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Sacramentos - Batismo

O Batismo é considerado o fundamento da vida cristã, libertando os indivíduos do pecado original e incorporando-os à Igreja. Instituído por Cristo, é um sacramento essencial que simboliza a regeneração e a nova vida em Deus. A prática do Batismo é necessária para a salvação, e a Igreja confia na misericórdia de Deus para aqueles que morrem sem ele, incluindo crianças.

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Sacramentos - Batismo

O Batismo é considerado o fundamento da vida cristã, libertando os indivíduos do pecado original e incorporando-os à Igreja. Instituído por Cristo, é um sacramento essencial que simboliza a regeneração e a nova vida em Deus. A prática do Batismo é necessária para a salvação, e a Igreja confia na misericórdia de Deus para aqueles que morrem sem ele, incluindo crianças.

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Sacramentos – Batismo

Βαπτισμός - baptismós - batismo

Rechaçando Deus, rechaçou a sua união com Ele. Extinguiu na alma a vida sobrenatural com
que Deus o havia dotado; perdeu a graça santificante, não só para si, mas também para os
seus descendentes e para sempre. Como Adão era o gênero humano quando o pecado foi
cometido, todos os homens estavam presentes nele. E a graça santificante – recordemo-lo- é
algo a que o homem, por natureza, não tem direito. Era (e é) um dom absolutamente
imerecido, um espantoso presente que Deus oferecia à humanidade por meio de Adão, um
presente que este desprezou, dando um safanão à mão que Deus lhe estendia.

O pecado de Adão se deu na eternidade.

1210. Os sacramentos da nova Lei foram instituídos por Cristo e são em número de sete, a
saber: o Baptismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a
Ordem e o Matrimónio. Os sete sacramentos tocam todas as etapas e momentos importantes
da vida do cristão: outorgam nascimento e crescimento, cura e missão à vida de fé dos
cristãos. Há aqui uma certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual
(1).

1211. Seguindo esta analogia, exporemos primeiro os três sacramentos da iniciação cristã
(capítulo primeiro), depois os sacramentos de cura (capítulo segundo) e finalmente os que
estão ao serviço da comunhão e da missão dos fiéis (capítulo terceiro). Esta ordem não é,
certamente, a única possível, mas permite ver que os sacramentos formam um
organismo, no qual cada sacramento particular tem o seu lugar vital. Neste organismo,
a Eucaristia ocupa um lugar único, como «sacramento dos sacramentos»: «todos os
outros sacramentos estão ordenados para este, como para o seu fim» (2).

1213. O santo Baptismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito
(«vitae spiritualis ianua – porta da vida espiritual») e a porta que dá acesso aos outros
sacramentos. Pelo Baptismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus:
tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na
sua missão (4). «Baptismos est sacramentam regeneratiorais per aquam in Verbo – O
Baptismo pode definir-se como o sacramento da regeneração pela água e pela Palavra» (5)

Jesus apagou a dívida humana da qual nenhum humano seria capaz de apagar. Adão cometeu
uma falta com Deus, da qual, somente Deus poderia tomá-la e por amor a nós, a pagar. A
reparação do pecado era uma dívida humana impagável, mas Jesus Cristo, sendo verdadeiro
Deus e verdadeiro Homem, eliminou o abismo do qual separava o homem de Deus. (Imagem
do bom pai e do mau filho).

A morte de Jesus se dá e se transmite pela Eternidade.

Mas, voltando ao nosso recém-nascido, podemos agora compreender por que vem ao mundo
apenas com as faculdades naturais própria da natureza humana. A vida sobrenatural, efeito da
habitação pessoal e íntima de Deus na alma, está ausente dessa alma. De um menino assim,
dizemos que está em “estado de pecado original”. O pecado original não é, em sentido estrito,
uma “mancha” na alma, nem, para falar com propriedade, uma “coisa”. É a ausência de algo
que devia estar ali. É a escuridão onde devia haver luz.

1214. Chama-se Batismo com base no rito central pelo qual é realizado: batizar (“baptizem”,
em grego) significa “mergulhar”, “imergir”; o “mergulho” na água simboliza o sepultamento
do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscita como “nova criatura” (2Cor
5,17; Gl 6,15).

