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Manejo Fitossanitário PDFC1

O manejo fitossanitário é crucial para mitigar danos causados por pragas, doenças e plantas daninhas na agricultura, que podem resultar em perdas significativas na produção. Ele envolve a aplicação de diversas técnicas de controle, incluindo químico, biológico, cultural, físico, mecânico e preventivo, que devem ser utilizadas de forma integrada para maior eficácia. A identificação precoce dos problemas fitossanitários e o monitoramento constante são essenciais para a implementação bem-sucedida dessas estratégias.

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Manejo Fitossanitário PDFC1

O manejo fitossanitário é crucial para mitigar danos causados por pragas, doenças e plantas daninhas na agricultura, que podem resultar em perdas significativas na produção. Ele envolve a aplicação de diversas técnicas de controle, incluindo químico, biológico, cultural, físico, mecânico e preventivo, que devem ser utilizadas de forma integrada para maior eficácia. A identificação precoce dos problemas fitossanitários e o monitoramento constante são essenciais para a implementação bem-sucedida dessas estratégias.

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MANEJO FITOSSANITÁRIO¹

Manejo fitossanitário: O que é, sua importância e tipos

Os problemas fitossanitários, incluindo doenças, plantas daninhas e pragas, causam diferentes tipos de
danos à produção agrícola. Em média, mais de um terço da produção de diversas culturas tem sido perdido
em função desses problemas fitossanitários.

De qualquer maneira, o impacto não se restringe à redução na quantidade produzida. Os danos podem
incluir a dificuldade na colheita, associada, por exemplo, à presença de plantas daninhas trepadeiras,
como corda de viola (Ipomoea spp.), bem como ao aumento na umidade e nas impurezas dos grãos devido
à presença de plantas daninhas.

Alguns fungos fitopatogênicos, por sua vez, como Fusarium spp. e Aspergillus spp., atacam grãos e
produzem micotoxinas. Esses grãos contaminados, caso sejam ingeridos por animais, podem causar diversos
problemas de saúde, podendo, inclusive, levar à morte.

O que é manejo fitossanitário?

O manejo fitossanitário consiste no emprego de diferentes métodos de controle para a mitigação dos danos
causados por doenças, plantas daninhas e pragas.

O objetivo do controle fitossanitário é evitar que a população de plantas daninhas ou pragas, ou a


intensidade de doenças, atinja um nível que cause dano econômico. Para isso, diferentes técnicas podem
ser utilizadas, incluindo o controle químico, biológico, cultural, físico, mecânico e preventivo.

É importante salientar que essas técnicas devem ser empregadas de forma unificada, dentro de um
programa de manejo integrado, pois, frequentemente, o uso de uma ou poucas técnicas de controle têm
resultado em falhas de controle. Um exemplo disso é a resistência de fungos a fungicidas, em situações em
que o controle químico é usado de forma isolada no controle fitossanitário.

Quais são os tipos de controle fitossanitário?

A seguir, descubra os seis tipos de controle fitossanitário:

 Controle químico;
 Controle biológico;
 Controle cultural;
 Controle físico;
 Controle mecânico;
 Controle preventivo.

Controle químico

O controle químico representa um dos métodos mais utilizados para o controle fitossanitário. Os produtos
químicos podem ser aplicados no tratamento do solo, no sulco de semeadura, no tratamento de sementes,
na parte aérea e na pós colheita. Entre essas modalidades de uso, destaca-se a aplicação no tratamento de
sementes e na parte aérea.

No tratamento de sementes, os inseticidas são usados principalmente para combater problemas de


estabelecimento, como lagartas que causam danos às plântulas. Alguns nematicidas químicos também
podem ser aplicados em sementes e outros materiais propagativos para o controle de nematoides.

Fungicidas aplicados nas sementes têm como objetivo reduzir o inóculo de patógenos disseminados pelas
sementes (Cercospora, Colletotrichum, Drechslera, Septoria), diminuindo sua transmissibilidade às plântulas,
bem como protegê-las contra o ataque de patógenos de solo que causam tombamento e podridão de raízes
(Fusarium, Phytophthora, Pythium, Rhizoctonia).

Caso os produtos utilizados nas sementes sejam sistêmicos, eles podem ser absorvidos pelas raízes e
translocados para a parte aérea, conferindo proteção em folhas e caules. Por exemplo, inseticidas do grupo
dos neonicotinoides têm sido usados em tratamento de sementes de milho, conferindo uma proteção nos
primeiros estádios da cultura contra pragas, como a cigarrinha.

De modo similar, fungicidas sistêmicos aplicados nas sementes podem proteger a parte aérea das plantas.
Algumas carboxamidas, por exemplo, têm sido registradas para o tratamento de sementes de algodão, arroz,
milho, soja e trigo, conferindo proteção contra doenças foliares. Na parte aérea, diferentes pragas, incluindo
cigarrinhas, lagartas, percevejos e afídeos, são controladas por meio da aplicação de inseticidas.

Antracnoses, ferrugens, manchas foliares, míldios e oídios são doenças controladas pela aplicação de
fungicidas foliares. Apesar de ser uma ferramenta indispensável para a proteção dos cultivos, o controle
químico tem apresentado algumas limitações.

Primeiramente, diversos fungos têm evoluído para a resistência a fungicidas, a qual deve ser manejada por
meio do uso de fungicidas multissítios, além da rotação de mecanismos de ação distintos. Além disso,
questões relacionadas ao impacto ambiental, à saúde humana e o aumento no custo e no tempo para o
registro deve reduzir a oferta de moléculas químicas no mercado nas próximas décadas.

Controle biológico

O mercado de controle biológico tem crescido drasticamente. No Brasil, o faturamento de produtos


biológicos já ultrapassa R$ 3 bilhões e deve alcançar mais de R$ 16 bilhões em 2030. Os produtos de controle
biológico (biopesticidas) podem ser classificados em substâncias químicas naturais (bioquímicos e
semioquímicos, por exemplo o extrato pirolenhoso EPB), microbiológicos (fungos, bactérias, protozoários e
nematoides) e macrobiológicos.

No caso de insetos, o controle biológico pode envolver o uso de feromônios, substâncias usadas pelos
insetos para sua comunicação, que são colocadas em armadilhas que os atraem, capturando-os.
Macrobiológicos, a exemplo de Telenomus podisi e Trichogramma pretiosum, parasitam ovos de
lepidópteros e do percevejo marrom (Euschistus eros), respectivamente, atuando no seu controle.

Ainda em se tratando do controle biológico de insetos, o uso de microbiológicos a base dos fungos Beauveria
bassiana, Metarhizium anisopliae e Isaria fumosorosea e da bactéria Pseudomonas chlororaphis tem
ganhado destaque. Entre os alvos controlados estão a mosca branca (Bemisia tabaci) e a cigarrinha do milho
(Dalbulus maidis).

