diversos benefícios espirituais e psicológicos, mas também
possui implicações significativas para a saúde física. Compreender esses aspectos é fundamental
para garantir que a prática do jejum seja segura e benéfica. Abaixo estão alguns pontos importantes a
serem considerados:

1. BENEFÍCIOS METABÓLICOS - O jejum pode ter efeitos positivos sobre o metabolismo. Durante
o jejum, o corpo é estimulado a usar a gordura armazenada como fonte de energia, o que pode
ajudar na perda de peso e na melhoria da composição corporal. Além disso, o jejum
intermitente tem sido associado à redução da resistência à insulina, melhorando os níveis de
glicose no sangue e contribuindo para a saúde metabólica.

2. EFEITOS NO SISTEMA IMUNOLÓGICO - Estudos sugerem que o jejum pode ter um impacto
positivo no sistema imunológico. A prática pode ajudar a regenerar células do sistema
imunológico e aumentar a resistência a doenças. Contudo, é importante ter em mente que
jejuns prolongados ou extremos podem enfraquecer o sistema imunológico, especialmente se
não forem bem planejados.

3. SAÚDE MENTAL E CLAREZA MENTAL - Muitas pessoas relatam uma maior clareza mental e
foco durante o jejum. Isso pode ser atribuído a uma combinação de fatores, como a redução
dos picos de açúcar no sangue e a produção de cetonas, que servem como uma fonte de
energia alternativa para o cérebro. No entanto, o jejum também pode levar a sentimentos de
irritabilidade ou fadiga se não for realizado adequadamente.
4. CONSIDERAÇÕES SOBRE A HIDRATAÇÃO - A hidratação é um aspecto crucial a ser
considerado durante o jejum. Muitas pessoas esquecem de beber água suficiente enquanto
estão jejuando, o que pode levar à desidratação. Manter-se bem hidratado é essencial para o
funcionamento adequado do corpo e pode ajudar a aliviar sintomas como dores de cabeça e
fadiga.

5. CONTRAINDICAÇÕES E CUIDADOS - Embora o jejum possa ser benéfico, ele não é adequado
para todos. Pessoas com condições médicas específicas, como diabetes, distúrbios
alimentares, ou que estão grávidas ou amamentando, devem evitar o jejum ou consultar um
profissional de saúde antes de iniciar essa prática. É vital estar ciente de como seu corpo reage
e não hesitar em buscar orientação médica se necessário.

Os aspectos de saúde relacionados ao jejum podem variar de pessoa para pessoa. Embora muitos
experimentem benefícios significativos, é essencial abordá-lo de maneira informada e responsável.
Planejamento adequado, atenção aos sinais do corpo e, quando necessário, orientação médica pode
garantir que o jejum seja uma prática saudável e enriquecedora.

CONCLUSÃO
Ao longo deste estudo, exploramos o significado e a prática do jejum na vida cristã, evidenciando que
o jejum não é apenas uma abstinência de alimentos, mas uma disciplina espiritual profunda, enraizada
na busca pela proximidade com Deus e pela conformidade à Sua vontade. Reconhecemos que a Bíblia
oferece diretrizes e exemplos de como o jejum pode ser um meio poderoso de consagração,
arrependimento, intercessão e preparação para desafios espirituais.

É fundamental desmistificar as práticas errôneas que cercam o jejum e compreender que este não
deve ser visto como uma troca com Deus ou um rito mecânico, mas como uma oportunidade de
transformação interior e renovação espiritual. Ao jejuarmos, somos convidados a nos alinhar com o
coração de Deus e a nos comprometer com a Sua missão, permitindo que Ele molde nossas vidas.

Convidamos você a reavaliar sua prática de jejum, buscando não apenas a observância de uma
tradição, mas uma experiência autêntica que aprofunde seu relacionamento com o Senhor. Ǫue ao
nos dedicarmos ao jejum, possamos encontrar não apenas a força para enfrentar nossos desafios,
mas também a sensibilidade para ouvir a voz de Deus e a coragem para seguir a Sua direção.

Lembre-se de que o jejum é um caminho de crescimento espiritual que requer intenção e dedicação.
Ǫue possamos, juntos, aprender e praticar o jejum de forma bíblica, sempre buscando glorificar a Deus
em tudo o que fazemos.

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