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John Locke

O documento aborda a teoria política de John Locke, destacando seus direitos naturais e a legitimidade do poder estatal através do contrato social. Locke argumenta que o poder político deve ser baseado na confiança e no bem público, diferenciando-se da herança medieval. Além disso, enfatiza a importância da propriedade, considerando que todos são proprietários de sua vida, liberdade e trabalho.

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John Locke

O documento aborda a teoria política de John Locke, destacando seus direitos naturais e a legitimidade do poder estatal através do contrato social. Locke argumenta que o poder político deve ser baseado na confiança e no bem público, diferenciando-se da herança medieval. Além disso, enfatiza a importância da propriedade, considerando que todos são proprietários de sua vida, liberdade e trabalho.

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SEMANA 4

EIXO TEMÁTICO:
Ser e agir.

TEMA/TÓPICO:
Indivíduo e comunidade.

HABILIDADE(S):
Refletir sobre o sentido do conflito nas relações humanas.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Liberalismo, Estado mínimo.

TEMA: John Locke: Teoria política


Olá, estudante! Com quais direitos você nasceu e que ninguém pode tirar de você? Caso você tenha
pensado na sua vida, na sua liberdade, você pensou da mesma forma que o filósofo liberal John Locke.
Esta semana você conhecerá mais sobre este filósofo e sua teoria política. O objetivo deste conteúdo é
te ajudar refletir sobre o conflito entre interesses pessoais e a necessidade do Estado. Através de duas
historiadoras consagradas da Filosofia Maria Lúcia Aranha e Maria Helena Martins, acessaremos a teo-
ria política de John Locke de forma mais aprofundada.
RETOMANDO JOHN LOCKE: BREVE BIOGRAFIA
John Locke (1632-1704), filósofo inglês, era médico e descendia de burgueses comerciantes. Refugiado
na Holanda por ter-se envolvido com acusados de conspirar contra a Coroa, retornou à Inglaterra no
mesmo navio em que viajava Guilherme de Orange, símbolo da consolidação da monarquia parlamentar
inglesa.
Com a obra Dois tratados sobre o governo civil, tornou-se o teórico da revolução liberal inglesa. Suas
ideias políticas fecundaram todo o século XVIII, dando o fundamento filosófico das revoluções liberais
ocorridas na Europa e nas Américas.
ESTADO DE NATUREZA E CONTRATO SOCIAL
Assim como Hobbes e posteriormente Rousseau, Locke partiu da concepção pela qual os indivíduos
isolados no estado de natureza unem-se mediante contrato social para constituir a sociedade civil.
Segundo essa teoria, apenas o pacto torna legítimo o poder do Estado.
Diferentemente de Hobbes, porém, Locke não descreve o estado de natureza como um ambiente de
guerra e egoísmo. O que então levaria os indivíduos a abandonar essa situação, delegando o poder a
outrem? Para Locke, no estado natural cada um é juiz em causa própria; portanto, os riscos das paixões
e da parcialidade são muito grandes e podem desestabilizar as relações entre os indivíduos. Por isso,
visando à segurança e à tranquilidade necessárias ao gozo da propriedade, todos consentem em insti-
tuir o corpo político.
Locke segue a tendência jusnaturalista e, nesse sentido, está convencido de que os direitos naturais
humanos não desaparecem em consequência desse consentimento, mas subsistem para limitar o po-
der do Estado. Justifica, em última instância, o direito à insurreição: o poder é um trust, um depósito
confiado aos governantes - trata-se de uma relação de confiança-, e, se estes não visam ao bem pú-
blico, é permitido aos governados retirar essa confiança e oferecê-la a outrem, posição que distingue
Locke de Hobbes.

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LEGITIMAÇÃO DE PODER
Na Idade Média transmitia-se por herança tanto a propriedade como o poder político: o herdeiro do rei,
do conde, do marquês recebia não só os bens como também o poder sobre aqueles que viviam nas ter-
ras herdadas. Locke estabelece a distinção entre o público e o privado, âmbitos que devem ser regidos
por leis diferentes.
Assim, o poder político não deve, em tese, ser determinado pelas condições de nascimento, bem como
o Estado não deve intervir, mas garantir e tutelar o livre exercício da propriedade, da palavra e da inicia-
tiva econômica. Desse modo, um aspecto progressista do pensamento liberal é a concepção parlamen-
tar do poder político, que se acha nas instituições políticas, e não no arbítrio dos indivíduos.
Enquanto para Hobbes o pacto concede o poder absoluto e indivisível ao soberano, para Locke o poder
legislativo é o poder supremo, ao qual deve se subordinar tanto o executivo quanto o poder federativo
(encarregado das relações exteriores).
A PROPRIEDADE SEGUNDO LOCKE
Como representante dos ideais burgueses, Locke enfatiza que os indivíduos abandonam o estado de
natureza para preservar a propriedade. Mas o que ele entende por propriedade? Em um sentido muito
amplo, é “tudo o que pertence” a cada indivíduo, ou seja, sua vida, sua liberdade e seus bens. A primeira
coisa que a pessoa possui, portanto, é o seu corpo: todo indivíduo é proprietário de si mesmo e de suas
capacidades. O trabalho de seu corpo é propriamente dele; portanto, o trabalho dá início ao direito de
propriedade em sentido estrito (bens, patrimônio). Isso significa que, na concepção de Locke, todos
são proprietários: mesmo quem não possui bens é proprietário de sua vida, seu corpo, seu trabalho e,
portanto, dos frutos do seu trabalho.

PARA SABER MAIS:


ASSISTA AO VÍDEO SOBRE O PENSAMENTO POLÍTICO DE JOHN LOCKE. Disponível em: <https://
[Link]/watch?v=zWvQJ9Uj6MA>. Acesso em: 17 maio 2021.

REFERÊNCIAS
ARANHA, Maria Lúcia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando – Introdução à Filosofia.
São Paulo: Moderna.

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