A cigarrinha constitui o principal desafio fitossanitário da cultura do milho, dada a elevada população
encontrada nas últimas safras e a sua capacidade de transmissão de patógenos, incluindo molicutes
(espiroplasma e fitoplasma), além de viroses (vírus da risca). Tem sido observado que a inclusão de produtos
biológicos aos programas de controle químico tem aumentado a eficácia do controle da cigarrinha do milho.
Com relação ao controle biológico de doenças, o uso de microbiológicos tem se destacado. No caso de
nematoides fitopatogênicos, como o nematoide de galhas (Meloidogyne incignita e M. javanica), o
nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines) e o nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus
brachyurus), os bionematicidas constituem uma das mais importantes estratégias de controle.

Os principais bionematicidas comercializados são produtos contendo bactérias do gênero Bacillus e fungos
dos gêneros Trichoderma, além das espécies Pochonia chlamydosporia e Purpureocillium lilacinum. Espécies
de Trichoderma (T. harzianum e T. asperellum) são importantes agentes de fungos de solo,
incluindo Fusarium solani (podridão de raízes), Macrophomina phaseolina (podridão cinzenta da
haste), Sclerotinia sclerotiorum (mofo branco) e Rhizoctonia solani (podridão de raízes).

Para o controle de doenças foliares, ainda existem poucos biofungicidas registrados, os quais são compostos
de bactérias do gênero Bacillus. É importante salientar, que a escolha da cepa do microrganismo a ser
empregada deve levar em consideração o alvo a ser controlado.

Controle cultural

Diferentes práticas de controle cultural podem ser adotadas para reduzir a infestação por problemas
fitossanitários. Entre elas, destaca-se a rotação de culturas.

A rotação de culturas consiste no cultivo de espécies de plantas distintas na mesma área e na mesma estação
de cultivo. Por exemplo, se um produtor cultiva soja num verão e, no verão seguinte, cultiva milho, está
fazendo rotação de culturas. Por outro lado, caso esse mesmo produtor, ao longo dos anos, cultive soja na
primeira safra e, milho na segunda, ele está fazendo uma sucessão de culturas, com duas monoculturas, uma
com soja e, a outra, com milho.

Diversos patógenos, como os agentes causais de podridões radiculares (Fusarium, Pythium,


Phytophthora e Rhizoctonia), de manchas foliares (Bipolaris, Cercospora, Corynespora, Drechslera,
Exserohilum, Pyricularia e Septoria) e de antracnoses (Colletotrichum) apresentam uma fase parasítica,
retirando nutrientes da planta viva, e outra fase saprofítica, obtendo nutrientes dos restos culturais.

A rotação de culturas atua na sobrevivência desses patógenos, pois, caso uma cultura não hospedeira seja
cultivada, ocorrerá a mineralização dos restos da cultura, com a consequente eliminação do inóculo primário
do patógeno. Assim, é de suma importância conhecer a gama de hospedeiros do patógeno que se pretende
controlar pela rotação para escolher uma espécie vegetal adequada.

Além disso, é importante conhecer o tempo necessário para a mineralização dos restos de cultura, o qual
determina o período de rotação requerido. De maneira similar, a ausência de uma cultura hospedeira
compromete a continuidade do ciclo biológico de pragas, reduzindo a sua população.

A época de semeadura é um fator importante no controle de doenças. Por exemplo, a semeadura no início
da época recomendada constitui uma estratégia de escape à ferrugem asiática. Alterações no espaçamento
entre linhas e na densidade de plantas podem ser realizadas de sorte a tornar o microclima menos favorável
à ocorrência de doenças.

Por outro lado, o rápido fechamento das entrelinhas, obtido com espaçamentos reduzidos, representa uma
prática para a supressão de plantas daninhas. O fornecimento de nutrientes de forma equilibrada, por sua
vez, representa uma prática cultural que reduz a predisposição de plantas ao ataque de pragas e patógenos.

Controle físico

O controle físico consiste na manipulação da temperatura, da umidade e da radiação.


A refrigeração consiste no método de controle físico mais usado no mundo. Embora as baixas temperaturas
normalmente não sejam letais aos organismos, elas reduzem drasticamente o seu metabolismo, mitigando
o dano causado por eles.

Esse método é bastante utilizado na pós-colheita de frutos. Além da redução da temperatura, atmosferas
controladas ou modificadas podem ser empregadas para o controle de patógenos. Isso pode ser obtido
por meio da redução na concentração de oxigênio e do aumento na concentração de gás carbônico. Além
de reduzirem o crescimento dos patógenos, tais atmosferas reduzem a respiração dos frutos, aumentando
a sua resistência a esses microrganismos.

Já a solarização consiste num método físico em que um filme plástico transparente é colocado sobre o solo
preparado. O plástico deve ser colocado numa época do ano em que existe elevada radiação. Isso cria um
efeito estufa, aumentando e temperatura do solo e, dessa forma, inviabilizando propágulos de patógenos
de solo. Determinadas faixas de radiação luminosa podem ser utilizadas para atrair e capturar insetos com
hábito noturno.

O uso de cobertura plástica que retém determinados comprimentos de onda pode controlar doenças
causadas por fungos fitopatogênicos que requerem tais comprimentos de onda para sua esporulação,
como Botrytis cinerea. A radiação ultravioleta tem sido empregada com sucesso para a redução na incidência
de podridões causada por Penicillium em frutos de maçã.

Controle mecânico

Por muito tempo, o emprego de práticas mecânicas, incluindo a aração e gradagem, com o objetivo de
correção da fertilidade e preparo do solo, também contribuiu para o controle de patógenos, pragas e
plantas daninhas.

Conforme mencionado acima, alguns patógenos sobrevivem em restos de cultura. Dessa forma, o preparo
convencional do solo acelera a mineralização dos restos de cultura, diminuindo o período de sobrevivência
desses microrganismos.

O inóculo de fitopatógenos é reduzido ou eliminado devido à inanição, uma vez que o preparo convencional
elimina a sua fonte nutricional, bem como devido à dessecação e à exposição dos propágulos desses
microrganismos à radiação ultravioleta, que apresentam efeito letal sobre o inóculo.

A eliminação de plantas (roguing) ou de partes de plantas doentes também representa uma estratégia que
pode ser aplicadas em áreas pequenas para evitar a disseminação de patógenos. A poda de ramos de plantas
de mangueira que apresentam sintomas da seca, causada por Ceratocystis fimbriata, impede que o fungo
colonize outros ramos e o tronco da planta.