Na Antiga Aliança encontram-se várias prefigurações do Baptismo: a água, fonte de vida e


de morte; a arca de Noé, que salva por meio da água; a passagem do Mar Vermelho, que
liberta Israel da escravidão do Egipto; a travessia do Jordão, que introduz Israel na terra
prometida, imagem da vida eterna. É Jesus Cristo, o qual, no início da sua vida pública, se fez
baptizar por João Baptista, no Jordão: na cruz, do seu lado trespassado, derramou sangue e
água, sinais do Baptismo e da Eucaristia, e depois da Ressurreição confia aos Apóstolos esta
missão: «Ide e ensinai todos os povos, baptizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo» (Mt 28, 19-20).

1220. Se a água de nascente simboliza a vida, a água da maré um símbolo da morte. Por isso
é que podia prefigurar o mistério da cruz. E por este simbolismo, o Baptismo significa a
comunhão com a morte de Cristo.

1227. Segundo o apóstolo São Paulo, pelo Baptismo o crente comunga na morte de Cristo; é
sepultado e ressuscita com Ele:

«Todos nós, que fomos baptizados em Cristo Jesus,


fomos baptizados na sua morte. Fomos sepultados com Ele pelo
baptismo na morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos
mortos, pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova»
(Rm 6, 3-4) (26).

Os baptizados «revestem-se de Cristo» (27). Pelo Espírito Santo, o Baptismo é um banho que
purifica, santifica e justifica (28).

O Batismo é o meio instituído por Jesus para aplicar a cada alma individual a reparação do
pecado original que Ele nos obteve na cruz. Jesus não nos força a receber o seu dom, esse
dom de vida sobrenatural que Ele nos conseguiu. Oferece-o a nós com todo o interesse, mas
cada um tem que aceitá-lo livremente. E essa aceitação se realiza quando recebemos o
sacramento do Batismo.

Desaparecendo o vazio causado pelo pecado original através da graça batismal, a pessoa
deixa de ser criatura e torna-se filho de Deus, tornando-se filho pelo Filho. A alma passa a
participar da própria vida de Deus, e a essa participação chamamos graça santificante.
“confere a primeira graça santificante, pela qual é
perdoado o pecado original e também os atuais, se os há;
redime toda a pena por eles devida; imprime o caráter de
cristãos; faz-nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros
da glória; e habilita-nos a receber os demais sacramentos”.

Os ministros ordinários que celebram o Santo Batismo são o Bispo e o presbítero, sendo que,
na Igreja Latina, o diácono também. Contudo, em caso de extrema necessidade, toda pessoa
o pode fazer (porém sem a cerimônia), derramando sobre a cabeça do catecúmeno a matéria
(a água pura) enquanto diz a correta fórmula (Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo), isto tudo tendo em vista o real entendimento do sacramento e do que faz a
Santa Igreja.

 Por que batizar as crianças?

Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também
as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das
trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos
os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente
manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça
inestimável de tornar-se Filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do
nascimento. (CIC 1250)

[...] este sacramento é a entrada no povo de Deus e a porta da salvação pessoal.

1- O batismo, necessário para a salvação, é sinal e instrumento do amor da parte de Deus, que
nos liberta do pecado original e comunica a participação na vida divina: por si, o dom destes
bens às crianças não deve ser adiado.
2- É preciso providenciar garantias para que este dom possa desenvolver-se mediante uma
verdadeira educação da fé e da vida cristã, de modo que o sacramento alcance sua ‘verdade’
total.

 Quem morre sem o batismo não será salvo?

Mistério da filiação pelo Filho; natureza elevada, natureza caída, natureza redimida; graça
santificante; pecado original.

Porque Cristo morreu para a salvação de todos, podem ser salvos mesmo sem o Baptismo os
que morrem por causa da fé (Baptismo de sangue), os catecúmenos, e todos os que sob o
impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente a Deus e se
esforçam por cumprir a sua vontade (Baptismo de desejo). Quanto às crianças, mortas sem
Baptismo, a Igreja na sua liturgia confia-as à misericórdia de Deus.

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