A eliminação de alface com sintomas do de mosaico (Lettuce mosaic virus) ou de plantas de batata com
sintomas de canela preta (Pectobaterium carotovorum subsp. carotovorum) constitui uma prática de
controle mecânico que evita a disseminação do vírus e da bactéria, respectivamente, de uma planta para o
restante do campo.

As plantas infectadas podem ser colocadas cuidadosamente em sacos, retiradas do campo e, depois,
destruídas por meio da queima ou outro procedimento. Outra prática mecânica inclui a catação manual de
pragas que estão causando dano à plantação, como lagartas desfolhadoras.

Entretanto, convém ressaltar que essa prática também está restrita a áreas pequenas em virtude de a
demanda de mão de obra para realizar tal prática ser muito elevada.
Controle preventivo

O controle preventivo atua principalmente prevenindo a entrada de patógenos, plantas daninhas ou


pragas em uma área onde eles ainda não ocorrem. Portanto, as medidas de controle atuam principalmente
impedindo a disseminação desses organismos.

Diversos organismos podem ser disseminados através de material propagativo contaminado. A


disseminação de Sclerotinia sclerotiorum, fungo causador do mofo branco, por exemplo, pode ocorrer por
meio de seus escleródios misturados às sementes, bem como por meio do micélio dormente, que infecta as
mesmas.

Torrões contendo nematoides ou cistos presentes junto a sementes de soja possivelmente introduziram
o nematoide do cisto (Heterodera glycines) no Brasil nos anos 1990. De maneira similar, mudas vindas do
continente asiático provavelmente introduziram o cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas
citri pv. citri, no Brasil na década de 1950.

Dessa forma, uma das principais práticas de controle preventivo consiste no uso de material propagativo
(sementes, mudas, etc.) com garantia de qualidade sanitária. A limpeza de máquinas e equipamentos
agrícolas também é de suma importância, visando à remoção de partículas de solo, restos de cultura e
sementes que potencialmente podem disseminar patógenos, pragas e plantas daninhas de uma lavoura para
outra.

Caso seja possível, recomenda-se que as operações agrícolas sejam realizadas por último nas áreas
infestadas. O uso de quebra ventos também representa uma prática importante, uma vez que limita a
disseminação, especialmente de patógenos e vetores.

Como fazer o controle fitossanitário?

O primeiro passo para a adoção de medidas de controle fitossanitário consiste em identificar os organismos
que estão causando o problema na lavoura, bem como a determinação do seu nível de infestação. Assim,
é de suma importância o monitoramento frequente da área para que medidas de controle sejam adotadas
tão logo seja observado o problema fitossanitário.

O controle terá maior eficácia quanto mais cedo for adotado. A eficiência dos métodos de controle, incluindo
o químico, diminui drasticamente quando a população de insetos já está elevada, ou os insetos e plantas
daninhas estão em estádios de desenvolvimento avançados, bem como se a severidade da doença é alta.

Além disso, com base na identificação e no nível populacional do agente responsável ao problema, pode-se
planejar o(s) método(s) de controle a ser empregado de forma mais certeira.

Qual é a importância do controle fitossanitário?

O controle fitossanitário é de suma importância considerando, os diferentes entes da cadeia de produção e


de consumo.

Do ponto de vista do produtor, um bom controle fitossanitário é essencial para manutenção do potencial
produtivo das culturas, assegurando a rentabilidade da atividade agrícola. Além disso, o controle
fitossanitário garante que os produtos colhidos tenham a qualidade requerida pelo mercado consumidor.

O uso de métodos de controle é imprescindível para garantir a qualidade tanto relacionada à aparência dos
produtos, isentos de manchas e podridões, bem como para manter reduzidos níveis de micotoxinas. Em
resumo, o controle fitossanitário é indispensável para a segurança alimentar.
Tecnologias utilizadas para auxiliar o controle fitossanitário

O controle químico constitui o principal método de controle fitossanitário em diversas culturas. No entanto,
existem várias dúvidas no campo relacionadas à escolha dos fungicidas, ao momento da aplicação, ao
intervalo entre aplicações, entre outras.

Para auxiliar os produtores na tomada de decisão, algumas ferramentas digitais estão emergindo. Entre elas,
está a Digifarmz, plataforma que fornece a eficácia dos fungicidas para cada alvo a ser controlado, bem como
o melhor posicionamento dos ingredientes ativos nas diferentes aplicações, considerando a época de
semeadura, cultivar, ambiente, entre outros fatores.

Entre as tecnologias mais recentes para a aplicação de produtos fitossanitários, estão a


tecnologia EletroVortex e o uso de veículos aéreos não tripulados (VANTs). A tecnologia EletroVortex
combina o carregamento eletrostático e a assistência de ar, possibilitando que as gotas da pulverização
atinjam o alvo com maior eficiência.

Essa tecnologia permite reduzir a taxa de aplicação, diminuindo as paradas para o abastecimento. Isso
representa um ganho na capacidade operacional de até 35%. Essa tecnologia também permite um aumento
de cerca de duas vezes na deposição de gotas no terço médio da planta e uma redução da deriva aérea de
cerca de 35%.

O uso de VANTs tem ganhado mercado e popularidade no agronegócio. Os VANTs representam uma
ferramenta promissora para as aplicações, pois apresentam diversas vantagens, incluindo:

 a) redução na contaminação do aplicador, pois o operador opera o equipamento remotamente;


 b) não amassamento da cultura, como ocorre na pulverização terrestre;
 c) possibilidade de realização da aplicação mesmo em condições de solo encharcado;
 d) utilização de menor volume de calda;
 e) não utilização de combustíveis fósseis;
 f) possibilidade de aplicação em áreas acidentadas ou com obstáculos que dificultam ou inviabilizam
outras técnicas de aplicação.

Conclusão

Doenças, plantas daninhas e pragas representam uma ameaça constante às lavouras brasileiras. Dessa
forma, o controle fitossanitário é indispensável para garantir elevadas produtividades e qualidade dos
produtos colhidos.

As estratégias de controle fitossanitário incluem o controle químico, biológico, cultural, físico, mecânico e
preventivo.

A prevenção da entrada de problemas fitossanitários na área, por meio do uso de sementes sadias, da
limpeza de equipamentos, entre outras práticas, representa a primeira estratégia de controle fitossanitário
a ser adotada.

O controle biológico representa uma das estratégias que mais tem crescido nos últimos anos, considerando
o aumento na restrição do registro de produtos químico, bem como a evolução de organismos resistentes
às moléculas químicas.

A adoção de diferentes estratégias de controle fitossanitário, dentro de um programa unificado, torna-se


primordial para garantir um controle eficiente e sustentável dos organismos nocivos à agricultura não
controlam as pragas e doenças, e sendo prejudiciais ao meio ambiente, contaminando o solo, a água e o ar.
Além prejudicar a própria saúde e a dos consumidores finais.
Como já falamos anteriormente, a tentativa de controlar as pragas e doenças exclusivamente com
defensivos agrícolas tem como não ser totalmente eficaz.
1- Controle deficiente ou até nulo, porque as pragas e doenças exige outras medidas além do
controle químicos.
2- Poderá haver prejuízo econômico, porque o mal manejo, com certeza haverá redução da
produção.
A utilização dos defensivos em excesso tem com consequências:
1- Fitotoxidez – danos as plantas por excessos de agrotóxicos;
2- Aumento desnecessário dos ricos de intoxicação de produtores e consumidores;
3- Prejuízo econômico por aumento desnecessário do custo de produção;
4- Além de destruição dos inimigos naturais e desenvolvimeto de resistências das pragas e
doenças.

O que é fitossanidade das plantas?

A fitossanidade pode ser definida como o conjunto de ciências que estão relacionadas à sanidade
(saúde) vegetal. Engloba o conhecimento e as técnicas das áreas de fitopatologia, entomologia agrícola e
plantas daninhas.

Qual o principal objetivo da fitossanidade?

Proteger as plantas do ataque de pragas ou doenças que impactam na produtividade, são alguns
dos benefícios da fitossanidade. O controle efetivo de doenças e pragas na lavoura é essencial para uma
colheita com bom rendimento.

O que são fitossanitários?


São os produtos, processos e tecnologias destinados à sanidade vegetal, ou seja, ao controle de
pragas e doenças.

O que é uma avaliação fitossanitária?


O levantamento fitossanitário refere-se à incidência de doenças das espécies ou pragas, no entanto
será observado as espécies atacadas por fungos, bactérias ,ataque de cupins, bem como outros parasitas e,
assim, será diagnosticado o tipo de parasita e doença causada pelos os mesmos.

O que é sanidade na agricultura?


É um conjunto de ações tomadas para diminuir o risco de entrada e disseminação de pragas exóticas,
capazes de provocar danos econômicos, especialmente nas culturas que tenham importância econômica e
social para uma determinada região,município, estado ou país.

Qual a importância da fitossanidade?


A fitossanidade tem como objetivo, medidas para controlar e prevenir, pragas, ervas daninhas e
organismos causadores de doenças, que se espalhem em novas áreas, através da interação humana. Em
resumo, a fitossanidade é essencial para garantir a saúde e produtividade das plantações.
O que é laudo fitossanitário?
É o documento obrigatório para atestar a condição de sanidade de vegetais (como frutas e mudas)
sujeitos à certificação desde a origem dentro de uma mesma região ou local, também necessário para
emissão da Permissão de Trânsito de Vegetais - PTV
O que é um laudo agronômico?
O laudo técnico agronômico é um documento que atesta as condições de cultivo, de uma ou mais
cultura, sobre o estado fitossanitário, fazer uma previsão de produtividade e relatar sobre a qualidade da
produção.
O que faz a fitopatologia?
É a ciência agronômica que estuda os sintomas e sinais que caracterizam uma determinada doença ou
ataque de pragas nos vegetais.
Insetos prejudiciais
Organismos prejudiciais são considerados como praga qualquer espécie que venha causar prejuízos
econômicos ao agricultor ou à sociedade (animais: insetos, ratos; microrganismos: bactérias, fungos, vírus;
vegetais: espécies invasoras). Apesar de grande número de insetos alimentarem-se das plantas, apenas
cerca de 2% dessas espécies tornam-se pragas. Os insetos-praga, em geral, ocorrem regularmente; causam
prejuízo econômico e possuem uma alta capacidade reprodutiva. As pragas de importância agrícola são as
espécies que podem comprometer a produção de plantas cultivadas. Alguns exemplos de pragas são: a traça-
do-tomateiro, a traça-das-crucíferas, a lagarta-do-cartucho do milho, além da vaquinha, mosca-branca e os
pulgões que atacam diversas plantas cultivadas.

EXEMPLOS DE INSETOS PREJUDICIAIS


Insetos benéficos

Muitos insetos não comem plantas, mas alimentam-se de outros insetos e ajudam a manter o equilíbrio na
natureza, para qualquer espécie de
insetos pragas, existem diversos organismos que podem ser seus inimigos naturais, ou seja, alimentam-se
ou vivem às custas de espécies que
danificam as plantas. Por essa razão, o uso de inseticidas pode ter efeito contrário ao desejado, uma vez que
eliminam os insetos-praga e
também seus inimigos naturais, ou seja, os predadores e parasitoides. Em consequência da redução dos
inimigos naturais, diminui também o
controle exercido por eles sobre as pragas, denominado de controle biológico. Essa combinação de fatores
favorece a ocorrência de explosões
populacionais de alguns insetos que se alimentam de plantas cultivadas pelo homem, o que acarreta grande
desequilíbrio ecológico no sistema.
Princípios e práticas ecológicas para o manejo de insetos benéficos e pragas na agricultura, alguns inimigos
naturais são estudados por
apresentar potencial para uso no controle biológico das pragas. Esses inimigos naturais podem serem
parasitoides, predadores e organismos
causadores de doenças (fungos, bactérias, vírus ou nematoides). Os parasitoides e predadores são animais
que se alimentam de outros
animais. A diferença principal entre eles é que os parasitoides completam seu desenvolvimento em um único
inseto. Enquanto que os
predadores atacam rapidamente e consomem vários insetos (presas) durante o seu desenvolvimento larval
e também na fase adulta. Os insetos
predadores apresentam diversas adaptações que ajudam na captura de presas como: pernas ágeis, visão e
olfato bem desenvolvidos. A dieta é
variada, e o grupo pode apresentar espécies generalistas (vários tipos de presas) ou especialistas (um ou
poucos tipos de presas). Podem atuar
tanto durante o dia quanto durante a noite. São exemplos de predadores generalistas as vespas
(marimbondos) e formigas predadoras, além
do louva-a-deus. As joaninhas e o bicho lixeiro, por outro lado, são predadores que atacam insetos pequenos
e de corpo mole, como pulgões e
larvas de mosca - branca, além de ovos de várias espécies. Os parasitoides precisam do hospedeiro para
completar seu desenvolvimento durante
a fase jovem (larva). Exemplo: vespinhas do gênero Trichogramma são parasitoides de ovos da lagarta-do-
cartucho do milho; tem-se ainda
parasitoides de ovos do percevejo-da-soja e parasitoides de pulgão. Quando o parasitoide completa seu
desenvolvimento larval ou torna-se
adulto, seu hospedeiro morre. Durante a fase adulta, o parasitoide é de vida livre e alimenta-se, geralmente,
de pólen e néctar de flores.
Área de produção simplificada com monocultivo é dominada por insetos-praga.
Práticas agrícolas no controle biológico conservativo do Ecossistema
É o conjunto de seres vivos que se relacionam entre si e são influenciados pelo clima, solo e paisagem de
uma região.
Agroecossistema, por sua vez, é um ecossistema com a presença de pelo menos uma cultura agrícola. A base
dos agroecossistemas são as plantas, fontes de alimentos e abrigos tanto para as pragas quanto para os
inimigos naturais dessas pragas. Por exemplo: Os insetos parasitoides de ovos e lagartas, em sua fase adulta,
alimentam-se de néctar das flores. O pólen de muitas flores também complementa a alimentação de muitos
predadores. Além de alimento, as plantas fornecem locais para abrigo, para acasalamento e para postura de
ovos. Além disso, essas plantas podem servir para a complementação de sua dieta com presas alternativas,
que não são comumente encontradas nas lavouras, o que permite que esses insetos mantenham-se nas
lavouras mesmo quando a presa principal não está presente, é preciso observar a natureza para, ao imitá-
la, obter o máximo de seus benefícios. Nos agroecossistemas é possível, ainda que de forma simplificada,
estabelecer uma teia alimentar com todos os componentes. A diversificação vegetal poderá estruturar um
ambiente agrícola mais estável ao longo do tempo de forma semelhante ao que ocorre nos ecossistemas
naturais, e dessa maneira diminuir a necessidade de intervenção, como por exemplo, uso de inseticidas para
controle de pragas, para o alcance da produtividade. Além do aumento da diversidade de plantas cultivadas
naspropriedades, a vegetação em torno dos campos (bordaduras) também pode ser manejada de maneira
a favorecer os inimigos naturais. O agricultor pode introduzir nas bordaduras plantas ricas em pólen e néctar,
tais como leucena e crotalária, além de manter as plantas de crescimento espontâneo, que podem ser
atrativas para alguns inimigos naturais. Geralmente os inimigos naturais entram nas áreas de cultivo a partir
das margens dos campos, pelas bordaduras ou pela proximidade com as áreas de vegetação nativa adjacente
à lavoura. Assim, tem-se observado que o controle biológico é maior nas fileiras próximas à vegetação
natural do que nas fileiras de plantas localizadas no centro das culturas. Plantas como assa-peixe (Vernonia
ferruginea), caruru (Amaranthus spp.), losna branca (Parthenium hysterophorus) e maria-pretinha (Solanum
americanum) ajudam na conservação de vários inimigos naturais, como percevejos predadores (p. ex. Orius
spp., Geocoris spp., Podisus spp.), aranhas, joaninhas, entre outros. Uma maneira de promover a distribuição
e a circulação dos inimigos naturais nas áreas de cultivo é criar corredores ecológicos, de forma a manter as
fileiras de plantas que irão fornecer alimento e abrigo aos insetos benéficos, Os corredores deverão ter uma
largura de aproximadamente de 50 a 100 metros. Essas fileiras de plantas, de preferência com floração
abundante, facilitam a movimentação de insetos benéficos da vegetação nativa ou das margens dos campos
de cultivo para o interior das áreas cultivadas.
O objetivo é diversificar e, ao mesmo tempo, integrar a propriedade para aumentar a interação entre seus
diferentes componentes. Outra maneira de incrementar as populações de inimigos naturais é fornecer
recursos suplementares, tais como local para a construção de ninhos, podem ser distribuídas estruturas
artificiais (ninhos) nas margens dos campos para que vespas predadoras de lagartas construam seus ninhos.
Os ninhos artificiais podem ser confeccionados com pequenas seções de bambu de 11 cm de comprimento
e diâmetros variados (entre 0,5 e 1,5 cm). Esses pequenos pedaços de bambu têm extremidade aberta para
a entrada das vespas e a outra fechada pelo próprio nó do bambu. Esses ninhos artificiais baseiam-se no
comportamento das vespas solitárias de utilizarem cavidades preexistentes, furos feitos por outros insetos
em madeira, para construírem seus ninhos. Redesenho da propriedade é importante identificar as fontes
naturais de diversificação já existentes na propriedade, como a presença de vegetação nativa, árvores e
plantas não cultivadas. Em seguida, planejar o que se pretende produzir. Em curto prazo (um ano), deve-se
planejar como a área será utilizada com culturas anuais e perenes, criações etc. o agricultor deverá também
definir se serão utilizados policultivos, consórcios, cobertura viva, adubo verde, divisão de talhões, barreiras.
Os policultivos são plantios de várias espécies, na mesma época e na mesma superfície de solo, que
produzem colheitas múltiplas em sequência.
Esse sistema imita o que acontece em ambientes naturais, e evita o desgaste de colheitas únicas e a presença
maciça de uma mesma espécie, como acontece em monocultivos. Planejar a rotação de culturas, ou seja,
estabelecer a sequência de cultivos que será implantados na propriedade com diferentes grupo familiares.
Finalmente, planejar quais os componentes de diversificação e quais espécies poderão ser incorporadas
no ambiente, ao se considerar o uso da terra no espaço, no tempo, bem como sua provável funcionalidade.
Para tanto, pode-se planejar o estabelecimento de faixas de vegetação marginal, bordas de cultivos,
corredores de vegetação com árvores, arbustos e plantas de baixo porte para propiciar abrigo, floração ao
longo do ano, e proximidade com as áreas de vegetação nativa.
Cultivar as espécies de maior interesse, intercaladas com outras que contribuam para o aumento das
populações de inimigos naturais ou que causem repelência e dificuldades de dispersão das pragas. Exemplo:
faixas de tomate intercaladas com faixas de sorgo propiciam diminuição de viroses e aumento de predadores
de mosca-branca na cultura do tomate. Existem inúmeras maneiras de diversificar uma propriedade para
incrementar o controle biológico nos agroecossistemas.
Se o objetivo é fornecer alimento (pólen e néctar) para os insetos benéficos, é importante que as
plantas a serem utilizadas estejam em floração antes da época de ocorrências das pragas, assim, quando as
pragas chegarem à lavoura, os inimigos naturais já estarão estabelecidos.
Outro aspecto importante é que as flores tenham o tamanho e a forma compatível com o
comportamento dos insetos. Em geral, as flores pequenas e de formato mais aberto são as mais utilizadas
pelas vespinhas parasitoides.
As gramíneas e a palhadas podem ser usadas como cobertura do solo e local de abrigo para os
besouros predadores.
Exemplos de práticas de diversificação ambiental em propriedades orgânicas. Em geral, adotam
práticas culturais comuns que visam transformar a paisagem dos sistemas de cultivo e favorecer a
conservação do controle biológico, na maioria das situações, revela a importância do controle biológico para
a agricultura.
A seguir algumas medidas para melhorar a atividade dos inimigos naturais na propriedade:
a) manter nas áreas de cultivo as espécies arbóreas (nativas ou não);
b) manter faixas de plantas arbustivas e arbóreas (bordaduras) em volta da área cultivada, servindo também
como quebra-vento;
c) dividir a área cultivada em talhões para otimizar o uso da terra;
d) realizar plantio em consórcio ou policultivos com as espécies pertencendo a diferentes famílias,
diferentes alturas e tempos de vida;
e) manter espécies de plantas espontâneas em locais onde a terra não está sendo usada;
f) realizar plantios com o mínimo de perturbação no ambiente;
g) fazer a rotação de cultivos.
Para os agricultores que praticam agricultura de base ecológica, há uma preocupação com o equilíbrio
nutricional e com as relações entre os organismos presentes no sistema de produção.
A seleção e o cuidado com o uso de insumos, como adubos , e a escolha de produtos para controle
de insetos e doenças, que não causam impactos negativos à planta e a outros organismos, também
favorecem a conservação do controle biológico.
Outras práticas, como o uso de produtos naturais ou homeopáticos e agentes de controle biológico:
microrganismos (fungos e bactérias), insetos predadores (bicho lixeiro) e parasitoides (Trichogramma spp.),
têm-se mostrado uma alternativa viável e vem sendo usada
pelos agricultores em situações de necessidade. Esses produtos têm sido usados pelos produtores que
exploram a propriedade de forma mais intensa com necessidade de produção regular e estável devido à
comercialização.
Entretanto, é importante lembrar que alguns desses produtos, mesmo sendo naturais, podem causar
efeitos indesejáveis aos inimigos naturais e polinizadores e, por isso, devem ser utilizados com cautela.
DOENÇAS PREJUDICAIS AOS VEGETAIS

Existem diversos tipos e espécies de doenças em plantas, principalmente no que se referem a


produção de olerícolas.

Doenças como exemplo :

Doenças causadas por fungos e oomicetos: míldio (Bremia lactucae), septoriose


(Septoria lactucae), oídio (Oidium sp.), cercosporiose (Cercospora longissima), mancha-preta
(Alternaria brassicae), mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum e Sclerotinia minor).

Doenças causadas por bactérias: mancha-bacteriana (Xanthomonas axonopodis pv.


vitians), mancha-cerosa (Pseudomonas cichorii), queima-Iateral-das-folhas (Pseudomonas marginalis
pv. marginalis), podridão-mole (Erwinia spp).

Sempre que se vai iniciar uma lavoura, temos que ter alguns cuidados inicialmente
como:

Escolha do local de plantio, faça a análise do solo e da água, seleção das sementes e
mudas, os equipamentos, os insumos e as pessoas que irão trabalhar. É preciso plantar com
consciência.

Antes de adquirir um produto fitossanitário, será necessário consultar um engenheiro


agrônomo, para fazer uma inspeção na lavoura e avaliar se haverá necessidade da utilização de
defensivos químicos. O produtor tem que comprar a quantidade suficiente, para não ter produto
sobrando na propriedade.

Sempre examinar o prazo de validade do produto adquirido.

Não aceitar embalagens danificadas.

Verificar se as informações de rótulo e bula estão legíveis.


Comprar o EPI – Equipamento de Proteção Individual.

EPI é o significado de Equipamento de Proteção Individual. E são todos aqueles


equipamentos, dispositivos ou produtos, de uso individual que deverá ser utilizado pelo trabalhador, com o
intuito de protegê-lo contra os riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a saúde.

Exigir sempre nota fiscal e guardá-la junto com o receituário agronômico.

Agrotóxicos são produtos químicos ou biológicos usados para controlar pragas, doenças e
o crescimento de plantas. São utilizados na agricultura, na jardinagem e na saúde pública.
Os agrotóxicos são usados para:
 Controlar insetos, larvas, fungos, carrapatos e outros vetores de doenças
 Regular o crescimento de plantas
 Proteger florestas e outros ecossistemas
 Tratar madeira
 Armazenar grãos e sementes
 Produzir flores
 Tratar endoparasitas e ectoparasitas em animais
 Controlar vetores de doenças na saúde pública

Os agrotóxicos podem ser classificados como inseticidas, herbicidas, fungicidas, bactericidas,


desfolhantes, nematicidas e acaricidas.
No Brasil, os agrotóxicos são classificados toxicologicamente em quatro classes: extremamente tóxicos,
altamente tóxicos, medianamente tóxicos e pouco tóxicos.
Agrotóxicos ou Defensivos Agrícolas

São produtos químicos ou biológicos usados para controlar pragas, doenças e o crescimento de
plantas. São utilizados na agricultura, na jardinagem e na saúde pública.
Os agrotóxicos são usados para:
 Controlar insetos, larvas, fungos, carrapatos e outros vetores de doenças
 Controlar doenças fúngicas e bacterianas
 Regular o crescimento de plantas
 Proteger florestas e outros ecossistemas
 Tratar madeira
 Armazenar grãos e sementes
 Produzir flores
 Tratar endoparasitas e ectoparasitas em animais
 Controlar vetores de doenças na saúde pública

No Brasil, os agrotóxicos são classificados toxicologicamente em quatro classes: extremamente


tóxicos, altamente tóxicos, medianamente tóxicos e pouco tóxicos.

Os defensivos agrícolas ou agrotóxicos , não são os únicos recursos no controle de pragas e


doenças.
O manejo fitossanitário no controle de pragas e doenças é um conjunto de medidas que inclui
determinadas práticas de cultivo, uso de variedades resistentes , controle químicos ,biológicos e métodos
físicos.
Um conjunto de medidas, quando bem adotado de forma planejada, constitue o chamado MIP -
manejo integrado de práticas.
Os defensivos agrícolas podem e deve serem reduzidos, caso o manejo seja bem feito, muitos
agricultores utilizam defensivos erroneamente, que
muitas vezes não controlam as pragas e doenças, e
sendo prejudiciais ao meio ambiente, contaminando o
solo, a água e o ar. Além prejudicar a própria saúde e a
dos consumidores finais.
Como já falamos anteriormente, a tentativa de controlar as pragas e doenças exclusivamente com
defensivos agrícolas tem como não ser totalmente eficaz.
3- Controle deficiente ou até nulo, porque as pragas e doenças exige outras medidas além do
controle químicos.
4- Poderá haver prejuízo econômico, porque o mal manejo, com certeza haverá redução da
produção.
A utilização dos defensivos em excesso tem com consequências:
5- Fitotoxidez – danos as plantas por excessos de agrotóxicos;
6- Aumento desnecessário dos ricos de intoxicação de produtores e consumidores;
7- Prejuízo econômico por aumento desnecessário do custo de produção;
8- Além de destruição dos inimigos naturais e desenvolvimeto de resistências das pragas e
doenças.

EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS

As embalagens de agrotóxicos são classificadas em laváveis e não-laváveis ou


contaminadas. As embalagens laváveis são rígidas, fabricadas com material plástico, metálico ou
vidro, e acondicionam formulações líquidas de agrotóxicos para serem diluídas em água (de acordo
com a NBR 13.968).

CONSUMO DOS DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

O avanço do consumo dos defensivos agrícolas, ocorre em função do aumento das áreas
plantadas e das inovações tecnológicas dos sistemas agrícolas, que permitiram a existência de duas a
três culturas no mesmo ano agrícola, o que muitas vezes ocasiona aumento na incidência de agentes
bióticos, levando a uma necessidade de controle para que não ocorra redução na produtividade
agrícola.

Receituário agronômico

O receituário agronômico é um documento que contém todas as recomendações


técnicas necessárias para orientar o produtor quanto ao uso correto de defensivos agrícolas. Sua
emissão é obrigatória e deve ser realizada por um profissional capacitado para analisar a lavoura,
como o engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal.

O receituário é prescrito em 02 vias no mínimo, um fica com o produtor e a outra é


entregue a loja que irá vender o produto indicado pelo profissional que emitiu o receitúario. É crime
previsto por lei a venda sem este receituário. O vendedor, assim como o comprador pode ser punido
pela venda indescriminada dos defensivos químicos.

Formulações

Os defensivos agricolas são comercializados em diversas formas, chamadas de


formulações.

Quando se compra um determinado produto, uma parte é constituida do princípio


ativo(p.a.), ou seja, do agroquímico que tem ação contra determinado organismo que se quer combater, a
outra parte é inerte, sem ter efeito algum, sendo utilizado apenas como volume para a veiculação do
produto.

A maior parte dos produtos utilizados para combater os organismos indesejáveis, são
liquidos ou em pó. Em geral os produtos líquidos são de manipulação mais fácil, com melhor dispersão,
propocionando um controle mais eficiente, com o mesmo princípio ativo.

Existem mais de 80 formulações diferentes, sendo pelo menos 20 delas com importância
no mercado. Dentre as formulações mais populares, temos:

 Formulações sólidas para diluição em água: WP (pó molhável) e WG (granulado dispersível);


 Formulação sólida para aplicação direta: GR (granulado);
 Formulações líquidas: SC (suspensão concentrada), SL (concentrado solúvel), EC (concentrado
emulsionável), ME (microemulsão), OD (dispersão de óleo ou suspensão concentrada em óleo)
e CS (suspensão de encapsulado).

Abaixo, algumas características das principais formulações!

WP - Pó molhável

São formulações com partículas muito pequenas, e têm sido menos comuns ultimamente por causarem
problemas como formação de poeira, dificuldade no manuseio e dificuldade no estabelecimento da
dosagem, o que causa dificuldade e risco para o operador e para o ambiente. Estes produtos também podem
causar entupimento de filtros e de pontas de pulverização, principalmente ao se usar menores volumes de
calda. Porém, esta formulação ainda é interessante em alguns casos, como em fungicidas multissítios.

DP - Pó seco

Formulação sólida na forma de pó, para aplicação direta através de polvilhamento. É usado para tratar locais
onde não é possível a aplicação líquida, como instalações elétricas e outros.

WG - Granulado dispersível

O granulado dispersível pode ser visto como uma evolução do pó molhável, e é composto por partículas
maiores, e tem como características a pouca formação de poeira, facilidade de manuseio e dosagem e rápida
solubilização em água.

GR - Grânulos

É composta por partículas com 2,5 a 10 mm de diâmetro, o que confere baixa deriva durante a aplicação,
sendo uma formulação comum para a aplicação de herbicidas e inseticidas no solo.

SC - Suspensão concentrada

Essa formulação é formada por uma suspensão estável de partículas sólidas (geralmente com até 5 µm) de
algum ingrediente ativo insolúvel, contendo agentes dispersantes, molhantes e estabilizadores de
viscosidade. Essa formulação possui facilidade em tanque e compatibilidade com outras formulações,
porém, com o tempo pode ocorrer sedimentação das partículas.

FS - Suspensão concentrada para tratamento de sementes

Possui ingredientes ativos sólidos em água para aplicação em tratamento de sementes. São suspensões
concentradas (SC) modificadas para promover a adesão do produto na superfície da semente, junto com
corante para indicar que a semente foi tratada. Como são a base de água, proporcionam segurança e
praticidade. Porém, altos níveis do produto podem resultar em aglomerações e fluidez reduzida das
sementes.

EC - Concentrado emulsionável

É formada por uma solução com ingrediente(s) ativo(s) em solvente orgânico. Possui agentes
emulsificantes e solventes orgânicos insolúveis, e formam partículas em emulsão quando diluídas em água.
Possui menor risco de deriva por formar gotas maiores, e boa penetração nas folhas. Porém, pode ocorrer
separação das fases em misturas complexas em tanque, e em temperaturas muito baixas, pode ocorrer
cristalização dos ingredientes ativos.

CS - Suspensão encapsulada

Possui o ingrediente ativo encapsulado em um polímero, suspenso em meio aquoso com dispersante e
agente umectante. Usada para liberação controlada ou prolongada de defensivo, e para proteção
contraingredientes ativos tóxicos e contra degradação dos materiais.

EW - Emulsão aquosa concentrada

Na emulsão aquosa concentrada, a fase contínua é a água, podendo ser considerada uma alternativa mais
segura para o meio ambiente do que o concentrado emulsionável, que usa solvente orgânico, tendo um
menor risco de fitotoxicidade, menor impacto ambiental e maior facilidade de manuseio.

ME - Microemulsão

É uma formulação à base de água com gotas emulsificadas muito pequenas que não se juntam, não causando
separação de fases. É facilmente manipulável e possui boa eficácia. Porém, necessitam de surfatante.

SL - Concentrado solúvel

São soluções baseadas em água ou em misturas de solventes solúveis em água. Nem todos ingredientes
ativos são compatíveis nesse tipo de solução, que depende da estabilidade e solubilidade de cada
ingrediente ativo em solução aquosa. Geralmente essas soluções necessitam da adição de surfatantes para
gerar um molhamento adequado nos alvos.

RB - Isca

Formulação sólida para aplicação direta que contém o ingrediente ativo junto com material atrativo
(geralmente alimento), atraindo o alvo desejado e sendo ingerida por ele

OD - Dispersão em óleo

Ingrediente ativo sólido disperso em óleo, sendo o uso comum para ingredientes ativos sensíveis à água.
Pode ter uma melhor retenção, espalhamento e penetração foliar, pois o óleo pode agir como adjuvante.
Porém, pode sofrer maior sedimentação comparado à sistemas à base de água.
A utilização de defensivos agrícolas na lavoura é uma prática rotineira para manutenção da saúde das
plantas cultivadas e sua produtividade.

Podendo ser classificados de diversas formas, a classificação em grupos químicos é uma das principais
maneiras de distinguir os defensivos utilizados na lavoura.

Continue acompanhando para entender melhor e fazer uma boa escolha de defensivos agrícolas de grupos
químicos para sua lavoura:

Grupos químicos e seus impactos na produção.

A classificação química dos defensivos agrícolas leva em consideração os mecanismos de ação dos
princípios ativos que compõem o produto, desta forma, o produto é classificado de acordo com o local onde
o produto age no alvo.

Esta classificação tem uma papel fundamental no planejamento de estratégias para evitar a resistência
dos patógenos aos defensivos agrícolas. A aplicação do mesmo fungicida ou do mesmo mecanismo de ação
repetidamente pode colocar em risco a eficiência dos produtos.

Uma forma de auxiliar na preservação das tecnologias e evitar a resistência aos produtos é realizar a rotação
de mecanismos de ação.

Os defensivos agrícolas de grupos químicos deve estar identificado no seu rótulo conforme a legislação
brasileira. A partir do ano de 2017, os rótulos dos defensivos passaram a trazer um retângulo logo abaixo
da composição do produto, com a identificação do modo de ação.

As classes químicas dos defensivos agrícolas de acordo com seu modo de ação estão descritas abaixo:

 Grupo A: Síntese de ácidos nucleicos


 Grupo B: Divisão celular e mitose
 Grupo C: Respiração
 Grupo D: Síntese de Aminoácidos e proteínas
 Grupo E: Transdução de sinais
 Grupo F: Síntese de lipídeos e integridade das membranas
 Grupo G: Biossíntese de esteróis em membranas
 Grupo H: Biossíntese da parede celular
 Grupo I: Síntese de melanina na parede celular
 Grupo M: Atividade multissítios
 Grupo N: Não classificado
 Grupo P: Indutores de defesas em plantas hospedeiras

Os defensivos agrícolas com características multissítios possuem atividade em dois ou mais sítios no alvo.
Como por exemplo, o mancozebe e o clorotalonil, muito utilizados na cultura da soja.

Integração de defensivos com outras práticas agrícolas

A integração de defensivos agrícolas de grupos químicos com outras práticas agrícolas é fundamental para
o manejo eficiente e sustentável de pragas, doenças e plantas daninhas.
Essa abordagem visa otimizar o controle de problemas fitossanitários, reduzir o uso de
defensivos, aumentar a produtividade e a rentabilidade da lavoura, além de preservar o meio ambiente e
a saúde humana.

Algumas das principais práticas que podem ser integradas com o uso de defensivos agrícolas incluem:

1. Cultivares resistentes

Optar por cultivares geneticamente resistentes a pragas e doenças específicas da região e da cultura,
ajudam a reduzir a dependência de defensivos agrícolas e a preservar a biodiversidade.

Ao escolher cultivares com resistência genética, é possível mitigar os danos causados sem recorrer
excessivamente a produtos químicos, promovendo assim um equilíbrio mais saudável nos ecossistemas
agrícolas.

2. Manejo integrado de pragas e doenças (MIP)

É uma estratégia que combina diferentes métodos de controle para otimizar o manejo de problemas
fitossanitários na agricultura para reduzir o uso de defensivos agrícolas, aumentar a produtividade e a
rentabilidade da lavoura, além de preservar o meio ambiente e a saúde humana.

Os métodos de controle utilizados no do menejo integrado de pragas e doenças podem incluir:

Controle biológico: Utilização de inimigos naturais para controlar pragas, como insetos predadores, fungos
e bactérias entomopatogênicas.

Controle cultural: Práticas que evitam a proliferação de pragas e doenças, como rotação de culturas,
adubação adequada, manejo da irrigação, controle de plantas daninhas e uso de cobertura morta.

Controle químico: Uso de defensivos agrícolas como último recurso, quando os outros métodos não forem
suficientes, sempre seguindo as instruções do fabricante e as normas de segurança ambiental.

3. Boas práticas agrícolas

Práticas agrícolas sustentáveis são essenciais para garantir a saúde do ecossistema agrícola. Isso inclui a
adoção de métodos que promovem a vitalidade das plantas e a qualidade do solo, como a aplicação
equilibrada de adubos e a adequada irrigação, baseadas em análises regulares de solo e foliar para
determinar as necessidades nutricionais das culturas.

Além disso, é indicado realizar um monitoramento constante das plantações para detectar prontamente
problemas fitossanitários e implementar medidas preventivas.

O controle da erosão e da compactação do solo também é prioritário, sendo necessário adotar medidas
específicas para conservar a estrutura do solo e sua capacidade de sustentar a produção agrícola a longo
prazo.
4. Controle biológico

No controle biológico, são empregados inimigos naturais para combater pragas de forma sustentável. Isso
inclui o uso estratégico de insetos predadores, como joaninhas e crisopídeos, além
de fungos e bactérias entomopatogênicos, e nematoides parasitas de insetos.

Esses organismos ajudam a controlar a população de pragas de forma eficaz e sem impactos negativos ao
meio ambiente, contribuindo para a promoção da agricultura sustentável.

5. Controle cultural

O controle cultural envolve práticas para evitar a proliferação de pragas e doenças, incluindo a rotação de
culturas, alternando diferentes plantações em uma mesma área para impedir o acúmulo de patógenos e
pragas, além da aração e preparo do solo, eliminando restos de cultura que podem servir de abrigo para
esses organismos.

O controle de plantas daninhas também é importante, tanto para evitar a competição com a cultura
principal quanto para reduzir a proliferação de insetos e doenças. Além disso, o uso de cobertura morta é
uma prática eficaz para proteger o solo e diminuir a germinação de plantas daninhas.

O ideal é utilizar essas medidas combinadas para contriuir para a saúde das plantações e a redução do uso
de pesticidas.

6. Tecnologia de aplicação

A tecnologia de aplicação garante a aplicação precisa e segura de defensivos agrícolas, otimizando


o controle de pragas e doenças.

Calibração correta dos equipamentos, pontas de pulverização adequadas e condições climáticas favoráveis
são essenciais para a eficiência do processo.

A proteção individual e ambiental também é um fator fundamental, com o uso de EPIs e medidas para
evitar a contaminação do solo e da água.

A implementação da tecnologia de aplicação de forma adequada otimiza o uso de defensivos, aumenta a


produtividade da lavoura e protege o meio ambiente.

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